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Seminário - Sumaia
Crescimento e desenvolvimento do pré-escolar
Crescimento e Desenvolvimento Físico→ Flávia
Introdução e Desenvolvimento → Bianca
Referências Bibliográficas
INTRODUÇÃO
O conceito de desenvolvimento é amplo e refere-se a uma transformação complexa,
contínua, dinâmica e progressiva, que inclui, além do crescimento, maturação,
aprendizagem e aspectos psíquicos e sociais. Costuma-se falar em desenvolvimento de
forma distinta entre desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial, como uma forma de
facilitar o estudo do desenvolvimento humano. No entanto, é importante apontar que esses
aspectos estão interligados e influenciam-se mutuamente durante a vida do indivíduo.
Na estrutura fisiológica humana, o que é inato não é suficiente para produzir um indivíduo
sem a participação do meio ambiente. Tudo em um ser humano — suas características,
modos de agir, pensar, sentir, seus valores, entre outros — depende da sua interação com o
meio social em que vive. Portanto, o desenvolvimento da criança será sempre mediado por
outras pessoas, como a família, os profissionais de saúde, da educação, e outros, que
delimitam e atribuem significados à sua realidade.
A interação da criança com os membros de sua família e com a sua rede social de proteção
assegura sua sobrevivência e relação com o mundo, contribuindo para o seu
desenvolvimento psicossocial. Na relação com os adultos, ela assimila habilidades
construídas pela história social ao longo do tempo, tais como sentar-se, andar, falar,
controlar os esfíncteres, entre outras. Durante os dois primeiros anos, um aspecto crucial do
seu desenvolvimento é o desenvolvimento afetivo, caracterizado pelo apego, que é o
vínculo afetivo básico. A criança estabelece esse vínculo com as pessoas que interagem
com ela de forma privilegiada, criando condutas, representações mentais e sentimentos.
Nos anos pré-escolares, diferentes dimensões e estilos paternos influenciam diversos
aspectos do desenvolvimento social e da personalidade das crianças, como autoestima,
desenvolvimento moral, conduta pró-social e autocontrole. Além da família, a escola
rapidamente se torna um importante contexto de socialização, encarregando-se
principalmente da transmissão do saber organizado, que é o produto do desenvolvimento
cultural.
O desenvolvimento humano é um processo multifacetado que envolve a integração de
aspectos físicos, cognitivos e psicossociais. A interação contínua entre fatores inatos e o
meio ambiente, especialmente as relações sociais e culturais, é fundamental para a
formação de um indivíduo completo. A família e a escola desempenham papéis cruciais
nesse processo, garantindo que a criança desenvolva as habilidades e conhecimentos
necessários para se adaptar e prosperar em sua sociedade. Reconhecer a complexidade e
a interdependência dos fatores que influenciam o desenvolvimento humano é essencial
para promover um crescimento saudável e equilibrado ao longo da vida.
Resumo - Introdução
Conceito
● O conceito de desenvolvimento é amplo e abrange uma transformação complexa,
contínua, dinâmica e progressiva.
● Inclui não apenas o crescimento físico, mas também a maturação, aprendizagem e
aspectos psíquicos e sociais.
● Apesar de ser útil dividir o desenvolvimento em categorias como físico, cognitivo e
psicossocial para estudo, esses aspectos estão profundamente interligados e
influenciam-se mutuamente ao longo da vida do indivíduo.
● Compreender a complexidade e a interdependência dos fatores que influenciam o
desenvolvimento é essencial para promover um crescimento saudável e equilibrado
ao longo da vida
Interdependência entre Inato e Ambiente:
● A estrutura fisiológica humana, por si só, não é suficiente para formar um indivíduo
completo; o meio ambiente desempenha um papel crucial.
● Características, modos de agir, pensar, sentir e valores de um ser humano são
moldados pela interação com o meio social em que vive.
● O desenvolvimento da criança é mediado por interações com a família, profissionais
de saúde, educadores e outros, que ajudam a definir e atribuir significados à sua
realidade.
Desenvolvimento Psicossocial e Afetivo na Infância:
● A interação da criança com a família e a rede social de proteção é essencial para
sua sobrevivência e adaptação ao mundo.
● Durante os primeiros dois anos, o desenvolvimento afetivo, caracterizado pelo
apego, é crucial. O apego é o vínculo afetivo básico que a criança estabelece com
os os cuidadores, influenciando suas condutas, representações mentais e
sentimentos.
● A criança aprende habilidades fundamentais, como sentar-se, andar, falar e controlar
esfíncteres, através da interação com os adultos ao seu redor.
● Nos anos pré-escolares, diferentes dimensões e estilos parentais impactam
aspectos importantes do desenvolvimento, como autoestima, moral, conduta
pró-social e autocontrole.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM
O desenvolvimento da linguagem ocorre mais rapidamente entre os 2 e os 5 anos de idade.
