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N esse tratado que todo aluno do CRMedway recebe, fizemos 
um compilado de vários checklists para que você consiga saber 
exatamente o que revisar perto de suas provas e o provável 
modo como os temas serão cobrados. Nesta coleção, teremos adaptações 
de checklists que já caíram em outros anos e alguns checklists “extras” 
exclusivos para os nossos alunos. Alguns temas aparecem mais de uma vez, 
para que você tenha mais clareza sobre possíveis caminhos que uma estação 
de prova prática pode tomar. Resumindo, esse material está absolutamente 
completo com tudo que você precisa saber para estar preparado para as 
provas práticas - e por isso mesmo o batizamos de Bíblia! 
Quanto aos alunos do CRMedway Presencial, pode gerar aquela dúvida: 
os checklists do presencial já estão aqui? Vou saber o que vai cair antes de 
chegar no curso? De modo algum! Lá você terá mais de 30 checklists novos, 
mas claro… somente após passar pelo curso! Se tiver qualquer dúvida em 
qualquer momento, fique à vontade para nos contactar via plataforma do 
CRMedway que estaremos ágeis para te responder.
Introdução
Aproveite!
A tão esperada Bíblia de Checklists!
... tenho que te informar uma coisa. Ele faz parte de um curso todo estruturado 
para ensinar nossos alunos a pensar como a banca e entender a fundo os 
checklists, além de uma preparação completa para a prova multimídia: o 
CRMedway. A preparação para a prova prática vai além da Bíblia!
Por isso, te convido a participar de um minicurso gratuito que nós da 
Medway fizemos, voltado para essa etapa do seu processo seletivo. São 3 
aulas, 100% online e gratuitas, que vão te mostrar a prova prática como ela 
realmente é!
E se Você Caiu Nesse 
Material por Acaso...
Acessar Minicurso
H oje, a Medway é um time formado por médicos recém-egressos 
ou ain da Residentes nas principais ins tituições do Brasil! USP, 
UNIFESP, UNICAMP e em todos os lugares que você sonha fazer 
a sua residência médica! Mas chegar até aqui não foi nada fácil.
Durante nossa preparação, fomos obrigados a desembolsar um altíssimo 
valor para a realização de um curso prático presencial (atualmente em torno 
de R$ 8.000,00 para quem é aluno já matriculado no cursinho) e, mesmo 
assim, quando nos deparamos com a prova prática, vimos um cenário 
diferente do que havíamos treinado.
Inconformados com tal situação, nós decidimos estruturar um curso prático 
que entregasse o REAL valor por trás da prova prática: o CRMedway.
Através de simulações de estações exatamente da forma como elas são cobradas 
nos concursos, conseguimos transmitir a essência da segunda fase e o resultado 
final foi de mais de 500 alunos inscritos e incontáveis aprovações nos principais 
processos seletivos do país.
Tudo isso a um preço justo, acessível, de forma 100% online e que permitiu 
com que todos os nossos alunos brigassem de “igual pra igual” com quem 
fez um curso prático presencial.
Você pode conferir o que falaram do CRMedway 2020 na próxima página:
Quem Somos
O que Nossos Alunos 
Estão Falando!
Conteúdos
Em vez de simplesmente ler essa Bíblia, faça como o João 
recomenda na nossa aula do curso do módulo zero, sobre como 
e quando estudar:
• Junte um grupo de amigos
• Divida os checklists igualmente entre vocês (de preferência os que 
não estavam no curso)
• Quem for o dono do checklist vai aplicar a estação com examinador 
nos outros alunos e dar a orientação ao ator da estação (se houver)
• E como falamos… após ter treinado com checklists e estações existentes, 
vá para o que mais importa e onde você mais vai aprender: crie suas 
próprias estações e checklists!
RECOMENDAÇÃO NÍVEL DE EVIDÊNCIA IA
Sumário
Síndrome do Corrimento Uretral Masculino..............13
Acidente com Material Biológico...............................19
Violência Sexual........................................................25
Spikes......................................................................31
Atestado de Óbito.....................................................36
Mordedura de Cão....................................................39
Pneumonia Comunitária...........................................44
Depressão.................................................................50
Sarampo...................................................................56
Tentativa de Suicídio.................................................62
Genograma..............................................................69
Hanseníase...............................................................73
Erro Médico..............................................................78
Dengue....................................................................82
Prevenção de IST'S...................................................88
Tabagismo................................................................92
Isolamento e Paramentação.......................................97
Estratégia de Saúde da Família e Gestão de UBS.......100
Princípios do SUS...................................................104
Rastreio Polineuropatia Distal no Diabetes...............107
Tuberculose Pulmonar..............................................111
Investigação Tuberculose Latente.............................117
Acidente Escorpiônico..............................................122
Acidente Botrópico.................................................125
Consulta de Rotina..................................................129
Vacinação................................................................134
Estudos Epidemiológicos..........................................138
Meningite Meningocócica........................................141
Consulta de Rotina Hipertensão..............................145
Infarto Agudo do Miocárdio em Unidade 
Básica de Saúde.......................................................150
Acidente por Loxosceles...........................................164
Acidente Crotálico..................................................168
Consulta de Rotina: Emagrecimento.........................172
Febre Amarela.........................................................178
Testes Diagnósticos..................................................182
Técnica de Uso de Insulina em Diabetes Tipo 2........186
Infecção por Zika....................................................190
Saturnismo.............................................................194
SOAP.....................................................................198
Influenza................................................................207
Curva ROC.............................................................211
Reação Adversa à Vacina BCG.................................215
Prevenção à Saúde...................................................219
Infecção pelo Vírus HIV...........................................223
Vigilância Epidemiológica........................................228
Síndrome Gripal por Sars CoV2...............................232
Tétano Acidental.....................................................236
12
Capítulo 3
Os checklists abaixo não são oficiais e representam 
uma forma didática de orientar o aluno, elaborada 
pela Medway com base nos relatos dos candidatos.
13
Tema: Síndrome do Corrimento Uretral Masculino
Caiu em: ISCMSP 2016 / HIAE 2020
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Paciente jovem, sexo masculino, busca demanda espontânea da sua unidade 
básica de saúde com queixa de “saída de secreção pelo pênis”.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Diante da sua principal hipótese diagnóstica, escreva na folha o(s) agente(s) 
etiológico(s) mais prováveis e os respectivos tratamentos antimicrobianos.
Síndrome do 
Corrimento Uretral 
Masculino
14
Tarefa 03: 
Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Orientações 
ao Ator:
• Apenasdermatológicas
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou progressão da lesão: aspecto, tamanho, 
sintomas associados (prurido, dor, calor)
Questionou se o local da lesão está adormecido
Questionou se a paciente já se queimou ou se machucou 
sem perceber
Questionou sobre sensação de formigamento ou queimação 
no mão e/ou braço
Checklist
76
Questionou sobre dor em trajeto de nervos
Questionou sobre perda de força nas mãos
Questionou sobre presença de outras lesões no corpo
Questionou se familiares, amigos ou colegas de trabalho 
tem lesões semelhantes ou tem diagnóstico de hanseníase
Questionou sobre contactantes: com quem vive, trabalha, 
estuda, etc.
Questionou sobre antecedentes pessoais: alergias, 
comorbidades, vícios e medicações de uso contínuo
Tarefa 02
Lavou as mãos e pediu permissão para examinar a paciente
Realizou palpação de troncos nervosos periféricos - pelo 
menos dois: nervo ulnar, radial, mediano, fibular comum 
e tibial posterior
Realizou teste da sensibilidade térmica com algodão com 
e sem álcool
Realizou teste da sensibilidade dolorosa com agulha de 
insulina
Realizou teste de sensibilidade tátil com monofilamento 
ou algodão
Avaliou força muscular
Tarefa 03
Deu o diagnóstico de Hanseníase Paucibacilar
Indicou o tratamento para Hanseníase Paucibacilar com 
rifampicina e dapsona
Mencionou a duração do tratamento de 6 doses (cartelas) 
supervisionadas em até 9 meses
77
Notificou para a vigilância epidemiológica
Convocou familiares e contactantes a comparecerem na 
Unidade Básica de Saúde
Explicou que a transmissão ocorre por via respiratória
Debriefing
Não preciso dizer o quanto a Hanseníase é importante no nosso país, não 
é? Uma doença endêmica que, no último ano, registrou o maior índice 
relativo de casos no mundo – foram 26.875 casos novos de hanseníase no 
Brasil (12,7%). Como não podia ser diferente, essa importância se reflete 
nas provas – as bancas de residência médica não esquecem do tema! Nos 
últimos anos, foi lembrada por grandes instituições de São Paulo, então, 
muita atenção! É uma estação "bem preventiva". Você precisa avaliar o 
paciente, fazer o exame físico neurológico direcionado e diante da hipótese 
de hanseníase, tomar as medidas individuais e coletivas pertinentes. Não 
podemos esquecer que é uma doença de notificação compulsória semanal e 
que os contactantes dos últimos 5 anos devem ser investigados com exame 
dermatoneurológico. Belezinha? Dividindo as condutas no plano individual 
e coletivo, não tem erro! Bora pra mais uma?
78
Tema: Erro Médico
Caiu em: USP SP R3 2019 / HIAE 2019
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: atriz para interagir diretamente
Cenário: mesa e duas cadeiras
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico responsável pela sala de trauma de um hospital secundário 
e, durante o seu plantão noturno, recebe um motociclista, vítima de trauma 
auto vs. moto. Terceiros relataram que paciente estava dirigindo alcoolizado 
e colidiu com um carro, em alta velocidade. Você faz a avaliação primária do 
trauma, sem alterações importantes - exceto por um rebaixamento do nível 
de consciência (ECG 12) que você atribui à intoxicação. Você solicita os 
exames de imagem pertinentes e volta ao conforto médico para descansar, 
enquanto o paciente realiza os exames. Após algumas horas, é chamado pela 
equipe de enfermagem por piora do nível de consciência desse paciente. 
Dessa vez, o paciente não responde a nenhum tipo de estímulo, inclusive 
doloroso, e não apresenta reflexos de tronco. Rapidamente, você checa 
a TC de crânio e observa uma extensa hemorragia intraparenquimatosa. 
Você solicita avaliação da equipe de neurocirurgia e é aberto protocolo 
de morte encefálica e após dois testes, é confirmado óbito do paciente. A 
assistente social entre em contato com as familiares que estão aguardando 
a equipe médica no saguão.
Erro Médico
79
Tarefa única: 
Explique ao familiar o ocorrido.
