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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - UERN Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia - CAMEAM Curso de Administração - CAD George Oliveira de Sousa RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO A LIDERANÇA NA GERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE NOVOS TALENTOS: O CASO DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS DE PAU DOS FERROS- RN PAU DOS FERROS - RN 2015 George Oliveira de Sousa A LIDERANÇA NA GERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE NOVOS TALENTOS: O CASO DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS DE PAU DOS FERROS- RN Relatório Final de Curso apresentado ao Curso de Administração/CAMEAM/UERN, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em administração. Professora Orientadora: Francisca Katiana da Silva Ferreira Área: Gestão de Pessoas PAU DOS FERROS - RN 2015 COMISSÃO DE ESTÁGIO Membros: _____________________________________________________________________ George Oliveira de Sousa Aluno _____________________________________________________________________ Francisca Katiana da Silva Ferreira Professora Orientadora _____________________________________________________________________ Israel Caldas Sobrinho Supervisor de Estágio _____________________________________________________________________ Wellington Ferreira de Mello Coordenador de Estágio Supervisionado George Oliveira de Sousa A LIDERANÇA NA GERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE NOVOS TALENTOS: O CASO DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS DE PAU DOS FERROS- RN Este Relatório Final de Curso foi julgado adequado para obtenção do título de BACHAREL EM ADMINISTRAÇÃO e aprovado em sua forma final pela Banca Examinadora designada pelo Curso de Administração/CAMEAM/UERN, Área:____________________________________________. Pau dos Ferros/RN, em _____ de __________________ de __________. BANCA EXAMINADORA Julgamento: _______ Assinatura: _______________________________________ Francisca Katiana da Silva Ferreira Orientadora – UERN Julgamento: _______ Assinatura: _______________________________________ João Batista Freitas Examinador – UERN Julgamento: _______ Assinatura: _______________________________________ Alana de Sousa Macambira Examinadora – UERN Dedico esse trabalho a Deus, a minha família e aos meus amigos, principalmente aos meus avós, Manuela Maria da Conceição e Francisco Alves de Azevedo, aos meus pais, Paulo Silveira de Sousa e Maria do Socorro de Oliveira Sousa e a todos meus irmãos. AGRADECIMENTOS Gostaria de começar agradecendo ao Deus, criador do universo, que me concedeu a vida e me deu forças para chegar a este momento, mesmo diante das lutas e dificuldades enfrentadas não me abandonou, mas permaneceu junto a mim, sem Ele eu não teria ido tão longe, não teria chegado aqui. A minha família: meus pais Paulo e Socorro, irmãos, Enéas, Patrícia, Débora e Rosário, avós Manuela e Francisco, tios, primos, sobrinhos, todos que me incentivaram a chegar nesse momento de vitória. Às igrejas do Ererê e Pereiro, que oraram por mim e me ajudaram nessa caminhada, com palavras, companheirismo, fraternidade, me motivando a seguir, mesmo quando tudo parecia impossível. A todos meus amigos que estiveram comigo: Paulo Gomes, Romário, Anneheyde, Leonardo, Allan John, Síria, Eluzai, Juvenal, Eurismar, Valdeci, Flávio, Nilson, Eliclecia, Fagner, Marcos Cesar, Cesar Júnior, Paulo Wigenes, Ismael, Moizes, Airton, Eliesio, Samuel, Ramon, Edmilson Rodrigues, João Mariano e tantos outros, que me ajudaram de maneira direta ou mesmo indireta, intercedendo a Deus por mim através de suas orações. A IEAD (Igreja Evangélica Assembleia de Deus) de pau dos ferros e ao Pr. Israel caldas por permitir e dar subsidio para que essa pesquisa fosse realizada. A todos meus professores Katiana Ferreira, Wellington Melo, Sidneia Maia, João Batista de Freitas, Edivaldo Rabelo, Michelle Okino, Sandra Paiva, Alexandre Wallace, Laecio da Cunha, Lindsay Lopes, Diana Cavalcante, Gledson Oliveira, Francisco Nascimento, Emanuella Suzy, Alberto Paashaus, Rainieri Luz, Pedro Davi, Joseanny Maia e Rinaldo Oliveira, que contribuíram no meu desenvolvimento, compartilhando de seus conhecimentos e sarnando minhas duvidas, me capacitando para esse momento tão esperado. Agradeço em especial a minha orientadora Francisca Katiana da Silva Ferreira, que foi tão importante para mim, auxiliando-me para novas ideias, estando sempre disponível para ajudar em minhas necessidades e acreditando no meu potencial, não me deixando jamais desistir, mas motivando-me a permanecer firme na busca desse objetivo tão sonhado. Enfim, agradeço a todos que fazem parte dessa história, ela só foi possível porque Deus, em sua imensa sabedoria, resolveu colocar pessoas tão especiais na minha vida. “Ninguém pode ser um grande líder, se não aprender a liderar a si mesmo. Ninguém pode transformar seus projetos em realidade, se ficar atordoado com as distâncias que tem de Percorrer.” (Auguto Cury) RESUMO O presente trabalho trata-se de um estudo sobre a importância da liderança, a ser realizado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, e quais são suas práticas no processo de geração de novos talentos. Pois um líder eficaz tende a desenvolver bons sucessores, contribuindo de forma direta para sua formação. Na finalidade de analisar a influência da liderança na geração de novos talentos, essa pesquisa buscou caracterizar o perfil sócio econômico dos líderes., checar como os líderes identificam novos talentos e as práticas utilizados para motivar e desenvolvê-los. A pesquisa realizada em relação aos fins é de cunho exploratório e descritivo quanto aos meios ela se enquadra como bibliográfica, estudo de caso e também de campo, realizada através de um questionário aplicado a uma amostra de 30 obreiros que fazem parte do universo de 62, cujos resultados foram analisados de forma descritiva, estatística, analítica e análise de conteúdo, sendo esse trabalho um estudo qualitativo-quantitativo. Chegou-se ao resultado, após a coleta e análise dos dados ser o estilo servidor o preferido dos líderes dessa organização, mas que também sofrem a influência de outras teorias, o mesmo execre o trabalho de observar, oferecer oportunidades, reconhecer aqueles que se diferenciam, ensinar, servir de modelo, propor desafios, motivar e incentivar, influenciando de forma direta na geração de talentos, a liderança servidora é a preferida pelos gestores dessa organização, porém algumas outras também têm a sua influência, como é o caso da transformadora. Conseguem descobrir pessoas talentosas observando, cedendo oportunidades, verificando a colaboração nos trabalhos e reconhecendo os já existentes, despertar, encorajando, motivando e incentivado, manter, reconhecendo, ofertando ensinamentos e gerando nos liderado o sentimento de poder contribuir para a organização e sentir-se importante. Palavras-Chave: Liderança; Talentos; Influência. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Abreviaturas PR - Pastor RN – Rio Grande do Norte CAMEAM – Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia UERN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Siglas IEAD – Igreja Evangélica Assembleia de Deus CEMADERN - Convenção das Assembleias de Deus do Rio Grande do Norte IEADERN - Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figuras Figuradas metas. Robbins (2005) enfatiza a existência de cinco características pessoais dos líderes carismáticos as quais servem para diferenciá-los dos demais. São elas: Visão e articulação, risco pessoal, sensibilidade ao ambiente, sensibilidade para as necessidades dos seus liderados e comportamento não convencional. Essas características podem ser melhores entendidas no quadro 1. Quadro 1 – Características dos Líderes Carismáticos Fonte – Adaptado de Robbins (2005). O líder carismático incentiva seus seguidores a superarem seus limites dando-lhes uma nova visão, aumentando seu comprometimento em relação a suas metas, dando-lhes o exemplo e não apenas meras palavras. Segundo Jackson e Parry (2010, p. 58 - 59), A liderança carismática tem este efeito por exaltar o autoconceito dos seguidores. Em especial, a liderança carismática gera maior autoestima e auto avaliação, crescente eficiência individual e eficiência coletiva, identificação pessoal com o líder, identificação com 37 um grupo social prestigiado e distintivo, e a internalização dos valores do líder. Claramente, o carisma é um complexo fenômeno psicossocial. Além disso, tem também o fato do carisma apelar junto às emoções humanas do colaborares, o eu acaba por facilitar a ligação com o líder. Segundo Ronald Deluga apud Maximiano (2004) o carisma não é a única, mas é a mais importante condição para o surgimento de um líder carismático. Esse por sua vez pode mudar as pessoas que se encontram ao seu redor, despertando talentos adormecidos, ou mesmo descobrindo líderes que se encontram presos no anonimato e não recebem a devida oportunidade para demonstrar seu devido potencial. 2.5.2 Liderança transformacional. Este tipo de líderes de acordo com Robbins (2005), são também carismáticos, além de por diversas vezes serem confundidos com líderes transacionais, que de acordo com Robbins (2005, p.285), “Esse tipo de líder conduz ou motiva seus seguidores na direção das metas estabelecidas por meio do esclarecimento dos papéis e das exigências das tarefas”. Maximiano (2004) chega a afirmar que esse tipo de líder é aquele “que apela aos interesses, especialmente às necessidades primárias, dos seguidores”, usando de recompensas ou ameaças para se alcançar metas a ele impostas. Já o líder transformador conforme Maximiano (2004, p. 326), “é capaz de incentivar os seguidores a superar seu desempenho passado e seu interesse pessoal, criando um sentido de comprometimento em relação aos objetivos”. Como pode ser percebido ele não pensa de forma individual tendendo a beneficiar-se com isso, também não apenas realiza uma troca com os subordinados onde eles dariam o seu trabalho, dedicação e tempo e seriam recompensados com recompensas por isso, ou seriam punidos se não o fizessem, este tipo de líder se preocupa com a organização e com o seu grupo de trabalho. 38 Quadro 2 – Características dos líderes transacionai e transformacionais Fonte – Adaptado de Robbins(2005). Segundo Robbins (2005, p. 285 - 286), As lideranças transacionais e as transformacionais não devem ser vistas como abordagens opostas para se fazer com que as coisas sejam realizadas. A liderança transformacional é construída em cima da liderança transacional – ela produz nos liderados níveis de esforço e de desempenho que vão além daqueles obtidos apenas na abordagem transacional. Além disso a liderança transformacional é mais do que carisma. O líder puramente carismático pode quer que seus liderados adotem a visão de mundo carismática, e param por aí. O lidera transformacional tenta inculcar em seus seguidores a capacidade de questionar não apenas as visões já estabelecidas, mas até aquelas colocadas pelo próprio líder. Dessa forma a liderança transformacional complementa a transacional na busca pelo alcance dos objetivos, mas conseguindo com que as pessoas consigam de maneira satisfatória, se esforçar mais e desempenharem melhor suas tarefas, isso pelo fato do líder demonstrar uma maior dedicação as necessidades pessoais de seus liderados, sabendo ouvi-los, isso demostra carisma, mas esse estilo de liderança vai além, ela produz a capacidade de questionar visões até mesmo do líder. Avolio, Waldman e Yammarino (1991 apud Luz, 2011, p.28), citam quatro comportamentos primários presentes no líder transformacional: 1 influência idealizadora (ou influência carismática) – é o elemento carismático da liderança transformadora, na qual líderes se tornam modelos que são admirados, respeitados e imitados por seguidores. Os seguidores possuem alto grau de confiança em seus líderes. O desenvolvimento de uma visão compartilhada é o componente principal da idealização, manifestada pela aceitação da inspiração através do alinhamento de valores pessoais; 2 motivação inspiradora – os líderes transformacionais inspiram e motivam outros, providenciando significado e desafio para os seguidores; 3 estímulo intelectual – os líderes transformacionais estimulam o esforço pela busca da inovação e criatividade. Esses líderes solicitam ideias e soluções criativas aos seus seguidores, incluindo, assim, os seguidores na resolução de problemas; Líder Transacional • Recompensa contigente: negocia a troca de recompensas por esforço, promete recompensa pelo bom desenpenho, reconhece as conquistas. • Administração por exceção (ativa): procura e observa desvios das regras e padrões, tomando as atitudes corretivas necessárias. • Administração por exceção passiva: intervém apenas quando os padrões não são alcançados. • Laissez-faire: abdica das responsabilidades, evita a tomada de decisões. Líder Transformacional • Carisma: oferece uma visão e o sentido da missão, estimula o orgulho, ganha o respeito e a confiança. • Inspiração: comunica suas altas expectativas, utiliza síbolos para focar os esforços, expressa propósitos importantes de maneira simplies. • Estimulo intelectual: promove a inteligêcia, a racionalidade e a cuidadosa resolução de problemas. • consideração individualizada: dá atenção personalizada, trata cada funcionário individualmente, aconselha, orienta. 39 4 consideração individualizada – distribuição de atenção pessoal aos seguidores baseada nas necessidades individuais para realização e crescimento. Esse líder reconhece as diferenças individuais em termos de necessidades e desejos, e através de uma escuta eficaz promove a comunicação entre ele e seu seguidor. Robbins (2005) deixa clara a preocupação dessa liderança com seus liderados, enxergando os medos e necessidades, influenciando no ponto de vista, transformando-o, chegando ao ponto de inspirar e motivar seus subordinados a darem o máximo de si pelo bem comum, ou seja são capazes de extrair o melhor das pessoas chegando a despertar nelas talentos e aptidões adormecidas e até mesmo desconhecidas. 2.5.3 – Liderança servidora Essa temática ganhou repercussão quando fora introduzida por Greenleaf (1977 apud Luz 2011), o qual definiu líder servidor como aquele que serve primeiro. E vem se proliferando com o passar dos anos, repercutindo nas organizações modernas devido à globalização tendendo a continuar em ascensão. No entanto conforme afirma Luz (2011), essa temática no Brasil ainda é pouco conhecida, e como consequência pouco estudada. O que se tem são estudos voltados a liderança transformadora. Greenleaf (1977, p.27 apud Luz 2011, p.32) define: O líder servidor é aquele que serve primeiro [...]. Isso inicia com o sentimento natural de querer servir, de servir primeiro. A escolha consciente inspira o líder. O líder servo é nitidamente diferente daquele que é um líder primeiro, talvez por possessões materiais. Para tal, vai ser uma escolha posterior a servir – depois que a liderança é estabelecida. O que busca a liderança primeiramente e o que procura o servirprimeiro são dois tipos extremos. Entre eles existem sombras e misturas que fazem parte da variedade infinita do ser humano. Esse tipo de liderança tem como foco as pessoas, ganhando maior visibilidade nas organizações sem fins lucrativos, se destacando pelo serviço dos lideres aos seus subordinados, ou seja, o líder não apenas dar ordens, ou delega poderes e tarefas, ele serve seus liderados buscando proporcionar um maior bem estar comunitário, dessa forma pode-se afirmar que o mesmo é um modelo para sua equipe, sendo a humidade uma característica que se destaca nos líderes servidores. Serra (2006, p.25) afirma ser este estilo de liderança, “aquela humana, afetiva, espiritualizada, que recomenda ao gestor colocar-se no lugar do outro” De acordo com Hill (2012, p.130), “o conceito de liderança servidora tem como base não impor a autoridade, mas conquista-la através do exemplo”. Logo esse estilo não busca evidenciar a autoridade, mas a humildade, a qual fica comprovada por meio do exemplo, onde o líder invés de 40 simplesmente mandar, ele assume o papel de servo, servindo a organização, os clientes e inclusive seus subordinados, isso não significa perda de poder ou autoridade, mas uma preocupação maior com as pessoas, tonando as organizações mais orgânicas, conferindo vida às mesmas. Hill (2012, p.130) recomenda, “não imponha a sua autoridade como líder, mas, deixe que os outros percebam que você é”. As pessoas notão a liderança através das atitudes, o líder confiante não precisa falar repetidas vezes que o é, mas as suas ações mostrarão ao demais quem ele é assim elas o aceitarão e o seguirão, pois estarão sendo impactadas pelo seu modelo e criando dentro de si o desejo de segui-lo. Tal estilo de liderança acaba sendo bastante similar com o transformacional, sendo necessário diferenciá-los, para isso (Stone, Russell e Patterson, 2004 apud Luz, 2011), é preciso observar mais que as características que as definem, é preciso observar o foco do líder. Para diferenciá-las Russell e Stone (2002 apud Luz 2011, p.) criaram um molde prático de liderança servidora, abordando nove atributos funcionais e onze atributos anexos. Sendo os atributos funcionais as características efetivas do líder servo, identificáveis por acionarem a responsabilidade da liderança. Já os atributos anexos, são outras características identificáveis nessas lideranças. Em seguida os autores relacionaram os atributos presentes na liderança transformadora, fazendo uma comparação entre os atributos de ambas, para assim acharem as diferenças entre a liderança transformadora e a servidora. Conforme pode ser observado nos quadros abaixo. Quadro 3 – Atributos da liderança servidora. Atributos funcionais Atributos anexos Visão Honestidade, Integridade Confiança Serviço Modelo Pioneirismo Apreciar a outros Delegar autoridade Comunicação Credibilidade Competência Mordomia Visibilidade Influência Persuasão Ação de ouvir Encorajar Ensinar Delegação Fonte – Adaptado de Stone, Russell e Patterson (2004, p. 353. Apud Luz 2011 p. 35). Após apresentar os atributos da liderança servidora no quadro 3, o quadro 4, traz os referente a transformacional. 