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Profa. Luciana Loureiro
MATERIAL COMPLEMENTAR
Farmácia Homeopática
 Doenças geralmente infecciosas, de caráter transitório, que atacam simultaneamente 
grandes números de indivíduos em uma determinada localidade.
 Pode ser também um surto periódico de uma doença infecciosa em dada população
da região.
Epidemia segundo OMS
Fonte: 
https://brasilescola.uol.com.br/podcasts/gr
andes-epidemias-da-historia.htm acesso 
10.08.22
As grandes epidemias, desde o século II até hoje
Fonte: adaptado de: 
https://coronavirus.butantan.gov.
br/graficos-sobre-a-pandemia
MORTALIDADE
DAS PANDEMIAS
AO LONGO
DO TEMPO
165 541 735 1347 1520 1665 1817 1855 1889 1890
1919 1957 1968 1981 2002 2009 2014 2015 2019
PESTE NEGRA
O surto afetou entre 30-50% da população da Europa.
O continente levou mais de 200 anos para se recuperar.
VARÍOLA
Estima-se que a varíola tenha
matado 90% dos indígenas americanos.
Nos anos 1800, na Europa, calcula-se
que 400 mil pessoas morreram.
GRIPE ESPANHOLA
A mortalidade dessa pandemia ainda está
em discussão à medida que novas evidências
são descobertas, mas muitos acreditam
que o surto acelerou a queda do
Império Otomano.
5 MILHÕES
Peste
Antonina
165 - 180
30 - 50
MILHÕES
Praga de
Justiniano
541 - 542
1 MILHÃO
Epidemia
de Varíola
Japonesa
735 - 737
200
MILHÕES
Peste
Negra
1347 - 1351
56 MILHÕES
Varíola
1520
3 MILHÕES
Praga
de Londres
Século XVII
1665
600 MIL
Praga
de Londres
Século XVIII
1817 - 1923
1 MILHÃO
Pandemia
de Cólera
1817 - 1923
12 MILHÕES
Pandemia
de Peste
Negra
1855
100 - 150 MIL
Febre
Amarela
Final dos
anos 1800
1 MILHÃO
Gripe Russa
1889 - 1890
40 - 50
MILHÕES
Gripe
Espanhola
1918 - 1919
1,1 MILHÃO
Gripe
Asiática
1957 - 1958
1 MILHÃO
Gripe de
Hong Kong
1968 - 1970
25 - 35
MILHÕES
HIV/AIDS
1981 - Atual
770 MIL
SARS
2002 - 2003
200 MIL
Gripe
Suína (H1N1)
2009 - 2010
11,3 MIL
Ebola
(África
Ocidental)
2014 - 2016
850
MERS
2015 - Atual
617 MIL
COVID-19
(22/07/2020)
Fonte: Fórum Econômico Mundial
 Em 1794, Hahnemann tratou uma epidemia de sarna. Observando os sintomas dos 
pacientes, notou que estes se assemelhavam aos sintomas dos medicamentos Calcarea
carbonica e Sulphur. Hahnemann combinou esses dois medicamentos obtendo êxito na cura 
dos casos.
 Em 1797, Hahnemann tratou uma epidemia de febre, que atacou principalmente crianças, 
usando Opium.
 Em 1831, o cólera invadiu a Alemanha e Hahnemann a tratou utilizando o Cuprum
metalicum. Nessa epidemia, o percentual de cura foi expressivo.
Total de doentes tratados com homeopatia:
 1270 pacientes – curados: 1162 (91,5%).
 Óbitos: 108 (8,5%).
 Taxa de mortalidade dos doentes tratados com alopatia:
50% a 60%.
Epidemias tratadas pela homeopatia ao longo da história
 Em 1836, epidemia de cólera em Viena.
 2/3 dos pacientes tratados com homeopatia se curaram.
 2/3 dos pacientes tratados com alopatia morreram.
