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Conhecer as diferentes técnicas para os problemas de hipofunção e hiperfunção vocal. Os distúrbios vocais podem ser classificados funcionalmente em dois grandes grupos: hipofunção e hiperfunção vocal. reconhecimento da fisiologia envolvida em cada tipo de alteração vocal é essencial para a escolha adequada das estratégias terapêuticas. Hipofunção vocal Hipofunção vocal refere-se à condição em que as pregas vocais não conseguem se fechar completamente durante a fonação, resultando em uma voz fraca, soprosa ou com escape de ar. As pregas vocais podem não se fechar adequadamente devido a várias razões, como lesões, paralisia, paresia (fraqueza parcial) ou outras condições que afetam sua mobilidade. Distúrbios neurológicos, podem levar à hipofunção vocal devido à fraqueza muscular e dificuldade de controle. uso excessivo ou incorreto da voz pode levar à fadiga e fraqueza muscular, contribuindo para a hipofunção vocal. Sintomas: Voz fraca e soprosa, escapamento de ar durante a fala, dificuldade em projetar a cansaço vocal fácil, rouquidão. Algumas técnicas usadas de Técnica de esforço (empuxo) A técnica de esforço também chamada de técnica de empuxo é um recurso terapêutico usado na fonoaudiologia para melhorar a aproximação das pregas vocais e fechamento da glote, especialmente em casos de voz fraca, soprosa ou com escape de ar devido a fendas glóticas. Ela combina movimentos físicos de esforço (principalmente de braços e tronco) simultâneos à fonação, aproveitando aumento da pressão e da ativação muscular gerados por esses movimentos para favorecerfechamento da laringe. Como funciona? esforço físico ativa de forma reflexa músculos do pescoço e da laringe, ajudando a fechar mais firmemente as pregas vocais e aumentar a intensidade da voz. A técnica também pode estimular esfíncter laríngeo (importante para voz e deglutição). Funciona melhor em casos de hipoadução (fechamento insuficiente das pregas vocais), como na paralisia unilateral ou disfonias hipocinéticas. Formas de execução mais comuns 1. Soco no ar Punhos cerrados, movimentos de socar ar enquanto emite sons (vogais sustentadas ou sílabas com consoantes plosivas sonoras como ba, da, ga). Gera aumento de pressão no trato vocal, mas tem maior risco de aproximação exagerada de pregas vestibulares e deslocamento vertical da laringe. 2. Mãos em gancho Dedos entrelaçados e puxando em direções opostas, próximo ao queixo, enquanto emite um som. Favorece adução firme das pregas vocais na linha média. 3. Empurrar ou levantar peso Empurrar contra uma superfície (mesa, cadeira, parede) ou levantar um peso leve, mantendo a emissão sonora.4. Associações Mudança de postura de cabeça. Manipulação digital da laringe (aproximação manual das pregas vocais em fendas específicas). Uso de várias sílabas ou frases durante um único movimento de empuxo. » Risco de compensação excessiva: pode gerar hiperfunção laríngea, esforço exagerado ou até lesões como hemorragia ou úlcera de contato, especialmente se fechamento glótico for completo e muito pressionado. Técnica de Emissão em Tempo Máximo de Fonação emprego de emissão de vogais sustentadas no tempo máximo de fonação tende a melhorar a coaptação glótica e a aumentar a resistência à passagem do ar expiratório, sendo de grande eficácia em todas as situações de hipotonia vocal, quer sejam de natureza funcional ou neurológica, auxiliando ainda a melhorar a estabilidade fonatória. Esta técnica é um dos exercícios do Método Lee Silverman para tratamento de pacientes com Parkinson e também compõe parte da seqüência dos exercícios de função vocal. Indica-se também a aplicação dessa técnica em várias freqüências para trabalhar diferencial de tensão, de acordo com alongamento das pregas vocais. Procedimento básico: Emissão de vogais sustentadas, no tempo máximo de fonação, com abertura de boca adequada, sem esforço muscular excessivo, controlando-se a qualidade vocal ao longo da emissão.Variações: Produção de vogais em diferentes freqüências. Produção de consoantes fricativas ou nasais no tempo máximo de emissão. Produção no tempo máximo, modificando-se a vogal, em duplas trios (aiu.aiu.aiu.aiu.alu. aiu.aiu.....), ou em maior número de vogais. Produção no tempo máximo, modificando-se a consoante (vzjvzjvzjvzj..... Pode-se utilizar programa SPEECH PITCH (VOICE TOOLS) no modo de Histograma para monitorar a emissão em tem-po máximo de fonação (ver De em A ideia é emitir uma vogal (como "a", "é", "i", "u") pelo maior tempo possível em uma única expiração, mantendo a qualidade vocal estável e a boca bem aberta. Ao sustentar a vogal, a musculatura da laringe trabalha para manter as pregas vocais fechadas de forma eficiente e controlada, que: Aumenta a resistência glótica (fechamento contra fluxo de ar). Melhora a estabilidade fonatória (manter o som firme e constante). Treina a coordenação respiratória e fonatória. É especialmente útil para hipotonia vocal (pregas vocais fracas ou pouco firmes) e fendas glóticas fusiformes (quando as pregas não se tocam completamente no centro). Procedimento básico1. Escolher uma vogal (ex.: "a"). 