O vocabulário aumenta de 50 a 100 palavras para mais de 2.000. A estrutura avança de
frases telegráficas (bebê chora) para sentenças que incorporam todos os principais
componentes gramaticais. Como regra prática, entre as idades de 2 e 5 anos, o número de
palavras em uma sentença típica é igual à idade da criança (duas na idade dos 2 anos, três
aos 3 anos e assim por diante). Aos 2 1/2 anos, a maioria das crianças já está usando os
possessivos ("minha bola"), progressivos (as construções "ando", como em "brincando"), os
interrogativos e os negativos.
Na idade de 4 anos, podem contar até quatro e já usam verbos no tempo passado; aos 5,
podem usar o tempo futuro. As crianças não usam linguagem figurativa; elas apenas
compreendem o significado literal das palavras. Por exemplo, referir-se a um objeto como
"leve como uma pluma" pode produzir um olhar inquisitivo na criança.
É importante distinguir entre a fala (produção de sons inteligíveis) e a linguagem, que se
refere à ação intelectual subjacente. A linguagem tem função tanto expressiva quanto
receptiva. A linguagem receptiva (compreensão) apresenta menor variação na rapidez de
aquisição do que a linguagem expressiva, por esse motivo, tem maior importância como
prognóstico. A aquisição da linguagem depende fundamentalmente da riqueza do
vocabulário no meio ambiente. Os determinantes-chave incluem a quantidade e variedade
das palavras dirigidas à criança e a frequência com que os adultos fazem perguntas e
estimulam a verbalização. As crianças que crescem na pobreza têm um desempenho muito
inferior na avaliação da linguagem quando comparadas com as crianças de famílias mais
abastadas.
Embora a experiência influencie a rapidez do desenvolvimento da linguagem, muitos
linguistas acreditam que os mecanismos básicos para o aprendizado da linguagem estão
fisicamente "conectados" no cérebro. As crianças não imitam simplesmente a linguagem do
adulto. Ao contrário, elas abstraem complexas regras gramaticais da linguagem ambiente,
gerando hipóteses implícitas. A evidência da existência dessas regras implícitas vem da
análise de erros gramaticais, tais como a supergeneralização do uso do "s" para construir o
plural e nas conjugações verbais "eu fazo".
A linguagem está ligada ao desenvolvimento tanto cognitivo quanto emocional. O atraso da
fala pode ser a primeira indicação de que a criança apresenta retardo mental, autismo ou é
maltratada. A linguagem desempenha um papel essencial na regulação do comportamento,
através da "fala particular" interiorizada, com a qual a criança repete as proibições dos
adultos, primeiro de forma audível e depois mentalmente. A linguagem permite também que
a criança possa expressar sentimentos, tais como a raiva e a frustração, sem colocá-los
para fora; consequentemente, a criança com retardo da linguagem apresenta maior número
de acessos de raiva e outras exteriorizações comportamentais.
O desenvolvimento da linguagem pré-escolar é o alicerce do sucesso escolar no futuro.
Crianças com desvantagens sociais e econômicas têm riscomaior de problemas escolares,
tornando importante a detecção precoce, seguida de encaminhamento e estimulação.
Embora as crianças normalmente aprendam a ler e escrever nas escolas elementares, os
fundamentos essenciais para a alfabetização são estabelecidos durante o período
pré-escolar. Por meio da exposição precoce e repetida à palavra escrita, as crianças
aprendem sobre o uso da escrita (contando histórias ou enviando recados) e sobre sua
forma (da direita para esquerda, de cima para baixo). Os erros iniciais na escrita, assim
como os erros na fala, revelam que a aquisição literária é um sucesso ativo, que envolve
geração e revisão de hipóteses.
As figuras de livro têm um papel especial não só na familiarização das crianças mais novas
com a palavra escrita como também no desenvolvimento da linguagem verbal. O
vocabulário e a linguagem receptiva da criança melhoram quando os pais leem para ela
persistentemente. Ler em voz alta para uma criança pequena é um processo interativo no
qual os pais chamam a atenção da criança para uma figura em particular, fazem perguntas
e trocam ideias. Os elementos da atenção compartilhada, participação ativa, feedback
imediato, repetição e aumento gradual da dificuldade fazem dessas rotinas a situação ideal
para o aprendizado da linguagem. Programas em que médicos oferecem livros para
pré-escolares, principalmente em populações menos privilegiadas, têm mostrado progresso
das habilidades de linguagem entre as crianças.
O período de aquisição rápida da linguagem é também a fase em que há mais
probabilidade de se manifestar a falta de fluência e a gagueira; essas disfunções podem ser
rastreadas até a ativação de áreas do córtex motor, sensorial e do cerebelo. A dificuldade
mais comum consiste na pausa inicial e nas repetições dos primeiros sons. Essas
dificuldades são exacerbadas pelo estresse ou pela excitação e, em geral, cessam
espontaneamente. Embora seja comum nos pré-escolares, cerca de 1% das crianças
continuam a ter gagueira significativa após os 8 anos de idade. Crianças com gagueira
devem ser encaminhadas para avaliação se a manifestação for grave, persistente ou
associada à ansiedade ou se gerar preocupação nos pais. O tratamento inclui a orientação
dos pais para reduzir as pressões relacionadas à fala das crianças.
