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NEUROCIÊNCIA E PSICOLOGIA APLICADA AOS CONCURSOS PÚBLICOS ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 240326181488 JULIANA GEBRIM Psicóloga clínica e neuropsicóloga conhecida e reconhecida por seu trabalho e palestras em todo o Brasil. Possui inúmeras especializações. Psicóloga clínica (UnB – Universidade de Brasília). Trabalhou por dois anos com o gênio Luiz Pasquali (LABPAM- UNB). Neuropsicóloga (IPAF – Instituto de Psicologia Aplicada e Formação de Portugal). Terapeuta com certificado internacional pelo Institute EMDRIA e pelo EMDR Ibero- Americano – com Francine Shapiro (EUA). Terapeuta especialista em Brainspotting com David Grand (CA-EUA). Psicóloga perita (UnB-CEFTRU). Psicóloga especialista em Play of Life com Carlos Raimundo (Austrália). Terapeuta especialista em Barras de Access Consciousness com Jeffrey L. Fannin. Especialista em Thetahealing com Leonardo Codignoli (Brasília). Especialista em PMK (Psicodiagnóstico Miocinético). Experiência de 20 anos em psicoterapia, sendo 10 anos atuando em ambulatório e hospital-dia psiquiátrico (CAAP-VIDA). Primeira e única psicóloga no Brasil a fazer uma teoria usada em clínica e patenteada em 5 esferas sobre equilíbrio emocional para concursos públicos. Trabalho com dezenas de resultados e amplamente divulgado em todo o Brasil pelos pacientes. Professora de equilíbrio emocional para concursos públicos em vários cursinhos preparatórios. Suas palestras já foram vistas por mais de 20 mil pessoas. Apresenta o Divã do Concurseiro, programa na plataforma do Gran. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Autocuidado Não é Autoestima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Não é Autocuidado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Tipos de Autocuidado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 O que é Autoestima? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Como Medir a Autoestima? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Como a Autoestima Nasce? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Profecias que se Autorrealizam . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 Diferenças entre Autoestima e Autoconfiança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Psicoterapia para Baixa Autoestima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim APrEsENTAÇÃOAPrEsENTAÇÃO Na nossa aula iremos refletir sobre o quanto ter uma boa autoestima é fundamental para a nossa aprovação. Ela transforma a vida pessoal e profissional das pessoas. A autoestima tem muitos conceitos equivocados e iremos destrinchar todos eles e com práticas de ponta. Abordarei 6 atitudes fundamentais para o desenvolvimento de algo tão importante: viver conscientemente, autoaceitação, autorresponsabilidade, autoafirmação, intencionalidade e integridade pessoal. Aquilo que não é autoestima será tratado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim ELO 12: AUTOESTIMA E SEUS 6 PILARESELO 12: AUTOESTIMA E SEUS 6 PILARES Algumas pessoas dizem sem nenhuma propriedade sobre o conceito de algo tão importante. Falam que autoestima é: É gostar de si mesmo, valorizar-se. É ser confiante, acreditar em si e em sua capacidade. É ter uma opinião positiva de si mesmo, ter uma boa imagem de si. Todas as afirmações estão erradas. Estão equivocadas. E eu sempre escutei isso. E ficava literalmente no vácuo sem saber sobre aquilo que se tratava um conceito tão importante. Vamos para algumas definições iniciais? Autoconceito é uma opinião acerca de nós mesmos. Amor-próprio ou autovalorização é um valor ou sentimento que temos de nós mesmos e levando-se em conta outros comportamentos que demonstram uma certa confiança. Confiança: é aquilo que você ACHA que é capaz. Não é certeza. Autoconfiança: segurança e valor que a pessoa dá a si mesmo, nas relações e interações com outras pessoas e com o mundo. Autocuidado: ele vale uma parte da nossa aula! Aqui estão as maiores confusões sobre autoestima. Verifique que o conceito não é apenas um sentimento que temos por nós. É mais do que isso. São pensamentos e COMPORTAMENTOS que temos relacionados a nós mesmos. Dito isso, toda a construção de sentimento e de visão é baseada na sua vivência. Por exemplo, uma pessoa que, durante o desenvolvimento infantil, teve contato direto com casos de abusos psicológicos terá, normalmente, uma autoestima comprometida. A formação da autopercepção é baseada nas interações sociais, tais como familiares, amorosas, escolares, profissionais, entre outras. Dessa forma, um indivíduo que vivencia situações em que se sente menosprezado, geralmente, possui uma percepção negativa de si próprio. Então, não se fala apenasde um sentimento que as pessoas têm por si mesmas. Mais que isso, se discute pensamentos e comportamentos que estão relacionados à própria pessoa. AuTOcuidAdO NÃO É AuTOEsTiMAAuTOcuidAdO NÃO É AuTOEsTiMA Frequentemente, notamos pessoas que cuidam de sua aparência e presumimos que têm autoestima positiva. Conheço indivíduos atraentes com baixa autoestima e, ao mesmo tempo, pessoas menos convencionais com uma autoestima robusta. A autoestima não deve ser vinculada à nossa aparência; há muito mais a ser feito do que apenas cuidar do corpo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim O autocuidado está nos pequenos gestos que temos conosco, promovendo sensações positivas. Ao falar de autoestima, especialmente quando o foco é autocuidado, é comum associar essa avaliação à nossa aparência. Existe uma crença que conecta o autocuidado a práticas vaidosas, mas vai além disso. Autocuidado nem sempre é prazeroso. Cuidar da pele é agradável, mas não é suficiente. Práticas menos prazerosas e manter compromissos podem ser desafiadores, como a atividade física, que muitas vezes é algo a ser feito sem vontade. Autocuidado não se limita à aparência. É comum associar beleza a autocuidado, e também acreditar que nossa saúde se reflete na aparência. No entanto, traços naturais do envelhecimento, sobrepeso ou cansaço frequentemente são erroneamente associados a uma falta de cuidado. Essa noção é um preconceito equivocado, ignorando realidades como falta de tempo, recursos financeiros, rotina de exercícios ou plano de saúde, além de desconsiderar fatores genéticos. É crucial não confundir uma falta de amor-próprio com uma autoestima superficial. O amor-próprio resulta de um trabalho constante na autoestima e autocuidado, sempre alinhado com os pilares que abordaremos em nossa aula. O autoconhecimento, por outro lado, implica