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Nova Lei de Improbidade Administrativa LIA - Anotada APRESENTAÇÃO Em 25 de outubro de 2021 foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 14.230/21. O normativo entrou em vigor na data de sua publicação e promoveu alterações substanciais na Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa - LIA). As alterações trazidas pela nova legislação, por certo, exigem uma transformação no modo de atuação do Ministério Público na tutela da probidade administrativa. Isso em conta, torna-se relevante o estudo e acompanhamento das decisões do Poder Judiciário para compreensão das interpretações que se tem conferido aos dispositivos da novel legislação. A NOVA LIA ANOTADA de atualização contínua foi elaborada com o intuito de facilitar o estudo dos membros e servidores deste Ministério Público acerca das novas disposições previstas na Lei nº 8429/92, contendo as decisões proferidas desde a publicação da Lei 14.230/21, selecionadas e categorizadas por dispositivo legal de influência. Na página inicial desse material, membros e servidores do Ministério Público poderão também encontrar os links de acesso rápido às peças já produzidas pelo Centro de Apoio e outros materiais coletados desde a publicação da nova lei de improbidade administrativa. O sumário automático disponibilizado possibilita que membros e servidores acessem com um clique o capítulo da legislação anotada que deseja visualizar. 2 MINISTÉRIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO CENTRO DE APOIO OPERACIONAL ÀS PROMOTORIAS DE DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO REDAÇÃO E REVISÃO TÉCNICA Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público, Fundações e Terceiro Setor do Ministério Público de Pernambuco COORDENAÇÃO Hodir Flávio Guerra Leitão de Melo APOIO Evandro Gonçalves Guerra Júnior – Auxiliar Administrativo Givaldo Alcântara de Melo – Técnico Ministerial Suplementar Juliana Pessoa Correa de Araujo – Analista Ministerial - Área Jurídica Roberto Aires de Vasconcelos Júnior – Técnico Ministerial – Área Administrativa (Secretário) Taciana Lima dos Santos Aguiar – Técnica Ministerial – Área Administrativa 3 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO ACESSO RÁPIDO ➔ Modelos de peça do CAO ➔ Outras publicações do CAO e do Núcleo de Estudos Temáticos ➔ Outras leituras recomendadas LEGENDA Para melhor compreensão do material, abaixo disponibilizamos a legenda das cores aplicadas. Em vermelho foram destacadas as decisões do Supremo Tribunal Federal. Em verde, as decisões e teses do Superior Tribunal de Justiça. Por fim, em azul, constam as decisões dos Tribunais de Justiça dos Estados. Confira a legenda: Decisões do STF Decisões e teses do STJ Decisões dos Tribunais Regionais Federais e Tribunais de Justiça dos Estados Além disso, para rapidez da pesquisa, o membro ou servidor poderá buscar a palavra-chave do tema no qual deseja obter as respectivas decisões. Para tanto, basta acessar a ferramenta de pesquisa através do atalho CTRL + F e digitar a palavra-chave que deseja visualizar. 4 https://drive.google.com/drive/folders/1Im0f9Og_rvcspyztla1q3QZMRbV9GWk4 https://drive.google.com/drive/folders/1GqlH5N_Z5o5HLVWlDAUX9EHbc-r3OSJi?usp=sharing https://drive.google.com/drive/folders/1GBGdYCyI5fgkOvfMa6wxqt1u3i-Udypj?usp=s SUMÁRIO AUTOMÁTICO CAPÍTULO I Das Disposições Gerais 6 CAPÍTULO II Dos Atos de Improbidade Administrativa 21 Seção I Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito 21 Seção II Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário 24 Seção III Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública 33 CAPÍTULO III Das Penas 46 CAPÍTULO IV Da Declaração de Bens 54 CAPÍTULO V Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial 55 CAPÍTULO VI Das Disposições Penais 94 CAPÍTULO VII Da Prescrição 97 CAPÍTULO VIII Das Disposições Finais 114 5 LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992 Dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, de que trata o § 4º do art. 37 da Constituição Federal; e dá outras providências. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei. Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. Art. 1º. O sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa tutelará a probidade na organização do Estado e no exercício de suas funções, como forma de assegurar a integridade do patrimônio público e social, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º. Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade do agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) 6 http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.429-1992?OpenDocument http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 STF ARE 843989 – TEMA REPERCUSSÃO GERAL 1199 Teses Fixadas: 1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO, aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei. Acesse aqui os dados relativos à repercussão geral. STJ. PET no AgInt nos EDcl no AREsp 1.877.917/RS - Em atenção ao Tema 1199/STF, deve-se conferir interpretação restritiva às hipóteses de aplicação retroativa da Lei nº 14.230/2021,de Procuradores Municipais distribuídos em categorias (Lei Municipal 1.259/1994)”. (STJ. RECURSO ESPECIAL Nº 1.721.706 - RJ (2017/0282083-0), Relator MINISTRO HERMAN BENJAMIN, Segunda Turma, julgado em 22/02/22, DJe de 24/06/2022). Acesse aqui inteiro teor. TJPE. 0001884-54.2017.8.17.3030. “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 14.230/2021. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO DO AGENTE. CONDUTA ÍMPROBA. NÃO CONFIGURAÇÃO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DOLO ESPECÍFICO DO AGENTE. APELAÇÃO PROVIDA. DECISÃO UNÂNIME. (...) 3. No curso da presente ação, entrou em vigor a Lei 14.230/21 (publicada em 26/10/2021), que promoveu alterações substanciais na Lei 8.429/92. 4. In casu, deve ser aplicado o novo entendimento acerca da (i) exclusão da modalidade culposa dos atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário; (ii) necessidade de comprovação do dolo específico dos agentes; (...) 5. Lado outro, o juízo a quo também atribuiu ao réu a prática da conduta ímproba calcada no art. 10, X, da Lei Federal nº 8.429/92. 6. Com a nova redação do caput do artigo 10, passou-se a exigir que os atos de improbidade administrativa que causam lesão ao erário sejam caracterizados pela presença de ação ou omissão dolosa que enseje efetiva e comprovadamente perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres da Administração Pública”. (TJPE, 2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. Francisco Bandeira de Mello, 23/03/2023). Acesse aqui inteiro teor. TJPE.0007268-96.2017.8.17.2480. "(...) Sem a comprovação desse elemento subjetivo na conduta dos réus, não há como enquadrá-los na lei de improbidade, sobretudo em face da exclusão da culpa como móvel do ato, à luz das recentes modificações implementadas pela Lei 14.230/21 (...)” (TJPE.0007268-96.2017.8.17.2480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 04/02/2022 04:05). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0001696-11.2017.8.17.3370. Desse modo, verificou-se o acerto da condenação imposta pelo magistrado singular quanto as penas impostas em relação ao adiantamento indevido de honorários advocatícios, considerando os limites fixados na legislação e os Princípios da Razoabilidade e Proporcionalidade, razão pela qual a sentença foi mantida quanto ao ponto. Acesse aqui o inteiro teor. 23 https://drive.google.com/file/d/174PN5abZP-ratPJqv4juVzhg-7m2wAk3/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1kMXgWprK_RaXfvUzeaS3qIq_85jPTR87/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/15g9x28YWJrix2cnFpch0mYXZZxqiD-LC/view?usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1SJdRAcRO1TFGotIifee0gAu6U5o1KvW3&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=162CcBDOH0ZZtCZk2ZVWVoZnO1_pJJAQ7&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs TJPE. 0000291-77.2017.8.17.2710. EMENTA: APELAÇÃO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MUNICÍPIO DE IGARASSU. CONTRATAÇÃO DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL PARA GERENCIAR, OPERACIONALIZAR E EXECUTAR AS AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE DE FORMA COMPLEMENTAR AO SUS. APLICABILIDADE DA LEI 14.230/2021 (STF - ARE 843989/PR). TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (TEMA 1199). ART. 10, INCISOS VIII E XIV. ALEGAÇÃO DE DANO AO ERÁRIO. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO. ART. 11, INCISO II, DA LEI No 8.429/92, EM SUA REDAÇÃO ORIGINÁRIA. DISPOSITIVO REVOGADO PELA LEI No. 14.230/2021. APELO IMPROVIDO. 1. O Plenário do STF, no ARE 843989/PR, com julgamento finalizado em 18.8.2022 (Info 1065), analisando a legislação que alterou a Lei de Improbidade administrativa (Lei 14.230/2021), definiu as seguintes teses: 1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9o, 10 e 11 da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO, aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei. 2. Para a configuração dos atos de improbidade administrativa previstos no art. 10 da Lei no 8.429/92 exige-se a presença do efetivo dano ao erário, somado, consoante dito, ao elemento subjetivo especial (dolo específico com fim ilícito). 3. Diante da revogação do inciso II, do art. 11, da Lei de improbidade pela Lei 14.230/2021, deve ser afastada eventual condenação com base nesse dispositivo, considerando a aplicabilidade retroativa dessa norma benéfica. 4. A inobservância da lei de licitações, mediante a frustração da competitividade, não configura o ato de improbidade administrativa previsto no art. 10, VIII caso não reste demonstrado o fim ilícito da conduta, em especial quando, de forma efetiva, foi prestado os serviços ao município. Tal situação, inclusive confirmada pelo Ministério Público Federal, não gerou prejuízo ao erário - elemento imprescindível à configuração dos atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário, contido no art. 10. 5. Apelo improvido. 6. Decisão unânime. Acesse aqui o inteiro teor. TJCE. 0011973-27.2017.8.06.0126. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS SEM LICITAÇÃO. REQUISITOS. DANO AO ERÁRIO. ART. 10, VIII, DA LEI Nº 8.429/1992. CONFIGURAÇÃO. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. Com efeito, o STF no ARE nº 843.989/PR, repercussão geral reconhecida, Tema nº 1.199, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgado em 18.08.2022, pendente de publicação, reconheceu a ação de improbidade administrativa como parte integrante do Direito Administrativo Sancionador e, consequentemente, sua aproximação com a seara penal conduz à aplicação da norma constitucional prevista no art. 5º, XL, CF/88, que prevê a retroatividade da lei penal mais benéfica; 2. Nesse trilhar, a Lei nº 14.230/2021 excluiu a possibilidade de tipificação do ato de improbidade administrativa decorrente de conduta culposa, passando a exigir dolo específico, mediante vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 da Lei nº 8.429/92 (art. 1º, § §1º e 2º, LIA); 3. Na hipótese vertente, o Ministério Público Estadual sustenta na presente Ação de Improbidade que o demandado realizou diversas despesas públicas e celebrou contratos administrativos sem licitação ou procedimento de dispensa, causando lesão aos cofres públicos, configurando sua conduta em ato ímprobo de dano ao erário tipificado no art. 10, VIII, da Lei nº 8.429/1992; 4. Na espécie, verifica-se que a conduta perpetrada pelo promovido se amolda ao art. 10, VIII, da Lei nº 8.429/1992, 24 https://drive.google.com/file/d/10x4j35eiZtu-XTizkz2CisVO-23_1F2R/view?usp=drive_link afigurando-se presentes cumulativamente os requisitos da efetiva e comprovada lesão ao erário, conduta dolosa específica do agente público ou do terceiro e, por fim, o nexo causal ou etiológico entre a lesão ao erário e a conduta dolosa específica do agente público ou do terceiro. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. Apelação Cível n° 0001020-75.2004.8.17.1250. DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. ATO DE IMPROBIDADE NA MODALIDADE PREJUÍZO AO ERÁRIO. IMPRESCINDÍVEL A COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO CONCRETO. IMPOSSIBILIDADE DE DANO IN RE IPSA. INEXISTÊNCIA DE INDICAÇÃO DO ELEMENTO SUBJETIVO ESPECÍFICO DA CONDUTA. IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃOPROVIDO. 1 - O mero prejuízo presumido não dá ensejo à responsabilização por ato de improbidade administrativa. Inteligência do Tema 1199 do STF. 2 - Se não há descrição ou narrativa do elemento subjetivo específico que animou o agente na conduta supostamente lesiva à municipalidade, descuidou a apelante de indicar o elemento subjetivo especial da conduta do réu, de modo a contribuir antecipadamente com a respectiva absolvição, afinal a Lei de Improbidade Administrativa impõe que a conduta esteja acompanhada da indicação e prova do elemento subjetivo. 3 - Apelação não provida. (TJPE. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evanildo Coelho de Araújo Filho, j. 18/09/2023). Acesse aqui o inteiro teor. I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei; I - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, de rendas, de verbas ou de valores integrantes do acervo patrimonial das entidades referidas no art. 1º desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJPR. 0003426-90.2016.8.16.0146. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CERTAME LICITATÓRIO PARA CONTRATAÇÃO DE ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA. MUNICÍPIO DE RIO NEGRO. CARTA CONVITE N 020/2016. ARTIGOS 10, INCISO I, DA LIA.SERVIÇOS EFETIVAMENTE PRESTADOS. NÃO COMPROVAÇÃO DE EFETIVO DANO AO ERÁRIO. AUSÊNCIA DE ELEMENTO SUBJETIVO DOLOSO.IMPROCEDÊNCIA DA DEMANDA MANTIDA. OBSERVÂNCIA DO ARTIGO 17, § 19, INCISO IV, DA LEI N 8.429/1992. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. APELO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJPR. Apelação/Remessa Necessária n° 0003426-90.2016.8.16.0146. Relator: Desembargador Luiz Mateus de Lima. Data do Julgamento: 20/10/2023). Acesse aqui o inteiro teor. II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie; TJPE. 0000073-13.2000.8.17.0910. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. IMPROBIDADE 25 https://drive.google.com/open?id=1sohLscGxh-tYJs_DQ0arM8ljN7JYyxQm&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1fZ2CKyxlzx8tYahx6XWe8T2AJlBOzs7w/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1OAqrji-UpfMNiwcsYvuOznfN-v4_TWCT/view?usp=sharing ADMINISTRATIVA. DOAÇÃO DE BENS SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONDUTA OBJETIVA. ART. 10, III, DA LIA. ELEMENTO SUBJETIVO. DOLO ESPECÍFICO DE LESAR A MORALIDADE E O ERÁRIO PÚBLICO. NÃO COMPROVAÇÃO. CONDUTA DO EX-GESTOR NITIDAMENTE DE CUNHO ASSISTENCIALISTA. EMBORA ILEGAL A CONDUTA. NÃO SE ENQUADRA COMO ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. FALTA O ELEMENTO SUBJETIVO DA CONDUTA. IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO PELO ART. 11 DA LIA. REVOGAÇÃO DE CONDUTA GENÉRICA E AUSÊNCIA DO ELEMENTO SUBJETIVO DA CONDUTA. PRETENSÃO IMPROCEDENTE. RECURSO NO MÉRITO. NÃO PROVIMENTO. (Apelação Cível. Relator: Des. Evanildo Coelho de Araújo Filho. Data do Julgamento: 29/11/2023). Acesse aqui o inteiro teor. IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado; V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado; TJRN. APELAÇÃO CÍVEL 0807969-96.2016.8.20.5124. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL EM AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DEFLAGRAÇÃO DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO SEM PESQUISA DE PREÇO. ART. 10, V, DA LEI N.o 8.429/92. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. DUPLO APELO. IRRESIGNAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PARNAMIRIM E DO PARQUET. SUBMISSÃO DO JULGAMENTO ÀS DIRETRIZES EMANADAS DO TEMA No 1.199 DA REPERCUSSÃO GERAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO DOLO ESPECÍFICO. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 1º, §§ 2 E 3º, DA LEI Nº 8.429/1992, COM REDAÇÃO DA NOVA LEGISLAÇÃO. PRECEDENTES DO STJ. RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDO. (TJRN. APELAÇÃO CÍVEL, 0807969-96.2016.8.20.5124, Des. Dilermando Mota, Primeira Câmara Cível, julgado em 25/11/2023, publicado em 30/11/2023). Acesse aqui o inteiro teor. VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea; VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente; (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando perda patrimonial efetiva; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJMG 1.0026.13.006047-3/002. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - MUNICÍPIO - SERVIÇO DE ASSESSORIA JURÍDICA - CONTRATAÇÃO DIRETA DE ADVOGADO - - HIPÓTESE DE INEXIGIBILIDADE - AUSÊNCIA - SERVIÇOS TÉCNICOS NÃO SINGULARES - FRUSTRAÇÃO AO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO - DOLO – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONFIGURADA - SANÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 12, 26 https://drive.google.com/file/d/1J3JTvMpDkkZP5AAjZzD-uB9VdBnt7OG0/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1ySqpxUBW1l8dMQf2QKCIWEaiUV5H_EPb/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 II, DA LIA - RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. A contratação dos serviços descritos no artigo 13 da Lei n. 8.666/93 sem licitação pressupõe que sejam de natureza singular, assim entendido aquele que apresenta característica tal que inviabiliza, ou pelo menos dificulta, a sua comparação com outros profissionais também de notória especialização, mas que, sem ser o único, destaca-se entre os demais da mesma área de atuação. A contratação direta de advogado para prestar serviços de consultoria jurídica afetos ao cotidiano da Administração Pública Municipal configura hipótese de frustração à licitude do processo licitatório, enquadrando-se no conceito de improbidade administrativa prevista no artigo 10, VIII, da Lei n. 8.429/92. A dispensa indevida de licitação implica em prejuízo ao erário, consubstanciado na impossibilidade de contratação da melhor proposta pela Administração Pública, circunstância passível de ressarcimento. Por se tratar a ação civil pública de processo em que os interesses envolvidos possuem natureza coletiva e indisponível, o Magistrado não está adstrito ao pedido formulado em juízo, podendo, para tanto, condenar o acusado aquém ou além das penas requeridas na peça vestibular, mas, sempre, "levando em conta a extensão do dano". V.V.: A configuração do ato de improbidade, a atrair as sanções da Lei Federal nº 8.429/92 modificada pelaLei 14.230/21, depende, além da configuração dos elementos nucleares dos tipos previstos nos artigos 9º, 10 e 11 da referida legislação, da presença do elemento anímico na conduta do agente, já que é vedado o reconhecimento de improbidade administrativa em razão de responsabilidade objetiva. Não configura ato de improbidade administrativa a contratação direta, pela municipalidade, precedida de prévio e regular procedimento de inexigibilidade de licitação, de escritório de advocacia de notória especialização, cujos serviços de assessoria e consultoria jurídicas foram comprovadamente prestados, não havendo que se falar em ilegalidade do contrato. Não demonstrado o dolo específico na conduta dos réus, deve ser mantida a sentença que desacolheu o pedido de improbidade administrativa. Desprovimento do recurso. (TJMG 1.0026.13.006047-3/002. Relator: Des.(a) Edilson Olímpio Fernandes. Data do Julgamento: 18/10/2022. Data da Publicação: 24/10/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJMG. 1.0443.13.001905-4/001. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - MUNICÍPIO DE SERRA DOS AIMORÉS - COMPRA DE KITS ESCOLARES - ALEGAÇÃO DE SUPERFATURAMENTO E FRAUDE NA LICITAÇÃO - AUSÊNCIA DE PROVA - DOLO ESPECÍFICO NÃO DEMONSTRADO - MANUTENÇÃO DA SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTES OS PEDIDOS. Considerando que, a partir da Lei nº 14.230/21, afigura-se necessário o dolo específico para a configuração da improbidade administrativa, o que não se verifica nos autos, porquanto ausente a demonstração da vontade livre e consciente dos réus em locupletarem-se com o alegado superfaturamento de kits escolares, impõe-se a confirmação da sentença que julgou improcedentes os pedidos formulados na ação civil pública por improbidade administrativa. (TJMG. 1.0443.13.001905-4/001. Relator: Des.(a) Yeda Athias. Data do Julgamento: 18/10/2022. Data da Publicação: 24/10/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TRF 5. AP 00018229420114058202: ”(...) nota-se que o inciso VIII, do art. 10, da Lei 14.230/21, prevê que será necessária, nos casos de fraude à licitação, a perda patrimonial efetiva, o que é o caso dos autos, pois, restou de fato constatado dano ao erário (...) DESEMBARGADOR FEDERAL BRUNO LEONARDO CAMARA CARRA (CONVOCADO), Data de Julgamento: 09/11/2021, 4ª TURMA). Inteiro teor não disponível TJPE. 0001604-50.2018.8.17.2480. "(...) Esclareceu o acórdão, com a necessária fundamentação e coerência, que a mera prática de irregularidade na execução do objeto do Contrato Administrativo pela empresa contratada jamais pode ser considerada, por si só, como ato de improbidade administrativa, além de que o simples fato de os veículos terem potência inferior à prevista no contrato não significa que não houve execução do objeto do contrato, tendo os apelados inclusive demonstrado a realização de mutirões para coleta e destinação das metralhas, além de fotografias com as máquinas em operação (...)"TJPE. 0001604-50.2018.8.17.2480. Segunda Turma da Câmara Regional 27 https://drive.google.com/open?id=1uNootlb9Rp07nsgi34_jXMGXt_DdjgEu&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1uLQM5kmYWBgLqJNs9Z_cbO_VxfbTR5Ch&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs de Caruaru. Gabinete do Des. Honório Gomes do Rego Filho. 05/02/2022 01:23. Acesse aqui o inteiro teor. TJSP - APELAÇÃO CÍVEL Nº 1008076-92.2015.8.26.0576: “(...) Caracterização de conluio entre os réus para causar, dolosamente, prejuízo ao erário e violar princípios constitucionais relativos à Administração Pública. Sanções de perda da função pública, suspensão de direitos políticos, proibição de contratar com o Poder Público, ressarcimento ao erário e multa civil. Possibilidade de aplicação cumulativa das sanções, de acordo com a gravidade dos fatos. Sentença mantida. Recurso não provido. (Apelação Cível no 1008076-92.2015.8.26.0576, 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, Rel. Antônio Celso Aguilar Cortez, 14 de Março de 2022). Acesse aqui o inteiro teor TJPE.0002102-93.2017.8.17.2218."(...)Neste ponto, registrou-se que, com o advento da Lei 14.230/2021, a lei nº 8429/92 sofreu significativas modificações, merecendo destaque para a extinção da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa, que deixou de existir no ordenamento jurídico, nos termos do art.2º, que alterou o art. 1º, §§2 e 3º, da Lei nº 8.429/92, os quais determinam que, para a configuração do ato de improbidade, não basta a voluntariedade do agente,(...) No presente caso, relativamente à conduta dos réus, não há elemento probatório que indique com segurança que tenham agido de má-fé, com dolo específico de obter proveito ou benefício para si ou para outra pessoa ou entidade, (...) inclusive, o posicionamento do magistrado a quo relativamente à inexistência de efetivo dano ao erário. (TJPE.0002102-93.2017.8.17.2218. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães. 05/04/2022 14:30). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0004371-22.2016.8.17.0220."(...)A acusação desferida pelo Parquet cinge-se ao fato de que a Apelada teria promovido verdadeiro direcionamento da contratação para a atração artística “JULIANO SOM E BANDA”, não demonstrando a Administração Municipal, no procedimento de inexigibilidade de licitação, que tal atração é consagrada pela crítica especializada ou pela opinião pública, o que afrontaria o artigo 26, III, da Lei de Licitações. Observa-se que após a edição da Lei Federal n.º 14.230/2021 há a exigência de comprovação de perda patrimonial efetiva para fins de caracterização do ato ímprobo tipificado no artigo 10, VIII, da LIA. Ou seja, não há que se falar em dano in re ipsa na frustração à licitude de processo licitatório ou na sua dispensa indevida. Diante de tal cenário, a prova acerca da perda patrimonial efetiva decorrente da conduta no artigo 10, VIII, da LIA está submetido ao regime geral de provas, de modo que o ônus incumbia ao Órgão Ministerial. Ocorre que, apesar de devidamente intimado para manifestar sobre as alterações trazidas pela Lei n.º 14.230/2021, restringiu-se o Órgão Ministerial a manifestar-se pelo provimento da apelação (ID 19350685) e pela irretroatividade das alterações (ID 19595788), nada comprovando no sentido de como e em quanto a contratação da atração artística religiosa “JULIANO SOM E BANDA” causou defasagem ao patrimônio municipal arcoverdense. Não se está aqui a negar ou minimizar a gravidade da conduta da Recorrida, mas a reconhecer que, à luz da Lei Federal n.º 14.230/2021, considerando a revogação expressa no artigo 11, I, da LIA, a alteração do caput do mesmo artigo, bem como a não comprovação de perda patrimonial efetiva para fins de caracterização da prática prevista no artigo 10, VIII, da Lei n.º 8.929/1992, não há como ser acolhida a pretensão de aplicação de penalidades à Apelada (...)" (TJPE. 0004371-22.2016.8.17.0220. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 29/04/2022 07:07). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0002111-55.2017.8.17.2218. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA ACÓRDÃO PROLATADO EM APELAÇÃO. MUNICÍPIO DE GOIANA. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO. CONTRATAÇÃO DE ARTISTAS PARA APRESENTAÇÃO EM FESTAS MUNICIPAIS. CARTA DE EXLUSIVIDADE. ALEGAÇÃO DE ERRO MATERIAL NA ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA E DE OMISSÃO ANTE A AUSÊNCIA DE 28 https://drive.google.com/open?id=1nViD1RXVzs3PtqIA9hCn0vOhZCta7n1I&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1zDdaQ9zDAp2_JEqv0eJqRDpVt3givJ4k/view?usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1n8Ffky029sYuCVx30tqx9QL1hehP9-TL&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1bIZMDBEtNv72vIaH4L2uCIISqB5jNXgF&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs APRECIAÇÃO DOS ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS CONSTANTES DOS AUTOS COM BASE NOS QUAIS SE CONCLUIU PELA MANUTENÇÃO DAS CONDENAÇÕES IMPOSTAS NA SENTENÇA RECORRIDA. INEXISTÊNCIADOS APONTADOS VÍCIOS. PRETENSÃO DE REDISCUSSÃO DA QUESTÃO CONTROVERTIDA. ACLARATÓRIOS CONHECIDOS PORÉM REJEITADOS. DECISÃO UNÂNIME. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000586-51.2017.8.17.3410. “Assim, para a configuração dos atos de improbidade administrativa previstos no art. 10 da Lei nº 8.429/92 exige-se a presença do efetivo dano ao erário, somado, consoante dito, ao elemento subjetivo especial (dolo específico com fim ilícito) (...) Diante disso, ainda que fosse hipótese de frustação de procedimento licitatório, a conduta perpetrada não satisfaz, com precisão, os elementos exigidos pelo art. 10, VIII, da LIA, razão pela qual merece reforma a sentença impugnada, nomeadamente para afastar eventual condenação dos apelados quanto ao mencionado dispositivo legal”. Acesse aqui o inteiro teor. TJRN. 0003826-77.2007.8.20.0124. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. SIMILITUDE NOS TEMAS DE INTERESSE. POSSIBILIDADE DE EXAME CONJUNTO. AÇÃO IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ALTERAÇÕES NA LEI N.o 8.429/92 OPERADAS PELA EDIÇÃO DA LEI N.o 14.230/2021. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. IRRETROATIVIDADE. INTERPRETAÇÃO CONFERIDA AO TEMA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. NECESSIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DO DOLO. POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DOS NOVOS MODELOS NORMATIVOS NAS AÇÕES AINDA EM CURSO. TEMA 1199 – STF. CONTRATAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA. DISPENSA INDEVIDA DO PROCESSO LICITATÓRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DAS HIPÓTESES LEGAIS AUTORIZATIVAS. LASTRO PROBATÓRIO QUE DEMONSTRA A PARTICIPAÇÃO ATIVA, CONSCIENTE E DELIBERADA DE AGENTES PÚBLICOS E PARTICULARES PARA DIRECIONAR A CONTRATAÇÃO E FAVORECER DETERMINADA PESSOA JURÍDICA. DOLO EVIDENTE. ATO DE IMPROBIDADE CONFIGURADO. PRECEDENTES DESTA CORTE DE JUSTIÇA. ADEQUAÇÃO DAS SANÇÕES QUE SE IMPÕE. COMPROVAÇÃO EFETIVA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. AFASTAMENTO DA DETERMINAÇÃO DE RESSARCIMENTO. IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO DIRIGIDA CONTRA AGENTES PÚBLICOS E PARTICULARES SEM ATUAÇÃO EFETIVA E RELEVANTE NA FRAUDE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. RECURSOS DE APELAÇÃO CONHECIDOS E PROVIDOS. (TJRN. APELAÇÃO CÍVEL - 0003826-77.2007.8.20.0124. Segunda Turma da Primeira Câmara Cível, Julgado em 25 de Abril de 2023.). Acesse aqui o inteiro teor. TJMG. 1.0313.12.003405-0/010. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL - APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - MUNICÍPIO DE IPATINGA - CONTRATAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA - INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO - ARTIGOS 13, INCISO V, E 25, INCISO II, DA LEI FEDERAL N. 8.666/1993 - CONFIGURAÇÃO DE NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO E SINGULARIDADE DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - PUNIÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS E DOS PARTICULARES COM BASE NOS ARTIGOS 10 E 11 DA LEI FEDERAL N. 8.429/1992 - DESCABIMENTO - ENTRADA EM VIGOR DA LEI FEDERAL N. 14.230/2021 - NORMA MAIS BENEFÍCA - AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA CONDUTA DOLOSA CAUSADORA DE PREJUÍZO AOS COFRES PÚBLICOS - ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO N. 843.989/PR (TEMA N. 1.199) - APELOS PROVIDOS - SENTENÇA REFORMADA. (...)- Para os fins da caracterização do ato de improbidade descrito no artigo 10, inciso VIII, da Lei Federal n. 8.429/92, com redação dada pela Lei Federal n. 14.230/2021, é imprescindível a demonstração da ação dolosa que, ao frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente, acarrete efetiva perda patrimonial ao erário. (TJMG. 1.0313.12.003405-0/010. Relator: Des.(a) Márcio Idalmo Santos Miranda, Julgado em 28 de novembro de 2023.). Acesse aqui o inteiro teor. 29 https://drive.google.com/open?id=15rw7Q8ecGCdpObJ3aaVI_Yy6kaRctpKG&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1678D6OR4AM_c1Bwu45l8LTvrK0bqqeT7&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1lo5gMXxMXZZh_T3pjQozLg9-pg2161gy/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1avW3fH52bz0BMiryM5NeP8xJEN78QQ9e/view?usp=sharing IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento; X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público; X - agir ilicitamente na arrecadação de tributo ou de renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular; XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente; XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades. TJPE. 0001863-63.2018.8.17.3250. VEÍCULO OFICIAL. USO PRIVADO. BENEFÍCIO DE TERCEIRO. ENRIQUECIMENTO ILÍCITO CONFIGURADO. PREJUÍZO AO ERÁRIO CONFIGURADO. ELEMENTO SUBJETIVO COMPROVADO. CONVERGÊNCIA DE INTENÇÕES E VONTADES. RECURSO NÃO PROVIDO. 1 - Observa-se que se afigura incontroverso o uso do veículo oficial pelo primeiro apelante para viabilizar o transporte de material de campanha do segundo apelante. Assim, objetivamente, temos a configuração de ato de improbidade administrativa na modalidade do art. 9, IV, da LIA e do art. 10, XIII, da LIA. 2 - Restou configurado o prejuízo concreto ao erário, porquanto, durante o horário do expediente, valendo-se do veículo oficial e do combustível adquirido com dinheiro público, o servidor transportou material pertencente a terceiro, que se enriqueceu ilicitamente com este serviço. 3 - Subjetivamente, em relação a ambos os apelantes, tem-se a presença do dolo específico do cometimento da prática do ato de improbidade administrativa, afinal, a uma, o servidor atendeu a pedido de terceiro para lesar o erário transportando o material de campanha; e, a duas, o transporte ilícito do material de campanha tinha como único beneficiário e, portanto, interessado no ato praticado pelo agente público, o postulante ao cargo eletivo. Logo, afigura-se inquestionável a convergência de intenções e de vontades de conjuntamente lesar o erário e de se enriquecer com a conduta do servidor. Precedentes citados. 4 - Recurso não provido. (TJPE. APELAÇÃO CÍVEL Nº 0001863-63.2018.8.17.3250. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Evio Marques da Silva). Acesse aqui o inteiro teor. XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei; (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio particular de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores públicos 30 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1htnQU8BweUul9zvLrciMv-4ofjsv4YaQ/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art18 transferidos pela administração pública a entidades privadas mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidade privada mediante celebração de parcerias, sema observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) XIX - frustrar a licitude de processo seletivo para celebração de parcerias da administração pública com entidades privadas ou dispensá-lo indevidamente; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014, com a redação dada pela Lei nº 13.204, de 2015) XIX - agir para a configuração de ilícito na celebração, na fiscalização e na análise das prestações de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) XX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014)(Vigência) XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014, com a redação dada pela Lei nº 13.204, de 2015) XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) XXI - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) XXII - conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º. Nos casos em que a inobservância de formalidades legais ou regulamentares não implicar perda patrimonial efetiva, não ocorrerá imposição de ressarcimento, vedado o enriquecimento sem causa das entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) 31 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13204.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13204.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13204.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III (clique aqui) 9) Nas ações de improbidade administrativa, é indevido o ressarcimento ao erário de valores gastos com contratações, ainda que ilegais, quando efetivamente houve contraprestação dos serviços, sob pena de enriquecimento ilícito da Administração. TJPE. 0002243-15.2017.8.17.2218."(...) resta saber se a falta de repasses da contribuição patronal e dos servidores públicos municipais ao Instituto de Previdência configura ato ímprobo. (...) O STJ também firmou orientação segundo a qual o não recolhimento de contribuição previdenciária, com o escopo de evitar lesão a um bem maior, não caracteriza ato ímprobo, porquanto, nestas hipóteses, resta afastado o elemento subjetivo necessário à incidência das sanções constantes da Lei n. 8.429/1992. (...) Assim, inexistindo comprovação de EFETIVO PREJUÍZO ao erário público, não há de se falar em improbidade tipificada no art. 10 da Lei nº 8.429/92, posto o PREJUÍZO ser condição sine qua non à configuração de dito ato, conforme disposição legal(...)" TJPE. 0002243-15.2017.8.17.2218. 4ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. Itamar Pereira da Silva Júnior. 21/09/2021 18:05. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000073-54.2020.8.17.3030."(...) Neste ponto, destaco que o valor de R$ 45.320,13, de fato, está errado, na medida em que, conforme acima aduzido, a soma dos valores pagos à empresa ASA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA perfazem R$62.243,22 (sessenta e dois mil duzentos e quarenta e três reais e vinte e dois centavos). Diante do exposto, voto pelo provimento dos aclaratórios apenas para corrigir o valor constante do acórdão embargado, que passa a ser R$ 62.243,22 (sessenta e dois mil duzentos e quarenta e três reais e vinte e dois centavos) (...)"TJPE. 0000073-54.2020.8.17.3030. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 17/02/2022 14:03. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0001271-98.2018.8.17.2480."(...) Desta feita, considerando que o Juiz de primeiro grau julgou a presente ação, sem que houvesse qualquer manifestação do recorrente sobre os documentos juntados pela parte recorrida, é de se reconhecer a nulidade do comando sentencial. (...)". TJPE. 0001271-98.2018.8.17.2480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 03/02/2022 21:49. Acesse aqui o inteiro teor. § 2º A mera perda patrimonial decorrente da atividade econômica não acarretará improbidade administrativa, salvo se comprovado ato doloso praticado com essa finalidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Seção II-A (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) (Produção de efeito) Dos Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou Aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou Tributário (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) (Produção de efeito) (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021) 32 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf https://drive.google.com/open?id=1hmQjIU1T3IjuotcVQBgfmCkO1obSh2tb&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fshttps://drive.google.com/open?id=1TQrZMUnNaCL4eNWcruVMDcNcT6rjEW7P&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1B9wM0ox5YSWJJhZ2qa1-aNAVpHvHnlUy&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 Seção III Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7237 – ANPR Pendente de análise no STF quanto à pretensa taxatividade das hipóteses caracterizadoras de ato de improbidade administrativa por ofensa aos princípios da Administração Pública e supressão das tipologias de desvio de finalidade e negligência na atuação estatal Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7156 Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 STJ REsp n. 1.913.638/MA firma-se a seguinte tese: "A contratação de servidores públicos temporários sem concurso público, mas baseada em legislação local, por si só, não configura a improbidade administrativa prevista no art. 11 da Lei 8.429/1992, por estar ausente o elemento subjetivo (dolo) necessário para a configuração do ato de improbidade violador dos princípios da administração pública." 6. In casu, o Tribunal de origem reformou a sentença que condenou o demandado, levando em conta a existência de lei municipal que possibilitava a contratação temporária da servidora apontada nos autos, sem a prévia aprovação em concurso público, motivo pelo qual o acórdão deve ser confirmado. 7. Recurso especial desprovido. (REsp n. 1.913.638/MA, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Seção, julgado em 11/5/2022, DJe de 24/5/2022.). Inteiro teor aqui. TJ-SP. 1003808-17.2020.8.26.0415. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade administrativa. Ato praticado pelo réu que não se enquadra no rol taxativo do art. 11 da LIA, com redação dada pela Lei n° 14.230/21. Inexistência de ato ímprobo. Revogação do rol exemplificativo do art. 11 da LIA, em detrimento de um rol taxativo, que se aplica aos processos ainda não transitados em julgado. Sentença mantida. Recurso conhecido e não provido. (TJSP. APELAÇÃO CÍVEL N° 1003808-17.2020.8.26.0415). Acesse aqui o inteiro teor. TRF 5- 00026536520084058100 PROCESSO Nº: 0002653-65.2008.4.05.8100 - APELAÇÃO CÍVEL APELANTE: UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARA e outro APELADO: MARCIA DE MELO FERNANDES 33 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950 https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202003436012&dt_publicacao=24/05/2022 https://drive.google.com/open?id=1tfv7-ebEKJo9lTZ7i2B1Znm9iOpKRF_D&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs GRADHVOL ADVOGADO: Erlon Albuquerque de Oliveira RELATOR (A): Desembargador (a) Federal Manoel de Oliveira Erhardt - 4ª Turma MAGISTRADO CONVOCADO: Desembargador (a) Federal Bruno Leonardo Câmara Carrá EMENTA CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RETORNO DOS AUTOS DO STJ. APLICAÇÃO DAS SANÇÕES DO ART. 12, II, DA LEI 8.429/92, A PARTIR DA PREMISSA JURÍDICA DE QUE HOUVE DANO AO ERÁRIO, PELO FATO DE TER A SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL CONTRAÍDO VÍNCULO EMPREGATÍCIO EM INSTITUIÇÃO D ENSINO PARTICULAR, SENDO OCUPANTE DE CARGO DE PROFESSOR NO REGIME DE DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. PRESCRIÇÃO DAS SANÇÕES PESSOAIS. ANÁLISE EM RELAÇÃO AO RESSARCIMENTO. ART. 11, CAPUT, DA LEI 8.492/92. REDAÇÃO ORIGINÁRIA ALTERADA PELA LEI 14.230/92. ROL TAXATIVO. FATOS QUE NÃO MAIS SÃO ILÍCITOS PARA FINS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECURSO DO MPF NÃO PROVIDO. 