RESUMO→ Desenvolvimento da Linguagem
● Crescimento de vocabulário: Entre 2 e 5 anos, o vocabulário das crianças
aumenta de 50-100 palavras para mais de 2.000 palavras. Frases simples evoluem
para sentenças completas, com o número de palavras nas frases correspondendo à
idade da criança.
● Progressão Gramatical: Aos 2 anos e meio, usam possessivos e progressivos; aos
4 anos, contam até quatro e usam verbos no passado; aos 5 anos, usam o tempo
futuro. Elas entendem apenas o significado literal das palavras.
● Fala vs. Linguagem: Fala refere-se à produção de sons, enquanto a linguagem
inclui compreensão e expressão. A linguagem receptiva (compreensão)
desenvolve-se mais consistentemente e é um melhor indicador de progresso. O
ambiente rico em vocabulário é crucial para o desenvolvimento da linguagem.
● Aspectos Cognitivos e Emocionais: A linguagem está conectada ao
desenvolvimento cognitivo e emocional. Atrasos na fala podem indicar problemas
como retardo mental, autismo ou abuso. A linguagem ajuda na regulação do
comportamento e na expressão de sentimentos.
● Preparação Escolar: O desenvolvimento precoce da linguagem é fundamental para
o sucesso escolar. Crianças desfavorecidas correm maior risco de problemas
escolares, tornando essencial a detecção precoce e a estimulação.
● Leitura e Escrita: A exposição precoce à palavra escrita é vital. Ler para crianças
melhora o vocabulário e a linguagem receptiva, sendo um processo interativo que
envolve atenção, participação ativa e feedback.
● Disfluências e Gagueira: Durante o período de rápida aquisição da linguagem,
pode ocorrer gagueira, que geralmente cessa espontaneamente. Se persistente,
grave ou associada à ansiedade, deve-se buscar avaliação profissional.
COGNIÇÃO
O período pré-escolar corresponde ao estágio pré-operacional de Piaget (pré-lógico),
caracterizado pelo pensamento mágico, egocentrismo e um pensamento dominado pela
percepção, e não pela abstração. O pensamento mágico inclui a confusão entre
coincidência e causalidade, o animismo (atribuindo motivações aos objetos inanimados e
aos eventos) e as crenças irreais sobre o poder dos desejos. A criança acredita firmemente
que as pessoas fazem chover por carregar guarda-chuvas, que o sol se põe porque está
cansado e que o ressentimento com o irmão pode fazê-lo adoecer. O egocentrismo
refere-se à incapacidade da criança em aceitar outro ponto de vista e não tem a conotação
de egoísmo. A criança tenta de fato confortar um adulto preocupado trazendo para ele seu
bicho de pelúcia preferido. Depois de 2 anos de idade, a criança desenvolve o conceito de
si mesma como indivíduo e percebe a necessidade de se sentir "por inteiro".
Piaget demonstrou a predominância da percepção sobre a lógica. Em um experimento,
despeja-se água dentro de um vaso alto e fino e depois transfere o conteúdo para um
grande prato raso, e pergunta-se à criança qual deles contém mais água. Invariavelmente
ela aponta o que parece maior (em geral o vaso alto), mesmo quando o examinador a faz
ver que não foi adicionada nem tirada nenhuma água. Esse engano reflete as hipóteses
desenvolvidas pela criança sobre a natureza do mundo, bem como sua dificuldade em
prestar atenção simultaneamente a múltiplos aspectos de uma mesma situação.
Trabalhos recentes indicativos de que crianças em fase pré-escolar são capazes de
compreender as relações causais modificaram nossa compreensão sobre a capacidade de
as crianças nessa fase se envolverem no pensamento abstrato.
Aos 3 anos de idade, as crianças autoidentificam seu sexo e estão ativamente buscando a
compreensão do significado de identificação do gênero. Observa-se uma progressão do
desenvolvimento da rigidez (meninos e meninas têm papéis estritos de gênero) no início da
fase pré escolar para uma compreensão mais realista e flexível (meninos e meninas podem
ter uma variedade de interesses).
RESUMO → COGNIÇÃO
● Pensamento Mágico: Crianças nessa fase confundem coincidência com
causalidade, atribuem intenções a objetos inanimados (animismo) e têm crenças
irreais sobre o poder dos desejos. Exemplos incluem pensar que carregar
guarda-chuvas causa chuva ou que o sol se põe por estar cansado.
● Egocentrismo: Incapacidade de aceitar outros pontos de vista. Não se trata de
egoísmo, mas de uma visão limitada do mundo. Crianças tentam consolar adultos
preocupados com seus próprios brinquedos favoritos.
● Percepção vs. Lógica: O pensamento é dominado pela percepção. Um exemplo é
o experimento de Piaget com a transferência de água entre recipientes diferentes. A
criança acredita que o recipiente que parece maior contém mais água, apesar de ver
que a quantidade de água não mudou, mostrando dificuldade em considerar
múltiplos aspectos de uma situação.