ter consciência de nós mesmos e de todos os aspectos de nossa personalidade. NÃO É AuTOcuidAdONÃO É AuTOcuidAdO O autocuidado não deve ser confundido com egoísmo. Cuidar de si mesma está mais relacionado à busca por melhorar a qualidade de vida e encontrar um equilíbrio, do que priorizar exclusivamente seus interesses em detrimento dos interesses de outras pessoas. Além disso, o autocuidado não deve ser encarado como algo desgastante. A prática do autocuidado não tem como objetivo deixá-la ainda mais cansada; pelo contrário, visa recarregar suas energias, mesmo diante dos esforços do dia a dia. É importante ressaltar que o autocuidado não é sinal de fragilidade. Ele é essencial para viver com mais leveza e disposição, com o propósito de fortalecer-se e tornar-se uma pessoa mais resiliente. O foco principal é sempre se fortalecer e cuidar de si mesma de uma maneira equilibrada e saudável. TiPOs dE AuTOcuidAdOTiPOs dE AuTOcuidAdO EMOciONAL As emoções não são boas ou ruins. Não temos culpa por aquilo que sentimos. No entanto, a maneira como respondemos às nossas emoções faz toda a diferença. O equilíbrio emocional é fundamental para lidar com as diferentes situações que surgem em nossas vidas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim É importante reservar um tempo para refletir sobre a origem de nossas emoções e encontrar a melhor forma de lidar com elas. Algumas sugestões incluem: • Busque estar com uma pessoa 100% da sua confiança e que realmente te entenda e queira te ver vencendo; • Encontre meios para expressar o que você sente: escrever ou pintar. Escrever algumas páginas de um diário, uma música, brincar com o seu animal de estimação. iNTELEcTuAL Busque expandir a sua mente lendo coisas que não conhecia antes. O autocuidado intelectual desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de uma mente consciente, pois quanto mais aprendemos, mais compreendemos a nós mesmos e ao mundo que nos cerca. Algumas dicas para promover o autocuidado intelectual incluem: • Busque ler livros. Amplia os horizontes. • Ouça pontos de vista diferentes sobre os temas que te interessam. • Escreva em um diário de coisas que você aprendeu. Isso vai te ajudar nas lembranças e te motivar cada vez mais. • Ensine aquilo que você sabe. A sensação é ótima. sOciAL A conexão com outras pessoas é essencial para o bem-estar emocional e mental. Seja no ambiente de trabalho, na faculdade, ou na escola, a interação com os outros é fundamental para alcançar a estabilidade emocional. Abaixo, estão algumas práticas de autocuidado na conexão com pessoas que podem beneficiar sua saúde mental e emocional: • Encontre e converse com pessoas que você confia. E façam algo juntos. • Esteja perto de uma pessoa que te faça rir, basta apenas uma para alegrar o seu dia; • Converse com alguém que você não fala há muito tempo. Que tal? • Procure ir a lugares onde pessoas que gostam das mesmas coisas que você. O vínculo pode ter chances de aumentar. FÍsicO Para cultivar o bem-estar consigo mesma, é fundamental dedicar atenção ao cuidado do corpo. Isso pode ser alcançado por meio de atividades físicas e práticas que promovam o bem-estar estético. Algumas sugestões para cuidar do seu corpo e promover o autoamor incluem: • Experimente se abraçar quando você mais precisar. • Em momentos difíceis tente ser gentil fisicamente com você – pode ser tomando um banho relaxante, fazendo uma massagem. Um chá. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim • Caminhe ao ar livre. • Cuide do seu sono. Teremos um módulo sobre isso. • Dê atenção para os cuidados com a pele. Manter uma rotina de cuidados com a sua pele pode prevenir o envelhecimento. EsPiriTuAL Para nutrir o lado espiritual, existem práticas que podem promover uma sensação de conexão e bem-estar, como a oração, a leitura de palavras reconfortantes e o auxílio ao próximo, desde que você esteja em condições adequadas para fazê-lo. Conexão espiritual é mágica para transformações profundas. Em breve, falaremos sobre isso. Sem tentar catequizar vocês. Somente abordaremos sobre formas científicas e seus benefícios. O QuE É AuTOEsTiMA?O QuE É AuTOEsTiMA? A turbulência de nossos tempos exige personalidades fortes com um senso claro de identidade, competência e valor. É um momento perigoso não saber quem somos ou não confiar em nós mesmos. A estabilidade que não podemos encontrar no mundo, devemos criar dentro de nossas próprias pessoas. Enfrentar a vida com baixa autoestima coloca-nos em uma séria desvantagem, pois nenhum julgamento externo é tão significativo quanto o que fazemos a nós mesmos. É crucial não se concentrar apenas nas possíveis feridas emocionais causadas por outras pessoas, mas também considerar como podemos prejudicar a nossa própria autoestima. A crença de que nossa autoestima depende principalmente da aprovação externa reflete uma postura passiva e limitante. Ao trabalharo desenvolvimento da autoestima, é importante estar ciente de alguns perigos. Simplificar em excesso o que uma autoestima saudável requer pode levar a soluções superficiais e rápidas, enquanto render-se ao fatalismo ou determinismo limita as possibilidades de crescimento e mudança. Ambas as visões são passivas e impedem a exploração de um vasto universo de potencialidades. É fundamental reconhecer a importância da autoestima, independentemente de nossas ações ou circunstâncias. A autoestima reflete nossa capacidade de nos adequar às demandas da vida e de nos avaliar de forma positiva e equilibrada. Segundo Baiden (2002) ela é: 1. confiança em nossa capacidade de pensar, confiança em nossa capacidade de enfrentar com os desafios básicos da vida; e 2. confiança em nosso direito de ser bem-sucedido e feliz, o sentimento de ser digno, merecedor, com direito a afirmar nossas necessidades e desejos, alcançar nossos valores e aproveitar os frutos de nossos esforços. Mais tarde, vou refinar e condensar essa definição. Não acredito que O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim a autoestima é um dom que temos apenas que reivindicar (recitando afirmações, talvez). Pelo contrário, sua posse sobre o tempo representa uma conquista. O Padrão Básico Confiar na própria mente e saber que é digno de felicidade é a essência da autoestima. O poder dessa convicção sobre si mesmo reside no fato de que é mais do que um julgamento ou um sentimento. É motivador. Isso inspira comportamento. Por sua vez, é diretamente afetado pela forma como agimos. 