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Taxonomia da Dor: Protocolo Kyoto da Sociedade Internacional para o Estudo da Dor e Atualizações. Prof. Dr. Renato Leonardo de Freitas defreitas.rl@gmail.com Biomedical Sciences Institute (ICB), Federal University of Alfenas (UNIFAL-MG) & Laboratory of Pain & Emotions . Multiuser Centre of Neuroelectrophysiology. Department of Surgery and Anatomy, Ribeirão Preto Medical School of the University of São Paulo (FMRP-USP). https://www.iasp-pain.org/index.aspx https://www.iasp-pain.org/index.aspx https://www.iasp-pain.org/index.aspx https://www.iasp-pain.org/index.aspx https://www.iasp-pain.org/terminology?navItemNumber=576 https://www.iasp-pain.org/terminology?navItemNumber=576 https://www.iasp-pain.org/terminology?navItemNumber=576 https://www.iasp-pain.org/terminology?navItemNumber=576 Artigo “The Kyoto protocol of IASP Basic Pain Terminology”, de John D. Loeser e Rolf-Detlef Treede (2008) Terminologia Básica de Dor da IASP Força-Tarefa em Taxonomia da IASP É necessário para um entendimento global na avaliação e tratamento da dor classificarmos os termos comuns nesse grande universo da medicina e, então, surge o conceito de taxonomia. TAXONOMIA TERMINOLOGIA terminologia substantivo feminino 1. conjunto de termos específicos ou sistema de palavras us. numa disciplina particular (p.ex., a terminologia da botânica, da marinharia, da matemática); nomenclatura. A palavra Taxonomia vem do grego Tassein: classificação; Nomos: lei. Foi usada por muito tempo quase que exclusivamente como sinônimo de classificação dos organismos vivos. Mais tarde, porém, seu sentido foi ampliado, abrangendo muito mais que apenas os organismos vivos, podendo significar hoje em dia: classificação das coisas ou princípios subjacentes da classificação. Dessa forma, podemos, através de um esquema taxonômico, classificar quase tudo. Mas o que é taxonomia mesmo? Então, quando falamos de taxonomia da dor, estamos nos referindo a termos usados pelos profissionais que lidam com pacientes com dor. Com essas definições pré-estabelecidas fica muito mais fácil a comunicação entre os vários profissionais de várias áreas da saúde em vários lugares ao redor do mundo, facilitando o diagnóstico, o tratamento e a pesquisa em um problema que cresce na realidade do nosso dia a dia à medida que o tempo vai passando. Mas o que é taxonomia mesmo? Pain Allodynia* Analgesia Anesthesia Dolorosa Causalgia Dysesthesia Hyperalgesia* Hyperesthesia Hyperpathia Hypoalgesia Hypoesthesia Interdisciplinary Treatment* Multidisciplinary Treatment* Multimodal Treatment* Neuralgia Neuritis Neuropathic Pain* Central Neuropathic Pain Peripheral Neuropathic Pain* Neuropathy* Nociception* Nociceptive Neuron* Nociceptive Pain* Nociceptive Stimulus* Nociceptor* Nociplastic Pain* Noxious Stimulus Pain Threshold* Pain Tolerance Level* Paresthesia Sensitization* Central Sensitization* Peripheral Sensitization* Unimodal Treatment* Um asterisco (*) indica que o termo foi recentemente introduzido ou a definição foi revista desde a publicação de 1994 PAIN TERMS Last Updated: December 14, 2017 https://www.iasp-pain.org/Education/Content.aspx?ItemNumber=1698&navItemNumber=576 https://www.iasp-pain.org/Education/Content.aspx?ItemNumber=1698&navItemNumber=576 https://www.iasp-pain.org/Education/Content.aspx?ItemNumber=1698&navItemNumber=576 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DOR “Uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial, ou descrita nos termos dessa lesão” (Merskey e Bogduk, 2014 - IASP) Sensorial-discriminativo: percepção e detecção Afetivo-motivacional: Interpretação da experiência dolorosa Cognitivo-avaliativo: Compreeensão da experiência dolorosa 1- Dor Inclusão da dor crônica como uma doença em amplo sentido. Apesar do reconhecimento da dor crônica como doença ser um dos objetivos da IASP, o comitê não considera isso como sendo uma questão de taxonomia; “Dor é a percepção emocional desagradável e não desejável de uma sensação nociceptiva”. Ainda, poderíamos enfatizar que esta sensação nociceptiva pode ter origem nos neurônios nociceptivos periféricos ou centrais. 