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FORMAS FARMACÊUTICAS
Podem ser classificadas como:
Formas farmacêuticas sólidas (pó efervescente,
pastilhas, gomas e cápsulas);
Formas farmacêuticas semissólidas (gel de
carboidrato);
Formas farmacêuticas líquidas (xarope);
COMPONENTES: Os fármacos não são consumidos ou
administrados em seu estado puro ou natural. Eles
fazem parte de uma formulação composta pelos
fármacos associados a adjuvantes, veículos e
excipientes. Substância(s) ativa(s) + excipiente. 
QUAL A NECESSIDADE DE DIVERSAS FORMAS
FARMACÊUTICAS?
Permitem a administração de quantidades exatas do
Princípio Ativo.
Proteção do Princípio Ativo.
Mascarar odor e sabor.
Diminuir o número de doses.
Prolongar as ações do Princípio Ativo a partir de
formulações de liberação lenta.
Facilitar a administração
CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS FARMACÊUTICAS:
Quanto ao modo de ação:
Ação Tópica: medicamento atua localmente, no
local em que foi aplicado, sem absorção significativa
para a circulação sanguínea.
👉 Ex.: pomadas, colírios, cremes, sprays nasais.
Ação Sistêmica: medicamento é absorvido e
distribuído pela corrente sanguínea, atingindo
diversos tecidos ou órgãos.
👉 Ex.: antibióticos orais, analgésicos injetáveis, anti-
hipertensivos.
Quanto ao alvo terapêutico:
Medicamentos organotrópicos: atuam
diretamente em órgãos, tecidos ou sistemas para
controlar funções fisiológicas ou sintomas.
👉 Ex.: diuréticos (atuam nos rins), broncodilatadores
(atuam nos pulmões).
Medicamentos etiotrópicos: têm como alvo a
causa da doença, eliminando ou neutralizando o
agente etiológico.
👉 Ex.: antibióticos (bactérias), antivirais, antifúngicos,
antiparasitários.
Quanto a via de Administração:
Enteral: Enteral: medicamento administrado pelo
trato digestivo, onde ocorre absorção via mucosa
gastrointestinal.
👉 Ex.: oral, sublingual, retal.
Parenteral: medicamento administrado fora do
trato digestivo, geralmente por injeções ou infusões.
👉 Ex.: intramuscular (IM), endovenosa (EV), subcutânea
(SC).
Tópica: aplicado diretamente sobre pele ou
mucosas, com ação local.
👉 Ex.: cremes, colírios, pomadas, sprays nasais.
Especial: vias menos usuais ou específicas,
adaptadas a determinadas situações.
👉 Ex.: inalatória, transdérmica (adesivos), oftálmica,
vaginal.
Quanto a forma física:
SÓLIDAS: cápsulas, comprimidos (orais e vaginais),
drágeas, implantes, óvulos, papéis, pílulas, pós,
supositórios.
SEMI-SÓLIDAS: Cremes, pastas, pomadas, loções.,
unguentos.
LÍQUIDAS: suspensões, emulsões, xaropes,
enemas, óleos medicinais.
GASOSAS: inalantes.
ESPECIAIS: são aquelas formas farmacêuticas que,
ou podem se encontrar em mais do que uma
forma forma física, ou se encontram num estado
de matéria diferente das anteriores. Ex.: sprays,
aerossóis
📌 Resumindo:
Modo de ação → se atua local ou sistêmico.
Alvo terapêutico → se atua na função do órgão ou
na causa da doença.
Via de administração → caminho pelo qual entra
no organismo.
Forma física → apresentação farmacêutica do
medicamento.
FORMAS FARMACÊUTICAS SÓLIDAS:
COMPRIMIDOS
CÁPSULAS
PÍLULAS
GRÂNULOS
PÓS 
SUPOSITÓRIOS
ÓVULOS
PASTILHAS
GOMA MEDICAMENTOSA 
TIPOS DE COMPRIMIDOS COMPRIMIDOS:
 
1.Não revestidos: 
Camada única (única compressão). 
Ex.: Anador.
