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DIFTERIA
e-Book 
2
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qual, ao apontar a câmera do seu celular, te direcionará para os 
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da web, que são relevantes para o aprofundamento do tema 
estudado.
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e-book! 
2023. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – 
Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, 
desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Câmara Brasileira 
do Livro (CBL) - https://www.cblservicos.org.br 
Elaboração, distribuição e informações:
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde e 
Ambiente - SVSA
SRTV 702, Via W5 Norte 
Edifício PO 700, 7º andar 
CEP: 70723-040 – Brasília/DF 
Tel.: (61) 3315-3777
E-mail: gabnetesvsa@saude.gov.br
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS 
MUNICIPAIS DE SAÚDE – Conasems
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 
Sala 144
Zona Cívico-Administrativo, Brasília/DF
CEP: 70058-900
Tel.:(61) 3022-8900
Núcleo Pedagógico Conasems
Rua Professor Antônio Aleixo, 756 
CEP 30180-150 
Belo Horizonte/MG 
Tel: (31) 2534-2640
Diretoria Conasems 
Presidente 
Wilames Freire Bezerra
Vice Presidente 
Charles Cézar Tocantins de Souza 
Cristiane Martins Pantaleão 
Diretor Financeiro 
Hisham Mohamad Hamida 
Secretário Executivo 
Mauro Guimarães Junqueira
Organização:
Núcleo Pedagógico do Conasems
 
Supervisão-geral:
Rubensmidt Ramos Riani
Coordenação Pedagógica
Cristina Fatima dos Santos Crespo
Valdívia França Marçal 
Coordenação Educacional
Kelly Cristina Santana
Coordenação-técnica:
Edilson Correa de Moura
Luisa Wenceslau 
Elaboração de texto:
Marcelo Henrique Alves Vilela 
Designers Instrucionais:
Pollyanna Lucarelli 
Jacqueline Cristina
Juliana de Almeida Fortunato
Lais Soares Pereira German 
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone 
 
Diagramação e projeto gráfico:
Aidan Bruno 
Alexandre Itabayana 
Caroline Boaventura
Bárbara Napoleão 
Elen Eres Alves 
Lucas Mendonça 
Ygor Baeta Lourenço 
Fotografias e ilustrações: 
Fototeca do Conasems
 
Imagens: 
Envato Elements
https://elements.envato.com
Freepik
https://br.freepik.com
 
Revisão linguística:
Keylla Manfili Fioravante 
Assessoria executiva:
Conexões Consultoria em Saúde LTDA.
 
Tiragem: 1ª edição – 2023 – versão eletrônica
Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Ebook difteria [livro eletrônico] / Conselho Nacional de 
Secretarias Municipais de Saúde ; [elaboração de texto Marcelo Henrique Alves Vilela]. -- 1. ed. -- Brasília, DF : CONASEMS, 2023. PDF
Vários colaboradores. Bibliografia. ISBN 978-85-63923-30-1
1. Difteria 2. Doenças imunológicas - Prevenção 3. Educação a distância I. Vilela, Marcelo Henrique Alves. II. Título.
 CDD-614.4
23-167315 NLM-WA-100
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático: 1. Epidemiologia : Saúde pública 614.4 Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
https://www.cblservicos.org.br
Lista de 
Siglas
CRIE | Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais.
dT | Difteria, Tétano.
DTP | Toxóides da Difteria, Tétano e Antígeno Particulado.
dtxR | Detecção do Gene Regulador da Produção de Toxinas.
ICC | Insuficiência Cardíaca Congestiva.
MIF | Mulheres em Idade Fértil.
OMS| Organização Mundial de Saúde.
PCR | Reação em Cadeia da Polimerase.
PNI | Programa Nacional de Imunizações.
SAD | Soro Antidiftérico.
SINAN | Sistema de Informação de Agravos de Notificação.
SUS | Sistema Único de Saúde.
tox | Gene da Toxina da Difteria.
Lista de 
Gráficos,
Figuras
e Quadros
Gráfico 1 | Casos confirmados de Difteria no Brasil – 1997/2022. – pág 16
Figura 1 | Paciente com Difteria Faríngea com membranas em tonsilas e úvulas. – 
pág 18
Figura 2 | Pescoço Taurino, Linfoadenopatia Cervical da Difteria, em um menino 
de 13 anos. – pág 19
Figura 3 | Faringoamigdaliana com aspecto necrótico. – pág 21
Figura 4 | Membrana nasal da Difteria, em um menino na idade pré-escolar. – 
pág 22
Figura 5 | Lesão de pele da Difteria em perna. – pág 24
Quadro 01 | Antibioticoterapia. – pág 33
Quadro 02 | Tratamento das complicações diftéricas. – pág 35
Quadro 03 |Conduta para imunização de comunicantes, de acordo com a 
situação vacinal. – pág 39
8
11
17
20
25
30
27
Introdução
Histórico Inicial da Doença
Sintomatologia
Formas Clínicas da Difteria
Principais Complicações Clínicas
Diagnóstico
Tratamento
Sumário 
37Comunicantes
42
55
58
Prevenção
Conclusão
Bibliografia
Sumário 
BOAS-
VINDAS
Nele, descreveremos os aspectos históricos, epidemiológicos e clínicos da 
infecção pela bactéria Corynebacterium Diphtheriae, seu impacto na humanidade 
e medidas de tratamento e prevenção.
Além do e-book, você também terá acesso à Teleaula e à Aula Web para 
enriquecer seus conhecimentos.
Bons 
estudos!
