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PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 1 
 
ASPECTOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS 
➢ Análise da situação atual: 
➢ Tratamento com prótese. 
o Existem muitos tipos de próteses, 
vamos trabalhar com as parciais 
removíveis. 
o Vai pegar conceitos da prótese fixa 
conjunta com conceitos da prótese 
total. 
➢ A prótese é uma das áreas que trabalha 
articulando com as demais áreas da 
odontologia. 
o Orto, perio, cirurgia... 
➢ Diagnóstico, planejamento, execução ou 
reabilitação e a manutenção das 
próteses. 
o É a base do pensamento da 
prótese quando te está fazendo. 
o Vai reabilitar: conforto, função e 
estética. 
o PPR e a PT vão substituir dentes e 
tecidos moles adjacentes. 
➢ Classificação quanto á suporte: 
o Fixa é dento suportada. 
o Total é mucoso suportada. 
o Parcial é dento mucoso suportada. 
o Implanto é implanto suportada ou 
implanto mucoso suportada. 
▪ Over denture ou protocolo. 
o Toda prótese que tiver carga 
mastigatório em cima de mucosa 
vai gerar uma reabsorção óssea. 
➢ Estrutura de metal que está diretamente 
relacionada com os dentes 
remanescentes, por cima dessa estrutura 
se utiliza dentes de estoque e resina 
acrílica termo ativada para compor os 
tecidos moles. 
o Estrutura de metal é feita de 
cobalto – cromo Co Cr. 
o Resina vai ser termo ativada. 
➢ Definição: 
➢ São próteses bilaterais, podendo ser 
dentosuportada, dentomucososuportada 
ou mucosodentosuportada, destinadas a 
substituir em um ou ambos os maxilares, 
um ou mais dentes ausentes e tecidos 
adjacentes, podendo ser inseridas ou 
removidas da boca sem causar dano aos 
tecidos remanescentes, restabelecendo 
função, estética, fonética, conforto e 
integrando-se ao sistema 
estomatognático. 
o Articulação, musculatura, oclusão. 
➢ A prótese parcial removível, vai possuir 
vários sinônimos. 
o PPR, Dentadura parcial, pontos 
móveis, aparelhos parciais móveis, 
Roach, Attachments, Brigde, PPA. 
➢ Não tem como ter uma prótese unilateral. 
 
➢ Dentosuportada: somente vai ter dentes. 
o Mucosa não vai participar da 
transmissão de forças 
➢ Dentomucososuportada: 
o Mucosa e dentes vão participar da 
transmissão de cargas. 
o Por uma regra prática pode-se 
dizer que é quando se tem 
presença de extremo livre 
posterior e não tem perda de 
dentes anteriores. 
➢ Mucosodentosuportada: 
o Predominantemente mucosa que 
vão receber transmissão de 
forças. 
o Por uma regra prática pode-se 
dizer que é quando tem presença 
de extremo livre posterior e tem a 
perda de dentes anteriores. 
➢ A confecção da prótese é dada por 3 
partes: 
➢ Dentista: 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 2 
 