3. A causalidade flui em ambas as instruções. Há um ciclo de feedback contínuo entre nossas ações no mundo e nossa autoestima. O nível de nossa autoestima influencia como nós agir, e como agimos influencia o nível de nossa autoestima. Confiar na própria mente e saber que é digno de felicidade é a essência da autoestima. Se eu confiar em minha mente e julgamento, estou mais propenso a operar como um ser pensante. Exercitando minha capacidade de pensar, trazendo consciência para minhas atividades, minha vida funciona melhor. Isso reforça a confiança em minha mente. Se eu desconfio de minha mente, terei mais probabilidade de ser mentalmente passivo, trazer menos consciência do que preciso para minhas atividades e menos persistência em face às dificuldades. Quando minhas ações resultam em decepção ou dor resultados, sinto-me justificado em desconfiar de minha mente. Com alta autoestima, tenho mais probabilidade de persistir em face de dificuldades. Com baixa autoestima, tenho mais probabilidade de desistir ou ir através dos movimentos de tentar sem realmente dar o meu melhor. Pesquisa mostra que indivíduos com alta autoestima persistem em uma tarefa significativamente mais tempo do que os indivíduos com baixa autoestima. Se eu perseverar, a probabilidade é que terei sucesso com mais frequência do que fracasso. Se eu não fizer isso, a probabilidade é que eu falhe com mais frequência do que eu. De qualquer maneira, minha visão de mim mesmo será reforçada. Autoestima é uma avaliação SUBJETIVA que uma pessoa faz de si mesma. É uma emoção. E como qualquer emoção ela irá oscilar. Segundo o Wikipedia: Autoestima é a avaliação subjetiva que um indivíduo faz de si mesmo como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças autos significantes (por exemplo: “eu sou competente/incompetente”, “eu sou querido/odiado”) como emoções autos significantes associadas (por exemplo: triunfo/desespero, orgulho /vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela) Entende-se por autoestima, em psicologia, a avaliação que a pessoa faz de si mesma expressando uma atitude de aprovação ou de repulsa bem como a suas capacidades e valor, tanto para si como para o meio em que vive. Os psicólogos consideram a autoestima uma característica duradoura da personalidade, embora também existam variações normais de curto prazo. É, contudo, um termo controverso entre acadêmicos devido a alguns acreditarem que o conceito não existe e é mais bem medido pelos níveis de traços de extroversão e introversão. Na cultura ocidental, a autoestima muitas vezes é associada à busca por destaque em relação aos outros, sendo especial e fora do comum. Esse desejo de se destacar e estar no O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim topo pode ser um dos motivadores por trás das interações nas redes sociais, onde as pessoas buscam reconhecimento e validação. No entanto, essa busca incessante por aprovação externa pode ser um indicativo de baixa autoestima, como veremos a seguir. É verdade que podemos nos sobressair em determinadas áreas, mas sempre haverá alguém que seja considerado mais atraente, bem-sucedido ou inteligente do que nós, de acordo com nossa própria avaliação subjetiva. Se basearmos nossa autoestima apenas nessa comparação com os outros, estaremos mais suscetíveis à volatilidade emocional e vulneráveis à opinião alheia. Depender unicamente do reconhecimento externo para validar nossas ações pode resultar em insegurança e na constante necessidade de aprovação. Esse ciclo de altos e baixos na autoestima pode se tornar vicioso, levando-nos a uma montanha-russa emocional. Quando recebemos elogios e nos sentimos bem, a autoestima aumenta; por outro lado, a falta de sucesso ou reconhecimento pode nos fazer sentir inadequados e insatisfeitos. O desafio surge quando nos deparamos com momentos difíceis na vida, como a falta de emprego, questões de peso e instabilidade emocional. Nesses momentos, como a validação externa impactará nossa autoimagem e bem-estar emocional? São nestes momentos que colocamos a nossa capacidade em jogo e nos machucamos com críticas. E nos questionamos de forma nociva como: • “O que estou fazendo de ruim?” • “Por que eu sou a pessoa que não tem sucesso?” • “Por que meu corpo não é igual ao dela?” • “Talvez eu não seja uma pessoa boa.” • “Nunca vou chegar aonde quero.” • “Só serei feliz quando for rica.” • “Acho melhor desistir e tentar outra coisa.” • “Eu não nasci pra isso.” O final dessa história já sabemos! Mais ansiedade e depressão. Ficamos com uma avaliação subjetiva muito ruim e vemos a autoestima começar a cair. A sensação de infelicidade volta com força. O medo e a ansiedade nas relações humanas podem nos levar ao isolamento, levando- nos a evitar a reflexão e buscar refúgio em distrações como bebidas, comida ou trabalho. Diante de qualquer sofrimento, tendemos a buscar escape. No entanto, a verdadeira solução está em aprender a lidar de forma saudável com os problemas que enfrentamos. No contexto atual, a divisão do trabalho proposta por Adam Smith associa a autoestima à produtividade, levando algumas pessoas a vincularem seu valor e sucesso pessoal ao desempenho no trabalho e à forma de remuneração. A ideia de que o esforço e a excelência no trabalho estão diretamente relacionados à motivação e à autoestima é questionável. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, asua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 11 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim Segundo Branden (2002), a autoestima plenamente internalizada é a convicção de que somos capazes e adequados para enfrentar os desafios e exigências da vida. Essa experiência de autoestima verdadeira se manifesta quando: 1. Confiança em nossa capacidade de pensar; Confiança em nossa habilidade de dar conta dos desafios básicos da vida; 2. Confiança em nosso direito de vencer e sermos felizes; A sensação de que temos valor e de que merecemos e podemos afirmar nossas necessidades e aquilo que queremos alcançar nossas metas e colher os frutos de nossos esforços. (BRANDEN, 2002, p.22). Branden (2002) descreve que autoestima correlaciona-se com racionalidade, realismo, intuição, criatividade, independência, flexibilidade, habilidade para lidar com mudanças, disponibilidade para admitir e corrigir erros, benevolência e cooperação. Quanto mais baixa for a autoestima, maior será a tendência de esquecermos nossa verdadeira essência e de nos sentirmos compelidos a provar nosso valor no meio social. Essa fragilidade na autoestima pode resultar em relacionamentos disfuncionais, marcados por dificuldades na