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Taxonomia da Dor: Protocolo Kyoto da Sociedade 
Internacional para o Estudo da Dor e Atualizações. 
Prof. Dr. Renato Leonardo de Freitas 
defreitas.rl@gmail.com 
 
Biomedical Sciences Institute (ICB), Federal University of Alfenas (UNIFAL-MG) 
& 
Laboratory of Pain & Emotions . 
Multiuser Centre of Neuroelectrophysiology. Department of Surgery and Anatomy, 
Ribeirão Preto Medical School of the University of São Paulo (FMRP-USP). 
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Artigo “The Kyoto protocol of IASP Basic Pain Terminology”, 
de John D. Loeser e Rolf-Detlef Treede (2008) 
Terminologia Básica de Dor da IASP 
 
 
Força-Tarefa em Taxonomia da IASP 
 É necessário para um entendimento global 
na avaliação e tratamento da dor classificarmos os 
termos comuns nesse grande universo da 
medicina e, então, surge o conceito de taxonomia. 
TAXONOMIA 
TERMINOLOGIA 
terminologia 
substantivo feminino 
1. conjunto de termos específicos ou sistema de 
palavras us. numa disciplina particular (p.ex., a 
terminologia da botânica, da marinharia, da 
matemática); nomenclatura. 
A palavra Taxonomia vem do grego Tassein: classificação; Nomos: 
lei. Foi usada por muito tempo quase que exclusivamente como 
sinônimo de classificação dos organismos vivos. Mais tarde, 
porém, seu sentido foi ampliado, abrangendo muito mais que 
apenas os organismos vivos, podendo significar hoje em dia: 
classificação das coisas ou princípios subjacentes da classificação. 
Dessa forma, podemos, através de um esquema taxonômico, 
classificar quase tudo. 
 
 
Mas o que é taxonomia mesmo? 
Então, quando falamos de taxonomia da dor, estamos nos 
referindo a termos usados pelos profissionais que lidam com 
pacientes com dor. Com essas definições pré-estabelecidas fica 
muito mais fácil a comunicação entre os vários profissionais de 
várias áreas da saúde em vários lugares ao redor do mundo, 
facilitando o diagnóstico, o tratamento e a pesquisa em um 
problema que cresce na realidade do nosso dia a dia à medida que 
o tempo vai passando. 
Mas o que é taxonomia mesmo? 
Pain 
Allodynia* 
Analgesia 
Anesthesia 
Dolorosa 
Causalgia 
Dysesthesia 
Hyperalgesia* 
Hyperesthesia 
Hyperpathia 
Hypoalgesia 
Hypoesthesia 
 
Interdisciplinary Treatment* 
Multidisciplinary 
Treatment* 
Multimodal Treatment* 
Neuralgia 
Neuritis 
Neuropathic Pain* 
Central Neuropathic Pain 
Peripheral Neuropathic 
Pain* 
Neuropathy* 
Nociception* 
Nociceptive Neuron* 
Nociceptive Pain* 
Nociceptive Stimulus* 
Nociceptor* 
Nociplastic Pain* 
Noxious Stimulus 
Pain Threshold* 
Pain Tolerance Level* 
Paresthesia 
Sensitization* 
Central Sensitization* 
Peripheral Sensitization* 
Unimodal Treatment* 
Um asterisco (*) indica que o termo foi recentemente introduzido ou a definição foi revista 
desde a publicação de 1994 
PAIN TERMS 
Last Updated: December 14, 2017 
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Laocoonte e Seus Filhos Atacados por Serpentes 
 ? 
DOR 
“Uma experiência sensorial e emocional 
desagradável associada a uma lesão 
tecidual real ou potencial, ou descrita nos 
termos dessa lesão” 
(Merskey e Bogduk, 2014 - IASP) 
Sensorial-discriminativo: percepção e detecção 
Afetivo-motivacional: Interpretação da experiência dolorosa 
Cognitivo-avaliativo: Compreeensão da experiência dolorosa 
1- Dor 
 Inclusão da dor crônica como uma doença 
em amplo sentido. 
 
