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Nova Lei de
Improbidade
Administrativa
LIA - Anotada
APRESENTAÇÃO
Em 25 de outubro de 2021 foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 14.230/21. O
normativo entrou em vigor na data de sua publicação e promoveu alterações
substanciais na Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa - LIA).
As alterações trazidas pela nova legislação, por certo, exigem uma transformação no
modo de atuação do Ministério Público na tutela da probidade administrativa. Isso em
conta, torna-se relevante o estudo e acompanhamento das decisões do Poder Judiciário
para compreensão das interpretações que se tem conferido aos dispositivos da novel
legislação.
A NOVA LIA ANOTADA de atualização contínua foi elaborada com o intuito de facilitar
o estudo dos membros e servidores deste Ministério Público acerca das novas
disposições previstas na Lei nº 8429/92, contendo as decisões proferidas desde a
publicação da Lei 14.230/21, selecionadas e categorizadas por dispositivo legal de
influência.
Na página inicial desse material, membros e servidores do Ministério Público poderão
também encontrar os links de acesso rápido às peças já produzidas pelo Centro de
Apoio e outros materiais coletados desde a publicação da nova lei de improbidade
administrativa.
O sumário automático disponibilizado possibilita que membros e servidores acessem com
um clique o capítulo da legislação anotada que deseja visualizar.
2
MINISTÉRIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO
CENTRO DE APOIO OPERACIONAL ÀS PROMOTORIAS
DE DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO
REDAÇÃO E REVISÃO TÉCNICA
Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público,
Fundações e Terceiro Setor do Ministério Público de Pernambuco
COORDENAÇÃO
Hodir Flávio Guerra Leitão de Melo
APOIO
Evandro Gonçalves Guerra Júnior – Auxiliar Administrativo
Givaldo Alcântara de Melo – Técnico Ministerial Suplementar
Juliana Pessoa Correa de Araujo – Analista Ministerial - Área Jurídica
Roberto Aires de Vasconcelos Júnior – Técnico Ministerial – Área Administrativa
(Secretário)
Taciana Lima dos Santos Aguiar – Técnica Ministerial – Área Administrativa
3
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO
ACESSO RÁPIDO
➔ Modelos de peça do CAO
➔ Outras publicações do CAO e do Núcleo de Estudos Temáticos
➔ Outras leituras recomendadas
LEGENDA
Para melhor compreensão do material, abaixo disponibilizamos a legenda das cores
aplicadas. Em vermelho foram destacadas as decisões do Supremo Tribunal Federal. Em
verde, as decisões e teses do Superior Tribunal de Justiça. Por fim, em azul, constam as
decisões dos Tribunais de Justiça dos Estados. Confira a legenda:
Decisões do STF
Decisões e teses do STJ
Decisões dos Tribunais Regionais Federais e Tribunais de Justiça dos Estados
Além disso, para rapidez da pesquisa, o membro ou servidor poderá buscar a
palavra-chave do tema no qual deseja obter as respectivas decisões. Para tanto, basta
acessar a ferramenta de pesquisa através do atalho CTRL + F e digitar a palavra-chave
que deseja visualizar.
4
https://drive.google.com/drive/folders/1Im0f9Og_rvcspyztla1q3QZMRbV9GWk4
https://drive.google.com/drive/folders/1GqlH5N_Z5o5HLVWlDAUX9EHbc-r3OSJi?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1GBGdYCyI5fgkOvfMa6wxqt1u3i-Udypj?usp=s
SUMÁRIO AUTOMÁTICO
CAPÍTULO I
Das Disposições Gerais 6
CAPÍTULO II
Dos Atos de Improbidade Administrativa 21
Seção I
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito 21
Seção II
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário 24
Seção III
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração
Pública 33
CAPÍTULO III
Das Penas 46
CAPÍTULO IV
Da Declaração de Bens 54
CAPÍTULO V
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial 55
CAPÍTULO VI
Das Disposições Penais 94
CAPÍTULO VII
Da Prescrição 97
CAPÍTULO VIII
Das Disposições Finais 114
5
LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992
Dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade
administrativa, de que trata o § 4º do art. 37 da Constituição Federal; e dá outras
providências. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte lei:
CAPÍTULO I
Das Disposições Gerais
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não,
contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada
ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja
concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita
anual, serão punidos na forma desta lei.
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade
praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou
incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou
custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do
patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à
repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Art. 1º. O sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa tutelará
a probidade na organização do Estado e no exercício de suas funções, como forma de
assegurar a integridade do patrimônio público e social, nos termos desta Lei. (Redação
dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º. Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas
nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais. (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º. Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito
tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade do
agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
6
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.429-1992?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
STF ARE 843989 – TEMA REPERCUSSÃO GERAL 1199
Teses Fixadas:
1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos
de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA - a presença
do elemento subjetivo - DOLO;
2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de
improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI,
da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada;
nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes;
3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos
praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em
julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo
competente analisar eventual dolo por parte do agente;
4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO,
aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei.
Acesse aqui os dados relativos à repercussão geral.
STJ. PET no AgInt nos EDcl no AREsp 1.877.917/RS - Em atenção ao Tema
1199/STF, deve-se conferir interpretação restritiva às hipóteses de aplicação retroativa
da Lei nº 14.230/2021,de Procuradores Municipais distribuídos em
categorias (Lei Municipal 1.259/1994)”. (STJ. RECURSO ESPECIAL Nº 1.721.706 - RJ
(2017/0282083-0), Relator MINISTRO HERMAN BENJAMIN, Segunda Turma, julgado em
22/02/22, DJe de 24/06/2022). Acesse aqui inteiro teor.
TJPE. 0001884-54.2017.8.17.3030. “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR
ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 14.230/2021.
AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO DO AGENTE. CONDUTA ÍMPROBA. NÃO
CONFIGURAÇÃO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DOLO ESPECÍFICO DO AGENTE.
APELAÇÃO PROVIDA. DECISÃO UNÂNIME. (...) 3. No curso da presente ação, entrou em
vigor a Lei 14.230/21 (publicada em 26/10/2021), que promoveu alterações substanciais
na Lei 8.429/92. 4. In casu, deve ser aplicado o novo entendimento acerca da (i)
exclusão da modalidade culposa dos atos de improbidade administrativa que causam
prejuízo ao erário; (ii) necessidade de comprovação do dolo específico dos agentes; (...)
5. Lado outro, o juízo a quo também atribuiu ao réu a prática da conduta ímproba
calcada no art. 10, X, da Lei Federal nº 8.429/92. 6. Com a nova redação do caput do
artigo 10, passou-se a exigir que os atos de improbidade administrativa que causam
lesão ao erário sejam caracterizados pela presença de ação ou omissão dolosa que
enseje efetiva e comprovadamente perda patrimonial, desvio, apropriação,
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres da Administração Pública”. (TJPE,
2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. Francisco Bandeira de Mello, 23/03/2023).
Acesse aqui inteiro teor.
TJPE.0007268-96.2017.8.17.2480. "(...) Sem a comprovação desse elemento
subjetivo na conduta dos réus, não há como enquadrá-los na lei de improbidade,
sobretudo em face da exclusão da culpa como móvel do ato, à luz das recentes
modificações implementadas pela Lei 14.230/21 (...)”
(TJPE.0007268-96.2017.8.17.2480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 04/02/2022 04:05). Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0001696-11.2017.8.17.3370. Desse modo, verificou-se o acerto da
condenação imposta pelo magistrado singular quanto as penas impostas em relação ao
adiantamento indevido de honorários advocatícios, considerando os limites fixados na
legislação e os Princípios da Razoabilidade e Proporcionalidade, razão pela qual a
sentença foi mantida quanto ao ponto. Acesse aqui o inteiro teor.
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https://drive.google.com/file/d/174PN5abZP-ratPJqv4juVzhg-7m2wAk3/view?usp=drive_link
https://drive.google.com/file/d/1kMXgWprK_RaXfvUzeaS3qIq_85jPTR87/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/15g9x28YWJrix2cnFpch0mYXZZxqiD-LC/view?usp=sharing
https://drive.google.com/open?id=1SJdRAcRO1TFGotIifee0gAu6U5o1KvW3&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=162CcBDOH0ZZtCZk2ZVWVoZnO1_pJJAQ7&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
TJPE. 0000291-77.2017.8.17.2710. EMENTA: APELAÇÃO. ADMINISTRATIVO E
CONSTITUCIONAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MUNICÍPIO DE IGARASSU.
CONTRATAÇÃO DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL PARA GERENCIAR, OPERACIONALIZAR E
EXECUTAR AS AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE DE FORMA COMPLEMENTAR AO
SUS. APLICABILIDADE DA LEI 14.230/2021 (STF - ARE 843989/PR). TESE FIRMADA
PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (TEMA 1199). ART. 10, INCISOS VIII E XIV.
ALEGAÇÃO DE DANO AO ERÁRIO. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO. ART. 11, INCISO II,
DA LEI No 8.429/92, EM SUA REDAÇÃO ORIGINÁRIA. DISPOSITIVO REVOGADO PELA
LEI No. 14.230/2021. APELO IMPROVIDO. 1. O Plenário do STF, no ARE 843989/PR, com
julgamento finalizado em 18.8.2022 (Info 1065), analisando a legislação que alterou a
Lei de Improbidade administrativa (Lei 14.230/2021), definiu as seguintes teses: 1) É
necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de
improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9o, 10 e 11 da LIA - a presença do
elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da
modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em
virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não tendo incidência em
relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das
penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade
administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem
condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior;
devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 4) O novo
regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO, aplicando-se os
novos marcos temporais a partir da publicação da lei. 2. Para a configuração dos atos de
improbidade administrativa previstos no art. 10 da Lei no 8.429/92 exige-se a presença
do efetivo dano ao erário, somado, consoante dito, ao elemento subjetivo especial (dolo
específico com fim ilícito). 3. Diante da revogação do inciso II, do art. 11, da Lei de
improbidade pela Lei 14.230/2021, deve ser afastada eventual condenação com base
nesse dispositivo, considerando a aplicabilidade retroativa dessa norma benéfica. 4. A
inobservância da lei de licitações, mediante a frustração da competitividade, não
configura o ato de improbidade administrativa previsto no art. 10, VIII caso não reste
demonstrado o fim ilícito da conduta, em especial quando, de forma efetiva, foi prestado
os serviços ao município. Tal situação, inclusive confirmada pelo Ministério Público
Federal, não gerou prejuízo ao erário - elemento imprescindível à configuração dos atos
de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário, contido no art. 10. 5.
Apelo improvido. 6. Decisão unânime. Acesse aqui o inteiro teor.
TJCE. 0011973-27.2017.8.06.0126. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS SEM LICITAÇÃO.
REQUISITOS. DANO AO ERÁRIO. ART. 10, VIII, DA LEI Nº 8.429/1992. CONFIGURAÇÃO.
RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. Com efeito, o STF no ARE nº 843.989/PR,
repercussão geral reconhecida, Tema nº 1.199, relator Ministro Alexandre de Moraes,
julgado em 18.08.2022, pendente de publicação, reconheceu a ação de improbidade
administrativa como parte integrante do Direito Administrativo Sancionador e,
consequentemente, sua aproximação com a seara penal conduz à aplicação da norma
constitucional prevista no art. 5º, XL, CF/88, que prevê a retroatividade da lei penal
mais benéfica; 2. Nesse trilhar, a Lei nº 14.230/2021 excluiu a possibilidade de
tipificação do ato de improbidade administrativa decorrente de conduta culposa,
passando a exigir dolo específico, mediante vontade livre e consciente de alcançar o
resultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 da Lei nº 8.429/92 (art. 1º, § §1º e 2º,
LIA); 3. Na hipótese vertente, o Ministério Público Estadual sustenta na presente Ação
de Improbidade que o demandado realizou diversas despesas públicas e celebrou
contratos administrativos sem licitação ou procedimento de dispensa, causando lesão
aos cofres públicos, configurando sua conduta em ato ímprobo de dano ao erário
tipificado no art. 10, VIII, da Lei nº 8.429/1992; 4. Na espécie, verifica-se que a conduta
perpetrada pelo promovido se amolda ao art. 10, VIII, da Lei nº 8.429/1992,
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https://drive.google.com/file/d/10x4j35eiZtu-XTizkz2CisVO-23_1F2R/view?usp=drive_link
afigurando-se presentes cumulativamente os requisitos da efetiva e comprovada lesão
ao erário, conduta dolosa específica do agente público ou do terceiro e, por fim, o nexo
causal ou etiológico entre a lesão ao erário e a conduta dolosa específica do agente
público ou do terceiro. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. Apelação Cível n° 0001020-75.2004.8.17.1250. DIREITO CONSTITUCIONAL
E DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. ATO DE IMPROBIDADE NA
MODALIDADE PREJUÍZO AO ERÁRIO. IMPRESCINDÍVEL A COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO
CONCRETO. IMPOSSIBILIDADE DE DANO IN RE IPSA. INEXISTÊNCIA DE INDICAÇÃO DO
ELEMENTO SUBJETIVO ESPECÍFICO DA CONDUTA. IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO.
SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃOPROVIDO. 1 - O mero prejuízo presumido não dá
ensejo à responsabilização por ato de improbidade administrativa. Inteligência do Tema
1199 do STF. 2 - Se não há descrição ou narrativa do elemento subjetivo específico que
animou o agente na conduta supostamente lesiva à municipalidade, descuidou a
apelante de indicar o elemento subjetivo especial da conduta do réu, de modo a
contribuir antecipadamente com a respectiva absolvição, afinal a Lei de Improbidade
Administrativa impõe que a conduta esteja acompanhada da indicação e prova do
elemento subjetivo. 3 - Apelação não provida. (TJPE. Segunda Turma da Câmara
Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evanildo Coelho de Araújo Filho, j. 18/09/2023).
Acesse aqui o inteiro teor.
I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular,
de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo
patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;
I - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio
particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, de rendas, de verbas ou de valores
integrantes do acervo patrimonial das entidades referidas no art. 1º desta Lei; (Redação
dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJPR. 0003426-90.2016.8.16.0146. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME
NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
CERTAME LICITATÓRIO PARA CONTRATAÇÃO DE ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA.
MUNICÍPIO DE RIO NEGRO. CARTA CONVITE N 020/2016. ARTIGOS 10, INCISO I, DA
LIA.SERVIÇOS EFETIVAMENTE PRESTADOS. NÃO COMPROVAÇÃO DE EFETIVO DANO AO
ERÁRIO. AUSÊNCIA DE ELEMENTO SUBJETIVO DOLOSO.IMPROCEDÊNCIA DA DEMANDA
MANTIDA. OBSERVÂNCIA DO ARTIGO 17, § 19, INCISO IV, DA LEI N 8.429/1992.
REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. APELO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJPR.
Apelação/Remessa Necessária n° 0003426-90.2016.8.16.0146. Relator: Desembargador
Luiz Mateus de Lima. Data do Julgamento: 20/10/2023). Acesse aqui o inteiro teor.
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas,
verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art.
1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à
espécie;
III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de
fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de
qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das
formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;
TJPE. 0000073-13.2000.8.17.0910. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO
ADMINISTRATIVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. IMPROBIDADE
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https://drive.google.com/open?id=1sohLscGxh-tYJs_DQ0arM8ljN7JYyxQm&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1fZ2CKyxlzx8tYahx6XWe8T2AJlBOzs7w/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1OAqrji-UpfMNiwcsYvuOznfN-v4_TWCT/view?usp=sharing
ADMINISTRATIVA. DOAÇÃO DE BENS SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONDUTA OBJETIVA.
ART. 10, III, DA LIA. ELEMENTO SUBJETIVO. DOLO ESPECÍFICO DE LESAR A
MORALIDADE E O ERÁRIO PÚBLICO. NÃO COMPROVAÇÃO. CONDUTA DO EX-GESTOR
NITIDAMENTE DE CUNHO ASSISTENCIALISTA. EMBORA ILEGAL A CONDUTA. NÃO SE
ENQUADRA COMO ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. FALTA O ELEMENTO
SUBJETIVO DA CONDUTA. IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO PELO ART. 11 DA LIA.
REVOGAÇÃO DE CONDUTA GENÉRICA E AUSÊNCIA DO ELEMENTO SUBJETIVO DA
CONDUTA. PRETENSÃO IMPROCEDENTE. RECURSO NO MÉRITO. NÃO PROVIMENTO.
(Apelação Cível. Relator: Des. Evanildo Coelho de Araújo Filho. Data do Julgamento:
29/11/2023). Acesse aqui o inteiro teor.
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do
patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação
de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço
superior ao de mercado;
TJRN. APELAÇÃO CÍVEL 0807969-96.2016.8.20.5124. EMENTA: CONSTITUCIONAL
E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL EM AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
DEFLAGRAÇÃO DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO SEM PESQUISA DE PREÇO. ART. 10, V,
DA LEI N.o 8.429/92. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. DUPLO APELO. IRRESIGNAÇÃO
DO MUNICÍPIO DE PARNAMIRIM E DO PARQUET. SUBMISSÃO DO JULGAMENTO ÀS
DIRETRIZES EMANADAS DO TEMA No 1.199 DA REPERCUSSÃO GERAL DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO DOLO ESPECÍFICO.
INCIDÊNCIA DO ARTIGO 1º, §§ 2 E 3º, DA LEI Nº 8.429/1992, COM REDAÇÃO DA NOVA
LEGISLAÇÃO. PRECEDENTES DO STJ. RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDO. (TJRN.
APELAÇÃO CÍVEL, 0807969-96.2016.8.20.5124, Des. Dilermando Mota, Primeira Câmara
Cível, julgado em 25/11/2023, publicado em 30/11/2023). Acesse aqui o inteiro teor.
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares
ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades
legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de
parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente; (Redação
dada pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de
parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando
perda patrimonial efetiva; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJMG 1.0026.13.006047-3/002. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA -
MUNICÍPIO - SERVIÇO DE ASSESSORIA JURÍDICA - CONTRATAÇÃO DIRETA DE
ADVOGADO - - HIPÓTESE DE INEXIGIBILIDADE - AUSÊNCIA - SERVIÇOS TÉCNICOS
NÃO SINGULARES - FRUSTRAÇÃO AO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO - DOLO –
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONFIGURADA - SANÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 12,
26
https://drive.google.com/file/d/1J3JTvMpDkkZP5AAjZzD-uB9VdBnt7OG0/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1ySqpxUBW1l8dMQf2QKCIWEaiUV5H_EPb/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
II, DA LIA - RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. A contratação dos serviços
descritos no artigo 13 da Lei n. 8.666/93 sem licitação pressupõe que sejam de natureza
singular, assim entendido aquele que apresenta característica tal que inviabiliza, ou pelo
menos dificulta, a sua comparação com outros profissionais também de notória
especialização, mas que, sem ser o único, destaca-se entre os demais da mesma área de
atuação. A contratação direta de advogado para prestar serviços de consultoria jurídica
afetos ao cotidiano da Administração Pública Municipal configura hipótese de frustração à
licitude do processo licitatório, enquadrando-se no conceito de improbidade
administrativa prevista no artigo 10, VIII, da Lei n. 8.429/92. A dispensa indevida de
licitação implica em prejuízo ao erário, consubstanciado na impossibilidade de
contratação da melhor proposta pela Administração Pública, circunstância passível de
ressarcimento. Por se tratar a ação civil pública de processo em que os interesses
envolvidos possuem natureza coletiva e indisponível, o Magistrado não está adstrito ao
pedido formulado em juízo, podendo, para tanto, condenar o acusado aquém ou além
das penas requeridas na peça vestibular, mas, sempre, "levando em conta a extensão do
dano". V.V.: A configuração do ato de improbidade, a atrair as sanções da Lei Federal nº
8.429/92 modificada pelaLei 14.230/21, depende, além da configuração dos elementos
nucleares dos tipos previstos nos artigos 9º, 10 e 11 da referida legislação, da presença
do elemento anímico na conduta do agente, já que é vedado o reconhecimento de
improbidade administrativa em razão de responsabilidade objetiva. Não configura ato de
improbidade administrativa a contratação direta, pela municipalidade, precedida de
prévio e regular procedimento de inexigibilidade de licitação, de escritório de advocacia
de notória especialização, cujos serviços de assessoria e consultoria jurídicas foram
comprovadamente prestados, não havendo que se falar em ilegalidade do contrato. Não
demonstrado o dolo específico na conduta dos réus, deve ser mantida a sentença que
desacolheu o pedido de improbidade administrativa. Desprovimento do recurso. (TJMG
1.0026.13.006047-3/002. Relator: Des.(a) Edilson Olímpio Fernandes. Data do
Julgamento: 18/10/2022. Data da Publicação: 24/10/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TJMG. 1.0443.13.001905-4/001. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - MUNICÍPIO DE SERRA DOS AIMORÉS - COMPRA DE
KITS ESCOLARES - ALEGAÇÃO DE SUPERFATURAMENTO E FRAUDE NA LICITAÇÃO -
AUSÊNCIA DE PROVA - DOLO ESPECÍFICO NÃO DEMONSTRADO - MANUTENÇÃO DA
SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTES OS PEDIDOS. Considerando que, a partir da
Lei nº 14.230/21, afigura-se necessário o dolo específico para a configuração da
improbidade administrativa, o que não se verifica nos autos, porquanto ausente a
demonstração da vontade livre e consciente dos réus em locupletarem-se com o alegado
superfaturamento de kits escolares, impõe-se a confirmação da sentença que julgou
improcedentes os pedidos formulados na ação civil pública por improbidade
administrativa. (TJMG. 1.0443.13.001905-4/001. Relator: Des.(a) Yeda Athias. Data do
Julgamento: 18/10/2022. Data da Publicação: 24/10/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TRF 5. AP 00018229420114058202: ”(...) nota-se que o inciso VIII, do art. 10, da
Lei 14.230/21, prevê que será necessária, nos casos de fraude à licitação, a perda
patrimonial efetiva, o que é o caso dos autos, pois, restou de fato constatado dano ao
erário (...) DESEMBARGADOR FEDERAL BRUNO LEONARDO CAMARA CARRA
(CONVOCADO), Data de Julgamento: 09/11/2021, 4ª TURMA). Inteiro teor não
disponível
TJPE. 0001604-50.2018.8.17.2480. "(...) Esclareceu o acórdão, com a necessária
fundamentação e coerência, que a mera prática de irregularidade na execução do objeto
do Contrato Administrativo pela empresa contratada jamais pode ser considerada, por si
só, como ato de improbidade administrativa, além de que o simples fato de os veículos
terem potência inferior à prevista no contrato não significa que não houve execução do
objeto do contrato, tendo os apelados inclusive demonstrado a realização de mutirões
para coleta e destinação das metralhas, além de fotografias com as máquinas em
operação (...)"TJPE. 0001604-50.2018.8.17.2480. Segunda Turma da Câmara Regional
27
https://drive.google.com/open?id=1uNootlb9Rp07nsgi34_jXMGXt_DdjgEu&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1uLQM5kmYWBgLqJNs9Z_cbO_VxfbTR5Ch&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
de Caruaru. Gabinete do Des. Honório Gomes do Rego Filho. 05/02/2022 01:23. Acesse
aqui o inteiro teor.
TJSP - APELAÇÃO CÍVEL Nº 1008076-92.2015.8.26.0576: “(...) Caracterização de
conluio entre os réus para causar, dolosamente, prejuízo ao erário e violar princípios
constitucionais relativos à Administração Pública. Sanções de perda da função pública,
suspensão de direitos políticos, proibição de contratar com o Poder Público,
ressarcimento ao erário e multa civil. Possibilidade de aplicação cumulativa das sanções,
de acordo com a gravidade dos fatos. Sentença mantida. Recurso não provido. (Apelação
Cível no 1008076-92.2015.8.26.0576, 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de
Justiça de São Paulo, Rel. Antônio Celso Aguilar Cortez, 14 de Março de 2022). Acesse
aqui o inteiro teor
TJPE.0002102-93.2017.8.17.2218."(...)Neste ponto, registrou-se que, com o
advento da Lei 14.230/2021, a lei nº 8429/92 sofreu significativas modificações,
merecendo destaque para a extinção da modalidade culposa do ato de improbidade
administrativa, que deixou de existir no ordenamento jurídico, nos termos do art.2º, que
alterou o art. 1º, §§2 e 3º, da Lei nº 8.429/92, os quais determinam que, para a
configuração do ato de improbidade, não basta a voluntariedade do agente,(...) No
presente caso, relativamente à conduta dos réus, não há elemento probatório que
indique com segurança que tenham agido de má-fé, com dolo específico de obter
proveito ou benefício para si ou para outra pessoa ou entidade, (...) inclusive, o
posicionamento do magistrado a quo relativamente à inexistência de efetivo dano ao
erário. (TJPE.0002102-93.2017.8.17.2218. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete
do Des. José Ivo de Paula Guimarães. 05/04/2022 14:30). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0004371-22.2016.8.17.0220."(...)A acusação desferida pelo Parquet cinge-se
ao fato de que a Apelada teria promovido verdadeiro direcionamento da contratação
para a atração artística “JULIANO SOM E BANDA”, não demonstrando a Administração
Municipal, no procedimento de inexigibilidade de licitação, que tal atração é consagrada
pela crítica especializada ou pela opinião pública, o que afrontaria o artigo 26, III, da Lei
de Licitações. Observa-se que após a edição da Lei Federal n.º 14.230/2021 há a
exigência de comprovação de perda patrimonial efetiva para fins de caracterização do
ato ímprobo tipificado no artigo 10, VIII, da LIA. Ou seja, não há que se falar em dano in
re ipsa na frustração à licitude de processo licitatório ou na sua dispensa indevida.
Diante de tal cenário, a prova acerca da perda patrimonial efetiva decorrente da conduta
no artigo 10, VIII, da LIA está submetido ao regime geral de provas, de modo que o
ônus incumbia ao Órgão Ministerial. Ocorre que, apesar de devidamente intimado para
manifestar sobre as alterações trazidas pela Lei n.º 14.230/2021, restringiu-se o Órgão
Ministerial a manifestar-se pelo provimento da apelação (ID 19350685) e pela
irretroatividade das alterações (ID 19595788), nada comprovando no sentido de como e
em quanto a contratação da atração artística religiosa “JULIANO SOM E BANDA” causou
defasagem ao patrimônio municipal arcoverdense. Não se está aqui a negar ou
minimizar a gravidade da conduta da Recorrida, mas a reconhecer que, à luz da Lei
Federal n.º 14.230/2021, considerando a revogação expressa no artigo 11, I, da LIA, a
alteração do caput do mesmo artigo, bem como a não comprovação de perda patrimonial
efetiva para fins de caracterização da prática prevista no artigo 10, VIII, da Lei n.º
8.929/1992, não há como ser acolhida a pretensão de aplicação de penalidades à
Apelada (...)" (TJPE. 0004371-22.2016.8.17.0220. Segunda Turma da Câmara Regional
de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 29/04/2022 07:07). Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0002111-55.2017.8.17.2218. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA ACÓRDÃO PROLATADO EM APELAÇÃO.
MUNICÍPIO DE GOIANA. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INEXIGIBILIDADE
DE LICITAÇÃO. CONTRATAÇÃO DE ARTISTAS PARA APRESENTAÇÃO EM FESTAS
MUNICIPAIS. CARTA DE EXLUSIVIDADE. ALEGAÇÃO DE ERRO MATERIAL NA ANÁLISE DA
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA E DE OMISSÃO ANTE A AUSÊNCIA DE
28
https://drive.google.com/open?id=1nViD1RXVzs3PtqIA9hCn0vOhZCta7n1I&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1zDdaQ9zDAp2_JEqv0eJqRDpVt3givJ4k/view?usp=sharing
https://drive.google.com/open?id=1n8Ffky029sYuCVx30tqx9QL1hehP9-TL&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1bIZMDBEtNv72vIaH4L2uCIISqB5jNXgF&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
APRECIAÇÃO DOS ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS CONSTANTES DOS AUTOS COM
BASE NOS QUAIS SE CONCLUIU PELA MANUTENÇÃO DAS CONDENAÇÕES IMPOSTAS NA
SENTENÇA RECORRIDA. INEXISTÊNCIADOS APONTADOS VÍCIOS. PRETENSÃO DE
REDISCUSSÃO DA QUESTÃO CONTROVERTIDA. ACLARATÓRIOS CONHECIDOS PORÉM
REJEITADOS. DECISÃO UNÂNIME. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000586-51.2017.8.17.3410. “Assim, para a configuração dos atos de
improbidade administrativa previstos no art. 10 da Lei nº 8.429/92 exige-se a
presença do efetivo dano ao erário, somado, consoante dito, ao elemento
subjetivo especial (dolo específico com fim ilícito) (...) Diante disso, ainda que
fosse hipótese de frustação de procedimento licitatório, a conduta perpetrada não
satisfaz, com precisão, os elementos exigidos pelo art. 10, VIII, da LIA, razão
pela qual merece reforma a sentença impugnada, nomeadamente para afastar
eventual condenação dos apelados quanto ao mencionado dispositivo legal”.
Acesse aqui o inteiro teor.
TJRN. 0003826-77.2007.8.20.0124. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. SIMILITUDE NOS TEMAS DE INTERESSE.
POSSIBILIDADE DE EXAME CONJUNTO. AÇÃO IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
ALTERAÇÕES NA LEI N.o 8.429/92 OPERADAS PELA EDIÇÃO DA LEI N.o 14.230/2021.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. IRRETROATIVIDADE. INTERPRETAÇÃO CONFERIDA AO
TEMA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA.
NECESSIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DO DOLO. POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DOS
NOVOS MODELOS NORMATIVOS NAS AÇÕES AINDA EM CURSO. TEMA 1199 – STF.
CONTRATAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA. DISPENSA INDEVIDA DO PROCESSO LICITATÓRIO.
NÃO DEMONSTRAÇÃO DAS HIPÓTESES LEGAIS AUTORIZATIVAS. LASTRO PROBATÓRIO
QUE DEMONSTRA A PARTICIPAÇÃO ATIVA, CONSCIENTE E DELIBERADA DE AGENTES
PÚBLICOS E PARTICULARES PARA DIRECIONAR A CONTRATAÇÃO E FAVORECER
DETERMINADA PESSOA JURÍDICA. DOLO EVIDENTE. ATO DE IMPROBIDADE
CONFIGURADO. PRECEDENTES DESTA CORTE DE JUSTIÇA. ADEQUAÇÃO DAS SANÇÕES
QUE SE IMPÕE. COMPROVAÇÃO EFETIVA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS.
AFASTAMENTO DA DETERMINAÇÃO DE RESSARCIMENTO. IMPROCEDÊNCIA DA
PRETENSÃO DIRIGIDA CONTRA AGENTES PÚBLICOS E PARTICULARES SEM ATUAÇÃO
EFETIVA E RELEVANTE NA FRAUDE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. RECURSOS
DE APELAÇÃO CONHECIDOS E PROVIDOS. (TJRN. APELAÇÃO CÍVEL -
0003826-77.2007.8.20.0124. Segunda Turma da Primeira Câmara Cível, Julgado em 25
de Abril de 2023.). Acesse aqui o inteiro teor.
TJMG. 1.0313.12.003405-0/010. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL - APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA - MUNICÍPIO DE IPATINGA - CONTRATAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE
ADVOCACIA - INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO - ARTIGOS 13, INCISO V, E 25, INCISO
II, DA LEI FEDERAL N. 8.666/1993 - CONFIGURAÇÃO DE NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO E
SINGULARIDADE DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - PUNIÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS E
DOS PARTICULARES COM BASE NOS ARTIGOS 10 E 11 DA LEI FEDERAL N. 8.429/1992 -
DESCABIMENTO - ENTRADA EM VIGOR DA LEI FEDERAL N. 14.230/2021 - NORMA MAIS
BENEFÍCA - AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA CONDUTA DOLOSA CAUSADORA DE
PREJUÍZO AOS COFRES PÚBLICOS - ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO N. 843.989/PR (TEMA N. 1.199) - APELOS
PROVIDOS - SENTENÇA REFORMADA. (...)- Para os fins da caracterização do ato de
improbidade descrito no artigo 10, inciso VIII, da Lei Federal n. 8.429/92, com redação
dada pela Lei Federal n. 14.230/2021, é imprescindível a demonstração da ação dolosa
que, ao frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente, acarrete
efetiva perda patrimonial ao erário. (TJMG. 1.0313.12.003405-0/010. Relator: Des.(a)
Márcio Idalmo Santos Miranda, Julgado em 28 de novembro de 2023.). Acesse aqui o
inteiro teor.
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https://drive.google.com/open?id=15rw7Q8ecGCdpObJ3aaVI_Yy6kaRctpKG&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1678D6OR4AM_c1Bwu45l8LTvrK0bqqeT7&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1lo5gMXxMXZZh_T3pjQozLg9-pg2161gy/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1avW3fH52bz0BMiryM5NeP8xJEN78QQ9e/view?usp=sharing
IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou
regulamento;
X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz
respeito à conservação do patrimônio público;
X - agir ilicitamente na arrecadação de tributo ou de renda, bem como no que diz
respeito à conservação do patrimônio público; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de
2021)
XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de
qualquer forma para a sua aplicação irregular;
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas,
equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de
qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de
servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades.
TJPE. 0001863-63.2018.8.17.3250. VEÍCULO OFICIAL. USO PRIVADO. BENEFÍCIO
DE TERCEIRO. ENRIQUECIMENTO ILÍCITO CONFIGURADO. PREJUÍZO AO ERÁRIO
CONFIGURADO. ELEMENTO SUBJETIVO COMPROVADO. CONVERGÊNCIA DE INTENÇÕES
E VONTADES. RECURSO NÃO PROVIDO. 1 - Observa-se que se afigura incontroverso o
uso do veículo oficial pelo primeiro apelante para viabilizar o transporte de material de
campanha do segundo apelante. Assim, objetivamente, temos a configuração de ato de
improbidade administrativa na modalidade do art. 9, IV, da LIA e do art. 10, XIII, da LIA.
2 - Restou configurado o prejuízo concreto ao erário, porquanto, durante o horário do
expediente, valendo-se do veículo oficial e do combustível adquirido com dinheiro
público, o servidor transportou material pertencente a terceiro, que se enriqueceu
ilicitamente com este serviço. 3 - Subjetivamente, em relação a ambos os apelantes,
tem-se a presença do dolo específico do cometimento da prática do ato de improbidade
administrativa, afinal, a uma, o servidor atendeu a pedido de terceiro para lesar o erário
transportando o material de campanha; e, a duas, o transporte ilícito do material de
campanha tinha como único beneficiário e, portanto, interessado no ato praticado pelo
agente público, o postulante ao cargo eletivo. Logo, afigura-se inquestionável a
convergência de intenções e de vontades de conjuntamente lesar o erário e de se
enriquecer com a conduta do servidor. Precedentes citados. 4 - Recurso não provido.
(TJPE. APELAÇÃO CÍVEL Nº 0001863-63.2018.8.17.3250. Segunda Turma da Câmara
Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Evio Marques da Silva). Acesse
aqui o inteiro teor.
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de
serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas
na lei; (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005)
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação
orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei. (Incluído pela Lei nº
11.107, de 2005)
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio
particular de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores públicos
30
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1htnQU8BweUul9zvLrciMv-4ofjsv4YaQ/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art18
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art18
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art18
transferidos pela administração pública a entidades privadas mediante celebração de
parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à
espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens,
rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidade
privada mediante celebração de parcerias, sema observância das formalidades legais ou
regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a
observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído
pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
XIX - frustrar a licitude de processo seletivo para celebração de parcerias da
administração pública com entidades privadas ou dispensá-lo indevidamente; (Incluído
pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de
contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades
privadas; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014, com a redação dada pela Lei nº
13.204, de 2015) 
XIX - agir para a configuração de ilícito na celebração, na fiscalização e na análise das
prestações de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades
privadas; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
XX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de contas
de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Incluído pela
Lei nº 13.019, de 2014)(Vigência)
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades
privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma
para a sua aplicação irregular. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014, com a redação
dada pela Lei nº 13.204, de 2015) 
XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades
privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma
para a sua aplicação irregular. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
XXI - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
XXII - conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que
dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de
2003. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º. Nos casos em que a inobservância de formalidades legais ou regulamentares não
implicar perda patrimonial efetiva, não ocorrerá imposição de ressarcimento, vedado o
enriquecimento sem causa das entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Incluído pela Lei
nº 14.230, de 2021)
31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13204.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13204.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13204.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III
(clique aqui)
9) Nas ações de improbidade administrativa, é indevido o ressarcimento ao erário de
valores gastos com contratações, ainda que ilegais, quando efetivamente houve
contraprestação dos serviços, sob pena de enriquecimento ilícito da Administração.
TJPE. 0002243-15.2017.8.17.2218."(...) resta saber se a falta de repasses da
contribuição patronal e dos servidores públicos municipais ao Instituto de Previdência
configura ato ímprobo. (...) O STJ também firmou orientação segundo a qual o não
recolhimento de contribuição previdenciária, com o escopo de evitar lesão a um bem
maior, não caracteriza ato ímprobo, porquanto, nestas hipóteses, resta afastado o
elemento subjetivo necessário à incidência das sanções constantes da Lei n. 8.429/1992.
(...) Assim, inexistindo comprovação de EFETIVO PREJUÍZO ao erário público, não há de
se falar em improbidade tipificada no art. 10 da Lei nº 8.429/92, posto o PREJUÍZO ser
condição sine qua non à configuração de dito ato, conforme disposição legal(...)" TJPE.
0002243-15.2017.8.17.2218. 4ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des.
Itamar Pereira da Silva Júnior. 21/09/2021 18:05. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000073-54.2020.8.17.3030."(...) Neste ponto, destaco que o valor de R$
45.320,13, de fato, está errado, na medida em que, conforme acima aduzido, a soma
dos valores pagos à empresa ASA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA perfazem R$62.243,22
(sessenta e dois mil duzentos e quarenta e três reais e vinte e dois centavos). Diante do
exposto, voto pelo provimento dos aclaratórios apenas para corrigir o valor constante do
acórdão embargado, que passa a ser R$ 62.243,22 (sessenta e dois mil duzentos e
quarenta e três reais e vinte e dois centavos) (...)"TJPE. 0000073-54.2020.8.17.3030.
2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho.
17/02/2022 14:03. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0001271-98.2018.8.17.2480."(...) Desta feita, considerando que o Juiz de
primeiro grau julgou a presente ação, sem que houvesse qualquer manifestação do
recorrente sobre os documentos juntados pela parte recorrida, é de se reconhecer a
nulidade do comando sentencial. (...)". TJPE. 0001271-98.2018.8.17.2480. Segunda
Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo
Filho. 03/02/2022 21:49. Acesse aqui o inteiro teor.
§ 2º A mera perda patrimonial decorrente da atividade econômica não acarretará
improbidade administrativa, salvo se comprovado ato doloso praticado com essa
finalidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Seção II-A
(Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) (Produção de efeito)
Dos Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou
Aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou Tributário
(Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para
conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem
o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de
2003. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) (Produção de
efeito) (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)
32
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf
https://drive.google.com/open?id=1hmQjIU1T3IjuotcVQBgfmCkO1obSh2tb&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fshttps://drive.google.com/open?id=1TQrZMUnNaCL4eNWcruVMDcNcT6rjEW7P&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1B9wM0ox5YSWJJhZ2qa1-aNAVpHvHnlUy&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
Seção III
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da
Administração Pública
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de
imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas: (Redação
dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7237 – ANPR
Pendente de análise no STF quanto à pretensa taxatividade das hipóteses
caracterizadoras de ato de improbidade administrativa por ofensa aos princípios da
Administração Pública e supressão das tipologias de desvio de finalidade e negligência na
atuação estatal
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
ADI 7156
Pendente de análise no STF
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
STJ REsp n. 1.913.638/MA
firma-se a seguinte tese: "A contratação de servidores públicos temporários
sem concurso público, mas baseada em legislação local, por si só, não configura
a improbidade administrativa prevista no art. 11 da Lei 8.429/1992, por estar
ausente o elemento subjetivo (dolo) necessário para a configuração do ato de
improbidade violador dos princípios da administração pública." 6. In casu, o
Tribunal de origem reformou a sentença que condenou o demandado, levando
em conta a existência de lei municipal que possibilitava a contratação
temporária da servidora apontada nos autos, sem a prévia aprovação em
concurso público, motivo pelo qual o acórdão deve ser confirmado. 7. Recurso
especial desprovido. (REsp n. 1.913.638/MA, relator Ministro Gurgel de Faria,
Primeira Seção, julgado em 11/5/2022, DJe de 24/5/2022.). Inteiro teor aqui.