● Trabalhos recentes indicativos: capacidade de compreender as relações causais.
● Sexo e Gênero: autoidentificam seu sexo e estão ativamente buscando a
compreensão do significado de identificação do gênero.
BRINCAR
● Brincar envolve aprendizado, atividade física, socialização e a prática de papéis de
adultos. O brincar cresce em complexidade e imaginação, indo de a simples
imitação de experiências comuns como fazer compras e pôr um bebê na cama (2 ou
3 anos de idade), passando pela criação de cenários mais extensos que envolvem
eventos singulares, como ir ao zoológico ou viajar (3 a 4 anos de idade), até a
criação de cenários apenas imaginados, como voar para a Lua (4 a 5 anos de
idade).
● Por volta dos 3 anos, observam-se brincadeiras cooperativas, como construir em
conjunto uma torre de blocos, e, mais tarde, brincadeiras em grupos organizados,
com a atribuição de papéis distintos, como brincar de casinha. As brincadeiras ficam
cada vez mais dirigidas por regras, desde asregras iniciais de pedir (em vez de
tomar) e dividir (2 a 3 anos de idade), passando para regras que se modificam a
cada momento de acordo com a vontade dos jogadores (4 a 5 anos de idade), até
chegar ao início do reconhecimento de regras relativamente imutáveis (5 anos de
idade e mais).
● O brincar permite a resolução de conflitos e ansiedades e a liberação da criatividade.
As crianças podem extravasar sua raiva com segurança (batendo em uma boneca),
ter superpoderes (brincando de dinossauros e de super-heróis) e obter coisas que
lhes são negadas na realidade (um amigo fictício ou bicho de pelúcia). A criatividade
é mais evidente quando estão desenhando, pintando ou em outras atividades
artísticas. Os temas e as emoções que emergem dos desenhos de uma criança
refletem frequentemente os problemas emocionais de maior importância para ela.
RESUMO → BRINCAR
● Aprendizado e Imaginação: O brincar evolui de imitações simples (como fazer
compras) aos 2-3 anos, para cenários mais complexos (como ir ao zoológico) aos
3-4 anos, e cenários imaginários (como voar para a Lua) aos 4-5 anos.
● Socialização e Cooperação: Aos 3 anos, surgem brincadeiras cooperativas, como
construir juntos. Mais tarde, brincam em grupos organizados com papéis distintos,
como brincar de casinha. As regras do brincar também evoluem: inicialmente,
aprendem a pedir e dividir (2-3 anos), depois seguem regras mutáveis (4-5 anos), e,
por fim, reconhecem regras mais fixas (a partir de 5 anos).
● Resolução de Conflitos e Criatividade: O brincar ajuda a resolver conflitos e
ansiedades e a liberar criatividade. As crianças extravasam emoções como raiva
(batendo em bonecas), fantasiam ter superpoderes (dinossauros e super-heróis) e
obtêm coisas negadas na realidade (amigos fictícios). A criatividade se manifesta em
atividades artísticas, com desenhos refletindo problemas emocionais importantes
para elas.
DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL E MORAL
Os desafios emocionais enfrentados na idade pré-escolar incluem aceitar limites enquanto
se mantém o senso de direção, administrar impulsos agressivos e sexuais e interagir com
um círculo cada vez maior de adultos e crianças. Aos 2 anos de idade, os limites
comportamentais são predominantemente externos; aos 5 anos, estes controles precisam
ser interiorizados se a criança vai para uma escola comum. O sucesso para alcançar esse
objetivo depende do desenvolvimento emocional anterior, particularmente da capacidade de
usar as imagens interiorizadas dos adultos nos quais confia para conseguir segurança nos
momentos de estresse. O amor que a criança sente por adultos importantes é o principal
incentivo para o desenvolvimento do autocontrole.
As crianças aprendem quais comportamentos são aceitáveis e quanta força devem
empregar para enfrentar os adultos importantes e testar seus limites. Esses testes de limites
aumentam quando conseguem chamar a atenção, mesmo que esta atenção seja
frequentemente negativa, e quando os limites são inconsistentes. Os testes às vezes
provocam a ira dos pais ou uma solicitação inapropriada, à medida que a criança briga para
se separar, motivando um desafio correspondente nos pais: deixar ir. Os limites
excessivamente rígidos podem abalar o senso de iniciativa da criança, enquanto os limites
declaradamente permissivos provocam ansiedade na criança que sente que ninguém está
no controle.
O controle é um problema crucial: As crianças pequenas não podem controlar muitos
aspectos de sua vida, que incluem para onde vai, quanto tempo vai ficar e o que pode trazer
de uma loja. Elas também estão predispostas a perder o controle interno, ou seja, ter crises
de birra. O medo, o excesso de cansaço e o desconforto físico podem também desencadear
essas crises. As crises de birra geralmente se manifestam no fim do primeiro ano de vida e
são mais frequentes entre os 2 e os 4 anos. Os acessos que persistem por mais de 15
minutos, ou que ocorram regularmente mais de 3 vezes ao dia, podem refletir problemas
subjacentes de ordem médica, emocional ou social.