comunicação, sentimentos de inferioridade e constantes comparações com os outros. A autoestima é o reflexo das atitudes que cultivamos internamente, e em breve abordaremos mais sobre essas questões. Segundo o Wikipedia temos alguns autores falando sobre autoestima: Rosenberg por sua vez, entende a autoestima como um fenômeno criado por forças sociais e culturais. A autoestima cria-se em um processo de comparação que envolve valores e discrepâncias. O nível de autoestima das pessoas relaciona-se com a percepção de si mesmo em comparação com os valores pessoais. Estes valores fundamentais foram desenvolvidos através do processo de socialização. Na medida que a distância entre o si mesmo ideal e o si mesmo real é pequena, a autoestima é maior. Pelo contrário, quanto maior é a distância, menor será a autoestima, ainda que a pessoa seja vista positivamente por outros. Segundo a experiência de Branden todas as pessoas são capazes de desenvolver a autoestima positiva, ao mesmo tempo em que ninguém apresenta uma autoestima totalmente sem desenvolver. Quanto mais flexível é a pessoa, tanto melhor resiste tudo aquilo que, de outra forma, a faria cair na derrota ou no desespero. De acordo com Branden, a autoestima tem dois componentes: um sentimento de concorrência pessoal e um sentimento de valor pessoal, que refletem tanto seu julgamento implícito de sua capacidade para sobrelevar os reptos da vida bem como sua crença de que seus interesses, direitos e necessidades são importantes. Os sentimentos de inferioridade podem ser expressados de muitas maneiras, e são comuns a todos, dado que nos achamos em situações que desejamos melhorar. Podemos definir o complexo de inferioridade como aquele que aparece em frente a um problema ante o qual o indivíduo não se acha convenientemente preparado, e expressa sua convicção de que é incapaz de o resolver. Como os sentimentos de inferioridade sempre produzem tensão, terá um movimento de compensação para os sentimentos de superioridade, mas não estará encaminhado à resolução do problema. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 12 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim cOMO MEcOMO MEdir A AuTOEsTiMA?dir A AuTOEsTiMA? A autoestima pode ser avaliada clinicamente por psicólogos, sendo a Escala de Autoestima de Rosenberg (Rosenberg Self-Esteem Scale – SER) uma das ferramentas mais reconhecidas nesse contexto. Esta escala consiste em um questionário de autorrelato composto por 10 perguntas, nas quais os participantes devem indicar seu nível de concordância em uma escala que varia de “discordo plenamente” a “concordo plenamente”. cOMO A AuTOEsTiMA NAscE?cOMO A AuTOEsTiMA NAscE? A formação do autoconceito é moldada pelas primeiras relações que a criança estabelece com o meio social ao seu redor. Experiências negativas durante essa fase influenciam diretamente nos valores e na autoimagem que a criança desenvolve. Os adultos reagem aos comportamentos com elogios ou punições, o que impacta na estrutura cognitiva da pessoa e se reflete na sua autoimagem e autoestima. Essas interações moldam a visão pessoal e a percepção de si mesmo ao longo da vida. Todas as situações pai/filho estão carregadas de sentimentos. Só as ações paternas imbuídas de sentimentos positivos por nosso filho convencem-no de sua importância para nós, uma experiência de que ele necessita desesperadamente para poder acreditar que também pode ser importante para outros. (Bettelheim, 1988, p.52 apud Moysés, 2007, p.25) Esse processo de aprovação ou desaprovação pode resultar em um autoconceito positivo ou negativo, influenciando diretamente na forma como a criança se relaciona consigo mesma e com os outros. Um autoconceito negativo pode levar a reações defensivas ou retaliatórias, prejudicando o bem-estar emocional da criança. Por isso, a presença e o papel dos pais e de outros significativos são fundamentais na formação do autoconceito e da autoestima da criança, pois é nesse contexto que sua identidade começa a ser moldada. Comportamentos negativos direcionados às crianças, como humilhação, ridicularização e punição, podem resultar em uma baixa autoestima. Crianças que vivenciam escassez de amor e sucesso tendem a se tornar submissas, passivas e até antissociais. Além disso, crianças expostas a muitas experiências negativas podem internalizar a ideia de que merecem ser desrespeitadas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (2001 apud Assis; Avanci, 2004), a violência pode ser: física, onde ocorre o uso de força física com o intento de ferir, danificar, podendo deixar marcas ou não; sexual, ato ou jogos sexuais, podendo ser heterossexual ou bissexual, praticado por agressor em desenvolvimento psicossexual mais adiantado do que a vítima; psicológica, caracterizada por O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 13 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim inferências negativas do adulto sobre a criança e sua competência, isolando-a das experiências sociais comuns a sua idade, criando expectativas e exigências irreais sobre o seu rendimento e suas capacidades; negligência, sendo privações essências ao seu desenvolvimento, como privação de alimentos, medicamentos e ausência de proteção contra severidades de seu meio, a negligência é uma das formas de violência mais difíceis de serem detectadas, devido às situações precárias da maioria da população. Uma das formas mais comuns de negligência é o abandono, podendo ser parcial (ausência temporária dos pais) ou ausência total (os pais deixam as crianças desamparadas e expostas a perigos). A construção da autoestima será determinada por diferentes variáveis; pelos afetos positivos, pelos negativos, pela relação estabelecida com os pais e com as pessoas importantes, incluindo na escola, como também na cultura. Alguns resultados emestudos recentes focam que o bullying, que é um tipo de violência e autoestima, estão ligados de forma íntima. Para quem sofre. A baixa autoestima é encontrada entre as vítimas dos bullies, não entre os próprios bullies. Não existe elo entre a pessoa que agride se possui uma baixa autoestima. Pesquisas recentes indicam que bullies possuem uma autoestima elevada e injustificada. Algo que eu não concordo. Criminosos violentos, frequentemente, se descrevem como superiores aos outros e especiais. Gangues de rua possuem opiniões favoráveis sobre si mesmos e recorrem à violência quando tudo isso é questionado. O primeiro teórico a estudar o autoconceito e a autoestima foi William James (1890), que definiu a autoestima