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Depressão Estratégias de Suplementação Ao final deste módulo, você irá: • Saber quais exames laboratoriais solicitar para um paciente com depressão; • Implementar estratégias de suplementação na sua prática clínica; Plano de estudo: • Fisiologia • Evidências científicas justificando a indicação; • Exames necessários; • Dose terapêutica e tempo de ação; • Cuidados necessários: contra indicações e interações comuns; • Sugestão de marcas e custo; • Modelo de prescrição na prática. Depressão e suplementação • Depressão é um dos diagnósticos mais prevalentes e impactantes da nossa sociedade. • Não importa a sua especialidade, você vai se deparar com um paciente com esse diagnóstico. • É necessário compreender sobre suplementação a esses pacientes, bem como o papel dos psicofármacos na depressão. LEMBRETE: • Antidepressivos são mais eficazes para casos graves: ◦ Depressão suicida; ◦ Depressão com todos os sintomas do check-list do DSM 5; ◦ Depressão que necessita de internação. Importante: Não há evidência de benefícios do uso de antidepressivos em casos de depressão leve. A SUPLEMENTAÇÃO DEVE SER UTILIZADA PARA: • Proporcionar o uso de doses mais baixas de antidepressivos; • Evitar polifarmácia; • Retirar a medicação antidepressiva (eventualmente). Depressão: quais as causas? FATORES BIOQUÍMICOS: 1. Hipótese das Monoaminas; 2. Hipótese do desequilíbrio entre neurotransmissores excitatórios/inibitórios; 3. Hipótese do Estresse Oxidativo. FATORES FÍSICOS: Diagnósticos clínicos graves e crônicos cursam com maiores índices de depressão, como: • HIV; • Parkinson; • Alzheimer; • Pacientes oncológicos; • Pacientes que infartaram; • Pacientes cardiopatas. DEPRESSÃO MEDICAMENTOSA: Pacientes podem apresentar sintomas depressivos ao usarem certas medicações: • Interferon gama; • Corticoide (prednisona/prednisolona); • Anti-hipertensivos (betabloqueadores). SISTEMA IMUNE: • Quadros virais causam sintomatologia depressiva e alteração de humor; • Pacientes com depressão maior que apresentam marcadores bioquímicos aumentados tendem a responder menos a antidepressivos. FATORES HORMONAIS: Aspectos hormonais podem influenciar no quadro de depressão: • TSH (atenção ao hipotireoidismo); • Testosterona; • Estrógeno; • Progesterona. FATORES GENÉTICOS: • Existe um maior risco de depressão associado à predisposição genética. FATORES PSICOLÓGICOS: • É importante investigar a presença de gatilhos; • O adoecimento psíquico na apresentação da depressão pode ser causado por gatilhos psicológicos. Depressão: exames gerais e específicos 1. EXAMES QUE DEVEM SER SOLICITADOS PARA O PACIENTE COM DEMANDA EM SAÚDE MENTAL, INCLUSIVE, COM DEPRESSÃO: Avaliação Nutricional: • Ácido fólico; • Vitamina B12; • Homocisteína; • Magnésio sérico; • Cálcio iônico; • PTH intacto; • 25-hidroxi-vitamina D3; • Vitamina E; • Retinol; • Selênio (sangue); • Zinco (sangue); • Cobre (sangue); • Ferritina; • Ferro sérico; • Saturação da Transferrina; • Vitamina C; • Albumina sérica; • Eletrólitos (potássio, sódio); • Análise quantitativa de aminoácidos plasmáticos. Avaliação Metabólica: • Hemograma completo; • Fosfatase alcalina sérica; • AST; • ALT; • GGT; • Uréia; • Creatina; • Glicemia jejum; • Hemoglobina glicada A1C; • Insulina; • Colesterol total e frações; • Triglicerídeos; • TSH; • T3L; • T4L; • Testosterona total; • Testosterona livre; • S-DHEA; • SHBG; • Pregnenolona; • Estradiol (mulher); • Progesterona (mulher). Inflamação: • VSH; • PCR. Avaliação Tóxica: • Alumínio sérico; • Chumbo sérico; • Flúor sérico. Doença Celíaca: • Ac antigliadina IgA; • Ac antigliadina IgG; • Ac antitransglutaminase IgA; • Ac antitransglutaminase IgG; • Anticorpos anti-endomísio IgA. Obs: Sensibilidade não celíaca ao glúten pode provocar sintomas neuro- psiquiátricos. Lembrete: Sempre individualize os exames a partir das queixas e comorbidades do seu paciente. 