o Planeja, preparo prévio.... 
➢ Protético 
o Realiza a confecção da grande e 
acrilização. 
➢ Edentulismo e a prótese parcial 
removível. 
o ausência dental X envelhecimento 
funcional. 
o OMS, saúde do idoso, qualidade de 
vida e nutrição. 
o Idosos querem mais qualidade de 
vida atualmente. 
➢ Se diz que a prótese total está sumindo 
um pouco, a removível maior em número. 
o 60 a 65% das próteses feitas 
atualmente são as removíveis. 
➢ Aumento o número de idosos = aumento 
do número de idosos parcialmente 
dentados que querem dentes. 
o Ideal é colocar implantes, mas não 
é a realidade de todos, existem 
fatores tanto biológicos quanto 
financeiros. 
➢ Existe uma maneira de associar a 
removível com os implantes ou o 
implante. 
o Tira a questão do 
mucososuportada e passa a ser 
dentosuportada. 
o Esse é um pensamento fora da 
curva. 
➢ A situação atual das próteses parciais 
removíveis, está em situação de fracasso. 
o Maior relato de pacientes que 
chega é para trocar uma prótese 
que não está adaptada totalmente. 
o Não foi feito um planejamento 
correto inicialmente. 
➢ Técnica ATL: alginato – telefone – 
laboratório. 
o É a forma mais errada de realizar 
a confecção de uma prótese. 
➢ Descaso do CD em relação ao 
diagnóstico, planejamento e execução. 
➢ Insucesso das próteses devido á não 
observação dos princípios básicos e 
fundamentais. 
➢ Responsabilidade do planejamento e 
execução é do CD. 
➢ O fracasso da prótese parcial removível é 
dado inicialmente por não saber etapas 
de planejamento, negligenciar o início 
causa um fracasso enorme no final. 
Aprender quais as etapas de confecção. 
Não realizar controles e manutenções 
posteriores. 
➢ Porque o uso da PPR? 
o Custo benefício, conversadora, 
fácil manutenção, versátil, existem 
situações especiais. 
➢ Quando indicar? 
o Espaços protéticos extensos. 
o Ausência de dentes posteriores. 
o Espaços protéticos múltiplos. 
o Excessiva perda de rebordos. 
o Próteses temporárias. 
o Prótese diagnóstica. 
o Higiene oral deficiente. 
o Desejo do paciente. 
o Custo. 
➢ Porque não usar? 
o Preconceito ou medo. 
o Estética. 
➢ Prótese parcial flexível: 
➢ É totalmente o oposto do princípio da 
removível, não é rígida. Não deve ser 
feito. 
CLASSIFICAÇÃO DOS EDENTADOS 
PARCIAIS 
➢ Serve para padronização. 
o São “grupos que tem 
características idênticas”. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 3 
 
➢ Agrupar os representantes de uma 
população, segundo os pontos de 
semelhança, que apresentam entre si, de 
maneira a poder generalizar a todo o 
grupo os conhecimentos e leis. 
➢ Classificação universal: 
aproximadamente 65 mil combinações. 
➢ Importância da classificação: 
o Finalidade didática. 
o Comunicação entre profissionais, 
entre técnicos. 
o Sistematização do desenha e 
tratamento. 
o Em suma, facilitar o planejamento. 
➢ Base da classificação: 
o Topografia. 
o Rendimento do aparelho protético. 
o Função. 
o Fisiologia. 
o Biomecânica. 
➢ Saizar (1958) classifica quanto ao 
suporte: 
o Dentosuportada. 
o Dentomucososuportada. 
o Mucososuportada. 
➢ Atualização: 
o Dentosuportada. 
o Dentomucososuportada ou 
mucosodentosuportada. 
o Mucososuportada. 
o Implantosuportada (protocolo). 
o Implantomucososuportada 
(overdenture). 
➢ Tudo que vai para dente e implante é bom 
pois não tem reabsorção óssea. 
➢ Tudo que vai para mucosa vai possuir 
reabsorção óssea. 
➢ Rumpel (1927): 
o Próteses fisiológicas 
(dentosuportada). 
o Próteses semifisiológicas 
(dentomucososuportada/mucosod
entosuportada). 
o Próteses afisiológicas 
(mucososuportada). 
➢ Saizar e Rumpel são usadas juntas 
quase. 
➢ Elbrecht (1935): rendimento do aparelho a 
ser construído. 
o Prótese intercalar. 
o Extremidade livre (anterior ou 
posterior (uni ou bi)). 
o Combinada (intercalar + 
extremidade livre). 
➢ Próteses com extremidade livre tem 
maios facilidade de rotacionar ou 
alavancar. 
o Toda prótese de extremidade livre 
sempre vai ter os dois suportes: 
dentomucososuportada ou 
mucosodentosuportada. 
o Quanto mais rotação, mais etapas 
serão feitas. 
➢ Extremidade livre: 
o Anteriores. 
o Posterior bilateral ou unilateral. 
➢ Classificação de Kennedy: 
➢ Baseada na posição dos espaços 
edentados em relação aos dentes 
remanescentes no arco. 
o Classificação topográfica. 
➢ 4 grandes grupos, as classes que vão de 1 
a 4. 
o Sempre em números romanos. 
➢ Classe I: extremidade livre posterior 
bilateral. Sempre vai ter rotação. 
o Perdeu de 1°pré a 2° molar 
bilateral. 
o Perdeu só os 2 2° molares. 
▪ Dentomucososuportada. 
o Perdeu de lateral a 2° molar 
bilateral. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 4 
 