Outros exemplos
Fonte: 
https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/8
-grandes-pandemias-da-historia-que-podem-
cair-no-enem-e-nos-vestibulares/
 Aqui no Brasil não é diferente. Existem relatos com êxito da homeopatia nas epidemias de 
escarlatina, no Rio de Janeiro (1849); febre amarela, na Bahia, entre 1850 a 1852; cólera, a 
partir do Pará (1855), chegando ao Recife, e depois ao Rio de Janeiro; febre amarela 
também no Rio de Janeiro (1870, 1873, 1875 e 1877). Gripe em 1918. Mais recentemente há 
registros pormenorizados e divulgados nas epidemias de meningite meningocócica, em São 
Paulo, e dengue, na cidade de São José do Rio Preto (SP), em 2001. Na maioria desses 
casos houve a utilização do agente causal preparado de forma homeopática ou isoterápico, 
para auxiliar no tratamento e prevenção das doenças, sendo essa uma prática tradicional 
que está respaldada pela Farmacopeia Homeopática Brasileira.
(http://www.crfsp.org.br/images/arquivos/alerta_CFF.pdf)
No Brasil
 Segundo o médico homeopata Hermes Falleiros (2020), em artigo publicado na Revista 
Qualitá, na epidemia de meningite meningocócica ocorrida no Brasil na década de 1970, foi 
realizado um trabalho de profilaxia da doença na região do Vale do Paraíba com a utilização 
do isoterápico Meningococcinum, com resultados estatisticamente positivos. 
 Na Índia, o uso da homeopatia é altamente divulgado com sucesso nas epidemias de 
dengue, Zika e Chikungunya. 
 Em epidemias como a gripe H1N1, é utilizado com frequência o isoterápico Influenzinum, de 
preferência preparado a partir da cepa do vírus causador da doença no ano em questão. 
 Ainda segundo Falleiros (2020), na pandemia do Coronavírus, 
diversas entidades homeopáticas trabalharam em pesquisas 
para a identificação de seu gênio epidêmico. Pesquisas 
realizadas na Índia elegeram a Camphora como gênio 
epidêmico; na Inglaterra e Brasil, tivemos destaque no 
Arsenicum album.
(https://revistaqualita.com.br/atuacao-da-homeopatia-nas-epidemias/)
Outros exemplos
 Diversas ações foram realizadas para divulgação das pesquisas realizadas.
Ações de entidades
Fonte: 
https://www.oeste
goiano.com.br/not
icias/saude/luta-
contra-covid-
assista-live-que-
mostra-o-uso-da-
homeopatia
Fonte: 
https://aph.org.br/wp-
content/uploads/2016
/06/APH-Info_97.pdf
Fonte: https://amhb.org.br/noticias-
gerais/medicamentos-do-genio-
epidemico-da-covid-19/
 A homeopatia age nas epidemias de suas maneiras: a primeira é identificando o chamado 
“gênio epidêmico”, que é o conjunto de sintomas apresentado pela maioria dos pacientes, 
chamados de sintomas patognomônicos da doença. Esse gênio epidêmico pode variar de 
país para país, ou até de região para região. 
 A segunda atuação do medicamento homeopático é pela isopatia, utilizando medicamentos 
produzidos a partir do agente etiológico da doença, como realizado na epidemia da 
meningite.
Ações dos medicamentos homeopático nas epidemias
 “Gênio (gigno, geno) significa a natureza inata; que é peculiar para qualquer coisa, e constitui 
sua identidade, sua natureza, disposição, caráter peculiar etc.” (GUERNSEY, 1870-1871, p. 
181-185). 
Classificação:
 Gênio medicamentoso.
 Gênio da doença.
 Gênio epidêmico.
Definições de gênio
 Quando aplicado a um remédio, o termo gênio significa aquilo que distingue este remédio
dos outros.
 É a individualização dos sintomas que a medicação apresenta.
 É o que já conhecemos por matéria médica homeopática = patogenesia.
Gênio do remédio (medicamentoso)
 Todos os sintomas que determinada doença apresenta.
 Exemplo: cólera.
 Cãibras intensas nos braços e nas pernas, diarreia aquosa, vômito bilioso no início, grande 
debilidade, cefaleia, pele seca e enrugada, sede intensa, olhos fundos, edema e colapso, 
extremidades frias, vômitos após beber água.
Gênio da doença
 São os sintomas que aparecem na maioria dos afetados pela epidemia. É pelo estudo 
desses sintomas que os homeopatas podem chegar ao medicamento que produz sintomas 
similares.