2. EXAMES ESPECÍFICOS QUE DEVEM SER SOLICITADOS NA PRIMEIRA CONSULTA DIANTE DE UM DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO: Eixo HPA • Curva de cortisol salivar; • SDHEA; • ACTH. MTHFR • Gene mutado compromete a metilação do ácido fólico; • 30% da população tem essa mutação na forma mais leve, 5% na forma mais grave; • Na vigência de mutação há indicação de utilização de dose mais alta de metilfolato; • Convênios não costumam cobrir, mas é possível conseguir por meio de um relatório. Alergias alimentares • Solicita-se a depender da queixa do paciente. Ômega 3 Suplementação na prática clínica Grupos nos quais se subdividem os suplementos: • Macronutrientes: ◦ Proteínas; ◦ Gorduras; ◦ Carboidratos. • Micronutrientes: ◦ Minerais; ◦ Vitaminas. • Fitoterápicos • Probióticos • Hormônios Macronutrientes Proteínas (aminoácidos): • L Triptofano e 5HTP; • Tirosina e Fenilalanina. Gorduras: • Colesterol; • Ômega 3. Carboidratos: • Açúcar. Lembrete: Ver o PDF de sugestões de fórmulas. Macronutrientes - Aminoácidos • O painel sérico de aminoácidos mostra os resultados do paciente e o nível de referência em função dos percentis; • É comum ver pacientes com alimentação equilibrada que apresentam um déficit de aminoácidos; • A suplementação deve ser realizada de acordo com a necessidade do paciente; • A síntese de neurotransmissores requer aminoácidos específicos. Das proteínas aos neurotransmissores: • Pergunte ao paciente qual alimento ele busca quando está mais angustiado; • A partir das queixas, é possível traçar uma estratégia de suplementação mais direcionada; • Pacientes depressivos comumente têm níveis mais baixos de fenilalanina, triptofano e tirosina; • Baixos níveis de leucina têm associação com ansiedade psíquica. Por que os aminoácidos estão reduzidos? • Dieta vegetariana/baixa ingesta proteica; • HCL ou enzimas digestivas insuficientes ; • Uso de antiácido; • Estresse; • Idosos. Obs.: • HCL adequado é necessário para a quebra de proteínas e absorção de aminoácidos; • Atentar para a diminuição do HCL em pacientes > 30 anos. Como os aminoácidos vão impactar nas queixas clínicas do paciente? Aminoácido Neurotransmissor Queixas Triptofano/5HTP Serotonina Necessidade de carboidrato doce Humor deprimido Sem queixas físicas Fenilalanina/ Tirosina Dopamina Necessidade de açúcar, chocolate, café ↓ Libido ↓Atenção +Queixas físicas Noradrenalina Necessidade de sal TPM Exaustão Adrenalina Necessidade de doce Obesidade Fadiga crônica (cortisol ↓) Para pacientes com hipocloridria: • Sinais: inchaço, indigestão, gases, acne, coceira ao redor do reto e parasitas intestinais crônicos; • Dica: prescrever Betaína HCL + pepsina para aumentar seu efeito de digestão de proteínas; • Sugestão posológica: 200mg a 500mg ao dia. • Aguardar 4 semanas. Para pacientes que têm um déficit global de aminoácidos: pool de aminoácidos. 1. Aminovita - 240g limão - Vitafor (R$ 150) • Adicione 12,5g (1 colher-medida) em cerca de 300ml (1 copo) de água gelada e misture bem; • Tomar uma dose ao dia fora das refeições; • Compatível com a gestação. 2. AMINOLIFT TANGERINA 375g ® Essential Nutrition I 30 doses • Adicione 12,5g (1 colher-medida) em cerca de 300ml (1 copo) de água gelada e misture bem. • Tomar uma dose ao dia fora das refeições; • Compatível com a gestação. • Fórmula de pool de aminoácidos (farmácia de manipulação). Lembrete: sempre adicione os aminoácidos fora das refeições! L Triptofano e 5HTP Síntese da serotonina: • Triptofano é um precursor da serotonina oriundo da dieta. Evidências: • A depleção de triptofano produz efeitos de redução do humor; • A suplementação de L-triptofano melhora a insônia crônica; • 5HTP melhora os sintomas e não provoca tantos efeitos adversos. Exames necessários: • Se possível, solicite a análise quantitativa de aminoácidos plasmáticos; • TUSS 40502074; • CID 10 E88; • A coleta é restrita a alguns laboratórios (entrarem contato); • O resultado é a mediana. Orientações gerais de prescrição: L-Triptofano • Sugestão posológica: 500-2000 mg/dia VO; • Objetivo: melhora padrão de sono; • Aguardar 4-8 semanas. 