TJ-SP. 1003808-17.2020.8.26.0415. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade administrativa.
Ato praticado pelo réu que não se enquadra no rol taxativo do art. 11 da LIA, com
redação dada pela Lei n° 14.230/21. Inexistência de ato ímprobo. Revogação do rol
exemplificativo do art. 11 da LIA, em detrimento de um rol taxativo, que se aplica aos
processos ainda não transitados em julgado. Sentença mantida. Recurso conhecido e
não provido. (TJSP. APELAÇÃO CÍVEL N° 1003808-17.2020.8.26.0415). Acesse aqui o
inteiro teor.
TRF 5- 00026536520084058100
PROCESSO Nº: 0002653-65.2008.4.05.8100 - APELAÇÃO CÍVEL APELANTE:
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARA e outro APELADO: MARCIA DE MELO FERNANDES
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950
https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202003436012&dt_publicacao=24/05/2022
https://drive.google.com/open?id=1tfv7-ebEKJo9lTZ7i2B1Znm9iOpKRF_D&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
GRADHVOL ADVOGADO: Erlon Albuquerque de Oliveira RELATOR (A): Desembargador
(a) Federal Manoel de Oliveira Erhardt - 4ª Turma MAGISTRADO CONVOCADO:
Desembargador (a) Federal Bruno Leonardo Câmara Carrá EMENTA CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. RETORNO DOS AUTOS DO STJ. APLICAÇÃO DAS SANÇÕES DO ART.
12, II, DA LEI 8.429/92, A PARTIR DA PREMISSA JURÍDICA DE QUE HOUVE DANO AO
ERÁRIO, PELO FATO DE TER A SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL CONTRAÍDO VÍNCULO
EMPREGATÍCIO EM INSTITUIÇÃO D ENSINO PARTICULAR, SENDO OCUPANTE DE CARGO
DE PROFESSOR NO REGIME DE DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. PRESCRIÇÃO DAS SANÇÕES
PESSOAIS. ANÁLISE EM RELAÇÃO AO RESSARCIMENTO. ART. 11, CAPUT, DA LEI
8.492/92. REDAÇÃO ORIGINÁRIA ALTERADA PELA LEI 14.230/92. ROL TAXATIVO. FATOS
QUE NÃO MAIS SÃO ILÍCITOS PARA FINS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
RECURSO DO MPF NÃO PROVIDO. 1. Retornaram os autos do col. STJ para que esta
Quarta Turma fixe as sanções à apelada, previstas no art. 12 da Lei 8.429/92, pela
prática do delito previsto no art. 11, caput, da Lei 8.429/92, tendo em vista que foi
remunerada pelos cofres públicos para o exercício de atividade exclusiva e que, não
obstante, deixou de obedecer aos requisitos aplicáveis ao regime para o qual havia sido
contratada, restando patente o prejuízo ao erário, sendo de rigor o ressarcimento do
respectivo montante aplicável. 2. Na origem, a ação de improbidade administrativa foi
ajuizada pelo Ministério Público Federal em face, servidora pública federal, objetivando a
imposição à demandada das penalidades estabelecidas no art. 12, da Lei 8.429/92, por
ter acumulado indevidamente cargo de Professor, em regime de dedicação exclusiva na
UFC, com outra atividade de docente na iniciativa privada, ato ímprobo previsto no art.
11, caput da Lei 8.429/92. 3. O MPF e a Universidade Federal do Ceará interpuseram
apelações cíveis contra sentença proferida pelo Juízo Federal da 1ª Vara da SJ/CE, que
rejeitou a ação de improbidade administrativa proposta contra a requerente, por
ausência de caracterização de ato ímprobo. O MPF requeria a condenação da acusada
pela prática do ato ímprobo previsto no art. 11, caput, da Lei 8429/92. Esta Quarta
Turma negou provimento aos apelos, ante a ausência dos elementos subjetivos exigidos
pelo art. 11 do referido diploma legal, quais sejam, dolo e má-fé. 4. Não obstante a
decisão do eg. STJ, determinando a aplicação das sanções previstas no art. 12 da Lei
8.429/92, há um fato novo, superveniente, que elide a aplicação das referidas
penalidades, a entrada em vigor da Lei 14.230/2021. 5. A Lei nº 14.230/2021 trouxe
consideráveis alterações à Lei nº 8.429/92 até então vigente, apresentando de forma
diversa a matéria referente à prescrição da pretensão sancionadora do Estado (art. 23) e
à violação aos princípios da Administração Pública (art. 11) por atos de improbidade
administrativa. 6. A nova lei unificou os prazos de prescrição para 8 anos, tendo como
termo a quo a data do fato (art. 23). Referido prazo, antes das modificações, levava em
conta circunstâncias previstas nos revogados incisos I, II e II, do art. 23. A nova LIA
trouxe ainda, a hipótese de prescrição intercorrente, dispondo, em seu § 4º que a
prescrição se interrompe pelo ajuizamento da ação, pela publicação de decisão ou
acórdão de Tribunal de Justiça e Tribunal Regional que confirme sentença condenatória
ou reforme sentença de improcedência, pela publicação de decisão ou acórdão do STJ ou
do STF que confirme acórdão condenatório ou reforme acórdão de improcedência. Por
sua vez, o parágrafo 5º do referido artigo preconiza que, se a prescrição for
interrompida, o prazo volta a correr pela metade contados a partir de sua interrupção. 7.
O artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal determina a possibilidade da
retroatividade da lei penal mais benéfica ao réu. Entretanto, apesar de referidoartigo
determinar a retroatividade apenas para a lei penal, referido princípio deve ser aplicado
nas ações de improbidade administrativa, pois, como a lei penal, a LIA, que se insere no
direito administrativo sancionador, também prevê um coletivo de sanções e penalidades.
Precedentes do STJ que autorizam a retroatividade da Lei mais benéfica: Agravo em
Recurso Especial 1.850.460; Rel. Min. Sérgio Kukina; Publicado em: 15/10/2021; RMS
37.031/SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
08/02/2018, DJe 20/02/2018, dentre outros. 8. Prescritas as sanções pessoais, eis que a
publicação do último acórdão julgado por esta Quarta Turma ocorreu em 18/12/2015 e a
decisão proferida pelo eg. STJ determinando que se apliquem as sanções previstas no
art. 12, da Lei 8.429/92, pela prática do delito previsto no art. 11, caput, da Lei
34
8.429/92, ocorreu em 05/10/2021. Assim, entre as decisões referidas transcorreu lapso
de tempo superior a 4 anos, suficiente, pois, para a ocorrência da prescrição
intercorrente, já que o prazo prescricional voltou a fluir da data da interrupção, pela
metade, ou seja 4 anos. 9. Isso considerado, a ação de improbidade mesmo se
encontrando prescrita, pode prosseguir apenas em relação ao ressarcimento (se
houver), e nesse ponto, o col. STF, no RE nº 852.475-RG, firmou a tese no sentido de
que são imprescritíveis as ações de ressarcimento ao Erário fundadas na prática de ato
doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa. 10. Por outro lado, no
julgamento realizado pela Segunda Turma deste Tribunal, na composição ampliada, já se
decidiu ser possível, mesmo prescritas as sanções pessoais, se analisar se o ato como
um todo era ímprobo ou não. 11. Constatado o ato ímprobo, a conduta foi enquadrada
no art. 11, caput, da Lei 8.429/92. O artigo 11 da Lei de Improbidade não mais ostenta
rol exemplificativo de condutas, configurando violação de princípios apenas os casos
elencados em seus incisos. A nova redação continua possibilitando a caracterização de
improbidade por desobediência a princípios da Administração Pública, porém especifica
em quais casos poderá haver o enquadramento. Precedente: Apelação cível
08001780720164058300, Relator: Des. Federal VINICIUS COSTA VIDOR, 4ª TURMA,
JULGAMENTO: 07/12/2021). 12. Aplica-se ao caso a retroatividade da lei sancionadora
mais benéfica, para se afastar o reconhecimento da violação aos princípios da
Administração Pública pela ora apelada, tipificado no at. 11, caput, da Lei 8.429/92, com
as alterações produzidas pela Lei 14.230/21, uma vez que os fatos descritos na inicial
não mais são ilícitos para fins de improbidade administrativa e nem se enquadram em
qualquer outra hipótese prevista nos incisos do referido artigo, diante do afastamento do
caráter exemplificativo do artigo 11, da Lei nº 8.429/92. 13. Apelações não providas.
(TRF-5 - Ap: 00026536520084058100, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL BRUNO
LEONARDO CAMARA CARRA (CONVOCADO), Data de Julgamento: 03/05/2022, 4ª
TURMA) Inteiro teor não disponível.
TJTO - 0000303-91.2017.8.27.2717. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA C.C.
RESSARCIMENTO DE VALOR DE MULTA - EX-GESTOR MUNICIPAL - ALEGAÇÃO DE
OMISSÃO NA PRÁTICA DE ATO DE OFÍCIO (ART. 11, II, DA LEI 8.429/92) - NORMA
REVOGADA (LEI 13.230/2021) - IMPROCEDÊNCIA. A Lei 14.230/2021, recentemente
editada, deixou de considerar a conduta descrita no art. 11, II, como ato de improbidade
administrativa, tendo sido o inciso em questão, revogado, o que acaba por desautorizar
a sentença recorrida de procedência, galgada nesse fundamento, vez que a novel
normatividade, possui inequívoco conteúdo sancionatório, estando dotada, portanto, de
efeito retroativo em seus pontos benéficos aos (supostos) infratores. Ainda que assim
não fosse, a sentença mereceria reforma, de todo modo, visto que, não obstante o
incontrovertido desatendimento da solicitação do órgão fiscalizatório, no fornecimento
de documentação, não se extrai, da precária narrativa desenvolvida à exordial, qual a
efetiva participação do demandado na irregularidade apontada, da qual sequer teve
ciência, inexistindo, portanto, provas acerca de conduta dolosa, ainda que genérica, ou
culposa, nos fatos tidos por ímprobos. (Apelação Cível 0000303-91.2017.8.27.2717, Rel.
EURÍPEDES LAMOUNIER, GAB. DO DES. EURÍPEDES LAMOUNIER, julgado em
09/12/2021, DJe 15/12/2021 18:08:36). Inteiro teor não disponível.
TJPE. 0000428-37.2016.8.17.2470. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E
CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA, LEI Nº 8.469/92. SERVIDORA ESTADUAL. ATO QUE GERA
ENRIQUECIMENTO ILÍCITO E ATENTATÓRIO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA. DOLO. COMPROVAÇÃO. IMPRESCRITIBILIDADE DO RESSARCIMENTO DOS
DANOS CAUSADOS AO ERÁRIO. APELO PROVIDO. 1. A Constituição da República, nos
termos do art.37, protege os princípios norteadores da Administração Pública, os quais
devem ser observados pelo administrador. O § 4º do referido artigo 37 exterioriza, de
modo expresso e direto, regra específica sobre os atos de improbidade administrativa:
“Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a
perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na
35
forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”. 2.No plano
infraconstitucional, a Lei n. 8.429/92 trouxe a principal disciplina acerca das hipóteses de
configuração dos atos de improbidade administrativa e das sanções cabíveis, em seu art.
12. Assim, é certo que para a caracterização do ato de improbidade administrativa,
disciplinado pela Lei em comento, é fundamental a presença de três elementos: o sujeito
ativo, o sujeito passivo e a ocorrência de um dos atos danosos previstos na mencionada
lei em três modalidades: os que importam enriquecimento ilícito (art. 9º); os que
causam prejuízo ao erário (art. 10); os que atentam contra os princípios da
Administração Pública (art. 11). 3.No presente caso, conforme relatado pelo Parquet e
pelo Estado de Pernambuco, impõe-se à ré as sanções previstas no art. 12 da Lei nº
8.429/92, em virtude da prática de ato de improbidade consistente na utilização de
atestado médico falso para fins de aquisição e gozo remunerado de licenças médicas.
4.O cerne da presente discussão consiste na verificação da ocorrência da prescrição em
relação ao ressarcimento dos danos causados ao erário, uma vez que o próprio
Ministério Público reconheceu que a decisão de primeiro grau foi acertada quando
reconheceu a prescrição em relação à pretensão punitiva das outras sanções. 5.Com
relação a este tema, os Tribunais Superiores tem entendido que, em casos de ato ilícito
praticado contra a Fazenda Pública, a pretensão do Estado de ser reembolsado dos
prejuízos está submetida aos prazos de prescrição, de modo que a previsão contida no §
5º do art. 37 da Constituição Federal, aplicar-se-ia apenas aos casos de improbidade
administrativa, sendo possível o prosseguimento da ação em relação ao ressarcimento
por danos, mesmo quando reconhecida a prescrição em relação às outras sanções. 6.Em
análise dos autos, verifica-se que a servidora, a qual tinha duplo vínculo como
professora da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, apresentou atestados
médicos conhecidamente falsos para fins de aquisição e gozo de licenças médicas
durante os períodos de 2010, 2011, 2012 e 2013, conforme averiguado em Inquérito
Administrativo Disciplinar. Observa-se mais que ficou suficientemente provado nos autos
que a ré percebeu ilegalmente a título de vencimentos a quantia total de R$ 42.887,83
(quarenta e dois mil, oitocentos e oitenta e sete reais e oitenta e três centavos),
mediante utilização das licenças médicas fraudadas. Em outras palavras, os fatos
apurados no caso em tela caracterizam, de fato, ato de improbidade administrativa,
enquadrando-se, perfeitamente, nos ditames dos art. 9, 10 e 11 da Lei nº 8.429/92.
7.Apelo provido para reformar parcialmente a sentença, condenando a apelada ao
ressarcimento integral do danocausado ao erário, considerando a imprescritibilidade da
pretensão ressarcitória decorrente da prática de ato de improbidade administrativa.
(TJPE. 0000428-37.2016.8.17.2470. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do
Des. José Ivo de Paula Guimarães, Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães,
16/02/2022 15:23). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000095-86.2019.8.17.3050. "(...)Inicialmente, observo que o Juízo de
Primeiro Grau, ao sentenciar o feito, apontou em sua decisão que a controvérsia
cinge-se às supostas irregularidades levadas a efeito pelo promovido, na sua gestão à
frente da Prefeitura Municipal de Panelas-PE, exercício de 2016, quanto ao
descumprimento das determinações constitucionais e legais para a realização da
transparência pública. Destacou na sentença que “apesar do Tribunal de Contas do
Estado de Pernambuco ter julgado irregular a gestão fiscal da Prefeitura Municipal de
Panelas/PE relativamente à transparência pública no exercício de 2016, não se pode
presumir a existência de dolo por parte do suplicado, muito menos para reconhecimento
de ato de improbidade administrativa e aplicação de sanção como ressarcimento de
valores.(...) O Recorrente, entretanto, não impugnou tais ou qualquer outro fundamento
contida na sentença, conforme se depreende de uma simples leitura das razões recursais
de ID 18007769 por ele apresentadas, restringindo-se a novamente expor, ipsis literis,
os argumentos fáticos e jurídicos já apresentados na petição inicial.(...)” TJPE.
0000095-86.2019.8.17.3050. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete
do Des. Evio Marques da Silva. 21/02/2022 09:03. Acesse aqui o inteiro teor.
36
https://drive.google.com/open?id=13LSmXw1ZW1S_tSfqTEeLTVHYXPsi6lUA&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
TJSP - Apelação nº 0006089-24.2008.8.26.0272: O Tribunal Superior possui o
entendimento que a prática de tortura por agentes estatais configura improbidade
administrativa, nos termos do art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa O art. 11 da
Lei de Improbidade Administrativa não exige o dano ao erário e nem enriquecimento
ilícito para caracterização da improbidade, bastando a violação aos princípios da
administração pública. Está configurada, portanto, a prática de ato de improbidade
administrativa tipificado no art. 11 da Lei Federal nº 8.429/1993 O dolo decorre da
própria prática voluntária e consciente da conduta típica, não se exigindo finalidade
específica para comprovação da má-fé Sanções aplicadas que respeitam a
proporcionalidade e a razoabilidade. Precedentes Sentença mantida Recursos
desprovidos. Acesse aqui o inteiro teor
TJSP - Processo nº 1009806-54.2020.8.26.0127: “(...) 4. In casu, não restou
demonstrada a ocorrência de situação excepcional ao interesse público, capaz de
ensejar a realização de contratação temporária de servidores, sendo que, para o cargo
de engenheiro civil municipal, é necessária a realização de concurso público, e não a
mera contratação através de processo seletivo simplificado. 5. É pacífico o entendimento
de que o ato de improbidade administrativa previsto no artigo 11, da Lei no 8.429/92,
exige a demonstração de dolo, o qual, contudo, não necessita ser específico, não se
exigindo prova de prejuízo ao erário ou de enriquecimento ilícito do agente. (..)
(Apelação Cível no 5487063-39.2018.8.09.0103, Relator: Desembargador Jeová
Sardinha de Moraes, Primeira Turma Julgadora da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça
do Estado de Goiás, 15/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TJSP. Apelação Cível 1000187-75.2016.8.26.0698. Improbidade administrativa.
Frustração de procedimento licitatório na compra de gêneros alimentícios. Sentença de
parcial procedência. Condenação arrimada no caput do artigo 11 da Lei n.º 8.429/1992.
Irresignação dos réus. Acolhimento. Dolo genérico necessário à configuração do ato não
delineado. Inviabilidade de penalização do administrador quando há indícios de que o ato
acoimado de improbidade é fruto da inabilidade e imaturidade na gerência
administrativa. Ministério Público, autor da ação, ademais, que instado a se manifestar
sobre requerimento de um dos apelantes pela aplicação retroativa da Lei n.º
14.230/2021, não se opôs ao pedido e requereu a improcedência. Sentença reformada.
Recursos providos. (TJSP; Apelação Cível 1000187-75.2016.8.26.0698; Relator (a): Jose
Eduardo Marcondes Machado; Órgão Julgador: 10ª Câmara de Direito Público; Foro de
Pirangi - Vara Única; Data do Julgamento: 21/03/2022; Data de Registro: 23/03/2022).
Acesse aqui o inteiro teor.
TJMT. AP 0001296-06.2013.8.11.0039. RECURSOS DE APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE
IMPROBIDADE ADMINSITRATIVA – EX PREFEITO – AUSÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO NA
EXECUÇÃO DAS OBRAS PÚBLICAS – ATO QUE ATENTA CONTRA OS PRINCÍPIOS DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – ALTERAÇÕES NA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
PELA LEI N° 14.230/2021 – RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENÉFICA – EXIGÊNCIA DE
DOLO ESPECÍFICO – AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA VONTADE LIVRE E CONSCIENTE
DO APELANTE DE ALCANÇAR O RESULTADO ILÍCITO TIPIFICADO NO ARTIGO 11 DA LEI
N° 8.429/92 – CONDUTA ÍMPROBA NÃO CONFIGURADA – RECURSO DE ANTÔNIO DE
ANDRADE JUNQUEIRA PROVIDO – RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PREJUDICADO.
1. A Lei n° 14.230/2021, alterou diversos dispositivos da Lei n° 8.429/92, passando a
exigir o dolo específico para a configuração dos atos de improbidade administrativa,
além de modificar critérios de dosimetria da pena e aspectos processuais. 2. O sistema
da Improbidade Administrativa adotou expressamente os princípios do Direito
Administrativo Sancionador, dentre eles o da legalidade, segurança jurídica e
retroatividade da lei benéfica. Assim, tratando-se de diploma legal mais favorável ao
acusado, de rigor a aplicação da Lei n° 14.230/2021, porquanto o princípio da
retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no artigo 5°, XL, da Constituição da
República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador. 3.
Consoante nova redação do artigo 1°, § 3°, da Lei n° 8.429/92, o mero exercício da
função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com
37
https://drive.google.com/file/d/1GGNfyOci2KKP2kyBE8ZysDZIuFrr08U_/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1Rcvtgb8LIvknRzQv4F-9mrOZQt_Ohmye/view?usp=sharing
fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. 4. Não tendo
sido demonstrado, no bojo da Ação Civil Pública por ato de Improbidade Administrativa,
quaisquer elementos que evidenciem a existência de dolo, vontade livre e consciente do
apelante de alcançar o resultado ilícito tipificado no artigo 11 da Lei n° 8.429/92,
impõe-se a improcedência da demanda. (N.U 0001296-06.2013.8.11.0039, CÂMARAS
ISOLADAS CÍVEIS DE DIREITO PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Primeira Câmara
de Direito Público e Coletivo, Julgado em 17/11/2021, Publicado no DJE 02/12/2021).
Inteiro teor não disponível.
TJPE. 0001782-67.2016.8.17.2480."(...) Nessa sede, defende o Ministério Público
que o dolo na conduta do réu se configura a partir do momento em que ele consentiu na
realização de despesas acima do limite prudencial de 54% da LRF (...) as contratações
temporárias entabuladas não teriam qualquer relação de pertinência com as
necessidades decorrentes da seca enfrentada na região à época (...) Uma vez investido
na função pública, na qualidade de guardião do interesse público, o administrador deve
agregar à sua atuação o conceito moral da boa administração, dever que contempla a
sua sujeição aos cânones da moralidade e da eficiência administrativas, além de outros
valores constitucionais que amplificam sua atuação para muito além da estrita
legalidade. (...)Isto posto, trazendo a exposição encimada ao caso concreto, e à luz das
modificações legislativas implementadas pela Lei 14.230/21, tenho que o
comportamento imputado ao réu não caracteriza, em nenhum dos capítulos imputados,
verdadeiro ato de improbidade administrativa. (...) ". TJPE.
0001782-67.2016.8.17.2480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete
do Des.Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 04/02/2022 04:04. Acesse aqui o inteiro
TRF-5. 00012068620154058103. PROCESSO Nº: 0001206-86.2015.4.05.8103 -
APELAÇÃO CÍVEL APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APELADO: RICARDO DAS
CHAGAS SOUSA RELATOR (A): Desembargador (a) Federal Paulo Machado Cordeiro - 2ª
Turma EMENTA: IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.
APREENSÃO DE MOTOCICLETA. LIBERAÇÃO SEM A OBSERVÂNCIA DAS FORMALIDADES
DEVIDAS. INDÍCIOS DE ENTREGA A TERCEIRO NÃO IDENTIFICADO. PAD. USO DE
DOCUMENTO ADULTERADO PERANTE A COMISSÃO INVESTIGATIVA. VIOLAÇÃO AO ART.
11 DA LIA. PRESCRIÇÃO
https://drive.google.com/file/d/1eyXn4rmuVPFNCwMxO92U2POJd7E7VrFQ/view?usp=sh
aringRECONHECIDA EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. RECURSO APELATÓRIO DO MPF. FATOS
EM TESE TIPIFICADOS COMO CRIME. PRESCRIÇÃO AFASTADA. INSUFICIÊNCIA DE
PROVAS ACERCA DA APROPRIAÇÃO OU DESVIO DO BEM APREENDIDO. VIOLAÇÃO AOS
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PELA ADULTERAÇÃO DE DOCUMENTO. INCIDÊNCIA DA
LEI 14.230/21. FATO ATÍPICO DIANTE DA NOVA REDAÇÃO DO ART. 11, DA LEI DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LEI POSTERIOR MAIS BENÉFICA. RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO APENAS PARA AFASTAR A PRESCRIÇÃO, JULGANDO
IMPROCEDENTE O PEDIDO. 1. Recurso do Ministério Público Federal em face da sentença
que extinguiu o feito com julgamento (art. 487, II, do CPC), por ter reconhecido a
ocorrência da prescrição para aplicação das sanções por ato de improbidade
administrativa. 2. Alega o recorrente, em suma, que o ato de improbidade praticado pelo
réu também configura crime, sendo prescindível a apuração criminal para incidência do
art. 142, § 2, da Lei 8.112/90, de forma que se aplica ao caso o prazo prescricional do
tipo penal. Subsidiariamente, defende ainda a imprescritibilidade da pena de
ressarcimento ao erário. Quanto aos atos ilícitos atribuídos ao réu, afirma que as provas
colhidas nos autos já são suficientes para a condenação, pleiteando a condenação
diretamente pelo próprio Tribunal, por entender que restou comprovada a prática do ato
ímprobo. 3. No caso, o Ministério Público Federal atribui ao réu a prática de atos
ímprobos consistentes na liberação irregular de veículo apreendido a terceiro não
identificado, bem como na adulteração de documento público utilizado perante a
administração, condutas que também são tipificadas pela legislação penal. 4.
Considerando que o réu é servidor público efetivo, a prescrição ocorrerá dentro do prazo
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https://drive.google.com/open?id=1ZxxSQKG-mDL5fo_MjJ4wzqOXJxR5rifu&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a
bem do serviço público (art. 23, II, da Lei 8.429/92). Por sua vez, a Lei 8112/90 prevê
que os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares
capituladas também como crime (art. 142, § 2º). 5. Ressalte-se que se aplica o prazo
prescricional previsto na legislação penal independentemente da apuração criminal,
razão pela qual fica afastada a hipótese de prescrição, por não ter transcorrido o prazo
previsto no art. 109 /CP. 6. Ademais, de acordo com a nova LIA, a prescrição se
configura apenas no prazo de 8 anos a contar da prática do ato ilícito. Logo, mesmo que
se considere a nova legislação, também não há que se falar em prescrição. 7. Afastada a
prescrição, entendo que o feito encontra-se maduro para julgamento, sendo dispensável
a devolução dos autos à primeira instancia. 8. Em relação à liberação irregular do
veículo, o órgão ministerial afirma que não consta nos registros da PRF a assinatura da
pessoa que recebeu a motocicleta; que o suposto recebedor afirmou não ter recebido o
veículo ou suprido as irregularidades que justificaram a apreensão do veículo; bem como
que o suposto recebedor da motocicleta negou em depoimento o seu recebimento,
apesar de ter assinado declaração em sentido contrário com firma reconhecida em
cartório. 9. Diante do que consta nos autos, é inegável que o recorrido deixou de utilizar
as práticas recomendadas para a liberação do veículo, visto que sequer colheu a
assinatura do recebedor. 10. Contudo, a partir dos depoimentos colhidos em audiência
(id. 144888673), bem como das cópias extraídas do livro de ocorrências da PRF (ids.
13650501 a 13650277), observa-se que havia uma desorganização generalizada no
registro de ocorrências, inclusive por falta de materiais, sendo que em várias outras
oportunidades consta a informa acerca de liberação de veículo sem a respectiva
assinatura do recebedor. 11. Ressalte-se não haver prova segura de que o réu tenha se
apropriado do bem ou desviado em favor de terceiro. 12. Já o depoimento do Sr.
Francisco Nascimento, que negou ter recebido o bem, não é suficiente para a
condenação, já que chegou a firmar declaração em sentido contrário, conforme exposto
pelo MPF na petição inicial. Some-se a isso o fato de haver autorização para retirada do
veículo do depósito emitida pelo proprietário, ainda que extemporânea. 13. Quanto à
correção dos vícios necessários à liberação da motocicleta, caso não tenham sido
completamente analisados, entendo que se trata de mera irregularidade, insuficiente
para configurar improbidade administrativa. 14. É relevante destacar que o Tribunal
Regional Federal da 5ª Região ratificou a decisão de primeira instância que havia
rejeitado a denúncia criminal pelos mesmos fatos. 15. Por todo o exposto, entendo que
não restou suficientemente comprovada a prática de ato ímprobo relacionado à liberação
irregular da motocicleta. 16. No que tange à conduta de ter adulterado a data e o
horário da declaração firmada pelo proprietário, é inegável que tinha o objetivo de fazer
prova em favor do réu, tendo incidido sobre aspecto relevante dos fatos então apurados
no processo administrativo disciplinar (PAD). 17. Quanto a adulteração de tal
documento, ressalto que, embora o laudo pericial não tenha sido digitalizado juntamente
com os autos principais, o seu resultado não é questionado pelo autor, que inclusive
ratificou tal adulteração em seu depoimento judicial (id. 144888673, depoimento do réu
19:10). 18. Pode-se concluir que a conduta implica em ofensa à legalidade e à
moralidade administrativa, o que poderia levar à condenação na forma da redação
anterior da LIA. 19. Todavia, a partir da vigência da Lei 14.230/21, o ato de improbidade
previsto no art. 11 deve se enquadrar em uma das condutas previstas nos seus incisos,
não sendo mais possível a condenação por meio de tipos abertos de violação aos
princípios da administração. 20. Logo, considerando que a falsificação ou o uso de
documento falso perante administração não se enquadra em nenhum dos tipos previstos
no art. 11, pode-se concluir que tal conduta não configura ato de improbidade, embora
possa ensejar a condenação por infração administrativa ou até mesmo criminal. 21.
Registre-se que o art. 1º, § 4º, da Lei 8.429/92, é expresso ao dispor que se aplicam ao
sistema da improbidade disciplinado nesta Lei os princípios constitucionais do direito
administrativo sancionador. 22. Dessa forma, por se tratar de norma posterior mais
benéfica aos réus, deve retroagir no presente caso. 23. Por fim, é relevante destacar
ainda que não constam nos autos provas relacionadas a enriquecimento ilícito do
demandado ou qualquer prejuízo ao erário. 24. Recurso parcialmente provido apenas
39
para afastar a prescrição, julgando improcedente o pedido. (TRF-5 - Ap:
00012068620154058103, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL THIAGO BATISTA DE
ATAIDE, Data de Julgamento: 23/11/2021, 2ª TURMA)
TJRN.0100121-05.2015.8.20.0155. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. APURAÇÃO DE CONDUTA QUE VIOLA OS
ARTS. 9º, 10 E 11, DA LEI Nº 8.429/92. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. APELAÇÃO
CÍVEL. AUSÊNCIA DE DOLO. TESE FIXADA NO PRECEDENTE QUALIFICADO ARE 843989
(TEMA 1.199). ACOLHIMENTO. APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA. 1. Segundo tese
fixada pelo STF, em precedente qualificado ARE 843989 (TEMA 1.199), o novo texto da
Lei de Improbidade Administrativa (LIA - Lei 8.429/1992),com as alterações inseridas
pela Lei 14.230/2021, aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos
praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em
julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior. 2. Com o advento da Lei no
14.230/2021, o rol de atos de improbidade administrativa previstos do art. 11 da lei de
improbidade administrativa passou a ser taxativo e não se pode mais enquadrar a
conduta no caput, pois a conduta deve guardar correspondência nos incisos do referido
artigo, o que não resta configurado na espécie. 3. No que se refere à efetiva
comprovação de perda patrimonial do ente público, o conjunto probatório dos presentes
autos também é insatisfatório, máxime porque houve a efetiva prestação do serviço. 4.
Portanto, a partir da constatação de que não há prova da efetiva perda patrimonial do
erário ou enriquecimento ilícito, com natureza dolosa, não se pode concluir pela prática
de conduta ímproba pelos apelantes. TJRN Apelação Cível 0100121-05.2015.8.20.0155.
Des. Virgílio Macêdo, Segunda Câmara Cível, julgado em 11/05/2023, publicado em
16/05/2023). Acesse aqui o inteiro teor.
TJRN. APELAÇÃO CÍVEL - 0818579-80.2016.8.20.5106 EMENTA: CONSTITUCIONAL
E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SENTENÇA DE
IMPROCEDÊNCIA. APELAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. UTILIZAÇÃO DE AERONAVE DO
ESTADO PARA INTERESSES PARTICULARES. PRETENDIDA CONDENAÇÃO DA APELADA
AO ARGUMENTO DE QUE CONDUTA VIOLA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA (ART. 11, I, DA LEI No 8.429/92) E CAUSA PREJUÍZO AO ERÁRIO. ALTERAÇÕES
À LEI Nº 8.429/92 PROMOVIDAS COM O ADVENTO DA LEI Nº 14.230/2021.
APLICABILIDADE IMEDIATA. TESE FIXADA NO PRECEDENTE QUALIFICADO ARE 843989
(TEMA 1.199). DOLO NÃO CONFIGURADO. CONJUNTO PROBATÓRIO INSUFICIENTE
PARA A DEMONSTRAÇÃO DA PERDA PATRIMONIAL. NECESSIDADE DE
CORRESPONDÊNCIA NOS INCISOS DO ART. 11. ROL TAXATIVO. CONDUTA APURADA
QUE NÃO SE ENQUADRA EM NENHUM DOS INCISOS DO ART. 11. MANUTENÇÃO DA
SENTENÇA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. (APELAÇÃO CÍVEL,
0818579-80.2016.8.20.5106, Des. Virgílio Macêdo, Segunda Câmara Cível, julgado em
16/11/2023, publicado em 23/11/2023). Acesse aqui o inteiro teor.
I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele
previsto, na regra de competência;
I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7236 – CONAMP
Pendente de análise no STF
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
40
https://drive.google.com/file/d/1avwwGTiDx8-178BnTKvNmbdUWaY8IiDC/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1PxEXJquesNwcm0CHXNteWdiTGZCnqsrL/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
TJPE. 0001697-93.2017.8.17.3370. “6. Outra inovação importante operada pela Lei
Federal n° 14.231/2021 diz respeito à revogação da conduta do inciso I do art. 11 da LIA
e ao entendimento de que a configuração do ato ímprobo que atenta contra os princípios
da Administração Pública depende da caracterização de uma das condutas descritas nos
respectivos incisos. 7. No presente caso, o apelante foi condenado justamente com base
no revogado art. 11, I, da LIA, e não há qualquer indício ou comprovação de que tenha
descumprido o comando objetivo do art. 42 da LRF com dolo específico de macular os
princípios administrativos ou a boa-fé na gestão pública, tendo tomado tal decisão para
garantir a realização de um evento tradicional que traz benefícios culturais e econômicos
para a cidade”. (TJPE, 2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. Paulo Romero de de Sá
Araújo, 24/03/2023). Acesse aqui inteiro teor.
TJPE. 0002329-57.2018.8.17.3250."(...)Não se está aqui a negar ou minimizar a
gravidade da conduta do Recorrido, com aparente viés racista e “transfóbico”,
reconhecida, inclusive, como crime pelo Pretório Excelso na ADO n.º 26[2], mas a
reconhecer que considerando a determinação legal de aplicação dos princípios
constitucionais do direito administrativo sancionador ao sistema da improbidade
administrativa (artigo 1º, §4º, da Lei n.º 8.429/92) e diante da revogação expressa pela
Lei Federal n.º 14.230/2021 do artigo 11, I, da LIA (prática ímproba atribuída ao
Recorrido), não há como ser processada a ação originária, restando evidente a perda
superveniente de seu objeto.(...)". TJPE. 0002329-57.2018.8.17.3250. Segunda Turma
da Câmara Regional de Caruaru.Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/02/2022
22:18. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000211-08.2017.8.17.2260. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INOBSERVÂNCIA AO LIMITE FISCAL DE DESPESAS COM
PESSOAL DA LRF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DOLO NA CONDUTA PELO PARQUET.
AUSÊNCIA DE TIPICIDADE NO ART. 11, LIA. ELEMENTO SUBJETIVO ESPECIAL DO TIPO
NÃO COMPROVADO. APELO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME.
1. O dolo genérico, à luz da atual reforma da Lei 14.230/21, restou excluído do rosto da
lei, que apenas admite a punição do agente em função do elemento subjetivo especial do
tipo.
2. A exigência do chamado dolo específico, como móvel do ato de improbidade, fica bem
delineada na redação do atual art. 11, §1º, LIA, segundo o qual a conduta ímproba
apenas se materializa quando comprovada a finalidade do agente de beneficiamento
próprio ou alheio.
3. Em face da recalcitrância histórica do Município no descumprimento dos limites da
LRF, além das reiteradas notificações pelo Tribunal de Contas, ao ex-prefeito não se
mostra razoável presumir o desconhecimento do teor da legislação fiscal aplicável,
tampouco da conjuntura fiscal em que se encontrava o Município durante o seu
mandato, o que realça a presença de dolo na conduta de não adotar as providências
constitucionais para recondução da dívida aos limites.
4. Ocorre que, a despeito de reluzente o dolo no seu comportamento, falta lhe outro
requisito essencial para completar seu enquadramento na nova de lei de improbidade,
qual seja, o elemento subjetivo especial do tipo.
5. É que, a despeito da decisão deliberada pela não adoção de qualquer providência para
recondução das despesas aos limites fiscais, o Ministério Público não comprovou que o
réu agiu impelido pelo intento de beneficiamento próprio ou de terceiro, nos moldes do
art. 11, §1º, LIA, o que compromete seu enquadramento na lei de improbidade.
6. A falha na configuração do dolo específico, por meio da comprovação da finalidade
especial de obtenção de resultado ilícito, obsta a imputação da pecha de improbidade ao
requerido, à luz das novas elementares do tipo introduzidas pela Lei 14.230/21.
Ademais, tendo em vista a ausência de enriquecimento ilícito com a conduta, ou de dano
efetivo ao erário, a única modalidade que poderia justificar o enquadramento do
requerido na lei de improbidade seria a do art. 11, que pune os atos violadores aos
princípios da administração pública.
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https://drive.google.com/file/d/1k_9r2yt7UHJw3ZDNV01U3fCH49rq0sHY/view?usp=share_link
https://drive.google.com/open?id=1iO2Cg9Bxs2P0Ol9NDvUZyJCyiUn82NJr&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
8. Ocorre que tal espécie de improbidade também passou por uma reformulação jurídica
com a nova Lei 14.230/21, discriminando-se em hipóteses taxativas, de modo que a
responsabilidade do requerido só se configura se sua conduta encontrar escorreita
subsunção em um dos tipos elencados no dispositivo, resolvendo-se, caso contrário, em
atipicidade.
9. Isto posto, como a manutenção das despesas com pessoal em níveis excessivos,
extrapolando os limites fixados pela LRF, não encontra qualquer tipicidade objetiva nos
incisos do atual art. 11, LIA, sobretudo em face da revogação do antigo inciso II (no qual
enquadrado o agente pela narrativa exordial),adstringindo-se aos atos ímprobos culposos não transitados em
julgado. STJ. 1ª Turma. PET no AgInt nos EDcl no AREsp 1.877.917/RS, Rel. Min.
Benedito Gonçalves, julgado em 23/5/2023 (Info 776). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000443-25.2018.8.17.2150.APELAÇÃO. ADMINISTRATIVO, CONSTITUCIONAL
E PROCESSO CIVIL. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. APLICABILIDADE DA LEI 14.230/2021 (STF - ARE 843989/PR).
EXIGÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO. IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO
LICITATÓRIO E AUSÊNCIA DE RETENÇÃO DE ISS. CONDENAÇÃO QUE SE LIMITA A
DEMONSTRAR O DOLO GENÉRICO DOS RÉUS. INSUFICIÊNCIA. APELO PROVIDO. (...) 4.
A sentença condenatória limitou-se a demonstrar que haveria dolo genérico na conduta
praticada pelos agentes públicos. (...) 6. Sucede que, a nova legislação e o alcance que
lhe foi dado pelo Supremo Tribunal Federal, impõem a demonstração de dolo específico,
o que não restou comprovado nos autos”. (TJPE, 2ª Turma da Câmara Regional do TJPE,
Rel. Des. Honório Gomes do Rego Filho, 26/01/2023). Acesse aqui inteiro teor.
TJGO. 5504827-48.2018.8.09.0035. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO. INOBSERVÂNCIA DOS
PRECEITOS LEGAIS. ILEGALIDADE CONSTATADA. CONDUTA QUE CAUSA PREJUÍZO AO
ERÁRIO E ATENTA CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. REQUISITOS
DA LEI 8.429/92. DOLO GENÉRICO. ATO ÍMPROBO CARACTERIZADO. REDUÇÃO DA
MULTA CIVIL. 1. É possível a doação de bens públicos pela Administração Pública, desde
que em observância rigorosa à norma de regência (princípio da legalidade), em outros
termos, deve haver a existência de interesse público, seguida da avaliação prévia e
licitação, exegese do artigo 17, da Lei nº. 8.666/93. 2. O ato de doação de lotes urbanos
a pessoa jurídica privada escolhida com critério subjetivo, sem realização prévia de
avaliação e procedimento licitatório, em ofensa ao disposto no artigo 17, da Lei nº.
8.666/93, configura ato de improbidade administrativa, subsumindo-se à conduta do
artigo 10, inciso III, da Lei de Improbidade, consistente na doação de bem público sem
as formalidades legais. 3. A Lei nº. 14.230/21, que alterou substancialmente a Lei nº.
8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), decotou o elemento culpa dos atos tidos
como ímprobos, passando a prever apenas o elemento dolo para sua caracterização. 4.