Orientações 
à Atriz:
• Imediatamente antes do candidato entrar na sala, caminhe de um lado 
para o outro da sala, demonstrando nervosismo;
• Ao candidato entrar na sala, permaneça em pé e vá ao seu encontro, 
ansiosa - e pergunte: “Está tudo bem com o meu Roberto? Ontem, ele 
saiu para fazer entregas de delivery para ajudar nas contas da casa e não 
voltou mais. Estava sentindo que algo de errado tinha acontecido! Foi 
quando o hospital me ligou, ele caiu da moto né? Mas já tá tudo bem, né 
Dr(a).?"
• Caso o candidato não solicite que você se sente, permaneça em pé. Caso 
contrário, aceite e sente-se;
• Caso o candidato dê a notícia sem que esteja sentada, desmaie e 
permaneça nesse estado por alguns segundos;
• Caso o candidato pergunte o que sabe sobre a condição do paciente, 
diga que sabe que ele sofreu um acidente de moto e que estava fazendo 
exames para ver se estava tudo bem;
• Quando o candidato der a notícia, chore copiosamente e diga que não 
entende o que aconteceu - já que na ligação da assistente social, tinha 
entendido que estava fora de perigo, já fazendo exames para voltar para 
sua casa;
• Caso o candidato use palavras técnicas, pergunte o que significa e diga 
que não está entendendo muito bem o que está acontecendo;
• Caso candidato não fale sobre o erro, seja questionadora e diga que 
não consegue entender como de uma hora para outra ele estava fora de 
perigo e depois, morto;
• Se o candidato insistir em não contar o erro, pergunte de forma raivosa, 
chorando: “o que vocês fizeram com ele?” 
80
• Caso o candidato não admita o erro e não seja acolhedor, deixe a cena, 
de forma dramática;
• Se o paciente explicar o ocorrido de forma empática, fique em silêncio 
e chore e, após, alguns segundo questione: “então, ele poderia estar vivo 
agora se o senhor tivesse cuidado dele?”
• Caso o candidato ofereça, aceite um copo d’água e um lenço de papel;
• Seja reativo e questionador, caso candidato não seja acolhedor com o seu 
sofrimento - enfatizando que a culpa do ocorrido é do médico;
• No fim, peça para levar o corpo para enterrar perto da família.
Orientações 
ao Examinador:
• Não se comunicar com o candidato, seja de forma verbal ou não verbal
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa Única
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do acompanhante e seu grau de 
parentesco
Solicitou que o familiar se sentasse
Perguntou ao familiar o que ele sabe sobre a situação atual 
do paciente
Checklist
81
Deu a notícia do óbito de forma compreensível
Contou detalhadamente o que ocorreu
Demonstrou habilidade em contornar situações de tensão 
(negação, raiva, etc.)
Abriu espaço para perguntas
Respeitou os momentos de silêncio e o fluxo de pensamento 
do familiar
Admitiu o erro e disse que a culpa foi sua
Pediu desculpas
Explicou que não pode liberar o corpo do paciente, pois 
terá que encaminhar ao IML
Debriefing
Estação que cobra do candidato habilidades de comunicação, consideradas 
cada vez mais essenciais na atuação do médico. Não é a toa que tema foi 
assunto de prova de R3 da Clínica Médica da USP SP em 2019 e do HIAE 
em 2019 – o recado é: não dá para ser bom apenas no mundo teórico e a 
nossa querida prova prática aparece aí pra isso!
 
O intuito da estação era que o candidato desse a notícia de um óbito e admitisse 
que o paciente evoluiu de forma desfavorável por erro dele. Era obrigatório 
admitir o erro para que a estação se desenrolasse de forma adequada, caso 
contrário, a relação com a atriz se tornaria cada vez mais conflituosa e tensa. 
Se o candidato assumisse o erro de forma empática e manejasse os momentos 
de tensão e conflito, a estação ficava muito tranquila. A chave da questão 
era comunicar o erro e pedir desculpas. Caso uma estação assim apareça 
novamente, conte sobre o erro e maneje a situação (que é difícil!). Beleza, 
moçada? Estação que é pra ser tranquila, hein!
82
Tema: Dengue
Caiuem: SCMSP 2017 / HSL 2016 / UNICAMP 2015
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras e placa com imagem da prova do laço
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de um pronto atendimento e recebe paciente Vinícius, 28 
anos, com queixa de febre e dor de cabeça.
Tarefa 1: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 2: 
Solicite e descreva dois passos do exame físico pertinentes.
Tarefa 3: 
Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Dengue
83
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir quadro de febre e dor de cabeça há 3 dias, dizer que não procurou 
o serviço antes por achar que passaria sozinho
• Ao ser questionado, referir que apresenta dor importante em todo corpo 
e que sua dor de cabeça migra para trás dos olhos
• Negar artralgia, exantema, náuseas, vômitos ou outros sintomas 
associados
• Negar viagens recentes
• Referir que, no bairro onde mora, teve dois casos de dengue e que uma 
senhora "ficou até internada”
• Referir que não notou a existência de possíveis focos de mosquitos
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo, alergias e 
vícios
• Ao receber o diagnóstico, questionar se terá que ficar internado
• Referir ter entendido as orientações e negar dúvidas ao ser questionado
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao ser solicitado exame físico:
• Geral: BEG, corado, hidratado, acianótico, anictérico, febril (TAX 
38,0 C)
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 95 bpm, PA 120x80 mmHg
84
• AR: MV+ bilateralmente, sem ruídos adventícios, FR 12 rpm, satO2 
97%, em ar ambiente 
• ABD: plano, flácido, RHA+, sem visceromegalias ou tumorações, 
indolor à palpação superficial e profunda, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos, 
perfusão periférica adequada
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada 
• Pele: ausência de petéquias ou outras lesões
• Ao ser solicitada pesquisa de hipotensão postural:
• PA ortostase: 110x75 mmHg
• PA decúbito: 120x80 mmHg 
• Ao ser solicitada prova do laço:
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Fonte: https://clinicamedicaepm.wordpress.com/2008/09/15/medico-
alagoano-inventa-uma-nova-ferramenta-para-o-diagnostico-da-dengue/
85
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou sobre o tempo de febre
Questionou sintomas associados - pelo menos 3: mialgia, 
exantema, náuseas, vômitos, dor retroorbitária, artralgia 
e petéquias
Questionou sobre viagens a zonas endêmicas
Questionou sobre casos de dengue em região de moradia
Questionou sobre possibilidade de focos de Aedes aegypti 
no domicílio: caixas d’água, vasos de planta, garrafas, etc.
Questionou sobre comorbidades e alergias
Lavou as mãos antes do exame físico
Tarefa 02
Pesquisou hipotensão postural: queda PAS ≥ 20 mmHg ou 
PAD ≥ 10 mmHg
Indicou técnica correta: medir PA deitado e após 3 minutos 
medir PA em pé
Indicou prova do laço corretamente: manter manguito 
insuflado na média aritmética da PA por 5 minutos e 
contar o número de petéquias em um quadrado de 2,5x2,5 
cm
Identificou prova do laço negativa:creatinina, creatinina 
sérica, ureia sérica e proteinúria em amostra isolada
Agendou retorno em 30 dias
Orientou necessidade de acompanhamento e testagem 
regulares para HIV e outras IST’s
Checklist
91
Debriefing
Quando falamos em prova de residência médica, infecções sexualmente 
transmissíveis (IST's) é um tema certo – e, na prova prática, não é diferente! 
Em geral, a abordagem cobrada foca no diagnóstico e tratamento dessas 
infecções, mas essa estação decidiu "inovar" e abordar a prevenção às IST's. 
Aqui, temos uma paciente, profissional do sexo, que busca aconselhamento 
para se prevenir de IST's e o papel do candidato era orientar vacinação, 
preservativo, testagens regulares e avaliar a possibilidade de início de 
PrEP. Como paciente pertencente a grupo chave com antecedente de usos 
recorrentes de PEP e HIV negativa, estaria indicado oferecer essa profilaxia. 
Assim, cobrava-se conceitos sobre a PrEP que deveriam ser explicados em 
linguagem acessível para a paciente. Muito boa estação para relembrar o 
foco da nossa atuação nas IST's: a prevenção.
92
Tema: Tabagismo
Caiu em: UFES 2018
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa e duas cadeiras
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e o próximo 
paciente da sua agenda é Carlos, 54 anos, esposo de Paula. Paciente, tabagista 
há muitos anos, veio à consulta por insistência da família em cessar o vício. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial direcionado à demanda do paciente.
Tarefa 02: 
Indique a fase de motivação em que o paciente se encontra.
Tarefa 03: 
Dê as orientações e condutas pertinentes ao caso.
Tabagismo
93
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir que marcou a consulta porque, com o nascimento da sua neta, 
sente que chegou a hora de parar de fumar
• Referir que fuma 1,5 maço por dia há mais de 30 anos
• Contar que já tentou parar de fumar, duas vezes, mas que ficava muito 
nervoso e ansioso e só podia pensar em fumar e acabou cedendo ao vício
• Referir que fuma logo ao levantar, junto com um cafézinho preto que 
sua esposa já deixa pronto
• Referir que quando tentou parar de fumar, o cigarro mais difícil de 
abandonar era o primeiro da manhã 
• Referir que sempre odiou ir ao cinema porque não podia fumar
• Referir que fuma mais nas primeiras horas do dia
• Referir que fuma mesmo doente e que Paula não consegue acreditar. 
Relatar que costumava dizer a ela: “estou doente e não morto”
• Referir que quer parar de fumar e que, pela primeira vez, está fazendo 
não só pela família, mas também por si - dizer que sente que conseguirá 
com a ajuda do candidato
• Definir data de cessação do tabagismo para duas semanas da consulta, 
no dia do seu aniversário
• Mostrar-se comprometido com a decisão de parar de fumar e aceitar o 
uso de medicamentos e de terapia cognitivo-comportamental
• Concordar em participar do grupo de tabagismo
• Ao candidato questionar sobre dúvidas, perguntar se parar de fumar 
engorda
• Negar ter outras dúvidas e dizer compreender as orientações propostas
• Se despedir: “até o mês que vem, Dr(a).!”