▪ Mucosodentosuportada. 
o Perdeu de 1° pré a 2° molar de um 
lado e o 2° molar do outro lado. 
➢ Classe II: edentado posterior unilateral. 
o Extremidade livre unilateral 
posterior. Sempre vai ter rotação. 
o 1 único espaço no arco. 
➢ Classe III: edentado intercalar lateral, só 
de um lado da arcada. 
o Dentosuportada. 
o Não vai ter rotação. 
➢ Classe IV: edentado anterior. 
o Falta dente na região anterior. 
o Extremidade livre anterior. 
o Vai ser sempre bilateral, sempre 
vai faltar os 2 incisivoscentrais. 
o Dentosuportada ou extremidade 
livre anterior. 
o Vai ter rotação ou não. 
o Manter dentes se tem 
propriocepção. 
➢ Melhores prognósticos: CL III e IV sem 
extremidade livre. 
➢ Duplo suporte: CL I, CL II e CL IV com 
extremidade livre anterior. 
o Todas têm rotação. 
➢ Modificações da classificação de 
Kennedy, são espaços a mais do que a 
própria classificação. 
➢ Mod 1, 2, 3, 4, 5, 6. 
➢ Qualquer espaço além daquele é regido a 
classificação, é representado em número 
arábico. 
➢ CL I mod 1. 
o 1 espaço a mais. 
➢ CL I mod 2. 
o 2 espaços a mais. 
➢ Regras de Applegate (1960): 
➢ Classificação deve ser feira posterior ao 
preparo da boca. 
➢ Se o 3° molar estiver ausente e não será 
recolocado, não entra na classificação. 
➢ Se o 3° molar estiver ausente e for 
colocado, entre na classificação. 
➢ Se 2° molar ausente que não serão 
repostos, não entram na classificação. 
o Resumo Ramos: se o dente for 
participar da prótese, aquilo é um 
espaço protético, então entra na 
classificação. Caso não seja 
reposto o dente não entra na 
classificação. 
o O que vai ditar isso é o 
antagonista, para não afetar ainda 
mais a classificação. 
➢ Na presença de zonas edentadas 
posteriores e anteriores, zona edentada 
mais posterior é quem regem as 
classificações. 
o Anteriores vão ser modificações. 
➢ Zonas edentadas agregadas as zonas que 
determinam a classificação determinam 
os espaços modificadores. 
➢ A extensão da zona modificadora não 
influi, mas o fator determinante é seu 
número. 
➢ CL IV não possui modificação. 
SISTEMAS QUE COMPÕEM A PPR 
➢ 4 grandes sistemas: 
➢ 1° - Sistema de suporte: 
o Impedir rotação ocluso gengival. 
o Único dos sistemas que possuem 
elementos biológicos (dente e 
fibromucosa) e mecânicos (apoio e 
a sela plástica). 
➢ 2° - Sistema de retenção e estabilidade. 
o Impedir que saia dos tecidos 
gengivo oclusal. 
o Mecânicos (grampos, retentores 
(apoio + Bo Br + conector menor)) 
➢ 3° - Sistema de conexão. 
o União, vai fazer ser sempre 
bilateral. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 5 
 