5HTP • 1. Comprimido sublingual 25-50mg; ◦ 1 a 2 comprimidos, de 1 a 4 vezes ao dia; • 2. Comprimido via oral: ◦ Adultos: 50-200mg/dia ◦ Crianças: 25mg/dia Aguardar efeito 6-12 semanas. • Distúrbios do sono → dose maior (50 mg) ao deitar; • Com antidepressivo ou também em dose maior, até 200mg; • Cápsula sublingual com L-teanina (efeito calmante). Efeitos adversos: • Náuseas → reduzir a dose; • Pacientes inflamados → desvio de rota metabólica; • Interações comuns: antidepressivos ISRS (síndrome serotoninérgica) > 200mg/dia 5HTP. Sugestões de marcas e custo: • Farmácia de manipulação (sublingual); • ® Now (VO) ~ R$ 50/mês. Fenilalanina e norepinefrina Fisiologia: • Fenilalanina e Tirosina são precursores da dopamina. Evidências: • Depleção aguda de fenilalanina/tirosina em mulheres saudáveis → queda de humor e irritabilidade; • Depleção de fenilalanina/tirosina em homens saudáveis → diminuição do estado de alerta, ansiedade e comprometimento na memória. L Tirosina Sugestão posológica: • L Tirosina VO: 150-3000mg; • Fora das refeições, pela manhã, 1-2x/dia; • Elevar dose semanalmente ; • L Tirosina sublingual: 50-200mg; • Aguardar 6-12 semanas. Cuidados necessários: • Evitar: depressão psicótica; • Interações comuns: Antidepressivos Duais. Fenilalanina Sugestão posológica: • Fenilalanina: 150-500mg/dia VO; • Entre refeições, preferencialmente pela manhã; • Aguardar 6-12 semanas; • Melhora da atenção; • Libido e orgasmo; • “Aminoácido do amor”. Cuidados necessários: • Efeitos adversos: HAS, taquicardia, enxaqueca; • Evitar na depressão psicótica, autistas, pânico; • Interações comuns: Antidepressivos Duais. Sugestões de marcas e custo: • Farmácia de manipulação ; • ® Now (Tirosina) ~ R$ 100/mês. Dominando a suplementação de aminoácidos: 1. Examinar a digestão; 2. Dosar aminoácidos; 3. Suplementar aminoácidos específicos ou composto de aminoácidos; Macronutrientes - Gorduras COLESTEROL Fisiologia: • Síntese de hormônios esteróides e vitamina D; • Ativa os receptores de serotonina; • Ativa os receptores de ocitocina. Evidências: • Colesterol muito baixo → risco de suicídio. Exames: • É essencial dosar Colesterol Total (COLT) em pacientes depressivos; • Solicitar em conjunto: HDL, LDL, VLDL, TRIG; • Meta COLT > 140; • Cuidado com o uso de estatinas. Prescrição: • 1. Alimentos que aumentam o HDL: ◦ Peixes gordurosos; ◦ Azeite de oliva; ◦ Abacate; • 2. Lipase. ÔMEGA 3 Evidências: • A ingestão moderada de peixe pode prevenir transtorno depressivo maior em adultos mais velhos; • Suplementos de ômega-3 melhoram sintomas de depressão, em monoterapia e associados a antidepressivos. Exames: • 1. Ômega 3 index: ◦ Mostra o percentual de ômega 3 na membrana das células; ◦ Não tem no SUS. • 2. Marcadores inflamatórios aumentados (PCR, VHS, Ferritina): ◦ Predizem melhor resposta à suplementação com Ômega 3. Sugestão de posologia: • 2-6g (EPA + DHA)/dia; • Proporção EPA 2:1 DHA; • Normalmente 2 cápsulas = 1g (EPA + DHA); • Benefício com altas doses (>2g/dia); • Observar 4-8 semanas. Sugestão de marcas: • IFOS (R$ 100/mês). Cuidados: • Náuseas e vômitos (dica: colocar no congelador); • Dificuldade de deglutição em pacientes autistas, bariátricos (forma líquida); • Gosto de peixe na boca; • Risco de sangramento (atenção em pacientes em uso de anticoagulantes). Macronutrientes - Carboidratos AÇÚCAR Evidências: • Índice glicêmico da dieta prediz risco de depressão; • Relação dose-resposta entre consumo de açúcar /alimentos refinados e incidência de depressão. Exames: • Glicemia de jejum; • HbA1c; • Insulina. Posologia: • Suspender o açúcar (teste). Micronutrientes - Minerais FERRO Fisiologia: • O ferro é um cofator essencial para várias monoaminas (dopamina/ noradrenalina/adrenalina); • Depois que o cofator chega no nível máximo, ele satura e não adianta suplementar mais; • O ferro apoia o cérebro através da oxigenação dos neurônios, síntese de DNA e aumento dos neurotransmissores. Anemia por deficiência de ferro: 1. Sintomas físicos: • Palidez cutânea; • Insônia; • Dispnéia; • Frio nas extremidades; • Cefaléia; • Síndrome das Pernas Inquietas. 