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Urbanização e Direito à Moradia

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Com o fim da Ditadura, os movimentos populares tiveram maior participação na formulação dos programas governamentais para a reforma urbana. Porém, o direito à moradia só é expresso no corpo da Constituição por meio de emenda, em 2000, que alterou o conteúdo do art. 6º, que trata dos direitos sociais. Na década de 1990 começou a tramitar um projeto de lei que levou mais de dez anos para ser aprovado, tendo como resultado o Estatuto da Cidade. Essa lei instrumentaliza os municípios para a garantia do pleno desenvolvimento das funções sociais e ambientais da cidade e da propriedade.
A aprovação do referido estatuto responde à necessidade de
a) democratização do uso do solo.
b) ampliação de áreas construídas.
c) diversificação do parque nacional.
d) expansão do transporte individual.
e) centralização de recursos financeiros.

A participação social no planejamento e na gestão urbanos ganhou impulso a partir do Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/2001), que estabeleceu condições para elaboração de planos diretores participativos, instrumentos esses indutores da expansão urbana e do ordenamento territorial que, a princípio, devem buscar representar os interesses dos diversos segmentos da sociedade. No entanto, é notório o limite à representação dos interesses das camadas sociais menos favorecidas nesse processo. Este rumo deve ser corrigido e deve-se continuar buscando mecanismos de inclusão dos interesses de toda a sociedade.
Qual medida promove a participação social descrita no texto?
A) Redução dos impostos municipais.
B) Privatização dos espaços públicos.
C) Adensamento das áreas de comércio.
D) Valorização dos condomínios fechados.
E) Fortalecimento das associações de bairro.

A vida das pessoas se modifica com a mesma rapidez com que se reproduz a cidade. O lugar da festa, do encontro quase desaparecem; o número de brincadeiras infantis nas ruas diminui — as crianças quase não são vistas; os pedaços da cidade são vendidos, no mercado, como mercadorias; árvores são destruídas, praças transformadas em concreto. Por outro lado, os habitantes parecem perder na cidade suas próprias referências. A imagem de uma grande cidade hoje é tão mutante que se assemelha à de um grande guindaste, aliás, a presença maciça destes, das britadeiras, das betoneiras nos dão o limite do processo de transformação diária ao qual está submetida a cidade.
No contexto das grandes cidades brasileiras, a situação apresentada no texto vem ocorrendo como consequência da
a) manutenção dos modos de convívio social.
b) preservação da essência do espaço público.
c) ampliação das normas de controle ambiental.
d) flexibilização das regras de participação política.
e) alteração da organização da paisagem geográfica.

A expansão das cidades e a formação das aglomerações urbanas no Brasil foram marcadas pela produção industrial e pela consolidação das metrópoles como locais de seu desenvolvimento. Na segunda metade do século XX, as metrópoles brasileiras estenderam-se por áreas de ocupação contínua, configurando densas regiões urbanizadas.
O resultado do processo geográfico descrito foi o(a)
a) valorização da escala local.
b) crescimento das áreas periféricas.
c) densificação do transporte ferroviário.
d) predomínio do planejamento estadual.
e) inibição de consórcios intermunicipais.

O Morro do Vidigal é um clássico do Rio de Janeiro. A vista dá para Ipanema e a favela é pequena e relativamente segura. Aos poucos, casas de um padrão mais alto estão sendo construídas. Artistas plásticos e gringos compraram imóveis ali. Os moradores recebem propostas atraentes e se mudam. Não são propostas milionárias. Apenas o suficiente para se transferirem para um lugar mais longe e um pouco melhor. Os novos habitantes, aos poucos, impõem uma nova rotina e uma nova cara.
O texto discute um processo em curso em várias cidades brasileiras. Uma consequência socioespacial desse processo é a
a) expansão horizontal da área local.
b) expulsão velada da população pobre.
c) alocação imprópria de recursos públicos.
d) privatização indevida do território urbano.
e) remoção forçada de residências irregulares.

Foi-se o tempo em que era possível mostrar um mundo econômico organizado em camadas bem definidas, onde grandes centros urbanos se ligavam, por si próprios, a economias adjacentes “lentas”, com o ritmo muito mais rápido do comércio e das finanças de longo alcance. Hoje tudo ocorre como se essas camadas sobrepostas estivessem mescladas e interpermeadas. Interdependências de curto e longo alcance, não podem mais ser separadas umas das outras.
A maior complexidade dos espaços urbanos contemporâneos ressaltada no texto explica-se pela:
a. Expansão de áreas metropolitanas.
b. Emancipação de novos municípios.
c. Consolidação de domínios jurídicos.
d. Articulação de redes multiescalares.
e. Redefinição de regiões administrativas.

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Questões resolvidas

Com o fim da Ditadura, os movimentos populares tiveram maior participação na formulação dos programas governamentais para a reforma urbana. Porém, o direito à moradia só é expresso no corpo da Constituição por meio de emenda, em 2000, que alterou o conteúdo do art. 6º, que trata dos direitos sociais. Na década de 1990 começou a tramitar um projeto de lei que levou mais de dez anos para ser aprovado, tendo como resultado o Estatuto da Cidade. Essa lei instrumentaliza os municípios para a garantia do pleno desenvolvimento das funções sociais e ambientais da cidade e da propriedade.
A aprovação do referido estatuto responde à necessidade de
a) democratização do uso do solo.
b) ampliação de áreas construídas.
c) diversificação do parque nacional.
d) expansão do transporte individual.
e) centralização de recursos financeiros.

A participação social no planejamento e na gestão urbanos ganhou impulso a partir do Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/2001), que estabeleceu condições para elaboração de planos diretores participativos, instrumentos esses indutores da expansão urbana e do ordenamento territorial que, a princípio, devem buscar representar os interesses dos diversos segmentos da sociedade. No entanto, é notório o limite à representação dos interesses das camadas sociais menos favorecidas nesse processo. Este rumo deve ser corrigido e deve-se continuar buscando mecanismos de inclusão dos interesses de toda a sociedade.
Qual medida promove a participação social descrita no texto?
A) Redução dos impostos municipais.
B) Privatização dos espaços públicos.
C) Adensamento das áreas de comércio.
D) Valorização dos condomínios fechados.
E) Fortalecimento das associações de bairro.