7
Este é o seu 
e-book da 
Difteria.
Introdução
No Brasil, os Sistemas de Saúde têm 
estimulado a vacinação contra essa doença, e 
isso tem contribuído muito para seu controle. 
Entretanto, a Vigilância em Saúde ainda se faz 
necessária, pois a Difteria não é uma doença 
considerada erradicada. 
A Difteria é uma doença aguda, contagiosa e potencialmente fatal. Pode 
parecer uma doença em que apenas as crianças são infectadas, mas não é 
bem assim. Adultos também podem ser contaminados por ela.
9
Os sinais e sintomas da Difteria podem variar de leves a graves, e surgem de 
forma gradual, dificultando e confundindo o diagnóstico. Por isso, fique atento! 
Geralmente, os sintomas começam a se manifestar de dois a cinco dias, após a 
exposição à bactéria. 
No entanto, uma boa anamnese, em que se investigue a situação vacinal 
individual e coletiva, somada ao conhecimento do profissional sobre a doença e 
sobre o cenário atual da vacinação no Brasil, impõe a importância de não 
negligenciarmos a Difteria, reconhecendo a doença na fase inicial.
A princípio, os sintomas iniciam-se com a 
inflamação da garganta e febre, isso induz o 
profissional de saúde despreparado a 
pensar somente em uma infecção viral de 
vias aéreas superiores ou Amigdalite, que 
são mais frequentes.
Com a queda geral da cobertura vacinal (vacinação) nos últimos anos, a Difteria 
passou a ter, novamente,grande importância para todos nós. Assim, é 
importante reconhecer sua manifestação para a determinação de um efetivo 
tratamento.
10
Histórico Inicial 
da Doença
A Difteria é causada por um Bacilo Toxigênico do gênero Corynebacterium, 
principalmente as espécies C. Diphtheriae e, mais raramente, por C. Ulcerans. 
Essas bactérias são Gram-Positivas e apresentam um período de incubação 
médio de seis dias, podendo se alojar nas amígdalas, faringe, laringe, fossas 
nasais e, às vezes, em outras mucosas e na pele.
Difteria DIPHTHERA
“par de fitas em 
couro”
Vamos conhecer a Difteria com mais detalhes!
12
A palavra Difteria vem do grego Diphthera, que literalmente é traduzida como 
"par de fitas em couro (cabedal)". Uma alusão à pseudomembrana formada 
sobre a mucosa da faringe e observada no fundo da boca dos enfermos. Esse 
nome, Difteria, foi escolhido pelo médico higienista e bacteriologista alemão 
Friedrich Loeffler, em 1855. No entanto, há relatos de casos sugestivos de Difteria 
descritos por Hipócrates, entre os anos 400 e 300 a.C.
Nos séculos XVIII e XIX ocorreram grandes 
epidemias de Difteria no leste europeu e nos 
Estados Unidos da América. A taxa de 
letalidade da doença respiratória clássica 
chegou a 50%, sendo uma das mais 
importantes causas de morte em todo o 
mundo.
Nesse cenário, o microbiologista alemão Emil Adolf von Behring iniciou o 
desenvolvimento da terapia de soro antidiftérico, que foi, posteriormente, 
aprimorada pelo médico bacteriologista e imunologista francês Pierre Paul Emile 
Roux, de forma a se obter um tratamento eficaz para a doença. Entretanto, no 
período, descrito abaixo, a taxa de mortalidade pela doença ainda foi alta:
Em sua era pré-vacina, mesmo com a utilização da terapia com Soro-antidiftérico, 
a doença ainda representava uma das causas mais importantes de morte entre 
crianças, especialmente, para menores de cinco anos. Aos 15 anos de idade, 
cerca de 80% dos adolescentes já estavam imunes à doença devido a infecção 
prévia, na forma aguda ou subclínica. 
Primeira Guerra 
Mundial:
A taxa de 
mortalidade por 
Difteria foi de 
15%.
Segunda Guerra 
Mundial:
Uma grande epidemia 
atingiu cerca de um 
milhão de pessoas, 
totalizando 50 mil 
mortes, em 1943.
13
Somente após a introdução da vacina, entre os anos de 1940 e 1950, que se 
iniciou uma mudança no cenário epidemiológico mundial da Difteria. 
Entretanto, países em desenvolvimento sofreram epidemias até que o Toxoide 
Diftérico, em 1980, se tornou acessível.
1973No Brasil, a implementação do Programa Nacional de 
Imunizações (PNI) aconteceu em 1973 e teve como 
objetivo imunizar toda população brasileira, a fim de 
reduzir a incidência das doenças endêmicas.
1973 1994
Em 1994, foi introduzida no PNI a vacina DTP (Toxoides 
da Difteria, Tétano e Antígeno Particulado Pertussis de 
células inteiras), que reduziu, significativamente, o 
número de casos de Difteria no Brasil.
14
A incidência de Difteria após a vacinação diminuiu drasticamente no mundo. 
Para isso, foi adotada, como série primária de vacinação, a aplicação de três 
doses aos 2, 4 e 6 meses, reforços aos 12-23 meses, 4-7 anos e 9-15 anos. 
As doses de reforço 
são necessárias para a 
manutenção da 
imunidade, que fica 
reduzida ao longo dos 
anos.
As doses primárias 
são importantes para 
a redução no 
quantitativo de casos. 
15
15
Fonte: Sinan/ SVS/MS – atualizado em 28/07/2022 (Adaptado).
