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HISTOLOGIA:
Células Escamosas 
Células Glandulares 
Estroma cervical - tecido conjuntivo 
REPARAÇÃO NATURAL:
Ação hormonal
Exposição do Ep.Glandular
Áreas de Ectopia
Processo de reparação 
Epitélio Metaplásico
Junção Escamo-colunar (JEC)
ANATOMIA DO ÚTERO:
COLO DO ÚTERO:
Estrutura cilíndrica e tunelizada (2,5 - 3,0 cm)
Canal com dois orifícios (OCI e OCE) 
Corresponde ao terço inferior do útero
FISIOLOGIA:
Entrada dos espermatozóides
Manutenção da Gestação
Saída do sangue menstrual 
Barreira contra infecções oportunistas via vaginal
RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
ECTOPIA
CISTO DE NABOTH
INFECÇÃO POR HPV:
DNA vírus
Mais de 100 sorotipos
 Tropismo por: 
Células epiteliais cutâneas
Mucosas
Transmissão Direta (principal) 
PAPILOMAVÍRUS HUMANO E COLO UTERINO:
Contaminação nas primeiras relações sexuais
Infecção silenciosa
80% das mulheres sexualmente ativas vão adquirir
HPV durante a vida.
Entre o contato e o desenvolvimento do câncer
estima-se em média o tempo de 10 anos.
FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO:
Início precoce da atividade sexual: O início da vida
sexual em uma idade jovem aumenta o risco de
exposição repetida ao vírus, especialmente em
mulheres com um colo uterino em
desenvolvimento. 
Multiplicidade de parceiros sexuais: Ter muitos
parceiros sexuais aumenta a probabilidade de
exposição a diferentes tipos de HPV e outras
infeções, o que pode interferir na resposta do
sistema imunitário ao vírus. 
Idade jovem (menos de 25 anos): Mulheres com
menos de 25 anos são consideradas um grupo de
maior risco, pois muitas vezes apresentam uma
maior prevalência da infeção, que pode regredir por
si só. 
Tabagismo: O tabaco contém substâncias tóxicas
que podem danificar as células do colo do útero e
diminuir a resposta imune do corpo à infeção por
HPV. 
Outros fatores a considerar:
Imunossupressão: Pessoas com o sistema
imunitário comprometido, seja por doenças como
diabetes e HIV, ou por tratamentos como
quimioterapia, têm maior dificuldade em combater
a infeção. 
Co-infecção com outras DSTs: A presença de
outras DSTs pode aumentar o risco de persistência
da infeção por HPV.
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA:
Alta contaminação (70 - 80% dos sexualmente
ativos) 
Cura espontânea (80%)
Portadores (20%)
Assintomáticos 
Sintomáticos: LESÕES PRÉ - MALIGNAS 
EPIDEMIOLOGIA:
CÂNCER CERVICAL E HPV:
Relação MUITO BEM documentada
Evolução para lesões pré-malignas 
Câncer cervical: 99,7% dos casos 
Virtualmente 100%
CÂNCER CERVICAL E HPV
TRIPÉ DIAGNÓSTICO:
RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO:
Prevenção Primária → Diminuição do risco do
contágio do HPV. Educação sexual, condon,
vacinação.
Prevenção Secundária → Rastreamento (indivíduos
assintomáticos) e Diagnóstico precoce.
Método de rastreamento → Citologia Oncótica
População - alvo → Indivíduos com colo uterino e
que já tiveram atividade sexual.
Cobertura: Início aos 25 anos → Término aos 64
anos
Periodicidade: → Inicialmente ANUAL / Após 2
consecutivos anuais normais: TRIENAL
Populações Especiais:
PAPANICOLAU:
Desenvolvido por George Papanicolaou
Identificação de células pré-malignas e malignas
Coleta de células da ectocérvix e endocérvix
Material Utilizado:
Espéculo de Collins 
Lâmina com extremidade fosca
Espátula de Ayres e escova Cervical
Fixador apropriado 
Recipiente para acondicionar lâminas 
PREPARAÇÃO
(24 HORAS) COLETA FIXAÇÃO
Não usar creme
e/ou óvulo
vaginal;
Não utilizar ducha
nem fazer
lavagem interna;
Não realizar
exame USG ou
RMN de pelve
Não manter
relações sexuais,
com ou sem uso
de preservativos
Não estar
menstruada 
Coleta da
ectocérvice e
endocérvice 
Podendo coletar
do FSP tríplice)
Identificação da
lâmina 
Fixar: Meio
líquido
ou com Spray
fixador
TÉCNICA DA CITOLOGIA ONCÓTICA:
O material coletado deve ser estendido em toda a
lâmina de maneira uniforme, com suave pressão, e
imediatamente fixado.
Após dispersão sobre a lâmina, as amostras devem
ser fixadas imediatamente em etanol por pelo
menos 15 min ou por um spray fixador.
É desejável que a fixação ocorra em um tempo
menor do que 10s após a coleta, visando preservar a
morfologia celular
No laboratório, as lâminas passam diretamente para
a coloração de Papanicolau. A qualidade da
coloração citológica está diretamente relacionada às
características dos corantes, ao processamento da
amostra (espessura dos esfregaços) e à fixação.
Papanicolau: coloração, células cervicais
MATERIAIS UTILIZADOS:
COLPOSCOPIA:
Instrumento para investigação de lesões em colo
uterino, vagina e vulva;
Propedêutica complementar para C.O. positivas nos
programas de rastreamento;
Realizado por profissionais devidamente treinados e
qualificados;
Avaliar lesões pré - invasoras e invasoras do colo
uterino como propedêutica;
Complementar aos métodos de rastreamento;
Definir a extensão das lesões;
Guiar biópsias de áreas que parecem anormais;
Auxiliar o tratamento com crioterapia ou LEEP;
Seguimento após tratamento de lesões pré -
invasoras do colo uterino.
Técnica:
Introdução do espéculo de Collins
Retirada do excesso de secreção vaginal 
Uso de ácido acético 
Uso do Lugol 
Descrição do laudo
Biópsia:
A biópsia é o método Padrão-ouro. Pode ser realizada
por bx incisional, cone, curetagem, bx excisional e deve
ser colocado em formol.
Exame para confirmação diagnóstica.
Vacina:
No Brasil PNI (programa nacional de imunização)
2024 - Vacina HPV4
Imunocompetentes: dose única, dos 9 a 14 anos,
ambos sexos. 
Idealmente vacinar aqueles que ainda não iniciaram
atividade sexual. Não há contraindicação naqueles
que já tiveram a coitarca ou que já tenham sido
diagnosticados com HPV.