A vida das pessoas se modifica com a mesma rapidez com que se reproduz a cidade. O lugar da festa, do encontro quase desaparecem; o número de brincadeiras infantis nas ruas diminui — as crianças quase não são vistas; os pedaços da cidade são vendidos, no mercado, como mercadorias; árvores são destruídas, praças transformadas em concreto. Por outro lado, os habitantes parecem perder na cidade suas próprias referências. A imagem de uma grande cidade hoje é tão mutante que se assemelha à de um grande guindaste, aliás, a presença maciça destes, das britadeiras, das betoneiras nos dão o limite do processo de transformação diária ao qual está submetida a cidade.
No contexto das grandes cidades brasileiras, a situação apresentada no texto vem ocorrendo como consequência da
a) manutenção dos modos de convívio social.
b) preservação da essência do espaço público.
c) ampliação das normas de controle ambiental.
d) flexibilização das regras de participação política.
e) alteração da organização da paisagem geográfica.

A expansão das cidades e a formação das aglomerações urbanas no Brasil foram marcadas pela produção industrial e pela consolidação das metrópoles como locais de seu desenvolvimento. Na segunda metade do século XX, as metrópoles brasileiras estenderam-se por áreas de ocupação contínua, configurando densas regiões urbanizadas.
O resultado do processo geográfico descrito foi o(a)
a) valorização da escala local.
b) crescimento das áreas periféricas.
c) densificação do transporte ferroviário.
d) predomínio do planejamento estadual.
e) inibição de consórcios intermunicipais.

O Morro do Vidigal é um clássico do Rio de Janeiro. A vista dá para Ipanema e a favela é pequena e relativamente segura. Aos poucos, casas de um padrão mais alto estão sendo construídas. Artistas plásticos e gringos compraram imóveis ali. Os moradores recebem propostas atraentes e se mudam. Não são propostas milionárias. Apenas o suficiente para se transferirem para um lugar mais longe e um pouco melhor. Os novos habitantes, aos poucos, impõem uma nova rotina e uma nova cara.
O texto discute um processo em curso em várias cidades brasileiras. Uma consequência socioespacial desse processo é a
a) expansão horizontal da área local.
b) expulsão velada da população pobre.
c) alocação imprópria de recursos públicos.
d) privatização indevida do território urbano.
e) remoção forçada de residências irregulares.

Foi-se o tempo em que era possível mostrar um mundo econômico organizado em camadas bem definidas, onde grandes centros urbanos se ligavam, por si próprios, a economias adjacentes “lentas”, com o ritmo muito mais rápido do comércio e das finanças de longo alcance. Hoje tudo ocorre como se essas camadas sobrepostas estivessem mescladas e interpermeadas. Interdependências de curto e longo alcance, não podem mais ser separadas umas das outras.
A maior complexidade dos espaços urbanos contemporâneos ressaltada no texto explica-se pela:
a. Expansão de áreas metropolitanas.
b. Emancipação de novos municípios.
c. Consolidação de domínios jurídicos.
d. Articulação de redes multiescalares.
e. Redefinição de regiões administrativas.

Prévia do material em texto

Urbanização 
No ENEM 
 
1. (Enem 2022) Após sete anos da ocupação de um terreno abandonado em Santo André, no ABC paulista, os 
condomínios Novo Pinheirinho e Santos Dias foram inaugurados, com a presença de representantes dos governos 
federal, estadual e municipal. A ocupação começou em 2012 e, desde então, o movimento vinha reivindicando o 
direito de usufruir do espaço para a construção de casas. A Cartas Magna, em seu art. 6º, garante a todos os 
brasileiros o direito à moradia. 
PUTTI, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado). 
 
O texto apresenta uma estratégia usada pelo movimento social para 
a) fragilizar o poder público. 
b) fomentar a economia solidária. 
c) controlar a propriedade estatal. 
d) garantir o preceito constitucional. 
e) incentivar a especulação imobiliária. 
 
 
2. (Enem PPL 2019) O consumo da habitação, em especial aquela dotada de atributos especiais no espaço urbano, 
contribui para o entendimento do fenômeno, pois certas áreas tornam-se alvos de operações comerciais de prestígio 
com a produção e/ou a renovação de construções, diferente de outras porções da cidade, dotadas de menor 
infraestrutura. 
SANTOS, A. R. O consumo da habitação de luxo no espaço urbano parisiense. Confins, n. 23, 2015 (adaptado). 
 
O conceito que define o processo descrito denomina-se 
a) escala cartográfica. 
b) conurbação metropolitana. 
c) território nacional. 
d) especulação imobiliária. 
e) paisagem natural. 
 
 
3. (Enem (Libras) 2017) Com o fim da Ditadura, os movimentos populares tiveram maior participação na formulação 
dos programas governamentais para a reforma urbana. Porém, o direito à moradia só é expresso no corpo da 
Constituição por meio de emenda, em 2000, que alterou o conteúdo do art. 6º, que trata dos direitos sociais. Na 
década de 1990 começou a tramitar um projeto de lei que levou mais de dez anos para ser aprovado, tendo como 
resultado o Estatuto da Cidade. Essa lei instrumentaliza os municípios para a garantia do pleno desenvolvimento das 
funções sociais e ambientais da cidade e da propriedade. 
HOLZ, S.; MONTEIRO, T. V. A. M. Disponível em: www.sociologia.ufsc.br. Acesso em: 7 maio 2013 (adaptado). 
 
A aprovação do referido estatuto responde à necessidade de 
a) democratização do uso do solo. 
b) ampliação de áreas construídas. 
c) diversificação do parque nacional. 
d) expansão do transporte individual. 
e) centralização de recursos financeiros. 
 
 
4. (Enem 2016) O conceito de função social da cidade incorpora a organização do espaço físico como fruto da 
regulação social, isto é, a cidade deve contemplar todos os seus moradores e não somente aqueles que estão no 
mercado formal da produção capitalista da cidade. A tradição dos códigos de edificação, uso e ocupação do solo no 
Brasil sempre partiram do pressuposto de que a cidade não tem divisões entre os incluídos e os excluídos 
socialmente. 
QUINTO JR., L. P. Nova legislação urbana e os velhos fantasmas. 
Estudos Avançados (USP), n. 47, 2003 (adaptado). 
 
Uma política governamental que contribui para viabilizar a função social da cidade, nos moldes indicados no texto, é a 
a) qualificação de serviços públicos em bairros periféricos. 
b) implantação de centros comerciais em eixos rodoviários. 
c) proibição de construções residenciais em regiões íngremes. 
d) disseminação de equipamentos culturais em locais turísticos. 
e) desregulamentação do setor imobiliário em áreas favelizadas. 
 