As crianças pré-escolares normalmente têm sentimentos complicados em relação a seus
pais, que podem incluir um vínculo forte e possessivo com o membro do casal do sexo
oposto, ciúme ou ressentimento do outro, e o medo de que esses sentimentos negativos
possam determinar seu abandono. Essas emoções, que na maioria das vezes excedem a
capacidade de compreensão ou de verbalização da criança, frequentemente são expressas
com um humor altamente lábil. A solução dessa crise (um processo que se estende durante
anos) envolve a decisão não verbalizada da criança de se identificar com os pais em vez de
competir com eles. O brincar e a linguagem estimulam o desenvolvimento de controles
emocionais, permitindo à criança expressar emoções e interpretar papéis.
A curiosidade sobre genitais e órgãos sexuais dos adultos é normal, assim como a
masturbação. No entanto, a masturbação excessiva que interfira nas atividades normais da
criança, a prática de relações sexuais, pudor extremo ou a imitação do comportamento
sedutor dos adultos sugere a possibilidade de abuso sexual ou exposição inapropriada. O
pudor se manifesta geralmente entre os 4 e os 6 anos de idade, com amplas variações
entre culturas e famílias. Os pais devem começar a ensinar as crianças sobre áreas
"particulares" antes da entrada na escola.
O pensamento moral é restringido pelo nível cognitivo e pela capacidade de linguagem, mas
desenvolve-se à medida que a criança continua sua identificação com os pais. A noção de
certo e errado da criança, que se inicia antes do segundo aniversário, vem do desejo de
obter a aprovação dos pais e evitar consequências negativas. Os impulsos da criança são
modelados por forças externas; ela ainda não internalizou os papéis sociais ou senso de
justiça e imparcialidade. Com o passar do tempo, à medida que a criança internaliza as
advertências dos pais, as palavras são substituídas por comportamentos agressivos. Por
fim, a criança aceita a responsabilidade pessoal. As ações serão vistas de acordo com o
dano causado, e não pela intenção. As respostas empáticas ao sofrimento dos outros têm
início durante o segundo ano de vida, mas a capacidade de considerar o ponto de vista dos
outros permanece limitada durante todo esse período.
Por conta da incapacidade da criança em focalizar mais de um aspecto da situação ao
mesmo tempo, a imparcialidade é interpretada como tratar tudo da mesma maneira,
independentemente das circunstâncias. Uma criança de 4 anos de idade poderá reconhecer
a importância de esperar sua vez, mas vai se queixar se não tiver tempo suficiente. As
regras tendem a ser absolutas, designando-se culpados por resultados ruins,
independentemente das intenções.
RESUMO → Desenvolvimento Emocional e Moral
● Desafios Emocionais: As crianças precisam aceitar limites, controlar impulsos
agressivos e sexuais e interagir com mais pessoas.
● Interiorização dos Limites e Autocontrole: Aos 2 anos, os limites são externos.
Aos 5 anos, precisam ser internalizados para o sucesso escolar, baseado na
segurança emocional derivada de figuras adultas confiáveis. Crianças aprendem
comportamentos aceitáveis e testam limites, recebendo atenção, positiva ou
negativa. Limites rígidos demais inibem a iniciativa, enquanto permissividade
excessiva causa ansiedade. Crianças têm pouco controle sobre suas vidas e são
propensas a perder o controle interno, resultando em crises de birra, mais
frequentes entre 2 e 4 anos. Crises persistentes podem indicar problemas
subjacentes.
● Sentimentos Complexos e Identificação Parental: Crianças têm sentimentos
complicados em relação aos pais, como ciúme e possessividade. A resolução
envolve a identificação com os pais em vez de competir com eles.
● Curiosidade Sexual e Pudor: A curiosidade sobre órgãos sexuais e a masturbação
são normais. Masturbação excessiva ou comportamento sexual inapropriado pode
indicar abuso ou exposição inadequada. O pudor surge entre 4 e 6 anos.
● Desenvolvimento Moral: Inicialmente, as noções de certo e erradovêm da busca
por aprovação dos pais. Com o tempo, a criança internaliza advertências parentais,
aceitando responsabilidade pessoal. A justiça é vista de maneira simplista, focando
no resultado, não na intenção.
● Empatia e Imparcialidade: A empatia começa no segundo ano de vida, mas a
capacidade de ver o ponto de vista dos outros é limitada. Regras são vistas como
absolutas, e a imparcialidade é tratada de maneira igualitária, sem considerar
circunstâncias.
PEDIATRIA E O PRÉ-ESCOLAR
A importância da linguagem como alvo de avaliação e intervenção não pode ser
superestimada por conta de seu papel como indicador de desenvolvimento cognitivo e
emocional e como fator-chave da regulação comportamental e posterior sucesso escolar. O
pensamento pré-operacional restringe o entendimento das crianças sobre a doença e o
tratamento. Elas começam a entender que os corpos possuem "interiores" e "exteriores".