o Mecânicos (conector menor e 
conector maior). 
➢ 4° - Sistema de selas e dentes artificiais. 
o Preenchimento do que foi perdido. 
o Mecânico (selas e dentes). 
➢ Retenção + conexão + selas são só 
mecânicos. 
➢ Estrutura metálica em cobalto cromo. 
o Apoio: fica na oclusal dos dentes 
posteriores ou na palatina de 
anteriores. 
o Grampos: são braços, um por 
vestibular e outro por lingual que 
são diferentes entre si. Retenção e 
oposição. 
o Conectores menores: fica entre 
mesial e distal de dentes. Onde 
tem apoio sempre vai ter que ter 
conector menor, une sela aos 
grampos. 
o Conector maior: parte grande, no 
superior vai estar no palato. É 
quem vai unir os lados direito e 
esquerdo. Na inferior vai estar na 
região lingual. 
o Selas metálicas na grade: reter a 
sela plástica que é em resina 
termo ativada. 
o Sela plástica: vai segurar os 
dentes artificiais. 
SUPORTE 
➢ Suporte é o que impede deslocamento da 
prótese no sentido ocluso gengival. 
➢ Retenção é o que impede o descolamento 
da prótese no sentido gengivo oclusal. 
o Um se opõe ao outro. 
➢ Estabilidade é látero lateral. 
➢ Suporte vai possuir elementos biológicos. 
o Dentes e fibromucosa, são 
elementos que suportam forças 
mastigatórias. 
o Vão se relacionar com elementos 
mecânicos, os apoios e a 
superfície basal da sela. 
➢ É constituído por elementos mecânicos e 
biológicos que determinam o tipo de 
relacionamento que se estabelece 
quando os primeiros transmitem a força 
mastigatória sob os segundos a recebem 
e a neutralidade. 
➢ Apoio: 
➢ É um elemento mecânico que se 
relaciona com os dentes. 
➢ É parte de um elemento maior que se 
chama retentor. 
o Braço de retenção na vestibular. 
o Braço de oposição que está na 
lingual ou palatina. 
o Um apoio. 
o Um corpo do retentor. 
o Um conector menor. 
➢ Normalmente está na superfície oclusal 
de posteriores e no cíngulo dos 
anteriores. 
➢ Classificação dos apoios é dada em 
relação à face que estão. 
o Oclusais. 
o Incisais (está em desuso). 
o Em cíngulos. 
➢ Apoios diretos e indiretos. 
o Os diretos são principais ou 
primários. 
o Os indiretos são acessórios ou 
secundários. 
➢ Apoio direto está próximo à área 
desdentada. 
➢ Apoio indireto está geralmente oposto à 
área desdentada, sua função primária é 
para não ocorrer a rotação. 
➢ Apoios tem função principal de dar 
suporte, impedir o deslocamento ocluso 
gengival. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 6 
 
➢ E também é fazer com que as forças 
mastigatórias sejam transmitidas no 
longo eixo do dente. 
o PRINCIPAIS AS DUAS. 
➢ Localização: 
➢ Em regra geral, a crista marginal próxima 
ao espaço protético em espaço 
dentossuportado. 
o Classe III e IV curta. 
➢ Crista marginal contrária em espaço 
protético em espaço de extremidade livre 
+1 (indireto). 
o Classe I, II, IV extensas. 
o Sempre vai ter que ter apoio livre 
indireto. 
o O direto vai estar na mesial se a 
extremidade livre estiver na distal. 
➢ Exceção: em dentes inclinados de 
próteses dentossuportadas. Se por o 
apoio na crista próxima, a força 
mastigatória vai ser fora do longo eixo do 
dente, ai para resolver vai por o apoio na 
regra da extremidade livre, ou seja, na 
crista oposta, ai vai ter a “força no meio 
das raízes”, isso vai minimizar a rotação 
por conta da inclinação. 
➢ Para se colocar um apoio, se faz um 
desgaste para encaixar o apoio, esse 
desgaste é o nicho. 
o Pequenas cavidades preparas 
sobre a superfície dos dentes 
pilares para acomodar os apoios. 
o É o que garante a transmissão da 
força mastigatória axial. 
➢ Preparo do nicho vai ser feito em alta 
rotação. 
RETENÇÃO E ESTABILIDADE 
➢ Elimina a saída da prótese gengivo 
oclusal e latero lateral. 
➢ Retenção é a propriedade que a PPR deve 
possuir para opor-se às forças de 
deslocamento vertical produzidas pelos 
atos habituais do paciente, como fonação, 
mastigação e deglutição. 
o Fisiológica, dependo do paciente, 
condição óssea e fibromucosa, 
volume e altura. Quanto mais área 
chapeável. 
o Física, adesão, coesão, tensão 
superficial e a pressão 
atmosférica. Só se consegue 
através de boas moldagens, boas 
delimitações de área chapeável. 
o Mecânica, direta, indireta e 
friccional. Quem dá essa retenção 
são os apoios/grampos/retentores. 
➢ Retentores: 
o Extracoronários são grampos, sua 
colocação em uma zona retentiva. 
o Intracoronário são encaixes 
(elimina os braços de oposição e 
retenção, só que está sempre 
associado à prótese fixa). 
➢ Grampo é um retentor que junto com o 
apoio vai possuir braço de retenção 
(retenção) e braço de oposição 
(estabilidade) junto de um corpo e um 
conector menor. 
o Braço de oposição também vai dar 
uma estabilidade friccional. 
o Formas dos braços são diferentes. 
➢ O grampo é o que dá retenção e 
estabilidade. Vertical e horizontal. 
➢ Direto: retenção e estabilidade. 
➢ Indireto: retenção e estabilidade e bônus 
de impedir a rotação. 
➢ Classificação dos grampos: 
➢ Na literatura se tem 38 grampos, mas 
com 6 se consegue planejar bem. 
➢ Tipos de grampos: 
o Circunferenciais, vão abraçar a 
coroa do dente. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 7 
 