 
5. (Enem 2023) Os movimentos da agricultura urbana no Rio de Janeiro vêm crescendo nos últimos vinte anos, tanto 
por meio de reproduções de modelos de vida antigos, vinculados ao resgate dos próprios costumes, como – e cada 
vez mais – são revelados hábitos inventivos nos quais moradores urbanos de diferentes classes sociais, sem nenhuma 
referência anterior com o campo, passam a se dedicar a essas atividades. Ao possibilitar o acesso ao plantio e, 
consequentemente, à alimentação, permite-se uma nova relação com o que se come, reduzindo o percurso da cadeia 
produtiva e aproximando produtores de consumidores, pois ambos se confundem nas experiências de agricultura 
urbana. 
PORTILHO, M.; RODRIGUES, C. G. O.; FERNANDEZ, A. C. F. Cultivando relações no arranjo local da Penha: a mobilização de mulheres a partir das práticas de 
agricultura urbana na favela. Cidades, Comunidades e Territórios, n. 42. jun. 2021. 
 
A prática agrícola destacada no texto apresenta como vantagem no espaço urbano a 
a) ocupação de lugares ociosos. 
b) densificação da área central. 
c) valorização do mercado externo. 
d) priorização de insumos químicos. 
e) mecanização de técnicas de cultivo. 
 
 
6. (Enem 2022) 
Brasileiros levam mais tempo de casa para o trabalho 
Pesquisa do IBGE aponta que a situação é maio grave no Sudeste: 13% das pessoas levam mais de uma hora para 
chegar ao trabalho. Nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio, o IBGE registrou os maiores percentuais de 
trabalhadores que levam mais de uma hora no trajeto até o emprego. Quem vê o Marcelo chegar ao trabalho nem 
imagina a maratona que ele enfrenta todos os dias antes das 5h. "Acordo 4h 30, saio de casa 5h, pego trem 5h 20, 
chego na Central umas 6h 50, pego ônibus e chego no trabalho mais ou menos 7h 10", conta. Segundo especialista, 
são os mais pobres os que moram mais longe do emprego. 
Disponível em: www.portaldotransito.com.br. Acesso em: 23 nov. 2021 (adaptado) 
 
A pesquisa desenvolvida retrata a seguinte dinâmica populacional: 
a) Fluxo de retorno. 
b) Migração interna. 
c) Mudança sazonal. 
d) Movimento pendular. 
e) Deslocamento forçado. 
 
 
7. (Enem PPL 2022) 
 
Na imagem, está registrada a estratégia de atuação de um tipo de movimento social urbano. Considerando-se os 
direitos constitucionais, essa estratégia ressalta a necessidade de adoção de medidas governamentais que promovam 
o(a) 
 
a) controle de fluxos emigratórios. 
b) acesso a moradias adequadas. 
c) dissolução da propriedade privada. 
d) descentralização de espaços de lazer. 
e) restrição ao processo de verticalização. 
 
 
8. (Enem PPL 2022) A mobilidade urbana constitui-se em um tema fundamental quando se discute desenvolvimento 
urbano e qualidade de vida da população. As condições de deslocamentos das pessoas e das mercadorias nos centros 
urbanos impactam toda a sociedade pela geração de externalidades negativas, como acidentes, poluição e 
congestionamentos, afetando especialmente a vida dos mais pobres, que geralmente moram em regiões mais 
distantes das oportunidades urbanas. 
CARVALHO, C. H. R. Mobilidade urbana: avanços, desafios e perspectivas. In: COSTA, M. A. (Org.). O estatuto da cidade e a Habitat III. Brasília: Ipea, 2016. 
 
Para minimizar essa problemática apresentada no texto, deve-se incentivar a 
a) habitação em locais periféricos. 
b) ocupação de áreas subutilizadas. 
c) utilização de veículos individuais. 
d) construção de estacionamentos em vias públicas. 
e) concentração de empregos em zonas centrais. 
 
 
9. (Enem 2021) A participação social no planejamento e na gestão urbanos ganhou impulso a partir do Estatuto da 
Cidade (Lei n. 10.257/2001), que estabeleceu condições para elaboração de planos diretores participativos, 
instrumentos esses indutores da expansão urbana e do ordenamento territorial que, a princípio, devem buscar 
representar os interesses dos diversos segmentos da sociedade. No entanto, é notório o limite à representação dos 
interesses das camadas sociais menos favorecidas nesse processo. Este rumo deve ser corrigido e deve-se continuar 
buscando mecanismos de inclusão dos interesses de toda a sociedade. 
Caderno Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS n. 11: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Brasília: 
Ipea, 2019. 
 
Qual medida promove a participação social descrita no texto? 
a) Redução dosimpostos municipais. 
b) Privatização dos espaços públicos. 
c) Adensamento das áreas de comércio. 
d) Valorização dos condomínios fechados. 
e) Fortalecimento das associações de bairro. 
 
 
10. (Enem 2021) A vida das pessoas se modifica com a mesma rapidez com que se reproduz a cidade. O lugar da 
festa, do encontro quase desaparecem; o número de brincadeiras infantis nas ruas diminui – as crianças quase não 
são vistas; os pedaços da cidade são vendidos, no mercado, como mercadorias; árvores são destruídas, praças 
transformadas em concreto. Por outro lado, os habitantes parecem perder na cidade suas próprias referências. A 
imagem de uma grande cidade hoje é tão mutante que se assemelha à de um grande guindaste, aliás, a presença 
maciça destes, das britadeiras, das betoneiras nos dão o limite do processo de transformação diária ao qual está 
submetida a cidade. 
CARLOS, A. F. A. A cidade. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado). 
 
No contexto das grandes cidades brasileiras, a situação apresentada no texto vem ocorrendo como consequência da 
a) manutenção dos modos de convívio social. 
b) preservação da essência do espaço público. 
c) ampliação das normas de controle ambiental. 
d) flexibilização das regras de participação política. 
e) alteração da organização da paisagem geográfica. 
 
 
11. (Enem 2020) A expansão das cidades e a formação das aglomerações urbanas no Brasil foram marcadas pela 
produção industrial e pela consolidação das metrópoles como locais de seu desenvolvimento. Na segunda metade do 
século XX, as metrópoles brasileiras estenderam-se por áreas de ocupação contínua, configurando densas regiões 
urbanizadas. 
MOURA, R. Arranjos urbano-regionais no Brasil: especificidades e reprodução de padrões. Disponível em: www.ub.edu. Acesso em: 11 fev. 2015. 
 
O resultado do processo geográfico descrito foi o(a) 
a) valorização da escala local. 
b) crescimento das áreas periféricas. 
c) densificação do transporte ferroviário. 
d) predomínio do planejamento estadual. 
e) inibição de consórcios intermunicipais. 
 
 
 
 
 
 
12. (Enem 2020) 
TEXTO I 
 
 
TEXTO II 
O Rio Tietê está morto. Ao menos uma parte dele: 137 quilômetros, para ser mais preciso. Uma pesquisa da 
Fundação SOS Mata Atlântica mostra que, em 2016, o trecho do rio com qualidade de água classificada como ruim ou 
péssima começa em Itaquaquecetuba, passa por toda a Região Metropolitana de São Paulo e chega até Cabreúva, já 
no interior de São Paulo. Nesse trecho, a água não tem oxigênio suficiente para abrigar vida. 
Disponível em: http://epoca.globo.com. Acesso em: 7 dez. 2017 (adaptado). 
 
Considerando a análise dos textos, a condição atual desse rio tem como origem a 
a) valorização do sítio urbano. 
b) extinção da vegetação nativa. 
c) recepção de densa carga de dejetos. 
d) captação desordenada do regime pluvial. 
e) expansão do uso de defensivos químicos. 
 
 
13. (Enem PPL 2020) Esse processo concentra a população de renda mais elevada e maior poder político em áreas 
mais centrais e privilegiadas em termos de empregos, infraestrutura básica e serviços sociais. Ao mesmo tempo, 
redistribui a população menos favorecida quanto a esses aspectos, constituindo uma ocupação periférica que se 
estende até os municípios limítrofes. Neles, as condições de acesso às áreas mais centrais são agravadas pelas 
grandes distâncias e pelas dificuldades relacionadas à eficiência do sistema de transporte. 
CAIADO, M. C. S. Deslocamentos intraurbanos e estruturação socioespacial na metrópole brasiliense. São Paulo em Perspectiva, n. 4, out.-dez. 2005. 
 
O texto caracteriza um estágio do processo de urbanização marcado pela 
a) segregação socioespacial. 
b) emancipação territorial. 
c) conurbação planejada. 
d) metropolização tardia. 
e) expansão vertical. 
 
 
14. (Enem 2020) O planejamento deixou de controlar o crescimento urbano e passou a encorajá-lo por todos os 
meios possíveis e imagináveis. Cidades, a nova mensagem soou em alto e bom som, eram máquinas de produzir 
riquezas: o primeiro e principal objetivo do planejamento devia ser o de azeitar a máquina. 
HALL, P. Cidades do amanhã: uma história intelectual do planejamento e do projeto urbanos no século XX. São Paulo: Perspectiva, 2016 (adaptado). 
 
O modelo de planejamento urbano problematizado no texto é marcado pelo(a) 
a) primazia da gestão popular. 
b) uso de práticas sustentáveis. 
c) construção do bem-estar social. 
d) soberania do poder governamental. 
e) ampliação da participação empresarial. 
 
 
15. (Enem PPL 2020) Na América Latina, cerca de 40 milhões de pessoas, ou seja, 7% da população, não possuem 
água segura para o consumo humano, enquanto mais de 6% da população da região ainda praticam a defecação ao 
ar livre, com graves consequências sociais e ambientais. Essa problemática é mais frequente e mais complexa, como 
seria de se esperar, nas áreas semiáridas e desérticas, mas também se faz presente em regiões mais favorecidas em 
termos hidrológicos: a relação entre a disponibilidade natural de água e a satisfação das necessidades vitais da 
população não é de maneira alguma mecânica ou direta. 
CASTRO, J. E.; HELLER, L.; MORAIS, M. P. O direito à água como política pública na América Latina: uma exploração teórica e empírica. Brasília: Ipea, 2015 (adaptado). 
 
A política pública capaz de solucionar o problema apresentado é: 
a) Subsidiar a saúde privada. 
b) Tratar os efluentes industriais. 
c) Proteger os mananciais de rios. 
d) Promover a oferta de empregos. 
e) Democratizar o saneamento básico. 
 
 
16. (Enem PPL 2020) A ampliação das áreas urbanizadas, devido à construção de áreas impermeabilizadas, repercute 
na capacidade de infiltração das águas no solo, favorecendo o escoamento superficial, a concentração das enxurradas 
e a ocorrência de ondas de cheia. A urbanização afeta o funcionamento do ciclo hidrológico, pois interfere no 
rearranjo dos armazenamentos e na trajetória das águas. 
CHRISTOFOLETTI, A. Aplicabilidade do conhecimento geomorfológico nos projetos de 
planejamento. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (Org.). Geomorfologia: 
uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. 
 
Considerando esse contexto, que fator contribui para a diminuição das enchentes em áreas urbanas? 
a) Pavimentação das vias. 
b) Criação de espaços verdes. 
c) Verticalização das moradias. 
d) Adensamento das construções. 
e) Assoreamento dos canais de drenagem. 
 
 
17. (Enem PPL 2018) 
 
O critério que rege a hierarquia urbana é a 
a) existência de distritos industriais de grande porte. 
b) importância histórica dos centros urbanos tradicionais. 
c) centralidade exercida por algumas cidades em relação às demais. 
d) proximidade em relação ao litoral das principais cidades brasileiras. 
e) presença de sedes de multinacionais potencializando a conexão global. 
 
 
18. (Enem PPL 2018) O Morro do Vidigal é um clássico do Rio de Janeiro. A vista dá para Ipanema e a favela é 
pequena e relativamente segura. Aos poucos, casas de um padrão mais alto estão sendo construídas. Artistas 
plásticos e gringos compraram imóveis ali. Os moradores recebem propostas atraentes e se mudam. Não são 
propostas milionárias. Apenas o suficiente para se transferirem para um lugar mais longe e um pouco melhor. Os 
novos habitantes, aos poucos, impõem uma nova rotina e uma nova cara. 
NOGUEIRA, K. O que é gentrificação e por que ela está gerando tanto barulho no Brasil. Disponível em: www.diariodocentrodomundo.com.br. Acesso em: 7 jul. 2015 
(adaptado). 
 
O texto discute um processo em curso em várias cidades brasileiras. Uma consequência socioespacial desse processo 
é a 
a) expansão horizontal da área local. 
b) expulsão velada da população pobre. 
c) alocação imprópria de recursos públicos. 
d) privatização indevida do território urbano. 
e) remoção forçada de residênciasirregulares. 
 
 
19. (Enem 2018) Foi-se o tempo em que era possível mostrar um mundo econômico organizado em camadas bem 
definidas, onde grandes centros urbanos se ligavam, por si próprios, a economias adjacentes “lentas”, com o ritmo 
muito mais rápido do comércio e das finanças de longo alcance. Hoje tudo ocorre como se essas camadas 
sobrepostas estivessem mescladas e interpermeadas. Interdependências de curto e longo alcance não podem mais 
ser separadas umas das outras. 
BRENNER, N. A globalização como reterritorialização. Cadernos Metrópole, n. 24, jul-dez. 2010 (adaptado). 
 
A maior complexidade dos espaços urbanos contemporâneos ressaltada no texto explica-se pela 
a) expansão de áreas metropolitanas. 
b) emancipação de novos municípios. 
c) consolidação de domínios jurídicos. 
d) articulação de redes multiescalares. 
e) redefinição de regiões administrativas. 
 
 
20. (Enem 2018) 
 
A dinâmica hidrológica expressa no gráfico demonstra que o processo de urbanização promove a 
a) redução do volume dos rios. 
b) expansão do lençol freático. 
c) diminuição do índice de chuvas. 
d) retração do nível dos reservatórios. 
e) ampliação do escoamento superficial. 
 
21. (Enem (Libras) 2017) 
TEXTO I 
O espaço viário é um bem público escasso que deve ser repensado para que seja, de fato, de todos. Medidas de 
desestímulo como o rodízio estendido são, portanto, muito bem-vindas. É importante que o rodízio faça parte de uma 
política restritiva mais ampla, com políticas de estacionamento, fim dos subsídios ao combustível e pedágio urbano. 
Além disso, essas medidas devem caminhar de mãos dadas com o investimento contínuo em transporte público de 
qualidade e da requalificação do espaço público para o pedestre e para o ciclista. 
LINKE, C. Quanto menos carro na rua, melhor. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 14 jul. 2015 (adaptado). 
 
TEXTO II 
Melhorias a médio ou longo prazo somente serão atingidas com mudanças estruturais sobre o transporte público. A 
aplicação da extensão do rodízio para o dia todo para os usuários dos transportes individuais vai resultar no 
incremento da aquisição de segundo carro e, consequentemente, no aumento da frota de automóveis, com reflexos 
negativos nos congestionamentos. 
BOTTURA, L. C. Restrição sem alternativas é ineficaz. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 14 jul. 2015 (adaptado). 
 
As opiniões expostas nos textos, referentes à ampliação do rodízio, são convergentes no seguinte aspecto: 
a) Implantação de tarifas de tráfego. 
b) Aumento da poluição atmosférica. 
c) Ampliação da malha viária urbana. 
d) Incentivo à aquisição de veículos populares. 
e) Incremento aos meios de deslocamento coletivos. 
 
 
22. (Enem 2ª aplicação 2016) A presença de uma corrente migratória por si só não explica a condição de vida dos 
imigrantes. Esta será somente a aparência de um fenômeno mais profundo, estruturado em relações socioeconômicas 
muitas vezes perversas. É o que podemos dizer dos indivíduos que são deslocados do campo para as cidades e 
obrigados a viver em condições de vida culturalmente diferentes das que vivenciaram em seu lugar de origem. 
SCARLATO, F. C. População e urbanização brasileira. In: ROSS, J. L. S. 
Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009. 
 
O texto faz referência a um movimento migratório que reflete o(a) 
a) processo de deslocamento de trabalhadores motivados pelo aumento da oferta de empregos no campo. 
b) dinâmica experimentada por grande quantidade de pessoas, que resultou no inchaço das grandes cidades. 
c) Permuta de locais específicos, obedecendo a fatores cíclicos naturais. 
d) circulação de pessoas diariamente em função do emprego. 
e) cultura de localização itinerante no espaço. 
 
 
23. (Enem 2016) O Rio de Janeiro tem projeção imediata no próprio estado e no Espírito Santo, em parcela do sul do 
estado da Bahia, e na Zona da Mata, em Minas Gerais, onde tem influência dividida com Belo Horizonte. Compõem a 
rede urbana do Rio de Janeiro, entre outras cidades: Vitória, Juiz de Fora, Cachoeiro de Itapemirim, Campos dos 
Goytacazes, Volta Redonda – Barra Mansa, Teixeira de Freitas, Angra dos Reis e Teresópolis. 
Disponível em: http://ibge.gov.br. Acesso em: 9 jul. 2015 (adaptado). 
 
O conceito que expressa a relação entre o espaço apresentado e a cidade do Rio de Janeiro é: 
a) Frente pioneira. 
b) Zona de transição. 
c) Região polarizada. 
d) Área de conurbação. 
e) Periferia metropolitana. 
 
 
24. (Enem 2016) 
 
Os moradores de Andalsnes, na Noruega, poderiam se dar ao luxo de morar perto do trabalho nos dias úteis e de se 
refugiar na calmaria do bosque aos fins de semana. E sem sair da mesma casa. Bastaria achar uma vaga para 
estacionar o imóvel antes de curtir o novo endereço. 
Disponível em: http://casavogue.globo.com. Acesso em: 3 out. 2015 (adaptado). 
 
Uma vez implementada, essa proposta afetaria a dinâmica do espaço urbano por reduzir a intensidade do seguinte 
processo: 
a) Êxodo rural. 
b) Movimento pendular. 
c) Migração de retorno. 
d) Deslocamento sazonal. 
e) Ocupação de áreas centrais. 
 
 
25. (Enem 2014) 
 
O fluxo migratório representado está associado ao processo de 
a) fuga de áreas degradadas. 
b) inversão da hierarquia urbana. 
c) busca por amenidades ambientais. 
d) conurbação entre municípios contíguos. 
e) desconcentração dos investimentos produtivos. 
 
 
26. (Enem 2014) No século XIX, o preço mais alto dos terrenos situados no centro das cidades é causa da 
especialização dos bairros e de sua diferenciação social. Muitas pessoas, que não têm meios de pagar os altos 
aluguéis dos bairros elegantes, são progressivamente rejeitadas para a periferia, como os subúrbios e os bairros mais 
afastados. 
RÉMOND, R. O século XIX. São Paulo: Cultrix, 1989 (adaptado). 
 
