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Depressão
Estratégias de 
Suplementação
Ao final deste módulo, você irá:
 • Saber quais exames laboratoriais solicitar para um paciente com depressão;
 • Implementar estratégias de suplementação na sua prática clínica;
Plano de estudo:
 • Fisiologia
 • Evidências científicas justificando a indicação;
 • Exames necessários;
 • Dose terapêutica e tempo de ação;
 • Cuidados necessários: contra indicações e interações comuns;
 • Sugestão de marcas e custo;
 • Modelo de prescrição na prática.
Depressão e suplementação
 • Depressão é um dos diagnósticos mais prevalentes e impactantes da 
nossa sociedade.
 • Não importa a sua especialidade, você vai se deparar com um paciente com 
esse diagnóstico.
 • É necessário compreender sobre suplementação a esses pacientes, bem 
como o papel dos psicofármacos na depressão.
LEMBRETE: 
 • Antidepressivos são mais eficazes para casos graves:
 ◦ Depressão suicida;
 ◦ Depressão com todos os sintomas do check-list do DSM 5;
 ◦ Depressão que necessita de internação.
Importante: Não há evidência de benefícios do uso de antidepressivos em casos 
de depressão leve.
A SUPLEMENTAÇÃO DEVE SER UTILIZADA PARA:
 • Proporcionar o uso de doses mais baixas de antidepressivos;
 • Evitar polifarmácia;
 • Retirar a medicação antidepressiva (eventualmente).
Depressão: quais as causas?
FATORES BIOQUÍMICOS:
1. Hipótese das Monoaminas;
2. Hipótese do desequilíbrio entre neurotransmissores excitatórios/inibitórios;
3. Hipótese do Estresse Oxidativo.
FATORES FÍSICOS:
Diagnósticos clínicos graves e crônicos cursam com maiores índices 
de depressão, como:
 • HIV;
 • Parkinson;
 • Alzheimer;
 • Pacientes oncológicos;
 • Pacientes que infartaram;
 • Pacientes cardiopatas.
DEPRESSÃO MEDICAMENTOSA:
Pacientes podem apresentar sintomas depressivos ao usarem certas 
medicações:
 • Interferon gama;
 • Corticoide (prednisona/prednisolona);
 • Anti-hipertensivos (betabloqueadores).
SISTEMA IMUNE:
 • Quadros virais causam sintomatologia depressiva e alteração de humor;
 • Pacientes com depressão maior que apresentam marcadores bioquímicos 
aumentados tendem a responder menos a antidepressivos. 
FATORES HORMONAIS:
Aspectos hormonais podem influenciar no quadro de depressão:
 • TSH (atenção ao hipotireoidismo);
 • Testosterona;
 • Estrógeno;
 • Progesterona.
FATORES GENÉTICOS:
 • Existe um maior risco de depressão associado à predisposição genética.
FATORES PSICOLÓGICOS:
 • É importante investigar a presença de gatilhos;
 • O adoecimento psíquico na apresentação da depressão pode ser causado 
por gatilhos psicológicos.
Depressão: exames gerais e específicos
1. EXAMES QUE DEVEM SER SOLICITADOS PARA O 
PACIENTE COM DEMANDA EM SAÚDE MENTAL, INCLUSIVE, 
COM DEPRESSÃO:
Avaliação Nutricional:
 • Ácido fólico;
 • Vitamina B12;
 • Homocisteína;
 • Magnésio sérico;
 • Cálcio iônico;
 • PTH intacto;
 • 25-hidroxi-vitamina D3;
 • Vitamina E;
 • Retinol;
 • Selênio (sangue);
 • Zinco (sangue);
 • Cobre (sangue);
 • Ferritina;
 • Ferro sérico;
 • Saturação da Transferrina;
 • Vitamina C;
 • Albumina sérica;
 • Eletrólitos (potássio, sódio);
 • Análise quantitativa de aminoácidos plasmáticos.
Avaliação Metabólica:
 • Hemograma completo;
 • Fosfatase alcalina sérica;
 • AST;
 • ALT;
 • GGT;
 • Uréia;
 • Creatina;
 • Glicemia jejum;
 • Hemoglobina glicada A1C;
 • Insulina;
 • Colesterol total e frações;
 • Triglicerídeos;
 • TSH;
 • T3L;
 • T4L;
 • Testosterona total;
 • Testosterona livre;
 • S-DHEA;
 • SHBG;
 • Pregnenolona;
 • Estradiol (mulher);
 • Progesterona (mulher).
