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Resumo para a prova de MAPES 16/09- Vítor Amaral Hipertrofia: Hipertrofia refere-se a um aumento das células que resulta no aumento de tamanho de um órgão. A hipertrofia pode ser fisiológica ou patológica e é causada pelo aumento da demanda funcional, pelo fator de crescimento ou pela estimulação hormonal. A hipertrofia patológica do coração ocorre com a hipertensão e outras doenças que elevam as pressões intracardíacas, como o estreitamento da valva aórtica. Nessas situações, as células miocárdicas são submetidas a uma carga de trabalho aumentada de modo persistente e se adaptam por meio do aumento de volume para gerar a força contrátil maior necessária. Figura 2. Corte Transversal. Atrofia: Atrofia é o tamanho reduzido de um órgão ou tecido causado pela diminuição no tamanho e no número de células. Causas: -Diminuição da carga de trabalho; -Perda de inervação; -Diminuição do suprimento sanguíneo; -Perda de estimulação endócrina; -Envelhecimento; A atrofia resulta da combinação da diminuição na síntese de proteínas com o aumento na degradação de proteínas. •A síntese de proteínas diminui em razão da redução da atividade metabólica; Figura 1. Corte longitudinal. Figura 3. Células musculares atróficas Metaplasia: Metaplasia é uma alteração em que um tipo celular adulto é substituído por outro tipo celular adulto. Neste tipo de adaptação celular, um tipo celular sensível a um estresse específico é substituído por outro tipo celular mais capaz de resistir ao ambiente adverso. Os fatores que induzem a alteração metaplásica, se persistentes, irão predispor à transformação maligna do epitélio. Hiperplasia: Hiperplasia é o aumento do número de células em um órgão que se origina de um aumento na proliferação, seja de células diferenciadas ou, em alguns casos, de células progenitoras. Ocorre se o tecido contiver populações celulares capazes de replicação; A hiperplasia pode ser fisiológica ou patológica; em ambas as situações, a proliferação celular é estimulada por hormônios ou fatores de crescimento. (1) hiperplasia hormonal: exemplificada pela proliferação do epitélio glandular da mama feminina na puberdade e durante a gravidez (2) hiperplasia compensatória: em que o tecido residual cresce após remoção ou perda de parte de um órgão. Por exemplo, quando parte de um fígado é ressecada, a atividade mitótica nos hepatócitos remanescentes inicia-se 12 horas depois, eventualmente restaurando o fígado ao seu peso normal. Displasia: Displasia é um termo médico que descreve o desenvolvimento e crescimento anormal de células dentro de um tecido ou órgão. Imagine as células de um tecido como tijolos formando uma parede. Em um tecido saudável, os tijolos (células) são uniformes em tamanho e forma, e estão organizados de maneira regular e ordenada. Na displasia, essa organização se perde. As células anormais podem apresentar: • Variações de tamanho e forma (pleomorfismo). • Núcleos celulares maiores, mais escuros ou de formato irregular. • Aumento do número de divisões celulares. • Perda da arquitetura normal do tecido. Figura 4. Metaplasia na cartilagem traqueal. Figura 5. Metaplasia de epitélio colunar normal (esquerda) para epitélio escamoso em um brônquio (direita) mostrada de formas esquemática (A) e histológica (B). Neoplasia: neoplasia é uma massa anormal de tecido cujo crescimento é excessivo, descontrolado e autônomo. As células neoplásicas perderam os mecanismos normais de controle que regulam a divisão e a morte celular. 1. Neoplasia Benigna (Tumor Benigno) Uma neoplasia benigna ainda é um crescimento anormal e descontrolado, mas suas células se comportam de maneira mais "civilizada". 