Mantém-se o entendimento de que para caracterizar o ato de improbidade não é
indispensável o dolo específico, que é definido como a vontade de praticar o ato e
produzir um fim especial, mas, sim, o dolo genérico, que é simplesmente a vontade de
7
https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4652910&numeroProcesso=843989&classeProcesso=ARE&numeroTema=1199
https://drive.google.com/file/d/1uHuElZ4Adzz2C8tNRpViC5_Yypl6BAV_/view?usp=drive_link
https://drive.google.com/file/d/1TDFCESRyFSP3vwo6Dz5rgvCEUAiNJ3Ey/view?usp=sharing
cometer o ato ou o dolo eventual, caracterizado quando, ao praticar o ato, assume-se o
risco de produzir o resultado. 5. Uma vez se revelando fora dos padrões da razoabilidade
e da proporcionalidade, cabe a redução da multa civil arbitrada pelo juízo primevo para
05 (cinco) vezes o valor da última remuneração percebida pelo réu, razão pela qual a
sentença merece reforma neste ponto. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PARCIALMENTE
PROVIDA. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 5504827-48.2018.8.09.0035; RELATOR: DES. JAIRO
FERREIRA JÚNIOR; 17/08/2022) (Acesse aqui o inteiro teor)
TJSP. 2052273-53.2022.8.26.0000. "(...) salientou-se que o caso concreto trata de
título executivo transitado em julgado em 27/10/2020 (f. 580 do processo nº
1005186-16.2018.8.26.0047), com a condenação do ora agravante pela prática de ato
de improbidade consistente no acionamento fraudulento de apólice de seguro a fim de
custear os reparos de veículo envolvido em acidente ocorrido nas dependências de
prédio público municipal (...) A pretensão recursal aqui veiculada se funda na
retroatividade da lei mais benéfica (no caso, a Lei Federal nº 14.230/21) e no
consequente esvaziamento do título executivo. O que se verifica, no entanto, é que
referida questão não foi levada à apreciação do Juízo de origem, que, na decisão
recorrida, trata apenas da base de cálculo da multa civil e do termo inicial da correção
monetária. A tal circunstância, que resulta na inviabilidade da apreciação da matéria
diretamente em segundo grau sob pena de indevida supressão de instâncias , soma-se
ainda o fato de que a retroatividade da Lei Federal nº 14.230/21 em casos como o ora
analisado já foi afastada por esta C. Seção de Direito Público em diversas ocasiões, como
exemplificado pelos seguintes julgados (...) Assim, seja pela ausência de interesse
recursal quanto ao tema (dada sua não apresentação em primeiro grau), seja diante da
existência de jurisprudência contrária à pretensão ventilada, não é caso de acolhimento,
neste aspecto, da pretensão do recorrente (...)" (TJSP, 2052273-3.2022.8.26.0000, 1ª
Câmara de Direito Público, 26 de abril de 2022).
TJPE. 0000370-41.2017.8.17.3200. "(...) 3. Com relação à aplicação retroativa da
nova Lei n. 14.230/2021, que altera dispositivos da Lei n. 8.429/1992 (LIA),
compreendo que razão assiste à Procuradoria de Justiça (MPPE), quando verbera: (...) a
alegação genérica de omissão quanto a aplicação retroativa da Lei n. 14.230/2021 é
completamente descabida a ponto de nem mesmo os embargantes conseguirem apontar
onde a lei nova retroagiria na hipótese. É que o acórdão impugnado foi publicado em
13.10.21 e referida norma só entrou em vigor no dia 25.10.21, não havendo que se falar
também em omissão quanto a esse ponto 4. A alegação de retroação da nova Lei n.
14.230/2021 foi feita de forma genérica, sem ter sido demonstrada em que isso
aproveitaria a defesa dos acusados 5. Desta forma, rejeito a ilação de omissão, não
apenas em razão da ofensa ao princípio da dialeticidade, mas também por ausência de
demonstração de utilidade da retroatividade da lei para os recorrentes, uma vez que é
descabida a nulidade de atos processuais sem prova de prejuízo (pas de nullité sans
grief)" (TJPE. 0000370-41.2017.8.17.3200. 1ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete
do Des. Jorge Américo Pereira de Lira. 31/05/2022 15:44). Acesse aqui o inteiro teor.
TJSP – Apelação Cível 1002823-02.2017.8.26.0238 -CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO – AÇÃO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – CONTRATAÇÃO
EMERGENCIAL DE SERVIÇOS DE EXAMES LABORATORIAIS PARA HOSPITAL MUNICIPAL –
LICITAÇÃO NA MODALIDADE CONVITE – DANO AO ERÁRIO - OFENSA AOS PRINCÍPIOS
CONSTITUCIONAIS – DOLO – SUPERVENIÊNCIA DA LEI Nº 14.230/21 – APLICAÇÃO DOS
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR AO
SISTEMA DE IMPROBIDADE – RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA. 1. O
propósito da Lei de Improbidade Administrativa é coibir atos praticados com manifesta
intenção lesiva à Administração Pública e não apenas atos que, embora ilegais ou
irregulares, tenham sido praticados por administradores inábeis sem a comprovação de
má-fé. Ausência de dolo. 2. Da ilegalidade ou irregularidade em si não decorre a
improbidade. Para caracterização do ato de improbidade administrativa exige-se a
presença do elemento subjetivo na conduta do agente público. 3. Ação civil pública por
8
https://drive.google.com/open?id=1oh9P10B3c8kCiWqBQ_93E9MvwMwAOlGJ&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1msltEIWzbc3tjvWSdgXWl7ceHUWorYtA&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
improbidade administrativa. A Lei n.º 14.230/2021 promoveu profundas alterações na
Lei de Improbidade Administrativa, dentre as quais a supressão das modalidades
culposas nos atos de improbidade. Novatio legis in mellius. Retroatividade. Aplicação dos
princípios constitucionais do direito administrativo sancionador (art. 1º, § 4º, da Lei nº
8.429/1992). 4. Para caracterização do ato de improbidade administrativa faz-se
necessário dolo do agente, assim entendido como a vontade livre e consciente de
alcançar oprevalece a estraneidade da conduta para
fins de improbidade. 10. Apelo provido à unanimidade. (TJPE.
0000211-08.2017.8.17.2260, Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru, Gabinete
do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho, 01/04/2022 07:33)
TJMA - Agravo de Instrumento nº 0813586-86.2021.8.10.0000: DIREITO
ADMINISTRATIVO – AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA – RECEBIMENTO DA INICIAL – INEXISTÊNCIA DE ATO ÍMPROBO –
CONDUTA NARRADA QUE TRATA DE MERA IRREGULARIDADE – ATOS EMBASADOS EM
POSICIONAMENTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS DO ÓRGÃO PÚBLICO – TIPO LEGAL
EXCLUÍDO PELA LEI Nº 14.230/2021 – RETROATIVIDADE DE LEI MAIS BENÉFICA –
DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR – DECISÃO REFORMADA – REJEIÇÃO DA
INICIAL – RECURSO PROVIDO. I – Rejeita-se a preliminar de prescrição quando,
interposta a ação dentro dos 5 (cinco) anos do término do exercício do cargo, a demora
da notificação/citação é exclusivamente atribuída aos serviços judiciários, sem que tenha
o autor concorrido com indispensável inércia, devendo o feito se desenvolver por impulso
oficial. Inteligência da Súmula nº 106 do STJ. II – Não há se falar em ato ímprobo, que
exige o detalhamento da conduta qualificada do agente, quando a narrativa constante da
inicial apresenta ato que se trataria de mera irregularidade e que em nada contribuiu
para o desfecho reprimível pela norma (dano ambiental), sobretudo quando praticado
com esteio em posicionamentos técnicos e jurídicos do órgão público. III – Com a
entrada em vigor da Lei nº 14.230/2021, o ato atribuído ao agravante, previsto no art.
11, I, da Lei nº 8.429/1992, deixou de ser capitulado como ímprobo, sendo manifesta a
natureza benéfica da norma que deve alcançar situações jurídicas anteriores, por se
tratar de direito administrativo sancionador. Precedentes do STJ. IV – Manifestamente
inexistente o ato ímprobo, deve ser rejeitada a inicial da ação de improbidade, sendo
injustificável a continuidade da tramitação de demanda que invariavelmente não
encontrará desfecho favorável às pretensões autorais. V – Agravo de instrumento
provido (Agravo de Instrumento no 0813586-86.2021.8.10.0000, 6ª CÂMARA CÍVEL,
Relatora Desa. Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, Sessão de 4 de novembro de
2021). Acesse aqui inteiro teor.
TJPB - Apelação Cível nº 0000521-96.2016.8.15.0031: APELAÇÃO. PROCESSUAL
CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. EX-PREFEITO DO
MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE. PROCEDÊNCIA PARCIAL DO PEDIDO. IRRESIGNAÇÃO
DO RÉU. APELAÇÃO. QUESTÃO DE ORDEM LEVANTADA NA SESSÃO DE JULGAMENTO.
LEI N.o 14.230, QUE ALTEROU A LEI N.o 8.429/1992 - NOVA LEI DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. REVOGAÇÃO DA CONDUTA TÍPICA. RETROATIVIDADE DA LEI MAIS
BENÉFICA. ATIPICIDADE DA CONDUTA CONFIGURADA. EXTINÇÃO DO PROCESSO.
PROVIMENTO DO RECURSO. IMPROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS INICIAIS. - O sistema da
Improbidade Administrativa adotou expressamente os princípios do Direito
Administrativo Sancionador, dentre eles o da legalidade, segurança jurídica e
retroatividade da lei benéfica. - Assim, tratando-se de diploma legal mais favorável ao
acusado, de rigor a aplicação da Lei no 14.230/2021, porquanto o princípio da
retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no artigo 5o, XL, da Constituição da
República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador
(APELAÇÃO CÍVEL N. 0000521-96.2016.8.15.0031, Relator Desembargador João Alves
da Silva, Quarta Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba,
13/12/2012). Acesse aqui inteiro teor
42
https://drive.google.com/file/d/1-TJL5Fkj35w-R1S2nSQlDwNULBpHyzjX/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1GlKwR9cwhlQI5yZJVjuy1y_1POwpC0if/view?usp=sharing
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;
II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJRR. 0814689-43.2018.8.23.0010: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONDUTA PAUTADA NO ART. 11, II DA LEI DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INCISO REVOGADO PELA LEI N. 14.230/2021.
AUSÊNCIA DE TIPIFICAÇÃO LEGAL SUPERVENIENTE. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM.
INAPLICABILIDADE. DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR. RECURSO
DESPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR FUNDAMENTAÇÃO DIVERSA. (TJRR.
0814689-43.2018.8.23.0010, Câmara Cível, Rel. Juiz Conv. RODRIGO BEZERRA
DELGADO, julgado em 21/04/2022, DJe: 21/04/2022). Inteiro teor não disponível.
TJPE. 0000969-03.2013.8.17.0360. APELAÇÃO. ADMINISTRATIVO E
CONSTITUCIONAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. APLICABILIDADE DA LEI
14.230/2021 (STF - ARE 843989/PR). NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE DOLO
ESPECÍFICO. REVOGAÇÃO DO INCISO II, DO ART. 11. IMPOSSIBILIDADE DE
CONDENAÇÃO. APELO DO MINISTÉRIO PÚBLICO IMPROVIDO. 1. O Plenário do STF, no
ARE 843989/PR, com julgamento finalizado em 18.8.2022 (Info 1065), analisando a
legislação que alterou a Lei de Improbidade administrativa (Lei 14.230/2021), definiu as
seguintes teses: 1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a
tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9o, 10 e 11
da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei
14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -,
é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5o, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não
tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o
processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se
aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior
da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa
do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do
agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO,
aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei.
2. Diante da revogação do inciso II, do art. 11, da Lei de improbidade pela Lei
14.230/2021, não há se falar em condenação com base nesse dispositivo, considerando
a aplicabilidade retroativa dessa norma benéfica. 3. Apelo improvido. 4. Decisão
unânime. Acesse aqui inteiro teor.
TJMG. 1.0000.22.031695-4/001. APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA - LEI Nº 14.2130/2021 - APLICABILIDADE - AUSÊNCIA DE TRÂNSITO
EM JULGADO -TEMA 1.199/STF - ART. 11, II DA LIA - REVOGAÇÃO - TAXATIVIDADE -
CONDENAÇÃO - IMPOSSIBILIDADE - RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A ratio decidendi do
Tema n. 1199, do Supremo Tribunal Federal, orienta-se no sentido de que Lei n.
14.230/2021 não retroage, contudo, deve ser aplicada aos atos de improbidade
praticados na vigência da lei anterior, sem condenação transitada em julgado. 2. A Lei n.
14.230/2021 revogou o artigo 11, II, da Lei n. 8.429/1992, e conferiu nova redação ao
dispositivo legal para exigir a prática dolosa das condutas tipificadas em seus incisos, rol
taxativo, para configuração do ato de improbidade administrativa que atenta contra os
princípios da administração pública. 3. A revogação do inciso em que se enquadrava o
ato tido como ímprobo impossibilita a condenação do agente. 4. Negar provimento ao
recurso. (TJMG. 1.0000.22.031695-4/001. Relator: Des.(a) Maria Inês Souza.
04/07/2023). Acesse aqui inteiro teor.
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que
deva permanecer em segredo;
43
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/116Yayj0tugfkWPag0IrPmhE1CMUNWk8l/view?usp=drive_link
https://drive.google.com/file/d/1o5nGs3c3Y2E-H7xjO4KYYL18vFDzrutX/view?usp=drive_link
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que
deva permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada
ou colocando em risco a segurança da sociedade e do Estado;(Redação dada pela Lei nº
14.230, de 2021)
IV - negar publicidade aos atos oficiais;IV - negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para
a segurança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em
lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
V - frustrar a licitude de concurso público;
V - frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de
chamamento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio,
direto ou indireto, ou de terceiros; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJSP - Processo nº 1009806-54.2020.8.26.0127: “(...) Se houve a menção na
inicial a respeito da violação ao princípio previsto no art. 11, inciso V da LIA, caberia o
detalhamento de cada uma das condutas praticadas por cada um dos Secretários
pontuando quais as ilicitudes praticadas no caso concreto e não, repito, na forma
exposta, contrariando os princípios do contraditório e da ampla defesa.Se, em tese, há
violação aos princípios da administração pública,deveria o Ministério Público explicitar
quais as ações ou omissões dolosas de cada um dos integrantes do pólo passivo,
mencionando os documentos inerentes e detalhar a finalidade de cada um deles ao agir
de maneira ilícita Diante disso e porque a inicial não observou os requisitos previstos no
art. 17 da LIA, deverá ser rejeitada. Ante Ao exposto, JULGO EXTINTO O PROCESSO
SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO nos termos do art. 17, §6º da Lei de Improbidade
Administrativa.” Acesse aqui o inteiro teor
TJPR - 0001122-29.2017.8.16.0132. Ementa: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME
NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA PELA PRÁTICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
DISPENSA DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. CONTRATAÇÃO DIRETA E FRACIONAMENTO
DE COMPRAS. AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES, BEM COMO DE
MATERIAIS PARA MANUTENÇÃO DE PRÉDIOS PÚBLICOS. ARTIGOS 10, INCISO VIII, E
11, CAPUT E INCISO I, DA LIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVO DANO AO
ERÁRIO E DE DOLO. ARTIGO 11, CAPUT E INCISO I, DA LEI N 8.429/92, COM REDAÇÃO
DA LEI N 14.230/21. TAXATIVIDADE E REVOGAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONTINUIDADE
NORMATIVA (ARTIGO 11, INCISO V, DA LIA). PRÁTICA DE ATO ÍMPROBO NÃO
CONFIGURADA. IMPROCEDÊNCIA DA DEMANDA MANTIDA. OBSERVÂNCIA DO ARTIGO
17, § 19, INCISO IV, DA LEI N 8.429/1992. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO.
APELO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJPR, Apelação/Remessa Necessária n°
0001122-29.2017.8.16.0132, Relator: Desembargador Luiz Mateus de Lima, Julgado em
29/09/2023). Acesse aqui o inteiro teor
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das
condições para isso, com vistas a ocultar irregularidades; (Redação dada pela Lei nº
14.230, de 2021)
TJSP - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0005734-58.2010.8.26.0655: (...) Contas
desaprovadas pelo TCE no período compreendido entre 2000 e 2005 - Repasse de
duodécimos ao Legislativo além do limite permitido e inexistência de segregação contábil
44
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/open?id=1YaevPvZFMmhI-Po8dQPxDTTbVxNMx-iq&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1xrCjRKA7YYbQ4dDywLUWMCmhEzQJhr4G/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
do FUSSBE que, embora constituam irregularidades administrativas não são condutas
aptas a justificar a aplicação da LIA – Ausência de dolo – Artigo 1º, § 1º da Lei
14.230/01 - Improbidade administrativa não configurada – Precedentes - R. sentença
mantida. Recurso improvido. (TJ-SP - AC: 00057345820108260655 SP
0005734-58.2010.8.26.0655, Relator: Carlos Eduardo Pachi, Data de Julgamento:
17/12/2021, 9ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 17/12/2021). Acesse
aqui o inteiro teor
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva
divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de
mercadoria, bem ou serviço.
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas
de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas. (Vide Medida
Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na
legislação. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
IX - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de
saúde sem a prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos
termos do parágrafo único do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de
1990. (Incluído pela Lei nº 13.650, de 2018)
X - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
XI - nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade,
até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa
jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de
cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração
pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações
recíprocas; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJPE - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0000787-48.2019.8.17.3030. EMENTA:
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRELIMINAR DE EXCLUSÃO DE YUL
ARISTÓTELES E PREJUDICIAL DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO EM RELAÇÃO A JOSÉ IVAN
DE MELO. ACOLHIDAS. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NEPOTISMO. CARGOS DE
PROCURADOR GERAL, PROCURADOR ADJUNTO, PROCURADOR E ASSESSOR-TÉCNICO
DO MUNICÍPIO DE PALMARES OCUPADO POR PAI, FILHOS E NETO. NOMEAÇÕES
SUBSCRITAS PELO PREFEITO MUNICIPAL. VIOLAÇÃO À SUMULA VINCULANTE 13. DOLO
ESPECÍFICO CONFIGURADO. ATO IMPROBO TIPIFICADO NO ART. 11, XI, DA LEI Nº
8.428/92. APLICAÇÃO À SANÇÃO DE MULTA CIVIL. REEXAME NECESSÁRIO
PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO VOLUNTÁRIO PREJUDICADO. DECISÃO UNÂNIME
(TJPE - Reexame Necessário e Apelação Cível nº 0000787-48.2019.8.17.3030, Relator:
ITAMAR PEREIRA DA SILVA JUNIOR, Data de Julgamento: 24/10/2023, 4ª Câmara
Direito Público). Acesse aqui o inteiro teor
45
https://drive.google.com/open?id=1Yl1B-kaBL02_vHxurf9LWUfk7RD6OEUS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1Yl1B-kaBL02_vHxurf9LWUfk7RD6OEUS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art78
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art103
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm#art24
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm#art24
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13650.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1Y8KQeNRWmQhVyNpIg3vswTRKAAkYBXQs/view?usp=sharing
XII - praticar, no âmbito da administração pública e com recursos do erário, ato de
publicidade que contrarie o disposto no § 1º do art. 37da Constituição Federal, de forma
a promover inequívoco enaltecimento do agente público e personalização de atos, de
programas, de obras, de serviços ou de campanhas dos órgãos públicos. (Incluído pela
Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º Nos termos da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, promulgada
pelo Decreto nº 5.687, de 31 de janeiro de 2006, somente haverá improbidade
administrativa, na aplicação deste artigo, quando for comprovado na conduta funcional
do agente público o fim de obter proveito ou benefício indevido para si ou para outra
pessoa ou entidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º. Aplica-se o disposto no § 1º deste artigo a quaisquer atos de improbidade
administrativa tipificados nesta Lei e em leis especiais e a quaisquer outros tipos
especiais de improbidade administrativa instituídos por lei. (Incluído pela Lei nº 14.230,
de 2021)
§ 3º. O enquadramento de conduta funcional na categoria de que trata este artigo
pressupõe a demonstração objetiva da prática de ilegalidade no exercício da função
pública, com a indicação das normas constitucionais, legais ou infralegais
violadas. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º Os atos de improbidade de que trata este artigo exigem lesividade relevante ao
bem jurídico tutelado para serem passíveis de sancionamento e independem do
reconhecimento da produção de danos ao erário e de enriquecimento ilícito dos agentes
públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º. Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte
dos detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade
ilícita por parte do agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO III
Das Penas
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas, previstas na
legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes
cominações:
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na
legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes
cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a
gravidade do fato: (Redação dada pela Lei nº 12.120, de 2009).
I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três
46
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art37%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5687.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12120.htm#art1
vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou
receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que
por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos;
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores
acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil
de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou
receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que
por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco
anos;
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil
de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar
com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de três anos.
IV - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos direitos
políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do
benefício financeiro ou tributário concedido. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de
2016)
Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a
extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente.
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e
das sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na
legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes
cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a
gravidade do fato: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJPE - Apelação Cível nº 0000150-24.2022.8.17.2600: EMENTA: DIREITO
ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, LEI No 8.469/92. SERVIDORA ESTADUAL. ATO QUE
GERA ENRIQUECIMENTO ILÍCITO E ATENTATÓRIO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA. DOLO. COMPROVAÇÃO. IMPRESCRITIBILIDADE DO RESSARCIMENTO DOS
DANOS CAUSADOS AO ERÁRIO. APELO PROVIDO. (...) 6. Deste modo, mesmo que em
relação à condenação por ato de improbidade nada mais possa ser feito, porque os fatos
investigados nos autos remontam ao ano de 2011, ultrapassado, portanto, o prazo
prescricional de 05 (cinco) anos, previsto na lei 8.429/92, a condenação do requerido a
ressarcir o dano ao erário decorrente de ato de improbidade administrativa praticado
com dolo é imprescritível, nos termos do § 5o do art. 37 da CF/88. 7. Apelo provido para
reformar parcialmente a sentença, no que tange ao prosseguimento da ação civil pública
em relação ao dano causado ao erário, considerando a imprescritibilidade da pretensão
de ressarcimento decorrente da prática de ato de improbidade administrativa. (Relator
Des. Des. Josué Antônio Fonseca de Sena (4a CDP), j. 17/11/2021). Acesse aqui o
inteiro teor
47
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1uQf2dXBmhqUlao7PbPXXDWx8_8zOfuO8/view?usp=sharing
I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze)
anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e
proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais
ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da
qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) anos; (Redação dada
pela Lei nº 14.230, de 2021)
TRF - 1 Apelação Cível nº 000797-74.2015.4.01.4000: (...) 6. Nos termos do art.
12, I, da Lei 8.429/92, com redação dada pela Lei 14.230, de 25/10/2021, a proibição
de contratação com o Poder Público, como pessoa física ou por interposta pessoa
jurídica, deve ser fixada em prazo não superior a 14 (catorze) anos. Penalidade que se
reduz para 8 (oito) anos. Multa civil fixada de acordo com a novel previsão legal, ou
seja, em montante “equivalente ao valor do acréscimo patrimonial” (art. 12, I). 7.Apelação provida em parte (Relatora Des. Monica Jacqueline Sifuentes, j. 30/11/2021).
Acesse aqui o inteiro teor
TJSC – AP 0900007-79.2017.8.24.0081 - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ALEGADA AUSÊNCIA DE
DOLO. TENTATIVA DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS
ELENCADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015. REJEIÇÃO NO PONTO. DECLARATÓRIOS
ACOLHIDOS EM PARTE, COM EFEITOS INFRINGENTES, APENAS PARA FIXAR A MULTA
CIVIL NO VALOR EQUIVALENTE AO VALOR DO ACRÉSCIMO PATRIMONIAL. ART. 12.
INDEPENDENTEMENTE DO RESSARCIMENTO INTEGRAL DO DANO PATRIMONIAL, SE
EFETIVO, E DAS SANÇÕES PENAIS COMUNS E DE RESPONSABILIDADE, CIVIS E
ADMINISTRATIVAS PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA, ESTÁ O RESPONSÁVEL
PELO ATO DE IMPROBIDADE SUJEITO ÀS SEGUINTES COMINAÇÕES, QUE PODEM SER
APLICADAS ISOLADA OU CUMULATIVAMENTE, DE ACORDO COM A GRAVIDADE DO
FATO: (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 14.230, DE 2021) I - NA HIPÓTESE DO ART. 9º
DESTA LEI, PERDA DOS BENS OU VALORES ACRESCIDOS ILICITAMENTE AO
PATRIMÔNIO, PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA, SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS ATÉ
14 (CATORZE) ANOS, PAGAMENTO DE MULTA CIVIL EQUIVALENTE AO VALOR DO
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL E PROIBIÇÃO DE CONTRATAR COM O PODER PÚBLICO OU DE
RECEBER BENEFÍCIOS OU INCENTIVOS FISCAIS OU CREDITÍCIOS, DIRETA OU
INDIRETAMENTE, AINDA QUE POR INTERMÉDIO DE PESSOA JURÍDICA DA QUAL SEJA
SÓCIO MAJORITÁRIO, PELO PRAZO NÃO SUPERIOR A 14 (CATORZE)
ANOS; (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 14.230, DE 2021) (TJSC, Apelação n.
0900007-79.2017.8.24.0081, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, rel. Paulo
Henrique Moritz Martins da Silva, Primeira Câmara de Direito Público, j. 15-03-2022).
Inteiro teor não disponível.
TJ-RJ. Processo nº 0059519-73.2015.8.19.0001"(...) São essas as razões pelas
quais considero constitucionais e retroativas as mudanças estabelecidas pela Lei n.
14.230/2021 no caput e incisos do art. 11 da Lei n. 8.429/1992. (...) Considero, à vista
das considerações até aqui esposadas, inconstitucionais a nova redação conferida pela
Lei n. 14.230/2021 ao art. 12, I, da Lei n. 8.429/1992 e o art. 18, § 4º, introduzido no
mesmo diploma, pois reduzem a penalidade aplicável a atos de improbidade
administrativa que geram enriquecimento ilícito, prejudicando o mandamento
constitucional de repressão a esse tipo de infração (art. 37, § 4º, da CRFB) e violando o
dever de proporcionalidade (art. 5º, LIV, da CRFB). (TJRJ. Processo nº
48
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/open?id=1YbtTsakWgJboPuUsQWtQ1VT78ehXoKcT&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
0059519-73.2015.8.19.0001. 2ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA CAPITAL, Juiz de
Direito Bruno Bodart). Acesse aqui o inteiro teor.
II - na hipótese do art. 10 desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente
ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos
direitos políticos até 12 (doze) anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do
dano e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 (doze)
anos; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV
(clique aqui)
11) Caracterizada a improbidade administrativa por dano ao erário, a devolução dos
valores é imperiosa e deve vir acompanhada de pelo menos uma das sanções legais que
visam a reprimir a conduta ímproba, pois o ressarcimento não constitui penalidade
propriamente dita, mas sim consequência imediata e necessária do prejuízo causado.III
- na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro)
vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o
poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro) anos; (Redação dada pela Lei nº
14.230, de 2021)
TJMT – AP - 0003405-11.2008.8.11.0025 (...) 3. O sistema da Improbidade
Administrativa adotou expressamente os princípios do Direito Administrativo
Sancionador, dentre eles o da legalidade, segurança jurídica e retroatividade da lei
benéfica. Assim, tratando-se de diploma legal mais favorável ao acusado, de rigor a
aplicação da Lei n° 14.230/2021, porquanto o princípio da retroatividade da lei penal
mais benéfica, insculpido no artigo 5°, XL, da Constituição da República, alcança as leis
que disciplinam o direito administrativo sancionador. 4. Os elementos de convicção
produzidos nos autos demonstram que o Apelante, na qualidade de Prefeito Municipal,
deliberadamente, indicou saldo em conta bancária inexistente, como manobra na
prestação de contas, para ocultar o descumprimento da regra estabelecida no artigo 42
da LRF, diante da existência de déficit decorrente de obrigações assumidas nos últimos
quadrimestres do respectivo mandato, sem disponibilidade financeira para tanto. 5. Com
relação à pena de suspensão dos direitos políticos, uma vez que houve a sua revogação
para a hipótese do artigo 11 da Lei n° 8.429/92, bem como considerando a
retroatividade da lei benéfica em se tratando de direito administrativo sancionador,
impõe-se o seu afastamento. (N.U 0003405-11.2008.8.11.0025, CÂMARAS ISOLADAS
CÍVEIS DE DIREITO PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Primeira Câmara de Direito
Público e Coletivo, Julgado em 08/03/2022, Publicado no DJE 14/03/2022. Acesse aqui
o inteiro teor.
TJMS - 0900014-08.2018.8.12.0037 - APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - SERVIDORES PÚBLICOS - CONTRATAÇÃO SEM
CONCURSO PÚBLICO - CRIAÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS QUE NÃO SE
DESTINAVAM ÀS FUNÇÕES DE DIREÇÃO, CHEFIA E ASSESSORAMENTO - VIOLAÇÃO AOS
DEVERES DE HONESTIDADE, IMPESSOALIDADE, LEGALIDADE E LEALDADE ÀS
INSTITUIÇÕES - MÁ-FÉ DO AGENTE - ATO ÍMPROBO CONFIGURADO - DOSIMETRIA -
APLICAÇÃO DA LEI 14.230/21 – RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENIGNA - RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. A nomeação de inúmeros servidores sem concurso público
para o exercício das mais variadas funções na Prefeitura de Douradina, mediante a
criação de cargos em comissão que flagrantemente não se destinavam às atribuições de
49
https://drive.google.com/open?id=1bKN-s0v1MlD_c_DUYrAj3Eb1OCKC-BU4&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/open?id=1aZGjjbAdaSrYDp-o1-yZB99vzozUuSEC&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
direção, chefia e assessoramento, é prática caracterizada como ato de improbidade,
expressamente vedada em nosso ordenamento jurídico, assim como contrária aos
princípios constitucionais básicos que regem o setor público, notadamente os princípios
da legalidade, impessoalidade e da moralidade administrativa, expressos no art. 37,
caput, da Constituição da República. As hipóteses de violação aos princípios da
administração pública previstas na Lei de Improbidade Administrativa dispensam prova
de prejuízo ao erário ou enriquecimento ilícito, bastando a demonstração do dolo, ainda
que genérico. Caracterização do ato de improbidade administrativa previsto no artigo 11,
da Lei 8.429/92, porquanto inquestionável a intenção fraudulenta. Na hipótese da
improbidade Administrativa, o princípio constitucional da retroatividade da lei mais
benéfica, caso da Lei nº 14.230/2021, deve ser aplicado ao campo administrativo e
judicialsancionador, cenário no qual se inserem atos ímprobos, justamente por que,
assim como a lei penal, a Lei de Improbidade também prevê em seu corpo estrutural um
coletivo de sanções e penalidades. Dessa forma, a retroatividade da lei mais benigna se
insere em princípio constitucional com aplicabilidade para todo o exercício do jus
puniendi estatal neste se inserindo a Lei de Improbidade Administrativa. Em relação à
multa e proibição de contratar com o Poder Público, mostra-se adequada e proporcional
as sanções aplicadas. No entanto, diante das considerações acerca da Lei n. 14.230/21,
deve ser excluída a sanção de "suspensão de direitos políticos por três anos", em razão
da retroatividade da lei mais benigna. Acesse aqui o inteiro teor.
III - na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e
quatro) vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar
com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta
ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro) anos; (Redação dada pela Lei nº
14.230, de 2021)
ADI 7236 – CONAMP Pendente de análise no STF quanto à Supressão de quantitativo
mínimo e imposição de limites máximos das sanções. Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
ADI 7156 O STF irá analisar em ADI o artigo 12, inciso III, entre outros dispositivos.
Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça
Última decisão proferida: não há. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156.
IV - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º. A sanção de perda da função pública, nas hipóteses dos incisos I e II
do caput deste artigo, atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e natureza que o
agente público ou político detinha com o poder público na época do cometimento da
infração, podendo o magistrado, na hipótese do inciso I do caput deste artigo, e em
caráter excepcional, estendê-la aos demais vínculos, consideradas as circunstâncias do
caso e a gravidade da infração. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7236 – CONAMP
Pendente de análise no STF
Confira o andamento - Clique aqui
50
https://drive.google.com/open?id=1a_xXBefiT1aV6rKAKt4cO17A2QCWu-cT&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
ADI 7156
Pendente de análise no STF
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
§ 2º. A multa pode ser aumentada até o dobro, se o juiz considerar que, em virtude da
situação econômica do réu, o valor calculado na forma dos incisos I, II e III
do caput deste artigo é ineficaz para reprovação e prevenção do ato de improbidade.
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º. Na responsabilização da pessoa jurídica, deverão ser considerados os efeitos
econômicos e sociais das sanções, de modo a viabilizar a manutenção de suas
atividades. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º. Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a
sanção de proibição de contratação com o poder público pode extrapolar o ente público
lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econômicos e sociais das
sanções, de forma a preservar a função social da pessoa jurídica, conforme disposto no §
3º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º. No caso de atos de menor ofensa aos bens jurídicos tutelados por esta Lei, a
sanção limitar-se-á à aplicação de multa, sem prejuízo do ressarcimento do dano e da
perda dos valores obtidos, quando for o caso, nos termos do caput deste
artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade
Administrativa IV (clique aqui)
10) Eventual ressarcimento ou restituição dos bens à administração pública não
afasta a prática de ato de improbidade administrativa, pois tal recomposição não
implica anistia ou exclusão deste ato.
§ 6º. Se ocorrer lesão ao patrimônio público, a reparação do dano a que se refere
esta Lei deverá deduzir o ressarcimento ocorrido nas instâncias criminal, civil e
administrativa que tiver por objeto os mesmos fatos. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
§ 7º. As sanções aplicadas a pessoas jurídicas com base nesta Lei e na Lei nº
12.846, de 1º de agosto de 2013, deverão observar o princípio constitucional
do non bis in idem. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 8º. A sanção de proibição de contratação com o poder público deverá constar
do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) de que trata
a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, observadas as limitações territoriais
51
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm
contidas em decisão judicial, conforme disposto no § 4º deste artigo. (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º. As sanções previstas neste artigo somente poderão ser executadas após o
trânsito em julgado da sentença condenatória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de
2021)
§ 10. Para efeitos de contagem do prazo da sanção de suspensão dos direitos
políticos, computar-se-á retroativamente o intervalo de tempo entre a decisão
colegiada e o trânsito em julgado da sentença condenatória. (Incluído pela Lei
nº 14.230, de 2021)
ADI 7236 – CONAMP
Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de
dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário.
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
Confira a íntegra da decisão liminar – Clique aqui
STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 188 – Improbidade Administrativa V
(clique aqui)
5) Incabível aplicar a pena de cassação de aposentadoria - não prevista no rol taxativo
do art. 12 da Lei 8.429/1992 - em processo judicial em que se apura a prática de atos
de improbidade administrativa, em virtude do princípio da legalidade estrita, que impede
o uso de interpretação extensiva no âmbito do direito sancionador.
6) Viola a coisa julgada a decisão que, em cumprimento de sentença de ação de
improbidade administrativa, determina conversão da pena de perda da função pública
em cassação de aposentadoria.
8) Por se tratar deinstâncias independentes, eventual sanção imposta a agente no
âmbito da Justiça Eleitoral não inviabiliza nova condenação, ainda que pelos mesmos
fatos, por violação da Lei de Improbidade Administrativa, pois não há falar em bis in
idem.
9) Não configura bis in idem a coexistência de acórdão condenatório do Tribunal de
Contas ao ressarcimento ao erário e de sentença condenatória em ação civil pública por
improbidade administrativa.
10) A aplicação da pena de suspensão dos direitos políticos por ato de improbidade
administrativa, prevista no art. 12 da Lei n. 8.429/1992, pode ser mitigada, hipótese em
que se deve considerar a gravidade do caso e não a função do acusado.
TJSP - ED nº 0000696-40.2014.8.26.0424/50000: Ementa: Embargos de
declaração. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade na conclusão do
acórdão. Descabimento. Caráter infringente. Situação fático-jurídica fora do alcance da
Lei Federal 14.230/21. Embargos rejeitados. (...) Ponho observação, ainda, sobre não
ocorrer retroação da Lei 14.230/21, que deu nova redação a diversos artigos da Lei
8.429/92, pois a conduta ímproba, indisputada, ocorreu quando ainda não vigente esse
novo dispositivo legal. Assim entendo por não se cuidar de nova lei a exigir pronta
aplicação, a não ser em seus dispositivos processuais, na forma do art. 14 do Código de
Processo Civil, enquanto o art. 5o, caput, XL, da Constituição Federal, e o § 4o do art. 1o
da Lei 8.429/92, com a nova redação, não cuidam da chamada novatio legis in mellius, a
52
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf
exigir pronta e imediata aplicação para situações ímprobas acontecidas antes dessa nova
circunstância legal (...). Acesse aqui inteiro teor
TJSP - Apelação Cível nº 1002216-54.8.26.0323: PROCESSO CIVIL - Entrada em
vigor da Lei nº 14.230/21 - Aplicação às ações em andamento - Inteligência de seu
artigo 1º, 8 4º - Direito Administrativo Sancionador. AÇÃO CIVIL PÚBLICA -
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA — Dispensa injustificada de licitação — Serviços de
publicidade — Descaracterização das hipóteses de dispensa ou inexigibilidade de licitação
Conduta dos réus que se enquadra como ato ímprobo, descrito no art. 11, caput, da Lei
nº 8.249/92 - Incidência das penalidades descritas pelo art. 12, III — Dosimetria da
pena a ser realizada com estrita observância do princípio da
razoabilidade/proporcionalidade - Necessidade de adequação das penalidades à nova
norma - R. Sentença reformada (Apelação Cível nº 1002216-54.2019.8.26.0323, Rel.
Des. Carlos Eduardo Pachi, 9ª Câmara de Direito Público - TJSP, 09/02/2022). Inteiro
teor não acessível.
CAPÍTULO IV
Da Declaração de Bens
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de
declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser
arquivada no serviço de pessoal competente. (Regulamento) (Regulamento)
§ 1°. A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações,
e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no
exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou
companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do
declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico.
§ 2º. A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente
público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função.
§ 3º. Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de
outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens,
dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa.
§ 4º. O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de bens
apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto
sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, com as necessárias atualizações, para
suprir a exigência contida no caput e no § 2° deste artigo .
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de
declaração de imposto de renda e proventos de qualquer natureza, que tenha sido
apresentada à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, a fim de ser arquivada no
serviço de pessoal competente.(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º. A declaração de bens a que se refere o caput deste artigo será atualizada
anualmente e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, do cargo,
do emprego ou da função. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
53
https://drive.google.com/file/d/1EA-L5et9xXiR85GkgXQBCnBluyfeXxEQ/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D978.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5483.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
§ 3º. Será apenado com a pena de demissão, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o
agente público que se recusar a prestar a declaração dos bens a que se refere
o caput deste artigo dentro do prazo determinado ou que prestar declaração
falsa. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO V
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa
competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática
de ato de improbidade.
§ 1º. A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a
qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação
das provas de que tenha conhecimento.
§ 2º. A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho
fundamentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo.
A rejeição não impede a representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta
lei.
§ 3º. Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata
apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, será processada na
forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e, em
se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos regulamentos disciplinares.
§ 3º. Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata
apuração dos fatos, observada a legislação que regula o processo administrativo
disciplinar aplicável ao agente. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal
ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a
prática de ato de improbidade.
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a
requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao
Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a
decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido
ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público.
§ 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts.
822 e 825 do Código de Processo Civil.
54
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8112cons.htm#art148
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art822
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art822
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art825
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens,
contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos
da lei e dos tratados internacionais.
Art. 16. Na ação por improbidade administrativa poderá ser formulado, em caráter
antecedente ou incidente, pedido de indisponibilidade de bens dos réus, a fim de
garantir a integral recomposição do erário ou do acréscimo patrimonial resultante de
enriquecimento ilícito. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III
(clique aqui)
10) No cumprimento de sentença proferida em ação de improbidade administrativa
podem ser adotadas subsidiariamente medidas executivas atípicas de cunho não
patrimonial, se houver indícios de que o devedor possui patrimônio expropriável e se a
decisão for fundamentada, observados os princípios do contraditório e da
proporcionalidade.
STJ. 1.851.850/TO,. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE.
