Prévia do material em texto
1. Conceitue doença trofoblástica gestacional? É um grupo de tumores raros que envolve o crescimento anormal de células no interior do útero, entretanto essas células não se originam a partir da células do útero como as de um câncer de útero “normal" por exemplo, elas se desenvolvem na placenta durante a gravidez, para ser mais exato inicia nas células trofoblástica que são as células que formaram a placenta. É importante dizer que na maioria das vezes, elas são tumores benignos e que não se espalham para os órgãos do corpo. 2. Quais os tipos histologicamente de doença trofoblástica? Conceitue cada uma e suas manifestações clínicas. Os principais tipos de doenças trofoblástica são: mola hidatiforme que é o crescimento de um óvulo fertilização anômalo ou o crescimento excessivo do tecido da placenta, as manifestações clínicas mais comuns são: a mulher parece estar grávida, mas o útero aumenta muito mais rápido do que em uma gravidez normal, A maioria das mulheres tem náuseas e vômitos intensos, sangramento vaginal e pressão arterial muito elevada. Mola invasiva é um tumor trofoblástica gestacional que se origina apartir de uma mola hidatiforme e que invade o miométrio. As manifestações clínicas mais comuns da doença é: metrorragia, aumento, estagnação ou não normatização da gonadotrofina corionica.Coriocarcinoma é um tipo de câncer que se envolve durante ou após a gravidez, é um tipo de câncer maligno que se desenvolve apartir da proliferação de células anormais de trofoblástos após a fertilização, os sintomas podem surgir no início da gestação, mas em geral, não surgem antes de 10 semanas. Podem incluir sangramento vaginal que pode ser marrom escuro ou vermelho vivo, durante o primeiro trimestre, além de náuseas e vômitos. tumor trofoblástica de localização placentaria é um raro tumor trofoblástico gestacional que se desenvolve a partir do local de implantação placentar e ocorre sempre após a gravidez, interrupção voluntária da gravidez ou aborto espontâneo, os sintomas são metrorragia irregular, presença de metástases, os niveis de gonadotrofina coriónica esta baixo. 3. Qual o diagnostico e o tratamento de doença trofoblástica gestacional? Exames que podem auxiliar no diagnóstico de doenças trofoblástica gestacional são: exame de sangue, urina, gonadotrofina coriotica humana, exame da placenta, exame do liquido cefalorraquidiano. O tratamento de DTG é feito com vácuo-aspiração e análise histológica. No caso de neoplasia trofoblástica gestacional (NTG), a complementação do tratamento requer mono ou poliquimioterapia e o seguimento é realizado com dosagens quantitativas seriadas de ß-hCG. 4. Quais os cuidados que se deve ter para não ter uma gravidez pós molar? Pode-se dizer que todas as grávidas estão expostas a ter esta doença, entretanto, mulheres com idade inferior a 20 anos ou maior que 40 anos são mais vulneráveis, porém, o estado nutricional e histórico reprodutivo com gravidez molar é considerado fatores de risco para ocorrência da gravidez molar. Desta forma, o ideal seria que mulheres, quando estiverem gestantes, busquem o acompanhamento junto ao profissional ou equipe de saúde, sendo possível obter os cuidados pré-natais indispensáveis, e para que seja identificada e tratada não somente a gravidez molar, mas qualquer outra doença, permitindo um prognóstico favorável. Com isso, as chances dessas mulheres desenvolverem uma gravidez saudável se tornam mais prováveis e possíveis. 5. Diferencie hiperêmese gravídica de êmese gravídica. A êmese gravídica se difere da hiperêmese apenas pela intensidade dos sintomas, a hiperêmese como o próprio nome já indica, apresenta os sintomas mais graves, caso a gestante não receba a atenção adequada ela e o feto podem chegar a morte. 