1. Retornaram os autos do col. STJ para que esta Quarta Turma fixe as sanções à apelada, previstas no art. 12 da Lei 8.429/92, pela prática do delito previsto no art. 11, caput, da Lei 8.429/92, tendo em vista que foi remunerada pelos cofres públicos para o exercício de atividade exclusiva e que, não obstante, deixou de obedecer aos requisitos aplicáveis ao regime para o qual havia sido contratada, restando patente o prejuízo ao erário, sendo de rigor o ressarcimento do respectivo montante aplicável. 2. Na origem, a ação de improbidade administrativa foi ajuizada pelo Ministério Público Federal em face, servidora pública federal, objetivando a imposição à demandada das penalidades estabelecidas no art. 12, da Lei 8.429/92, por ter acumulado indevidamente cargo de Professor, em regime de dedicação exclusiva na UFC, com outra atividade de docente na iniciativa privada, ato ímprobo previsto no art. 11, caput da Lei 8.429/92. 3. O MPF e a Universidade Federal do Ceará interpuseram apelações cíveis contra sentença proferida pelo Juízo Federal da 1ª Vara da SJ/CE, que rejeitou a ação de improbidade administrativa proposta contra a requerente, por ausência de caracterização de ato ímprobo. O MPF requeria a condenação da acusada pela prática do ato ímprobo previsto no art. 11, caput, da Lei 8429/92. Esta Quarta Turma negou provimento aos apelos, ante a ausência dos elementos subjetivos exigidos pelo art. 11 do referido diploma legal, quais sejam, dolo e má-fé. 4. Não obstante a decisão do eg. STJ, determinando a aplicação das sanções previstas no art. 12 da Lei 8.429/92, há um fato novo, superveniente, que elide a aplicação das referidas penalidades, a entrada em vigor da Lei 14.230/2021. 5. A Lei nº 14.230/2021 trouxe consideráveis alterações à Lei nº 8.429/92 até então vigente, apresentando de forma diversa a matéria referente à prescrição da pretensão sancionadora do Estado (art. 23) e à violação aos princípios da Administração Pública (art. 11) por atos de improbidade administrativa. 6. A nova lei unificou os prazos de prescrição para 8 anos, tendo como termo a quo a data do fato (art. 23). Referido prazo, antes das modificações, levava em conta circunstâncias previstas nos revogados incisos I, II e II, do art. 23. A nova LIA trouxe ainda, a hipótese de prescrição intercorrente, dispondo, em seu § 4º que a prescrição se interrompe pelo ajuizamento da ação, pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal de Justiça e Tribunal Regional que confirme sentença condenatória ou reforme sentença de improcedência, pela publicação de decisão ou acórdão do STJ ou do STF que confirme acórdão condenatório ou reforme acórdão de improcedência. Por sua vez, o parágrafo 5º do referido artigo preconiza que, se a prescrição for interrompida, o prazo volta a correr pela metade contados a partir de sua interrupção. 7. O artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal determina a possibilidade da retroatividade da lei penal mais benéfica ao réu. Entretanto, apesar de referidoartigo determinar a retroatividade apenas para a lei penal, referido princípio deve ser aplicado nas ações de improbidade administrativa, pois, como a lei penal, a LIA, que se insere no direito administrativo sancionador, também prevê um coletivo de sanções e penalidades. Precedentes do STJ que autorizam a retroatividade da Lei mais benéfica: Agravo em Recurso Especial 1.850.460; Rel. Min. Sérgio Kukina; Publicado em: 15/10/2021; RMS 37.031/SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/02/2018, DJe 20/02/2018, dentre outros. 8. Prescritas as sanções pessoais, eis que a publicação do último acórdão julgado por esta Quarta Turma ocorreu em 18/12/2015 e a decisão proferida pelo eg. STJ determinando que se apliquem as sanções previstas no art. 12, da Lei 8.429/92, pela prática do delito previsto no art. 11, caput, da Lei 34 8.429/92, ocorreu em 05/10/2021. Assim, entre as decisões referidas transcorreu lapso de tempo superior a 4 anos, suficiente, pois, para a ocorrência da prescrição intercorrente, já que o prazo prescricional voltou a fluir da data da interrupção, pela metade, ou seja 4 anos. 9. Isso considerado, a ação de improbidade mesmo se encontrando prescrita, pode prosseguir apenas em relação ao ressarcimento (se houver), e nesse ponto, o col. STF, no RE nº 852.475-RG, firmou a tese no sentido de que são imprescritíveis as ações de ressarcimento ao Erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa. 10. Por outro lado, no julgamento realizado pela Segunda Turma deste Tribunal, na composição ampliada, já se decidiu ser possível, mesmo prescritas as sanções pessoais, se analisar se o ato como um todo era ímprobo ou não. 11. Constatado o ato ímprobo, a conduta foi enquadrada no art. 11, caput, da Lei 8.429/92. O artigo 11 da Lei de Improbidade não mais ostenta rol exemplificativo de condutas, configurando violação de princípios apenas os casos elencados em seus incisos. A nova redação continua possibilitando a caracterização de improbidade por desobediência a princípios da Administração Pública, porém especifica em quais casos poderá haver o enquadramento. Precedente: Apelação cível 08001780720164058300, Relator: Des. Federal VINICIUS COSTA VIDOR, 4ª TURMA, JULGAMENTO: 07/12/2021). 12. Aplica-se ao caso a retroatividade da lei sancionadora mais benéfica, para se afastar o reconhecimento da violação aos princípios da Administração Pública pela ora apelada, tipificado no at. 11, caput, da Lei 8.429/92, com as alterações produzidas pela Lei 14.230/21, uma vez que os fatos descritos na inicial não mais são ilícitos para fins de improbidade administrativa e nem se enquadram em qualquer outra hipótese prevista nos incisos do referido artigo, diante do afastamento do caráter exemplificativo do artigo 11, da Lei nº 8.429/92. 13. Apelações não providas. (TRF-5 - Ap: 00026536520084058100, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL BRUNO LEONARDO CAMARA CARRA (CONVOCADO), Data de Julgamento: 03/05/2022, 4ª TURMA) Inteiro teor não disponível. TJTO - 0000303-91.2017.8.27.2717. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA C.C. RESSARCIMENTO DE VALOR DE MULTA - EX-GESTOR MUNICIPAL - ALEGAÇÃO DE OMISSÃO NA PRÁTICA DE ATO DE OFÍCIO (ART. 11, II, DA LEI 8.429/92) - NORMA REVOGADA (LEI 13.230/2021) - IMPROCEDÊNCIA. A Lei 14.230/2021, recentemente editada, deixou de considerar a conduta descrita no art. 11, II, como ato de improbidade administrativa, tendo sido o inciso em questão, revogado, o que acaba por desautorizar a sentença recorrida de procedência, galgada nesse fundamento, vez que a novel normatividade, possui inequívoco conteúdo sancionatório, estando dotada, portanto, de efeito retroativo em seus pontos benéficos aos (supostos) infratores. Ainda que assim não fosse, a sentença mereceria reforma, de todo modo, visto que, não obstante o incontrovertido desatendimento da solicitação do órgão fiscalizatório, no fornecimento de documentação, não se extrai, da precária narrativa desenvolvida à exordial, qual a efetiva participação do demandado na irregularidade apontada, da qual sequer teve ciência, inexistindo, portanto, provas acerca de conduta dolosa, ainda que genérica, ou culposa, nos fatos tidos por ímprobos. (Apelação Cível 0000303-91.2017.8.27.2717, Rel. EURÍPEDES LAMOUNIER, GAB. DO DES. EURÍPEDES LAMOUNIER, julgado em 09/12/2021, DJe 15/12/2021 18:08:36). Inteiro teor não disponível. TJPE. 0000428-37.2016.8.17.2470. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, LEI Nº 8.469/92. SERVIDORA ESTADUAL. ATO QUE GERA ENRIQUECIMENTO ILÍCITO E ATENTATÓRIO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DOLO. COMPROVAÇÃO. IMPRESCRITIBILIDADE DO RESSARCIMENTO DOS DANOS CAUSADOS AO ERÁRIO. APELO PROVIDO. 1. A Constituição da República, nos termos do art.37, protege os princípios norteadores da Administração Pública, os quais devem ser observados pelo administrador. O § 4º do referido artigo 37 exterioriza, de modo expresso e direto, regra específica sobre os atos de improbidade administrativa: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na 35 forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”. 2.No plano infraconstitucional, a Lei n. 8.429/92 trouxe a principal disciplina acerca das hipóteses de configuração dos atos de improbidade administrativa e das sanções cabíveis, em seu art. 12. Assim, é certo que para a caracterização do ato de improbidade administrativa, disciplinado pela Lei em comento, é fundamental a presença de três elementos: o sujeito ativo, o sujeito passivo e a ocorrência de um dos atos danosos previstos na mencionada lei em três modalidades: os que importam enriquecimento ilícito (art. 9º); os que causam prejuízo ao erário (art. 10); os que atentam contra os princípios da Administração Pública (art. 11). 3.No presente caso, conforme relatado pelo Parquet e pelo Estado de Pernambuco, impõe-se à ré as sanções previstas no art. 12 da Lei nº 8.429/92, em virtude da prática de ato de improbidade consistente na utilização de atestado médico falso para fins de aquisição e gozo remunerado de licenças médicas. 4.O cerne da presente discussão consiste na verificação da ocorrência da prescrição em relação ao ressarcimento dos danos causados ao erário, uma vez que o próprio Ministério Público reconheceu que a decisão de primeiro grau foi acertada quando reconheceu a prescrição em relação à pretensão punitiva das outras sanções. 5.Com relação a este tema, os Tribunais Superiores tem entendido que, em casos de ato ilícito praticado contra a Fazenda Pública, a pretensão do Estado de ser reembolsado dos prejuízos está submetida aos prazos de prescrição, de modo que a previsão contida no § 5º do art. 37 da Constituição Federal, aplicar-se-ia apenas aos casos de improbidade administrativa, sendo possível o prosseguimento da ação em relação ao ressarcimento por danos, mesmo quando reconhecida a prescrição em relação às outras sanções. 6.Em análise dos autos, verifica-se que a servidora, a qual tinha duplo vínculo como professora da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, apresentou atestados médicos conhecidamente falsos para fins de aquisição e gozo de licenças médicas durante os períodos de 2010, 2011, 2012 e 2013, conforme averiguado em Inquérito Administrativo Disciplinar. Observa-se mais que ficou suficientemente provado nos autos que a ré percebeu ilegalmente a título de vencimentos a quantia total de R$ 42.887,83 (quarenta e dois mil, oitocentos e oitenta e sete reais e oitenta e três centavos), mediante utilização das licenças médicas fraudadas. Em outras palavras, os fatos apurados no caso em tela caracterizam, de fato, ato de improbidade administrativa, enquadrando-se, perfeitamente, nos ditames dos art. 9, 10 e 11 da Lei nº 8.429/92. 7.Apelo provido para reformar parcialmente a sentença, condenando a apelada ao ressarcimento integral do danocausado ao erário, considerando a imprescritibilidade da pretensão ressarcitória decorrente da prática de ato de improbidade administrativa. (TJPE. 0000428-37.2016.8.17.2470. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães, Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães, 16/02/2022 15:23). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000095-86.2019.8.17.3050. "(...)Inicialmente, observo que o Juízo de Primeiro Grau, ao sentenciar o feito, apontou em sua decisão que a controvérsia cinge-se às supostas irregularidades levadas a efeito pelo promovido, na sua gestão à frente da Prefeitura Municipal de Panelas-PE, exercício de 2016, quanto ao descumprimento das determinações constitucionais e legais para a realização da transparência pública. Destacou na sentença que “apesar do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco ter julgado irregular a gestão fiscal da Prefeitura Municipal de Panelas/PE relativamente à transparência pública no exercício de 2016, não se pode presumir a existência de dolo por parte do suplicado, muito menos para reconhecimento de ato de improbidade administrativa e aplicação de sanção como ressarcimento de valores.(...) O Recorrente, entretanto, não impugnou tais ou qualquer outro fundamento contida na sentença, conforme se depreende de uma simples leitura das razões recursais de ID 18007769 por ele apresentadas, restringindo-se a novamente expor, ipsis literis, os argumentos fáticos e jurídicos já apresentados na petição inicial.(...)” TJPE. 0000095-86.2019.8.17.3050. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/02/2022 09:03. Acesse aqui o inteiro teor. 36 https://drive.google.com/open?id=13LSmXw1ZW1S_tSfqTEeLTVHYXPsi6lUA&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs TJSP - Apelação nº 0006089-24.2008.8.26.0272: O Tribunal Superior possui o entendimento que a prática de tortura por agentes estatais configura improbidade administrativa, nos termos do art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa O art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa não exige o dano ao erário e nem enriquecimento ilícito para caracterização da improbidade, bastando a violação aos princípios da administração pública. Está configurada, portanto, a prática de ato de improbidade administrativa tipificado no art. 11 da Lei Federal nº 8.429/1993 O dolo decorre da própria prática voluntária e consciente da conduta típica, não se exigindo finalidade específica para comprovação da má-fé Sanções aplicadas que respeitam a proporcionalidade e a razoabilidade. Precedentes Sentença mantida Recursos desprovidos. Acesse aqui o inteiro teor TJSP - Processo nº 1009806-54.2020.8.26.0127: “(...) 4. In casu, não restou demonstrada a ocorrência de situação excepcional ao interesse público, capaz de ensejar a realização de contratação temporária de servidores, sendo que, para o cargo de engenheiro civil municipal, é necessária a realização de concurso público, e não a mera contratação através de processo seletivo simplificado. 5. É pacífico o entendimento de que o ato de improbidade administrativa previsto no artigo 11, da Lei no 8.429/92, exige a demonstração de dolo, o qual, contudo, não necessita ser específico, não se exigindo prova de prejuízo ao erário ou de enriquecimento ilícito do agente. (..) (Apelação Cível no 5487063-39.2018.8.09.0103, Relator: Desembargador Jeová Sardinha de Moraes, Primeira Turma Julgadora da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, 15/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJSP. Apelação Cível 1000187-75.2016.8.26.0698. Improbidade administrativa. Frustração de procedimento licitatório na compra de gêneros alimentícios. Sentença de parcial procedência. Condenação arrimada no caput do artigo 11 da Lei n.º 8.429/1992. Irresignação dos réus. Acolhimento. Dolo genérico necessário à configuração do ato não delineado. Inviabilidade de penalização do administrador quando há indícios de que o ato acoimado de improbidade é fruto da inabilidade e imaturidade na gerência administrativa. Ministério Público, autor da ação, ademais, que instado a se manifestar sobre requerimento de um dos apelantes pela aplicação retroativa da Lei n.º 14.230/2021, não se opôs ao pedido e requereu a improcedência. Sentença reformada. Recursos providos. (TJSP; Apelação Cível 1000187-75.2016.8.26.0698; Relator (a): Jose Eduardo Marcondes Machado; Órgão Julgador: 10ª Câmara de Direito Público; Foro de Pirangi - Vara Única; Data do Julgamento: 21/03/2022; Data de Registro: 23/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJMT. AP 0001296-06.2013.8.11.0039. RECURSOS DE APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINSITRATIVA – EX PREFEITO – AUSÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO NA EXECUÇÃO DAS OBRAS PÚBLICAS – ATO QUE ATENTA CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – ALTERAÇÕES NA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA PELA LEI N° 14.230/2021 – RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENÉFICA – EXIGÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO – AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA VONTADE LIVRE E CONSCIENTE DO APELANTE DE ALCANÇAR O RESULTADO ILÍCITO TIPIFICADO NO ARTIGO 11 DA LEI N° 8.429/92 – CONDUTA ÍMPROBA NÃO CONFIGURADA – RECURSO DE ANTÔNIO DE ANDRADE JUNQUEIRA PROVIDO – RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PREJUDICADO. 1. A Lei n° 14.230/2021, alterou diversos dispositivos da Lei n° 8.429/92, passando a exigir o dolo específico para a configuração dos atos de improbidade administrativa, além de modificar critérios de dosimetria da pena e aspectos processuais. 2. O sistema da Improbidade Administrativa adotou expressamente os princípios do Direito Administrativo Sancionador, dentre eles o da legalidade, segurança jurídica e retroatividade da lei benéfica. Assim, tratando-se de diploma legal mais favorável ao acusado, de rigor a aplicação da Lei n° 14.230/2021, porquanto o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no artigo 5°, XL, da Constituição da República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador. 3. Consoante nova redação do artigo 1°, § 3°, da Lei n° 8.429/92, o mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com 37 https://drive.google.com/file/d/1GGNfyOci2KKP2kyBE8ZysDZIuFrr08U_/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1Rcvtgb8LIvknRzQv4F-9mrOZQt_Ohmye/view?usp=sharing fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. 4. Não tendo sido demonstrado, no bojo da Ação Civil Pública por ato de Improbidade Administrativa, quaisquer elementos que evidenciem a existência de dolo, vontade livre e consciente do apelante de alcançar o resultado ilícito tipificado no artigo 11 da Lei n° 8.429/92, impõe-se a improcedência da demanda. (N.U 0001296-06.2013.8.11.0039, CÂMARAS ISOLADAS CÍVEIS DE DIREITO PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, Julgado em 17/11/2021, Publicado no DJE 02/12/2021). Inteiro teor não disponível. TJPE. 0001782-67.2016.8.17.2480."(...) Nessa sede, defende o Ministério Público que o dolo na conduta do réu se configura a partir do momento em que ele consentiu na realização de despesas acima do limite prudencial de 54% da LRF (...) as contratações temporárias entabuladas não teriam qualquer relação de pertinência com as necessidades decorrentes da seca enfrentada na região à época (...) Uma vez investido na função pública, na qualidade de guardião do interesse público, o administrador deve agregar à sua atuação o conceito moral da boa administração, dever que contempla a sua sujeição aos cânones da moralidade e da eficiência administrativas, além de outros valores constitucionais que amplificam sua atuação para muito além da estrita legalidade. (...)Isto posto, trazendo a exposição encimada ao caso concreto, e à luz das modificações legislativas implementadas pela Lei 14.230/21, tenho que o comportamento imputado ao réu não caracteriza, em nenhum dos capítulos imputados, verdadeiro ato de improbidade administrativa. (...) ". TJPE. 0001782-67.2016.8.17.2480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des.Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 04/02/2022 04:04. Acesse aqui o inteiro TRF-5. 00012068620154058103. PROCESSO Nº: 0001206-86.2015.4.05.8103 - APELAÇÃO CÍVEL APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APELADO: RICARDO DAS CHAGAS SOUSA RELATOR (A): Desembargador (a) Federal Paulo Machado Cordeiro - 2ª Turma EMENTA: IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL. APREENSÃO DE MOTOCICLETA. LIBERAÇÃO SEM A OBSERVÂNCIA DAS FORMALIDADES DEVIDAS. INDÍCIOS DE ENTREGA A TERCEIRO NÃO IDENTIFICADO. PAD. USO DE DOCUMENTO ADULTERADO PERANTE A COMISSÃO INVESTIGATIVA. VIOLAÇÃO AO ART. 11 DA LIA. PRESCRIÇÃO https://drive.google.com/file/d/1eyXn4rmuVPFNCwMxO92U2POJd7E7VrFQ/view?usp=sh aringRECONHECIDA EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. RECURSO APELATÓRIO DO MPF. FATOS EM TESE TIPIFICADOS COMO CRIME. PRESCRIÇÃO AFASTADA. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS ACERCA DA APROPRIAÇÃO OU DESVIO DO BEM APREENDIDO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PELA ADULTERAÇÃO DE DOCUMENTO. INCIDÊNCIA DA LEI 14.230/21. FATO ATÍPICO DIANTE DA NOVA REDAÇÃO DO ART. 11, DA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LEI POSTERIOR MAIS BENÉFICA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO APENAS PARA AFASTAR A PRESCRIÇÃO, JULGANDO IMPROCEDENTE O PEDIDO. 1. Recurso do Ministério Público Federal em face da sentença que extinguiu o feito com julgamento (art. 487, II, do CPC), por ter reconhecido a ocorrência da prescrição para aplicação das sanções por ato de improbidade administrativa. 2. Alega o recorrente, em suma, que o ato de improbidade praticado pelo réu também configura crime, sendo prescindível a apuração criminal para incidência do art. 142, § 2, da Lei 8.112/90, de forma que se aplica ao caso o prazo prescricional do tipo penal. Subsidiariamente, defende ainda a imprescritibilidade da pena de ressarcimento ao erário. Quanto aos atos ilícitos atribuídos ao réu, afirma que as provas colhidas nos autos já são suficientes para a condenação, pleiteando a condenação diretamente pelo próprio Tribunal, por entender que restou comprovada a prática do ato ímprobo. 3. No caso, o Ministério Público Federal atribui ao réu a prática de atos ímprobos consistentes na liberação irregular de veículo apreendido a terceiro não identificado, bem como na adulteração de documento público utilizado perante a administração, condutas que também são tipificadas pela legislação penal. 4. Considerando que o réu é servidor público efetivo, a prescrição ocorrerá dentro do prazo 38 https://drive.google.com/open?id=1ZxxSQKG-mDL5fo_MjJ4wzqOXJxR5rifu&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público (art. 23, II, da Lei 8.429/92). Por sua vez, a Lei 8112/90 prevê que os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime (art. 142, § 2º). 5. Ressalte-se que se aplica o prazo prescricional previsto na legislação penal independentemente da apuração criminal, razão pela qual fica afastada a hipótese de prescrição, por não ter transcorrido o prazo previsto no art. 109 /CP. 6. Ademais, de acordo com a nova LIA, a prescrição se configura apenas no prazo de 8 anos a contar da prática do ato ilícito. Logo, mesmo que se considere a nova legislação, também não há que se falar em prescrição. 7. Afastada a prescrição, entendo que o feito encontra-se maduro para julgamento, sendo dispensável a devolução dos autos à primeira instancia. 8. Em relação à liberação irregular do veículo, o órgão ministerial afirma que não consta nos registros da PRF a assinatura da pessoa que recebeu a motocicleta; que o suposto recebedor afirmou não ter recebido o veículo ou suprido as irregularidades que justificaram a apreensão do veículo; bem como que o suposto recebedor da motocicleta negou em depoimento o seu recebimento, apesar de ter assinado declaração em sentido contrário com firma reconhecida em cartório. 9. Diante do que consta nos autos, é inegável que o recorrido deixou de utilizar as práticas recomendadas para a liberação do veículo, visto que sequer colheu a assinatura do recebedor. 10. Contudo, a partir dos depoimentos colhidos em audiência (id. 144888673), bem como das cópias extraídas do livro de ocorrências da PRF (ids. 13650501 a 13650277), observa-se que havia uma desorganização generalizada no registro de ocorrências, inclusive por falta de materiais, sendo que em várias outras oportunidades consta a informa acerca de liberação de veículo sem a respectiva assinatura do recebedor. 11. Ressalte-se não haver prova segura de que o réu tenha se apropriado do bem ou desviado em favor de terceiro. 12. Já o depoimento do Sr. Francisco Nascimento, que negou ter recebido o bem, não é suficiente para a condenação, já que chegou a firmar declaração em sentido contrário, conforme exposto pelo MPF na petição inicial. Some-se a isso o fato de haver autorização para retirada do veículo do depósito emitida pelo proprietário, ainda que extemporânea. 13. Quanto à correção dos vícios necessários à liberação da motocicleta, caso não tenham sido completamente analisados, entendo que se trata de mera irregularidade, insuficiente para configurar improbidade administrativa. 14. É relevante destacar que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região ratificou a decisão de primeira instância que havia rejeitado a denúncia criminal pelos mesmos fatos. 15. Por todo o exposto, entendo que não restou suficientemente comprovada a prática de ato ímprobo relacionado à liberação irregular da motocicleta. 16. No que tange à conduta de ter adulterado a data e o horário da declaração firmada pelo proprietário, é inegável que tinha o objetivo de fazer prova em favor do réu, tendo incidido sobre aspecto relevante dos fatos então apurados no processo administrativo disciplinar (PAD). 17. Quanto a adulteração de tal documento, ressalto que, embora o laudo pericial não tenha sido digitalizado juntamente com os autos principais, o seu resultado não é questionado pelo autor, que inclusive ratificou tal adulteração em seu depoimento judicial (id. 144888673, depoimento do réu 19:10). 18. Pode-se concluir que a conduta implica em ofensa à legalidade e à moralidade administrativa, o que poderia levar à condenação na forma da redação anterior da LIA. 19. Todavia, a partir da vigência da Lei 14.230/21, o ato de improbidade previsto no art. 11 deve se enquadrar em uma das condutas previstas nos seus incisos, não sendo mais possível a condenação por meio de tipos abertos de violação aos princípios da administração. 20. Logo, considerando que a falsificação ou o uso de documento falso perante administração não se enquadra em nenhum dos tipos previstos no art. 11, pode-se concluir que tal conduta não configura ato de improbidade, embora possa ensejar a condenação por infração administrativa ou até mesmo criminal. 21. Registre-se que o art. 1º, § 4º, da Lei 8.429/92, é expresso ao dispor que se aplicam ao sistema da improbidade disciplinado nesta Lei os princípios constitucionais do direito administrativo sancionador. 22. Dessa forma, por se tratar de norma posterior mais benéfica aos réus, deve retroagir no presente caso. 23. Por fim, é relevante destacar ainda que não constam nos autos provas relacionadas a enriquecimento ilícito do demandado ou qualquer prejuízo ao erário. 24. Recurso parcialmente provido apenas 39 para afastar a prescrição, julgando improcedente o pedido. (TRF-5 - Ap: 00012068620154058103, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL THIAGO BATISTA DE ATAIDE, Data de Julgamento: 23/11/2021, 2ª TURMA) TJRN.0100121-05.2015.8.20.0155. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. APURAÇÃO DE CONDUTA QUE VIOLA OS ARTS. 9º, 10 E 11, DA LEI Nº 8.429/92. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. APELAÇÃO CÍVEL. AUSÊNCIA DE DOLO. TESE FIXADA NO PRECEDENTE QUALIFICADO ARE 843989 (TEMA 1.199). ACOLHIMENTO. APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA. 1. Segundo tese fixada pelo STF, em precedente qualificado ARE 843989 (TEMA 1.199), o novo texto da Lei de Improbidade Administrativa (LIA - Lei 8.429/1992),com as alterações inseridas pela Lei 14.230/2021, aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior. 2. Com o advento da Lei no 14.230/2021, o rol de atos de improbidade administrativa previstos do art. 11 da lei de improbidade administrativa passou a ser taxativo e não se pode mais enquadrar a conduta no caput, pois a conduta deve guardar correspondência nos incisos do referido artigo, o que não resta configurado na espécie. 3. No que se refere à efetiva comprovação de perda patrimonial do ente público, o conjunto probatório dos presentes autos também é insatisfatório, máxime porque houve a efetiva prestação do serviço. 4. Portanto, a partir da constatação de que não há prova da efetiva perda patrimonial do erário ou enriquecimento ilícito, com natureza dolosa, não se pode concluir pela prática de conduta ímproba pelos apelantes. TJRN Apelação Cível 0100121-05.2015.8.20.0155. Des. Virgílio Macêdo, Segunda Câmara Cível, julgado em 11/05/2023, publicado em 16/05/2023). Acesse aqui o inteiro teor. TJRN. APELAÇÃO CÍVEL - 0818579-80.2016.8.20.5106 EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. APELAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. UTILIZAÇÃO DE AERONAVE DO ESTADO PARA INTERESSES PARTICULARES. PRETENDIDA CONDENAÇÃO DA APELADA AO ARGUMENTO DE QUE CONDUTA VIOLA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART. 11, I, DA LEI No 8.429/92) E CAUSA PREJUÍZO AO ERÁRIO. ALTERAÇÕES À LEI Nº 8.429/92 PROMOVIDAS COM O ADVENTO DA LEI Nº 14.230/2021. APLICABILIDADE IMEDIATA. TESE FIXADA NO PRECEDENTE QUALIFICADO ARE 843989 (TEMA 1.199). DOLO NÃO CONFIGURADO. CONJUNTO PROBATÓRIO INSUFICIENTE PARA A DEMONSTRAÇÃO DA PERDA PATRIMONIAL. NECESSIDADE DE CORRESPONDÊNCIA NOS INCISOS DO ART. 11. ROL TAXATIVO. CONDUTA APURADA QUE NÃO SE ENQUADRA EM NENHUM DOS INCISOS DO ART. 11. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. (APELAÇÃO CÍVEL, 0818579-80.2016.8.20.5106, Des. Virgílio Macêdo, Segunda Câmara Cível, julgado em 16/11/2023, publicado em 23/11/2023). Acesse aqui o inteiro teor. I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência; I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui 40 https://drive.google.com/file/d/1avwwGTiDx8-178BnTKvNmbdUWaY8IiDC/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1PxEXJquesNwcm0CHXNteWdiTGZCnqsrL/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs TJPE. 0001697-93.2017.8.17.3370. “6. Outra inovação importante operada pela Lei Federal n° 14.231/2021 diz respeito à revogação da conduta do inciso I do art. 11 da LIA e ao entendimento de que a configuração do ato ímprobo que atenta contra os princípios da Administração Pública depende da caracterização de uma das condutas descritas nos respectivos incisos. 7. No presente caso, o apelante foi condenado justamente com base no revogado art. 11, I, da LIA, e não há qualquer indício ou comprovação de que tenha descumprido o comando objetivo do art. 42 da LRF com dolo específico de macular os princípios administrativos ou a boa-fé na gestão pública, tendo tomado tal decisão para garantir a realização de um evento tradicional que traz benefícios culturais e econômicos para a cidade”. (TJPE, 2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. Paulo Romero de de Sá Araújo, 24/03/2023). Acesse aqui inteiro teor. TJPE. 0002329-57.2018.8.17.3250."(...)Não se está aqui a negar ou minimizar a gravidade da conduta do Recorrido, com aparente viés racista e “transfóbico”, reconhecida, inclusive, como crime pelo Pretório Excelso na ADO n.º 26[2], mas a reconhecer que considerando a determinação legal de aplicação dos princípios constitucionais do direito administrativo sancionador ao sistema da improbidade administrativa (artigo 1º, §4º, da Lei n.º 8.429/92) e diante da revogação expressa pela Lei Federal n.º 14.230/2021 do artigo 11, I, da LIA (prática ímproba atribuída ao Recorrido), não há como ser processada a ação originária, restando evidente a perda superveniente de seu objeto.(...)". TJPE. 0002329-57.2018.8.17.3250. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru.Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/02/2022 22:18. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000211-08.2017.8.17.2260. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INOBSERVÂNCIA AO LIMITE FISCAL DE DESPESAS COM PESSOAL DA LRF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DOLO NA CONDUTA PELO PARQUET. AUSÊNCIA DE TIPICIDADE NO ART. 11, LIA. ELEMENTO SUBJETIVO ESPECIAL DO TIPO NÃO COMPROVADO. APELO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. O dolo genérico, à luz da atual reforma da Lei 14.230/21, restou excluído do rosto da lei, que apenas admite a punição do agente em função do elemento subjetivo especial do tipo. 2. A exigência do chamado dolo específico, como móvel do ato de improbidade, fica bem delineada na redação do atual art. 11, §1º, LIA, segundo o qual a conduta ímproba apenas se materializa quando comprovada a finalidade do agente de beneficiamento próprio ou alheio. 3. Em face da recalcitrância histórica do Município no descumprimento dos limites da LRF, além das reiteradas notificações pelo Tribunal de Contas, ao ex-prefeito não se mostra razoável presumir o desconhecimento do teor da legislação fiscal aplicável, tampouco da conjuntura fiscal em que se encontrava o Município durante o seu mandato, o que realça a presença de dolo na conduta de não adotar as providências constitucionais para recondução da dívida aos limites. 4. Ocorre que, a despeito de reluzente o dolo no seu comportamento, falta lhe outro requisito essencial para completar seu enquadramento na nova de lei de improbidade, qual seja, o elemento subjetivo especial do tipo. 5. É que, a despeito da decisão deliberada pela não adoção de qualquer providência para recondução das despesas aos limites fiscais, o Ministério Público não comprovou que o réu agiu impelido pelo intento de beneficiamento próprio ou de terceiro, nos moldes do art. 11, §1º, LIA, o que compromete seu enquadramento na lei de improbidade. 6. A falha na configuração do dolo específico, por meio da comprovação da finalidade especial de obtenção de resultado ilícito, obsta a imputação da pecha de improbidade ao requerido, à luz das novas elementares do tipo introduzidas pela Lei 14.230/21. Ademais, tendo em vista a ausência de enriquecimento ilícito com a conduta, ou de dano efetivo ao erário, a única modalidade que poderia justificar o enquadramento do requerido na lei de improbidade seria a do art. 11, que pune os atos violadores aos princípios da administração pública. 41 https://drive.google.com/file/d/1k_9r2yt7UHJw3ZDNV01U3fCH49rq0sHY/view?usp=share_link https://drive.google.com/open?id=1iO2Cg9Bxs2P0Ol9NDvUZyJCyiUn82NJr&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs 8. Ocorre que tal espécie de improbidade também passou por uma reformulação jurídica com a nova Lei 14.230/21, discriminando-se em hipóteses taxativas, de modo que a responsabilidade do requerido só se configura se sua conduta encontrar escorreita subsunção em um dos tipos elencados no dispositivo, resolvendo-se, caso contrário, em atipicidade. 9. Isto posto, como a manutenção das despesas com pessoal em níveis excessivos, extrapolando os limites fixados pela LRF, não encontra qualquer tipicidade objetiva nos incisos do atual art. 11, LIA, sobretudo em face da revogação do antigo inciso II (no qual enquadrado o agente pela narrativa exordial),adstringindo-se aos atos ímprobos culposos não transitados em julgado. STJ. 1ª Turma. PET no AgInt nos EDcl no AREsp 1.877.917/RS, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 23/5/2023 (Info 776). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000443-25.2018.8.17.2150.APELAÇÃO. ADMINISTRATIVO, CONSTITUCIONAL E PROCESSO CIVIL. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. APLICABILIDADE DA LEI 14.230/2021 (STF - ARE 843989/PR). EXIGÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO. IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E AUSÊNCIA DE RETENÇÃO DE ISS. CONDENAÇÃO QUE SE LIMITA A DEMONSTRAR O DOLO GENÉRICO DOS RÉUS. INSUFICIÊNCIA. APELO PROVIDO. (...) 4. A sentença condenatória limitou-se a demonstrar que haveria dolo genérico na conduta praticada pelos agentes públicos. (...) 6. Sucede que, a nova legislação e o alcance que lhe foi dado pelo Supremo Tribunal Federal, impõem a demonstração de dolo específico, o que não restou comprovado nos autos”. (TJPE, 2ª Turma da Câmara Regional do TJPE, Rel. Des. Honório Gomes do Rego Filho, 26/01/2023). Acesse aqui inteiro teor. TJGO. 5504827-48.2018.8.09.0035. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO. INOBSERVÂNCIA DOS PRECEITOS LEGAIS. ILEGALIDADE CONSTATADA. CONDUTA QUE CAUSA PREJUÍZO AO ERÁRIO E ATENTA CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. REQUISITOS DA LEI 8.429/92. DOLO GENÉRICO. ATO ÍMPROBO CARACTERIZADO. REDUÇÃO DA MULTA CIVIL. 1. É possível a doação de bens públicos pela Administração Pública, desde que em observância rigorosa à norma de regência (princípio da legalidade), em outros termos, deve haver a existência de interesse público, seguida da avaliação prévia e licitação, exegese do artigo 17, da Lei nº. 8.666/93. 2. O ato de doação de lotes urbanos a pessoa jurídica privada escolhida com critério subjetivo, sem realização prévia de avaliação e procedimento licitatório, em ofensa ao disposto no artigo 17, da Lei nº. 8.666/93, configura ato de improbidade administrativa, subsumindo-se à conduta do artigo 10, inciso III, da Lei de Improbidade, consistente na doação de bem público sem as formalidades legais. 3. A Lei nº. 14.230/21, que alterou substancialmente a Lei nº. 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), decotou o elemento culpa dos atos tidos como ímprobos, passando a prever apenas o elemento dolo para sua caracterização. 4. Mantém-se o entendimento de que para caracterizar o ato de improbidade não é indispensável o dolo específico, que é definido como a vontade de praticar o ato e produzir um fim especial, mas, sim, o dolo genérico, que é simplesmente a vontade de 7 https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4652910&numeroProcesso=843989&classeProcesso=ARE&numeroTema=1199 https://drive.google.com/file/d/1uHuElZ4Adzz2C8tNRpViC5_Yypl6BAV_/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1TDFCESRyFSP3vwo6Dz5rgvCEUAiNJ3Ey/view?usp=sharing cometer o ato ou o dolo eventual, caracterizado quando, ao praticar o ato, assume-se o risco de produzir o resultado. 5. Uma vez se revelando fora dos padrões da razoabilidade e da proporcionalidade, cabe a redução da multa civil arbitrada pelo juízo primevo para 05 (cinco) vezes o valor da última remuneração percebida pelo réu, razão pela qual a sentença merece reforma neste ponto. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PARCIALMENTE PROVIDA. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 5504827-48.2018.8.09.0035; RELATOR: DES. JAIRO FERREIRA JÚNIOR; 17/08/2022) (Acesse aqui o inteiro teor) TJSP. 2052273-53.2022.8.26.0000. "(...) salientou-se que o caso concreto trata de título executivo transitado em julgado em 27/10/2020 (f. 580 do processo nº 1005186-16.2018.8.26.0047), com a condenação do ora agravante pela prática de ato de improbidade consistente no acionamento fraudulento de apólice de seguro a fim de custear os reparos de veículo envolvido em acidente ocorrido nas dependências de prédio público municipal (...) A pretensão recursal aqui veiculada se funda na retroatividade da lei mais benéfica (no caso, a Lei Federal nº 14.230/21) e no consequente esvaziamento do título executivo. O que se verifica, no entanto, é que referida questão não foi levada à apreciação do Juízo de origem, que, na decisão recorrida, trata apenas da base de cálculo da multa civil e do termo inicial da correção monetária. A tal circunstância, que resulta na inviabilidade da apreciação da matéria diretamente em segundo grau sob pena de indevida supressão de instâncias , soma-se ainda o fato de que a retroatividade da Lei Federal nº 14.230/21 em casos como o ora analisado já foi afastada por esta C. Seção de Direito Público em diversas ocasiões, como exemplificado pelos seguintes julgados (...) Assim, seja pela ausência de interesse recursal quanto ao tema (dada sua não apresentação em primeiro grau), seja diante da existência de jurisprudência contrária à pretensão ventilada, não é caso de acolhimento, neste aspecto, da pretensão do recorrente (...)" (TJSP, 2052273-3.2022.8.26.0000, 1ª Câmara de Direito Público, 26 de abril de 2022). TJPE. 0000370-41.2017.8.17.3200. "(...) 3. Com relação à aplicação retroativa da nova Lei n. 14.230/2021, que altera dispositivos da Lei n. 8.429/1992 (LIA), compreendo que razão assiste à Procuradoria de Justiça (MPPE), quando verbera: (...) a alegação genérica de omissão quanto a aplicação retroativa da Lei n. 14.230/2021 é completamente descabida a ponto de nem mesmo os embargantes conseguirem apontar onde a lei nova retroagiria na hipótese. É que o acórdão impugnado foi publicado em 13.10.21 e referida norma só entrou em vigor no dia 25.10.21, não havendo que se falar também em omissão quanto a esse ponto 4. A alegação de retroação da nova Lei n. 14.230/2021 foi feita de forma genérica, sem ter sido demonstrada em que isso aproveitaria a defesa dos acusados 5. Desta forma, rejeito a ilação de omissão, não apenas em razão da ofensa ao princípio da dialeticidade, mas também por ausência de demonstração de utilidade da retroatividade da lei para os recorrentes, uma vez que é descabida a nulidade de atos processuais sem prova de prejuízo (pas de nullité sans grief)" (TJPE. 0000370-41.2017.8.17.3200. 1ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. Jorge Américo Pereira de Lira. 31/05/2022 15:44). Acesse aqui o inteiro teor. TJSP – Apelação Cível 1002823-02.2017.8.26.0238 -CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO – AÇÃO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL DE SERVIÇOS DE EXAMES LABORATORIAIS PARA HOSPITAL MUNICIPAL – LICITAÇÃO NA MODALIDADE CONVITE – DANO AO ERÁRIO - OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS – DOLO – SUPERVENIÊNCIA DA LEI Nº 14.230/21 – APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR AO SISTEMA DE IMPROBIDADE – RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA. 1. O propósito da Lei de Improbidade Administrativa é coibir atos praticados com manifesta intenção lesiva à Administração Pública e não apenas atos que, embora ilegais ou irregulares, tenham sido praticados por administradores inábeis sem a comprovação de má-fé. Ausência de dolo. 2. Da ilegalidade ou irregularidade em si não decorre a improbidade. Para caracterização do ato de improbidade administrativa exige-se a presença do elemento subjetivo na conduta do agente público. 