De acordo com os dados do gráfico acima, é possível perceber o impacto positivo 
da estratégia de vacinação como forma de reduzir o número de casos de Difteria 
no Brasil. Destaca-se, portanto, a vacinação como importante aliada contra essa e 
outras doenças.
Observe, no Gráfico 1, o número de casos confirmados de Difteria no Brasil, no 
período de 1997 a 2022. Dados extraídos do Sistema de Informação de Agravos 
de Notificação- SINAN:
16
Gráfico 1- Casos confirmados de Difteria no Brasil - 1997/2022
Sintomatologia
A manifestação clínica típica da Difteria é o surgimento de placas 
pseudomembranosas branco-acinzentadas, aderentes, localizadas nas amígdalas 
e que invadem estruturas vizinhas. Essas placas também podem ser encontradas 
na faringe, na laringe e nas fossas nasais, e, com menor frequência, na 
conjuntiva, na pele, no conduto auditivo, na vulva, no pênis (pós-circuncisão) e 
no cordão umbilical.
Agora, vamos falar sobre a 
sintomatologia da Difteria:
A dor de garganta, geralmente, é discreta, independentemente da localização ou 
da quantidade de placas existentes, e o odor fétido, relacionado à necrose do 
tecido, é bastante característico. 
Se a doença não for tratada, as placas poderão se estender pelas amígdalas e 
estruturas subjacentes, como pilares anteriores, úvula, palato mole e 
retrofaringe. Em alguns casos, as placas podem invadir a traquéia, os brônquios e 
os bronquíolos.
Figura 1 – Paciente com Difteria Faríngea com 
membranas em tonsilas e úvula.
A doença manifesta-se clinicamente por comprometimento do estado geral do 
paciente, apresentando prostração e palidez. Isso antecede de dois a três dias, 
com o surgimento das placas amigdalianas, as quais são constituídas por 
bactérias, fibrinas e células inflamatórias.
Fonte: Red Book Atlas of Pediatric Infections 
Diseases, 2013 (p. 144).
18
Figura 2 – Pescoço Taurino, Linfoadenopatia 
Cervical da Difteria, em um menino de 13 anos.
Dependendo da extensão e da localização da placa pseudomembranosa, pode 
ocorrer asfixia mecânica aguda no paciente, exigindo imediata intervenção 
cirúrgica (traqueostomia) para o restabelecimento da via aérea, para evitar a 
morte.
Vejamos, a seguir, algumas formas clínicas 
da Difteria!
Com a progressão da doença, o estado geral do paciente piora tanto pelo 
comprometimento causado pelas pseudomembranas, quanto pela absorção cada 
vez maior das toxinas. Nesse quadro, a febre, normalmente, não é muito elevada, 
variando de 37,5ºC a 38,5°C, embora temperaturas mais altas não afastem o 
diagnóstico.
Casos graves, podem apresentar Edema do Pescoço, com aumento dos gânglios 
linfáticos, comumente chamado de “Pescoço Taurino”, além de Edema 
Periganglionar nas cadeias cervicais e submandibulares.
19
Fonte:Red Book Atlas of Pediatric Infections 
Diseases, 2013 (p. 144).
Formas Clínicas 
da Difteria
Faringoamigdaliana
É a forma clínica mais comum da Difteria. Inicialmente, é observado um leve 
aumento de volume das amígdalas e hiperemia de toda a faringe. Em seguida, 
formam-se pseudomembranas características, aderentes e invasivas, que são 
constituídas por placas esbranquiçadas ou amarelo-acinzentadas, eventualmente, 
de cor cinzento-escura ou preta, que com o tempo se tornam espessas e com 
bordas bem definidas. 
As placas podem se estender pelas amígdalas, recobrindo-as, e frequentemente, 
invadem estruturas vizinhas, podendo, assim, serem observadas nos pilares 
anteriores, na úvula, no palato mole e na retrofaringe, adquirindo aspecto 
necrótico, como observado na figura abaixo.
Fonte: Augusto Bene, [s.d.]. Disponível em: 
https://augustobene.com/difteria-causa-sintomas-e-tratamento/. Acesso em: 
24 abril 2023.
Figura 3 – Faringoamigdaliana com aspecto necrótico.
O diagnóstico diferencial deve ser feito entre Amigdalite 
Estreptocócica, Angina Monocítica, Angina de Plaut Vicent e 
Agranulocitose.
21
https://augustobene.com/difteria-causa-sintomas-e-tratamento/
Difteria Hipertóxica
Denominação dada aos casos com maior absorção de toxinas, apresentam uma 
maior gravidade e um importante comprometimento do estado geral do 
indivíduo. Pode-se observar, desde o início, a presença de placas de aspecto 
necrótico, que ultrapassam os limites das amígdalas, comprometendo as 
estruturas vizinhas, Linfonodomegalia da Cadeia Cervical, e Edema 
Periganglionar, pouco doloroso à palpação, caracterizando o Pescoço Taurino, 
como observado na figura 02.
Nasal
Ocorre, principalmente, em lactentes,e, na maioria das vezes, é concomitante à 
Difteria Faringoamigdaliana. Observa-se secreção nasal serossanguinolenta, 
geralmente, unilateral, podendo ser bilateral e provocar lesões nas bordas do 
nariz e no lábio superior. O diagnóstico diferencial deve ser feito entre a Rinite 
Estreptocócica, Rinite Sifilítica e corpo estranho nasal.
Fonte: Red Book Atlas of Pediatric Infectious Diseases. 2013 (p. 
145).