Múltiplas camadas (compressões sucessivas
efetuadas com partículas de diferentes
composições 
Ex.: CORISTINA D – acido acetilsalicílico +
dexclorfeniramina + fenilefrina + cafeína) dispostas
concentricamente ou paralelamente.
 2. Comprimidos revestidos: São recobertos por uma
ou mais camadas constituídas por misturas de
substâncias diversas. 
 3. Drágeas: Forma farmacêutica sólida cujo o núcleo
é um comprimido que passou por um processo de
revestimento com açúcar e corante (drageamento).
Ex.: Neosaldina
 4. Comprimido tamponado: Comprimido revestido
por uma película protetora de hidróxido de alumínio
ou hidróxido de magnésio, permitindo a utilização
deste medicamento por pessoas que sofram de
gastrite ou úlcera. Ex.: AAS tamponado
PARTIR OU NÃO? 
Comprimidos SULCADOS podem ser partidos?
O SULCOcomprimido indicaria onde se pode parti-
lo?
Em geral, sim. O sulco (aquela linha no meio do
comprimido) é colocado pelo fabricante justamente
para facilitar a divisão do comprimido quando a
partição é segura.
 Isso pode servir para:
Ajustar a dose prescrita (ex.: tomar meio
comprimido).
Facilitar a deglutição em alguns casos.
 ⚠ Mas atenção:
Nem todo comprimido pode ser partido, mesmo
que tenha sulco.
Se for revestido entérico (para proteger o
estômago ou o próprio fármaco), partir pode
destruir a proteção.
Se for de liberação controlada/prolongada,
partir pode causar liberação rápida da dose →
risco de toxicidade.
Sulco estético: alguns comprimidos têm sulco
apenas para aparência e não para fracionamento
seguro.
 📌 Portanto:
O sulco verdadeiro indica que o fabricante
projetou o comprimido para ser partido sem
comprometer a eficácia.
Mas só deve ser partido se constar na bula ou
orientação médica/farmacêutica.
👉 Exemplo: um comprimido de 10 mg pode ser
sulcado para permitir uso de 5 mg.
Desde 2003 a Anvisa tem alertado a população
que partir comprimidos ao meio é prática
prejudicial aos tratamentos de saúde! 
FORMAS FARMACÊUTICAS SEMI-SÓLIDAS
Medicamentos de uso tópico:
CREMES
GEL
PASTA
POMADAS
FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS
SOLUÇÕES AQUOSAS (XAROPE)
EMULSÕES (H2O + ÓLEO)
ELIXIR (HIDROALCÓOLICAS)
SUSPENSÕES (H2O + SÓLIDO)
LÍQUIDOS VOLÁTEIS (ÉTER, HALOTANO)
ENEMAS
COLÍRIOS
LOÇÃO 
FORMAS GASOSAS E ESPECIAIS
SPRAY: São semelhantes aos aerossóis, mas o
diâmetro das partículas são maiores, podem ser
considerados “nevoeiros molhantes”.
SOLUÇÃO AEROSOL PARA INALAÇÃO: Solução
destinada à administração para o sistema
respiratório para obter um efeito local ou
sistêmico. É embalada sob pressão contendo um
gás propelente e ingredientes terapeuticamente
ativos que são liberados após a ativação de um
sistema apropriado de válvulas.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO:
Administração de Medicamento: Pode ser definida
como a passagem de um fármaco de seu local de
administração para o plasma. 
Uso Interno: Com ingestão. 
Enteral: TGI 
Parenteral: SC, IM, IP, IV 
Uso Externo: Administração sem ingestão
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS:
Inalação: Pulmões – Coração Circulação Sistêmica
Via Oral: Estômago/Intestino Circulação Portal –
Circ. Sistêmica
Via Intramuscular: Músculo Circulação geral
Via Intravenosa: Diretamente na Circulação
(100% de disponibilidade) 
A escolha de determinada via ou sistema de
administração, depende de vários fatores:
a) Efeito local ou sistêmico 
b) Propriedades do fármaco e da forma
farmacêutica 
c) Idade do paciente 
d) Conveniência 
e) Tempo necessário para início de efeito 
f) Duração do tratamento 
VIA SUBCUTÂNEA: 
Volumes maiores. 
