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10. Análise custo-benefício Cost-benefit analysis (em inglês) Analyse coût-avantage ou analyse coût-bénéfice (em francês) Texto extraído/adaptado de De Moura, Luiz Antônio Abdalla. Economia Ambiental. Gestão de Custos e Investimentos. São Paulo: Juarez de Oliveira, 2011 (incluindo figuras 5 a 14) e de Ferrão, Paulo Cadete. Introdução à gestão ambiental: avaliação do ciclo de vida de produtos. Lisboa: IST press, 1998 (incluindo figuras 1 a 4). 10.1. Introdução A necessidade de conceituar o valor econômico do meio ambiente, bem como desenvolver técnicas para estimar este valor, surge, basicamente, do fato que a maioria dos bens e serviços ambientais e das funções providas ao homem pelo ambiente não é transacionada pelo mercado. Por isso, pode-se ponderar que estimar valores para os ativos ambientais atende às necessidades da adoção de medidas que visem a utilização sustentável do recurso. Esta aula e as próximas associadas a este tema, não têm a pretensão de avaliar economicamente os recursos ambientais, mas sim dar subsídios sobre importância (os reflexos) de considerar tais valores na contabilidade tradicional de uma organização. ****** 10.2. Conceitos Desenvolvimento sustentável: a noção de sustentável refere-se à utilização do recurso ambiental ao longo do tempo sem riscos de degradação ou extinção, ou seja, garantindo a sua disponibilidade para gerações futuras. Externalidade: ação que um determinado sistema de produção causa em outros sistemas externos. Ou em outras palavras, são custos associados ao consumo ou produção de um bem que não são considerados pelos agentes e que trazem custos para a sociedade. Exemplo: poluição causada por uma indústria. A externalidade pode ser tanto positiva quanto negativa. • Externalidade positiva: criação de abelhas • Externalidade negativa: remoção da cobertura vegetal A solução para as externalidades negativas é a sua internalização, ou seja, identificar os custos decorrentes do empreendimento, sendo estes acrescentados o projeto. A internalização destes efeitos refere-se às ações (e respectivos custos) que a empresa pode tomar para eliminar as externalidades (se possível), ou no mínimo reduzi-las a níveis aceitáveis. Análise custo-benefício, visa comparar o custo estimado de um determinado projeto com os benefícios esperados. Custos e benefícios marginais. Em economia, o termo “marginal” é usualmente empregado com o significado de “adicional”. Assim, o “custo marginal” é o custo adicional incorrido na produção de uma unidade a mais daquele produto. Idem para o benefício marginal. Estas curvas refletem, a derivada em cada ponto das curvas de custo total e benefício total (Figura 7). 10.3.Meio ambiente e microeconomia A filosofia de base à economia de mercado é o lucro, o qual motiva a produção, os serviços e as diversas atividades econômicas. Esta definição implica que um agente do mercado procure minimizar a utilização de recursos que lhe são necessários e que procure maximizar o preço pelo qual vende os seus produtos ou serviços. A análise destes fatores será efetuada nos parágrafos seguintes, com base em um exemplo de uma fábrica de garrafas de vidro. O montante pelo qual a fábrica vende uma garrafa de vidro é ditado pelo preço de mercado deste bem. Este preço é, por sua vez, determinado pela relação entre a oferta e a procura deste produto, fatores que, de uma forma geral, a empresa não controla. No entanto, a disposição para comprar, ou seja, a procura, tende a aumentar quando o preço do bem diminui, relação que se pretende representar através da reta P (visão do comprador), ilustrada no gráfico da figura 1, a qual traduz a dependência do preço de um determinado bem com a quantidade existente no mercado. A reta O (visão do produtor), na mesma figura, traduz a oferta do produto e tem uma evolução inversa, apresentando um declive positivo, indicando que quanto mais elevado é o preço do bem, maior é a interesse para a sua produção, ou seja, a sua oferta. Figura 1: Equilíbrio entre