Figura 4 – Membrana nasal da Difteria, em um menino na 
idade pré-escolar.
22
Laríngea
É bastante comum no Brasil e, geralmente, a doença inicia-se na região da 
orofaringe, progredindo até a laringe. Do ponto de vista anatomopatológico, 
durante a doença a laringe é revestida por exsudatos fibrinosos brancos, e 
sangrantes ao descolamento. Os sintomas iniciais, além dos que são vistos na 
Difteria Faringoamigdaliana, são: tosse, rouquidão, disfonia e dificuldade 
respiratória progressiva, que pode evoluir para Insuficiência Respiratória Aguda. 
Em casos raros, pode haver comprometimento isolado da laringe, o que dificulta 
o diagnóstico. 
Cutânea
Apresenta-se como uma úlcera arredondada, com exsudato fibrinopurulento e 
bordas bem demarcadas. Apesar de profunda, a lesão não alcança o tecido 
celular subcutâneo. No entanto, devido à pequena absorção da toxina pela pele, 
a forma cutânea da Difteria pode se tornar subaguda ou crônica, e, raramente, é 
acompanhada de repercussões cutâneas. Porém, do ponto de vista 
epidemiológico esse tipo de lesão é de grande importância, pois seu portador 
constitui-se em reservatório e disseminador do Bacilo Diftérico. 
23
O diagnóstico diferencial deve ser feito entre Crupe Viral, Laringite Estridulosa, 
Epiglotite Aguda e inalação de corpo estranho.
O diagnóstico diferencial deve ser feito entre Impetigo, Ectima, Eczema e 
Úlceras.
Outras localizações
Raramente, o Bacilo Diftérico pode acometer a vagina (ulcerações e corrimento 
purulento), o ouvido (processo inflamatório exsudativo do duto auditivo externo) 
e a conjuntiva ocular (a infecção pode ser inaparente ou manifestar-se sob a 
forma de conjuntivite aguda, com eventual formação de membrana).
Figura 5 - Lesão de pele da Difteria em perna.
Red Book Atlas of Pediatric Infections Diseases. 2013 (p. 146).
24
Principais 
Complicações 
Clínicas
De acordo com o Guia de Vigilância em Saúde (BRASIL, 2021, p. 166), as principais 
complicações clínicas da Difteria estão relacionadas com: a localização e a 
extensão da membrana; a quantidade de toxina absorvida; o estado imunitário 
do paciente; a demora no diagnóstico e o início do tratamento. 
As principais 
complicações 
da Difteria são:
Miocardite
Neurite
Renais
26
Essas complicações clínicas da Difteria estão relacionadas a alguns 
fatores. Clique aqui para conhecê-las.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf
Diagnóstico
A Difteria é uma doença grave e seu diagnóstico deve ser clínico e laboratorial. 
Embora os exames laboratoriais sejam imprescindíveis para a confirmação de 
casos, e para nortear o encerramento das investigações, devido à letalidade da 
doença, os resultados não devem ser aguardados para o início do tratamento e 
das medidas de controle.
Diagnóstico Laboratorial
O Diagnóstico Laboratorial é feito por meio do isolamento e da identificação do 
C. Diphtheriae mediante cultura de amostras biológicas, coletadas 
adequadamente, mesmo sem as provas de toxigenicidade. Essa técnica é 
considerada o padrão-ouro para o diagnóstico da Difteria. 
No Laboratório de Referência Nacional, Instituto Adolfo Lutz, está disponível o 
ensaio de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), que permite a detecção do 
gene regulador da produção de toxinas (dtxR) e do gene da toxina da Difteria 
(tox).
Para a coleta e a remessa de material para exames, utiliza-se um 
Swab estéril. Deve-se coletar, antes da administração de qualquer 
terapêutica antimicrobiana, o material das lesões (ulcerações, 
criptas das amígdalas), exsudatos de orofaringe e de nasofaringe 
(localizações mais comuns), ou de outras lesões cutâneas, 
conjuntivas e genitália externa, entre outras.
28
Coleta e remessa de material para exames:
O prognóstico varia de acordo com o estado imunitário do paciente, e da 
precocidade do diagnóstico e início do tratamento. Os fatores associados ao 
mau prognóstico são:
• Tempo da doença sem instituição de tratamento (pior quando acima de três 
dias).
• Presença de Edema Periganglionar.
• Presença de manifestações hemorrágicas.
• Presença de placas extensas na orofaringe.
• Miocardite precoce.
• Presença de Insuficiência Renal.
As culturas dos materiais da nasofaringe, região oral e de lesão de pele 
devem ser feitas de forma separada.
Não se deve remover a pseudomembrana durante a coleta do material da 
orofaringe, pois a remoção acelera a absorção da toxina e leva a 
sangramento.
29
Todos os casos de Difteria devem ser notificados. 
Clique aqui e veja a Ficha de notificação 
compulsória ou escaneie o QR Code para fazer 
download.
importante
http://www.portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Difteria/Difteria_v5.pdf
http://www.portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Difteria/Difteria_v5.pdf
Tratamento
Soro Antidiftérico (SAD)
A medida terapêutica mais eficaz no tratamento da Difteria é a inativação da 
toxina circulante, o mais rápido possível, por meio da administração do Soro 
Antidiftérico (SAD). A aplicação deve ser feita em uma Unidade Hospitalar, e 
possibilitará a circulação de anticorpos em quantidade suficiente para neutralizar 
a toxina produzida pelos bacilos. 