Droga não pode ser irritante (deve ter pH neutro).
Solução mais indicada: Aquosa. 
Dolorosa: por conta da rica inervação derme. 
O uso de vasoconstritores: prolonga absorção.
Calor ou massagem: reduz tempo absorção. 
Pode ocorrer: dor local, abscessos estéreis,
infecções e fibrose
VIA INTRAMUSCULAR: 
Pequenas quantidades - absorção rápida.
Determinante: fluxo sanguíneo muscular 
Fluxo: deltoide > coxa > glúteo 
Locais de aplicação: quadrante superior externo
do glúteo, deltoide e porção externa da coxa. 
Desvantagens e Riscos da Via Intramuscular:
Acidente com lesão de nervo ou compressão de
nervo.
Injeção acidental em vaso intoxicação até morte.
Lesões musculares por soluções irritantes.
Substâncias mal absorvidas (abscessos).
Técnica asséptica rigorosa. 
Necessita de pessoal técnico especializado
Pode ser dolorosa e incômoda. 
VIA ORAL: 
Via mais utilizada 
Ação local 
Vantagens: ação local e sistêmica, comodidade,
baixo custo, indolor, não necessita aparelhagem
ou pessoal especializado. 
Desvantagens : Sofrem ação dos alimentos, suco
gástrico, pH, enzimas, motilidade TGI.
Autoaplicação. Irritação mucosa digestiva. Não
saber quantidade absorvida. 
Uso em crianças. 
Comatosos. 
VIA SUBLINGUAL: 
Via cômoda e segura. 
Pouco utilizada.
 Importante para drogas que são inativadaspelo
suco gástrico. 
Absorção rápida de pequenas doses.
Comprimidos que devem ser dissolvidos pela
saliva, sem ser engolidos
VIA RETAL:
Uso esporádico com boa absorção, porém
errática. 
Líquidos: enemas, clister, lavagens. 
Sólidos: supositórios. 
Quando é usada? pacientes com vômitos,
inconscientes, não sabem deglutir (crianças
pequenas). 
Pode ocorrer irritação local.
Efeito Local: Anti-hemorroidais, laxativos,
anestésicos, antiinflamatório (mesalazina–
antinflamatório gastrointestinal). 
Efeito Sistêmico: Analgésicos, Anti-reumáticos,
Antitérmicos, Antieméticos, Antigripais. 
VIA INTRADÉRMICA: 
Usada para: vacinas e testes alergênicos.-
Pequenos volumes do medicamento 
Limitação: pequena distensão da derme. Agulha
de pequeno calibre. Absorção mais lenta que por
via SC
VIA INTRAVENOSA:
Via de urgência / emergência / casos graves.
Podem ser utilizadas substâncias irritantes.
Biodisponibilidade 100 %.
Vantagens: Efeitos rápidos; níveis séricos
elevados; grandes volumes; não sofre ação de
enzimas digestivas.
Desvantagens: Técnica rigorosa; pessoal
especializado; menor segurança; incômodo;
doloroso; custo elevado; efeitos locais: infecção. 
VIA INTRATECAL: 
Meninges, Anestesia Espinal e Infecções agudas no
SNC
Também conhecida por via subaracnóidea
A complexa organização das camadas da
epiderme torna esta via imprópria para
administração de drogas de ação sistêmica.
VANTAGENS: evita a barreira hematoencefálica.
DESVANTAGENS: Técnica rigorosa; pessoal
especializado e risco de infecção
VIA INTRATECAL X VIA EPIDURAL
CANAL MEDULAR = VIA EPIDURAL ESPAÇO
SUBARACNÓIDE OU RAQUIDIANO = VIA INTRATECA
VIA TÓPICA: 
Ação local de medicamentos
A complexa organização das camadas da
epiderme geralmente torna a via imprópria para
ação sistêmica.
Inclui: mucosas (vaginal, conjuntival, nasal), pele
(anestésicos locais) e sistemas de inalação
(broncodilatadores– efeito sistêmico).
VANTAGENS : área de contato– rápida ação. Evita
efeito de primeira passagem.
DESVANTAGENS : irritação e eritema. 