Segundo Hahnemann (2001):
 “[...] Cada epidemia isolada é de caráter peculiar, uniforme e particular comum a todos os 
afetados e, quando esse caráter se encontra no conjunto característicos dos sintomas 
comuns a todos, aponta-nos o caminho para a descoberta do medicamento homeopático 
(específico) adequado para todos os casos, o qual, então, é praticamente eficaz em todos os 
doentes que gozavam de saúde razoável antes da epidemia, isto é, que não sofriam 
cronicamente de psora desenvolvida.”
 Segundo Kent (2002), para percebermos o que deve ser 
curado nas doenças, devemos caminhar dos gerais para os 
particulares, estudando a doença em seus traços mais gerais, 
não como são vistos sobre um indivíduo em particular, mas 
sobre toda a raça humana.
Gênio epidêmico
 Observar cuidadosamente cerca de 20 casos.
 Registrar todos os sintomas presentes em cada caso.
 Relacionar os sintomas, classificando-os em: mentais, locais e gerais. Obter, assim, uma imagem como se um único paciente houvesse expressado todos os 
sintomas, ou seja, a totalidade sintomática (natureza da enfermidade).
 Definir o que é geral ou comum a todos os pacientes (sintomas patognomônicos) e o que é 
particular (sintomas modalizados) ou peculiar, diferenças pessoais: cada paciente coloca sua 
própria marca na doença.
Tratamento segundo Kent
 Repertorização: assinalar em cada sintoma todos os medicamentos que os apresentam em 
sua patogenegia, para achar os remédios que correspondem à epidemia.
 Selecionar os 7 ou 8 medicamentos que mais cobrem a totalidade sintomática, chamados de 
Grupos dos Remédios Epidêmicos para aquela epidemia e que conduzirá à cura de quase 
todos os casos.
Tratamento segundo Kent
 “Rio Preto vai combater a dengue com homeopatia.
 São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, vai combater a dengue com homeopatia. O 
objetivo é tentar bloquear a doença, evitando uma epidemia e tratando os moradores contra 
a dengue dos tipos clássica e hemorrágica. No ano passado, o município contabilizou mais 
de 12 mil casos de dengue.
Complexo, formado por três tipos de medicamentos:
 Eupatorium 30CH, retirado de uma planta americana;
 Crotalus horridus 30CH (veneno de uma cobra cascavel americana);
 Phosphorus 30CH (fósforo mineral).
 O Eupatorium já é usado e tem resultado comprovado contra a 
dengue clássica, o Crotalus é acrescentado para combater a 
dengue hemorrágica, e o fósforo mineral é usado no controle 
da coagulação do sangue, explica o médico homeopata Renan 
Marino” (Jornal Estado de São Paulo – fev./2007).
Combate à dengue com homeopatia 
 Aconitum napellus; Arnica montana; Arsenicum album; Belladonna; Bryonia alba; Eupatorium
perfoliatum; Gelsemium sempervirens; Pulsatilla nigricans; Rhus toxicodendron; Sulphur.
Nos casos de dengue hemorrágica, no Brasil, foi utilizada uma combinação de
três substâncias:
 Eupatorium 30CH
 Crotalus horridus 30CH ãã complexo homeopático
 Phosphorus 30CH
Medicamentos do grupo epidêmico da dengue
Eupatorium perfoliatum
 Paciente com febre intermitente, sem transpiração, face vermelha, com sede de água fria, 
calafrios ascendentes. Intensas dores musculares e ósseas com sensação como se os ossos 
estivessem quebrados, como se tivesse apanhado muito. Dor retro-orbitária. Fotofobia. 
Vômitos biliares. Diarreia.
Crotalus horridus
 Indicado nos casos que evoluem com manifestações hemorrágicas, com icterícia e 
debilidade cardíaca. Hemorragia por todos os orifícios de sangue negro, sem
coágulo, pútrido.
Phosphorus
 Paciente com tendência a hemorragias frequentes e 
abundantes. Febre intensa com sede de grandes quantidades, 
dor retro-orbitária, náuseas, dores articulares e extrema 
fraqueza. Grande inquietude com medo da morte, delírio 
loquaz durante a febre.
Patogenesias
INTERVALO
 Estudo de Apis mellifica.
Patogenesia
Fonte: https://br.pinterest.com/pin/480829697697613534/
 Guias gerais: edema, vermelhidão, dores em ferroadas, 
aplicações frias.