 Apesar do reconhecimento da dor crônica 
como doença ser um dos objetivos da 
IASP, o comitê não considera isso como 
sendo uma questão de taxonomia; 
 
 “Dor é a percepção emocional 
desagradável e não desejável de uma 
sensação nociceptiva”. 
 
 Ainda, poderíamos enfatizar que esta 
sensação nociceptiva pode ter origem nos 
neurônios nociceptivos periféricos ou 
centrais. 
1- Dor 
1- Dor 
Nociception* 
 
O processo neural de codificação de 
estímulos nocivos. 
 
Note: Consequences of encoding may be autonomic (e. g. 
elevated blood pressure) or behavioral (motor withdrawal 
reflex or more complex nocifensive behavior). Pain 
sensation is not necessarily implied. 
2- Nocicepção 
 
Processo neural de codificação e processamento de estímulos 
nocivos. 
 
A versão de 2008 introduziu uma sequência hierárquica de 
termos fisiológicos. Esta cobre várias características da 
nocicepção (estímulo nocivo, nociceptor, neurônio nociceptivo, 
nocicepção, estímulo nociceptivo, sensibilização periférica e 
central). 
2- Nocicepção 
 
 “Nocicepção” e “dor” não devem ser confundidas, pois uma pode 
ocorrer sem a outra. 
 
Por exemplo, após anestesia local do nervo mandibular para 
procedimentos odontológicos, há nocicepção periférica sem dor, 
enquanto em um paciente com dor talâmica há dor sem 
nocicepção periférica. 
Rang & Dale. FARMACOLOGIA. 7o ed 
MECANISMOS DE GERAÇÃO, TRANSDUÇÃO E 
TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO 
Muitos membros do corpo editorial da 
revista Pain sugeriram que deveria 
haver distinção entre “nociceptor” (o 
receptor sensorial ou o terminal 
nervoso) e “neurônio nociceptivo” 
(um neurônio inteiro incluindo seus 
dendritos e axônio, e que pode ser 
tanto periférico ou central). De acordo 
com esta definição, os nociceptores 
correspondem aos ramos periféricos 
dos neurônios nociceptivos periféricos 
(seus ramos centrais são os terminais 
pré-sinápticos na medula espinal). Os 
nociceptores transduzem e codificam 
estímulos nocivos e, atualmente, 
temos um bom entendimento acerca 
dos mecanismos de transdução 
sensorial nos nociceptores. 
“evento nocivo” 
(ou “estímulo nocivo”) 
“estímulo nociceptivo” 
Nocicepção é uma sensação 
Dor é a percepção desta sensação 
Um ferimento “doloroso” pode 
não “doer” 
“nociceptor” (o receptor sensorial ou o terminal nervoso) 
“neurônio nociceptivo” (um neurônio inteiro incluindo seus 
dendritos e axônio, e que pode ser tanto periférico ou central) 
2- Nocicepção 
 
• O termo fisiológico “sensibilização” aplica-se tanto à 
redução no limiar quanto ao aumento na intensidade da 
resposta a estímulos supralimiares. 
 
• Descargas espontâneas também podem ocorrer. Esta 
definição também inclui aumento no tamanho dos 
campos receptivos, assim como da responsividade à 
estimulação normalmente sublimiar (uma consequência 
lógica da redução do limiar). 
2- Nocicepção (Sensibilização) 
 
• Enquanto a sensibilização periférica pode ser definida 
simplesmente como responsividade aumentada dos nociceptores 
à estimulação de seus campos receptivos, a responsividade 
aumentada de neurônios nociceptivos centrais à estimulação de 
seus campos receptivos não é suficientemente precisa para 
definir sensibilização central. 
 
• Neurônios nociceptivos centrais manifestarão sensibilização 
periférica como uma resposta aumentada a estímulos periféricos, 
sem mudar suas próprias propriedades de resposta. 
 
• Assim, a sensibilização central é definida como responsividade 
aumentada de neurônios nociceptivos no sistema nervoso central 
à sua estimulação normal ou sublimiar. 
2- Nocicepção (Sensibilização) 
 
2- Nocicepção (Sensibilização) 
 
Dor nociceptiva 
Potencial 
receptor 
Potencial 
de ação 
Potencial 
pós-sináptico 
excitatório 
2- Nocicepção: Transdução do estímulo nociceptivo 
 
 
MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO 
NOCICEPTIVO 
Nociceptores 
Terminações nervosas livres sensíveis à 
estímulos táteis, térmicos ou químicos 
 
v = 25-50 m/s 
v = 2 m/s 
PURVES . Neuroscience, 2007 
MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO 
NOCICEPTIVO 
Organização anatômica do sistema nociceptivo na 
medula espinal 
Propriedade dos aferentes primários C e A-beta 
M.J. Millan, Progress in Neurobiology 66:355, 2002 
Fibra-C 
Fibra-Ab 
Intensidade da dor x Frequência dos Potenciais de Ação 
Intensidade do estímulo 
In
te
n
si
d
ad
e 
d
a 
d
o
r 
0 
2 
4 
6 
8 
10 
resposta fisiológica 
a um estímulo nociceptivo 
Potencial 
de Ação 
Tempo 
Potencial 
de Ação 
Tempo 
Potencial 
de Ação 
Tempo 
Potencial 
de Ação 
Tempo 
• “Hiperalgesia” é um termo psicofísico que agora é proposto como 
um termo para designar todas as condições de sensibilidade 
dolorosa aumentada. 
• Dessa forma, a definição de hiperalgesia está em paralelo com 
aquela do termo fisiológico “sensibilização”. 
 
• “Alodinia” passa a ser, então, um caso especial de hiperalgesia. O 
termo “alodinia” foi inicialmente introduzido para descrever o 
sinal clínico que agora chamamos “alodinia tátil dinâmica”, que é 
mediada por ativação periférica de receptores táteis que ganham 
acesso ao processamento nociceptivo central. 
• A nova definição de alodinia é próxima à sua definição original e 
reflete o fato de que na alodinia o estímulo e o tipo de resposta 
diferem. 
2- Hiperalgesia e Alodinia 
• Na alodinia devem estar envolvidos neurônios 
não nociceptivos mielinizados além dos 
neurônios nociceptivos clássicos. Isto porque 
estímulos não-nociceptivos, como o roçar de 
uma roupa sobre a pele, o vento, o frio, etc, 
podem desencadear uma percepção dolorosa. 
 
• Assim, durante a alodinia, a intensidade ou 
qualidade do estímulo provoca uma resposta 
dolorosa desproporcional ou inesperada. 
2- Hiperalgesia e Alodinia 
Alodínia: Condição em que estímulos normalmentes inócuos são percebidos 
como nociceptivo - hipersensibilidade ao estímulo mecânico (tátil); 
Hiperalgesia (hipernocicepção): Aumento da sensibilidade a estímulos 
nocivos; 
2- Hiperalgesia e Alodinia 
Modificado de Milan, 1999. Progress in Neurobiology 
Tipo Duração Característic
as temporais 
relacionadas 
com a causa 
Principais 
característica
s 
Classe Valor 
adaptativo 
Exemplos 
Fásica/ 
aguda 
Segundos Instantânea/ 
simultânea 
“Proporcional a 
causa” 
Nociceptiva Alto e 
preventivo 
Contato com 
superfície 
quente 
Subcrôni
ca/ 
prolonga
da 
Horas/ 
dias 
Recuperação 
após a 
solução 
Hiperalgesia 1a 
 e 2ª; 
Alodinia ; 
 Dor 
espontânea 
Principalmen
te 
nociceptiva, 
mas também 
neuropática 
Proteção e 
recuperação 
Lesão 
inflamada 
Crônica/ 
clínica 
Meses/ 
anos 
Persistente/ 
Contínua após 
a solução da 
injúria 
Hiperalgesia 1a 
 e 2ª ; 
Alodinia; 
Dor 
espontânea; 
Parastesias/ 
Distesias; 
Componente 
afetivo e 
emocional 
Nociceptiva e 
neuropática 
Nenhum e 
mal-
adaptativo 
Artrite; 
lesão na PAF 
e no SNC; 
doença 
metastática 
CLASSIFICAÇÃO FISIOPATOLÓGICA: PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA 
DOR 
Modificado de Milan, 1999. Progress in Neurobiology 
Dor nociceptiva 
Dor inflamatória 
Dor neuropática 
 Causada pela ativacão de nociceptores 
 (mecânico, térmico ou químico) 
 