Inflamação:
 • VSH;
 • PCR.
Avaliação Tóxica:
 • Alumínio sérico;
 • Chumbo sérico;
 • Flúor sérico. 
Doença Celíaca:
 • Ac antigliadina IgA;
 • Ac antigliadina IgG;
 • Ac antitransglutaminase IgA;
 • Ac antitransglutaminase IgG;
 • Anticorpos anti-endomísio IgA.
Obs: Sensibilidade não celíaca ao glúten pode provocar sintomas neuro-
psiquiátricos.
Lembrete: Sempre individualize os exames a partir das queixas e comorbidades 
do seu paciente.
2. EXAMES ESPECÍFICOS QUE DEVEM SER SOLICITADOS 
NA PRIMEIRA CONSULTA DIANTE DE UM DIAGNÓSTICO DE 
DEPRESSÃO:
Eixo HPA
 • Curva de cortisol salivar;
 • SDHEA;
 • ACTH.
MTHFR
 • Gene mutado compromete a metilação do ácido fólico;
 • 30% da população tem essa mutação na forma mais leve, 5% na forma mais 
grave;
 • Na vigência de mutação há indicação de utilização de dose mais alta de 
metilfolato;
 • Convênios não costumam cobrir, mas é possível conseguir por meio de um 
relatório.
Alergias alimentares
 • Solicita-se a depender da queixa do paciente.
Ômega 3
Suplementação na prática clínica
Grupos nos quais se subdividem os suplementos:
 • Macronutrientes:
 ◦ Proteínas;
 ◦ Gorduras;
 ◦ Carboidratos.
 • Micronutrientes:
 ◦ Minerais;
 ◦ Vitaminas.
 • Fitoterápicos
 • Probióticos
 • Hormônios
Macronutrientes
Proteínas (aminoácidos):
 • L Triptofano e 5HTP;
 • Tirosina e Fenilalanina.
Gorduras:
 • Colesterol;
 • Ômega 3.
Carboidratos:
 • Açúcar.
Lembrete: Ver o PDF de sugestões de fórmulas.
Macronutrientes - Aminoácidos
 • O painel sérico de aminoácidos mostra os resultados do paciente e o nível 
de referência em função dos percentis;
 • É comum ver pacientes com alimentação equilibrada que apresentam um 
déficit de aminoácidos;
 • A suplementação deve ser realizada de acordo com a necessidade do 
paciente; 
 • A síntese de neurotransmissores requer aminoácidos específicos.
Das proteínas aos neurotransmissores: 
 • Pergunte ao paciente qual alimento ele busca quando está mais angustiado;
 • A partir das queixas, é possível traçar uma estratégia de suplementação 
mais direcionada;
 • Pacientes depressivos comumente têm níveis mais baixos de fenilalanina, 
triptofano e tirosina;
 • Baixos níveis de leucina têm associação com ansiedade psíquica. 
Por que os aminoácidos estão reduzidos?
 • Dieta vegetariana/baixa ingesta proteica;
 • HCL ou enzimas digestivas insuficientes ;
 • Uso de antiácido;
 • Estresse;
 • Idosos.
Obs.: 
 • HCL adequado é necessário para a quebra de proteínas e absorção de 
aminoácidos;
 • Atentar para a diminuição do HCL em pacientes > 30 anos. 
Como os aminoácidos vão impactar nas queixas clínicas do paciente?
Aminoácido Neurotransmissor Queixas
Triptofano/5HTP Serotonina 
Necessidade de carboidrato
doce
Humor deprimido
Sem queixas físicas
Fenilalanina/
Tirosina
Dopamina
Necessidade de açúcar,
chocolate, café
↓ Libido
↓Atenção
+Queixas físicas
Noradrenalina
Necessidade de sal
TPM
Exaustão
Adrenalina
Necessidade de doce
Obesidade
Fadiga crônica (cortisol ↓)
Para pacientes com hipocloridria:
 • Sinais: inchaço, indigestão, gases, acne, coceira ao redor do reto e parasitas 
intestinais crônicos;
 • Dica: prescrever Betaína HCL + pepsina para aumentar seu efeito de 
digestão de proteínas;
 • Sugestão posológica: 200mg a 500mg ao dia. 