1- Dor 1- Dor Nociception* O processo neural de codificação de estímulos nocivos. Note: Consequences of encoding may be autonomic (e. g. elevated blood pressure) or behavioral (motor withdrawal reflex or more complex nocifensive behavior). Pain sensation is not necessarily implied. 2- Nocicepção Processo neural de codificação e processamento de estímulos nocivos. A versão de 2008 introduziu uma sequência hierárquica de termos fisiológicos. Esta cobre várias características da nocicepção (estímulo nocivo, nociceptor, neurônio nociceptivo, nocicepção, estímulo nociceptivo, sensibilização periférica e central). 2- Nocicepção “Nocicepção” e “dor” não devem ser confundidas, pois uma pode ocorrer sem a outra. Por exemplo, após anestesia local do nervo mandibular para procedimentos odontológicos, há nocicepção periférica sem dor, enquanto em um paciente com dor talâmica há dor sem nocicepção periférica. Rang & Dale. FARMACOLOGIA. 7o ed MECANISMOS DE GERAÇÃO, TRANSDUÇÃO E TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO Muitos membros do corpo editorial da revista Pain sugeriram que deveria haver distinção entre “nociceptor” (o receptor sensorial ou o terminal nervoso) e “neurônio nociceptivo” (um neurônio inteiro incluindo seus dendritos e axônio, e que pode ser tanto periférico ou central). De acordo com esta definição, os nociceptores correspondem aos ramos periféricos dos neurônios nociceptivos periféricos (seus ramos centrais são os terminais pré-sinápticos na medula espinal). Os nociceptores transduzem e codificam estímulos nocivos e, atualmente, temos um bom entendimento acerca dos mecanismos de transdução sensorial nos nociceptores. “evento nocivo” (ou “estímulo nocivo”) “estímulo nociceptivo” Nocicepção é uma sensação Dor é a percepção desta sensação Um ferimento “doloroso” pode não “doer” “nociceptor” (o receptor sensorial ou o terminal nervoso) “neurônio nociceptivo” (um neurônio inteiro incluindo seus dendritos e axônio, e que pode ser tanto periférico ou central) 2- Nocicepção • O termo fisiológico “sensibilização” aplica-se tanto à redução no limiar quanto ao aumento na intensidade da resposta a estímulos supralimiares. • Descargas espontâneas também podem ocorrer. Esta definição também inclui aumento no tamanho dos campos receptivos, assim como da responsividade à estimulação normalmente sublimiar (uma consequência lógica da redução do limiar). 2- Nocicepção (Sensibilização) • Enquanto a sensibilização periférica pode ser definida simplesmente como responsividade aumentada dos nociceptores à estimulação de seus campos receptivos, a responsividade aumentada de neurônios nociceptivos centrais à estimulação de seus campos receptivos não é suficientemente precisa para definir sensibilização central. • Neurônios nociceptivos centrais manifestarão sensibilização periférica como uma resposta aumentada a estímulos periféricos, sem mudar suas próprias propriedades de resposta. • Assim, a sensibilização central é definida como responsividade aumentada de neurônios nociceptivos no sistema nervoso central à sua estimulação normal ou sublimiar. 