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1ª Fase | 44° Exame da OAB Direito do Trabalho 1 1ª Fase | 44° Exame da OAB Direito do Trabalho 2 3. Relação de Emprego Prof. Luiz Henrique Dutra @prof. luiz .henrique 3.1. CTPS O conteúdo da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) está previsto nos artigos 13 a 58 da CLT, sendo o principal o artigo 29. A assinatura da CTPS deve ocorrer pelo empregador no prazo de cinco dias úteis (caput do artigo 29 da CLT), sendo vedada qualquer anotação desabonadora da conduta do empregado (§ 4º). Súm. n° 225 do STF: Não é absoluto o valor probatório das anotações da carteira prof is- sional. OJ nº 82 da SDI-1 do TST: A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado. 3.2. Empregado O conceito e requisitos para que ocorra a configuração do vínculo de emprego estão pre- vistos no artigo 3º da CLT, ao qual segue transcrição: Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa f ísica que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual. São requisitos para a configuração de vínculo de emprego: 1) Ser pessoa física; 2) Onerosidade; 3) Trabalho não eventual; 4) Pessoalidade; 5) Subordinação. Importante! Ter exclusividade não é requisito para configuração de vínculo. O policial militar será considerado empregado se preenchidos todos os requisitos (Súmula n° 386 do TST). 1ª Fase | 44° Exame da OAB Direito do Trabalho 3 3.3. Empregador 3.3.1. Conceito Art. 2º Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. § 1º Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os prof issionais liberais, as instituições de benef icência, as associações recreativas ou outras instituições sem f ins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregado s. Um cuidado que o aluno deve ter ao analisar uma questão sobre empregador é que o risco do negócio é exclusivo deste, não podendo haver a transferência de prejuízos para o empregado. 3.3.2. Grupo econômico Empresas que, embora tenham CNPJ’s distintos, desde que possuam uma coordenação integrada e interesses comuns, serão consideradas grupo econômico, possuindo entre si res- ponsabilidade solidária. Art. 2º (...) § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. § 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a conf iguração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário (Súmula nº 129 do TST). 3.3.3. Sócio retirante Sócio retirante é aquele sócio que se retira da empresa, estando prevista essa situação no artigo 10-A da CLT. Art. 10-A. O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que f igurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modif icação do contrato, observada a seguinte ordem de preferência: I – a empresa devedora; 1ª Fase | 44° Exame da OAB Direito do Trabalho 4 II – os sócios atuais; e III – os sócios retirantes. Parágrafo único. O sócio retirante responderá solidariamente com os demais quando f icar comprovada f raude na alteração societária decorrente da modif icação do contrato. 3.3.4. Alteração na estrutura jurídica do empregador A alteração de dono da empresa não afeta os direitos previstos no contrato de trabalho do empregado, conforme previsão nos artigos 10 e 448 da CLT. Art. 10. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adqui- ridos por seus empregados. Art. 448. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 3.3.5. Sucessão empresarial Quando uma empresa adquire outra, assume a responsabilidade por todas as suas dívi- das. Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 10 e 448 desta Consolidação, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor. Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando f icar comprovada f raude na transferência. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm