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Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva 
IMUNOLOGIA 
BÁSICA
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
 FICHA CATALOGRÁFICA
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
 S586i Silva, Jaqueline de Santana da
 Imunologia básica / Jaqueline de Santana da Silva.
 Paranavaí: EduFatecie, 2025.
 88 p.: il. color.
 1. Imunologia. 2. Imunidade. 3. Doenças imunológicas.
 I. Centro Universitário Unifatecie. II. Núcleo de Educação a
 Distância. III. Título.
 
 CDD: 23. ed. 616.079
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas do banco de imagens 
Shutterstock .
 REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
 DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
 DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
 DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
 DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
 DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
 DIREÇÃO DE INOVAÇÃO Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 DIREÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosisnski
 NÚCLEO DE APOIO PSICOLÓGICO E PSICOPEDAGÓGICO Bruna Tavares Fernandes
 BIBLIOTECÁRIA Tatiane Viturino Oliveira
 PESQUISADOR INSTITUCIONAL Tiago Pereira da Silva
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CONPEx) – MODALIDADE PRESENCIAL Profa. Ma. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CONPEx) – MODALIDADE EaD Prof. Me. Bruno Eckert Bertuol
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Isabelly Oliveira Fernandes de Souza
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Louise Ribeiro 
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
 Maria Clara da Silva Costa
 Stephanie Rodrigues da Mota Vieira
 Vinicius Rovedo Bratfisch
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Carlos Firmino de Oliveira
 Lucas Patrick Rodrigues Ferreira Estevão 
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
 DE VÍDEO Felipe Souza Oliveira
 Leandro Tenório
 Maria Beatriz Paula da Silva
 Thassiane da Silva Jacinto
3
AUTORA
• Doutora em Biologia Comparada pela Universidade Estadual de Maringá (PGB 
- UEM / 2016 - 2020); 
• Mestre em Biotecnologia Ambiental pela Universidade Estadual de Maringá 
(PBA - UEM / 2014 - 2016); 
• Especialista em Gestão e Educação Ambiental (2012); 
• Possuo Graduação em Tecnologia em Meio Ambiente pela Universidade Estadual 
de Maringá (2013) e Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade 
Paranaense (UNIPAR - 2009). 
Atualmente, leciono e cooriento na área de Mutagêneses e Monitoramento 
Ambiental, Gestão e Educação Ambiental, atuo na elaboração de projetos e Assessoria 
Ambiental (Projetos e licenças) ASAMB. Tenho experiência como professora de ensino 
profissionalizante, cursos técnicos em meio ambiente e técnicos em segurança do trabalho, 
governo do estado do Paraná. Atuo no Núcleo de Educação a Distância da Instituição 
Unifamma, Taxidermista ministração teoria e prática em cursos de formação promovidos 
por intuições IES privadas e governamentais, e como professora elaboradora de conteúdos 
nas disciplinas da modalidade EaD e Semipresenciais para os cursos de graduação e de 
Pós-Graduação. Professora na modalidade híbrida nas IES, UNIFAMMA e UEM e tutora 
mediadora dos cursos de Biológicas e Saúde na Instituição Unicesumar. 
Informações e contato:
 Currículo Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/4773242515852393
Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva 
http://lattes.cnpq.br/4773242515852393
4
APRESENTAÇÃO
Seja muito bem-vindo(a)!
Prezado(a) aluno(a), se esta temática lhe despertou a sua atenção, isso já é motivo 
para desenharmos um incrível percurso de conhecimento. A proposta que faço a você é 
desbravamos ao longo deste caminho os principais conceitos e fundamentos da imensurável 
imunologia básica, deixando bem claro quem são os principais órgão envolvidos, os sinais 
e os mecanismos de ação que nos cercam promovendo a proteção do nosso corpo, pelo 
tão importante sistema imunológico. Além de conhecer os principais conceitos e definições, 
vamos explorar a constituição do sistema pelas várias células envolvidas, e a função de 
cada uma destas, além das diversas aplicações destas células de defesa do nosso corpo, 
por exemplo, o reconhecimento de antígenos pelos linfócitos T e ativação de um linfócito B 
no corpo humano onde consegue detectar os sinais de invasão de um agente estranho ou 
patógenos.
Na unidade I, começaremos a nossa jornada pelos conceitos e denominações das 
células de defesa imune de progenitoras, mieloides e linfoides, além da apresentação dos 
órgãos e tecidos envolvidos nas respostas imunológicas. Desta forma, iremos descrever 
as origens e o percurso destas células até a sua maturação e atuação no sistema de 
defesa do organismo. O processo de percepção e reconhecimento das características 
de diferenciação de cada uma das células imunes também será discutido nesta unidade 
inicial. Será apresentado ainda como cada órgão e tecido envolvido na defesa do nosso 
organismo de forma imunológica participa e contribui para a produção e atuação de células 
imunológicas, a importância destes órgãos e tecidos conferindo a defesa do corpo humano. 
Esta noção é necessária para podermos trabalhar as demais unidades do livro, que versarão 
sobre as funções e diferenciação destas células no processo de atuação que determinam 
as funções exercidas por cada uma delas em contato com um agente estranho, gerando 
uma resposta do sistema imunológico no corpo humano.
Na unidade II, trataremos sobre a apresentação e diferenciação da Imunidade inata 
e adquirida e interação dos antígenos e ativação de linfócitos, compreender a atuação e 
importância da imunidade adquirida bem como, entender como funciona as propriedades e 
funções do sistema imunológico diante dos mecanismos de reconhecimento de um antígeno, 
seus receptores e os linfócitos responsáveis por parar ou barrar um agente estranho e 
patogênico, diante da atuação e participação das barreiras primarias e secundarias. 
5
Na unidade III, vamos aprender como descrever e reconhecer os anticorpos e 
suas ligações aos antígenos por meio das células que já conhecemos na unidade I e II. 
Estudaremos as propriedades que determinam o complexo de histocompatibilidade para 
podermos conceituar as principais defesas imunológicas do sistema imune, a partir de então 
a atuação e importância das respostas imunológicas desenvolvidas contra agentes estranho 
e patológicos,denominado plasmócito que, em vez de conter a Ig em sua membrana, excreta essa 
proteína, conferindo o que chamamos de imunidade humoral, ou seja, uma imunidade que 
pode ser medida no soro dos indivíduos pelo anticorpo ali presente (Abbas, 2007).
Para estar pronto para esta linha de defesa, os linfócitos passam por um processo 
de maturação e diferenciação. O processo de maturação e diferenciação dos linfócitos B 
é regido pela expressão da imunoglobulina de sua superfície. As células mais precoces 
da linhagem B são conhecidas como células pró-B por serem as células progenitoras com 
capacidade de autorrenovação limitada. Essas células são derivadas de um precursor 
pluripotente denominado célula-tronco hematopoiética, como já estudamos na unidade I. 
Essas células podem ser diferenciadas através das cadeias da molécula de anticorpo, ou 
cadeia pesada mi (µ). Nesse caso, quando ocorre da célula B estar associada à cadeia da 
imunoglobulina, podemos denominar de pré- B. Dessa forma, essa célula pré- B tem a função 
50MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
de parar os rearranjos gênicos relacionados à cadeia pesada de Ig, consequentemente 
expresse cadeias mais leves. No entanto, pode ocorrer a união de uma proteína de cadeia 
pesada com uma proteína de cadeia leve, sucedendo à formação de uma molécula completa 
de imunoglobulina a (IgM) (o M vem da designação µ da cadeia pesada). No caso da 
molécula IgM, quando associada à superfície da célula B passa a ser chamada de célula B 
imatura (Abbas, 2012; Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
No interior da célula na medula óssea ocorre o estágio de maturação, no entanto, não 
depende da estimulação proveniente de antígeno. Dessa forma, as células imaturas passam 
pelo processo de seleção dos antígenos encontrados no corpo, além disso, controlam a 
capacidade de sobrevivência no sangue periférico. No caso das células B, essas têm a 
função de deixar a medula óssea e chegar até o sangue periférico. Ainda, temos as células 
autorreativas que estão relacionadas ao antígeno próprio, ocorrendo o processo de deleção 
clonal, consequentemente entra em apoptose. As células que não estão interagindo com 
autoantígenos, essas, passam a indicar uma molécula de IgD (com cadeia pesada delta), 
também com a mólecula IgM, chamadas de células B maduras ou células B virgens. Logo, 
essas células estão associadas a circulação ou em órgãos linfoides, através da ligação de 
antígeno (Figura 1) (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
FIGURA 1: MATURAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DOS LINFÓCITOS B
Fonte: adaptado de Benjamini, Coico e Sunshine (2002, p. 80).
51MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
A quantidade média da produção diária de 10-20 x 106 de novas células B 
corresponde a 5-10% das células B, recorrente ao sangue periférico e para os órgãos 
linfoides, cerca de 90 a 95% dessas células acabam sendo mortas diariamente. Além 
disso, 50% das células maduras sobrevivem por cerca de três dias após chegarem ao 
sangue periférico. As outras conseguem viver um pouco mais, devido a não estimulação 
de antígenos, através da entrada de folículos linfoides pertencentes aos órgãos linfoides. 
Dessa maneira, as células terão vida longa caso estejam associadas aos antígenos. A 
ativação do linfócito B está associada aos resultados da expansão clonal, através da 
geração de linfócitos B de memória e células plasmáticas (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010; 
Janeway, 2014).
Ao serem ativados por um antígeno, um linfócito B consegue gerar a primeira 
resposta, a produção de IgM, percebe-se a presença do mesmo no período de cinco a dez 
dias da estimulação, começando os indícios no sangue periférico (Figura 2).
Contudo, lembrem-se que, após o processo de infecção, após algum tempo, 
ocorrerá a detecção de anticorpos no soro do indivíduo, isso acontece devido ao fenômeno 
que chamamos de janela imunológica, ou seja, apesar de apresentar a infecção, o teste 
sorológico não consegue diagnosticar o indivíduo pelo espaço de tempo da infecção até a 
manifestação. Além disso, nesse período o indivíduo pode estar infectado por outros vírus, 
que geram conflito de resposta, ou seja, uma reatividade cruzada, como é o caso do HIV, 
sem ter o conhecimento.
FIGURA 1: MATURAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DOS LINFÓCITOS B
Fonte: adaptado de Benjamini, Coico e Sunshine (2002, p. 80).
1.1 Estrutura e função dos anticorpos 
A fração do sangue é composta por soro, o sangue coletado não apresenta 
anticoagulante, ou pelo plasma, ao contrário, o sangue apresenta anticoagulante, o 
processo consiste em submeter a uma eletroforese simples e não desnaturante, (campo 
52MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
elétrico em que ocorre a separação de proteínas), isso ocorre devido à presença de cargas 
positivas e negativas que separam as proteínas decorrentes dos aminoácidos presentes. No 
sangue são encontradas proteínas denominadas de solúveis, sendo albumina encontrada 
em maior quantidade desse grupo, além disso, as globulinas divididas em frações Alfa, 
Beta e Gama globulinas. Dentre essas frações, a gama globulinas do soro se destaca 
por apresentar propriedades que atuam na imunidade e barreira protetiva contra agentes 
estranhos. Assim, essas são glicoproteínas solúveis que têm a função de ligar antígenos. 
Dessa forma, as glicoproteínas podem ser denominadas de anticorpos ou imunoglobulinas 
(Locker; Herr, 2021). 
Conforme já abordamos nesse estudo, os linfócitos B são as únicas células que 
têm a capacidade de conter imunoglobulinas associadas à membrana. Desse modo, 
a imunoglobulina proveniente na membrana está ligada a duas proteínas diméricas 
importantes, sendo denominadas de Ig/Igß. Esse conjunto é responsável entre a ligação do 
antígeno na Ig e também associada à célula B. Além disso, esse conjunto é chamado de 
receptor de célula B ou BCR (B Cell Receptor), referindo-se ao termo em inglês (Figura 3). 
A produção dos anticorpos presentes no sangue ocorre através dos plasmócitos, esses são 
os linfócitos B encontrados em estágio final, mas agem na produção de vários anticorpos 
(Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
FIGURA 3: ESTRUTURA DE BCR
Fonte: adaptado de Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
53MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
Na superfície das células ocorre a junção dos elementos quimiotáticos com 
receptores específicos, isso se dá através do fenômeno de transdução de sinal no interior dos 
leucócitos, acarretando a formação dos elementos contráteis do citoesqueleto, que atuam 
diretamente na movimentação das células. Já os leucócitos andam com os pseudópodes 
agindo na matriz extracelular, ocorrendo o processo de migração, ou seja, acontece a saída 
dos leucócitos presentes nos vasos sanguíneos, acarretando a diapedese. Além disso, 
por quimiotaxia, os neutrófilos são impulsionados até a região da inflamação, destruindo 
os agentes invasores, seguindo a projeção da célula. Os processos inflamatórios, são 
decorrentes em maior parte, pelos leucócitos que mudam em direção à região que ocorre a 
inflamação, sendo denominados de neutrófilos, esses se encontram infiltrados onde ocorre 
a inflamação, entre 6 a 24 horas, após esse período, são substituídos por monócitos, além 
do mais, no período de 24 a 48 horas se ocorrer a migração para os tecidos, esses são 
denominados de macrófagos (Abbas, 2012).
Linfócitos ou células T
Imunidade celular: composta pelos linfócitos T, atua eliminando patógenos 
intracelulares. Os linfócitos T têm a função de ativar as células fagocíticas, buscando a 
eliminação dos patógenos que foram fagocitados. Além de que, são encontrados alguns 
tipos de linfócitos T, agindo na destruição de células que contenham um patógeno em seu 
citoplasma (Abumaree et al., 2017).
As características especifidade e de memória imunológica são duas potencialidades 
importantes da imunidade adquirida. Desse modo, os linfócitos T possuem receptores 
que desempenham o reconhecimentopara antígenos diferentes. Se tratando da memória 
imunológica, compreendemos que ocorre uma maior especificidade das respostas imunes 
quando exposta às repetições de determinado antígeno. Quando o antígeno é exposto, 
ocorre uma resposta imunológica primária, esse processo é conduzido por linfócitos 
“virgens”, o que de fato desconhece o corpo estranho com seu antígeno específico. A 
repetição do contato com o antígeno elabora as respostas imunológicas secundárias, estas 
já são mais rápidas e ágeis para realizarem a eliminação dos antígenos em relação às 
respostas primárias. Capacidade adquirida após as respostas primárias, consequentemente 
são formados os linfócitos, que atuam na memória, prolongam as vidas das células, que 
quando acionadas novamente pelo mesmo antígeno, tornam as respostas imunes mais 
eficazes (Diniz; Figueiredo, 2014; Abumaree et al., 2017).
Ao observarmos, as fases das respostas imunológicas que foram adquiridas, se 
associam sequencialmente em fases contínuas, atuando com os linfócitos T ou B, no 
entanto, não agem com antígeno específico, ativando seus receptores de membrana para 
reconhecerem o antígeno. Ativação a comunicação do receptor do linfócito com o antígeno, 
agregados aos sinais secundários, realizados pelos agentes patogênicos ou por outras 
54MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
células associadas ao sistema imune, ocorrendo o aumento na produção dos linfócitos, 
consequentemente ocorre o fenômeno denominado de expansão clonal, consistindo no 
aumento do numérico de linfócitos que reconhecem o antígeno. A terceira fase, Efetora, 
os linfócitos acionados, também conhecidos como efetores, buscam estratégias imunes 
para a eliminação do antígeno. Produzem anticorpos que agem na retirada de substâncias 
que são responsáveis na estimulação de células fagocíticas, sendo diferentes em células 
cuja função é destruir células que foram infectadas. Declínio acontece quando ocorre a 
eliminação dos antígenos, e se deve à morte da maioria dos linfócitos efetores pelo processo 
de apoptose. E por último, na quinta fase, melhora os linfócitos efetores sobreviventes 
tendem a continuar vivos por mais tempo e podem ser reativados, acionados rapidamente 
(Abbas, 2007; Murphy, 2014).
O nosso sistema imune é responsável pela realização de quatro diferentes tarefas, 
proporcionando uma barreira protetiva contra doenças no indivíduo. Dessa forma, funciona na 
detecção e reconhecimento de alguma infecção presente no sistema imune. Isso é possível 
através dos leucócitos encontrados no sistema imune inato e pelos linfócitos presentes no 
sistema imune inato, desempenhando uma resposta imediata. Ainda na segunda tarefa, 
atua na minimização de infecção ou eliminação da mesma, desempenhando funções 
imunes efetoras, produção de proteínas situadas no sangue e na destruição de linfócitos e 
leucócitos. Dessa forma, a resposta imune consegue ser controlada para que evite causar 
FIGURA 4: ESPECIFICIDADES DOS LINFÓCITOS T
Fonte: Abbas, Lichtman e Pober (2008).
55MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
danos maléficos no organismo invadido. Se tratando da regulação imune, isso ocorre pelo 
fato da habilidade de autorregulação atuar de forma relevante em diversas condições, 
como alergias e doenças autoimunes. Na última função, o sistema imune desempenha a 
proteção contra os ressurgimentos de doença proveniente de um mesmo patógeno. Ainda, 
o sistema imune adaptativo tem como função desempenhar memória imune. Em casos em 
que o indivíduo é submetido a um agente infeccioso, o sistema imune tende a manifestar 
uma resposta mais forte e imediata quando exposto ao mesmo patógeno, agindo como 
barreira protetiva. Assim, se faz relevante adquirir imunidade de longa duração, que impeça 
a contaminação contra patógenos, já que isso não acontece de forma natural (Abbas, 2007; 
Murphy, 2014).
Os linfócitos T, quando estão no timo, ainda imaturos, passam por um processamento 
complexo chamado de educação celular ou seleção tímica, consiste em diferentes seleções 
positiva e negativa. Dessa forma, estão relacionadas com o que pode acontecer no 
envolvimento das células através das seleções positiva e negativa das células no timo 
e qual a relevância desse processo no desenvolvimento das células? Esse fenômeno 
ocorre quando essas diferentes seleções entram no timo, pelo fato de estar ligado zona 
subcapsular e possuir um fenótipo triplo negativo nas células progenitoras. Desse modo, 
essas células passam a não manifestar moléculas de superfície celular, que são CD3/TCR, 
CD4 ou CD8. Assim, ambas são elementos contidos na superfície celular e importantes 
para o funcionamento dos mesmos (Abbas, 2012, Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
Desta forma, na presença do estroma tímico (células epitelias), irá abranger 
células tripas negativas recorrentes dos genes, ou denominada de TC, (T Cell Receptor, 
que significa receptor da célula T), termo em inglês, também em diferentes células duplas 
positivas no caso de (CD4+CD8+). Ainda nesse processo, pode ocorrer a geração de duas 
populações de células T, atuando como receptores de antígenos. Durante a seleção positiva, 
os linfócitos positivos buscam o reconhecimento das moléculas do Complexo Principal de 
Histocompatibilidade (MHC, Major Histocompatibility Complex), termo em inglês, que são 
encontrados em células epiteliais do córtex do timo. Dessa maneira, ocorre a interação 
de um linfócito T duplo positivo (CD4+CD8+) com uma célula epitelial tímica presente na 
molécula de Classe I do MHC, ocorrendo a formação da molécula CD8+ (linfócito T CD8+), 
estabelecendo uma interação fraca com o complexo MHC peptídeo da célula epitelial 
tímica (TEC). Caso ocorra a ligação entre os grupos TCR dos linfócitos T e o complexo 
MHC-peptídeo da célula epitelial do timo de alta afinidade, consequentemente ocorrerá a 
eliminação dos linfócitos pelo processo de apoptose (eliminação das células defeituosas ou 
morte celular programada (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
Vale a observação de que os linfócitos T manifestam o receptor para antígeno do 
tipo α/β ou γ/δ, mas nunca ambos. A maioria dos linfócitos T presentes no sangue periférico 
56MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
apresenta o receptor antígeno do tipo α/β e somente uma minoria, cerca de 1 a 3%, apresenta 
o receptor do tipo γ/δ. Os linfócitos T com receptores do tipo γ/δ são encontrados na pele e no 
tecido mucoso (intestino). Para melhor entendimento, o papel das moléculas (marcadores 
de superfície) CD3, CD4 e CD8. Os CD3 estão associados com o TCR e são um elemento 
importante na transdução de sinais, demonstra a ligação do antígeno ao TCR para o interior 
da célula. Já os CD4 e CD8, que são marcadores de superfície celular, correceptores. Os 
linfócitos T que expressam a glicoproteína de membrana CD4 reconhecem o antígeno em 
associação a moléculas de MHC de Classe II. As células que expressam a glicoproteína de 
membrana CD8 reconhecem o antígeno no contexto de moléculas de Classe I do MHC. A 
expressão de CD4 ou de CD8 também define duas subpopulações funcionais principais de 
linfócitos: os linfócitos T CD4+ geralmente funcionam como células T auxiliares que atuam 
ajudando na função de diferentes células do sistema imune e são restritas ao MHC de 
Classe II; e os linfócitos T CD8 são empregadas no funcionamento das células T citotóxicas 
responsáveis pela lise de células-alvo e são restritas ao MHC de Classe I (Barardi; Carobrez; 
Pinto, 2010; Tortora; Funke; Case, 2017).
57
Os organismos abrangem um grupo de genes contendo em suas espécies um 
segmento gênico, que estão fortemente ligados fortemente ligados, com múltiplos loci, 
chamados Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC, Major Histocompatibility 
Complex), termo em inglês. Os segmentos dos genes são denominados de antígenos 
leucocitários humanos (HLA, Human Leukocyte Antigen), termo em inglês. Além disso,nos seres humanos podemos encontrar, no cromossomo seis, esse segmento gênico. As 
pesquisas e estudos relacionados ao Complexo Principal de Histocompatibilidade, têm 
sido grande relevância nas questões relacionadas a não aceitação de órgãos e tecidos 
transplantados, ocorrendo em situações em existe uma resposta adaptativa decorrente de 
fatores imunológicos provenientes das células (Murphy; Travers; Walport, 2008).
Abordaremos algumas relações que envolvem as células linfoides diferentes e que 
apresentam antígeno e linfócitos. Na superfície das células ou em tecidos, são encontrados 
antígenos de transplantação ou conhecidos como antígenos de histocompatibilidade, esses 
atuam diretamente em circunstâncias em que o transplante é indicado. Desse modo, os 
antígenos de histocompatibilidade são fundamentais e de potencialidade na indução de 
uma resposta imune nos organismos hospedeiros (Abbas, 2012; Tortora; Funke; Case, 
2017).
Sendo assim, a compatibilidade entre os antígenos de histocompatibilidade do 
possível doador e do respectivo receptor deverá ser previamente investigada a fim de se 
evitar uma rejeição do tecido transplantado, ou seja, da lesão do tecido, provocada pela 
ativação imunológica. Em transplantes, os antígenos de hiscompatibilidade considerados 
COMPLEXO DE 
HISTOCOMPATIBILIDADE2
TÓPICO
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
58
de grande relevância são os antígenos leucocitários humanos (HLAs), embora a análise 
quanto à compatibilidade entre os antígenos dos grupos sanguíneos do sistema ABO deva 
ser igualmente exigida (Roitt, 2014).
Para melhor compreensão, inicialmente estas são as células capazes de apresentar 
antígenos. São elas os macrófagos, as células de Langerhans na pele, as células dendríticas 
e os linfócitos B. A apresentação do antígeno por essas células se dá em associação 
com glicoproteínas de Classe II do MHC. Nessa etapa, a função do MHC se observa 
inicialmente no interior das células, onde as moléculas de Classe II do MHC se ligam aos 
fragmentos peptídicos e, na sequência, conduzem-nos até a superfície celular. As células 
B reconhecem antígenos na sua forma nativa, como, por exemplo, proteínas na superfície 
do patógeno não processado. As células T reconhecem apenas antígenos processados, 
ou seja, fragmentos peptídicos. Quando é dito que houve processamento do antígeno, 
isso significa que a molécula antigênica (molécula de alto peso molecular) foi exposta a 
uma série de eventos bioquímicos e o produto final dessa exposição gerou fragmentos 
peptídicos menores que poderão se ligar às glicoproteínas do MHC e ser apresentados 
para as células T a apresentação do antígeno. Identificando assim os diferentes antígenos, 
assim essencialmente destacamos a importância do desencadeamento de uma resposta 
imune adequada (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010). 
Para isso, o sistema imune precisa distinguir entre os patógenos extracelulares, os 
antígenos exógenos e os intracelulares, os antígenos endógenos. Frente a uma exposição 
a antígenos exógenos, é desejável que o sistema imune seja capaz de desencadear uma 
resposta imune diretamente contra o antígeno, ou seja, através da ativação de mecanismos 
humorais ou mediados por anticorpos e da ativação das células fagocitárias. Sobre tudo, 
nessa fase inicial é essencial, como já vimos, a apresentação desses antígenos em 
associação com as moléculas de MHC Classe II. Na sequência, os eventos secundários 
que seguem à apresentação desses antígenos são igualmente importantes, uma vez que as 
citocinas produzidas definirão a classe de anticorpos a serem produzidos e o recrutamento 
de outros tipos celulares (Figura 5).
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
59
FIGURA 5: APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS PARA LINFÓCITOS T
FIGURA 6: RECONHECIMENTO DOS ANTÍGENOS INTRACELULARES E 
EXTRACELULARES
Fonte: adaptado de Campbell e Reece (2005).
Fonte: adaptado de Campbell e Reece (2005).
As respostas do sistema imune aos antígenos endógenos devem ser diferentes 
da anteriormente exposta, uma vez que é preciso que o sistema imune desenvolva uma 
resposta que seja capaz de destruir a célula do organismo onde esses antígenos estão 
sendo produzidos. Diante disto, uma resposta de citotoxicidade que resulta na destruição 
da célula-alvo é mais apropriada. Essa resposta de citotoxicidade ou lise da célula-alvo 
ocorre em associação com moléculas de Classe I do MHC (Figura 6).
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
60
Para concluirmos, ressaltamos que as moléculas de Classe I do MHC apresentam 
peptídeos antigênicos para células T CD8+, enquanto as moléculas de Classe II apresentam 
antígenos para células T CD4+. Por esse motivo é dito que as células T CD4+ são restritas 
às moléculas de Classe II e as células T CD8+, restritas às moléculas de Classe I do MHC. 
A resistência ou susceptibilidade a doenças a expressão de um alelo específico do MHC 
tem sido associada à resistência e vulnerabilidade a vários agentes infecciosos e estranhos, 
como, por exemplo, o vírus T-linfotrópico humano (HTLV-1), a malária, a lepra, a tuberculose, 
a hepatite B e a rápida progressão da AIDS (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010; Tortora; Funke; 
Case, 2017). Agregadamente, a associação entre a expressão de certas glicoproteínas do 
MHC e um risco maior de adquirir certas doenças autoimunes ou inflamatórias tem sido 
fortemente registrado em estudos recentes.
Para aumentarmos o seu embasamento nesta unidade, saiba que as citocinas são proteínas de baixo peso 
molecular secretadas pelos leucócitos e por diversas outras células no organismo em resposta a inúmeros 
estímulos. São mediadoras solúveis responsáveis pela sinalização entre as células do sistema imune, regulando 
seu desenvolvimento e comportamento. As citocinas estão envolvidas nos principais processos celulares, como 
a ativação celular, maturação celular, proliferação celular, secreção de anticorpos, migração celular, entre outros.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
Você já se sente seguro em seu conhecimento sobre os apresentadores ou receptores de antígenos 
e quais as variações podem ocorrer, vamos relembrá-los? TCR, ou receptores de células T (em inglês, 
T Cell Receptor), assim como as imunoglobulinas (Ig) ou anticorpos, são receptores antígeno-específicos 
essenciais para a resposta imune. Estão presentes na superfície externa dos linfócitos T (células T), mas 
diferem das imunoglobulinas.
Já o Complexo Principal de Histocompatibilidade Grupo trata-se de genes com múltiplos loci que codificam 
glicoproteínas que podem ser observadas na superfície das células e são denominados de antígenos 
leucocitários humanos (HLA). São eles antígenos leucocitários humanos de Classe I e de Classe II.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
REFLITA
SAIBA
MAIS
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
61
Anteriormente já havíamos entendido que os linfócitos T são células que realizam 
a sua maturação no timo. Porém, nesta unidade abordamos os diferentes estágios do 
desenvolvimento, o processo de seleção positiva e negativa, considerado essencial para a 
maturação e o funcionamento adequado dessas células. 
Entendemos que os TCRs são estruturas que atuam como receptores para antígenos 
e são adquiridas durante o processo de maturação celular. Eles podem ser do tipo α/β 
presentes na maioria dos linfócitos T ou γ/δ. Alocados a essas estruturas, são observadas 
as moléculas de superfície celular CD3 e CD4 ou CD3 e CD8, que são obtidas durante a 
fase de diferenciação da célula. Esses componentes celulares são importantes para a célula 
na medida em que auxiliam na transdução de sinais, na identificação e na ativação celular. 
Importante relembrar a importância da população de linfócitos T CD4+. Essas células são 
consideradas células “maestro” do sistema imune, uma vez que funcionam auxiliadoras da 
ação de outras células desse sistema. 
Aprendemos que elas são restritas ao MHC de ClasseII. Os linfócitos T CD8+ 
normalmente funcionam como células T citotóxicas e são restritos ao MHC de Classe I. 
Dois subgrupos de linfócitos T auxiliadores são conhecidos, os linfócitos TH1 e os linfócitos 
TH2. 
Esses linfócitos são distinguíveis pelo perfil de citocinas que liberam. Uma vez 
liberadas, essas citocinas serão responsáveis pelo direcionamento da resposta imune. 
De grande importância à imunologia, essas subpopulações de linfócitos são 
passíveis de regulação pela ação das citocinas liberadas por eles. O envolvimento do 
Complexo Principal de Histocompatibilidade é de extrema importância nos fenômenos que 
envolvem as interações celulares, como também nos processos que envolvem a rejeição a 
tecidos e órgãos transplantados. Sabe-se que a expressão de determinadas glicoproteínas 
de superfície codificadas pelo MHC está associada à resistência e à susceptibilidade de 
certas doenças.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
62
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Contágio. 
• Ano: 2011.
• Sinopse: Contágio segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível 
pelo ar, que mata em poucos dias. Como a epidemia se espalha rapidamente, 
a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e 
controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo 
tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está 
desmoronando.
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=olI-5kHd7ZI 
LIVRO
• Título: 10 Mandamentos do Sistema Imunológico.
• Autor: Elinor Levy e Tom Monte. 
• Editora: Ground.
• Sinopse: Assumir a responsabilidade pela própria saúde e adotar um 
estilo de vida que fortaleça o sistema imunológico implica numa maneira 
de pensar para a maioria das pessoas. Este livro traz um novo olhar sobre 
o misterioso funcionamento do nosso corpo, e sobre a forma como nosso 
sistema imunológico combate as doenças. Ele mostra como cada um 
de nós cria condições que o tornam forte ou fraco, permitindo ou não 
que a doença se instale. Manter o sistema forte e protegido nos ajudará, 
portanto, a melhorar a saúde e a superar as doenças. Entre outras muitas 
informações, o livro contém: Quais as ervas que fortalecem a imunidade 
e combatem as doenças; De quanto exercício e meditação precisamos 
para reforçar nossas defesas; Quais as doenças que respondem melhor a 
vitaminas, minerais, ervas e alimentos específicos; Qual a quantidade que 
devemos tomar de uma vitamina ou mineral específico; Como podemos 
usar a mente para melhorar a saúde; O programa oferecido neste livro 
ajuda a fortalecer substancialmente nossas defesas imunológicas, e pode 
mudar dramaticamente a qualidade - e talvez a quantidade - de nossas 
vidas.
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva
IMUNOPROFILAXIA 
E AUTOIMUNIDADE4UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
64
• Imunoprofilaxia Ativa e Passiva.
• Tolerância e Autoimunidade.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar as formas mais comuns de imunoprofilaxia utilizadas atualmente;
• Compreender a função e como são adquiridas as formas de imunização passiva 
e ativa, e suas manifestações frente a um agente estranho e infecioso;
• Entender como ocorrem os mecanismos de tolerância e seu reconhecimento, 
diante de um agente “próprio” e “não próprio” do organismo humano; 
• Explanar as diversas vias de autoimunidade e suas respostas ao sistema imune 
frente às barreiras de defesa.
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
65
Olá, aluno(a), seja bem-vindo à nossa IV e última unidade da nossa disciplina 
de Imunologia Básica, aproveite e extraia ao máximo todo o conhecimento ao qual essa 
experiência irá lhe permitir. 
Nesta unidade, você irá conhecer como são realizadas as operações realizadas 
pelo sistema imunológico com objetivo de promover seguridade aos seres humanos contra 
as doenças.
Então ainda juntos nesta unidade vamos entender por que o uso de soros e vacinas 
tem sido o maior aliado para assegurar a vida de milhões de pessoas e baixado fortemente 
o número de infecções de muitas doenças infecciosas comuns, os soros são produzidos de 
anticorpos, os quais conduzem proteção instantânea contra uma doença específica, mas 
estas não garantem proteção em tempo prolongado.
As vacinas são apontadas como extremamente eficazes e essencial aos estudos 
imunológicos, caracterizadas por um composto de antígenos do agente maléfico ao qual se 
tem intenção produzir a proteção, somando a mais agregados de substâncias indeterminadas 
classificadas como adjuvantes. A resposta imunológica provocada pela submissão às 
vacinas ocorre semanas depois, e a imunidade gerada pode durar por muitos anos. Vacinas 
podem ser formadas por princípios diferentes, e cada tipo de vacina promove vantagens 
e desvantagens, elas podem ser formadas de micro-organismos inteiros atenuados ou 
inativados, ou de macromoléculas purificadas. Nos dias atuais existem outras diversas 
formas sendo pesquisadas com objetivo de se gerar proteção contra doenças, as quais 
ainda não possuem vacinas eficazes cientificamente.
Discutiremos também sobre tolerância e autoimunidade e as razões quais 
favorecem a expressão de doenças autoimunes. As doenças autoimunes cingem a ativação 
de mecanismos imunológicos que em excesso se tornam indesejáveis, colaborando com o 
risco destrutivo dos órgãos ou dos tecidos envolvidos.
Se você ainda não tenha escutado sobre este assunto, algum destes diferentes 
mecanismos do sistema imunológico de um organismo, fique tranquilo, vamos compreender 
como ocorre o funcionamento de cada um destes, visto que já temos a inicial base, para 
fortalecer seu aprendizado estamos evoluindo até o fim desta unidade, compreenderemos 
as etapas na defesa do organismo humano contra um agente causador de doenças ou que 
possam comprometer a nossa saúde.
INTRODUÇÃO
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
66
O sistema imune contorna as diversas vias na tentativa de proteger os seres 
humanos contra doenças infecciosas, visto já como fato muito antigo, no entanto, somente 
no século XX tenha se tornado uma prática cotidiana para grandes populações. Nos últimos 
200 anos, o médico inglês Edward Jenner gerou um marco com o feito da primeira vacinação 
contra a varíola no ano 1796. Um grande número de doenças tem sido erradicado por meio 
da administração de vacinas. A metodologia utilizada na vacinação tem se apresentado 
por diversas vezes grande eficiência que pode conferir à extinção de doenças, assim como 
feito com a varíola, onde seu último caso natural foi registrado em 1977, de acordo com 
estimativas temos muito próximo este feito ocorrendo com a doença poliomielite. Por esse 
extremo e importante motivo, a administração das vacinas significa um dos mais altos 
alcances dentro da medicina. No início do século XX, anticorpos começaram a ser utilizados 
na prevenção de enfermidades, sendo um conjunto de substâncias aos quais denominavam 
por soro (Abbas, 2007).
Os soros preliminares administrados no homem foram em busca do combate à 
difteria e tétano. Desta forma, estas duas medidas de prevenção e imunização podem 
ser levadas por: imunização passiva e imunização ativa. A primeira ocorre quando a troca 
de anticorpos, normalmente originadas de outros animais, atuam para impedir a doença 
de uma pessoa que de forma significativa tenha interagido com o agente causador. Na 
aquisição de proteção de forma ativa, o organismo obtém o antígeno anteriormente ao 
encontro do agente infeccioso, gerando a sua própria resposta imunológica de proteção 
(Tabela 1).
IMUNOPROFILAXIA 
ATIVA E PASSIVA1
TÓPICO
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
67
TABELA 1: TIPOS DE IMUNIZAÇÃO
Fonte: adaptado de Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
ATIVA PASSIVA
Natural (infecção)
Natural (transferência de anticorpos pela 
placenta e pelo colostro)
Artificial (vacinação) Artificial (soroterapia)
A imunizaçãopassiva natural ocorre ou denomina-se quando há a transferência de 
anticorpos maternos para o filho, seja por meio da placenta (IgG), seja por transferência 
na ingestão do leite e do colostro (IgA). A aquisição de imunidade se torna essencial nos 
primeiros dias de vida do indivíduo, pois, à fase do nascimento, o sistema imunológico 
dos bebês ainda não se apresenta totalmente preparado, portanto, fica extremamente 
vulnerável à imensidade de doenças. A aquisição de todo o histórico de imunoglobulinas 
maternas contra os inúmeros agentes estranhos e causadores de infecções se dá por meio 
da placenta em período gestacional, portanto, confere defesas iniciais ao recém-nascido 
diante de todos os patógenos aos quais a mãe já sofreu contato. Por esta razão se faz tão 
essencial a imunização materna, principalmente as doenças as quais já possui vacina, 
como, por exemplo, tétano, sarampo, pólio, difteria etc. (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010; 
Abbas, 2012).
Outra medida indispensável, sempre que haja as possibilidades necessárias 
para essa transferência, são as ofertas de anticorpos da mãe para a criança por meio da 
amamentação. Essencialmente, as imunoglobulinas IgA e também IgG e IgM este, porém 
em quantidades bem menores, são localizadas no leite da mãe, visto que seu conjugado 
maior se encontra no primeiro leite logo depois do parto, denominado colostro. Desta forma, 
os anticorpos se agregam a todo o trato digestório, depositando defesas importantes e 
essenciais como aos patógenos entéricos, como bactérias dos gêneros Escherichia, 
Salmonella e Shigella, também contra vírus da pólio e rotavírus, entre diversos outros 
(Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
A imunização de forma passiva artificial, ou chamada de soroterapia, se dá pela 
utilização de soros, este composto por anticorpos, muito empregado após acidentes ou 
qualquer contato com venenos de animais peçonhentos e toxinas bacterianas. O uso 
de soros é muito valido, pois rapidamente neutraliza venenos e toxinas. Os anticorpos 
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
68
utilizados na maioria das vezes são obtidos de animais já imunizados contra patógenos dos 
quais se tem a intenção de gerar proteção, normalmente cavalos e coelhos são utilizados 
para a produção de soro (Murphy, 2014).
Contudo, mesmo os diversos fatores de grande valência, estes não anulam os 
riscos da administração de substâncias provenientes de outros animais, visto que podem 
ser reconhecidos pelo sistema imune e gerado resposta a molécula estranha, visto que à 
resposta provoca a rápida eliminação da circulação sanguínea dos anticorpos vindos do soro, 
impossibilitando a anulação do veneno ou de toxinas, podendo acarretar intercorrências 
inflamatórias, como a chamada doença do soro, e reações alérgicas. A alternativa mais 
aceitável é o uso de anticorpos humanos, que podem ser adquiridos de seres humanos 
que já adquiriram cura e foram previamente imunizados. A Tabela 2 apresenta os soros 
mais comumente administrados atualmente (Janeway; Shlomchik, 2005; Barardi; Carobrez; 
Pinto, 2010).
Estas intervenções incluem a inserção das formas de imunoprofilaxia, assim 
ganhando grande destaque profiláticos por meio das vacinas bacterianas e virais e a sua 
relevância nos últimos anos para o manejo de infecções recorrentes. As preparações de 
vacinas bacterianas polivalentes não são tão patogênicas quanto as autovacinas, que são 
TABELA 2: TIPOS DE SORO MAIS COMUMENTE UTILIZADOS
Fonte: adaptado de Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
DOENÇA SORO
Tétano
Antitoxina tetânica origem equina ou 
humana.
Botulismo Antitoxina produzida em cavalos.
Difteria Antitoxina produzida em cavalos.
Raiva
Imunoglobulina antirrábica de origem equina 
ou humana.
Picada de cobras Antiveneno produzido em cavalos.
Picada de aranha viúva-negra Antiveneno produzido em cavalos.
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
69
elaboradas a partir de microrganismos isolados de amostras patógenos de manifestações 
recorrentes de pacientes, mas possuem um espectro de ação mais amplo. A estimulação do 
sistema imunológico que é alcançada com essas formulações poli bacterianas ultrapassa 
a resposta específica contra elas, devido à sua grande capacidade de ativar a imunidade 
inata e provavelmente envolvendo mecanismos de imunidade treinados (Mcvey; Kennedy; 
Chengappa, 2017; Lévesque et al., 2021).
Os mecanismos do sistema imune são variantes de acordo com a alocação 
do patógeno, assim como a sua forma de causar malefícios, ou seja, mecanismo de 
patogenicidade. Bem como, se o mecanismo da patogênese envolve exotoxinas, o único 
mecanismo imune eficiente contra ele é o de anticorpos neutralizadores responsáveis pela 
diligência de suas ligações ao receptor apropriado e ao estímulo de sua degradação e 
remoção pelos fagócitos, no entanto, se o patógeno possui ou desenvolve habilidades e 
causa a doença por outros caminhos não identificados, o anticorpo teria que atuar com 
o organismo e expulsá-lo por lise mediada pelo complemento ou fagocitose e morte 
intracelular. Se o patógeno alor-se de forma intracelular, os anticorpos não o localizarão e a 
célula é destruída pelo sistema imune. A grande parcela das infecções virais, bacterianas e 
por protozoários são modelos destes patógenos (Diniz; Ferreira, 2014).
A imunoprofilaxia é definida em ações clínicas com empregos de proteção ao ser 
humano de síndromes de natureza infecciosa ou toxi-infecciosa por meio de imunização 
ativa artificialmente induzida à vacinação. Seu principal objetivo é que durante o contato do 
organismo com o patógeno ocorre uma resposta imune específica e que desenvolva uma 
memória imunológica, ou seja, proteção imunológica de longa duração, esta imunidade 
específica pode resultar em uma imunização ativa induzida em um indivíduo pela infecção 
ou pela vacinação, ou imunização passiva , estas ocorre pela transferência de anticorpos 
ou linfócitos (Abbas, 2005).
Imunidade ativa natural é adquirida pela infecção natural. Ex.: sarampo, caxumba, 
mononucleose. Imunidade ativa artificial comsiste na ação imune por meio das vacinas, 
a qual pode ser constituída por microrganismos atenuados como, por exemplo, a vacina 
da tuberculose, anti-pólio, anti-sarampo e anti-febre-amarela; vacinas inativadas, como a 
vacina anti-rábica, anti-coqueluche, anti-salmonelose; e vacinas constituídas por toxoides 
ou frações de microrganismos, ou seja, as macromoléculas purificadas como para a para 
difteria e tétano (toxoides), adenovirose, (hexon isolado do Adenovírus) (Mcvey; Kennedy; 
Chengappa, 2017).
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
70
A imunização passiva, possui uma proteção transitória, os anticorpos formados são 
transferidos para um receptor, podem ser transferidos de forma natural como anticorpos 
maternos contra doenças já pré-estabelecidas no corpo materno, esta proteção pode ser 
adquirida no feto em desenvolvimento e, após o seu nascimento, nos anticorpos contidos 
no colostro e por meio da amamentação. No entanto, os seres humanos também adquirem 
esta imunoprofilaxia por meio de injeção de anticorpos pré-formados em casos de deficiência 
na síntese de anticorpos, deficiência nas células B. Ou até mesmo quando não há tempo 
hábil (Tabela 3) para imunização ativa em casos emergenciais como exemplos do risco da 
Tétano e outras doenças como mostra a tabela abaixo:
TABELA 3: USOS DA IMUNIZAÇÃO PASSIVA
Fonte: adaptado de Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
DOENÇA SORO INDICAÇÃO
Herpes zoster/varicela
Hepatite A
Ig hum. Especif.
Ig humana
Crianças imuno-suprimidas (após 
exposição) 
Após exposição; profilaxia de risco 
a exposição em áreas endêmicas. 
Hepatite B Ig hum. Especif
Após acidente com sangue humano 
ou exposição sexual.
Hipogamaglobulinemia Ig humana
Profilaxia continua em pac. com 
imunodef. humoral
Raiva Ig hum. Especif.
Dada logo após acidente (parte 
em volta do tecido lesado); dar 
imunização ativaem outro local. 
Tétano
Ig. Hum. contra 
neurotoxina do C. tetani
Após acidente em ind. não imunes; 
dar vacinação (em outro local) de 
há dúvida sobre imunização.
Acidentes com 
venenos animais
Ig de cavalo.
Após acidente com ofídios (soros 
contra Bothrops Micrurus ou 
Crotalus) ou escorpiões.
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
71IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
As vantagens da imunoprofilaxia passiva sobre a proteção imediata, em controvérsias 
suas desvantagens, apresentam curto período de proteção, doenças adquiridas da sorologia, 
riscos de contaminação por AIDS e hepatite, e GVH (Células).
A imunização ativa possui a capacidade de gerar imunidade protetora e memória 
imunológica, se concluída com sucesso, a exposição subsequente desperta resposta 
imune potencializada capaz de eliminar o agente patogênico ou prevenir a manifestação 
das doenças e manifestações clínicas. Infecção natural ou adquirida artificialmente através 
das vacinas. A imunoprofilaxia ativa pode ocorrer de forma natural, por meio da exposição 
a infecções subclínicas ou artificialmente por organismos atenuados, mortos, fragmentos 
subcelulares, toxinas e DNA. Os organismos atenuados apresentam vantagens de dose 
única, proteção duradoura e resposta celular humoral, em contrapartidas, desvantagens 
em riscos de reversão da patogenicidade e pouca definição de sua composição (Abbas, 
2005; Mcvey; Kennedy; Chengappa, 2017).
Ainda há a imunização ativa natural, que acontece após o indivíduo sofrer a infecção 
frente ao patógeno e se curar completamente, portanto, trata-se de uma imunização não 
intencional. Em muitas doenças, quando o indivíduo se recupera, o mesmo mantém uma 
resposta imune protetora por muitos anos e, caso venha entrar novamente no mesmo 
agente maléfico, não será impactado com as características da doença outra vez. Este 
mecanismo é promovido a muitas doenças comuns que são adquiridas somente uma vez 
na vida, assim como caxumba, rubéola, sarampo, dentre outras (Murphy, 2014).
FIGURA 1: IMUNOPROFILAXIA ARTIFICIAL POR MEIO DE VACINAS
Fonte: https://stock.adobe.com/br/images/vaccination-to-a-child/227063794?prev_url=detail 
72IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
Contudo, para as vacinas que são administradas na prevenção de uma doença, 
tem-se a imunização ativa artificial, que é uma forma intencional de conferir a proteção. 
Diversos fatores contribuem de forma essencial para que uma vacina seja considerada 
eficiente o suficiente para ser utilizada em maiores populações, como a (Barardi; Carobrez; 
Pinto, 2010): 
- Proteção adquirida pela vacina deve ser a longo tempo, ou seja, permanecer 
muitos anos;
- Gerir a proteção efetiva contra o agente maléfico, no entanto, sem promover perigo 
de causar efeitos adversos graves ou outras doenças;
- A vacina precisa conter estímulos de resposta imune protetora maiores contra o 
agente infeccioso (por exemplo, induzir anticorpos neutralizantes ou estimular linfócitos T); 
- A vacina deverá ser considerada estável para o seu alojamento, percurso 
transitório e utilização, além de um baixo custo, favorecendo assim seu uso em ampla 
empregabilidade.
Usualmente, empregam-se várias substâncias e preparações de vacinas utilizadas, 
a administração destas tornou-se tão benéfica que muitas pessoas desconhecem os perigos 
apresentados por muitas doenças. Permitindo que muitos pais optem por não vacinar seus 
filhos em diversas partes do mundo, o que contribui para eventos pandêmicos, como o caso 
recente vivenciado no mundo frente à covid 19 enfrentada no ano de 2020 (figura 2). Além 
disso, existem resultados comprovados de que este método de imunização provoque a 
indução de várias reações adversas ou contrarias severas (Abbas, 2012).
As reações são muito oscilatórias, variando entre febres reativas a administração 
e dores locais, até causar a própria doença a qual se deseja proteger. Estas ocorrências, 
que denominamos de reversão de patogenicidade, ocorrem quando vacinas atenuadas 
são administradas em indivíduos imunossupressores. Há evidências científicas ainda 
sendo comprovadas sobre o uso de vacinas que apresentam maior incidência de doenças 
autoimunes e alergias. Contudo, mesmo que de forma comprovada, se torna inegável a 
redução no número de caso de doenças contra as quais já existem imunizações, doenças 
inúmeras que provocam a morte e doenças contra as quais ainda não há vacinas, como 
AIDS, malária, esquistossomose, hepatite C, dentre outras (Janeway; Shlomchik, 2014).
73IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
FIGURA 2: VACINAS VIRAIS ATUALMENTE UTILIZADAS
Fonte: https://stock.adobe.com/br/images/vials-with-coronavirus-vaccine-and-syringe-on-light-background-flat-
lay-space-for-text/400896612?prev_url=detail 
Embora haja muitos estudos em andamento na busca dessas vacinas e muito já 
se seja conhecido a respeito do sistema imune, muito além do que o início da vacinação 
no início do século XX, ainda assim, desenvolver novas vacinas tem sido uma tarefa 
muito difícil. Esta adversidade está vinculada às características do agente infeccioso, que 
normalmente apontam um mecanismo de escape do sistema imune. A utilização da Biologia 
Molecular tem sido uma aliada diferente das anteriores estratégias, desta forma se tornando 
mais frequente para desenvolver novas vacinas, mesmo que poucas vacinas tenham sido 
elaboradas com uso dessa prática (Abbas, 2007; Abbas, 2012).
Os estudos também estão trabalhando fortemente na aplicação de vírus 
recombinantes carregadores de antígenos como outra alternativa, apesar de até o momento 
nenhuma vacina para uso humano com a metodologia tenha sido licenciada.
74
Em estudos imunológicos, falamos sobre tolerância, damos o significado a não 
reatividade imunológica a um antígeno específico, esta derivada de exposição prévia 
ao mesmo antígeno. Contudo, a forma mais significativa de tolerância se dá quando o 
organismo não impugna antígenos próprios. Há a possibilidade de provocar tolerância a 
antígenos não próprios, e quando a indução a um antígeno ocorre, esta é denominada de 
tolerógeno (Hunt, 2017).
Os seres humanos não são capazes de promover uma resposta imunológica forte 
contra os próprios antígenos, um fenômeno denominado autotolerância. O sistema imune 
reconhece um antígeno próprio e elabora uma resposta alta contra ele, provocando uma 
doença autoimune. Para tanto, o sistema imunológico necessita encontrar um MHC próprio 
para montar uma resposta contra um agente estranho. Assim, o sistema é continuamente 
provado para dispensar o não próprio e desenvolver a resposta correta (Hunt, 2017).
Nos seres humanos também podemos desenvolver tolerância induzidas para 
antígenos não próprios, os “estranhos” pela modificação do antígeno, pela administração 
do antígeno através de rotas específicas, tais como via oral, pelo impulsionamento do 
antígeno quando o sistema imune está em formação. Certas bactérias e vírus descobriram 
habilidades de promover resistência de forma que o hospedeiro não destrua o causador 
patogênico, como no caso de doenças como lepra lepromatosa não se elabora uma resposta 
imune contra Mycobacterium leprae (Jawetz; Adelberg, 2014; Hunt, 2017).
O processo ativo antígeno-dependente em resposta ao antígeno e a tolerância 
(Tabela 3), como a resposta imune, como a tolerância específica e atua como a memória 
imunológica, ela pode ocorrer em linfócitos T e B ou para os dois, e assim como na memória 
TOLERÂNCIA E 
AUTOIMUNIDADE2
TÓPICO
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
75
imunológica, tolerância ao nível de célula T tem maior duração em relação a células B 
(Murphy, 2014). 
A sua indução em células T é mais fácil e requer relativamente quantidades inferiores 
do tolerógeno do que a tolerância em linfócitos B, tolerância imunológica necessita de 
manutenção e requer persistência do antígeno. Tolerância pode ser destruída naturalmente, 
como nas doenças autoimunes ou de forma inatura,como visto em estudo com a utilização 
de animais, ou pela radiação X, em tratamentos químicos e pela exposição a antígenos 
de reação cruzada. Este processo ativo antígeno-dependente deve ser estigado dirigido a 
todos os epítopos ou para apenas alguns epítopos de um agente estranho e a tolerância 
para um antígeno isolado precisa ocorrer ao nível de linfócitos B, se possível T ou ambos 
(Roitt, 2014; Hunt, 2017).
Fonte: adaptado de Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
FATORES QUE 
AFETAM A 
RESPOSTA A AG
FAVORECE 
RESPOSTA IMUNE
FAVORECE TOLERÂNCIA
Forma física do 
antígeno.
Moléculas complexas, 
grandes, agregadas.
Moléculas menos complexas, solúveis, 
sem agregados, relativamente 
menores, Ag não processado pela 
célula apresentadora de antígeno ou 
processado pela célula sem MHC 
classe II.
Rota de administração 
do Ag.
Sub-cutânea ou 
intramuscular.
Oral ou as vezes intravenosa.
Dose de antígeno Dose optima.
Dose muito elevada (ou as vezes 
muito baixa).
Idade do animal que 
responde.
Mais velho e 
imunologicamente 
maduro.
Recém-nascido (camundongo), 
imunologicamente imaturo.
Estado de 
diferenciação das 
células.
Células completamente 
diferenciadas; células T 
e B de memória.
Relativamente indiferenciadas; células 
B com somente IgM (não IgD) células 
T (ex. células no córtex tímico).
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
TABELA 4: FATORES QUE DETERMINAM A INDUÇÃO DA RESPOSTA IMUNE OU 
TOLERÂNCIA APÓS A ESTIMULAÇÃO COM ANTÍGENO
76
A autoimunidade, que pode ser denominada como desarranjos dos mecanismos 
responsáveis pela autotolerância e indução de uma resposta imune contra componentes 
do próprio. Onde está a resposta imune em alguns casos ou nem sempre gera mal ao 
indivíduo, como anticorpos anti-idiotipos. Porém, em muitas doenças autoimunes, é bem 
aceito que produtos do sistema imune provocam danos aos próprios organismos (Abbas, 
2007; Abbas, 2012).
Mecanismos efetores em doenças autoimunes, como anticorpos, células T efetoras, 
podem estar desenvolvendo dano em doenças autoimunes, onde estas doenças são 
fortemente organizadas de acordo com órgão ou tecido comprometidos. Entram a categoria 
órgão-específica na qual a resposta imune é direcionada contra antígeno/s agregado com 
o órgão-alvo frente a destruição ou em uma categoria não órgão-específica, na qual o 
anticorpo é direcionado contra um antígeno não associado com o órgão-alvo (Murphy, 2014; 
Lomas-Francis; Connie; Westhoff, 2022). Na maioria das doenças autoimunes, o antígeno 
é demonstrado no nome da doença (Tabela 4) (Hunt, 2017).
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
TABELA 5: ESPECTRO DE DOENÇAS IMUNES, ÓRGÃOS-ALVOS E TESTES 
DIAGNÓSTICOS
77
As denominações da doença autoimune, ou seja, a sua etiologia precisa de doenças 
autoimunes, é ainda desconhecida. No entanto, muitas suposições têm sido apresentadas. 
Estas compreendem antígenos sequestrados, escapamento de clones autorreativos, perda 
de células supressoras, antígenos de reação cruzada, englobando antígenos exógenos, 
os “patógenos e antígenos” próprios modificados por agentes químicos e infecções virais 
(Bortolini, 2016).
Antígenos sequestrados: Células linfoides imaturas podem não ser expostas por 
algum motivo, a alguns antígenos próprios durante sua fase de diferenciação, possivelmente 
são antígenos de maturação tardia ou podem estarem alocadas em órgãos especializados 
não chegando ao contato como, por exemplo, nos testículos, cérebro, olho entre outros. 
A liberação de antígenos desses órgãos resultantes de possíveis cenários, como trauma 
ou cirurgia, pode levar à estimulação de uma resposta imune e à iniciação de uma doença 
autoimune. 
Escape de clones autorreativos: A seleção mal elaborada no timo pode não 
ser completamente funcional na ordenação de células autorreativas. Não são todos os 
antígenos próprios que estão representados no timo ou certos antígenos podem não estar 
prontos e apresentados corretamente (Hunt, 2017).
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
Fonte: Hunt (2017).
78
Mecanismos de autoimunidade:
- Erro no processo de deleção clonal, como, por exemplo, falha apoptótica por 
anormalidades no FAS ou FAS-L;
- Diminuição na energia do linfócito T: pode gerar nos processos inflamatórios, 
infecções e necrose tecidual, onde se tem células apresentadoras de antígenos ativas que 
poderão apresentar antígenos próprios aos linfócitos e ativar moléculas coestimulatórias;
- Ativação policlonal de linfócitos, por exemplo, infecção com produção de 
superantígenos;
- Reação cruzada entre antígenos próprios e microbianos;
- Dispensa de antígenos sequestrados assim como nos processos inflamatórios;
- Erro do linfócito T supressor (Roitt, 2014; Zhang et al., 2020).
No entanto, ao diagnóstico correto, precisa-se ter clareza sobre o conceito de 
patologias autoimunes e de autoimunidade. É importante entender o significado desses 
termos e saber distingui-los. Existe um grande número de doenças consideradas autoimunes 
pela sua natureza, ou seja, significa afirmar que os mecanismos imunológicos observados 
nestas doenças são resultantes de um “erro” na tolerância às substâncias próprias dos 
organismos. Esses mecanismos imunológicos podem envolver a participação de células 
T e de moléculas de anticorpos, danificar vários órgãos ou tecidos do organismo. Nestas 
patologias, um ou vários tipos de manifestação de hipersensibilidade podem ser examinados 
(Janeway; Shlomchik, 2005; Jawetz; Adelberg, 2014).
Autoimunidade, diferente da doença autoimune, pode ser denominada como uma 
reação do organismo que nem sempre é desfavorável e pode ser analisada durante a 
elaboração de uma resposta imune. Ressaltamos como exemplo o reconhecimento 
dos idiotipos próprios por anticorpos anti-idiotipos, necessários para a diversificação e 
a regulação das respostas imunológicas. Para que possamos compreender os motivos 
da autoimunidade: existe uma série de critérios que, de forma única ou associados e 
direcionados a várias condições, favorecem a manifestação de uma doença autoimune. 
Podemos exemplificar os fatores hormonais, biológicos e infecciosos, físicos e químicos, a 
idade, o sexo, a exposição a estímulos estressores e a predisposição genética. Há várias 
combinações entre algumas moléculas do MHC e manifestações de algumas doenças 
autoimunes (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
Os mecanismos imunopatológicos que causam doenças autoimunes são diversos, 
entre eles apontamos as anormalidades na seleção das celulas T, a modificação em tolerância 
periférica, a ativação linfocitária policlonal, as reações cruzadas entre antígenos estranhos 
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
79
e próprios ao organismo, o controle anormal de respostas linfocitárias e a formação de 
neoantígenos ou a dispensa de antígenos sequestrados, previamente não apresentados 
para a tolerância imunológica. As patologias autoimunes podem ser organizadas em 
doenças, órgãos ou tecidos específicos, ou sistêmicas. Nas doenças autoimunes órgãos ou 
tecido específicos, a resposta imune é enviada contra antígenos agregados a um órgão ou 
tecido-alvo e, nas doenças autoimunes sistêmicas, as respostas imunes são direcionadas 
contra antígenos vinculados a diversos órgãos ou tecidos-alvo (Abbas; Lichtmann; Pillai, 
2007; Calich; Vaz, 2009).
Para um maior entendimento desta unidade, entenda que Vacinas de macromoléculas são imunógenos, 
onde sua formulação constitui moléculas derivadas e purificadas de micro-organismos. Atualmente, três 
categorias de vacinas podem ser encontradas nessa subdivisão:
a) toxoides: vacinas preparadas a partir de exotoxinas bacterianas;
b) polissacarídeos capsulares: utilizam antígenos polissacarídeos da cápsula bacteriana fusionados com 
antígenos proteicos;
c) antígenos recombinantes: utilizam proteínas preparadas através de engenharia genética.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
SAIBA
MAIS
Você aprendeu nas unidades anteriores sobre comoocorre a imunidade de memória, unindo-a à nossa 
última unidade e reforçando seu conhecimento, é possível associar esta imunidade ao assunto do qual 
tratamos, a imunização ativa? A imunização ativa é resultado da produção de anticorpos, bem como da 
ativação de linfócitos T, dirigida contra o agente causador de infecção ou contra seus subprodutos tóxicos. 
Esse tipo de imunização confere proteção de longa duração, pois ativa a produção de linfócitos de memória, 
que podem perdurar por muitos anos. Contanto, a proteção conferida por esse tipo de imunização não 
é imediata, diferente dos processos de imunização passiva, levando algumas semanas até que ela se 
estabeleça por completo. A imunização ativa também pode ser denominada em natural e artificial.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
REFLITA
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
80
Nesta unidade, abordamos o conceito sobre imunoprofilaxia, os tipos de imunidade 
ativa e passiva do sistema imune e a sua essencialidade para o bem-estar de um organismo, 
diferenciamos as duas classificações geradoras de imunidade.
Explanamos neste capitulo os métodos atualmente utilizados para elaboração de 
vacinas, em conjunto com o conhecimento do surgimento até a atualização presente no 
meio científico, para geração de novas formas e fontes de imunização.
Aprendemos as formas de manifestação por um organismo ao elaborar tolerância, 
como as células agem diante do entendimento de um agente próprio e não próprio neste 
mecanismo imunológico. 
Para fim, compreendemos a diferenciação de doenças autoimunes e autoimunidade 
e suas denominações de acordo com as reações do sistema imunológico dos indivíduos, 
que nem sempre é causadora de prejuízos e pode ser entendida durante a formação da 
resposta imunológica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
81
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Eu sou a lenda. 
• Ano: 2007.
• Sinopse: Robert Neville (Will Smith) é um cientista que não conseguiu 
impedir a propagação de um terrível e incurável vírus produzido em 
laboratório. Um dos poucos imunes à doença que transforma pessoas em 
seres agressivos, Neville agora acredita ser o último sobrevivente humano 
em Nova York e talvez do mundo. Enquanto tenta descobrir uma cura para 
a doença, ele segue tentando encontrar outros sobreviventes e lidando 
com a solidão de viver sozinho no mundo.
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=hXO-1bJHk-s 
LIVRO
• Título: Imunidade, intestinos e Covid19: O que fazer para preparar 
seu corpo para a próxima pandemia. 
• Autor: Denise de Carvalho.
• Editora: Pandorga.
• Sinopse: A ciência vem realizando relevantes descobertas sobre 
a importância do intestino e sua relação com os demais sistemas do 
organismo, como o sistema nervoso, endócrino e imunológico. Estamos 
acostumados com ideia de que o intestino é o local de digestão e absorção 
dos alimentos, mas, há várias décadas, os estudos vêm mostrando que 
sua mucosa aloja a maior coleção de células imunes do corpo e que 
estas estão em atividade contínua, intensa e silenciosa. A microbiota 
do intestino, quando bem equilibrada, produz substâncias com ação 
antibiótica, antifúngica e antiviral, incluindo enzimas que digerem as 
paredes de outros microrganismos. Por isso é importantíssimo manter o 
bom funcionamento do intestino, prevenindo doenças. Conhecimento é 
investimento contínuo e com o objetivo de aprimorá-lo, chegou a hora de 
não apenas compreender, mas integrar: sistema imunológico, sistema 
digestivo e mecanismos fisiopatológicos envolvidos em enfermidades 
como a Covid-19, por exemplo, para, assim, nos prepararmos melhor 
para o incrível desafio que é sobreviver no mesmo mundo em que os 
microrganismos.