o Barra ou ação de ponta, não 
abraça o dente como um todo, toca 
mais na cervical coronária. 
o Independente do qual tipo, o que 
vai mudar é o braço de retenção, 
braço de oposição sempre vai ter e 
vai ser circunferencial no 
posterior. 
o Em anterior o apoio vai fazer a 
função do braço de oposição. 
➢ Característica do dente suporte: 
o Dente é dividido em terços. 
➢ A linha que divide o dente no “meio”, é a 
maior circunferência é o equador 
anatômico, quando se vê um dente 
isoladamente, independentemente da 
posição dos dentes. 
o Área acima do equador é aárea 
expulsiva. 
o Abaixo do equador é a área 
retentiva. Aqui vai se encontrar o 
braço de retenção. 
➢ Em prótese a gente utiliza o equador 
protético, porque não se trabalha com 
dentes isolados na boca. O equador 
protético se tem com delineador. 
o O equador anatômico pode e vai 
estar em muitos dos casos em 
posição diferente do equador 
protético. 
➢ Braço de retenção: 
➢ Sempre vai possuir a característica de 
afinar, no começo é mais largo e no final 
é mais fino. 
o Rígido para flexível. 
➢ Para realizar sua função que é dar a 
retenção, deve se encontrar na área 
retentiva do dente. Que é dada pelo 
equador protético. 
➢ A localização correta fica no limite entre 
terços médios e cervicais dos dentes e 
que esteja em área retentiva. 
o Sua ponta ativa estará abaixo do 
equador protético. 
➢ Existem casos que o equador protético 
vai estar muito acima, quase que no terço 
oclusal. 
➢ O motivo de estar em área retentiva e no 
terço cervical e médio, é porque o braço 
vai estar mais próximo do fulcro dentário, 
ou seja, vai gerar menor torque no dente. 
o Quando está muito acima do terço 
médio, não vai ter retenção 
nenhuma e vai estar mais 
evidente, não vai ter estética. 
➢ Calibrador de retenção é um equipamento 
que se vê a retenção de cada dente no 
delineador. 
➢ Braço de oposição: 
➢ É largo, não afina, é totalmente rígido. 
o Por ser rígido, não se coloca em 
área retentiva, sempre em área 
expulsiva. 
➢ Localização ideal é sempre o terço médio 
da coroa dentária. 
➢ No terço médio geralmente se encontra 
áreas expulsivas e retentivas. Tem que se 
fazer um desgaste para nivelar. O 
desgaste é o plano guia. 
o Tem que se ter esse plano guia, 
pois o braço de oposição trabalha 
com retenção por fricção. 
➢ Planos guias são 2 ou mais superfícies, 
paralelas e planas, preparadas nas 
superfícies axiais dos dentes de suporte 
ou de restaurações metálicas, paralelas 
ao longo eixo de inserção e remoção da 
PPR. 
➢ Toda vez que se faz um plano guia para o 
braço de oposição, o equador protético 
muda e posição e desce ligeiramente. 
➢ Quando o equador já está muito baixo e 
próximo à gengiva, faz-se uma 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 8 
 