Uma consequência geográfica do processo socioespacial descrito no texto é a 
a) criação de condomínios fechados de moradia. 
b) decadência das áreas centrais de comércio popular. 
c) aceleração do processo conhecido como cercamento. 
d) ampliação do tempo de deslocamento diário da população. 
e) contenção da ocupação de espaços sem infraestrutura satisfatória. 
 
27. (Enem PPL 2014) Os desequilíbrios que se registram nas encostas ocorrem, na maioria das vezes, em função da 
participação do clima e de alguns aspectos das características das encostas que incluem a topografia, geologia, grau 
de intemperismo, solo e tipo de ocupação. 
CUNHA, S. B; GUERRA, A. J. T. Degradação ambiental. In: GUERRA, A. J. T; CUNHA, S. B. (Org.). Geomortologia e meio ambiente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. 
 
Os desequilíbrios resultantes da atuação humana junto às vertentes íngremes do relevo são fortemente ligados ao(à) 
a) aumento da atividade industrial. 
b) crescimento populacional urbano desordenado. 
c) desconcentração das atividades comerciais e dos serviços. 
d) instalação de equipamentos urbanos na periferia da cidade. 
e) construção de projetos habitacionais voltados à população de baixa renda. 
 
 
28. (Enem 2013) Trata-se de um gigantesco movimento de construção de cidades, necessário para o assentamento 
residencial dessa população, bem como de suas necessidades de trabalho, abastecimento, transportes, saúde, 
energia, água etc. Ainda que o rumo tomado pelo crescimento urbano não tenha respondido satisfatoriamente a 
todas essas necessidades, o território foi ocupado e foram construídas as condições para viver nesse espaço. 
MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis, Vozes, 2001. 
 
A dinâmica de transformação das cidades tende a apresentar como consequência a expansão das áreas periféricas 
pelo(a) 
a) crescimento da população urbana e aumento da especulação imobiliária. 
b) direcionamento maior do fluxo de pessoas, devido à existência de um grande número de serviços. 
c) delimitação de áreaspara uma ocupação organizada do espaço físico, melhorando a qualidade de vida. 
d) implantação de políticas públicas que promovem a moradia e o direito à cidade aos seus moradores. 
e) reurbanização de moradias nas áreas centrais, mantendo o trabalhador próximo ao seu emprego, diminuindo os 
deslocamentos para a periferia. 
 
 
Gabarito: 
 
Resposta da questão 1: 
 [D] 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia] 
Apenas a alternativa [D] está correta. Como o texto apresenta, o direito à moradia é garantido a todos os brasileiros 
pela Carta Magna, isto é, pela Constituição. Assim, a ocupação é uma estratégia utilizada pelos movimentos por 
moradia para obter esse direito constitucional. 
A alternativa [A] está incorreta pois os movimentos socais por moradia não tem como objetivo fragilizar o poder 
público. Da mesma forma, a alternativa [C] está incorreta pois não é objetivo dos movimentos por moradia controlar 
a propriedade estatal. Ao contrário, estes movimentos apenas cobram do poder público e do Estado o cumprimento 
da Constituição. 
A alternativa [B] está incorreta pois, ainda que setores do movimento por moradia acreditem na economia solidária, 
este não é seu principal objetivo. 
A alternativa [E] está incorreta pois não é objetivo dos movimentos por moradia incentivar a especulação imobiliária. 
Ao contrário, estes movimentos costumam denunciar os males causados pela especulação imobiliária, que faz com 
que diversos prédios e terrenos permaneçam inutilizados nas mãos de proprietários privados. 
 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia] 
A alternativa correta é [D], porque a ocupação é uma forma de alcançar um direito garantido pela Constituição que é 
o da moradia. As alternativas incorretas são: [A], porque as ocupações não fragilizam o poder público, mas o 
pressionam para que a Constituição seja cumprida; [B], porque o texto não indica a economia solidária, mas a 
questão da moradia no Brasil; [C], porque as ocupações não visam o controle de propriedades estatais; [E], porque a 
especulação imobiliária é um mecanismo do mercado e não dos movimentos por moradia. 
 
 
Resposta da questão 2: 
 [D] 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia] 
As cidades inseridas no modo de produção capitalista são áreas onde a especulação fundiária e imobiliária de 
desenvolvem com proeminência, uma vez que permitem auferir maior lucratividade. Os bairros dotados de melhor 
infraestrutura urbana (equipamentos públicos) e serviços públicos e privados, costumam apresentar imóveis e 
terrenos com maior valor. A valorização de um determinado bairro pode levar até a gentrificação, atraindo famílias de 
maior poder aquisitivo e causando a repulsão de famílias com menor renda. 
 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia] 
O mercado imobiliário é produtor de valor e busca o lucro. Assim, os territórios da cidade são constantemente 
organizados de forma garantir esse lucro das empreiteiras através de cálculos de investimento e de retorno 
financeiro. Isso corresponde exatamente à especulação imobiliária, que trata a moradia como fonte de ganhos 
financeiros. 
 
 
Resposta da questão 3: 
 [A] 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia] 
Pode-se dizer que a cidade é uma apropriação do espaço resultante de diversos processos sociais muitas vezes 
conflitivos. Nos grandes centros urbanos brasileiros há, por exemplo, uma grande desigualdade social, que obriga as 
classes mais baixas a habitarem as periferias. O Estatuto da cidade visa democratizar essa ocupação do espaço, 
garantindo a todos os direitos de cidadania e acesso aos bens públicos. 
 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia] 
A alternativa [A] está correta porque o Estatuto da Cidade é uma lei cujos princípios básicos são o planejamento 
participativo e a função social da propriedade reestabelecendo o direito de todos à cidade por meio da proteção aos 
direitos fundamentais e da ampliação da participação popular na gestão pública. As alternativas incorretas são: [B], 
porque a lei não objetiva ampliar as áreas construídas, mas garantir a democratização das áreas; [C], porque a lei 
não está associada ao parque nacional, mas ao solo urbano do município; [D], porque a lei busca alternativas para 
democratizar as cidades e, dessa forma, o transporte coletivo; [E], porque a lei busca gestão compartilhada e não 
centralizada. 
 
 
Resposta da questão 4: 
 [A] 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia] 
A busca por uma cidade que atenda a todos os seus moradores põe em xeque o modelo de desenvolvimento 
capitalista. Assim, o Estado se torna responsável por valorizar não somente o centro urbano, mas também as regiões 
periféricas, tradicionalmente aquelas mais carentes de serviços públicos. 
 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia] 
A qualificação social dos serviços públicos em bairros periféricos significa oferecer, ampliar e melhorar a qualidade das 
escolas, creches, postos de saúde e centros de lazer, cultura e esportes. Trata-se de uma medida importante para 
promover a inclusão social e reduzir a segregação socioespacial nas cidades brasileiras caracterizadas por 
desigualdade social profunda. 
 
