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FACULDADE ATENAS MEDICINA LETÍCIA LOPES DE FREITAS TURMA MED VI BETA SÍNTESE PROVISÓRIA SISTEMA OSTEOMUSCULAR SETE LAGOAS 2023 1. ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR Técnicas de exame 1- Inspeção e palpação: inspecione a face quanto à simetria. Depois localize e palpe a articulação temporomandibular, coloque a ponta dos dedos indicadores imediatamente à frente do trago de cada orelha e peça ao paciente para abrir a boca. As pontas dos dedos devem deslizar para os espaços articulares, quando a boca do paciente abrir. Verifique se a amplitude de movimento é uniforme; observe se há tumefação ou dor à palpação. Palpe os músculos da mastigação: masseteres, temporais e pterigóideos. 2- Amplitude de movimento e manobras: A ATM apresenta movimentos de deslizamento e de dobradiça. A amplitude de movimento tem três aspectos: solicite ao paciente a abertura e o fechamento, a protrusão e a retração e o movimento lateral. Normalmente, quando a boca fica totalmente aberta, é possível inserir três dedos entre os incisivos Edema, dor à palpação e redução da amplitude de movimento sinalizam inflamação ou artrite da ATM. Crepitação ou estalido palpável ocorre na má oclusão, na lesão de menisco ou no edema sinovial por traumatismo 2. ARTICULAÇÃO DO OMBRO Técnicas de exame 1- Inspeção: inspecione o ombro, a cintura escapular e as escápulas e os músculos correlacionados na parte posterior. Observe se existe tumefação, deformidade, atrofia ou fasciculações musculares ou posicionamento anormal. Examine todo o membro superior à procura de mudanças de coloração, alterações cutâneas ou contornos ósseos fora do comum. 2- Palpação: palpe os contornos dos marcos ósseos e estruturas do ombro e, em seguida, qualquer área de dor. 3- Amplitude de movimento. Os seis movimentos da cintura escapular são flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e rotação externa. Verifique se o movimento é suave e uniforme postando-se de frente para o paciente, enquanto ele executa os movimentos: 4- Manobras: embora a realização dessas manobras requeira supervisão e prática, elas aumentam a probabilidade de identificar patologias do ombro. Tipos de manobras: - Teste de adução do corpo cruzado - Teste da escarificação de Apley - Teste do arco doloroso - Sinal de compressão de Neer - Sinal de compressão de Hawkins - Teste de atraso da rotação externa - Teste de atraso da rotação interna - Teste para a queda do braço - Teste de resistência da rotação - Teste da lata vazia 3. ARTICULAÇÃO DO COTOVELO Técnicas de exame 1- Inspeção. O antebraço do paciente é apoiado pela mão oposta do examinador, de modo que o cotovelo fique flexionado em cerca de 70°. Inspecione os contornos do cotovelo, incluindo a superfície extensora da ulna e o olécrano. Verifique se existem nódulos ou edema. 2- Palpação. Palpe o olécrano e comprima os epicôndilos, à procura de derrame ou dor à palpação. O nervo ulnar pode ser palpado posteriormente, entre o olécrano e o epicôndilo medial. 3- Amplitude de movimento e manobras: a amplitude de movimento inclui a flexão e a extensão do cotovelo, a pronação e a supinação do antebraço, que também move o punho e a mão. 4. ARTICULAÇÃO DOS PUNHOS E DAS MÃOS Técnicas de exame 1- Inspeção: inspecione a posição das mãos em movimento para movimento uniforme e natural. Em repouso, os dedos devem estar discretamente flexionados e as bordas das unhas em paralelo. Inspecione as superfícies palmar e dorsal do punho e da mão à procura de edema supra-articular ou sinais de traumatismo. Verifique se existe alguma deformidade do punho, da mão ou dos ossos dos dedos, assim como qualquer angulação. Verifique se existe espessamento dos tendões flexores ou contraturas em flexão nos dedos das mãos. 2- Palpação: palpe no punho as partes distais do rádio e da ulna, nas superfícies lateral e medial. Depois, palpe o sulco de cada articulação do punho. Verifique se há edema, empastamento ou dor à palpação. Palpe os oito ossos do carpo, depois cada um dos cinco metacarpais e as falanges proximal, média e distal. Palpe qualquer região suspeita de anormalidade. Nas áreas de edema ou inflamação, palpe ao longo dos tendões que se inserem no polegar e nos dedos das mãos. 3- Verificar a amplitude de movimento: a amplitude do movimento inclui: flexão e extensão, adução e abdução 4 - Manobras: - Preensão manua - Movimento do polegar- Síndrome do túnel do carpo - Sinal de Tinel - Sinal de Phalen 5- Amplitude de movimento – dedos das mãos: avalie a flexão, a extensão, a abdução e a adução dos dedos das mãos. Teste também a flexão e a extensão das articulações IFP e IFD. Os dedos da mão devem se abrir e fechar com facilidade. 6- Amplitude de movimento – polegares: avalie a flexão, a extensão, a abdução, a adução e a oposição do polegar 5. ARTICULAÇÃO DA COLUNA VERTEBRAL Técnicas de exame 1- Inspeção: Verifique a postura do paciente ao entrar na sala, inclusive a posição do pescoço e do tronco. Avalie se a posição da cabeça do paciente está ereta, a coordenação e a uniformidade da movimentação do pescoço, e a facilidade de deambulação. Inspecione o paciente por um dos lados e por trás. Avalie as curvaturas da coluna vertebral. 