restauração em resina composta para 
subir o equador protético. 
o Não se desce mais a ponta ativa do 
grampo para não causar um 
problema periodontal. 
➢ Grampos Circunferencial: 
➢ Contato contínuo com a coroa dentária. 
➢ De oclusal para gengival é a direção do 
braço de retenção, pois seu início é na 
altura do apoio, e como já foi visto deve-
se ter a ponta ativa em área de retenção 
no limite do terço médio e cervical. 
➢ Retenção por flexão. 
➢ Trajetória horizontal. 
➢ Vantagens e desvantagens: 
o Conferem suporte, estabilidade e 
abraçamento adequado. 
o Não retem alimento entre o 
grampo e fibromucosa. 
o Menos torque por agiram por 
flexão. 
➢ Grampo à barra: 
➢ Não vem da área do apoio, vai sair da 
sela metálica. 
➢ Sua direção é de gengiva para oclusal. 
➢ Não vai possuir um contato contínuo, só 
que vai tocar é a ponta do braço. 
➢ Retenção por torção. 
➢ Vai empurrar ao sair. 
➢ Trajetória vertical. 
➢ 90° borda gengival livre. 
➢ Vantagens e desvantagens: 
o São mais estéticos, quando 
indicados para os dentes 
anteriores. 
o Mais torque que os grampos 
circunferenciais. Devido a 
deformação elástica por torção. 
o Toque exige mais força do que a 
flexão. 
o Quando usados em dentes 
posteriores causam mais acumulo 
de restos alimentares. 
➢ Princípios fundamentais de um grampo: 
o Suporte, retenção, reciprocidade, 
estabilidade, abraçamento 
adequado e passividade. 
➢ Quem é que vai dar suporte é o apoio. 
➢ Retenção é dada pelos braços, desde que 
estejam bem localizados. 
➢ Reciprocidade, é a capacidade do dente 
de resistir ao deslocamento horizontal 
durante a solicitação do retentor. 
o Quem dá a reciprocidade são os 
braços de retenção e oposição. 
o Braço de retenção como é flexível 
e mais baixo que o braço de 
oposição que é mais rígido e alto, o 
de retenção vai tocar primeiro 
fazendo um leve torque no dente, 
ai o braço de oposição por ser 
rígido vai tocar na sequência e não 
vai deixar o dente se deslocar. Ai o 
braço de retenção como é flexível 
vai passar o equador e se 
posicionar na região mais retentiva 
no limite do terço cervical e médio. 
o Para ter reciprocidade tem que ter 
plano guia. 
o É um trabalho contínuo entre 
ambos os braços. 
➢ Estabilidade da prótese vai ser dada por 
tudo que é rígido na PPR. 
o Conector menor, placa proximal, 
braço de oposição. 
o Estabilidade vai ser bom para 
região anterior. 
➢ Abraçamento adequado é de 180° em 
contato. 
o Elementos responsáveis são os 
braços de retenção e oposição, os 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 9 
 
conectores menores, placas 
proximais e os apoios. 
o O problema é quando se utiliza o 
grampo de ação de ponta, que não 
tem 180° e em região de 
extremidade livre. 
o Então todo grampo à barra ou ação 
de ponta que está em extremidade 
livre, se coloca uma placa 
proximal. 
➢ Passividade é quando a prótese está em 
período de repouso. 
o Só se tem fenômenos de torção e 
flexão quando temos funções. 
o Não pode ter tensão sobre os 
dentes. 
➢ Onde tem: braço de oposição, conector 
menor e placa proximal deve-se fazer um 
plano guia. 
SISTEMA DE CONEXÃO 
➢ Sistema de união e barras. 
o Direta ou indiretamente vai unir os 
componentes. 
➢ Conectores maiores: 
➢ É a unidade da prótese removível que uno 
as partes da prótese colocada num dos 
lados das arcadas com aqueles do outro. 
É aquela parte da prótese removível a 
que seus componentes estão direta ou 
indiretamente ligados. 
o Além de unir vai dar suporte 
também, porém só no superior. 
➢ Requisitos fundamentais pra o conector 
maior: 
➢ Rigidez: 
➢ Os conectores devem ser rígidos de 
modo que as forças aplicadas sobre 
qualquer parte da prótese possam ser 
efetivamente distribuídas sobre todas as 
estruturas. 
➢ Passividade: 
➢ Essa condição deve ocorrer 
independentemente de o conector maior 
apresentar uma situação de contato ou 
de alívio com a mucosa alveolar. 
➢ Comodidade: 
➢ O conector maior deve ser confeccionado 
de forma achatada e percorrer regiões 
que não interfiram com a fonética, 
estética, mastigação e deglutição dos 
alimentos. 
➢ Fatores a serem observados para 
escolha dos conectores: 
o Presença ou não de torús palatino. 
o Necessidade de estabilização de 
dentes com mobilidade. 
o Necessidade de substituição dos 
dentes anteriores. 
o Necessidade de retenção indireta. 
o Considerações fonéticas. 
o Atitude mental do paciente. 
➢ Conectores maiores para PPR: 
➢ Superiores: 
➢ Barra palatina simples: 
o Anterior. 
o Média. 
o Posterior. 
➢ Cinta plana. 
➢ Barra palatina dupla. 
➢ Barra palatina U. 
➢ Placa palatina Total: 
o Metálica ou plástica. 
➢ Localizações: 
➢ As bordas gengivais de conector maior da 
maxila devem ser localizadas, no mínimo 
a 6mm de distância da margem gengival. 
➢ Devem ser localizados margeando a 
curvatura média da arcada. 
o Rafe palatina. 
➢ Devem ser estar localizados em área de 
osso basal como forma de área de 
suporte primário sempre que possível. 
o Área média e posterior do palato. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 10 
 