VIA BUCAL:
O objetivo é o efeito local, ou seja, que o princípio
ativo seja liberado na cavidade bucal. 
A absorção sistêmica pode se dar na medida em
que o local de ação drena diretamente para a veia
cava superior, e daí para a circulação geral.
Formas farmacêuticas: comprimidos de dissolução
lenta, pastilhas e pirulitos medicamentosos. 
VIA VAGINAL:
O efeito é atingido devido a grande vascularização.
Formas farmacêuticas: óvulos, comprimidos,
pomadas, cremes, gel, soluções.. 
VIA OCULAR:
Fármaco instilado no saco conjuntival, o qual
tende a ser expulso pela lágrima, obrigando sua
aplicação repetida. 
Requisitos: isotonicidade, esterilidade. 
Formas farmacêuticas: soluções, suspensões e
pomadas. 
VIA OTOLÓGICA:
Formulações, geralmente em frascos multidoses,
para aplicação no ouvido. 
Formas farmacêuticas: soluções, suspensões,
emulsões, pomadas... Inclui agentes de limpeza,
antimicrobianos, analgésicos e anestésicos. 
VIA NASAL:
Via de elevada área superficial e abundante
vascularização. Requisitos: pH 5,5-7,5,
isotonicidade, esterilidade. 
Formas farmacêuticas: soluções, suspensões, gel,
inalantes, spray... 
SISTEMAS TRANSDÉRMICOS: 
“Emplastros” que liberam o fármaco numa
velocidade constante através do estrato córneo
VANTAGENS : Produzem concentrações
plasmáticas uniformes, não tem efeito de primeira
passagem, menos efeitos colaterais, maior adesão
ao tratamento. 
DESVANTAGENS : Irritações, eritema (poucos
casos). Contudo, basta a retirada do sistema
transdérmico. 
SISTEMAS ESPECIAIS: 
Diversas estratégias são exploradas na tentativa de
melhorar o fornecimento e o direcionamento do
fármaco nos sistemas biológicos. 
Pró-fármaco - Forma inativa ou menos ativa do
medicamento que, após administração, é
convertida no fármaco ativo dentro do organismo
(normalmente por metabolismo).
👉 Ex.: enalapril → enalaprilato.
Microesferas biologicamente erosíveis -
Pequenas partículas que liberam o fármaco
gradualmente à medida que sua estrutura é
degradada (erodida) no corpo.
👉 Usadas em liberação controlada/prolongada.
Conjugado anticorpo-fármaco - Associação entre
um anticorpo específico (que reconhece um alvo,
como células tumorais) e um fármaco citotóxico.
👉 Atua como “míssil teleguiado”, levando o
medicamento direto ao tecido-alvo.
Acondicionamento em lipossomas -
Encapsulamento do fármaco em vesículas lipídicas
esféricas (lipossomas), que protegem o
medicamento da degradação e aumentam a
seletividade do transporte até os tecidos.
Dispositivos revestidos - Implantes ou materiais
médicos (como stents, cateteres, próteses)
revestidos com fármacos, que liberam o
medicamento diretamente no local de ação.
👉 Ex.: stent coronário revestido com
antiproliferativos.
📌 Resumindo:
Pró-fármaco = ativado no corpo.
Microesferas = liberação lenta pela erosão.
Conjugado anticorpo-fármaco = direcionamento
específico.
Lipossomas = transporte protegido em vesículas.
Dispositivos revestidos = liberação local no
implante.
PRESCRIÇÃO MÉDICA: 
Parágrafo único. A receita deve ser prescrita de
forma legível, sem rasuras, em 2 (duas) vias e
contendo os seguintes dados obrigatórios: 
I- identificação do paciente: nome completo, idade e
sexo; 
II- nome do medicamento ou da substância prescrita
sob a forma de DCB ou DCI, dose ou concentração,
forma farmacêutica, posologia e quantidade (em
algarismos arábicos); 
III- identificação do emitente: nome do profissional
com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da
instituição, endereço completo, telefone, assinatura e
marcação gráfica (carimbo); e 
IV- data da emissão. 