 
Resposta da questão 5: 
 [A] 
A alternativa correta é [A], porque a agricultura urbana utiliza espaços desocupados das cidades, geralmente em 
áreas de periferia ou subúrbio. As alternativas incorretas são: [B], porque áreas centrais tem alta densidade de 
ocupação em razão da dinâmica das cidades e do mercado imobiliário; [C] e [D], porque a atividade não atende o 
mercado externo e é geralmente associada à produção orgânica; [E], porque a agricultura urbana não comporta 
mecanização. 
 
 
Resposta da questão 6: 
 [D] 
A alternativa correta é [D], porque o texto indica o deslocamento diário dos habitantes entre as cidades. As 
alternativas incorretas são: [A], porque fluxo ou migração de retorno é o regresso do migrante para sua área de 
origem; [B], porque migração interna é o deslocamento regional; [C], porque migrações sazonais são deslocamentos 
periódicos definidos pela mudança da estação do ano; [E], porque deslocamento forçado são migrações involuntárias. 
 
 
Resposta da questão 7: 
 [B] 
A alternativa correta é [B], porque a atuação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto busca pressionar o governo 
para que se desenvolvam políticas públicas de habitação. As alternativas seguintes são incorretas porque o MTST 
busca o acesso à habitação e não controle migratório, fim da propriedade privada, descentralização do lazer ou 
restrição aos condomínios verticais. 
 
 
Resposta da questão 8: 
 [B] 
A alternativa correta é [B], porque a problemática apresentada no texto são os deslocamentos e, portanto, para 
minimizá-la deve-se ocupar áreas subutilizadas para a alocação da população, evitando as externalidades dessa 
mobilidade. As alternativas incorretas são: [A] e [E], porque a habitação em locais periféricos ou a concentração de 
empregos em áreas centrais ampliam os deslocamentos; [C] e [D], porque a utilização de veículos ou os 
estacionamentos não reduzem a problemática dos deslocamentos. 
 
 
Resposta da questão 9: 
 [E] 
A afirmativa correta é [E], porque as associações de bairro representam a participação da população da elaboração 
do Estatuto da Cidade, buscando contemplar todos os espaços na organização funcional da cidade. As afirmativas 
incorretas são: [A], porque reduzir impostos municipais atendem a objetivos específicos e não representam 
participação social; [B], [C] e [D], porque privatizar espaços públicos, adensar áreas comerciais ou valorizar 
condomínios fechados atendem à parcelas específicas da população. 
 
 
Resposta da questão 10: 
 [E] 
A afirmativa correta é [E], porque a temporalidade descrita no texto remete à alterações da paisagem geográfica, ou 
seja, do espaço percebido pelos sentidos. As afirmativas incorretas são: [A], porque houve alterações no convívio 
social;[B], porque o espaço das cidades é o espaço da mercadoria; [C] e [D], porque o texto não traz referências ao 
controle ambiental ou participação política. 
 
 
Resposta da questão 11: 
 [B] 
A afirmativa correta é [B], porque o processo de urbanização no Brasil, consolidado com a industrialização promovida 
pelo governo JK nas grandes cidades, cria um processo de metropolização excludente, fazendo crescer as áreas 
periféricas. As afirmativas incorretas são: [A], porque a metropolização é um enfoque regional e não local; [C], 
porque se priorizou o transporte rodoviário nas metrópoles; [D], porque o processo descrito mostra uma urbanização 
desordenada e não planejada; [E], porque com o crescimento das metrópoles, ocorre a formação de áreas 
metropolitanas. 
 
 
Resposta da questão 12: 
 [C] 
A afirmativa correta é [C], porque ao cortar a metrópole de São Paulo, o rio Tietê recebe descarga de efluentes, 
esgoto doméstico e industrial, o que resulta na precária condição das águas do rio. As afirmativas incorretas são: [A], 
[B] e [D], porque a qualidade da água não resulta de sua captação, da eliminação da vegetação nativa, ou 
valorização do sítio urbano, mas dos efluentes descartados no rio; [E], porque o esgoto despejado é basicamente 
urbano. 
 
 
Resposta da questão 13: 
 [A] 
A alternativa correta é [A], porque ao mencionar as características dos espaços diferenciados da renda mais elevada e 
da população menos favorecida, o texto demonstra a segregação do espaço urbano, que terá mais ou menos 
equipamentos urbanos segundo o poder aquisitivo de quem habita esses espaços. As alternativas seguintes são 
incorretas são: [B], porque não está ocorrendo a emancipação de parte da cidade, mas a marginalização da 
população de menor renda; [C], porque conurbação é a integração físico-espacial entre dois ou mais municípios; [D], 
porque a urbanização brasileira foi marcada desde a década de 1950 pelo processo de metropolização, e a descrição 
do texto refere-se à segregação; [E], porque o texto não descreve a verticalização da cidade. 
 
 
Resposta da questão 14: 
 [E] 
A afirmativa correta é [E], porque ao citar as cidades como máquinas de produzir riquezas, o texto indica o 
favorecimento dos agentes privados, como o mercado imobiliário, no planejamento urbano. As afirmativas incorretas 
são: [A], [B], e [C], porque a gestão participativa, a sustentabilidade e o bem estar social deveriam ser as prioridades 
do planejamento, porém o texto indica o favorecimento dos agentes privados; [D], porque a problematização do texto 
é justamente a redução da soberania do agente do Estado. 
 
 
Resposta da questão 15: 
 [E] 
A alternativa correta é [E], porque a implantação do saneamento básico, ou seja, dos serviços responsáveis pelo 
fornecimento de água potável e captação e tratamento do esgoto, eliminariam os problemas citados no texto. As 
alternativas incorretas são: [A], porque a saúde privada não elimina os problemas causados pela ausência do 
saneamento; [B], porque o texto indica o problema da poluição causada pela população e não pela indústria; [C] e 
[D], porque a proteção dos mananciais ou o aumento da empregabilidade não elimina o problema da falta de água ou 
do tratamento do esgoto. 
 