IMUNOPROFILAXIA E AUTOIMUNIDADEUNIDADE 4
82
CONCLUSÃO GERAL
Prezado(a) aluno(a),
Neste material, mantive como objetivo trazer para você os principais conceitos a 
respeito da Imunologia Básica, características e algumas aplicações. Para tanto abordamos 
as definições teóricas e, neste aspecto acreditamos que tenha ocorrido uma explanação 
facilitada para você compreender o quanto é importante para profissionais de várias áreas, 
especialmente nas áreas da saúde humana, entender como se faz importante o sistema 
imunológico funcionando corretamente em pró da defesa do nosso corpo quando exposto 
a agentes estranhos ou patogênicos. Destacamos também importância das células de 
defesas ou os conhecidos linfócitos, como se faz extremamente essencial o entendimento 
da nossa imunidade seja ela, a imunidade inata e a diferença entre a imunidade adquirida 
para que desta forma, pudéssemos entender verdadeiramente os mecanismos de 
defesa desenvolvido por um sistema imune, principalmente as respostas imunológicas 
desencadeadas diante de agentes estranhos ou infecciosos. Além dos aspectos teóricos 
que contribuíram profundamente para o entendimento dos assuntos aqui abordados, 
trouxemos vários exemplos para uma melhor compreensão sobre a forma em que o corpo 
humano contorna estes eventos e mantém a estabilidade da saúde humana, destacando 
esses eventos pelo reconhecimento do que se caracteriza “próprio” e “não próprio” do nosso 
organismo.
Estudamos também como ocorrem os mecanismos de reconhecimento de um 
antígeno, seus receptores e os linfócitos responsáveis por parar ou barrar um agente 
estranho e patológico auxiliado pelo reconhecimento de anticorpos específicos, em que 
pudemos perceber quais propriedades e funções dos anticorpos e sua atuação em defesa 
ao organismo.
Fizemos a abordagem do complexo de histocompatibilidade, bem como algumas de 
suas aplicações diante dos mecanismos de respostas imunológicas. Por fim, estudamos a 
respeito das formas mais comuns de imunoprofilaxia utilizadas atualmente e como ocorrem 
as diversas vias de tolerância e autoimunidade e suas respostas ao sistema imune frente 
às barreiras de defesa.
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigada!
83
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ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE
 Praça Brasil , 250 - Centro
 CEP 87702 - 320
 Paranavaí - PR - Brasil 
TELEFONE (44) 3045 - 9898
	Unidade 1 - 2024
	Unidade 2 - 2024
	Unidade 3 - 2024
	Unidade 4 - 2024
	Site UniFatecie 4: 
	Botão 19: 
	Botão 18: 
	Botão 17: 
	Botão 16:então compreender como ocorrem os mecanismos de reconhecimento de 
um antígeno, seus receptores e os linfócitos responsáveis por parar ou barrar um agente 
estranho e patogênico auxiliado pelo reconhecimento de anticorpos específicos. 
Finalmente, na unidade IV, vamos tratar sobre imunoprofilaxia ativa e passiva, bem 
como a tolerância e a autoimunidade, o qual está relacionado à manipulação do sistema 
imune na tentativa de proteger os seres humanos contra doenças infecciosas. Também 
iremos estudar como ocorrem os mecanismos de tolerância e seu reconhecimento, diante 
de um agente “próprio” e “não próprio” do organismo humano.
Aproveito então para robustecer o convite a você, para junto conosco percorrer 
esta jornada da sabedoria e multiplicar o nosso conhecimento sobre todos esses assuntos 
abordados em nosso material. Esperamos cooperar e participar para o seu crescimento 
pessoal e profissional. 
Muito obrigada e bom estudo!
6
SUMÁRIO
Imunoprofilaxia e Autoimunidade
Mecanismos de Respostas Imunológicas
Mecanismos Básicos do Sistema Imunológico
Introdução ao Sistema Imunológico
Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva
INTRODUÇÃO 
AO SISTEMA 
IMUNOLÓGICO1UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
8
• Células de defesa imune de progenitoras mieloides;
• Células de defesa imune de progenitoras linfoides;
• Órgãos e tecidos envolvidos na resposta imune.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar as principais células envolvidas na atuação do sistema imune;
• Compreender a atuação e importância dos órgãos e tecidos que participam da 
proteção do organismo contra agentes estranhos e patógenos;
• Estudar como ocorre a atuação dos mecanismos responsáveis por parar ou 
barrar um agente estranho e patológico; 
• Entender quais propriedades e funções do sistema imune frente às barreiras 
primarias e secundárias.
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
9
INTRODUÇÃO
Seja muito bem-vindo ao nosso componente de Imunologia Básica, aproveitem ao 
máximo essa experiência de aprendizagem. 
Nesta unidade I, você irá conhecer como o organismo humano se defende de 
corpos ou agentes causadores de doenças. Por este motivo, todos os organismos nascem 
com uma proteção, você já ouviu ou sabe que nós possuímos um sistema de proteção 
contra as doenças desde a nossa vida fetal, e o chamamos de imunidade inata? Se esta 
informação já faz parte dos seus saberes, muito bem! Facilitará a sua absorção de todo o 
conteúdo que iremos aprender. 
Se você ainda não sabe ou não conhece as defesas imunológicas de um organismo, 
não se preocupe iremos compreendê-las parte a parte e a função de cada uma delas, as 
células e órgãos e tecidos do corpo que participam gerando proteção, um “escudo” a nossa 
saúde contra os agentes causadores de doenças ou que possam debilitar o nosso bem-
estar, como as adquirimos e aperfeiçoamos cada uma delas com o passar do tempo. 
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
10
O sistema imunológico responsável por toda atuação desta ciência chamada 
imunologia se confere ao conjunto de células, tecidos, órgão e moléculas que os humanos 
e outros seres vivos usam para a eliminação de agentes ou moléculas estranhas, inclusive o 
câncer, com a função de se manter a homeostase do organismo. Os mecanismos fisiológicos 
do sistema imune correspondem a uma resposta dirigida dessas células e moléculas diante 
dos organismos infecciosos e dos demais ativadores, o que desencadeiam as respostas 
específicas e seletivas, inclusive com memória imunológica, que também podem ser 
geradas por meio de vacinas.
Quando nos referimos à imunologia, estamos abordando uma ciência ainda 
recente. Sua origem é atribuída, por alguns autores, a Edward Jenner, que, em 1796, 
verificou proteção induzida pelo cowpox (vírus da varíola bovina) contra a varíola humana, 
ato ao qual nomeou o processo de vacinação. Contudo, entende-se que, na antiguidade, os 
chineses inalavam o pó das crostas secas das pústulas de varíola e, além disso, cobriam 
pequenas incisões na epiderme, em busca de proteção (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010). 
De acordo com Abbas (2007), caso o sistema imunológico não esteja atuando de 
forma funcional, infeções brandas podem predominar o organismo hospedeiro, culminando 
na morte. No entanto, com o sistema imune ativamente atuante, os seres vivos ainda 
sim podem adquirir doenças, pode adquirir uma doença infecciosa ou um câncer, pois a 
resposta imune específica, frente a um agente agressor, leva determinado tempo para se 
desenvolver e, com isso, tanto organismos estranhos, como células neoplásicas, elaboram 
mecanismos de evasão para fugir da resposta imune. Nesta unidade, iremos realizar uma 
abordagem dos conceitos básicos dos principais componentes do sistema imunológico, os 
CÉLULAS DE DEFESA 
IMUNE DE PROGENITORAS 
MIELOIDES1
TÓPICO
1
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
11
mecanismos de resposta específica diante das principais formas de invasão de agentes 
infecciosos e parasitários.
As células são as principais envolvidas à frente da nossa defesa, vamos aprender 
que todas elas se originam de uma única célula que tem inúmeras capacitações. Essas 
células portadoras multipotencialidades são denominadas “progenitoras” ou “células-
tronco hematopoiéticas” e são originadas da medula óssea constantemente e em altas 
quantidades, são também chamadas de “células-tronco pluripotenciais” e possuem um 
caráter muito versátil. Elas são encarregadas pela futura formação de todas as células 
sanguíneas envolvidas direta ou indiretamente na defesa do nosso organismo, até mesmo 
pelas hemácias (células vermelhas do sangue ou eritrócitos) e as plaquetas (importantes 
na coagulação sanguínea e responsáveis pela formação dos trombos venosos) figura 1. A 
primeira etapa de diferenciação das células-tronco será na formação de células progenitoras 
denominadas mieloides e de células progenitoras denominadas linfoides (Barardi; Carobrez; 
Pinto, 2010; Roitt, 2014).
As células mieloide são responsáveis por gerar os leucócitos polimorfonucleares 
(PMN), também conhecidos por “granulócitos” são as células sanguíneas que possuem 
grânulos no seu citoplasma e que seu núcleo possui um formato polimórfico. O precursor 
mieloide é o responsável pela formação desses granulócitos e também pela formação dos 
monócitos, macrófagos, células dendríticas e mastócitos, todo esse conjunto de células são 
responsáveis pela nossa primeira linha de defesa contra muitos agentes patogênicos (Rena 
et al., 2001), representadas na figura 2.
Vamos então nos aprofundar um pouco nas funções deliberadas a cada uma dessas 
células, começando pelos macrófagos. Para Lévesque et al. (2021), estas são uma das mais 
importantes células de potencial fagocítico do sistema imunológico, ou seja, aquelas que 
FIGURA 1: CÉLULAS SANGUÍNEAS 
Fonte: adaptada de: https://stock.adobe.com/br/search?load_type=search&is_recent_search=&search_
type=usertyped&k=plaquetas+e+eritrocitos&native_visual_search=&similar_content_id=
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
12
têm a capacidade de englobar agentes estranhos e destruí-los por completo ou em porções 
mais simples que serão posteriormente reconhecidas pelo sistema imune, porém não sendo 
as únicas capazes de realizar o processo de fagocitose. Os macrófagos são basicamente a 
forma madura dos monócitos sanguíneos, ou seja, são as células que circulam no sangue 
e, quando essas células migram para os tecidos, sofrerão novas diferenciações, compondo 
uma variedade de formas histológicas.
Estas células realizam a fagocitose com auxílio de todas as enzimas degradadoras 
em seus grânulos lisossomais, de fragmentar os materiais englobados a aminoácidos 
simples, açúcares e diversas substâncias para que, após este processo, possa excretar 
ou direcionar a reutilização. Os macrófagos ainda possuem outra função, além de englobar 
agentes estranhos, processá-los por desnaturação ou digestão parcial e apresentá-los em 
sua superfície paracélulas envolvidas na resposta imune específica, que são os linfócitos 
T específicos. Dentre estas funções imunológicas, estes também funcionam como “células 
apresentadoras de antígenos” (Abbas, 2012).
Os granulócitos ou leucócitos polimorfonucleares (PMN), adquiriram esse nome 
por obterem grânulos densamente coráveis em seu citoplasma e que possuem núcleos 
multilobados ou polimórficos. Esses núcleos constituem cerca de 65% das células brancas 
em nosso sangue. São divididos em 3 tipos de granulócitos em nosso sangue, todos eles 
com uma vida relativamente curta e produzidos em grande quantidade durante as respostas 
imunes. Nessas horas, eles abandonam a circulação e conseguem chegar até o local da 
infecção ou da inflamação. Após realizarem a fagocitose, essas células morrem, são as 
responsáveis pela formação do pus na região portadora de infecção (Lévesque et al., 2021). 
As características dos grânulos ao microscópio óptico, após coloração convencional, é que 
definem a posterior subdivisão. O primeiro e mais abundante tipo de granulócito são os 
neutrófilos, apresentam coloração neutra e representam a terceira célula fagocitária do 
sistema imunológico e possuem uma vida média de aproximadamente 12h em circulação 
e são os mais numerosos representando aproximadamente 95% dos granulócitos e mais 
importantes a nossa primeira barreira de defesa, que vamos denominá-la “imunidade inata”. 
Os grânulos vermelhos significam a presença dos eosinófilos, que representam 3% a 5% 
dos granulócitos circulantes, são importantes na defesa contra infecções parasitárias, pois o 
conteúdo dos seus grânulos são tóxicos para estes específicos microrganismos. O número 
dessas células aumenta na circulação quando a pessoa está com verminose, por exemplo. 
Grânulos com intensa coloração azul são localizados nos basófilos, que representam 0,5 
a 1% dos granulócitos. A função dos basófilos é similar e provavelmente complementar a 
dos eosinófilos e mastócitos. A função dessas células está diretamente ligada as reações 
alérgicas (Barardi; Carobrez; Pinto,2010; Roitt, 2014).
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
13
As células dendríticas igualmente possuem funções fagocíticas, mas sua atuação 
mais importante não é a de degradar os agentes estranhos, mas sim processar esses 
agentes em formas mais simples e depois apresentar cada uma dessas porções para os 
linfócitos T, definindo então estas células como as principais células apresentadoras de 
antígenos do nosso organismo e por isso são extremamente importantes no estudo da 
imunologia. As células dendríticas podem ser encontradas na corrente sanguínea e em 
alguns tecidos do corpo. A sua morfologia nos tecidos possui semelhanças com estrelas-
do-mar, e seus prolongamentos são denominados de dendritos, está relacionada com sua 
excelente capacidade de capturar agentes estranhos e depois reapresentá-los, este formato 
potencializa o contato com esses agentes (Xing et al., 2004).
Os mastócitos, também pertencentes às células progenitoras mieloides, 
caracterizam-se por apresentarem-se como células diferenciadas e residentes nos tecidos, 
onde seu precursor sanguíneo ainda não se apresenta bem estabelecido. Essas células 
se localizam principalmente ao lado de pequenos vasos sanguíneos, e quando acionadas 
pela presença de um agente estranho, realizam a liberação de substâncias que vão afetar a 
permeabilidade desses vasos. O armazenamento destas substâncias ocorre nos grânulos 
celulares, desencadeiam respostas alergênicas, ou até mesmo o choque anafilático 
em alguns indivíduos, dependendo da quantidade liberada na circulação, auxiliando os 
processos reativos imunológicos (Abbas, 2007; Abbas, 2012).
FIGURA 2: CÉLULAS DA RESPOSTA IMUNE
Fonte: Murphy; Travers; Walport. (2008, p.4).
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
14
Completando assim a nossa explanação sobre as células originadas a partir 
de progenitoras mieloides, daremos sequencia nesta nossa jornada de aprendizagem 
reconhecendo então as mais importantes e essenciais células responsáveis pela defesa 
do nosso organismo, no próximo tópico iremos conhecer as células originadas a partir de 
progenitoras linfoides.
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
15
Agora nesta etapa damos continuidade a conhecer as células originadas a partir de 
progenitoras porem agora as de origens linfoides, ou também denominados, os linfócitos, 
para que neste momento você entenda características morfológicas e, as funções destas 
células na linha de frente em defesa do nosso organismo a agentes estranhos e patogênicos. 
Os linfócitos são células mononucleares que possuem uma fina borda de citoplasma quando 
se encontram no seu estado de repouso. Uma célula, quando ainda não foi estimulada por 
um antígeno, denominamos ao estado de repouso.
Os linfócitos, progenitor linfoide comum da medula óssea origina os linfócitos 
antígenos-específicos do sistema imune adaptativo, ao qual iremos entender a seguir as 
diferenças entre sistema “imune inato” e “sistema imune adaptativo”, porem também dá 
origem a um tipo de linfoide que responde à presença de infecções, mas não específico 
para antígeno e, no entanto, é considerado parte do sistema imune inato.
Como já apresentadas, essas células, quando não estimuladas por antígenos, 
encontram-se em repouso na fase G0 (G-zero), fase do ciclo celular em que a célula 
permanece indistintamente na interfase. São células extremamente especializadas, 
estruturalmente pequenas e apresentam cerca de 6-10 µm de diâmetro, núcleo de cromatina 
condensada e um citoplasma muito escasso. Quando são expostas ao antígeno, essas 
células interagem e passam a ser consideradas ativas e evoluem para as demais fases do 
ciclo celular. Inicia-se a produção de novas proteínas por essas células. A partir de então, 
aumentam de tamanho porque o citoplasma se torna mais abundante e rico em organelas. 
Os linfócitos tornam-se linfócitos grandes, conhecidos como linfoblastos, e chegam a atingir 
CÉLULAS DE DEFESA 
IMUNE DE PROGENITORAS 
LINFOIDES2
TÓPICO
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
16
cerca de 10-12 µm de diâmetro. Os linfoblastos caracterizam-se por serem células imaturas 
encontradas na medula óssea em pequenas proporções, precursoras de linfócitos maduros 
(Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
Quando há um grande número de células em processo de divisão celular, apontamos 
que ocorreu uma amplificação clonal. Esses eventos são identificados quando há produção 
de um grande número de células potencialmente capacitadas para reagir contra os antígenos, 
que inicialmente foram as substâncias responsáveis pela ativação celular (Abbas, 2007). 