 • Aguardar 4 semanas. 
Para pacientes que têm um déficit global de aminoácidos: pool de 
aminoácidos.
1. Aminovita - 240g limão - Vitafor (R$ 150)
 • Adicione 12,5g (1 colher-medida) em cerca de 300ml (1 copo) de água gelada 
e misture bem;
 • Tomar uma dose ao dia fora das refeições;
 • Compatível com a gestação.
2. AMINOLIFT TANGERINA 375g ® Essential Nutrition I 30 doses 
 • Adicione 12,5g (1 colher-medida) em cerca de 300ml (1 copo) de água gelada 
e misture bem. 
 • Tomar uma dose ao dia fora das refeições;
 • Compatível com a gestação.
 • Fórmula de pool de aminoácidos (farmácia de manipulação).
Lembrete: sempre adicione os aminoácidos fora das refeições!
L Triptofano e 5HTP
Síntese da serotonina:
 • Triptofano é um precursor da serotonina oriundo da dieta. 
Evidências:
 • A depleção de triptofano produz efeitos de redução do humor;
 • A suplementação de L-triptofano melhora a insônia crônica;
 • 5HTP melhora os sintomas e não provoca tantos efeitos adversos.
Exames necessários:
 • Se possível, solicite a análise quantitativa de aminoácidos plasmáticos;
 • TUSS 40502074;
 • CID 10 E88;
 • A coleta é restrita a alguns laboratórios (entrarem contato);
 • O resultado é a mediana.
Orientações gerais de prescrição:
L-Triptofano
 • Sugestão posológica: 500-2000 mg/dia VO;
 • Objetivo: melhora padrão de sono;
 • Aguardar 4-8 semanas.
5HTP
 • 1. Comprimido sublingual 25-50mg;
 ◦ 1 a 2 comprimidos, de 1 a 4 vezes ao dia;
 • 2. Comprimido via oral:
 ◦ Adultos: 50-200mg/dia
 ◦ Crianças: 25mg/dia
 
Aguardar efeito 6-12 semanas. 
 • Distúrbios do sono → dose maior (50 mg) ao deitar;
 • Com antidepressivo ou também em dose maior, até 200mg;
 • Cápsula sublingual com L-teanina (efeito calmante). 
Efeitos adversos: 
 • Náuseas → reduzir a dose;
 • Pacientes inflamados → desvio de rota metabólica;
 • Interações comuns: antidepressivos ISRS (síndrome serotoninérgica) > 
200mg/dia 5HTP.
Sugestões de marcas e custo:
 • Farmácia de manipulação (sublingual);
 • ® Now (VO) ~ R$ 50/mês.
Fenilalanina e norepinefrina
Fisiologia:
 • Fenilalanina e Tirosina são precursores da dopamina.
Evidências:
 • Depleção aguda de fenilalanina/tirosina em mulheres saudáveis → queda de 
humor e irritabilidade;
 • Depleção de fenilalanina/tirosina em homens saudáveis → diminuição do 
estado de alerta, ansiedade e comprometimento na memória.
L Tirosina
Sugestão posológica:
 • L Tirosina VO: 150-3000mg;
 • Fora das refeições, pela manhã, 1-2x/dia;
 • Elevar dose semanalmente ;
 • L Tirosina sublingual: 50-200mg;
 • Aguardar 6-12 semanas.
Cuidados necessários:
 • Evitar: depressão psicótica;
 • Interações comuns: Antidepressivos Duais.
Fenilalanina
Sugestão posológica:
 • Fenilalanina: 150-500mg/dia VO;
 • Entre refeições, preferencialmente pela manhã;
 • Aguardar 6-12 semanas;
 • Melhora da atenção;
 • Libido e orgasmo;
 • “Aminoácido do amor”.
Cuidados necessários:
 • Efeitos adversos: HAS, taquicardia, enxaqueca;
 • Evitar na depressão psicótica, autistas, pânico;
 • Interações comuns: Antidepressivos Duais.
Sugestões de marcas e custo:
 • Farmácia de manipulação ;
 • ® Now (Tirosina) ~ R$ 100/mês.