RESOLUÇÃO RDC Nº 471, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2021 
RECEITUÁRIOS: 
Receituário simples: é utilizada para prescrição
de medicamentos anódinos (paliativos) e de
medicamento de tarja vermelha, com os dizeres
venda sob prescrição médica, e segue as regras
descritas na Lei 5.991/1973.
Receituário para Antimicrobianos: A receita
para aquisição de antimicrobianos é determinada
pela Resolução RDC-ANVISA nº 20, de 05 de maio de
2011 e Resolução RDC n.º 471, de 23 de fevereiro de
2021, sendo a relação de antimicrobianos sujeitos
ao controle atualizada periodicamente.
Receituários de Controle Especial: A Portaria SVS
/ MS nº 344 / 1998 aprova o regulamento técnico
sobre substâncias e medicamentos sujeitos a
controle especial. 
RECEITA TIPO A:
RECEITA TIPO B:
RECEITA TIPO C:
RESUMO DA TABELA:
 LISTA A1 e A2 — Entorpecentes:
Receita: Notificação de Receita A (NRA), amarela.
Limite: até 5 ampolas por receita (injetável).
Outras formas → quantidade p/ 30 dias.
Observação: A2 (concentrações especiais) → exige
justificativa da Anvisa para comprar em outro
estado.
✅ Comentário: medicamentos de uso muito restrito,
risco alto de dependência. Receita tem validade
mensal.
 LISTA A3 — Psicotrópicos
Receita: NRA (amarela).
Limite: igual ao A1 (5 ampolas ou 30 dias).
 ✅ Comentário: também de uso controladíssimo,
exemplo: metilfenidato.
 LISTA B1 — Psicotrópicos:
Receita: Notificação de Receita B (NRB), azul,
emitida em bloco estadual.
Limite: até 5 ampolas (injetável). Outras formas →
até 60 dias de tratamento.
Quantidade permitida: apenas 1 substância ou 1
medicamento por receita (mesmo que seja para
60 dias).
✅ Comentário: medicamentos como
benzodiazepínicos (diazepam, clonazepam). Muito
usados em psiquiatria.
 LISTA B2 — Psicotrópicos Anorexígenos
Receita: NRB2, azul, estadual + termo de
responsabilidade do médico (RDC 50/2014).
Limite: até 30 dias de tratamento.
Exceção: sibutramina → pode até 60 dias.
✅ Comentário: usados em tratamento de obesidade.
Controle ainda mais rígido.
 LISTA C1 — Outras substâncias sob controle
especial
Receita: branca, em 2 vias, nacional.
Limite: até 5 ampolas; demais → até 60 dias.
Exceção: antiparkinsonianos e anticonvulsivantes
→ até 6 meses de tratamento.
✅ Comentário: grupo bem heterogêneo, exemplo:
medicamentos anticonvulsivantes (carbamazepina) e
antiparkinsonianos.
 LISTA C2 — Retinoides de uso sistêmico
Receita: especial, branca + termode
consentimento do paciente.
Limite: até 30 dias.
✅ Comentário: usados em doenças de pele graves
(ex.: isotretinoína). Risco de malformação fetal →
exige termo de ciência.
 LISTA C5 — Anabolizantes
Receita: branca, em 2 vias, nacional (Lei
9965/2000).
Limite: até 60 dias. Máx. 5 ampolas.
✅ Comentário: inclui esteroides anabolizantes
(testosterona). Controle para evitar abuso em
academias.
VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM:
1.Quais as principais formas farmacêuticas?
2.Quais os fatores que influenciam a escolha da via
de administração de um medicamento?
3.Quais os tipos de administração parenteral?
4.Cite as principais vantagens e desvantagens das
vias de administração estudadas
RESPOSTAS:
1. Podem ser classificadas como formas farmacêuticas
sólidas (pó efervescente, pastilhas, gomas e
cápsulas) formas farmacêuticas semissólidas (gel de
carboidrato) e formas farmacêuticas líquidas
(xarope). 
2.Efeito local ou sistêmico, propriedades do fármaco e
da forma farmacêutica, idade do paciente,
conveniência, tempo necessário para início de efeito
e duração do tratamento.
3. Intramuscular, intravenosa, intradérmica,
subcutânea, intratecal.