o Área anterior tem mucosa 
gengival. 
➢ Devem ser localizados mais posterior 
possível para evitar com isso 
interferência com a língua na área das 
rugosidades palatinas. 
➢ Sua limitação posterior deve dicar pouco 
áquem do limite palato duro-mole. 
o Metade do segundo molar é o 
limite. 
➢ Inferiores: 
➢ Barra lingual. 
o Forma de meio pera. 
➢ Barra lingual dupla. 
➢ Placa lingual. 
➢ Barra vestibular. 
➢ O que é que vai definir qual vai utilizar é a 
moldagem, para saber qual a altura da 
vertente lingual. 
o Para prover arigidez adequada. 
o Moldar muito bem o assoalho 
bucal. 
o Sempre individualizar as 
moldeiras. 
➢ Localização: 
➢ Da cervical do dente até fundo de sulco, 
se der 10 mm pode se utilizar a barra 
lingual. 
o Tem que ficar 3 mm de distância 
entre papila e barra e barra e 
fundo de sulco, ou seja, a barra 
tem que ter no mínimo 4 mm. 
➢ Conectores menores: 
➢ Parte que une o grampo às malhas da 
sela e/ou aos conectores maiores. 
➢ Funções: 
➢ Unir as barras e as selas aos retentores 
diretos ou indiretos. 
➢ Guiar a prótese contra proximais, no 
momento de sua inserção e remoção. 
➢ Servir como via de transmissão das 
cargas oclusais, resultante da 
mastigação aos dentes suportes, por 
maio dos apoios, e da fibromucosa por 
meio das selas. 
➢ Estabilização de dentes remanescentes 
com ou sem mobilidade. 
SISTEMA DE SELAS E DENTES 
ARTIFICIAIS 
➢ As selas que ficam sobre a fibromucosa 
vão dar suporte. 
➢ É o elemento da PPR que vai preencher o 
espaço protético reconstruindo 
funcionalmente, esteticamente, os tecidos 
ósseos e mucoso alterados pela perda de 
dentes e servindo ainda com base. 
➢ Relacionamento da sela com a 
fibromucosa: 
o Passivo, não transmite força. 
o Ativo, transmite força. 
➢ Em casos dentossuportados, a sela tem 
função de: 
o Preenchimento. 
o Evita impactação alimentar. 
o Evita injúria e desconforto. 
o Favorece a estética e fonética. 
o Não vai transmitir forças, quem 
transmite forças são os apoios, 
logo tem relacionamento passivo. 
➢ Em casos de extremidades livre: 
o Vai possuir as mesmas funções. 
o Na área desdentada vai realizar 
transmissão de força mastigatório 
conjunta com os apoios, logo tem 
relacionamento ativo. 
o Ou duplo suporte. 
o Contato não deve ser excessivo. 
➢ Moldagem funcional é obrigatório nesses 
casos. 
➢ Dentes artificiais, são os elementos 
protéticos que substituem os naturais. 
➢ Devolvem estética e funções 
mastigatórias. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 11 
 