2- Nocicepção (Sensibilização) 2- Nocicepção (Sensibilização) Dor nociceptiva Potencial receptor Potencial de ação Potencial pós-sináptico excitatório 2- Nocicepção: Transdução do estímulo nociceptivo MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO Nociceptores Terminações nervosas livres sensíveis à estímulos táteis, térmicos ou químicos v = 25-50 m/s v = 2 m/s PURVES . Neuroscience, 2007 MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO Organização anatômica do sistema nociceptivo na medula espinal Propriedade dos aferentes primários C e A-beta M.J. Millan, Progress in Neurobiology 66:355, 2002 Fibra-C Fibra-Ab Intensidade da dor x Frequência dos Potenciais de Ação Intensidade do estímulo In te n si d ad e d a d o r 0 2 4 6 8 10 resposta fisiológica a um estímulo nociceptivo Potencial de Ação Tempo Potencial de Ação Tempo Potencial de Ação Tempo Potencial de Ação Tempo • “Hiperalgesia” é um termo psicofísico que agora é proposto como um termo para designar todas as condições de sensibilidade dolorosa aumentada. • Dessa forma, a definição de hiperalgesia está em paralelo com aquela do termo fisiológico “sensibilização”. • “Alodinia” passa a ser, então, um caso especial de hiperalgesia. O termo “alodinia” foi inicialmente introduzido para descrever o sinal clínico que agora chamamos “alodinia tátil dinâmica”, que é mediada por ativação periférica de receptores táteis que ganham acesso ao processamento nociceptivo central. • A nova definição de alodinia é próxima à sua definição original e reflete o fato de que na alodinia o estímulo e o tipo de resposta diferem. 2- Hiperalgesia e Alodinia • Na alodinia devem estar envolvidos neurônios não nociceptivos mielinizados além dos neurônios nociceptivos clássicos. Isto porque estímulos não-nociceptivos, como o roçar de uma roupa sobre a pele, o vento, o frio, etc, podem desencadear uma percepção dolorosa. • Assim, durante a alodinia, a intensidade ou qualidade do estímulo provoca uma resposta dolorosa desproporcional ou inesperada. 2- Hiperalgesia e Alodinia Alodínia: Condição em que estímulos normalmentes inócuos são percebidos como nociceptivo - hipersensibilidade ao estímulo mecânico (tátil); Hiperalgesia (hipernocicepção): Aumento da sensibilidade a estímulos nocivos; 2- Hiperalgesia e Alodinia Modificado de Milan, 1999. Progress in Neurobiology Tipo Duração Característic as temporais relacionadas com a causa Principais característica s Classe Valor adaptativo Exemplos Fásica/ aguda Segundos Instantânea/ simultânea “Proporcional a causa” Nociceptiva Alto e preventivo Contato com superfície quente Subcrôni ca/ prolonga da Horas/ dias Recuperação após a solução Hiperalgesia 1a e 2ª; Alodinia ; Dor espontânea Principalmen te nociceptiva, mas também neuropática Proteção e recuperação Lesão inflamada Crônica/ clínica Meses/ anos Persistente/ Contínua após a solução da injúria Hiperalgesia 1a e 2ª ; Alodinia; Dor espontânea; Parastesias/ Distesias; Componente afetivo e emocional Nociceptiva e neuropática Nenhum e mal- adaptativo Artrite; lesão na PAF e no SNC; doença metastática CLASSIFICAÇÃO FISIOPATOLÓGICA: PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA DOR Modificado de Milan, 1999. Progress in Neurobiology Dor nociceptiva Dor inflamatória Dor neuropática Causada pela ativacão de nociceptores (mecânico, térmico ou químico) Alerta e protege contra uma lesão Resolvecom o tempo Causada pela lesão do sistema nevoso central e/ou periférico Não tem um propósito específico Geralmente persistente e crônica (mesmo após solucão da lesão primária) Causada por lesão tecidual Uma sensação anormal desagradável, seja espontânea ou evocada. Compare com dor e com parestesia. Casos especiais de disestesia incluem hiperalgesia e alodinia. A disestesia deve ser sempre desagradável e a parestesia não deve ser desagradável, embora se reconheça que o limítrofe pode apresentar algumas