a oferta e a procura. Estas relações representam o equilíbrio estabelecido numa economia de mercado. Esta situação se verifica em um consumo de Q artigos adquiridos a um preço Pe, pois é no ponto de intersecção das duas retas que a oferta corresponde à procura das garrafas de vidro. Qualquer alteração neste equilíbrio, por exemplo pelo aumento de eficiência na produção das garrafas, provocaria uma diminuição de custos, o que se traduziria numa translação da reta da oferta para a direita, e a consequente estabilização do mercado para um consumo superior, Q', e para um preço inferior, Pe', conforme figura 2. Figura 2: Reequilíbrio entre a oferta e a procura. Preço unitário Quantidade O - Oferta P e Q P - Procura Preço unitário Quantidade O - Oferta P e Q P - Procura P' e Q' Considerando que as curvas de procura e de oferta, na prática, resultam do conjunto de produtos que satisfazem a necessidade indivíduos, o preço que se estabelece é o denominado "preço de mercado". Assim, para uma determinada firma fornecedora, a questão que se coloca é a de saber qual o impacto, para a firma, de se produzir mais um ou menos um bem ou serviço. Na prática, se uma unidade adicional puder ser fornecida a um custo (custo marginal) inferior ao valor da sua venda, o fornecedor tem interesse no seu fornecimento, caso contrário, não o deverá fazer. Este conceito de valor marginal é fundamental em microeconomia, e está associado ao fornecimento (ou venda) de uma unidade. Por exemplo, em uma indústria, o custo marginal de um determinado produto será o custo associado à produção de mais uma unidade desse produto. Na prática, verifica-se que os custos marginais dependem da quantidade produzida, na medida em que existe para cada instalação fabril uma produção nominal, para a qual a sua eficiência é máxima. Este fato implica que quando se pretende produzir acima deste nível a produtividade baixa, consomem-se mais recursos para produzir o mesmo número de bens e o custo marginal aumenta. Adicionalmente, de uma forma geral, a análise econômica é afetada pelos custos ambientais através da alteração da evolução dos custos marginais, o que implica alterações nos níveis de produção máximos da empresa. Em particular, se a economia impusesse ao poluidor o pagamento dos custos ambientais provocados pela sua atividade, esta prática constituiria um incentivo à minimização dos seus impactos ambientais, pelo menos até ao ponto de equilíbrio em que o custo de redução da poluição igualasse o benefício social derivado de não se poluir. Por exemplo, a fábrica de garrafas de vidro pretende instalar uma nova tecnologia menos poluente para a qual o nível de investimento se encontra dependente da diminuição nas emissões. Nesta situação existe um balanço entre custo-benefício (figura 3) em termos de custos marginais com unidades de valor monetário por unidade de emissão poluente. No gráfico da figura 3 salienta-se a existência de um valor de equilíbrio, que corresponde a evitar uma quantidade de emissões de Q*, que é normalmente designado por nível econômico ótimo de despoluição. O principal problema associado a este método consiste na caracterização das curvas apresentadas na figura 3. Se a curva representativa dos custos associados à compra de equipamento para um determinado nível de despoluição é relativamente fácil de quantificar, a curva associada aos benefícios de não poluir apresenta quantificação mais complexa, a não ser que corresponda à redução do pagamento de taxas ambientais. As dificuldades inerentes à determinação desta curva estão associadas ao cálculo das externalidades. Figura 3: Nível ótimo de despoluição. As implicações sociais das externalidades podem ser evidenciadas através dos conceitos discutidos e, para isso, retome-se o exemplo da fábrica de produção de garrafas de vidro. Ela se encontra inserida numa economia de mercado competitiva,na qual as empresas não são obrigadas a pagar as externalidades, ou seja, as consequências indiretas dos impactos ambientais que provocam. Considerando que a empresa produz