Lista Cor da Receita Validade Limite Observação
A1 / A2 / A3 Amarela (NRA) 30 dias 5 ampolas / 30
dias
A2 exige
justificativa p/
outro estado
B1 Azul (NRB) 30 dias 5 ampolas / até
60 dias
Máx. 1
substância/receit
a
B2 Azul (NRB2) 30 dias Até 30 dias
(sibutramina: 60)
Exige termo de
responsabilidade
C1 Branca, 2 vias
30 dias (exceto
até 6 meses)
5 ampolas / 60
dias
Exceção:
anticonvulsivante
s e
antiparkinsonian
os
C2 Branca especial +
termo
30 dias Até 30 dias Ex.: isotretinoína
C5 Branca, 2 vias 30 dias 5 ampolas / até
60 dias
Ex.: anabolizantes
Via Vantagens Desvantagens
Oral (enteral)
Simples, segura, barata; aceita pelo paciente;
adequada para uso crônico.
Absorção variável (alimentos, pH, enzimas);
efeito de primeira passagem hepática; não
indicada em vômitos/inconsciência.
Sublingual
Absorção rápida; evita metabolismo de
primeira passagem; fácil administração.
Só serve para fármacos lipossolúveis e
potentes em pequenas doses; pode causar
irritação local.
Retal
Útil em pacientes inconscientes, com vômitos
ou disfagia; reduz metabolismo de primeira
passagem.
Absorção irregular; pode causar irritação;
baixa aceitação do paciente.
Ocular (colírios/unguentos)
Ação local direta; rápida no tratamento de
olhos.
Absorção sistêmica limitada; difícil aplicação
correta; pode causar lacrimejamento que
reduz efeito.
Nasal
Ação local (descongestionantes) ou sistêmica
(ex.: peptídeos); evita primeira passagem.
Irritação da mucosa; absorção variável;
pequena capacidade de volume.
Otológica (ouvido) Ação local; fácil aplicação.
Limitada a condições do ouvido externo; não
serve para efeito sistêmico.
Intradérmica
Útil para testes de alergia e vacinas;
absorção lenta e controlada.
Pequenos volumes apenas; técnica
desconfortável.
Transdérmica (adesivos)
Liberação contínua e controlada; evita
primeira passagem; melhora adesão do
paciente.
Só para fármacos lipossolúveis e potentes;
risco de irritação cutânea; absorção lenta.
Subcutânea
Absorção relativamente rápida; pode ser
autoadministrada (ex.: insulina).
Limite de volume pequeno; pode causar dor e
irritação.
Intramuscular
Absorção mais rápida que SC; maior volume
que SC; útil para depósito (óleo).
Invasiva; risco de dor, abscesso ou lesão
nervosa.
Intravenosa
Ação imediata; 100% biodisponibilidade;
controle preciso da dose.
Risco de reações graves imediatas; exige
técnica asséptica; difícil em uso crônico fora
do hospital.
Intratecal (LCR)
Permite fármacos que não atravessam a
barreira hematoencefálica; ação direta no
SNC.
Técnica invasiva e arriscada; pode causar
infecção ou lesão neurológica.
Epidural
Uso em anestesia/analgesia prolongada;
efeito direto em raízes nervosas.
Invasiva; risco de infecção, cefaleia pós-
punção.
Bucal (entre gengiva e bochecha)
Absorção rápida; evita primeira passagem;
conveniente para comprimidos de
desintegração lenta.
Limitado a alguns fármacos; pode causar
irritação.
Vaginal
Boa absorção local; útil em infecções
ginecológicas; evita primeira passagem.
Pode causar desconforto; variação de
absorção conforme ciclo menstrual.
Tópica (pele/mucosas)
Ação local; reduz efeitos sistêmicos; fácil
aplicação.
Absorção variável; risco de irritação cutânea;
pouca ação sistêmica (exceto transdérmica).
Especial (inalatória, implantes, bombas,
etc.)
Pode oferecer liberação contínua, direta em
órgãos-alvo (pulmão, implante subcutâneo).
Alto custo; técnica especializada; risco de
falhas mecânicas (implantes/bombas).
4. Cite as principais vantagens e desvantagens das vias
de administração estudadas

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