2. Sintomas cognitivos: • Fadiga; • Anergia; • Fraqueza; • Menor Concentração. Obs: Suspeite em mulheres depressivas que menstruam. Evidências: • A deficiência de ferro está associada a sintomas depressivos (fadiga). Exames: 1. Estágio 1: • Ferritina ( 50 ng/ml. • Reposição EV Quando fazer? • Casos graves (baixa Hb, baixa ferritina, paciente muito sintomático); • Pacientes que não responderam à reposição VO; • Pacientes intolerantes (bariátricos, autistas). Como fazer? • Noripurum EV 20 mg/ml (5 amp 5ml - R$ 50); • Ferinjet 50 mg/ml (1 amp 10ml - R$ 800); • Em ambos: infusão lenta (15min); • Ficar em observação por 30min. MAGNÉSIO Fisiologia: O magnésio participa de 325 atividades enzimáticas: • Produção, transferência e utilização de energia (ATP); • Síntese de DNA e proteínas; • Controle da ação nervosa e neurotransmissão; • Relaxamento dos músculos; • Eixo HPA; • Bloqueio de NMDA (glutamato). Obs: A deficiência nutricional de magnésio é comum. Evidências: • Uma maior ingestão de magnésio na dieta parece estar associada a menores sintomas de depressão; • A suplementação oral de magnésio pode prevenir a depressão e pode ser usada como terapia adjuvante; • Existe benefício na prevenção e no tratamento adjuvante de depressão. Apresentação clínica: • Ansiedade; • Constipação; • Insônia; • Espasmo muscular; • Formigamento; • Palpitação; • Cefaléia • Dor; • Piora da cognição. Tipos inferiores (baixa absorção/ aumento de diarreia): • Óxido; • Dihidróxido (leite de magnésia); • Sulfato (como sais de banho); • Aspartato; • Carbonato. Tipos superiores: • Glicinato (1ª opção - menos estresse, menos diarreia); • Malato (fadiga, dor); • Taurato e orato (cardioprotetor); • Citrato (barato, laxativo); • L Treonato (atravessa a BHE). Exames: • Magnésio sérico > 2,1 mg/dL (> 0,9 nmol/L); • Pouco fidedigno (maior parte está intracelular); • Se estiver muito baixo → perigo. Posologia: Magnésio glicina VO • Mínimo 400 mg/dia em duas tomadas; • + B6 facilita o transporte intracelular; • Reavaliar em 4 semanas (os sintomas); • Comprimido (1 cp ~ 100 mg)/ sachê. Estratégia de saturação • Tomar 1 - 1,5g de magnésio por 2 - 3 meses; 1. 3 - 4 doses de 300-400mg por tomada 2-3x/dia até apresentar fezes amolecidas após tomada; 2. Reduzir a dose em 100 mg até normalizar hábito intestinal; 3. Após 2-3 meses: manter 200-400mg 2x/dia. Cuidado: • Contraindicado em pacientes com insuficiência renal. ZINCO Fisiologia: • O zinco modula os receptores pós sinápticos (serotonina); • Todas as enzimas digestivas são dependentes de Zinco; • Disgeusia (paladar) - idosos. Causas de deficiência: • Vegetarianismo; • Baixa ingesta calórica; • Exercício (suor); • Estresse; • Puberdade; • Uso de estrógeno; • Toxinas ambientais (PCP). Evidências: • A deficiência de zinco está ligada ao risco e sintomas de depressão; • Envolvimento do zinco na digestão e no paladar; • O zinco melhora os sintomas de depressão ao modular os neurotransmissores: serotonina, dopamina e glutamato. Exames: • Zinco sérico (96-115 mcg/dL); • Zinco hemácia (eritrócito): $$$; • Indiretos (Fosfatase Alcalina, Leucócitos).Posologia: • 10 a 40mg/dia de Zinco quelado; • Tomar após refeição; • Evitar prescrever os minerais juntos; • Cuidados: náusea; • Uso prolongado de Zn: déficit de cobre; • Reavaliar em 4 semanas. Importante: Como Zinco e Cobre competem na absorção, dose o