um número de garrafas, Qm de modo que os custos variáveis marginais (CM) sejam idênticos às receitas marginais, (RM), conforme gráfico da figura 4a. Subtraindo os custos marginais das receitas marginais, obtém-se uma quantidade que se designará por Benefício Privado Marginal Líquido (BPML), cuja evolução com a produção se encontra representada na figura 4b. Naturalmente, a quantidade máxima a produzir, Qm corresponde ao valor para o qual o BPML se anula, e a área compreendida entre esta reta e os eixos da ordenadas e das abscissas corresponde ao benefício total obtido com a operação, o qual tem de ser igual à soma da parcela dos custos fixos e do lucro. Por outro lado, um aumento da produção de garrafas implica no aumento da quantidade de poluição emitida, o qual se supõe que ultrapassa a capacidade de assimilação natural ou o valor legislado, por exemplo. O valor limite da capacidade de assimilação é representado pela intersecção das retas, correspondendo ao nível de produção QA como representado na figura 4c. Considere-se, neste exemplo, que os custos ambientais para emissões de poluição inferiores à taxa de assimilação natural são nulos, conforme figura 4d. E ainda que para produções superiores a QA, o custo total associado à degradação ambiental aumenta de uma forma não linear, ou seja, cada unidade produzida a partir deste limite tem um custo ambiental superior à anterior. Este fato é evidente na figura 4e, que representa a evolução do custo externo marginal através de uma reta com inclinação positiva, cruzando o eixo das abscissas em QA. Assim, esta evolução não é mais do que a derivada da evolução do gráfico da figura 4d. Ela é referente ao custo associado à poluição e significa que o Custo Externo Marginal (CEM) para fabricar uma garrafa é linearmente crescente para produções superiores a QA. Sobrepondo a evolução do Custo Externo Marginal à evolução do BPML, representado na figura 4b, verifica-se que o valor do CEM excede o BPML para produções superiores a Qs. Isto significa que, se estes custos fossem internalizados pela empresa, a sua Valor unitário Benefício marginal associado ao sistema de despoluição 0% Custo marginal associado ao sistema de despoluição Q* 100% Emissões evitadas produção baixaria para Qs. O valor Qs corresponde assim ao valor de produção socialmente ótimo associado ao nível de poluição ótimo do ponto de vista social. Considerar, por exemplo, a fabricação de X garrafas de vidro, representada no gráfico 4f. Na produção destas garrafas, o benefício privado marginal líquido, ou seja, o benefício da empresa, representado pelo segmento XB, é bem inferior ao custo externo marginal, representado pelo segmento XC, ou seja, ao custo social de produção daquelas garrafas. No entanto, se a empresa não pagar os custos externos, é do seu interesse fabricar as X unidades de garrafas, embora não seja do interesse da sociedade como um todo. Em termos de economia ambiental, designa-se a fabricação das X garrafas como sendo "socialmente ineficiente". A correção destas situações tem se dado pelo recurso à legislação e a taxas sobre emissões, as quais se podem tornar equivalentes. 10.4. Análise custo benefício Cost-benefit analysis (em inglês) Analyse coût-avantage ou analyse coût-bénéfice (em francês) Para a realização desta análise é necessário atribuir valores monetários a todos os custos incorridos e a todos os benefícios. O método benefício-custo pode ser empregado para quaisquer análises econômicas, sejam elas pequenas ou grandes, particulares ou governamentais. É, entretanto, empregado em maior escala na análise de obras públicas, onde o prazo de duração é, geralmente, muito grande e a conceituação de benefícios é, às vezes, mais delicada do que em empreendimentos privados. Benefícios são avaliações específicas de receitas, faturamentos, dividendos e tudo o mais que tende a beneficiar o empreendimento previsto. Custos são avaliações específicas de dispêndios, gastos, despesas, pagamentos e tudo o mais que tenda a endividar o empreendimento previsto. Figura 