INDISPONIBILIDADE DE BENS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A
Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1.366.721/BA,
DJe 19/09/2014, submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil/1973,
correspondente ao art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, assentou a orientação de que,
havendo indícios da prática de atos de improbidade, é possível o deferimento
da medida cautelar de indisponibilidade, sendo presumido o requisito do
periculum in mora. 2. No caso, o Tribunal de origem, soberano na análise das
circunstâncias fáticas da causa, reconheceu a necessidade de decretação de
indisponibilidade dos bens do agravante, sendo inviável a modificação de tal
entendimento, em sede de recurso especial, a teor da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de
simples reexame de prova não enseja recurso especial." 3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp n. 1.851.850/TO, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma,
julgado em 21/2/2022, DJe de 24/2/2022.). Acesse aqui o inteiro teor.
TJMG. EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO CIVIL DE REPARAÇÃO DE
DANO –ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – LIMINAR –
INDISPONIBILIDADE DE BENS – SUFICIÊNCIA DE INDÍCIOS DA PRÁTICA DE
ATO ÍMPROBO E DANO AO ERÁRIO – TRANSGRESSÃO AOS PRINCÍPIOS DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – CÂMARA MUNICIPAL DE LARANJAL – CONTRAÇÃO
DE ADVOGADO PARTICULAR – SERVIÇOS PRESTADOS EM FAVOR DA CASA
LEGISLATIVA – INOCORRÊNCIA – IRREGULARIDADES NA CONTRATAÇÃO –
ERIQUECIMENTO ILÍCITO – EVENTUAL DILAÇÃO DO PATRIMÔNIO – ART. 16 DA
LIA – REDAÇÃO CONFERIDA PELA LEI Nº 14.230/2021 – INAPLICABILIDADE
NO CASO CONCRETO – PREVALÊNCIA DO ENTENDIMENTO CONSOLIDADO DO
STJ – PRIMAZIA DO DIREITO FUNDAMENTAL À PROBIDADE E DO PRINCÍPIO
DA VEDAÇÃO AO RETROCESSO SOCIAL – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA –
RECURSO PROVIDO. 1. De acordo com o art. 37, §4° da CF/88, os atos de
improbidade administrativa importarão, dentre outras medidas, na
indisponibilidade dos bens e no ressarcimento ao erário. 2. Segundo
entendimento há muito consolidado pelo STJ, para a concessão da liminar de
indisponibilidade de bens, bastam indícios da prática do ato de improbidade e
de dano ao erário, sendo prescindível a dilapidação do patrimônio. 3.
Considerando que os elementos de prova evidenciam que, sem qualquer
procedimento prévio, a Câmara Municipal de Laranjal, representada pelo
Presidente, contratou advogado particular, para emitir parecer e prestar
assessoria jurídica, e que nenhum serviço foi prestado em favor da Casa
55
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf
https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=201903604903&dt_publicacao=24/02/2022
Legislativa, embora o valor contratual tenha sido pago, resultando em benefício
patrimonial vedado por lei em detrimento do erário, a indisponibilidade de bens
dos agravados é de rigor, a fim de assegurar o eventual e integral
ressarcimento, nos moldes da legislação de regência. 4. Tendo em vista que o
disposto no art. 16, §§3º e 4º, da Lei de Improbidade Administrativa, com a
redação conferida pela Lei nº 14.230/2021, contraria preceitos constitucionais,
causando prejuízo à persecução da reparação do dano oriundo de atos
ímprobos, há que ser afastada no caso concreto a exigência de prova de
dilapidação do patrimônio pelo demandado, em atenção ao entendimento
consolidado do STJ e ao direito fundamental à probidade e ao princípio da
vedação ao retrocesso social. 5. Cuidando-se de medida de natureza urgente, é
permitido ao julgador suspender a eficácia da norma no caso específico, diante
de eventual inconstitucionalidade, o que não configura ofensa à cláusula de
reserva de plenário estabelecida no art. 97 da CF/88. 6. Precedente do STF. 7.
Recurso provido. AGRAVO DE INSTRUMENTO-CV Nº 1.0000.21.197009-0/001 -
COMARCA DE MURIAÉ - AGRAVANTE(S): MINISTÉRIO PÚBLICO - MPMG -
AGRAVADO(A)(S): ANDRE LUIS BARBOSA DE CARVALHO, W ESLEY MORAES
BOTELHO EM CAUSA PRÓPRIA
TJGO 5623310-74.2020.8.09.0000 - EMENTA: JUÍZO DE RETRATAÇÃO. AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
INDISPONIBILIDADE DE BENS DECRETADA EM SEDE DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS
DA TUTELA. ADVENTO DA LEI FEDERAL Nº 14.230/2021. REFORMA SUBSTANTIVA DA
NORMATIVA ANTERIOR. ALTERAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DE MEDIDA
DEFERIDA. TEMA 1199 STF. APLICAÇÃO IMEDIATA. AUSÊNCIA DE PERICULUM IN MORA.
CADUCIDADE DA MEDIDA CAUTELAR. REFORMA DA DECISÃO. I ? Com o advento da Lei
federal nº 14.230/2021, de 25 de outubro de 2021, fato jurídico novo e superveniente à
interposição do presente agravo de instrumento, a indisponibilidade de bens passou a
ser tratada no artigo 16 da Lei federal nº 8.429/1992, sendo a abordagem, do ponto de
vista processual e material, mais ampla do que na redação original do artigo 7º. II ? Da
exegese do Tema 1199 do Supremo Tribunal Federal, em específico o ponto 3 da tese
firmada, depreende-se que o novo regime processual da Lei federal nº 14.230/2021
aplica-se aos atos de improbidade administrativa praticados antes de sua vigência, sem
condenação transitada em julgado cabendo ao juízo competente o exame do elemento
volitivo doloso por parte do agente, hipótese dos presentes autos. III ? Dentre as
principais inovações, aquela que mais impacta no presente caso é a necessidade da
prova do perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo (periculum
in mora), a somar-se da probabilidade da condenação (fumus boni iuris), após a oitiva
do réu em 5 (cinco) dias. Inteligência do §3º, do art. 16, da LIA. IV ? No presente caso,
tem-se por ausente o perigo de dano irreparável ou risco ao resultado útil do processo,
haja vista que inexistente qualquer prova de dilapidação do patrimônio por parte da
parte agravante. V ? Outrossim, o dispositivo que amparava a liminar de
indisponibilidade dos bens não mais encontra-se vigente, restando insofismávela
caducidade da medida deferida, o que impõe a reforma da decisão. JUÍZO POSITIVO DE
RETRATAÇÃO EXERCIDO. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E PROVIDO. Consulte
aqui o inteiro teor.
TJMG. 1.0000.21.242467-5/001. EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - PEDIDO LIMINAR - INDISPONIBILIDADE DE BENS -
REQUISITOS - ART. 14 DO CPC - NÃO DEMONSTRADO PERIGO DE DANO IRREPARÁVEL
OU RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO - MEDIDA DESCABIDA- RECURSO
PROVIDO. - As normas relativas à decretação de indisponibilidade de bens detêm
natureza processual, pelo que os requisitos exigidos pela modificação legislativa
promovida pela Lei n. 14.230/21 devem ser imediatamente aplicados aos processos em
curso (art. 14 do CPC). - Ausente a demonstração do perigo de dano ou do risco ao
resultado útil do processo, impõe-se a reforma da decisão que decreta a medida de
indisponibilidade. (TJMG. 1.0000.21.242467-5/001. Relator: Des.(a) Maurício Soares.
56
https://projudi.tjgo.jus.br/ConsultaJurisprudencia
Data do Julgamento: 21/10/2022. Data da Publicação: 21/10/2022). Acesse aqui o
inteiro teor.
TJSP. 2242472-66.2021.8.26.0000. AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA - Contratos administrativos - Fraude e dano ao erário - A
indisponibilidade de bens é medida de cunho conservativo, destinada a assegurar a
eficácia de eventual provimento condenatório nas hipóteses de enriquecimento ilícito ou
prejuízo ao erário - Subsistência do decreto de indisponibilidade dos bens, com a
necessária observância do artigo 16, parágrafo 5º da Lei 14.230/2021 - Decisão mantida
- Recurso desprovido, com observação. (TJSP. 2242472-66.2021.8.26.0000. 8ª Câmara
de Direito Público. 25 de abril de 2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPR.0062295-57.2020.8.16.0000. Ementa. Agravo De Instrumento. Ação Civil
Pública. Improbidade Administrativa. Indisponibilidade De Bens. (1)
Inconstitucionalidade Da Lei Nº 14.230/2021. Proteção Insuficiente Dos Direitos
Fundamentais À Probidade Administrativa E À Defesa Do Patrimônio Público. Nulificação
Do § 4º Do Artigo 37 Da Constituição Da República. (2) Irretroatividade Da Lei Nº
14.230/2021 Para Regular Situações Anteriores À Sua Vigência. Princípio Do Tempus
Regit Actum. Direito Adquirido, Ato Jurídico Perfeito E Coisa Julgada. Artigo 5º, Inciso
Xxxvi, Da Constituição Federal. Artigo 6º, Da Lei De Introdução Às Normas Do Direito
Brasileiro. Improbidade Administrativa Não Tem Caráter Criminal. Inaplicabilidade Da
Exceção Prevista No Inciso Xl Do Artigo 5º, Da Constituição Federal. (3) Normas Que
Disciplinam O Recebimento Da Petição Inicial São Processuais. Isolamento Dos Atos
Processuais. Aplicação Imediata Para Atos Futuros. Irretroatividade Para Atingir Atos
Processuais Já Praticados. Artigo 14, Do Código De Processo Civil. (4) Impossibilidade De
Aplicar As Normas Previstas Na Lei Nº 14.230/2021 No Caso Concreto. (5) Artigo 10, Do
Código De Processo Civil. Necessidade De Manifestação Das Partes Acerca Da Lei Nº
14.230/2021 E Sobre As Teses De Inconstitucionalidade Integral E Irretroatividade Total
Da Nova Lei. Conclusão. Conversão Do Julgamento Em Diligência Para Manifestação Das
Partes. Após Nova Vista A Esta Procuradoria De Justiça Para Pronunciamento. (TJPR. 5ª
Câmara Cível. Agravo De Instrumento. 0062295-57.2020.8.16.0000). Acesse aqui o
inteiro teor.
TJCE - Agravo de Instrumento nº 0629797-32.2020.8.06.0000: “1. As alterações
legislativas supervenientes promovidas pela Lei Federal no 14.230/2021 sobre
indisponibilidade de bens nas ações de improbidade administrativa são normas de
natureza processual (art. 14, do CPC). Todavia, a controvérsia atinente a sua
aplicabilidade imediata às situações em curso deve ser primeiramente submetida ao
juízo de origem, sob pena de supressão de instância. Precedente deste colegiado. (...)”
(Processo: 0629797-32.2020.8.06.0000 - Agravo de Instrumento, Rel. Desembargador
Washington Luis Bezerra de Araujo, da Terceira Câmara de Direito Público - TJCE).
Acesse aqui inteiro teor
TJSC - Nº 5006207-75.2020.8.24.0036/SC - “(...)Buscam as partes rés, ainda, a
aplicação das novas previsões da Lei n. 8.429/1992, introduzidas pela Lei n.
14.230/2021, para o fim de delimitar a abrangência da indisponibilidade de bens já
anteriormente deferida. Não obstante, pelas razões ora externadas, a referida medida
cautelar, de natureza processual, não merece absolutamente nenhum reparo, pois tanto
o pedido quanto a apreciação ocorreram antes da vigência da referida Lei, tendo em
vista que "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos
processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas
consolidadas sob a vigência da norma revogada" (artigo 14 do CPC). Acerca do valor da
indisponibilidade, o Juízo, desde sempre, considerou o valor global da medida (no caso
enriquecimento ilícito e multa, de até três vezes o valor do dano), distribuído entre os
réus, mas podendo ser suprido com o patrimônio de apenas um, quando existente
solidariedade, como no caso se evidencia, cuja restrição total é balizada pela monta
apontada pelo titular da ação (R$ 667.248,56). IV - Ante o exposto: Processo
5006207-75.2020.8.24.0036, Evento 150, DESPADEC1, Página 3 IV.a. Deverá ser
57
https://drive.google.com/open?id=1uGG8m-efp-pnCRSpZzbnCDNw1qXN5M5a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1dHfdW-ynBf29fNhdyS5WFAKedRSb3J6R&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1dFPBXZZ905Ek-Jr9-Cn0Mj92YAvF9E2C&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1DM7TQLI7-v3XPyCnwU3VNsrFxZehvylB/view?usp=sharing
aplicada ao caso concreto, no que tange às normas de ordem material, a redação da Lei
n. 8.429/1992 vigente à época da suposta prática do ato ímprobo; e IV.b. MANTENHO a
ordem de indisponibilidade de bens e ativos financeiros na forma da decisão do Evento
4. V - DECLARO encerrada a instrução processual. INTIMEM-SE as partes para, no prazo
sucessivo de 15 (quinze) dias, computado em dobro para o Ministério Público, querendo,
apresentarem alegações finais, consoante artigo 364, § 2º, do Código de Processo Civil,
a iniciar pela parte autora” Juíza de direito (CANDIDA INÊS ZOELLNER BRUGNOLI, Data
e Hora: 22/4/2022, às 18:36:51). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE.0001990-27.2021.8.17.9480. ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUPOSTA PRÁTICA DE ATOS ÍMPROBOS QUE
CAUSARAM DANO AO ERÁRIO. ARTIGO 10 DA LIA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE
INDISPONIBILIDADE PELO JUÍZO DE PISO. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. EXEGESE
DO ARTIGO 16, §3º, DA LEI N. 8.429/1992 QUANTO AO PERICULUM IN MORA EM
CONCRETO. TUTELA DE URGÊNCIA. ALTERAÇÃO PROMOVIDA PELA LEI FEDERAL N.º
14.230/2021. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE DILAPIDAÇÃO IMINENTE OU EFETIVA DO
PATRIMÔNIO. RECURSO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Há indícios de
cometimento de atos administrativos considerados ímprobos, vez que o Ministério
Público colacionou aos autos o Relatório de Auditoria realizado pelo Tribunal de Contas
Estadual (TCE-PE) concernente à prestação de constas da Prefeitura Municipal de
Panelas-PE, no qual os técnicos e auditores da Corte de Contas detectaram a prática das
irregularidades mencionadas durante a gestão exercida pelos Agravados. 2. Em que pese
o entendimento pacificado da Segunda Turma Câmara Regional e do Superior Tribunal de
Justiça quanto à natureza de tutela de evidência da medida de indisponibilidade de bens
em se de ação civil por ato de improbidade administrativa, após as modificações
realizadas pela Lei Federal n.º 14.230/2021, a dicção legal estabelecida pelo dispositivo
em análise remonta a uma medida judicial que depende de urgência, exigindo-se além
do fumus boni iuris (a emonstração daprobabilidade do direito), a comprovação de
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 3. Considerando tal quadro
normativo e, tendo em vista que o Recorrente não comprovou que o Agravado esteja se
desfazendo de seu patrimônio (efetiva ou iminentemente), nãohá como ser deferida, ao
menos no atual momento processual, a decretação de indisponibilidade de bens, nos
termos do artigo 16, §3º, da LIA. 4. Agravo de Instrumento a que se nega provimento, à
unanimidade. (TJPE.0001990-27.2021.8.17.9480. Segunda Turma da Câmara Regional
de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 11/04/2022 09:36). Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE.0002756-07.2017.8.17.9000. "(...) ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL. LEI
N.º 8.249/1992. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MUNICÍPIO DE SANTA CRUZ DO
CAPIBARIBE. PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO E ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. DISPENSA
DE LICITAÇÃO QUE, NA PRÁTICA, TERIA SIDO UM ARDIL COM O OBJETIVO EXCLUSIVO
DE OBTER CONTRATOS COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM PREÇOS SUPERIORES
AOS DE MERCADO, SEM QUE TENHA HAVIDO A DEVIDA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO
CONTRATADO. FORTES INDÍCIOS DE ATOS ÍMPROBOS. VERIFICAÇÃO. PRINCÍPIO DO IN
DUBIO PRO SOCIETATE. DECRETAÇÃO DE INDISPONIBILIDADE DOS BENS DO
RECORRENTE. REQUISITOS. PREENCHIDOS. EXEGESE DO ART. 7º DA LEI N.
8.429/1992, QUANTO AO PERICULUM IN MORA PRESUMIDO. RECOMPOSIÇÃO
COMPLETA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO, BEM COMO GARANTIA DE EVENTUAL MULTA
CIVIL. AUSÊNCIA DE DECISÃO EXTRA PETITA. JUÍZO NO EXERCÍCIO DO PODER GERAL
DE CAUTELA. NÃO ADSTRIÇÃO AO PLEITO DO PARQUET. RECURSO IMPROVIDO. À
UNANIMIDADE. (...) (TJPE.0002756-07.2017.8.17.9000. Segunda Turma da Câmara
Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 25/01/2022. 19:01.)
Acesse aqui o inteiro teor.
No mesmo sentido:
TJPE. 0000356-78.2021.8.17.9000. 2ª Câmara de Direito Público. Gabinete Des.
Paulo Romero de Sá Araújo, 25/02/2023. Acesse aqui inteiro teor.
58
https://drive.google.com/open?id=1bAe_giT0I-2CbBwDeIpI_pw8WmRBMzOP&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=12Q5ybqNfcZtXck1uABTLcIqWsTKa8cTk&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=18XRpy-gvr7PbBAUiHa3RrewXZYhEynLx&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1gea-21CRDHUyAboztu4dSsNPvtaEn9Cr/view?usp=share_link
TJCE. 0637661-87.2021.8.06.0000. DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
DECISÃO PROFERIDA ANTES DAS ALTERAÇÕES DA LEI Nº 8.429/92, PELA LEI Nº
14.230/2021. PRINCÍPIO DO TEMPUS REGIT ACTUM. ART. 14, CPC/15.
INDISPONIBILIDADE DE BENS. FORTES INDÍCIOS DE ATOS ÍMPROBOS. DECISÃO DE
ORIGEM DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ART. 489,§ 1º, IV, CPC/15. RECURSO
CONHECIDO E DESPROVIDO. DECISÃO MANTIDA. 1. Na origem, verifica-se que o
Ministério Público do Estado do Ceará interpôs em Ação Civil Pública, por ato de
Improbidade Administrativa, em virtude da Notícia de Fato nº 2019/598166, protocolada
na Promotoria de Paracuru-CE, apontando suspeita de fraude à Licitação nº
2303.01/2017. 2. De início, cumpre ressaltar, que a decisão ora agravada foi proferida
no dia 08/07/2019, ou seja, antes da entrada em vigor das alterações na Lei nº
8.429/92, pela Lei nº 14.230/2021, razão pela qual, pela incidência do princípio do
tempus regit actum (art. 14, CPC/15), são aplicáveis as nomas que estavam em vigor no
momento em que o decisum foi prolatado na instância a quo. 3. Observa-se que a
Magistrada, ao proferir a decisão, deferiu a indisponibilidade dos bens e ativos
financeiros dos réus, visto que, no seu entender, havia fortes indícios da prática de
improbidade administrativa, com dano ao erário no montante de R$ 145.030,94 (cento e
quarenta e cinco mil e trinta reais e noventa e quatro centavos). 4. Por tais razões,
embora não de forma individualizada com os atos de cada corréu, conforme
argumentação de defesa posta pelo agravante, a Magistrada motivou o seu
entendimento, atendendo o que preceitua o art. 489, § 1º, inciso IV, do CPC/15. 5.
Ademais, conforme entendimento adotado por esta Terceira Câmara de Direito Público, a
concessão do pedido de indisponibilidade não estava condicionada, até então, à
comprovação da efetiva dilapidação do patrimônio dos acusados, conforme atualmente
prevê a legislação, podendo alcançar os bens e ativos financeiros de forma solidária,
observando-se o valor total da lesão ao erário, como corretamente foi feito. 6. Recurso
conhecido e desprovido. Decisão a quo mantida. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos
esses autos, acorda a Terceira Câmara de Direito Público do Egrégio Tribunal de Justiça
do Ceará, por unanimidade, em CONHECER E NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, em
conformidade com o voto da Relatora. Presidente do Órgão Julgador MARIA VILAUBA
FAUSTO LOPES Desembargadora Relatora (Agravo de Instrumento -
0637661-87.2021.8.06.0000, Rel. Desembargador(a) MARIA VILAUBA FAUSTO LOPES,
3ª Câmara Direito Público, data do julgamento: 04/07/2022, data da publicação:
04/07/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0002282-60.2022.8.17.9000. 2ª Câmara de Direito Público. Gabinete Des.
Paulo Romero de Sá Araújo, 13/11/2023. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MUNICÍPIO DE CABO DE SANTO
AGOSTINHO. INDÍCIOS DA PRÁTICA DE GRAVES ATOS DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. “ESQUEMA DE RACHADINHA”. INDISPONIBILIDADE DE BENS.
CABIMENTO. CONTA POUPANÇA VALOR INFERIOR A 40 SALÁRIOS. VALORES ADVINDOS
DO CARGO COMISSIONADO UTILIZADO PARA COMETIMENTO DOS ATOS GRAVES.
INTEGRAL RESSARCIMENTO DO DANO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO PROVIDO.
DECISÃO UNÂNIME. Acesse aqui inteiro teor.
TJPE. 0016708-82.2019.8.17.9000. EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO
ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS E
ATIVOS. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PERIGO DE DANO. EXEGESE DO ART.
16 DA LEI N. 8.429/1992, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI N. 14.230/2021. NÃO
COMPROVAÇÃO. RECURSO PROVIDO. 1. Cuida-se de agravo de instrumento interposto
contra decisão proferida nos autos de ação de improbidade movida pelo Ministério
Público do Estado de Pernambuco que decretou, in limine litis, a indisponibilidade de
bens (ativos financeiros, automóveis e imóveis) mantidos em nome do agravante, até o
limite de R$ 93.540,72 (noventa e três mil e quinhentos e quarenta reais e setenta e
dois centavos). (...) 6. Com efeito, cabia ao MP demonstrar que o agravante estaria
dilapidando o seu patrimônio ou de que estaria na iminência de fazê-lo (prova do
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https://esaj.tjce.jus.br/cjsg/getArquivo.do?conversationId=&cdAcordao=3503087&cdForo=0&uuidCaptcha=sajcaptcha_bcefc5a8377049f8be0385d7610efbed&g-recaptcha-response=03ANYolquxORsYwrDW0oignX9SjTke1r4S6fffhr7RVyRoQ5y6It7ToE7z5ZsBUumowJz0eEQngdfu_4hGF4roiNq84Bgmr8RVUvfL4F0okXPCsNgdxZkbt6KcWaOxQiomImPS5F6l5R6yRSlxh8Sev8Ggf1UtpOBGAJDBm7yhJSjIBGQ9a4y1WoFBM3vLOnBErRdRy9W-TvQiwGWGqN6AfdaT4Oi1Evnr0N1TbtzOosLTp6zF-ye8gItjVaEZL78acd_lP4XyhSpHoANoJ-w0tDnu-N1aX0xsWgyheZq__eTj1NaiiNg7tZDv0kOp9ZCRfFg1qmrxam3sJpjNgb4ayz9vWPvE-nFD1ikfKZDKgdUdMS4YYoktW3KhtZvGwEGFUklkweALEza7laSsEjKjWQquT_OrIgiB_JXo8gV_r6qmU_U2MGlLDjFsTWa7mfOC1vfzIOrlfcn2Arrq-PpyrM0MLwWNDIdFAYjLPYMzq7WFHFmlSveUwDH1tmtSt1G1ApBs4kfabhyWw30hs4RkcqEHDUgKnipUVPrR1yYlupGtdg5Jh-yQIn03cDy19-WF-9jyEXfLhyb1Xwg4O95fHlcJcU1Yrj9xOw
https://drive.google.com/file/d/1lu6XDBKZEOIxLxf9a2elWUDr7BjiBQEs/view?usp=sharing
periculum in mora concreto), o que, entretanto, não ocorreu. 7. A própria Procuradoria
de Justiça, em seu parecer, reconhece essa circunstância, motivo pelo qual pugnou pelo
provimento do instrumental. 8. Agravo de Instrumento provido, à unanimidade, para
afastar a indisponibilidade de bens decretada em desfavor do agravante, o que tem o
efeito de liberar as constrições já realizadas no seu patrimônio, no âmbito do SISBAJUD
e do RENAJUD, isso a ser operacionalizado pelo Juízo de primeiro grau. (Agravo de
Instrumento. 2ª Câmara de Direito Público. Gabinete Des. Francisco José dos Anjos
Bandeira de Mello, 27/11/2023. Acesse aqui inteiro teor.
§ 1º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º-A. O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo
poderá ser formulado independentemente da representação de que trata o art. 7º desta
Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de2021)
§ 2º. Quando for o caso, o pedido de indisponibilidade de bens a que se refere
o caput deste artigo incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas
bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei
e dos tratados internacionais. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ-Jurisprudência em teses - Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III
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8) É possível a decretação de indisponibilidade de bens sobre ativos financeiros nas
ações de improbidade administrativa.
§ 3º. O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo
apenas será deferido mediante a demonstração no caso concreto de perigo de
dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, desde que o
juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos na
petição inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução, após a
oitiva do réu em 5 (cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7237 – ANPR
Pendente de análise no STF
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
ADI 7156
Pendente de análise no STF
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
STJ-Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV
(clique aqui)
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https://drive.google.com/file/d/14MDRRUr1YuFy-HrFf1ARqYMSBWa-gdJp/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950
https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
7) É desnecessária a individualização de bens sobre os quais se pretende fazer recair a
cautelar de indisponibilidade requerida pelo Ministério Público nas ações de improbidade
administrativa.
TJGO - AI nº 5362244-43.2021.8.09.0000: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
INDISPONIBILIDADE DE BENS DO AGRAVANTE DECRETADA. APLICAÇÃO IMEDIATA DA
LEI Nº. 14.230/21. NECESSÁRIA ADEQUAÇÃO. DECISÃO CASSADA. 1. Aplicam-se às
sanções pelos atos de improbidade administrativa as garantias inerentes ao chamado
“direito administrativo sancionador”, dentre as quais se destaca a da “retroatividade
mais benéfica” (inteligência do artigo 2º, § 4º, da Lei nº. 14.230/21, art. 5º, XL,CF/88 e
jurisprudência concernente). 2. A Lei 14.230/21, alterou as bases fundantes da Lei
8.429/92 com um novo sistema de responsabilização por atos de improbidade
administrativa exigindo consideração atenta acerca de textos do Código de Processo
Civil, tal como eram aplicados às ações de improbidade administrativa, antes da Lei
14.230/21 inclusive no tocante à determinação de indisponibilidade de bens do réu,
trazida a debate nesta instância recursal, que, antes, era considerada por parte da
jurisprudência como hipótese em que haveria periculum in mora implícito, revelando-se
necessária a cassação da decisão recorrida, com o retorno dos autos à origem para
adequação do feito à legislação em vigor. DECISÃO CASSADA DE OFÍCIO. AGRAVO DE
INSTRUMENTO PREJUDICADO (Relator Des. Marcus da Costa Ferreira, j. 11/11/2021).
Acesse aqui o inteiro teor
TJGO - AGRAVO DE INSTRUMENTO 5648645-95.2020.8.09.0000: “...O agravo de
instrumento é um recurso secundum eventum litis, motivo pelo qual o Tribunal de Justiça
deve limitar-se ao exame do acerto ou desacerto da decisão atacada. 2. Nos moldes do
entendimento consagrado na jurisprudência do STJ, a indisponibilidade de bens no bojo
de Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa é cabível à evidência de
fortes indícios da prática do ato ímprobo e do efetivo prejuízo ao erário, estando o
periculum in mora implícito no art. 16, § 3º, da Lei n. 8.429/92, alterado pela Lei nº
14.230/21. 3. Ausente a demonstração, nesse estágio inicial da demanda, da presença
dos mencionados elementos, não há como ser decretada a indisponibilidade pretendida,
resultando imperiosa a manutenção do decisum recorrido. 4. RECURSO DE AGRAVO DE
INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJ-GO 56486459520208090000, Relator:
CAMILA NINA ERBETTA NASCIMENTO - (DESEMBARGADOR), 3ª Câmara Cível, Data de
Publicação: 17/12/2021)” Acesse aqui o inteiro teor
TJPR - Agravo de Instrumento nº 0071406-31.2021.8.16.0000: Ementa: Decisão
monocrática. Agravo de instrumento. Ação Civil pública por improbidade administrativa.
Indisponibilidade de bens decretada em 2020. Indisponibilidade decretada com base na
anterior Redação da lei 8.429/1992. Princípio do “tempus regit Actum”. Aplicação do art.
14 do código de processo Civil. Pedido de reconsideração que não suspende ou
Interrompe prazo recursal.Recurso interposto Extemporaneamente. Recurso não
conhecido (Autos Nº. 0071406-31.2021.8.16.0000, Juiz Subst. 2o grau Marcelo Wallbach
Silva, 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, 29/11/2021). Acesse
aqui inteiro teor
TJPR - Processo nº 14547-84/2020: Decisão: 1. Rejeito o pedido de revisão da
decisão que decretou a indisponibilidade de bens (evento 314). A exigência de
demonstração do perigo da demora e a impossibilidade de inclusão do valor da multa
civil para quantificação da indisponibilidade, tal como previstas nos §§ 3o e 10 do art. 16
da Lei n. 8.429/1992 (alterada pela Lei n. 14.230/2021), constituem restrições ao poder
geral de cautela do órgão judicial. Trata-se, em outras palavras, de limitações
processuais quanto aos requisitos e extensão da tutela provisória, instituto regrado pelo
Direito Processual. Ora, as normas de natureza processual da Lei n. 14.230/2021,
embora incidam nos processos em andamento, devem respeitar os atos já concluídos
segundo a regime legal anterior: tempus regit actum. De fato, nos termos do art. 14 do
61
https://drive.google.com/open?id=1YexBO5iUMkFw3yebxW1LSfXuhhqFKu1P&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1Ym4T9UEsajEHwK7srinpESXOl29pevBK&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1FhQ4_YGb4sE8dmrvEP5mVaKEKjFnC7Ab/view?usp=sharing
CPC, uma vez perfeito e acabado determinado ato processual praticado sob a vigência de
uma lei, os requisitos de sua existência e validade, bem assim os seus efeitos, devem
por essa lei ser regulados. Como reverso da mesma medalha, uma segunda conclusão se
extrai do texto normativo: a de que, alterada que seja a legislação processual, a lei nova
apanhará apenas os atos que se praticarem após a sua entrada em vigor. Trata-se de
exigência do princípio da irretroatividade das leis, que se aplica a todos os domínios do
ordenamento jurídico (CF, art. 5o, XXXVI, da CF, c/c o art.6o da LINDB) (...). (Autos no
14547-84/2020, 1a VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE LONDRINA - PROJUDI, Juiz de
Direito Marcos José Vieira, 17/11/2021). Acesse aqui inteiro teor
TJMG - Agravo de Instrumento nº 1.0000.21.036131-7/002: ”2 - O Superior
Tribunal de Justiça, quando do julgamento do REsp no. 1.366.721/BA, submetido ao rito
do art. 543-C, CPC, firmou o entendimento no sentido de que o perigo de dano para a
decretação da cautelar de indisponibilidade de bens em ação civil pública pela prática de
ato de improbidade administrativa é presumido, não estando condicionado à
comprovação de que o requerido esteja dilapidando seu patrimônio ou na iminência de
tal atitude, bastando a existência de indícios daresultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 da LIA, não bastando a
voluntariedade do agente ou o mero exercício da função ou desempenho de
competências públicas. Ausência de prova de dolo do réu. Ação civil pública
improcedente. Sentença reformada. Recurso provido. (TJSP; Apelação Cível
1002823-02.2017.8.26.0238; Relator (a): Décio Notarangeli; Órgão Julgador: 9ª
Câmara de Direito Público; Foro de Ibiúna - 2ª Vara; Data do Julgamento: 23/03/2022;
Data de Registro: 23/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TRF 1 - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0004682-11.2016.4.01.3900: (...) 4. A ação é
proposta em face de fundação, entidade esta recebedora de subvenção, benefício ou
incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público, sujeita à prestação de contas, e,
também, contra o seu presidente, este último exercendo função pública por equiparação
legal, por possuir função na entidade demandada, o que lhes confere, portanto, a
credencial de sujeitos ativos do ato de improbidade. A corroborar tal entendimento, o
art. 1º, §§ 5º, 6º e 7º, assim como os arts. 2º e 3º, todos da Lei 14.230, de 25 de
outubro de 2021. (...) (Relator Des. Olindo Menezes, 9/11/2021). Acesse aqui o inteiro
teor
TJMT - 0001929-33.2011.8.11.0024. “(...)1. A Lei n° 14.230/2021, alterou diversos
dispositivos da Lei n° 8.429/92, passando a exigir o dolo específico para a configuração
dos atos de improbidade administrativa, além de modificar critérios de dosimetria da
pena e aspectos processuais. 2. O sistema da Improbidade Administrativa adotou
expressamente os princípios do Direito Administrativo Sancionador, dentre eles o da
legalidade, segurança jurídica e retroatividade da lei benéfica. Assim, tratando-se de
diploma legal mais favorável ao acusado, de rigor a aplicação da Lei n° 14.230/2021,
porquanto o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no artigo
5°, XL, da Constituição da República, alcança as leis que disciplinam o direito
administrativo sancionador. 3. Consoante nova redação do artigo 1°, § 3°, da Lei n°
8.429/92, o mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem
comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de
improbidade administrativa. 4. Não tendo sido demonstrado, no bojo da Ação Civil
Pública por ato de Improbidade Administrativa, quaisquer elementos que evidenciem a
existência de dolo, vontade livre e consciente do apelante de alcançar o resultado ilícito
tipificado nos artigos 10 e 11 da Lei n° 8.429/92, impõe-se a improcedência da
demanda. (N.U 0001929-33.2011.8.11.0024, CÂMARAS ISOLADAS CÍVEIS DE DIREITO
PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo,
Julgado em 08/03/2022, Publicado no DJE 16/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TJMT – AP - 0001927-66.2001.8.11.0007 – “(...) 4. Não tendo sido demonstrado, no
bojo da Ação Civil Pública por ato de Improbidade Administrativa, quaisquer elementos
que evidenciem a existência de dolo, vontade livre e consciente do Alcaide em alcançar o
resultado ilícito tipificado no artigo 11 da Lei n° 8.429/92, impõe-se a improcedência da
demanda. (N.U 0001927-66.2001.8.11.0007, CÂMARAS ISOLADAS CÍVEIS DE DIREITO
PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo,
Julgado em 22/02/2022, Publicado no DJE 03/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TJMG. RN 1.0151.15.002600-4/001. EMENTA: AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. EX-PREFEITO MUNICIPAL DE DELFINÓPOLIS.
CONVÊNIO JUNTO À SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS.
IRREGULARIDADES. OBJETO DO CONVÊNIO DEVIDAMENTE CUMPRIDO. DANO AO
ERÁRIO. DOLO. AUSÊNCIA. IMPROCEDÊNCIA. SENTENÇA CONFIRMADA. A configuração
de ato de improbidade administrativa não prescinde da prova do dolo do agente,
9
https://drive.google.com/open?id=1ab86GMg4SE1ImTOfZkL87anGK8etI49u&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1Y_ACDCN0FAfHbNpV9uHkokvigcqeBQJt&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1aZGjjbAdaSrYDp-o1-yZB99vzozUuSEC&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1aZg3yBjvRVv-bCTLGbMLrOFPu0P400hd&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
consoante prescreve o art. 1º, §1º, da Lei n. 8.429/1992, com redação dada pela Lei n.
14.230/2021.- Hipótese na qual, conquanto defeituosa a prestação de contas, à
evidência, o objeto do convênio foi cumprido e não houve prova mínima a evidenciar o
dolo do ex-chefe do Executivo do Município de Delfinópolis. Ação julgada improcedente.
Sentença confirmada, no reexame necessário. (TJMG - Remessa Necessária-Cv
1.0151.15.002600-4/001, Relator(a): Des.(a) Alberto Vilas Boas , 1ª CÂMARA CÍVEL,
julgamento em 16/03/0022, publicação da súmula em 16/03/2022). Inteiro teor não
disponível.
TJGO. 5487063-39.2018.8.09.0103." (...) 1. As demandas ajuizadas até a entrada
em vigor das modificações legislativas, trazidas pela Lei nº 14.230, de 26 de outubro de
2021, deverão ter a tipicidade dos ilícitos analisada com base na norma vigente ao
tempo de sua propositura, qual seja, a Lei nº 8.429/92, como na espécie. 2. Não há falar
em nulidade por ausência de citação no caso em apreço, pois, embora no mandado
conste “intimação” em vez de “citação”, inexiste prejuízo à defesa, porquanto o comando
judicial que determinou o ato citatório encontra-se transcrito integralmente no referido
mandado. 3. A ação civil pública é a via processual adequada para a proteção do
patrimônio, dos princípios constitucionais da Administração Pública e para a repressão de
atos de improbidade administrativa, ou simplesmente atos lesivos, ilegais ou imorais,
conforme expressa previsão no artigo 12, da Lei nº 8.429/92 (de acordo com o artigo
37, § 4º, da Constituição Federal) e no artigo 3º, da Lei Federal nº 7.347/85 (...)."
TJGO. 5487063-39.2018.8.09.0103. Desembargador JEOVÁ SARDINHA DE MORAES.
Goiânia, 15 de março de 2022. Acesse aqui o inteiro teor.
TJSP. 1054045-74.2020.8.26.0053. AÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA – Servidor efetivo que teve evolução patrimonial incompatível com os
vencimentos do cargo – Prescrição – Aplicação não retroativa da Lei nº 14.230/21 – Tese
fixada no julgamento do Tema nº 1.199 da Repercussão Geral – Contagem nos termos
do art. 23, II da Lei nº 8.429/92 em sua redação original, que remetia ao art. 142 da Lei
nº 8.112/90, inclusive quanto à possibilidade de interrupção do prazo prescricional em
caso de instauração de processo administrativo disciplinar – Precedentes – Prescrição
não caracterizada – Dever de apresentação de declaração de bens e valores que já era
previsto no art. 13 da Lei nº 8.429/92 em sua redação original – Alterações na redação
do art. 9º, VII da Lei nº 8.429/92 que não resultaram em alteração do tipo, mas em
esclarecimentos quanto à distribuição do ônus da prova – Laudo pericial judicial que
referendou as conclusões administrativas de que houve evolução patrimonial
incompatível com os vencimentos do cargo – Correção quanto ao valor dessa evolução –
Dolo direto/específico caracterizado – Termo inicial dos juros moratórios sobre a
condenação de ressarcimento ao Erário – Data de prática dos atos ilícitos – CC, art. 398
– Recurso do réu parcialmente provido, recurso da autora provido. (TJSP. Relator Luís
Francisco Aguilar Cortez. 1ª Câmara de Direito Público. 04/07/2023). Acesse aqui o
inteiro teor
§ 3º. O mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem
comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de
improbidade administrativa. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJSP - Apelação Cível nº 1000554-80.2019.8.26.0638: “(...) inocorrência de
superfaturamento ou de sobrepreço, o que afasta o alegado prejuízo ao Erário efetiva
execução das obrigações contratuais pela empresa-contratada singelas irregularidades
formais (ausência de parecer jurídico art.38, inciso VI, da LF nº 8.666/93) que não têm
o condão de evidenciar o dolo do agente público, assim considerada aprática de atos de improbidade
administrativa. 3 - Em outras palavras, a decretação de indisponibilidade de bens do
demandado em ação civil por ato de improbidade administrativa está jungida à presença
de fortes indícios da prática do ato ímprobo que cause dano ao erário, estando o perigo
de dano implícito no art. 7o da LIA. 4 – Consoante posicionamento pacífico do STJ, a
decretação de indisponibilidade de bens decorrente da prática de atos de improbidade
administrativa deve limitar-se a garantir as bases da futura sentença condenatória, não
se limitando à indisponibilidade de bens àqueles adquiridos após a prática do ato
ímprobo, com exclusão apenas dos bens impenhoráveis, salvo quando estes tenham
sido, comprovadamente, adquiridos também com o produto da atividade ímproba”
(Agravo de Instrumento-Cv No 1.0000.21.036131-7/002, 3a CÂMARA CÍVEL do Tribunal
de Justiça do Estado de Minas Gerais, Rel. DES. JAIR VARÃO, 03/02/2022). Acesse aqui
inteiro teor
TJGO - AI nº 5408089-82.2021.8.09.0005: “... 1. Aplicam-se às sanções pelos atos
de improbidade administrativa as garantias inerentes ao chamado “direito administrativo
sancionador”, dentre as quais se destaca a da “retroatividade mais benéfica”
(inteligência do artigo 2º, § 4º, da Lei nº. 14.230/21, art. 5º, XL,CF/88 e jurisprudência
concernente). 2. Diante das substanciais alterações trazidas pela Lei nº. 14.230/21,
inclusive no tocante à indisponibilidade de bens trazida a debate nesta instância recursal,
revela-se necessária a cassação da decisão recorrida, com o retorno dos autos à origem
para adequação do feito à legislação em vigor. DECISÃO CASSADA DE OFÍCIO. AGRAVO
DE INSTRUMENTO PREJUDICADO” (Relatora Juíza de Direito Substituta Camila Nina
Erbetta Nascimento, j. 11/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor
TJPR - 0014547-84.2020.8.16.0014: “1. Rejeito o pedido de revisão da decisão que
decretou a indisponibilidade de bens (evento 314). A exigência de demonstração do
perigo da demora e a impossibilidade de inclusão do valor da multa civil para
quantificação da indisponibilidade, tal como previstas nos §§ 3º e 10 do art. 16 da Lei n.