 Sintomas guias: efeitos do ferrão: queimação, ferroadas, pontadas, dores lancinantes e 
edema. Todos os sintomas vêm com violência e com rush, como Acon e Bell.
 Keynote para Apis mell: edema de aparência esbranquiçada, cerosa, transparente, ausência 
de sede e urina diminuída.
 É o grande remédio das inchações pálidas e cor de cera. Em qualquer edema ou derrame 
interno seroso não inflamatório. Para reabsorção do derrame.
Ação geral
 O estado mental nos quadros agudos é de apatia, indiferença ou mesmo inconsciência. Não 
suportam ser deixados só. Antecipação da morte. 
 Atua no tecido celular, especialmente olhos, face, garganta, ovários e rins, causando edema 
da pele e das membranas mucosas. 
 Produz inflamação com efusão nas membranas do cérebro, coração, pleura, rins etc. 
Estados patológicos característicos de Apis:
 Erisipelas, edemas, inflamações agudas dos rins e de outros tecidos parenquimatosos.
Ação geral
 Causalidades: ouvir más noticias, pesar, susto, contrariedade, ciúme, erupções suprimidas.
Modalidades:
 Melhora: ar fresco, banho frio, descobrir, movimento, por sentar ereto, por andar, tosse pela 
expectoração.
 Agrava: calor do quarto, tempo quente, fogo, banho quente, cama, toque – mesmo no 
cabelo, pela pressão (excesso na cabeça).
 Lateralidade: direita, da direita para esquerda ou de cima para baixo.
 Desejo: leite frio, sorvete, banho frio, se descobrir.
 Aversões: bebidas, água.
 Horário de agravação: 16 às 17h.
Causalidades e modalidades
 Não se queixa – diz que está bem, embora muito doente – não se dá conta de seu estado.
 Febre sem sede # Gels., Puls.
 Transpiração sem sede.
 Sede durante calafrio.
 Calorento.
 Colérico.
 Dominador, extremamente ciumento.
 Edema de pálpebras, urina pouco, mas frequentemente – poucas gotas de cada vez.
Sintomas 
 Dores intensas em pontadas, queimantes como agulhas quentes.
 Dores que mudam bruscamente de lugar. 
 Varizes que picam e ardem.
 Cefaleias > pressãoMédica.pdf. Acesso em: 16 ago. 2022.
 MARTINEZ, E. Z.; NUNES, A. A. A homeopatia na prevenção e tratamento da dengue: uma 
revisão. Cad. Saúde Colet., 2014, Rio de Janeiro, 22 (4): 321-8 Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/cadsc/a/VL5QvbxgCczDQYf8ykbTNsv/?lang=pt&format=pdf. Acesso 
em: 10 ago. 2022. 
 TEIXEIRA, M. Z. Homeopatia nas doenças epidêmicas, conceitos, evidências e propostas. 
Revista de homeopatia, 2010 – Disponível em: 
http://revista.aph.org.br/index.php/aph/article/view/36/68. Acesso em: 15 ago. 2022.
 VIJNOVSKY, B. Matéria médica homeopática, 1974. 
Disponível em: 
http://www.ccs.ufpb.br/nephf/contents/documentos/livros/home
opatia/tratado-de-materia-medica-dr-bernardo-vijnovsky/view. 
Acesso em: 22 ago. 2022.
Referências
 https://amhb.org.br/noticias-gerais/a-homeopatia-em-epidemias-entenda-seu-uso/. Acesso 
em: 15 ago. 2022.
 https://amhb.org.br/noticias-gerais/medicamentos-do-genio-epidemico-da-covid-19/. Acesso 
em: 15 ago. 2022. 
 http://www.crfsp.org.br/images/arquivos/alerta_CFF.pdf. acesso em 16.08.2022. Acesso em: 
15 ago. 2022. 
 https://coronavirus.butantan.gov.br/graficos-sobre-a-pandemia. Acesso em: 15 ago. 2022.
 https://aph.org.br/wp-content/uploads/2016/06/APH-Info_97.pdf. Acesso em: 15 ago. 2022.
 https://bichosonline.vet.br/artigos/genio-epidemico-e-genio-
medicamentoso-em-homeopatia-2459/2. Acesso em: 15 ago. 
2022.
Referências – sites
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