4: Avaliação econômica de custos de produção De forma ampla, no método benefício-custo, o conceito benefícios pode abranger não somente os ganhos determinísticos, que podem ser facilmente determinados (exemplo: valor resultante da cobrança de um pedágio), como também os ganhos sociais, cuja determinação é mais difícil, podendo dar margem a interpretações, se não tiverem sido feitas com a máxima cautela, honestidade e base estatística (exemplo: valor social resultante da construção de uma ponte). O método custo-benefício pode ser aplicado em qualquer instante considerado, como, por exemplo, instante inicial zero, instante final n, ou instantes periódicos após zero até (a) $/unidade Produção CM RM Qm (b) $/unidade Produção BPML Qm (e) $/unidade Produção Custo externo marginal QmQA C(f) $/unidade ProduçãoQmQA Qa X CEM BPML B (c) Poluição Produção Capacidade de assimilação QmQA Poluição emitida (d) $ Produção Custo associado à poluição QmQA n, tomando-se apenas a precaução de considerar tanto B como C em instantes idênticos referidos. Quando a duração considerada do fluxo de caixa for pequena e os valores envolvidos forem pequenos, costuma-se aplicar o método custo-benefício no instante inicial zero ou no instante final n. Quando, porém, o período abrangido for muito grande (20, 50 ou mais anos) ou os valores envolvidos forem também grandes, sendo que estarão disponíveis apenas nos anos previstos no planejamento, costuma-se aplicar o método custo-benefício nos instantes periódicos após zero até n (em forma de anuidades). Exemplos: Custos • Estudos e projetos • Cotação de fabricantes • Obras civis, montagens e testes • Operação (mão-de-obra, insumos) • Manutenção Benefícios • Despesas com tratamento de saúde das pessoas • Custo com tratamento de água residuárias • “Custos” de uma morte • Perda de uma área contaminada Os exemplos de benefícios apresentados, na realidade, correspondem ao que se evitaria de gastar a partir do investimento realizado. Uma das análises mais comuns para identificar a validade de um empreendimento é feita através das curvas de custo-benefício, sobretudo para definir a quantidade ótima a produzir, condição em que se obtém a melhor relação custo-benefício (figura 5). Figura 5: curva de custo-benefício Curvas de Custo-Benefício 0 10 20 30 40 50 0 2 4 6 8 1 0 1 2 Quantidade (unidades) R $ Custo total Benefício total O ponto ótimo situa-se onde ocorrer a maior diferença entre os benefícios e custos, ou onde as tangentes das duas curvas sejam paralelas (figura 6). Figura 6: ponto ótimo de produção Observação: • As curvas de custos e benefícios marginais refletem a derivada em cada ponto das curvas de custo total e benefício total (Figura 7); • Custos: despesas decorrentes da poluição provocada pelo empreendimento; • Benefícios: valor de mercado dos produtos ou serviços gerados naquela instalação ou empreendimento ou, em última análise, quanto a empresa ou sociedade ganhou por existir aquela produção; • O termo benefício é aqui utilizado como sinônimo de faturamento (receitas) e não de lucro (receitas – despesas). 10.5.Exemplo de ajustamento da produção (internalização) Em situações em que a empresa não arque com custos ambientais (pouco controle da sociedade ou de órgãos ambientais) é provável que como resultado de custos baixos e existência de demanda, ela consiga aumentar a sua produção. Em situação contrária, haverá aumento de custos. Neste caso, duas situações são possíveis: • A empresa repassa os custos aos consumidores; • A empresa terá de absorver esses custos (internalizar as externalidades),o que poderá resultar em um novo ponto ótimo de produção, já que com maiores custos o mercado não aceitaria absorver a quantidade mais elevada. Curvas de Custo-Benefício -10 0 10 20 30 40 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 Quantidades R $ Custo total Benefício total Diferenças Qe Figura 7: ponto ótimo de produção e custos/benefícios marginais Por exemplo, supor uma indústria que precise escolher o ponto ótimo de operação (quanto à quantidade