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AD1 HISTORIOGRAFIA CONTENPORÂNEA [ANTES DE P E B E USA M!]
ALUNO(A):CLEONICE MIGUEL
MATRÍCULA:152160902989
POLO:RESENDE
DATA:16/08/2017
 
“A SOBREVIVÊNCIA DE ELEMENTOS DE UMA HISTORIOGRAFIA MAIS TRADICIONAL NA OBRA DE MARC BLOCH”
REFERÊNCIA:
GOMES, Tiago de Melo. A força da tradição: a persistência do Antigo Regime historiográfico na obra de Marc Bloch. In: Varia Historia, Belo Horizonte, vol.22, n.36, 2006.
A PROPOSTA DO TRABALHO É BEM CLARA. DEVE CONTER AS CINCO ETAPAS. VOCÊ NÃO CUMPRIU ISSO! TRABALHO INCOMPLETO!! 
NOTA 50
1. Introdução : Tiago Melo Gomes fala do trabalho de Marc Bloch e argumenta que em sua obra A Sociedade feudal (1939)já próxima da segunda guerra mundial ,é possível verificar elementos que seriam associados a uma historiografia ligada ao antigo regime,mesmo sendo ele um dos fundadores da escola de Annales,a escola Francesa que renovou a historiografia.
TEMA?????
Nesse artigo ele aborda diversos autores de grande importância na historiografia mundial, entre eles podemos destacar:
· Lucien Febvre_ Um dos fundadores da escola dos Annales com Marc Bloch;
· Fernand Braudel_ da segunda geração da escola de Annales;
· Arno Mayer_ historiador americano especialista em História moderna,ao qual o autor retira a ideia central do texto,que é baseado em sua obra A Persistência do Antigo Regime , de 1981;
· Jacques Le Goff_da 3ª geração dos Annales”nova história;
· Jacques Revel_ historiador francês da 4ªgeração das Annales;
· Leopold Von Ranke: um dos maiores historiadores alemães do século XIX, e é frequentemente considerado como o pai da "História cientifica";
· Charles Seignonos [????] _ historiador Frances especializado na III República Francesa um dos líderes da escola metódica ,Seignobos é o autor de numerosos livros de história política que aplica o método histórico alemão. Ele e Charles-Victor Langlois são os autores da obra L’introduction aux études historiques, publicada em 1898. Nesta obra foram definidas as linhas do que seria chamado de método positivista, tais como o estudo em ordem cronológica, a exaltação de heróis nacionais e o uso de documentos oficiais como fundamental para a construção da história.
NÃO BEM ESSE O OBJETIVO DA INTERLOCUÇÃO! DEVE TRATAR COMO GOMES, AUTOR DO TEXTO, RELATA TAIS PENSADORES
Tiago [NÃO USE PRIMEIRO NOME EM TEXTO ACADÊMICO. NOME COMPLETO OU SOBRENOME] que é professor de teoria de história demonstra conhecedor e leitor desses autores consagrados da historiografia francesa,mas ao concorda com Mayer percebe-se que ele acredita que a historiografia vem se renovando e a escola de Annales apesar ter contribuído bastante para a formação de vários historiadores a historiografia se transformou_ ele explica que recentemente o cenário historiográfico se modificou,sem deixar de reconhecer o pioneirismo da escola de Annales,vários autores têm tentado complexificar o quadro que a ideia do ano de 1929 que marcava uma historiografia renovada.
Tese central :O artigo do autor Tiago Melo Gomes que tem como foco discutir a obra de um dos fundadores da escola Francesa de Annales ,Marc Bloch na sua obra A sociedade feudal,um livro de 1939, que traz elementos que ele mesmo como membro e fundador da escola ,não foi capaz de apagar por completo de sua obra elementos esses da historiografia tradicional ,que ele próprio criticou_“...por mais que se lembre do caráter renovador da obra do historiador , parece que o mesmo não se livrou por completo dos pressupostos de tradições anteriores,que eventualmente reapareciam em seu trabalho,mostrando a impossibilidade de um olhar evolucionista e linear para historiografia”_diz Tiago
Ao enfatizar o trabalho de Mayer ele argumenta que inúmeros elementos do antigo regime europeu sobreviveu nos anos de 1789 e 1848 e chegou ainda forte em1914,o livro de Mayer rebate as criticas de muitos historiadores que pregam evitar a linearidade e a teologia_ Se qualquer calouro de graduação em História está familiarizado com um discurso que prega a necessidade de evitar a linearidade e a teologia ,o fato é que na prática muitas vezas tal discurso não encontra contra partida no fazer história_ narra Tiago
A questão é que haviam outros historiadores simpáticos ou não da escola Francesa, que defendiam outras tendências ,não se pode dizer que o padrão da Annales seria o único, outras tendência se mostraram bastante interessantes,e não podemos despreza-la,o historiador deve buscar vários caminhos,não se pode aceitar apenas uma direção,deve-se aprofundar ,buscar inovações e não desprezar por completo aquela que foi o inicio da disciplina que hoje estamos a estudar _“ a visão apologética veiculada pelos membros dos Annales está longe de ser a única possível sobre o assunto”_diz Tiago,e pode-se constatar isso na obra de Marc,ao trazer para ela elementos da historiografia antiga enriquecendo sua obra,não há um só meio de se fazer história pode-se abraçar diversas vertentes desde o compromisso com a verdade do produto seja mantido.