Diante de suspeita clínica bem fundamentada, a administração do SAD deve ser 
feita o mais precocemente possível, pois ele não possui ação sobre a toxina já 
impregnada no tecido. O uso de antibiótico deve ser avaliado como medida 
complementar ao SAD, visando interromper a produção de exotoxina pela 
destruição dos Bacilos Diftéricos e sua disseminação. 
O SAD é uma solução contendo Imunoglobulinas purificadas, obtidas a partir de 
plasma de animais hiperimunizados contra a toxina produzida pelo 
Corynebacterium Diphtheriae, e, por ser um produto bastante purificado, é rara a 
possibilidade de causar complicações graves, tais como o Choque Anafilático e a 
Doença do Soro.
Contudo, a sua administração somente deve ser feita em Serviços de Saúde 
preparados para o tratamento de complicações, ou seja, que possuam 
equipamentos de emergência e a presença do médico. Quando o serviço não 
dispuser de tais condições para o atendimento das emergências, o paciente deve 
ser encaminhado, imediatamente, para outro serviço capaz de garantir a 
administração segura do soro.
O QUE É O SAD?
31
Por isso, antes da indicação do soro, deve-se realizar a anamnese de forma 
minuciosa, arguindo sobre o histórico do paciente. Essas informações são 
fundamentais para orientar a decisão sobre administrar o soro, ou encaminhar 
para outros serviços, tais como:
No caso da confirmação de qualquer uma dessas informações, o profissional 
deve adotar o procedimento indicado para a prevenção da ocorrência de 
reações anafiláticas, conforme orientação do Manual de Vigilância de Eventos 
Adversos Pós-Vacinação, disponível na pasta “Material Complementar”.
Clique aqui e veja informações 
sobre a Administração do Soro 
Antidiftérico (SAD) ou 
escaneie o QR code para fazer 
download do material.
1 Se anteriormente o paciente apresentou 
quadros de hipersensibilidade.
2 Se, em outra oportunidade, o paciente já fez 
uso de soros de origem equina.
3
Se o paciente mantém contato frequente 
com animais, principalmente, com equinos, 
seja por necessidade profissional ou por 
lazer.
32
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/material-complementar-difteria-1689183253.pdf
O tratamento com o uso de antibiótico deve ser considerado como medida 
auxiliar ao Soro Antidiftérico, objetivando interrompera produção de exotoxina 
pela destruição dos Bacilos Diftéricos e sua disseminação. Para isso, pode-se 
utilizar Eritromicina ou Penicilina G Cristalina ou Penicilina G Procaína, com a 
mesma eficácia, durante 14 dias (OMS, 2018), conforme orientação, a seguir:
Fármaco Dose Via de administração
Eritromicina
40 mg a 50 mg/kg/dia (dose máxima 
de 2 g/dia).
Via oral.
Penicilina G 
Cristalina
100.000 UI a 150.000 UI/kg/dia.
Em quatro frações iguais, de 
6 em 6 horas, por via 
endovenosa.
Penicilina G 
Procaína
50.000 UI/kg/dia (dose máxima de 
1.200.000 UI/dia).
Em duas frações iguais, de 
12 em 12 horas, por via 
intramuscular.
Fonte: Adaptado do Guia de Vigilância em Saúde (2021).
Antibioticoterapia
33
Quando houver melhora do quadro, a Penicilina G Cristalina pode ser substituída 
pela Penicilina G Procaína para se completarem os 14 dias de tempo total de 
tratamento. A Clindamicina constitui uma boa alternativa à Eritromicina e às 
Penicilinas, na dose de 20 mg a 40 mg/kg/dia, em frações iguais, de 8 em 8 horas, 
por via endovenosa, durante 14 dias.
Para essas orientações, foram considerados somente os medicamentos 
descritos no Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica da Rename 
(BRASIL, 2020c).
Quadro 01 – Antibioticoterapia
De forma geral, o tratamento sintomático consiste em repouso no leito, 
manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico (gotejamento endovenoso de Soro 
Glicofisiológico, com acréscimo de Glicose a 25% ou 50%, para aumentar a oferta 
calórica), dieta leve, nebulização ou vaporização. De forma cuidadosa, deve-se 
proceder, com frequência, à aspiração das secreções.
Não havendo boa aceitação dos alimentos e dos líquidos por via oral, deve-se 
administrá-los, preferencialmente, por sonda nasogástrica.
Tratamento sintomático
De acordo com o Guia de Vigilância em Saúde, produzido pelo Ministério da 
Saúde, em 2021 (p.170), a observação do paciente com Difteria deve ser 
contínua, e sempre considerar a possibilidade da ocorrência das complicações 
diftéricas, citadas no Quadro 2, a seguir:
Tratamento das complicações 
diftéricas
34
35
Quadro 2: Tratamento das complicações diftéricas.
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde, 2021 (Adaptado). Disponível em: 
guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf. Acesso em: 02 de mai. 2023.
* Caso o paciente continue com sinais progressivos de obstrução alta, ou o caso já se apresente ao 
médico com quadro de Insuficiência Respiratória Alta estabelecida, a traqueostomia deve ser feita 
sem demora, evitando-se que o paciente venha a apresentar Hipóxia Severa.
Insuficiência
Respiratória:
Traqueostomi
a: indicada 
em caso de 
agravamento 
precoce.
Instalação de 
aparelhos de 
respiração 
assistida*: 
indicada quando 
ocorrer paralisia 
da musculatura 
respiratória 
(diafragma e 
músculos 
intercostais). 