Cobre! COBRE Exames: • Cobre sérico (H: 80-110 mcg/dL; M 90-125 mcg/dL); • Cobre hemácia (eritrócito): $$$. Posologia: • 1-4mg/dia de Cu quelado (Zn/Cu 20:1); • 8 mg para pacientes com anorexia; • Tomar após refeição; • Uso prolongado: déficit de zinco; • Reavaliar em 4 semanas. Micronutrientes - Vitaminas COMPLEXO B Evidências: • A deficiência de B1, B3, B9 e B12 está associada à depressão; • A suplementação está associada à prevenção e ao tratamento. Fisiologia: Fonte: www.gbhealthwatch.com • O metilfolato é a única forma do ácido fólico (vit B9), e que atravessa o Sistema Nervoso Central; • Se não há a devida metilação em decorrência de mutação, o paciente não aproveita o ácido fólico; • A homocisteína é um subproduto do ciclo da vitamina B12 junto com o metilfolato para “entrar” nas vias das monoaminas. VITAMINA B6: Fisiologia: • A vitamina B6 é um cofator (se faltar, compromete a via; se estiver excedente, não faz diferença); • Piridoxal - 5 - Fosfato (P5P) é a forma ativa da vitamina B6 (a forma que deve ser prescrita). Evidências: • A menor ingestão de vitamina B6 está associada a maior escore na depressão; • A suplementação com B6 melhorou os sintomas pré-menstruais e de depressão. VITAMINA B9: Evidências: • Correlação significativa entre níveis baixos de folato e risco de depressão; • A suplementação de metilfolato funciona melhor em pacientes mais graves. Fatores de risco: • Medicações: anticonvulsivantes, fluoxetina, ACO, metotrexate, metformina; • Doenças: DM, hipotiroidismo, Crohn, atrofia gástrica; • Estilo de vida: alcoolismo, má alimentação, tabagismo; • Idade: L-metilfolato cerebral reduz com o tempo; • Genética: Polimorfismo MTHFR CT/TT; • Obesidade: IMC> 30. Mutação MTHFR: • Existem dois principais genes: C677T e A1298C; • Cada gene pode ter a variante normal e a selvagem; • A mutação no gene C677T é mais problemática; • A forma mais grave apresenta redução de 70% na atividade enzimática; • 30% da população apresenta mutação (mais prevalente em pacientes deprimidos). Necessidade de metilfolato: Gente MTHFR Normal 677CC Variante 1 677CT Variante 2 677TT Atividade enzimática 100% 71% 34% Folato 400mcg 800mcg 1,200mcg VITAMINA B12 E VEGETARIANOS: Evidências: • A suplementação de B12 5 mg/dia IM por 2 semanas em pacientes com B12 sérico “normal” proporcionou melhora de: bem estar, apetite, humor, energia e sono. COMPLEXO B Complexo B - exames: 1. B6: • $$$; • Somente para pacientes refratários; • Suplementação empírica. 2. B9: • Ácido fólico, ác. folínico e metilfolato; • Alvo: 10-17 ng/ml. 3. B12: • B12 sérico (se sintomático, alvo: 500-900 ng/ml); • Observação: pode haver hipovitaminose com nível sérico normal; • Nesse casos, solicita-se o ácido metilmalônico ($) que vai estar aumentado se B12 real estiver baixa; • Pode-se solicitar, ainda, a Homocisteína (aumentada se B12 não estiver adequada). Complexo B-prescrição: • Piridoxal-5-fosfato (P5P): 10-50mg SL. • Metilfolato 200-1000mcg SL; “Superdose”: até 15 mg/dia (alvo: homocisteína 200 Potencialmente tóxico Prescrição: • A dosagem recomendada depende do nível sérico. • Monitoramento e ajuste rigoroso! ◦ 140 componentes; • Adaptógeno; • Reduz atividade MAO; • Antiinflamatório, antioxidante; • Ansiolítico; • Anti-amiloidogênico (reduz depósito das placas amiloides); Obs.: Adaptógeno é uma substância que regula alguns sistemas, como o HPA. Evidências: • A Rhodiola em cápsula mostrou potencialidade antidepressiva em pacientes com depressão quando administradas doses entre 0,3 e 0,6 g/dia durante 12 semanas; • A Rhodiola melhorou a qualidade de vida e os sintomas clínicos. Prescrição: • Rhodiola rosea (3% salidrosídeos); • Dosagem: 100-600mg; • Iniciar com 200 mg pela manhã e progredir a cada 7 dias, observando os efeitos; • Para depressão: pode utilizar em associação; • Sem exames; • Efeitos adversos: Ativação! (ansiedade, insônia).