Os linfócitos são identificados em dois principais conjuntos populacionais, os linfócitos T ou 
células T (timócitos) e os linfócitos B ou células B, figura 3. Estas células formam 25 a 35% 
do total das células brancas ou os chamados leucócitos presentes no sangue. A presença 
dos linfócitos T e B no sangue segue, respectivamente, à relação de 5:1. Os linfócitos T 
ou células T se desenvolvem a partir de precursores no timo. Os linfócitos B ou células B 
se diferenciam no fígado fetal e na medula óssea (Murphy; Travers; Walport, 2008; Diniz; 
Figueiredo, 2014).
Ainda nesta linha de defesa, temos as células “Natural Killer (NK)” de origem 
precursora da medula óssea. No seu estágio de repouso, são pequenas em tamanho, 
porém, quando ativadas, aumentam de tamanho e são identificadas como células ou 
linfócitos granulares grandes, visto que o citoplasma é maior e rico em grânulos. Essas 
células são consideradas como uma população distinta dos linfócitos T ou B. Não migram 
para o timo e atuam na imunidade inata. Os receptores de superfície podem interagir com 
porções proteicas, glicosídicas ou lipídicas de glicoproteínas, ou ainda com glicolipídios 
presentes nas superfícies de outras células. As NK representam 10 a 15% das células no 
sanguee são responsáveis pela citotoxicidade contra determinadas células-alvo, e como 
consequência deste processo observa-se a lise delas. Estas células atuam principalmente 
na lise de células infectadas por vírus e tumorais ou de células revestidas por IgG (Murphy, 
2014).
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
17
FIGURA 3: CÉLULAS DA RESPOSTA IMUNE
Fonte: Murphy; Travers; Walport. (2008, p.4).
Os linfócitos T e B são células de defesa dos organismos que desempenham 
funções diferentes, são indistinguíveis ao microscópio óptico, porém apresentam diferenças 
que podem ser observadas ao microscópio eletrônico ou outras técnicas. O processo de 
desenvolvimento dessas células está vinculado ao aprendizado do nosso próximo tópico 
de estudos desta unidade, os órgãos que possuem um pequeno ambiente próprio para a 
maturação e a produção dos linfócitos (Abbas, 2012).
Quando nos referimos à imunidade protetora contra microrganismos, estas são 
mediadas pelas reações iniciais da imunidade inata e pelas respostas posteriores da 
imunidade adaptativa. As respostas imunológicas naturais são estimuladas por estruturas 
moleculares compartilhadas por grupos microrganismos e por moléculas expressas pelas 
células lesionadas do hospedeiro. A imunidade adquirida é específica para diferentes 
antígenos microbianos e não microbianos e é aumentada por reexposições ao antígeno, 
gerando a memória imunológica (Murphy; Travers; Walport, 2014).
Para a imunidade inata se trata das barreiras protetoras primarias que nascem 
junto com o organismo afetado por corpos estranhos, como a pele, cílios, lagrimas, saliva, 
fluxos urinários e todas as ocorrências fisiológicas de um indivíduo, juntamente com células 
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
18
e proteínas, que constituem a nossa primeira linha de defesa, que nos protege no dia 
a dia e que agem impedindo que adoeçamos facilmente, mesmo estando rodeados de 
microrganismos patogênicos no ar, na água, nos alimentos e diversas outras formas de 
contato. Quando falamos de imunidade adquirida ou especifica, os termos “especificidade” 
refere-se à capacidade de diferenciar cada um dos componentes de um agente estranho, e 
“memória” ao potencial de “lembrar” um contato prévio com um antígeno e “discriminação 
entre o próprio e o não próprio” qualificação para reagir a antígenos “não próprios” e proteger 
antígenos que fazem parte do “próprio” organismo de reações que farão parte da resposta 
imune mediada por linfócitos T e B (Peakman; Vergani, 1999; Barardi; Carobrez; Pinto, 
2010).
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
19
No tópico anterior discutimos sobre a maturação das células de defesa do sistema 
imune, vamos então agora caracterizar e descrever as principais funções destes órgãos 
e tecidos pertencentes a entrega de proteção ao nosso organismo, e que de fato cabe 
recordar alguns mencionados anteriormente como timo e medula óssea, e inserir novos 
conhecimentos importantes e fundamentais para o entendimento do sistema imune.
Agora, para entendermos o mecanismo de maturação das células ou linfócitos B, 
temos o timo, um órgão linfoide primário, bilobado e localizado no mediastino superior. 
Possuem os lobos que apresentam semelhanças com duas pétalas rosas-brancas que são 
observadas sobre o coração. Cada um desses lobos contém vários lóbulos que possuem três 
regiões, denominadas de zona subcapsular, córtex e medular. O processo de diferenciação 
das células no timo se faz bem complexo e envolve várias fases. As células precursoras 
dos linfócitos T, originadas da medula óssea, figura 4, percorrem para o timo e iniciam o seu 
processo de maturação (Abbas, 2007). 
ÓRGÃOS E TECIDOS 
ENVOLVIDOS NA RESPOSTA 
IMUNE3
TÓPICO
FIGURA 4: MEDULA ÓSSEA - CÉLULAS PRECURSORAS
Fonte: Acessada em: https://surl.li/tugjxq
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
20
As células derivadas da medula óssea, localizadas na zona capsular, são ditas 
triplonegativas, uma vez que não possuem ainda moléculas na superfície celular e 
receptores para antígeno. Na região cortical do timo, figura 5, encontram-se células que 
passam por rearranjos gênicos que resultam na aquisição de receptores para antígenos 
nas superfícies celulares, receptores são denominados de TCRs o que significa receptores 
de células T (do inglês, T Cell Receptor) (Lévesque et al., 2021). As células T ou timócitos 
migram da área cortical para a medular. No processo desta passagem, essas células 
evoluem consideravelmente para maturação, podendo assim receber nova denominação, 
pois além da aquisição do receptor para antígeno na célula T (TCR), também adquirem o 
aparecimento ordenado e pela perda de muitas outras moléculas evidenciadas, como os 
marcadores de superfície de células T, para os marcadores de superfície dos linfócitos T, 
citamos o CD3, o CD4 e o CD8 (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010; Xing et al., 2004).
Os linfócitos B ou células B realizam seu desenvolvimento na medula óssea, 
ocorrendo ainda na vida fetal, o fígado é também um importante local de desenvolvimento 
do linfócito B, e assim como o timo, a medula óssea também é considerada como um 
órgão linfoide primário. A diferenciação na medula óssea passa por inúmeros estágios 
evolutivos que são explicados pelos rearranjos gênicos das moléculas de imunoglobulinas 
produzidas endogenamente, denominadas anticorpos de superfície e pela expressão de 
moléculas de superfície, como, por exemplo, o CD 19 (Lévesque et al., 2021). As moléculas 
de imunoglobulinas ou anticorpos expressos na região superficial dos linfócitos B atuam 
como receptores de antígenos. Depois de maduras, essas células deixam a medula óssea, 
migram para circulação e para os órgãos linfoides secundários, onde nestas localidades 
podem se diferenciar em células plasmáticas (plasmócitos), células capazes de secretar 
anticorpos, as imunoglobulinas (Murphy, 2014).
FIGURA 5: ESTRUTURA DO TIMO
Fonte: Adaptado de: https://surl.li/mfgsgj
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
21
Concluindo nossa explanação sobre como os linfócitos T e B se desenvolvem 
e se tornam aptos a atuar na linha de defesa. Abordamos agora o percurso das células 
Natural Killer (NK) também originárias de precursores na medula óssea. Quando ativadas 
e aumentam seu tamanho, se tornam células ou linfócitos granulares grandes, como vimos 
anteriormente (Xing et al., 2004). Essas células são consideradas distinta dos linfócitos T 
ou B, não percorrem para o timo, e atuam na imunidade inata. São reconhecidas como 
exterminadoras pelo seu potencial citotóxico contra células tumorais de diferentes linhagens, 
sem a necessidade de reconhecimento prévio de um antígeno específico (Jobim, M.; Jobim, 
L., 2008).
Após seu percurso de maturação, os linfócitos T e B deixam o timo e a medula 
óssea os órgãos primários, respectivamente, e migram para órgãos linfoides secundários 
como para os linfonodos, que são estruturas encapsuladas que possuem cerca de 25 mm 
de diâmetro e estão localizados junto aos tratos linfáticos principais. Os linfonodos são 
conhecidos como gânglios linfáticos no corpo humano ou ainda como nódulos linfáticos 
(Abbas, 2007). Possuem formas semelhantes a um pequeno feijão. Temos os linfonodos 
axilares, encontrados nas axilas; os linfonodos inguinais, presentes na região inguinal; e 
os linfonodos mesentéricos, presentes no mesentério. Morfologicamente, as três principais 
áreas de um linfonodo são córtex, paracortical e medula. Nestas regiões encontram-se 
principalmente linfócitos B, linfócitos T CD4+, linfócitos T e macrófagos. Em linfonodo não 
estimulado, os linfócitos B estruturam-se em folículos primários no córtex, após o estímulo 
antigênico, esses folículos evoluem e formam os folículos secundários, que contêm áreas 
de grande multiplicação celular chamadas de centros germinativos. Em eventos infecciosos, 
os linfonodos aumentam significativamente de tamanho (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010; 
Roitt, 2014).
Entre os órgãos linfoidessecundários também se compreende o baço encontrado 
na região abdominal no hipocôndrio esquerdo, realiza funções essenciais além das 
imunológicas, como a filtração do sangue e a conversão da hemoglobina em bilirrubina. Por 
análise em um corte do baço ao microscópio óptico, encontramos uma polpa branca que 
compreende um tecido linfoide denso, nodular, preservando arteríolas e que contém uma 
grande quantidade de linfócitos agregados, também identificamos, uma polpa vermelha 
com seios e tecidos reticulares banhados pelo sangue, contendo hemácias em processo 
de distribuição, figura 6. Estas polpas se organizam em regiões, como as equivalentes a 
cor branca os nódulos, os folículos linfoides, localizam-se em áreas onde se encontram, 
fortemente, os linfócitos B (Unifal, 2022). No interior dos folículos ocorre a formação de 
centros germinativos contendo células B em processo de divisão celular. Esses centros 
germinativos podem ser formados durante a ativação de uma resposta imune (Barardi; 
Carobrez; Pinto, 2010).
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
22
FIGURA 6: ESTRUTURA DO BAÇO
Fonte: BAGUINHO, C. C. O Baço. Prevenir, 2016. Disponível em: https://www.prevenir.pt/literacia-em-saude/
corpo-humano/o-baco/# Acesso em: 20 mai. 2022.
A polpa branca compreende também a camada ou bainha linfocitária que envolve 
essas arteríolas, e é denominada de bainha linfoide periarteriolar (BLPA). Nessa área 
encontramos demasiadamente os linfócitos T. Já na polpa vermelha localiza-se rede de 
vasos de parede extremamente frágeis, as sinusoides. Onde localizam os monócitos ou 
macrófagos e células dendríticas em grande quantidade. Além dessas células, podemos 
encontrar neutrófilos, eritrócitos, linfócitos e plasmócitos. Nessa região do baço, considerada 
como um essencial filtro para o sangue, identifica-se a hemocaterese, que possui 
funcionalidade de eliminação das hemácias e plaquetas lesadas ou de idade afuncional 
pela ação dos macrófagos (Abbas, 2007; Murphy, 2014).
No baço, os antígenos e os linfócitos atingem o órgão pelos vasos, filtros sanguíneos. 
Uma das características das células no baço é a vagarosa velocidade de circulação, o que 
possibilita um contínuo monitoramento da corrente sanguínea, principalmente quanto à 
invasão por agentes infecciosos. O baço tem a sua importância reconhecida, entre diversas 
outras funções, é um órgão importante para a remoção de antígenos distribuídos pelo 
sangue (Unifal, 2022).
Os tecidos linfoides associados às mucosas não possuem capsulas em suas 
superfícies gastrointestinais, respiratória e do trato geniturinário, são coletivamente 
chamados de tecidos associados às mucosas, figura 7. Entre todos os tecidos envolvidos 
os associados ao intestino são os mais caracterizados, como as “Placas de Peyer” no 
intestino delgado e os folículos linfoides isolados dentro da submucosa intestinal; os tecidos 
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
23
associados aos brônquios; e os tecidos associados à nasofaringe e os que englobam as 
amígdalas e as adenoides (Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
As células M são reconhecidas nesses tecidos, caracterizadas células epiteliais 
especializadas, os antígenos inalados ou ingeridos são capturados por elas mediante o 
processo denominado por pinocitose, contudo, compreende-se ainda nesses tecidos 
plasmócitos produtores de IgA, células T e macrófagos (Abbas, 2012; Barardi; Carobrez; 
Pinto, 2010).
Todos os órgãos e tecidos linfoides, os quais destacamos o baço, os linfonodos 
e os tecidos linfoides associados a mucosas respiratória e intestinal, são denominados 
secundários, regiões de armazenamento de linfócitos para onde são drenados os antígenos, 
a realização da maioria das interações dos antígenos com os linfócitos na imunidade 
específica.
FIGURA 7: TECIDOS ENVOLVIDOS NA PROTEÇÃO JUNTO AS MUCOSAS 
Fonte: https://surl.li/igoafw
CD (do inglês, Cluster of Differentiation) são grupos de diferenciação, nomenclatura adotada para 
caracterizar moléculas que se encontram na superfície das células e servem como seus marcadores. Os 
linfócitos e outros leucócitos expressam distintas moléculas CD na sua superfície celular, conferindo funções 
diferenciadas a essas células.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
SAIBA
MAIS
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
24
Sobre as células e tecidos envolvidos na resposta imunológica, você já ouviu falar sobre os canais 
linfáticos eferentes? Trate-se dos locais de drenagem dos fluidos dos tecidos que transportam os antígenos 
dos locais de infecção para os linfonodos.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
REFLITA
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
25
Nesta unidade apresentamos o conceito sobre o que significa o sistema imune 
e a sua importância para o bem-estar de um organismo, bem como a diferença entre as 
principais células que participam e são ativadas quando o corpo se encontra em estado de 
alerta em especial as Células T e B, suas origens na medula óssea, classificação e formas 
de atuação eliminando o agente patológico.
Em seguida, aprofundamos nossos estudos, órgãos e tecidos envolvidos, os 
órgãos classificados para defesa primária e secundária. Estudamos também como cada 
um trabalha habilitando e realizando a maturação das células envolvidas nas respostas 
imunológicas.
Abordamos os tecidos linfoides, as principais regiões de mucosas denominadas 
como tecidos de defesa secundária, onde se armazenam linfócitos e antígenos, os grandes 
responsáveis por culminar a proteção à vida de um organismo. 
Finalmente, entendemos que podemos ter a imunidade resultado da atuação 
geradas por várias classificações de defesas, seja inata, a que nasce e permanece com o 
indivíduo, seja adquirida ao longo da vida, aprimorada a cada luta enfrentada pelo nosso 
sistema imunológico.
Na próxima unidade, estudaremos a respeito das classificações da imunidade 
dentro do sistema imunológico, como um indivíduo armazena memória para se defender 
de um próximo ataque frente a um agente já exposto. A manifestação dos anticorpos e 
antígenos junto com as propriedades de ativação, frente a estes fenômenos de interferência, 
a proteção ao organismo hospedeiro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
26
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Osmose Jones - Uma Aventura Radical pelo Corpo 
Humano
• Ano: 2001.
• Sinopse: Um construtor Frank que não se alimenta bem e vive 
uma vida sedentária. Quando um vírus novo e letal entra no seu 
corpo que é conhecido por “Cidade de Frank”, e faz com que a 
célula branca policial Osmosis Jones (Chris Rock) e a pílula 
Drixorial (David Hyde Pierce) juntem suas forças a fim de eliminar 
os vírus que estão dentro do corpo de Frank e ameaçam todo a 
“cidade” onde vivem., seus glóbulos brancos correm contra o 
relógio biológico para perseguir e destruir essa ameaça.