Administração de 
Dexametasona, em 
dose inicial de 0,6 
mg/kg, seguida 
por 0,4 mg/kg/dia, 
por via 
endovenosa, em 
frações iguais, de 6 
em 6 horas, como 
medida 
antiedematosa: 
indicada em casos 
leves e moderados 
de Laringite ou 
quando houver 
comprometimento 
respiratório alto. 
Miocardite:
Repouso absoluto no 
leito (por 3 semanas); 
restrição de sódio e uso 
de cardiotônicos e 
diuréticos.
Realizar 
eletrocardiograma com 
frequência.
Polineurites:
A cura costuma ser 
espontânea, em 
tempo variável
O paciente deve ser 
mantido internado e em 
observação constante.
Insuficiência Renal 
Aguda: Tratamento conservador, diálise peritoneal.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf
As pessoas com Difteria devem ser mantidas em isolamento respiratório, durante 
14 dias, após a introdução da antibioticoterapia apropriada. Qualquer objeto ou 
substância capaz de absorver, reter e/ou transportar bacilos devem receber 
cuidados apropriados, segundo as normas de biossegurança.
O ideal é suspender as medidas relativas às precauções respiratórias somente 
quando duas culturas de secreções, obtidas de nasofaringe, em meios 
específicos, forem negativas para C. Diphtheriae (OMS, 2018).
Na Difteria Cutânea, também deve ser realizada, obrigatoriamente, duas culturas 
de material, colhido das lesões cutâneas, pelo menos, 24 horas depois de 
completada a antibioticoterapia. Já que a Difteria pode não conferir imunidade e 
sua reincidência não é incomum, os doentes serão considerados suscetíveis e 
devem ser vacinados logo após a alta.
Falaremos, a seguir, sobre os 
Comunicantes.
Precauções respiratórias
36
Comunicantes
Para o controle dos comunicantes, é necessário que a busca seja feita, também, 
em instituições, em comunidades e em outros locais, que possibilitam o contato 
com o caso. Todos os comunicantes deverão ser submetidos a exame clínico e 
ficar sob vigilância, por um período mínimo de sete dias.
Se, por motivos operacionais, não for possível coletar material de todos os 
comunicantes, recomenda-se priorizar os que tenham contato com crianças 
(professores, atendentes de creche, entre outros), pessoas que apresentem 
diminuição da imunidade, manipuladores de alimentos, pessoas não vacinadas, 
inadequadamente vacinadas ou com estado vacinal desconhecido.
Comunicantes são os indivíduos que 
tiveram contato com o caso suspeito de 
Difteria, sob o risco de adoecimento, quer 
sejam moradores do mesmo domicílio ou 
não.
38
A situação vacinal de todos os comunicantes deverá ser verificada, considerando 
as doses registradas na caderneta de vacinação e, se necessário, iniciar ou 
atualizar o esquema vacinal com Penta, DTP, ou dT, de acordo com as orientações 
do Quadro 2, a seguir:
História Vacinal Menores de 7 anos 7 anos ou maisO emprego sistemático dessa vacina, com altas coberturas vacinais ao longo 
do tempo, além de diminuir a incidência de casos clínicos, determina uma 
importante redução do número de portadores, induzindo a denominada 
imunidade coletiva. 
A vacinação normalmente é feita de forma 
sistemática, com aplicação de rotina do 
imunobiológico pelos Serviços de Saúde, ou em 
forma de campanhas de vacinação, ou, ainda, por 
vacinação seletiva, realizada diante da ocorrência de 
um caso suspeito da doença.
Possui, aproximadamente, 97% de eficácia, pois até mesmo a doença, em 
geral, não confere imunidade permanente. 
O Ministério da Saúde, por meio do Guia de 
Vigilância em Saúde (2021), afirma que a vacinação 
com o Toxoide Diftérico é a medida de prevenção e 
controle mais importante da Difteria. 
43
Considera-se adequadamente vacinado o indivíduo que: recebeu três doses de 
vacina DTP (contra Difteria, Tétano e Coqueluche) ou Tetravalente (DTP + Hib), ou 
Penta (DTP + Hib + Hepatite B) contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Infecções 
Graves causadas pelo Haemophilus Influenzae e Hepatite B. 
Da mesma forma, quem recebeu a vacina Dupla Infantil (DT) - indicada a partir 
de 2 meses de vida, com intervalo de, pelo menos, 30 dias entre as doses (o ideal 
é o intervalo de 2 meses) e com 1º reforço, aplicado no prazo de 6 a 12 meses, 
após a 3ª dose. Seu 2º reforço deve se dar entre 4 a 6 anos de idade. 
O reforço com a dT (dupla adulto) deve ser realizado a cada dez anos.
Para maiores de 7 anos, está adequadamente imunizado quem recebeu três 
doses da vacina dT (dupla adulto), com intervalo mínimo de 30 dias entre as 
doses (o ideal é o intervalo de dois meses), e reforço de dez em dez anos. 
44
A vacina adsorvida Difteria, Tétano, Pertussis, Hepatite B (recombinante) e 
Haemophilus Influenzae b (conjugada) apresenta-se sob a forma líquida, em 
frascos multidose.
Composição: é composta pela combinação de Toxoides purificados de Difteria 
e Tétano, suspensão celular inativada de Bordetella Pertussis (células inteiras), 
antígeno de superfície da Hepatite B (recombinante) e oligossacarídeos 
conjugados de Haemophilus Influenzae b (conjugada). Tem como adjuvante o 
fosfato de alumínio e como conservante o tiomersal.