41 Quadro 4 – Atributos da liderança transformacional. Atributos funcionais Atributos anexos 1 – Influência transformadora/carisma 2 – Motivação inspiracional 3 – Estímulo intelectual 4 – Consideração individualizada Visão Confiança Respeito Partilha de riscos Integridade Modelo Comprometimento com metas Comunicação Entusiasmo Racionalidade Solução de problemas Atenção pessoal Mentoriamento Ação de escutar Delegação de autoridade Fonte – Adaptado de Stone, Russell e Patterson (2004, p. 353. Apud Luz 2011 p. 36). O quadro 5 traz uma comparação entre esses dois estilo relacionando suas similaridade e diferenças, destacando em negrito os atributos funcionais de cada teoria. Quadro 5 – Atributos de liderança transformadora e servidora Atributos da liderança transformacional Atributos da liderança servidora Influência transformadora/carisma Visão Confiança Respeito Partilha de riscos Integridade Modelo Motivação inspiracional Comprometimento com metas Comunicação Entusiasmo Estímulo intelectual Racionalidade Solução de problemas Consideração individualizada Atenção pessoal Mentoriar Ação de escutar Delegação de autoridade Influência Visão Confiança Credibilidade e competência Delegação Honestidade, Integridade Modelo Visibilidade Serviço Mordomia Comunicação Persuasão Pioneirismo Apreciar a outros Encorajamento Ensino Ação de ouvir Delegar autoridade Fonte – Adaptado de Stone, Russell e Patterson (2004, p. 353. Apud Luz 2011 p. 36). Percebe-se a analisando o quadro acima que suas características são bastante similares, no entanto, algumas se destacam na servidora e outras na transformadora. 42 Como interpretação ao quadro acima, os autores, Stone, Russell e Patterson (2004, p. 349. Apud Luz 2011 p. 37), o interpretam da seguinte maneira: O artigo examina primeiro o quadro teórico, as características e o foco de ambas lideranças, a transformadora e servidora, para determinar quais similaridades e diferenças existem entre os dois conceitos de liderança. Posteriormente o artigo diferencia os conceitos junto com a dimensão de foco do líder. A primeira premissa é que a liderança transformadora tende a focar-se mais nos objetivos organizacionais enquanto o líder servo foca mais nas pessoas que são seus seguidores. Essa tendência do líder servo focar mais nos seguidores aparece para ser o primeiro fator que distingue a liderança servidora da liderança transformadora. Por outro lado, existem muitas similaridades entre os dois conceitos de liderança. A compreensão clara de ambos os quadros ajuda a revelar as muitas similaridades e as distinções acima citadas. Apesar de suas singularidades as lideranças, servidora e transformadora, conforme destaca Russel e Stone (2002 apud Luz 2011), exibem pontos de distinção. Como por exemplo, uma ênfase muito maior em cima do serviço a favor dos seguidores na liderança servidora e, embora ambos os líderes sejam influentes, o servidor ganha influência de uma forma não tradicional, pois derivada da própria serventia. E agindo desta forma, comentam Stone, Russell e Patterson (2004 apud Luz 2011), concede liberdade para que os seguidores exercitem seus dons. Fazendo também com que aja muito mais confiança em seus seguidores do que em qualquer estilo de liderança que exija que o líder seja mais diretivo. Os autores Stone, Russell e Patterson (2004 apud Luz 2011) afirmam que, apesar das muitas semelhanças, o que de fato as distingue é o foco do líder, que no caso da liderança servidora é servir os seguidores, enquanto na liderança transformadora é envolver os seguidores para engajá-los. Dessa forma o servidor tem seu foco muito mais voltado para as pessoas e suas necessidades que o transformador, o qual busca engajar seus seguidores aos objetivos da organização para alcançá-los, dando assim uma maior importância a organização e seus objetivos. 2.6 – Talentos Nos dias atuais não basta a empresa possuir um grande capital financeiro ou dispor de ampla tecnologia se não houver um bom capital humano e intelectual, esse deve ser o diferencial da organização. Para se diferenciarem as organizações precisam gerir e desenvolver talentos. Mas o que seriam esses talentos? De fato esse termo é de difícil definição, mas com uma boa pesquisa pode-se encontrar alguns autores que tratam sobre o assunto. Michaels, Hanfield-Jones e Axelrod apud Madeira (2013, p.14) , definem o talento como sendo um “conjunto de habilidades de uma pessoa – os seus dons, habilidades, conhecimento, 43 experiência, inteligência, discernimento, atitude, carácter, e impulsosinatos e também inclui a sua capacidade de aprender e desenvolver-se”. Dessa forma talento está ligado às capacidades inatas, as capacidades adquiridas, as competências, ao comprometimento e ao potencial de desenvolvimento. Já para Câmara apud Madeira (2013) o talento interage com a visão, paixão e ação. Essa interação permite ao talento se antecipar aos fatos através da visão, prevendo onde poderá chegar e como fazê-lo. Já a paixão está relacionada ao compromisso, a motivação que demonstra nos exercício de suas funções. E por ultimo a ação está relacionada ao conjunto de ferramentas que o trabalhador utiliza no exercício de sua função. Para Ulrich (2006) apud Walker e Ferreira, um talento pode ser reconhecido por três aspectos, que são: contribuição, competência e comprometimento. Competência significa que o individuo tem habilidades, valores e conhecimento para a realização de atividades. Comprometimento está relacionado ao foco na responsabilidade exercida investindo no sucesso organizacional. E a contribuição está relacionada ao investimento real através do trabalho para a empresa. Ulrich (2006) apud Walker e Ferreira (2012, p. 44) afirma que a “competência está relacionada com a cabeça (ser capaz), comprometimento com as mãos (estar presente) e contribuição com o coração (ser parte, fazer a diferença)”. Talento pode ser visto também como uma soma de habilidades, inteligências, atitudes, caráter, dons, enfim as inúmeras qualidades distintas e, dificilmente encontradas em um único individuo, mas que faz quem as tem, possuir um brilho distinto, que acaba por atrair pessoas, as quais facilmente passam a admirá-lo. 44 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Este capítulo tem por objetivo expor os métodos e técnicas utilizados durante o desenvolvimento deste trabalho. Conforme Vergara (2007, p. 14), “método é um caminho, uma forma, uma lógica de pensamento. E as técnicas são o modo como esse caminho será percorrido, ou seja, a escolha da melhor maneira de desenvolver esse método”. Sendo assim este capítulo mostrará a melhor maneira de como a pesquisa foi conduzida, para chegar ao resultado pretendido. 3.1 - Tipo de pesquisa Segundo Gil (2008, p. 26) “Pode-se definir pesquisa como o processo formal de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”, Vergara (2007) diz que a pesquisa pode ser classificada quanto aos meios e os fins. Quanto aos fins, ela pode ser exploratória; descritiva; explicativa; metodológica; aplicada e intervencionista. Já quanto aos meios, ela pode ser pesquisa de campo; pesquisa de laboratório; documental; bibliográfica; experimental; ex post facto; participante; pesquisa-ação e estudo de caso. Gil (2010, p.27,28) ainda classifica a pesquisa quanto aos objetivos em: exploratória, explicativa e descritiva. 45 Quadro 6 – Tipos de pesquisa quanto ao seu objetivo. Fonte: elaborado pelo autor a partir de GIL, 2002. Tendo como base vergara, essa pesquisa em relação aos fins será exploratória, pois abordará uma área nunca anteriormente abordada na empresa, apesar de já ser um tema bastante conhecido. E ao mesmo tempo descritiva, por tentar descrever a influência exercida pelas lideranças na geração e manutenção de talentos na Igreja Assembleias de Deus de Pau dos Ferros. Em relação aos meios essa pesquisa pode ser classificada como bibliográfica, por fazer um levantamento de referências teóricas já analisadas e publicadas por meios escritos e eletrônicos como livros, artigos científicos, paginas de web sites, relativos à liderança e também ao tema talentos. De acordo com Pereira (2007, p.69), Pesquisa bibliográfica é aquela desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros, artigos científicos, tese, dissertações, manuais, normas técnicas, revisões, trabalhos de congresso, abstracts, índices e bibliografias, meios audiovisuais. Inclui também outras formas de publicação, tais como: relatórios técnicos, científicos, leis, contratos, pareceres, entre outros. Segundo Vergara (2007, p. 48), esse tipo de pesquisa “fornece instrumental analítico para qualquer tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si mesma”. Essa pesquisa também é classificada como um estudo de caso, por se tratar de um tema investigado por meio de um conjunto de ações desenvolvidas. Conforme Pereira (2007, p.720), “o estudo de caso ocorre quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetivos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento”. Descritiva • As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática. Explicativa • Têm como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, pois explica a razão, o porquê das coisas. É o tipo mais complexo e delicado, já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente Exploratória • Estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado. 46 E por ultimo ela é também um estudo de campo, conforme vergara (2007, p.47), “pesquisa de campo é uma investigação empírica realizada onde ocorre ou ocorreu o fenômeno ou que dispõe de elementos para explica-lo”. Em relação à natureza da pesquisa ela será mista, a união de qualitativa e quantitativa que, conforme Santos e Candeloro (2006, p. 71-72) são definidas da seguinte forma: A pesquisa da natureza qualitativa é aquela que permite que o acadêmico levante dados subjetivos, bem como outros níveis de consciência da população estudada, a partir de depoimentos dos entrevistados, ou seja, informações pertinentes ao universo a ser investigado, que leve em conta a ideia de processo, de visão sistêmica, de significações e de contexto cultural. [...] A pesquisa de natureza quantitativa é a que tem objetivo de mensurar algumas variáveis, transformando os dados alcançados, em ilustrações como tabelas, quadros, gráficos ou figuras. Seguindo as definições acima, a natureza desta pesquisa será de forma quanti-qualitativa, qualitativa por buscar conhecer e colher informações de como a liderança influencia no processo de geração de talentos na Igreja, como os líderes se comportam e quais as reações de seus colaboradores, e quantitativa pelo fato de que a mesma pode ser traduzida em números, opiniões e informações que possibilitam a classificação e a análise dos dados através de uma análise estatística. 3.2 Universo e amostra Segundo Marconi e Lakatos (2003, p. 223), [...] universo ou população é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum. [...] A delimitação do universo consiste em explicitar que pessoas ou coisas, fenômenos, etc. serão pesquisados, enumerando suas características comuns [...]”. Com relação à amostra Gil (2008 p. 90) a conceitua como: “subconjunto do universo ou da população, por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou população. Dessa forma o universodessa pesquisa é composto pelos 62 (sessenta e dois) obreiros que fazem parte do ministério da organização em estudo, e a amostra por 30 (trinta) componentes do universo deste projeto, caracterizando-se como uma pesquisa amostral: na qual apenas parte (representativa) da população é investigada. Com relação à amostra Vergara (2007) diz que existem dois tipos de amostra: probabilística, baseada em procedimentos estatísticos, e não probabilística. Da amostra probabilística são aqui destacadas a aleatória simples, a estratificada e a por conglomerado. Da amostra não probabilística destacam-se aquelas selecionadas por acessibilidade e por tipicidade. 47 Dessa forma esse trabalho se utilizará de uma amostragem probabilística aleatória simples, pois todos tiveram igual probabilidade de pertencer a amostra e todas as possíveis amostras tiveram iguais chances de ocorrer. Para o cálculo da amostra foi utilizado como ferramenta à calculadora amostral on-line, usando a seguinte formula conforme (SANTOS): n = N . Z². p . (1 – p) . Z² . p . (1 – p) + e² . (N – 1) Onde: n - amostra calculada; N – população; Z - variável normal padronizada associada ao nível de confiança; p - verdadeira probabilidade do evento; e - erro amostral. Através desses cálculos foi possível concluir que, para um universo com 62 obreiros exercendo cargos de liderança, considerando um erro amostral de 5%, com um percentual mínimo de 98% de colaboradores exercer algum tipo de liderança, para se obter resultados com um nível de confiança de 99% era necessário uma amostra de 29 indivíduos, valor similar ao usado nessa pesquisa que fora de 30 entrevistados. 3.3 Coleta de Dados Segundo Marconi e Lakatos (2003, p. 65) a coleta de dados é a “etapa da pesquisa em que se inicia a aplicação dos instrumentos elaborados e das técnicas selecionadas, a fim de se efetuar a coleta dos dados· previstos”. Exigindo do pesquisador atenção no registro dos dados, visando o tempo e os recursos disponíveis. Como instrumento mais viável e prático para esta pesquisa, foi elaborado um questionário com 29 perguntas, sendo estas claras e objetivas para melhor compreensão dos entrevistados. De acordo com Gil (2002, p. 114-115) “por questionário entende-se um conjunto de questões que são respondidas por escrito pelo pesquisado. [...] o questionário constitui o meio mais rápido e barato de obtenção de informações, além de não exigir treinamento de pessoal e garantir o anonimato”. 3.4 - Tratamento dos dados 48 Nessa etapa foram definidos como os dados colhidos seriam interpretados, se os mesmos fornecem as informações necessárias para alcançar os objetivos e responder o problema proposto pela pesquisa, segundo Vergara (2007, p. 59), Tratamento dos dados refere-se aquela seção na qual se explicita para o leitor como se pretende tratar os dados a coletar, justificando por que tal tratamento é adequado aos propósitos do projeto. Objetivos são alcançados com a coleta, o tratamento e, posteriormente, com a interpretação dos dados; portanto, não se deve esquecer de fazer a correlação entre objetivos e formas de atingi-los. Para os dados quantitativos, foi usada a estatística descritiva, conforme Cooper e Schindler (2003, p. 359), “o objetivo da análise estatística descritiva é desenvolver conhecimento suficiente para descrever um conjunto de dados, [...] a descoberta de valores mal codificados, dados faltantes e outros problemas no conjunto de dados é aumentada com a estatística descritiva”. Já para os qualitativos foi usada à análise de conteúdo, conforme (Richardson, 2008, p. 224). A análise de conteúdo é, particularmente, utilizada para estudar material de tipo qualitativo [...]. Portanto, deve-se fazer uma primeira leitura para organizar as ideias incluídas para, posteriormente, analisar os elementos e as regras que a determinam. [...] Trata-se de compreender melhor um discurso, de aprofundar suas caraterísticas (gramaticais, fonológicas, cognitivas, ideológicas etc.) e extrair os momentos mais importantes. Portanto, deve-se basear-se em teorias relevantes que sirvam de marco de explicação para as descobertas do pesquisador. Para isso foram utilizadas ferramentas do pacote microsoft office, como Excel e o Word e uma outra online: o Wordle. Por meio dos quais as informações obtidas através do questionário foram processadas, permitindo a construção de gráficos, tabelas e figuras, e a conversão dos seus dados em porcentagens. O que permitiu uma analise e dos resultados mais clara e objetiva. 49 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Neste capítulo, segundo Vergara (1998), são apresentados os resultados obtidos para cada uma das questões do questionário aplicado. É aqui, onde os dados colhidos por meio do questionário serão expostos e analisados através de gráficos, tabelas e figuras, de forma breve e individualizados para uma melhor compreensão da realidade da instituição em estudo e responder aos objetivos propostos no deste trabalho. Os gráficos a serem apresentados logo abaixo tratam primeiro, de mostrar qual o perfil dos entrevistados, em questões como gênero, estado civil, faixa etária e dentre outro que podem ser observados a seguir. Gráfico 1 – Gênero Fonte – Dados da pesquisa (2015). No Gráfico 1, pode-se observar, analizando a categoria gênero que todos os comperadores que participaram da pesquisa (30) são do sexo masculino, representando a amostra total, dessa forma o grafico acima deixa claro ser a liderança de totalidade masculina na instituição. 100% 0% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% Masculino Feminino Sexo 50 Gráfico 2 – Estado civil Fonte – Dados da pesquisa (2015) Percebe-se que maioria dos entrevistados conforme o Gráfico 2 são casados, representando uma população total de 93% da amostra, enquanto apenas 7% são solteiros, essa grande maioria de casados pode ser explicada pelo fato de se tratar de uma Igreja evangélica, a qual tem como seu livro doutrinário a Bíblia sagrada, que deixa claro em (1 Timóteo 3:2), “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”, o texto acima deixa claro a necessidade do casamento para os “Bispos”, para exercer os principais cargos de liderança na igreja o matrimônio é obrigatório. Gráfico 3 – Faixa etária Fonte – Dados da pesquisa (2015) Bispo: Palavra que significa superintendente. Antes de se referir a um padre ou pastor, era empregada para falar de um ajudante dos encarregados do templo. 7% 93% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Solteiro Casado Viúvo Divorciado estado civil 7% 7% 17% 23% 47% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% 15 a 21 anos 22 a 27 anos 28 a 33 anos 34 a 40 anos Mais de 40 anos Faixa etária https://www.bibliaonline.com.br/acf/1tm/3/2 51 O Gráfico 3 traz a análise da categoria faixa etária, na qual observa-se que a maioria, 47% dos pesquisados possuem mais de 40 anos de idade, logo após está o intervalo de 34 a 40 anos representando 23%, os demais espaços etários 28 a 33 corresponde a um percentual de 17%. Estes dados mostram que a população de obreiros está bem diversificada quanto a sua faixa etária, no entanto, tendendo a crescer percentualmente conforme a idade aumenta isso fica bem exemplificado no intervalo predominante, podendo ser interpretado como a necessidade de experiência, confiabilidade e até mesmo de conhecimento do líder maior, o pastor presidente aos seus liderados que por sua vez também passam a exercer liderança. Gráfico 4 – Tempo de membro. Fonte – Dados da pesquisa (2015). O Gráfico 4 diz respeito ao tempo quefaz parte da organização, demonstra que a maior parte do público alvo já está na mesma a mais de 4 anos representando 93% da amostra, os demais 7% já estão na igreja a um período de 3 a 4 anos. Isso como já citado anteriormente é explicado pelo fato da necessidade de experiência, confiabilidade e necessidade de conhecimento por parte do seu superior e reconhecimento por parte dos subordinados, esse processo demanda tempo para que sejam observados e escolhidos os novos obreiros, ou possam galgar degraus na hierarquia interna. 