2. Inspirar profundamente. 3. Emitir a vogal com abertura adequada da boca, sem esforço muscular no pescoço, maxilar ou ombros. 4. Manter som estável e constante até fim do ar. 5. Monitorar se voz não quebra, não fica trêmula e não perde intensidade no final. Hiperfunção vocal A hiperfunção vocal é um quadro caracterizado pelo uso excessivo de força e tensão nos músculos envolvidos na produção da especialmente na laringe e estruturas de apoio respiratório e articulatório. Características: Tensão muscular excessiva na região laríngea e/ou cervical durante a fonação. Ataque vocal brusco (início da emissão com explosão de ar e adução intensa das pregas vocais). Elevação desnecessária da laringe durante a fala. Voz com qualidade tensa, estrangulada ou comprimida. Esforço perceptível para falar, muitas vezes acompanhado de fadiga vocal. Sensação de aperto na garganta e/ou dor após uso prolongado da voz. Algumas técnicas terapêuticas Técnica de Massagem na Cintura Escapular Atua diretamente na musculatura cervical, comumente contraída. Podem ser utilizados vários movimentos, como toque, pressionamento, estiramento, pequenas batidas ou massagem propriamente dita. Se paciente sentir muita dor, outras técnicas podem ser utilizadas antes dessa, como estratégias de calor local, exercícios de abertura de boca e exercícios corporais globais. Massageadores elétricos ou rolos deslizantes costumam ser mais bem recebidos por pacientes que apresentam dificuldades em receber toquee manipulação terapêuticos. paciente deve ser orientado e conduzido manter uma respiração livre e emissões suaves e moduladas, durante a manipulação. grau de dor e desconforto deve ser levado em consideração para decidir se irá ou não haver continuidade no uso da técnica. Técnica de manipulação digital da laringe Massagem na musculatura da laringe, principalmente na tentativa de relaxar a musculatura supra-hióidea e a membrana tireo-hióidea. Consiste na realização de movimentos digitais descendentes, do queixo ao externo, exercendo-se uma pressão nos contornos laterais da laringe, ou por meio de pequenos deslocamentos laterais de toda laringe, ou ainda movimentos circulares na membrana tireo-hiódea. Durante tais manobras é solicitado que paciente emitas vogais curtas e relaxadas, observa-se uma voz mais grave e limpa pós-manipulação. É aconselhável fazer a manipulação colocando-se em pé, atrás do paciente sentado, com as duas mãos na laringe ou uma mão na laringe e outra apoiada levemente na cabeça do paciente. (desse forma não se fica faca a face com paciente). !! Não usar essa técnica quando paciente demonstra rejeição ao toque na região da laringe, podendo-se substituir por massagem nos ombros e nuca. Técnica de Massageador Associado à Sonorização Glótica Acoplar um massageador na cartilagem tireoidea e solicitar que paciente realize uma emissão, em fraca intensidade de modo relaxado, com som facilitador nasal como "n" ou uma vogal prolongada. Essa técnica vai suavizar a emissão e relaxar a musculatura laríngea. Técnica de movimentos cervicais Usa vários exercícios cervicais, associados ou não a sons, o que contribui para uma emissão mais solta. Procedimento básico Emissão com movimentação de cabeça e pescoço, como: cabeça para frente e para trás, de um lado para outro, de um ombro a outro e em "círculos", incluindo também os exercícios de rotaçãodos ombros. Podem ser associados à emissão de vogais ou de sons facilitadores selecionados. Esses exercícios podem ser realizados durante um banho quente, pois calor da água irá auxiliar no relaxamento muscular. Técnica Mastigatória Como funciona As mesmas estruturas usadas para mastigar (lábios, língua, mandíbula, músculos faciais) participam também da fonação e da articulação. Ao mastigar ativamente enquanto se produz som, paciente tende a: Soltar a musculatura da laringe e do trato vocal. Melhorar a articulação dos sons. Reduzir tensões e padrões vocais inadequados. É uma técnica global: não trabalha apenas um aspecto específico da voz, mas melhora a coordenação geral da produção vocal. Procedimento básico 1. Mastigação silenciosa: pedir que paciente mastigue com os lábios fechados, sem alimento, observando o movimento contínuo da mandíbula, língua e lábios. 2. Mastigação ativa e sonora: pedir para mastigar de forma ampla e vigorosa (como "um selvagem"), com a boca aberta, emitindo sons variados - evitando repetições monótonas como "iam lam iam...". 3. Frequência: fazer cerca de 20 vezes ao dia, durante alguns segundos, sem mecanizar (o exercício deve ser sempre dinâmico e vivo).» Verificar articulação temporomandibular (ATM): abertura limitada, dor ou disfunção podem impedir exercício.

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