Devem receber explicações concretas e simples sobre os procedimentos médicos e ter
algum controle sobre eles, se possível. As crianças devem ser asseguradas de que as
vacinas e as punções venosas não são castigos por alguma culpa. Um curativo adesivo
pode ajudar a tornar o corpo novamente inteiro na mente da criança. A importância da
sensação de controle da criança pré-escolar, em relação ao seu corpo e ao que o circunda,
tem implicações práticas. Preparar o paciente, deixando a criança saber como será a
consulta, é tranquilizador. A consulta da criança de 4 ou 5 anos de idade deve ser divertida,
em função de sua capacidade para se comunicar e de sua curiosidade natural. Os médicos
devem ter em mente que todas as crianças podem ser difíceis ocasionalmente. As
orientações enfatizando quais são as expectativas apropriadas em relação ao
desenvolvimento comportamental e emocional e o esclarecimento sobre os sentimentos
normais de raiva, culpa e confusão dos pais devem fazer parte de todas as consultas nesse
período. Os pais devem ser indagados sobre as rotinas diárias e suas expectativas sobre o
comportamento da criança. Prover a criança com escolhas (só com opções aceitáveis pelos
pais) e incentivar a independência nas atividades de cuidados com elas próprias
(alimentar-se, vestir-se, tomar banho) reduzem os conflitos.
RESUMO→ PEDIATRIA E O PRÉ-ESCOLAR
● Linguagem como indicador: A linguagem serve como um importante indicador do
desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de influenciar diretamente
seu comportamento e sucesso escolar.
● Compreendendo a doença: Crianças em idade pré-escolar possuem uma
compreensão limitada de doenças e tratamentos médicos. É fundamental oferecer
explicações simples e concretas, além de permitir que tenham algum controle sobre
o processo.
● Importância do controle: A sensação de controle sobre o corpo e o ambiente é
crucial para crianças pré-escolares. Prepará-las para consultas médicas e permitir
escolhas simples podem reduzir a ansiedade.
● Consultas pediátricas: Consultas com crianças de 4 ou 5 anos devem ser
divertidas e interativas, levando em consideração sua curiosidade natural e
capacidade de comunicação.
● Orientação aos pais: É importante orientar os pais sobre o desenvolvimento
esperado em relação ao comportamento e emoções da criança, além de esclarecer
sentimentos comuns como raiva, culpa e confusão.
● Rotinas e independência: Estabelecer rotinas diárias e incentivar a independência
em atividades como alimentação e higiene podem reduzir conflitos e promover o
desenvolvimento da criança.
RESUMO DOS MARCOS
Estágio de 2 a 3 anos
Desenvolvimento motor → Nesse momento a criança corre e bate numa bola sem perder
o equilíbrio, tenta se equilibrar num só pé, sobe escadas alternando movimentos de
membros inferiores, colocando um pé de cada vez no degrau, consegue se manter em pé
sobre uma única perna, salta no mesmo local com ambos os pés e consegue andar de
triciclo.
Desenvolvimento da linguagem e da comunicação → A criança estabelece relações
entre objetos e palavras, amplia o tempo de atenção e concentração, aprimora a percepção
auditiva e visual, segue as instruções com 2 ou 3 etapas, pode citar coisas mais familiares,
fala o primeiro nome, idade e sexo, nomeia um amigo, diz palavras como “eu”, “nós” “você”,
alguns plurais (carros, cães, gatos), fala bem o suficiente para que estranhos o entendam
na maior parte do tempo e mantém uma conversa usando 2-3 frases.
Desenvolvimento socioemocional → Imita adultos e amigos, demonstra afeto pelos
amigos sem precisar ser estimulado, demonstra preocupação por um amigo chorando,
compreende a ideia de “meu”, “dele” ou “dela”, mostra uma ampla gama de emoções,
separa-se facilmente da mãe e do pai e pode ficar chateado com grandes mudanças na
rotina.
Desenvolvimento cognitivo → Consegue usar brinquedos com botões, alavancas e peças
móveis, brinca de faz de conta com bonecos, animais e pessoas, monta quebra-cabeças
com 3 ou 4 peças, entende o que “dois” significa, copia um círculo com lápis ou giz de cera,
vira as páginas do livro uma de cada vez, constrói torres de mais de 6 blocos, parafusa e
desparafusa as tampas do frasco ou gira a maçaneta da porta.
Estágio de 3 a 6 anos
Nesse momento do desenvolvimento a formação de novas sinapses reduz o ritmo nas
áreas de broca (responsável pela linguagem), giro angular (expressão verbal), córtex visual
(visão) e córtex auditivo (audição) e torna-se mais intensa no córtex pré-frontal, responsável
por funções cognitivas mais elevadas. É o estágio do pensamento representativo, quando a
criança começa a gerar representações da realidade no próprio pensamento, possibilitando
a aprendizagem da fala e as brincadeiras de “faz de conta”.