0% 0% 0% 7% 93% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1 mês a 1 ano 1 a 2 anos 2 a 3 anos 3 a 4 anos Mais de 4 anos Tempo que faz parte da igreja 52 Gráfico 5 – Nível de escolaridade Fonte – Dados da pesquisa (2015) No que se refere ao nível de escolaridade demostrado no Gráfico 5, onde fica evidenciado que 63% dos obreiros, a maioria possui o nível médio completo, os demais 17% possuem ensino superior completo 10% tem o ensino fundamental incompleto. Dessa forma esses líderes podem em sua maioria executar tarefas e aprender com aqueles com maior grau de instrução, os quais por sua vez estão aptos a contribuir com o demais com seu conhecimento acadêmico, teorias, metodologias e experiências. No entanto o nível médio não é satisfatório para pessoas que exercem liderança, pois esses necessitam do máximo de conhecimento para tomarem decisões que podem definir os rumos da organização. Gráfico 6 – Desempenha liderança na igreja. Fonte – Dados da pesquisa (2015). 10% 7% 0% 63% 0% 17% 3% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Fundamental incompleto Fundametal Médio incompleto Médio Superior incompleto Superior Outro Nível de escolaridade 3% 3% 27% 27% 40% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% Desenpenha liderança na igreja 53 O Gráfico 6 trata do desempenho de liderança na igreja confirma que todos os 100% desempenham algum tipo de liderança na igreja, com cargos bem diversificados, mas sendo em sua maioria 40% auxiliares, os demais são 27% presbíteros e apenas 3% pastores e evangelistas, isso contribui para a pesquisa pois assim todos estão aptos para contribuírem com seus conhecimentos e suas experiência, tonando o trabalho mais rico em informações, além de poder-se analisar as perspectivas de uma maneira bastante variada devido a presença de vários cargos que desempenham liderança distintos. Gráfico 7 – Tipos de líder. Fonte – Dados da pesquisa (2015) O Gráfico 7 diz respeito o modo como os líderes, talentos são ou foram influenciados, a maioria, 63% diz ser influenciado pelo exemplo de outros líderes, os demais 13% desenvolveu a liderança através das tarefas a eles confiadas, 10% através do relacionamento como outros líderes, 10% foram influenciados pelo ambiente e apenas 3% aprendeu com o tempo. Fica claro que o exemplo do líder, influencia na geração de novos líderes ou talentos, Maxwell e Dornan apud Luz (2011, p.43) consideram “o modelo o primeiro degrau no processo de influência, seguido respectivamente pela ação de motivar, mentoriar e multiplicar”. Dessa forma pode se afirmar que esse primeiro degrau tem sido atingido na igreja, já que aqueles que hoje exercem liderança foram influenciados pelo modelo de outros líderes. Como já citado anteriormente no referencial, tanto na liderança servidora quanto na transformacional o modelo do líder se destaca, dessa forma não se pode ainda definir qual o estilo de liderança é empregado, mas pode-se afirmar a existência de tendências maiores para essas duas teorias. 0 3% 0% 10% 10% 13% 63% 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 Nato Que aprendeu a liderar com o tempo Que aprendeu através de treinamentos Influenciado pelo ambiente Através do relacionamento com outros líderes Desenvolveu a liderança através de tarefas a si confiadas Influenciado pelo exemplo de outros líderes Que tipo de lider você se considera? 54 Gráfico 8 – Motivação a congregar na igreja. Fonte – Dados da pesquisa (2015). Motivação é um tema indispensável quando se fala de pessoas e liderança podendo ser a diferença entre o sucesso ou o fracasso. O Gráfico 8 trata dessa temática, onde diante da indagação se o entrevistado se sente motivado a congregar na igreja, 93% responderam que sim e apenas 7% que nem sempre estão motivados. Dessa forma é correto afirmar que a maior parte da mesma está motivada e conforme afirma Bergamini Apud Cruz (2005, p.02) “A motivação no trabalho leva os recursos humanos, além de buscarem satisfações pessoais, a realizarem os objetivos da organização”, dessa forma todos estão dispostos a contribuir e ver o sucesso da igreja, gerando uma menor preocupação com a concorrência e aumento o foco nas metas da instituição religiosa. Por outro lado existe certa preocupação com os 7% que nem sempre estão motivados, os quais poderão no futuro apresentar insatisfação e propagar uma imagem não muito satisfatória da organização em estudo, no entanto, isso depende das ações da liderança a qual também poderá no futuro conseguir 100% de satisfação. 93% 7% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Sim Nem Sempre Não Se sente motivado a congregar nessa igreja? 55 Gráfico 9 – Participação nos trabalhos. Fonte – Dados da pesquisa (2015). O Gráfico 9 trata sobre a participação nos trabalho onde 23% afirmaram participar te todos os trabalhos da igreja e 77% disse participar da maioria dos trabalho. Esses dados são bastante favoráveis, pois, comprovam a real motivação dos obreiros em contribuir com o crescimento da igreja, lembrando que essa instituição é pertencente ao terceiro setor e essas pessoas não são obrigadas a contribuírem com a mesma, mas o fazem de bom grado se dedicando e dando o seu melhor, em grande parte a liderança é responsável por isso, pois consegue manter seus liderados motivados e constantes nos trabalhos. 23% 77% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% Sim, todos Sim, a maioria Sim, alguns Não participa Participa de forma efetiva dos trabalhos? 56 Gráfico 10 – Sobre liderança. Fonte – Dados da pesquisa (2015). No Gráfico 10, os questionados poderiam responder até duas alternativas e foi o que fizeram, gerando o seguinte resultado, 85% das respostas à maioria foram que o líder deve servir, habilitando outras pessoas e ajudando-as a ser e fazer o melhor, pensando no bem comum, tornando-se um modelo a ser seguido e através do seu exemplo, motivar e influenciar outros, 43% concordaram que o líder motiva e desenvolve talentos em sua equipe através da delegação (distribuição) de poderes para a realização de tarefas, incentiva seus seguidores a superar seu desempenho criando comprometimento com os objetivos da organização, as demais respostas foram respectivamente 28% o líder estimula os sentimentos do grupo e acaba desenvolvendo uma relação de amizade, motivando os seguidores a realizarem as tarefas de uma forma mais satisfatória, par 18% a situação e o ambiente os influencia, 13% podem ser treinados para se tornarem líderes, 7% podem desenvolver traços de liderança e apenas 3% já nascem com traços de liderança. Fica claro e evidente como estilo de liderança mais almejado o do líder servidor, onde a maioria o escolheu como o seu favorito. Esse estilo de liderança procura habilitar os demais almejando que os 5% 7% 13% 18% 28% 43% 85% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% Líderes nascem com traços de liderança Podem desenvolver traços de liderança Podem ser treinados A situação e o ambiente influenciam O lider estimula sentimentos no grupo, desenvolvendo uma realação de amizade O líder motiva e desenvolve talentos em sua equipe através da delegação de poderes para a realização de tarefas, incentiva seus seguidores a superar seudesempenho criando comprometimento com os objetivos da organização Deve servir, habilitando outras pessoas e ajudando-as a ser e fazer o melhor, pensando no bem comum, tornando-se um modelo a ser seguido e através do seu exemplo, motivar e influênciar outros. Sobre liderança, você considera que: 57 mesmos descubram e alcance seu potencial, demostram uma maior preocupação com as pessoas, tomam decisões usando de informações compartilhada com o grupo, ouve seus subordinados interagindo com eles, são de bom caráter e usam do seu exemplo para incentivar, ensinar seus colaboradores estando sempre disposto a abdicar do seu cargo caso apareça alguém mais qualificado demostrando humildade, são verdadeiros servos da organização. Iniciando a parte qualitativa a Figura 7 traz uma nuvem de palavras, que segundo (Estatísca das Letras, Palvras e Períodos, 2015), É um recurso gráfico (usado principalmente na internet) para descrever os termos mais frequentes de um determinado texto. O tamanho da fonte em que a palavra é apresentada é uma função da frequência da palavra no texto: palavras mais frequentes são desenhadas em fontes de tamanho maior, palavras menos frequentes são desenhadas em fontes de tamanho menor. As palavras mais citadas pelos entrevistados, quando foram perguntados sobre as características essenciais em um líder, as quais foram agrupadas em variáveis, dentre as quais se destacam servo, cristianismo influência, líder, modelo dentre outras, como pode ser observado na mesma figura. Figura 7 – Nuvem de palavras. Fonte – Dados da pesquisa (2015). Essas variáveis, bem como sua frequência e porcentagem podem ser melhor observados na tabela abaixo, de forma a possibilitar uma melhor e mais precisa análise. 58 Tabela 1 – Características essenciais em um Líder. Variável Frequência Porcentagem Sentimental (Amor, carisma) 25 83% Motivação 19 63% Atenção as necessidades dos liderados 17 57% Modelo(Exemplo, testemunho) 28 93% Ensino 21 70% Servidão (líder servo) 27 90% Visão focada nas pessoas 16 53% Visão focada na organização 2 7% Respeito, confiança, credibilidade, Honestidade. 15 50% Humildade 23 77% Comunicação 18 60% Delegação 13 43% Encorajamento 12 40% Influência do líder 22 73% Outras influencias(bíblica, histórica e do cristianismo) 30 100% Fonte – Dados da pesquisa (2015). A Tabela 1 buscou saber quais eram as características de lideranças que o obreiros consideravam essenciais, a mesmas foram dispostas em variáveis as quais foram escolhidas pela frequência de ocorrências gerando um percentual, os resultados obtidos foram os seguintes para cada variável, Sentimental 25 pessoas a mencionaram em suas respostas representando 83% do total de entrevistados, motivação 63%, atenção as necessidades dos liderados 57%, modelo, que também pode ser interpretado como exemplo do líder 93%, ensino ou treinamento 70%, servidão(o líder como servo) 90%, visão com foco nas pessoas 53%, visão com foco na organização e seu objetivos 7%, respeito, confiança, credibilidade e honestidade respectivamente 50% cada, humildade 77%, comunicação 60%, delegação 43%, encorajamento 40%, influência do líder 73%, e outras influências ( cristianismo, bíblicas e histórica) 100%. Essas características em sua maioria estão presentes na liderança servidora e na transformacional, ambos os estilos voltados para as pessoas as relações pessoais, Stone; Russell e Patterson, apud Luz(2011, p.37) afirmam, “a liderança transformadora tende a focar mais nos objetivos organizacionais enquanto o líder servo foca mais nas pessoas que são seu seguidores”. Sendo assim um dos fatores que distinguem os dois estilos, outro fator presente na primeira que o distingue é a servidão do líder, levando em conta isso, pode-se assegurar ser o modelo servidor o preferido dos entrevistados, pois em conformidade com a tabela 90%%, dos 30 entrevistados citaram o mesmo, quanto ao foco nas pessoas 53% o mencionaram contra apenas 7% do foco na organização. No entanto, as variáveis que mais se destacaram foram a influência cristã (na tabela identificado como outras influências) com todos os entrevistados a citando, seguido de perto com 93% pelo o modelo, se for analisado que o cristianismo demonstra uma liderança servidora tendo o em si o 59 maior exemplo de líder servidor, o qual pode ser visto em varias passagens da Bíblia sagrada como a cerimonia do lava pés mencionada em João 13, na qual Jesus(Senhor) pega uma toalha e uma bacia e vai lavar os pés dos seus discípulos(servos), o líder demostra servidão, ou em (João 3:16) “por que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, no qual Deus serve a humanidade ofertando o seu filho, dentre outras passagens. Isso pode explicar o porquê dessas preferencias pelo estilo servidor, já que seu maior influente pode ser enquadrado como tal. Tabela 2 – Características presentes nos Líderes. Variável Frequência Porcentagem Sentimental (Amor, carisma) 14 47% Motivação 14 47% Atenção as necessidades dos liderados 13 43% Modelo(Exemplo, testemunho) 28 93% Ensino 24 80% Servidão (líder servo) 27 90% Visão focada nas pessoas 25 83% Visão focada na organização 6 20% Respeito, confiança, credibilidade, Honestidade. 18 60% Humildade 19 63% Comunicação 19 63% Delegação 16 53% Encorajamento 14 47% Outras influencias(bíblica, histórica e do cristianismo) 30 100% O mais importante para os líderes Organização e seus objetivos 5 17% Pessoas e suas necessidades 25 83% Fonte – Dados da pesquisa (2015). A Tabela 2 responde as perguntas quais as características estão presentes nos líderes da igreja? E o que deve ser mais importante para eles, a organização e seus objetivos? ou as pessoas e suas necessidades? Os resultados obtidos conforme o percentual ocorrido em cada variável foram respectivamente, sentimental, motivação e encorajamento todos com 47% cada, atenção às necessidades dos liderados 43%, modelo 93%, ensino 80%, servidão 90%, visão focada nas pessoas 83%, visão focada na organização 20%, respeito, confiança, credibilidade e honestidade 60% respectivamente cada, humidade e comunicação 63% cada, delegação 53%, influência do cristianismo com unanimidade, alcançando mais uma vez os 100%. Diferente da tabela anterior que buscava compreender quais as características os entrevistados achavam essenciais, essa por sua vez buscou descobrir quais se faziam presentes no perfil da liderança da organização, na qual se destacaram o modelo com 93%, a influência do cristianismo com 100%, a servidão com 90% e a visão com foco nas pessoas com 83%, isso comprova 60 que o estilo de liderança predominante no perfil dos líderes é o servidor. Dessa forma eles não só admiram esse estilo como o incorporaram na sua vivência. Seguido pelo modelo transformador. Para não deixar nenhuma dúvida quanto ao tipo de liderança preponderante foi perguntado ainda o que era mais importante, a organização e seus objetivos ou as pessoas e suas necessidades. As respostas obtidas vieram a confirmar o que já era suspeito 83% responderam ser as pessoas e suas necessidades e os 27% responderam a organização e seus objetivos, isso ratifica o que já fora falado anteriormente ser o estilo servidor o preferido pelas pessoas dessa organização, Stone, Russel e Partersson apud Luz (2011) afirma que o diferencial do líder servidor quanto ao transformacional está no foco, enquanto o primeiro tem seu foco voltado a servir seus discípulos demostrando uma maior valorização das pessoas o segundo procura envolvê-los e engajá-los aos objetivos organizacionais. Gráfico 11 – Importância do exemplo da liderança Fonte – Dados da pesquisa (2015). O Gráfico 11 trata a temática da importância do exemplo dos líderes, no qual93% dos entrevistados responderam ser muito importante e os demais 7% confirmaram que sim, o exemplo do líder é importante, comprovando que o modelo do líder é bastante significativo para os liderados e aqueles que exercem liderança, o qual pode motivar àqueles que o seguem gerando maior confiabilidade e aprendizado. Como a liderança é responsável pelas decisões, a organização passa a ser parecida com seu gestor. 93% 7% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Sim, muito importante Sim, é importante Não Considera o exemplo do líder importante? 61 Gráfico 12 – Importância dos subordinados seguirem o exemplo da liderança Fonte – Dados da pesquisa (2015) O Gráfico 12 traz a abordagem da importância dos subordinados seguirem o líder no qual a maioria, 63% responderem que sim é muito importante os subordinados seguirem o exemplo do líder, e os outros 37% afirmaram que sim é importante o seguir o exemplo do líder. Dessa forma os liderados tendem a aprender incorporando no seu perfil e caráter características dos seus superiores, podendo futuramente desenvolverem liderança e assumir melhores cargos na organização ou conforme a necessidade até assumirem o lugar do seu líder temporariamente. Gráfico 13 – Pessoas comuns e a liderança. Fonte – Dados da pesquisa (2015). No Gráfico 13 procura ver se os obreiros acreditam nas pessoas e que elas podem desenvolver liderança e qual seria o caminho mais viável para os desenvolvimento da mesma, diante dessa indagação 63% dos entrevistados foram precisos em afirmar que sim podem desenvolver 63% 37% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Sim, muito importante Sim, é importante Não Acha importante os subordinados seguirem o exemplo do líder? 7% 63% 30% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Sim, mas precisam de treinamento Sim, podem desenvolver através do exemplo Sim, mas precisam de oportunidades Não, líderes nascem prontos Pessoas comuns podem se tornarem líderes? 62 liderança e o caminho mais viável seria através do exemplo, 30% concordaram que sim tais pessoas podem desenvolver liderança, mas para isso precisam de oportunidades e apenas 7% escolheram a alternativa sim, mas precisam de treinamento. Realmente os líderes dessa organização acreditam muito no exemplo e esse gráfico reforça a ideia do estilo de liderança servidora ser o preferido pela mesma, pois além de o modelo ser destaque, agora demostra que o líderes acreditam nas pessoas em seu crescimento, deixando no ar a ideia de confiança e humildade, características marcantes desse estilo do estilo servidor. Gráfico 14 – Influência do tempo, lugar e cultura na formação de líderes. Fonte – Dados da pesquisa (2015). No Gráfico 14 buscou se descobrir se a situação, tempo, local e cultura poderiam influenciar na formação de líderes, os resultados foram o seguinte: 53% afirmaram que sim, pois os líderes são formados pela necessidade imposta pela situação e os outros 47% também concordaram que sim, mas se adaptam à situação. Esse gráfico traz um empasse, pois demostra uma diferença de apenas seis pontos percentuais, o que representa divergência de apenas duas pessoas, podendo-se então afirmar em conformidade com a pesquisa, que tanto o líderes podem surgir pela necessidade imposta pela situação conforme afirma McShane e Glinow (2013 p.223 – 224): “a eficácia do líder depende do estilo natural de liderança da pessoa combinar ou não com a situação”, dessa forma seria a situação que determinaria o estilo de liderança ideal. Quanto podem se adaptar a mesma, Robbins (2005, p. 263), “A relação entre estilo de liderança e eficácia sugere que, sob uma condição a, o estilo x pode ser adequado, enquanto o estilo y é mais indicado para a situação b, e o estilo z mais apropriado para a situação c”. Agora seria o líder que adaptaria seu estilo à situação. 47% 53% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Sim, pois se adaptam a situação Sim, pois são formados pela necessidade imposta na situação Não Fatores como tempo, lugar, cultura podem influênciar na formação de líderes? 