dificuldades na hora de decidir se uma sensação é agradável ou desagradável. Deve ser sempre especificado se as sensações são espontâneas ou evocadas. Disestesia Sensação anormal, espontânea ou evocada. Compare com disestesia. Após muita discussão, concordou-se em recomendar que a parestesia seja usada para descrever uma sensação anormal que não seja desagradável, enquanto a disestesia seja usada preferencialmente para uma sensação anormal que seja considerada desagradável. O uso de um termo (parestesia) para indicar sensações espontâneas e o outro para se referir a sensações evocadas não é favorecido. Há um sentido em que, como a parestesia se refere a sensações anormais em geral, pode incluir disestesia, mas o inverso não é verdadeiro. A disestesia não inclui todas as sensações anormais, mas apenas aquelas que são desagradáveis. Parestesia Síndrome de dor persistente em queimação, alodinia e hiperpatia após uma lesão nervosa traumática, muitas vezes combinada com disfunção vasomotora e sudomotora e alterações tróficas posteriores. Causalgia Nevralgia desagradável que se apresenta numa extremidade em que se produziu uma lesão parcial dos nervos simpáticos e sensitivos. O afluxo sanguíneo à extremidade e o desenvolvimento da pele e das unhas podem também alterar-se. Maior sensibilidade à estimulação, excluindo os sentidos especiais. O estímulo e o locus devem ser especificados. A hiperestesia pode se referir a vários modos de sensibilidade cutânea, incluindo toque e sensação térmica, sem dor, bem como à dor. A palavra é usada para indicar tanto o limiar diminuído para qualquer estímulo quanto uma resposta aumentada a estímulos que são normalmente reconhecidos. A alodinia é sugerida para dor após estimulação que normalmente não é dolorosa. A hiperestesia inclui alodinia e hiperalgesia, mas os termos mais específicos devem ser usados onde quer que sejam aplicáveis. Hiperestesia Síndrome dolorosa caracterizada por uma reação anormalmente dolorosa a um estímulo, especialmente um estímulo repetitivo, bem como um aumento do limiar. Nota: Pode ocorrer com alodinia, hiperestesia, hiperalgesia ou disestesia. Identificação defeituosa e localização do estímulo, atraso, sensação de irradiação e aftersensation podem estar presentes, e a dor é muitas vezes explosiva no caráter. Hiperpatia Pain Allodynia* Analgesia Anesthesia Dolorosa Causalgia Dysesthesia Hyperalgesia* Hyperesthesia Hyperpathia Hypoalgesia Hypoesthesia Interdisciplinary Treatment* Multidisciplinary Treatment* Multimodal Treatment* Neuralgia Neuritis Neuropathic Pain* Central Neuropathic Pain Peripheral Neuropathic Pain* Neuropathy* Nociception* Nociceptive Neuron* Nociceptive Pain* Nociceptive Stimulus* Nociceptor* Nociplastic Pain* Noxious Stimulus Pain Threshold* Pain Tolerance Level* Paresthesia Sensitization* Central Sensitization* Peripheral Sensitization* Unimodal Treatment* Um asterisco (*) indica que o termo foi recentemente introduzido ou a definição foi revista desde a publicação de 1994 PAIN TERMS Last Updated: December 14, 2017 X X X X X X X X X X X X X X X X https://www.iasp-pain.org/Education/Content.aspx?ItemNumber=1698&navItemNumber=576 https://www.iasp-pain.org/Education/Content.aspx?ItemNumber=1698&navItemNumber=576 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FARMACOLOGIA. 