3. Ação civil pública por 8 https://drive.google.com/open?id=1oh9P10B3c8kCiWqBQ_93E9MvwMwAOlGJ&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1msltEIWzbc3tjvWSdgXWl7ceHUWorYtA&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs improbidade administrativa. A Lei n.º 14.230/2021 promoveu profundas alterações na Lei de Improbidade Administrativa, dentre as quais a supressão das modalidades culposas nos atos de improbidade. Novatio legis in mellius. Retroatividade. Aplicação dos princípios constitucionais do direito administrativo sancionador (art. 1º, § 4º, da Lei nº 8.429/1992). 4. Para caracterização do ato de improbidade administrativa faz-se necessário dolo do agente, assim entendido como a vontade livre e consciente de alcançar oprevalece a estraneidade da conduta para fins de improbidade. 10. Apelo provido à unanimidade. (TJPE. 0000211-08.2017.8.17.2260, Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru, Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho, 01/04/2022 07:33) TJMA - Agravo de Instrumento nº 0813586-86.2021.8.10.0000: DIREITO ADMINISTRATIVO – AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – RECEBIMENTO DA INICIAL – INEXISTÊNCIA DE ATO ÍMPROBO – CONDUTA NARRADA QUE TRATA DE MERA IRREGULARIDADE – ATOS EMBASADOS EM POSICIONAMENTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS DO ÓRGÃO PÚBLICO – TIPO LEGAL EXCLUÍDO PELA LEI Nº 14.230/2021 – RETROATIVIDADE DE LEI MAIS BENÉFICA – DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR – DECISÃO REFORMADA – REJEIÇÃO DA INICIAL – RECURSO PROVIDO. I – Rejeita-se a preliminar de prescrição quando, interposta a ação dentro dos 5 (cinco) anos do término do exercício do cargo, a demora da notificação/citação é exclusivamente atribuída aos serviços judiciários, sem que tenha o autor concorrido com indispensável inércia, devendo o feito se desenvolver por impulso oficial. Inteligência da Súmula nº 106 do STJ. II – Não há se falar em ato ímprobo, que exige o detalhamento da conduta qualificada do agente, quando a narrativa constante da inicial apresenta ato que se trataria de mera irregularidade e que em nada contribuiu para o desfecho reprimível pela norma (dano ambiental), sobretudo quando praticado com esteio em posicionamentos técnicos e jurídicos do órgão público. III – Com a entrada em vigor da Lei nº 14.230/2021, o ato atribuído ao agravante, previsto no art. 11, I, da Lei nº 8.429/1992, deixou de ser capitulado como ímprobo, sendo manifesta a natureza benéfica da norma que deve alcançar situações jurídicas anteriores, por se tratar de direito administrativo sancionador. Precedentes do STJ. IV – Manifestamente inexistente o ato ímprobo, deve ser rejeitada a inicial da ação de improbidade, sendo injustificável a continuidade da tramitação de demanda que invariavelmente não encontrará desfecho favorável às pretensões autorais. V – Agravo de instrumento provido (Agravo de Instrumento no 0813586-86.2021.8.10.0000, 6ª CÂMARA CÍVEL, Relatora Desa. Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, Sessão de 4 de novembro de 2021). Acesse aqui inteiro teor. TJPB - Apelação Cível nº 0000521-96.2016.8.15.0031: APELAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. EX-PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE. PROCEDÊNCIA PARCIAL DO PEDIDO. IRRESIGNAÇÃO DO RÉU. APELAÇÃO. QUESTÃO DE ORDEM LEVANTADA NA SESSÃO DE JULGAMENTO. LEI N.o 14.230, QUE ALTEROU A LEI N.o 8.429/1992 - NOVA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REVOGAÇÃO DA CONDUTA TÍPICA. RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENÉFICA. ATIPICIDADE DA CONDUTA CONFIGURADA. EXTINÇÃO DO PROCESSO. PROVIMENTO DO RECURSO. IMPROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS INICIAIS. - O sistema da Improbidade Administrativa adotou expressamente os princípios do Direito Administrativo Sancionador, dentre eles o da legalidade, segurança jurídica e retroatividade da lei benéfica. - Assim, tratando-se de diploma legal mais favorável ao acusado, de rigor a aplicação da Lei no 14.230/2021, porquanto o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no artigo 5o, XL, da Constituição da República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador (APELAÇÃO CÍVEL N. 0000521-96.2016.8.15.0031, Relator Desembargador João Alves da Silva, Quarta Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, 13/12/2012). Acesse aqui inteiro teor 42 https://drive.google.com/file/d/1-TJL5Fkj35w-R1S2nSQlDwNULBpHyzjX/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1GlKwR9cwhlQI5yZJVjuy1y_1POwpC0if/view?usp=sharing II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJRR. 0814689-43.2018.8.23.0010: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONDUTA PAUTADA NO ART. 11, II DA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INCISO REVOGADO PELA LEI N. 14.230/2021. AUSÊNCIA DE TIPIFICAÇÃO LEGAL SUPERVENIENTE. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM. INAPLICABILIDADE. DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR. RECURSO DESPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR FUNDAMENTAÇÃO DIVERSA. (TJRR. 0814689-43.2018.8.23.0010, Câmara Cível, Rel. Juiz Conv. RODRIGO BEZERRA DELGADO, julgado em 21/04/2022, DJe: 21/04/2022). Inteiro teor não disponível. TJPE. 0000969-03.2013.8.17.0360. APELAÇÃO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. APLICABILIDADE DA LEI 14.230/2021 (STF - ARE 843989/PR). NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE DOLO ESPECÍFICO. REVOGAÇÃO DO INCISO II, DO ART. 11. IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO. APELO DO MINISTÉRIO PÚBLICO IMPROVIDO. 1. O Plenário do STF, no ARE 843989/PR, com julgamento finalizado em 18.8.2022 (Info 1065), analisando a legislação que alterou a Lei de Improbidade administrativa (Lei 14.230/2021), definiu as seguintes teses: 1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9o, 10 e 11 da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5o, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO, aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei. 2. Diante da revogação do inciso II, do art. 11, da Lei de improbidade pela Lei 14.230/2021, não há se falar em condenação com base nesse dispositivo, considerando a aplicabilidade retroativa dessa norma benéfica. 3. Apelo improvido. 4. Decisão unânime. Acesse aqui inteiro teor. TJMG. 1.0000.22.031695-4/001. APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - LEI Nº 14.2130/2021 - APLICABILIDADE - AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO -TEMA 1.199/STF - ART. 11, II DA LIA - REVOGAÇÃO - TAXATIVIDADE - CONDENAÇÃO - IMPOSSIBILIDADE - RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A ratio decidendi do Tema n. 1199, do Supremo Tribunal Federal, orienta-se no sentido de que Lei n. 14.230/2021 não retroage, contudo, deve ser aplicada aos atos de improbidade praticados na vigência da lei anterior, sem condenação transitada em julgado. 2. A Lei n. 14.230/2021 revogou o artigo 11, II, da Lei n. 8.429/1992, e conferiu nova redação ao dispositivo legal para exigir a prática dolosa das condutas tipificadas em seus incisos, rol taxativo, para configuração do ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública. 3. A revogação do inciso em que se enquadrava o ato tido como ímprobo impossibilita a condenação do agente. 4. Negar provimento ao recurso. (TJMG. 1.0000.22.031695-4/001. Relator: Des.(a) Maria Inês Souza. 04/07/2023). Acesse aqui inteiro teor. III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo; 43 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/116Yayj0tugfkWPag0IrPmhE1CMUNWk8l/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1o5nGs3c3Y2E-H7xjO4KYYL18vFDzrutX/view?usp=drive_link III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco a segurança da sociedade e do Estado;(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) IV - negar publicidade aos atos oficiais;IV - negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) V - frustrar a licitude de concurso público; V - frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJSP - Processo nº 1009806-54.2020.8.26.0127: “(...) Se houve a menção na inicial a respeito da violação ao princípio previsto no art. 11, inciso V da LIA, caberia o detalhamento de cada uma das condutas praticadas por cada um dos Secretários pontuando quais as ilicitudes praticadas no caso concreto e não, repito, na forma exposta, contrariando os princípios do contraditório e da ampla defesa.Se, em tese, há violação aos princípios da administração pública,deveria o Ministério Público explicitar quais as ações ou omissões dolosas de cada um dos integrantes do pólo passivo, mencionando os documentos inerentes e detalhar a finalidade de cada um deles ao agir de maneira ilícita Diante disso e porque a inicial não observou os requisitos previstos no art. 17 da LIA, deverá ser rejeitada. Ante Ao exposto, JULGO EXTINTO O PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO nos termos do art. 17, §6º da Lei de Improbidade Administrativa.” Acesse aqui o inteiro teor TJPR - 0001122-29.2017.8.16.0132. Ementa: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA PELA PRÁTICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DISPENSA DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. CONTRATAÇÃO DIRETA E FRACIONAMENTO DE COMPRAS. AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES, BEM COMO DE MATERIAIS PARA MANUTENÇÃO DE PRÉDIOS PÚBLICOS. ARTIGOS 10, INCISO VIII, E 11, CAPUT E INCISO I, DA LIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVO DANO AO ERÁRIO E DE DOLO. ARTIGO 11, CAPUT E INCISO I, DA LEI N 8.429/92, COM REDAÇÃO DA LEI N 14.230/21. TAXATIVIDADE E REVOGAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONTINUIDADE NORMATIVA (ARTIGO 11, INCISO V, DA LIA). PRÁTICA DE ATO ÍMPROBO NÃO CONFIGURADA. IMPROCEDÊNCIA DA DEMANDA MANTIDA. OBSERVÂNCIA DO ARTIGO 17, § 19, INCISO IV, DA LEI N 8.429/1992. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. APELO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJPR, Apelação/Remessa Necessária n° 0001122-29.2017.8.16.0132, Relator: Desembargador Luiz Mateus de Lima, Julgado em 29/09/2023). Acesse aqui o inteiro teor VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo; VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, com vistas a ocultar irregularidades; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJSP - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0005734-58.2010.8.26.0655: (...) Contas desaprovadas pelo TCE no período compreendido entre 2000 e 2005 - Repasse de duodécimos ao Legislativo além do limite permitido e inexistência de segregação contábil 44 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/open?id=1YaevPvZFMmhI-Po8dQPxDTTbVxNMx-iq&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1xrCjRKA7YYbQ4dDywLUWMCmhEzQJhr4G/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 do FUSSBE que, embora constituam irregularidades administrativas não são condutas aptas a justificar a aplicação da LIA – Ausência de dolo – Artigo 1º, § 1º da Lei 14.230/01 - Improbidade administrativa não configurada – Precedentes - R. sentença mantida. Recurso improvido. (TJ-SP - AC: 00057345820108260655 SP 0005734-58.2010.8.26.0655, Relator: Carlos Eduardo Pachi, Data de Julgamento: 17/12/2021, 9ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 17/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço. VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) IX - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de saúde sem a prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos termos do parágrafo único do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. (Incluído pela Lei nº 13.650, de 2018) X - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) XI - nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJPE - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0000787-48.2019.8.17.3030. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRELIMINAR DE EXCLUSÃO DE YUL ARISTÓTELES E PREJUDICIAL DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO EM RELAÇÃO A JOSÉ IVAN DE MELO. ACOLHIDAS. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NEPOTISMO. CARGOS DE PROCURADOR GERAL, PROCURADOR ADJUNTO, PROCURADOR E ASSESSOR-TÉCNICO DO MUNICÍPIO DE PALMARES OCUPADO POR PAI, FILHOS E NETO. NOMEAÇÕES SUBSCRITAS PELO PREFEITO MUNICIPAL. VIOLAÇÃO À SUMULA VINCULANTE 13. DOLO ESPECÍFICO CONFIGURADO. ATO IMPROBO TIPIFICADO NO ART. 11, XI, DA LEI Nº 8.428/92. APLICAÇÃO À SANÇÃO DE MULTA CIVIL. REEXAME NECESSÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO VOLUNTÁRIO PREJUDICADO. DECISÃO UNÂNIME (TJPE - Reexame Necessário e Apelação Cível nº 0000787-48.2019.8.17.3030, Relator: ITAMAR PEREIRA DA SILVA JUNIOR, Data de Julgamento: 24/10/2023, 4ª Câmara Direito Público). Acesse aqui o inteiro teor 45 https://drive.google.com/open?id=1Yl1B-kaBL02_vHxurf9LWUfk7RD6OEUS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1Yl1B-kaBL02_vHxurf9LWUfk7RD6OEUS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art78 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art103 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm#art24 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm#art24 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13650.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1Y8KQeNRWmQhVyNpIg3vswTRKAAkYBXQs/view?usp=sharing XII - praticar, no âmbito da administração pública e com recursos do erário, ato de publicidade que contrarie o disposto no § 1º do art. 37da Constituição Federal, de forma a promover inequívoco enaltecimento do agente público e personalização de atos, de programas, de obras, de serviços ou de campanhas dos órgãos públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º Nos termos da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, promulgada pelo Decreto nº 5.687, de 31 de janeiro de 2006, somente haverá improbidade administrativa, na aplicação deste artigo, quando for comprovado na conduta funcional do agente público o fim de obter proveito ou benefício indevido para si ou para outra pessoa ou entidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. Aplica-se o disposto no § 1º deste artigo a quaisquer atos de improbidade administrativa tipificados nesta Lei e em leis especiais e a quaisquer outros tipos especiais de improbidade administrativa instituídos por lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 3º. O enquadramento de conduta funcional na categoria de que trata este artigo pressupõe a demonstração objetiva da prática de ilegalidade no exercício da função pública, com a indicação das normas constitucionais, legais ou infralegais violadas. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 4º Os atos de improbidade de que trata este artigo exigem lesividade relevante ao bem jurídico tutelado para serem passíveis de sancionamento e independem do reconhecimento da produção de danos ao erário e de enriquecimento ilícito dos agentes públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 5º. Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte dos detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita por parte do agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) CAPÍTULO III Das Penas Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas, previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações: Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (Redação dada pela Lei nº 12.120, de 2009). I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três 46 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art37%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5687.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12120.htm#art1 vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos; II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos; III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. IV - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do benefício financeiro ou tributário concedido. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJPE - Apelação Cível nº 0000150-24.2022.8.17.2600: EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, LEI No 8.469/92. SERVIDORA ESTADUAL. ATO QUE GERA ENRIQUECIMENTO ILÍCITO E ATENTATÓRIO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DOLO. COMPROVAÇÃO. IMPRESCRITIBILIDADE DO RESSARCIMENTO DOS DANOS CAUSADOS AO ERÁRIO. APELO PROVIDO. (...) 6. Deste modo, mesmo que em relação à condenação por ato de improbidade nada mais possa ser feito, porque os fatos investigados nos autos remontam ao ano de 2011, ultrapassado, portanto, o prazo prescricional de 05 (cinco) anos, previsto na lei 8.429/92, a condenação do requerido a ressarcir o dano ao erário decorrente de ato de improbidade administrativa praticado com dolo é imprescritível, nos termos do § 5o do art. 37 da CF/88. 7. Apelo provido para reformar parcialmente a sentença, no que tange ao prosseguimento da ação civil pública em relação ao dano causado ao erário, considerando a imprescritibilidade da pretensão de ressarcimento decorrente da prática de ato de improbidade administrativa. (Relator Des. Des. Josué Antônio Fonseca de Sena (4a CDP), j. 17/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor 47 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1uQf2dXBmhqUlao7PbPXXDWx8_8zOfuO8/view?usp=sharing I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) anos; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TRF - 1 Apelação Cível nº 000797-74.2015.4.01.4000: (...) 6. Nos termos do art. 12, I, da Lei 8.429/92, com redação dada pela Lei 14.230, de 25/10/2021, a proibição de contratação com o Poder Público, como pessoa física ou por interposta pessoa jurídica, deve ser fixada em prazo não superior a 14 (catorze) anos. Penalidade que se reduz para 8 (oito) anos. Multa civil fixada de acordo com a novel previsão legal, ou seja, em montante “equivalente ao valor do acréscimo patrimonial” (art. 12, I). 7.Apelação provida em parte (Relatora Des. Monica Jacqueline Sifuentes, j. 30/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJSC – AP 0900007-79.2017.8.24.0081 - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOLO. TENTATIVA DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS ELENCADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015. REJEIÇÃO NO PONTO. DECLARATÓRIOS ACOLHIDOS EM PARTE, COM EFEITOS INFRINGENTES, APENAS PARA FIXAR A MULTA CIVIL NO VALOR EQUIVALENTE AO VALOR DO ACRÉSCIMO PATRIMONIAL. ART. 12. INDEPENDENTEMENTE DO RESSARCIMENTO INTEGRAL DO DANO PATRIMONIAL, SE EFETIVO, E DAS SANÇÕES PENAIS COMUNS E DE RESPONSABILIDADE, CIVIS E ADMINISTRATIVAS PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA, ESTÁ O RESPONSÁVEL PELO ATO DE IMPROBIDADE SUJEITO ÀS SEGUINTES COMINAÇÕES, QUE PODEM SER APLICADAS ISOLADA OU CUMULATIVAMENTE, DE ACORDO COM A GRAVIDADE DO FATO: (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 14.230, DE 2021) I - NA HIPÓTESE DO ART. 9º DESTA LEI, PERDA DOS BENS OU VALORES ACRESCIDOS ILICITAMENTE AO PATRIMÔNIO, PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA, SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS ATÉ 14 (CATORZE) ANOS, PAGAMENTO DE MULTA CIVIL EQUIVALENTE AO VALOR DO ACRÉSCIMO PATRIMONIAL E PROIBIÇÃO DE CONTRATAR COM O PODER PÚBLICO OU DE RECEBER BENEFÍCIOS OU INCENTIVOS FISCAIS OU CREDITÍCIOS, DIRETA OU INDIRETAMENTE, AINDA QUE POR INTERMÉDIO DE PESSOA JURÍDICA DA QUAL SEJA SÓCIO MAJORITÁRIO, PELO PRAZO NÃO SUPERIOR A 14 (CATORZE) ANOS; (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 14.230, DE 2021) (TJSC, Apelação n. 0900007-79.2017.8.24.0081, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, rel. Paulo Henrique Moritz Martins da Silva, Primeira Câmara de Direito Público, j. 15-03-2022). Inteiro teor não disponível. TJ-RJ. Processo nº 0059519-73.2015.8.19.0001"(...) São essas as razões pelas quais considero constitucionais e retroativas as mudanças estabelecidas pela Lei n. 14.230/2021 no caput e incisos do art. 11 da Lei n. 8.429/1992. (...) Considero, à vista das considerações até aqui esposadas, inconstitucionais a nova redação conferida pela Lei n. 14.230/2021 ao art. 12, I, da Lei n. 8.429/1992 e o art. 18, § 4º, introduzido no mesmo diploma, pois reduzem a penalidade aplicável a atos de improbidade administrativa que geram enriquecimento ilícito, prejudicando o mandamento constitucional de repressão a esse tipo de infração (art. 37, § 4º, da CRFB) e violando o dever de proporcionalidade (art. 5º, LIV, da CRFB). (TJRJ. Processo nº 48 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/open?id=1YbtTsakWgJboPuUsQWtQ1VT78ehXoKcT&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs 0059519-73.2015.8.19.0001. 2ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA CAPITAL, Juiz de Direito Bruno Bodart). Acesse aqui o inteiro teor. II - na hipótese do art. 10 desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 12 (doze) anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 (doze) anos; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 11) Caracterizada a improbidade administrativa por dano ao erário, a devolução dos valores é imperiosa e deve vir acompanhada de pelo menos uma das sanções legais que visam a reprimir a conduta ímproba, pois o ressarcimento não constitui penalidade propriamente dita, mas sim consequência imediata e necessária do prejuízo causado.III - na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro) anos; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJMT – AP - 0003405-11.2008.8.11.0025 (...) 3. O sistema da Improbidade Administrativa adotou expressamente os princípios do Direito Administrativo Sancionador, dentre eles o da legalidade, segurança jurídica e retroatividade da lei benéfica. Assim, tratando-se de diploma legal mais favorável ao acusado, de rigor a aplicação da Lei n° 14.230/2021, porquanto o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no artigo 5°, XL, da Constituição da República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador. 4. Os elementos de convicção produzidos nos autos demonstram que o Apelante, na qualidade de Prefeito Municipal, deliberadamente, indicou saldo em conta bancária inexistente, como manobra na prestação de contas, para ocultar o descumprimento da regra estabelecida no artigo 42 da LRF, diante da existência de déficit decorrente de obrigações assumidas nos últimos quadrimestres do respectivo mandato, sem disponibilidade financeira para tanto. 5. Com relação à pena de suspensão dos direitos políticos, uma vez que houve a sua revogação para a hipótese do artigo 11 da Lei n° 8.429/92, bem como considerando a retroatividade da lei benéfica em se tratando de direito administrativo sancionador, impõe-se o seu afastamento. (N.U 0003405-11.2008.8.11.0025, CÂMARAS ISOLADAS CÍVEIS DE DIREITO PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, Julgado em 08/03/2022, Publicado no DJE 14/03/2022. Acesse aqui o inteiro teor. TJMS - 0900014-08.2018.8.12.0037 - APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - SERVIDORES PÚBLICOS - CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO - CRIAÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS QUE NÃO SE DESTINAVAM ÀS FUNÇÕES DE DIREÇÃO, CHEFIA E ASSESSORAMENTO - VIOLAÇÃO AOS DEVERES DE HONESTIDADE, IMPESSOALIDADE, LEGALIDADE E LEALDADE ÀS INSTITUIÇÕES - MÁ-FÉ DO AGENTE - ATO ÍMPROBO CONFIGURADO - DOSIMETRIA - APLICAÇÃO DA LEI 14.230/21 – RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENIGNA - RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. A nomeação de inúmeros servidores sem concurso público para o exercício das mais variadas funções na Prefeitura de Douradina, mediante a criação de cargos em comissão que flagrantemente não se destinavam às atribuições de 49 https://drive.google.com/open?id=1bKN-s0v1MlD_c_DUYrAj3Eb1OCKC-BU4&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/open?id=1aZGjjbAdaSrYDp-o1-yZB99vzozUuSEC&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs direção, chefia e assessoramento, é prática caracterizada como ato de improbidade, expressamente vedada em nosso ordenamento jurídico, assim como contrária aos princípios constitucionais básicos que regem o setor público, notadamente os princípios da legalidade, impessoalidade e da moralidade administrativa, expressos no art. 37, caput, da Constituição da República. As hipóteses de violação aos princípios da administração pública previstas na Lei de Improbidade Administrativa dispensam prova de prejuízo ao erário ou enriquecimento ilícito, bastando a demonstração do dolo, ainda que genérico. Caracterização do ato de improbidade administrativa previsto no artigo 11, da Lei 8.429/92, porquanto inquestionável a intenção fraudulenta. Na hipótese da improbidade Administrativa, o princípio constitucional da retroatividade da lei mais benéfica, caso da Lei nº 14.230/2021, deve ser aplicado ao campo administrativo e judicialsancionador, cenário no qual se inserem atos ímprobos, justamente por que, assim como a lei penal, a Lei de Improbidade também prevê em seu corpo estrutural um coletivo de sanções e penalidades. Dessa forma, a retroatividade da lei mais benigna se insere em princípio constitucional com aplicabilidade para todo o exercício do jus puniendi estatal neste se inserindo a Lei de Improbidade Administrativa. Em relação à multa e proibição de contratar com o Poder Público, mostra-se adequada e proporcional as sanções aplicadas. No entanto, diante das considerações acerca da Lei n. 14.230/21, deve ser excluída a sanção de "suspensão de direitos políticos por três anos", em razão da retroatividade da lei mais benigna. Acesse aqui o inteiro teor. III - na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro) anos; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Pendente de análise no STF quanto à Supressão de quantitativo mínimo e imposição de limites máximos das sanções. Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7156 O STF irá analisar em ADI o artigo 12, inciso III, entre outros dispositivos. Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça Última decisão proferida: não há. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156. IV - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º. A sanção de perda da função pública, nas hipóteses dos incisos I e II do caput deste artigo, atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e natureza que o agente público ou político detinha com o poder público na época do cometimento da infração, podendo o magistrado, na hipótese do inciso I do caput deste artigo, e em caráter excepcional, estendê-la aos demais vínculos, consideradas as circunstâncias do caso e a gravidade da infração. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui 50 https://drive.google.com/open?id=1a_xXBefiT1aV6rKAKt4cO17A2QCWu-cT&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7156 Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 § 2º. A multa pode ser aumentada até o dobro, se o juiz considerar que, em virtude da situação econômica do réu, o valor calculado na forma dos incisos I, II e III do caput deste artigo é ineficaz para reprovação e prevenção do ato de improbidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 3º. Na responsabilização da pessoa jurídica, deverão ser considerados os efeitos econômicos e sociais das sanções, de modo a viabilizar a manutenção de suas atividades. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 4º. Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a sanção de proibição de contratação com o poder público pode extrapolar o ente público lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econômicos e sociais das sanções, de forma a preservar a função social da pessoa jurídica, conforme disposto no § 3º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 5º. No caso de atos de menor ofensa aos bens jurídicos tutelados por esta Lei, a sanção limitar-se-á à aplicação de multa, sem prejuízo do ressarcimento do dano e da perda dos valores obtidos, quando for o caso, nos termos do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 10) Eventual ressarcimento ou restituição dos bens à administração pública não afasta a prática de ato de improbidade administrativa, pois tal recomposição não implica anistia ou exclusão deste ato. § 6º. Se ocorrer lesão ao patrimônio público, a reparação do dano a que se refere esta Lei deverá deduzir o ressarcimento ocorrido nas instâncias criminal, civil e administrativa que tiver por objeto os mesmos fatos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 7º. As sanções aplicadas a pessoas jurídicas com base nesta Lei e na Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, deverão observar o princípio constitucional do non bis in idem. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 8º. A sanção de proibição de contratação com o poder público deverá constar do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) de que trata a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, observadas as limitações territoriais 51 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm contidas em decisão judicial, conforme disposto no § 4º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 9º. As sanções previstas neste artigo somente poderão ser executadas após o trânsito em julgado da sentença condenatória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 10. Para efeitos de contagem do prazo da sanção de suspensão dos direitos políticos, computar-se-á retroativamente o intervalo de tempo entre a decisão colegiada e o trânsito em julgado da sentença condenatória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário. Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui Confira a íntegra da decisão liminar – Clique aqui STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 188 – Improbidade Administrativa V (clique aqui) 5) Incabível aplicar a pena de cassação de aposentadoria - não prevista no rol taxativo do art. 12 da Lei 8.429/1992 - em processo judicial em que se apura a prática de atos de improbidade administrativa, em virtude do princípio da legalidade estrita, que impede o uso de interpretação extensiva no âmbito do direito sancionador. 6) Viola a coisa julgada a decisão que, em cumprimento de sentença de ação de improbidade administrativa, determina conversão da pena de perda da função pública em cassação de aposentadoria. 8) Por se tratar deinstâncias independentes, eventual sanção imposta a agente no âmbito da Justiça Eleitoral não inviabiliza nova condenação, ainda que pelos mesmos fatos, por violação da Lei de Improbidade Administrativa, pois não há falar em bis in idem. 9) Não configura bis in idem a coexistência de acórdão condenatório do Tribunal de Contas ao ressarcimento ao erário e de sentença condenatória em ação civil pública por improbidade administrativa. 10) A aplicação da pena de suspensão dos direitos políticos por ato de improbidade administrativa, prevista no art. 12 da Lei n. 8.429/1992, pode ser mitigada, hipótese em que se deve considerar a gravidade do caso e não a função do acusado. TJSP - ED nº 0000696-40.2014.8.26.0424/50000: Ementa: Embargos de declaração. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade na conclusão do acórdão. Descabimento. Caráter infringente. Situação fático-jurídica fora do alcance da Lei Federal 14.230/21. Embargos rejeitados. (...) Ponho observação, ainda, sobre não ocorrer retroação da Lei 14.230/21, que deu nova redação a diversos artigos da Lei 8.429/92, pois a conduta ímproba, indisputada, ocorreu quando ainda não vigente esse novo dispositivo legal. Assim entendo por não se cuidar de nova lei a exigir pronta aplicação, a não ser em seus dispositivos processuais, na forma do art. 14 do Código de Processo Civil, enquanto o art. 5o, caput, XL, da Constituição Federal, e o § 4o do art. 1o da Lei 8.429/92, com a nova redação, não cuidam da chamada novatio legis in mellius, a 52 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf exigir pronta e imediata aplicação para situações ímprobas acontecidas antes dessa nova circunstância legal (...). Acesse aqui inteiro teor TJSP - Apelação Cível nº 1002216-54.8.26.0323: PROCESSO CIVIL - Entrada em vigor da Lei nº 14.230/21 - Aplicação às ações em andamento - Inteligência de seu artigo 1º, 8 4º - Direito Administrativo Sancionador. AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA — Dispensa injustificada de licitação — Serviços de publicidade — Descaracterização das hipóteses de dispensa ou inexigibilidade de licitação Conduta dos réus que se enquadra como ato ímprobo, descrito no art. 11, caput, da Lei nº 8.249/92 - Incidência das penalidades descritas pelo art. 12, III — Dosimetria da pena a ser realizada com estrita observância do princípio da razoabilidade/proporcionalidade - Necessidade de adequação das penalidades à nova norma - R. Sentença reformada (Apelação Cível nº 1002216-54.2019.8.26.0323, Rel. Des. Carlos Eduardo Pachi, 9ª Câmara de Direito Público - TJSP, 09/02/2022). Inteiro teor não acessível. CAPÍTULO IV Da Declaração de Bens Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. (Regulamento) (Regulamento) § 1°. A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico. § 2º. A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função. § 3º. Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa. § 4º. O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, com as necessárias atualizações, para suprir a exigência contida no caput e no § 2° deste artigo . Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração de imposto de renda e proventos de qualquer natureza, que tenha sido apresentada à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente.(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. A declaração de bens a que se refere o caput deste artigo será atualizada anualmente e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, do cargo, do emprego ou da função. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) 53 https://drive.google.com/file/d/1EA-L5et9xXiR85GkgXQBCnBluyfeXxEQ/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D978.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5483.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 § 3º. Será apenado com a pena de demissão, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar a declaração dos bens a que se refere o caput deste artigo dentro do prazo determinado ou que prestar declaração falsa. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 4º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) CAPÍTULO V Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. § 1º. A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento. § 2º. A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei. § 3º. Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, será processada na forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e, em se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos regulamentos disciplinares. § 3º. Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos, observada a legislação que regula o processo administrativo disciplinar aplicável ao agente. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. § 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo Civil. 54 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8112cons.htm#art148 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art822 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art822 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art825 § 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. Art. 16. Na ação por improbidade administrativa poderá ser formulado, em caráter antecedente ou incidente, pedido de indisponibilidade de bens dos réus, a fim de garantir a integral recomposição do erário ou do acréscimo patrimonial resultante de enriquecimento ilícito. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III (clique aqui) 10) No cumprimento de sentença proferida em ação de improbidade administrativa podem ser adotadas subsidiariamente medidas executivas atípicas de cunho não patrimonial, se houver indícios de que o devedor possui patrimônio expropriável e se a decisão for fundamentada, observados os princípios do contraditório e da proporcionalidade. STJ. 1.851.850/TO,. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE. INDISPONIBILIDADE DE BENS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1.366.721/BA, DJe 19/09/2014, submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil/1973, correspondente ao art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, assentou a orientação de que, havendo indícios da prática de atos de improbidade, é possível o deferimento da medida cautelar de indisponibilidade, sendo presumido o requisito do periculum in mora. 2. No caso, o Tribunal de origem, soberano na análise das circunstâncias fáticas da causa, reconheceu a necessidade de decretação de indisponibilidade dos bens do agravante, sendo inviável a modificação de tal entendimento, em sede de recurso especial, a teor da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial." 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 1.851.850/TO, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 21/2/2022, DJe de 24/2/2022.). Acesse aqui o inteiro teor. TJMG. EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO CIVIL DE REPARAÇÃO DE DANO –ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – LIMINAR – INDISPONIBILIDADE DE BENS – SUFICIÊNCIA DE INDÍCIOS DA PRÁTICA DE ATO ÍMPROBO E DANO AO ERÁRIO – TRANSGRESSÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – CÂMARA MUNICIPAL DE LARANJAL – CONTRAÇÃO DE ADVOGADO PARTICULAR – SERVIÇOS PRESTADOS EM FAVOR DA CASA LEGISLATIVA – INOCORRÊNCIA – IRREGULARIDADES NA CONTRATAÇÃO – ERIQUECIMENTO ILÍCITO – EVENTUAL DILAÇÃO DO PATRIMÔNIO – ART. 16 DA LIA – REDAÇÃO CONFERIDA PELA LEI Nº 14.230/2021 – INAPLICABILIDADE NO CASO CONCRETO – PREVALÊNCIA DO ENTENDIMENTO CONSOLIDADO DO STJ – PRIMAZIA DO DIREITO FUNDAMENTAL À PROBIDADE E DO PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO RETROCESSO SOCIAL – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – RECURSO PROVIDO. 1. De acordo com o art. 37, §4° da CF/88, os atos de improbidade administrativa importarão, dentre outras medidas, na indisponibilidade dos bens e no ressarcimento ao erário. 2. Segundo entendimento há muito consolidado pelo STJ, para a concessão da liminar de indisponibilidade de bens, bastam indícios da prática do ato de improbidade e de dano ao erário, sendo prescindível a dilapidação do patrimônio. 3. Considerando que os elementos de prova evidenciam que, sem qualquer procedimento prévio, a Câmara Municipal de Laranjal, representada pelo Presidente, contratou advogado particular, para emitir parecer e prestar assessoria jurídica, e que nenhum serviço foi prestado em favor da Casa 55 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=201903604903&dt_publicacao=24/02/2022 Legislativa, embora o valor contratual tenha sido pago, resultando em benefício patrimonial vedado por lei em detrimento do erário, a indisponibilidade de bens dos agravados é de rigor, a fim de assegurar o eventual e integral ressarcimento, nos moldes da legislação de regência. 4. Tendo em vista que o disposto no art. 16, §§3º e 4º, da Lei de Improbidade Administrativa, com a redação conferida pela Lei nº 14.230/2021, contraria preceitos constitucionais, causando prejuízo à persecução da reparação do dano oriundo de atos ímprobos, há que ser afastada no caso concreto a exigência de prova de dilapidação do patrimônio pelo demandado, em atenção ao entendimento consolidado do STJ e ao direito fundamental à probidade e ao princípio da vedação ao retrocesso social. 5. Cuidando-se de medida de natureza urgente, é permitido ao julgador suspender a eficácia da norma no caso específico, diante de eventual inconstitucionalidade, o que não configura ofensa à cláusula de reserva de plenário estabelecida no art. 97 da CF/88. 6. Precedente do STF. 7. Recurso provido. AGRAVO DE INSTRUMENTO-CV Nº 1.0000.21.197009-0/001 - COMARCA DE MURIAÉ - AGRAVANTE(S): MINISTÉRIO PÚBLICO - MPMG - AGRAVADO(A)(S): ANDRE LUIS BARBOSA DE CARVALHO, W ESLEY MORAES BOTELHO EM CAUSA PRÓPRIA TJGO 5623310-74.2020.8.09.0000 - EMENTA: JUÍZO DE RETRATAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS DECRETADA EM SEDE DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. ADVENTO DA LEI FEDERAL Nº 14.230/2021. REFORMA SUBSTANTIVA DA NORMATIVA ANTERIOR. ALTERAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DE MEDIDA DEFERIDA. TEMA 1199 STF. APLICAÇÃO IMEDIATA. AUSÊNCIA DE PERICULUM IN MORA. CADUCIDADE DA MEDIDA CAUTELAR. REFORMA DA DECISÃO. I ? Com o advento da Lei federal nº 14.230/2021, de 25 de outubro de 2021, fato jurídico novo e superveniente à interposição do presente agravo de instrumento, a indisponibilidade de bens passou a ser tratada no artigo 16 da Lei federal nº 8.429/1992, sendo a abordagem, do ponto de vista processual e material, mais ampla do que na redação original do artigo 7º. II ? Da exegese do Tema 1199 do Supremo Tribunal Federal, em específico o ponto 3 da tese firmada, depreende-se que o novo regime processual da Lei federal nº 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa praticados antes de sua vigência, sem condenação transitada em julgado cabendo ao juízo competente o exame do elemento volitivo doloso por parte do agente, hipótese dos presentes autos. III ? Dentre as principais inovações, aquela que mais impacta no presente caso é a necessidade da prova do perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo (periculum in mora), a somar-se da probabilidade da condenação (fumus boni iuris), após a oitiva do réu em 5 (cinco) dias. Inteligência do §3º, do art. 16, da LIA. IV ? No presente caso, tem-se por ausente o perigo de dano irreparável ou risco ao resultado útil do processo, haja vista que inexistente qualquer prova de dilapidação do patrimônio por parte da parte agravante. V ? Outrossim, o dispositivo que amparava a liminar de indisponibilidade dos bens não mais encontra-se vigente, restando insofismávela caducidade da medida deferida, o que impõe a reforma da decisão. JUÍZO POSITIVO DE RETRATAÇÃO EXERCIDO. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E PROVIDO. Consulte aqui o inteiro teor. TJMG. 1.0000.21.242467-5/001. EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - PEDIDO LIMINAR - INDISPONIBILIDADE DE BENS - REQUISITOS - ART. 14 DO CPC - NÃO DEMONSTRADO PERIGO DE DANO IRREPARÁVEL OU RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO - MEDIDA DESCABIDA- RECURSO PROVIDO. - As normas relativas à decretação de indisponibilidade de bens detêm natureza processual, pelo que os requisitos exigidos pela modificação legislativa promovida pela Lei n. 14.230/21 devem ser imediatamente aplicados aos processos em curso (art. 14 do CPC). - Ausente a demonstração do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, impõe-se a reforma da decisão que decreta a medida de indisponibilidade. (TJMG. 1.0000.21.242467-5/001. Relator: Des.(a) Maurício Soares. 56 https://projudi.tjgo.jus.br/ConsultaJurisprudencia Data do Julgamento: 21/10/2022. Data da Publicação: 21/10/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJSP. 2242472-66.2021.8.26.0000. AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - Contratos administrativos - Fraude e dano ao erário - A indisponibilidade de bens é medida de cunho conservativo, destinada a assegurar a eficácia de eventual provimento condenatório nas hipóteses de enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário - Subsistência do decreto de indisponibilidade dos bens, com a necessária observância do artigo 16, parágrafo 5º da Lei 14.230/2021 - Decisão mantida - Recurso desprovido, com observação. (TJSP. 2242472-66.2021.8.26.0000. 8ª Câmara de Direito Público. 25 de abril de 2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJPR.0062295-57.2020.8.16.0000. Ementa. Agravo De Instrumento. Ação Civil Pública. Improbidade Administrativa. Indisponibilidade De Bens. (1) Inconstitucionalidade Da Lei Nº 14.230/2021. Proteção Insuficiente Dos Direitos Fundamentais À Probidade Administrativa E À Defesa Do Patrimônio Público. Nulificação Do § 4º Do Artigo 37 Da Constituição Da República. (2) Irretroatividade Da Lei Nº 14.230/2021 Para Regular Situações Anteriores À Sua Vigência. Princípio Do Tempus Regit Actum. Direito Adquirido, Ato Jurídico Perfeito E Coisa Julgada. Artigo 5º, Inciso Xxxvi, Da Constituição Federal. Artigo 6º, Da Lei De Introdução Às Normas Do Direito Brasileiro. Improbidade Administrativa Não Tem Caráter Criminal. Inaplicabilidade Da Exceção Prevista No Inciso Xl Do Artigo 5º, Da Constituição Federal. (3) Normas Que Disciplinam O Recebimento Da Petição Inicial São Processuais. Isolamento Dos Atos Processuais. Aplicação Imediata Para Atos Futuros. Irretroatividade Para Atingir Atos Processuais Já Praticados. Artigo 14, Do Código De Processo Civil. (4) Impossibilidade De Aplicar As Normas Previstas Na Lei Nº 14.230/2021 No Caso Concreto. (5) Artigo 10, Do Código De Processo Civil. Necessidade De Manifestação Das Partes Acerca Da Lei Nº 14.230/2021 E Sobre As Teses De Inconstitucionalidade Integral E Irretroatividade Total Da Nova Lei. Conclusão. Conversão Do Julgamento Em Diligência Para Manifestação Das Partes. Após Nova Vista A Esta Procuradoria De Justiça Para Pronunciamento. (TJPR. 5ª Câmara Cível. Agravo De Instrumento. 0062295-57.2020.8.16.0000). Acesse aqui o inteiro teor. TJCE - Agravo de Instrumento nº 0629797-32.2020.8.06.0000: “1. As alterações legislativas supervenientes promovidas pela Lei Federal no 14.230/2021 sobre indisponibilidade de bens nas ações de improbidade administrativa são normas de natureza processual (art. 14, do CPC). Todavia, a controvérsia atinente a sua aplicabilidade imediata às situações em curso deve ser primeiramente submetida ao juízo de origem, sob pena de supressão de instância. Precedente deste colegiado. (...)” (Processo: 0629797-32.2020.8.06.0000 - Agravo de Instrumento, Rel. Desembargador Washington Luis Bezerra de Araujo, da Terceira Câmara de Direito Público - TJCE). Acesse aqui inteiro teor TJSC - Nº 5006207-75.2020.8.24.0036/SC - “(...)Buscam as partes rés, ainda, a aplicação das novas previsões da Lei n. 8.429/1992, introduzidas pela Lei n. 14.230/2021, para o fim de delimitar a abrangência da indisponibilidade de bens já anteriormente deferida. Não obstante, pelas razões ora externadas, a referida medida cautelar, de natureza processual, não merece absolutamente nenhum reparo, pois tanto o pedido quanto a apreciação ocorreram antes da vigência da referida Lei, tendo em vista que "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada" (artigo 14 do CPC). Acerca do valor da indisponibilidade, o Juízo, desde sempre, considerou o valor global da medida (no caso enriquecimento ilícito e multa, de até três vezes o valor do dano), distribuído entre os réus, mas podendo ser suprido com o patrimônio de apenas um, quando existente solidariedade, como no caso se evidencia, cuja restrição total é balizada pela monta apontada pelo titular da ação (R$ 667.248,56). IV - Ante o exposto: Processo 5006207-75.2020.8.24.0036, Evento 150, DESPADEC1, Página 3 IV.a. Deverá ser 57 https://drive.google.com/open?id=1uGG8m-efp-pnCRSpZzbnCDNw1qXN5M5a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1dHfdW-ynBf29fNhdyS5WFAKedRSb3J6R&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1dFPBXZZ905Ek-Jr9-Cn0Mj92YAvF9E2C&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1DM7TQLI7-v3XPyCnwU3VNsrFxZehvylB/view?usp=sharing aplicada ao caso concreto, no que tange às normas de ordem material, a redação da Lei n. 8.429/1992 vigente à época da suposta prática do ato ímprobo; e IV.b. MANTENHO a ordem de indisponibilidade de bens e ativos financeiros na forma da decisão do Evento 4. V - DECLARO encerrada a instrução processual. INTIMEM-SE as partes para, no prazo sucessivo de 15 (quinze) dias, computado em dobro para o Ministério Público, querendo, apresentarem alegações finais, consoante artigo 364, § 2º, do Código de Processo Civil, a iniciar pela parte autora” Juíza de direito (CANDIDA INÊS ZOELLNER BRUGNOLI, Data e Hora: 22/4/2022, às 18:36:51). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE.0001990-27.2021.8.17.9480. ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUPOSTA PRÁTICA DE ATOS ÍMPROBOS QUE CAUSARAM DANO AO ERÁRIO. ARTIGO 10 DA LIA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE INDISPONIBILIDADE PELO JUÍZO DE PISO. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. EXEGESE DO ARTIGO 16, §3º, DA LEI N. 8.429/1992 QUANTO AO PERICULUM IN MORA EM CONCRETO. TUTELA DE URGÊNCIA. ALTERAÇÃO PROMOVIDA PELA LEI FEDERAL N.º 14.230/2021. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE DILAPIDAÇÃO IMINENTE OU EFETIVA DO PATRIMÔNIO. RECURSO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Há indícios de cometimento de atos administrativos considerados ímprobos, vez que o Ministério Público colacionou aos autos o Relatório de Auditoria realizado pelo Tribunal de Contas Estadual (TCE-PE) concernente à prestação de constas da Prefeitura Municipal de Panelas-PE, no qual os técnicos e auditores da Corte de Contas detectaram a prática das irregularidades mencionadas durante a gestão exercida pelos Agravados. 2. Em que pese o entendimento pacificado da Segunda Turma Câmara Regional e do Superior Tribunal de Justiça quanto à natureza de tutela de evidência da medida de indisponibilidade de bens em se de ação civil por ato de improbidade administrativa, após as modificações realizadas pela Lei Federal n.º 14.230/2021, a dicção legal estabelecida pelo dispositivo em análise remonta a uma medida judicial que depende de urgência, exigindo-se além do fumus boni iuris (a emonstração daprobabilidade do direito), a comprovação de perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 3. Considerando tal quadro normativo e, tendo em vista que o Recorrente não comprovou que o Agravado esteja se desfazendo de seu patrimônio (efetiva ou iminentemente), nãohá como ser deferida, ao menos no atual momento processual, a decretação de indisponibilidade de bens, nos termos do artigo 16, §3º, da LIA. 4. Agravo de Instrumento a que se nega provimento, à unanimidade. (TJPE.0001990-27.2021.8.17.9480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 11/04/2022 09:36). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE.0002756-07.2017.8.17.9000. "(...) ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL. LEI N.º 8.249/1992. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MUNICÍPIO DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE. PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO E ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. DISPENSA DE LICITAÇÃO QUE, NA PRÁTICA, TERIA SIDO UM ARDIL COM O OBJETIVO EXCLUSIVO DE OBTER CONTRATOS COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM PREÇOS SUPERIORES AOS DE MERCADO, SEM QUE TENHA HAVIDO A DEVIDA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO CONTRATADO. FORTES INDÍCIOS DE ATOS ÍMPROBOS. VERIFICAÇÃO. PRINCÍPIO DO IN DUBIO PRO SOCIETATE. DECRETAÇÃO DE INDISPONIBILIDADE DOS BENS DO RECORRENTE. REQUISITOS. PREENCHIDOS. EXEGESE DO ART. 7º DA LEI N. 8.429/1992, QUANTO AO PERICULUM IN MORA PRESUMIDO. RECOMPOSIÇÃO COMPLETA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO, BEM COMO GARANTIA DE EVENTUAL MULTA CIVIL. AUSÊNCIA DE DECISÃO EXTRA PETITA. JUÍZO NO EXERCÍCIO DO PODER GERAL DE CAUTELA. NÃO ADSTRIÇÃO AO PLEITO DO PARQUET. RECURSO IMPROVIDO. À UNANIMIDADE. (...) (TJPE.0002756-07.2017.8.17.9000. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 25/01/2022. 19:01.) Acesse aqui o inteiro teor. No mesmo sentido: TJPE. 0000356-78.2021.8.17.9000. 2ª Câmara de Direito Público. Gabinete Des. Paulo Romero de Sá Araújo, 25/02/2023. Acesse aqui inteiro teor. 58 https://drive.google.com/open?id=1bAe_giT0I-2CbBwDeIpI_pw8WmRBMzOP&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=12Q5ybqNfcZtXck1uABTLcIqWsTKa8cTk&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=18XRpy-gvr7PbBAUiHa3RrewXZYhEynLx&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1gea-21CRDHUyAboztu4dSsNPvtaEn9Cr/view?usp=share_link TJCE. 0637661-87.2021.8.06.0000. DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DECISÃO PROFERIDA ANTES DAS ALTERAÇÕES DA LEI Nº 8.429/92, PELA LEI Nº 14.230/2021. PRINCÍPIO DO TEMPUS REGIT ACTUM. ART. 14, CPC/15. INDISPONIBILIDADE DE BENS. FORTES INDÍCIOS DE ATOS ÍMPROBOS. DECISÃO DE ORIGEM DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ART. 489,§ 1º, IV, CPC/15. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. DECISÃO MANTIDA. 1. Na origem, verifica-se que o Ministério Público do Estado do Ceará interpôs em Ação Civil Pública, por ato de Improbidade Administrativa, em virtude da Notícia de Fato nº 2019/598166, protocolada na Promotoria de Paracuru-CE, apontando suspeita de fraude à Licitação nº 2303.01/2017. 2. De início, cumpre ressaltar, que a decisão ora agravada foi proferida no dia 08/07/2019, ou seja, antes da entrada em vigor das alterações na Lei nº 8.429/92, pela Lei nº 14.230/2021, razão pela qual, pela incidência do princípio do tempus regit actum (art. 14, CPC/15), são aplicáveis as nomas que estavam em vigor no momento em que o decisum foi prolatado na instância a quo. 3. Observa-se que a Magistrada, ao proferir a decisão, deferiu a indisponibilidade dos bens e ativos financeiros dos réus, visto que, no seu entender, havia fortes indícios da prática de improbidade administrativa, com dano ao erário no montante de R$ 145.030,94 (cento e quarenta e cinco mil e trinta reais e noventa e quatro centavos). 4. Por tais razões, embora não de forma individualizada com os atos de cada corréu, conforme argumentação de defesa posta pelo agravante, a Magistrada motivou o seu entendimento, atendendo o que preceitua o art. 489, § 1º, inciso IV, do CPC/15. 5. Ademais, conforme entendimento adotado por esta Terceira Câmara de Direito Público, a concessão do pedido de indisponibilidade não estava condicionada, até então, à comprovação da efetiva dilapidação do patrimônio dos acusados, conforme atualmente prevê a legislação, podendo alcançar os bens e ativos financeiros de forma solidária, observando-se o valor total da lesão ao erário, como corretamente foi feito. 6. Recurso conhecido e desprovido. Decisão a quo mantida. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos esses autos, acorda a Terceira Câmara de Direito Público do Egrégio Tribunal de Justiça do Ceará, por unanimidade, em CONHECER E NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, em conformidade com o voto da Relatora. Presidente do Órgão Julgador MARIA VILAUBA FAUSTO LOPES Desembargadora Relatora (Agravo de Instrumento - 0637661-87.2021.8.06.0000, Rel. Desembargador(a) MARIA VILAUBA FAUSTO LOPES, 3ª Câmara Direito Público, data do julgamento: 04/07/2022, data da publicação: 04/07/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0002282-60.2022.8.17.9000. 2ª Câmara de Direito Público. Gabinete Des. Paulo Romero de Sá Araújo, 13/11/2023. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MUNICÍPIO DE CABO DE SANTO AGOSTINHO. INDÍCIOS DA PRÁTICA DE GRAVES ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. “ESQUEMA DE RACHADINHA”. INDISPONIBILIDADE DE BENS. CABIMENTO. CONTA POUPANÇA VALOR INFERIOR A 40 SALÁRIOS. VALORES ADVINDOS DO CARGO COMISSIONADO UTILIZADO PARA COMETIMENTO DOS ATOS GRAVES. INTEGRAL RESSARCIMENTO DO DANO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. Acesse aqui inteiro teor. TJPE. 0016708-82.2019.8.17.9000. EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS E ATIVOS. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PERIGO DE DANO. EXEGESE DO ART. 16 DA LEI N. 8.429/1992, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI N. 14.230/2021. NÃO COMPROVAÇÃO. RECURSO PROVIDO. 1. Cuida-se de agravo de instrumento interposto contra decisão proferida nos autos de ação de improbidade movida pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco que decretou, in limine litis, a indisponibilidade de bens (ativos financeiros, automóveis e imóveis) mantidos em nome do agravante, até o limite de R$ 93.540,72 (noventa e três mil e quinhentos e quarenta reais e setenta e dois centavos). (...) 6. Com efeito, cabia ao MP demonstrar que o agravante estaria dilapidando o seu patrimônio ou de que estaria na iminência de fazê-lo (prova do 59 https://esaj.tjce.jus.br/cjsg/getArquivo.do?conversationId=&cdAcordao=3503087&cdForo=0&uuidCaptcha=sajcaptcha_bcefc5a8377049f8be0385d7610efbed&g-recaptcha-response=03ANYolquxORsYwrDW0oignX9SjTke1r4S6fffhr7RVyRoQ5y6It7ToE7z5ZsBUumowJz0eEQngdfu_4hGF4roiNq84Bgmr8RVUvfL4F0okXPCsNgdxZkbt6KcWaOxQiomImPS5F6l5R6yRSlxh8Sev8Ggf1UtpOBGAJDBm7yhJSjIBGQ9a4y1WoFBM3vLOnBErRdRy9W-TvQiwGWGqN6AfdaT4Oi1Evnr0N1TbtzOosLTp6zF-ye8gItjVaEZL78acd_lP4XyhSpHoANoJ-w0tDnu-N1aX0xsWgyheZq__eTj1NaiiNg7tZDv0kOp9ZCRfFg1qmrxam3sJpjNgb4ayz9vWPvE-nFD1ikfKZDKgdUdMS4YYoktW3KhtZvGwEGFUklkweALEza7laSsEjKjWQquT_OrIgiB_JXo8gV_r6qmU_U2MGlLDjFsTWa7mfOC1vfzIOrlfcn2Arrq-PpyrM0MLwWNDIdFAYjLPYMzq7WFHFmlSveUwDH1tmtSt1G1ApBs4kfabhyWw30hs4RkcqEHDUgKnipUVPrR1yYlupGtdg5Jh-yQIn03cDy19-WF-9jyEXfLhyb1Xwg4O95fHlcJcU1Yrj9xOw https://drive.google.com/file/d/1lu6XDBKZEOIxLxf9a2elWUDr7BjiBQEs/view?usp=sharing periculum in mora concreto), o que, entretanto, não ocorreu. 7. A própria Procuradoria de Justiça, em seu parecer, reconhece essa circunstância, motivo pelo qual pugnou pelo provimento do instrumental. 8. Agravo de Instrumento provido, à unanimidade, para afastar a indisponibilidade de bens decretada em desfavor do agravante, o que tem o efeito de liberar as constrições já realizadas no seu patrimônio, no âmbito do SISBAJUD e do RENAJUD, isso a ser operacionalizado pelo Juízo de primeiro grau. (Agravo de Instrumento. 2ª Câmara de Direito Público. Gabinete Des. Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello, 27/11/2023. Acesse aqui inteiro teor. § 1º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º-A. O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo poderá ser formulado independentemente da representação de que trata o art. 7º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de2021) § 2º. Quando for o caso, o pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ-Jurisprudência em teses - Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III (clique aqui) 8) É possível a decretação de indisponibilidade de bens sobre ativos financeiros nas ações de improbidade administrativa. § 3º. O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo apenas será deferido mediante a demonstração no caso concreto de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, desde que o juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos na petição inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução, após a oitiva do réu em 5 (cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7237 – ANPR Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7156 Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 STJ-Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 60 https://drive.google.com/file/d/14MDRRUr1YuFy-HrFf1ARqYMSBWa-gdJp/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950 https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf 7) É desnecessária a individualização de bens sobre os quais se pretende fazer recair a cautelar de indisponibilidade requerida pelo Ministério Público nas ações de improbidade administrativa. TJGO - AI nº 5362244-43.2021.8.09.0000: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS DO AGRAVANTE DECRETADA. APLICAÇÃO IMEDIATA DA LEI Nº. 14.230/21. NECESSÁRIA ADEQUAÇÃO. DECISÃO CASSADA. 1. Aplicam-se às sanções pelos atos de improbidade administrativa as garantias inerentes ao chamado “direito administrativo sancionador”, dentre as quais se destaca a da “retroatividade mais benéfica” (inteligência do artigo 2º, § 4º, da Lei nº. 14.230/21, art. 5º, XL,CF/88 e jurisprudência concernente). 2. A Lei 14.230/21, alterou as bases fundantes da Lei 8.429/92 com um novo sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa exigindo consideração atenta acerca de textos do Código de Processo Civil, tal como eram aplicados às ações de improbidade administrativa, antes da Lei 14.230/21 inclusive no tocante à determinação de indisponibilidade de bens do réu, trazida a debate nesta instância recursal, que, antes, era considerada por parte da jurisprudência como hipótese em que haveria periculum in mora implícito, revelando-se necessária a cassação da decisão recorrida, com o retorno dos autos à origem para adequação do feito à legislação em vigor. DECISÃO CASSADA DE OFÍCIO. AGRAVO DE INSTRUMENTO PREJUDICADO (Relator Des. Marcus da Costa Ferreira, j. 11/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJGO - AGRAVO DE INSTRUMENTO 5648645-95.2020.8.09.0000: “...O agravo de instrumento é um recurso secundum eventum litis, motivo pelo qual o Tribunal de Justiça deve limitar-se ao exame do acerto ou desacerto da decisão atacada. 2. Nos moldes do entendimento consagrado na jurisprudência do STJ, a indisponibilidade de bens no bojo de Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa é cabível à evidência de fortes indícios da prática do ato ímprobo e do efetivo prejuízo ao erário, estando o periculum in mora implícito no art. 16, § 3º, da Lei n. 8.429/92, alterado pela Lei nº 14.230/21. 3. Ausente a demonstração, nesse estágio inicial da demanda, da presença dos mencionados elementos, não há como ser decretada a indisponibilidade pretendida, resultando imperiosa a manutenção do decisum recorrido. 4. RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJ-GO 56486459520208090000, Relator: CAMILA NINA ERBETTA NASCIMENTO - (DESEMBARGADOR), 3ª Câmara Cível, Data de Publicação: 17/12/2021)” Acesse aqui o inteiro teor TJPR - Agravo de Instrumento nº 0071406-31.2021.8.16.0000: Ementa: Decisão monocrática. Agravo de instrumento. Ação Civil pública por improbidade administrativa. Indisponibilidade de bens decretada em 2020. Indisponibilidade decretada com base na anterior Redação da lei 8.429/1992. Princípio do “tempus regit Actum”. Aplicação do art. 14 do código de processo Civil. Pedido de reconsideração que não suspende ou Interrompe prazo recursal.Recurso interposto Extemporaneamente. Recurso não conhecido (Autos Nº. 0071406-31.2021.8.16.0000, Juiz Subst. 2o grau Marcelo Wallbach Silva, 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, 29/11/2021). Acesse aqui inteiro teor TJPR - Processo nº 14547-84/2020: Decisão: 1. Rejeito o pedido de revisão da decisão que decretou a indisponibilidade de bens (evento 314). A exigência de demonstração do perigo da demora e a impossibilidade de inclusão do valor da multa civil para quantificação da indisponibilidade, tal como previstas nos §§ 3o e 10 do art. 16 da Lei n. 8.429/1992 (alterada pela Lei n. 14.230/2021), constituem restrições ao poder geral de cautela do órgão judicial. Trata-se, em outras palavras, de limitações processuais quanto aos requisitos e extensão da tutela provisória, instituto regrado pelo Direito Processual. Ora, as normas de natureza processual da Lei n. 14.230/2021, embora incidam nos processos em andamento, devem respeitar os atos já concluídos segundo a regime legal anterior: tempus regit actum. De fato, nos termos do art. 14 do 61 https://drive.google.com/open?id=1YexBO5iUMkFw3yebxW1LSfXuhhqFKu1P&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1Ym4T9UEsajEHwK7srinpESXOl29pevBK&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1FhQ4_YGb4sE8dmrvEP5mVaKEKjFnC7Ab/view?usp=sharing CPC, uma vez perfeito e acabado determinado ato processual praticado sob a vigência de uma lei, os requisitos de sua existência e validade, bem assim os seus efeitos, devem por essa lei ser regulados. Como reverso da mesma medalha, uma segunda conclusão se extrai do texto normativo: a de que, alterada que seja a legislação processual, a lei nova apanhará apenas os atos que se praticarem após a sua entrada em vigor. Trata-se de exigência do princípio da irretroatividade das leis, que se aplica a todos os domínios do ordenamento jurídico (CF, art. 5o, XXXVI, da CF, c/c o art.6o da LINDB) (...). (Autos no 14547-84/2020, 1a VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE LONDRINA - PROJUDI, Juiz de Direito Marcos José Vieira, 17/11/2021). Acesse aqui inteiro teor TJMG - Agravo de Instrumento nº 1.0000.21.036131-7/002: ”2 - O Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento do REsp no. 1.366.721/BA, submetido ao rito do art. 543-C, CPC, firmou o entendimento no sentido de que o perigo de dano para a decretação da cautelar de indisponibilidade de bens em ação civil pública pela prática de ato de improbidade administrativa é presumido, não estando condicionado à comprovação de que o requerido esteja dilapidando seu patrimônio ou na iminência de tal atitude, bastando a existência de indícios daresultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 da LIA, não bastando a voluntariedade do agente ou o mero exercício da função ou desempenho de competências públicas. Ausência de prova de dolo do réu. Ação civil pública improcedente. Sentença reformada. Recurso provido. (TJSP; Apelação Cível 1002823-02.2017.8.26.0238; Relator (a): Décio Notarangeli; Órgão Julgador: 9ª Câmara de Direito Público; Foro de Ibiúna - 2ª Vara; Data do Julgamento: 23/03/2022; Data de Registro: 23/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TRF 1 - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0004682-11.2016.4.01.3900: (...) 4. A ação é proposta em face de fundação, entidade esta recebedora de subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público, sujeita à prestação de contas, e, também, contra o seu presidente, este último exercendo função pública por equiparação legal, por possuir função na entidade demandada, o que lhes confere, portanto, a credencial de sujeitos ativos do ato de improbidade. A corroborar tal entendimento, o art. 1º, §§ 5º, 6º e 7º, assim como os arts. 2º e 3º, todos da Lei 14.230, de 25 de outubro de 2021. (...) (Relator Des. Olindo Menezes, 9/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJMT - 0001929-33.2011.8.11.0024. “(...)1. A Lei n° 14.230/2021, alterou diversos dispositivos da Lei n° 8.429/92, passando a exigir o dolo específico para a configuração dos atos de improbidade administrativa, além de modificar critérios de dosimetria da pena e aspectos processuais. 2. O sistema da Improbidade Administrativa adotou expressamente os princípios do Direito Administrativo Sancionador, dentre eles o da legalidade, segurança jurídica e retroatividade da lei benéfica. Assim, tratando-se de diploma legal mais favorável ao acusado, de rigor a aplicação da Lei n° 14.230/2021, porquanto o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no artigo 5°, XL, da Constituição da República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador. 3. Consoante nova redação do artigo 1°, § 3°, da Lei n° 8.429/92, o mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. 4. Não tendo sido demonstrado, no bojo da Ação Civil Pública por ato de Improbidade Administrativa, quaisquer elementos que evidenciem a existência de dolo, vontade livre e consciente do apelante de alcançar o resultado ilícito tipificado nos artigos 10 e 11 da Lei n° 8.429/92, impõe-se a improcedência da demanda. (N.U 0001929-33.2011.8.11.0024, CÂMARAS ISOLADAS CÍVEIS DE DIREITO PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, Julgado em 08/03/2022, Publicado no DJE 16/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJMT – AP - 0001927-66.2001.8.11.0007 – “(...) 4. Não tendo sido demonstrado, no bojo da Ação Civil Pública por ato de Improbidade Administrativa, quaisquer elementos que evidenciem a existência de dolo, vontade livre e consciente do Alcaide em alcançar o resultado ilícito tipificado no artigo 11 da Lei n° 8.429/92, impõe-se a improcedência da demanda. (N.U 0001927-66.2001.8.11.0007, CÂMARAS ISOLADAS CÍVEIS DE DIREITO PÚBLICO, GILBERTO LOPES BUSSIKI, Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo, Julgado em 22/02/2022, Publicado no DJE 03/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJMG. RN 1.0151.15.002600-4/001. EMENTA: AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. EX-PREFEITO MUNICIPAL DE DELFINÓPOLIS. CONVÊNIO JUNTO À SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS. IRREGULARIDADES. OBJETO DO CONVÊNIO DEVIDAMENTE CUMPRIDO. DANO AO ERÁRIO. DOLO. AUSÊNCIA. IMPROCEDÊNCIA. SENTENÇA CONFIRMADA. A configuração de ato de improbidade administrativa não prescinde da prova do dolo do agente, 9 https://drive.google.com/open?id=1ab86GMg4SE1ImTOfZkL87anGK8etI49u&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1Y_ACDCN0FAfHbNpV9uHkokvigcqeBQJt&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1aZGjjbAdaSrYDp-o1-yZB99vzozUuSEC&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1aZg3yBjvRVv-bCTLGbMLrOFPu0P400hd&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs consoante prescreve o art. 1º, §1º, da Lei n. 8.429/1992, com redação dada pela Lei n. 14.230/2021.- Hipótese na qual, conquanto defeituosa a prestação de contas, à evidência, o objeto do convênio foi cumprido e não houve prova mínima a evidenciar o dolo do ex-chefe do Executivo do Município de Delfinópolis. Ação julgada improcedente. Sentença confirmada, no reexame necessário. (TJMG - Remessa Necessária-Cv 1.0151.15.002600-4/001, Relator(a): Des.(a) Alberto Vilas Boas , 1ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 16/03/0022, publicação da súmula em 16/03/2022). Inteiro teor não disponível. TJGO. 5487063-39.2018.8.09.0103." (...) 1. As demandas ajuizadas até a entrada em vigor das modificações legislativas, trazidas pela Lei nº 14.230, de 26 de outubro de 2021, deverão ter a tipicidade dos ilícitos analisada com base na norma vigente ao tempo de sua propositura, qual seja, a Lei nº 8.429/92, como na espécie. 2. Não há falar em nulidade por ausência de citação no caso em apreço, pois, embora no mandado conste “intimação” em vez de “citação”, inexiste prejuízo à defesa, porquanto o comando judicial que determinou o ato citatório encontra-se transcrito integralmente no referido mandado. 3. A ação civil pública é a via processual adequada para a proteção do patrimônio, dos princípios constitucionais da Administração Pública e para a repressão de atos de improbidade administrativa, ou simplesmente atos lesivos, ilegais ou imorais, conforme expressa previsão no artigo 12, da Lei nº 8.429/92 (de acordo com o artigo 37, § 4º, da Constituição Federal) e no artigo 3º, da Lei Federal nº 7.347/85 (...)." TJGO. 5487063-39.2018.8.09.0103. Desembargador JEOVÁ SARDINHA DE MORAES. Goiânia, 15 de março de 2022. Acesse aqui o inteiro teor. TJSP. 1054045-74.2020.8.26.0053. AÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – Servidor efetivo que teve evolução patrimonial incompatível com os vencimentos do cargo – Prescrição – Aplicação não retroativa da Lei nº 14.230/21 – Tese fixada no julgamento do Tema nº 1.199 da Repercussão Geral – Contagem nos termos do art. 23, II da Lei nº 8.429/92 em sua redação original, que remetia ao art. 142 da Lei nº 8.112/90, inclusive quanto à possibilidade de interrupção do prazo prescricional em caso de instauração de processo administrativo disciplinar – Precedentes – Prescrição não caracterizada – Dever de apresentação de declaração de bens e valores que já era previsto no art. 13 da Lei nº 8.429/92 em sua redação original – Alterações na redação do art. 9º, VII da Lei nº 8.429/92 que não resultaram em alteração do tipo, mas em esclarecimentos quanto à distribuição do ônus da prova – Laudo pericial judicial que referendou as conclusões administrativas de que houve evolução patrimonial incompatível com os vencimentos do cargo – Correção quanto ao valor dessa evolução – Dolo direto/específico caracterizado – Termo inicial dos juros moratórios sobre a condenação de ressarcimento ao Erário – Data de prática dos atos ilícitos – CC, art. 398 – Recurso do réu parcialmente provido, recurso da autora provido. (TJSP. Relator Luís Francisco Aguilar Cortez. 1ª Câmara de Direito Público. 04/07/2023). Acesse aqui o inteiro teor § 3º. O mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJSP - Apelação Cível nº 1000554-80.2019.8.26.0638: “(...) inocorrência de superfaturamento ou de sobrepreço, o que afasta o alegado prejuízo ao Erário efetiva execução das obrigações contratuais pela empresa-contratada singelas irregularidades formais (ausência de parecer jurídico art.38, inciso VI, da LF nº 8.666/93) que não têm o condão de evidenciar o dolo do agente público, assim considerada aprática de atos de improbidade administrativa. 3 - Em outras palavras, a decretação de indisponibilidade de bens do demandado em ação civil por ato de improbidade administrativa está jungida à presença de fortes indícios da prática do ato ímprobo que cause dano ao erário, estando o perigo de dano implícito no art. 7o da LIA. 4 – Consoante posicionamento pacífico do STJ, a decretação de indisponibilidade de bens decorrente da prática de atos de improbidade administrativa deve limitar-se a garantir as bases da futura sentença condenatória, não se limitando à indisponibilidade de bens àqueles adquiridos após a prática do ato ímprobo, com exclusão apenas dos bens impenhoráveis, salvo quando estes tenham sido, comprovadamente, adquiridos também com o produto da atividade ímproba” (Agravo de Instrumento-Cv No 1.0000.21.036131-7/002, 3a CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, Rel. DES. JAIR VARÃO, 03/02/2022). Acesse aqui inteiro teor TJGO - AI nº 5408089-82.2021.8.09.0005: “... 1. Aplicam-se às sanções pelos atos de improbidade administrativa as garantias inerentes ao chamado “direito administrativo sancionador”, dentre as quais se destaca a da “retroatividade mais benéfica” (inteligência do artigo 2º, § 4º, da Lei nº. 14.230/21, art. 5º, XL,CF/88 e jurisprudência concernente). 2. Diante das substanciais alterações trazidas pela Lei nº. 14.230/21, inclusive no tocante à indisponibilidade de bens trazida a debate nesta instância recursal, revela-se necessária a cassação da decisão recorrida, com o retorno dos autos à origem para adequação do feito à legislação em vigor. DECISÃO CASSADA DE OFÍCIO. AGRAVO DE INSTRUMENTO PREJUDICADO” (Relatora Juíza de Direito Substituta Camila Nina Erbetta Nascimento, j. 11/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJPR - 0014547-84.2020.8.16.0014: “1. Rejeito o pedido de revisão da decisão que decretou a indisponibilidade de bens (evento 314). A exigência de demonstração do perigo da demora e a impossibilidade de inclusão do valor da multa civil para quantificação da indisponibilidade, tal como previstas nos §§ 3º e 10 do art. 16 da Lei n. 8.429/1992 (alterada pela Lei n. 14.230/2021), constituem restrições ao poder geral de cautela do órgão judicial. Trata-se, em outras palavras, de limitações processuais quanto aos requisitos e extensão da tutela provisória, instituto regrado pelo Direito Processual. Ora, as normas de natureza processual da Lei n. 14.230/2021, embora incidam nos processos em andamento, devem respeitar os atos já concluídos segundo o regime legal anterior: tempus regit actum.” Acesse aqui o inteiro teor TJMS - Ag Inst 1405881-31.2021.8.12.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – CAUTELAR DE INDISPONIBILIDADE DOS BENS – AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES PARA DECRETAÇÃO DA MEDIDA DE INDISPONIBILIDADE DE BENS – NOVA LEGISLAÇÃO – OBSERVÂNCIA – PRELIMINAR DE IMPENHORABILIDADE – NÃO CONHECIMENTO – RECURSO PROVIDO. A Lei 14.230, de 25/10/2021, alterou substancialmente a Lei 8429/92, que dispõe sobre as 62 https://drive.google.com/file/d/1DBoTx9dDIDryy-HEiBugBbZVqzWrYKms/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1DaKFq-RVQhTzrF96n1vqzGAWOrR8_vxs/view?usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1YdsVbnN7dxPSnRkTKsaqDoUqC3lHjJis&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1vMnHDJeDhfWbQ0rXr2W9bkSDjFhyHXBh&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa. A nova lei deixa explícito no art. 16, § 3º que para que seja decretada a medida de indisponibilidade de bens deve haver a demonstração no caso concreto de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, desde que o juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos na petição inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução. Desta feita, é indispensável para que haja o bloqueio de bens regulado pela Lei 8429/92 (LIA) a configuração não somente do fumus boni iuris, mas também do periculum in mora. No presente caso, existem fortes indícios da prática de ato de improbidade administrativa pelos agravantes, todavia não restou comprovado o perigo concreto de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, a justificar a indisponibilidade de bens. A indisponibilidade deve recair sobre valores que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao erário, conforme disposto no artigo 16, § 10º, da Lei 8.429/92 (incluído pela Lei nº 14.230/2021), estando vedada a postulação de tutela provisória visando a indisponibilizar bens para garantir eventual pagamento de multa civil. Inteiro teor não disponível. TJSP. Agravo de Instrumento 2217063-88.2021.8.26.0000: AGRAVO DE INSTRUMENTO – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – INDISPONIBILIDADE DE BENS – Decisão que deferiu a medida de indisponibilidade de bens – Controvérsia relativa à apropriação de vantagem indevida, valendo-se a agravante dos cargos cumulados de Diretora e Presidente da Associação de Pais e Mestres (APM) de Escola Municipal – Medida cautelar, de natureza processual – Incidência imediata das alterações da Lei nº 8.429/1992, promovidas pela Lei nº 14.230/2021 – Necessidade de demonstração concreta da imprescindibilidade da medida – Precedente desta C. Câmara – Decisão revogada. Recurso provido. (TJSP; Agravo de Instrumento 2217063-88.2021.8.26.0000; Relator (a): Spoladore Dominguez; Órgão Julgador: 13ª Câmara de Direito Público; Foro de Mogi das Cruzes - Vara da Fazenda Pública; Data do Julgamento: 23/03/2022; Data de Registro: 23/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor TJMS. 1400436-95.2022.8.12.0000: EMENTA – AGRAVO DE INSTRUMENTO – CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DECORRENTE DE CONDENAÇÃO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – PENHORA DE PERCENTUAL DA REMUNERAÇÃO – POSSIBILIDADE – MITIGAÇÃO DO ARTIGO 833, IV, DO CPC EM PONDERAÇÃO COM OUTRAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS – PRINCÍPIOS DA EFETIVIDADE PROCESSUAL, DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO E IN DUBIO PRO SOCIETATE – RECURSO CONHECIDO E PROVIDO, COM O PARECER. I) Não se afigura justo ou equânime que a parte devedora, assim reconhecida por título judicial, como na hipótese, esquive-se do pagamento da dívida, enquanto o percentual de 15% arbitrado para penhora sobre sua remuneração não comprometa sua subsistência, evidenciando margem interpretativa para mitigar a regra prevista no artigo 833, IV, da lei processual civil II) Admissibilidade da mitigação da impenhorabilidade de salários e proventos de modo proporcional e em observância ao princípio da execução de maneira menos onerosa ao devedor, na medida em que o percentual é limitado a 15% dos rendimentos, em consonância, ainda e principalmente, com o princípio da efetividade processual, como vetor decorrente do próprio princípio da duração razoável do processo, insculpido no artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal. III) No caso em apreço, deve-se destacar a relevância da condenação por ato de improbidade administrativa. Analisando situação análoga, o Superior Tribunal de Justiça já se posicionou pela possibilidade de penhora dos proventos do executado, em razão dos princípios da efetividade do processo e do in dubio pro societate. IV) Recurso conhecido e provido, com o parece. (TJMS. 1400436-95.2022.8.12.0000. 3ª Câmara Cível. Des. Dorival Renato Pavan. 22 de abril de 2022). Acesse aqui o inteiro teor. § 4º. A indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu, sempre que o contraditório prévio puder comprovadamente frustrar a efetividade da 63 https://drive.google.com/open?id=1abPU_vE0AQaav-RrwEYWlBqfGXcGKu7q&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1bR4yZFUA6u23jXau117oDax8yn1H-MxE&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs medida ou houver outras circunstâncias que recomendem a proteção liminar, não podendo a urgência ser presumida. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STF – ADI 7156 O STF irá analisar em ADI a expressão“não podendo a urgência ser presumida” do artigo 16, § 4º, entre outros dispositivos. Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça Última decisão proferida: não há. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 § 5º. Se houver mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis não poderá superar o montante indicado na petição inicial como dano ao erário ou como enriquecimento ilícito. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 188 – Improbidade Administrativa V (clique aqui) 4) Na hipótese de solidariedade entre os corréus na ação de improbidade administrativa, o bloqueio do valor total determinado pelo juiz para assegurar o ressarcimento ao erário poderá recair sobre o patrimônio de qualquer um deles, vedado o bloqueio do débito total em relação a cada um dos coobrigados, tendo em vista a proibição do excesso na cautela. STJ - REsp nº 1.919.700/BA: ”(...) III. O acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que possui precedentes no sentido de que, "havendo solidariedade entre os corréus da ação até a instrução final do processo, o valor a ser indisponibilizado para assegurar o ressarcimento ao erário deve ser garantido por qualquer um deles, limitando-se a medida constritiva ao quantum determinado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio corresponda ao débito total em relação a cada um" (STJ, AgInt no REsp 1.899.388/MG, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 10/03/2021). Nesse sentido: STJ, AgInt no REsp 1.929.981/BA, Rel. Ministro MANOEL ERHARDT (Desembargador Federal convocado do TRF/5ª Região), PRIMEIRA TURMA, DJe de 16/08/2021; AgInt no REsp 1.827.103/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 29/05/2020; REsp 1.728.658/MS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA PRIMEIRA TURMA, DJe de 11/12/2018; REsp 1.728.661/MS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 11/12/2018; REsp 1.119.458/RO, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, PRIMEIRA TURMA, DJe de 29/04/2010. Em igual sentido, o art. 16, § 5º, da Lei 8.429/92, na redação da Lei 14.230, de 25/10/2021, estabelece que "se houver mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis não poderá superar o montante indicado na petição inicial como dano ao erário ou como enriquecimento ilícito (...)". Acesse aqui o inteiro teor § 6º. O valor da indisponibilidade considerará a estimativa de dano indicada na petição inicial, permitida a sua substituição por caução idônea, por fiança bancária ou por seguro-garantia judicial, a requerimento do réu, bem como a sua readequação durante a instrução do processo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 7º. A indisponibilidade de bens de terceiro dependerá da demonstração da sua efetiva concorrência para os atos ilícitos apurados ou, quando se tratar de pessoa jurídica, da 64 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf https://drive.google.com/open?id=1Yf_ygy_xt2BEFtwNu-nxrAM-d1Eub4wE&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica, a ser processado na forma da lei processual. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 8º. Aplica-se à indisponibilidade de bens regida por esta Lei, no que for cabível, o regime da tutela provisória de urgência da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 9º. Da decisão que deferir ou indeferir a medida relativa à indisponibilidade de bens caberá agravo de instrumento, nos termos da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 10. A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao erário, sem incidir sobre os valores a serem eventualmente aplicados a título de multa civil ou sobre acréscimo patrimonial decorrente de atividade lícita. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7237 – ANPR Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7156 Pendente de análise no STF. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 TJSP - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2297512-67.2020.8.26.0000: Ementa: RECURSO ESPECIAL. Juízo de retratação. Art. 1.036 e 1.040 do NCPC. Pretensão do Ministério Público de incluir o valor da multa civil na medida de indisponibilidade de bens decretada na ação de improbidade administrativa. Julgamento do REsp nº 1.862.792/PR, Tema nº 1055, STJ, DJe 03.09.2021. Devolução dos autos à Turma Julgadora, para eventual adequação. É possível a inclusão do valor de eventual multa civil na medida de indisponibilidade de bens decretada na ação de improbidade administrativa, inclusive naquelas demandas ajuizadas com esteio na alegada prática de conduta prevista no art. 11 da Lei 8.429/1992, tipificadora da ofensa aos princípios nucleares administrativos. Contudo, o precedente não obriga a indisponibilidade sobre o valor da multa. Alterações trazidas pela lei nº 14.230/21 que implicaram a superação do entendimento em comento, por excluir expressamente a possibilidade da indisponibilidade de bens para garantir o pagamento de multa civil. Acórdão mantido, com a devolução dos autos à Presidência da Seção. (TJ-SP - AI: 22975126720208260000 SP 2297512-67.2020.8.26.0000, Relator: Claudio Augusto Pedrassi, Data de Julgamento: 14/12/2021, 2ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 14/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJSP - Agravo de instrumento nº 2054263-16.2021.8.26.0000: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. Ação civil pública por improbidade administrativa. Indisponibilidade dos bens. Decisão agravada que deferiu, em sede de cognição sumária, a indisponibilidade de valores encontrados em conta corrente da agravante. Indisponibilidade que extrapolou o valor do alegado dano ao erário e abrangeu a multa civil postulada na petição inicial. Descabimento. Inteligência do art. 16, parágrafo 10, da Lei 14.230/21. Seria cogente, ainda, diante do teor do art. 16, parágrafo 11, da mesma lei, que estabelece ordem de prioridade de bens que devem ser atingidos pela indisponibilidade, investigar a existência de bens indicados como prioritários pelo legislador. Princípio In dubio pro societate que se aplica apenas ao recebimento da ação 65 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950 https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 https://drive.google.com/open?id=1YqH08rOY03AxRfXl0hRbCFjVmhKovgGR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs civil pública. Indispensável a demonstração de indícios mais concretos da prática de improbidade administrativa para autorizar a indisponibilidade sumária de bens, presumível, apenas, o risco ao resultado útil. Precedentes do c. STJ. Prestadora de serviço público de saúde que, com a indisponibilidade de bens, terá inviabilizada a atividade empresarial,intimamente ligada ao combate do coronavírus. Risco de dano coletivo e irreparável que não recomenda a concessão da tutela de urgência. Inteligência do artigo 300,§3º, do Código de Processo Civil. Decisão reformada. Recurso Provido (Relator Des. José Eduardo Machado, j. 30/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJSP - 2002326-98.2020.8.26.0000: AGRAVO DE INSTRUMENTO. READEQUAÇÃO. REsp nº 1.862.792/PR, Tema nº 1055, STJ, DJe 03.09.2021. Desnecessidade. Inviável a aplicação do precedente apontado, visto que a nova redação da Lei de Improbidade de Administrativa afasta o valor da multa civil na indisponibilidade de bens, e esta deve prevalecer. Artigo 16, §10 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei nº 14.230, de 2021. Retratação descabida. Determinada a devolução à D. Presidência da Seção de Direito Público. ACÓRDÃO MANTIDO. (TJSP; Agravo de Instrumento 2002326-98.2020.8.26.0000; Relator (a): Jarbas Gomes; Órgão Julgador: 11ª Câmara de Direito Público; Foro Central - Fazenda Pública/Acidentes - 7ª Vara de Fazenda Pública; Data do Julgamento: 25/03/2022; Data de Registro: 25/03/2022). Inteiro teor não disponível. § 11. A ordem de indisponibilidade de bens deverá priorizar veículos de via terrestre, bens imóveis, bens móveis em geral, semoventes, navios e aeronaves, ações e quotas de sociedades simples e empresárias, pedras e metais preciosos e, apenas na inexistência desses, o bloqueio de contas bancárias, de forma a garantir a subsistência do acusado e a manutenção da atividade empresária ao longo do processo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 12. O juiz, ao apreciar o pedido de indisponibilidade de bens do réu a que se refere o caput deste artigo, observará os efeitos práticos da decisão, vedada a adoção de medida capaz de acarretar prejuízo à prestação de serviços públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJSP - Agravo de instrumento nº 2112338-48.8.26.0000: Ementa: AGRAVO INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS. Decisão Que Deferiu, em parte, a medida de indisponibilidade de bens, com base, apenas, no valor da multa civil Inexistência de alegação de superfaturamento, sobrepreço, efetiva desnecessidade ou não prestação dos serviços contratados Simples alegação de “dano presumido” Impossibilidade, nessas condições, do deferimento da medida de indisponibilidade de bens. Precedentes desta C. Câmara Decisão revogada, com aplicação do artigo 1.005, “caput”, do CPC. Recurso provido (Relator Des. Spoladore Dominguez, j. 24/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor § 13. É vedada a decretação de indisponibilidade da quantia de até 40 (quarenta) salários mínimos depositados em caderneta de poupança, em outras aplicações financeiras ou em conta-corrente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 8) A medida constritiva de indisponibilidade de bens não incide sobre valores inferiores a 40 salários mínimos depositados em caderneta de poupança, em aplicações financeiras 66 https://drive.google.com/open?id=1Ya4vunyclb8sLS2kMylbP6Ho8cAt_yfu&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/open?id=1YX8RYvvfJAdH0dABnTZ0HuHTLxNBrZfm&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf ou em conta-corrente, ressalvadas as hipóteses de comprovada má-fé, de abuso de direito, de fraude ou de os valores serem produto da conduta ímproba. 9) Na ação de improbidade administrativa é cabível decretação de indisponibilidade de bens sobre verbas provenientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS quando o valor resgatado da conta vinculada passa a integrar o patrimônio do réu, ressalvada proteção prevista no art. 833, X, do Código de Processo Civil. TJDFT - AGRAVO DE INSTRUMENTO: 07397202920218070000: Ementa não disponível. Inteiro teor a seguir. Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Gabinete do Des. Arnoldo Camanho de Assis Número do processo: 0739720-29.2021.8.07.0000 Classe judicial: AGRAVO DE INSTRUMENTO (202) AGRAVANTE: SIDNEY ALVES COSTA AGRAVADO: AGENCIA DE PROMOCAO DE EXPORTACOES DO BRASIL - APEX-BRASIL D E C I S Ã O “Se, na época do ajuizamento da ação ora objeto de discussão, em 24/02/2017 (ID nº 31371394, dos autos de origem), a lei de improbidade administrativa atribuía à pessoa jurídica interessada a legitimidade para ajuizar ação de improbidade administrativa, não se mostra possível, em juízo prelibatório, reconhecer a ilegitimidade ativa da APEX e extinguir o feito sem resolução do mérito. Embora seja de aplicabilidade imediata, a regra prevista na atual redação do art. 17, caput, da LIA, em juízo prelibatório, não pode retroagir para alcançar atos processuais já praticados e situações processuais já consolidadas.” Por fim, a indisponibilidade de bens é medida de natureza cautelar, adotada com o intuito de garantir o resultado útil do processo e, em princípio, estritamente processual. Assim, a regra que afasta da sujeição à indisponibilidade de bens os valores depositados em poupança ou outras espécies de aplicação financeira até o limite de quarenta (40) salários-mínimos possui, aparentemente, índole exclusivamente processual, não sendo possível, em primeira análise, aplicar retroativamente a regra do art. 16, § 13, da LIA, introduzido pela Lei n.º 14.230/21, para limitar ou afastar ordem de indisponibilidade que foi expedida pelo juízo a quo em observância às regras de direito processual então vigentes. Isso é o quanto basta para dar por ausente a probabilidade do direito alegado nas razões recursais. Dessa forma, indefiro a antecipação de tutela recursal postulada. Comunique-se ao ilustrado juízo singular. Intime-se a agravada para contrarrazões. Publique-se. Brasília, DF, em 20 de dezembro de 2021 16:18:04. Desembargador ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS Relator TJRS. Agravo de Instrumento, Nº 52136154620218217000. Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CAUTELAR DE INDISPONIBILIDADE DE BENS. LEI 14.230/21. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. AMPLIAÇÃO DA ESFERA DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS DO ACUSADO. PROTEÇÃO DA QUANTIA DE ATÉ 40 (QUARENTA) SALÁRIOS MÍNIMOS DEPOSITADOS EM CONTAS E APLICAÇÕES FINANCEIRAS. - A 1ª Turma do STJ decidiu que “o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica, insculpido no art. 5º, XL, da Constituição da República, alcança as leis que disciplinam o direito administrativo sancionador” (STJ, RMS 37.031/SP, Rel(a). Min(a) Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 20/02/2018). - A possibilidade da retroatividade da norma mais benéfica no âmbito da improbidade administrativa é reforçada pelo art. 1º, § 4º, da Lei de Improbidade Administrativa, inserido pela Lei 14.230/2021, que determina a aplicação dos princípios constitucionais do Direito Administrativo Sancionador ao sistema da improbidade, bem como pelo art. 17-D, caput, também incluído pela Lei nº 14.230/2021, o qual dispõe ser a ação por improbidade administrativa "repressiva, de caráter sancionatório, destinada à aplicação de sanções de caráter pessoal previstas nesta Lei, e não constitui ação civil (...)". - Na hipótese, foi realizado bloqueio pelo Sistema SISBAJUD em 28/09/2021, no valor de R$ 1.116,64 (um mil cento e dezesseis reais e sessenta e quatro centavos), quantia que, embora pudesse ser considerada como "sobra" do mês, é inferior a 40 (quarenta) salário mínimos, devendo ser desbloqueada, nos termos do art. 16, § 13, da Lei 8.429/92. AGRAVOPROVIDO. (Agravo de Instrumento, Nº 52136154620218217000, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marilene Bonzanini, Julgado em: 09-12-2021). 67 § 14. É vedada a decretação de indisponibilidade do bem de família do réu, salvo se comprovado que o imóvel seja fruto de vantagem patrimonial indevida, conforme descrito no art. 9º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar. § 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput. (Revogado pela Medida provisória nº 703, de 2015) (Vigência encerrada) § 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput. § 1º As ações de que trata este artigo admitem a celebração de acordo de não persecução cível, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à complementação do ressarcimento do patrimônio público. § 3º No caso da ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, a pessoa jurídica interessada integrará a lide na qualidade de litisconsorte, devendo suprir as omissões e falhas da inicial e apresentar ou indicar os meios de prova de que disponha. § 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de 1965. (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.337, de 1996) (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.472-31, de 1996) § 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de 1965. (Redação dada pela Lei nº 9.366, de 1996) § 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade. § 5o A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. (Incluído pela Medida provisória nº 1.984-16, de 2000) (Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001) § 6o A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18 do Código de Processo Civil. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) § 7o Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com 68 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Mpv/mpv703.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Congresso/adc-027-mpv703.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4717.htm#art6%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/1996-2000/1337.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/1472-31.htm#art11 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/1472-31.htm#art11 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4717.htm#art6%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9366.htm#art11 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/1984-16.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2180-35.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2180-35.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) § 8o Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão fundamentada, rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) § 9o Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) § 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) Art. 17. A ação para a aplicação das sanções de que trata esta Lei será proposta pelo Ministério Público e seguirá o procedimento comum previsto na Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7043) STF - ADIs 7042 E 7043 O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação direta para: (a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa e para a celebração de acordos de não persecução civil; (b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe "obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia; (c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021. Acesse aqui o inteiro teor. TJDFT-AGRAVO DE INSTRUMENTO: 07397202920218070000: Ementa e inteiro teor não disponíveis. Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Gabinete do Des. Arnoldo Camanho de Assis Número do processo: 0739720-29.2021.8.07.0000 Classe judicial: AGRAVO DE INSTRUMENTO (202) AGRAVANTE: SIDNEY ALVES COSTA AGRAVADO: AGENCIA DE PROMOCAO DE EXPORTACOES DO BRASIL - APEX-BRASIL D E C I S Ã O “Se, na época do ajuizamento da ação ora objeto de discussão, em 24/02/2017 (ID nº 31371394, dos autos de origem), a lei de improbidade administrativa atribuía à pessoa jurídica interessada a legitimidade para ajuizar ação de improbidade administrativa, não se mostra possível, 69 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 em juízo prelibatório, reconhecer a ilegitimidade ativa da APEX e extinguir o feito sem resolução do mérito. Embora seja de aplicabilidade imediata, a regra prevista na atual redação do art. 17, caput, da LIA, em juízo prelibatório, não pode retroagir para alcançar atos processuais já praticados e situações processuais já consolidadas.” Brasília, DF, em 20 de dezembro de 2021 16:18:04. Desembargador ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS Relator § 1º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 3º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 4º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 4º-A. A ação a que se refere o caput deste artigo deverá ser proposta perante o foro do local onde ocorrer o dano ou da pessoa jurídica prejudicada. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 5º. A propositura da ação a que se refere o caput deste artigo prevenirá a competência do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ – Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 1) Nas ações de improbidade administrativa, a competência cível da Justiça Federal é definida em razão da presença das pessoas jurídicas de direito público na relação processual e não em razão da natureza da verba em discussão, afasta-se, assim, a incidência das Súmulas n. 208 e 209 do Superior Tribunal de Justiça, por versarem sobre a fixação de competência em matéria penal. § 6º. A petição inicial observará o seguinte: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) I - deverá individualizar a conduta do réu e apontar os elementos probatórios mínimos que demonstrem a ocorrência das hipóteses dos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei e de sua autoria, salvo impossibilidade devidamente fundamentada; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJPE. 0003974-94.2022.8.17.9000. “DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECEBIMENTO DA INICIAL DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DECISÃO PROFERIDA ANTES DA ENTRADA EM VIGOR DA LEI 14.230/2021. AUSÊNCIA DE NULIDADE QUANTO À FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO PROVIDO. (...) 11. Inicialmente, no que diz respeito à petição inicial da improbidade administrativa, com o advento da nova lei, passou-se a exigir a individualização das condutas na petição inicial (17, §6º, I, da Lei nº 14.230/2021), com vistas à possibilidade de exercício do contraditório por parte do réu. 12. A necessidade de individualização da conduta do réu, desde a inicial, repercutiu, também, quanto à decisão que recebe a inicial de improbidade, a qual deverá ser devidamente fundamentada, nos termos do art.17, §6º, da nova lei. 13. No entanto, é certo que a nova lei ingressou no ordenamento jurídico em 25 de outubro de 2021, e a questão relativa a retroatividade (ou não) da nova lei de improbidade administrativa foi enfrentada pelo STF nos autos do ARE 843.989, onde estou proferido o entendimento no sentido de que a nova lei de improbidade administrativa não deve retroagir para os casos em que já existe uma condenação, excetuando-se apenas os casos onde as ações 70 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 em curso que discutem a modalidade culposa, extinta com o advento da nova lei. 14. Nestes casos, o entendimento que fixado é o de que a nova lei somente se aplica a atos culposos praticados na vigência da norma anterior se a ação ainda não tiver decisão definitiva. (...) 20. Desse modo, no presente caso, a decisão agravada, com fundamento no “in dubio pro societate”, bem como no art.17, §8º, da Lei 8429/92, não padece de nenhuma nulidade, sobretudo se considerado que, no curso da ação, o réu terá todos os meios em direito admissíveis para fazer prova contrária às alegações da inicial, exercendo o direito ao contraditório e à ampla defesa em sua plenitude.” (TJPE, 2ª Câmara de Direito Público, Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães, 27/02/2023). Acesse aqui inteiro teor. TJPE. 0017820-81.2022.8.17.9000. “EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL. REGIME PRESCRICIONAL DA LEI FEDERAL No 14.230/2021 IRRETROATIVIDADE. STF, TEMA No 1.199 DE REPERCUSSÃO GERAL. PRESENÇA DE INDÍCIOS DA PRÁTICA DE ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE NULIDADE QUANTO À FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO PROVIDO. UNÂNIME. (...) 4. O Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado o entendimento de que, “nos termos do art. 17, § 8º, da Lei n. 8.429/1992, a ação de improbidade administrativa só deve ser rejeitada de plano se o órgão julgador se convencer da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita, de tal sorte que a presença de indícios da prática de atos ímprobos é suficiente ao recebimento e processamento da ação, uma vez que, nesta fase, impera o princípio do in dubio pro societate” (STJ - AgRg no AREsp 612.342/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, 2a Turma, julgado em 05/03/2015, DJe de 11/03/2015, destaquei em negrito). 5. Não estando configurada nenhuma das situações descritas no precedente acima citado, deve a ação ser recebida e processada, sendo certo que o exame dos demais aspectos das condutas consideradas ímprobas (inclusive no tocante ao elemento volitivo/subjetivo dos agentes e às repercussões dos atos que lhes são atribuídos) demanda o aprofundamento no mérito da causa (salvaguardados o contraditório e a ampla defesa), atividade cognitiva própria do Juízo de primeiro grau. 6. Agravo de Instrumento não provido. Decisão unânime” (TJPE, 4ª Câmara de Direito Público, Gabinete do Des. JOSUÉ ANTÔNIO FONSECA DE SENA, 29/12/2023). Acesse aqui inteiro teor. II - será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da veracidade dos fatos e do dolo imputado ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições constantes dos arts. 77 e 80 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ. EDcl no AgInt no AREsp n. 1.815.871/CE. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA DE MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Hipótese em que o acórdão embargado concluiu: a) nos termos do entendimento consolidada no STJ, havendo indícios da prática de ato de improbidade administrativa,por força do princípio in dubio pro societate, a ação deve ter seu regular processamento, para que se dê oportunidade às partes de produção das provas necessárias, a fim de permitir juízo conclusivo acerca das condutas narradas, inclusive sobre a presença do elemento subjetivo; b) segundo a jurisprudência do STJ, "somente após a regular instrução processual é que se poderá concluir pela existência, ou não, de: (I) enriquecimento ilícito; (II) eventual dano ou prejuízo a ser reparado e a delimitação do respectivo montante; (III) efetiva lesão a princípios da Administração Pública; e (IV) configuração de elemento subjetivo apto a caracterizar o noticiado ato ímprobo" AgRg no AREsp 400.779/ES, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. p/ acórdão Min. Sérgio Kukina, 71 https://drive.google.com/file/d/1jpXz4YLa1hy_21DTBI0tvQOnbixIjXt8/view?usp=share_link https://drive.google.com/file/d/1eyXn4rmuVPFNCwMxO92U2POJd7E7VrFQ/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art77 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art80 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art80 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 Primeira Turma, DJe 17/12/2014; c) a improcedência das imputações de improbidade administrativa, em juízo de admissibilidade da acusação, constitui juízo que não pode ser antecipado à instrução do processo, mostrando-se necessário o prosseguimento da demanda, de modo a viabilizar a produção probatória, indispensável ao convencimento do julgador, sob pena, inclusive, de cercear o jus accusationis do Estado; e, d) o Tribunal a quo decidiu de acordo com a jurisprudência do STJ, de modo que se aplica à espécie o enunciado da Súmula 83/STJ: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". 2. A solução integral da controvérsia, com motivação suficiente, não caracteriza violação ao art. 1.022 do CPC/2015. 3. Os Embargos Declaratórios não constituem instrumento adequado para a rediscussão da matéria de mérito. 4. Embargos de Declaração rejeitados. (EDcl no AgInt no AREsp n. 1.815.871/CE, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 9/11/2021, DJe de 10/12/2021.) Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0012831-71.2018.8.17.9000. “ (...) 5. Quanto ao recebimento da petição inicial, anotou-se que essa medida restou embasada em indício suficiente da prática de ato(s) de improbidade, apurado em sede de inquérito civil, embora essa qualificação possa ser afastada ou confirmada ao longo da instrução processual. 6. Deveras, consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, na fase inicial (antes) prevista no art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da Lei 8.429/92 (redação original) – fase a que se insurge o agravante, no bojo do agravo de instrumento subjacente –, vigorava o princípio do in dubio pro societate, bastando a existência de meros indícios de cometimento de atos enquadrados na LIA, para ensejar o recebimento da petição inicial. 7. De fato, como salientou o embargante, não houve referência à nova redação do art. 17, §§ 6º e 6º-B, da LIA, conferida pela Lei Federal nº 14.230/21. 8. Entretanto, é certo que a petição inicial da demanda e o próprio agravo de instrumento foram distribuídos antes da reforma operada pelo referido diploma legal, motivo pelo qual este Colegiado não poderia ter exigido, de imediato, à luz do princípio do tempus regit actum, novos requisitos estabelecidos pelo legislador. 9. Com efeito, considerando que o processo ainda tramita no primeiro grau de jurisdição, caberá ao magistrado, caso entenda possível e necessário, abrir prazo para que o Parquet adeque a petição inicial em relação ao embargante, assegurando-lhe sempre o direito ao contraditório e à ampla defesa.” (TJPE, 2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. Francisco Bandeira de Mello, 5/12/2022). Acesse aqui inteiro teor. TJPE- Apelação nº 0002737-89.2020.8.17.2470: “(...) Contudo, fica evidenciado nos autos que a razão pela qual o réu não renovou a permuta da servidora foi política, resultando em evidente ato de perseguição, violando o princípio da impessoalidade administrativa” (ID n. 16209720, fl. 02). 8. Como é cediço, o recebimento da inicial da ação civil de improbidade administrativa exige simplesmente a presença de indícios de autoria e materialidade do ato ímprobo, pois no estágio preambular da ação vigora o princípio in dubio pro societate, v. art. 17, § 6º, da Lei n. 8.429/1992 - LIA. Precedente: STJ - AgInt no AREsp 1546872/MS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 31/05/2021, DJe 11/06/2021. No mesmo sentido: STJ - AgInt no REsp 1591139/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Rel. p/ Acórdão Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 03/12/2020, DJe 18/12/2020. 9. Nesta vereda, considerando os posicionamentos externados pelo Prefeito/recorrido, ora investigado, afirmando – prévia e deliberadamente - que a renovação da cessão da servidora seria indeferida tão somente por ser ela uma “inimiga” da nova gestão, a 1ª Câmara de Direito Público entendeu presentes – nesse primeiro momento – os indícios de autoria e materialidade de ato ímprobo, uma vez que o ato administrativo teria sido praticado com desvio de finalidade, com malferimento dos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade. 10. Apelação Cível PROVIDA, para - REFORMANDO A SENTENÇA DE PISO - RECEBER A EXORDIAL da Ação Civil Pública de Improbidade, determinando o prosseguimento do feito em seus ulteriores termos, assegurando-se a investigação vertical sobre os fatos articulados na peça vestibular. Decisão unânime (Relator Des. Jorge Américo, 10/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor 72 https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202100016587&dt_publicacao=10/12/2021 https://drive.google.com/file/d/1dQQqtU1HRoeRheBHzjMOdFZb0hLv8uO2/view?usp=share_link https://drive.google.com/open?id=1Ycl8df-jBoe08KExjTJnvAwbojdJmzu9&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs TJPE. 0006053-46.2022.8.17.9000. "(...) De plano, cumpre destacar que o presente recurso encontra óbice ao seu conhecimento, pois, pelo que se depreende do teor do pronunciamento ora atacado, o provimento judicial se trata de mero despacho, desprovido de Conteúdo decisório. Veja-se que o magistrado de piso apenas determinou a emenda à inicial para adequação às modificações realizadas na Lei de Improbidade Administrativa pela recente Lei nº 14.230/2021. O pronunciamento judicial que determina a emenda da petição inicial, por não solucionar qualquer controvérsia, não contém cunho decisório, caracterizando-se como despacho de mero expediente, o qual não desafia interposição de recursos, nos termos do art. 1.001 do CPC. (...)" (TJPE. 0006053-46.2022.8.17.9000. 4ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. André Oliveira da Silva Guimarães. 04/05/2022 16:22). Acesse aqui o inteiro teor TJSC - AGRAVO DE INSTRUMENTO - 5044331-07.2021.8.24.0000. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DISPENSA DE LICITAÇÃO PARA A CONTRATAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS POR TEMPO DETERMINADO. INDÍCIOS SUFICIENTES DA PRÁTICA DE ATO ÍMPROBO PARA O PROCESSAMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM RELAÇÃO À PARTE AGRAVANTE. RECEBIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL EM 13.07.2021 COM BASE NA REDAÇÃO DA ÉPOCA DO ART. 17 E SEUS §§6º E 8º DA LEI FEDERAL N. 8.429/92. INICIAL QUE SÓ PODERIA SER REJEITADA SE DEMONSTRADA DE PLANO A INEXISTÊNCIA DO ATO DE IMPROBIDADE, A IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO OU A INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. HIPÓTESES AFASTADAS. MATÉRIA PROCESSUAL. DIREITO INTERTEMPORAL. INAPLICABILIDADE DAS NOVAS REGRAS DA LEI FEDERAL N. 14.230, DE 25.10.2021 AO CASO. TEORIA DO ISOLAMENTO DOS ATOS PROCESSUAIS. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. RECURSO DESPROVIDO. A decisão que analisa o recebimento da exordial da ação de improbidade administrativa é baseada em um juízo de cognição sumária, sendo que no decorrer da ação é que se estabeleceráo contraditório e se resguardará a ampla defesa, em que as partes terão a oportunidade de produzir todas as provas suficientes à comprovação das respectivas alegações. "Ao aludir o § 8º à 'rejeição da ação' pelo juiz quando convencido da 'inexistência do ato de improbidade', instituiu-se hipótese de julgamento antecipado da lide (julgamento de mérito), o que, a nosso juízo, até pelas razões acima expostas, só deve ocorrer quando cabalmente demonstrada, pela resposta do notificado, a inexistência do fato ou a sua não concorrência para o dano ao patrimônio público. Do contrário, se terá por ferido o direito à prova do alegado no curso do processo (art. 5º, LV), esvaziando-se, no plano fático, o direito constitucional de ação (art. 5º, XXXV) e impondo-se absolvição liminar sem processo" (GARCIA, Emerson; ALVES, Rogério Pacheco. Improbidade Administrativa. 7. ed. rev. ampl. e atual. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 961 - Comentários anteriores à Lei n. 14.230/2021). "Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, 'somente após a regular instrução processual é que se poderá concluir pela existência, ou não, de: (I) enriquecimento ilícito; (II) eventual dano ou prejuízo a ser reparado e a delimitação do respectivo montante; (III) efetiva lesão a princípios da Administração Pública; e (IV) configuração de elemento subjetivo apto a caracterizar o noticiado ato ímprobo' (STJ, AgRg no AREsp 400.779/ES, Rel. p/ acórdão Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 17/12/2014)." (STJ, AgInt no AREsp 957.237/RJ, Relª. Ministra Assusete Magalhães, DJe de 15.12.2016). O recebimento da petição inicial em ação de improbidade administrativa é matéria meramente processual, devendo submeter-se, no caso de direito intertemporal em face da superveniência da Lei n. 14.230, de 25.10.2021, à lei da época, em face da teoria do isolamento dos atos processuais aplicável ao caso. "Na forma da jurisprudência, 'tanto o CPC/1973 (art. 1.211) quanto o CPC/2015 (art. 1.046, 'caput') adotaram, com fundamento no princípio geral do 'tempus regit actum', a chamada 'teoria do isolamento dos atos processuais' como critério de orientação de direito intertemporal, de maneira que nada obstante a lei processual nova incida sobre os feitos ainda em curso, não poderá retroagir para alcançar os atos processuais praticados sob a égide do regime anterior, mas apenas sobre aqueles que 73 https://drive.google.com/open?id=1bJGC0Wej6DGYo-IfmtaTbCQIIjWPl2jB&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs daí em diante advierem. Nesse sentido, a definição sobre qual regime jurídico será aplicado depende do momento em que o respectivo ato processual é praticado''' (STJ, AgInt no REsp 1.611.681/AL, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Segunda Turma, DJe de 27-10-2016)" (STJ - AgInt no AREsp 1232750/PE, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, Segunda Turma, j. 16-8-2018, DJe 27-8-2018). (TJSC, Agravo de Instrumento n. 5044331-07.2021.8.24.0000, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, rel. Jaime Ramos, Terceira Câmara de Direito Público, j. 08-03-2022). Inteiro teor não disponível. TJMS - 1409730-11.2021.8.12.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – RECEBIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL - NULIDADE DA DECISÃO POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO - REJEITADA - AUSÊNCIA DE CONCLUSÃO DO INQUÉRITO E FALTA DE INTERESSE POR ESTE MOTIVO - ARGUMENTOS NÃO CONHECIDOS - PACTUAÇÕES PARA AQUISIÇÕES DE GASES MEDICINAIS - EVENTUAL IRREGULARIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM PROVA DE DOLO POR ATO DA CONTRATADA - IMPROBIDADE NÃO COMPROVADA QUANTO À ESTA - DECISÃO MANTIDA – RECURSO CONHECIDO EM PARTE E PROVIDO. Não se observa a alegada nulidade de decisão pela a ausência de fundamentação, se o magistrado condutor do feito aponta os elementos que motivaram seu convencimento, mencionando, inclusive, que, diante da petição inicial e dos documentos acostados aos autos, a manifestação do requerido não convencia acerca da inexistência do ato de improbidade administrativa, da improcedência da ação ou inadequação da via eleita. As questões relativas à rejeição da inicial pela ausência de conclusão do inquérito civil e falta de interesse processual, não devem ser conhecidas, quando não deduzidas ao Juízo singular, sob pena de supressão de instância. Com relação ao recebimento da petição inicial da ação civil pública por ato de improbidade administrativa, necessário observar que embora anteriormente à edição da Lei n. 14.230/2021 (Altera a Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, que dispõe sobre improbidade administrativa), não fosse necessária prova incontestável de que o ato seja contrário à moralidade e legislação administrativa, mas tão somente indícios, relegando a verificação de que as imputações seriam verdadeiras para quando do exame do mérito, é imprescindível considerar que com a entrada em vigor da mencionada legislação na data de 26 de outubro de 2021, esta passou a exigir o prévio exame quanto à existência do dolo, circunstância que enseja o recebimento e processamento da referida demanda, mas que no caso em apreciação, não restou comprovado. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0001904-07.2022.8.17.9000. "(...) 17.Neste ponto, registrou-se que a citada lei não mais admite que a petição inicial traga exposição genérica dos fatos, sem indicar, precisamente, qual foi a conduta do réu e qual o enquadramento na lei de improbidade, mais uma razão, portanto, pela qual considera-se temerária a decretação de indisponibilidade de ativos financeiros se a inicial não traz de forma pormenorizada a conduta do réu e o seu enquadramento na lei de improbidade. 18.Registra-se, ademais, que, tratando-se de preceito de natureza processual, a sua aplicação deve ser imediata aos processos em andamento. 19. Relativamente aos preceitos de natureza material, considero que, por serem mais benéficos, devem ser aplicados retroativamente. Isso porque, nos termos do art.1º, §4º, da citada lei, “aplicam-se ao sistema da improbidade disciplinado nesta Lei os princípios constitucionais do direito administrativo sancionador”, sendo, o princípio da retroatividade da lei mais benéfica, previsto no art. 5º, XL, da CF/88, um desses princípios. 20. Desse modo, por todo o exposto, considera-se temerária e precipitada a indisponibilidade dos valores depositados na conta CC 0404881-4 em favor do Agravante, ainda que este não tenha juntado aos autos cópia de extrato pormenorizado da conta Investe Fácil, tendo em vista que não restou demonstrado o requisito do dano irreparável ou risco ao resultado útil do processo, bem como diante da inexistência de uma exposição de fato que demonstre uma provável conduta dolosa praticada pelo Agravante com o fim ilícito. (...)". TJPE. 0001904-07.2022.8.17.9000. S2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães. 05/04/2022 14:11. Acesse aqui o inteiro teor. 74 https://drive.google.com/open?id=1a_0AHHUKfUDqIFHiwWRzFJXBO5-JQbxS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1ePb_sFG2tgIpcay5tPdilXMKiSf9SwSE&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs TJPE.0002082-05.2021.8.17.9480. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DA INICIAL ACUSATÓRIA. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. DECISÃO NULA. RECURSO PROVIDO. 1. A decisão judicial que recebe a petição inicial da ação de improbidade administrativa deve sim estar respaldada em fundamentação, ainda que concisa. Nessa etapa do processo impera o princípio do in dubio pro societate, não se reclamando do magistrado uma cognição exauriente. Em síntese: para recepção da inicial basta a fundamentação calcada nos indícios de autoria e materialidade dos fatos descritos. 2. No caso dos autos, a decisão vergasta presta-se a "justificar" o recebimento de qualquer ação de improbidade, já que não aborda sequer as condutas da ré que são acoimadas de ímprobas ou mesmo os argumentos suscitados na manifestação prévia que se prestariama impedir o recebimento da inicial acusatória. 3. Com efeito, o provimento do recurso é medida que se impõe, notadamente para nulificar a decisão recorrida e, consequentemente, possibilitar que o Juízo de origem novamente se debruce sobre o preenchimento dos requisitos necessários ao recebimento da ação de improbidade de maneira fundamentada. 4. Recurso provido. (TJPE.0002082-05.2021.8.17.9480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE.0002349-59.2021.8.17.9000. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO INICIAL. IN DUBIO PRO SOCIETATE. EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE ATOS ÍMPROBOS. AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO. (...) (TJPE.0002349-59.2021.8.17.9000. 2ª Vice-Presidência. Gabinete da 2ª Vice Presidência Segundo Grau.21/09/2021 11:22.) Acesse aqui o inteiro teor. TJPE.0017090-07.2021.8.17.9000. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVO. RECEBIMENTO DA INICIAL.AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (...) Desse modo, tem-se que o órgão ministerial não se desincumbiu do ônus que lhe competia, qual seja, demonstrar, desde a inicial, uma conduta dolosa por parte da Agravante, nos termos do que determina o art. 1º, §§§ 1º, 2º e 3º, da Lei de Improbidade Administrativa, razão pela qual a ação que tramita na origem não deve ser recebida relativamente à parte ora recorrente, incidindo, in casu, o disposto no art.17, § 6º-B, da lei de improbidade, nos seguintes termos: A petição inicial será rejeitada nos casos do art. 330 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil), bem como quando não preenchidos os requisitos a que se referem os incisos I e II do § 6º deste artigo, ou ainda quando manifestamente inexistente o ato de improbidade imputado (...)”. (TJPE.0017090-07.2021.8.17.9000. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães. 25/02/2022 11:48). Acesse aqui o inteiro teor. § 6º-A. O Ministério Público poderá requerer as tutelas provisórias adequadas e necessárias, nos termos dos arts. 294 a 310 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil) (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7043) STF - ADIs 7042 E 7043 O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação direta para: (a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência 75 https://drive.google.com/open?id=1LL1WSqphdLlqAy7SHD7sqqySqzBiMesp&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1v36FpOPk4QlHAag8MeeAi9DzR1Vx0JmB&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1NOxymo2e3ng3ESkIn4YlUHPMIiYXlKGN&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art294 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art294 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa e para a celebração de acordos de não persecução civil; (b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe "obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia; (c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021. Acesse aqui o inteiro teor. § 6º-B. A petição inicial será rejeitada nos casos do art. 330 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil), bem como quando não preenchidos os requisitos a que se referem os incisos I e II do § 6º deste artigo, ou ainda quando manifestamente inexistente o ato de improbidade imputado. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJTO - APELAÇÃO CÍVEL No 0012364-11.2018.8.27.2729/TO. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SERVIDOR PÚBLICO. VIAGEM INTERNACIONAL DURANTE LICENÇA MÉDICA. INDÍCIOS DA PRÁTICA DE IMPROBIDADE. PETIÇÃO INICIAL QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 17 §6° DA LEI N°8429/92. RECEBIMENTO E PROCESSAMENTO. INTERPRETAÇÃO EQUIVOCADA DO § 10-D DO ART. 17 DA LEI N°. 14.230/21. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. SENTENÇA DESCONSTITUÍDA. 1. O art. 17, §6° da Lei n°8429/92 estabelece que a petição inicial deve individualizar a conduta do réu e apontar os elementos probatórios mínimos que demonstrem a ocorrência das hipóteses de improbidade ou justificar de forma fundamentada a impossibilidade, bem como instruir a ação com documentos que contenham indícios suficientes da veracidade dos fatos e do dolo imputado ou justificar sua impossibilidade. 2. As disposições elencadas nos parágrafos § 10-B, 10-C, 10-D, 10-E, 10-F são, sem exceção, direcionadas ao juiz da causa e de como deverá conduzir a ação de improbidade e não ao titular da ação. (Relator: DESEMBARGADOR PEDRO NELSON DE MIRANDA COUTINHO. Julgado em 25/10/2023. Acesse aqui o inteiro teor § 7º. Se a petição inicial estiver em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a citação dos requeridos para que a contestem no prazo comum de 30 (trinta) dias, iniciado o prazo na forma do art. 231 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJSP - Processo nº 1000495-80.2021.8.26.0102: (...) Tendo em vista o entendimento consolidado no TJSP e a nova redação do art. 17, §7º, da Lei de Improbidade Administrativa, determino a citação pessoal dos Réus para apresentação de defesa no prazo de 30 (trinta) dias úteis, contados da juntada aos autos do comprovante de citação. (...). Acesse aqui o inteiro teor TJSP - Agravo de instrumento nº 2252253-15.2021.8.26.0000: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. ATO JUDICIAL IMPUGNADO. RECEBIMENTO DA AÇÃO CIVIL POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REQUISITOS PARA RECEBIMENTO DA INICIAL. Existência de indícios de cometimento de atos enquadrados na Lei de Improbidade Administrativa qualifica a admissibilidade da ação e o 76 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art330 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art330 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1bg1XnfTFIBLt9VZgDs0O3Q7YanU2HpUu/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art331 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art331 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/open?id=1YV7dH0tg3EVCAvdx7cH1WbQwvWKfvv0D&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs recebimento da petição inicial. Aplicação do regrado art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da redação original da Lei n. 8.429/92. Prevalência do princípio do “in dubio pro societate”. Imputação de conduta ímproba associado a favorecimento em processo de licitação para a contratação de ônibus de transporte escolar. A causa de pedir anuncia a violação da isonomia necessária, porquanto os licitantes com administrador comum e com vínculo de parentesco entre os integrantes do quadro societário tinham prévioconhecimento das propostas, sendo por isso beneficiados. A instauração da ação irá assegurar melhor investigação da matéria de fato. Neste momento processual, o que se afere é o lastro de conteúdo lógico-jurídico da petição inicial que habilite o desencadeamento dos atos da jurisdição. Nesse momento, “initio litis”, importa saber se existem indícios suficientes para o recebimento da ação de improbidade, o que, por certo, não significa qualquer atribuição de valor aos meios de prova para promover a condenação, nem formação de juízo definitivo acerca da imputação. Manutenção do ato judicial impugnado, que encontra fundamentação bastante para admissibilidade da ação. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO (Relator Des. Marcos Antônio Ribeiro, j. 02/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJPE.0000458-91.2021.8.17.9003. "(...) Ademais, da análise dos argumentos trazidos pelas partes, tenho demonstrada, em juízo raso cabível em agravo de instrumento, correção da decisão combatida, diante da existência de indícios da prática de atos ímprobos. A eventual ausência de improbidade poderá restar demonstrada caso não se configure o dolo ou má-fé, mas esse aspecto deverá ser debatido em sede de instrução judicial, e não neste momento, na via estreita do instrumental, cuja cognição sumária é a principal característica (...)".(TJPE.0000458-91.2021.8.17.9003. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 18/04/2022 15:14). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000815-95.2021.8.17.9480."(...)Diante da presença de indícios de atos de improbidade administrativa (o que não significa que eles de fato tenham ocorrido), pertinente se faz a anutenção da decisão que recebeu a petição inicial da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa, transferindo-se para a fase de cognição a análise da descrição dos fatos imputados e ocorrência da materialidade de ato de improbidade, sob pena de se adentrar no mérito antes mesmo de estabilizada a lide e se incorrer em flagrante desrespeito ao devido processo legal, contraditório e direito de ação, todos direitos fundamentais constitucionalmente garantidos (...). Vistos, relatados e discutidos estes autos de Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento n.º 0000815-95.2021.8.17.9480, ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores da Segunda Turma da Primeira Câmara Regional de Caruaru, por unanimidade de votos, REJEITAR os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator." (TJPE. 0000815-95.2021.8.17.9480. Gabinete da 2ª Vice Presidência Segundo Grau. 08/11/2021 08:50) Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0002926-52.2021.8.17.9480. ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DA EXORDIAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO. AFRONTA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NULIDADE RECONHECIDA. NECESSIDADE DE PROLAÇÃO DE NOVO DECISUM. RECURSO PROVIDO. À UNANIMIDADE. 1. A decisão de recebimento da petição inicial da ação civil por ato de improbidade administrativa, além de adequada, deve ser fundamentada, ainda que de modo conciso, com base dos elementos indiciários apresentados na exordial, em correlação com a causa petendi delineada pelo Autor, sendo tal preceito, inclusive, reforçado pelos artigo 489, § 3º, do CPC. 2. De uma simples leitura da decisão agravada, verifica-se a total ausência de fundamentação em seu conteúdo e o manifesto desrespeito ao princípio constitucional previsto no artigo 93, IX, da Constituição Federal. 3. Decisum que se restringe a afirmar que não vislumbra a ocorrência de nenhuma hipótese de rejeição, ordenando, em seguida, a citação dos Réus e a notificação da Municipalidade. 4. O Juízo de Piso não tece qualquer comentário sobre os indícios de atos ímprobos e a causa de pedir. Sequer há invocação do princípio do in 77 https://drive.google.com/open?id=1YWO8BfVKl1UHQ2eSt40DNCu2GzgsaCCU&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=16-tVkqGD3QmQonQrIH5fqnMfvf_jBfQR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1D30EyRITubiJCa6xYD1sjekmzicOlnpt&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs dubio pro societate para receber a exordial da ação civil por ato de improbidade administrativa, de modo que, além de genérico, o pronunciamento judicial combatido é carecedor de fundamentação, restando portanto, eivado de nulidade. 5. Anulação da decisão para que outra seja proferida pelo magistrado processante. 6. Recurso a que se dá provimento, à unanimidade."(TJPE. 0002926-52.2021.8.17.9480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/02/2022 09:54). Acesse aqui o inteiro teor. § 8º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 9º. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 9º-A. Da decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação caberá agravo de instrumento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJPE. 0002879-44.2022.8.17.9480. AGRAVO INTERNO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DECISÃO QUE RECEBE A INICIAL. NÃO CABIMENTO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. APLICABILIDADE DAS ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS TRAZIDAS PELA LEI 14.230/2021. RECURSO IMPROVIDO. 1. Com efeito, sabe-se que, com a novel legislação (Lei nº 14.230/2021), não há mais se falar em decisão de recebimento da petição inicial, tampouco no cabimento de eventual recurso. Isso porque os §§9º e 10º do art. 17, que previa o cabimento do agravo de instrumento da decisão que recebe a inicial, foram revogados pela Lei 14.230/2021. O instrumental somente é cabível "Da decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação" (§ 9º-A, art. 17, da LIA), fase esta ainda não ocorrida na espécie. "(TJPE. 0002879-44.2022.8.17.9480. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/12/2023 09:54). Acesse aqui o inteiro teor. § 10. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 10-A. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as partes requerer ao juiz a interrupção do prazo para a contestação, por prazo não superior a 90 (noventa) dias. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 10-B. Oferecida a contestação e, se for o caso, ouvido o autor, o juiz: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) I - procederá ao julgamento conforme o estado do processo, observada a eventual inexistência manifesta do ato de improbidade; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) II - poderá desmembrar o litisconsórcio, com vistas a otimizar a instrução processual. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 10-C. Após a réplica do Ministério Público, o juiz proferirá decisão na qual indicará com precisão a tipificação do ato de improbidade administrativa imputável ao réu, sendo-lhe vedado modificar o fato principal e a capitulação legal apresentada pelo autor. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7043) STF - ADIs 7042 E 7043 O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação direta para: (a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas 78 https://drive.google.com/open?id=1HSeqNXuRESuq3Xx1cBaI-5lvijvAYwpS&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1fvzz3Tr6b2R2Ybbg5UwX15fNelIK95m-/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa e para a celebração de acordos de não persecução civil; (b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe "obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia; (c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021. Acesse aqui o inteiro teor. § 10-D. Para cada ato de improbidade administrativa, deverá necessariamente ser indicado apenas um tipo dentre aqueles previstos nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJTO - APELAÇÃO CÍVEL No 0012364-11.2018.8.27.2729/TO. EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SERVIDOR PÚBLICO. VIAGEM INTERNACIONAL DURANTE LICENÇA MÉDICA. INDÍCIOS DA PRÁTICA DE IMPROBIDADE. PETIÇÃO INICIAL QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 17 §6° DA LEI N°8429/92. RECEBIMENTO E PROCESSAMENTO. INTERPRETAÇÃO EQUIVOCADA DO § 10-D DO ART. 17 DA LEI N°. 14.230/21. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. SENTENÇA DESCONSTITUÍDA. 1. O art. 17, §6° da Lei n°8429/92 estabelece que a petição inicial deve individualizar a conduta do réu e apontar os elementos probatórios mínimos que demonstrem a ocorrência das hipóteses de improbidade ou justificar de forma fundamentada a impossibilidade, bem como instruir a ação com documentos que contenham indícios suficientes da veracidade dos fatos e do dolo imputado ou justificar sua impossibilidade. 2. As disposições elencadas nos parágrafos § 10-B, 10-C, 10-D, 10-E, 10-F são, sem exceção, direcionadas ao juiz da causa e de como deverá conduzir a ação de improbidade e não ao titular da ação. (Relator: DESEMBARGADOR PEDRO NELSON DE MIRANDA COUTINHO. Julgado em 25/10/2023. Acesse aqui o inteiro teor § 10-E. Proferida a decisão referida no § 10-C deste artigo, as partes serão intimadas a especificar as provas que pretendem produzir. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 10-F. Será nula a decisão de mérito total ou parcial da ação de improbidade administrativa que: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) I - condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na petição inicial; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7156 79 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1bg1XnfTFIBLt9VZgDs0O3Q7YanU2HpUu/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 II - condenar o requerido sem a produção das provas por ele tempestivamente especificadas. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) § 11. Em qualquer momento do processo, verificada a inexistência do ato de improbidade, o juiz julgará a demanda improcedente. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 12. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por esta Lei o disposto no art. 221, caput e § 1o, do Código de Processo Penal. (Vide Medida Provisória nº 2.088-35, de 2000) (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) § 12. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 13. Para os efeitos deste artigo, também se considera pessoa jurídica interessada o ente tributante que figurar no polo ativo da obrigação tributária de que tratam o § 4º do art. 3º e o art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) § 13. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 14. Sem prejuízo da citação dos réus, a pessoa jurídica interessada será intimada para, caso queira, intervir no processo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7042) (Vide ADIN 7043) STF - ADIs 7042 E 7043 O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação direta para: (a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa e para a celebração de acordos de não persecução civil; (b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe "obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia; (c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021. 80 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art221 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas/2088-35.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2225-45.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art3%C2%A74 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art3%C2%A74 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm#art8a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp157.htm#art4vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito(art. 1º, §2º cc. art. 11, §§1º e 4º, da LF nº 8.429/92, com a redação atribuída pela LF nº 14.230/2021) não comprovação da 10 https://drive.google.com/open?id=1bR-_aciSZGBcAIRidimXC3P4aLx2WH2a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1claaaG9g7_FxFfhNzkJxhT6ZIqozN3wz/view?usp=drive_link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 suposta afronta ao princípio da impessoalidade (contratação direcionada) sentença de improcedência da demanda mantida. Recurso do Ministério Público desprovido (Relator Des. Paulo Barcellos Gatti, j. 03/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJSP - APELAÇÃO CÍVEL Nº 1009601-46.2019.8.26.0099: “(...) ausente prova de dolo e de dano ao erário, não configura improbidade administrativa a fixação do preço de referência da licitação por meio de consulta a empresas relacionadas entre si. - Inexiste óbice legal para o prosseguimento do pregão presencial com apenas um licitante.- O estrito cumprimento do contrato administrativo, firmado após regular licitação, não configura improbidade administrativa.- A comprovação do dolo é imprescindível para a configuração do ato de improbidade administrativa (Relatora Des. Teresa Ramos Marques, j. 16/11/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJAC 0800036-76.2017.8.01.0012: “(...) 1 Embora seja possível a rejeição liminar da ação, por outro lado, nada obsta a análise da configuração ou não de ato ímprobo durante a instrução processual, em que as partes terão oportunidade de produzir amplamente suas provas e exercitar a ampla defesa e o contraditório, e o julgador terá um maior amparo para formar o seu convencimento (...) 5. Conforme os novos ditames da LIA, o dolo precede a tipicidade das condutas previstas em seus artigos 9.º, 10 e 11, somado à comprovação do intuito de obter proveito ou benefício indevido, sendo insuficiente para a tipificação dos ilícitos ali especificados os meros atos voluntários de expediente do agente ou desempenho de competências públicas. 6. Não basta a simples ilegalidade ou mera irregularidade da conduta para a configuração do ato de improbidade, e, na consideração de que não restou demonstrado o dolo do apelante, entendo restar prejudicada a tipicidade das condutas imputadas na exordial, conforme preceitua os preceitos da Lei 14.230/2021, que alterou a Lei 8.429/1992. 7. Preliminares afastadas. Recurso provido. (TJ-AC - AC: 08000367620178010012 AC 0800036-76.2017.8.01.0012, Relator: Des. Júnior Alberto, Data de Julgamento: 30/11/2021, Segunda Câmara Cível, Data de Publicação: 07/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJRN - Apelação Cível nº 0100357-23.2015.8.20.0133 Ementa: (...) Sentença Que Reconheceu A Ausência De Dolo Específico Na Conduta Da Ex-Prefeita, Mas A Condenou Em Decorrência De Dolo Genérico. Art. 1o, §§ 1o, 2o E 3o Da Lei No 8.429/92, Incluídos Pela Lei No 14.230/2021. Dolo Específico Como Requisito Essencial Para Condenação De Agentes Públicos Por Improbidade Administrativa. Ato De Improbidade Não Configurado. Direito Administrativo Sancionador. Retroatividade Da Norma Mais Favorável Ao Demandado. Provimento Do Recurso. (Apelação Cível - 0100357-23.2015.8.20.0133, Tribunal De Justiça Do Estado Do Rio Grande Do Norte, Segunda Câmara Cível, Rel. Des. Ibanez Monteiro, 1 de Fevereiro de 2022). Acesse aqui o inteiro teor TJSP - Apelação Cível nº 1001594-31.2019.8.26.0369: Ementa: “(...) Superveniência da Lei n. 14.203/2021 que, em seu artigo 1º, §4º estabelece ao sistema de improbidade a aplicação dos princípios constitucionais do Direito Administrativo Sancionador. Retroatividade da norma mais benéfica, por disposição específica da mesma (art. 1.º §4.º). Supressão das modalidades culposas. Atos de improbidade administrativa somente dolosos, não verificados na espécie. Ausência de má-fé no trato com o dinheiro público ou obtenção de vantagem. Negligência durante a gestão. 8. Sentença reformada. Decreto de improcedência da ação. Recurso provido (Relator Des. Oswaldo Luiz Palu, 9ª Câmara de Direito Público, j. 10/11/2021)”. Acesse aqui o inteiro teor TJPE - Apelação Cível nº 0000271-56.2017.8.17.2720: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NÃO REPASSADA. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO ELEMENTO SUBJETIVO. DOLO ESPECÍFICO NÃO COMPROVADO. MERA IRREGULARIDADE EXPLICADA PELA DIFICULDADE INERENTE À ALOCAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS. ABSOLVIÇÃO. RECURSO PROVIDO. 1 - A ausência de repasse das contribuições previdenciárias não prescinde da demonstração do elemento subjetivo para 11 https://drive.google.com/open?id=1Yh5VQ229_66FpphN9bHi2StWGqL3MpJn&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1YWesJ9_zRn_1zNpLJFvPI-M6yENZIvPv&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1YqySKwvqOCffmMPWbpaIZOSPbYaC_CRR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1E39Ukmi7IkXIUrdIs_J18_xGxEiwHdrS/view?usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1YgNxA0KC1PRUQjxW3Atwku9ZX88EyOZ7&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs que configure ato de improbidade administrativa. 2 - Sendo assim, não se pode presumir que a ausência de repasse de contribuições previdenciárias tenha sido praticada com dolo específico de cometer ato de improbidade administrativa. 3 - Noutros termos, não há nos autos qualquer comprovação de que o apelante tenha agido com malícia e desprezo pela coisa pública, se utilizado do expediente em proveito próprio ou de terceiros ou causado grave dano injustificável ao Município por negligência ou imprudência. 4 - Com efeito, evidenciada a ausência de elemento subjetivo do apelante, pode-se concluir que não praticou ato de improbidade administrativa, mas meras irregularidades explicadas pela dificuldade inerente à administração de recursos públicos. 5 - Não configura ato ímprobo o não repasse da contribuição previdenciária retida dos servidores públicos, quando a verba é utilizada para o cumprimento de outra finalidade pública. 6 - Recurso provido. (Relator Des. Evanildo Coelho de Araújo Filho, CÂMARA REGIONAL DE CARUARU – 2ª TURMA, j. 12/09/2023)”. Acesse aqui o inteiro teor TJPE - Apelação Cível nº 0003021-43.2018.8.17.2640: “Nesse sentido, nota-se que não há na petição inicial da ação de improbidade rejeitada na origem sequer a indicação do elemento doloso que animou a conduta do agente. Ressalte-se que "[o] mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa." (§ 3º, do Art. 1º, da LIA) Portanto, diante das alterações legislativas promovidas pela Lei nº 14.230/2021 e da jurisprudência consolidada do STF, concluo que não há fundamento jurídico para a condenação do apelado com base no art. 11 da LIA, em virtude da revogação do tipo aberto e da exigência de rol taxativo de condutas, nem com base no art. 10, pela ausência de prova concreta de dano ao erário e de dolo específico. Ante o exposto, com esteio no Tema 1199 do STF e 706 do STJ c/c art. 932 do CPC, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo-se, pois, inalterada a sentença proferida na origem“ (Des. Evio Marques da Silva, Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru, j. 09/01/2024)”. Acesse aqui o inteiro teor § 4º. Aplicam-se ao sistema da improbidade disciplinado nesta Lei os princípios constitucionais do direito administrativo sancionador. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJGO. APELAÇÃO CÍVEL Nº 5435922-64.2018.8.09.0043. EMENTA: DUPLA APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. 14.230/21. RETROATIVIDADE. DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR. INTERESSE PROCESSUAL E INDÍCIOS DE ATO IMPROBO. DEFESA PRELIMINAR. DECISÃO QUE RECEBE A INICIAL. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. CONTRATAÇÃO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS AO MUNICÍPIO DE FIRMINÓPOLIS. PATROCÍNIO DE UM DOS CONTRATADOS DA DEFESAhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 Acesse aqui o inteiro teor. § 15. Se a imputação envolver a desconsideração de pessoa jurídica, serão observadas as regras previstas nos arts. 133, 134, 135, 136 e 137 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 16. A qualquer momento, se o magistrado identificar a existência de ilegalidades ou de irregularidades administrativas a serem sanadas sem que estejam presentes todos os requisitos para a imposição das sanções aos agentes incluídos no polo passivo da demanda, poderá, em decisão motivada, converter a ação de improbidade administrativa em ação civil pública, regulada pela Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 17. Da decisão que converter a ação de improbidade em ação civil pública caberá agravo de instrumento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 18. Ao réu será assegurado o direito de ser interrogado sobre os fatos de que trata a ação, e a sua recusa ou o seu silêncio não implicarão confissão. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 19. Não se aplicam na ação de improbidade administrativa: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) I - a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) II - a imposição de ônus da prova ao réu, na forma dos §§ 1º e 2º do art. 373 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil); (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) III - o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato, competindo ao Conselho Nacional do Ministério Público dirimir conflitos de atribuições entre membros de Ministérios Públicos distintos; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) IV - o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução de mérito. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJPE 0000019-80.2019.8.17.2850."(...) Em que pese ter o Superior Tribunal de Justiça, por meio da sua Primeira Seção, analisando o Tema nº 1042[1], determinado a suspensão dos processos em segunda instância que versem sobre a aplicação ou não do reexame necessário nas ações típicas de improbidade administrativa, tenho que por força das alterações promovidas pela Lei Federal n.º 14.230/2021 à LIA, não mais subsiste o instituto da remessa necessária em ações como a ora analisada.(...) (TJPE. 0000019-80.2019.8.17.2850, Relator: Des. Evio Marques da Silva, 24/01/2022 12:47). Acesse aqui o inteiro teor. No mesmo sentido: TJPE. 0000022-15.2017.8.17.2750. (Órgão julgador colegiado: Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru, Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho, 11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor. 81 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art133 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art134 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art135 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art136 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art136 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art136 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7347orig.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art373%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art373%C2%A72 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art373%C2%A72 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/open?id=12Q5ybqNfcZtXck1uABTLcIqWsTKa8cTk&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1lBUoy6cwrkqxnFHUGJc695jdirhAUOzt&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs TJPE. 0000039-38.2017.8.17.3110. (Órgão julgador colegiado: Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho, 11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000057-38.2018.8.17.2750. (Órgão julgador colegiado: Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho, 11/01/2022 10:44). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000454-08.2017.8.17.2500. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 24/01/2022 13:00. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000494-62.2017.8.17.2670. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/03/2022 08:14. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0001700-94.2015.8.17.0920. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 02/02/2022 18:46. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000060-90.2018.8.17.2750. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000106-53.2017.8.17.2770. 2ª Câmara Direito Público - Recife. Gabinete do Des. José Ivo de Paula Guimarães. 01/02/2022 07:36. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000320-27.2018.8.17.2150. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000321-12.2018.8.17.2150. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000324-64.2018.8.17.2150. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000451-11.2019.8.17.2750. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 01/02/2022 12:48. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 000953-05.2017.8.17.3110. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 21/03/2022 08:21. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE.0001958-62.2017.8.17.3110. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 11/01/2022 10:44. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000953-05.2017.8.17.3110. CÂMARA REGIONAL DE CARUARU – SEGUNDA TURMA.30/05/2022 10:58. Relator: Des. Evio Marques da Silva. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000543-38.2018.8.17.2260. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 30/05/2022 14:28. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000039-17.2018.8.17.2750. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 30/05/2022 10:58. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000364-81.2018.8.17.2300. Segunda Turma da Câmara Regionalde Caruaru. Gabinete do Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho. 18/05/2022 18:10. Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0003343-45.2017.8.17.3110. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Gabinete do Des. Evio Marques da Silva. 02/06/2022 14:28. Acesse aqui o inteiro teor. TJSP - Reexame Necessário nº 0053621-05.2007.8.26.0506: REEXAME NECESSÁRIO – AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – Lei de Improbidade Administrativa que foi alterada pela Lei Federal nº 14.230/21– Alteração legislativa que afastou a previsão de remessa oficial às ações de improbidade administrativa cujo pedido tenha sido julgado improcedente – Remessa necessária que não se aplica ao caso – Ainda que não houvesse a alteração legislativa, o reexame não seria aplicável – Sentença que julgou os pedidos procedentes em relação aos réus que foram mantidos no polo passivo da demanda – Reexame que apenas era cabível, anteriormente à alteração legislativa, para sentenças de carência da ação ou improcedência do pedido. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. (TJ-SP - Remessa Necessária Cível: 82 https://drive.google.com/open?id=1lBUoy6cwrkqxnFHUGJc695jdirhAUOzt&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1TWJ784d0xlb14ygY3lNBUwCvww1133KR&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=19dpXZrGoABoJz08CPgP3BzSLtjRxQh1H&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=11ySazkxMIC1PjFXaHZVz68Ol3KRfXV2F&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1AIP1pLprhhDraAdCLRcZgmLG0PUi08oQ&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1NJHYAG7j_80zIwLgEyxZ9LBvEyUOFwoO&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1zuDDQaN0djhvJHaYYUmkjByinHTNu77R&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=11s_raw81cG9UuKVo_kX6A7Pi4AJiIc15&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1AiSpepHB6XQZjBETNwnCsMw1KE3qdYDC&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1rfMVsTU7b6sL7L0qTyFhx0ICKcq3D5jA&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1Mc4IjPEexxKOothTy-ndIzOYuTzNxb9K&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1qjG8iThdegznMpqIMXmsbjB-0ZrFmnNl&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1lLxx5NdRWLtTb4yyzq0HlL0_7BWs4nu0&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1mtdAZsNVQheTTJksE6BDf0aqGtJ_rhp6&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1msyN2TFblTmiwW7dJMKey-UpWAnaMRQ0&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1mqsfHhkehW6ZmjunLK5hNquxxVfyA0Si&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1mpsbZJjoIip35wk0rd03UXFlhyOuaCt3&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1mpGKyf9HSV6x4KoK4W2YlyAXefmy57Oa&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs 00536210520078260506 SP 0053621-05.2007.8.26.0506, Relator: Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, Data de Julgamento: 18/12/2021, 2ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 18/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor TJMG. 1.0481.16.042886-0/001. EMENTA: REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ARTIGO 17-C, PARÁGRAFO 3º, DA LEI 14230/2021. NORMA DE CARÁTER PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. NÃO CONHECIMENTO DO REEXAME. - A Lei nº 14.230, publicada em 25/10/2021, inseriu o artigo 17-C, parágrafo 3º, na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), sendo a norma expressa no sentido de que não haverá reexame necessário nas sentenças de que trata a Lei 8429/92. Essa regra tem caráter eminentemente processual, e, portanto, aplicabilidade imediata (art. 14 do CPC). - A sentença - ato judicial já praticado regularmente - não está sendo atingida, isto é, a lei nova não a alcança. Os atos ainda não praticados (como o reexame) - são, no entanto, alcançados pela regra processual mais recente. (TJMG - Remessa Necessária-Cv 1.0481.16.042886-0/001, Relator(a): Des.(a) Wander Marotta , 5ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 24/03/0022, publicação da súmula em 28/03/2022). Inteiro teor não disponível. TJPR - REMESSA NECESSÁRIA N.º 0000602-12.2008.8.16.0059: Ementa: 1) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECURSO DE OFÍCIO, POR APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 19, DA LEI N. 4.717/65. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO EXPRESSA TRAZIDA PELA LEI N. 14.230/21. REGRA PROCESSUAL DE APLICABILIDADE IMEDIATA. a) Cuida-se de sentença de improcedência proferida em ação de improbidade administrativa, fundamentada no efetivo fornecimento de materiais e ausência de demonstração de conluio para a defraudação das licitações. b) Malgrado entendimento jurisprudencial no sentido de que aplica-se à ação de improbidade administrativa o reexame necessário determinado no art. 19, da Lei n. 4.717/65, há atualmente vedação legislativa expressa à revisão de ofício da decisão que encerrou a cognição da demanda, concluindo pela sua improcedência (art. 17, § 19, inciso IV, da Lei n. 8.429/92). c) Trata-se de regra processual de aplicabilidade imediata (art. 14, do CPC). Remessa necessária inadmissível, nos termos do art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil. 2) REEXAME NECESSÁRIO INADMISSÍVEL. (TJ-PR - REEX: 00006021220088160059 Cândido de Abreu 0000602-12.2008.8.16.0059 (Decisão monocrática), Relator: Leonel Cunha, Data de Julgamento: 04/11/2021, 5ª Câmara Cível, Data de Publicação: 04/11/2021) Acesse aqui o inteiro teor § 20. A assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia dos atos administrativos praticados pelo administrador público ficará obrigada a defendê-lo judicialmente, caso este venha a responder ação por improbidade administrativa, até que a decisão transite em julgado. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) (Vide ADIN 7042) (Vide ADIN 7043) STF - ADIs 7042 E 7043 O STF por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação direta para: (a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a restabelecer a existência de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa e para a celebração de acordos de não persecução civil; 83 https://drive.google.com/open?id=1YlKP4MAloWpP0BueX3nw7FfkoEBlHKIC&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1YkYZD-BKVdK4ah2VJiOvvtnhGHw8dyyb&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 (b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do §20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe "obrigatoriedade de defesa judicial", havendo, porém, a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia; (c) declarar a constitucionalidade do art. 17, § 14, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021 e do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021. Acesse aqui o inteiro teor. § 21. Das decisões interlocutórias caberá agravo de instrumento, inclusive da decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 17-A. (VETADO): (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)I - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) II - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) III - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 1º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 3º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 4º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 5º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Art. 17-B. O Ministério Público poderá, conforme as circunstâncias do caso concreto, celebrar acordo de não persecução civil, desde que dele advenham, ao menos, os seguintes resultados: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) I - o integral ressarcimento do dano; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) II - a reversão à pessoa jurídica lesada da vantagem indevida obtida, ainda que oriunda de agentes privados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º. A celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo dependerá, cumulativamente: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) I - da oitiva do ente federativo lesado, em momento anterior ou posterior à propositura da ação; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) II - de aprovação, no prazo de até 60 (sessenta) dias, pelo órgão do Ministério Público competente para apreciar as promoções de arquivamento de inquéritos civis, se anterior ao ajuizamento da ação; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJMG - Apelação Cível nº 5013494-06.2021.8.13.0313: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR - ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO CIVIL - RESOLUÇÃO CNMP 174/2017 - LEI 14.230/21 - HOMOLOGAÇÃO - PROCEDIMENTO 84 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 INTERNO - COMPETÊNCIA DO ÓRGÃO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 1. O acordo de não persecução cível celebrado administrativamente pelo órgão do Ministério Público sujeita-se ao controle e à homologação pelo respectivo Conselho Superior. 2. O termo de acordo deve ser submetido ao CSMP, sob pena de violação à Resolução CNMP nº 174/20171 e à Resolução Conjunta PGJ CGMP CSMP nº /2019, não se prestando a homologação judicial ao fim de suprir a falta dessas providências, à luz do que estabelece a Lei nº 14.230/21 (TJMG. AC 5013494-06.2021.8.13.0313. 19ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 10/03/2022). Acesse aqui inteiro teor III - de homologação judicial, independentemente de o acordo ocorrer antes ou depois do ajuizamento da ação de improbidade administrativa. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJSC - Ação Rescisória Nº 503079356.2021.8.24.0000: Ementa: AÇÃO RESCISÓRIA. PRETENDIDA DESCONSTITUIÇÃO DE SENTENÇA NÃO RECORRIDA. CUMULAÇÃO DOS CARGOS DE VEREADOR COM OUTRO, DEMISSÍVEL AD NUTUM. CONDENAÇÃO POR INFRAÇÃO DO ART. 11 DA LEI N. 8.429/92. PLEITO DE HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO CÍVEL CELEBRADO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA NO CURSO DA AÇÃO RESCISÓRIA. INCOMPETÊNCIA DO ÓRGÃO COLEGIADO PARA A HOMOLOGAÇÃO. ACORDO QUE SOMENTE PODE SER CELEBRADO NO CURSO DA INVESTIGAÇÃO, NO CURSO DA AÇÃO DE IMPROBIDADE OU NO MOMENTO DA EXECUÇÃO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. EXEGESE DO ART. 17-B, § 4º, DA LEI N. 8.429/92 (INCLUÍDO PELA LEI N. 14.230/2021). Sendo a ação rescisória de competência originária dos Tribunais, sem qualquer conotação de juízo recursal e alheia ao cumprimento de sentença, exceto quanto a impedir/suspender o seu prosseguimento (se concedida liminar neste sentido), não compete a esta Corte a análise do pedido de homologação de acordo firmado entre as partes cujo objeto diz com as sanções e a indenização fixadas na decisão rescindenda em execução. REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. SUSPENSÃO DO FEITO RESCINDENDO, PELO PRAZO DE 120 (CENTO E VINTE) DIAS, PARA O EXAME DO PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DO ACORDO, FINDOS OS QUAIS, NÃO VINDO AOS AUTOS NOTÍCIA DE CHANCELA AO ACORDO, RETOMAR-SE-Á O JULGAMENTO. (TJSC. Ação Rescisória Nº 503079356.2021.8.24.0000, Rel. Desa.Vera Lúcia Ferreira Copetti, 4ª Câmara de Direito Público, por unanimidade, julgado em 02/12/2021). Acesse aqui inteiro teor § 2º. Em qualquer caso, a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo considerará a personalidade do agente, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do ato de improbidade, bem como as vantagens, para o interesse público, da rápida solução do caso. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 3º. Para fins de apuração do valor do dano a ser ressarcido, deverá ser realizada a oitiva do Tribunal de Contas competente, que se manifestará, com indicação dos parâmetros utilizados, no prazo de 90 (noventa) dias. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário. Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui 85 https://drive.google.com/file/d/1_Q2uBuzWtAxINYGkzhC0Kwih2--iZ0HI/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1rk_Kc0HTMBzEtySRJDtzU-KNvtX1rxe3/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs Confira a íntegra da decisão liminar – Clique aqui ADI 7156 Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 § 4º. O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá ser celebrado no curso da investigação de apuração do ilícito, no curso da ação de improbidade ou no momento da execução da sentença condenatória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - EARESP 102.585- INFORMATIVO 728: Tema: Improbidade administrativa. Fase recursal. Acordo. Não persecução cível. Possibilidade. Art. 17, § 1º da Lei n. 8.429/1992. Alterado pela Lei n. 13.964/2019 (Pacote Anticrime). (Informativo 728, STJ. EAREsp 102.585-RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Seção, por unanimidade, julgado em 09/03/2022). Acesse aqui inteiro teor STJ - ARESP 1.314.581/SP - INFORMATIVO 686: Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. ACORDO N O AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPROBIDADE A DMINISTRATIVA. HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL DO AJUSTE. ART. 17, § 1º, DA LEI N. 8.429/1992, COM REDAÇÃO ALTERADA PELA LEI N. 13.964/2019. 1. Trata-se de possibilidade, ou não, de homologação judicial de acordo no âmbito de ação de improbidade administrativa em fase recursal. 2. A Lei n. 13.964/2019, de 24 dedezembro de 2019, alterou o § 1º do art. 17 da Lei n. 8.429/1992, o qual passou a prever a possibilidade de acordo de não persecução cível no âmbito da ação de improbidade administrativa. 3. No caso dos autos, as partes objetivam a homologação judicial de acordo no bojo do presente agravo em recurso especial, o qual não foi conhecido, por maioria, por esta e. Primeira Turma, mantendo-se o acórdão proferido pelo TJSP que condenou o recorrente à modalidade culposa do art. 10 da LIA, em razão de conduta omissiva consubstanciada pelo não cumprimento de ordem judicial que lhe fora emitida para o fornecime nto ao paciente do medicamento destinado ao tratamento de deficiência coronária grave, o qual veio a falecer em decorrência de infarto agudo de miocárdio, ensejando, por conseguinte, dano ao erário, no montante de R$ 50.000,00, devido à condenação do Município por danos morais em ação indenizatória. 4. O Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo deliberou, por unanimidade, pela homologação do Termo de Acordo de Não Persecução Cível firmado entre a Promotoria de Justiça do Município de Votuporanga e o ora agravante, nos termos das Resoluções n. 1.193/2020 do Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo e n. 179/2017 do Conselho Nacional do Ministério Público, tendo em vista a conduta culposa praticada pelo ora recorrente, bem como a reparação do dano ao Município. 5. Nessa linha de percepção, o Ministério Público Federal manifestou-se favoravelmente à homologação judicial do acordo em apreço asseverando que: "Realmente, resta consignado no ajuste que apesar de ter causado danos ao erário, o ato de improbidade em questão foi praticado na modalidade culposa, tendo o Agravante se comprometido a reparar integralmente o Município no valor atualizado de R$ 91.079.91 (noventa e um mil setenta e nove reais e noventa e um centavos), além de concordar com a aplicação da pena de proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos (e-STJ 998/1005). Em suma, os termos do ajuste não distanciam muito da condenação originária (e-STJ 691), revelando adequação para ambas as partes. Resta a toda evidência, portanto, que a transação celebrada entre o Agravante e o Agravado induz a extinção do feito na forma do art. 487, III, "b", do CPC ." (e-STJ fls. 1.036-1.037). 6. Dessa forma, tendo em vista a homologação do acordo pelo Conselho Superior do MPSP, a conduta culposa praticada pelo ora recorrente, bem como a 86 https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1HyNNTcO4dNUf74IAjhLsFKJeqIxKikvQ/view?usp=sharing reparação do dano ao Município de Votuporanga, além da manifestação favorável do Ministério Público Federal à homologação judicial do acordo, tem-se que a transação deve ser homologada, ensejando, por conseguinte, a extinção do feito, com resolução de mérito, com supedâneo no art. 487, III, "b", do CPC/2015. 7. Homologo o acordo e julgo prejudicado o agravo em recurso especial .(Acordo no AREsp 1314581/SP, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 23/02/2021, DJe 01/03/2021) Acesse aqui inteiro teor STJ - EDcl no AgInt nos EDcl no Agravo em RESp Nº 1765046: EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Os embargos de declaração têm ensejo quando há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no julgado. 2. Hipótese em que não há no acórdão nenhuma situação que dê amparo ao recurso integrativo, porquanto o vício alegado pelo embargante, na realidade, manifesta seu inconformismo com o desprovimento do agravo interno, sendo certo que a rediscussão do julgado é desiderato inadmissível em sede de aclaratórios. 3. Pleito de suspensão do processo para eventual celebração de acordo de não persecução cível desnecessário, eis que tal avença poderá ser celebrada até mesmo em sede de execução de sentença condenatória, nos termos do art. 17-B, § 4º, da Lei n. 8.429/1992, com redação dada pela Lei n. 14.230/2021. 4. Embargos de declaração rejeitados (STJ. EDcl no AgInt nos EDcl no Agravo em RESp Nº 1765046 - PR, Rel. Ministro Gurgel de Faria, 1ª Turma, por unanimidade, julgamento em 13/12/2021). Acesse aqui inteiro teor STJ. AREsp n. 1.570.781/RS. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ACORDO. ART. 17, § 1º, DA LEI 8.429/1992, NA REDAÇÃO DA LEI 13.964/2019. PAPEL DO JUDICIÁRIO NA HOMOLOGAÇÃO DA AVENÇA. CONTROLE DOS REQUISITOS FORMAIS E DO PRÓPRIO CONTEÚDO DA AUTOCOMPOSIÇÃO. 1. Na origem, a requerida foi condenada pela prática do ato de improbidade administrativa previsto no art. 11, II e V, da Lei 8.429/1992 (antes da redação da Lei 14.230/2021), porque comprovado que, na condição de Presidente da Comissão de Licitação, permitiu que os convites das três empresas participantes do certame fossem recebidos pela mesma pessoa, que também representou, de forma conjunta, os licitantes na solenidade de abertura da licitação. Considerando que duas das três empresas foram inabilitadas por ausência de documentação, tendo o preposto - comum a todas - abdicado do prazo recursal, levando à adjudicação do objeto em favor da Medicalway, entendeu-se que a requerida frustrou o caráter competitivo do procedimento, motivo pelo qual a ela foram impostas as seguintes penas, nos termos do art. 12, III, da Lei 8.429/1992 (antes da redação da Lei 14.230/2021): a) suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 3 (três) anos; b) pagamento de multa civil arbitrada em uma vez o valor bruto da última remuneração percebida como servidor público do Município de Novo Hamburgo; e c) proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. 2. Frustradas as tentativas da requerida de reverter, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, o quanto decidido na origem, sobreveio a manifestação do MPRS de fls. 1.634-1.657 (e-STJ), comunicando a celebração de acordo, nos termos do art. 17, § 1º, da Lei 8.429/1992, na redação que lhe foi dada pela Lei 13.964/2019. 3. Observo que as partes transacionantes aumentaram, substancialmente, o valor da multa civil aplicada à requerida, a fim de substituir as sanções aplicadas judicialmente de: a) suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 3 (três) anos e; b) proibição de contratar com o Poder Público e dele receber incentivos e beneficios fiscais e creditícios pelo prazo de 3 (três) anos. 4. É possível aferir, já aqui no STJ, que o acordo celebrado entre a requerida e o Ministério Público do Rio Grande do Sul, com anuência da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo e parecer favorável do Parquet Federal, está em condições de ser homologado em vista do atendimento ao interesse público, porque: a) atinente à modalidade do art. 11 da Lei 8.429/1992, de menor gravidade, haja vista que, conforme liminar deferida na ADI/STF 6.678 pelo Min. Gilmar Mendes, já não é aplicável a sanção de suspensão de 87 https://drive.google.com/file/d/1eQquspgP2O0ZOK-26hRkQjEF_7JEWLzb/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1F1ia2zyrFMtorV16PMXMr2vxiBBOjqyT/view?usp=sharing direitos políticos em improbidades de tal natureza; b) não houve conduta dolosa que tivesse causado dano patrimonial ao Erário nem enriquecimento ilícito do agente (arts. 9º e 10 da Lei 8.429/1992), o que afasta a reserva antes relatada; c) a multa civil aplicada judicialmente a título de sanção foi preservada tal como imposta na sentença, com fixação do valor devido em valores atualizados no corpo do acordo (R$ 11.705,00);d) foi avençada a incidência de novos valores a título de multa civil a fim de substituir as sanções de suspensão de direitos políticos e proibição de contratação com o poder público e recebimento de incentivos fiscais: (a) para substituir a suspensão de direitos políticos, multa civil de cinco vezes o valor bruto atualizado da última remuneração percebida (R$ 58.525,00); e (ii) para substituir a proibição de contratar com o Poder Público e receber incentivos, multa civil de três vezes o valor bruto atualizado da última remuneração percebida (R$ 35.115,00); totalizando a quantia de R$ 105.345,00; e) não há notícia de que a requerida seja reincidente na prática; f) o Município de Novo Hamburgo/RS e o Ministério Público Federal aquiesceram com os termos do acordo; e g) o incremento substancial de valores de multa civil estabelecido no ajuste, como forma de substituição das sanções de suspensão dos direitos políticos e de proibição de contratar com o poder público, será revertido integralmente no projeto municipal "Jovem Empreendedor". Tal projeto visa ofertar oficinas para capacitação de adolescentes e de jovens, entre 14 e 21 anos, em empreendedorismo e desenvolvimento em linguagem de programação em informática, com base em estudo realizado pelo Sebrae. A cidade de Novo Hamburgo contabiliza, atualmente, 6.325 adolescentes e jovens na citada faixa etária inseridos no cadastro único, e o projeto abrangerá 500 adolescentes e jovens e, de forma imediata, após a homologação judicial, passará a surtir efeitos concretos, com a capacitação de centenas de adolescentes para o mercado de trabalho. 5. Acordo homologado com fundamento no art. 487, III, "b" do CPC c.c art. 17, § 1º, da Lei 8.429/1992, na redação originária da Lei 14.964/2019. Embargos de Declaração de fls. 1.677-1732 e 1.740/1.745 (e-STJ) prejudicados. (Acordo no AREsp n. 1.570.781/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 19/4/2022, DJe de 27/6/2022.). Inteiro teor aqui. § 5º. As negociações para a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo ocorrerão entre o Ministério Público, de um lado, e, de outro, o investigado ou demandado e o seu defensor. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 6º. O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá contemplar a adoção de mecanismos e procedimentos internos de integridade, de auditoria e de incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica, se for o caso, bem como de outras medidas em favor do interesse público e de boas práticas administrativas. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 7º. Em caso de descumprimento do acordo a que se refere o caput deste artigo, o investigado ou o demandado ficará impedido de celebrar novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, contado do conhecimento pelo Ministério Público do efetivo descumprimento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 17-C. A sentença proferida nos processos a que se refere esta Lei deverá, além de observar o disposto no art. 489 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil): (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) 88 https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=201902516513&dt_publicacao=27/06/2022 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art489 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 I - indicar de modo preciso os fundamentos que demonstram os elementos a que se referem os arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, que não podem ser presumidos; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) II - considerar as consequências práticas da decisão, sempre que decidir com base em valores jurídicos abstratos; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) III - considerar os obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados e das circunstâncias práticas que houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) IV - considerar, para a aplicação das sanções, de forma isolada ou cumulativa: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) a) os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) b) a natureza, a gravidade e o impacto da infração cometida; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) c) a extensão do dano causado; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) d) o proveito patrimonial obtido pelo agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) e) as circunstâncias agravantes ou atenuantes; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) f) a atuação do agente em minorar os prejuízos e as consequências advindas de sua conduta omissiva ou comissiva; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) g) os antecedentes do agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) V - considerar na aplicação das sanções a dosimetria das sanções relativas ao mesmo fato já aplicadas ao agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) VI - considerar, na fixação das penas relativamente ao terceiro, quando for o caso, a sua atuação específica, não admitida a sua responsabilização por ações ou omissões para as quais não tiver concorrido ou das quais não tiver obtido vantagens patrimoniais indevidas; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) VII - indicar, na apuração da ofensa a princípios, critérios objetivos que justifiquem a imposição da sanção. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º. A ilegalidade sem a presença de dolo que a qualifique não configura ato de improbidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. Na hipótese de litisconsórcio passivo, a condenação ocorrerá no limite da participação e dos benefícios diretos, vedada qualquer solidariedade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7237 – ANPR Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui 89 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950 Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7156 Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 188– Improbidade Administrativa V (clique aqui) 1) No ato de improbidade administrativa do qual resulta prejuízo, a responsabilidade dos agentes em concurso é solidaria. 2) Nas ações de improbidade administrativa com pluralidade de réus, a responsabilidade entre eles é solidária até, ao menos, a instrução final do feito, momento em que se delimita a quota de responsabilidade de cada agente para fins de ressarcimento ao erário 3) Na hipótese de não delimitação da cota de responsabilidade solidária dos corréus pelo ressarcimento ao erário na fase instrutória da ação de improbidade, é possível a discussão a respeito da individualização do dano no momento da liquidação de sentença. § 3º. Não haverá remessa necessária nas sentenças de que trata esta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 5) É necessária a intimação do membro do Ministério Público que atua perante a segunda instância para acompanhar os processos de improbidade administrativa ajuizados pelo Parquet na primeira instância, pois o MP que oficia em primeiro grau de jurisdição não atua perante o Tribunal ad quem. Art. 17-D. A ação por improbidade administrativa é repressiva, de caráter sancionatório, destinada à aplicação de sanções de caráter pessoal previstas nesta Lei, e não constitui ação civil, vedado seu ajuizamento para o controle de legalidade de políticas públicas e para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Parágrafo único. Ressalvado o disposto nesta Lei, o controle de legalidade de políticas públicas e a responsabilidade de agentes públicos, inclusive políticos, entes públicos e governamentais, por danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, à ordem econômica, à ordem urbanística, à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos e ao patrimônio público e social submetem-se aos termos da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STF – ADI 7156 O STF irá analisar em ADI o artigo 17-D, entre outros dispositivos. Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça 90 https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7347orig.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 Última decisão proferida: não há. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 STJ- Jurisprudência em teses - Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III (clique aqui) 2) Na ação civil pública por ato de improbidade administrativa, é cabível a compensação por danos morais na defesa de interesse difuso ou coletivo. Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. Art. 18. A sentença que julgar procedente a ação fundada nos arts. 9º e 10 desta Lei condenará ao ressarcimento dos danos e à perda ou à reversão dos bens e valores ilicitamente adquiridos, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) § 1º. Se houver necessidade de liquidação do dano, a pessoa jurídica prejudicada procederá a essa determinação e ao ulterior procedimento para cumprimento da sentença referente ao ressarcimento do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos bens. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. Caso a pessoa jurídica prejudicada não adote as providências a que se refere o § 1º deste artigo no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da sentença de procedência da ação, caberá ao Ministério Público proceder à respectiva liquidação do dano e ao cumprimento da sentença referente ao ressarcimento do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos bens, sem prejuízo de eventual responsabilização pela omissão verificada. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 3º. Para fins de apuração do valor do ressarcimento, deverão ser descontados os serviços efetivamente prestados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 4º. O juiz poderá autorizar o parcelamento, em até 48 (quarenta e oito) parcelas mensais corrigidas monetariamente, do débito resultante de condenação pela prática de improbidade administrativa se o réu demonstrar incapacidade financeira de saldá-lo de imediato. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TJ-RJ. Processo nº 0059519-73.2015.8.19.0001"(...) São essas as razões pelas quais considero constitucionais e retroativas as mudanças estabelecidas pela Lei n. 14.230/2021 no caput e incisos do art. 11 da Lei n. 8.429/1992. (...) Considero, à vista das considerações até aqui esposadas, inconstitucionais a nova redação conferida pela Lei n. 14.230/2021 ao art. 12, I, da Lei n. 8.429/1992 e o art. 18, § 4º, introduzido no mesmo diploma, pois reduzem a penalidade aplicável a atos de improbidade administrativa que geram enriquecimento ilícito, prejudicando o mandamento constitucional de repressão a esse tipo de infração (art. 37, § 4º, da CRFB) e violando o dever de proporcionalidade (art. 5º, LIV, da CRFB). (TJRJ. Processo nº 0059519-73.2015.8.19.0001. 2ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA CAPITAL, Juiz de Direito Bruno Bodart). Acesse aqui o inteiro teor. 91 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/open?id=1bKN-s0v1MlD_c_DUYrAj3Eb1OCKC-BU4&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs Art. 18-A. A requerimento do réu, na fase de cumprimento da sentença, o juiz unificará eventuais sanções aplicadas com outras já impostas em outros processos, tendo em vista a eventual continuidade de ilícito ou a prática de diversas ilicitudes, observado o seguinte: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) I - no caso de continuidade de ilícito, o juiz promoverá a maior sanção aplicada, aumentada de 1/3 (um terço), ou a soma das penas, o que for mais benéfico ao réu; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) II - no caso de prática de novos atos ilícitos pelo mesmo sujeito, o juiz somará as sanções. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Parágrafo único. As sanções de suspensão de direitos políticos e de proibição de contratar ou de receber incentivos fiscais ou creditícios do poder público observarão o limite máximo de 20 (vinte) anos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) CAPÍTULO VI Das Disposições Penais Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente. Pena: detenção de seis a dez meses e multa. Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante estásujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado. Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual. § 1º. A autoridade judicial competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, do emprego ou da função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida for necessária à instrução processual ou para evitar a iminente prática de novos ilícitos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º O afastamento previsto no § 1º deste artigo será de até 90 (noventa) dias, prorrogáveis uma única vez por igual prazo, mediante decisão motivada. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - Jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 6) O afastamento cautelar de agente público durante a apuração dos atos de improbidade administrativa se legitima como medida excepcional se configurado risco à instrução processual, não é, portanto, lícito invocar relevância, hierarquia ou posição do cargo para a imposição da medida. 92 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf STJ - Jurisprudência em teses Jurisprudência em teses - Edição nº 188 – Improbidade Administrativa V (clique aqui) 11) O agente político eleito tem legitimidade ativa para ajuizar pedido de suspensão com o objetivo de sustar efeitos de decisão que o afastou cautelarmente do cargo para apuração de atos de improbidade administrativa. Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe: I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público; I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento; (Redação dada pela Lei nº 12.120, de 2009). I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento e às condutas previstas no art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas. § 1º. Os atos do órgão de controle interno ou externo serão considerados pelo juiz quando tiverem servido de fundamento para a conduta do agente público. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões deverão ser consideradas na formação da convicção do juiz, sem prejuízo da análise acerca do dolo na conduta do agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 3º. As sentenças civis e penais produzirão efeitos em relação à ação de improbidade quando concluírem pela inexistência da conduta ou pela negativa da autoria. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) TRF 3 - APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº 0001238-74.2015.4.03.6122: (...) Determina o 21, §3º, da LIA que uma vez reconhecida, em sentença civil ou penal, a inexistência material do fato ou a negativa expressa da autoria, o referido reconhecimento judicial deve se estender à ação de improbidade em que sejam imputados ao réu os mesmos fatos. No caso destes autos, verifica-se que o corréu Jorge Luís Barreta, na ação penal 0002109-75.2013.40.6122, denunciado em coautoria com o ex-prefeito João Paulo Morandi como incurso nas penas do art. 1º, inciso II, do Decreto-Lei 201/67, foi absolvido por insuficiência de provas de que tenha concorrido para a infração penal. Tratando-se de absolvição com fundamento na mera insuficiência de provas, o resultado absolutório não se estende automaticamente a esta ação por improbidade, uma vez que, em decorrência da medida cautelar concedida na ADI 7236/DF, encontram-se suspensos os efeitos do parágrafo 4º do 21 da LIA, segundo a redação da Lei 14.230/21. (...) (Relator DES. FED. RUBENS CALIXTO, j. 18/12/2023). Acesse aqui o inteiro teor § 4º. A absolvição criminal em ação que discuta os mesmos fatos, confirmada por decisão colegiada, impede o trâmite da ação da qual trata esta Lei, havendo comunicação com todos os fundamentos de absolvição previstos no art. 386 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7237 – ANPR 93 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20188%20-%20Improbidade%20Administrativa%20V.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12120.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1E-vWzA2ZimYkt89j1dxsaw4mzxvazjo7/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art386 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art386 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui ADI 7236 – CONAMP Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário. Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui Confira a íntegra da decisão liminar – Clique aqui ADI 7156 Pendente de análise no STF Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 STF. ARE 1373069/MG."(...) No caso concreto, conforme documentos acostados aos autos (Vol. 2), os recorrentes foram incursos nas sanções do artigo 1º, I, “a”, da Lei 9.455/1997 (Art. 1º Constitui crime de tortura: I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa), e condenados em segundo grau de jurisdição com 2 (dois) anos de reclusão, em regime fechado. Desse modo, ficou comprovada a autoria e materialidade do crime em primeiro e segundo graus. Posteriormente, houve a extinção da punibilidade dos réus em razão da prescrição da pretensão punitiva do Estado (Vol. 17, fl. 7). Esta SUPREMA CORTE tem jurisprudência firme no sentido da independência das instâncias cível, penal e administrativa (...) O acórdão recorrido seguiu esse entendimento, razão pela qual merece ser mantido. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS (...)" (STF. ARE 1373069/MG. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe-077 DIVULG 22/04/2022 PUBLIC 25/04/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJSP - Ag. de Instrumento nº 2171166-37.2021.8.26.0000: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Decisãorecorrida que recebeu a petição inicial Atos de improbidade administrativa Ação penal trancada por este E. Tribunal de Justiça Lei nº 14.230/2021 que alterou a Lei de Improbidade Administrativa Para prever que a absolvição criminal em ação que discute os mesmos fatos, confirmada por decisão colegiada, impede o trâmite da ação da qual trata a Lei nº 8.429/92 Artigo 21, § 4º - Rejeição Da inicial para a agravante que se impõe Decisão reformada Agravo de instrumento provido (Relatora Des. Maria Laura Tavares, j. 06/12/2021). Acesse aqui o inteiro teor § 5º. Sanções eventualmente aplicadas em outras esferas deverão ser compensadas com as sanções aplicadas nos termos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação 94 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950 https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 https://drive.google.com/open?id=1dFtfQqzmjFK212Bw-GiFJXMc5GizEvrV&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1YhBCGpMGd_R-YhLOOtWsz2l0GXs-4MUY&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 formulada de acordo com o disposto no art. 14, poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo. Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta Lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. 14 desta Lei, poderá instaurar inquérito civil ou procedimento investigativo assemelhado e requisitar a instauração de inquérito policial. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) Parágrafo único. Na apuração dos ilícitos previstos nesta Lei, será garantido ao investigado a oportunidade de manifestação por escrito e de juntada de documentos que comprovem suas alegações e auxiliem na elucidação dos fatos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) CAPÍTULO VII Da Prescrição Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança; II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1o desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) Art. 23. A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) III - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STF – ARE 843989 – TEMA REPERCUSSÃO GERAL 1199 Teses Fixadas: 1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, 95 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art78a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art78a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm#art88.... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO, aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei. Acesse aqui os dados relativos à repercussão geral. STF – ADI 7156 Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 STF - Recurso Extraordinário com Agravo nº 1.329.722/PR: “Desse modo, em que pesem os fundamentos do Tribunal de origem em juízo de admissibilidade, entendo que a decisão a ser proferida por esta Corte no Tema 309 influenciará a solução desta demanda. Quanto à prescrição, tal questão deverá ser analisada após o julgamento de mérito do referido precedente de repercussão geral. O mesmo se aplica aos fundamentos alegados pelo recorrente na Petição 113143/2021, referentes à aplicação da Lei 14.230/2021 às ações pendentes. Diante do exposto, com fundamento no art. 1.036 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015 e no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do STF, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que aguarde a decisão de mérito do Supremo no Tema 309 da repercussão geral (Relator Min. Alexandre de Moraes, j. 17/12/2021)”. Acesse aqui o inteiro teor STJ - EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 1564776 - MG (2019/0240875-5): EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DOLO RECONHECIDO. IMPACTOS DAS NOVAS DISPOSIÇÕES DA LEI DE IMPROBIDADE. AUSÊNCIA. REDISCUSSÃO DAS QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS ACOLHIDOS, EM PARTE, SEM EFEITOS MODIFICATIVOS. 1. Os embargos de declaração, conforme dispõe o art. 1.022 do Código de Processo Civil, destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão ou corrigir erro material. 2. Faz-se necessária manifestação desta Corte a respeito dos impactos da decisão vinculante exarada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a presente demanda, especialmente em razão da superveniência do julgamento proferido no Tema n. 1.199, sob o regime da repercussão geral. 3. No tocante à aplicação da Lei n. 14.230/2021, o Pretório Excelso firmou teses segundo as quais (i) é necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva dolosa na tipificação dos atos de improbidade administrativa; (ii) a revogação da modalidade culposa de improbidade administrativa é, em regra, irretroativa; (iii) no caso de atos culposos praticados na vigência do texto anterior, porém sem condenação transitada em julgado, deve ser feita nova análise do elemento subjetivo; (iv) O novoregime prescricional não retroage, aplicando-se os novos marcos temporais apenas após a publicação da nova lei. 4. Inexistindo retroatividade das premissas jurídicas relativas ao marco prescritivo, não há possibilidade de modificação da conclusão na solução conferida ao presente caso. 5. Quanto à tipicidade da conduta, o acórdão recorrido manteve as conclusões da instância ordinária pela existência de dolo do agente, não se tratando de condenação por ato ímprobo culposo capaz de ensejar o reexame do elemento subjetivo da conduta. 6. Não há determinação do STF para aplicação retroativa do art. 17, § 10-F, II, da LIA, tampouco no que concerne à indicada taxatividade das condutas elencadas no art. 11 da referida norma. 7. Quanto à apontada inaplicabilidade do Tema n. 339/STF, a pretensão aclaratória não prospera, ficando manifesto o intuito de rediscussão das questões já foram apreciadas pelo aresto embargado. 8. O mérito da irresignação recursal dirigida 96 https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4652910&numeroProcesso=843989&classeProcesso=ARE&numeroTema=1199 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 https://drive.google.com/open?id=1YgrLlKEQ9pj7cBFrBk-pHD5kxRFJ8yPH&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs ao Superior Tribunal de Justiça não foi apreciado em relação à suscitada intransmissibilidade da multa aos herdeiros, ponto sobre o qual o órgão colegiado não conheceu do recurso especial ante a incidência da Súmula n. 283/STF, o que impôs a negativa de seguimento ao recurso extraordinário, em razão da incidência da tese contida no Tema n. 181/STF. 9. Hígido o acórdão embargado também em relação à negativa de seguimento derivada da incidência da conclusão constante dos Temas n. 660 e 895 do STF. 10. Embargos de declaração acolhidos em parte, sem efeitos infringentes. (STJ. EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL No 1564776 - MG, Rel. OG Fernandes, Corte Especial, por unanimidade, julgamento em 25/04/2023). Acesse aqui inteiro teor TRF 5 - 08117392320214050000 (...) 6. Pela nova lei não haveriaaqui de se falar em prescrição, considerando que, entre a data do fato (abril a outubro/2009) e a propositura da ação de improbidade (mar/2018), não transcorreram mais de 8 anos. 7. No entanto, pela regra vigente à época dos fatos, verifica-se que ocorreu a prescrição. Com efeito, percebe-se que o art. 23 , I , da LIA estabelece que o prazo prescricional quinquenal terá início com o fim do mandato do gestor. No caso, o ex-Prefeito PEDRO ROGÉRIO MORAIS, que permaneceu na Chefia do Executivo Municipal no período de 2009 a 2012. Como a ação de improbidade foi ajuizada mar/2018, incidiu o prazo extintivo quinquenal. 8. Impende realçar que o prazo prescricional a ser considerado não é individualizado, e sim um prazo único, para o gestor máximo, no caso o ex-Prefeito, e os demais participantes do suposto ato ímprobo. Dessa forma, o início do prazo prescricional se dera a partir do fim do exercício do mandato do ex-Prefeito PEDRO ROGÉRIO MORAIS, que ocorrera em 31 de dezembro do ano de 2012. 9. Agravo de instrumento provido, para reconhecer a ocorrência da prescrição da ação de improbidade originária. (TRF-5 - AI: 08117392320214050000, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO MACHADO CORDEIRO, Data de Julgamento: 08/03/2022, 2ª TURMA) Acesse aqui a ementa integral TJPE. 0004096-02.2009.8.17.0420. “(...) ao contrário do defendido pelos demandados quando de suas manifestações a respeito da possível ocorrência do evento da prescrição com base na moderna previsão contida na Lei nº 14.230/2021, observa-se que a Corte Suprema decidiu pela sua irretroatividade, conforme Tema 1199 e, por assim ser, não há como aplicar as novas regras previstas, mas sim aquela contida no texto original da Lei nº 8.492/92. (...)” (TJPE. 0004096-02.2009.8.17.0420. 2ª Câmara de Direito Público. Relator Des. José Ivo de Paula Guimarães, 16/12/2022). Acesse aqui inteiro teor. TJPE. 0018332-64.2022.8.17.9000. “4. Ou seja, com tal julgamento, não se autoriza a utilização retroativa dos novos marcos temporais previstos na Lei nº 14.230/2021, de modo que o juiz não poderia ter aplicado a nova regra contida no art. 23 da Lei ao caso em vigor, pois há tese vinculante prevendo a impossibilidade. Acesse aqui o inteiro teor. No mesmo sentido: TJPE. 0002384-79.2013.8.17.0470. 1ª Câmara de Direito Público, Gab. Des. Jorge Américo Pereira de Lira, 23/02/2023. Acesse aqui inteiro teor. TJPE. 0000878-88.2018.8.17.2670. “Pois bem, de modo a preservar uma uniformidade de tratamento na solução dada pelo Estado-Juiz nas causas que lhe são levadas a julgamento, impende que seja observada a inteligência do item 4 do Tema 1.199 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, com base no art. 932 do CPC, DOU PROVIMENTO ao recurso do Ministério Público para afastar a prescrição intercorrente e devolver os autos ao juízo de origem.” Acesse aqui o inteiro teor. No mesmo sentido: TJPE. 0000105-29.2016.8.17.0240. 1ª Câmara REGIONAL DE CARUARU – 2ª TURMA. Gabinete do Des. Honório Gomes do Rego Filho, 05/06/2023. Acesse aqui o inteiro teor. 97 https://drive.google.com/file/d/1YgIbyaINoIMHVzQnQfzr7KnuIrCj01kX/view?usp=drive_link https://drive.google.com/open?id=1-2GRqdSvOcnH8IGkAa-7m4v981zjtbeN&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1zRtiDTgpP0khM_hvCuArkYJSonyjEL6u/view?usp=sharing https://drive.google.com/open?id=15WK6_bJTvs2FXnnCuHnFBOpH269at38j&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1FpxJRvurWpF7q0mH3DMu86X5vinKJtwc/view?usp=share_link https://drive.google.com/file/d/11Wc8ZcAxIBH_Ajdg0vCcenktnQixmsJW/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/114xi_7bZdJSZI4i2YpABdmv4jJw_ms8V/view?usp=drive_link § 1º. A instauração de inquérito civil ou de processo administrativo para apuração dos ilícitos referidos nesta Lei suspende o curso do prazo prescricional por, no máximo, 180 (cento e oitenta) dias corridos, recomeçando a correr após a sua conclusão ou, caso não concluído o processo, esgotado o prazo de suspensão. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 2º. O inquérito civil para apuração do ato de improbidade será concluído no prazo de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias corridos, prorrogável uma única vez por igual período, mediante ato fundamentado submetido à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7237 – ANPR Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui § 3º. Encerrado o prazo previsto no § 2º deste artigo, a ação deverá ser proposta no prazo de 30 (trinta) dias, se não for caso de arquivamento do inquérito civil. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 4º. O prazo da prescrição referido no caput deste artigo interrompe-se: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) I - pelo ajuizamento da ação de improbidade administrativa; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) II - pela publicação da sentença condenatória; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) III - pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal que confirma sentença condenatória ou que reforma sentença de improcedência; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) IV - pela publicação de decisão ou acórdão do Superior Tribunal de Justiça que confirma acórdão condenatório ou que reforma acórdão de improcedência; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) V - pela publicação de decisão ou acórdão do Supremo Tribunal Federal que confirma acórdão condenatório ou que reforma acórdão de improcedência. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 5º. Interrompida a prescrição, o prazo recomeça a correr do dia da interrupção, pela metade do prazo previsto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STF – ARE 843989 – TEMA REPERCUSSÃO GERAL 1199 98 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6476950 https://drive.google.com/file/d/1FKaC8DjenFsi_a3lIton7CMgnSyF34vp/view?usp=drivesdk http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 Teses Fixadas: 1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO, aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei. Acesse aqui os dados relativos à repercussão geral. ADI 7236 – CONAMP Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui STF. AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.325.653 Na hipótese dos autos, foi publicada em 8 de junho de 2018, no Diário de Justiça, a decisão monocrática, proferida no âmbito do Superior Tribunal, que confirmou o acórdão condenatório proferido pelo TJDFT — havendo, ainda, majorado a condenação estabelecida no Tribunal Distrital. Inexistindo qualquer marco interruptivo (art. 202 do Código Civil), reputo que se verificou, em 8.6.2022, a prescrição da pretensão punitiva do réu, quando já havia entrado em vigor a Lei 14.230, de 2021. Cabe observar, ademais, que, conforme estatuído na Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (caput do art. 6º), a Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, os costumes e os princípios gerais do direito. (...) Reputo presentes, assim, os requisitos autorizadores de atribuição de efeito suspensivo, a teor do disposto no parágrafo único do art. 995 do Código de Processo Civil. TJSP. 2045135-35.2022.8.26.0000. Agravo de Instrumento – Ação civil pública – Improbidade administrativa – Decisão que reconhece prescrição intercorrente da pretensão sancionadora, com exceção da reparação de dano, à vista do advento da Lei nº 14.230/21 – Irretroatividade da lei nova – Direitos penal e administrativo sancionador que não são equivalentes – Se fossem estritamente idênticos, a própria norma-matriz constitucional que trata dos atos de improbidade, qual seja o art. 37, § 4.º, do Texto Maior, não se encarregaria de ressalvar a aplicabilidade das sanções cominadas "sem prejuízo da ação penal cabível", de modo a salvaguardar no ordenamento a coexistência de ambas as esferas, administrativa e penal, distintas entre si – Ações de ressarcimento ao erário, ademais, que são imprescritíveis (art. 37, § 5.