63 Tendo em vista o que já foi visto, não seria precipitado afirmar a influência da teoria das contingencias sobre esta organização, pois os mesmos acreditam ser situação sim importante na formação do líder podendo ou se adaptar à mesma ou serem influenciados por ela. Gráfico 15 – Avaliação da liderança do pastor. Fonte – Dados da pesquisa (2015). O Gráfico 15 traz uma mensuração sobre a liderança do pastor, onde foi indagado como os obreiros entrevistados avaliavam sua liderança o resultado obtido foi respectivamente, 37% avaliaram sua liderança como excelente, 57% afirmaram ser boa e apenas 7% disse ser regular. Conforme os resultados obtidos cerca de 93% aferiram sua liderança entre excelente e boa, esse demonstra uma ótima aceitação dos liderados e por sua vez conforme Robbins apud (Luz 2011) é uma das características do líder eficaz, também fica nítida aqui a influência, confiança e inspiração causada pelo mesmo, as quais são ferramentas de sublime valor no perfil de um líder. 37% 57% 7% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Excelente Bom Razóavel Ruim Péssimo Considera o pastor um líder: 64 Gráfico 16 – Liderança entre os obreiros. Fonte – Dados da pesquisa (2015). A existência de um bom líder com certeza é algo essencial nos dias de atuais, no entanto pode não ser o suficiente diante da grande concorrência encontrada em um mercado globalizado, onde as empresas para se destacarem precisam cada vez mais oferecer diferenciais, dessa forma se faz necessário a existências de novos líderes, talentos que vieram a se destacar e agora finalmente passam a ter sua liderança reconhecida na organização, o Gráfico 16 busca compreender justamente isso, se na empresa existem bons líderes, então diante da pergunta se no grupo de obreiros existem bons líderes? 57%, a maioria declarou que sim, todos os obreiros são bons líderes e 43% concordara que sim, mas apenas alguns. Dessa forma não é precipitado afirmar que os obreiros aqui questionados são considerados bons líderes por seus companheiros, tendo então o seu trabalho e influência dentro da organização reconhecidos, pois os mesmo declaram que eles são “bons”. Isso também demostra que o investimento na formação de novos líderes, talentos na empresa tem obtido sucesso e pode ser usado como um diferencial da empresa do mercado. 57% 43% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Sim, todos Sim, alguns Não No grupo de obreiros existem bons líderes? 65 Gráfico 17 – Avaliação da liderança dos obreiros. Fonte – Dados da pesquisa (2015). Essa pesquisa também buscou mensurar a liderança dos obreiros no Gráfico 17 assim como feito anteriormente com o pastor, os resultado obtidos foram os seguinte 50% dos entrevistados, a maioria respondeu ser a liderança dos obreiros excelente. 43% afirmaram ser boa e apenas 7% disseram ser razoável, se comparado com o resultado obtido no Gráfico 15, pode-se afirmar que a liderança dos obreiros obteve um resultado um pouco melhor que a do pastor visto que esse conseguiu um resultado no qual 37% declararam sua liderança como excelente e no caso dos obreiros esse índice sobe para 50%, sendo sem dúvida alguma um resultado excelente e que também serve para confirmar a indagação do Gráfico 16. Realmente existem bons líderes nesse grupo. Além disso, cerca de 93% considerou esses líderes entre excelentes e bons, demonstrando um nível de confiança e satisfação excelente, algo realmente esplêndido. Gráfico 18 – Capacidade dos obreiros em substituir o pastor. Fonte – Dados da pesquisa (2015). 50% 43% 7% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Excelentes Bons Razóavel Ruim Péssimo Os obreiros são líderes:43% 57% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Sim, todos Sim, alguns Não Na ausência do pastor existem obreiros capacitados para substitui- lo? 66 Ainda falando sobre a importância da liderança dos obreiros o Gráfico 18 traz a abordagem se na ausência do pastor existiriam obreiros capacitados para substitui-lo, no qual 43% afirmaram que sim todos eles estavam capacitados para substitui-lo, 57% também concordaram que sim, mas apenas alguns. Diante desses dados pode-se afirmar que os obreiros dessa instituição estão muito bem preparados, podendo inclusive substituir o pastor presidente temporariamente, demostrando que existe uma certa independência, e mesmo sem ele a igreja não irá parar de funcionar ou se desesperar na busca por um novo líder, pelo contrario, poderá continuar suas atividades normalmente, isso ser deve aos investimentos feitos pelo líder nos seus liderados, provando que ele não pensou só em si enquanto estava a frente do trabalho, mas pensou no bem da mesma investindo na formação e preparação de bons líderes. Gráfico 19 – Talentos que podem desenvolver liderança Fonte – Dados da pesquisa (2015) O Gráfico 19 buscou descobrir se na organização existiam talentos que futuramente pudessem desenvolver liderança na igreja. Os resultado obtidos foram os seguintes, 73% dos entrevistados a grande maioria, respondeu que sim, existiam muitos talentos com esse perfil, o restante 27% afirmaram que sim, mas apenas alguns. Levando em conta serem os talentos de hoje as futuras liderança do amanhã e que são eles as preciosas joias, cada vez mais escassas nas organizações modernas, por serem dotados de características conforme Michaels, Hanfield-Jones e Axelrod (2001), como seus dons, habilidades, conhecimento, experiência, inteligência, discernimento, atitude, carácter, capacidade de aprender e desenvolver-se, são estes diferenciais nos quais a instituição em estudo está bem abastecida, visto que 100% dos entrevistados concordaram com a existência deles, seja numa alta escala ou não. 73% 27% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Sim, muitos Sim, alguns Não Existem talentos que futuramente podem desenvolver uma liderança na igreja? 67 Tabela 3 – Métodos utilizados na descoberta de talentos. Variável Frequência Porcentagem Observação 15 50% Oportunidades 25 83% Testemunho do individuo (Historia dentro da igreja) 8 27% Reconhecimento 18 60% Ensino 13 43% Colaboração nos trabalhos 23 77% Fonte – Dados da pesquisa (2015). Para tentar descobrir sobre os métodos utilizados na descoberta de novos talentos foi questionado aos entrevistados como os tais eram descobertos, conforme as respostas obtidas foram criadas categorias chamadas de variáveis e verificado a frequência de ocorrência de cada uma delas, logo após representada por percentual, a partir desses dados elaborou-se a Tabela 3 na qual pode ser observados o percentual de respostas para cada variável como sendo os seguintes, observação 50%, oportunidade 83%, testemunho 27%, reconhecimento 60%, ensino 43% e colaboração nos trabalhos 77%. Dos métodos destacados o mais citado foi através de oportunidades, onde o líder através da sua autoridade cede espaço e poder para que outros demostrem do que são capazes, obtendo assim a possibilidade de diferenciar pessoas comuns de talentosas, dessa forma ele pode identificar novos líderes. Outros métodos citados com percentual significativos foram colaboração no trabalho e reconhecimento, o primeiro demostra interesse e esforço por parte do liderado, características admiradas que geralmente levam ao segundo o reconhecimento, esse por sua vez serve para motivar e mantê-lo contribuindo com a sua permanência na organização, também atua como ferramenta na promoção para novos cargos. Tabela 4 – Importância do líder na descoberta de talentos. Variável Frequência Porcentagem Observação 30 100% Oportunidades 25 83% Modelo 16 53% Reconhecimento 10 33% Ensino 12 40% Motiva e incentiva 3 10% Propõe desafios 7 23% Recompensa 1 3% Disciplina 3 10% Fonte – Dados da pesquisa (2015). A Tabela 4 aborda a temática da importância do líder na descoberta de talentos, respondendo a seguinte pergunta qual a importância do líder na geração e desenvolvimento de novos talentos? As 68 respostas obtidas foram por meio das seguintes variáveis e seu respectivos percentuais, observação 100%, oportunidades 83%, modelo 53%, reconhecimento 33%, ensino 40%, motivação e incentivo 10%, propor desafios 23%, recompensa 3%, e disciplina 10%. As variáveis que mais se destacaram foram observação, sugerindo ser líder responsável por observar os membros da organização e através disso conseguir encontrar pessoas diferenciadas, levando ao próximo quesito oportunidade, ou seja cedendo espaço para as mesma usarem suas habilidades e dons. Fica implícito ser o líder um dos maiores responsáveis pelo sucesso da organização, pois as pessoas o seguem depositam em suas mãos os seus talentos e esse tem a missão de lapidá-los, poli-los fazendo-os resplandecer, além do mais muitos o veem como um modelo uma joia em quem podem se espelhar. Gráfico 20 – Reconhecimento. Fonte – Dados da pesquisa (2015). Reconhecimento pode ser um fator decisivo na retenção de pessoas talentosa, dessa forma o Gráfico 20 procurou compreender e explicar como essa temática é tratada pela organização e os resultados obtidos diante da pergunta se o entrevistado se sentia reconhecido pela sua contribuição nos trabalhos foram as seguintes, 73% afirmaram que sim e os demais 27% disseram que às vezes. Diante desses dados pode-se perceber que a maioria dos entrevistados se sentem reconhecidos, Trindade (2007), cita o reconhecimento como uma das principais razões para as pessoas permanecerem na empresa. Esse fator também está relacionado à motivação podendo colaborar com um melhor rendimento dos colaboradores. 73% 27% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Sim Às vezes Não Você se sente reconhecido por sua contribuição nos trabalhos? 69 Gráfico 21 – Importância do reconhecimento. Fonte – Dados da pesquisa (2015). O Gráfico 21 trata da importância do reconhecimento onde foi questionado aos pesquisados se o reconhecimento pela ajuda no trabalho o motivava e se era importante para eles, a maioria cerca de 87% respondeu que sim e era muito importante o reconhecimento, os demais 13% responderam que sim, mas não era importante para ele o reconhecimento. Esse fator pode contribuir para a permanência de pessoas talentosas na equipe, conforme afirma Trindade (2007, p.29), “Um elogio, um agradecimento por um resultado atingido, uma oportunidade de promoção e uma melhoria na remuneração [...] podem contribuir para a manutenção das pessoas talentosas na equipe”. Na organização como pode ser observado todos os entrevistados acharam importando a questão do reconhecimento, essa por sua vez pode motivar os trabalhadores até mais do que uma boa remuneração, pessoas motivadas trabalham melhor, mais satisfeitas e felizes, servindo também como uma ferramenta na retenção de talentos, pois quando pessoas se sentem reconhecidas, isso lhes traz um sentimento de satisfação aumentando assim a autoconfiança e seu comprometimentos com a empresa. 87% 13% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Sim, muito importante Sim, mas não é importante Não, mas isso é importante Não, isso não é importante O reconhecimento pela a sua ajuda no trabalho lhe motiva, e é importante para você? 70 Gráfico 22 – Motivação a usar seus talentos Fonte – Dados da pesquisa (2015) O Gráfico 22 buscou compreender se aquele público era motivado a utilizar os seus talentos pelo líder, e 60% afirmaram que sim os outros 40% responderam que às vezes. Não adianta ter pessoastalentosas na sua organização se as mesmas não têm espaço para usufruírem dessas dádivas e usarem suas habilidades, o que não é o caso da Igreja Assembleia de Deus em Pau dos ferros, conforme o gráfico a maioria dos entrevistados recebem oportunidade constantemente e os demais, às vezes, isso implica numa forma descobrir e desenvolver os dons dessas pessoas, pelo fato delas estarem sempre podendo usá-los na organização, a qual acaba se beneficiando com isso de forma que esses talentos representam a instituição, sendo a imagem percebida pelo público, atraindo dessa forma novos clientes, contribuintes que poderão se tornarem parte da mesma e serem fidelizados de forma a não mais sair. Gráfico 23 – Oportunidades. Fonte – Dados da pesquisa (2015). 60% 40% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Sim Às vezes Não O líder lhe motiva a participar da igreja e a usar habilidades e/ou dons? 93% 0% 7% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Sim Sim, mas não tenho talento Não Não, pois não tenho talento Recebe oportunidades para demonstrar os seus talentos? 71 O Gráfico 23 questionou se aquelas pessoas recebiam oportunidades para demostrar seus talentos, o resultado obtido foi amplamente satisfatório sem que dos 30 entrevistados 93% responderam que sim e apenas 7% disseram que não. Esse gráfico serve para confirmar o que já foi falado no Gráfico 22 além de se torna um pouco mais abrangente pois vai além das oportunidades cedidas pelo líder, mas buscar compreender se no universo dos obreiros esses também cediam oportunidades aos demais, o que ficou comprovado que sim. Dessa forma pode-se afimar que assim como o pastor os seus liderados seguem seu exemplo na busca de encontrar e desenvolver talentos, o que demonstra ser esse um trabalho de equipe onde não só o alto escalão será beneficiado, mas toda a igreja, a qual um dia colherá os frutos dessas sementes plantadas pelos seus líderes se tornando mais eficiente e eficaz, um verdadeiro referencial na sua área de atuação. Gráfico 24 – Motivação a desenvolver e usar seus talentos. Fonte – Dados da pesquisa (2015). Que a igreja concede espaço aos seus talentos isso já ficou positivamente claro, mas será que esse espaço é o suficiente, e as pessoas estão satisfeitas com ele? O Gráfico 24 buscou justamente solucionar essa questão indagando os entrevistados se a igreja lhe concedia espaço necessário para desenvolver suas habilidades e talentos, os resultados obtidos foram os seguintes: 90% dos entrevistados foram sucintos em responder que sim, mas não o suficiente, 7% afirmaram que sim e apenas 3% disseram que não, tinha que buscar fora. Esse resultado é preocupante, pois apesar dessas pessoas receberem oportunidades elas demonstram não estarem totalmente satisfeitas, o que pode levá-las a buscar na concorrência esse pequeno espaço ocioso que lhes falta, 3% ainda foi mais além e disse ser necessário buscar fora, isso evidencia que os talentos já estão saindo em busca do que não lhes foi proporcionado na sua empresa de origem. No entanto isso é compreensível quando estamos falando de uma igreja com cerca de 600 7% 90% 0% 3% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Sim Sim, mas não o suficiente Não Não, tenho que buscar fora A igreja lhe concede espaço necessário para você desenvolver habilidades e talentos? 72 membros e apenas 2h de cultos diários onde a maioria dessas pessoas por motivos de trabalho, moradia distante do templo só se reúnem aos domingos, isso acaba acarretando uma sobrecarga nas oportunidades levando o líder a fazer escolhas que podem não satisfazer a todos. No entanto isso não deixa de ser uma falha nos dias atuais onde as empresas buscam a excelência e fidelização dos seus clientes cada vez mais exigentes. Tabela 5 – A influência dos líderes na descoberta de talentos Variável Frequência Porcentagem Observação 20 67% Oportunidades 18 60% Modelo 20 67% Ensino 10 33% Motivam e incentivam 13 43% Comunicação 24 80% Indicação 27 90% Buscam 23 77% Fonte – Dados da pesquisa (2015). A Tabela 5 analisa a influências dos obreiros na geração de novos talentos na igreja por meio das seguintes variáveis e seus percentuais, observação 67%, oportunidades 60%, modelo 67%, ensino 33%, motivação e incentivo 43%, comunicação 80%, indicação 90%, busca 77%. O papel dos obreiros é de extrema importância para descobrir novos talentos, como demonstrado na tabela são eles que buscam principalmente externamente, mas também internamente, observam e se comunicam com os possíveis candidatos e seus superiores e indicam ao pastor as pessoas que se destacam, mas não é só isso eles também ensinam, servem como modelo e dão oportunidades. Diferentemente do pastor esse não tem poder de disciplinar, recompensar nem de propor desafios, esse estão centralizados nas mãos do reverendo. 73 5. CONCLUSÕES, SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES. Neste capítulo são apresentadas as conclusões que segundo Vergara (1998), é nessa parte do trabalho que se devem apresentar as respostas para o problema exposto anteriormente, mostrando os resultados obtidos ao longo de toda a pesquisa. Nessa etapa também são propostas sugestões que possam contribuir com a melhoria e aperfeiçoamento da instituição em estudo e das pessoas que a compõem, como também recomendações para que novos estudos sejam feitos com maior profundidade e de forma mais específica. 5.1 – Conclusões Tendo em vista a importância do líder e sua influência na de geração e manutenção de novos talentos, a presente pesquisa buscou compreender como esse processo ocorre na Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Pau dos Ferros - RN, estudando de forma detalhada a liderança dessa instituição, bem como suas ações e influências. Para uma melhor análise e estudo mais detalhado da temática, foi proposta a seguinte problemática: Qual importância do líder no processo de descoberta e manutenção de novos talentos junto aos obreiros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Pau dos Ferros? Tendo nessa mesma perspectiva o seguinte objetivo geral: Conhecer as práticas da liderança na geração de novos talentos na Igreja Assembleia de Deus. Percebeu-se que a liderança influencia através das suas práticas na geração de talentos, inspirando, principalmente através do modelo, servindo seus liderados, encorajando-os, demostrando um caráter de humidade e confiabilidade, motivando sua equipe, por meio de oportunidades, reconhecimento, dentre outras características que são expostas no decorrer desse trabalho. Para conseguir responder ao problema anteriormente formulado e atender ao objetivo principal, foram criados mais três específicos, dos quais caracterizar o perfil sócio econômico dos líderes, existentes na empresa é o primeiro deles. Para atender a tal objetivo, buscou-se antes traçar o perfil dos entrevistados. Ficou constatado que todos os entrevistados são do sexo masculino, de maioria casada, como idade superior a quarenta anos, estando a mais de quatro anos na organização, quanto a seu nível de escolaridade, se encontram num patamar de razoável para bom, para executar tarefas cotidianas. No entanto, não o suficiente para desempenharem liderança numa organização com mais de seiscentos membros, visto que menos de 20% possuem nível superior. Todos eles exercem liderança, sendo em sua maioria auxiliares. 