8.429/1992 (alterada pela Lei n. 14.230/2021), constituem restrições ao poder geral de
cautela do órgão judicial. Trata-se, em outras palavras, de limitações processuais quanto
aos requisitos e extensão da tutela provisória, instituto regrado pelo Direito Processual.
Ora, as normas de natureza processual da Lei n. 14.230/2021, embora incidam nos
processos em andamento, devem respeitar os atos já concluídos segundo o regime legal
anterior: tempus regit actum.” Acesse aqui o inteiro teor
TJMS - Ag Inst 1405881-31.2021.8.12.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO
CIVIL PÚBLICA – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – CAUTELAR DE INDISPONIBILIDADE
DOS BENS – AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES PARA DECRETAÇÃO DA
MEDIDA DE INDISPONIBILIDADE DE BENS – NOVA LEGISLAÇÃO – OBSERVÂNCIA –
PRELIMINAR DE IMPENHORABILIDADE – NÃO CONHECIMENTO – RECURSO PROVIDO. A
Lei 14.230, de 25/10/2021, alterou substancialmente a Lei 8429/92, que dispõe sobre as
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https://drive.google.com/file/d/1DBoTx9dDIDryy-HEiBugBbZVqzWrYKms/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1DaKFq-RVQhTzrF96n1vqzGAWOrR8_vxs/view?usp=sharing
https://drive.google.com/open?id=1YdsVbnN7dxPSnRkTKsaqDoUqC3lHjJis&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1vMnHDJeDhfWbQ0rXr2W9bkSDjFhyHXBh&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa. A nova
lei deixa explícito no art. 16, § 3º que para que seja decretada a medida de
indisponibilidade de bens deve haver a demonstração no caso concreto de perigo de
dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, desde que o juiz se convença
da probabilidade da ocorrência dos atos descritos na petição inicial com fundamento nos
respectivos elementos de instrução. Desta feita, é indispensável para que haja o
bloqueio de bens regulado pela Lei 8429/92 (LIA) a configuração não somente do fumus
boni iuris, mas também do periculum in mora. No presente caso, existem fortes indícios
da prática de ato de improbidade administrativa pelos agravantes, todavia não restou
comprovado o perigo concreto de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do
processo, a justificar a indisponibilidade de bens. A indisponibilidade deve recair sobre
valores que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao erário,
conforme disposto no artigo 16, § 10º, da Lei 8.429/92 (incluído pela Lei nº
14.230/2021), estando vedada a postulação de tutela provisória visando a
indisponibilizar bens para garantir eventual pagamento de multa civil. Inteiro teor não
disponível.
TJSP. Agravo de Instrumento 2217063-88.2021.8.26.0000: AGRAVO DE
INSTRUMENTO – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – INDISPONIBILIDADE DE BENS –
Decisão que deferiu a medida de indisponibilidade de bens – Controvérsia relativa à
apropriação de vantagem indevida, valendo-se a agravante dos cargos cumulados de
Diretora e Presidente da Associação de Pais e Mestres (APM) de Escola Municipal –
Medida cautelar, de natureza processual – Incidência imediata das alterações da Lei nº
8.429/1992, promovidas pela Lei nº 14.230/2021 – Necessidade de demonstração
concreta da imprescindibilidade da medida – Precedente desta C. Câmara – Decisão
revogada. Recurso provido. (TJSP; Agravo de Instrumento
2217063-88.2021.8.26.0000; Relator (a): Spoladore Dominguez; Órgão Julgador: 13ª
Câmara de Direito Público; Foro de Mogi das Cruzes - Vara da Fazenda Pública; Data do
Julgamento: 23/03/2022; Data de Registro: 23/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor
TJMS. 1400436-95.2022.8.12.0000: EMENTA – AGRAVO DE INSTRUMENTO –
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DECORRENTE DE CONDENAÇÃO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA
POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – PENHORA DE PERCENTUAL DA
REMUNERAÇÃO – POSSIBILIDADE – MITIGAÇÃO DO ARTIGO 833, IV, DO CPC EM
PONDERAÇÃO COM OUTRAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS – PRINCÍPIOS DA
EFETIVIDADE PROCESSUAL, DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO E IN DUBIO PRO
SOCIETATE – RECURSO CONHECIDO E PROVIDO, COM O PARECER. I) Não se afigura
justo ou equânime que a parte devedora, assim reconhecida por título judicial, como na
hipótese, esquive-se do pagamento da dívida, enquanto o percentual de 15% arbitrado
para penhora sobre sua remuneração não comprometa sua subsistência, evidenciando
margem interpretativa para mitigar a regra prevista no artigo 833, IV, da lei processual
civil II) Admissibilidade da mitigação da impenhorabilidade de salários e proventos de
modo proporcional e em observância ao princípio da execução de maneira menos
onerosa ao devedor, na medida em que o percentual é limitado a 15% dos rendimentos,
em consonância, ainda e principalmente, com o princípio da efetividade processual,
como vetor decorrente do próprio princípio da duração razoável do processo, insculpido
no artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal. III) No caso em apreço, deve-se destacar
a relevância da condenação por ato de improbidade administrativa. Analisando situação
análoga, o Superior Tribunal de Justiça já se posicionou pela possibilidade de penhora
dos proventos do executado, em razão dos princípios da efetividade do processo e do in
dubio pro societate. IV) Recurso conhecido e provido, com o parece. (TJMS.
1400436-95.2022.8.12.0000. 3ª Câmara Cível. Des. Dorival Renato Pavan. 22 de abril
de 2022). Acesse aqui o inteiro teor.
§ 4º. A indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu,
sempre que o contraditório prévio puder comprovadamente frustrar a efetividade da
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https://drive.google.com/open?id=1abPU_vE0AQaav-RrwEYWlBqfGXcGKu7q&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1bR4yZFUA6u23jXau117oDax8yn1H-MxE&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
medida ou houver outras circunstâncias que recomendem a proteção liminar, não
podendo a urgência ser presumida. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STF – ADI 7156
O STF irá analisar em ADI a expressão“não podendo a urgência ser presumida” do
artigo 16, § 4º, entre outros dispositivos.
Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça
Última decisão proferida: não há.
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
§ 5º. Se houver mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados
indisponíveis não poderá superar o montante indicado na petição inicial como dano ao
erário ou como enriquecimento ilícito. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 188 – Improbidade Administrativa V
(clique aqui)
4) Na hipótese de solidariedade entre os corréus na ação de improbidade administrativa,
o bloqueio do valor total determinado pelo juiz para assegurar o ressarcimento ao erário
poderá recair sobre o patrimônio de qualquer um deles, vedado o bloqueio do débito
total em relação a cada um dos coobrigados, tendo em vista a proibição do excesso na
cautela.
STJ - REsp nº 1.919.700/BA: ”(...) III. O acórdão recorrido está em conformidade
com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que possui precedentes no sentido
de que, "havendo solidariedade entre os corréus da ação até a instrução final do
processo, o valor a ser indisponibilizado para assegurar o ressarcimento ao erário deve
ser garantido por qualquer um deles, limitando-se a medida constritiva ao quantum
determinado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio corresponda ao débito total em
relação a cada um" (STJ, AgInt no REsp 1.899.388/MG, Rel. Ministra REGINA HELENA
COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 10/03/2021). Nesse sentido: STJ, AgInt no REsp
1.929.981/BA, Rel. Ministro MANOEL ERHARDT (Desembargador Federal convocado do
TRF/5ª Região), PRIMEIRA TURMA, DJe de 16/08/2021; AgInt no REsp 1.827.103/RJ,
Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 29/05/2020; REsp
1.728.658/MS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA PRIMEIRA TURMA, DJe de
11/12/2018; REsp 1.728.661/MS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA
TURMA, DJe de 11/12/2018; REsp 1.119.458/RO, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO,
PRIMEIRA TURMA, DJe de 29/04/2010. Em igual sentido, o art. 16, § 5º, da Lei
8.429/92, na redação da Lei 14.230, de 25/10/2021, estabelece que "se houver mais de
um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis não poderá superar o
montante indicado na petição inicial como dano ao erário ou como enriquecimento ilícito
(...)". Acesse aqui o inteiro teor
§ 6º. O valor da indisponibilidade considerará a estimativa de dano indicada na petição
inicial, permitida a sua substituição por caução idônea, por fiança bancária ou por
seguro-garantia judicial, a requerimento do réu, bem como a sua readequação durante a
instrução do processo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 7º. A indisponibilidade de bens de terceiro dependerá da demonstração da sua efetiva
concorrência para os atos ilícitos apurados ou, quando se tratar de pessoa jurídica, da
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf
https://drive.google.com/open?id=1Yf_ygy_xt2BEFtwNu-nxrAM-d1Eub4wE&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica, a ser processado
na forma da lei processual. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 8º. Aplica-se à indisponibilidade de bens regida por esta Lei, no que for cabível, o
regime da tutela provisória de urgência da Lei nº 13.105, de 16 de março de
2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º. Da decisão que deferir ou indeferir a medida relativa à indisponibilidade de bens
caberá agravo de instrumento, nos termos da Lei nº 13.105, de 16 de março de
2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10. A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem exclusivamente o integral
ressarcimento do dano ao erário, sem incidir sobre os valores a serem
eventualmente aplicados a título de multa civil ou sobre acréscimo patrimonial
decorrente de atividade lícita. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7237 – ANPR
Pendente de análise no STF
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
ADI 7156
Pendente de análise no STF.
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
TJSP - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2297512-67.2020.8.26.0000: Ementa:
RECURSO ESPECIAL. Juízo de retratação. Art. 1.036 e 1.040 do NCPC. Pretensão do
Ministério Público de incluir o valor da multa civil na medida de indisponibilidade de bens
decretada na ação de improbidade administrativa. Julgamento do REsp nº 1.862.792/PR,
Tema nº 1055, STJ, DJe 03.09.2021. Devolução dos autos à Turma Julgadora, para
eventual adequação. É possível a inclusão do valor de eventual multa civil na medida de
indisponibilidade de bens decretada na ação de improbidade administrativa, inclusive
naquelas demandas ajuizadas com esteio na alegada prática de conduta prevista no art.
11 da Lei 8.429/1992, tipificadora da ofensa aos princípios nucleares administrativos.
Contudo, o precedente não obriga a indisponibilidade sobre o valor da multa. Alterações
trazidas pela lei nº 14.230/21 que implicaram a superação do entendimento em
comento, por excluir expressamente a possibilidade da indisponibilidade de bens para
garantir o pagamento de multa civil. Acórdão mantido, com a devolução dos autos à
Presidência da Seção. (TJ-SP - AI: 22975126720208260000 SP
2297512-67.2020.8.26.0000, Relator: Claudio Augusto Pedrassi, Data de Julgamento:
14/12/2021, 2ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 14/12/2021). Acesse
aqui o inteiro teor
TJSP - Agravo de instrumento nº 2054263-16.2021.8.26.0000: Ementa: AGRAVO
DE INSTRUMENTO. Ação civil pública por improbidade administrativa. Indisponibilidade
dos bens. Decisão agravada que deferiu, em sede de cognição sumária, a
indisponibilidade de valores encontrados em conta corrente da agravante.
Indisponibilidade que extrapolou o valor do alegado dano ao erário e abrangeu a multa
civil postulada na petição inicial. Descabimento. Inteligência do art. 16, parágrafo 10, da
Lei 14.230/21. Seria cogente, ainda, diante do teor do art. 16, parágrafo 11, da mesma
lei, que estabelece ordem de prioridade de bens que devem ser atingidos pela
indisponibilidade, investigar a existência de bens indicados como prioritários pelo
legislador. Princípio In dubio pro societate que se aplica apenas ao recebimento da ação
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950
https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
https://drive.google.com/open?id=1YqH08rOY03AxRfXl0hRbCFjVmhKovgGR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
civil pública. Indispensável a demonstração de indícios mais concretos da prática de
improbidade administrativa para autorizar a indisponibilidade sumária de bens,
presumível, apenas, o risco ao resultado útil. Precedentes do c. STJ. Prestadora de
serviço público de saúde que, com a indisponibilidade de bens, terá inviabilizada a
atividade empresarial,intimamente ligada ao combate do coronavírus. Risco de dano
coletivo e irreparável que não recomenda a concessão da tutela de urgência. Inteligência
do artigo 300,§3º, do Código de Processo Civil. Decisão reformada. Recurso Provido
(Relator Des. José Eduardo Machado, j. 30/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor
TJSP - 2002326-98.2020.8.26.0000: AGRAVO DE INSTRUMENTO. READEQUAÇÃO.
REsp nº 1.862.792/PR, Tema nº 1055, STJ, DJe 03.09.2021. Desnecessidade. Inviável a
aplicação do precedente apontado, visto que a nova redação da Lei de Improbidade de
Administrativa afasta o valor da multa civil na indisponibilidade de bens, e esta deve
prevalecer. Artigo 16, §10 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei nº 14.230, de 2021.
Retratação descabida. Determinada a devolução à D. Presidência da Seção de Direito
Público. ACÓRDÃO MANTIDO. (TJSP; Agravo de Instrumento
2002326-98.2020.8.26.0000; Relator (a): Jarbas Gomes; Órgão Julgador: 11ª Câmara
de Direito Público; Foro Central - Fazenda Pública/Acidentes - 7ª Vara de Fazenda
Pública; Data do Julgamento: 25/03/2022; Data de Registro: 25/03/2022). Inteiro teor
não disponível.
§ 11. A ordem de indisponibilidade de bens deverá priorizar veículos de via terrestre,
bens imóveis, bens móveis em geral, semoventes, navios e aeronaves, ações e quotas
de sociedades simples e empresárias, pedras e metais preciosos e, apenas na
inexistência desses, o bloqueio de contas bancárias, de forma a garantir a subsistência
do acusado e a manutenção da atividade empresária ao longo do processo. (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 12. O juiz, ao apreciar o pedido de indisponibilidade de bens do réu a que se refere
o caput deste artigo, observará os efeitos práticos da decisão, vedada a adoção de
medida capaz de acarretar prejuízo à prestação de serviços públicos. (Incluído pela Lei
nº 14.230, de 2021)
TJSP - Agravo de instrumento nº 2112338-48.8.26.0000: Ementa: AGRAVO
INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS.
Decisão Que Deferiu, em parte, a medida de indisponibilidade de bens, com base,
apenas, no valor da multa civil Inexistência de alegação de superfaturamento,
sobrepreço, efetiva desnecessidade ou não prestação dos serviços contratados Simples
alegação de “dano presumido” Impossibilidade, nessas condições, do deferimento da
medida de indisponibilidade de bens. Precedentes desta C. Câmara Decisão revogada,
com aplicação do artigo 1.005, “caput”, do CPC. Recurso provido (Relator Des. Spoladore
Dominguez, j. 24/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor
§ 13. É vedada a decretação de indisponibilidade da quantia de até 40 (quarenta)
salários mínimos depositados em caderneta de poupança, em outras aplicações
financeiras ou em conta-corrente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV
(clique aqui)
8) A medida constritiva de indisponibilidade de bens não incide sobre valores inferiores a
40 salários mínimos depositados em caderneta de poupança, em aplicações financeiras
66
https://drive.google.com/open?id=1Ya4vunyclb8sLS2kMylbP6Ho8cAt_yfu&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/open?id=1YX8RYvvfJAdH0dABnTZ0HuHTLxNBrZfm&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
ou em conta-corrente, ressalvadas as hipóteses de comprovada má-fé, de abuso de
direito, de fraude ou de os valores serem produto da conduta ímproba.
9) Na ação de improbidade administrativa é cabível decretação de indisponibilidade de
bens sobre verbas provenientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS
quando o valor resgatado da conta vinculada passa a integrar o patrimônio do réu,
ressalvada proteção prevista no art. 833, X, do Código de Processo Civil.
TJDFT - AGRAVO DE INSTRUMENTO: 07397202920218070000: Ementa não
disponível. Inteiro teor a seguir. Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Gabinete do Des. Arnoldo Camanho de Assis
Número do processo: 0739720-29.2021.8.07.0000 Classe judicial: AGRAVO DE
INSTRUMENTO (202) AGRAVANTE: SIDNEY ALVES COSTA AGRAVADO: AGENCIA DE
PROMOCAO DE EXPORTACOES DO BRASIL - APEX-BRASIL D E C I S Ã O “Se, na época
do ajuizamento da ação ora objeto de discussão, em 24/02/2017 (ID nº 31371394, dos
autos de origem), a lei de improbidade administrativa atribuía à pessoa jurídica
interessada a legitimidade para ajuizar ação de improbidade administrativa, não se
mostra possível, em juízo prelibatório, reconhecer a ilegitimidade ativa da APEX e
extinguir o feito sem resolução do mérito. Embora seja de aplicabilidade imediata, a
regra prevista na atual redação do art. 17, caput, da LIA, em juízo prelibatório, não pode
retroagir para alcançar atos processuais já praticados e situações processuais já
consolidadas.” Por fim, a indisponibilidade de bens é medida de natureza cautelar,
adotada com o intuito de garantir o resultado útil do processo e, em princípio,
estritamente processual. Assim, a regra que afasta da sujeição à indisponibilidade de
bens os valores depositados em poupança ou outras espécies de aplicação financeira até
o limite de quarenta (40) salários-mínimos possui, aparentemente, índole
exclusivamente processual, não sendo possível, em primeira análise, aplicar
retroativamente a regra do art. 16, § 13, da LIA, introduzido pela Lei n.º 14.230/21,
para limitar ou afastar ordem de indisponibilidade que foi expedida pelo juízo a quo em
observância às regras de direito processual então vigentes. Isso é o quanto basta para
dar por ausente a probabilidade do direito alegado nas razões recursais. Dessa forma,
indefiro a antecipação de tutela recursal postulada. Comunique-se ao ilustrado juízo
singular. Intime-se a agravada para contrarrazões. Publique-se. Brasília, DF, em 20 de
dezembro de 2021 16:18:04. Desembargador ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS Relator
TJRS. Agravo de Instrumento, Nº 52136154620218217000. Ementa: AGRAVO DE
INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CAUTELAR DE INDISPONIBILIDADE
DE BENS. LEI 14.230/21. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. AMPLIAÇÃO DA
ESFERA DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS DO ACUSADO.
PROTEÇÃO DA QUANTIA DE ATÉ 40 (QUARENTA) SALÁRIOS MÍNIMOS DEPOSITADOS EM
CONTAS E APLICAÇÕES FINANCEIRAS. - A 1ª Turma do STJ decidiu que “o princípio da
retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no art. 5º, XL, da Constituição da
República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador” (STJ,
RMS 37.031/SP, Rel(a). Min(a) Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 20/02/2018). -
A possibilidade da retroatividade da norma mais benéfica no âmbito da improbidade
administrativa é reforçada pelo art. 1º, § 4º, da Lei de Improbidade Administrativa,
inserido pela Lei 14.230/2021, que determina a aplicação dos princípios constitucionais
do Direito Administrativo Sancionador ao sistema da improbidade, bem como pelo art.
17-D, caput, também incluído pela Lei nº 14.230/2021, o qual dispõe ser a ação por
improbidade administrativa "repressiva, de caráter sancionatório, destinada à aplicação
de sanções de caráter pessoal previstas nesta Lei, e não constitui ação civil (...)". - Na
hipótese, foi realizado bloqueio pelo Sistema SISBAJUD em 28/09/2021, no valor de R$
1.116,64 (um mil cento e dezesseis reais e sessenta e quatro centavos), quantia que,
embora pudesse ser considerada como "sobra" do mês, é inferior a 40 (quarenta) salário
mínimos, devendo ser desbloqueada, nos termos do art. 16, § 13, da Lei 8.429/92.
AGRAVOPROVIDO. (Agravo de Instrumento, Nº 52136154620218217000, Vigésima
Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marilene Bonzanini, Julgado
em: 09-12-2021).
67
§ 14. É vedada a decretação de indisponibilidade do bem de família do réu, salvo se
comprovado que o imóvel seja fruto de vantagem patrimonial indevida, conforme
descrito no art. 9º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público
ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida
cautelar.
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o
caput. (Revogado pela Medida provisória nº 703, de 2015) (Vigência encerrada)
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput.
§ 1º As ações de que trata este artigo admitem a celebração de acordo de não
persecução cível, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à
complementação do ressarcimento do patrimônio público.
§ 3º No caso da ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, a pessoa jurídica
interessada integrará a lide na qualidade de litisconsorte, devendo suprir as omissões e
falhas da inicial e apresentar ou indicar os meios de prova de que disponha.
§ 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no
que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de
1965. (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.337, de 1996) (Redação dada pela
Medida Provisória nº 1.472-31, de 1996)
§ 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no
que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de
1965. (Redação dada pela Lei nº 9.366, de 1996)
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará
obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade.
§ 5o A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações
posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo
objeto. (Incluído pela Medida provisória nº 1.984-16, de 2000) (Incluído pela Medida
provisória nº 2.180-35, de 2001)
§ 6o A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios
suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da
impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a legislação
vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18 do Código de Processo
Civil. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº
2.225-45, de 2001)
§ 7o Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação
do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com
68
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Mpv/mpv703.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Congresso/adc-027-mpv703.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4717.htm#art6%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/1996-2000/1337.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/1472-31.htm#art11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/1472-31.htm#art11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4717.htm#art6%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9366.htm#art11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/1984-16.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2180-35.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2180-35.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias. (Vide Medida Provisória nº
2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001)
§ 8o Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão fundamentada,
rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência
da ação ou da inadequação da via eleita. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de
2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001)
§ 9o Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação. (Vide
Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45,
de 2001)
§ 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento. (Vide
Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45,
de 2001)
Art. 17. A ação para a aplicação das sanções de que trata esta Lei será proposta pelo
Ministério Público e seguirá o procedimento comum previsto na Lei nº 13.105, de 16
de março de 2015 (Código de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei. (Redação dada
pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7043)
STF - ADIs 7042 E 7043
O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação
direta para:
(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§
6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei
8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência
de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas
jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa
e para a celebração de acordos de não persecução civil;
(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da
Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe
"obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da
Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da
assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia;
(c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei
14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021.
Acesse aqui o inteiro teor.
TJDFT-AGRAVO DE INSTRUMENTO: 07397202920218070000: Ementa e inteiro
teor não disponíveis. Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Gabinete do Des. Arnoldo Camanho de Assis Número do
processo: 0739720-29.2021.8.07.0000 Classe judicial: AGRAVO DE INSTRUMENTO
(202) AGRAVANTE: SIDNEY ALVES COSTA AGRAVADO: AGENCIA DE PROMOCAO DE
EXPORTACOES DO BRASIL - APEX-BRASIL D E C I S Ã O “Se, na época do ajuizamento
da ação ora objeto de discussão, em 24/02/2017 (ID nº 31371394, dos autos de
origem), a lei de improbidade administrativa atribuía à pessoa jurídica interessada a
legitimidade para ajuizar ação de improbidade administrativa, não se mostra possível,
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
em juízo prelibatório, reconhecer a ilegitimidade ativa da APEX e extinguir o feito sem
resolução do mérito. Embora seja de aplicabilidade imediata, a regra prevista na atual
redação do art. 17, caput, da LIA, em juízo prelibatório, não pode retroagir para alcançar
atos processuais já praticados e situações processuais já consolidadas.” Brasília, DF, em
20 de dezembro de 2021 16:18:04. Desembargador ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS
Relator
§ 1º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º-A. A ação a que se refere o caput deste artigo deverá ser proposta perante o foro
do local onde ocorrer o dano ou da pessoa jurídica prejudicada. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
§ 5º. A propositura da ação a que se refere o caput deste artigo prevenirá a
competência do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a
mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ – Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV
(clique aqui)
1) Nas ações de improbidade administrativa, a competência cível da Justiça Federal é
definida em razão da presença das pessoas jurídicas de direito público na relação
processual e não em razão da natureza da verba em discussão, afasta-se, assim, a
incidência das Súmulas n. 208 e 209 do Superior Tribunal de Justiça, por versarem sobre
a fixação de competência em matéria penal.
§ 6º. A petição inicial observará o seguinte: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - deverá individualizar a conduta do réu e apontar os elementos probatórios mínimos
que demonstrem a ocorrência das hipóteses dos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei e de sua
autoria, salvo impossibilidade devidamente fundamentada; (Incluído pela Lei nº 14.230,
de 2021)
TJPE. 0003974-94.2022.8.17.9000. “DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECEBIMENTO DA INICIAL DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DECISÃO PROFERIDA ANTES DA ENTRADA EM VIGOR
DA LEI 14.230/2021. AUSÊNCIA DE NULIDADE QUANTO À FUNDAMENTAÇÃO DA
DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO PROVIDO. (...) 11. Inicialmente, no que diz
respeito à petição inicial da improbidade administrativa, com o advento da nova lei,
passou-se a exigir a individualização das condutas na petição inicial (17, §6º, I, da Lei
nº 14.230/2021), com vistas à possibilidade de exercício do contraditório por parte do
réu. 12. A necessidade de individualização da conduta do réu, desde a inicial, repercutiu,
também, quanto à decisão que recebe a inicial de improbidade, a qual deverá ser
devidamente fundamentada, nos termos do art.17, §6º, da nova lei. 13. No entanto, é
certo que a nova lei ingressou no ordenamento jurídico em 25 de outubro de 2021, e a
questão relativa a retroatividade (ou não) da nova lei de improbidade administrativa foi
enfrentada pelo STF nos autos do ARE 843.989, onde estou proferido o entendimento no
sentido de que a nova lei de improbidade administrativa não deve retroagir para os
casos em que já existe uma condenação, excetuando-se apenas os casos onde as ações
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
em curso que discutem a modalidade culposa, extinta com o advento da nova lei. 14.
Nestes casos, o entendimento que fixado é o de que a nova lei somente se aplica a atos
culposos praticados na vigência da norma anterior se a ação ainda não tiver decisão
definitiva. (...) 20. Desse modo, no presente caso, a decisão agravada, com fundamento
no “in dubio pro societate”, bem como no art.17, §8º, da Lei 8429/92, não padece de
nenhuma nulidade, sobretudo se considerado que, no curso da ação, o réu terá todos os
meios em direito admissíveis para fazer prova contrária às alegações da inicial,
exercendo o direito ao contraditório e à ampla defesa em sua plenitude.” (TJPE, 2ª
Câmara de Direito Público, Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães, 27/02/2023).
Acesse aqui inteiro teor.
TJPE. 0017820-81.2022.8.17.9000. “EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO
POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL.
REGIME PRESCRICIONAL DA LEI FEDERAL No 14.230/2021 IRRETROATIVIDADE. STF,
TEMA No 1.199 DE REPERCUSSÃO GERAL. PRESENÇA DE INDÍCIOS DA PRÁTICA DE ATO
DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE NULIDADE QUANTO À
FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO PROVIDO. UNÂNIME.
(...) 4. O Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado o entendimento de que, “nos
termos do art. 17, § 8º, da Lei n. 8.429/1992, a ação de improbidade administrativa só
deve ser rejeitada de plano se o órgão julgador se convencer da inexistência do ato de
improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita, de tal sorte que
a presença de indícios da prática de atos ímprobos é suficiente ao recebimento e
processamento da ação, uma vez que, nesta fase, impera o princípio do in dubio pro
societate” (STJ - AgRg no AREsp 612.342/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, 2a Turma,
julgado em 05/03/2015, DJe de 11/03/2015, destaquei em negrito). 5. Não estando
configurada nenhuma das situações descritas no precedente acima citado, deve a ação
ser recebida e processada, sendo certo que o exame dos demais aspectos das condutas
consideradas ímprobas (inclusive no tocante ao elemento volitivo/subjetivo dos agentes
e às repercussões dos atos que lhes são atribuídos) demanda o aprofundamento no
mérito da causa (salvaguardados o contraditório e a ampla defesa), atividade cognitiva
própria do Juízo de primeiro grau. 6. Agravo de Instrumento não provido. Decisão
unânime” (TJPE, 4ª Câmara de Direito Público, Gabinete do Des. JOSUÉ ANTÔNIO
FONSECA DE SENA, 29/12/2023). Acesse aqui inteiro teor.
II - será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da
veracidade dos fatos e do dolo imputado ou com razões fundamentadas da
impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a legislação
vigente, inclusive as disposições constantes dos arts. 77 e 80 da Lei nº 13.105, de 16 de
março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ. EDcl no AgInt no AREsp n. 1.815.871/CE. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA.
REDISCUSSÃO DA MATÉRIA DE MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Hipótese em que o
acórdão embargado concluiu: a) nos termos do entendimento consolidada no STJ,
havendo indícios da prática de ato de improbidade administrativa,por força do princípio
in dubio pro societate, a ação deve ter seu regular processamento, para que se dê
oportunidade às partes de produção das provas necessárias, a fim de permitir juízo
conclusivo acerca das condutas narradas, inclusive sobre a presença do elemento
subjetivo; b) segundo a jurisprudência do STJ, "somente após a regular instrução
processual é que se poderá concluir pela existência, ou não, de: (I) enriquecimento
ilícito; (II) eventual dano ou prejuízo a ser reparado e a delimitação do respectivo
montante; (III) efetiva lesão a princípios da Administração Pública; e (IV) configuração
de elemento subjetivo apto a caracterizar o noticiado ato ímprobo" AgRg no AREsp
400.779/ES, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. p/ acórdão Min. Sérgio Kukina,
71
https://drive.google.com/file/d/1jpXz4YLa1hy_21DTBI0tvQOnbixIjXt8/view?usp=share_link
https://drive.google.com/file/d/1eyXn4rmuVPFNCwMxO92U2POJd7E7VrFQ/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art80
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art80
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
Primeira Turma, DJe 17/12/2014; c) a improcedência das imputações de improbidade
administrativa, em juízo de admissibilidade da acusação, constitui juízo que não pode ser
antecipado à instrução do processo, mostrando-se necessário o prosseguimento da
demanda, de modo a viabilizar a produção probatória, indispensável ao convencimento
do julgador, sob pena, inclusive, de cercear o jus accusationis do Estado; e, d) o Tribunal
a quo decidiu de acordo com a jurisprudência do STJ, de modo que se aplica à espécie o
enunciado da Súmula 83/STJ: "Não se conhece do recurso especial pela divergência,
quando a orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". 2. A
solução integral da controvérsia, com motivação suficiente, não caracteriza violação ao
art. 1.022 do CPC/2015. 3. Os Embargos Declaratórios não constituem instrumento
adequado para a rediscussão da matéria de mérito. 4. Embargos de Declaração
rejeitados. (EDcl no AgInt no AREsp n. 1.815.871/CE, relator Ministro Herman Benjamin,
Segunda Turma, julgado em 9/11/2021, DJe de 10/12/2021.) Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0012831-71.2018.8.17.9000. “ (...) 5. Quanto ao recebimento da petição
inicial, anotou-se que essa medida restou embasada em indício suficiente da prática de
ato(s) de improbidade, apurado em sede de inquérito civil, embora essa qualificação
possa ser afastada ou confirmada ao longo da instrução processual. 6. Deveras,
consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, na fase inicial (antes)
prevista no art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da Lei 8.429/92 (redação original) – fase a que se
insurge o agravante, no bojo do agravo de instrumento subjacente –, vigorava o
princípio do in dubio pro societate, bastando a existência de meros indícios de
cometimento de atos enquadrados na LIA, para ensejar o recebimento da petição inicial.
7. De fato, como salientou o embargante, não houve referência à nova redação do art.
17, §§ 6º e 6º-B, da LIA, conferida pela Lei Federal nº 14.230/21. 8. Entretanto, é certo
que a petição inicial da demanda e o próprio agravo de instrumento foram distribuídos
antes da reforma operada pelo referido diploma legal, motivo pelo qual este Colegiado
não poderia ter exigido, de imediato, à luz do princípio do tempus regit actum, novos
requisitos estabelecidos pelo legislador. 9. Com efeito, considerando que o processo
ainda tramita no primeiro grau de jurisdição, caberá ao magistrado, caso entenda
possível e necessário, abrir prazo para que o Parquet adeque a petição inicial em relação
ao embargante, assegurando-lhe sempre o direito ao contraditório e à ampla defesa.”
(TJPE, 2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. Francisco Bandeira de Mello, 5/12/2022).
Acesse aqui inteiro teor.
TJPE- Apelação nº 0002737-89.2020.8.17.2470: “(...) Contudo, fica evidenciado
nos autos que a razão pela qual o réu não renovou a permuta da servidora foi política,
resultando em evidente ato de perseguição, violando o princípio da impessoalidade
administrativa” (ID n. 16209720, fl. 02). 8. Como é cediço, o recebimento da inicial da
ação civil de improbidade administrativa exige simplesmente a presença de indícios de
autoria e materialidade do ato ímprobo, pois no estágio preambular da ação vigora o
princípio in dubio pro societate, v. art. 17, § 6º, da Lei n. 8.429/1992 - LIA. Precedente:
STJ - AgInt no AREsp 1546872/MS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 31/05/2021, DJe 11/06/2021. No mesmo sentido: STJ - AgInt no REsp
1591139/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Rel. p/ Acórdão Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 03/12/2020, DJe 18/12/2020. 9.
Nesta vereda, considerando os posicionamentos externados pelo Prefeito/recorrido, ora
investigado, afirmando – prévia e deliberadamente - que a renovação da cessão da
servidora seria indeferida tão somente por ser ela uma “inimiga” da nova gestão, a 1ª
Câmara de Direito Público entendeu presentes – nesse primeiro momento – os indícios
de autoria e materialidade de ato ímprobo, uma vez que o ato administrativo teria sido
praticado com desvio de finalidade, com malferimento dos princípios da legalidade,
moralidade e impessoalidade. 10. Apelação Cível PROVIDA, para - REFORMANDO A
SENTENÇA DE PISO - RECEBER A EXORDIAL da Ação Civil Pública de Improbidade,
determinando o prosseguimento do feito em seus ulteriores termos, assegurando-se a
investigação vertical sobre os fatos articulados na peça vestibular. Decisão unânime
(Relator Des. Jorge Américo, 10/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor
72
https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202100016587&dt_publicacao=10/12/2021
https://drive.google.com/file/d/1dQQqtU1HRoeRheBHzjMOdFZb0hLv8uO2/view?usp=share_link
https://drive.google.com/open?id=1Ycl8df-jBoe08KExjTJnvAwbojdJmzu9&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
TJPE. 0006053-46.2022.8.17.9000. "(...) De plano, cumpre destacar que o presente
recurso encontra óbice ao seu conhecimento, pois, pelo que se depreende do teor do
pronunciamento ora atacado, o provimento judicial se trata de mero despacho,
desprovido de Conteúdo decisório. Veja-se que o magistrado de piso apenas determinou
a emenda à inicial para adequação às modificações realizadas na Lei de Improbidade
Administrativa pela recente Lei nº 14.230/2021. O pronunciamento judicial que
determina a emenda da petição inicial, por não solucionar qualquer controvérsia, não
contém cunho decisório, caracterizando-se como despacho de mero expediente, o qual
não desafia interposição de recursos, nos termos do art. 1.001 do CPC. (...)" (TJPE.
0006053-46.2022.8.17.9000. 4ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des.
André Oliveira da Silva Guimarães. 04/05/2022 16:22). Acesse aqui o inteiro teor
TJSC - AGRAVO DE INSTRUMENTO - 5044331-07.2021.8.24.0000. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DISPENSA DE LICITAÇÃO PARA
A CONTRATAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS POR TEMPO
DETERMINADO. INDÍCIOS SUFICIENTES DA PRÁTICA DE ATO ÍMPROBO PARA O
PROCESSAMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM RELAÇÃO À PARTE AGRAVANTE.
RECEBIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL EM 13.07.2021 COM BASE NA REDAÇÃO DA ÉPOCA
DO ART. 17 E SEUS §§6º E 8º DA LEI FEDERAL N. 8.429/92. INICIAL QUE SÓ PODERIA
SER REJEITADA SE DEMONSTRADA DE PLANO A INEXISTÊNCIA DO ATO DE
IMPROBIDADE, A IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO OU A INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA.
HIPÓTESES AFASTADAS. MATÉRIA PROCESSUAL. DIREITO INTERTEMPORAL.
INAPLICABILIDADE DAS NOVAS REGRAS DA LEI FEDERAL N. 14.230, DE 25.10.2021 AO
CASO. TEORIA DO ISOLAMENTO DOS ATOS PROCESSUAIS. MANUTENÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA. RECURSO DESPROVIDO. A decisão que analisa o recebimento da exordial da
ação de improbidade administrativa é baseada em um juízo de cognição sumária, sendo
que no decorrer da ação é que se estabeleceráo contraditório e se resguardará a ampla
defesa, em que as partes terão a oportunidade de produzir todas as provas suficientes à
comprovação das respectivas alegações. "Ao aludir o § 8º à 'rejeição da ação' pelo juiz
quando convencido da 'inexistência do ato de improbidade', instituiu-se hipótese de
julgamento antecipado da lide (julgamento de mérito), o que, a nosso juízo, até pelas
razões acima expostas, só deve ocorrer quando cabalmente demonstrada, pela resposta
do notificado, a inexistência do fato ou a sua não concorrência para o dano ao
patrimônio público. Do contrário, se terá por ferido o direito à prova do alegado no curso
do processo (art. 5º, LV), esvaziando-se, no plano fático, o direito constitucional de ação
(art. 5º, XXXV) e impondo-se absolvição liminar sem processo" (GARCIA, Emerson;
ALVES, Rogério Pacheco. Improbidade Administrativa. 7. ed. rev. ampl. e atual. São
Paulo: Saraiva, 2013, p. 961 - Comentários anteriores à Lei n. 14.230/2021). "Nos
termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, 'somente após a regular
instrução processual é que se poderá concluir pela existência, ou não, de: (I)
enriquecimento ilícito; (II) eventual dano ou prejuízo a ser reparado e a delimitação do
respectivo montante; (III) efetiva lesão a princípios da Administração Pública; e (IV)
configuração de elemento subjetivo apto a caracterizar o noticiado ato ímprobo' (STJ,
AgRg no AREsp 400.779/ES, Rel. p/ acórdão Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA
TURMA, DJe de 17/12/2014)." (STJ, AgInt no AREsp 957.237/RJ, Relª. Ministra Assusete
Magalhães, DJe de 15.12.2016). O recebimento da petição inicial em ação de
improbidade administrativa é matéria meramente processual, devendo submeter-se, no
caso de direito intertemporal em face da superveniência da Lei n. 14.230, de
25.10.2021, à lei da época, em face da teoria do isolamento dos atos processuais
aplicável ao caso. "Na forma da jurisprudência, 'tanto o CPC/1973 (art. 1.211) quanto o
CPC/2015 (art. 1.046, 'caput') adotaram, com fundamento no princípio geral do 'tempus
regit actum', a chamada 'teoria do isolamento dos atos processuais' como critério de
orientação de direito intertemporal, de maneira que nada obstante a lei processual nova
incida sobre os feitos ainda em curso, não poderá retroagir para alcançar os atos
processuais praticados sob a égide do regime anterior, mas apenas sobre aqueles que
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https://drive.google.com/open?id=1bJGC0Wej6DGYo-IfmtaTbCQIIjWPl2jB&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
daí em diante advierem. Nesse sentido, a definição sobre qual regime jurídico será
aplicado depende do momento em que o respectivo ato processual é praticado''' (STJ,
AgInt no REsp 1.611.681/AL, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Segunda
Turma, DJe de 27-10-2016)" (STJ - AgInt no AREsp 1232750/PE, Rel. Ministra
ASSUSETE MAGALHÃES, Segunda Turma, j. 16-8-2018, DJe 27-8-2018). (TJSC, Agravo
de Instrumento n. 5044331-07.2021.8.24.0000, do Tribunal de Justiça de Santa
Catarina, rel. Jaime Ramos, Terceira Câmara de Direito Público, j. 08-03-2022). Inteiro
teor não disponível.