➢ Funções: 
o Transmissão de cargas, suporte, 
estética e fonética, manter 
estabilidade oclusal através dos 
dentes artificiais, união e 
preenchimento. 
PRINCIPIOS BIOMECÂMICOS DA PPR 
➢ As estruturas de suporte da PPR, os 
dentes de suporte e rebordo 
remanescente, são coisas vidas e estão 
sujeitos a movimentação/reabsorção. 
➢ Em grande parte, as forças resultantes 
de uma PPR podem ser amplamente 
distribuídas, direcionadas e minimizar, 
pela seleção, pelo desenho e localização 
dos componentes da PPR e pelo 
desenvolvimento de uma oclusão 
harmônica. 
o Somente em Cl III que consegue 
minimizar por completo. 
➢ Na engenharia existe várias forças, na 
PPR trabalhamos com 2: as alavancas e 
os planos inclinados. 
➢ Alavancas: 
➢ É comparada com uma gangorra. 
➢ Inter resistente, uma força sobre uma 
barra, em ambos os lados vão ter forças 
para anular a força central, ou seja, não 
vai ter fulcro de força, não tem rotação. 
o Em todos os casos 
dentossuportados se tem esse tipo 
de alavanca inter resistente. 
➢ Inter potente, se tem uma força maior de 
um lado que outro, a resistência é 
pequena em relação à força, ou seja, 
nesse caso vai ter presença de fulcro, vai 
ter rotação. 
o Em todos os casos de 
extremidades livres se tem esse 
fulcro, Cl I, II e IV extensas. 
o Vão possuir 2 classes. 
➢ Vias de forma mastigatória é na área 
desdentada. O fulcro vai ser no apoio. A 
resistência vai ser nosso braço de 
retenção. 
➢ Potente de primeira classe: vai ter apoio 
entre área desdentada. 
➢ Apoio próximo ao espaço protético: 
primeira classe. 
➢ Apoio longe do espaço protético: segunda 
classe. 
o Aqui a força vai ser menos 
deletéria aos sistemas. 
o Essa é a regra do apoio. 
➢ Posição do braço de retenção, ficar o 
mais próximo do fulcro dentário, no limite 
entre terço médio e cervical. 
➢ A fibromucosa também recebe força 
mastigatória. 
o Tem que estar bem assentada a 
base da sela, ou seja, cobrir toda a 
área chapeável. 
o Extensão posterior inferior é ir até 
a papila piriforme, região 
retromolar. Ficar 1 a 3 mm do 
fundo de sulco. 
➢ Quanto maior o número de dentes 
artificiais presente na sela, maior será a 
carga recebida e, consequentemente vai 
gerar mais carga mastigatória para 
fibromucosa e osso. 
o Vai causar muito mais reabsorção. 
o É melhor então sepultar os últimos 
dentes sem antagonista. 
➢ Planos inclinados: 
➢ O plano guia é a eliminação dos planos 
inclinados. 
o Desgastar na coroa dentária para 
receber estruturas rígidas e 
eliminar maior movimentação. 
➢ Acrescimento de resina para evidenciar 
cíngulos também é eliminação de planos 
inclinados. 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
 
FELIPE BERTÃO 12 
 
➢ Linha de fulcro: 
➢ Linha em que a rotação é observada. 
Passa sempre sobre os apoios e/ou 
rebordos. 
➢ Quem elimina a linha de fulcro são os 
retentores indiretos. 
o Canoa havaiana. 
➢ Os retentores indiretos tem que ficar 
perpendiculares à linha de fulcro. 
o Ideia de uma cadeira de 3 pernas. 
➢ Mas o ideal é fazer uma cadeira de 4 
pernas, abrir ao máximo a área de 
resistência. 
o Derivar. 
➢ Os melhores dentes para se colar um 
retentor indireto são os 1° molares e os 
caninos. Molares por ter maior área de 
contato e canino por ter maior raiz e osso 
envoltos. 
o Só que os caninos superiores as 
vezes não serão primeira opção 
pelo fato de ter guia canina. 
o Ai nos superiores vão ser usados 
os 1° prés molares. 
➢ Quem são? 
➢ O apoio indireto é o primeiro tipo de 
retentor indireto. 
➢ Apoio mais braço de oposição. 
➢ Moldagem funcional na área desdentada 
vai servir como retenção indireta. 
➢ Implantes também podem ser colocados 
em áreas desdentadas para servir como 
retentor indireto. 
PLANEJAMENTO EM PPR 
➢ Número de dentes remanescente, a 
distribuição desses. 
➢ Quantidade e qualidade de tecido ósseo o 
fibromucoso. 
➢ Presença ou não da rotação ou linhas de 
fulcros. 
o Eixo de rotação real. 
o Eixo de rotação virtual é que se 
consegue eliminar. 
➢ Antagonista. 
➢ Relações humanas. 
o A grande maioria dos pacientes 
que já chegam até nos com PPR, o 
planejamento em sua grande 
maioria está errado. Paciente as 
vezes não vão aceitar uma 
mudança grande do que já está 
acostumado. 
➢ Retenção, suporte e estabilidade. 
➢ Fracassos da PPR: 
➢ Planejamentos que não respeitam os 
princípios biomecânicos. 
➢ Não execução de etapas e sequencias 
adequadas de um plano de tratamento. 
➢ Controle e manutenção. 
➢ Ensino falho.

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