74 Levando em consideração os quadros 3, 4 e 5 do referencial desse trabalho, e as tabelas 1 e 2 da análise de dados (baseada em tais atributos que foram citados pelos os entrevistados) se destacam a liderança transformacional e a servidora, sendo as características presentes nos líderes que mais se destacaram: são influenciados pelo modelo de outros gestores, do cristianismo, mantêm o foco nas pessoas e incorporam a servidão praticando-a. Tais atributosfazem parte da liderança servidora, sendo assim o modelo servidor o preferido dos gestores da IEAD. O objetivo subsequente propôs checar como os líderes conseguem identificar novos talentos. Os líderes identificam, observando seus subordinados, buscando entre tais aqueles que se destacam por suas habilidades e colaboração nos trabalhos, por meio de oportunidades cedidas , e reconhece- os, dando aos tais mais espaço, novos cargos dentro da hierarquia da igreja ou simplesmente de forma verbal, por meio de elogios, exerce papel de encorajador, motivador e incentivador, oferta ensinamentos, e serve também como um modelo a ser seguido. Conhecer as práticas utilizados para motivar e desenvolver talentos foi ultimo objetivo especifico dessa pesquisa, sendo alguns dos meios usados para essa finalidade: o reconhecimento, ensinamentos, a atenção as suas necessidades, a confiança em si depositada, oportunidades e espaço para usar suas habilidades, assim a mesma tem conseguido motivar seus colaboradores e desenvolver novos líderes de maneira eficaz. 5.2 Sugestões Conforme foi observado no decorrer desse trabalho a IEAD tem obtido êxito em vários de seus objetivos, no entanto apesar do sucesso alcançado a determinadas lacunas podem ser percebidas, e algumas ações poderiam ser aperfeiçoadas, no intuito de melhorar os processos e maximizar os resultados. Dentre tais destaca-se o fato da organização apresentar entre o seu quadro de obreiros apenas pessoas do gênero masculino, algo que não poderia passa despercebido nem ser simplesmente ignorado, sugere-se para essa questão a incorporação de mulheres junto ao ministério, valorizando-as e concedendo-lhes poder para opinar junto aos demais líderes, isso iria contribuir com a diversidade de gêneros na organização, o que com certeza traria novas perspectivas, ideias e contribuições para a instituição. Outro ponto observado onde se pode implantar melhoria está presente no fato de que apesar dos obreiros exercerem liderança, não possuem poder suficiente para tomar grande parte das decisões, precisando dirige-se ao pastor para darem seu ponto de vista, e aprová-lo só assim os 75 mesmo podem seguir para a execução, algo bastante dispendioso que acabar por sobrecarregar o reverendo dessa instituição, mas que poderia ser resolvido usando o conceito do empowerment, concedendo autoridade, poder para tomada de decisões e autonomia aos devidos líderes, isso poderia aperfeiçoar o processo de tomada de decisões, poupar tempo, economizar energias reduzindo caminhos ideia-ação, além de servir como motivação e valorização dos seus obreiros. Mais um tema que poderia ser sugerido é o da recompensa, fator ausente pela quando investigado sobre as características presentes na liderança, mas que pode servir de incentivo, motivação para os seus colaboradores quando usado de maneira correta. Outro ponto que pode ser melhorado é o reconhecimento, visto que a maioria respondeu ser um fator importante. Recomenda-se a implantação de treinamentos voltados para a liderança, e não apenas os ensinos já utilizados, essa ferramenta poderá ser usada tanto na geração quanto na manutenção de novos talentos, pois tanto desenvolve quanto motiva pessoas. Um bom programa de Trainees, ajudaria bastante tanto na geração quanto no desenvolvimento de talentos, além de motivá-los a colocar em praticar tudo o que aprenderam. 5.3 Recomendações Recomenda-se baseado nesta pesquisa, que o presente estudo possa servir para melhorar a compreensão da temática da liderança e da geração de talentos dentro das organizações. Outra sugestão é que para um maior aprofundamento dessa temática abordada, sejam realizadas novas pesquisas aumentando o universo pesquisado para todos os membros da organização e assim analisar qual o seu ponto de vista sobre esse tema, logo em seguida pode-se abordar novos públicos como os diversos departamentos (mocidade, missões e outros), avaliar também essa abordagem da liderança na perspectiva feminina seria interessante, já que esse grupo não foi alcançado pelo presente trabalho. Outra recomendação, é que seja feita uma pesquisa externa com aquelas pessoas que não fazem parte da igreja, mas a conhecem para avaliar qual seria a imagem da igreja repassada a esse universo. 76 REFERÊNCIAS ABNT NBR 6023, Informação e documentação – Citações em documentação – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002. ALBUQUERQUE, Jamil. A arte de lidar com as pessoas: a inteligência interpessoal aplicada. São Paulo: Planeta, 2003. ANDRADE, R.O. B; AMBONI, N. Estratégias de gestão: processos e funções do administrador. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. APÓS cristãos e mulçumanos, sem-religião são 3º maior grupo no mundo. BBC, 2012. Disponivel em: . Acesso em: 18 Dezembro 2015. BARBOSA, D. Steve Jobs multiplicou por 100 o valor da Apple desde 1996. Exame.com, 2011. ISSN Exame. Disponivel em: . Acesso em: 18 dezembro 2015. BARNA, George. Desperte o Líder que há em você. 2ª edição, Rio de Janeiro: Cpad, 2004 São Paulo: McGraw-Hill, 2008. COELHO Roberto Girelli. Liderança em tempos de crise. Rio de Janeiro, 2009. COOPER, Donald R.; SCHINDLER, Pamela S. Métodos de pesquisa em administração. 7 ed. Porto Alegre: Bookman, 2003. ESTATÍSCA das Letras, Palvras e Períodos. Universidade Federal Fluminese, 2015. Disponivel em: . Acesso em: 29 nov. 2015. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo : Atlas, 2002 GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6 ed. São Paulo : Atlas, 2008. HUNTER, James C. O Monge e o executivo: Uma história sobre a essência da Liderança. Rio de Janeiro: Sextante, 2004. JACKSON, Brad; PARRY, Ken. Um livro bom, pequeno e acessível sobre liderança. Porto Alegre: Artmed Editora S.A. 2010. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5 ed. São Paulo : Atlas 2003. LUZ, L. P. Liderança servidora de expatriados: Validação de uma escala em organizações missionarias, Belo Horizonte, 2011. MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: DA Revolução Urbana à Revolução Digital. 4. ed. São Paulo: Atlas S.A, 2004. McSHANE, S. L.; GLINOW, M. A. V. Comportamento organizacional. Porto Alegre: AMGH, 2013 77 Michaels, Handfield-Jones e Axelrod. The war for talent, Boston, Massachusetts, Harvard Business School Press. 2001. NEWSTROM, John W. Comportamento Organizacional: o comportamento humano no trabalho. São Paulo: McGraw-Hill, 2008. PAULO, João. Liderança Contemporânea: objetivos, desafios e perspectivas. 2009. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2014. PEREIRA, J. M. Manual de metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Atlas, 2007. ROBBINS, S. P. Comportamento Organizacional. 11 ed. – São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. SANTOS, Glauber Eduardo de Oliveira. Cálculo amostral: calculadora on-line. Disponível em: . Acesso em: 14 de dezembro de 2015 SANTOS, Vanice dos; CANDELORO, Rosana J. Trabalhos acadêmicos: uma orientação para pesquisa e normas técnicas. Porto Alegre: AGE, 2006. SIMÕES, Sérgio. Liderança Carismática. 2009. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2014. SNELL, T.B. Administração: novo cenário competitivo. 2 ed.- 2 rimpr.-São Paulo: Atlas, 2009. VERGARA Sylvia Constant. Gestão de Pessoas. 2ª edição, São Paulo: Atlas, 2000. TEIXEIRA, S., Gestão das Organizações.1– Estrutura organizacional da Igreja Assembleia de Deus ........................................................17 Figura 2 – Logomarca da Igreja assembleia de Deus ...........................................................................18 Figura 3 – Modelos de Liderança da Universidade de Ohio. ..................................................................27 Figura 4 – O grid Gerencial. ...................................................................................................................29 Figura 5 – Descobertas do modelo de Fiedler. ......................................................................................32 Figura 6 – Modelo de liderança situacional de Hersey e Blanchard. ......................................................34 Figura 7 – Nuvem de palavras. ..............................................................................................................57 Quadros Quadro 1 – Características dos Líderes Carismáticos ...........................................................................36 Quadro 2 – Características dos líderes transacionai e transformacionais..............................................38 Quadro 3 – Atributos da liderança servidora. .........................................................................................40 Quadro 4 – Atributos da liderança transformacional. .............................................................................41 Quadro 5 – Atributos de liderança transformadora e servidora ..............................................................41 Quadro 6 – Tipos de pesquisa quanto ao seu objetivo. .........................................................................45 Tabelas Tabela 1 – Características essenciais em um Líder. ..............................................................................58 Tabela 2 – Características presentes nos Líderes. ................................................................................59 Tabela 3 – Métodos utilizados na descoberta de talentos. .....................................................................67 Tabela 4 – Importância do líder na descoberta de talentos. ...................................................................67 Tabela 5 – A influência dos líderes na descoberta de talentos ...............................................................72 Fotografias Fotografia 1 – Templo Sede da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. .............................................16 Gráficos Gráfico 1 – Gênero ................................................................................................................................49 Gráfico 2 – Estado civil ..........................................................................................................................50 Gráfico 3 – Faixa etária ..........................................................................................................................50 Gráfico 4 – Tempo de membro. .............................................................................................................51 Gráfico 5 – Nível de escolaridade ..........................................................................................................52 Gráfico 6 – Desempenha liderança na igreja. ........................................................................................52 Gráfico 7 – Tipo de líder. .......................................................................................................................53 Gráfico 8 – Motivação a congregar na igreja .........................................................................................54 Gráfico 9 – Participação nos trabalhos. .................................................................................................55 Gráfico 10 – Sobre liderança. ................................................................................................................56 Gráfico 11 – Importância do exemplo da liderança ................................................................................60 Gráfico 12 – Importância dos subordinados seguirem o exemplo da liderança .....................................61 Gráfico 13 – Pessoas comuns e a liderança. .........................................................................................61 Gráfico 14 – Influência do tempo, lugar e cultura na formação de líderes. ............................................62 Gráfico 15 – Avaliação da liderança do pastor. ......................................................................................63 Gráfico 16 – Liderança entre os obreiros. ..............................................................................................64 Gráfico 17 – Avaliação da liderança dos obreiros. .................................................................................65 Gráfico 18 – Capacidade dos obreiros em substituir o pastor. ...............................................................65 Gráfico 19 – Talentos que podem desenvolver liderança ......................................................................66 Gráfico 20 – Reconhecimento................................................................................................................68 Gráfico 21 – Importância do reconhecimento. .......................................................................................69 Gráfico 22 – Motivação a usar seus talentos .........................................................................................70 Gráfico 23 – Oportunidades. ..................................................................................................................70 Gráfico 24 – Motivação a desenvolver e usar seus talentos. .................................................................71 SUMÁRIO DEDICATÓRIA. AGRADECIMENTOS. EPÍGRAFE. RESUMO. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS. LISTA DE ILUSTRAÇÕES. 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................13 1.1 Caracterização da organização .....................................................................................................14 1.2 Situação problemática ....................................................................................................................19 1. 3 Objetivos.........................................................................................................................................21 1.3.1 Objetivo Geral ................................................................................................................................21 1.3.2 Objetivos específicos .....................................................................................................................21 1.4 Justificativa .....................................................................................................................................21 2. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................................................24 2.1 Um pouco da história e das teorias da liderança .........................................................................24 2.2 A teoria dos traços .........................................................................................................................25 2.3 – Teorias comportamentais ...........................................................................................................26 2.3.1 - O estudo da Universidade de Ohio ..............................................................................................26 2.3.2 – O estudo da Universidade de Michigan ......................................................................................28 2.3.3 – O grid gerencial ...........................................................................................................................28Editora McGraw – HILL de Portugal L.da, 1998. VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 9 ed. –São Paulo: Atlas, 2007. . 78 APÊNDICES 79 APÊNDICE A – Instrumento de coleta de dados UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – UERN Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia – CAMEAM Curso de Administração Estágio Supervisionado II QUESTIONÁRIO Este questionário é parte integrante de uma pesquisa de projeto de TCC. Por favor, responda-o com sinceridade e sem preocupações. Não existe a necessidade de você se identificar. Respondendo corretamente este questionário você estará contribuindo para que os resultados desta pesquisa sejam os mais reais possíveis. 1. Gênero ( ) Masculino ( ) Feminino 2. Qual seu estado civil? ( ) Solteiro (a) ( ) Casado (a) ( ) Viúvo (a) ( ) Separado (a) / Divorciado(a) 3. Qual a sua faixa etária? ( ) Entre 15 e 21 anos ( ) Entre 22 e 27 anos ( ) Entre 28 e 33 anos ( ) Entre 34 e 40 anos ( ) Mais de 40 anos 4. Há quanto tempo é membro da Igreja? ( ) Entre um mês e um ano ( ) Entre Um e dois anos ( ) Entre dois e três anos ( ) Entre três e quatro anos ( ) Mais de quatro anos 5. Qual o seu nível de escolaridade? ( ) Ensino fundamental incompleto ( ) Ensino fundamental completo ( ) Ensino médio incompleto ( ) Ensino médio completo ( ) Ensino superior incompleto ( ) Ensino superior completo ( ) Outro__________________ 6. Desempenha ou já desempenhou algum tipo de liderança na igreja? ( ) Sim ( ) Não ( ) Já Desempenhei Qual____________________________________. 80 7. (caso tenha respondido sim) Você se considera um líder: ( ) Nato, nasci para ser líder. ( ) Um líder que aprendeu a liderar com o tempo ( ) Um líder que passou por treinamentos e capacitações para saber liderar. ( ) O ambiente da igreja influenciou para me tornar um líder ( ) A minha relação com os meus líderes me influenciaram a querer se tornar um líder também ( ) Me tornei um líder graças as tarefas a mim confiadas ( ) Me tornei um líder graças ao exemplo de outros líderes. 8. Você se sente motivado a congregar nessa igreja? ( ) Sim ( ) Não ( ) Nem sempre 9. Sabemos que a igreja realiza vários tipos de trabalhos, tanto internos como externos. Você participa de forma efetiva destes trabalhos? ( ) Sim, todos. ( ) Sim, a maioria. ( ) Sim, alguns.( ) Não participo. Justifique o porque?________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 10. Sobre liderança, você considera que: (Poderá marcar até duas alternativa) ( ) Líderes já nascem com traços de liderança ( ) Podem desenvolver traços de liderança ( ) Podem ser treinados para se tonarem líderes ( ) A situação e o ambiente podem influenciar na formação dos líderes ( ) O líder estimula os sentimentos do grupo e acaba por desenvolvendo uma relação de amizade, motivando os seguidores a realizarem as tarefas de uma forma mais satisfatória. ( ) O líder motiva e desenvolve talentos em sua equipe através da delegação (distribuição) de poderes para a realização de tarefas, incentiva seus seguidores a superarem seu desempenho criando comprometimento com os objetivos da organização ( ) Deve servir, habilitando outras pessoas e ajudando-as a ser e fazer o melhor, pensando no bem comum, ser um modelo a ser seguido e através do seu exemplo, motivar e influenciar outros. 11. Para você quais características são essenciais em um líder? 81 _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 12. Na sua opinião quais as características estão presentes nos líderes da igreja? E o que deve ser mais importante para eles, a organização e seus objetivos? ou as pessoas e suas necessidades? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 13. Você considera o exemplo do líder importante para você? ( ) Sim, muito importante ( ) Sim, é importante ( ) Não 14. Acha importante os subordinados seguirem o exemplo do líder? ( ) Sim, muito importante ( ) Sim, é importante ( ) Não 15. Pessoas comuns podem se tornarem líderes? ( ) Sim, mas precisam de treinamento ( ) Sim, podem desenvolver a liderança através do exemplo de outros líderes ( ) Sim, mas dependem da motivação e de oportunidades para se desenvolverem ( ) Não, pessoas comuns jamais se tornaram líderes, pois líderes já nascem líderes. 16. Fatores como tempo, lugar, cultura podem influenciar na formação dos líderes? ( ) Sim, pois os líderes se adaptam a situação ( ) Sim, pois os líderes são formados pela necessidade imposta na situação ( ) Não 17. Você considera o pastor da sua congregação um líder: ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Razoável ( ) Ruim ( ) Péssimo 18. No grupo de obreiros existem bons líderes? ( ) Sim, todos ( ) Sim, alguns ( ) Não 19. Esses obreiros são líderes: ( ) Excelentes ( ) Bons ( ) Razoáveis ( ) Ruins ( ) Péssimos 20. Na ausência do pastor existem obreiros capacitados para substitui-lo? ( ) Sim, todos ( ) Sim, alguns ( ) Não 82 21. Existem talentos que futuramente poderão exercer uma liderança na igreja? ( ) Sim, muitos ( ) Sim, alguns ( ) Não 22. Caso tenha respondido sim, responda: como esses talentos são descobertos? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 23. Qual a importância da liderança do pastor na geração e desenvolvimento de novos talentos? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 24. Você se sente reconhecido por sua contribuição nos trabalhos? ( ) Sim ( ) Às vezes ( ) Não. Justifique o porque?________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 25. O reconhecimento pela sua ajuda no trabalho lhe motiva, e é importante para você? ( ) Sim, isso é muito importante para mim ( ) Sim, mas isso não é importante. ( ) Não, mas isso é importante ( ) Não, isso não é importante 26. O líder lhe motiva a participar da igreja e a usar suas habilidades e/ou dons? ( ) Sim ( ) Às vezes ( ) Não 27. Recebe oportunidades para demonstrar os seus talentos? ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, mas não tenho talento ( ) Não, pois não tenho talento. Justifique sua resposta: _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 28. A igreja lhe concede espaço necessário para você desenvolver habilidades e talentos? ( ) Sim ( ) Sim, mas não são suficientes ( ) Não ( ) Não, tenho que buscar fora 83 29. Como os obreiros influenciam na geração e manutenção de novos talentos na igreja? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________2.3.4 – Os estudos escandinavos ...........................................................................................................30 2.4 - Teorias das Contingências ..........................................................................................................30 2.4.1 – O Modelo de Fiedler ...................................................................................................................31 2.4.2 – O modelo de Hersey e Blanchard ...............................................................................................33 2.5 – Liderança num Contexto mais contemporâneo. .......................................................................35 2.5.1 – Liderança carismática. ................................................................................................................35 2.5.2 – Liderança transformacional. ........................................................................................................37 2.5.3 – Liderança servidora ....................................................................................................................39 2.6 – Talentos ........................................................................................................................................42 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ..........................................................................................44 3.1 Tipo de pesquisa .............................................................................................................................44 3.2 Universo e amostra .........................................................................................................................46 3.3 Coleta de Dados ..............................................................................................................................47 3.4 Tratamento dos dados....................................................................................................................47 4. ANALISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ................................................................................49 5. CONCLUSÕES, SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES. ....................................................................73 5.1 – Conclusões ...................................................................................................................................73 5.2 Sugestões ........................................................................................................................................74 5.3 Recomendações .............................................................................................................................75 REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................76 APÊNDICES ...........................................................................................................................................78 APÊNDICE A – Instrumento de coleta de dados ................................................................................79 13 1. INTRODUÇÃO Num mundo globalizado, com clientes cada vez mais exigentes e mercado mais competitivo as organizações precisam se destacar e sobressaírem as demais, para isso elas precisam oferecer algum diferencial, seja através do preço, qualidade do produto ou serviço, atendimento ou por meio de seus colaboradores. Para fazer isso, a mesma precisa de um bom capital intelectual e alguém que o gerencie com excelência. Precisa de líderes eficazes, os quais serão capazes guiar seus liderados, envolvê-los aos objetivos aos objetivos e metas da empresa e identificar aqueles que se destacam, e assim descobrir novos talentos, os quais, além de se distinguirem dos demais com seus dons e habilidades, são também o futuro da instituição. Desta forma este trabalho busca analisar a importância da liderança na geração e manutenção de novos talentos, tendo como base de estudo o caso da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Pau dos Ferros - RN, tendo em vista que o líder é responsável de forma direta por influenciar na descoberta de novos talentos, bem como a sua manutenção na organização, esses por sua vez são um diferencial para a organização e podem num futuro se tornarem aqueles responsáveis por liderar a organização, como seus mentores o foram. O trabalho está dividido em cinco capítulos, sendo que o primeiro apresenta: a organização em estudo e sua caracterização, trazendo logo em seguida a problemática que norteou essa pesquisa, seguida, justificativa mostrando a importância deste trabalho e por último expõe seus objetivos. O segundo capitulo traz o referencial teórico, onde estão presentes as diversas teorias referentes ao assunto abordado, sendo dividido basicamente em três partes, trazendo primeiro um pouco da história da liderança, suas teorias e estudos, como a teoria dos traços, comportamentais e contingencias. Logo em seguida falando da liderança num contexto mais moderno, abordando a carismática, transformacional e a servidora. Por último conceituando talentos. O terceiro capítulo trata da metodologia utilizada nesse trabalho, definido a pesquisa quanto aos fins como exploratória e ao mesmo tempo descritiva, e relação aos meios como bibliográfica, estudo de caso e também um estudo de campo. O universo dessa pesquisa é composto por 62 (sessenta e dois) obreiros1, e a sua amostra por 30 (trinta), sendo ela probabilística aleatória simples. Como instrumento para coleta de dados foi usado o questionário, o qual é composto de 29 questões fundamentais para o alcance dos objetivos propostos. Os dados foram tratados forma quantitativa- qualitativa através de softwares como word e excel, wordle, de maneira descritiva, estatística e analítica. 1 Obreiro: Aquele que coopera no desenvolvimento de uma empresa ou de uma ideia. 14 O quarto capitulo trata-se da análise e discursão dos resultados, onde foi feita uma análise descritiva das respostas obtidas no questionário, por meio de gráficos e tabelas. Por último, o quinto capitulo diz respeito as conclusões, sugestões e recomendações, o qual mostra a realidade da organização diante dos objetivos propostos, propondo possíveis melhorias e indicando possíveis estudo para que essa pesquisa possa ser ampliada e aperfeiçoada por futuros docentes. 1.1 - Caracterização da organização A Organização em estudo trata-se de uma entidade religiosa pertencente ao terceiro setor, com nome jurídico IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA DE DEUS e cadastro nacional de pessoa jurídica CNPJ: 08.332.785/0039-84, localizada na Rua Quintino Bocaiúva, 560, Centro de Pau dos Ferros no Estado do Rio Grande do Norte, cujo CEP é: 59900-000 e tem como número telefônico: (84) 9937- 9747. Segundo o site da Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte e a secretaria da mesma em Pau dos Ferros, a Igreja surgiu no Brasil no ano de 1910 através do grande movimento pentecostal liderado pelos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, os quais chegaram ao país em 19 de novembro do mesmo ano, vindos dos Estados Unidos da América e desembarcando na cidade de Belém do Pará, onde deram inicio a Missão de Fé Apostólica, primeiro nome dado a igreja, que mais tarde, em 11 de janeiro de 1918, viria a ser Chamada de Assembleias de Deus, nome que permanece até os dias atuais. O movimento pentecostal não tardou, logo alcançou o nordeste do país, chegando ao Ceará e logo em seguida ao Rio Grande do Norte e a Paraíba. O número de novos convertidos, logo começou a crescer juntamente com isso, o desejo de evangelização por parte dos desses. Com o aumento do total de pessoas no estado, começará a crescer o desejo de realizar reuniões e, finalmente em 13 de outubro de 1918, na residência do soldado Luiz de França (Lulu), na entãoRua do Arame, foi realizado o primeiro culto pentecostal, em Natal, dirigido por Francisco Cézar culminando na conversão de seis pessoas. A partir de então nessa localidade um pequeno grupo de dez pessoas passou a reunir-se periodicamente. Nesse mesmo ano a Igreja teve seu local de culto mudado para rua América, s/n, historicamente, a primeira Congregação da Assembleia de Deus, em Natal e ganhou seu primeiro Pastor. Com o crescimento do evangelho na capital potiguar, a igreja não tardou em romper as fronteiras, chegando ao interior do estado na cidade de Pau dos Ferros no ano de 1934, onde na casa 15 do Sr. Braulino foi realizado o primeiro de muitos outros cultos que viriam a acontecer, esses no inicio eram celebrados por obreiros do Ceará, Pastor2 José de Alencar de Macedo; Mossoró-RN, Batista de Oliveira e Luiz Chaves. Em 23 de fevereiro de 1947 o pastor Artur Lisboa Barreto tomava posse no campo pauferrense, o qual é tido na historia das Assembleias de Deus do estado, como primeiro pastor oficial deste campo, pois a partir de sua assunção na tão nobre função, fixou com a sua digna família a sua residência nesta cidade, à rua 13 de maio. Neste ano (1947), deu-se inicio a reconstrução de uma casa comprada pela igreja para servir como templo e ao mesmo tempo casa pastoral. A 23 de fevereiro de 1949, comemora-se o aniversario desse templo. Em 1961 sobre a gestão do então pastor Josias Tomaz de Oliveira, o qual verificou anteriormente a necessidade de construção de um novo e maior templo, fez o lançamento da pedra fundamental em 10 de dezembro inaugurou-se a majestosa nave e a casa pastoral, com a assistência do Pastor presidente das Assembleias de Deus no RN, João Batista da Silva. Depois disso se passaram vários pastores sem grandes ocorridos históricos até a chegada do Pr. Jurandir Xavier Barreto, o qual teve a grande ideia de ampliar o trabalho, fixando obreiros nas cidades de Rafael Fernandes, Água Nova, Encanto e São Francisco do Oeste, quando em 1999, transfere a missão ao então Pastor Alfredo Luís de Melo, que permaneceu de 1999 a 14/04/2012 realizando um grande trabalho, em sua gestão muito cresceu o número de membros, o trabalho social também foi ampliado através do centro social que leva o seu nome, ampliação e criação de sete congregações e um ponto de pregação no Sítio Areias assim como tantos outros trabalhos, aprimorando e trazendo o crescimento do reino de Deus em Pau dos Ferros. Em 14/04/2012 passou a pastorear o campo de Pau dos Ferros o Pr. Israel Caldas Sobrinho, O mesmo Pastoreava anteriormente a Assembleia de Deus na cidade de Bahia Formosa, por necessidade da Igreja no Estado do Rio Grande do Norte foi chamado para ocupar o cargo de 2º secretário da CEMADERN (Convenção das Assembleias de Deus do Rio Grande do Norte), foi capelão da comissão geral da IEADERN ( Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande) até a eleição do novo presidente da IEADERN no Estado Pr. Martin Alves da Silva dia 11/02/2012. Hoje também relator da comissão de reformulação do estatuto da IEADERN. Num período de quase quatro anos a frente da Assembleia de Deus em Pau dos Ferros-RN, tem desempenhado um grande trabalho em todo campo pauferrense. Foram abertas mais duas congregações até 2014: Chico Cajá e Perímetro Irrigado. Entre outros beneficio que muito tem ajudado a obra do senhor nesta região. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus no templo sede Fotografia 1. 2Pastor: líder espiritual dos membros da igreja, o que tem a função principal de guiar as pessoas que pertencem a organização. Maior cargo na hierarquia da igreja. 16 Fotografia 1 – Templo Sede da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Fonte - O Assembleiano, 2013. Em 2014 contava com aproximadamente seiscentos membros, sessenta e dois obreiros, sendo distribuídos em 10 congregações. Sendo um pastor presidente (Pr. Israel Caldas), três evangelistas3, treze presbíteros4, onze diáconos5 e trinta e quatro auxiliares6. Sua estrutura organizacional está composta e organizada de forma linear, como pode ser observado na Figura 1. 3 Evangelista: Equivalente ao cargo de pastor e muitos vezes é chamado de pastor evangelista, tem a função de coordenar os trabalhos de evangelismo na área de influencia da igreja local. Está abaixo do pastor na hierarquia. 4 Presbítero: presbítero se constitui em um auxiliar e substituto direto do pastor e exerce funções administrativas e de ministro. 5 Diácono: O termo significa “assistente”, alguém que serve à mesa. são os auxiliares dos presbíteros. 6 Auxiliar: Que auxilia; dar auxílio a, socorrer. Auxiliam os diáconos. 17 Figura 1– Estrutura organizacional da Igreja Assembleia de Deus Fonte – Elaborado pelo pesquisador, 2013. Como pode ser identificado na Figura 1, a qual apresenta o organograma da Igreja, a estrutura da organização é formal, tradicional do tipo linear, pelo fato uma única linha de subordinação, tendo assim apenas uma linha de comando descendente, segundo Faria (2002, p. 84) a organização linear é “a forma estrutural mais simples e mais antiga na qual existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e os subordinados”, completando esta definição o referido autor mostra como caraterísticas desse tipo de organização, que as mesmas possuem: forma piramidal, unidade de comando e de direção, centralização de autoridade e princípio escalar, como é o caso desta organização. A diretoria geral é composta pelos seguintes cargos Diretoria da Igreja SEDE Pastor Presidente e Supervisor do Campo Co-pastor e Tesoureiro 1º Vice Presidente Diretoria Geral Presidencia Tesouraria Vice Presidencia Ministério Departamentos Missões Senhoras/ Feminino Mocidade Crianças Secretaria Geral 18 2º Vice Presidente 1º Secretário 2º Secretário 2º Tesoureiro A missão e a visão da Assembleia de Deus estão assim definidas: VISÃO – Anunciar o Evangelho Pleno de Cristo: “Proclamação da Palavra de Deus, Oração e Ação Social”, para o florescimento de uma igreja fiel, com forte visão missionária e que seja reconhecida pela sua vida de integridade e santidade. MISSÃO – Cumprir o “Ide” imperativo de nosso Senhor Jesus Cristo fortalecida na inspiração da visão de Deus dada aos pioneiros do movimento pentecostal no Brasil: “Jesus Cristo Salva, Cura, Batiza com o Espírito Santo, e Breve voltará”. A logomarca da organização pode ser observada na Figura 2. Figura 2 – Logomarca da Igreja assembleia de Deus Fonte - Secretaria da Igreja evangélica Assembleia de Deus em Pau dos Ferros. A igreja em Pau dos Ferros oferece diversos serviços sociais, como: auxilio as famílias carentes, recuperação de dependentes químicos e diversos outros serviços. O evangelho abre novas portas, possibilitando novas oportunidades. Para que esses trabalhos sejam realizados com excelência, faz-se necessário a participação de forma efetiva da liderança, organizando, coordenando, dirigido e controlando as ações dos demais colaboradores. O maior objetivo da mesma é evangelizar a cidade de Pau dos Ferros e suas demais regiões em sua totalidade, para assim ganhar o máximo de vidas possível para o cristo, aumentando o seu número de membros e contribuindo de forma a torna-la um lugar melhor e mais agradável para se viver, reduzindo as desigualdades e aumentando as possibilidades. 