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Psicanálise, ciência e profissão 
 
Aula 4 
Da hipnose à associação livre 
Freud insistia que o paciente deveria ser ouvido, e a partir da escuta tomar seus próprios 
posicionamentos clínicos. Utilizar o discurso do paciente para intervir no inconsciente, pela 
associação livre de ideias. 
> Experiências traumáticas deixariam traços psíquicos duradouros, operando de forma 
determinante e constitutiva se denominando como aparelho psíquico. 
O sujeito fala desse inconsciente, que até então é desconhecido e irrompe quando a lógica da 
consciência se rompe. 
> A lógica do inconsciente vai se desvelando e os conteúdos significativos com ajuda de 
interpretação. 
 
Primeiras noções de topologia 
Freud observou que havia ideias fortes carregadas de um afeto intenso, mas que não estavam 
acessíveis a consciência, sendo assim os pacientes desenvolvem sintomas sem saber o 
porquê. 
Consciente > percepções imediatas 
Pré - consciente > armazenamento 
Inconsciente > sentimentos primitivos 
 
Repressão > operação que tende a fazer que desapareça da consciência conteúdos 
desagradáveis ou importunos. 
Recalque > operação na qual o sujeito procura repelir ou manter no inconsciente 
representações ligadas a uma pulsão. 
Resistência > operação responsável por “armazenar” o conteúdo, não deixar sair do 
inconsciente para o consciente. 
O trabalho do analista é reduzir as resistências, para que possa ser haver ideia do que causa os 
sintomas. 
Os conteúdos do inconsciente estão sob efeito de recalque e resistência, precisam de uma via 
de expressão. Eles passam por processos de cifração, conhecidos como: 
Condensação > A condensação é quando várias ideias, desejos ou representações se unem em 
uma só imagem ou elemento no sonho ou no inconsciente. É como se várias coisas diferentes 
fossem "comprimidas" em uma única coisa. 
Deslocamento > No deslocamento, o sentido ou a intensidade emocional de algo é 
"deslocado" para outra coisa, geralmente como forma de defesa psíquica ou disfarce do 
desejo. 
A intersubjetividade é a noção de que o eu só existe e se forma em relação ao outro. O sujeito 
é, desde o início, atravessado pelo desejo, olhar, linguagem e presença do outro.

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