como tudo aquilo que o indivíduo considera como seu, seja o corpo ou posses. Para James, a autoestima pode ser aprimorada através do aumento de sucessos ou pela diminuição das expectativas na vida, permitindo a cada indivíduo avaliar seu próprio êxito ou fracasso dentro de seu ambiente. Um dos desafios da autoestima é a tendência de nos sentirmos mais confortáveis na companhia de pessoas cujo nível de autoestima se assemelha ao nosso. Enquanto opostos podem ser atraídos em algumas questões, a autoestima tende a ser um aspecto que une indivíduos com autoestima elevada. Com uma autoestima saudável, somos menos propensos a interpretar os relacionamentos de forma negativa ou enxergar as pessoas como inimigas. Quanto mais equilibrada for nossa autoestima, mais propensos estaremos a tratar os outros com respeito. Isso reflete o princípio subjacente à famosa frase: “Se você não se ama, será difícil amar os outros”. A insegurança em relação a si mesmo pode dificultar a aceitação do afeto alheio, levando a autossabotagem, que é o oposto da autoestima. Quando há uma discrepância entre nossa percepção de nós mesmos e a realidade observada, tendemos a ficar ansiosos. Nesse contexto, a autossabotagem surge como uma O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 14 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim tentativa de reajustar os fatos para sustentar nossa autoimagem. Essa dinâmica pode gerar conflitos interpessoais, levando à rejeição e alimentando a crença de que somos indignos de amor. Uma das manifestações mais evidentes da baixa autoestima é a necessidade de inferiorizar alguém ou um grupo como forma de compensação. PrOFEciAs QuE sE AuTOrrEALiZAMPrOFEciAs QuE sE AuTOrrEALiZAM A autoestima cria um conjunto de sensações implícitas sobre o que é possível e que serve para nós. Essas expectativas geram ações que as transformam em realidades. E as realidades confirmam e fortalecem as crenças originais. Quais seriam os conceitos que definimos lá atrás. Autoestima – alta ou baixa – geram profecias autorrealizáveis. Isso pode ser inconsciente ou consciente. A imagem do futuro de uma pessoa pode ser um melhor indicador do futuro do que seus sucessos anteriores. O autoconceito pode operar por anos. O autoconceito é o destino. Como ele opera? É tudo aquilo que pensamos que somos – nossas características físicas e psicológicas, possibilidades ou não, pontos fortes e fracos. Um autoconceito contém ou inclui nosso nível de autoestima, mas é mais amplo. Ele foi criado na infância. As pessoas sabotam no auge de seu sucesso o tempo todo. E isso colide quando associam a algo que é apropriado ou não. Por exemplo, pessoas que não merecem o sucesso. Pessoas com boa autoestima podem até ser derrubadas por problemas, mas eles são mais rápidos para se recompor. Daí o conceito de sistema imunológico do cérebro que oferece resistência e regeneração. É possível ter muita autoestima? Não, não é; não mais do que é possível ter muita saúde física ou um sistema imunológico muito poderoso. NÃO existe imunidade alta. Existe imunidade. Ela tem um teto. Por vezes, a autoestima elevada é erroneamente interpretada como arrogância, mas, na verdade, reflete uma autoestima saudável. Por outro lado, pessoas com baixa autoestima podem se sentir desconfortáveis na presença de indivíduos com autoestima elevada e podem expressar ressentimento, considerando-os como “demais”. Essa dinâmica também pode ser observada em relacionamentos, onde um parceiro pode sabotar o crescimento da autoestima do outro por se sentir ameaçado. Pessoas com baixa autoestima tendem a se incomodar com o sucesso alheio, refletindo sua própria infelicidade em relação à felicidade dos outros. No entanto, a correção do conceito sobre si mesmo não garante uma boa autoestima. Algumas pessoas possuem talento, energia e determinação para alcançar grandes feitos, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 15 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim mesmo enfrentando sentimentos de inadequação ou indignidade. Por exemplo, uma pessoa que trabalha incessantemente para provar seu valor aos outros pode acabar perdendo a capacidade de encontrar alegria no processo e nunca se sentir satisfeita, como aponta Branden de forma incisiva. Se meu objetivo é provar que sou “o suficiente”, o projeto continua até o infinito porque a batalha já estava perdida no dia em que admiti que o problema era discutível. Embora a baixa autoestima muitas vezes prejudique a capacidade de real realização, mesmo entre os mais talentosos, não necessariamente tão. O que é muito mais certo é que diminui a capacidade de satisfação. Esta é uma dolorosa realidade bem conhecida por muitos grandes empreendedores. “Ora”, disse-me um empresário de sucesso brilhante, “é a dor do meu fracassos muito mais intensos e duradouros do que o prazer do meu sucesso, embora tenha havido muito mais sucessos do que falhas? Por que a felicidade é tão fugaz e a mortificação tão duradoura?” E poucos minutos depois, ele acrescentou: “Na minha mente, vejo o rosto do meu pai tirando sarro de mim.” A missão subconsciente de sua vida, ele percebeu, não era para expressar quem ele era, mas para mostrar a seu pai (agora falecido por mais de uma década) que ele poderia ser algo. Quando temos uma autoestima sem conflitos, a alegria é nosso motor, não o medo. Isto é felicidade que desejamos experimentar, não sofrimento que desejamos evitar. Nosso propósito é a autoexpressão, não a auto evitação ou a autojustificação. Nosso motivo não é provar nosso valor, mas viver nossas possibilidades. Se meu objetivo é provar que sou “o suficiente”, o projeto continua até o infinito porque a batalha já estava perdida no dia em que admiti que o problema era discutível. Portanto, é sempre “mais uma” vitória – mais uma promoção, uma mais conquista sexual, mais uma empresa, mais uma joia, uma permanece por de preencher. Quanto maior o número de escolhas e decisões que precisamos fazer em um nível consciente, mais urgente é nossa necessidade de autoestima. E temos que escolher todos os dias. E ainda estamos sendo triturados por muitas opções. Isso acaba com a nossa autoestima. Dito isso, vamos ver os componentes dela antes de analisarmos os pilares que são seis: A autoestima traz dois componentes: Um dos componentes essenciais da autoestima é a autoeficácia, que se refere à confiança básica diante dos desafios da vida. O outro componente é o respeito próprio, que se traduz na sensação de merecer a felicidade.Ao observarmos a autoestima em