19 1.2 - Situação problemática Apesar de ser tão antiga quanto à humanidade, a temática liderança, sempre desperta interesses. Pois foram os grandes líderes que influenciaram, contribuíram e de certa forma transformaram a história da humanidade. Pode-se afirmar isso analisando a história de grandes líderes como Jesus Cristo, o qual não somenteinfluenciou, mas continua influenciando ao longo dos tempos. Graças a ele e aos seus seguidores, hoje diante de uma população mundial de mais de sete bilhões de habitantes, mais de dois bilhões são cristãos, o que corresponde a cerca de 31,5% da população mundial, conforme afirma o site da BBC. A figura do líder se destaca na religião, na politica, na própria administração e em diversas outras áreas de estudo. Levando a administração a estudar e elaborar teorias, para tentar explicar e desenvolver possíveis métodos, para a formação de líderes eficazes. No entanto esse processo nem sempre obteve sucesso, nem tão pouco é fácil de ser implementado, mas apesar das dificuldades conseguiram-se grandes avanços nas diversas pesquisas realizadas sobre o tema. Pesquisas essas que proporcionaram a história administrativa da liderança, passar por uma série de transformações. Para se ter uma ideia, na década de 1960 o que mais interessava ao chefe era executar o processo administrativo, planejar, organizar, dirigir e controlar, porém com o avanço tecnológico e o aparecimento de novos concorrentes no mercado por volta da década de 70 e 80, surgiu também a necessidade de se contratar profissionais mais capacitados para gerenciar. Estes por sua vez deviam ter capacidade de influenciar os demais profissionais no alcance das metas, além de possuir uma serie de traços ou comportamentos que o diferenciava dos seus liderados, no entanto fatores motivacionais e contingenciais não eram levados em consideração, mas o que não se sabia é que esses fatores também influenciavam a produção e a corrida rumo aos objetivos. O que não demorou muito tempo para ser finalmente ser percebido, que determinados líderes em determinadas situações se sobressaiam melhores, quebrando o paradigma da existência de uma liderança perfeita para todas as situações. Percebeu-se também que a motivação dos colaboradores era de extrema importância para o sucesso da organização, e determinados líderes tinham em suas mãos o poder de motivar seus subordinados mesmo em situações criticas. A partir desse momento, a liderança começa a perceber as pessoas não apenas como meras ferramentas nas mãos do líder, mas como seres humanos dotadas de sentimentos bons e ruins, cheios de defeitos e qualidades, características essas que os diferenciam dos demais seres viventes e são responsáveis pela formação do seu perfil e caráter, logo chegando à conclusão de que essas emoções deveriam ser melhor analisadas, mudando assim o foco para as pessoas. 20 Os líderes agora vão além de se preocupar com as emoções dos seus liderados, eles passaram a gerar sentimentos neles, passando a ser admirados e até mesmo reverenciados por seus subordinados, viraram verdadeiros referenciais, pedras fundamentais na fundação e manutenção de qualquer empresa de sucesso. No entanto com a evolução tecnológica e o aumento do número de companhias, os líderes passaram a ser um capital cada vez mais escasso, e consequentemente caro, por isso as empresas que possuem bons líderes, geralmente conseguem se diferenciar no mercado ao ponto de serem admiradas e servirem de modelo para as demais. Pode-se perceber isso ao se observar o caso da Apple, quando a mesma era liderada por Steve Jobs, o qual retornou em 1996 e conseguiu até 2011 multiplicar o valor da companhia por mais de 100 (cem) vezes. Quando Jobs voltou à empresa, ela valia pouco mais de 3 bilhões de dólares e se afundava em prejuízos. No entanto no final de agosto do ano de 2011, a cifra chegava a quase 340 bilhões de dólares – 113 vezes mais, (BARBOSA, 2011). Dessa forma os lideres são peças fundamentais para as empresas maximizarem seus lucros e poderem investir em seus funcionários e em talentos. No entanto a organização que será estudada não se trata de uma organização que vise lucros e posa com eles motivar seus cooperadores, ou possa ter seu crescimento destacado no mercado financeiro ganhando prémios em artigos e revistas famosas com isso, pelo contrario trata-se de uma instituição pertencente ao terceiro setor, sem fins lucrativos, uma organização religiosa e cristã, o que significa dizer que além dos seus membros não receberem salários e bonificações para motiva-los, eles também contribuem de forma espontânea com o seu trabalho, esforço e também financeiramente para o crescimento e manutenção da igreja. Essa formula tem funcionado por muito tempo, visto que segundo o IBGE, os cristãos representam hoje no país cerca de 86,8% (oitenta e seis virgula oito por cento) da população brasileira, sendo desses 22,2% (vinte e dois virgula dois por cento) evangélicos, na cidade de Pau dos Ferros esses representam 9,9% (nove virgula nove por cento) da população total, um número expressivo que destaca o sucesso da liderança e merece ser melhor investigado, dando o devido foco a figura do líder e ao progresso do seu trabalho e da descoberta de novos talentos, o quais são em parte responsáveis pelo crescimentos e manutenção da igreja no âmbito pauferrense, e assim como o líder se tornam um diferencial no mercado. Esse diferencial não pode ser ignorado, obrigando as empresas a focarem seus esforços na descoberta e no mantimento de talentos já existentes nas mesmas, algumas vão além disso e buscam gerar novos talentos. No entanto esse processo não é fácil e por muitas vezes se torna dispendioso, mas se faz necessário para que novos líderes possam ser descobertos, diante desse contexto de escassez e geração de talentos essa pesquisa buscará descobrir: Qual importância do líder no 21 processo de descoberta e manutenção de novos talentos junto aos obreiros da Igreja Assembleia de Deus de Pau dos Ferros? 1. 3 Objetivos 1.3.1 Objetivo Geral Conhecer as práticas da liderança na geração de novos talentos na Igreja Evangélica Assembleia de Deus 1.3.2 Objetivos específicos Caracterizar o perfil sócio econômico dos líderes Checar como os lideres conseguem identificar novos talentos. Verificar métodos utilizados para motivar e desenvolver talentos 1.4 Justificativa Para enfrentar os constantes desafios que surgem, se destacar em meio a crescente concorrência, manter a organização em pleno crescimento diante das varias mudanças presentes na sociedade, e ainda assim manter seus clientes e colaboradores satisfeitos, são necessários líderes eficazes, esses não podem correr o risco de se extinguirem, principalmente em instituições do terceiro setor, sendo assim, este trabalho teve como um ponto importante, destacar a lideranca na geração e manutenção de novos talentos na IEAD. Levando em consideração que, a temática liderança vem se mantendo em foco conforme afirma Coelho (2009), ao longo das décadas, produzindo novos conceitos, gerando debates, e trazendo benefícios para sociedade e para as organizações. Colombini (1999 apud Coelho), afirma que, “nos últimos 20 anos foram elaborados mais de 9000 (nove mil) princípios, sistemas, teorias, hipóteses e paradigmas objetivando destrinchar os mistérios da liderança”. Dessa forma essa pesquisa buscará 22 contribuir cientificamente, socialmente e institucionalmente para essa temática através das teorias apresentadas, da realidade empresarial e dos resultados obtidos. A sustentabilidade organizacional depende dos seus líderes, esses garantem, por meio de sua gestão a manutenção das empresas, bem como seu progresso em relação ao alcance dos seus objetivos. Segundo Lopes (2006), “A sustentabilidade institucional se faz através de líderes que conseguem explorar eficazmente o seu ambiente socioeconômico, focar suas energias em uma causa, mobilizar colaboradores, a comunidade, e ainda inspirar outros a lutarem por valores e princípios que possam melhorar a qualidade de vida”. Considerando tal afirmação para manter tal sustentabilidade, são necessários líderes, esses têm emsuas funções, zelar pelo futuro da empresa, sendo os responsáveis por gerirem pessoas, descobrir, manter e gerar liderados talentosos, o quais futuramente poderão ser os novos líderes. Essas pessoas podem ser chamadas de talentos, e assim como o líder também ocupam lugar de destaque na organização, conforme afirma Michael, Handifield-Jones e Axelrod (2002, apud Silva 2006, p.8), O talento foi alçado a lugar de destaque dentro das corporações. Deixou para trás o capital, a estratégia ou a pesquisa e o desenvolvimento na hierarquia de valores das organizações. [..] dos recursos que as companhias competitivas possuem hoje em dia, o capital é acessível a todas que têm grandes ideias e bons projetos; estratégias são transparentes – mesmo quando inteligentes todos podem simplesmente copiá-las. Porém, a pessoa talentosa é o mais primoroso recurso de vantagem competitiva que as empresas contam e contarão no futuro. Dessa forma as empresas precisam se organizar, para descobrirem e manterem seus talentos. Tal função é confiada aos líderes. Michael, Handifield-Jones e Axelrod (2002, apud Silva 2006), deixam claro serem os líderes os responsáveis por gerar a cultura de descoberta e retenção de talentos, para que as empresas possam obter sucesso. Diante de tais fatos apresentado sobre tal temática, esse estudo realizado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Pau do Ferros – RN, buscou disponibilizar um conhecimento mais amplo de como a liderança influencia a descoberta e manutenção de talentos, bem como apresentou através dos resultados obtidos, sugestões de melhorias, visando o aperfeiçoamento da metodologia usada na organização. Contribuindo também, com material para futuras pesquisas que possam ser realizadas. Proporcionou ao autor, um maior aprendizado permitindo-o se aprofundar no assunto, indo além da teoria, observando na prática, e percebendo detalhes que a teoria não poderia lhe proporcionar, como por exemplo, como uma pessoa pode ser tão admirada, a ponto de servir como modelo para diversos indivíduos. Além de leva-lo a total dedicação nesse trabalho. 23 Essa pesquisa forneceu informações a empresa, permitindo-a conhecer os seus pontos fortes e fracos, bem como avaliar a sua liderança e a forma como são tratados seus talentos, se está é satisfatória ou não, se os líderes tem contribuído, agregando valores, incentivando e motivando os seus liderados. 24 2. REFERENCIAL TEÓRICO Diversas teorias foram desenvolvidas ao longo do tempo no intuito de revelar fatores que pudessem influenciar a liderança, buscando dessa forma aprimorar conhecimentos e a identificação de novos líderes. Também se pôde perceber que esses líderes podem incentivar, motivar e até contribuir de forma direta ou indireta na formação de novos talentos, ou mesmo novos lideres. Enfim este capitulo objetiva demonstrar a evolução dos estudos sobre liderança, a sua influencia na cultura organizacional bem como sua importância para as organizações, como também entender a sua contribuição na geração de novos talentos nas empresas. 2.1 - Um pouco da história e das teorias da liderança A liderança está ligada de forma intrínseca ao ser humano. Desde a criação ela já podia ser percebida na sociedade, através de pessoas que se destacavam pelos seu modo de pensar e agir rompendo paradigmas de suas épocas e revolucionando a sociedade, segundo Albuquerque (2003, p.55) “Ate meados de 1940, permaneceu a teoria de liderança baseada na ideia de que o líder era possuidor de certas características que tornavam mais apto para conduzir os demais para a execução de tarefas, ao passo que os demais cabia o papel de seguidores". Com a evolução das organizações e dos estudos de novos pensamentos, teorias e definições foram surgindo, levando em conta também a importância do grupo, mas mantendo o foco voltado para o líder. De acordo com Hunter (2005) a liderança pode ser definida como a capacidade de influenciar a ação das pessoas. Já para Barna (2004) a liderança diz respeito a ajudar as pessoas a fazerem com que coisas importantes sejam realizadas de maneira eficaz. Vergara (2000) chega a afirmar que missão, visão e objetivos não seriam alcançado se não existisse liderança, visto que as organizações como coletividade, enfrentam movimentos de cooperação e conflitos; sendo necessário melhorar a cooperação e resolver conflitos de forma produtiva. Ainda segundo Barna (2004, p. 7), “Liderança é o processo de motivar, mobilizar, dar recursos e dirigir pessoas a buscar, de um modo entusiástico, a visão que o grupo adota em conjunto”. As pessoas em algum momento da sua vida necessitam de um guia, alguém que as ajude a tomar certas decisões, que por muitas vezes parecem tão complexas ao ponto de não conseguirem seguir adiante e necessitarem de ajuda, daí surge uma grande questão, onde buscar essa ajuda? é diante dessa prerrogativa e tão grande desafio, que surge o líder demonstrando a sua importância para 25 a organização e para as pessoas ao seu redor, ele deve saber qual atitude é mais indicada, ouvir e motivar o individuo, e finalmente agir, demonstrando confiança e sabedoria. Durante a história da humanidade grandes líderes foram surgindo, esses influenciaram pessoas de sua época fazendo com que os seguissem confiando em suas ideias. Os quais ainda hoje são motivo de diversos estudos na busca por explicações das características que os faziam serem tão distintos das demais pessoas da sociedade, a ponto de exercer influência sobre esses. Ao se fazer uma breve analise da história da humanidade facilmente são encontrados nomes de grandes líderes, como José do Egito, Moisés, Josué, Davi, Nabucodonosor, Ciro, Daniel, Napoleão, Getúlio Vargas, Martin Luther King, Jesus Cristo dentre outros, que se destacaram pelas suas características intelectuais, sociais, seus ideais, seu carisma ou por suas personalidades fortes. A teoria dos traços surge justamente para tentar identificar as características e qualidades, que diferenciavam líderes de pessoas comuns. 2.2 - A teoria dos traços Diversas pesquisas foram realizadas tentando desvendar os traços da liderança, de acordo com Sneel (2009, p.395) “De 1904 a 1948, foram realizadas mais de 100 estudos sobres traços de liderança”. Buscando compreender os e separar os traços dos líderes, no entanto não obtiveram grandes êxitos. Na época de 1970 surge uma nova visão, da qual Sneel (2009) fala ser mais abrangente e que os sucesso da liderança não está nos traços, mas esses são de grande serventia para a definição de líderes. O que impulsionou um maior desenvolvimento sobre o assunto foi o modelo Big Five que é um estudo sobre as personalidades para entender os traços. Segundo Robbins (2005) muitos traços encontrados nas pesquisas sobre liderança mantinham relação com as dimensões do modelo Big Five. Este modelo de acordo com Robbins (2005, p. 259), “dava apoio forte e consistente aos traços como previsores de liderança”. Com esse modelo o que se conseguiu foi a identificação de alguns traços mais comuns como a extroversão, a amabilidade, a consciência, a estabilidade emocional e a abertura para experiências, e a conclusão que alguns traços podem sim indicar liderança, no entanto estes não evidenciam que uma pessoa possa ser eficiente, apesar de possuí-los. Segundo Robbins (2005 p. 81): Extroversão se refere ao nível de conforto de uma pessoa com seus relacionamentos. [...] Amabilidade refere-se à propensão de um individuo em acatar as ideias dos outros. [...] Consciência é uma medida de confiabilidade. [...] Estabilidade emocional, se refere a 26 capacidade de uma pessoa para enfrentar o estresse. [...] Abertura para experiências se refere aos interesses de uma pessoa e seu fascínio por novidades. ContradizendoRobbins (2005), Andrade (2010), afirma não ser possível identificar os traços comuns de liderança e que nenhum do conjunto de especialidades são apresentados nos líderes, nem em seus liderados. Os líderes possuem características que os distinguem dos demais profissionais, dentro de uma empresa. E mesmo estes que não sejam líderes natos podem desenvolver esses traços com o tempo por meio de capacitações e treinamentos ou mesmo se espelhado em algum líder admirado pelo mesmo. Isso fez com que a teoria dos traços perdesse credibilidade, devido apresentar fatores que nem sempre contêm um nível de importância na formação de líderes e pelo fato da possibilidade de desenvolvê-los através de treinamento, rompendo com o paradigma de existirem apenas líderes natos, percebendo assim a possibilidade da formação de novos líderes. 2.3 – Teorias comportamentais Conforme Robbins (2005, p.260), “As falhas dos primeiros estudos sobre traços levou pesquisadores a seguir por uma outra direção dos anos 40 até a década de 1960”. Essa nova direção ao invés buscar traços de liderança, pessoas certas para gerirem as organizações, procurava analisar o comportamento dos líderes, em vez de tentar descobrir o que os líderes eram, essa abordagem buscava analisar o que eles faziam. Robbins (2005) afirma que caso essa abordagem conseguisse obter sucesso na busca por identificar as determinantes essenciais do comportamento dos líderes, então seria possível treinar pessoas comuns para se tornarem líderes. Isso resolveria a carência das organizações em relação à necessidade de lideres eficazes, devido a possibilidade das mesmas criar, treinarem seus próprios líderes da maneira que bem entendessem ou necessitassem, o que obviamente seria perfeito para as mesmas, pois maximizariam seus lucros sem grandes investimentos ou grande demanda de tempo e facilitariam o alcance das metas e objetivos das mesmas além da possibilidade da existência de um grande celeiro de gestores. 2.3.1 - O estudo da Universidade de Ohio. 27 Conforme Robbins (2005) as teoria comportamentais foram focos de vários estudos dentre os quais se destaca a pesquisa estudo realizado na universidade de Ohio, onde pesquisadores tentaram identificar quais eram as dimensões do comportamento do líder. No inicio eram muitas dimensões diferentes, mais de mil, mas após um processo de lapidação elas foram diminuindo até restarem somente duas: a estrutura de iniciação e a consideração. Segundo Robbins (2005, p. 261): A estrutura de iniciação se refere à extensão em que um líder é capaz de definir e estruturar o seu próprio papel e dos funcionários da busca do alcance dos objetivos. Isso inclui o comportamento que tentar organizar o trabalho, as relações de trabalho e as metas. [...] e a consideração é descrita como a extensão em que uma pessoa é capaz de manter relacionamentos de trabalhos caracterizados por confiança mútua, respeito às ideias dos funcionários e cuidado com os sentimentos deles. Esse líder demonstra preocupação com o bem estar, conforto, status e satisfação de seus liderados. Em outras palavras, enquanto a iniciação se preocupava mais com o alcance das metas e objetivos deixando um de lado, a preocupação com os funcionários e seu bem estar, focando assim as tarefas. A consideração se preocupava com a satisfação de seus colaboradores, não levando tão em conta execução das tarefas, deixando-as em segundo plano. De acordo com Robbins (2005), líderes que apresentavam altos níveis de consideração e estrutura iniciação um líder “alto-alto”, conseguem de seus subordinados melhores índices de desempenho e satisfação em comparação com aqueles com uma baixa pontuação em um ou nas duas dimensões. Segundo Teixeira (1998), é possível classificar a partir do modelo apresentado anteriormente quatro tipos de liderança, consoante a combinação do grau de consideração e de estrutura de iniciação, conforme a figura 3. Figura 3 – Modelos de Liderança da Universidade de Ohio. Estrutura de iniciação Fonte – Adaptado de Teixeira, 1998. Alta Consideração Baixa Estrutura Alta Consideração Alta Estrutura Baixa Estrutura Baixa Consideração Alta Estrutura Baixa Consideração 28 No entanto de acordo com Robbins (2005), isso não significa dizer que o estilo “alto-alto” iria gerar sempre consequências positivas, isso por que o comportamento da liderança baseada na estrutura de iniciação gerava um alto grau de reclamações, rotatividade e índices baixos de satisfação entre os colaboradores, enquanto o estilo baseado na estrutura levava a um má avaliação do desempenho do líder por seus superiores. Essas exceções deixam claro que não apenas o comportamento dos líderes ou suas características eram importantes para organização, como também nem sempre o modelo “alto-alto” era sinônimo de sucesso, pelo contrário, em alguns casos poderiam gerar danos à instituição e com isso fracassando em seu objetivo. 