94
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou o que trouxe o paciente à consulta
Realizou reforço positivo por buscar ajuda
Reforçou os malefícios do tabagismo - pelo menos dois: 
neoplasia, DPOC, IAM, AVE, aneurisma de aorta, doença 
arterial periférica, doença ulcerosa péptica
Questionou duração e carga tabágica
Questionou se paciente já tentou parar de fumar e motivo 
da recaída
Reforçou que é normal ter recaídas no processo
Questionou quanto tempo demora para fumar quando 
acorda
Checklist
95
Questionou qual seria o cigarro mais difícil de abandonar
Questionou se é difícil não fumar em locais proibidos
Questionou se paciente fuma mais no período da manhã
Questionou se paciente fuma mesmo doente
Avaliou se paciente quer cessar o hábito
Tarefa 02
Indicou que paciente está na fase de preparação
Tarefa 03
Marcou data para interromper o tabagismo
Explicou os sintomas de abstinência - pelo menos dois: 
irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade, 
grande desejo de fumar
Orientou mudanças comportamentais - evitar acesso ao 
cigarro, isqueiro, cinzeiro, acompanhantes (café, álcool) 
Indicou terapia farmacológica: nicotina (adesivo ou goma 
de mascar) ou bupropiona
Indicou terapia cognitivo comportamental
Orientou paciente a frequentar grupo de tabagismo
Explicou que cessar o tabagismo não engorda, mas pode 
aumentar o paladar
Agendou retorno em 1 mês
96
Debriefing
O tabaco é a principal causa de mortes evitáveis no mundo. Não preciso 
dizer o quanto esse tema é importante e que auxiliar o paciente de forma 
adequada no processo de cessação do tabagismo é essencial. E foi exatamente 
isso que a nossa estação cobrou: abordagem ao paciente tabagista que 
quer cessar o vício. Aqui, temos um paciente com alta carga tabágica com 
tentativas prévias de cessar o tabagismo que procura a UBS com desejo de 
parar de fumar. Nossa missão era entender a dependência do paciente para 
avaliar a melhor abordagem, para isso, podemos usar o teste de Fagerström 
– que mede o grau de dependência do paciente à nicotina e norteia o uso 
de medidas farmacológica no processo. Claro que não era obrigatório saber 
a pontuação do paciente, mas ter noções do que indica maior grau de 
dependência era importante. Como o paciente apresentava grau elevado 
de dependência, a conduta deveria incluir medidas comportamentais, 
farmacológicas, além da terapia cognitivo comportamental. Fechou? Tema 
importante e sem grandes dificuldades.
97
Tema: Isolamento e Paramentação
Caiu em: UNESP 2018
Grau de dificuldade: fácil
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: apenas examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta, luva de procedimento, luva estéril, 
touca, avental, máscara cirúrgica, máscara N95, óculos e álcool em gel
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o pediatra de plantão de uma enfermaria e irá avaliar uma paciente, 
4 anos, diagnosticada com varicela.
Tarefa 01: 
Considerando a presença de antecâmara, simule a paramentação e 
desparamentação, conforme o tipo de isolamento recomendado para a 
paciente. 
Tarefa 02: 
Indique outras duas doenças que necessitem de precaução para aerossóis e 
duas para contato.
Isolamento e 
Paramentação
98
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato, seja de forma verbal ou não verbal
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Fora do quarto: higienizou as mãos
Fora do quarto: colocou máscara N95, óculos e touca (na 
ordem)
Na antecâmara: higienizou as mãos
Na antecâmara: vestiu o avental
Dentro do quarto: higienizou as mãos
Dentro do quarto: calçou as luvas de procedimento
Dentro do quarto: retirou as luvas de procedimento
Dentro do quarto: higienizou as mãos
Na antecâmara: retirou o avental
Checklist
99
Na antecâmara: higienizou as mãos
Fora do quarto: retirou gorro, óculos e máscara N95 (em 
ordem)
Fora do quarto: higienizou as mãos
Tarefa 02
Sobre precaução de contato, citou dois dos: hepatite 
A, escabiose, infecção por vírus sincicial respiratório 
(bronquiolite), diarreia aguda, pediculose, colonização 
por micro-organismos multirresistentes
Sobre precaução respiratória, citou dois dos: tuberculose 
pulmonar, tuberculose laríngea e sarampo
Debriefing
Tenho certeza que depois da pandemia de SARS CoV2, você cansou de 
ouvir falar de isolamento e paramentação! Difícil esquecer, não é?Quem 
sabe as bancas também vão lembrar desse tema! Aqui, temos o caso de 
uma paciente com varicela e a sua primeira tarefa é se paramentar e se 
desparamentar, conforme a precaução recomendada para a doença: 
aerossóis e contato. Questão tranquila, mas que o dia a dia em que nem 
sempre temos disponíveis os EPI's corretos pode gerar confusão. A segunda 
tarefa era indicar outras doenças que necessitem de isolamento de contato 
e de aerossol! Belezinha? Seguimos então!
100
Tema: Estratégia de Saúde da Família e Gestão de UBS
Caiu em: CERMAM 2019 / UNICAMP 2017
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa e duas cadeiras
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é médico cotado para ocupar um cargo de decisão na Secretaria 
Municipal de Saúde de um município de 6 mil habitantes. O recém eleito 
prefeito da cidade te convocou para uma reunião para discutir a organização 
do sistema de saúde municipal.
Tarefa Única: 
Responda aos questionamentos do prefeito.
Estratégia de 
Saúde da Família 
e Gestão de UBS
101
Orientações 
ao Ator:
• Ao candidato entrar na sala, cumprimente-o: “Dr(a)., que bom vê-lo! 
Temos muito a conversar”
• Diga que tem uma série de questionamentos sobre a organização do 
sistema de saúde municipal e que espera que ele(a) consiga ajudar
• Assim que o candidato terminar de responder uma de suas perguntas, já 
faça a próxima:
• Quantas equipes de estratégia de saúde da família temos que organizar 
na nossa cidade?
• Quais são os membros obrigatórios na equipe?
• Além dos membros obrigatórios, há outros profissionais que podem 
compor a equipe?
• Quantos ACS devem ter na equipe?
• Quantas horas semanais a equipe deve trabalhar?
• Quais são as portas de entrada do SUS?
• Qual a atribuição do município dentro do SUS? 
• Quanto o município deve investir em saúde?
• Em que blocos esse dinheiro deve ser utilizado?
• Estamos com dificuldade de atrair os médicos para nosso município, 
você tem alguma sugestão de medidas para tornar a nossa cidade 
mais procurada?
• Ao finalizar as perguntas, agradeça ao candidato pelas respostas
Orientações 
ao Examinador:
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
102
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa única
Se apresentou e cumprimentou o prefeito
Indicou pelo menos 2 equipes de estratégia de saúde da 
família (2000-3500 pessoas/equipe)
Indicou que a equipe deve ser composta de no mínimo: 
médico, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem e 
agentes comunitários de saúde
Indicou cirurgião-dentista e auxiliar e/ou técnico em 
Saúde Bucal podem compor a equipe
Explicou que deve ter pelo menos um agente comunitário 
de saúde para cada 750 pessoas
Citou que a carga horária dos membros da equipe é de 
40h/semanais
Indicou as porta de entrada do SUS - pelo menos duas: 
atenção primária, urgência e emergência, atenção 
psicossocial e especiais de acesso aberto
Explicou que o município é responsável pela execução das 
ações e serviços de saúde no âmbito do seu território
Indicou que o investimento do município deve ser de pelo 
menos 15% de sua receita
Explicou que o dinheiro é gasto em dois blocos: (I) custeio 
dos gastos em saúde e (II) investimentos em saúde
Checklist
103
Indicou como possibilidade de atrativos aos profissionais - 
pelo menos dois: carreira médica de estado, organização de 
residência médica, contratação temporária de profissionais, 
realização concurso público, estabelecimento de vínculo 
com universidade
Agiu de maneira cordial e respondeu de maneira clara às 
perguntas
Debriefing
Mais uma estação preventiva "raiz", cobrando conceitos puramente teóricos 
em forma de prova oral. Aqui, os assuntos da vez eram conceitos básicos de 
Estratégia de Saúde da Família e do papel do município na saúde. A prova 
prática apareceu como extensão da prova teórica e, para não comer bola, 
os conceitos de preventivas tem que estar bem consolidados. Na estação, 
o candidato interagia com o prefeito de uma pequena cidade e tinha que 
responder "na lata" as perguntas do ator sobre temas teóricos de preventiva. 
Se o assunto não estivesse em mente, a estação poderia trazer dificuldades! 
Então, revisem temas importantes da preventiva para as provas práticas, 
mesmo que sejam conceitos teóricos! Belezinha, moçada?
104
Tema: Princípios do SUS
Caiu em: UNESP 2016
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa e cadeira
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico que representa a delegação brasileira em um congresso 
internacional de saúde coletiva. Em uma das mesas de discussão sobre 
sistemas de saúde, você é chamado para falar sobre o Sistema Único de 
Saúde (SUS) do Brasil.
Tarefa 01: 
Explique os princípios ético-doutrinários do SUS.
Tarefa 02: 
Explique como funciona a participação social no SUS.
Princípios do SUS
105
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou corretamente os princípios: universalidade, 
integralidade e equidade
Explicou universalidade - saúde como um direito de de 
todas as pessoas e dever do Estado
Explicou integralidade - ações abordando pessoa como 
um todo, englobando a promoção da saúde, a prevenção 
de doenças, o tratamento e a reabilitação
Explicou equidade - tratar desigualmente os desiguais, 
com intuito de diminuir as disparidades
Tarefa 02
Citou como formas de participação social: Conferências 
de Saúde e Conselhos de Saúde
Indicou que a participação dos usuários deve ser paritário 
em relação aos demais segmentos (profissionais da saúde, 
prestadores de serviço e representantes do governo)
Checklist
106
Explicou que os Conselhos de Saúde tem caráter 
permanente e deliberativo
Explicou que os Conselhos de Saúde atuam em reuniões 
mensais
Explicou que os Conselhos de Saúde atuam na fiscalização 
da execução das políticas de saúde e dos gastos em saúde
Explicou que as Conferências de Saúde ocorrem a cada 4 
anos
Explicou que as Conferências de Saúde tem caráter 
consultivo e propõe diretrizes para políticas de saúde
Debriefing
Estação preventiva "raiz", cobrando um tema que aparece exaustivamente 
na prova teórica: Sistema Único de Saúde – e que pode muito bem a 
aparecer em prova prática, como na . Aqui, o candidato tinha que explicar 
alguns conceitos sobre os princípios ético-doutrinários do SUS e sobre 
participação social, praticamente, uma prova oral "disfarçada". Se o assunto 
estivesse em mente, a estação desenrolaria sem muitas dificuldades – então, 
não esqueçam de temas importantes da preventiva, mesmo que sejam 
conceitos teóricos! Beleza? Em frente!
107
Tema: Rastreio Polineuropatia Distal no Diabetes
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: ator para examinar
Cenário: maca, diapasão 128 Hz, monofilamentos, martelo (exame 
neurológico), palito, algodão e álcool
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família da uma Unidade Básica de Saúde. O próximo 
paciente da sua agenda é o Sr. Antônio, 62 anos, hipertenso e diabético há 
17 anos que vem para sua consulta de rotina.