Contraindicação: a vacina está contraindicada nas situações de ocorrência de 
hipersensibilidade (reação anafilática), confirmada após a administração de doses 
anteriores e, também, quando houver história de hipersensibilidade a qualquer 
componente dos imunobiológicos.
Vacina Penta
A vacina Penta protege contra a Difteria, o 
Tétano, a Coqueluche, a Hepatite B e as 
Infecções causadas pelo Haemophilus 
Influenzae B. É indicada para a vacinação de 
crianças menores de 5 anos de idade, como 
dose do esquema básico.
45
Do mesmo modo, a vacina não deve ser administrada quando a criança 
apresentar quadro neurológico em atividade ou quando, após dose anterior de 
vacina com esses componentes, a criança registrar qualquer das seguintes 
manifestações:
Convulsão, nas 
primeiras 72 horas, 
após a 
administração da 
vacina.
Episódio 
Hipotônico-
Hiporresponsivo, 
nas primeiras 48 
horas, após a 
administração 
da vacina.
Encefalopatia 
Aguda 
Grave, depois de 
sete dias, após a 
administração de 
dose anterior da 
vacina.
Usuários a 
partir de 7 
anos de 
idade.
Nessas situações, encaminhe o usuário ao Centro de Referência para 
Imunobiológicos Especiais (CRIE) ou busque orientação nesse 
estabelecimento sobre as vacinas que devem ser indicadas para o 
usuário.
46
➢ Administre a vacina em crianças menores de 2 anos no músculo vasto 
lateral da coxa e, nos maiores de dois anos, no músculo deltoide. 
➢ Evite a administração na região glútea, em razão da maior quantidade de 
tecido adiposo, situação em que a vacina não é inoculada no interior do 
músculo.
➢ Adeque a agulha ao ângulo de administração, conforme a massa muscular 
do usuário a ser vacinado.
Esses procedimentos são fundamentais para a prevenção de abscessos frios.
Esquema, dose e volume: o esquema corresponde a três doses, administradas 
aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as 
doses. São necessárias doses de reforço com a vacina adsorvida Difteria, Tétano e 
Pertussis (DTP), que devem ser administradas aos 15 meses e aos 4 anos de 
idade.
A idade máxima para se administrar as vacinas com o componente Pertussis de 
células inteiras é de 6 anos, 11 meses e 29 dias.
Via de administração: a vacina é administrada por via intramuscular 
profunda.
O volume a ser administrado é de 0,5 mL.
47
Vacina DTP
A vacina protege contra a Difteria, o 
Tétano e a Coqueluche. É indicada para 
a vacinação de crianças, menores de 7 
anos de idade, como dose de reforço do 
esquema básico da vacina Penta.
A vacina adsorvida Difteria, Tétano e Pertussis (DTP ou Tríplice Bacteriana) é 
apresentada sob a forma líquida, em frasco multidose.
Composição: é composta pela combinação de Toxoides purificados de Difteria e 
Tétano, suspensão celular inativada de Bordetella Pertussis (células inteiras), 
tendo o hidróxido de alumínio como adjuvante e o timerosal como conservante.
Contraindicação: a vacina está contraindicada nas situações de ocorrência de 
hipersensibilidade (reação anafilática), confirmada após a administração de doses 
anteriores, e, também, quando houver história de hipersensibilidade a qualquer 
componente dos imunobiológicos. 
48
Conservação: a vacina deve ser conservada entre +2ºC e +8ºC (sendo ideal 
+5ºC), não podendo ser congelada, pois o congelamento provoca a perda de 
potência e/ou forma agregados e aumenta o risco de reações.
Da mesma forma, a vacina não deve ser administrada quando a criança 
apresentar quadro neurológico em atividade ou quando, após dose anterior de 
vacina com esses componentes, a criança registrar qualquer das seguintes 
manifestações:
Nessas situações, encaminhe o usuário ao Centro de Referência para 
Imunobiológicos Especiais (CRIE) ou busque orientação nesse estabelecimento 
sobre as vacinas que devem ser indicadas para o usuário.
Convulsão, nas 
primeiras 72 
horas, após a 
administração 
da vacina.
Colapso circulatório, 
com estado de 
choque ou com 
episódio Hipotônico-
Hiporresponsivo, nas 
primeiras 48 horas, 
após a administração 
da vacina.
Encefalopatia 
Aguda Grave, 
depois de sete dias, 
após a 
administração de 
dose anterior da 
vacina.
Usuários a 
partir de 7 
anos de 
idade.
Em casos de Encefalopatia está contraindicada qualquer dose 
subsequente de vacinas com componente Pertussis. O indicado, 
nesses casos, é a vacina adsorvida Difteria e Tétano Infantil (Dupla 
Infantil).
49
Esquema, dose e volume: a vacina DTP é indicada para os reforços do 
esquema básico de vacinação com os componentes Diftérico, Tetânico e Pertussis. 
O primeiro reforço deve ser administrado aos 15 meses e o segundo, aos 4 anos 
de idade. A idade máxima para administrar as vacinas com o componente 
Pertussis de células inteiras é de 6 anos, 11 meses e 29 dias.
O volume a ser administrado é de 0,5 mL.
➢ Ao indicar a vacina DTP, considere as doses administradas anteriormente e 
não reinicie o esquema.
➢ Se o esquema básico não for iniciado ou completado, até a idade de 6 anos, 
11 meses e 29 dias, as doses necessárias serão administradas com a vacina 
adsorvida Difteria e Tétano Adulto (dT).