2.3.2 – O estudo da Universidade de Michigan. Buscando ampliar os estudos sobre o comportamento dos líderes o Survey Research Center da Universidade de Michigan, realizou estudos sobre a liderança, contemporâneos aos realizados na Universidade de Ohio, buscando identificar as características comportamentais dos líderes que pudessem estar relacionados com o desempenho eficaz. Assim como em Ohio os pesquisadores de Michigan também se depararam com duas dimensões, as quais foram chamadas: orientação para o funcionário e orientação para a produção. Robbins (2005, p.261) enfatiza que: Os líderes vistos como orientados para os funcionários foram descritos como enfatizadores das relações interpessoais; demonstravam interesse pessoal nas necessidades de seus funcionários e aceitavam as diferenças entre os membros do grupo. [...] já os líderes orientados para produção, por seu lado, tendiam a enfatizar os aspectos técnicos e práticos do trabalho – sua principal preocupação estava na execução das tarefas do grupo e seus membros eram apenas o meio para se atingir um fim. Essa pesquisa levou os pesquisadores a uma conclusão favorável ao estilo orientado para os funcionários, pois, além de gerar uma maior satisfação entre os colaboradores também aumentava a produtividade da organização. 2.3.3 – O grid gerencial O grid gerencial desenvolvido por Blake e Mouton, serve como uma ferramenta para a identificação do estilo de liderança. Segundo Newstrom (2008, p.163-164), “o grid baseia-se nas 29 dimensões do estilo de liderança referentes às dimensões de consideração e de estrutura”. Robbins (2005) explica de forma mais detalhada como o grid está dividido e como funciona, possuindo oitenta e uma posições, pelas quais se podem está incluso o estilo de liderança, nove ao longo de cada eixo, como pode ser visto na Figura 4: Figura 4 – O grid Gerencial. Fonte – Adaptado de Newstrom, 2008, p. 164. Segundo Robbins (2005, p.262), “os executivos têm melhor desempenho em um estilo 9,9, em comparação, por exemplo, com um estilo 9,1 (tipo autoritário) ou 1,9 (tipo laissez-faire)”. No entanto, o grid oferece apenas uma estrutura para melhor contextualização do estilo de liderança, mas não apresenta provas para se poder afirmar qual seria o melhor estilo, ou seja apesar de o 9,9 apresentar excelentes resultados, não se pode afirmar que ele seria o mais eficiente em todas as situações. 9 8 7 6 5 4 3 2 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Gestão (1,9) Atenção cuidadosa com as necessidades das pessoas por satisfação de relacionamentos leva a uma atmosfera organizacionale um ritmo de trabalho confortável e amigável Gestão (9.9) A realização do trabalho é conduzida por pessoas comprometidas. A interdependência obtida por meio do “compromisso comum” com o proposito organizacional, leva a relações de confiança e respeito. Gestão (1,1) A realização de um nível mínimo de esforço para conseguir que o trabalho seja realizado é suficiente para sustentar a participação na organização. Gestão (9,1) A eficiência nas operações resulta da disposição das condições de trabalho de forma que os elementos humanos interfiram minimamente nelas. Gestão (5,5) O desempenho adequado da organização é alcançado por meio da obtenção do equilíbrio entre necessidade de realizar os trabalhos e a manutenção do moral das pessoas em um nível satisfatório. 30 2.3.4 – Os estudos escandinavos Pesquisadores da Finlândia e Suécia começaram a examinar se existiam apenas duas dimensões de comportamento da liderança e acabaram por descobrir uma terceira mais condizente com a liderança do século XXI, o comportamento orientado para o desenvolvimento. Segundo Robbins (2005, p.262) “Esses seriam líderes que valorizam a experimentação, buscam novas ideias, geram e implementam mudanças”. Esse estilo, além de retratar melhor os tipos de comportamento do século XXI, conta também com funcionários mais satisfeitos e competentes. De acordo com Robbins (2005), as teorias comportamentais obtiveram um sucesso modesto na identificação de relações consistentes entre o comportamento de liderança e o desempenho do grupo. Essas teorias não levavam em conta o fator situacional, o qual pode influenciar ao sucesso ou ao fracasso, devido a essa falha fica improvável fazer alguma afirmação sobre qual estilo seria mais eficaz na organização, pois a diversidade de situações influi de forma direta nos resultados da empresa, que por sua vez deve saber aproveitar ou superar a situação que se encontra para continuar operando de forma eficiente e eficaz. 2.4 - Teorias das Contingências Prever o sucesso da liderança vai muito mais além do que apenas a identificação de alguns traços ou comportamentos. O que ocorre dentro das organizações é relativo, depende do modo como às organizações trabalham e também do ambiente externo e como esse influencia na relação entre condições do ambiente e técnicas administrativas. Segundo Robbins (2005, p. 263): A impossibilidade de obter resultados consistentes levou os pesquisadores a enfocar as influencias da situação. A relação entre estilo de liderança e eficácia sugere que, sob uma condição a, o estilo x pode ser adequado, enquanto o estilo y é mais indicado para a situação b, e o estilo z mas apropriado para a situação c. Dessa forma o fator situacional poderia ser a diferença entre o sucesso ou o fracasso, sendo que cada circunstância exigiria um modelo distinto de liderança, não havendo dessa forma um líder perfeito para os diversos casos, mas um líder que se encaixaria exatamente com a ocasião. Dessa forma foram criados diversos modelos para explicar melhor essa situação. 31 2.4.1 – O Modelo de Fiedler Desenvolvido por Fred Fiedler este modelo segundo McShane e Glinow (2013, p.223 – 224), propõe que “a eficácia do líder depende do estilo natural de liderança da pessoa combinar ou não com a situação”, dessa forma, seria a situação que determinaria o estilo de liderança ideal, de forma a se adequar a mesma para se obter melhores resultados. Robbins (2005) enfatiza que Fiedler elaborou um questionário para descobrir o estilo básico liderança, esse por sua vez focava saber se a pessoa seguia o modelo orientado para tarefas ou para os relacionamentos, o questionário recebeu o nome de colega menos preferido – LFC (Least Preferred Co-worker). Esse modelo insinua que o controle situacional é quem define qual o melhor estilo de liderança, ou seja a autoridade que o líder exerce sobre uma determinada situação, sendo que esse controle situacional sofre influência de outros três fatores: as relações líder-membro, a estrutura da tarefa e a posição de poder. Segundo McSHANE e GLINOW (2013, p. 224): As relações líder membro se referem a até que ponto os funcionários confiam e respeitam o líder e estão dispostos a seguir a sua orientação. [...] Estrutura da tarefa se refere à clareza ou à ambiguidade dos procedimentos operacionais. [...] Posição de poder é o grau em que o líder possui poder legítimo, de recompensa e coercitivo sobre os subordinados. Maximiano (2004 p. 320 – 321) ainda interpreta essas situações da seguinte maneira, As relações entre o líder e os seguidores (funcionários ou membros da equipe). Se os sentimentos dos seguidores forem positivos em relação ao líder, a situação é favorável. Se os seguidores forem hostis, a situação é desfavorável para o líder. [...] O grau de estruturação da tarefa. Tarefas muito bem definidas, com alto grau de organização e certeza, são favoráveis para o líder, tarefas imprevisíveis e desorganizas são desfavoráveis para o líder. [...] O poder da posição. Se o líder puder promover ou remover qualquer integrante da equipe, e se seu titulo indicar importância e autoridade, é porque sua posição tem poder. Se o líder não tiver poder, a situação é desfavorável. Tais contingencias são possíveis de serem combinadas gerando assim oito combinações para o favorecimento situacional, como pode ser visto na figura 5. 32 Figura 5 – Descobertas do modelo de Fiedler. Fonte – Robbins (2005, p. 265). Fiedler descobriu que em situações extremas (Boa, Alta, Forte ou Ruim, Baixa, fraca) os líderes orientados para tarefas conseguiam um melhor desempenho, talvez isso ocorresse devido ao fato dos mesmos se sentirem pressionados, mas isso segundo ele, ocorre em situações de alto ou baixo controle. Esse tipo de situação pode ser percebida na figura 5, nas situações I, II, III, VII e VIII. Já em situações moderadamente favoráveis os líderes orientados para o relacionamento se sobressaem melhores, isso acontece em casos de controle moderado, E podem ser visto na figura 5, nos casos IV, V e VI. Para McShane e Glinow (2013, p. 224), “As boas relações líder-membro, a alta estruturação das tarefas e a posição de forte poder criam a situação mais favorável para o líder porque ele tem o máximo de poder e influências nessas situações”. No entanto Robbins (2005) demonstra na figura 5, que essa situação se torna mais favorável apenas para os líderes orientados para tarefas. Já para o líder orientado para o relacionamento, essa situação pode não ser muito favorável, desfavorecendo o seu desempenho em relação a outras situações. Com esse modelo, Robbins (2005) enfatiza que só há duas maneiras de melhorar a eficácia da gestão, a primeira seria mudar o líder para se adequar ao caso e a segunda seria alterar a situação para se adequar o líder. Isso acaba deixando o modelo um pouco simplista ofertando apenas duas alternativas para solucionar os diversos problemas da liderança, ao mesmo tempo se torna radical, pois trocar o líder ou modificar totalmente a situação para se adequar ao mesmo pode não ser a primeira opção a ser pensada, por vezes pode não ser nem viável. 33 A teoria de Fiedler apresenta apoio empírico limitado, conforme afirma McSHANE e GLINOW (2013), o fato de considerar somente dois estilos de liderança, quando outros modelos se mostram mais complexos e realistas. Maximiano (2004) ainda enfatiza o fato dos questionários dessa teoria para medir o estilo de liderança, não avaliavam comportamentos reais, mas atitudes, além do fato de deixar de lado outras características situacionais como a competência do líder e de seus subordinados. No entanto apesar das muitas críticas, esse modelo semeou a ideia de que o líder pode flexibilizar seu comportamento com afinalidade de se ajustar à situação. 2.4.2 – O modelo de Hersey e Blanchard Hersey e Blanchard (1986) elaboraram a teoria da liderança situacional (TLS). A qual conforme McSHANE e GLINOW (2013, p. 223), “sugere que os líderes eficazes variem seu estilo a partir da capacidade e motivação (ou comprometimento) dos seguidores”. Como enfoca Maximiano (2004) diferentemente do modelo de Fiedler, que desconsiderava os colaboradores, esse novo modelo não só foca, como também passa utilizar a maturidade dos funcionários para avaliar o interesse e a capacidade de realizar um bom trabalho, sendo ela a principal característica situacional enfrentada pelo líder. De acordo com Robbins (2005, p. 266), “A ênfase nos liderados, no que se refere à eficácia da liderança, reflete a realidade de que são eles que aceitam ou não, um líder. Independentemente do que o líder fizer, a eficácia dependerá das ações de seus liderados”. Resumidamente a ideologia principal desse estilo está relacionada ao nível de maturidade dos seguidores, a autoridade usada pelo líder e necessidade de uso da orientação para o relacionamento. Nesse caso, Maturidade é entendida como a capacidade e disposição da pessoa em assumir a responsabilidade de dirigir seu próprio comportamento, sua vontade de realizar e sua experiência relacionada com o trabalho. Em casos onde os colaboradores fossem mais maduros o uso da autoridade seria de baixa intensidade e maior o uso da orientação para o relacionamento. Caso contrário usar-se-ia mais autoridade e menos ênfase no relacionamento.Tal ideologia é dividida em quatro estilos, como pode ser observado na Figura 6. 34 Figura 6 – Modelo de liderança situacional de Hersey e Blanchard. Fonte: Maximiano (2004, p. 322) Esse quadro de estilos segundo Maximiano (2004, p. 321 – 322): E1: Comando. Esse estilo, adequado para pessoas com baixo nível de maturidade, prevê alto nível de comportamento orientado para tarefa, com pouca ênfase no relacionamento. [...] E2: Venda. Esse estilo compreende alto nível de comportamentos orientados simultaneamente para a tarefa e o relacionamento, e ajusta-se a pessoas com elevada vontade de assumir responsabilidades, mas pouca experiência ou conhecimento. [...] E3: Participação. Esse estilo orienta-se fortemente para o relacionamento, com pouca ênfase na tarefa, e ajusta-se com grande competência, mas pouco interesse em assumir responsabilidades, devido a sentimentos de insegurança ou motivação. [...] E4: Delegação. Esse estilo consiste em dar pouca atenção tanto á tarefa quanto ao relacionamento, ajustando-se a pessoas que tenham as condições ideais para assumir responsabilidades – competência e motivação. Algo importante percebido por essa teoria foi o fato de considerar a motivação e a competência como parte do processo de liderança, além do reconhecimento da maturidade como sendo dinâmica. No entanto, uma forte crítica surge ao fato do uso forte de autoridade em pessoas imaturas como forma de tratamento, podendo esse surtir efeito contrario piorando a situação, levando ao distanciamento dos subordinados em relação ao líder. No contexto atual, os rápidos e, por vezes, imprevisíveis movimentos ambientais – nas esferas política, econômica, social e legal – conduzem as empresas para a contínua transformação. Dessa forma, todos os integrantes da empresa devem ter a capacidade de produzir respostas rápidas. Isto exige, cada vez mais, trabalho em equipe. Este, por sua vez, exige liderança eficaz. 35 2.5 – Liderança num contexto mais contemporâneo. A liderança hoje não se trata mais apenas de mandar pessoas exercerem determinadas funções, ou de possuir uma série de traços, ou comportamento que o tornem diferente dos demais, tornando-o alguém especial que deve ser seguido a todo custo. O funcionário não pode ser visto apenas como uma ferramenta para a organização, mas como um ser humano dotado de sentimentos, especialidades, talentos, com a capacidade de agregar valores à organização. A visão do líder deve ser mais ampla, vislumbrado um ambiente de trabalho mais agradável, melhorando a produção, aumentando a rentabilidade de uma forma que agrade a todas a partes envolvidas. Paulo (2009) fala que, o líder deve ser mais que um simples chefe, deve saber levar sua equipe ao êxito e motivá-la. No século XXI, a liderança passa finalmente a considerar o estilo motivacional, começando perceber a necessidade dos colaboradores como pessoas de uma sociedade, que podem corresponder melhor quando estão bem motivadas, aumentando o potencial da organização e consequentemente alcançando os objetivos propostos. 2.5.1 – Liderança carismática. Carisma de acordo com Maximiano (2004, p. 323), “significa dom divino, que causa forte impressão nos seguidores. Normalmente, sugere santos, são heróis e personagens extraordinários”. Entretanto, carisma também pode ser tido como uma qualidade humana, geralmente bastante admirada e buscada nas organizações, principalmente quando essa característica está presente na liderança. Segundo Simões (2009, p. 01): O carisma foca muito nas emoções, o líder estimula os sentimentos do grupo que acaba por desenvolver uma relação de amizade, um coleguismo maior, facilitando as tarefas diárias e criando um ambiente de trabalho prazeroso. O carisma é uma das condições mais importantes para se buscar em um líder, porém lembre-se, não é a única. Com tais definições de carisma, então o que seria liderança carismática? Segundo Robbins (2005, p. 282), “a teoria da liderança carismática diz que os seguidores do líder atribuem a ele capacidades heroicas ou extraordinárias de liderança quando observam determinados comportamentos”. Em outras palavras esses líderes apresentam dons característicos deles próprios, 36 1. Visão e articulação. Eles têm uma visão – expressa como uma meta idealizada – que propõe um futuro melhor que o status quo. São capazes de esclarecer a importância da visão em termos compreensíveis para os demais. 2. Risco pessoal. Estão dispostos a correr riscos pessoais, sofrer altos custos e submeter-se ao auto sacrifício para atingir sua visão. 3. Sensibilidade ao ambiente. São capazes de fazer avaliações realistas das limitações ambientais e dos recursos necessários para a realização da mudança. 4. Sensibilidade para as necessidades dos seus liderados. São perceptivos em relação às capacidades dos outros e sensíveis às suas necessidades e sentimentos 5. Comportamento não convencional. Engajam-se em comportamentos que são percebidos como novidades e que vão contra as normas que geralmente não podem ser visto diariamente, sendo dessa forma capazes de realizar feitos notáveis e por muitas vezes tidos como impossíveis. Jackson e Parry (2010, P. 58) ainda enfocam que, “a variável fundamental é a motivação e a reação dos liderado que os líderes carismáticos conseguem aproveitar”. Dessa forma a motivação acaba gerando reações positivas as quais podem beneficiar a gestão e consequentemente o seu universo organizacional. Segundo Massie apud Maximiano (2004, p. 324): Qualquer que seja o qualificativo, o líder desse tipo é alguém que leva os seguidores a transcenderem seus próprios interesses e a trabalharem excepcionalmente para a concretização da missão, meta ou causa. Para alcançar esse grau de comprometimento e realização, os líderes carismáticos devem dar especial atenção para as necessidades de desenvolvimento de seus seguidores. No final das contas, os líderes carismáticos afetam profundamente seus seguidores porque os encorajam e inspiram, para que eles vejam os problemas de uma maneira diferente, dêem o máximo de si e apresentem novas ideias. Para David Lohman, a liderança transformadora consiste em estabelecer valores e padrões e criar os meios para guiar os esforços coletivos na direção