TJMS - 1409730-11.2021.8.12.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO CIVIL
PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – RECEBIMENTO DA PETIÇÃO
INICIAL - NULIDADE DA DECISÃO POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO - REJEITADA -
AUSÊNCIA DE CONCLUSÃO DO INQUÉRITO E FALTA DE INTERESSE POR ESTE MOTIVO -
ARGUMENTOS NÃO CONHECIDOS - PACTUAÇÕES PARA AQUISIÇÕES DE GASES
MEDICINAIS - EVENTUAL IRREGULARIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM PROVA
DE DOLO POR ATO DA CONTRATADA - IMPROBIDADE NÃO COMPROVADA QUANTO À
ESTA - DECISÃO MANTIDA – RECURSO CONHECIDO EM PARTE E PROVIDO. Não se
observa a alegada nulidade de decisão pela a ausência de fundamentação, se o
magistrado condutor do feito aponta os elementos que motivaram seu convencimento,
mencionando, inclusive, que, diante da petição inicial e dos documentos acostados aos
autos, a manifestação do requerido não convencia acerca da inexistência do ato de
improbidade administrativa, da improcedência da ação ou inadequação da via eleita. As
questões relativas à rejeição da inicial pela ausência de conclusão do inquérito civil e
falta de interesse processual, não devem ser conhecidas, quando não deduzidas ao Juízo
singular, sob pena de supressão de instância. Com relação ao recebimento da petição
inicial da ação civil pública por ato de improbidade administrativa, necessário observar
que embora anteriormente à edição da Lei n. 14.230/2021 (Altera a Lei nº 8.429, de 2
de junho de 1992, que dispõe sobre improbidade administrativa), não fosse necessária
prova incontestável de que o ato seja contrário à moralidade e legislação administrativa,
mas tão somente indícios, relegando a verificação de que as imputações seriam
verdadeiras para quando do exame do mérito, é imprescindível considerar que com a
entrada em vigor da mencionada legislação na data de 26 de outubro de 2021, esta
passou a exigir o prévio exame quanto à existência do dolo, circunstância que enseja o
recebimento e processamento da referida demanda, mas que no caso em apreciação,
não restou comprovado. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0001904-07.2022.8.17.9000. "(...) 17.Neste ponto, registrou-se que a citada
lei não mais admite que a petição inicial traga exposição genérica dos fatos, sem indicar,
precisamente, qual foi a conduta do réu e qual o enquadramento na lei de improbidade,
mais uma razão, portanto, pela qual considera-se temerária a decretação de
indisponibilidade de ativos financeiros se a inicial não traz de forma pormenorizada a
conduta do réu e o seu enquadramento na lei de improbidade. 18.Registra-se, ademais,
que, tratando-se de preceito de natureza processual, a sua aplicação deve ser imediata
aos processos em andamento. 19. Relativamente aos preceitos de natureza material,
considero que, por serem mais benéficos, devem ser aplicados retroativamente. Isso
porque, nos termos do art.1º, §4º, da citada lei, “aplicam-se ao sistema da improbidade
disciplinado nesta Lei os princípios constitucionais do direito administrativo sancionador”,
sendo, o princípio da retroatividade da lei mais benéfica, previsto no art. 5º, XL, da
CF/88, um desses princípios. 20. Desse modo, por todo o exposto, considera-se
temerária e precipitada a indisponibilidade dos valores depositados na conta CC
0404881-4 em favor do Agravante, ainda que este não tenha juntado aos autos cópia de
extrato pormenorizado da conta Investe Fácil, tendo em vista que não restou
demonstrado o requisito do dano irreparável ou risco ao resultado útil do processo, bem
como diante da inexistência de uma exposição de fato que demonstre uma provável
conduta dolosa praticada pelo Agravante com o fim ilícito. (...)". TJPE.
0001904-07.2022.8.17.9000. S2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. José
Ivo de Paula Guimarães. 05/04/2022 14:11. Acesse aqui o inteiro teor.
74
https://drive.google.com/open?id=1a_0AHHUKfUDqIFHiwWRzFJXBO5-JQbxS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1ePb_sFG2tgIpcay5tPdilXMKiSf9SwSE&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
TJPE.0002082-05.2021.8.17.9480. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DA INICIAL ACUSATÓRIA. DEVER DE
FUNDAMENTAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. DECISÃO NULA. RECURSO
PROVIDO. 1. A decisão judicial que recebe a petição inicial da ação de improbidade
administrativa deve sim estar respaldada em fundamentação, ainda que concisa. Nessa
etapa do processo impera o princípio do in dubio pro societate, não se reclamando do
magistrado uma cognição exauriente. Em síntese: para recepção da inicial basta a
fundamentação calcada nos indícios de autoria e materialidade dos fatos descritos. 2. No
caso dos autos, a decisão vergasta presta-se a "justificar" o recebimento de qualquer
ação de improbidade, já que não aborda sequer as condutas da ré que são acoimadas de
ímprobas ou mesmo os argumentos suscitados na manifestação prévia que se
prestariama impedir o recebimento da inicial acusatória. 3. Com efeito, o provimento
do recurso é medida que se impõe, notadamente para nulificar a decisão recorrida e,
consequentemente, possibilitar que o Juízo de origem novamente se debruce sobre o
preenchimento dos requisitos necessários ao recebimento da ação de improbidade de
maneira fundamentada. 4. Recurso provido. (TJPE.0002082-05.2021.8.17.9480.
Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos
Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE.0002349-59.2021.8.17.9000. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO INICIAL. IN DUBIO PRO SOCIETATE.
EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE ATOS ÍMPROBOS. AGRAVO DE INSTRUMENTO
IMPROVIDO. (...) (TJPE.0002349-59.2021.8.17.9000. 2ª Vice-Presidência. Gabinete da
2ª Vice Presidência Segundo Grau.21/09/2021 11:22.) Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE.0017090-07.2021.8.17.9000. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVO.
RECEBIMENTO DA INICIAL.AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (...) Desse modo,
tem-se que o órgão ministerial não se desincumbiu do ônus que lhe competia, qual seja,
demonstrar, desde a inicial, uma conduta dolosa por parte da Agravante, nos termos do
que determina o art. 1º, §§§ 1º, 2º e 3º, da Lei de Improbidade Administrativa, razão
pela qual a ação que tramita na origem não deve ser recebida relativamente à parte ora
recorrente, incidindo, in casu, o disposto no art.17, § 6º-B, da lei de improbidade, nos
seguintes termos: A petição inicial será rejeitada nos casos do art. 330 da Lei nº 13.105,
de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil), bem como quando não preenchidos
os requisitos a que se referem os incisos I e II do § 6º deste artigo, ou ainda quando
manifestamente inexistente o ato de improbidade imputado (...)”.
(TJPE.0017090-07.2021.8.17.9000. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des.
José Ivo de Paula Guimarães. 25/02/2022 11:48). Acesse aqui o inteiro teor.
§ 6º-A. O Ministério Público poderá requerer as tutelas provisórias adequadas e
necessárias, nos termos dos arts. 294 a 310 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015
(Código de Processo Civil) (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7043)
STF - ADIs 7042 E 7043
O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação
direta para:
(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§
6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei
8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência
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https://drive.google.com/open?id=1LL1WSqphdLlqAy7SHD7sqqySqzBiMesp&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1v36FpOPk4QlHAag8MeeAi9DzR1Vx0JmB&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1NOxymo2e3ng3ESkIn4YlUHPMIiYXlKGN&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art294
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art294
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas
jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa
e para a celebração de acordos de não persecução civil;
(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da
Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe
"obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da
Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da
assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia;
(c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei
14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021.
Acesse aqui o inteiro teor.
§ 6º-B. A petição inicial será rejeitada nos casos do art. 330 da Lei nº 13.105, de 16 de
março de 2015 (Código de Processo Civil), bem como quando não preenchidos os
requisitos a que se referem os incisos I e II do § 6º deste artigo, ou ainda quando
manifestamente inexistente o ato de improbidade imputado. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
TJTO - APELAÇÃO CÍVEL No 0012364-11.2018.8.27.2729/TO. EMENTA: DIREITO
ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. SERVIDOR PÚBLICO. VIAGEM INTERNACIONAL DURANTE LICENÇA
MÉDICA. INDÍCIOS DA PRÁTICA DE IMPROBIDADE. PETIÇÃO INICIAL QUE ATENDE AOS
REQUISITOS DO ART. 17 §6° DA LEI N°8429/92. RECEBIMENTO E PROCESSAMENTO.
INTERPRETAÇÃO EQUIVOCADA DO § 10-D DO ART. 17 DA LEI N°. 14.230/21. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. SENTENÇA DESCONSTITUÍDA. 1. O art. 17, §6° da Lei
n°8429/92 estabelece que a petição inicial deve individualizar a conduta do réu e
apontar os elementos probatórios mínimos que demonstrem a ocorrência das hipóteses
de improbidade ou justificar de forma fundamentada a impossibilidade, bem como
instruir a ação com documentos que contenham indícios suficientes da veracidade dos
fatos e do dolo imputado ou justificar sua impossibilidade. 2. As disposições elencadas
nos parágrafos § 10-B, 10-C, 10-D, 10-E, 10-F são, sem exceção, direcionadas ao juiz
da causa e de como deverá conduzir a ação de improbidade e não ao titular da ação.
(Relator: DESEMBARGADOR PEDRO NELSON DE MIRANDA COUTINHO. Julgado em
25/10/2023. Acesse aqui o inteiro teor
§ 7º. Se a petição inicial estiver em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a
citação dos requeridos para que a contestem no prazo comum de 30 (trinta) dias,
iniciado o prazo na forma do art. 231 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código
de Processo Civil).(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJSP - Processo nº 1000495-80.2021.8.26.0102: (...) Tendo em vista o
entendimento consolidado no TJSP e a nova redação do art. 17, §7º, da Lei de
Improbidade Administrativa, determino a citação pessoal dos Réus para apresentação de
defesa no prazo de 30 (trinta) dias úteis, contados da juntada aos autos do comprovante
de citação. (...). Acesse aqui o inteiro teor
TJSP - Agravo de instrumento nº 2252253-15.2021.8.26.0000: Ementa: AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ATO JUDICIAL IMPUGNADO. RECEBIMENTO DA AÇÃO CIVIL POR
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REQUISITOS PARA
RECEBIMENTO DA INICIAL. Existência de indícios de cometimento de atos enquadrados
na Lei de Improbidade Administrativa qualifica a admissibilidade da ação e o
76
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art330
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art330
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1bg1XnfTFIBLt9VZgDs0O3Q7YanU2HpUu/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art331
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art331
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/open?id=1YV7dH0tg3EVCAvdx7cH1WbQwvWKfvv0D&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
recebimento da petição inicial. Aplicação do regrado art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da redação
original da Lei n. 8.429/92. Prevalência do princípio do “in dubio pro societate”.
Imputação de conduta ímproba associado a favorecimento em processo de licitação para
a contratação de ônibus de transporte escolar. A causa de pedir anuncia a violação da
isonomia necessária, porquanto os licitantes com administrador comum e com vínculo de
parentesco entre os integrantes do quadro societário tinham prévioconhecimento das
propostas, sendo por isso beneficiados. A instauração da ação irá assegurar melhor
investigação da matéria de fato. Neste momento processual, o que se afere é o lastro de
conteúdo lógico-jurídico da petição inicial que habilite o desencadeamento dos atos da
jurisdição. Nesse momento, “initio litis”, importa saber se existem indícios suficientes
para o recebimento da ação de improbidade, o que, por certo, não significa qualquer
atribuição de valor aos meios de prova para promover a condenação, nem formação de
juízo definitivo acerca da imputação. Manutenção do ato judicial impugnado, que
encontra fundamentação bastante para admissibilidade da ação. NEGADO PROVIMENTO
AO RECURSO (Relator Des. Marcos Antônio Ribeiro, j. 02/12/2021). Acesse aqui o
inteiro teor
TJPE.0000458-91.2021.8.17.9003. "(...) Ademais, da análise dos argumentos
trazidos pelas partes, tenho demonstrada, em juízo raso cabível em agravo de
instrumento, correção da decisão combatida, diante da existência de indícios da prática
de atos ímprobos. A eventual ausência de improbidade poderá restar demonstrada caso
não se configure o dolo ou má-fé, mas esse aspecto deverá ser debatido em sede de
instrução judicial, e não neste momento, na via estreita do instrumental, cuja cognição
sumária é a principal característica (...)".(TJPE.0000458-91.2021.8.17.9003. Segunda
Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva.
18/04/2022 15:14). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000815-95.2021.8.17.9480."(...)Diante da presença de indícios de atos de
improbidade administrativa (o que não significa que eles de fato tenham ocorrido),
pertinente se faz a anutenção da decisão que recebeu a petição inicial da Ação Civil
Pública por Ato de Improbidade Administrativa, transferindo-se para a fase de cognição a
análise da descrição dos fatos imputados e ocorrência da materialidade de ato de
improbidade, sob pena de se adentrar no mérito antes mesmo de estabilizada a lide e se
incorrer em flagrante desrespeito ao devido processo legal, contraditório e direito de
ação, todos direitos fundamentais constitucionalmente garantidos (...). Vistos, relatados
e discutidos estes autos de Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento n.º
0000815-95.2021.8.17.9480, ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores
da Segunda Turma da Primeira Câmara Regional de Caruaru, por unanimidade de votos,
REJEITAR os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator." (TJPE.
0000815-95.2021.8.17.9480. Gabinete da 2ª Vice Presidência Segundo Grau.
08/11/2021 08:50) Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0002926-52.2021.8.17.9480. ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL. AGRAVO
DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DA EXORDIAL.
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO. AFRONTA AO ARTIGO 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NULIDADE RECONHECIDA. NECESSIDADE DE PROLAÇÃO DE
NOVO DECISUM. RECURSO PROVIDO. À UNANIMIDADE. 1. A decisão de recebimento da
petição inicial da ação civil por ato de improbidade administrativa, além de adequada,
deve ser fundamentada, ainda que de modo conciso, com base dos elementos indiciários
apresentados na exordial, em correlação com a causa petendi delineada pelo Autor,
sendo tal preceito, inclusive, reforçado pelos artigo 489, § 3º, do CPC. 2. De uma
simples leitura da decisão agravada, verifica-se a total ausência de fundamentação em
seu conteúdo e o manifesto desrespeito ao princípio constitucional previsto no artigo 93,
IX, da Constituição Federal. 3. Decisum que se restringe a afirmar que não vislumbra a
ocorrência de nenhuma hipótese de rejeição, ordenando, em seguida, a citação dos Réus
e a notificação da Municipalidade. 4. O Juízo de Piso não tece qualquer comentário sobre
os indícios de atos ímprobos e a causa de pedir. Sequer há invocação do princípio do in
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https://drive.google.com/open?id=1YWO8BfVKl1UHQ2eSt40DNCu2GzgsaCCU&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=16-tVkqGD3QmQonQrIH5fqnMfvf_jBfQR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1D30EyRITubiJCa6xYD1sjekmzicOlnpt&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
dubio pro societate para receber a exordial da ação civil por ato de improbidade
administrativa, de modo que, além de genérico, o pronunciamento judicial combatido é
carecedor de fundamentação, restando portanto, eivado de nulidade. 5. Anulação da
decisão para que outra seja proferida pelo magistrado processante. 6. Recurso a que se
dá provimento, à unanimidade."(TJPE. 0002926-52.2021.8.17.9480. Segunda Turma da
Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva.
21/02/2022 09:54). Acesse aqui o inteiro teor.
§ 8º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º-A. Da decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua
contestação caberá agravo de instrumento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJPE. 0002879-44.2022.8.17.9480. AGRAVO INTERNO. IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. DECISÃO QUE RECEBE A INICIAL. NÃO CABIMENTO DE AGRAVO DE
INSTRUMENTO. APLICABILIDADE DAS ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS TRAZIDAS PELA LEI
14.230/2021. RECURSO IMPROVIDO. 1. Com efeito, sabe-se que, com a novel legislação
(Lei nº 14.230/2021), não há mais se falar em decisão de recebimento da petição inicial,
tampouco no cabimento de eventual recurso. Isso porque os §§9º e 10º do art. 17, que
previa o cabimento do agravo de instrumento da decisão que recebe a inicial, foram
revogados pela Lei 14.230/2021. O instrumental somente é cabível "Da decisão que
rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação" (§ 9º-A, art. 17,
da LIA), fase esta ainda não ocorrida na espécie. "(TJPE. 0002879-44.2022.8.17.9480.
Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Gabinete do Des.
Evio Marques da Silva. 21/12/2023 09:54). Acesse aqui o inteiro teor.
§ 10. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10-A. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as partes requerer ao
juiz a interrupção do prazo para a contestação, por prazo não superior a 90 (noventa)
dias. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 10-B. Oferecida a contestação e, se for o caso, ouvido o autor, o juiz: (Incluído pela Lei
nº 14.230, de 2021)
I - procederá ao julgamento conforme o estado do processo, observada a eventual
inexistência manifesta do ato de improbidade; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - poderá desmembrar o litisconsórcio, com vistas a otimizar a instrução
processual. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10-C. Após a réplica do Ministério Público, o juiz proferirá decisão na qual indicará com
precisão a tipificação do ato de improbidade administrativa imputável ao réu, sendo-lhe
vedado modificar o fato principal e a capitulação legal apresentada pelo autor. (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7043)
STF - ADIs 7042 E 7043
O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação
direta para:
(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§
6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei
8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência
de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas
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https://drive.google.com/open?id=1HSeqNXuRESuq3Xx1cBaI-5lvijvAYwpS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1fvzz3Tr6b2R2Ybbg5UwX15fNelIK95m-/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa
e para a celebração de acordos de não persecução civil;
(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da
Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe
"obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da
Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da
assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia;
(c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei
14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021.
Acesse aqui o inteiro teor.
§ 10-D. Para cada ato de improbidade administrativa, deverá necessariamente ser
indicado apenas um tipo dentre aqueles previstos nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei.
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJTO - APELAÇÃO CÍVEL No 0012364-11.2018.8.27.2729/TO. EMENTA: DIREITO
ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. SERVIDOR PÚBLICO. VIAGEM INTERNACIONAL DURANTE LICENÇA
MÉDICA. INDÍCIOS DA PRÁTICA DE IMPROBIDADE. PETIÇÃO INICIAL QUE ATENDE AOS
REQUISITOS DO ART. 17 §6° DA LEI N°8429/92. RECEBIMENTO E PROCESSAMENTO.
INTERPRETAÇÃO EQUIVOCADA DO § 10-D DO ART. 17 DA LEI N°. 14.230/21. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. SENTENÇA DESCONSTITUÍDA. 1. O art. 17, §6° da Lei
n°8429/92 estabelece que a petição inicial deve individualizar a conduta do réu e
apontar os elementos probatórios mínimos que demonstrem a ocorrência das hipóteses
de improbidade ou justificar de forma fundamentada a impossibilidade, bem como
instruir a ação com documentos que contenham indícios suficientes da veracidade dos
fatos e do dolo imputado ou justificar sua impossibilidade. 2. As disposições elencadas
nos parágrafos § 10-B, 10-C, 10-D, 10-E, 10-F são, sem exceção, direcionadas ao juiz
da causa e de como deverá conduzir a ação de improbidade e não ao titular da ação.
(Relator: DESEMBARGADOR PEDRO NELSON DE MIRANDA COUTINHO. Julgado em
25/10/2023. Acesse aqui o inteiro teor
§ 10-E. Proferida a decisão referida no § 10-C deste artigo, as partes serão intimadas a
especificar as provas que pretendem produzir. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10-F. Será nula a decisão de mérito total ou parcial da ação de improbidade
administrativa que: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na petição inicial; (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7236 – CONAMP
Pendente de análise no STF
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
ADI 7156
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https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1bg1XnfTFIBLt9VZgDs0O3Q7YanU2HpUu/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
Pendente de análise no STF
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
II - condenar o requerido sem a produção das provas por ele tempestivamente
especificadas. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de
improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito. (Vide Medida
Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001)
§ 11. Em qualquer momento do processo, verificada a inexistência do ato de
improbidade, o juiz julgará a demanda improcedente. (Redação dada pela Lei nº 14.230,
de 2021)
§ 12. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por
esta Lei o disposto no art. 221, caput e § 1o, do Código de Processo Penal. (Vide
Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45,
de 2001)
§ 12. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 13. Para os efeitos deste artigo, também se considera pessoa jurídica interessada o
ente tributante que figurar no polo ativo da obrigação tributária de que tratam o § 4º do
art. 3º e o art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela
Lei Complementar nº 157, de 2016)
§ 13. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 14. Sem prejuízo da citação dos réus, a pessoa jurídica interessada será intimada
para, caso queira, intervir no processo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide
ADIN 7042) (Vide ADIN 7043)
STF - ADIs 7042 E 7043
O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação
direta para:
(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§
6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei
8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência
de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas
jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa
e para a celebração de acordos de não persecução civil;
(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da
Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe
"obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da
Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da
assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia;
(c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei
14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021.
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https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art221
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art3%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art3%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4vontade livre e
consciente de alcançar o resultado ilícito(art. 1º, §2º cc. art. 11, §§1º e 4º, da LF nº
8.429/92, com a redação atribuída pela LF nº 14.230/2021) não comprovação da
10
https://drive.google.com/open?id=1bR-_aciSZGBcAIRidimXC3P4aLx2WH2a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1claaaG9g7_FxFfhNzkJxhT6ZIqozN3wz/view?usp=drive_link
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
suposta afronta ao princípio da impessoalidade (contratação direcionada) sentença de
improcedência da demanda mantida. Recurso do Ministério Público desprovido (Relator
Des. Paulo Barcellos Gatti, j. 03/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor
TJSP - APELAÇÃO CÍVEL Nº 1009601-46.2019.8.26.0099: “(...) ausente prova de
dolo e de dano ao erário, não configura improbidade administrativa a fixação do preço de
referência da licitação por meio de consulta a empresas relacionadas entre si. - Inexiste
óbice legal para o prosseguimento do pregão presencial com apenas um licitante.- O
estrito cumprimento do contrato administrativo, firmado após regular licitação, não
configura improbidade administrativa.- A comprovação do dolo é imprescindível para a
configuração do ato de improbidade administrativa (Relatora Des. Teresa Ramos
Marques, j. 16/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor
TJAC 0800036-76.2017.8.01.0012: “(...) 1 Embora seja possível a rejeição liminar da
ação, por outro lado, nada obsta a análise da configuração ou não de ato ímprobo
durante a instrução processual, em que as partes terão oportunidade de produzir
amplamente suas provas e exercitar a ampla defesa e o contraditório, e o julgador terá
um maior amparo para formar o seu convencimento (...) 5. Conforme os novos ditames
da LIA, o dolo precede a tipicidade das condutas previstas em seus artigos 9.º, 10 e 11,
somado à comprovação do intuito de obter proveito ou benefício indevido, sendo
insuficiente para a tipificação dos ilícitos ali especificados os meros atos voluntários de
expediente do agente ou desempenho de competências públicas. 6. Não basta a simples
ilegalidade ou mera irregularidade da conduta para a configuração do ato de
improbidade, e, na consideração de que não restou demonstrado o dolo do apelante,
entendo restar prejudicada a tipicidade das condutas imputadas na exordial, conforme
preceitua os preceitos da Lei 14.230/2021, que alterou a Lei 8.429/1992. 7. Preliminares
afastadas. Recurso provido. (TJ-AC - AC: 08000367620178010012 AC
0800036-76.2017.8.01.0012, Relator: Des. Júnior Alberto, Data de Julgamento:
30/11/2021, Segunda Câmara Cível, Data de Publicação: 07/12/2021). Acesse aqui o
inteiro teor
TJRN - Apelação Cível nº 0100357-23.2015.8.20.0133 Ementa: (...) Sentença Que
Reconheceu A Ausência De Dolo Específico Na Conduta Da Ex-Prefeita, Mas A Condenou
Em Decorrência De Dolo Genérico. Art. 1o, §§ 1o, 2o E 3o Da Lei No 8.429/92, Incluídos
Pela Lei No 14.230/2021. Dolo Específico Como Requisito Essencial Para Condenação De
Agentes Públicos Por Improbidade Administrativa. Ato De Improbidade Não Configurado.
Direito Administrativo Sancionador. Retroatividade Da Norma Mais Favorável Ao
Demandado. Provimento Do Recurso. (Apelação Cível - 0100357-23.2015.8.20.0133,
Tribunal De Justiça Do Estado Do Rio Grande Do Norte, Segunda Câmara Cível, Rel. Des.
Ibanez Monteiro, 1 de Fevereiro de 2022). Acesse aqui o inteiro teor
TJSP - Apelação Cível nº 1001594-31.2019.8.26.0369: Ementa: “(...)
Superveniência da Lei n. 14.203/2021 que, em seu artigo 1º, §4º estabelece ao sistema
de improbidade a aplicação dos princípios constitucionais do Direito Administrativo
Sancionador. Retroatividade da norma mais benéfica, por disposição específica da
mesma (art. 1.º §4.º). Supressão das modalidades culposas. Atos de improbidade
administrativa somente dolosos, não verificados na espécie. Ausência de má-fé no trato
com o dinheiro público ou obtenção de vantagem. Negligência durante a gestão. 8.
Sentença reformada. Decreto de improcedência da ação. Recurso provido (Relator Des.
Oswaldo Luiz Palu, 9ª Câmara de Direito Público, j. 10/11/2021)”. Acesse aqui o inteiro
teor
TJPE - Apelação Cível nº 0000271-56.2017.8.17.2720: DIREITO CONSTITUCIONAL.
DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NÃO REPASSADA. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO
DO ELEMENTO SUBJETIVO. DOLO ESPECÍFICO NÃO COMPROVADO. MERA
IRREGULARIDADE EXPLICADA PELA DIFICULDADE INERENTE À ALOCAÇÃO DE
RECURSOS PÚBLICOS. ABSOLVIÇÃO. RECURSO PROVIDO. 1 - A ausência de repasse das
contribuições previdenciárias não prescinde da demonstração do elemento subjetivo para
11
https://drive.google.com/open?id=1Yh5VQ229_66FpphN9bHi2StWGqL3MpJn&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1YWesJ9_zRn_1zNpLJFvPI-M6yENZIvPv&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1YqySKwvqOCffmMPWbpaIZOSPbYaC_CRR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1E39Ukmi7IkXIUrdIs_J18_xGxEiwHdrS/view?usp=sharing
https://drive.google.com/open?id=1YgNxA0KC1PRUQjxW3Atwku9ZX88EyOZ7&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
que configure ato de improbidade administrativa. 2 - Sendo assim, não se pode presumir
que a ausência de repasse de contribuições previdenciárias tenha sido praticada com
dolo específico de cometer ato de improbidade administrativa. 3 - Noutros termos, não
há nos autos qualquer comprovação de que o apelante tenha agido com malícia e
desprezo pela coisa pública, se utilizado do expediente em proveito próprio ou de
terceiros ou causado grave dano injustificável ao Município por negligência ou
imprudência. 4 - Com efeito, evidenciada a ausência de elemento subjetivo do apelante,
pode-se concluir que não praticou ato de improbidade administrativa, mas meras
irregularidades explicadas pela dificuldade inerente à administração de recursos públicos.
5 - Não configura ato ímprobo o não repasse da contribuição previdenciária retida dos
servidores públicos, quando a verba é utilizada para o cumprimento de outra finalidade
pública. 6 - Recurso provido. (Relator Des. Evanildo Coelho de Araújo Filho, CÂMARA
REGIONAL DE CARUARU – 2ª TURMA, j. 12/09/2023)”. Acesse aqui o inteiro teor
TJPE - Apelação Cível nº 0003021-43.2018.8.17.2640: “Nesse sentido, nota-se que
não há na petição inicial da ação de improbidade rejeitada na origem sequer a indicação
do elemento doloso que animou a conduta do agente. Ressalte-se que "[o] mero
exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato
doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa."
(§ 3º, do Art. 1º, da LIA) Portanto, diante das alterações legislativas promovidas pela Lei
nº 14.230/2021 e da jurisprudência consolidada do STF, concluo que não há fundamento
jurídico para a condenação do apelado com base no art. 11 da LIA, em virtude da
revogação do tipo aberto e da exigência de rol taxativo de condutas, nem com base no
art. 10, pela ausência de prova concreta de dano ao erário e de dolo específico. Ante o
exposto, com esteio no Tema 1199 do STF e 706 do STJ c/c art. 932 do CPC, NEGO
PROVIMENTO ao recurso, mantendo-se, pois, inalterada a sentença proferida na origem“
(Des. Evio Marques da Silva, Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru, j.
09/01/2024)”. Acesse aqui o inteiro teor
§ 4º. Aplicam-se ao sistema da improbidade disciplinado nesta Lei os princípios
constitucionais do direito administrativo sancionador. (Incluído pela Lei nº 14.230,
de 2021)
TJGO. APELAÇÃO CÍVEL Nº 5435922-64.2018.8.09.0043. EMENTA: DUPLA
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUPERVENIÊNCIA DA LEI
N. 14.230/21. RETROATIVIDADE. DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR.
INTERESSE PROCESSUAL E INDÍCIOS DE ATO IMPROBO. DEFESA PRELIMINAR. DECISÃO
QUE RECEBE A INICIAL. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. CONTRATAÇÃO PARA PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS AO MUNICÍPIO DE FIRMINÓPOLIS. PATROCÍNIO DE UM
DOS CONTRATADOS DA DEFESAhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
Acesse aqui o inteiro teor.
§ 15. Se a imputação envolver a desconsideração de pessoa jurídica, serão observadas
as regras previstas nos arts. 133, 134, 135, 136 e 137 da Lei nº 13.105, de 16 de março
de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 16. A qualquer momento, se o magistrado identificar a existência de ilegalidades ou de
irregularidades administrativas a serem sanadas sem que estejam presentes todos os
requisitos para a imposição das sanções aos agentes incluídos no polo passivo da
demanda, poderá, em decisão motivada, converter a ação de improbidade administrativa
em ação civil pública, regulada pela Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. (Incluído pela
Lei nº 14.230, de 2021)
§ 17. Da decisão que converter a ação de improbidade em ação civil pública caberá
agravo de instrumento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 18. Ao réu será assegurado o direito de ser interrogado sobre os fatos de que trata a
ação, e a sua recusa ou o seu silêncio não implicarão confissão. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
§ 19. Não se aplicam na ação de improbidade administrativa: (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
I - a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de
revelia; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - a imposição de ônus da prova ao réu, na forma dos §§ 1º e 2º do art. 373 da Lei nº
13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil); (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
III - o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo
fato, competindo ao Conselho Nacional do Ministério Público dirimir conflitos de
atribuições entre membros de Ministérios Públicos distintos; (Incluído pela Lei nº 14.230,
de 2021)
IV - o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução
de mérito. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJPE 0000019-80.2019.8.17.2850."(...) Em que pese ter o Superior Tribunal de
Justiça, por meio da sua Primeira Seção, analisando o Tema nº 1042[1], determinado a
suspensão dos processos em segunda instância que versem sobre a aplicação ou não do
reexame necessário nas ações típicas de improbidade administrativa, tenho que por
força das alterações promovidas pela Lei Federal n.º 14.230/2021 à LIA, não mais
subsiste o instituto da remessa necessária em ações como a ora analisada.(...) (TJPE.
0000019-80.2019.8.17.2850, Relator: Des. Evio Marques da Silva, 24/01/2022 12:47).
Acesse aqui o inteiro teor.
No mesmo sentido:
TJPE. 0000022-15.2017.8.17.2750. (Órgão julgador colegiado: Segunda Turma da
Câmara Regional de Caruaru, Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho,
11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor.
81
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art133
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art134
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art135
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art136
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art136
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art136
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7347orig.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art373%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art373%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art373%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/open?id=12Q5ybqNfcZtXck1uABTLcIqWsTKa8cTk&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1lBUoy6cwrkqxnFHUGJc695jdirhAUOzt&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
TJPE. 0000039-38.2017.8.17.3110. (Órgão julgador colegiado: Segunda Turma da
Câmara Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Demócrito Ramos
Reinaldo Filho, 11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000057-38.2018.8.17.2750. (Órgão julgador colegiado: Segunda Turma da
Câmara Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Demócrito Ramos
Reinaldo Filho, 11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000454-08.2017.8.17.2500. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 24/01/2022 13:00. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000494-62.2017.8.17.2670. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/03/2022 08:14. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0001700-94.2015.8.17.0920. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 02/02/2022 18:46. Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0000060-90.2018.8.17.2750. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0000106-53.2017.8.17.2770. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do
Des. José Ivo de Paula Guimarães. 01/02/2022 07:36. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000320-27.2018.8.17.2150. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
11/01/2022 10:44. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000321-12.2018.8.17.2150. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
11/01/2022 10:44. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000324-64.2018.8.17.2150. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0000451-11.2019.8.17.2750. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 01/02/2022 12:48. Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 000953-05.2017.8.17.3110. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/03/2022 08:21. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE.0001958-62.2017.8.17.3110. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0000953-05.2017.8.17.3110. CÂMARA REGIONAL DE CARUARU – SEGUNDA
TURMA.30/05/2022 10:58. Relator: Des. Evio Marques da Silva. Acesse aqui o inteiro
teor.
TJPE. 0000543-38.2018.8.17.2260. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 30/05/2022 14:28. Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0000039-17.2018.8.17.2750. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 30/05/2022 10:58. Acesse aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000364-81.2018.8.17.2300. Segunda Turma da Câmara Regionalde Caruaru.
Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 18/05/2022 18:10. Acesse aqui o
inteiro teor.
TJPE. 0003343-45.2017.8.17.3110. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.
Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 02/06/2022 14:28. Acesse aqui o inteiro teor.
TJSP - Reexame Necessário nº 0053621-05.2007.8.26.0506: REEXAME
NECESSÁRIO – AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – Lei de Improbidade
Administrativa que foi alterada pela Lei Federal nº 14.230/21– Alteração legislativa que
afastou a previsão de remessa oficial às ações de improbidade administrativa cujo
pedido tenha sido julgado improcedente – Remessa necessária que não se aplica ao caso
– Ainda que não houvesse a alteração legislativa, o reexame não seria aplicável –
Sentença que julgou os pedidos procedentes em relação aos réus que foram mantidos no
polo passivo da demanda – Reexame que apenas era cabível, anteriormente à alteração
legislativa, para sentenças de carência da ação ou improcedência do pedido. REEXAME
NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. (TJ-SP - Remessa Necessária Cível:
82
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https://drive.google.com/open?id=1TWJ784d0xlb14ygY3lNBUwCvww1133KR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
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00536210520078260506 SP 0053621-05.2007.8.26.0506, Relator: Maria Fernanda de
Toledo Rodovalho, Data de Julgamento: 18/12/2021, 2ª Câmara de Direito Público, Data
de Publicação: 18/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor
TJMG. 1.0481.16.042886-0/001. EMENTA: REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL POR
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ARTIGO 17-C, PARÁGRAFO 3º, DA LEI 14230/2021.
NORMA DE CARÁTER PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. NÃO CONHECIMENTO DO
REEXAME. - A Lei nº 14.230, publicada em 25/10/2021, inseriu o artigo 17-C, parágrafo
3º, na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), sendo a norma expressa
no sentido de que não haverá reexame necessário nas sentenças de que trata a Lei
8429/92. Essa regra tem caráter eminentemente processual, e, portanto, aplicabilidade
imediata (art. 14 do CPC). - A sentença - ato judicial já praticado regularmente - não
está sendo atingida, isto é, a lei nova não a alcança. Os atos ainda não praticados (como
o reexame) - são, no entanto, alcançados pela regra processual mais recente. (TJMG - 
Remessa Necessária-Cv 1.0481.16.042886-0/001, Relator(a): Des.(a) Wander Marotta ,
5ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 24/03/0022, publicação da súmula em 28/03/2022).
Inteiro teor não disponível.
TJPR - REMESSA NECESSÁRIA N.º 0000602-12.2008.8.16.0059: Ementa: 1)
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECURSO DE
OFÍCIO, POR APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 19, DA LEI N. 4.717/65.
IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO EXPRESSA TRAZIDA PELA LEI N. 14.230/21. REGRA
PROCESSUAL DE APLICABILIDADE IMEDIATA. a) Cuida-se de sentença de improcedência
proferida em ação de improbidade administrativa, fundamentada no efetivo fornecimento
de materiais e ausência de demonstração de conluio para a defraudação das licitações.
b) Malgrado entendimento jurisprudencial no sentido de que aplica-se à ação de
improbidade administrativa o reexame necessário determinado no art. 19, da Lei n.
4.717/65, há atualmente vedação legislativa expressa à revisão de ofício da decisão que
encerrou a cognição da demanda, concluindo pela sua improcedência (art. 17, § 19,
inciso IV, da Lei n. 8.429/92). c) Trata-se de regra processual de aplicabilidade imediata
(art. 14, do CPC). Remessa necessária inadmissível, nos termos do art. 932, inciso III,
do Código de Processo Civil. 2) REEXAME NECESSÁRIO INADMISSÍVEL. (TJ-PR - REEX:
00006021220088160059 Cândido de Abreu 0000602-12.2008.8.16.0059 (Decisão
monocrática), Relator: Leonel Cunha, Data de Julgamento: 04/11/2021, 5ª Câmara
Cível, Data de Publicação: 04/11/2021) Acesse aqui o inteiro teor
§ 20. A assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia dos atos
administrativos praticados pelo administrador público ficará obrigada a defendê-lo
judicialmente, caso este venha a responder ação por improbidade administrativa, até
que a decisão transite em julgado. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN
7042) (Vide ADIN 7043)
STF - ADIs 7042 E 7043
O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação
direta para:
(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§
6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei
8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência
de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas
jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa
e para a celebração de acordos de não persecução civil;
83
https://drive.google.com/open?id=1YlKP4MAloWpP0BueX3nw7FfkoEBlHKIC&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1YkYZD-BKVdK4ah2VJiOvvtnhGHw8dyyb&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da
Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe
"obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da
Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da
assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia;
(c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei
14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021.
Acesse aqui o inteiro teor.
§ 21. Das decisões interlocutórias caberá agravo de instrumento, inclusive da
decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua
contestação. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 17-A. (VETADO): (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)I - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
II - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
III - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 1º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 2º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 3º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 4º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 5º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
Art. 17-B. O Ministério Público poderá, conforme as circunstâncias do caso
concreto, celebrar acordo de não persecução civil, desde que dele advenham,
ao menos, os seguintes resultados: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - o integral ressarcimento do dano; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - a reversão à pessoa jurídica lesada da vantagem indevida obtida, ainda que
oriunda de agentes privados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º. A celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo dependerá,
cumulativamente: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - da oitiva do ente federativo lesado, em momento anterior ou posterior à
propositura da ação; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - de aprovação, no prazo de até 60 (sessenta) dias, pelo órgão do Ministério
Público competente para apreciar as promoções de arquivamento de inquéritos
civis, se anterior ao ajuizamento da ação; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJMG - Apelação Cível nº 5013494-06.2021.8.13.0313: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL
- DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR - ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO CIVIL -
RESOLUÇÃO CNMP 174/2017 - LEI 14.230/21 - HOMOLOGAÇÃO - PROCEDIMENTO
84
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
INTERNO - COMPETÊNCIA DO ÓRGÃO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 1. O acordo
de não persecução cível celebrado administrativamente pelo órgão do Ministério Público
sujeita-se ao controle e à homologação pelo respectivo Conselho Superior. 2. O termo de
acordo deve ser submetido ao CSMP, sob pena de violação à Resolução CNMP nº
174/20171 e à Resolução Conjunta PGJ CGMP CSMP nº /2019, não se prestando a
homologação judicial ao fim de suprir a falta dessas providências, à luz do que
estabelece a Lei nº 14.230/21 (TJMG. AC 5013494-06.2021.8.13.0313. 19ª CÂMARA
CÍVEL, julgamento em 10/03/2022). Acesse aqui inteiro teor
III - de homologação judicial, independentemente de o acordo ocorrer antes ou
depois do ajuizamento da ação de improbidade administrativa. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
TJSC - Ação Rescisória Nº 503079356.2021.8.24.0000: Ementa: AÇÃO
RESCISÓRIA. PRETENDIDA DESCONSTITUIÇÃO DE SENTENÇA NÃO RECORRIDA.
CUMULAÇÃO DOS CARGOS DE VEREADOR COM OUTRO, DEMISSÍVEL AD NUTUM.