Desenvolvimento motor → Aos 4 anos sobe e desce escadas alternando os pés, salta
sobre um pé e consegue lançar uma bola, tendo maior controle dos movimentos. Desenha
uma figura humana simples (garatuja nomeada), o controle vesical diurno e o anal estão
consolidados e o vesical noturno em consolidação. Aos 5 anos, pula e pega uma bola
arremessada e salta alternadamente sobre cada pé. Copia um triângulo, desenha uma
pessoa em 6 partes (etapa pré-esquemática) e usa a tesoura. Aos 6 anos anda em linha
reta usando toda a superfície do pé. A lateralidade está definida e consegue escrever o
próprio nome e está apta a comer sozinha com uma colher.
Desenvolvimento da linguagem e da comunicação → Nessa fase lembra, conta
historinhas e responde perguntas simples. Entre 4-5 anos, a criança adquiriu um
vocabulário alargado, constituído de 1.500-2.000 palavras, manifestando um grande
interesse pela linguagem. Apresenta grande curiosidade e faz muitas perguntas, gostando
de contar e inventar histórias, usando conjunções e compreendendo preposições. Entre 5-6
anos aprecia conversar durante as refeições, realizando muitos questionamentos (fase dos
“porquês?”) e utiliza corretamente o plural, os pronomes e tempos verbais.
Desenvolvimento socioemocional → Procura constantemente testar o poder e o limite
dos outros e pode ter amigos imaginários com grande capacidade de fantasiar. A criança
entre 5-6 anos consegue seguir bem as instruções e aceita supervisão. Está mais calma,
não é tão exigente nas relações, gosta de copiar os adultos e tem maior sensibilidade às
necessidades e sentimentos dos outros. A mãe ainda é o centro do mundo, e a criança
receia perdê-la, podendo apresentar medos e certa ansiedade de separação.
Desenvolvimento cognitivo → Reconhece bem todas as cores, números, entende
conceitos de antes e depois, em cima e embaixo e conceitos de tempo, como ontem, hoje e
amanhã. Conhece as diferenças de sexo e começa a interessar-se por saber de onde vêm
os bebês. Consegue assegurar sua higiene com autonomia. Pode escrever algumas letras
ou números, copiar um triângulo e outras formas geométricas e entender sobre coisas
usadas no dia a dia, como dinheiro e comida.
Crescimento do pré-escolar
Crescimento refere-se ao conjunto de modificações físicas que resultam no aumento do
tamanho do corpo, modificando suas proporções e forma. Ele ocorre peloaumento do
número de células (hiperplasia) ou do seu tamanho (hipertrofia), o que pode ser mensurável
(p. ex., gramas, centímetros), numa unidade de tempo. A integridade e a qualidade do
processo de crescimento são influenciadas por fatores intrínsecos (endógenos) e
extrínsecos (exógenos), que atuam só, ou em combinação, modulando a resultante final do
crescimento
Peso
É um importante marcador do estado nutricional
Na fase pré-escolar há um ganho de peso de 2kg/ ano
4 anos: 20 kg e 1 m
Normal: entre -2 e + 2 escores Z.
Pesos acima de + 2 escores Z, significam obesidade e abaixo de - 2 escores Z, significam
baixo peso
Peso para idade (meninos) – em percentil
Peso para idade (meninos) – em escore z
Peso para idade (meninas) – em percentil
Peso para idade (meninas) – em score z
Altura
Entre 2 e 3 anos, pode-se medir a estatura deitada, ou em pé (altura); e a partir dos 3 anos,
a altura é medida com a criança em pé. Existe uma diferença de 0,7 cm entre a estatura da
criança medida deitada e em pé. Assim, se uma criança de 2 ou mais anos tiver sua
estatura aferida deitada, o valor encontrado deve ser diminuído de 0,7 antes de ser
registrado
Nessa fase há um crescimento de 7 a 8 cm/ano.
Na definição de normalidade, tem-se que: (i) estatura normal é a situada entre os P2,5 e
P97,5; (ii) baixa estatura, menor que o P2,5; (iii) alta estatura, maior que o P97,5; (iv) canais
de vigilância para alturas entre os P2,5 a P10 e P90 a P97,5.
Vale a pena ressaltar que um ponto isolado dentro da faixa de normalidade tem muito pouco
valor na avaliação do crescimento. Medidas sucessivas são extraordinariamente
importantes porque nos dão a noção da velocidade de crescimento.
Importante: avaliar a altura de acordo com o contexto familiar
A altura-alvo, alvo genético ou alvo familiar, é um cálculo estimado da altura final de uma
criança obtido a partir da estatura de seus pais.
