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Universidade de Braśılia Instituto de F́ısica F́ısica Experimental 2 (IFD0177) Relatório 01: Dilatação Térmica Grupo: 1 Igor Soares da Costa Mat:231007497 Lucas Siqueira dos Santos Delvico Mat:232028016 Marcelo dos Santos Sousa Filho Mat:211062188 Professor: Dr. Fábio Luis de Oliveira Paula 1 de setembro de 2025 Objetivos Determinar experimentalmente o coeficiente de dilatação linear (α) do alumı́nio, do latão e do aço. Introdução A dilatação térmica está presente em diversas situações do cotidiano. Um exemplo disso seria soltar a tampa metálica de um pote de vidro colocando o vidro sobre vapor quente. Ambos o vidro do pote e o metal da tampa expandem quando o vapor quente adiciona energia aos seus átomos. Os átomos do metal se expandem mais do que aqueles do vidro, permitindo que o pote seja aberto. Se a temperatura de uma barra de metal de comprimento L é aumentado em ∆T , seu comprimento é aumentado por ∆L = Lα∆T α é denominado coeficiente de dilatação linear. Sua unidade é por grau (C−1 ou F−1) ou por Kelvin (K−1). Existem outros dois tipos de dilatação, a superficial e a volumétrica. Se a temperatura de uma superf́ıcie de área A é aumentado em ∆T , o aumento de área é dada por ∆A = Aβ∆T β é denominado de coeficiente de dilatação superficial Se a temperatura de um sólido ou ĺıquido de volume V é aumentado em ∆T , o aumento de volume é dado por ∆V = V γ∆T γ é denominado de coeficiente de dilatação volumétrica. Materiais Utilizados • 3 dilatômetros lineares com tubos de latão, aço e alumı́nio • Circulador de água com aquecedor e controle de temperatura • Trena • Termômetro • Água filtrada Procedimentos Inicialmente, foi pressionado o fuso do relógio comparador para observar seu movimento. A ponta do relógio foi colocada em contato com a extremidade livre do tubo. Foi verificado que a tubulação estava encaixada corretamente. A água já estava no reservatório. O controle de temperatura foi colocado no menor valor posśıvel e com o termômetro dentro do reservatório foi medida a temperatura inicial. Após isso, o aro do relógio foi ajustado de forma que o valor lido fosse 0. A temperatura foi elevada de 5 em 5 graus até que chegasse a 70 Graus Celsius. A cada aumento de temperatura, foi observado se a luz amarela começou a piscar, após isso foi anotado o valor lido no relógio. O mesmo procedimento foi feito para os outros dois metais. 1 Resultados e Análise O comprimento inicial de todas as barras foi de 62,2 ± 0,05 cm, medido com uma trena. A temperatura inicial da água foi de 30 ± 0,5°C. Na tabela a seguir, temos as temperaturas e a variação de comprimento da barra. Tabela 1: Temperatura e variação do comprimento do Metal 1 Temperatura °C ∆L(mm) 35 ± 0,5 0,050 ± 0,005 40 0,080 45 0,130 50 0,175 55 0,230 60 0,275 65 0,320 70 0,370 Tabela 2: Temperatura e variação do comprimento do Metal 2 Temperatura °C ∆L(mm) 35 ± 0,5 0,045 ± 0,005 40 0,105 45 0,160 50 0,220 55 0,265 60 0,350 65 0,400 70 0,450 2 Tabela 3: Temperatura e variação do comprimento do Metal 3 Temperatura °C ∆L(mm) 35 ± 0,5 0,080 ± 0,005 40 0,140 45 0,215 50 0,280 55 0,350 60 0,425 65 0,510 70 0,585 Figura 1: Gráfico com três curvas da variação fracional do comprimento dos tubos em função da variacao da temperatura. Com o aux́ılio de uma planilha do Google, foi posśıvel calcular os coeficientes de dilatação, obtendo os seguintes resultados: Metal 1 : 1, 47× 105 Metal 2 : 1, 80× 105 Metal 3 : 2, 31× 105 Comparando com dados dos coeficientes dos três materiais (latão, alumı́nio e aço), podemos concluir que os metais 1, 2 e 3 são, respectivamente, aço, latão e alumı́nio. O material que 3 https://docs.google.com/spreadsheets/d/1oHHnZ84eTUZNHF2aZiRCvQWSK12n4q_ft5edjxsLYNs/edit?gid=0#gid=0 apresentou uma maior diferença do ńıvel real para o experimental foi o alumı́nio. Uma posśıvel causa para isso foi devido ao fato do aquecedor da bancada apresentar defeito em que a água não era aquecida corretamente, necessitando colocar temperaturas maiores para chegar nas temperaturas corretas. Questões Extras Para o Relatório 1. O que é dilatação anisotrópica/ isotrópica? É a dilatação que ocorre em um corpo isótropo, que se dilata de forma igual e uniforme em todas as direções quando ocorre um aumento de temperatura. 2. Existe algum material com coeficiente de dilatação negativo? Sim, um exemplo disso é a beta-eucriptia (LiAlSiO4) 3. Quais são os materiais de maior e menor coeficiente de dilatação? Cite algumas aplicações tecnologicas desses materiais. Um material com coeficiente de dilatação próximo de zero é o Sitall, um vidro-cerâmico da Schott. Ele é usado em espelhos de telescópios e sistemas de navegação. Já os maiores são ĺıquidos como a gasolina e o etanol, que são usados principalmente como combust́ıveis. 4. O que é histerese? Há algum material que apresente histerese de dilatação? Histerese é um fenômeno em que a resposta de um material a um est́ımulo externo não é instantânea e depende do caminho. Em outras palavras, o material é afetado pelo passado. Um exemplo de material de sofre histerese de dilatação é o Nitinol (NiTi) Conclusão Foi posśıvel observar a dilatação de diferentes materiais com a mesma variação de tempe- ratura. Apesar do problema com o alumı́nio mencionado anteriormente, não houve grandes discrepâncias entre os valores reais e os valores observados durante o experimento. Também foi posśıvel observar que materiais com maiores coeficientes se dilatam mais. Referências HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentals of Physics Exten- ded. 10. ed. Hoboken: Wiley, 2014. 4