2. Neoplasia Maligna (Tumor Maligno ou Câncer) A neoplasia maligna é o que chamamos de câncer. Seu comportamento é agressivo e destrutivo. HIPERTENSÃO: A HAS é a patologia derivada do aumento anormal da pressão arterial em um indivíduo em repouso. A pressão arterial é calculada como: PA= DC x RVP; Nos achados morfológicos, encontram -se o espessamento da parede arterial, a disfunção endotelial e rigidez arterial e a hipertrofia de VE; Arteriosclerose: Arteriosclerose significa, literalmente, “endurecimento das artérias” e representa um termo genérico que designa o espessamento e a perda da elasticidade da parede arterial. A arteriolosclerose afeta pequenas artérias e arteríolas, e pode causar lesão isquêmica distal; ATEROSCLEROSE: É entendida como a perda ou disfunção das células endoteliais e é causada por uma “capa” de lipoproteínas, que se acumulam na íntima e levam à estenose do vaso, fazendo com que o fluxo sanguíneo em tal local fique desregulado pelas propriedades antitrombóticas da CE estar disfuncional. Podendo levar a formação de trombos e à embolia. Figura 6. Arteriosclerose Hialina e Arteriosclerose Hiperplásica (respectivamente). DOENÇA DE CHAGAS: A doença de Chagas (tripanossomíase americana) é uma condição infecciosa aguda e crônica causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. No ser humano o protozoário T.cruzi pode apresentar 3 formas diferentes, os amastigotas, os epimastigotas e os tripomastigoyas. Sendo esse último comumente encontrado no sangue durante a infecção. Já os amastigotas, geralmente, formam “ninhos” na célula cardíaca, que provoca o processo de inflamação. Os epimastigotas é uma forma de transição entre amastigota e tripomastigota. NECROSE: Na necrose, as membranas celulares desagregam-se, as enzimas celulares extravasam e acabam por digerir a célula, e ocorre uma reação inflamatória associada. A inflamação é induzida por substâncias liberadas das células mortas e serve para eliminar resíduos e iniciar o processo de reparo subsequente. Isso leva a: Picnose: retração e adensamento do núcleo, com perda da individualidade dos grânulos de cromatina. Cariorrexe: fragmentação do núcleo picnótico. Cariólise: coloração nuclear pálida e fraca. Eosinofilia : o citoplasma perde a leve basofilia que lhe é característica, passando a cor-de-rosa forte (afinidade pela eosina). Isto ocorre por digestão do RNA do citoplasma (p. ex. dos ribosom Figura 7. Cristais de colesterol na aterosclerose. Necrose coagulativa: permanência das células necróticas no tecido como restos ‘fantasmas’. São removidos lentamente por fagocitose a partir da periferia da área necrótica. -Necrose caseosa. É um tipo especial de necrose coagulativa que se instala no meio da reação inflamatória provocada por certas doenças, principalmente a tuberculose. A área necrótica fica com aspecto macroscópico de queijo fresco (lembra mais queijo mineiro, ou ricota). Microscopicamente, o aspecto é róseo, finamente granuloso. É frequente a calcificação. Necrose liquefativa: as células necróticas são removidas rapidamente por fagocitose em toda a área necrótica. Apoptose: A apoptose é uma via de morte celular em que as células ativam enzimas que degradam o seu próprio DNA nuclear e suas proteínas nucleares e citoplasmáticas. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: Isquemia do miocárdio causado pela perda de fluxo sanguíneo devido a uma obstrução das artérias coronárias. Necrose causada pela isquemia; Obstrução parcial ou total do lúmen de uma artéria coronária; Principal causa: ruptura de placa aterosclerótica e trombo subseguinte. ENDOCARDITE: Endocardite infecciosa é a infecção do endocárdio, normalmente por bactérias (em geral, estreptococo ou estafilococo) ou fungos. Pode provocar febre, sopros cardíacos, petéquias, anemia, fenômenos embólicos e vegetações endocárdicas Fatores de risco: ❖Presença de valvas cardíacas danificadas: a cicatrização das valvas causada por doenças como a cardiopatia reumática podefavorecer a adesão bacteriana. ❖Doenças cardíacas congênitas; ❖Próteses valvares; ❖Uso de drogas injetáveis; ❖Procedimentos invasivos. Figura 8. necrose coagulativa, N é normal e I é necrose Figura 9. necrose liquefativa cerebral. Consequências: - Embolização do material infectado da valva cardíaca; ✓ Fenômenos imunomediados (principalmente na infecção crônicaimunocomplexos renais); ✓ As lesões do lado direito tipicamente produzem êmbolos sépticos pulmonares, que podem levar a infarto pulmonar, pneumonia ou empiema.