Tarefa Única: 
Realize o exame físico direcionado para rastreio de polineuropatia distal 
simétrica no diabético e dê as orientações pertinentes.
Rastreio 
Polineuropatia 
Distal no Diabetes
108
Orientações 
ao Ator:
• Dar permissão ao exame físico e retirar os calçados e meias quando 
solicitado
• Negar qualquer alteração de sensibilidade ao exame
• Caso questionado, negar queixas no momento da consulta 
• Relatar ter compreendido as orientações recomendadas e agendar 
retorno
• Ao ser questionado, negar dúvidas
Orientações 
ao Examinador:
• Não se comunicar com o candidato
• Oferecer a próxima tarefa apenasapós o candidato ter finalizado a 
anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa Única
Apresentou-se (nome e função) e explicou o exame ao 
paciente
Checklist
109
Lavou as mãos e pediu permissão ao exame
Separou os materiais: diapasão 128 Hz, monofilamento 
10g, martelo, palito, algodão e álcool
Solicitou que o paciente tirasse os sapatos e as meias
Realizou a inspeção dos pés (interdígitos e planta): 
calosidade, deformidades ósseas, rachaduras, fissuras 
úlceras, anormalidades ungueais e cutâneas
Palpou pulsos: pedioso, tibial posterior e poplíteo
Testou sensibilidade tátil com monofilamento 10g no 
hálux, 1°, 3° e 5° metatarso
Testou sensibilidade vibratória em região dorsal da 
falange distal do hálux bilateralmente (maléolo lateral 
como alternativa)
Testou sensibilidade térmica com algodão com e sem 
álcool no dorso do pé
Testou sensibilidade dolorosa com palito em dorso do pé 
e região pré tibial
Testou reflexo aquileu
Indicou novo exame de rastreio em um ano
Orientou medidas de autocuidado dos pés - pelo menos 
4: cortar as unhas de forma reta, não retirar calos, usar 
hidratantes, usar meias e calçados apropriados, secar bem 
os pés e interdígitos, testar temperatura da água no banho, 
inspecionar regularmente os pés
110
Debriefing
Uma das principais complicações do diabetes mellitus mal controlada é 
a polineuropatia distal, sendo estimada em mais de 1/3 dos diabéticos, 
sendo importante fator associado à morbimortalidade desses pacientes. 
Por isso, o rastreio do famoso "pé diabético" não pode faltar na consulta de 
rotina do paciente com diabetes mellitus. Aqui, foi cobrado o exame físico 
direcionado do pé do paciente diabético, em busca de sinais de neuropatia 
periférica. Não podemos esquecer que, na presença de um ator, devemos agir 
de forma cordial e pedir permissão ao exame. Os materiais necessários para 
o procedimento só seriam entregues, se solicitado – muita atenção! Depois 
disso só fazer o exame completo dos pés, avaliando a parte neurológica e 
vascular – não esquecendo de testar todos os tipos de sensibilidade, pulsos 
e reflexos, além de deformidades ósseas e alterações dermatológicas. Como 
paciente apresentava o exame normal, bastava orientar novo rastreio em 
um ano e medidas de autocuidado. Tranquilidade! Essa aqui não pode errar, 
pessoal.
111
Tema: Tuberculose Pulmonar
Caiu em: UFPR 2015
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente e examinador
Cenário: mesa, duas cadeiras, placas com radiografia de tórax, descrição 
do exame físico e resultado de TRM-TB e baciloscopia
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde, em atendimento 
de demanda espontânea, e recebe paciente Antônio de 42 anos - trazido 
pela agente comunitária de saúde para ser atendido. Paciente, em situação 
de rua, apresenta queixa de tosse e febre.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Cite a hipótese diagnóstica provável e solicite os exames pertinentes ao 
caso.
Tuberculose 
Pulmonar
112
Tarefa 03: 
Após resultados dos exames, paciente volta à UBS, novamente trazido pela 
ACS, dê o diagnóstico e as condutas ao paciente.
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir que sente febre interna há mais de 1 mês, mas que nunca tinha 
medido antes da visita da ACS à ocupação onde mora, que deu uma 
temperatura de 38,0ºC. Dizer que a febre aparece mais de tarde, sem 
calafrios e nunca fez nada que melhorasse 
• Referir que tem tosse há muito tempo - uns dois meses - com catarro e, 
às vezes, com um pouco de sangue; uma "tosse que fica e não vai embora 
por nada”
• Referir que não tem tido fome e acha que está mais magro porque as 
roupas "andam caindo"
• Referir que acorda muito suado, todas as noites
• Negar tratamento prévio para tuberculose
• Ao ser questionado, negar comorbidades, medicações de uso contínuo e 
alergias e dizer que fuma cigarro e bebe, às vezes
• Referir que mora na rua há mais de 20 anos e que agora conseguiu um 
espaço em uma ocupação, que apesar de ser muita gente é bom no tempo 
de frio
• Referir que um dos seus amigos teve tuberculose e não tratou direito, 
mas que não tem mais visto ele 
• Dizer que convive com muita gente na ocupação, mas que não tem 
muitos amigos próximos - já que é novo no local
• Dar permissão ao exame físico
• Após ser informado da hipótese de tuberculose pulmonar, questionar 
como “pegou” a doença
• Confirmar ter entendido sobre a necessidade dos exames e concordar 
com retorno
113
• Questionar se precisa tomar o remédio todos os dias
• Referir ter entendido sobre a necessidade de tratamento e 
acompanhamento
• Concordar com a realização dos exames indicados pelo médico
• Ao final da consulta, agradecer e se despedir do candidato
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar o exame físico, mostrar a seguinte placa:
• Geral: REG, descorado 2+/4+, hidratado, acianótico, anictérico, febril 
(TAX 38,0 C), emagrecido
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 102 bpm, PA 110x70 mmHg
• AR: MV+ bilateralmente com sopro anfórico em ápice e terço médio 
esquerdo, sem outros ruídos adventícios, sem sinais de desconforto 
respiratório, FR 14 rpm, satO2 94%, em ar ambiente 
• ABD: plano, flácido, RHA+, sem visceromegalias ou tumorações, 
indolor à palpação superficial e profunda, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos, 
perfusão periférica adequada
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada 
• Na terceira tarefa, ao solicitar TRM-TB ou baciloscopia mostrar a seguinte 
placa:
• TRM-TB: Mycobacterium tuberculosis detectado e resistência à 
Rifampicina não detectado
• Baciloscopia: presença de mais de 10 BAAR por campo, nos primeiros 
20 campos — positivo 
114
• Ao solicitar a radiografia de tórax, mostrar a seguinte imagem:
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Fonte: www.rb.org.br/imagens/v48n5a04-fig05.jpg
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou característica da febre — pelo menos dois: 
duração, temperatura, acompanhantes (calafrios e 
sudorese), período do dia e fatores de melhora
Questionou características da tosse — pelo menos três: 
duração, presença de secreção, hemoptise, intensidade e 
fatores de melhora ou piora
Questionou sobre perda de peso e anorexia
Questionou sobre sudorese noturna
Checklist
115
Questionou sobre tuberculose prévia
Questionou sobre antecedentes pessoais: alergias, 
comorbidades, vícios e medicações de uso contínuo
Questionou sobre condições de moradia
Questionou se conhece alguém que tem ou teve diagnóstico 
de tuberculose
Questionou sobre contactantes: com quem vive, trabalha, 
etc.
Lavou as mãos e pediu permissão para examinar o paciente
Tarefa 02
Explicou a hipótese de tuberculose pulmonar
Indicou duas coleta de escarro - na ocasião e na manhã 
seguinte (ao despertar) 
Indicou TRM-TB (ou BAAR - se TRM indisponível) e 
cultura com teste de sensibilidade
Solicitou radiografia de tórax
Explicou que a transmissão ocorre por via respiratória
Marcou retorno para checar resultado
Tarefa 03
Deu o diagnóstico de tuberculose pulmonar sem resistência 
à rifampicina detectada
Indicou o tratamento diretamente observado com 
esquema RIPE
Mencionou a duração do tratamento de 6 meses: 2 meses 
RIPE e 4 meses
Solicitou teste diagnóstico para HIV, glicemia, função 
hepática e renal
116
Mencionou necessidade de acompanhamento com 
baciloscopia mensal de controle
Notificou para a vigilância epidemiológica
Convocou contactantes a comparecerem na Unidade 
Básicade Saúde (ou indicou busca ativa)
Debriefing
Toda doença de importância em saúde pública é sempre uma boa pedida 
para a prova de preventiva! E não preciso dizer o quanto a tuberculose 
é importante no Brasil, não é mesmo? Uma doença que mantém alta 
incidência, com mais de 72 mil novos infectados no último ano. Então, muita 
atenção aqui! A chave dessa estação era reconhecer um caso suspeito de 
tuberculose pulmonar e conduzir o paciente do ponto de vista diagnóstico e 
terapêutico. E quando pensamos nas condutas para esse paciente, é essencial 
ter em mente tanto uma abordagem individual quanto coletiva – incluindo 
investigação de contactantes, busca ativa de novos casos e notificação para 
a vigilância epidemiológica. Com essa abordagem "preventiva", ficava sussa 
mandar bem nessa estação! Fechou, moçada?
117
Tema: Investigação Tuberculose Latente
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente e examinador
Cenário: mesa, duas cadeiras, placas com descrição do exame físico, 
resultado do PPD e radiografía de tórax
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e atenderá 
a paciente Silvana, 63 anos, contactante de paciente com tuberculose 
pulmonar bacilífera. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial e solicite os exames que julgar necessário.
Tarefa 02: 
Paciente retorna para leitura do PPD, avalie o resultado e dê as condutas e 
orientações pertinentes à paciente.