produzida). Custo total é igual CT = 2Q2 + 0,4Q3 Q= quantidade de unidades produzidas Considerar ainda que o preço de venda de cada unidade seja R$ 50,00, BT = 50Q O gráfico resultante é apresentado na figura 8. As curvas de “custos marginais” e “benefícios marginais” (figura 9) são obtidas pelas derivadas das equações: CT = 2Q2 + 0,4Q3 CM = 4Q + 1,2Q2 BT = 50Q BM = 50 Curvas de Custo-Benefício 0 10 20 30 40 50 60 70 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Quantidades R $ CT BT Curvas Médias e Marginais 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Quantidade R $ /u n id Cmédio Bmédio Cmarg Bmarg Figura 8: análise custo-benefício Na figura 9, as duas curvas se encontram em Q = 5. Em princípio, este seria o ponto de produção ótima (com o menor custo obteve-se o máximo benefício). Figura 9: ponto ótimo de produção Considerar, entretanto, que esta empresa gera, em seu processo produtivo, uma certa quantidade de efluentes poluentes, de acordo com a equação: E = 2Q2 (gramas por unidade produzida) – figura 10. Curvas de Custo-Benefício 0 100 200 300 400 500 600 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Quantidade C u s to s R $ CT BT Custos e Benefícios Marginais 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Quantidade R $ CM BM Figura 10: produção de efluente x quantidade produzida Este resíduo seria descarregado em um rio que passa ao lado da empresa. A empresa em princípio não paga para descartar esse efluente. Mas, se a jusante uma cidade faz captação da água desse rio para abastecimento público, os custos da água (captação e tratamento), seguem por exemplo, a equação a seguir: Cágua = 50 + 2E (existe um custo fixo de 50 e um custo variável que depende da quantidade de efluente). Substituindo E pelo seu valor da equação, para correlacionar ao custo de tratamento da água com a quantidade de produtos da empresa, obtém-se: Cágua = 50 + 2E = 50 + 2(2Q2) = 50 + 4Q2 (figura 11) Figura 11: custos com tratamento de água x quantidade produzida Os custos reais dos produtos são obtidos através da soma do custo de fabricação (internos da empresa) com os custos de tratamento da água para a comunidade (a rigor, deve-se excluir os custos fixos de captação (50), vistos que independem da empresa). Quantidade de Efluente (g/l) 0 50 100 150 200 250 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Quantidade E fl u e n te ( g /l ) E Custo da água para a comunidade 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 Quant. de produtos R $ CA Figura 12: internalização das externalidades CT = Cágua + CT1 = 4Q2 + 2Q2 + 0,4Q3 CT = 2Q2 + 0,4Q3 + 4Q2 = 6Q2 + 0,4Q3 Comparando a curva de benefícios totais com a curva anterior, obtém-se a figura 13 Figura 13: custo-benefício considerando as externalidades Outra forma de cálculo seria através de custos e benefícios marginais (derivando as equações) (figura 14) CM’ = 12Q + 1,2Q2 BM’ = 50 Se CM’ = BM’ → Q = 3 O ponto ótimo de produto mudou de 5 para 3 unidades, também considerando o “ponto ótimo de poluição”: Custos Produtos + Água 0 200 400 600 800 1000 1200 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 Quant. de produtos R $ Curvas de custos + água e de Benefícios 0 200 400 600 800 1000 1200 0 2 4 6 8 1 0 Quant. produtos R $ CT + CA BT 50g → 18 g (2Q2) Enquanto a empresa poluía, ela transferia um custo seu para a sociedade (obrigada a tratar a água) → externalidade. Antes que ela fosse obrigada a arcar com os custos (internalizar) era mais vantajoso trabalhar com 5 unidades. Ao ser taxada, passou a ser mais interessante produzir 3 unidades. As outras formas de manter a poluição em níveis aceitáveis seria a regulação (instrumento de comando controle) e subsídios. Figura 14: novo ponto ótimo de produção Comentários: Custos e benefícios marginais (incl. água) 0 50 100 150 200 250 0 2 4 6 8 1 0 Quant. produtos R $ Marg (CT +_CA) BM 10. Análise custo-benefício 10.1. Introdução 10.2. Conceitos 10.3. Meio ambiente e microeconomia 10.4. Análise custo benefício 10.5. Exemplo de ajustamento da produção (internalização)