LIVRO
• Título: Imune: A extraordinária história de como o organismo se 
defende das doenças 
• Autor: Matt Richtel.
• Editora: HarperCollins.
• Sinopse: Abordagem de um paciente em estágio câncer terminal 
que consegue recuperar sua vida, junto a história, narra um sobre 
um desbravador médico que desafia o HIV, e duas mulheres com 
doenças autoimunes descobrem que seus corpos se viraram contra 
elas. Imune abraça de forma única essas histórias com o desejo e 
os esforços da humanidade para desvendar os mistérios da saúde 
e da doença, lançando nova luz sobre o sistema imunológico. 
Conta como o sistema imune é a linha essencial de defesa do 
corpo, um guardião vigilante que enfrenta doenças e cura feridas, 
mantendo a ordem e o equilíbrio para que possamos continuar 
vivos, associando a uma legião de soldados microscópicos. 
INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 1
Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva
MECANISMOS 
BÁSICAS DO SISTEMA 
IMUNOLÓGICO2UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
28
• Componentes celulares envolvidos na ativação de defesa imune;
• Imunidade Inata e Adquirida;
• Antígenose ativação de linfócitos.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar as principais defesas imunológicas do sistema imune;
• Compreender a atuação e importância da imunidade adquirida contra agentes 
estranhos e patógenos;
• Estudar como ocorrem os mecanismos de reconhecimento de um antígeno, 
seus receptores e os linfócitos responsáveis por parar ou barrar um agente 
estranho e patológico; 
• Entender quais propriedades e funções do sistema imune frente às barreiras 
primarias e secundárias.
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
29
Caro aluno, seja muito bem-vindo ao nosso componente de Imunologia Básica, 
aprecie ao máximo o saber ao qual essa experiência irá lhe proporcionar. 
Nesta unidade II você irá conhecer como o organismo humano possui diferentes 
tipos de imunidade, a inata a qual já iniciamos uma explanação na primeira unidade, 
falaremos sobre a imunidade adquirida a qual aderimos ao longo da vida, e partir de nosso 
organismo gera a imunidade e como principal resposta da imunidade adquirida ocorre a 
inflamação, com objetivo de nos defender em situações de invasão ao nosso organismo ou 
prontamente em casos de uma reinvasão de um agente estanho, ou causador de doenças. 
Por este motivo, se faz tão importante entendermos a imunidade humoral e celular.
Iremos ainda nesta unidade intender quem são os antígenos, como ocorre o 
reconhecimento destes, a ativação do linfócito responsável por realizar a fagocitose e 
eliminá-lo. 
Caso você ainda não obtenha conhecimento algum destes diferentes mecanismos 
do sistema imunológico de um organismo, não se sinta apreensivo iremos compreender 
todas as etapas desde a inicial base, para fortalecer seu aprendizado até evoluirmos ao fim 
desta unidade, compreenderemos cada uma destas etapas na defesa de eliminação de um 
agente causador de doenças ou que possam debilitar a nossa saúde.
INTRODUÇÃO
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
30
Frente a uma invasão de um micro-organismo potencialmente patogênico, ao qual 
invade e ultrapassa as várias barreiras fisiológicas e químicas, a próxima linha de defesa, 
a imunidade inata adquirida, consiste em várias células especializadas, cujas funções se 
definem em destruir o invasor. Esses componentes, aos quais já conhecemos na nossa 
primeira unidade, são os glóbulos brancos, ou seja, os neutrófilos, os macrófagos, os 
eosinófilos, os mastócitos e as células NK. Estas células, as quais participam intensivamente 
na defesa dos nossos organismos, desencadeiam respostas de defesa no nosso organismo, 
seja na imunidade inata, seja na imunidade específica. Essas células desenvolvem uma 
das maiores e extremamente importantes respostas imunológicas de um organismo, a 
“inflamação”, a qual iremos entender a partir de agora.
Esta resposta imunológica já é estudada desde a Antiguidade. O primeiro a descrevê-
la em suas denominações fundamentais foi Aurélio Cornélio Celso, na Roma Antiga, cerca 
de 50 a.C. Já no século XIX, o patologista alemão Rudolf Virchow introduziu o conceito 
de perda funcional e estabeleceu as bases fisiopatológicas do processo inflamatório. A 
inflamação (do latim, inflammatio, que significa estimular fogo) ou processo inflamatório 
corresponde à resposta do organismo a uma agressão sofrida e é o mecanismo mais 
importante da defesa do organismo. Entende-se como agressão qualquer processo passível 
de promover lesões celulares ou teciduais, figura 1. Esta resposta-padrão é comum a vários 
tipos de tecidos e orientada por diversas substâncias produzidas pelas células danificadas 
e pelas células do sistema imune que estejam eventualmente alocadas nas proximidades 
da lesão, onde podemos identificar o início da ativação de resposta a quimiotaxia, onde 
COMPONENTES CELULARES 
ENVOLVIDOS NA ATIVAÇÃO DE 
DEFESA IMUNE1
TÓPICO
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
31MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
ocorre processo de migração das células em direção a um gradiente químico. A indução 
de quimiotaxia pode ocorrer em dois sentidos, de forma negativa, na qual as células se 
movem em sentido oposto de uma substância, ou positiva, na qual induzem as células a se 
moverem em direção a um gradiente químico, ou seja, ao agente estranho (Tortora; Funke; 
Case, 2017).
Este percurso se dá essencialmente como ativador no sistema imunológico como 
alerta as células de defesa do processo imunitário, ou seja, em uma resposta inflamatória, 
a quimiotaxia alerta os leucócitos para que migrem em direção à região invadida, ou seja, 
ao gradiente quimiotático disposto no sítio inflamatório (Tizard, 2014).
Os elementos quimiotáticos se juntam a receptores específicos na superfície 
celular. Esta ligação coorienta o fenômeno de transdução de sinal no interior dos leucócitos, 
ocasionando a montagem dos elementos contráteis do citoesqueleto, imprescindíveis para 
o movimento dessas células. Os leucócitos caminham projetando pseudópodes que se 
ancoram na matriz extracelular, ao qual denominamos esta migração, saída dos glóbulos 
FIGURA 1: INFLAMAÇÃO LESÃO CELULAR E TECIDUAL
Fonte: INFLAMAÇÃO. Resumo Fisio, 2017. Disponível em: https://resumofisioterapia.blogspot.com/2017/08/
inflamacao.html?view=snapshot Acesso em: 10 jan. 2025. 
32MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
brancos dos vasos sanguíneos por diapedese. Por quimiotaxia, os neutrófilos e monócitos 
são atraídos até o local da inflamação, passando a englobar (emitindo pseudópodes) 
e a destruir os agentes invasores. Impulsionando a célula na direção da projeção. Este 
movimento é acometido pela alta densidade de interações ligantes quimiotático-receptor, 
situado na parte dianteira do leucócito. Grande parte dos processos inflamatórios, os 
primeiros leucócitos que migram em direção à região onde se localiza a inflamação são 
os neutrófilos, predominando no infiltrado inflamatório durante as primeiras 6 a 24 horas, 
sendo, posteriormente, substituído por monócitos, que, quando migram para os tecidos 
passam a ser chamados de macrófagos, dentro de 24 a 48 horas (Abbas, 2012).
Assim como a maioria das células envolvidas na resposta inflamatória é constituída 
de células fagocíticas, consistindo principalmente, em sua maior parte, em leucócitos 
polimorfonucleares, fagocitam o invasor ou o tecido comprometido e liberam suas enzimas 
lisossomais na tentativa de destruir o invasor (Figura 2). Se o motivo causador da resposta 
inflamatória persistir além desse ponto, dentro de aproximadamente 2 a 3 dias a área 
será infiltrada por células mononucleares, atuando então os macrófagos e monócitos. Os 
macrófagos vão intensificar a atividade fagocítica dos polimorfonucleares, aumentando 
assim a defesa da área. Os principais sintomas inflamatórios marcantes, conhecidos como 
sinais cardinais da inflamação, são descritos há quase 2.000 anos, como o edema (tumor), 
a vermelhidão (rubor), o calor, a dor e a perda da função da área inflamada. Dentro de 
minutos após o ferimento, o processo inflamatório inicia-se com a concentração e o aumento 
da concentração de substâncias farmacologicamente potentes.
FIGURA 2: ATIVAÇÃO, QUIMIOTAXIA E DIAPEDESE DE NEUTRÓFILOS PARA O SÍTIO 
INFLAMATÓRIO
Fonte: adaptado de Mayer (2010).
33MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
A inflamação deve ser destacada em duas em dois tipos principais, de acordo 
com a sua velocidade de instalação: a aguda e a crônica. Inflamação aguda é aquela que 
se instala rapidamente, como após um acidente em que ocorre lesão tecidual de forma 
súbita. Algumas vezes, é difícil ou impossível retirar as causas da inflamação. No entanto, 
a inflamação crônica se instala de forma lenta e enganadora, como, por exemplo, nas 
doenças reumatológicas, na tuberculose, na glomerulonefrite e em doenças autoimunes. 
Essas categorizações não se correlacionam à gravidade do processo, mas apenas, como 
já dito anteriormente, à agilidade de alocação. Diante disto, se é sabido,podem existir 
processos inflamatórios agudos de gravidade baixa ou alto grau de gravidade, o mesmo 
ocorre com o processo de inflamação crônica. Variando da duração da inflamação, essa 
resposta é suplementada e amplificada por elementos da imunidade específica ou adquirida, 
que serão tratados nas próximas unidades. Esses agentes incluem anticorpos e imunidade 
mediada por linfócitos T (Murphy; Travers; Walport, 2008). Um ponto importante a ser 
ressaltado é que a cascata de ativação das proteínas de complemento também é ativada. 
Completando assim a nossa explanação, essas proteínas ativadas elevam capacidade de 
permeabilidade vascular, dilatação capilar e as substâncias quimiotáticas que atraem e 
ativam células polimorfonucleares adicionais e linfócitos antígenos específicos.
34
Se faz extremamente necessário enfatizar que as ações da imunidade inata 
são inespecíficas, do ponto de vista em que, elas atuam independentemente do tipo do 
patógeno, seja ele vírus, fungo ou bactéria. A imunidade adquirida já é pré-estabelecida, 
formada por linfócitos, células especializadas em reconhecer os antígenos. Esta ação 
ocorre quando o sistema de imunidade inata não é suficiente para barrar a entrada do 
patógeno, ele consegue atingir os órgãos linfoides, onde será reconhecido pelos linfócitos 
de uma maneira específica (Abbas, 2007; Murphy; Travers; Walport, 2014).
Veja, no esquema da figura 3, uma representação desses dois tipos de imunidade. 
Os mecanismos da imunidade inata fornecem a defesa inicial contra infecções. A resposta 
imune adaptativa desenvolve-se posteriormente e constitui a ativação dos linfócitos. A 
cinética das respostas imunológicas inata e adaptativa é uma grande potencialidade de 
amplificação com poder de variar em diferentes infecções.
IMUNIDADE INATA E 
ADQUIRIDA2
TÓPICO
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
35
FIGURA 3: IMUNIDADE INATA E ADAPTATIVA
Fonte: adaptado de Abbas (2012, p. 4).
O sistema imunológico é responsável por defender o nosso corpo e todo o sistema 
contra agentes invasores desconhecidos ou perigosos aos quais somos expostos todos 
os dias. Neste objetivo em compreendermos como nosso sistema imunológico é formado, 
entendemos que após a atuação do sistema imune inato, este sendo insuficiente agindo de 
forma unificada, estendemos se a ativação da ação do sistema imune adquirido, ao qual 
adquirimos longo da vida, gerando memoria, o sistema imune humoral, aos componentes 
nesta organização como mostra a figura 4. Como já explanado, há dois tipos de imunidade 
adquirida: 
- Imunidade humoral: coordenada pelos linfócitos B, células produtoras de 
anticorpos, compostas de glicoproteínas, disponíveis no sangue e nas mucosas e atuam 
contra patógenos extracelulares, bloqueando a entrada destes nos tecidos conjuntivos.
- Imunidade celular: composta pelos linfócitos T, com a demanda de eliminar 
patógenos intracelulares. Os linfócitos T acionam as células fagocíticas para eliminar os 
patógenos por elas fagocitados. Existem alguns tipos de linfócitos T que possuem capacidade 
de destruir todos os tipos de células alojadas em um patógeno em seu citoplasma (Abumare 
et al., 2017).
As características de especificidade e de memória imunológica são duas grandezas 
extremamente importantes da imunidade adquirida. Na especificidade, os linfócitos T 
possuem receptores que fazem o reconhecimento para antígenos distintos. Na memória 
imunológica, entendemos que, a partir de exposições repetitivas de determinado antígeno, 
as respostas imunes se tornam mais específicas. A primeira exposição de um antígeno gera 
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
36
FIGURA 4: IMUNIDADE HUMORAL E IMUNIDADE CELULAR
Fonte: adaptado de Abbas (2012, p.5).
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
uma reposta imunológica primária, que é coordenada por linfócitos “virgens”, os quais de 
fato desconhecem o corpo estranho com seu antígeno específico. A repetição do contato 
com o antígeno elabora as respostas imunológicas secundárias, estas já são mais rápidas 
e ágeis para realizarem a eliminação dos antígenos em relação às respostas primárias. 
Capacidade adquirida após as respostas primárias, são criados linfócitos de memória, que 
são células de vida longa, que quando acionadas novamente pelo mesmo antígeno, tornam 
as respostas imunes mais eficazes (Diniz; Figueiredo, 2014).
As fases das respostas imunológicas adquiridas, de modo geral, seguem uma 
sequência de fases lineares, como: “Reconhecimento” Os linfócitos T ou B, aqueles que 
ainda não obtiveram nenhum contato com seu antígeno específico, ativam seus receptores 
de membrana para reconhecerem o antígeno. “Ativação” a comunicação do receptor do 
37MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
linfócito com o antígeno, agregados aos sinais secundários, realizados pelos agentes 
patogênicos ou por outras células do sistema imune, induzem maior produção dos linfócitos 
em um processo chamado de expansão clonal, que é o aumento numérico de linfócitos 
que reconhecem o antígeno. A terceira, a “Fase Efetora” os linfócitos acionados, também 
denominados de efetores, desenvolvem um planejamento imune para a exterminação 
do antígeno. Como a produção de anticorpos que retiram substâncias mediadoras para 
estimular as células fagocíticas, ou se diferenciam em células que destroem células já 
infectadas. “Declínio” acontece quando a eliminação dos antígenos, a maioria dos linfócitos 
efetores morre por apoptose e são retirados pelos fagócitos. E assim, a quinta fase, 
“Memória” os linfócitos efetores sobreviventes permanecem vivos por longos períodos e 
podem ser reativados, acionados rapidamente (Abbas, 2012; Murphy; Travers; Walport, 
2014).
Para concluirmos estas funcionalidades e diferenciação da imunidade inata e 
imunidade adquirida de proteção ao indivíduo de maneira eficaz contra uma doença, o 
sistema imune deve realizar quatro principais tarefas, dentre elas as já citadas acima. A 
capacidade de reconhecimento imune: a presença de uma infecção deve ser detectada. 
Essa tarefa é realizada pelos leucócitos do sistema imune inato, os quais proporcionam 
uma resposta imediata, e pelos linfócitos do sistema imune adaptativo. Sequencialmente, 
a tarefa é barrar paralisar a infecção e, se possível, eliminá-la por completo, o que traz 
à ativação das funções imunes efetoras, como o sistema do complemento de proteínas 
sanguíneas, os anticorpos gerados por alguns linfócitos e a capacidade destrutiva dos 
linfócitos e outros leucócitos. 
FIGURA 4: PRODUÇÃO DE ANTICORPOS
Fonte: adaptado de Abbas (2012, p.5).
38MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
Em paralelo, a resposta imune deve ser mantida sob controle para que não cause 
nenhum malefício ao próprio organismo invadido. A regulação imune, ou seja, a função 
que o sistema imune possui para autorregulação, é, portanto, um aspecto importante 
nas respostas imunes, e a falha desta regulação acentua para o desenvolvimento de 
determinadas condições, como alergias e doenças autoimunes. E, por último, o sistema 
imune deve proteger o indivíduo contra a recorrência de uma doença devida a um mesmo 
patógeno. Uma propriedade particular do sistema imune adaptativo, a capacidade de 
produzir memória imunológica, de forma que, ao acorrer a exposição uma vez a um agente 
infeccioso, uma pessoa produzirá uma resposta forte e imediata contra qualquer exposição 
subsequente ao mesmo patógeno, isto é, ela terá imunidade protetora contra ele. Obter 
maneiras de produzir imunidade de longa duração contra patógenos que não provocam 
essa imunidade naturalmente é um dos maiores desafios dos imunologistas hoje (Abbas, 
2007; Barardi; Carobrez; Pinto, 2010).