Investigação 
Tuberculose Latente
118
Orientações 
à Atriz:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Negar sintomas, incluindo: tosse, febre, perda de peso e sudorese noturna
• Negar tratamento prévio para tuberculose
• Referir diabetes em tratamento regular e negar outras comorbidades, 
alergias ou vícios
• Dar permissão ao exame físico
• Confirmar ter entendido sobre a necessidade dos exames e concordar 
com retorno
• Referir ter entendido sobre a necessidade de tratamento e 
acompanhamento
• Ao final da consulta, agradecer e se despedir do candidato
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar o exame físico, mostrar a seguinte placa:
• Geral: BEG, corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril 
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 73 bpm, PA 120x70 mmHg
• AR: MV+ bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de 
desconforto respiratório, FR 13 rpm, satO2 98%, em ar ambiente 
• ABD: plano, flácido, RHA+, sem visceromegalias ou tumorações, 
indolor à palpação superficial e profunda, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos, 
perfusão periférica adequada
119
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada 
• Na solicitar segunda tarefa, mostrar a placa do exame de PPD da paciente
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9
GcSvKeC39ZL4ReZ-x1K8liPWCbc-s8d6YxLhxA&usqp=CAU
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcR_
AYktzak93DBThnHUzXnEIO-_P7B8oBkghg&usqp=CAU
• Ao solicitar a radiografia de tórax, mostrar a seguinte imagem:
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
120
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou sobre febre
Questionou sobre tosse
Questionou sobre perda de peso e anorexia
Questionou sobre sudorese noturna
Questionou sobre tuberculose prévia
Questionou sobre antecedentes pessoais: alergias, 
comorbidades, vícios e medicações de uso contínuo
Lavou as mãos e pediu permissão para examinar o paciente
Solicitou prova tuberculínica e retorno 72h após aplicação
Tarefa 02
Realizou a leitura correta da prova tuberculínica (> 5 mm)
Solicitou radiografia de tórax
Identificou radiografia de tórax sem alterações
Indicou tratamento para tuberculose latente
Indicou rifampicina por paciente ter mais de 50 anos
Checklist
121
Indicou 120 doses de rifampicina, com duração ideal de 4 
meses
Explicou que medicação deve ser administrada em tomada 
única em jejum
Orientou que urina e líquidos corpóreos podem ficar 
ajaranjados
Orientou buscar serviço de saúde se efeitos adversos ou 
sintomas sugestivos de tuberculose
Marcou retorno em 1 mês para acompanhamento
Debriefing
Quando atendemos um paciente com tuberculose bacilífera, é obrigatório 
realizar a investigação dos contactantes para avaliar a possibilidade, não só de 
tuberculose doença, como também da infecção latente pelo Mycobacterium 
tuberculosis. Essa estação cobrou exatamente isso: como conduzir o caso de 
um contactante de tuberculose. Lembrando que o primeiro passo é excluir 
a possibilidade de ele também estar doente - por meio da história clínica, 
exame físico e radiografia de tórax - e após avaliar possibilidade de infecção 
latente, solicitando um PPD. Caso o teste tuberculínico seja maior que 5 
mm ou haja uma viragem superior a 10 mm, está indicado o tratamento 
para infecção latente - podendo ser feito com isoniazida ou rifampicina 
(preferencial em menores de 10 anos, maiores de 50, hepatopatas e contato 
com resistente à isoniazida). Belezinha, moçada? Vamos em frente!
122
Tema: Acidente Escorpiônico
Caiu em: USP RP 2020 / USP SP 2020
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade 
de Guarulhos e recebe uma crianças de 4 anos com relato de picada por 
escorpião. A família conta que a criança estava brincando em um tanque 
de areia próximo à casa, quando começou a chorar, dizendo ter sido picada 
pelo “bicho”, após, ela evolui com sudorese profusa, vômitos incoercíveis 
e sonolência. Na admissão, paciente em regular estado geral, agitado, 
sialorreico e sudoreico, com lesão hiperemiada em membro superior direito 
- compatível com picada por escorpião. Estável hemodinamicamente, 
taquicárdico, taquipneico com abdome e extremidades sem alterações. 
Tarefa 01: 
Dê as condutas pertinentes ao caso.
Tarefa 02: 
Escreva duas complicações que podem ocorrer em acidentes escorpiônicos. 
Acidente Escorpiônico
123
Orientações 
ao Examinador:
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou internação hospitalar por ser um acidente grave
Solicitou monitorização contínua de sinais vitais
Indicou lavagem do local do acidente com água e sabão
Indicou realização de compressa morna no local da picada
Indicou infiltração de lidocaína a 2% sem vasoconstritor 
no local da picada
Indicou analgesia simples — dipirona sódica 10mg/kg 
6/6h
Indicou soro antiescorpiônico endovenoso
Citou 4 a 6 ampolas de soro antiescorpiônico
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
Checklist
124
Tarefa 02
Indicou uma das complicações: edema agudo de pulmão, 
insuficiência cardíaca, coma, choque, convulsão e bloqueio 
atrioventricular total
Indicou mais uma das acima
Debriefing
Tema quente das provas de 2020! Tanto a USP SP como a USP RP cobraram 
acidente escorpiônico na sua prova prática, então, muita atenção hein, 
moçada. Lembrem que toda doença de notificação compulsória pode ser 
lembrada na prova de preventiva, então, acidentes com animais peçonhentos 
deve estar nessa listinha. Aqui, a estação cobrou a condução de um acidente 
escorpiônico, contemplando tanto medidas individuais como coletivas. 
Não pode comer bola e esquecer de notificar, hein! Estação tranquila se 
você domina o tema, mas pode assustar muitos candidatos, então, essa é a 
hora de aproveitar e se destacar. Bora pra próxima?
125
Tema: Acidente Botrópico
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, imagem da cobra, imagem da perna do paciente, 
papel e caneta
Acidente Botrópico
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de uma Unidade de Pronto Atendimento do interior de 
São Paulo e recebe o paciente Pedro de 25 anos, trabalhador rural, após 
ter sido picado por uma serpente há 1 hora. Paciente relata dor e edema 
importante, além de bolhas, no local do acidente (foto 01), acompanhado 
de sangramento gengival e urina avermelhada. O paciente conseguiu matar 
a serpente e a trouxe para que você pudesse avaliar a cobra responsável 
pelo acidente (foto 02). Além disso, paciente refere não ter comorbidades, 
alergias ou vícios e não tem carteira vacinal disponível.
Tarefa 01: 
Diante do tipo de acidente ofídico, indique as condutas pertinentes ao 
paciente.
Tarefa 02: 
Escreva uma complicação local e uma sistêmica desse tipo de acidente.
126
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer foto 01 e 02, juntamente ao caso clínico
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/
images?q=tbn%3AANd9GcRZwqaXvavLMYRCyZkJxbMHTlq8JSgJqr1zUA&usqp=CAU
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/
images?q=tbn%3AANd9GcTjLz22ulSBT0EIgO0jmM4SeVDvJtzJN9pEWw&usqp=CAU
Foto 01
Foto 02
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
127
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou lavagem do membro com soro fisiológico e solução 
antisséptica
Indicou manter membro elevado e estendido
Prescreveu analgesia simples ou tramadol
Prescreveu hidratação venosa
Indicou necessidade de soro antibotrópico ou antibotrópico-
laquético endovenoso
Indicou 12 ampolas de soro endovenoso
Indicou necessidade de profilaxia antitetânica
Indicou profilaxia correta: 3 doses de dT (1 no momento 
do atendimento) e soro antitetânico ou imunoglobulina
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
Tarefa 02
Citou complicação local: síndrome compartimental, abscesso 
e necrose
Citou complicação sistêmica: choque e lesão renal aguda
Checklist
128
Debriefing
Entre os acidentes com animais peçonhentos, sem dúvida, os acidentes 
ofídicos ganham maior destaque nas provas de residência médica. O foco, 
na maioria das vezes, é diferenciar pela clínica, a cobra responsável pela 
picada, e conduzir o caso - tanto no âmbito individual, como coletivo. 
Entre os acidentes com serpentes, o botrópico é o mais prevalente – causado 
pela famosa jararaca – cobra peçonhenta de cauda lisa. Não esqueçam que, 
nesse tipo de acidente, o paciente apresenta um quadro local importante, 
podendo ter sintomas hemorrágicos, não associados a manifestações 
neurológicas. Importante lembrar também que o soro cobra-específico está 
sempre indicado e a notificação para a vigilância epidemiológica deve ser 
imediata. Outro tema que pode ser um diferencial na hora da prova, hein!
129
Tema: Consulta de Rotina
Caiu em: CERMAM 2018 / HIAE 2018 / USP SP 2018 / UFPR 2018 / UFPR 
2017 / USP RP 2016 / HIAE 2016
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente e examinador
Cenário: mesa, duas cadeiras, placa com descrição do exame físico e carteira 
vacinal
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e o próximo 
paciente da sua agenda é o Carlos, 63 anos, que vem à consulta de rotina.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Dê as condutas e orientações pertinentes ao caso.
Consulta de Rotina
130
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Esclarecer que marcou a consulta para ver se estava tudo bem com a sua 
saúde, negar queixas no momento
• Negar comorbidades conhecidas ou uso de medicações
• Negar tabagismo ou uso de outras drogas e referir consumo de álcool 
socialmente 
• Negar alergias
• Referir comer bem, incluindo frutas e legumes na dieta, mas que não 
nega uma feijoada em dia de sábado
• Referir que tinha iniciado caminhadas, mas que não tem conseguido ir 
por conta do trabalho
• Referir que, depois da separação, tem tido relacionamentos casuais e 
que nem sempre usa preservativo - já que “ninguém mais engravida nessa 
idade”
• Quando solicitado cartão vacinal, entregar cartão ao candidato
• Referir que os irmãos são hígido, o pai hipertenso e a mãe diabética
• Dar permissão ao exame físico
• Referir compreender as orientações, se o candidato explicar de forma 
acessível - caso contrário, solicitar que o candidato explique novamente
• Concordar com a realização dos exames indicados pelo médico e com o 
retorno
• Ao final da consulta, agradecer e se despedir do candidato
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
131
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar o exame físico, mostrar a seguinte placa:
• Geral: BEG, corado, hidratado, acianótico, anictérico e afebril 
• Antropometria: peso 82 kg, altura 1,75 m, IMC 26,77 kg/m2, 
circunferência abdominal 91 cm
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 72 bpm, PA 120x70 mmHg
• AR: MV+ bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de 
desconforto respiratório, FR 14 rpm, satO2 98%, em ar ambiente 
• ABD: plano, flácido, RHA+, sem visceromegalias ou tumorações, 
indolor à palpação superficial e profunda, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos, 
perfusão periférica adequada
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada 
• Ao solicitar a carteira vacinal, mostrar a seguinte placa:
• 3 doses de dT - última dose em 02/2008
• 1 dose de febre amarela - dose em 09/2010
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou sobre motivo da consulta
Checklist
132
Questionou comorbidades e medicações de uso contínuo 
e esporádico
Questionou sobre tabagismo, uso de álcool e outras drogas
Questionou alergias
Questionou hábitos alimentares
Questionou sobre atividade física
Questionou sobre vida sexual e comportamento de risco
Solicitou carteira vacinal
Questionou sobre antecedentes familiares
Lavou as mãos e pediu permissão para examinar o paciente
Solicitou peso, altura e circunferência abdominal
Solicitou pressão arterial
Tarefa 02
Esclareceu ao paciente que apresenta sobrepeso
Orientou dieta em déficit calórico
Orientou atividade física moderada — pelo menos 150 
minutos por semana
Solicitou sorologias para HIV, HCV, HBV e sífilis
Orientou uso de preservativo em todas relações para 
prevenção de IST’s
Solicitou colesterol total e frações e triglicérides
Solicitou glicemia de jejum
133
Solicitou colonoscopia ou sangue oculto nas fezes
Orientou vacina de influenza, dose de reforço de dT e 3 
doses de hepatite B
Esclareceu dúvidas e marcou retorno
Debriefing
Conduzir uma consulta de rotina é uma das estações quase certas no fim 
do ano! Sempre terá uma variação ou outra, mas basicamente, devemos: 
construir um boa relação médico-paciente, compreender o motivo da 
consulta, avaliar e tratar comorbidades e promover prevenção à saúde. 