CONDENAÇÃO POR INFRAÇÃO DO ART. 11 DA LEI N. 8.429/92. PLEITO DE
HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO CÍVEL CELEBRADO COM O
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA NO CURSO DA AÇÃO
RESCISÓRIA. INCOMPETÊNCIA DO ÓRGÃO COLEGIADO PARA A HOMOLOGAÇÃO.
ACORDO QUE SOMENTE PODE SER CELEBRADO NO CURSO DA INVESTIGAÇÃO, NO
CURSO DA AÇÃO DE IMPROBIDADE OU NO MOMENTO DA EXECUÇÃO DA SENTENÇA
CONDENATÓRIA. EXEGESE DO ART. 17-B, § 4º, DA LEI N. 8.429/92 (INCLUÍDO PELA LEI
N. 14.230/2021). Sendo a ação rescisória de competência originária dos Tribunais, sem
qualquer conotação de juízo recursal e alheia ao cumprimento de sentença, exceto
quanto a impedir/suspender o seu prosseguimento (se concedida liminar neste sentido),
não compete a esta Corte a análise do pedido de homologação de acordo firmado entre
as partes cujo objeto diz com as sanções e a indenização fixadas na decisão rescindenda
em execução. REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
SUSPENSÃO DO FEITO RESCINDENDO, PELO PRAZO DE 120 (CENTO E VINTE) DIAS,
PARA O EXAME DO PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DO ACORDO, FINDOS OS QUAIS, NÃO
VINDO AOS AUTOS NOTÍCIA DE CHANCELA AO ACORDO, RETOMAR-SE-Á O
JULGAMENTO. (TJSC. Ação Rescisória Nº 503079356.2021.8.24.0000, Rel. Desa.Vera
Lúcia Ferreira Copetti, 4ª Câmara de Direito Público, por unanimidade, julgado em
02/12/2021). Acesse aqui inteiro teor
§ 2º. Em qualquer caso, a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo
considerará a personalidade do agente, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a
repercussão social do ato de improbidade, bem como as vantagens, para o interesse
público, da rápida solução do caso. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º. Para fins de apuração do valor do dano a ser ressarcido, deverá ser realizada a
oitiva do Tribunal de Contas competente, que se manifestará, com indicação dos
parâmetros utilizados, no prazo de 90 (noventa) dias. (Incluído pela Lei nº 14.230, de
2021)
ADI 7236 – CONAMP
Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de
dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário.
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
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https://drive.google.com/file/d/1_Q2uBuzWtAxINYGkzhC0Kwih2--iZ0HI/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1rk_Kc0HTMBzEtySRJDtzU-KNvtX1rxe3/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
Confira a íntegra da decisão liminar – Clique aqui
ADI 7156 Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI
7156
§ 4º. O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá ser celebrado no curso da
investigação de apuração do ilícito, no curso da ação de improbidade ou no
momento da execução da sentença condenatória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de
2021)
STJ - EARESP 102.585- INFORMATIVO 728: Tema: Improbidade administrativa.
Fase recursal. Acordo. Não persecução cível. Possibilidade. Art. 17, § 1º da Lei n.
8.429/1992. Alterado pela Lei n. 13.964/2019 (Pacote Anticrime). (Informativo 728, STJ.
EAREsp 102.585-RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Seção, por unanimidade, julgado
em 09/03/2022). Acesse aqui inteiro teor
STJ - ARESP 1.314.581/SP - INFORMATIVO 686: Ementa: PROCESSUAL CIVIL E
ADMINISTRATIVO. ACORDO N O AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPROBIDADE A
DMINISTRATIVA. HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL DO AJUSTE. ART. 17, § 1º, DA LEI N.
8.429/1992, COM REDAÇÃO ALTERADA PELA LEI N. 13.964/2019. 1. Trata-se de
possibilidade, ou não, de homologação judicial de acordo no âmbito de ação de
improbidade administrativa em fase recursal. 2. A Lei n. 13.964/2019, de 24 dedezembro de 2019, alterou o § 1º do art. 17 da Lei n. 8.429/1992, o qual passou a
prever a possibilidade de acordo de não persecução cível no âmbito da ação de
improbidade administrativa. 3. No caso dos autos, as partes objetivam a homologação
judicial de acordo no bojo do presente agravo em recurso especial, o qual não foi
conhecido, por maioria, por esta e. Primeira Turma, mantendo-se o acórdão proferido
pelo TJSP que condenou o recorrente à modalidade culposa do art. 10 da LIA, em razão
de conduta omissiva consubstanciada pelo não cumprimento de ordem judicial que lhe
fora emitida para o fornecime nto ao paciente do medicamento destinado ao tratamento
de deficiência coronária grave, o qual veio a falecer em decorrência de infarto agudo de
miocárdio, ensejando, por conseguinte, dano ao erário, no montante de R$ 50.000,00,
devido à condenação do Município por danos morais em ação indenizatória. 4. O
Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo deliberou, por
unanimidade, pela homologação do Termo de Acordo de Não Persecução Cível firmado
entre a Promotoria de Justiça do Município de Votuporanga e o ora agravante, nos
termos das Resoluções n. 1.193/2020 do Conselho Superior do Ministério Público do
Estado de São Paulo e n. 179/2017 do Conselho Nacional do Ministério Público, tendo em
vista a conduta culposa praticada pelo ora recorrente, bem como a reparação do dano ao
Município. 5. Nessa linha de percepção, o Ministério Público Federal manifestou-se
favoravelmente à homologação judicial do acordo em apreço asseverando que:
"Realmente, resta consignado no ajuste que apesar de ter causado danos ao erário, o
ato de improbidade em questão foi praticado na modalidade culposa, tendo o Agravante
se comprometido a reparar integralmente o Município no valor atualizado de R$
91.079.91 (noventa e um mil setenta e nove reais e noventa e um centavos), além de
concordar com a aplicação da pena de proibição de contratar com o Poder Público ou
receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que
por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco
anos (e-STJ 998/1005). Em suma, os termos do ajuste não distanciam muito da
condenação originária (e-STJ 691), revelando adequação para ambas as partes. Resta a
toda evidência, portanto, que a transação celebrada entre o Agravante e o Agravado
induz a extinção do feito na forma do art. 487, III, "b", do CPC ." (e-STJ fls.
1.036-1.037). 6. Dessa forma, tendo em vista a homologação do acordo pelo Conselho
Superior do MPSP, a conduta culposa praticada pelo ora recorrente, bem como a
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https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1HyNNTcO4dNUf74IAjhLsFKJeqIxKikvQ/view?usp=sharing
reparação do dano ao Município de Votuporanga, além da manifestação favorável do
Ministério Público Federal à homologação judicial do acordo, tem-se que a transação
deve ser homologada, ensejando, por conseguinte, a extinção do feito, com resolução de
mérito, com supedâneo no art. 487, III, "b", do CPC/2015. 7. Homologo o acordo e julgo
prejudicado o agravo em recurso especial .(Acordo no AREsp 1314581/SP, Rel. Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 23/02/2021, DJe 01/03/2021)
Acesse aqui inteiro teor
STJ - EDcl no AgInt nos EDcl no Agravo em RESp Nº 1765046: EMENTA:
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS. NÃO OCORRÊNCIA. 1.
Os embargos de declaração têm ensejo quando há obscuridade, contradição, omissão ou
erro material no julgado. 2. Hipótese em que não há no acórdão nenhuma situação que
dê amparo ao recurso integrativo, porquanto o vício alegado pelo embargante, na
realidade, manifesta seu inconformismo com o desprovimento do agravo interno, sendo
certo que a rediscussão do julgado é desiderato inadmissível em sede de aclaratórios. 3.
Pleito de suspensão do processo para eventual celebração de acordo de não persecução
cível desnecessário, eis que tal avença poderá ser celebrada até mesmo em sede de
execução de sentença condenatória, nos termos do art. 17-B, § 4º, da Lei n.
8.429/1992, com redação dada pela Lei n. 14.230/2021. 4. Embargos de declaração
rejeitados (STJ. EDcl no AgInt nos EDcl no Agravo em RESp Nº 1765046 - PR, Rel.
Ministro Gurgel de Faria, 1ª Turma, por unanimidade, julgamento em 13/12/2021).
Acesse aqui inteiro teor
STJ. AREsp n. 1.570.781/RS. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ACORDO. ART. 17, §
1º, DA LEI 8.429/1992, NA REDAÇÃO DA LEI 13.964/2019. PAPEL DO JUDICIÁRIO NA
HOMOLOGAÇÃO DA AVENÇA. CONTROLE DOS REQUISITOS FORMAIS E DO PRÓPRIO
CONTEÚDO DA AUTOCOMPOSIÇÃO. 1. Na origem, a requerida foi condenada pela prática
do ato de improbidade administrativa previsto no art. 11, II e V, da Lei 8.429/1992
(antes da redação da Lei 14.230/2021), porque comprovado que, na condição de
Presidente da Comissão de Licitação, permitiu que os convites das três empresas
participantes do certame fossem recebidos pela mesma pessoa, que também
representou, de forma conjunta, os licitantes na solenidade de abertura da licitação.
Considerando que duas das três empresas foram inabilitadas por ausência de
documentação, tendo o preposto - comum a todas - abdicado do prazo recursal, levando
à adjudicação do objeto em favor da Medicalway, entendeu-se que a requerida frustrou o
caráter competitivo do procedimento, motivo pelo qual a ela foram impostas as
seguintes penas, nos termos do art. 12, III, da Lei 8.429/1992 (antes da redação da Lei
14.230/2021): a) suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 3 (três) anos; b)
pagamento de multa civil arbitrada em uma vez o valor bruto da última remuneração
percebida como servidor público do Município de Novo Hamburgo; e c) proibição de
contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,
direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de três anos. 2. Frustradas as tentativas da requerida de reverter,
no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, o quanto decidido na origem, sobreveio a
manifestação do MPRS de fls. 1.634-1.657 (e-STJ), comunicando a celebração de
acordo, nos termos do art. 17, § 1º, da Lei 8.429/1992, na redação que lhe foi dada pela
Lei 13.964/2019. 3. Observo que as partes transacionantes aumentaram,
substancialmente, o valor da multa civil aplicada à requerida, a fim de
substituir as sanções aplicadas judicialmente de: a) suspensão dos direitos
políticos pelo prazo de 3 (três) anos e; b) proibição de contratar com o Poder Público e
dele receber incentivos e beneficios fiscais e creditícios pelo prazo de 3 (três) anos. 4. É
possível aferir, já aqui no STJ, que o acordo celebrado entre a requerida e o Ministério
Público do Rio Grande do Sul, com anuência da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo e
parecer favorável do Parquet Federal, está em condições de ser homologado em
vista do atendimento ao interesse público, porque: a) atinente à modalidade do art.
11 da Lei 8.429/1992, de menor gravidade, haja vista que, conforme liminar deferida na
ADI/STF 6.678 pelo Min. Gilmar Mendes, já não é aplicável a sanção de suspensão de
87
https://drive.google.com/file/d/1eQquspgP2O0ZOK-26hRkQjEF_7JEWLzb/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1F1ia2zyrFMtorV16PMXMr2vxiBBOjqyT/view?usp=sharing
direitos políticos em improbidades de tal natureza; b) não houve conduta dolosa que
tivesse causado dano patrimonial ao Erário nem enriquecimento ilícito do agente (arts.
9º e 10 da Lei 8.429/1992), o que afasta a reserva antes relatada; c) a multa civil
aplicada judicialmente a título de sanção foi preservada tal como imposta na sentença,
com fixação do valor devido em valores atualizados no corpo do acordo (R$ 11.705,00);d) foi avençada a incidência de novos valores a título de multa civil a fim de substituir as
sanções de suspensão de direitos políticos e proibição de contratação com o poder
público e recebimento de incentivos fiscais: (a) para substituir a suspensão de direitos
políticos, multa civil de cinco vezes o valor bruto atualizado da última remuneração
percebida (R$ 58.525,00); e (ii) para substituir a proibição de contratar com o Poder
Público e receber incentivos, multa civil de três vezes o valor bruto atualizado da última
remuneração percebida (R$ 35.115,00); totalizando a quantia de R$ 105.345,00; e) não
há notícia de que a requerida seja reincidente na prática; f) o Município de Novo
Hamburgo/RS e o Ministério Público Federal aquiesceram com os termos do acordo; e g)
o incremento substancial de valores de multa civil estabelecido no ajuste, como forma de
substituição das sanções de suspensão dos direitos políticos e de proibição de contratar
com o poder público, será revertido integralmente no projeto municipal "Jovem
Empreendedor". Tal projeto visa ofertar oficinas para capacitação de adolescentes e de
jovens, entre 14 e 21 anos, em empreendedorismo e desenvolvimento em linguagem de
programação em informática, com base em estudo realizado pelo Sebrae. A cidade de
Novo Hamburgo contabiliza, atualmente, 6.325 adolescentes e jovens na citada faixa
etária inseridos no cadastro único, e o projeto abrangerá 500 adolescentes e jovens e,
de forma imediata, após a homologação judicial, passará a surtir efeitos concretos, com
a capacitação de centenas de adolescentes para o mercado de trabalho. 5. Acordo
homologado com fundamento no art. 487, III, "b" do CPC c.c art. 17, § 1º, da Lei
8.429/1992, na redação originária da Lei 14.964/2019. Embargos de Declaração de fls.
1.677-1732 e 1.740/1.745 (e-STJ) prejudicados. (Acordo no AREsp n. 1.570.781/RS,
relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 19/4/2022, DJe de
27/6/2022.). Inteiro teor aqui.
§ 5º. As negociações para a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo
ocorrerão entre o Ministério Público, de um lado, e, de outro, o investigado ou
demandado e o seu defensor. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º. O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá contemplar a adoção de
mecanismos e procedimentos internos de integridade, de auditoria e de incentivo à
denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no
âmbito da pessoa jurídica, se for o caso, bem como de outras medidas em favor do
interesse público e de boas práticas administrativas. (Incluído pela Lei nº 14.230, de
2021)
§ 7º. Em caso de descumprimento do acordo a que se refere o caput deste artigo, o
investigado ou o demandado ficará impedido de celebrar novo acordo pelo prazo de 5
(cinco) anos, contado do conhecimento pelo Ministério Público do efetivo
descumprimento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 17-C. A sentença proferida nos processos a que se refere esta Lei deverá, além de
observar o disposto no art. 489 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de
Processo Civil): (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
88
https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=201902516513&dt_publicacao=27/06/2022
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art489
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
I - indicar de modo preciso os fundamentos que demonstram os elementos a que se
referem os arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, que não podem ser presumidos; (Incluído pela Lei
nº 14.230, de 2021)
II - considerar as consequências práticas da decisão, sempre que decidir com base em
valores jurídicos abstratos; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - considerar os obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das
políticas públicas a seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados e das
circunstâncias práticas que houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do
agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
IV - considerar, para a aplicação das sanções, de forma isolada ou cumulativa: (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
a) os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; (Incluído pela Lei nº 14.230, de
2021)
b) a natureza, a gravidade e o impacto da infração cometida; (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
c) a extensão do dano causado; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
d) o proveito patrimonial obtido pelo agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
e) as circunstâncias agravantes ou atenuantes; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
f) a atuação do agente em minorar os prejuízos e as consequências advindas de sua
conduta omissiva ou comissiva; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
g) os antecedentes do agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
V - considerar na aplicação das sanções a dosimetria das sanções relativas ao mesmo
fato já aplicadas ao agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
VI - considerar, na fixação das penas relativamente ao terceiro, quando for o caso, a sua
atuação específica, não admitida a sua responsabilização por ações ou omissões para as
quais não tiver concorrido ou das quais não tiver obtido vantagens patrimoniais
indevidas; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
VII - indicar, na apuração da ofensa a princípios, critérios objetivos que justifiquem a
imposição da sanção. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º. A ilegalidade sem a presença de dolo que a qualifique não configura ato de
improbidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º. Na hipótese de litisconsórcio passivo, a condenação ocorrerá no limite da
participação e dos benefícios diretos, vedada qualquer solidariedade. (Incluído pela
Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7237 – ANPR
Pendente de análise no STF
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89
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
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https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950
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ADI 7156
Pendente de análise no STF
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 188– Improbidade Administrativa V
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1) No ato de improbidade administrativa do qual resulta prejuízo, a responsabilidade dos
agentes em concurso é solidaria.
2) Nas ações de improbidade administrativa com pluralidade de réus, a responsabilidade
entre eles é solidária até, ao menos, a instrução final do feito, momento em que se
delimita a quota de responsabilidade de cada agente para fins de ressarcimento ao
erário
3) Na hipótese de não delimitação da cota de responsabilidade solidária dos
corréus pelo ressarcimento ao erário na fase instrutória da ação de improbidade,
é possível a discussão a respeito da individualização do dano no momento da
liquidação de sentença.
§ 3º. Não haverá remessa necessária nas sentenças de que trata esta
Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV
(clique aqui)
5) É necessária a intimação do membro do Ministério Público que atua perante a
segunda instância para acompanhar os processos de improbidade administrativa
ajuizados pelo Parquet na primeira instância, pois o MP que oficia em primeiro grau de
jurisdição não atua perante o Tribunal ad quem.
Art. 17-D. A ação por improbidade administrativa é repressiva, de caráter
sancionatório, destinada à aplicação de sanções de caráter pessoal previstas nesta Lei,
e não constitui ação civil, vedado seu ajuizamento para o controle de legalidade
de políticas públicas e para a proteção do patrimônio público e social, do meio
ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos.
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. Ressalvado o disposto nesta Lei, o controle de legalidade de políticas
públicas e a responsabilidade de agentes públicos, inclusive políticos, entes públicos e
governamentais, por danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, a qualquer outro interesse difuso ou
coletivo, à ordem econômica, à ordem urbanística, à honra e à dignidade de grupos
raciais, étnicos ou religiosos e ao patrimônio público e social submetem-se aos termos
da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STF – ADI 7156
O STF irá analisar em ADI o artigo 17-D, entre outros dispositivos.
Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça
90
https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7347orig.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
Última decisão proferida: não há.
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III
(clique aqui)
2) Na ação civil pública por ato de improbidade administrativa, é cabível a compensação
por danos morais na defesa de interesse difuso ou coletivo.
Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a
perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens,
conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito.
Art. 18. A sentença que julgar procedente a ação fundada nos arts. 9º e 10 desta Lei
condenará ao ressarcimento dos danos e à perda ou à reversão dos bens e valores
ilicitamente adquiridos, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo
ilícito. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º. Se houver necessidade de liquidação do dano, a pessoa jurídica prejudicada
procederá a essa determinação e ao ulterior procedimento para cumprimento da
sentença referente ao ressarcimento do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos
bens. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º. Caso a pessoa jurídica prejudicada não adote as providências a que se refere o §
1º deste artigo no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da sentença
de procedência da ação, caberá ao Ministério Público proceder à respectiva liquidação do
dano e ao cumprimento da sentença referente ao ressarcimento do patrimônio público
ou à perda ou à reversão dos bens, sem prejuízo de eventual responsabilização pela
omissão verificada. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º. Para fins de apuração do valor do ressarcimento, deverão ser descontados os
serviços efetivamente prestados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º. O juiz poderá autorizar o parcelamento, em até 48 (quarenta e oito) parcelas
mensais corrigidas monetariamente, do débito resultante de condenação pela prática de
improbidade administrativa se o réu demonstrar incapacidade financeira de saldá-lo de
imediato. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJ-RJ. Processo nº 0059519-73.2015.8.19.0001"(...) São essas as razões pelas
quais considero constitucionais e retroativas as mudanças estabelecidas pela Lei n.
14.230/2021 no caput e incisos do art. 11 da Lei n. 8.429/1992. (...) Considero, à vista
das considerações até aqui esposadas, inconstitucionais a nova redação conferida pela
Lei n. 14.230/2021 ao art. 12, I, da Lei n. 8.429/1992 e o art. 18, § 4º, introduzido no
mesmo diploma, pois reduzem a penalidade aplicável a atos de improbidade
administrativa que geram enriquecimento ilícito, prejudicando o mandamento
constitucional de repressão a esse tipo de infração (art. 37, § 4º, da CRFB) e violando o
dever de proporcionalidade (art. 5º, LIV, da CRFB). (TJRJ. Processo nº
0059519-73.2015.8.19.0001. 2ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA CAPITAL, Juiz de
Direito Bruno Bodart). Acesse aqui o inteiro teor.
91
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/open?id=1bKN-s0v1MlD_c_DUYrAj3Eb1OCKC-BU4&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
Art. 18-A. A requerimento do réu, na fase de cumprimento da sentença, o juiz unificará
eventuais sanções aplicadas com outras já impostas em outros processos, tendo em
vista a eventual continuidade de ilícito ou a prática de diversas ilicitudes, observado o
seguinte: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - no caso de continuidade de ilícito, o juiz promoverá a maior sanção aplicada,
aumentada de 1/3 (um terço), ou a soma das penas, o que for mais benéfico ao
réu; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - no caso de prática de novos atos ilícitos pelo mesmo sujeito, o juiz somará as
sanções. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. As sanções de suspensão de direitos políticos e de proibição de
contratar ou de receber incentivos fiscais ou creditícios do poder público observarão o
limite máximo de 20 (vinte) anos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO VI
Das Disposições Penais
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público
ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena: detenção de seis a dez meses e multa.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante estásujeito a indenizar o
denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam
com o trânsito em julgado da sentença condenatória.
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o
afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo
da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual.
§ 1º. A autoridade judicial competente poderá determinar o afastamento do agente
público do exercício do cargo, do emprego ou da função, sem prejuízo da remuneração,
quando a medida for necessária à instrução processual ou para evitar a iminente prática
de novos ilícitos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º O afastamento previsto no § 1º deste artigo será de até 90 (noventa) dias,
prorrogáveis uma única vez por igual prazo, mediante decisão motivada. (Incluído pela
Lei nº 14.230, de 2021)
STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV
(clique aqui)
6) O afastamento cautelar de agente público durante a apuração dos atos de
improbidade administrativa se legitima como medida excepcional se configurado risco à
instrução processual, não é, portanto, lícito invocar relevância, hierarquia ou posição do
cargo para a imposição da medida.
92
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
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https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
STJ - Jurisprudência em teses Jurisprudência em teses - Edição nº 188 –
Improbidade Administrativa V (clique aqui)
11) O agente político eleito tem legitimidade ativa para ajuizar pedido de suspensão com
o objetivo de sustar efeitos de decisão que o afastou cautelarmente do cargo para
apuração de atos de improbidade administrativa.
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público;
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de
ressarcimento; (Redação dada pela Lei nº 12.120, de 2009).
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de
ressarcimento e às condutas previstas no art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº
14.230, de 2021)
II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal
ou Conselho de Contas.
§ 1º. Os atos do órgão de controle interno ou externo serão considerados pelo juiz
quando tiverem servido de fundamento para a conduta do agente público. (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º. As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões
deverão ser consideradas na formação da convicção do juiz, sem prejuízo da análise
acerca do dolo na conduta do agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º. As sentenças civis e penais produzirão efeitos em relação à ação de improbidade
quando concluírem pela inexistência da conduta ou pela negativa da autoria. (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
TRF 3 - APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº 0001238-74.2015.4.03.6122: (...) Determina
o 21, §3º, da LIA que uma vez reconhecida, em sentença civil ou penal, a inexistência
material do fato ou a negativa expressa da autoria, o referido reconhecimento judicial
deve se estender à ação de improbidade em que sejam imputados ao réu os mesmos
fatos. No caso destes autos, verifica-se que o corréu Jorge Luís Barreta, na ação penal
0002109-75.2013.40.6122, denunciado em coautoria com o ex-prefeito João Paulo
Morandi como incurso nas penas do art. 1º, inciso II, do Decreto-Lei 201/67, foi
absolvido por insuficiência de provas de que tenha concorrido para a infração penal.
Tratando-se de absolvição com fundamento na mera insuficiência de provas, o resultado
absolutório não se estende automaticamente a esta ação por improbidade, uma vez que,
em decorrência da medida cautelar concedida na ADI 7236/DF, encontram-se suspensos
os efeitos do parágrafo 4º do 21 da LIA, segundo a redação da Lei 14.230/21. (...)
(Relator DES. FED. RUBENS CALIXTO, j. 18/12/2023). Acesse aqui o inteiro teor
§ 4º. A absolvição criminal em ação que discuta os mesmos fatos, confirmada por
decisão colegiada, impede o trâmite da ação da qual trata esta Lei, havendo
comunicação com todos os fundamentos de absolvição previstos no art. 386 do
Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal). (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
ADI 7237 – ANPR
93
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12120.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1E-vWzA2ZimYkt89j1dxsaw4mzxvazjo7/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art386
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art386
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Pendente de análise no STF
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ADI 7236 – CONAMP
Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de
dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário.
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ADI 7156
Pendente de análise no STF
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STF. ARE 1373069/MG."(...) No caso concreto, conforme documentos acostados aos
autos (Vol. 2), os recorrentes foram incursos nas sanções do artigo 1º, I, “a”, da Lei
9.455/1997 (Art. 1º Constitui crime de tortura: I - constranger alguém com emprego de
violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de
obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa), e
condenados em segundo grau de jurisdição com 2 (dois) anos de reclusão, em regime
fechado. Desse modo, ficou comprovada a autoria e materialidade do crime em primeiro
e segundo graus. Posteriormente, houve a extinção da punibilidade dos réus em razão
da prescrição da pretensão punitiva do Estado (Vol. 17, fl. 7). Esta SUPREMA CORTE tem
jurisprudência firme no sentido da independência das instâncias cível, penal e
administrativa (...) O acórdão recorrido seguiu esse entendimento, razão pela qual
merece ser mantido. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS AGRAVOS EM RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS (...)" (STF. ARE 1373069/MG. Min. ALEXANDRE DE MORAES,
DJe-077 DIVULG 22/04/2022 PUBLIC 25/04/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
TJSP - Ag. de Instrumento nº 2171166-37.2021.8.26.0000: Ementa: AGRAVO DE
INSTRUMENTO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Decisãorecorrida que recebeu a petição inicial Atos de improbidade administrativa Ação penal
trancada por este E. Tribunal de Justiça Lei nº 14.230/2021 que alterou a Lei de
Improbidade Administrativa Para prever que a absolvição criminal em ação que discute
os mesmos fatos, confirmada por decisão colegiada, impede o trâmite da ação da qual
trata a Lei nº 8.429/92 Artigo 21, § 4º - Rejeição Da inicial para a agravante que se
impõe Decisão reformada Agravo de instrumento provido (Relatora Des. Maria Laura
Tavares, j. 06/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor
§ 5º. Sanções eventualmente aplicadas em outras esferas deverão ser
compensadas com as sanções aplicadas nos termos desta Lei. (Incluído pela Lei
nº 14.230, de 2021)
Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de
ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação
94
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950
https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
https://drive.google.com/open?id=1dFtfQqzmjFK212Bw-GiFJXMc5GizEvrV&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1YhBCGpMGd_R-YhLOOtWsz2l0GXs-4MUY&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
formulada de acordo com o disposto no art. 14, poderá requisitar a instauração
de inquérito policial ou procedimento administrativo.
Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta Lei, o Ministério Público, de
ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação
formulada de acordo com o disposto no art. 14 desta Lei, poderá instaurar
inquérito civil ou procedimento investigativo assemelhado e requisitar a
instauração de inquérito policial. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. Na apuração dos ilícitos previstos nesta Lei, será garantido ao
investigado a oportunidade de manifestação por escrito e de juntada de
documentos que comprovem suas alegações e auxiliem na elucidação dos
fatos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO VII
Da Prescrição
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser
propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de
função de confiança;
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares
puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo
ou emprego.
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de
contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1o desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
Art. 23. A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito)
anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do
dia em que cessou a permanência. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
STF – ARE 843989 – TEMA REPERCUSSÃO GERAL 1199
Teses Fixadas:
1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos
de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA - a presença
do elemento subjetivo - DOLO;
2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de
improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI,
95
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art78a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art78a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88....
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada;
nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes;
3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos
praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em
julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo
competente analisar eventual dolo por parte do agente;
4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO,
aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei.
Acesse aqui os dados relativos à repercussão geral.
STF – ADI 7156
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
STF - Recurso Extraordinário com Agravo nº 1.329.722/PR: “Desse modo, em que
pesem os fundamentos do Tribunal de origem em juízo de admissibilidade, entendo que
a decisão a ser proferida por esta Corte no Tema 309 influenciará a solução desta
demanda. Quanto à prescrição, tal questão deverá ser analisada após o julgamento de
mérito do referido precedente de repercussão geral. O mesmo se aplica aos
fundamentos alegados pelo recorrente na Petição 113143/2021, referentes à aplicação
da Lei 14.230/2021 às ações pendentes. Diante do exposto, com fundamento no art.
1.036 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015 e no art. 328, parágrafo único, do
Regimento Interno do STF, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
que aguarde a decisão de mérito do Supremo no Tema 309 da repercussão geral
(Relator Min. Alexandre de Moraes, j. 17/12/2021)”. Acesse aqui o inteiro teor
STJ - EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
Nº 1564776 - MG (2019/0240875-5): EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DOLO RECONHECIDO. IMPACTOS DAS NOVAS
DISPOSIÇÕES DA LEI DE IMPROBIDADE. AUSÊNCIA. REDISCUSSÃO DAS QUESTÕES
DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS ACOLHIDOS, EM PARTE, SEM
EFEITOS MODIFICATIVOS. 1. Os embargos de declaração, conforme dispõe o art. 1.022
do Código de Processo Civil, destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição,
suprir omissão ou corrigir erro material. 2. Faz-se necessária manifestação desta Corte a
respeito dos impactos da decisão vinculante exarada pelo Supremo Tribunal Federal
sobre a presente demanda, especialmente em razão da superveniência do julgamento
proferido no Tema n. 1.199, sob o regime da repercussão geral. 3. No tocante à
aplicação da Lei n. 14.230/2021, o Pretório Excelso firmou teses segundo as quais (i) é
necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva dolosa na tipificação dos atos
de improbidade administrativa; (ii) a revogação da modalidade culposa de improbidade
administrativa é, em regra, irretroativa; (iii) no caso de atos culposos praticados na
vigência do texto anterior, porém sem condenação transitada em julgado, deve ser feita
nova análise do elemento subjetivo; (iv) O novoregime prescricional não retroage,
aplicando-se os novos marcos temporais apenas após a publicação da nova lei. 4.
Inexistindo retroatividade das premissas jurídicas relativas ao marco prescritivo, não há
possibilidade de modificação da conclusão na solução conferida ao presente caso. 5.
Quanto à tipicidade da conduta, o acórdão recorrido manteve as conclusões da instância
ordinária pela existência de dolo do agente, não se tratando de condenação por ato
ímprobo culposo capaz de ensejar o reexame do elemento subjetivo da conduta. 6. Não
há determinação do STF para aplicação retroativa do art. 17, § 10-F, II, da LIA,
tampouco no que concerne à indicada taxatividade das condutas elencadas no art. 11 da
referida norma. 7. Quanto à apontada inaplicabilidade do Tema n. 339/STF, a pretensão
aclaratória não prospera, ficando manifesto o intuito de rediscussão das questões já
foram apreciadas pelo aresto embargado. 8. O mérito da irresignação recursal dirigida
96
https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4652910&numeroProcesso=843989&classeProcesso=ARE&numeroTema=1199
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
https://drive.google.com/open?id=1YgrLlKEQ9pj7cBFrBk-pHD5kxRFJ8yPH&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
ao Superior Tribunal de Justiça não foi apreciado em relação à suscitada
intransmissibilidade da multa aos herdeiros, ponto sobre o qual o órgão colegiado não
conheceu do recurso especial ante a incidência da Súmula n. 283/STF, o que impôs a
negativa de seguimento ao recurso extraordinário, em razão da incidência da tese
contida no Tema n. 181/STF. 9. Hígido o acórdão embargado também em relação à
negativa de seguimento derivada da incidência da conclusão constante dos Temas n. 660
e 895 do STF. 10. Embargos de declaração acolhidos em parte, sem efeitos infringentes.
(STJ. EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL No
1564776 - MG, Rel. OG Fernandes, Corte Especial, por unanimidade, julgamento em
25/04/2023). Acesse aqui inteiro teor
TRF 5 - 08117392320214050000 (...) 6. Pela nova lei não haveriaaqui de se falar
em prescrição, considerando que, entre a data do fato (abril a outubro/2009) e a
propositura da ação de improbidade (mar/2018), não transcorreram mais de 8 anos. 7.
No entanto, pela regra vigente à época dos fatos, verifica-se que ocorreu a prescrição.
Com efeito, percebe-se que o art. 23 , I , da LIA estabelece que o prazo prescricional
quinquenal terá início com o fim do mandato do gestor. No caso, o ex-Prefeito PEDRO
ROGÉRIO MORAIS, que permaneceu na Chefia do Executivo Municipal no período de
2009 a 2012. Como a ação de improbidade foi ajuizada mar/2018, incidiu o prazo
extintivo quinquenal. 8. Impende realçar que o prazo prescricional a ser considerado não
é individualizado, e sim um prazo único, para o gestor máximo, no caso o ex-Prefeito, e
os demais participantes do suposto ato ímprobo. Dessa forma, o início do prazo
prescricional se dera a partir do fim do exercício do mandato do ex-Prefeito PEDRO
ROGÉRIO MORAIS, que ocorrera em 31 de dezembro do ano de 2012. 9. Agravo de
instrumento provido, para reconhecer a ocorrência da prescrição da ação de improbidade
originária. (TRF-5 - AI: 08117392320214050000, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL
PAULO MACHADO CORDEIRO, Data de Julgamento: 08/03/2022, 2ª TURMA) Acesse aqui
a ementa integral
TJPE. 0004096-02.2009.8.17.0420. “(...) ao contrário do defendido pelos
demandados quando de suas manifestações a respeito da possível ocorrência do evento
da prescrição com base na moderna previsão contida na Lei nº 14.230/2021, observa-se
que a Corte Suprema decidiu pela sua irretroatividade, conforme Tema 1199 e, por
assim ser, não há como aplicar as novas regras previstas, mas sim aquela contida no
texto original da Lei nº 8.492/92. (...)” (TJPE. 0004096-02.2009.8.17.0420. 2ª Câmara
de Direito Público. Relator Des. José Ivo de Paula Guimarães, 16/12/2022). Acesse aqui
inteiro teor.
TJPE. 0018332-64.2022.8.17.9000. “4. Ou seja, com tal julgamento, não se autoriza
a utilização retroativa dos novos marcos temporais previstos na Lei nº 14.230/2021, de
modo que o juiz não poderia ter aplicado a nova regra contida no art. 23 da Lei ao caso
em vigor, pois há tese vinculante prevendo a impossibilidade. Acesse aqui o inteiro teor.
No mesmo sentido: TJPE. 0002384-79.2013.8.17.0470. 1ª Câmara de Direito Público,
Gab. Des. Jorge Américo Pereira de Lira, 23/02/2023. Acesse aqui inteiro teor.
TJPE. 0000878-88.2018.8.17.2670. “Pois bem, de modo a preservar uma
uniformidade de tratamento na solução dada pelo Estado-Juiz nas causas que lhe são
levadas a julgamento, impende que seja observada a inteligência do item 4 do Tema
1.199 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, com base no art. 932 do CPC, DOU
PROVIMENTO ao recurso do Ministério Público para afastar a prescrição intercorrente e
devolver os autos ao juízo de origem.” Acesse aqui o inteiro teor.
No mesmo sentido: TJPE. 0000105-29.2016.8.17.0240. 1ª Câmara REGIONAL DE
CARUARU – 2ª TURMA. Gabinete do Des. Honório Gomes do Rego Filho, 05/06/2023.
Acesse aqui o inteiro teor.
97
https://drive.google.com/file/d/1YgIbyaINoIMHVzQnQfzr7KnuIrCj01kX/view?usp=drive_link
https://drive.google.com/open?id=1-2GRqdSvOcnH8IGkAa-7m4v981zjtbeN&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1zRtiDTgpP0khM_hvCuArkYJSonyjEL6u/view?usp=sharing
https://drive.google.com/open?id=15WK6_bJTvs2FXnnCuHnFBOpH269at38j&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1FpxJRvurWpF7q0mH3DMu86X5vinKJtwc/view?usp=share_link
https://drive.google.com/file/d/11Wc8ZcAxIBH_Ajdg0vCcenktnQixmsJW/view?usp=drive_link
https://drive.google.com/file/d/114xi_7bZdJSZI4i2YpABdmv4jJw_ms8V/view?usp=drive_link
§ 1º. A instauração de inquérito civil ou de processo administrativo para apuração dos
ilícitos referidos nesta Lei suspende o curso do prazo prescricional por, no máximo, 180
(cento e oitenta) dias corridos, recomeçando a correr após a sua conclusão ou, caso não
concluído o processo, esgotado o prazo de suspensão. (Incluído pela Lei nº 14.230, de
2021)
§ 2º. O inquérito civil para apuração do ato de improbidade será concluído no prazo de
365 (trezentos e sessenta e cinco) dias corridos, prorrogável uma única vez por igual
período, mediante ato fundamentado submetido à revisão da instância competente do
órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
ADI 7237 – ANPR
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§ 3º. Encerrado o prazo previsto no § 2º deste artigo, a ação deverá ser proposta no
prazo de 30 (trinta) dias, se não for caso de arquivamento do inquérito civil. (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º. O prazo da prescrição referido no caput deste artigo interrompe-se: (Incluído
pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - pelo ajuizamento da ação de improbidade administrativa; (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
II - pela publicação da sentença condenatória; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional
Federal que confirma sentença condenatória ou que reforma sentença de improcedência;
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
IV - pela publicação de decisão ou acórdão do Superior Tribunal de Justiça que confirma
acórdão condenatório ou que reforma acórdão de improcedência; (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
V - pela publicação de decisão ou acórdão do Supremo Tribunal Federal que confirma
acórdão condenatório ou que reforma acórdão de improcedência. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
§ 5º. Interrompida a prescrição, o prazo recomeça a correr do dia da interrupção, pela
metade do prazo previsto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STF – ARE 843989 – TEMA REPERCUSSÃO GERAL 1199
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950
https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
Teses Fixadas:
1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos
de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA - a presença
do elemento subjetivo - DOLO;
2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de
improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI,
da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada;
nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes;
3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos
praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em
julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo
competente analisar eventual dolo por parte do agente;
4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO,
aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei.
Acesse aqui os dados relativos à repercussão geral.
ADI 7236 – CONAMP
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STF. AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.325.653 Na
hipótese dos autos, foi publicada em 8 de junho de 2018, no Diário de Justiça, a decisão
monocrática, proferida no âmbito do Superior Tribunal, que confirmou o acórdão
condenatório proferido pelo TJDFT — havendo, ainda, majorado a condenação
estabelecida no Tribunal Distrital. Inexistindo qualquer marco interruptivo (art. 202 do
Código Civil), reputo que se verificou, em 8.6.2022, a prescrição da pretensão punitiva
do réu, quando já havia entrado em vigor a Lei 14.230, de 2021. Cabe observar,
ademais, que, conforme estatuído na Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro
(caput do art. 6º), a Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, os costumes e os princípios gerais do direito. (...) Reputo presentes, assim, os
requisitos autorizadores de atribuição de efeito suspensivo, a teor do disposto no
parágrafo único do art. 995 do Código de Processo Civil.
TJSP. 2045135-35.2022.8.26.0000. Agravo de Instrumento – Ação civil pública –
Improbidade administrativa – Decisão que reconhece prescrição intercorrente da
pretensão sancionadora, com exceção da reparação de dano, à vista do advento da Lei
nº 14.230/21 – Irretroatividade da lei nova – Direitos penal e administrativo
sancionador que não são equivalentes – Se fossem estritamente idênticos, a própria
norma-matriz constitucional que trata dos atos de improbidade, qual seja o art. 37, §
4.º, do Texto Maior, não se encarregaria de ressalvar a aplicabilidade das sanções
cominadas "sem prejuízo da ação penal cabível", de modo a salvaguardar no
ordenamento a coexistência de ambas as esferas, administrativa e penal, distintas entre
si – Ações de ressarcimento ao erário, ademais, que são imprescritíveis (art. 37, § 5.º,
da Constituição Federal) – Afastamento da aplicação retroativa da Lei nº
14.230/2021 que se impõe – Decisão reformada – Recurso provido. (TJSP; Agravo de
Instrumento 2045135-35.2022.8.26.0000; Relator (a): Renato Delbianco; Órgão
Julgador: 2ª Câmara de Direito Público; Foro de Taubaté - Vara da Fazenda Pública; Data
do Julgamento: 22/07/2022; Data de Registro: 22/07/2022). Acesse aqui o inteiro teor.