 
Resposta da questão 16: 
 [B] 
A alternativa correta é [B], porque os espaços verdes não são impermeabilizados e, portanto, ampliam as áreas de 
infiltração da água, diminuindo o volume de água escoada. As alternativas incorretas são: [A] e [D], porque a 
pavimentação das vias e o adensamento das construções aumentam a superfície de impermeabilização do solo 
reduzindo a infiltração da água; [C], porque a verticalização das moradias não reduz a área impermeabilizada; [E], 
porque o assoreamento dos canais de drenagem reduz a área de escoamento da água, dando maior velocidade e 
fluxo às enchentes. 
 
 
Resposta da questão 17: 
 [C] 
O critério utilizado para a hierarquia urbana envolve a centralidade exercida por algumas cidades em relação as 
demais e o restante do território. A capacidade de polarização (atração) da cidade e sua influência depende de um 
conjunto de variáveis como a diversidade na oferta de serviços públicos e privados (saúde, educação, lazer etc.), 
comércio, sistema financeiro e atividade industrial. 
 
 
Resposta da questão 18: 
 [B] 
Em cidades como o Rio de Janeiro, alguns bairros podem sofrer transformações. A valorização de um bairro ou 
comunidade, pode atrair as classes média e alta, elevar os preços dos imóveis, terrenos e alugueis, configurando um 
processo de gentrificação. Assim, a população pobre começa a deixar o bairro rumo a bairros periféricos onde o custo 
de vida é menor. Foi o que aconteceu com algumas comunidades do Rio de Janeiro como a Favela do Vidigal, 
localizada à beira mar entre bairros valorizados como o Leblon e São Conrado. 
 
 
Resposta da questão 19: 
 [D] 
A alternativa [D] está correta porque a globalização imputa um maior significado às cidades globais que passam a 
acumular funções em termos locais, nacionais e planetários e, portanto, articulam redes multiescalares. As 
alternativas seguintes são incorretas porque o texto indica a sobreposição e a articulação da significância das cidades 
globais em suas diferentes escalas e dimensões, não fazendo referência à metropolização ou reordenação política das 
cidades. 
 
 
Resposta da questão 20: 
 [E] 
A alternativa [E] está correta porque com a impermeabilização do solo das cidades impede ou dificulta a infiltração da 
água, resultando em aumento do escoamento superficial. As alternativas incorretas são: [A] e [B], porque o aumento 
do escoamento superficial em razão da impermeabilização do solo leva ao aumento do volume dos rios que cortam as 
cidades e retração dos lençóis freáticos; [C] e [D], porque o gráfico não analisa os índices de chuva ou o nível dos 
reservatórios. 
 
 
Resposta da questão 21: 
 [E] 
A alternativa [E] está correta porque os autores se posicionam de forma divergente quanto ao rodizio de carros, 
contudo, ambos defendem melhorias no transporte coletivo. As alternativas incorretas são: [A], porque somente o 
texto I defende pedágio; [B], [C] e [D] porque nenhum dos textos faz menção à poluição atmosférica, ampliação da 
malha viária ou aquisição de carros populares. 
 
 
Resposta da questão 22: 
 [B] 
O êxodo rural (migração campo-cidade) no Brasil foi intenso principalmente a partir do século XX e causado por 
fenômenos como: industrialização, urbanização, mecanização do campo, pobreza rural e concentração fundiária. 
 
 
Resposta da questão 23: 
 [C] 
O texto destaca a área de influência econômica, social e cultural direta da cidade do Rio de Janeiro, isto é, sua 
capacidade de polarização ou de atração. A cidade polariza bastante o próprio território fluminense, o Espírito Santo, 
parte de Minas Gerais e o sul da Bahia. Todavia, o Rio de Janeiro também é uma metrópole nacional. 
 
 
Resposta da questão 24: 
 [B] 
O movimento pendular é um fluxo diário de pessoas entre suas residências e os locais de trabalho, de estudo e de 
lazer. Estes movimentos ocorrem principalmente nas áreas urbanas. Um dos desafios das cidades é reduzir o tempo 
perdido nos movimentos pendulares de modo a melhor a qualidade de vida dos trabalhadores. 
 
 
Resposta da questão 25: 
 [D] 
Como mencionado corretamente na alternativa [D], o fluxo migratório entre municípios que compõe a região 
metropolitana de Belo Horizonte está associado à sua conurbação, criando a integração físico-espacial entre eles. 
Estão incorretas as alternativas: [A] e [C], porque a migração pendular ocorre de áreas adjacentes para a metrópole, 
área de maior problema ambiental; [B], porque as migrações confirmam a hierarquia urbana, já que ocorrem de 
menores para o maior município; [E], porque as migrações confirmam a concentração dos investimentos. 
 
 
Resposta da questão 26: 
 [D] 
Como mencionado corretamente na alternativa [D], a consequência para o processo de periferização dos bairrosnas 
grandes cidades é o aumento do tempo de deslocamento para a população. Estão incorretas as alternativas: [A], 
porque os condomínios fechados estão associados a maior renda e não estão necessariamente em áreas mais 
periféricas das cidades; [B], porque o texto não faz referencia à condição de territorialidade do comercio popular; [C], 
porque cercamento é um processo adotado no período da revolução industrial não podendo ser associado ao 
processo de horizontalidade das cidades; [E], porque o texto não faz referencia a ocupação de áreas irregulares. 
 
 
Resposta da questão 27: 
 [B] 
Como mencionado corretamente na alternativa [B], os desequilíbrios registrados nas encostas resulta da urbanização 
desordenada, onde a população de baixa renda é empurrada para as áreas periféricas ocupando regiões de 
preservação. Estão incorretas as alternativas: [A] e [C], porque as atividades econômicas situam-se em áreas mais 
centrais e regulares; [D] porque os equipamentos urbanos são as obras de infraestrutura da cidade e instalam-se em 
áreas reguladas; [E], porque os projetos habitacionais não ocupam áreas de risco. 
 
 
Resposta da questão 28: 
 [A] 
Como mencionado corretamente na alternativa [A], a causa da expansão dos cinturões periféricos das cidades é o 
aumento da população, resultante de sua própria dinâmica e a especulação imobiliária que faz reserva de espaços, 
elevando o valor de áreas melhor situadas nos anéis centrais. Estão incorretas as alternativas: [B], porque o setor 
produtivo da cidade não é causa da periferização da população; [C] e [D], porque as áreas periféricas não são 
delimitadas pelo planejamento urbano, ao contrario, são resultantes de ocupação desordenada; [E], porque se 
houvesse reurbanização das áreas centrais, não estaria ocorrendo a periferização.

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