6. Qual o quadro clínico da hiperêmese gravídica? A hiperêmese gravídica é provavelmente uma forma extrema comum de náuseas e vômitos durante a gestação. Pode ser diferenciada por causar o seguinte sintomas: perda ponderal do peso, desidratação, cetose e anormalidades eletrolíticas. A hiperêmese gravídica pode causar hipertireoidismo leve transitório. A hiperemese gravídica que persiste após 16 a 18 semanas é incomum, mas pode danificar seriamente o fígado, causando necrose centrolobular ou degeneração gordurosa generalizada, além de encefalopatia de Wernicke ou ruptura esofágica. 7. Qual o diagnóstico laboratorial da hiperêmese gravídica? O diagnóstico da hiperêmese gravídica é clínico, porém sem critério uniforme e geralmente de exclusão. Não existe nenhum exame laboratorial específico para hiperêmese. Muitos deles, no entanto, são úteis para o diagnóstico diferencial e servem para avaliar a gravidade do caso e estabelecer o prognóstico. Dentre os exames complementares. devem ser destacados hemograma; urina tipo I; sódio, potássio, sorologias para não vacinadas, ureia e creatinina plasmáticos; glicemia; amilase ou lipase; TSH e T4 livre; gasometria arterial; enzimas hepáticas e bilirrubinas; ultrassonografia abdominal; e, eventualmente esofagogastroduodenoscopia. 8. Conceitue amniorrexe prematura e seu quadro clínico? A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) caracteriza-se pela perda de líquido amniótico até 01h antes do início do trabalho de parto, independente da idade gestacional. Tipicamente, a não ser que ocorram complicações, o único sintoma da RPMO é o extravasamento ou jorro súbito de líquido por via vaginal. 9. Quais as complicações da ruptura das membranas? As consequências mais graves são: a sepse materna secundária a corioamnionite e as complicações da prematuridade, dentre elas, a hipoplasia pulmonar fetal. 10. Quais os tipos de infecções do trato urinário e qual o quadro clínico de cada uma? Cistite, que nada mais é que uma infecção na bexiga causada pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino e importante para a digestão. Normalmente os sintomas da cistite são: necessidade urgente de urinar com frequência; quantidade pequena de urina eliminada em cada micção; ardor durante a micção; dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre; febre e sangue na urina nos casos mais graves. Uretrite: é uma infecção no canal da uretra, a uretrite pode ter causa tanto bacteriana quanto viral, química e traumática. E os sintomas incluem dor, ardência, vontade frequente de urinar ou secreção na uretra. Pielonefrite: é uma Inflamação do rim devido a uma infecção bacteriana. A inflamação do rim é causada por um tipo específico de infecção do trato urinário (ITU). A ITU geralmente começa na uretra ou na bexiga e passa para os rins. Os sintomas mais característicos são febre, calafrios, sudorese, náuseas, vômitos, mal-estar; dor lombar e pélvica, no abdômen e nas costas; urgência e dor (disúria) para urinar, sinal de pus (piúria) e de sangue (hematúria) na urina, que fica turva e com odor desagradável. 11. Qual o tratamento farmacológico das infecções do trato urinário? O tratamento de todas as formas de ITU sintomática requer antibióticos. Para pacientes com disúria importante, pode-se utilizar fenazopiridina para controlar os sintomas até que os antibióticos ajam (geralmente, em 48 h). Mas para tratamento específico tem-se: Cistite: O tratamento de primeira linha da cistite não complicada é com nitrofurantoina, 100 mg, VO, 2 vezes/dia, durante 5 dias (ela é contraindicado se o clearance de creatinina édevem aderir ao tratamento; Os pacientes são imunocompetentes; Os pacientes não têm náuseas ou vômitos ou evidências de depleção de volume ou sepse; Os pacientes não têm fatores que sugerem ITU complicada. A partir disto, os fármacos recomendados são: Ciprofloxacina, 500 mg, VO, 2 vezes/dia, por 7 dias, e levofloxacina, 750 mg, VO, 1 vez/dia durante 5 dias são antibióticos de 1ª linha se