ação, percebemos a interação desses dois aspectos. Como bem destacado por Branden: Autoeficácia significa confiança no funcionamento da minha mente, na minha capacidade de pensar, compreender, aprender, escolher e tomar decisões; confiança na minha capacidade de compreender os fatos da realidade que se enquadram na esfera de meus interesses e necessidades; autoconfiança; autossuficiência. Autorrespeito significa garantia de meu valor; uma atitude afirmativa pelo meu direito de viver e ser feliz; conforto em afirmar adequadamente meus pensamentos, desejos e necessidades; a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 16 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim sensação de que alegria e satisfação são minhas direito de primogenitura natural. Teremos de considerar essas duas ideias com mais detalhes, mas para o momento, considere o seguinte: Se um indivíduo se sentiu inadequado para enfrentar os desafios da vida, se um indivíduo carecesse de autoconfiança fundamental, confiança em sua mente, reconheceríamos uma autoestima deficiência, não importa quais outros ativos ele ou ela possuía. Ou, se um indivíduo carecia de um senso básico de autorrespeito, sentia-se indigno ou indigno do amor ou respeito dos outros, sem direito à felicidade, medo de afirmar pensamentos, desejos ou necessidades – mais uma vez, reconheceríamos uma deficiência de autoestima, não importa quais outros atributos positivos ele ou ela exibido. Autoeficácia e respeito próprio são os pilares de uma saudável auto estima; na ausência de qualquer um deles, a autoestima fica prejudicada. Eles representam não significados derivados ou secundários de autoestima, mas sua essência. A experiência de autoeficácia gera a sensação de controle sobre a vida de alguém que associamos ao bem-estar psicológico, a sensação de estar no centro vital de sua existência – em contraste com ser um espectador passivo e vítima dos acontecimentos. A experiência de respeito próprio torna possível uma vida benevolente, não senso neurótico de comunidade com outros indivíduos, a comunhão de independência e consideração mútua, em contraste com qualquer alienação da raça humana, por um lado, ou irracional submersão na tribo, por outro. Dentro de uma determinada pessoa, haverá flutuações inevitáveis na estima, assim como há flutuações em todos os estados psicológicos. Precisamos pensar em termos do nível médio de autoestima de uma pessoa. Enquanto às vezes falamos de autoestima como uma convicção sobre si mesmo, é mais correto falar de uma disposição para experimentar a si mesmo um determinado caminho. Qual caminho? Resumindo em uma definição formal: Autoestima é a disposição para sentir-se competente para lidar com os desafios básicos da vida e tão digno de felicidade. Observe que esta definição não especifica o ambiente da infância influências que sustentam a autoestima saudável. diFErENÇAs ENTrE AuTOEsTiMA E AuTOcONFiANÇAdiFErENÇAs ENTrE AuTOEsTiMA E AuTOcONFiANÇA Embora a autoestima e a autoconfiança sejam distintas, elas se entrelaçam e são fundamentais para o bem-estar psicológico. Enquanto a autoestima está relacionada ao valor que você atribui a si mesmo como pessoa, a autoconfiança está mais ligada às habilidades e ao que você acredita ser capaz de realizar. O desenvolvimento e o fortalecimento das habilidades contribuem para uma percepção mais enriquecedora de si mesmo, enquanto uma autoestima saudável e positiva proporciona segurança e confiança para aprimorar tais habilidades. Competência envolve a ação direta e determinada para alcançar um objetivo específico, colocando esforço e foco na tarefa a ser realizada. Você VAI LÁ E FAZ AQUILO QUE TEM QUE SER FEITO. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 17 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim É nesse ponto que os concurseiros devem concentrar seus esforços. Tanto a competência quanto a autoconfiança podem ser aprimoradas e fortalecidas, independentemente de influências do ambiente ou do passado. É possível modificar e melhorar esses aspectos. Vamos em frente? Muitos dos nossos desafios surgem da fragilidade desses dois aspectos. A autoconfiança é parte integrante da autoestima, mas opera de maneira distinta. Por vezes, é mais simples desenvolver a autoconfiança do que cultivar uma autoestima saudável. As diferenças entre autoestima e autoconfiança podem ser resumidas em cinco pontos: 1. Propósito • Autoestima. − Define a visão que você tem de si mesmo e a opinião que possui sobre sua própria pessoa. − Promove a sensação de integração e pertencimento a um contexto social. − Busca construir uma imagem positiva e saudável de si mesmo, reconhecendo seu próprio valor. − Valoriza a importância da percepção alheia sobre você. − Contribui para que você se sinta bem consigo mesmo e com sua personalidade. − Funciona como uma força interna que atua como uma proteção psicológica, pre- venindo transtornos emocionais. • Autoconfiança. − Facilita a conquista de sonhos e objetivos. − Permite que você se sinta capaz de enfrentar desafios. − Desenvolve a sensação de competência no meio social. − É fundamental para a conquista da competência. 2. Os componentes • A autoconfiança está diretamente relacionada à autoeficácia e é desenvolvida gradualmente no dia a dia, à medida que interagimos com o mundo ao nosso redor. Autoestima: • A autoestima integra inúmeras componentes que você avalia todos os dias, como o autoconceito, seu corpo, aptidões, a forma como tratamos o outro ou somos tratados. • Um componente-chave da sua autoestima é o sentimento de pertencimento. Autoconfiança: • A autoconfiança tem como principais componentes a sua segurança e crenças pessoais. • Todos os dias você avalia como se torna competente para o trabalho sucesso nos estudos, relacionamentos pessoais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 18 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim 3. O efeito nas emoções Autoestima: • A autoestima reflete as emoções e sentimentos gerais de valor e satisfação consigo mesmo, influenciando estados emocionais com valência positiva, como confiança e alegria. Por outro lado, indivíduos narcisistas apresentam uma autoestima desadaptada, caracterizada pela grandiosidade e necessidade constante de validação e atenção externa, tornando-se dependentes uns dos outros. • As emoções, sejam positivas ou negativas, estão constantemente integradas à autoestima. Em momentos de amor e apoio por parte de outras pessoas, a autoestima é fortalecida, enquanto o medo e a solidão podem enfraquecê-la. Autoconfiança: • A emoção fundamental associada à autoconfiança é a tranquilidade. Quando se sente competente e capaz, a autoconfiança aumenta. Por outro lado, a insegurança e o medo do fracasso podem minar a autoconfiança. 4. A construção Autoestima: • Começa a ser construída na família e como te tratam. • Orelacionamento com seus amigos é decisivo. • Anos da adolescência são fundamentais. • Experiências traumáticas quebram a autoestima. A sua avaliação de tais fatos é fundamental. Autoconfiança: • Superar desafios fortalece. • Experiências diretas com os fatos e realizações como pessoa. • As percepções no dia a dia são mais relevantes do que as pessoas no momento. 5. Estabilidade Autoestima: • Tem suas bases na infância e adolescência, podendo apresentar pequenas flutuações ao longo do tempo. Autoconfiança: • Varia de acordo com a situação. Você pode sentir-se competente e confiante em ambientes onde está familiarizado, e um pouco mais inseguro em situações com pessoas desconhecidas. • É comum experimentar uma autoconfiança elevada ao realizar algo em que se tem domínio. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 19 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim OrAÇÃO PArA A AuTOEsTiMA Eu sou digno de receber de mim e das pessoas que me rodeiam o amor e o cuidado que não recebi em minha infância. A partir de agora, olharei para dentro do meu coração mantendo a firme certeza de que, a partir de hoje, eu me verei com bons olhos, e farei por mim tudo que for preciso para que eu possa simplesmente ser eu mesmo. Aceitarei críticas de forma construtiva, mas me esforçarei para ser justo comigo mesmo, não dando excessiva importância à opinião alheia sobre minha pessoa. Seguirei fielmente uma trilha correta, alicerçada no compromisso da responsabilidade de que a vida é de importância única, sabendo que sou responsável por mim e por como me colocarei a partir de hoje em sociedade. Serei sempre cuidadoso com todas as formas de vida no planeta, fazendo e sentindo isso com as forças da minha alma e, como consequência, estarei seguro de estar cumprindo com muita leveza o papel que cabe somente a mim. Vamos para os 6 pilares da AUTOESTIMA? Branden (2002) identifica 6 atitudes fundamentais que ele denominou “os seis pilares da autoestima”. 1º PiLAr dA AuTOEsTiMA: “A ATiTudE dE ViVEr cONsciENTEMENTE” Branden (2002) enfatiza a importância de ter consciência sobre as motivações por trás de nossas ações. Quanto maior for o nível de consciência, que é um recurso essencial para a sobrevivência, mais avançada será nossa relação com a vida. Essa consciência nos conduz à maturidade, afastando-nos do estado de confusão mental. Viver conscientemente implica desejar estar ciente de todas as nossas ações, propósitos, valores e objetivos, dentro de nossas capacidades, e agir de acordo com o que percebemos e compreendemos. Viver conscientemente é assumir responsabilidade diante da realidade, manter a mente ativa ao invés de passiva, cultivar uma inteligência que promove o bem-estar, estar presente no momento presente sem perder a visão do contexto mais amplo, discernir a relação entre os fatos, suas interpretações e as emoções envolvidas. Requer discernimento e coragem. O projeto ELO trabalha exatamente aqui. 2º PiLAr dA AuTOEsTiMA: “A ATiTudE dA AuTOAcEiTAÇÃO” Sem autoaceitação, a autoestima é impossível. Enquanto a autoestima é algo que experimentamos, a autoaceitação é algo que fazemos: valorizo “a mim mesmo”, tratando- me com respeito e lutando por meu direito de ser e a disposição de dizer sobre qualquer emoção ou comportamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 20 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim Barreto (2010) comenta que autoaceitação envolve se perceber com valor próprio, poder dizer que “tenho valor”, “que sou capaz” e poder me afirmar e dizer não, é estar a meu favor, ser coerente com o que sinto. Quando calamos, com certeza o corpo vai falar através de vários sintomas: gastrites, úlceras, etc. Quem se rejeita e não se aceita não tem futuro promissor. Todo ser humano é imperfeito, todos cometemos erros, e muitas vezes somos possuídos por sentimentos negativos. Se desejarmos nos livrar deles, temos que primeiro aceitar que erramos. Se tenho raiva, aceito ter raiva, se tenho medo, aceito que tenho medo. A autoaceitação envolve a ideia de ser amigo de si mesmo, aceitando as imperfeições, os conflitos e até mesmo a nossa grandeza. 3º PiLAr dA AuTOEsTiMA: “A ATiTudE dA AuTOrrEsPONsAbiLidAdE” Branden (2002) refere que a atitude de autorresponsabilidade envolve: ser responsável pela realização de meus desejos, por minhas escolhas e meus atos, pelo nível de consciência com que trabalho e vivo meus relacionamentos, por meu comportamento com os outros, pela qualidade das minhas comunicações, por aceitar e escolher os valores que vivo pela minha própria felicidade e pela minha própria autoestima. Se errei, reconheço que errei, peço perdão, me desculpo, me corrijo, tiro as lições e sigo em frente. Jamais culparei os outros por meus próprios erros e nem muito menos procurarei álibis para justificar meus deslizes. Como disse um filósofo alemão: “Aquele que não assume a responsabilidade pelo próprio fracasso está fadado a repeti-lo”. 4º PiLAr dA AuTOEsTiMA: “A ATiTudE dA AuTOAFirMAÇÃO” Segundo Branden (2002), esse pilar é a disposição para honrar minhas vontades, meus desejos, necessidades e valores e tratar a mim com respeito. Sem a autoafirmação agimos como meros espectadores e não participantes. É necessário sermos atores de nossas próprias vidas. A autoafirmação é aceitar ser o que se é com suas qualidades e defeitos, sem precisar esconder ou falsificar a si mesmo para poder ser aceito pelos outros. Precisamos agir sem agressividade, prestando atenção ao contexto, nutrindo em nós a confiança e a segurança naquilo que se é, sem medo de represálias. 5º PiLAr dA AuTOEsTiMA: “A ATiTudE dA iNTENciONALidAdE” É necessário estarmos atentos, estabelecendo metas e objetivos produtivos. É viver de forma intencional, assumindo as escolhas com responsabilidade e de forma consciente. Para viver de forma intencional e produtiva, segundo Branden (2002) é necessário desenvolver dentro de nós a capacidade da autodisciplina, que é uma virtude de sobrevivência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 21 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim Essa atitude envolve os seguintes aspectos: preocupar-se em identificar os atos necessários para alcançar os objetivos estabelecidos, monitorar o comportamento para que ele esteja em sintonia com esses objetivos, prestar atenção aos resultados dos próprios atos, para saber se eles levam ao que se quer chegar e estar conectado com o nosso presente, pois assim estaremos olhando para o futuro. 