Aqui, nosso paciente não tinha nenhuma queixa ou comorbidade, então, 
nossa tarefa era realizar um atendimento com foco em prevenção primária 
e secundária, não esquecendo dos rastreio indicados para a faixa etária. 
Belezinha? Moleza essa aqui!
134
Tema: Vacinação
Caiu em: UFPR 2019 / HSL 2020
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta e placa com o calendário vacinal dos 
pacientes
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde atendendo 
demanda espontânea e recebe Dona Fátima, 67 anos, com suas duas netas 
Maria, 15 meses, e Júlia, 11anos, para atualização do calendário vacinal.
Tarefa 1: 
Escreva as vacinas indicadas a todos os membros da família, conforme 
cartão vacinal.
Tarefa 2: 
Das vacinas indicadas para Júlia, identifique quais são vacinas de agentes 
inativos e atenuados.
Tarefa 3: 
Após 24 horas da aplicação da vacina DTP, Maria apresentou quadro súbito 
Vacinação
135
de hipotonia e hiporresponsividade, acompanhada de palidez. Escreva as 
condutas pertinentes para o manejo da paciente.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao iniciar a tarefa 01, oferecer placas com os cartões vacinais:
1) Maria, 15 meses
• 1 dose BCG
• 1 dose de hepatite B
• 3 doses de pentavalente
• 3 doses de VIP
• 3 doses pneumocócica 10-valente
• 3 doses de meningocócica C
• 1 dose rota vírus
2) Júlia, 11 anos
• 1 dose BCG
• 1 dose de hepatite B
• 3 doses de pentavalente
• 3 doses de VIP
• 3 doses pneumocócica 10-valente
• 2 doses de rota vírus
• 3 doses de meningocócica C
• 1 dose tríplice viral
• 1 dose tetra viral
136
• 1 dose hepatite A
• 2 doses DTP
• 2 doses VOP
• 1 dose varicela
3) Fátima, 67 anos
• 1 dose de febre amarela
• 3 doses de dT com último reforço há 6 anos
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou para Maria — DTP, VOP, hepatite A e tríplice viral
Indicou para Maria vacina de febre amarela com intervalo 
de 30 dias em relação à tríplice viral
Indicou para Maria tetra viral com intervalo mínimo de 30 
dias em relação à tríplice viral
Indicou para Maria aplicação de vacina para rotavírus 
(VORH) - checklist negativo
Indicou para Maria aplicação simultânea e tríplice e febre 
amarela - checklist negativo
Indicou para Júlia — HPV, meningocócica C e febre amarela
Indicou para Fátima — influenza e hepatite B (3 doses)
Checklist
137
Tarefa 02
Indicou como atenuado: febre amarela
Indicou como inativado: HPV e meningocócica C
Tarefa 03
Indicou observação do paciente até desaparecimento dos 
sintomas
Realizou notificação imediata de evento adverso de vacinação 
à vigilância epidemiológica
Contraindicou novas doses de DTP e orientou que próximas 
doses sejam feitas com DTP acelular
Debriefing
Vacinação é tema certo em prova teórica, mas não podemos nos esquecer do 
famoso calendário vacinal nas provas práticas! Lembrando que essa forma 
de prevenção primária específica não é só para as crianças, e é por isso 
que esse tema também pode aparecer na sua prova de preventiva! Estação 
tranquila, bastante teórica, que cobrava do candidato o calendário vacinal 
da criança, adolescente e idoso, além de contraindicações a aplicação 
de algumas vacinas. Além disso, também tínhamos que saber conduzir 
um evento adverso a vacina de DTP e, claro, notificar para a vigilância 
epidemiológica em até 24h. Tranquilo? Vamos em frente!
138
Tema: Estudos Epidemiológicos
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa e cadeira
Grau de dificuldade: baixo
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é monitor de epidemiologia dos acadêmicos de medicina de uma 
renomada Universidade do país. Em uma das suas atividades, você se 
dispõe a sanar as dúvidas a respeito de um famoso estudo sobre infecção 
por zika vírus e microcefalia. Nesse estudo, foi comparado um grupo de 
recém-nascidos com microcefalia com um grupo de recém-nascidos sem 
microcefalia, avaliando se as suas mães tiveram infecção pelo Zika vírus 
durante a gestação. 
Tarefa 01: 
Cite o modelo de estudo epidemiológico realizado e explique sua 
característica definidora.
Tarefa 02: 
Escreva duas vantagens e duas desvantagens desse tipo de estudo.
Estudos 
Epidemiológicos
139
Tarefa 03: 
Cite a medida de associação mais comum desse tipo de estudo e sua 
limitação.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou corretamente Estudo Caso-Controle
Citou que é um estudo individuado, longitudinal, 
observacional e retrospectivo
Explicou que o estudo parte do desfecho para exposição 
— compara frequência de exposição entre os que têm e os 
que não têm a doença
Tarefa 02
Citou uma das vantagens: rápido e barato (quando comparado 
à coorte), permite avaliação de mais de um fator de risco 
simultaneamente, capaz de estimar risco de desenvolver o 
desfecho, bom para doenças raras e com longo período de 
desenvolvimento
Checklist
140
Citou mais uma das vantagens acima
Citou uma das desvantagens: inadequado para exposição 
ou fatores de risco raros, dificuldade em formar grupos 
controles, vulnerável a viés de memória e incapaz de definir 
risco do desfecho
Citou mais uma das desvantagens acima
Tarefa 03
Citou odds ratio ou razão de chances
Explicou que é uma medida de associação que estima o 
risco e não é capaz de definir
Debriefing
Aqui temos uma estação preventiva "raiz", cobrando conceitos puramente 
teóricos em forma de prova oral. Nessa estação, foi cobrado um dos 
assuntos mais amados pelas bancas: estudos epidemiológicos. Moçada, 
não tem discussão – tem que saber tudo de estudos epidemiológicos de 
trás para frente. Aqui, a tarefa era identificar que se tratava de um estudo 
caso-controle e responder sobre conceitos básicos desse tipo de estudo. 
Essa estação foi quase uma extensão da prova teórica, então, não deixem de 
revisar temas importantes da preventiva, belezinha? 
141
Tema: Meningite Meningocócica
Caiu em: INC 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador e manequim
Cenário: mesa, cadeira, placa com resultado do líquor e bacterioscópico
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de plantão em um serviço de emergência de São Paulo 
e recebe um paciente, 16 anos, previamente hígido com queixa de febre 
alta e cefaleia, acompanhada de vômitos e sonolência há 1 dia. Ao serem 
questionados, familiares referem que paciente nunca foi vacinado.
Tarefa 01: 
Considerando a hipótese diagnóstica principal, demonstre, no manequim, 
três manobras semiológicas que podem ser pesquisadas nesse paciente.
Tarefa 02: 
Diante da hipótese diagnóstica principal, você optou por coletar um líquor, 
cuja análise bioquímica, citológica e bacterioscopia já estão disponíveis 
(foto 01 e 02), porém ainda aguarda resultados finais de cultura. De acordo 
Meningite 
Meningocócica
142
com os resultados dos exames, cite as medidas individuais e coletivas 
indicadas no caso.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato 
• Ao finalizar a tarefa 01, dê ao candidato as seguintes placas:
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/
images?q=tbn%3AANd9GcRjEZatOVc4GTHdAjdCw01DqSNUXzXRWb5wBw&usqp=CAU
Foto 01
Foto 02
Análise líquor
Aspecto turvo
1280 células com 82% de polimorfonucleares 
Glicose 26 mg/dL
Proteína 178 mg/dL
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
143
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Realizou a manobra de Kernig: dor ou restrição do movimento 
ao realizar flexão da coxa sobre o quadril, em ângulo de 90°, 
e em seguida promover a extensão da perna sobre a coxa, 
com paciente em debúbito dorsal (ou variação de Laségue)
Realizou a manobra de Brudzinski corretamente: flexão 
involuntária da perna sobre a coxa e desta sobre a bacia, 
ao fletir a cabeça, com paciente em decúbito dorsal
Avaliou rigidez de nuca corretamente
Tarefa 02
Indicou internação hospitalar
Indicou antibioticoterapia com ceftriaxone 2g EV 12/12h 
(ou penicilina cristalina)
Indicou isolamento por gotículas por até 24 horas do início 
do tratamento 
Indicou profilaxia pós exposição para contactantes íntimos 
e comunicantes de crechesou escolas, nas primeiras 48h
Prescreveu Rifampicina 600 mg/dia VO 12/12 horas por 2 dias 
(ou Ceftriaxona 250 mg IM dose única ou Ciprofloxacino 
500 mg VO dose única) para os contactuantes
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
Caso indicado tratamento com penicilina cristalina, indicou 
quimioprofilaxia para o próprio paciente — pontuação 
negativa se não indicar
Checklist
144
Debriefing
Estação muito interessante aqui! O caso trazia um paciente jovem com 
quadro sugestivo de meningite e a primeira tarefa era demonstrar os sinais 
semiológicos de meningismo: pesquisa de rigidez de nuca, brudzinski e 
kernig (ou lasegue como alternativa). Já a segunda tarefa era a condução do 
caso, após o diagnóstico de meningite meningocócica, lembrando também 
das medidas coletivas: isolamento, quimioprofilaxia dos contactantes e 
notificação imediata para a vigilância epidemiológica. Questão completa 
sobre o tema e que, além do manejo, também exigia do candidato análise 
liquórica e da bacterioscopia. Em frente!
145
Tema: Consulta de Rotina – Hipertensão
Caiu em: CERMAM 2018 / HIAE 2018 / USP SP 2018 / UFPR 2018 / UFPR 
2017 / USP RP 2016 / HIAE 2016
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente e examinador
Cenário: mesa, duas cadeiras, placa com exames laboratoriais e placa com 
descrição do exame físico
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e o próximo 
paciente da sua agenda é o Elias, 64 anos, que vem à consulta de rotina.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Escreva os diagnósticos do paciente.