O autor relata os importantes esforços para mostrar que a historiografia anterior não era a caricatura que o grupo Frances desenhou, lembra que a obra de Lucien Febvre continha elementos das tradições anteriores;casos de tradições nas obras de Marc Bloch os reis Taumaturgos,e A sociedade Feudal que mostra em seus primeiros capítulos elementos claros de permanência.Gomes ainda lembra que o maior nome da historiografia do século Leopold Von Ranke da um tratamento ao mesmo tema vendo no império Carolingio uma unificação romana-germânica,que originou “seis grandes povos que em três predominou o elemento romântico:no Frances,no espanhol e no italiano;em três o germânico:no inglês,no alemão e no escandinavo”_...para ambos autores tanto Bloch quanto Leopold acreditam que a Europa é fruto da fusão das heranças romanas e germânicas,sendo que March Bloch ao contar a história das invasões se transforma subitamente em um historiador muito próximo a seus tão criticados antecessores dando ênfase a história militar se sua visão estereotipada dos não europeus e completa que a obra de 1939 parecia saída de um livro de Leopold Von Ranke,destinando três capítulos dominados pela história política e militar claramente eurocêntrica_ diz o autor
A briga dos historiadores do Annales contra a historiografia clássica é mostrada no artigo de Tiago de Melo,ao relatar uma combate contra a histografia anterior dos membros da escola Francesa,ainda cita um texto de Le Golf onde o mesmo afirma que o texto de Seignonos e Langlois seria “um horror”,mas posta uma homenagens a eles afirmando que apesar de ter uma dívida com seus ilustres professores_ele afirma que seu dever é opor a eles quando julgar necessário,e que punha em prática a lição que os mesmos lhe ensinaram.Tiago aprova o ponto de vista de LeGolf pois acredita que a historiografia se desenvolve não através de bruscas rupturas ,mas da contradição entre diferentes pontos de vistas sendo frequente que a própria qualidade de um trabalho proponha novas questões cuja resolução leve à sua superação,o autor ainda diz que os maiores historiadores só puderam renovar a historiografia partindo do que seus antecessores realizaram e dialogando com suas produções com inclusões de muitas diferenças mas incorporando o que lhe parecia adequado_ conta Tiago
O autor termina por dizer que “ 1929 não marca o fim definitivo de toda historiografia anterior,nem o nascimento de padrões inteiramente novos a partir do zero,e que eventualmente elementos mais criticados pelos Annales podem ter surgido nas produções no grupo de seus fundadores”.
Conclusão:Nesse artigo podemos constatar que apesar das duras criticas da escola Francesa a historiografia tradicional,alguns de seus membros mais ilustres compuseram suas obras com elementos contidos na historiografia do antigo regime,o desejo de uma ruptura de 1929 quando a Annales que inicia uma renovação da historiografia não foi capaz de apagar por completo vestígios de uma historiografia clássica,até por que foi baseada nela que eles puderammontar uma nova visão historiográfica,os elementos presentes nas obras de autores renomados prova que a permanência ainda pode ter uma força expressiva para se contar a história,e ela não se desaparece por completo,esses vestígios mesmo criticados ainda podem dar um charme todo especial a uma obra,e isso não deve ser limitado,o que ensinou os Annales serve também para eles próprios,e a historiografia é capaz de se renovar constante mente pois o ato de se fazer história não pode ser uma coisa fechada e acabada e sim uma renovação constante. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_dos_Annales
http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2013/11/a-escola-dos-annales-legados.html
http://www.cafehistoria.com.br/

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