Dominando a suplementação de aminoácidos:
1. Examinar a digestão;
2. Dosar aminoácidos;
3. Suplementar aminoácidos específicos ou composto de aminoácidos;
Macronutrientes - Gorduras
COLESTEROL
Fisiologia:
 • Síntese de hormônios esteróides e vitamina D;
 • Ativa os receptores de serotonina;
 • Ativa os receptores de ocitocina.
Evidências:
 • Colesterol muito baixo → risco de suicídio.
Exames:
 • É essencial dosar Colesterol Total (COLT) em pacientes depressivos;
 • Solicitar em conjunto: HDL, LDL, VLDL, TRIG;
 • Meta COLT > 140;
 • Cuidado com o uso de estatinas.
Prescrição:
 • 1. Alimentos que aumentam o HDL:
 ◦ Peixes gordurosos;
 ◦ Azeite de oliva;
 ◦ Abacate;
 • 2. Lipase.
ÔMEGA 3
Evidências:
 • A ingestão moderada de peixe pode prevenir transtorno depressivo maior 
em adultos mais velhos;
 • Suplementos de ômega-3 melhoram sintomas de depressão, em 
monoterapia e associados a antidepressivos. 
 
Exames: 
 • 1. Ômega 3 index:
 ◦ Mostra o percentual de ômega 3 na membrana das células;
 ◦ Não tem no SUS.
 • 2. Marcadores inflamatórios aumentados (PCR, VHS, Ferritina):
 ◦ Predizem melhor resposta à suplementação com Ômega 3.
Sugestão de posologia:
 • 2-6g (EPA + DHA)/dia;
 • Proporção EPA 2:1 DHA;
 • Normalmente 2 cápsulas = 1g (EPA + DHA);
 • Benefício com altas doses (>2g/dia);
 • Observar 4-8 semanas.
Sugestão de marcas: 
 • IFOS (R$ 100/mês).
Cuidados:
 • Náuseas e vômitos (dica: colocar no congelador);
 • Dificuldade de deglutição em pacientes autistas, bariátricos (forma líquida);
 • Gosto de peixe na boca;
 • Risco de sangramento (atenção em pacientes em uso de anticoagulantes).
 
Macronutrientes - Carboidratos 
AÇÚCAR
Evidências:
 • Índice glicêmico da dieta prediz risco de depressão;
 • Relação dose-resposta entre consumo de açúcar /alimentos refinados e 
incidência de depressão.
Exames: 
 • Glicemia de jejum;
 • HbA1c;
 • Insulina.
Posologia:
 • Suspender o açúcar (teste).
Micronutrientes - Minerais
FERRO
Fisiologia:
 • O ferro é um cofator essencial para várias monoaminas (dopamina/
noradrenalina/adrenalina);
 • Depois que o cofator chega no nível máximo, ele satura e não adianta 
suplementar mais;
 • O ferro apoia o cérebro através da oxigenação dos neurônios, síntese de DNA 
e aumento dos neurotransmissores. 
Anemia por deficiência de ferro: 
1. Sintomas físicos:
 • Palidez cutânea;
 • Insônia;
 • Dispnéia;
 • Frio nas extremidades;
 • Cefaléia;
 • Síndrome das Pernas Inquietas.
2. Sintomas cognitivos:
 • Fadiga;
 • Anergia;
 • Fraqueza;
 • Menor Concentração.
Obs: Suspeite em mulheres depressivas que menstruam. 
Evidências:
 • A deficiência de ferro está associada a sintomas depressivos (fadiga).
Exames:
1. Estágio 1: 
 • Ferritina ( 50 ng/ml.
 •
Reposição EV
Quando fazer?
 • Casos graves (baixa Hb, baixa ferritina, paciente muito sintomático);
 • Pacientes que não responderam à reposição VO;
 • Pacientes intolerantes (bariátricos, autistas).
Como fazer?
 • Noripurum EV 20 mg/ml (5 amp 5ml - R$ 50);
 • Ferinjet 50 mg/ml (1 amp 10ml - R$ 800);
 • Em ambos: infusão lenta (15min);
 • Ficar em observação por 30min. 
MAGNÉSIO
Fisiologia:
O magnésio participa de 325 atividades enzimáticas:
 • Produção, transferência e utilização de energia (ATP);
 • Síntese de DNA e proteínas;
 • Controle da ação nervosa e neurotransmissão;
 • Relaxamento dos músculos;
 • Eixo HPA;
 • Bloqueio de NMDA (glutamato).