Tarefa 03: 
Dê as condutas e orientações pertinentes ao caso.
Consulta de Rotina 
Hipertensão
146
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Esclarecer que marcou a consulta para ver como estava a pressão, dizer 
que nas duas últimas consultas, a pressão estava de 150x90 mmHg e 
que tinha esperança de ela abaixar sozinha e não precisar de remédios. 
Também dizer que trouxe alguns exames laboratoriais antigos para 
mostrar ao candidato
• Negar queixas no momento da consulta
• Negar comorbidades conhecidas ou uso de medicações
• Negar tabagismo ou uso de outras drogas e referir consumo de álcool 
socialmente 
• Referir comer o que tem “na mesa”, mas que não é o maior fã de legumes 
e verduras, prefere um torresmo e uma feijoada, acompanhado de uma 
cervejinha 
• Negar atividade física 
• Quando solicitado cartão vacinal, dizer que acha que nunca teve carteira 
de vacina, só quando criança 
• Referir que os irmãos são hígido, o pai falecido de infarto aos 69 anos e 
a mãe hipertensa
• Dar permissão ao exame físico
• Referir compreender as orientações, se o candidato explicar de forma 
acessível - caso contrário, solicitar que o candidato explique novamente
• Ao candidato prescrever a medicação, perguntar por quanto tempo será 
necessário tomar o remédios
• Concordar com a realização dos exames indicados pelo médico e com o 
retorno
• Ao final da consulta, agradecer e se despedir do candidato
147
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar o exame físico, mostrar a seguinte placa:
• Geral: BEG, corado, hidratado, acianótico, anictérico e afebril 
• Antropometria: peso 93 kg, altura 1,72 m, IMC 31,43 kg/m2, 
circunferência abdominal 107 cm
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 82 bpm, PA 155x95 mmHg
• AR: MV+ bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de 
desconforto respiratório, FR 16 rpm, satO2 97%, em ar ambiente 
• ABD: globoso, flácido, RHA+, sem visceromegalias ou tumorações, 
indolor à palpação superficial e profunda, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos, 
perfusão periférica adequada
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada
• Ao solicitar os exames laboratoriais, mostrar a seguinte placa:
• Triglicérides: 190 mg/dL
• HDL 30 mg/dL
• LDL 200 mg/dL
• Glicemia de Jejum: 107 mg/dL
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
148
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou sobre motivo da consulta
Questionou comorbidades e medicações de uso contínuo
Questionou sobre tabagismo, uso de álcool e outras drogas
Questionou sobre hábitos alimentares e atividade física
Solicitou carteira vacinal
Questionou sobre antecedentes familiares
Lavou as mãos e pediu permissão para examinar o paciente
Solicitou peso, altura e circunferência abdominal
Solicitou pressão arterial
Tarefa 02
Hipertensão arterial sistêmica
Dislipidemia
Obesidade
Síndrome metabólica
Checklist
149
Tarefa 03
Prescreveu anti-hipertensivo: bloqueador de canal de cálcio, 
IECA, BRA ou tiazídico
Orientou pelo menos três medidas não farmacológicas 
para HAS: perda de peso, dieta DASH, atividade física, 
moderação do consumo de álcool e restrição do consumo 
de sal
Solicitou exames para avaliar lesão de órgão alvo — pelo 
menos três: fundo de olho, ECG, ácido úrico, urina I (ou 
microalbuminúria), creatinina e potássio
Solicitou colesterol total e frações e triglicérides
Solicitou glicemia de jejum
Solicitou colonoscopia ou sangue oculto nas fezes
Orientou vacina de influenza, dupla adulto, hepatite B e 
febre amarela
Esclareceu dúvidas e marcou retorno
Debriefing
Mais uma estação de consulta de rotina, mas, dessa vez, com foco não 
só preventivo como também no manejo de comorbidades – no caso, 
hipertensão arterial. A estação trazia um paciente obeso com dislipidemia 
e hipertensão arterial, ainda não diagnosticados e sua tarefa era iniciar seu 
tratamento, investigar possíveis lesões de órgãos-alvo, além de indicar os 
rastreios e vacinas para a idade. Questão tranquila e que, com certeza, vai 
aparecer em alguma prova que você vai fazer! Só não esquecer que o foco é 
o paciente e não só a doença, que não vai ter erro, fechou? Bora em frente!
150
Tema: Infarto Agudo do Miocárdio em Unidade Básica 
de Saúde
Caiu em: CERMAM 2017
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente e examinador
Cenário: mesa, duas cadeiras, placa com ECG e placa com descrição do 
exame físico
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e recebe 
paciente, 58 anos, em demanda espontânea com queixa de dor torácica de 
forte intensidade, início súbito, em repouso. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Escreva o diagnóstico eletrocardiográfico do paciente.
Infarto Agudo do 
Miocárdio em Unidade 
Básica de Saúde
151
Tarefa 03: 
Dê as condutas e orientações pertinentes ao caso.
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Entrar no consultório com fácies de angústia, gemente devido à dor, 
levando a mão ao peito com o punho cerrado
• Responder todas as perguntas de forma ansiosa e, por vezes, 
interrompendo o discurso para queixar-se da dor
• Se apresentar como João, 58 anos
• Referir dor restroesternal iniciada há 20 minutos, de forte intensidade, 
em peso, com irradiação para mandíbula e membro superior esquerdo, 
sem alteração à palpacão ou posição , em repouso, com piora ao esforço 
físico
• Referir ter pressão alta e colesterol, mas que não faz uso regular das 
medicações porque “nunca sentiu nada”
• Quando questionado, referir tabagismo 30 anos/maço e uso social de 
álcool 
• Negar eventos cardiovasculares prévios
• Negar alergias conhecidas 
• Quando questionado, negar uso de sildenafil
• Referir que os irmãos são hígidos, o pai teve um infarto aos 54 anos os 
anos e a mãe é falecida por “problema no coração”
• Dar permissão ao exame físico
• Mostrar-se angustiado coma necessidade de transferência e questionar 
se ficará bem
• Referir compreender as orientações, se o candidato explicar de forma 
acessível - caso contrário, solicitar que o candidato explique novamente
• Concordar com as medicações prescritas pelo candidato e com a 
transferência para centro especializado
152
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar o exame físico, mostrar a seguinte placa:
• Geral: REG, sudoreico, descorado 1+/4+, hidratado, acianótico, 
anictérico e afebril 
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 104 bpm, PA 150x90 mmHg em 
ambos membros
• AR: MV+ bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de 
desconforto respiratório, FR 17 rpm, satO2 95%, em ar ambiente 
• ABD: globoso, flácido, RHA+, sem visceromegalias ou tumorações, 
indolor à palpação superficial e profunda, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos nos 
4 membros, perfusão periférica adequada
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada
• Ao solicitar eletrocardiograma, mostrar a seguinte placa:
Fonte: https://img.pebmed.com.br/wp-content/uploads/2017/04/iamanterior-
600x323.png
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
153
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou nome e idade do paciente
Acolheu e tranquilizou paciente
Levou paciente para sala de observação
Solicitou oxigênio - caso paciente com satO2dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir não usar preservativo em todas as relações sexuais
• Negar tratamento de doenças sexualmente transmissíveis prévias
• Negar comorbidades, alergias e vícios
• Referir múltiplos relacionamentos sexuais casuais 
• Referir não ter carteira de vacinação 
• Em relação à queixa, relatar saída de secreção em aspecto de leite 
condensado pelo pênis há 2 dias - sem outros sintomas ou sinais associados
• Após o exame físico, questionar ativamente o médico: “Doutor(a), o que 
eu tenho?”
• Negar ter dúvidas sobre o uso correto do preservativo
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Entregar a foto do exame físico genital, apenas se o candidato solicitar 
o exame físico
15
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou sobre a queixa: aspecto da secreção, duração e 
sintomas associados
Questionou ativamente sobre presença de úlceras, vesículas 
e linfonodomegalias
Questionou sobre antecedentes pessoais: alergias, vícios e 
comorbidades
Checklist
Exame físico do paciente:
• Sinais vitais: FC 72 bpm, PA 120x80 mmHg, satO2 97%, FR 12 rpm
• Ectoscopia: ausência de lesões de pele 
• Demais aparelhos: nada digno de nota
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Fonte: https://greenlifehealths.com/wp-content/
uploads/2019/09/male-and-femal-Gonorrhea.jpg
16
Questionou sobre uso de preservativo nas relações
Questionou sobre parcerias sexuais
Questionou sobre DSTs prévias
Solicitou carteira vacinal
Pediu permissão para examinar o paciente
Higienizou as mãos e calçou as luvas
Solicitou o exame físico da genitália
Definiu a hipótese diagnóstica
Esclareceu a suspeita diagnóstica ao paciente (DST)
Tarefa 02
Escreveu corretamente os agentes etiológicos
Prescreveu Ceftriaxona 500mg IM e Azitromicina 1g VO
Tarefa 03
Ofereceu anti HIV, VDRL e sorologias para hepatite B e C
Orientou sobre a necessidade de convocar as parceiras 
para realização de atendimento
Orientou uso de preservativo em todas as relações sexuais 
e sobre disponibilidade na UBS
Questionou sobre dúvidas a respeito do uso correto do 
preservativo
Orientou necessidade de vacinação: hepatite B, dupla 
adulto, tríplice viral e febre amarela
17
Notificou para unidade sentinela (síndrome do corrimento 
uretral masculino)
Agendou retorno para checar exames e dar seguimento
Questionou o paciente sobre dúvidas
Debriefing
Estação de preventiva sobre consulta de atenção básica de paciente com 
queixa de corrimento uretral. A chave aqui é atender o paciente de forma 
empática, mas não perder o foco da estação: abordagem a uma doença 
sexualmente transmissível. Como em toda a estação com um ator para 
interagir, devemos nos apresentar e nos definir como médicos, além de 
conhecer minimamente o paciente (nem sempre o ator e o personagem 
coincidem!). 
Depois, vamos ao que interessa - nossa primeira tarefa: realizar o atendimento 
inicial - claro que vamos fazer uma anamnese e exame físico direcionados 
e dar um “toque da preventiva” e avaliar a exposição sexual do paciente. 
Lembrem que mesmo que o diagnóstico seja óbvio desde o início, há um 
passo a passo importante que devemos focar para não perder nossos pontos 
do check list. 