 Alerta e protege contra uma lesão 
 
 Resolvecom o tempo 
 Causada pela lesão do sistema nevoso 
 central e/ou periférico 
 
 Não tem um propósito específico 
 
 Geralmente persistente e crônica 
 (mesmo após solucão da lesão primária) 
 Causada por lesão tecidual 
Uma sensação anormal 
desagradável, seja espontânea ou 
evocada. 
 
Compare com dor e com parestesia. 
Casos especiais de disestesia 
incluem hiperalgesia e alodinia. A 
disestesia deve ser sempre 
desagradável e a parestesia não 
deve ser desagradável, embora se 
reconheça que o limítrofe pode 
apresentar algumas dificuldades na 
hora de decidir se uma sensação é 
agradável ou desagradável. Deve ser 
sempre especificado se as sensações 
são espontâneas ou evocadas. 
Disestesia 
 
Sensação anormal, espontânea ou evocada. 
 
Compare com disestesia. Após muita discussão, 
concordou-se em recomendar que a parestesia seja 
usada para descrever uma sensação anormal que 
não seja desagradável, enquanto a disestesia seja 
usada preferencialmente para uma sensação 
anormal que seja considerada desagradável. O uso 
de um termo (parestesia) para indicar sensações 
espontâneas e o outro para se referir a sensações 
evocadas não é favorecido. Há um sentido em que, 
como a parestesia se refere a sensações anormais 
em geral, pode incluir disestesia, mas o inverso não 
é verdadeiro. A disestesia não inclui todas as 
sensações anormais, mas apenas aquelas que são 
desagradáveis. 
Parestesia 
 
 
Síndrome de dor persistente em 
queimação, alodinia e hiperpatia 
após uma lesão nervosa traumática, 
muitas vezes combinada com 
disfunção vasomotora e sudomotora 
e alterações tróficas posteriores. 
Causalgia 
 
Nevralgia desagradável que se 
apresenta numa extremidade em 
que se produziu uma lesão parcial 
dos nervos simpáticos e 
sensitivos. O afluxo sanguíneo à 
extremidade e o desenvolvimento 
da pele e das unhas podem 
também alterar-se. 
Maior sensibilidade à estimulação, 
excluindo os sentidos especiais. 
 
 O estímulo e o locus devem ser 
especificados. A hiperestesia pode se referir a 
vários modos de sensibilidade cutânea, incluindo 
toque e sensação térmica, sem dor, bem como à 
dor. A palavra é usada para indicar tanto o limiar 
diminuído para qualquer estímulo quanto uma 
resposta aumentada a estímulos que são 
normalmente reconhecidos. 
 A alodinia é sugerida para dor após 
estimulação que normalmente não é dolorosa. A 
hiperestesia inclui alodinia e hiperalgesia, mas os 
termos mais específicos devem ser usados onde 
quer que sejam aplicáveis. 
Hiperestesia 
 
Síndrome dolorosa caracterizada 
por uma reação anormalmente 
dolorosa a um estímulo, 
especialmente um estímulo 
repetitivo, bem como um 
aumento do limiar. 
 
 
Nota: Pode ocorrer com alodinia, 
hiperestesia, hiperalgesia ou disestesia. 
Identificação defeituosa e localização 
do estímulo, atraso, sensação de 
irradiação e aftersensation podem 
estar presentes, e a dor é muitas vezes 
explosiva no caráter. 
Hiperpatia 
 
Pain 
Allodynia* 
Analgesia 
Anesthesia 
Dolorosa 
Causalgia 
Dysesthesia 
Hyperalgesia* 
Hyperesthesia 
Hyperpathia 
Hypoalgesia 
Hypoesthesia 
 
Interdisciplinary Treatment* 
Multidisciplinary Treatment* 
Multimodal Treatment* 
Neuralgia 
Neuritis 
Neuropathic Pain* 
Central Neuropathic Pain 
Peripheral Neuropathic Pain* 
Neuropathy* 
Nociception* 
Nociceptive Neuron* 
Nociceptive Pain* 
Nociceptive Stimulus* 
Nociceptor* 
Nociplastic Pain* 
Noxious Stimulus 
Pain Threshold* 
Pain Tolerance Level* 
Paresthesia 
Sensitization* 
Central Sensitization* 
Peripheral Sensitization* 
Unimodal Treatment* 
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Rang & Dale. FARMACOLOGIA. 7o ed 
REVISANDO: GERAÇÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO E 
MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DO ESTÍMULO NOCICEPTIVO 
Neurociência da Mente e do Comportamento: As Dores - Leda Menescal de Oliveira 
T. Neoespinotalâmico 
VIAS DE CONDUÇÃO (ASCENDENTE) DA NOCICEPÇÃO 
Colloca et al. 2017. Nat Rev Dis Primers. 
Neuralgia 
Dor na distribuição de um nervo ou nervos. 
Neuralgia 
Inflamação de um nervo ou nervos. 
 
Nota: Não deve ser usado a menos que a inflamação 
esteja presente 
Neurite 
Dor causada por uma lesão ou doença do sistema nervoso 
somatossensorial. 
 
A dor neuropática é uma descrição clínica (e não um diagnóstico) 
que requer uma lesão demonstrável ou uma doença que satisfaz os 
critérios diagnósticos neurológicos estabelecidos. O termo lesão é 
comumente usado quando investigações diagnósticas (por exemplo, 
exames de imagem, neurofisiologia, biópsias, exames laboratoriais) 
revelam uma anormalidade ou quando houve trauma evidente. 
 
Dor neuropática 
Dor neuropática central 
Dor causada por uma lesão ou doença do sistema nervoso central 
somatossensorial. Veja nota de dor neuropática. 
 
Dor neuropática periférica 
Dor causada por uma lesão ou doença do sistema nervoso 
somatossensorial periférico. Veja nota de dor neuropática. 
 
Neuropatia 
Uma violação da função ou modificação patológica em um nervo: 
em um nervo, mononeuropatia; em vários nervos, múltiplas 
mononeuropatia; se polineuropatia difusa e bilateral. 
 
Nota: A neurite (q.v.) é um caso especial de neuropatia e está 
agora reservada para processos inflamatórios que afetam os 
nervos. 
Dor neuropática 
Sistema neuronal conectado as vias 
aferentes nociceptivas que modulam 
ou bloqueiam completamente a 
passagem das informações da dor 
Teoria do Portão 
 (Melzack & Wall, 1965) 
Mecanismos centrais de controle da dor 
Teoria da Comporta Espinal 
Teoria do Portão 
 (Melzack & Wall, 1965) 
Ronald Melzack- -Patrick D. Wall 
dor 
Tato 
 pressão... 
Fibras de 
projeção 
A, 
C 
Mecanismos centrais de controle da dor 
Fibras de 
projeção 
LESÃO 
IN 
Teoria do Portão 
 (Melzack & Wall, 1965) 
Mecanismos centrais de controle da dor 
Teoria do Portão 
 (Melzack & Wall, 1965) 
Fibras de 
projeção 
LESÃO 
IN 
TATO 
• Ausência de dor em resposta à estimulação que 
normalmente seria dolorosa. 
 
 
Analgesia 
2o neurônio 
1o neurônio 
Analgesia 
Descrição 
Anestesia Dolorosa (AD) é uma das complicações mais temidas do tratamento 
da neuralgia do trigêmeo. Ocorre quando o nervo trigêmeo é lesado por uma 
cirurgia ou trauma físico, resultando em dormência na face, com dor presente 
dentro da área insensível. 
 
Causas 
A AD é causada por lesão do nervo trigêmeo, tanto deliberadamente como 
durante o tratamento ablativo da neuralgia do trigêmeo, ou acidentalmente, 
como durante a lesão do nervo trigêmeo por algum outro motivo. 
 
Anestesia Dolorosa 
Anestesia Dolorosa 
Dor em uma área ou região que é anestésica. 
Diminuição da dor em resposta a um estímulo 
normalmente doloroso. 
 
A hipoalgesia foi anteriormente definida como sensibilidade diminuída à 
estimulação nociva, tornando-se um caso particular de hipoestesia (q.v.). No 
entanto, agora se refere apenas à ocorrência de relativamente menos dor em 
resposta à estimulação que produz dor. 
A hipoestesia abrange o caso de sensibilidade diminuída à estimulação 
normalmente dolorosa. 
Hipoalgesia 
 
A intensidade máxima de um 
estímulo produtor de dor que um 
sujeito está disposto a aceitar em 
uma determinada situação. 
 
Nota: Tal como acontece com o 
limiar da dor, o nível de tolerância à 
dor é a experiência subjetiva do 
indivíduo. Os estímulos que 
normalmente são medidos em 
relação à sua produção são os 
estímulos do nível de tolerância à 
dor e não o próprio nível. 
Nível de tolerância à dor 
2o neurônio 
1o neurônio 
PURVES et al., Neuroscience, 2012 
VIA DESCENDENTE DE MODULAÇÃO DA DOR 
Origem das vias descendentes supra-espinal 
• Hipotálamo: a.h. lateral (PAG, RVM) 
 n. pré-optico medial (PAG, RVM) 
 n. Paraventricular e arqueado (SC) 
• Núcleo parabraquial 
 
• Núcleo do trato solitário (NTS) 
• RVM (rostroventromedial): n. rafe magno (5-HT) 
 n. reticular giganto-celular 
 n. reticular paragiganto celular 
 
• Núcleo dorso-reticular: ’Difffuse Noxious Inhibitory 
 Controls’ 
• Substância cinzenta periaquedutal (PAG): 
 
• Córtex: frontal (NRM), parietal e insular 
 
• Complexo amigdalóide 
M.J. Millan, Progress in Neurobiology 66:355-474, 2002 
• Locus coeruleus (NA) 
 
M.J. Millan, Progress in Neurobiology 66:355, 2002 
Ação de neurotransmissores nas vias descendentes: 
inibição e facilitação 
2o neurônio 
1o neurônio 
PURVES et al., Neuroscience, 2001 
VIA DESCENDENTE DE INIBIÇÃO DA DOR 
Colloca et al. 2017. Nat Rev Dis Primers. 
SENSIBILIZAÇÃO PERIFÉRICA 
• “Aumento na responsividade e redução do 
limiar de nociceptores à estimulação de seus 
campos receptivos”. 
 
SENSIBILIZAÇÃO CENTRAL 
• “Aumento na responsividade de neurônios 
nociceptivos do sistema nervoso central à 
estimulação aferente normal ou sublimiar”. 
Dor inflamatória: sensibilização periférica 
Dor nociceptiva Dor nociceptiva 
Dor inflamatória sensibilização periférica 
Mecanismos espinais associados à dor neuropática 
Periférico Central 
 Atividade espontânea de nociceptores 
 Redistribuição de canais de sódio Nav1.8 
 Sensibilização de neurônios espinais 
 Facilitação descendente 
 Alteração fenotípica central 
 Re-organização funcional  Alteração fenotípica nos neurônios primários 
 Degeneração de neurônios primários 
 Aumento da atividade simpática 
 Desinibição central 
D.W. Sah et al., Nature Reviews 2:460, 
2003 
 Sensibilização periférica (inflamação aguda) 
 Hiperatividade da glia 
• Dor que surge da nocicepção alterada, apesar 
de não haver evidência clara de dano tecidual 
real ou ameaçado causando a ativação de 
nociceptores periféricos ou evidência de 
doença ou lesão do sistema somatossensorial 
causando a dor. 
 
Nota: Os pacientes podem ter uma combinação 
de dor nociceptiva e nociplástica 
DOR NOCIPLÁSTICA 
DOR NOCIPLÁSTICA 
A Mechanism-Based Approach to 
Physical Therapist Management of Pain 
Ruth L. Chimenti, Laura A. Frey-Law, 
Kathleen A. Sluka 
DOR CRÔNICA É INDUZIDA PELAS ALTERAÇÕES EM NÍVEIS 
PERIFÉRICOS, ESPINAIS E CORTICAIS 
Xu e cols., Molecular Pain 2012 
Bingel e cols., Neuroscience Letters, 2012 
MECANISMOS CORTICAIS NA CRONIFICAÇÃO DA DOR 
Alterações cerebrais na dor crônica 
2 conceitos que se relacionam com o desenvolvimento da dor crônica 
seguindo: Danos periféricos ou percursos CNS envolvidos na dor. 
INTERDISCIPLINAR E MULTIDICISPLINAR 
TRATAMENTO UNIMODAL E MULTIMODAL 
Pain 
Allodynia* 
Analgesia 
AnesthesiaDolorosa 
Causalgia 
Dysesthesia 
Hyperalgesia* 
Hyperesthesia 
Hyperpathia 
Hypoalgesia 
Hypoesthesia 
 
Interdisciplinary Treatment* 
Multidisciplinary Treatment* 
Multimodal Treatment* 
Neuralgia 
Neuritis 
Neuropathic Pain* 
Central Neuropathic Pain 
Peripheral Neuropathic Pain* 
Neuropathy* 
Nociception* 
Nociceptive Neuron* 
Nociceptive Pain* 
Nociceptive Stimulus* 
Nociceptor* 
Nociplastic Pain* 
Noxious Stimulus 
Pain Threshold* 
Pain Tolerance Level* 
Paresthesia 
Sensitization* 
Central Sensitization* 
Peripheral Sensitization* 
Unimodal Treatment* 
Um asterisco (*) indica que o termo foi recentemente introduzido ou a definição foi revista 
desde a publicação de 1994 
PAIN TERMS 
Last Updated: December 14, 2017 
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PERSEVERANÇA 
Se na tua dura vida a felicidade 
Parece estar em distante lugar, 
Maior precisa ser a tua vontade 
De persegui-la até a encontrar. 
 
E nunca temas uma tempestade, 
Não deixes nada te desanimar, 
Quanto maior for a dificuldade, 
Com mais empenho deves lutar. 
 
Sigas em frente com humildade, 
Buscando o próximo respeitar, 
Propagues a justiça e a verdade 
E assim farás o mundo melhorar. 
 
Aos princípios tenhas fidelidade, 
O amor e a fé podem tudo mudar, 
O teu sonho se tornará realidade 
Se nele não deixares de acreditar. 
Dennys Távora 
https://www.pensador.com/autor/dennys_tavora/
https://www.pensador.com/autor/dennys_tavora/
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