1- Palpação: palpe os processos espinhosos de cada uma das vértebras com o polegar. No pescoço, palpe os processos articulares das articulações localizadas entre as vértebras cervicais 1 a 2 cm lateralmente aos processos espinhosos de C II a C VII. Na região lombar, palpe vértebras fora de alinhamento, para ver se um processo espinhoso apresenta proeminência incomum. Palpe a articulação sacroilíaca. Inspecione e palpe os músculos paravertebrais, pesquisando espasmo e hipersensibilidade. Com o paciente mantendo o quadril flexionado e deitado sobre o lado oposto, palpe o nervo isquiático. 2- Amplitude de movimento - Pescoço: flexão e extensão, rotação e inclinação lateral Dor à palpação, perda da sensibilidade ou fraqueza muscular constituem indicação de cuidadosa avaliação neurológica do pescoço e dos membros superiores. 3- Amplitude de movimento - Coluna vertebral: movimentos de flexão e extensão, rotação e inclinação lateral. Se essas manobras provocarem dor espontânea ou à palpação, especialmente com irradiação para a perna, prossiga com um cuidadoso teste neurológico dos membros inferiores. 6. ARTICULAÇÃO DO QUADRIL Técnicas de exame 1- Inspeção: a inspeção do quadril começa pela observação cuidadosa da marcha do paciente quando entra na sala. As duas fases da marcha são: • Postural – quando o pé está apoiado no solo e sustenta o peso • Oscilação – quando o pé se move para diante e não sustenta peso Inspecione a marcha quanto à largura da base, ao deslocamento da pelve e à flexão do joelho. Inspecione a parte lombar da coluna vertebral à procura do grau de lordose e, com o paciente em decúbito dorsal, avalie o comprimento dos membros inferiores em termos de simetria. Inspecione as superfícies anterior e posterior do quadril à procura de áreas de atrofia ou contusão muscular 2- Palpação - marcos ósseos: palpe os marcos (anteriores e posteriores) da superfície do quadril Palpação - estruturas inguinais: com o paciente em decúbito dorsal, solicite que coloque o calcanhar da perna que está sendo examinada sobre o joelho oposto. Palpe ao longo do ligamento inguinal, que se estende da espinha ilíaca anterossuperior até o tubérculo púbico Palpação - bolsas: se sentir dor no quadril, palpe a bolsa (psoas), abaixo do ligamento inguinal, porém em um plano mais profundo. 3- Amplitude de movimento: avalie a amplitude dos movimentos do quadril, que são: flexão e extensão, abdução e adução, rotação externa e rotação interna. 4- Manobras: flexão, extensão, abdução, adução,rotação externa e interna. 7. ARTICULAÇÃO DO JOELHO Técnicas de exame 1- Inspeção. Inspecione se a marcha do paciente é rítmica e regular enquanto ele adentra a sala de exame. O joelho deve estar estendido quando o calcanhar toca o solo e flexionado em todas as outras fases de oscilação e postura. Verifique o alinhamento e os contornos dos joelhos. Observe se existe atrofia dos músculos quadríceps femorais. Inspecione qualquer desaparecimento das concavidades normais em torno da patela, um sinal de edema. 2- Palpação: solicite ao paciente que se sente na borda da mesa de exame, com os joelhos flexionados. Palpe a articulação tibiofemoral, os meniscos medial e lateral, os compartimentos lateral e medial da articulação: LCM e LCL, o compartimento medial, o compartimento lateral, o compartimento patelofemoral. Palpe também as bolsas suprapatelar, pré-patelar e anserina, verifique se há espessamento ou edema e observe qualquer dor à palpação ou calor acentuado. Palpe os músculos gastrocnêmico e sóleo, e o tendão de Aquiles Testes de palpação para derrames da articulação do joelho: três testes para detectar líquido na articulação do joelho: o sinal do abaulamento, o sinal do balão e o rechaço da patela. 3- Amplitude de movimento: avalie a amplitude dos movimentos do joelho: flexão e extensão, rotação interna e rotação externa 4- Manobras: - Teste de McMurray - Teste de tensão em varo (adução) forçada - Sinal da gaveta anterior - Teste de Lachman - Sinal da gaveta posterior 8. ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO E DOS PÉS Técnicas de exame 1- Inspeção: observe todas as superfícies dos tornozelos e dos pés, verificando se existem deformidades, nódulos, edema, cornos cutâneos ou calosidades. 2- Palpação: palpe com os polegares a face anterior de cada articulação do tornozelo, pesquisando empastamento, edema ou hipersensibilidade. Sinta o tendão de Aquiles para verificar nódulos e dor à palpação. Palpe o calcanhar e a fáscia plantar. Verifique se a palpação dos ligamentos medial e lateral do tornozelo e dos maléolos medial e lateral provoca dor. Palpe as articulações metatarsofalângicas. Palpe as cabeças dos cinco ossos metatarsais e os sulcos entre eles. 3- Amplitude de movimento: avalie a flexão e a extensão na articulação tibiotalar (do tornozelo). No pé, avalie a inversão e a eversão nas articulações talocalcânea. 4- Manobras: - Articulação do tornozelo (tibiotalar) - Articulação talocalcânea - Articulação transversa do tarso - Articulações metatarsofalângicas 9. TÉCNICAS ESPECIAIS 1- Como medir o comprimento dos membros inferiores: O paciente deve relaxar em decúbito dorsal, promova o alinhamento simétrico dos membros inferiores em extensão. Meça, com uma fita métrica, a distância entre a espinha ilíaca anterossuperior e o maléolo medial 2- Como descrever limitações no movimento de uma articulação: Use um goniômetro para medir a amplitude de movimento em graus 10. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BICKLEY, Lynn S.; SZILAGYI, Peter Q. Bates propedêutica médica. Tradução de: Maria de Fátima Azevedo. - 12. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.