º, da Constituição Federal) – Afastamento da aplicação retroativa da Lei nº 14.230/2021 que se impõe – Decisão reformada – Recurso provido. (TJSP; Agravo de Instrumento 2045135-35.2022.8.26.0000; Relator (a): Renato Delbianco; Órgão Julgador: 2ª Câmara de Direito Público; Foro de Taubaté - Vara da Fazenda Pública; Data do Julgamento: 22/07/2022; Data de Registro: 22/07/2022). Acesse aqui o inteiro teor. 99 https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4652910&numeroProcesso=843989&classeProcesso=ARE&numeroTema=1199 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://esaj.tjsp.jus.br/cjsg/getArquivo.do?conversationId=&cdAcordao=15873473&cdForo=0&uuidCaptcha=sajcaptcha_c4cc0127380d42b2a4aed7546f47c5c9&g-recaptcha-response=03ANYolquHtIEBpsdguaHgiSQavLWGvE29hMUcR27kuPxqIEHTZmHIPiQMH6pjyH4vCIaj8vklvmWaXBI6jKhAG-j-vZUKGTTe61CTXA0I0S-A5n8CklvCiaxBJ4-L9-nH4EumMJY0OecZpi5u4DbBtIA5D3PGLNmiDR4xDsVoEVYeU4vB2ZFcoTw5lvWny_WnmxJuYtyfsyzYzmCQoyy2Nuedf3JqlypqnHvu9xclbmP58n2QfHMcsBPLSSzR0G9eGjtGkGY-DVY2pZSa4oBm35lpK8YM1MebeBzngBmLrUyaVuYNbeMoKO-6E52mf7cUAjSH3yhMge54DskRRYe05xI6Ry5-YaM-Gm9Q0xXFnl9bxmYjgM6MVrDVFNLUnluiSk-eXRWeOopih0ZSS5ZoUgSGI9ActHPx6G13GEdzlbsmb8RREYVedURZ0f_mdRmF9jkCu2QlYBoWSht9gb48SyQ6SVmVF_v8rfbWAHHnIX2N2e9JqkWEGkmNctiWRd-6xPzfJC5z10I6quTI3EJeDGZGVEBqeVgHqPCnZg4JI2mtVyPIvg-1z7vwjYSZ3UYLW8-HliIrHXPy1WJjsSzigoYt43IKGb3ckQ TJSP- 2059538-09.2022.8.26.0000 – “AGRAVO DE INSTRUMENTO – Ação civil pública por ato de improbidade administrativa – Prescrição intercorrente reconhecida pelo juízo a quo – Retroatividade ou não dos novos prazos prescricionais previstos na Lei nº 14.230/21, devendo prevalecer, neste momento processual, o interesse público na apuração dos fatos – Inércia do autor não configurada, a afastar, a princípio, a ocorrência de prescrição intercorrente - Recurso provido”. Acesse aqui o inteiro teor. TJMT - APELAÇÃO CÍVEL Nº 0000952-78.1997.8.11.0041: Ementa: APELAÇÕES — IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA — SUPERVENIÊNCIA DA LEI No 14.230, DE 25 DE OUTUBRO DE 2021 — APLICAÇÃO AOS CASOS EM CURSO — POSSIBILIDADE — TRANSCURSO DO PRAZO DE OITO (8) ANOS ENTRE O PROTOCOLO DA INICIAL E A PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA NO DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO — CONSTATAÇÃO — PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE — DECRETAÇÃO DE OFÍCIO — IMPERIOSIDADE. Possível a retroatividade da lei mais benéfica em favor do réu na ação de improbidade administrativa, visto que a matéria “insere-se no âmbito do direito administrativo sancionador e, segundo doutrina e jurisprudência, em razão de sua proximidade com o direito penal, a ele se estende a norma do art. 5o, XVIII, da Constituição da República” (STJ, REsp 1353267/DF). Transcorrido mais de oito (8) anos entre a data do protocolo da inicial e a publicação da sentença no Diário da Justiça Eletrônico, impõe-se a decretação da prescrição intercorrente da pretensão de imposição de sanção decorrente da prática de ato de improbidade administrativa, nos termos do artigo 23, cabeça e § 8o, da Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, com a redação dada pela Lei no 14.230, de 25 de outubro de 2021. Decretado de ofício a prescrição intercorrente. Recursos prejudicados. (Apelação Cível Número: 0000952-78.1997.8.11.0041, Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo, Rel. Des. Luiz Carlos da Costa, TJMT, 17/02/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJCE 0003005-39.2015.8.06.0106. APELAÇÃO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SENTENÇA QUE RECONHECE A PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE, COM BASE NAS ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELA LEI FEDERAL Nº 14.230/2021 À LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.DE PESSOA ACUSADA EM AÇÃO PENAL. CRIME PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE EXCLUSIVIDADE NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. REGIME JURÍDICO DE CONTRATAÇÃO CUJOS DEVERES NÃO SÃO OS MESMOS DOS PROCURADORES CONCURSADOS. PREJUÍZO AO ERÁRIO. DOLO ESPECÍFICO NÃO DEMONSTRADO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS. ROL TAXATIVO. IMPUTAÇÃO GENÉRICA. CONDUTA NÃO TIPIFICADA. 1. Consoante o disposto no art. 1º, § 4º, da Lei n. 8.429/92, com redação dada pela Lei n. 14.430/21, aplicam-se ao sistema da improbidade os princípios constitucionais do direito administrativo sancionador. Sob essa ótica, as sanções penais e administrativas, em razão de suas semelhanças, submetem-se a regime jurídico similar, com a incidência de princípios comuns do Direito Publico Sancionador, especialmente os consagrados no texto constitucional, dentre eles o da possibilidade de retroatividade da lei penal mais benéfica (art. 5º, XL, CF). 2. Constatado que a Lei n. 14.230/2021 trouxe importantes inovações benéficas aos agentes ativos das condutas de improbidade administrativa, revela-se imperiosa a sua incidência no caso dos autos, a fim de beneficiar o requerido. 12 https://drive.google.com/file/d/11oyekFUe-0_-oqq_l5rnf2ZpQsg4qdDe/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/11oyekFUe-0_-oqq_l5rnf2ZpQsg4qdDe/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 3. O interesse processual, consagrado pela doutrina no trinômio necessidade-utilidade-adequação, mostra-se presente na demanda. A responsabilização do requerido pelos atos ímprobos eventualmente praticados requer o acionamento do Poder Judiciário, sendo certo que a ação civil pública por ato de improbidade administrativa se mostra adequada e útil para atender a expectativa do autor, qual seja, cominação das sanções legais. 4. Há preclusão consumativa para a pretensão recursal de inépcia da inicial e ausência de indícios da prática de ato de improbidade administrativa, posto que aventada em sede de defesa preliminar e rechaçada pela decisão inicial, não impugnada pelo interessado a tempo e modo. 5. A Lei n. 14.230/2021, ao alterar a redação do art. 10 da Lei n. 8.429/92, revogou a modalidade culposa da conduta improba que causa prejuízo ao erário, de modo que, atualmente, faz-se necessária a demonstração de dolo específico do agente, este definido como a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado (art. 1, § 2º). 6. O vínculo estabelecido entre o requerido e a administração pública municipal não tem por origem o concurso público, situação que afasta a aplicação do art. 30 do Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n. 8.096/94), uma vez que o advogado contratado, em que pese poder ser considerado funcionário público para fins penais (art. 327 do CP), não se equipara ao servidor público admitido por concurso para o cargo de procurador município. Aplicar o impedimento previsto no Estatuto da OAB para o advogado ou procurador admitido por concurso público para o advogado contratado via dispensa de licitação acarretaria analogia in malam parte, situação vedada pelo ordenamento jurídico. 7. A extensão do impedimento puro e simples a advogado sem vínculo estatutário ou celetista, sem perquirir a existência da vontade livre e consciente de transgredir uma norma administrativa, incorreria em aplicação indiscriminada das condutas de improbidade administrativa, o que não se coaduna com o espírito atual da Lei n. 8.429/92, com as alterações promovidas pela Lei n. 14.230/2021. 8. Inexiste nos autos a comprovação de prejuízo sofrido pela administração pública municipal pelo patrocínio da defesa da acusada pelo requerido, requisito exigido pelo caput do art. 10 da norma de regência, visto que não há informações de condenação e porque não houve a utilização da máquina pública para a prestação da defesa em questão. 9. A nova redação do art. 11 da lei de improbidade traz um rol exaustivo (numeros clausus), elencando todas as condutas violadoras de princípios administrativos. Foi suprimida a conjunção aditiva e e substituído o termo notadamente por caracterizada por uma das seguintes condutas, de modo que não existe mais a possibilidade de se adicionar a definição do caput com os exemplos dos incisos. 10. Para que houvesse a possibilidade de condenação do requerido por ato de improbidade administrativa que viole princípios da administração pública, além da ocorrer a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, a conduta precisaria se inserir em um dos incisos do art. 11 da norma, situação que não se verifica no caso dos autos. Apelações Cíveis conhecidas e desprovidas. Sentença mantida. (TJGO. 3ª Câmara Cível. DESEMBARGADOR ITAMAR DE LIMA Publicado em 25/04/2022 18:06:26). Acesse aqui o inteiro teor. § 5º. Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas funções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 6º. Estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada que receba subvenção, benefício ou 13 https://drive.google.com/open?id=1b6IoMTQYGbx29Y2kPNNLVlFBRf0yTGR-&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 incentivo, fiscal ou creditício, de entes públicos ou governamentais, previstos no § 5º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 7º. Independentemente de integrar a administração indireta, estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra no seu patrimônio ou receita atual, limitado o ressarcimento de prejuízos, nesse caso, à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) § 8º. Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser posteriormente prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Eficácia suspensa por decisão liminar do Ministro Alexandre de Moraes em 27 de dezembro de 2022 a ser referendada pelo plenário. Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui Confira a íntegra da decisão liminar – Clique aqui ADI 7156 O STF irá analisar em ADI o artigo 1º, § 8º, entre outros dispositivos. Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça Última decisão proferida: não há. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. Art. 2º. Para os efeitos desta Lei, consideram-se agente público o agente político, o servidor público e todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou 14 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588RETROATIVIDADE DAS NORMAS DE CONTEÚDO ESTRITAMENTE DE DIREITO MATERIAL. IRRETROATIVIDADE DAS NORMAS DE CONTEÚDO PROCESSUAL E TAMBÉM AS DE CONTEÚDO HÍBRIDO, A EXEMPLO DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. SENTENÇA REFORMADA PARA REJEITAR A PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE E, ASSIM, PERMITIR O PROSSEGUIMENTO DA DEMANDA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cuidam os autos de apelação interposta contra sentença que reconheceu a prescrição intercorrente da pretensão punitiva por ato de improbidade, em razão das alterações promovidas pela Lei Federal nº 14.230/2021. 2. É incabível a aplicação retroativa da prescrição intercorrente, prevista no art. 23, §5º, da Lei Federal nº 8.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa – LIA), dispositivo acrescido pela Lei Federal nº 14.230/2021, mesmo à luz do direito administrativo sancionador, pois sua aplicabilidade imediata não pode atingir atos processuais perfectibilizados, considerando que a norma tem conteúdo misto (processual e material). 3. Decerto, a prescrição intercorrente tem feitio de direito material, já que fulmina a pretensão punitiva, isto é, a aptidão do jus puniendi de ser reconhecido em juízo. Todavia, sua deflagração e interrupção se confunde com a prática de atos processuais (ajuizamento da ação de improbidade, prolação da sentença, publicação de decisão ou acórdão etc.) e tem como consequência imediata influenciar a marcha processual, sinalizando ao Poder Judiciário e às partes a urgência que se deve ou não imprimir à tramitação do feito e ao manejo das estratégias de defesa e acusação. Logo, considerando que a legislação à época não atribuía aos atos processuais a consequência de reiniciar ou interromper o lapso prescricional, não se pode reconhecer dos atos praticados à época, de forma retroativa, o decurso do prazo prescricional intercorrente, mesmo porque a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça era consolidada no sentido de que inexistia prescrição 100 https://drive.google.com/open?id=1n8T1oqR82btJoB4gDz5be-JFlQne5ku3&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/file/d/1DLOUXyJ7_n_JdmUmwY1soE2taO1HQRr2/view?usp=sharing intercorrente, à míngua de previsão legal. 4. Embora se apliquem ao sistema de proteção da probidade administrativa os princípios constitucionais do direito administrativo sancionador (art. 1º, §4º, da LIA), a similitude com o direito penal sancionador não é o mesmo que identidade. Explica-se: enquanto no direito penal, a proteção que se confere ao réu é justificadamente maior, por versar sobre o direito de liberdade do indivíduo; na seara administrativa, os direitos individuais passíveis de cerceamento temporário são de menor expressão (propriedade, liberdade contratual e exercício dos direitos políticos). Assim, conquanto se justifique a necessidade de proteção especial ao acusado frente ao direito punitivo do Estado (direito sancionador), despontam como bens jurídicos de igual relevância a proteção ao patrimônio público e a vedação ao retrocesso no combate à improbidade, princípios ínsitos ao direito administrativo que também possuem índole constitucional (art. 23, inciso I e art. 37, §4º, da CF/88). 5. É a principiologia constitucional e administrativa, portanto, que indica que o princípio da retroatividade das normas mais benéficas, embora existente, é aplicada, na seara do direito administrativo sancionador, de forma distinta que na do direito penal, mesmo porque o art. 5º, inciso XL, da Constituição Federal, ao instituir a retroatividade (irrestrita) das normas benéficas ao réu, menciona tão somente a lei penal. 6. Nesse trilhar, entende-se que a retroação de normas de conteúdo processual ou híbrido (processual e penal), na seara do direito administrativo sancionador, carece de expressa previsão legal, o que não existe no caso. De fato, o legislador, ao editar a Lei Federal nº 14.230/2021, sequer cuidou de instituir uma norma de transição, o que dirá disciplinar a retroação de normas benéficas. Nesse diapasão, a Lei Federal nº 14.230/2021, ao revogar as disposições da LIA que se referiam a normas do Código de Processo Penal, e instituir a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, "salvo o disposto nesta Lei" (art. 17, da LIA), indica que o respeito aos atos jurídicos processuais perfeitos (art. 14, do CPC e art. 6º, da LINDB) certamente é uma das diretrizes para a aplicação de normas processuais ou mistas. 7. Trata-se, ademais, de certa maneira, de aplicação por analogia da ratio decidendi da jurisprudência do STJ quando à (in)existência de prescrição intercorrente, antes do advento da Lei Federal 14.230/2021. Isso porque, se o entendimento era de que a prescrição intercorrente – embora prevista no sistema de direito penal sancionador – não se aplicava ao sistema de direito administrativo sancionador por não existir expressa previsão legal, entende-se que, mutatis mutandis, a aplicação retroativa do novel instituto dependeria, igualmente, de determinação legal inequívoca quanto à sua extensão frente aos atos processuais já praticados. 8. Apelação conhecida e provida, determinando-se o retorno dos autos ao juízo de origem, para prosseguimento da demanda. ACÓRDÃO Acordam os integrantes da Terceira Câmara de Direito Público do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, por uma de suas turmas julgadoras, à unanimidade, em conhecer da apelação, para dar-lhe provimento, tudo nos termos do voto do relator, parte integrante deste. Fortaleza, data informada pelo sistema. Desembargador WASHINGTON LUÍS BEZERRA DE ARAÚJO Relator (Apelação Cível - 0003005-39.2015.8.06.0106, Rel. Desembargador(a) WASHINGTON LUIS BEZERRA DE ARAUJO, 3ª Câmara Direito Público, data do julgamento: 21/03/2022, data da publicação: 21/03/2022). Acesse aqui o inteiro teor. TJCE - Apelação Cível - 0000059-88.2015.8.06.0205 - APELAÇÃO. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELA LEI FEDERAL Nº 14.230/2021 À LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RETROATIVIDADE DAS NORMAS DE CONTEÚDO ESTRITAMENTE DE DIREITO MATERIAL. IRRETROATIVIDADE DAS NORMAS DE CONTEÚDO HÍBRIDO, A EXEMPLO DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. MÉRITO. PRESTAÇÃO DE CONTAS TARDIA. MERA IRREGULARIDADE. AUSÊNCIA DE LESIVIDADE RELEVANTE. CONDUTA ATÍPICA À LUZ DA LEI DE IMPROBIDADE, COM A REDAÇÃO ORIGINAL E, SOBRETUDO, COM O TEXTO MODIFICADO PELA LEI FEDERAL Nº 14.230/2021. SENTENÇA REFORMADA PARA JULGAR IMPROCEDENTE A DEMANDA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cumpre rejeitar a aplicação retroativa da prescrição intercorrente, prevista no art. 23, §5º, da Lei Federal nº 8.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa – LIA), dispositivo acrescido pela Lei Federal nº 101 https://drive.google.com/open?id=1b14qfAZ0xOD-edR0S4oi2RMqfCUSTVOV&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs 14.230/2021, pois sua aplicabilidade imediata não atinge atos processuais perfectibilizados, já que a norma tem conteúdo misto (processual e material). 2. Decerto, a prescrição intercorrente tem feitio de direito material, já que fulmina a pretensão punitiva, isto é, a aptidão do jus puniendi de ser reconhecido em juízo. Todavia, sua deflagração e interrupção se confunde com a prática de atos processuais (ajuizamento da ação de improbidade, prolação da sentença, publicação de decisão ou acórdão etc.) e tem como consequência imediata influenciar a marcha processual, sinalizando às partes e ao Poder Judiciário a urgência que se deveria ou não imprimir à tramitação do feito e ao manejo das estratégias de defesa e acusação. Logo, considerando que a legislação à época não atribuía aos atos processuais a consequência de reiniciar ou interromper o lapso prescricional, não se pode reconhecer dos atos praticados à época, de forma retroativa, o decurso do prazo prescricional intercorrente, mesmo porque a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça – STJ era consolidada no sentido de que inexistia prescrição intercorrente, à míngua de previsão legal. 3. Superada essa prejudicial de mérito, entende-se, porém, que o pedido autoral deve ser julgado improcedente, pois, independentementehttps://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=12z0Qly7W9KlDRGv2nAKgvPlCbGbcr2ho&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 função nas entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - jurisprudência em teses - Edição nº 187 – Improbidade Administrativa IV (clique aqui) 2) É possível o enquadramento de estagiário no conceito de agente público para fins de responsabilização por ato de improbidade administrativa. 3) É possível responsabilizar o parecerista por ato de improbidade administrativa quando demonstrados indícios de que a peça jurídica teria sido redigida com erro grosseiro ou má-fé. 4) O Ministério Público possui legitimidade para propor ação civil pública por improbidade administrativa contra dirigentes das entidades que compõem os chamados serviços sociais autônomos - Sistema S. Parágrafo único. No que se refere a recursos de origem pública, sujeita-se às sanções previstas nesta Lei o particular, pessoa física ou jurídica, que celebra com a administração pública convênio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III (clique aqui) 5) É viável o prosseguimento de ação de improbidade administrativa exclusivamente contra particular quando há pretensão de responsabilizar agentes públicos pelos mesmos fatos em outra demanda conexa. STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 2046471 - SP (2021/0406142-2). DECISÃO (...). Vê-se que a lei de regência ampliou o conceito de agente público, não ficando este (conceito) restrito aos servidores públicos. Registre-se, pela pertinência, que "a novel Lei n.º 14.230, de 25, de outubro de 2021 (DOU de 26/10/2021) - a qual, promoveu uma reforma significativa no objeto e no rito da ação por atos de improbidade administrativa - consignou no parágrafo único, do artigo 2º, a possibilidade de sujeição dos particulares que celebram convênio com a administração pública às sanções ali previstas", conforme bem apontado pelo MPF à e-STJ fl. 795. No caso concreto, os autos evidenciam que ?o Sr. Christiano Mascarenhas Rangel captou recursos na forma de doações ou patrocínios (Mecenato), conforme estipulado na Lei 8.313/91 (Lei de Incentivo à Cultura), pela empresa Christiano M. Rangel - Entretenimento - Me., também ré, mas não prestou contas de seu destino? (e-STJ fl. 677), circunstância que equipara o dirigente da referida empresa a agente público para os fins de improbidade administrativa. (...)7. Enfim, os sujeitos ativos dos atos de improbidade administrativa não são apenas os servidores públicos, mas todos aqueles que estejam abrangidos no conceito de agente público, conforme os artigos 1º, parágrafo único, e 2º, da Lei 8.429/92. Nesse sentido: AgRg no REsp 1196801/MG, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 26/08/2014, MS 21.042/DF, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe 17/12/2015, E REsp 1081098/DF, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 03/09/2009. 8. Assim, tendo em vista que figura no polo passivo a AGROINDUSTRIAL URUARA S/A, equiparada a agente público, o processamento da Ação de Improbidade Administrativa é possível, pois há legitimidade passiva. 9. Recurso Especial provido. (REsp 1357235/PA, rel. Min. HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 30/11/2016) (Grifos acrescidos). Nesse passo, evidencia-se a legitimidade passiva do demandado e a necessidade do processamento da ação de 15 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20187%20-%20Improbidade%20Administrativa%20IV.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf improbidade administrativa. Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, II, ?c?, do RISTJ, CONHEÇO do agravo para DAR PROVIMENTO ao recurso especial, de modo a autorizar o processamento da ação de improbidade administrativa. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 10 de maio de 2022 Ministro GURGEL DE FARIA Relator (AREsp n. 2.046.471, Ministro Gurgel de Faria, DJe de 17/05/2022.). Inteiro teor aqui. Art. 3°. As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. Art. 3º. As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp: 1.307.646 RJ 2012/0017554-2. (...) Esta Corte tem decidido no sentido de inexistência de litisconsórcio necessário em ações de responsabilização por improbidade administrativa de servidores - como se verifica no presente caso, ainda mais quando ausente qualquer demonstração de prejuízo resultante da formação do polo passivo da demanda. Nesse sentido: REsp 408.219/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/09/2002, DJ 14/10/2002, p. 197; AgRg no AREsp 724.744/SC, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 27/10/2015, DJe 10/11/2015. XI - Não merecem conhecimento as alegações relativas à discussão a respeito da responsabilidade do recorrente, sob os fundamentos de ausência de ilicitude em avença que visava à contratação de pessoal e de inexistência de qualquer elemento anímico na realização de conduta violadora de princípios da administração pública. XII - Para o enfrentamento da referida tese, assim como para eventual superação do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário um revolvimento fático-probatório, medida incompatível com a sistemática do presente recurso especial, nos termos do enunciado n. 7 da Súmula desta Corte Superior. XIII - Agravo interno improvido. (STJ - AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp: 1.307.646 RJ 2012/0017554-2, Relator: Ministro FRANCISCO FALCÃO, Data de Julgamento: 5/2/2019, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 14/2/2019). Ante o exposto, com fulcro no art. 932, IV, " a" do CPC/2015, nego provimento ao agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem -se. Brasília, 01 de junho de 2022. Ministro OG FERNANDES Relator (AREsp n. 1.994.762, Ministro Og Fernandes, DJe de 03/06/2022.). Inteiro teor aqui. § 1º. Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, comprovadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos limites da sua participação. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STF – ADI 7156 O STF irá analisar em ADI a expressão “diretos” contida no artigo 3º, § 1º, entre outros dispositivos. Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça Última decisão proferida: não há. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 16 https://processo.stj.jus.br/processo/dj/documento/mediado/?tipo_documento=documento&componente=MON&sequencial=153093142&num_registro=202104061422&data=20220517&tipo=0 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://processo.stj.jus.br/processo/dj/documento/mediado/?tipo_documento=documento&componente=MON&sequencial=155316021&num_registro=202103092720&data=20220603&tipo=0 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615§ 2º. As sanções desta Lei não se aplicarão à pessoa jurídica, caso o ato de improbidade administrativa seja também sancionado como ato lesivo à administração pública de que trata a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ. AgInt no REsp n. 1.535.649/MA. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PESSOA JURÍDICA. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. SANÇÃO PECUNIÁRIA. SUPOSTO DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE COMANDO SUFICIENTE NO DISPOSITIVO APONTADO PARA AFASTAR A CONCLUSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA N. 284/STF. APLICAÇÃO POR ANALOGIA.ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - O acórdão recorrido adotou entendimento consolidado neste Tribunal Superior, segundo o qual a pessoa jurídica, beneficiária ou partícipe, também pode cometer ato de improbidade administrativa, sendo possível a aplicação das penalidades previstas na Lei n. 8.429/1992, desde que compatíveis com sua natureza jurídica. Precedentes. III - O Recorrente sustenta o descabimento da sanção pecuniária imposta em seu desfavor, porquanto seria sujeito passivo dos atos ímprobos apurados, sendo tal alegação inidônea a infirmar os fundamentos adotados pela Corte de origem no ponto, mormente aqueles relativos à constatada omissão estatal em impedir os desvios de recursos federais. Ausência de comando suficiente nos dispositivos apontados para alterar a conclusão, atraindo a aplicação, por analogia, da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. IV - Não apresentação de argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. V - Em regra, descabe a imposição da multa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. VI - Agravo Interno improvido. (AgInt no REsp n. 1.535.649/MA, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 13/6/2022, DJe de 15/6/2022.) TJMS. Agravo de Instrumento. Processo nº 1404743-58.2023.8.12.0000. POSSIBILIDADE DE BIS IN IDEM QUE DEVE SER ANALISADA QUANDO DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES CABÍVEIS. NECESSIDADE DE CONTINUIDADE DO FEITO COM A PESSOA JURÍDICA RÉ NO POLO PASSIVO - DECISÃO REFORMADA - RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. Acesse aqui o inteiro teor. Art. 4°. Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos. (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 5°. Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 6°. No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021) 17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1P170d2JfVPuPVwDwXoCFsT1qD6rTW_F5/view?usp=drive_link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 Art. 7°. Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito. Art. 7º. Se houver indícios de ato de improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos representará ao Ministério Público competente, para as providências necessárias. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança. Art. 8º. O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio transferido. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STF – ADI 7156 O STF irá analisar em ADI a expressão “apenas” do artigo 8º, entre outros dispositivos. Status do processo: concluso ao relator Ministro André Mendonça Última decisão proferida: não há. Acesse aqui o andamento e as peças da ADI 7156 Art. 8º-A. A responsabilidade sucessória de que trata o art. 8º desta Lei aplica-se também na hipótese de alteração contratual, de transformação, de incorporação, de fusão ou de cisão societária. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) Parágrafo único. Nas hipóteses de fusão e de incorporação, a responsabilidade da sucessora será restrita à obrigação de reparação integral do dano causado, até o limite do patrimônio transferido, não lhe sendo aplicáveis as demais sanções previstas nesta Lei decorrentes de atos e de fatos ocorridos antes da data da fusão ou da incorporação, exceto no caso de simulação ou de evidente intuito de fraude, devidamente comprovados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021) CAPÍTULO II Dos Atos de Improbidade Administrativa Seção I Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito Art. 9°. Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, 18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6396615 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente: Art. 9º. Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III (clique aqui) 7) Nas ações de improbidade administrativa com base nos arts. 9º e/ou 10 da Lei n. 8.429/1992 (dano ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito), somente os sucessores do réu estão legitimados a prosseguir no polo passivo, nos limites da herança, parafins de ressarcimento e pagamento da multa civil. TJPE. Sentença. Processo nº 0001432-92.2019.8.17.3250. “(...) Pois bem, no caso sub examine, as provas jungidas aos autos são irrefutáveis e cabais que geraram uma certeza indubitável de que o réu praticou atos reiterados de improbidade administrativa consistentes na utilização de bem móvel (carro-pipa) à disposição da administração pública em serviço particular, bem como usou, em proveito próprio, bem integrante do acervo patrimonial do Município, qual seja carros-pipa destinados ao abastecimento de água em órgãos públicos para abastecer a sua própria residência, de familiares e de amigos durante os anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. (...) A comprovação da prática de atos de improbidade administrativa deve ser extraída do contexto probatório (...) dolo na conduta do réu, pois, tinha conhecimento que a água que estava sendo utilizada na sua residência era destinada aos prédios públicos do Município e custeada, portanto, com recursos públicos. (...) quando a indenização por dano moral coletivo requerido na inicial, não há previsão de tal sanção na lei de improbidade administrativa, portanto, incabível tal condenação em sede de ação de improbidade administrativa (...). Acesse aqui o inteiro teor. TJPE. 0000715-13.2012.8.17.1250. NOMEAÇÃO DE CARGO COMISSIONADO. ENTREGA DE REMUNERAÇÃO. "RACHADINHA". EXECUÇÃO DE ATIVIDADES DISTINTAS DO CARGO NO HORÁRIO DO EXPEDIENTE. ELEMENTO SUBJETIVO PRESENTE. DOLO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO SERVIDOR PÚBLICO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. PENALIDADE DE SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS. GRAVIDADE DA CONDUTA RECONHECIDA. ADEQUAÇÃO DA PENA. PATAMAR MAIS ELEVADO JUSTIFICADO. PROIBIÇÃO DE CONTRATAR COM O PODER PÚBLICO. PENALIDADE AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PENALIDADE MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. Acesse aqui o inteiro teor. TJSP. 1009988-19.2018.8.26.0286 AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO OFICIAL PARA FINS PARTICULARES. Demandada que, na condição de vereadora da Câmara Municipal de Itu, realizou viagens com fins exclusivamente particulares, utilizando-se de veículo oficial, combustível e valores pagos pelo erário. Configurado o ato de improbidade administrativa previsto no artigo 9º, inc. IV, da Lei nº 8.429/92, com redação dada pela Lei nº 14.230/21. Dolo comprovado. Penalidade aplicada na r. sentença que observaos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Ação julgada procedente. Sentença mantida. Recurso improvido. (TJSP. APELAÇÃO CÍVEL Nº 1009988-19.2018.8.26.0286 de Itu. Relator Moacir Peres). Acesse aqui o inteiro teor. 19 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf https://drive.google.com/open?id=1nm8R4ifZTp-yM3_LlQi18WXZT9QvKbPB&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=166XYHtTAhk1Rv1rmbmU6NBWtvGbTWvBV&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://drive.google.com/open?id=1q7FrACgun41_8Eo2y2Zi6ehSGwOGHR_1&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs TJGO. 5544758-30.2019.8.09.0130. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RACHADINHA. CONDUTA DOLOSA. LEI 14.230/2021. (IR)RETROATIVIDADE. DOLO. TEMA 1199 DA REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. 1. No Tema 1199 da Repercussão Geral, o STF definiu as seguintes teses: "1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-se - nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA - a presença do elemento subjetivo - DOLO; 2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 - revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa -, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes; 3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021 é IRRETROATIVO, aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei". 2. A disposição benéfica da Lei nº 14.230/21 é ?irretroativa? para os processos já definitivamente julgados e ?retroativa? (isto é, aplicável) para os processos em curso, de modo que nestes últimos, a responsabilidade subjetiva (dolo) é necessária à tipificação dos atos de improbidade administrativa. 3. Firmado o acórdão em absoluta consonância com o precedente obrigatório do Supremo Tribunal Federal, faz-se mister exercer o juízo negativo de retratação e, assim, manter a conclusão do acórdão objeto de reanálise. JUÍZO NEGATIVO DE RETRATAÇÃO. ACÓRDÃO MANTIDO. Acorda o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, pela Quinta Turma Julgadora de sua Quarta Câmara Cível, à unanimidade de votos, em EXERCER O JUÍZO NEGATIVO DE RETRATAÇÃO, mantendo o acórdão que conheceu e negou provimento à Apelação Cível, tudo nos termos do voto do Relator. (TJGO. 5544758-30.2019.8.09.0130. Relator: Desembargador Diác. DELINTRO BELO DE ALMEIDA FILHO. 04/07/2023. Acesse aqui o inteiro teor. TJRN. APELAÇÃO CÍVEL - 0855573-24.2022.8.20.5001. EMENTA: APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE RESPONSABILIZAÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E RESSARCIMENTO DO DANO AO ERÁRIO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. EXERCÍCIO DE CARGO EM COMISSÃO JUNTO AO GABINETE DE PARLAMENTAR ESTADUAL. SERVIDOR FANTASMA. RECONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DE PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. ANÁLISE DO PEDIDO DE RESSARCIMENTO DO DANO AO ERÁRIO. APLICAÇÃO DO TEMA N.o 897/STF, FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. IMPRESCRITIBILIDADE DAS AÇÕES DE RESSARCIMENTO AO ERÁRIO FUNDADAS NA PRÁTICA DE ATO DOLOSO TIPIFICADO NA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DANO MATERIAL CONDIZENTE COM O CONJUNTO PROBATÓRIO COLACIONADO AO PROCESSO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DOS RECURSOS (APELAÇÃO CÍVEL, 0855573-24.2022.8.20.5001, Dra. Martha Danyelle Barbosa substituindo Des. Amilcar Maia, Terceira Câmara Cível, JULGADO em 05/12/2023, PUBLICADO em 05/12/2023). Acesse aqui o inteiro teor. I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público; II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado; 20 https://drive.google.com/file/d/18TfO2kYB_sh0jP9TWcLoqIlW9Hq7-UkA/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1l8groi3LoMaav4dIO7P5gdemp779Aolr/view?usp=sharing III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado; IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades; IV - utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores,de empregados ou de terceiros contratados por essas entidades; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) TJPE. 0001863-63.2018.8.17.3250. VEÍCULO OFICIAL. USO PRIVADO. BENEFÍCIO DE TERCEIRO. ENRIQUECIMENTO ILÍCITO CONFIGURADO. PREJUÍZO AO ERÁRIO CONFIGURADO. ELEMENTO SUBJETIVO COMPROVADO. CONVERGÊNCIA DE INTENÇÕES E VONTADES. RECURSO NÃO PROVIDO. 1 - Observa-se que se afigura incontroverso o uso do veículo oficial pelo primeiro apelante para viabilizar o transporte de material de campanha do segundo apelante. Assim, objetivamente, temos a configuração de ato de improbidade administrativa na modalidade do art. 9, IV, da LIA e do art. 10, XIII, da LIA. 2 - Restou configurado o prejuízo concreto ao erário, porquanto, durante o horário do expediente, valendo-se do veículo oficial e do combustível adquirido com dinheiro público, o servidor transportou material pertencente a terceiro, que se enriqueceu ilicitamente com este serviço. 3 - Subjetivamente, em relação a ambos os apelantes, tem-se a presença do dolo específico do cometimento da prática do ato de improbidade administrativa, afinal, a uma, o servidor atendeu a pedido de terceiro para lesar o erário transportando o material de campanha; e, a duas, o transporte ilícito do material de campanha tinha como único beneficiário e, portanto, interessado no ato praticado pelo agente público, o postulante ao cargo eletivo. Logo, afigura-se inquestionável a convergência de intenções e de vontades de conjuntamente lesar o erário e de se enriquecer com a conduta do servidor. Precedentes citados. 4 - Recurso não provido. (TJPE. APELAÇÃO CÍVEL Nº 0001863-63.2018.8.17.3250. Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru. Órgão julgador: Gabinete do Des. Evio Marques da Silva). Acesse aqui o inteiro teor. V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem; VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei; VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre qualquer dado técnico que envolva obras públicas ou qualquer outro serviço ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) 21 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://drive.google.com/file/d/1htnQU8BweUul9zvLrciMv-4ofjsv4YaQ/view?usp=sharing http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público; VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função pública, e em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput deste artigo, cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público, assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem dessa evolução; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade; IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza; X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado; XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei; XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei. Seção II Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente: Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) ADI 7236 – CONAMP Pendente de análise no STF Confira o andamento - Clique aqui Confira a íntegra da petição inicial - Clique aqui STJ - Jurisprudência em teses Edição nº 186 – Improbidade Administrativa III (clique aqui) 7) Nas ações de improbidade administrativa com base nos arts. 9º e/ou 10 da Lei n. 8.429/1992 (dano ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito), somente os sucessores do réu estão legitimados a prosseguir no polo passivo, nos limites da herança, para fins de ressarcimento e pagamento da multa civil. 22 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588 https://drive.google.com/open?id=1p8Ykg1LqV7dbEls2XwN0rdvrK4kt7x_a&authuser=roberta.gouveia@mppe.mp.br&usp=drive_fs https://scon.stj.jus.br/docs_internet/jurisprudencia/jurisprudenciaemteses/Jurisprudencia%20em%20Teses%20186%20-%20Improbidade%20Administrativa%20III.pdf STJ - RECURSO ESPECIAL Nº 1929685 - TO (2021/0086118-0). “Tendo isso em vista, merece parcial acolhimento a pretensão recursal, a fim de entender configurado o ato previsto no art. 10, VIII, da Lei n. 8.429/1992, devendo os autos retornarem ao Tribunal de origem para a readequação das sanções a serem aplicadas, levando-se em consideração o entendimento do STJ sobre a questão, notadamente o efetivo dano ao erário, conforme estampado no julgado acima indicado”. (STJ. RECURSO ESPECIAL Nº 1929685 - TO (2021/0086118-0), Relator MINISTRO GURGEL DE FARIA, Primeira Turma, julgado em 29/06/23, DJe de 03/07/2023). Acesse aqui inteiro teor. STJ - RECURSO ESPECIAL Nº 1.721.706 - RJ (2017/0282083-0). “ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 10 DA LIA 10. O argumento de que não houve dano ao Erário não merece prosperar, pois "é remansoso o entendimento desta Corte no sentido de que, nos casos de dispensa/inexigibilidade de licitação, o dano ao erário é presumido" (AREsp 1461963/SP, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 25.9.2019). No mesmo sentido: REsp 1.431.610/GO, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 26.2.2019; REsp 1.507.099/GO, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 19.12.2019; AgRg no AREsp 617.563/SP, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe 14.10.2016. 11. Acresça-se que os fatos notórios que circundam o caso tornam realmente difícil explicar a necessidade do gasto com a licitação: há na sofisticada estrutura da Procuradoria do Município de Niterói/RJ – que conta com cinco Procuradorias Especializadas, Diretorias Administrativas e Centro de Estudos Judiciários –, além dos cargos de Procurador-Geral e SubProcurador-Geral, sete cargos de Procurador-Chefe e 36 (trinta e seis) cargos