Essa fórmula é apenas uma orientação quanto ao potencial de crescimento
Altura para idade (meninos) – em percentil
Altura para idade (meninos) – escore z
Altura para idade (meninas) – em percentil
Altura para idade ( meninas)- em score z
IMC
IMC: [Peso (Kg) / Altura (m2)
Na criança, a avaliação deve ser mais cuidadosa, porque, para cada idade e sexo, teremos
diferentes faixas de definição para obesidade e sobrepeso e curvas específicas devem ser
consultadas
Usando o Escore Z, até os 5 anos de idade, considera-se que uma criança acima de +2 e
abaixo de +3 Escore Z está com sobrepeso e, acima de +3, obesidade
IMC por idade (meninos) – escore z
IMC para idade (meninas) – escore z
Perímetro cefálico
O perímetro cefálico retrata o crescimento cerebral e é um dos índices de menor variação
para os diferentes grupos etários. A medida correta do perímetro cefálico, ou circunferência
fronto-occipital, se faz passando a fita métrica inelástica e não extensível pelo ponto mais
saliente do occipital e imediatamente acima dos sulcos supraorbitários.
Aumenta 5 cm entre 1 e 5 anos
A avaliação do perímetro cefálico pode mostrar um crescimento acelerado patológico (p.
ex., hidrocefalia) ou um crescimento desacelerado e assimétrico (p. ex., fechamento
precoce de suturas cranianas)
Envergadura
Em menores de 5 anos a envergadura é 1 a 2 cm menor do que a altura
Perímetro torácico
Aos 5 anos de idade, o perímetro torácico é 5 cm maior do que o perímetro cefálico]
Razão segmento superior/ segmento inferior
A velocidade de crescimento somático e cerebral diminui até o fim do segundo ano de vida,
proporcionalmente às reduções das exigências nutricionais e de apetite e do surgimento de
hábitos alimentares “urgentes”
A criança em fase pré-escolar tem genuvalgo (joelhos aproximados na linha média) e pés
planos leves.
O dorso se afila e os membros inferiores alongam.
3 anos: A acuidade visual atinge 20/30
4 anos: acuidade visual atinge 20/20
Todos os 20 dentes decíduos já eclodiram por volta de 3 anos de idade
Sono: necessidade de sono de 10-12h
Os controles intestinal e vesical surgem durante esse período, com o “amadurecimento”
para ir ao banheiro com grande variação individual e cultural. O treinamento das meninas
tende a ser mais rápido e mais cedo que o dos meninos. A enurese é normal até a idade de
4 anos em meninas e 5 anos em meninos
– Percentil: o percentil é uma das maneiras de se expressar a dispersão da média. O
percentil 50 (P50) é o valor mais comumente encontrado, em torno do qual todos os outros
valores se agrupam. O P50 corresponde a mediana e significa que 50% dos indivíduos
saudáveis estão acima e 50% estão abaixo desse valor. Os percentis numeram a
porcentagem de indivíduos abaixo deles. Por exemplo: uma criança estar com altura no
P75, significa dizer que 75% das crianças da mesma idade e sexo são mais baixas do que
ela e que 25% são mais altas. Do mesmo modo, um indivíduo cuja altura esteja no P5, nos
diz que 95% da população é mais alta do que ele. Os gráficos não descrevem 100% das
pessoas. De modo geral, eles são formados pelos seguintes percentis: P5, P10, P25, P50,
P75, P90 e P95.
– Escore Z: é a distância, acima ou abaixo da média, obtido pela subtração do valor da
medida corpórea do valor médio de sua idade e sexo e dividindo-se esse resultado pelo
desvio padrão. Cada unidade do escore Z corresponde ao valor de 1 desvio padrão.
Habitualmente, os gráficos expressos em escore z mostram os seguintes valores: Z-3, Z-2,
Z-1, Z0, Z+1, Z+2, Z+3. O escore Z zero representa a mediana ou média. Quanto mais
afastado da média menor a probabilidade da medida corpórea ser considerada como
normal
ideal é que se tenha pelo menos duas medidas da variável, aferidas em momentos
diferentes, para que se interprete a evolução do crescimento. Mas, algumas vezes isso não
é disponível. Nesse caso, se a variável estiver entre os escores Z-2 e Z+2 (P2,28 e P97,8),
a variável está dentro da curva e a criança deve ser avaliada após algum tempo para se
determinar se a medida corpórea está evoluindo normalmente. Se a medida estiver menor
do que -2 escore Z ou maior do que +2 escore Z, um sinal de alerta deve ser ligado
Referências Bibliográficas
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Futuro, Mariana Villanova, Patricia Lydie Joséphine Voeux]. - 20. ed. - Rio de Janeiro :
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2012.
3. Tratado de pediatria / organização Sociedade Brasileira de Pediatria. - 5. ed. Barueri
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4. Departamento Científico de Endocrinologia, Sociedade Brasileira de Pediatria, maio de
2023. Avaliação do crescimento: o quê o Pediatra precisa saber. Disponível
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Acesso em 06 de agosto de 2024
5. Sociedade Brasileira de Pediatria. Gráficos de crescimento. Disponível em Gráficos de
Crescimento - SBP. Acesso em 06 de agosto de 2024.