Obs: A deficiência nutricional de magnésio é comum. 
Evidências:
 • Uma maior ingestão de magnésio na dieta parece estar associada a 
menores sintomas de depressão;
 • A suplementação oral de magnésio pode prevenir a depressão e pode ser 
usada como terapia adjuvante;
 • Existe benefício na prevenção e no tratamento adjuvante de depressão. 
Apresentação clínica: 
 • Ansiedade;
 • Constipação;
 • Insônia;
 • Espasmo muscular;
 • Formigamento; 
 • Palpitação; 
 • Cefaléia 
 • Dor; 
 • Piora da cognição.
Tipos inferiores (baixa absorção/ aumento de diarreia): 
 • Óxido; 
 • Dihidróxido (leite de magnésia);
 • Sulfato (como sais de banho);
 • Aspartato; 
 • Carbonato. 
Tipos superiores:
 • Glicinato (1ª opção - menos estresse, menos diarreia);
 • Malato (fadiga, dor);
 • Taurato e orato (cardioprotetor);
 • Citrato (barato, laxativo);
 • L Treonato (atravessa a BHE).
Exames: 
 • Magnésio sérico > 2,1 mg/dL (> 0,9 nmol/L);
 • Pouco fidedigno (maior parte está intracelular);
 • Se estiver muito baixo → perigo.
Posologia: 
Magnésio glicina VO 
 • Mínimo 400 mg/dia em duas tomadas; 
 • + B6 facilita o transporte intracelular;
 • Reavaliar em 4 semanas (os sintomas); 
 • Comprimido (1 cp ~ 100 mg)/ sachê.
Estratégia de saturação 
 • Tomar 1 - 1,5g de magnésio por 2 - 3 meses;
1. 3 - 4 doses de 300-400mg por tomada 2-3x/dia até apresentar fezes 
amolecidas após tomada;
2. Reduzir a dose em 100 mg até normalizar hábito intestinal;
3. Após 2-3 meses: manter 200-400mg 2x/dia.
Cuidado: 
 • Contraindicado em pacientes com insuficiência renal.
ZINCO
Fisiologia: 
 • O zinco modula os receptores pós sinápticos (serotonina); 
 • Todas as enzimas digestivas são dependentes de Zinco;
 • Disgeusia (paladar) - idosos.
Causas de deficiência: 
 • Vegetarianismo; 
 • Baixa ingesta calórica; 
 • Exercício (suor); 
 • Estresse;
 • Puberdade;
 • Uso de estrógeno;
 • Toxinas ambientais (PCP).
Evidências: 
 • A deficiência de zinco está ligada ao risco e sintomas de depressão;
 • Envolvimento do zinco na digestão e no paladar;
 • O zinco melhora os sintomas de depressão ao modular os 
neurotransmissores: serotonina, dopamina e glutamato.
Exames: 
 • Zinco sérico (96-115 mcg/dL);
 • Zinco hemácia (eritrócito): $$$;
 • Indiretos (Fosfatase Alcalina, Leucócitos).Posologia: 
 • 10 a 40mg/dia de Zinco quelado;
 • Tomar após refeição; 
 • Evitar prescrever os minerais juntos;
 • Cuidados: náusea; 
 • Uso prolongado de Zn: déficit de cobre;
 • Reavaliar em 4 semanas.
Importante: Como Zinco e Cobre competem na absorção, dose o Cobre! 
COBRE
Exames: 
 • Cobre sérico (H: 80-110 mcg/dL; M 90-125 mcg/dL);
 • Cobre hemácia (eritrócito): $$$.
Posologia: 
 • 1-4mg/dia de Cu quelado (Zn/Cu 20:1);
 • 8 mg para pacientes com anorexia;
 • Tomar após refeição; 
 • Uso prolongado: déficit de zinco; 
 • Reavaliar em 4 semanas. 
Micronutrientes - Vitaminas 
COMPLEXO B
Evidências: 
 • A deficiência de B1, B3, B9 e B12 está associada à depressão; 
 • A suplementação está associada à prevenção e ao tratamento.