7o ed REVISANDO: GERAÇÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO E MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO Neurociência da Mente e do Comportamento: As Dores - Leda Menescal de Oliveira T. Neoespinotalâmico VIAS DE CONDUÇÃO (ASCENDENTE) DA NOCICEPÇÃO Colloca et al. 2017. Nat Rev Dis Primers. Neuralgia Dor na distribuição de um nervo ou nervos. Neuralgia Inflamação de um nervo ou nervos. Nota: Não deve ser usado a menos que a inflamação esteja presente Neurite Dor causada por uma lesão ou doença do sistema nervoso somatossensorial. A dor neuropática é uma descrição clínica (e não um diagnóstico) que requer uma lesão demonstrável ou uma doença que satisfaz os critérios diagnósticos neurológicos estabelecidos. O termo lesão é comumente usado quando investigações diagnósticas (por exemplo, exames de imagem, neurofisiologia, biópsias, exames laboratoriais) revelam uma anormalidade ou quando houve trauma evidente. Dor neuropática Dor neuropática central Dor causada por uma lesão ou doença do sistema nervoso central somatossensorial. Veja nota de dor neuropática. Dor neuropática periférica Dor causada por uma lesão ou doença do sistema nervoso somatossensorial periférico. Veja nota de dor neuropática. Neuropatia Uma violação da função ou modificação patológica em um nervo: em um nervo, mononeuropatia; em vários nervos, múltiplas mononeuropatia; se polineuropatia difusa e bilateral. Nota: A neurite (q.v.) é um caso especial de neuropatia e está agora reservada para processos inflamatórios que afetam os nervos. Dor neuropática Sistema neuronal conectado as vias aferentes nociceptivas que modulam ou bloqueiam completamente a passagem das informações da dor Teoria do Portão (Melzack & Wall, 1965) Mecanismos centrais de controle da dor Teoria da Comporta Espinal Teoria do Portão (Melzack & Wall, 1965) Ronald Melzack- -Patrick D. Wall dor Tato pressão... Fibras de projeção A, C Mecanismos centrais de controle da dor Fibras de projeção LESÃO IN Teoria do Portão (Melzack & Wall, 1965) Mecanismos centrais de controle da dor Teoria do Portão (Melzack & Wall, 1965) Fibras de projeção LESÃO IN TATO • Ausência de dor em resposta à estimulação que normalmente seria dolorosa. Analgesia 2o neurônio 1o neurônio Analgesia Descrição Anestesia Dolorosa (AD) é uma das complicações mais temidas do tratamento da neuralgia do trigêmeo. Ocorre quando o nervo trigêmeo é lesado por uma cirurgia ou trauma físico, resultando em dormência na face, com dor presente dentro da área insensível. Causas A AD é causada por lesão do nervo trigêmeo, tanto deliberadamente como durante o tratamento ablativo da neuralgia do trigêmeo, ou acidentalmente, como durante a lesão do nervo trigêmeo por algum outro motivo. Anestesia Dolorosa Anestesia Dolorosa Dor em uma área ou região que é anestésica. Diminuição da dor em resposta a um estímulo normalmente doloroso. A hipoalgesia foi anteriormente definida como sensibilidade diminuída à estimulação nociva, tornando-se um caso particular de hipoestesia (q.v.). No entanto, agora se refere apenas à ocorrência de relativamente menos dor em resposta à estimulação que produz dor. A hipoestesia abrange o caso de sensibilidade diminuída à estimulação normalmente dolorosa. Hipoalgesia A intensidade máxima de um estímulo produtor de dor que um sujeito está disposto a aceitar em uma determinada situação. Nota: Tal como acontece com o limiar da dor, o nível de tolerância à dor é a experiência subjetiva do indivíduo. Os estímulos que normalmente são medidos em relação à sua produção são os estímulos do nível de tolerância à dor e não o próprio nível. Nível de tolerância à dor 2o neurônio 1o neurônio PURVES et al., Neuroscience, 2012 VIA DESCENDENTE DE MODULAÇÃO DA DOR Origem das vias descendentes supra-espinal • Hipotálamo: a.h. lateral (PAG, RVM) n. pré-optico medial (PAG, RVM) n. Paraventricular e arqueado (SC) • Núcleo parabraquial • Núcleo do trato solitário (NTS) • RVM (rostroventromedial): n. rafe magno (5-HT) n. reticular giganto-celular n. reticular paragiganto celular • Núcleo dorso-reticular: ’Difffuse Noxious Inhibitory Controls’ • Substância cinzenta periaquedutal (PAG): • Córtex: frontal (NRM), parietal e insular • Complexo amigdalóide M.J. Millan, Progress in Neurobiology 66:355-474, 2002 • Locus coeruleus (NA) M.J. Millan, Progress in Neurobiology 66:355, 2002 Ação de neurotransmissores nas vias descendentes: inibição e facilitação 2o neurônio 1o neurônio PURVES et al., Neuroscience, 2001 VIA DESCENDENTE DE INIBIÇÃO DA DOR Colloca et al. 2017. Nat Rev Dis Primers. SENSIBILIZAÇÃO PERIFÉRICA • “Aumento na responsividade e redução do limiar de nociceptores à estimulação de seus campos receptivos”. SENSIBILIZAÇÃO CENTRAL • “Aumento na responsividade de neurônios nociceptivos do sistema nervoso central à estimulação aferente normal ou sublimiar”. Dor inflamatória: sensibilização periférica Dor nociceptiva Dor nociceptiva Dor inflamatória sensibilização periférica Mecanismos espinais associados à dor neuropática Periférico Central Atividade espontânea de nociceptores Redistribuição de canais de sódio Nav1.8 Sensibilização de neurônios espinais Facilitação descendente Alteração fenotípica central Re-organização funcional Alteração fenotípica nos neurônios primários Degeneração de neurônios primários Aumento da atividade simpática Desinibição central D.W. Sah et al., Nature Reviews 2:460, 2003 Sensibilização periférica (inflamação aguda) Hiperatividade da glia • Dor que surge da nocicepção alterada, apesar de não haver evidência clara de dano tecidual real ou ameaçado causando a ativação de nociceptores periféricos ou evidência de doença ou lesão do sistema somatossensorial causando a dor. Nota: Os pacientes podem ter uma combinação de dor nociceptiva e nociplástica DOR NOCIPLÁSTICA DOR NOCIPLÁSTICA A Mechanism-Based Approach to Physical Therapist Management of Pain Ruth L. Chimenti, Laura A. Frey-Law, Kathleen A. Sluka DOR CRÔNICA É INDUZIDA PELAS ALTERAÇÕES EM NÍVEIS PERIFÉRICOS, ESPINAIS E CORTICAIS Xu e cols., Molecular Pain 2012 Bingel e cols., Neuroscience Letters, 2012 MECANISMOS CORTICAIS NA CRONIFICAÇÃO DA DOR Alterações cerebrais na dor crônica 2 conceitos que se relacionam com o desenvolvimento da dor crônica seguindo: Danos periféricos ou percursos CNS envolvidos na dor. INTERDISCIPLINAR E MULTIDICISPLINAR TRATAMENTO UNIMODAL E MULTIMODAL Pain Allodynia* Analgesia AnesthesiaDolorosa Causalgia Dysesthesia Hyperalgesia* Hyperesthesia Hyperpathia Hypoalgesia Hypoesthesia Interdisciplinary Treatment* Multidisciplinary Treatment* Multimodal Treatment* Neuralgia Neuritis Neuropathic Pain* Central Neuropathic Pain Peripheral Neuropathic Pain* Neuropathy* Nociception* Nociceptive Neuron* Nociceptive Pain* Nociceptive Stimulus* Nociceptor* Nociplastic Pain* Noxious Stimulus Pain Threshold* Pain Tolerance Level* Paresthesia Sensitization* Central Sensitization* Peripheral Sensitization* Unimodal Treatment* Um asterisco (*) indica que o termo foi recentemente introduzido ou a definição foi revista desde a publicação de 1994 PAIN TERMS Last Updated: December 14, 2017 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X https://www.iasp-pain.org/Education/Content.aspx?ItemNumber=1698&navItemNumber=576 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E nunca temas uma tempestade, Não deixes nada te desanimar, Quanto maior for a dificuldade, Com mais empenho deves lutar. Sigas em frente com humildade, Buscando o próximo respeitar, Propagues a justiça e a verdade E assim farás o mundo melhorar. Aos princípios tenhas fidelidade, O amor e a fé podem tudo mudar, O teu sonho se tornará realidade Se nele não deixares de acreditar. Dennys Távora https://www.pensador.com/autor/dennys_tavora/ https://www.pensador.com/autor/dennys_tavora/ https://www.pensador.com/autor/dennys_tavora/