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Cônicas Parábola Dados uma reta d e um ponto F , de um plano , chamamos de parábola o conjunto de pontos do plano eqüidistantes de F e d. Assim, sendo, por exemplo, F, P, Q e R pontos de um plano e d uma reta desse mesmo plano, de modo que nenhum ponto pertença a d, temos: Observações: 1ª) A parábola é obtida seccionando-se obliquamente um cone circular reto: 2ª) Os telescópios refletores mais simples têm espelhos com secções planas parabólicas. 3ª) As trajetórias de alguns cometas são parábolas, sendo que o Sol ocupa o foco. 4ª) A superfície de um líquido contido em um cilindro que gira em torno de seu eixo com velocidade constante é parabólica. Elementos Observe a parábola representada a seguir. Nela, temos os seguintes elementos: • foco: o ponto F • diretriz: a reta d • vértice: o ponto V • parâmetro: p Então, temos que: • o vértice V e o foco F ficam numa mesma reta, o eixo de simetria e. Assim, sempre temos . • DF =p • V é o ponto médio de Equações Vamos considerar os seguintes casos: a) parábola com vértice na origem, concavidade para a direita e eixo de simetria horizontal Como a reta d tem equação e na parábola temos: • ; • P(x, y); • dPF = dPd ( definição); obtemos, então, a equação da parábola: y2 = 2px b) parábola com vértice na origem, concavidade para a esquerda e eixo de simetria horizontal Nessas condições, a equação da parábola é: y2 = -2px c) parábola com vértice na origem, concavidade para cima e eixo de simetria vertical x2=2py d) parábola com vértice na origem, concavidade para baixo e eixo de simetria vertical x2= - 2py Elipse Considerando, num plano , dois pontos distintos, F1 e F2 , e sendo 2a um número real maior que a distância entre F1 e F2, chamamos de elipse o conjunto dos pontos do plano tais que a soma das distâncias desses pontos a F1 e F2 seja sempre igual a 2a. Por exemplo, sendo P, Q, R, S, F1 e F2 pontos de um mesmo plano e F1F2 a, temos e > 1. Equações Vamos considerar os seguintes casos: a) hipérbole com centro na origem e focos no eixo Ox F1 (-c, 0) F2 ( c, 0) Aplicando a definição de hipérbole: Obtemos a equação da hipérbole: b) hipérbole com centro na origem e focos no eixo Oy. Nessas condições, a equação da hipérbole é: 2 2 2 2 1 y x a b − = Hipérbole eqüilátera Uma hipérbole é chamada eqüilátera quando as medidas dos semi-eixos real e imaginário são iguais: a = b Assíntotas da hipérbole Assíntotas são retas que contêm as diagonais do retângulo de lados 2a e 2b. Quando o eixo real é horizontal, o coeficiente angular dessas retas é ; quando é vertical, o coeficiente é . Equação Vamos considerar os seguintes casos: a) eixo real horizontal e C(0, 0) As assíntotas passam pela origem e têm coeficiente angular ; logo, suas equações são da forma: b) eixo vertical e C(0, 0) As assíntotas passam pela origem e têm coeficiente angular ; logo, suas equações são da forma: Cônicas Transladadas Parábola com vértice (h,k) e eixo paralelo ao eixo x 2(y k) 4p(x h)− = − aberta à direita 2(y K) 4p(x h)− = − − aberta à esquerda Parábola com vértice (h,k) e eixo paralelo ao eixo y 2(x h) 4p(y k)− = − aberta para cima 2(x h) 4p(y k)− = − − aberta para baixo Exemplo Determine o gráfico da equação y2 – 8x – 6y – 23 = 0. Sol.: A equação envolve termos quadráticos em y mas nenhum em x, logo primeiro colocamos todos os termos de y em um lado y2 – 6y = 8x + 23. A seguir completamos quadrados nos termos em y adicionando 9 em cada lado (y – 3)2 = 8x + 32. Finalmente, pondo em evidência ao lado direito, temos (y – 3)2 = 8(x + 4). Temos h = -4, k = 3 e p = 2. Assim o gráfico é uma parábola com vértice (-4,3) aberta à direita. Uma vez que p = 2, o foco está 2 unidades à direita do vértice, o que o localiza no ponto (-2,3); e a diretriz está 2 unidades à esquerda do vértice o que significa que sua equação é x = -6. Elipse com centro (h,k) e eixo maior paralelo ao e ixo x 2 2 2 2 (x h) (y k) 1 a b − −+ = com b ≤ a Elipse com centro (h,k) e eixo maior paralelo ao e ixo y 2 2 2 2 (x h) (y k) 1 b a − −+ = com b ≤ a Exemplo Descreva o gráfico da equação 16x2 + 9y2 – 64x – 54y + 1 = 0. Sol.: Esta equação envolve termos quadráticos em x e y; assim agrupemos os termos com x e os termos com y em um lado e a constante em outro: (16x2 – 64x) + (9y2 – 54y) = -1. Completando quadrados, obtemos 16(x2 – 4x + 4) + 9(y2 – 6y + 9) = -1 + 64 + 81 ⇒ 16(x – 2)2 + 9(y – 3)2 = 144. Dividindo toda a equação por 144, obtemos: 2 2(x 2) (y 3) 1 9 16 − −+ = . h = 2, k = 3, a2 = 16 e b2 = 9. Assim a equação é uma elipse com centro (2,3) e eixo maior paralelo ao eixo y. Uma vez que a = -4, o eixo maior estende-se 4 unidades acima e 4 unidades abaixo do centro. Desse modo os extremos são (2,7) e (2,-1). Tendo em vista que b = 3, oeixo menor estende-se 3 unidades à esquerda e 3 unidades à direita do centro, assim seus extremos são (-1,3) e (5,3). Uma vez que 2 2c a b 16 9 7= − = − = . Os focos situam-se 7 unidades acima e abaixo do centro, localizando-se nos pontos (2,3+ 7 ) e (2,3- 7 ). Hipérbole com centro (h,k) e eixo focal paralelo a o eixo x 2 2 2 2 (x h) (y k) 1 a b − −− = Hipérbole com centro (h,k) e eixo focal paralelo a o eixo y 2 2 2 2 (y k) (x h) 1 a b − −− = Exemplo Descreva o gráfico da equação x2 – y2 – 4x + 8y – 21 = 0. Sol.: Esta equação envolve termos quadráticos em x e y, dessa forma agrupemos os termos em x e y em um lado e colocaremos a constante no outro: (x2 – 4x) – (y2 – 8y) = 21. Deixamos para você verificar que, completando quadrados, esta equação fica: 2 2(x 2) (y 4) 1 9 9 − −− = h = 2, k = 4, a2 = 9 = b2. Assim, a equação representa uma hipérbole com centro em (2,4) e eixo focal paralelo ao eixo x. Uma vez que a = 3, os vértices são localizados 3 unidades à esquerda e à direita do centro, ou seja nos pontos (-1,4) e (5,4). 2 2c a b 9 9 3 2= + = + = , logo os focos estão localizados 3 2 unidades à esquerda e à direita do centro ou nos pontos (2-3 2 ,4) e (2+3 2 ,4). As equações das assíntotas podem ser encontradas a partir da equação 2 2(x 2) (y 4) 0 9 9 − −− = . Isto pode ser escrito como y – 4 = ± (x – 2), donde resultam as assíntotas y = x + 2 e y = -x + 6. Bibliografia: http://www.somatematica.com.br/emedio/conicas/conicas.php. ANTON, Howard. Cálculo, um novo horizonte, Vol 2. 6º Ed – Porto Alegre: Bookman, 2000.