99
https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4652910&numeroProcesso=843989&classeProcesso=ARE&numeroTema=1199
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://esaj.tjsp.jus.br/cjsg/getArquivo.do?conversationId=&cdAcordao=15873473&cdForo=0&uuidCaptcha=sajcaptcha_c4cc0127380d42b2a4aed7546f47c5c9&g-recaptcha-response=03ANYolquHtIEBpsdguaHgiSQavLWGvE29hMUcR27kuPxqIEHTZmHIPiQMH6pjyH4vCIaj8vklvmWaXBI6jKhAG-j-vZUKGTTe61CTXA0I0S-A5n8CklvCiaxBJ4-L9-nH4EumMJY0OecZpi5u4DbBtIA5D3PGLNmiDR4xDsVoEVYeU4vB2ZFcoTw5lvWny_WnmxJuYtyfsyzYzmCQoyy2Nuedf3JqlypqnHvu9xclbmP58n2QfHMcsBPLSSzR0G9eGjtGkGY-DVY2pZSa4oBm35lpK8YM1MebeBzngBmLrUyaVuYNbeMoKO-6E52mf7cUAjSH3yhMge54DskRRYe05xI6Ry5-YaM-Gm9Q0xXFnl9bxmYjgM6MVrDVFNLUnluiSk-eXRWeOopih0ZSS5ZoUgSGI9ActHPx6G13GEdzlbsmb8RREYVedURZ0f_mdRmF9jkCu2QlYBoWSht9gb48SyQ6SVmVF_v8rfbWAHHnIX2N2e9JqkWEGkmNctiWRd-6xPzfJC5z10I6quTI3EJeDGZGVEBqeVgHqPCnZg4JI2mtVyPIvg-1z7vwjYSZ3UYLW8-HliIrHXPy1WJjsSzigoYt43IKGb3ckQ
TJSP- 2059538-09.2022.8.26.0000 – “AGRAVO DE INSTRUMENTO – Ação civil
pública por ato de improbidade administrativa – Prescrição intercorrente reconhecida
pelo juízo a quo – Retroatividade ou não dos novos prazos prescricionais previstos na Lei
nº 14.230/21, devendo prevalecer, neste momento processual, o interesse público na
apuração dos fatos – Inércia do autor não configurada, a afastar, a princípio, a
ocorrência de prescrição intercorrente - Recurso provido”. Acesse aqui o inteiro teor.
TJMT - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0000952-78.1997.8.11.0041: Ementa: APELAÇÕES —
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA — SUPERVENIÊNCIA DA LEI No 14.230, DE 25 DE
OUTUBRO DE 2021 — APLICAÇÃO AOS CASOS EM CURSO — POSSIBILIDADE —
TRANSCURSO DO PRAZO DE OITO (8) ANOS ENTRE O PROTOCOLO DA INICIAL E A
PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA NO DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO — CONSTATAÇÃO —
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE — DECRETAÇÃO DE OFÍCIO — IMPERIOSIDADE. Possível
a retroatividade da lei mais benéfica em favor do réu na ação de improbidade
administrativa, visto que a matéria “insere-se no âmbito do direito administrativo
sancionador e, segundo doutrina e jurisprudência, em razão de sua proximidade com o
direito penal, a ele se estende a norma do art. 5o, XVIII, da Constituição da República”
(STJ, REsp 1353267/DF). Transcorrido mais de oito (8) anos entre a data do protocolo
da inicial e a publicação da sentença no Diário da Justiça Eletrônico, impõe-se a
decretação da prescrição intercorrente da pretensão de imposição de sanção decorrente
da prática de ato de improbidade administrativa, nos termos do artigo 23, cabeça e § 8o,
da Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, com a redação dada pela Lei no 14.230, de 25
de outubro de 2021. Decretado de ofício a prescrição intercorrente. Recursos
prejudicados. (Apelação Cível Número: 0000952-78.1997.8.11.0041, Segunda Câmara
de Direito Público e Coletivo, Rel. Des. Luiz Carlos da Costa, TJMT, 17/02/2022). Acesse
aqui o inteiro teor.
TJCE 0003005-39.2015.8.06.0106. APELAÇÃO. AÇÃO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. SENTENÇA QUE RECONHECE A PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE, COM
BASE NAS ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELA LEI FEDERAL Nº 14.230/2021 À LEI DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.DE PESSOA ACUSADA EM AÇÃO PENAL. CRIME
PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE EXCLUSIVIDADE NA
PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. REGIME JURÍDICO DE CONTRATAÇÃO CUJOS DEVERES
NÃO SÃO OS MESMOS DOS PROCURADORES CONCURSADOS. PREJUÍZO AO ERÁRIO.
DOLO ESPECÍFICO NÃO DEMONSTRADO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS
ADMINISTRATIVOS. ROL TAXATIVO. IMPUTAÇÃO GENÉRICA. CONDUTA NÃO TIPIFICADA.
 1. Consoante o disposto no art. 1º, § 4º, da Lei n. 8.429/92, com redação dada pela
Lei n. 14.430/21, aplicam-se ao sistema da improbidade os princípios constitucionais do
direito administrativo sancionador. Sob essa ótica, as sanções penais e administrativas,
em razão de suas semelhanças, submetem-se a regime jurídico similar, com a incidência
de princípios comuns do Direito Publico Sancionador, especialmente os consagrados no
texto constitucional, dentre eles o da possibilidade de retroatividade da lei penal mais
benéfica (art. 5º, XL, CF). 2. Constatado que a Lei n. 14.230/2021 trouxe importantes
inovações benéficas aos agentes ativos das condutas de improbidade administrativa,
revela-se imperiosa a sua incidência no caso dos autos, a fim de beneficiar o requerido. 
12
https://drive.google.com/file/d/11oyekFUe-0_-oqq_l5rnf2ZpQsg4qdDe/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/11oyekFUe-0_-oqq_l5rnf2ZpQsg4qdDe/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
3. O interesse processual, consagrado pela doutrina no trinômio
necessidade-utilidade-adequação, mostra-se presente na demanda. A responsabilização
do requerido pelos atos ímprobos eventualmente praticados requer o acionamento do
Poder Judiciário, sendo certo que a ação civil pública por ato de improbidade
administrativa se mostra adequada e útil para atender a expectativa do autor, qual seja,
cominação das sanções legais. 4. Há preclusão consumativa para a pretensão recursal
de inépcia da inicial e ausência de indícios da prática de ato de improbidade
administrativa, posto que aventada em sede de defesa preliminar e rechaçada pela
decisão inicial, não impugnada pelo interessado a tempo e modo. 5. A Lei
n. 14.230/2021, ao alterar a redação do art. 10 da Lei n. 8.429/92, revogou a
modalidade culposa da conduta improba que causa prejuízo ao erário, de modo que,
atualmente, faz-se necessária a demonstração de dolo específico do agente, este
definido como a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado (art.
1, § 2º). 6. O vínculo estabelecido entre o requerido e a administração pública
municipal não tem por origem o concurso público, situação que afasta a aplicação do art.
30 do Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n. 8.096/94), uma
vez que o advogado contratado, em que pese poder ser considerado funcionário público
para fins penais (art. 327 do CP), não se equipara ao servidor público admitido por
concurso para o cargo de procurador município. Aplicar o impedimento previsto no
Estatuto da OAB para o advogado ou procurador admitido por concurso público para o
advogado contratado via dispensa de licitação acarretaria analogia in malam parte,
situação vedada pelo ordenamento jurídico. 7. A extensão do impedimento puro e
simples a advogado sem vínculo estatutário ou celetista, sem perquirir a existência da
vontade livre e consciente de transgredir uma norma administrativa, incorreria em
aplicação indiscriminada das condutas de improbidade administrativa, o que não se
coaduna com o espírito atual da Lei n. 8.429/92, com as alterações promovidas pela Lei
n. 14.230/2021. 8. Inexiste nos autos a comprovação de prejuízo sofrido pela
administração pública municipal pelo patrocínio da defesa da acusada pelo requerido,
requisito exigido pelo caput do art. 10 da norma de regência, visto que não há
informações de condenação e porque não houve a utilização da máquina pública para a
prestação da defesa em questão. 9. A nova redação do art. 11 da lei de improbidade
traz um rol exaustivo (numeros clausus), elencando todas as condutas violadoras de
princípios administrativos. Foi suprimida a conjunção aditiva e e substituído o termo
notadamente por caracterizada por uma das seguintes condutas, de modo que não
existe mais a possibilidade de se adicionar a definição do caput com os exemplos dos
incisos. 10. Para que houvesse a possibilidade de condenação do requerido por ato de
improbidade administrativa que viole princípios da administração pública, além da
ocorrer a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de
imparcialidade e de legalidade, a conduta precisaria se inserir em um dos incisos do art.
11 da norma, situação que não se verifica no caso dos autos. Apelações Cíveis
conhecidas e desprovidas. Sentença mantida. (TJGO. 3ª Câmara Cível.
DESEMBARGADOR ITAMAR DE LIMA Publicado em 25/04/2022 18:06:26). Acesse aqui o
inteiro teor.
§ 5º. Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no
exercício de suas funções e a integridade do patrimônio público e social dos
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como da administração direta e
indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito
Federal. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º. Estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade praticados
contra o patrimônio de entidade privada que receba subvenção, benefício ou
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incentivo, fiscal ou creditício, de entes públicos ou governamentais, previstos no
§ 5º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 7º. Independentemente de integrar a administração indireta, estão sujeitos às
sanções desta Lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de
entidade privada para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou
concorra no seu patrimônio ou receita atual, limitado o ressarcimento de
prejuízos, nesse caso, à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres
públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 8º. Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência
interpretativa da lei, baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada,
mesmo que não venha a ser posteriormente prevalecente nas decisões dos
órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário. (Incluído pela Lei nº
14.230, de 2021)
ADI 7236 – CONAMP
Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de
dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário.
Confira o andamento - Clique aqui
Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
Confira a íntegra da decisão liminar – Clique aqui
ADI 7156
O STF irá analisar em ADI o artigo 1º, § 8º, entre outros dispositivos.
Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça
Última decisão proferida: não há.
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que
exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação,
designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo,
mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo
anterior.
Art. 2º. Para os efeitos desta Lei, consideram-se agente público o agente
político, o servidor público e todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente
ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
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https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588RETROATIVIDADE DAS NORMAS DE CONTEÚDO
ESTRITAMENTE DE DIREITO MATERIAL. IRRETROATIVIDADE DAS NORMAS DE
CONTEÚDO PROCESSUAL E TAMBÉM AS DE CONTEÚDO HÍBRIDO, A EXEMPLO DA
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. SENTENÇA REFORMADA PARA REJEITAR A PRESCRIÇÃO
INTERCORRENTE E, ASSIM, PERMITIR O PROSSEGUIMENTO DA DEMANDA. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cuidam os autos de apelação interposta contra sentença
que reconheceu a prescrição intercorrente da pretensão punitiva por ato de improbidade,
em razão das alterações promovidas pela Lei Federal nº 14.230/2021. 2. É incabível a
aplicação retroativa da prescrição intercorrente, prevista no art. 23, §5º, da Lei Federal
nº 8.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa – LIA), dispositivo acrescido pela Lei
Federal nº 14.230/2021, mesmo à luz do direito administrativo sancionador, pois sua
aplicabilidade imediata não pode atingir atos processuais perfectibilizados, considerando
que a norma tem conteúdo misto (processual e material). 3. Decerto, a prescrição
intercorrente tem feitio de direito material, já que fulmina a pretensão punitiva, isto é, a
aptidão do jus puniendi de ser reconhecido em juízo. Todavia, sua deflagração e
interrupção se confunde com a prática de atos processuais (ajuizamento da ação de
improbidade, prolação da sentença, publicação de decisão ou acórdão etc.) e tem como
consequência imediata influenciar a marcha processual, sinalizando ao Poder Judiciário e
às partes a urgência que se deve ou não imprimir à tramitação do feito e ao manejo das
estratégias de defesa e acusação. Logo, considerando que a legislação à época não
atribuía aos atos processuais a consequência de reiniciar ou interromper o lapso
prescricional, não se pode reconhecer dos atos praticados à época, de forma retroativa,
o decurso do prazo prescricional intercorrente, mesmo porque a jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça era consolidada no sentido de que inexistia prescrição
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https://drive.google.com/open?id=1n8T1oqR82btJoB4gDz5be-JFlQne5ku3&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/file/d/1DLOUXyJ7_n_JdmUmwY1soE2taO1HQRr2/view?usp=sharing
intercorrente, à míngua de previsão legal. 4. Embora se apliquem ao sistema de
proteção da probidade administrativa os princípios constitucionais do direito
administrativo sancionador (art. 1º, §4º, da LIA), a similitude com o direito penal
sancionador não é o mesmo que identidade. Explica-se: enquanto no direito penal, a
proteção que se confere ao réu é justificadamente maior, por versar sobre o direito de
liberdade do indivíduo; na seara administrativa, os direitos individuais passíveis de
cerceamento temporário são de menor expressão (propriedade, liberdade contratual e
exercício dos direitos políticos). Assim, conquanto se justifique a necessidade de
proteção especial ao acusado frente ao direito punitivo do Estado (direito sancionador),
despontam como bens jurídicos de igual relevância a proteção ao patrimônio público e a
vedação ao retrocesso no combate à improbidade, princípios ínsitos ao direito
administrativo que também possuem índole constitucional (art. 23, inciso I e art. 37,
§4º, da CF/88). 5. É a principiologia constitucional e administrativa, portanto, que indica
que o princípio da retroatividade das normas mais benéficas, embora existente, é
aplicada, na seara do direito administrativo sancionador, de forma distinta que na do
direito penal, mesmo porque o art. 5º, inciso XL, da Constituição Federal, ao instituir a
retroatividade (irrestrita) das normas benéficas ao réu, menciona tão somente a lei
penal. 6. Nesse trilhar, entende-se que a retroação de normas de conteúdo processual
ou híbrido (processual e penal), na seara do direito administrativo sancionador, carece
de expressa previsão legal, o que não existe no caso. De fato, o legislador, ao editar a
Lei Federal nº 14.230/2021, sequer cuidou de instituir uma norma de transição, o que
dirá disciplinar a retroação de normas benéficas. Nesse diapasão, a Lei Federal nº
14.230/2021, ao revogar as disposições da LIA que se referiam a normas do Código de
Processo Penal, e instituir a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, "salvo o
disposto nesta Lei" (art. 17, da LIA), indica que o respeito aos atos jurídicos processuais
perfeitos (art. 14, do CPC e art. 6º, da LINDB) certamente é uma das diretrizes para a
aplicação de normas processuais ou mistas. 7. Trata-se, ademais, de certa maneira, de
aplicação por analogia da ratio decidendi da jurisprudência do STJ quando à
(in)existência de prescrição intercorrente, antes do advento da Lei Federal 14.230/2021.
Isso porque, se o entendimento era de que a prescrição intercorrente – embora prevista
no sistema de direito penal sancionador – não se aplicava ao sistema de direito
administrativo sancionador por não existir expressa previsão legal, entende-se que,
mutatis mutandis, a aplicação retroativa do novel instituto dependeria, igualmente, de
determinação legal inequívoca quanto à sua extensão frente aos atos processuais já
praticados. 8. Apelação conhecida e provida, determinando-se o retorno dos autos ao
juízo de origem, para prosseguimento da demanda. ACÓRDÃO Acordam os integrantes
da Terceira Câmara de Direito Público do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Ceará,
por uma de suas turmas julgadoras, à unanimidade, em conhecer da apelação, para
dar-lhe provimento, tudo nos termos do voto do relator, parte integrante deste.
Fortaleza, data informada pelo sistema. Desembargador WASHINGTON LUÍS BEZERRA
DE ARAÚJO Relator (Apelação Cível - 0003005-39.2015.8.06.0106, Rel.
Desembargador(a) WASHINGTON LUIS BEZERRA DE ARAUJO, 3ª Câmara Direito Público,
data do julgamento: 21/03/2022, data da publicação: 21/03/2022). Acesse aqui o
inteiro teor.
TJCE - Apelação Cível - 0000059-88.2015.8.06.0205 - APELAÇÃO. AÇÃO DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELA LEI FEDERAL Nº
14.230/2021 À LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RETROATIVIDADE DAS
NORMAS DE CONTEÚDO ESTRITAMENTE DE DIREITO MATERIAL. IRRETROATIVIDADE
DAS NORMAS DE CONTEÚDO HÍBRIDO, A EXEMPLO DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
MÉRITO. PRESTAÇÃO DE CONTAS TARDIA. MERA IRREGULARIDADE. AUSÊNCIA DE
LESIVIDADE RELEVANTE. CONDUTA ATÍPICA À LUZ DA LEI DE IMPROBIDADE, COM A
REDAÇÃO ORIGINAL E, SOBRETUDO, COM O TEXTO MODIFICADO PELA LEI FEDERAL Nº
14.230/2021. SENTENÇA REFORMADA PARA JULGAR IMPROCEDENTE A DEMANDA.
RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cumpre rejeitar a aplicação retroativa da
prescrição intercorrente, prevista no art. 23, §5º, da Lei Federal nº 8.429/92 (Lei da
Improbidade Administrativa – LIA), dispositivo acrescido pela Lei Federal nº
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https://drive.google.com/open?id=1b14qfAZ0xOD-edR0S4oi2RMqfCUSTVOV&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
14.230/2021, pois sua aplicabilidade imediata não atinge atos processuais
perfectibilizados, já que a norma tem conteúdo misto (processual e material). 2.
Decerto, a prescrição intercorrente tem feitio de direito material, já que fulmina a
pretensão punitiva, isto é, a aptidão do jus puniendi de ser reconhecido em juízo.
Todavia, sua deflagração e interrupção se confunde com a prática de atos processuais
(ajuizamento da ação de improbidade, prolação da sentença, publicação de decisão ou
acórdão etc.) e tem como consequência imediata influenciar a marcha processual,
sinalizando às partes e ao Poder Judiciário a urgência que se deveria ou não imprimir à
tramitação do feito e ao manejo das estratégias de defesa e acusação. Logo,
considerando que a legislação à época não atribuía aos atos processuais a consequência
de reiniciar ou interromper o lapso prescricional, não se pode reconhecer dos atos
praticados à época, de forma retroativa, o decurso do prazo prescricional intercorrente,
mesmo porque a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça – STJ era consolidada no
sentido de que inexistia prescrição intercorrente, à míngua de previsão legal. 3.
Superada essa prejudicial de mérito, entende-se, porém, que o pedido autoral deve ser
julgado improcedente, pois, independentementehttps://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
função nas entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº
14.230, de 2021)
STJ - jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV
(clique aqui)
2) É possível o enquadramento de estagiário no conceito de agente público para fins de
responsabilização por ato de improbidade administrativa.
3) É possível responsabilizar o parecerista por ato de improbidade administrativa quando
demonstrados indícios de que a peça jurídica teria sido redigida com erro grosseiro ou
má-fé.
4) O Ministério Público possui legitimidade para propor ação civil pública por improbidade
administrativa contra dirigentes das entidades que compõem os chamados serviços
sociais autônomos - Sistema S.
Parágrafo único. No que se refere a recursos de origem pública, sujeita-se às
sanções previstas nesta Lei o particular, pessoa física ou jurídica, que celebra
com a administração pública convênio, contrato de repasse, contrato de gestão,
termo de parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalente.
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III
(clique aqui)
5) É viável o prosseguimento de ação de improbidade administrativa exclusivamente
contra particular quando há pretensão de responsabilizar agentes públicos pelos mesmos
fatos em outra demanda conexa.
STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 2046471 - SP (2021/0406142-2).
DECISÃO (...). Vê-se que a lei de regência ampliou o conceito de agente público, não
ficando este (conceito) restrito aos servidores públicos. Registre-se, pela pertinência,
que "a novel Lei n.º 14.230, de 25, de outubro de 2021 (DOU de 26/10/2021) - a qual,
promoveu uma reforma significativa no objeto e no rito da ação por atos de improbidade
administrativa - consignou no parágrafo único, do artigo 2º, a possibilidade de sujeição
dos particulares que celebram convênio com a administração pública às sanções ali
previstas", conforme bem apontado pelo MPF à e-STJ fl. 795. No caso concreto, os autos
evidenciam que ?o Sr. Christiano Mascarenhas Rangel captou recursos na forma de
doações ou patrocínios (Mecenato), conforme estipulado na Lei 8.313/91 (Lei de
Incentivo à Cultura), pela empresa Christiano M. Rangel - Entretenimento - Me., também
ré, mas não prestou contas de seu destino? (e-STJ fl. 677), circunstância que equipara o
dirigente da referida empresa a agente público para os fins de improbidade
administrativa. (...)7. Enfim, os sujeitos ativos dos atos de improbidade administrativa
não são apenas os servidores públicos, mas todos aqueles que estejam abrangidos no
conceito de agente público, conforme os artigos 1º, parágrafo único, e 2º, da Lei
8.429/92. Nesse sentido: AgRg no REsp 1196801/MG, Rel. Ministro Napoleão Nunes
Maia Filho, Primeira Turma, DJe 26/08/2014, MS 21.042/DF, Rel. Ministro Mauro
Campbell Marques, Primeira Seção, DJe 17/12/2015, E REsp 1081098/DF, Rel. Ministro
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 03/09/2009. 8. Assim, tendo em vista que figura no polo
passivo a AGROINDUSTRIAL URUARA S/A, equiparada a agente público, o
processamento da Ação de Improbidade Administrativa é possível, pois há legitimidade
passiva. 9. Recurso Especial provido. (REsp 1357235/PA, rel. Min. HERMAN BENJAMIN,
SEGUNDA TURMA, DJe 30/11/2016) (Grifos acrescidos). Nesse passo, evidencia-se a
legitimidade passiva do demandado e a necessidade do processamento da ação de
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf
improbidade administrativa. Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, II,
?c?, do RISTJ, CONHEÇO do agravo para DAR PROVIMENTO ao recurso especial, de
modo a autorizar o processamento da ação de improbidade administrativa. Publique-se.
Intimem-se. Brasília, 10 de maio de 2022 Ministro GURGEL DE FARIA Relator (AREsp n.
2.046.471, Ministro Gurgel de Faria, DJe de 17/05/2022.). Inteiro teor aqui.
Art. 3°. As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não
sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele
se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
Art. 3º. As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não
sendo agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de
improbidade. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ - AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp: 1.307.646 RJ 2012/0017554-2. (...)
Esta Corte tem decidido no sentido de inexistência de litisconsórcio necessário em ações
de responsabilização por improbidade administrativa de servidores - como se verifica no
presente caso, ainda mais quando ausente qualquer demonstração de prejuízo resultante
da formação do polo passivo da demanda. Nesse sentido: REsp 408.219/SP, Rel. Ministro
LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/09/2002, DJ 14/10/2002, p. 197; AgRg no
AREsp 724.744/SC, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
27/10/2015, DJe 10/11/2015. XI - Não merecem conhecimento as alegações relativas à
discussão a respeito da responsabilidade do recorrente, sob os fundamentos de ausência
de ilicitude em avença que visava à contratação de pessoal e de inexistência de qualquer
elemento anímico na realização de conduta violadora de princípios da administração
pública. XII - Para o enfrentamento da referida tese, assim como para eventual
superação do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário um
revolvimento fático-probatório, medida incompatível com a sistemática do presente
recurso especial, nos termos do enunciado n. 7 da Súmula desta Corte Superior. XIII -
Agravo interno improvido. (STJ - AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp: 1.307.646 RJ
2012/0017554-2, Relator: Ministro FRANCISCO FALCÃO, Data de Julgamento: 5/2/2019,
T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 14/2/2019). Ante o exposto, com fulcro
no art. 932, IV, " a" do CPC/2015, nego provimento ao agravo em recurso especial.
Publique-se. Intimem -se. Brasília, 01 de junho de 2022. Ministro OG FERNANDES
Relator (AREsp n. 1.994.762, Ministro Og Fernandes, DJe de 03/06/2022.). Inteiro teor
aqui.
§ 1º. Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito
privado não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa
jurídica, salvo se, comprovadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em
que responderão nos limites da sua participação. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STF – ADI 7156
O STF irá analisar em ADI a expressão “diretos” contida no artigo 3º, § 1º, entre outros
dispositivos.
Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça
Última decisão proferida: não há.
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
16
https://processo.stj.jus.br/processo/dj/documento/mediado/?tipo_documento=documento&componente=MON&sequencial=153093142&num_registro=202104061422&data=20220517&tipo=0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://processo.stj.jus.br/processo/dj/documento/mediado/?tipo_documento=documento&componente=MON&sequencial=155316021&num_registro=202103092720&data=20220603&tipo=0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615§ 2º. As sanções desta Lei não se aplicarão à pessoa jurídica, caso o ato de improbidade
administrativa seja também sancionado como ato lesivo à administração pública de que
trata a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ. AgInt no REsp n. 1.535.649/MA. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO
INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015.
APLICABILIDADE. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PESSOA JURÍDICA.
LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. SANÇÃO PECUNIÁRIA. SUPOSTO DESCABIMENTO.
AUSÊNCIA DE COMANDO SUFICIENTE NO DISPOSITIVO APONTADO PARA AFASTAR A
CONCLUSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA N. 284/STF. APLICAÇÃO POR
ANALOGIA.ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA.
APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015.
DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada
em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do
provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de
2015. II - O acórdão recorrido adotou entendimento consolidado neste Tribunal Superior,
segundo o qual a pessoa jurídica, beneficiária ou partícipe, também pode cometer ato de
improbidade administrativa, sendo possível a aplicação das penalidades previstas na Lei
n. 8.429/1992, desde que compatíveis com sua natureza jurídica. Precedentes. III - O
Recorrente sustenta o descabimento da sanção pecuniária imposta em seu desfavor,
porquanto seria sujeito passivo dos atos ímprobos apurados, sendo tal alegação inidônea
a infirmar os fundamentos adotados pela Corte de origem no ponto, mormente aqueles
relativos à constatada omissão estatal em impedir os desvios de recursos federais.
Ausência de comando suficiente nos dispositivos apontados para alterar a conclusão,
atraindo a aplicação, por analogia, da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. IV -
Não apresentação de argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. V -
Em regra, descabe a imposição da multa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de
Processo Civil de 2015, em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação
unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou
improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. VI -
Agravo Interno improvido. (AgInt no REsp n. 1.535.649/MA, relatora Ministra Regina
Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 13/6/2022, DJe de 15/6/2022.)
TJMS. Agravo de Instrumento. Processo nº 1404743-58.2023.8.12.0000.
POSSIBILIDADE DE BIS IN IDEM QUE DEVE SER ANALISADA QUANDO DA APLICAÇÃO
DAS PENALIDADES CABÍVEIS. NECESSIDADE DE CONTINUIDADE DO FEITO COM A
PESSOA JURÍDICA RÉ NO POLO PASSIVO - DECISÃO REFORMADA - RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. Acesse aqui o inteiro teor.
Art. 4°. Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela
estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e
publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos. (Revogado pela Lei nº 14.230, de
2021)
Art. 5°. Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa,
do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. (Revogado pela Lei
nº 14.230, de 2021)
Art. 6°. No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro
beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. (Revogado pela Lei nº
14.230, de 2021)
17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1P170d2JfVPuPVwDwXoCFsT1qD6rTW_F5/view?usp=drive_link
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
Art. 7°. Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar
enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito
representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre
bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial
resultante do enriquecimento ilícito.
Art. 7º. Se houver indícios de ato de improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos
representará ao Ministério Público competente, para as providências
necessárias. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer
ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.
Art. 8º. O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se
enriquecer ilicitamente estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do
valor da herança ou do patrimônio transferido. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de
2021)
STF – ADI 7156
O STF irá analisar em ADI a expressão “apenas” do artigo 8º, entre outros dispositivos.
Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça
Última decisão proferida: não há.
Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156
Art. 8º-A. A responsabilidade sucessória de que trata o art. 8º desta Lei aplica-se
também na hipótese de alteração contratual, de transformação, de incorporação, de
fusão ou de cisão societária. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. Nas hipóteses de fusão e de incorporação, a responsabilidade da
sucessora será restrita à obrigação de reparação integral do dano causado, até o limite
do patrimônio transferido, não lhe sendo aplicáveis as demais sanções previstas nesta
Lei decorrentes de atos e de fatos ocorridos antes da data da fusão ou da incorporação,
exceto no caso de simulação ou de evidente intuito de fraude, devidamente
comprovados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO II
Dos Atos de Improbidade Administrativa
Seção I
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito
Art. 9°. Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito
auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo,
18
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei,
e notadamente:
Art. 9º. Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento
ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial
indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de
atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (Redação dada
pela Lei nº 14.230, de 2021)
STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III
(clique aqui)
7) Nas ações de improbidade administrativa com base nos arts. 9º e/ou 10 da Lei n.
8.429/1992 (dano ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito), somente os
sucessores do réu estão legitimados a prosseguir no polo passivo, nos limites da
herança, parafins de ressarcimento e pagamento da multa civil.
TJPE. Sentença. Processo nº 0001432-92.2019.8.17.3250. “(...) Pois bem, no caso
sub examine, as provas jungidas aos autos são irrefutáveis e cabais que geraram uma
certeza indubitável de que o réu praticou atos reiterados de improbidade administrativa
consistentes na utilização de bem móvel (carro-pipa) à disposição da administração
pública em serviço particular, bem como usou, em proveito próprio, bem integrante do
acervo patrimonial do Município, qual seja carros-pipa destinados ao abastecimento de
água em órgãos públicos para abastecer a sua própria residência, de familiares e de
amigos durante os anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. (...) A comprovação da prática de
atos de improbidade administrativa deve ser extraída do contexto probatório (...) dolo na
conduta do réu, pois, tinha conhecimento que a água que estava sendo utilizada na sua
residência era destinada aos prédios públicos do Município e custeada, portanto, com
recursos públicos. (...) quando a indenização por dano moral coletivo requerido na
inicial, não há previsão de tal sanção na lei de improbidade administrativa, portanto,
incabível tal condenação em sede de ação de improbidade administrativa (...). Acesse
aqui o inteiro teor.
TJPE. 0000715-13.2012.8.17.1250. NOMEAÇÃO DE CARGO COMISSIONADO.
ENTREGA DE REMUNERAÇÃO. "RACHADINHA". EXECUÇÃO DE ATIVIDADES DISTINTAS
DO CARGO NO HORÁRIO DO EXPEDIENTE. ELEMENTO SUBJETIVO PRESENTE. DOLO.
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO
SERVIDOR PÚBLICO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. PENALIDADE DE
SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS. GRAVIDADE DA CONDUTA RECONHECIDA.
ADEQUAÇÃO DA PENA. PATAMAR MAIS ELEVADO JUSTIFICADO. PROIBIÇÃO DE
CONTRATAR COM O PODER PÚBLICO. PENALIDADE AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL.
INEXISTÊNCIA DE RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PENALIDADE MANTIDA.
RECURSO NÃO PROVIDO. Acesse aqui o inteiro teor.
TJSP. 1009988-19.2018.8.26.0286 AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO OFICIAL PARA FINS PARTICULARES.
Demandada que, na condição de vereadora da Câmara Municipal de Itu, realizou viagens
com fins exclusivamente particulares, utilizando-se de veículo oficial, combustível e
valores pagos pelo erário. Configurado o ato de improbidade administrativa previsto no
artigo 9º, inc. IV, da Lei nº 8.429/92, com redação dada pela Lei nº 14.230/21. Dolo
comprovado. Penalidade aplicada na r. sentença que observaos princípios da
proporcionalidade e da razoabilidade. Ação julgada procedente. Sentença mantida.
Recurso improvido. (TJSP. APELAÇÃO CÍVEL Nº 1009988-19.2018.8.26.0286 de Itu.
Relator Moacir Peres). Acesse aqui o inteiro teor.
19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf
https://drive.google.com/open?id=1nm8R4ifZTp-yM3_LlQi18WXZT9QvKbPB&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=166XYHtTAhk1Rv1rmbmU6NBWtvGbTWvBV&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://drive.google.com/open?id=1q7FrACgun41_8Eo2y2Zi6ehSGwOGHR_1&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
TJGO. 5544758-30.2019.8.09.0130. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR
ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RACHADINHA. CONDUTA DOLOSA. LEI
14.230/2021. (IR)RETROATIVIDADE. DOLO. TEMA 1199 DA REPERCUSSÃO GERAL.
AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. 1. No Tema 1199 da Repercussão Geral, o STF definiu as
seguintes teses: "1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a
tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11
da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei
14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa
-, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não
tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o
processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se
aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior
da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa
do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do
agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO,
aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei". 2. A disposição
benéfica da Lei nº 14.230/21 é ?irretroativa? para os processos já definitivamente
julgados e ?retroativa? (isto é, aplicável) para os processos em curso, de modo que
nestes últimos, a responsabilidade subjetiva (dolo) é necessária à tipificação dos atos de
improbidade administrativa. 3. Firmado o acórdão em absoluta consonância com o
precedente obrigatório do Supremo Tribunal Federal, faz-se mister exercer o juízo
negativo de retratação e, assim, manter a conclusão do acórdão objeto de reanálise.
JUÍZO NEGATIVO DE RETRATAÇÃO. ACÓRDÃO MANTIDO. Acorda o Tribunal de Justiça
do Estado de Goiás, pela Quinta Turma Julgadora de sua Quarta Câmara Cível, à
unanimidade de votos, em EXERCER O JUÍZO NEGATIVO DE RETRATAÇÃO, mantendo o
acórdão que conheceu e negou provimento à Apelação Cível, tudo nos termos do voto do
Relator. (TJGO. 5544758-30.2019.8.09.0130. Relator: Desembargador Diác. DELINTRO
BELO DE ALMEIDA FILHO. 04/07/2023. Acesse aqui o inteiro teor.
TJRN. APELAÇÃO CÍVEL - 0855573-24.2022.8.20.5001. EMENTA: APELAÇÕES
CÍVEIS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE RESPONSABILIZAÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA E RESSARCIMENTO DO DANO AO ERÁRIO. SENTENÇA DE PARCIAL
PROCEDÊNCIA. EXERCÍCIO DE CARGO EM COMISSÃO JUNTO AO GABINETE DE
PARLAMENTAR ESTADUAL. SERVIDOR FANTASMA. RECONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA
DE PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. ANÁLISE DO PEDIDO DE RESSARCIMENTO DO DANO AO
ERÁRIO. APLICAÇÃO DO TEMA N.o 897/STF, FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO
GERAL. IMPRESCRITIBILIDADE DAS AÇÕES DE RESSARCIMENTO AO ERÁRIO FUNDADAS
NA PRÁTICA DE ATO DOLOSO TIPIFICADO NA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
DANO MATERIAL CONDIZENTE COM O CONJUNTO PROBATÓRIO COLACIONADO AO
PROCESSO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DOS
RECURSOS (APELAÇÃO CÍVEL, 0855573-24.2022.8.20.5001, Dra. Martha Danyelle
Barbosa substituindo Des. Amilcar Maia, Terceira Câmara Cível, JULGADO em
05/12/2023, PUBLICADO em 05/12/2023). Acesse aqui o inteiro teor.
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra
vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação
ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou
amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta
ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades
referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado;
20
https://drive.google.com/file/d/18TfO2kYB_sh0jP9TWcLoqIlW9Hq7-UkA/view?usp=drive_link
https://drive.google.com/file/d/1l8groi3LoMaav4dIO7P5gdemp779Aolr/view?usp=sharing
III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação,
permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por
preço inferior ao valor de mercado;
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material
de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades
mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidores públicos,
empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à
disposição de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o
trabalho de servidores,de empregados ou de terceiros contratados por essas
entidades; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
TJPE. 0001863-63.2018.8.17.3250. VEÍCULO OFICIAL. USO PRIVADO. BENEFÍCIO
DE TERCEIRO. ENRIQUECIMENTO ILÍCITO CONFIGURADO. PREJUÍZO AO ERÁRIO
CONFIGURADO. ELEMENTO SUBJETIVO COMPROVADO. CONVERGÊNCIA DE INTENÇÕES
E VONTADES. RECURSO NÃO PROVIDO. 1 - Observa-se que se afigura incontroverso o
uso do veículo oficial pelo primeiro apelante para viabilizar o transporte de material de
campanha do segundo apelante. Assim, objetivamente, temos a configuração de ato de
improbidade administrativa na modalidade do art. 9, IV, da LIA e do art. 10, XIII, da LIA.
2 - Restou configurado o prejuízo concreto ao erário, porquanto, durante o horário do
expediente, valendo-se do veículo oficial e do combustível adquirido com dinheiro
público, o servidor transportou material pertencente a terceiro, que se enriqueceu
ilicitamente com este serviço. 3 - Subjetivamente, em relação a ambos os apelantes,
tem-se a presença do dolo específico do cometimento da prática do ato de improbidade
administrativa, afinal, a uma, o servidor atendeu a pedido de terceiro para lesar o erário
transportando o material de campanha; e, a duas, o transporte ilícito do material de
campanha tinha como único beneficiário e, portanto, interessado no ato praticado pelo
agente público, o postulante ao cargo eletivo. Logo, afigura-se inquestionável a
convergência de intenções e de vontades de conjuntamente lesar o erário e de se
enriquecer com a conduta do servidor. Precedentes citados. 4 - Recurso não provido.
(TJPE. APELAÇÃO CÍVEL Nº 0001863-63.2018.8.17.3250. Segunda Turma da Câmara
Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Evio Marques da Silva). Acesse
aqui o inteiro teor.
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a
exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando,
de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer
declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro
serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias
ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer
declaração falsa sobre qualquer dado técnico que envolva obras públicas ou qualquer
outro serviço ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de
mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades referidas no art. 1º desta
Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
21
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://drive.google.com/file/d/1htnQU8BweUul9zvLrciMv-4ofjsv4YaQ/view?usp=sharing
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou
função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do
patrimônio ou à renda do agente público;
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou
de função pública, e em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos
descritos no caput deste artigo, cujo valor seja desproporcional à evolução do
patrimônio ou à renda do agente público, assegurada a demonstração pelo agente da
licitude da origem dessa evolução; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento
para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado
por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba
pública de qualquer natureza;
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para
omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;
XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores
integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei;
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo
patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.
Seção II
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer
ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação,
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º
desta lei, e notadamente:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer
ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial,
desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades
referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de
2021)
ADI 7236 – CONAMP
Pendente de análise no STF
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Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui
STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III
(clique aqui) 7) Nas ações de improbidade administrativa com base nos arts. 9º e/ou 10
da Lei n. 8.429/1992 (dano ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito), somente os
sucessores do réu estão legitimados a prosseguir no polo passivo, nos limites da
herança, para fins de ressarcimento e pagamento da multa civil.
22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588
https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs
https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf
STJ - RECURSO ESPECIAL Nº 1929685 - TO (2021/0086118-0). “Tendo isso em
vista, merece parcial acolhimento a pretensão recursal, a fim de entender configurado o
ato previsto no art. 10, VIII, da Lei n. 8.429/1992, devendo os autos retornarem ao
Tribunal de origem para a readequação das sanções a serem aplicadas, levando-se em
consideração o entendimento do STJ sobre a questão, notadamente o efetivo dano ao
erário, conforme estampado no julgado acima indicado”. (STJ. RECURSO ESPECIAL Nº
1929685 - TO (2021/0086118-0), Relator MINISTRO GURGEL DE FARIA, Primeira Turma,
julgado em 29/06/23, DJe de 03/07/2023). Acesse aqui inteiro teor.
STJ - RECURSO ESPECIAL Nº 1.721.706 - RJ (2017/0282083-0). “ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO ART. 10 DA LIA 10. O argumento de que não houve dano ao Erário não
merece prosperar, pois "é remansoso o entendimento desta Corte no sentido de que, nos
casos de dispensa/inexigibilidade de licitação, o dano ao erário é presumido" (AREsp
1461963/SP, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 25.9.2019). No mesmo
sentido: REsp 1.431.610/GO, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe
26.2.2019; REsp 1.507.099/GO, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe
19.12.2019; AgRg no AREsp 617.563/SP, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda
Turma, DJe 14.10.2016. 11. Acresça-se que os fatos notórios que circundam o caso
tornam realmente difícil explicar a necessidade do gasto com a licitação: há na
sofisticada estrutura da Procuradoria do Município de Niterói/RJ – que conta com cinco
Procuradorias Especializadas, Diretorias Administrativas e Centro de Estudos Judiciários
–, além dos cargos de Procurador-Geral e SubProcurador-Geral, sete cargos de
Procurador-Chefe e 36 (trinta e seis) cargos

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