39
Agora nesta etapa seguimos nossa caminhada de saberes e após conhecermos 
as células T a partir seus antígenos e receptores, para que neste tópico você entenda 
características e, as funçõesdestas células na linha de frente em defesa do nosso 
organismo e como estas atuam frente a um agente estranho invasor. Os linfócitos são 
células mononucleares que possuem uma fina borda de citoplasma quando se encontram 
no seu estado de repouso. Uma célula, quando ainda não foi estimulada por um antígeno, 
denominamos estado de repouso, no entanto, é considerada parte do sistema imune inato, 
chamados de células T ou linfócitos.
Como já foram apresentadas essas células, se faz necessário compreender as 
potencialidades da resposta imunológica em todos os âmbitos, como ser capaz de distinguir 
o que é próprio do organismo do que não é. Caso contrário, as células T e os anticorpos 
atacariam constantemente as células autólogas, células do próprio organismo, componentes 
dos tecidos ou até bactérias comensais. Na década de 1950, Sir Frank Macfarlace Burnet 
apresentou pela primeira vez que, no estágio pré-natal, a interação dos autoantígenos com 
linfócitos específicos para antígenos levaria à eliminação dos linfócitos autorreativos e, assim, 
à tolerância imunológica. Quando em ocasionalidades em que a tolerância imunológica não 
funcionasse, os anticorpos e as células sensibilizadas (reativas para antígenos) que são 
direcionadas contra autoantígenos provocam as doenças autoimunes (Abbas, 2007).
O sistema imune adaptativo atua de três estratégias principais para combater a 
maioria dos micro-organismos. Por meio dos anticorpos, ou seja, definimos por antígenos 
moléculas desconhecidas no organismo as quais se destacam de células estranhas, tais 
ANTÍGENOS E ATIVAÇÃO 
DE LINFÓCITOS3
TÓPICO
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
40MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
como bactérias, fungos, protozoários, capazes de se ligarem aos anticorpos, no entanto, 
existem substâncias “antigênicas” estas reagem com o anticorpo, mas não são capazes 
de estimular sua produção. Os anticorpos secretados ligam-se aos agentes estranhos 
extracelulares, bloqueiam a sua capacidade de infectar células do hospedeiro e realizam 
a sua ingestão e, consequentemente, a destruição por células fagocitárias. Os linfócitos 
T reconhecem os antígenos proteicos de microrganismos que são expostos sobre as 
superfícies das células invadidas pelo agente como peptídeos vinculados às moléculas do 
complexo maior de histocompatibilidade (MHC) (Abbas, 2007).
Neste cenário temos as células T auxiliares amplificando a capacidade microbicida 
dos fagócitos aos quais ingerem os micro-organismos e os destroem, auxiliando também 
neste processo os linfócitos T citotóxicos (CTL) destroem as células infectadas por agentes 
estranhos que são inacessíveis aos anticorpos e à destruição fagocítica. O princípio da 
resposta adquirida consiste em ativar um ou mais desses mecanismos de defesa contra 
agentes estranhos diversos que podem estar em diferentes localizações anatômicas, na 
circulação ou dentro de células. Todas as respostas imunes adaptativas constituem e 
atuam em etapas, e cada etapa corresponde a reações específicas dos linfócitos, figura 5. 
Iniciamos estas etapas com a principal fase da resposta da imunidade adquirida definida 
pelo reconhecimento do antígeno (Abbas, 2007; Murphy; Travers; Walport, 2008).
FIGURA 5: RECONHECIMENTO DE ANTÍGENOS
Fonte: https://stock.adobe.com/br/images/antigen-presentation-for-b-cell-recognition-
illustration/452668177?prev_url=detail
Após a apresentação do antígeno o número de linfócitos virgens específicos para 
todas as categorias de antígeno é muito pequeno aproximadamente da ordem de 1 em 
105 a 106 linfócitos e a quantificação do antígeno disponível também pode ser muito 
pequena, são necessários o auxílio de mecanismos para captura dos agentes a serem 
abordados no processo final de fagocitose e eliminação, assim completando sua função 
41MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
ao alojar seus antígenos na posição correta e apresentá-los aos linfócitos específicos 
(Diniz; Figueiredo, 2014). As células dendríticas são as APC que apresentam os peptídeos 
microbianos aos linfócitos T CD4 e CD8 virgens, iniciando respostas imunes adquiridas 
aos antígenos proteicos. Estas células localizadas nos tecidos conjuntivos e epiteliais 
capturam os microrganismos, digerem suas proteínas em peptídeos e expressam em suas 
áreas superficiais, os peptídeos ligados a moléculas de MHC, desta forma, as moléculas 
capacitadas em apresentarem peptídeos ao sistema imune adaptativo. As células dendríticas 
transportam sua carga antigênica até os gânglios satélites e permanecem nestas áreas nas 
mesmas regiões dos gânglios linfáticos, por onde os linfócitos T virgens realizam circulação 
continuamente (Abbas, 2012). Neste processo sincrônico, a probabilidade de um linfócito 
com receptores de antígeno entrar em contato com esse antígeno figura 6, então adquire 
a probabilidade aumentada pela concentração do antígeno de forma identificável na 
localização anatômica exata. 
FIGURA 6: RECONHECIMENTO DO ANTÍGENO, ATIVAÇÃO DOS LINFÓCITOS E 
ELIMINAÇÃO 
Fonte: adaptado de Abbas (2012, p.8).
42
Para reforçarmos o seu conhecimento nesta unidade, saiba que os linfócitos B são um componente da resposta 
imune “adquirida” que possuem características de especificidade e memória. Os papéis mais importantes dos 
linfócitos B são:
 1. Garantir a produção de anticorpos contra antígenos-alvo apropriados com a ajuda dos linfócitos T; e 
2. Mostrar antígenos aos linfócitos T e propiciar sinais para a ativação dos linfócitos T.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
SAIBA
MAIS
Você já aprofundou seu conhecimento sobre a importância dos epítopos? Entende-se por epítopo a 
menor parte de um antígeno capaz de estimular resposta imunológica, ligando-se ao anticorpo. Estas são 
regiões moleculares dos antígenos que se ligam aos receptores celulares e aos anticorpos. Um antígeno 
possui vários epítopos.
Fonte: Barardi, Carobrez e Pinto (2010).
REFLITA
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
43
Nesta unidade apresentamos o conceito sobre os diferentes tipos de imunidade, 
a imunidade inata, a adquirida ou adaptativa de memória, a humoral do sistema imune e 
a sua importância para o bem-estar de um organismo, explanamos a principal resposta 
imunológica, a inflamação.
Entendemos a diferença entre as principais células que atuam no reconhecimento 
de um agente estranho, os antígenos, seus receptores e a apresentação destes, gerando a 
ativação aos linfócitos responsáveis pelo fenômeno fagocitário e o processo de eliminação, 
em especial as Células T e B.
Compreendemos a imunidade humoral no contexto de ativação dos linfócitos e 
eliminação dos microrganismos extracelulares, gerando a memória imunológica, a qual 
proporciona uma ágil defesa em casos de reincidências de invasões ao organismo. Os 
grandes responsáveis por culminar a proteção à vida de um organismo. 
Finalmente, entendemos que podemos ter diferentes tipos de imunidade que nos 
proporcionam várias classificações de defesas, seja inata, a que nasce e permanece com 
o indivíduo, seja adquirida ao longo da vida, aprimorada a cada contato com um novo 
microrganismo ou agente desconhecido.
Na próxima unidade, abordaremos a respeito da atuação dos anticorpos na imunidade 
diante do sistema imunológico, entenderemos sobre o complexo de histocompatibilidade 
diante dos fenômenos de interferência à proteção do organismo hospedeiro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
44
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Eu sou a lenda. 
• Ano: 2007.
• Sinopse: Robert Neville (Will Smith) é um cientista que não conseguiu 
impedir a propagação de um terrível e incurável vírus produzido em 
laboratório. Um dos poucos imunes à doença que transforma pessoas em 
seres agressivos, Neville agora acredita ser o último sobrevivente humano 
em Nova York e talvez do mundo. Enquanto tenta descobrir uma cura para 
a doença,ele segue tentando encontrar outros sobreviventes e lidando 
com a solidão de viver sozinho no mundo.
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=hXO-1bJHk-s 
LIVRO
• Título: Imunidade, intestinos e Covid19: O que fazer para preparar seu 
corpo para a próxima pandemia.
• Autor: Denise de Carvalho.
• Editora: Pandorga.
• Sinopse: A ciência vem realizando relevantes descobertas sobre 
a importância do intestino e sua relação com os demais sistemas do 
organismo, como o sistema nervoso, endócrino e imunológico. Estamos 
acostumados à ideia de que o intestino é o local de digestão e absorção 
dos alimentos, mas, há várias décadas, os estudos vêm mostrando que 
sua mucosa aloja a maior coleção de células imunes do corpo e que 
estas estão em atividade contínua, intensa e silenciosa. A microbiota 
do intestino, quando bem equilibrada, produz substâncias com ação 
antibiótica, antifúngica e antiviral, incluindo enzimas que digerem as 
paredes de outros microrganismos. Por isso, é importantíssimo manter 
o bom funcionamento do intestino, prevenindo doenças. Conhecimento 
é investimento contínuo e, com o objetivo de aprimorá-lo, chegou a hora 
de não apenas compreender, mas integrar: sistema imunológico, sistema 
digestivo e mecanismos fisiopatológicos envolvidos em enfermidades 
como a Covid-19, por exemplo, para, assim, nos prepararmos melhor 
para o incrível desafio que é sobreviver no mesmo mundo em que os 
microrganismos.
MECANISMOS BÁSICAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICOUNIDADE 2
Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva
MECANISMOS 
DE RESPOSTAS 
IMUNOLÓGICAS 3UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
46
• Anticorpos e Ligação aos Antígenos; 
• Complexo de Histocompatibilidade.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar os principais mecanismos de respostas imunológicas do sistema 
imune;
• Compreender a atuação e importância da interação entre linfócitos e antígenos, 
e da ativação dos linfócitos frente aos patógenos;
• Estudar como ocorrem os mecanismos de reconhecimento de um antígeno, 
seus receptores e os linfócitos responsáveis por parar ou barrar um agente 
estranho e patológico, auxiliado pelo reconhecimento de anticorpos específicos; 
• Entender quais propriedades e funções dos anticorpos e sua atuação em defesa 
do organismo.
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
47
Olá, aluno(a), seja muito bem-vindo à nossa unidade III da nossa disciplina de 
Imunologia Básica, desfrutem de todo o percurso alavancando ainda mais seu conhecimento 
na nossa penúltima unidade, espero que esteja animado e disposto a se dedicar neste 
percurso de grande saber.
Neste momento iremos compreender alguns termos para o nosso embasamento 
como já mencionado na unidade anterior a importância de especificidade o que se é 
definido a habilidade do nosso corpo reconhecer agentes estranhos, memória a capacidade 
de lembrar ou reconhecer um antígeno distinguindo entre o próprio e não próprio sendo 
prejudicial, adquirir potencial de manifestação de antígenos não próprios e impedir 
respostas a antígenos que fazem parte do nosso próprio organismo, atuando como parte 
da resposta imune intervindo glóbulos brancos (linfócitos) T e B desempenhando várias 
funções no sistema imune.
Entenderemos que os glóbulos brancos B são as únicas células capazes de produzir 
anticorpos. Aprofundaremos os estudos dessas células e abordaremos a sua diferenciação 
completa. Despertando a capacidade de entender que os anticorpos na superfície dos 
linfócitos B serão específicos para cada determinante antigênico, que é a menor porção de 
antígeno com potencial de gerar a resposta imune, antes do contato com antígeno. 
Assim, entenderemos em conjunto sobre as disposições estruturais e a função 
dos anticorpos. Por tanto, entenderemos que os anticorpos atuando unicamente não serão 
capazes de proteger por completo e que a precisão de outras proteínas encontradas no 
corpo, as proteínas de complemento. As proteínas são relevantes, ainda na imunidade inata, 
antes da existência de anticorpos no organismo para aquele agente invasor, já contribuindo 
com essa defesa.
INTRODUÇÃO
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
48
Quando realizamos explanação da imunidade inata, compreendemos que essa age 
como nossa primeira defesa contra os microrganismos invasores e que também é conhecida 
como imunidade não específica. Agora abordaremos com mais detalhes o desenvolvimento 
dos linfócitos B e T, são as células encarregadas em gerar resposta imune específica, e 
as proteínas que fazem parte dessas respostas. Assim, essa resposta imune desempenha 
características que não estão presentes na imunidade inata, sendo:
a) especificidade: é a capacidade de distinguir cada um dos componentes de um 
agente estranho (que denominamos de antígenos) e age como resposta específica para os 
mesmos, ou seja, denominamos de epítopo antigênico, sendo os componentes antigênicos 
de um antígeno. 
b) memória: é a capacidade de se lembrar de um contacto prévio com um tipo de 
antígeno, de forma que uma exposição que proporcione uma resposta imune ágil e potente.
c) discriminação entre o próprio e o não próprio: atua como resposta aos antígenos 
que são não próprios (estranhos), dessa forma evita respostas aos antígenos que são 
considerados próprios. No entanto, esses mecanismos podem apresentar falhas e podendo 
desencadear doenças autoimunes, associados pelo fato de o corpo reconhecer elementos 
estranhos e agir contra eles, através de uma resposta imune. Dessa maneira, busca 
reconhecer e combater os patógenos de um indivíduo, além disso, foram desenvolvidos os 
linfócitos do sistema imune adaptativo, que agem no reconhecimento de vários antígenos 
propagadores de doenças oriundos de bactérias, fungos, parasitas e outros agentes. 
Desta forma, os linfócitos também podem atuar no reconhecimento de agentes inócuos 
ANTICORPOS E LIGAÇÃO 
AOS ANTÍGENOS1
TÓPICO
MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
49MECANISMOS DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS UNIDADE 3
como fezes de ácaros, pó, pólen de flores e entre outros, entretanto podem desencadear 
problemas alérgicos preocupantes para a sociedade (Janeway et al., 2005).
Os principais tipos de antígenos consistem em proteínas, carboidratos, lipídeos, 
ácidos nucleicos e pequenos grupamentos químicos (haptenos). Os antígenos podem 
ser componentes dos microrganismos, helmintos, de substâncias ingeridas, como por 
meio da alimentação, substâncias inaladas. Como um grão de pólen, de órgãos ou 
tecidos transplantados e até de componentes próprios, ou seja, antígenos próprios. A 
antigenicidade confere a capacidade de um antígeno de ser reconhecido pelo sistema 
imunológico e a imunogenicidade, é a capacidade do antígeno de estimular uma resposta 
imune, quando utilizado com objetivo de imunização. Quando um antígeno é capaz de 
induzir imunogenicidade, ele é denominado imunógeno (Murphy, 2014).
Os linfócitos B são elementos da resposta imune adquirida, e agem em função das 
características de especificidade e memória. Desempenham como funções importantes: 
Garantir que os anticorpos sejam produzidos se opondo aos antígenos-alvo através 
dos linfócitos T;
Mostrar antígenos aos linfócitos T, além disso, propiciar a ativação dos linfócitos T 
através de sinais. 
Desta forma, as moléculas de reconhecimento de antígenos que estão presentes 
na superfície das células B são as imunoglobulinas ou Ig, ou popularmente conhecidas 
como anticorpos. Essas proteínas são também sintetizadas pelos linfócitos B com uma 
ampla variedade de especificidades antigênicas, ficando encarregado a cada linfócito 
B a função pela síntese de uma imunoglobulina de especificidade única para um único 
epítopo antigênico. Após reconhecerem o epítopo antigênico, essas células são ativadas e 
proliferam, gerando muitos clones idênticos e produzindo Ig com a mesma especificidade 
para o mesmo epítopo antigênico inicial. Algumas dessas células se diferenciam em um tipo 
celular

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