➢ Em crianças entre 4 e 6 anos, 11 meses e 29 dias de idade sem reforço, 
administre apenas um reforço.
➢ Nos comunicantes domiciliares e escolares de casos de Difteria ou de 
Coqueluche, menores de 7 anos de idade, não vacinados, com esquema 
incompleto ou com situação vacinal desconhecida, atualize o esquema.
50
Via de administração: a vacina é administrada por via intramuscular 
profunda.
Conservação: a vacina deve ser conservada entre +2ºC e +8ºC (sendo ideal 
+5ºC), não podendo ser congelada, pois o congelamento provoca a perdade 
potência e/ou forma agregados e aumenta o risco de reações.
➢ Administre a vacina em crianças menores de 2 anos no músculo vasto 
lateral da coxa e, nos maiores de dois anos, no músculo deltoide.
➢ Evite a administração na região glútea, em razão da maior quantidade de 
tecido adiposo, situação em que a vacina não é inoculada no interior do 
músculo.
➢ Adeque a agulha ao ângulo de administração conforme a massa muscular 
do usuário a ser vacinado.
➢ Esses procedimentos são fundamentais para a prevenção de abscessos 
frios.
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Vacina dT (Dupla Adulto)
É indicada para prevenir contra o 
Tétano e a Difteria. A vacinação de 
mulheres em idade fértil (MIF) (dos 10 
aos 49 anos), gestantes e não 
gestantes é feita, também, para a 
prevenção contra o Tétano Neonatal.
A vacina adsorvida Difteria e Tétano Adulto (dT) é apresentada sob a forma 
líquida, em frasco unidose ou multidose.
Composição: a vacina dT é uma associação dos Toxoides Diftérico e Tetânico, 
tendo o hidróxido ou o fosfato de alumínio como adjuvante e o timerosal como 
conservante.
Contraindicação: a vacina está contraindicada nas situações de ocorrência de 
hipersensibilidade (reação anafilática), confirmada após a administração de doses 
anteriores, e, também, quando houver história de hipersensibilidade a qualquer 
componente dos imunobiológicos.
Esquema, dose e volume: a vacina dT é administrada nos maiores de 7 anos 
de idade. Para os reforços ou usuários com esquema incompleto ou não 
vacinados, deve-se seguir as seguintes recomendações:
52
Sem comprovação vacinal: 
administre três doses.
Com esquema incompleto: 
complete o esquema.
Com esquema vacinal completo: 
administre uma dose a cada 10 anos.
O intervalo entre as doses é de 60 dias, com um mínimo de 30 dias. Em todos 
os casos, após completar o esquema, é necessário administrar uma dose de 
reforço, a cada 10 anos. Nunca reinicie o esquema.
O volume a ser administrado é de 0,5 mL.
➢ Em mulheres grávidas administre a vacina considerando o seu histórico 
vacinal para Difteria e Tétano.
➢ Em gestante com comprovação vacinal de três doses de vacina com 
componente tetânico, sendo a última dose feita há mais de 5 anos, 
administre um reforço.
➢ Essa vacina pode ser administrada a partir da comprovação da gravidez, em 
qualquer período gestacional.
➢ A última dose (ou reforço) deve ser administrada, pelo menos, 20 dias 
antes da data provável do parto.
➢ A vacinação da gestante é realizada para a prevenção contra o Tétano no 
recém-nascido e para a proteção da gestante.
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Via de administração: a vacina é administrada por via intramuscular 
profunda.
Conservação: a vacina deve ser conservada entre +2ºC e +8ºC (sendo ideal 
+5ºC), não podendo ser congelada, pois o congelamento provoca a perda de 
potência e/ou forma agregados e aumenta o risco de reações.
➢ Adeque a agulha ao ângulo de administração, conforme a massa muscular 
do usuário a ser vacinado.
➢ A vacina deve ser administrada, preferencialmente, na região do deltóide, 
na face externa superior do braço.
Esses procedimentos são fundamentais para a prevenção de abscessos frios.
54
Conclusão
A Difteria é uma doença grave, que afeta tanto as crianças como os adultos, 
podendo levar à morte. Com a queda geral da cobertura vacinal, nos últimos 
anos, a doença passou a ter, novamente, grande importância para todo Sistema 
de Saúde brasileiro.
O diagnóstico deve ser clínico/laboratorial. Embora os exames laboratoriais 
sejam imprescindíveis para a confirmação de casos e para nortear o 
encerramento das investigações, devido à letalidade da doença, os resultados 
não devem ser aguardados para o início do tratamento e das medidas de 
controle.
A medida terapêutica mais eficaz no tratamento da Difteria é a administração do 
Soro Antidiftérico (SAD) e, em alguns casos, o uso de antibiótico deve ser 
avaliado. 
5556
57
É importante que as crianças recebam a vacina a partir dos 2 meses de vida, e 
que os reforços sejam administrados, a cada 6 a 12 meses, até os 4 a 6 anos 
de idade, bem como a cada dez anos a partir dessa idade. As pessoas que já 
receberam três doses da vacina DTP (contra Difteria, Tétano e Coqueluche) 
ou Tetravalente (DTP + Hib) estão adequadamente vacinadas.
A melhor forma de prevenir a Difteria é por meio da vacinação, que deve ser 
realizada de forma rotineira ou em campanhas de vacinação. Da mesma forma, a 
prevenção pode se dar mediante vacinação seletiva, realizada diante da 
ocorrência de um caso suspeito da doença. 
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