Fisiologia: 
Fonte: www.gbhealthwatch.com
 • O metilfolato é a única forma do ácido fólico (vit B9), e que atravessa o 
Sistema Nervoso Central;
 • Se não há a devida metilação em decorrência de mutação, o paciente não 
aproveita o ácido fólico; 
 • A homocisteína é um subproduto do ciclo da vitamina B12 junto com o 
metilfolato para “entrar” nas vias das monoaminas. 
VITAMINA B6: 
Fisiologia: 
 • A vitamina B6 é um cofator (se faltar, compromete a via; se estiver 
excedente, não faz diferença);
 • Piridoxal - 5 - Fosfato (P5P) é a forma ativa da vitamina B6 (a forma que deve 
ser prescrita). 
Evidências: 
 • A menor ingestão de vitamina B6 está associada a maior escore na 
depressão;
 • A suplementação com B6 melhorou os sintomas pré-menstruais e de 
depressão. 
VITAMINA B9:
Evidências: 
 • Correlação significativa entre níveis baixos de folato e risco de depressão;
 • A suplementação de metilfolato funciona melhor em pacientes mais graves.
Fatores de risco:
 • Medicações: anticonvulsivantes, fluoxetina, ACO, metotrexate, metformina;
 • Doenças: DM, hipotiroidismo, Crohn, atrofia gástrica;
 • Estilo de vida: alcoolismo, má alimentação, tabagismo;
 • Idade: L-metilfolato cerebral reduz com o tempo;
 • Genética: Polimorfismo MTHFR CT/TT;
 • Obesidade: IMC> 30.
Mutação MTHFR:
 • Existem dois principais genes: C677T e A1298C;
 • Cada gene pode ter a variante normal e a selvagem;
 • A mutação no gene C677T é mais problemática;
 • A forma mais grave apresenta redução de 70% na atividade enzimática;
 • 30% da população apresenta mutação (mais prevalente em pacientes 
deprimidos).
Necessidade de metilfolato: 
Gente MTHFR Normal
677CC
Variante 1
677CT
Variante 2
677TT
Atividade
enzimática 100% 71% 34%
Folato 400mcg 800mcg 1,200mcg
VITAMINA B12 E VEGETARIANOS:
Evidências: 
 • A suplementação de B12 5 mg/dia IM por 2 semanas em pacientes com 
B12 sérico “normal” proporcionou melhora de: bem estar, apetite, humor, 
energia e sono. 
COMPLEXO B
Complexo B - exames: 
1. B6:
 • $$$;
 • Somente para pacientes refratários;
 • Suplementação empírica.
2. B9:
 • Ácido fólico, ác. folínico e metilfolato;
 • Alvo: 10-17 ng/ml.
3. B12:
 • B12 sérico (se sintomático, alvo: 500-900 ng/ml);
 • Observação: pode haver hipovitaminose com nível sérico normal;
 • Nesse casos, solicita-se o ácido metilmalônico ($) que vai estar aumentado 
se B12 real estiver baixa;
 • Pode-se solicitar, ainda, a Homocisteína (aumentada se B12 não estiver 
adequada).
Complexo B-prescrição:
 • Piridoxal-5-fosfato (P5P): 10-50mg SL.
 • Metilfolato 200-1000mcg SL;
 “Superdose”: até 15 mg/dia (alvo: homocisteína 200 Potencialmente tóxico
Prescrição: 
 • A dosagem recomendada depende do nível sérico. 
 • Monitoramento e ajuste rigoroso! 
 ◦ 140 componentes;
 • Adaptógeno;
 • Reduz atividade MAO;
 • Antiinflamatório, antioxidante;
 • Ansiolítico;
 • Anti-amiloidogênico (reduz depósito das placas amiloides);
Obs.: Adaptógeno é uma substância que regula alguns sistemas, como o HPA.
Evidências: 
 • A Rhodiola em cápsula mostrou potencialidade antidepressiva em pacientes 
com depressão quando administradas doses entre 0,3 e 0,6 g/dia durante 12 
semanas;
 • A Rhodiola melhorou a qualidade de vida e os sintomas clínicos. 
Prescrição:
 • Rhodiola rosea (3% salidrosídeos);
 • Dosagem: 100-600mg;
 • Iniciar com 200 mg pela manhã e progredir a cada 7 dias, observando os 
efeitos;
 • Para depressão: pode utilizar em associação;
 • Sem exames;
 • Efeitos adversos: Ativação! (ansiedade, insônia).

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