6º PiLAr dA AuTOEsTiMA: “A ATiTudE dA iNTEgridAdE PEssOAL” Integridade é a integração dos ideais, das convicções, dos critérios, das crenças e dos comportamentos. Integridade é a congruência dos nossos atos, dos nossos valores, compromissos e prioridades. É ter autoconsciência e autorresponsabilidade. É ser íntegro consigo mesmo, admitir nossas falhas sem culpar os outros, entender o porquê daquilo que fazemos,reconhecer nossos erros e pedir perdão, reparar os danos causados e se comprometer intencionalmente a agir de forma diferente. É agirmos com os demais de forma como gostaríamos que agissem conosco, de forma gentil, delicada e justa. PsicOTErAPiA PArA bAiXA AuTOEsTiMAPsicOTErAPiA PArA bAiXA AuTOEsTiMA F. Potreck-Rose e G. Jacob (2006) propõem uma abordagem psicoterapêutica para baixa autoestima baseada no que elas chamam de “os quatro pilares da autoestima”: 1. Autoaceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser “um consigo mesmo” e se sentir em casa no próprio corpo; 2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo; 3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas; 4. Rede social: estar ligado a uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas. Os dois primeiros pilares representam a dimensão intrapessoal da autoestima, os dois outros sua dimensão interpessoal. O tratamento consiste em diferentes exercícios que têm por fim capacitar a pessoa a realizar cada um desses passos dos diferentes pilares. Mas antes de se começar o trabalho no primeiro pilar, há um trabalho preparatório dedicado O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 22 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim à formação do amor-próprio ou cuidado consigo mesmo (em alemão, Selbstzuwendung), que se desenvolve em três passos: 1. tornar-se atento e consciente das próprias emoções, sentimentos, sensações, necessidades corporais e psíquicas; 2. relacionar-se respeitosa e amorosamente consigo mesmo; e 3. cuidar de si. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_alem%C3%A3 23 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS 001. 001. Quais abaixo não são pilares da autoestima: a) Autorresponsabilidade b) Autoeficácia c) Autoafirmação d) Autoconsciência e) Autointencionalidade 002. 002. Para uma autoestima saudável teremos que ter em relação às emoções: a) Só positivas b) Só negativas c) Só neutras d) Tanto positivas quanto negativas e) Nenhuma delas 003. 003. A autoestima boa significa: a) Se cuidar b) Comprar roupas c) Fazer plásticas d) Ter muito dinheiro e) Ter ações adequadas para o seu propósito 004. 004. Qual o tipo abaixo não é autocuidado: a) Espiritual b) Social c) Familiar d) Físico e) Autoestima 005. 005. Qual o oposto da autoestima? a) Autossabotagem b) Egoísmo c) Brigas d) Andar desarrumado d) Comer muito O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 24 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim GABARITOGABARITO 1. b 2. d 3. e 4. e 5. a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 25 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO 001. 001. Quais abaixo não são pilares da autoestima: a) Autorresponsabilidade b) Autoeficácia c) Autoafirmação d) Autoconsciência e) Autointencionalidade Conforme estudado a autoeficácia é um componente junto com a autorrealização e não um dos pilares. Letra b. 002. 002. Para uma autoestima saudável teremos que ter em relação às emoções: a) Só positivas b) Só negativas c) Só neutras d) Tanto positivas quanto negativas e) Nenhuma delas Emoções boas ou ruins são o tempo todo sendo integradas à autoestima. Assim, quando você está com pessoas que amam você ela é fortalecida. Quando estamos com medo e solidão ela enfraquece. Letra d. 003. 003. A autoestima boa significa: a) Se cuidar b) Comprar roupas c) Fazer plásticas d) Ter muito dinheiro e) Ter ações adequadas para o seu propósito É gostar de si mesmo, valorizar-se. É ser confiante, acreditar em si e em sua capacidade. É ter uma opinião positiva de si mesmo, ter uma boa imagem de si. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 26 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim Todas as afirmações estão erradas. Estão equivocadas. A autoestima tem 6 ações direcionadas para o mundo que são os seus pilares. Letra e. 004. 004. Qual o tipo abaixo não é autocuidado: a) Espiritual b) Social c) Familiar d) Físico e) Autoestima A autoestima não é autocuidado. Ela é baseada em 6 pilares de ações. Letra e. 005. 005. Qual o oposto da autoestima? a) Autossabotagem b) Egoísmo c) Brigas d) Andar desarrumado d) Comer muito A autossabotagem é o contrário da autoestima pois são ações opostas aos seus objetivos na vida. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 27 de 28gran.com.br NEurOciêNciA E PsicOLOgiA APLicAdA AOs cONcursOs PúbLicOs ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Juliana Gebrim REFERÊNCIASREFERÊNCIAS Baumeister RF, Campbell JD, Krueger JI, Vohs KD. Does high self-esteem cause better performance, interpersonal success, happiness, or healthier lifestyles? Psychol Sci Public Interest. 2003;4(1):1-44. Bulmer, M. (1978). Social policy research. Londres: The Mcmillan Press Ltd. Balestreri, R. B. (2003). Direitos Humanos: coisa de polícia. Passo Fundo: Ed. CAPEC. Branden, N. (1994). Autoestima: como aprender a gostar de si mesmo. São Paulo: Editora Saraiva. Branden, N. (1995). Autoestima e os seus seis pilares. São Paulo: Editora Saraiva. Dejours, C. (1999). O fator humano. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. Oliveira PA, Scivoletto S, Cunha PJ. Estudos neuropsicológicos e de neuroimagem associados ao estresseemocional na infância e na adolescência. Rev Psiq Clín. 2010;37(6):260-9. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br Abra caminhos crie futuros gran.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para SAND RODRIGUES SANTANA - 05776310555, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Sumário Apresentação ELO 12: Autoestima e seus 6 Pilares Autocuidado Não é Autoestima Não é Autocuidado Tipos de Autocuidado O que é Autoestima? Como Medir a Autoestima? Como a Autoestima Nasce? Profecias que se Autorrealizam Diferenças entre Autoestima e Autoconfiança Psicoterapia para Baixa Autoestima Exercícios Gabarito Gabarito Comentado Referências