Depois de firmado o diagnóstico e explicado ao paciente que se tratar 
de uma DST, podemos ir para a tarefa 2 - mais direta, onde o candidato 
deve escrever os agentes etiológicos prováveis (Neisseria gonorrhoeae e 
Chlamydia trachomatis) e o tratamento antimicrobiano indicado. E para 
terminar, vamos às condutas. Diante de um paciente com uma DST, devemos 
sempre buscar a possibilidade de outras - então, oferecer as sorologias para 
HIV, HBV e HCV e sífilis é obrigatório. Além disso, pela possibilidade de 
infecção de outras pessoas, devemos convocar as parcerias sexuais recentes 
para avaliação e possível tratamento. 
18
E não vamos esquecer da preventiva, moçada - prevenção!!!!! Aqui, entramos 
com a orientação sobre o uso correto do preservativo, além das vacinas 
indicadas para a idade do paciente. A notificação para unidade sentinela 
seria a cereja do bolo, aqui. A dica é sempre se questionar, em uma estação 
de preventiva, se aquela condição é de notificação compulsória - com 
certeza, isso vai estar no checklist! E por fim, você é o médico da UBS, 
garanta o atendimento longitudinal ao paciente e marque um retorno, 
fechou? Agora, ficou moleza não?! Bora em frente!
19
Tema: Acidente com Material Biológico
Caiu em: UFG 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, carteira vacinal e exames laboratoriais 
(entregar apenas quando solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de plantão de um hospital de média complexidade. Um 
técnico de enfermagem da sua equipe refere ter se furado com uma agulha 
de origem desconhecida quando foi realizar um descarte de uma material. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Após realização dos exames solicitados, paciente retorna com os resultados. 
Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Acidente com 
Material Biológico
20
Orientações 
ao Ator:
• Após a entrada do candidato na sala, mostrar-se nervoso e ansioso com 
a situação e só iniciar o diálogo sobre o ocorrido após acolhimento e 
empatia por parte do candidato 
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Quando questionado sobre o acidente, informar que se furou em 
indicador direito com agulha de origem desconhecida, quando foi 
descartar material em “descarpack"
• Referir que houve saída de pequena quantidade de sangue no local do 
acidente
• Referir que estava em uso de EPI (luva de procedimento)
• Informar que o acidente ocorreu há cerca de 1 hora
• Quando questionado, relatar que higienizou o local do acidente com 
água e sabão, imediatamente após o acidente
• Negar comorbidades, especificamente infecção prévia por HBV, HCV e 
HIV 
• Negar medicações de uso contínuo e alergias
• Quando solicitado, entregar carteira vacinal completa com última dose 
de tétano há 3 anos e 3 doses de hepatite B
• Quando disponível o resultado dos exames, perguntar ativamente para 
o candidato: “Dr., eu me infectei?”
• Quando prescrita a PEP para infecção por HIV, questionar sobre 
possibilidade de infecção mesmo em uso de profilaxia
• Após esclarecimentos sobre a PEP para HIV, questionar sobre profilaxia 
de HBV e HCV
• Negar ter dúvidas ao final da consulta
21
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Ao solicitar a segunda tarefa, entregar ao candidato os resultados dos 
exames: 
Anti HCV NR
Anti HIV NR
HBsAg NR 
Anti HBs > 10 
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar exame físico, informar apenas exame físico sem alterações.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Realizou acolhimento do funcionário, de forma empática
Questionou sobre o acidente: tipo (perfurocortante) e 
material biológico envolvido (sangue)
Questionou sobre o paciente fonte
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
22
Questionou sobre tempo decorrido desde o acidente
Questionou se o funcionário higienizou o local do acidente
Questionou sobre o uso correto de EPI no momento do 
acidente
Questionou sobre comorbidades, especificando infecção 
por HIV, HCV e HBV
Questionou sobre alergias e medicações de uso contínuo
Solicitou carteira vacinal
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos
Realizou exame físico do local do acidente
Esclareceu sobre necessidade de sorologias do paciente 
para definir conduta
Solicitou anti HBs, HBsAg, anti HCV e anti HIV
Tarefa 02
Explicou que o resultado dos exames negativos não 
excluem a possibilidade de infecção,em membros superiores. Paciente 
nega viagens recentes, uso de medicações, vícios, comorbidades, alergias e 
refere ter sido vacinado só quando criança. Ao ser questionado, relata que 
participou de uma degustação de queijos, vinhos e conservas ontem, de 
produção própria, na casa de um amigo. Ao exame neurológico, paciente 
apresentava fraqueza muscular flácida simétrica em membros superiores, 
sem alterações de sensibilidade, além de alterações faciais, conforme 
Imagem 01.
Botulismo
161
Tarefa 01: 
Escreva a sua principal hipótese diagnóstica e agente etiológico relacionado.
Tarefa 02: 
Cite a fisiopatologia dos achados clínicos do paciente e o método diagnóstico 
para confirmação da hipótese.
Tarefa 03: 
Dê as condutas pertinentes ao caso.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Fornecer a Imagem 01 junto com o caso clínico
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQep_
yKDPvd8Rc8RB6cHUPv5WqCz-p6zVuDJg&usqp=CAU
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Imagem 01
162
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou Botulismo Alimentar como principal hipótese 
diagnóstica
Citou Clostridium botulinum
Tarefa 02
Neurotoxina inibe de forma irreversível a liberação de 
acetilcolina na junção neuromuscular pela membrana pré 
sináptica
Solicitou identificação de toxina em amostra de sangue e/
ou fezes
Tarefa 03
Solicitou identificação de toxina em amostra bromatológica 
(alimento suspeito)
Indicou busca ativa de casos
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
Indicou necessidade de orientação sobre preparo, conservação 
e consumo adequado de alimentos e conservas para população
Indicou lavagem intestinal, enema ou uso de laxantes
Solicitou monitorização cardiorrespiratória
Indicou soro antibotulínico (SAB)
Solicitou transferência do paciente para serviço terciário 
com UTI
Checklist
163
Debriefing
Diante de um paciente com paralisia flácida aguda simétrica e descendente, 
com preservação do nível de consciência e alterações bulbares - visão turva, 
diplopia, ptose palpebral, disartria, disfonia e disfagia - temos que estar 
atentos à possibilidade de botulismo. Se o paciente trouxer informações de 
consumo de alimentos de origem duvidosa ou ferimento, aí o diagnóstico 
vai estar piscando para você (presente da banca!). Essa estação cobrou 
exatamente isso: um paciente com suspeita de botulismo alimentar - e, aqui, 
a sua tarefa era conduzir o caso do ponto de vista diagnóstico e terapêutico. 
Lembrando que esses pacientes podem apresentar disautonomia e 
comprometimento respiratório! Então, devemos deixar esse paciente bem 
monitorizado, caso preciso de suporte invasivo. Belezinha? Mais uma 
vez, não esqueça das medidas coletivas que o diagnóstico de um caso de 
botulismo gera, fechou? 
164
Tema: Acidente por Loxosceles
Grau de dificuldade: alto
Tempo da estação: 7 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta e placa com imagem do braço da 
paciente
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade de 
Ponta Grossa/Paraná e recebe uma paciente, 28 anos, com relato de ferida 
em braço após provável picada por algum “bicho”. A paciente conta que, 
há dois dias, estava trocando de roupa e sentiu uma dor súbita em braço 
esquerdo, evoluindo com vermelhidão e inchaço local. Porém, não achou 
que era “nada demais” e por isso, não buscou atendimento médico. Mas 
hoje, paciente notou piora importante da lesão que se tornou arroxeada e 
enegrecida com pontos pálidos no centro (imagem 1), com dor em queimação, 
e decidiu vir ao Pronto Atendimento. Na admissão, paciente encontrava-se 
em bom estado geral, consciente e orientada, estável hemodinamicamente, 
corada, anictérica e assintomática - exceto pela lesão em membro superior 
esquerdo. 
Acidente por 
Loxosceles
165
Tarefa 01: 
Escreva o nome da lesão apresentada pela paciente e o provável diagnóstico. 
Tarefa 02: 
Cite as condutas pertinentes ao caso.
Tarefa 03: 
Indique três exames laboratoriais que poderiam ser solicitados para ampliar 
a investigação clínica da paciente.
Orientações 
ao Examinador:
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Entregar imagem 01, no início da estação:
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcSyHZ
8SBnSIKHerjWvAFNNAMXK02LdEDsUL-w&usqp=CAU
Imagem 01
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
166
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou acidente por Loxosceles ou aranha marrom
Citou placa marmórea
Tarefa 02
Indicou limpeza periódica do local do acidente com 
antisséptico (5-6 vezes por dia)
Indicou realização de compressa fria no local da picada
Indicou analgesia simples — dipirona sódica 10mg/kg 
6/6h
Indicou prednisona 40mg/dia por 5 dias
Indicou soro antiaracnídeo endovenoso
Citou 5 ampolas de soro antiaracnídeo para acidente 
moderado
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
Tarefa 03
Indicou um dos exames: hemograma, bilirrubina total 
e frações, ureia, creatinina, coagulograma, potássio e 
haptoglobina
Indicou mais um das acima
Indicou mais um dos acima
Checklist
167
Debriefing
Mais uma estação sobre acidente com animais peçonhentos, mas, dessa vez, 
temos um araneísmo! Aqui, a estação cobrou a condução de um acidente por 
aranha marrom ou Loxosceles, contemplando tanto medidas individuais 
como coletivas. Como toda estação de preventiva, sempre se pergunte: 
devo notificar? E a maioria das vezes, a resposta será sim (risos)! Não é uma 
estação fácil porque não é um assunto tão discutido, mas se souber a parte 
teórica, tenha certeza que você vai voar. Bora em frente!
168
Tema: Acidente Crotálico
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, imagem da cobra, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de uma Unidade de Pronto Atendimento da região 
metropolitana de Belo Horizonte/MG e recebe o paciente João de 32 
anos, trabalhador rural, após ter sido picado por uma serpente há 3 horas. 
Paciente, previamente hígido e sem histórico vacinal, trouxe a cobra em 
uma caixa para ajudar na avaliação (foto 01). 
Acidente Crotálico
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRaFmfd_
qJvhuNMfK1PK48fiWOAVvzKauHs8A&usqp=CAU
Foto 01
169
Tarefa 01: 
Cite o tipo de acidente ofídico do paciente e o quadro clínico esperado.
Tarefa 02: 
Dê as condutas pertinentes ao caso.
Tarefa 03: 
Cite a principal complicação deste tipo de acidente e os exames laboratoriais 
para sua investigação.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer foto 01, juntamente ao caso clínico
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou acidente crotálico
Citou local da picada com alterações discretas
Citou fácies miastênica com ptose palpebral e flacidez da 
musculatura facial
Checklist
170
Citou alterações oculares: diplopia, visão turva e/ou 
oftalmoplegia
Citou mialgia
Citou urina avermelhada ou acastanhada
Tarefa 02
Indicou lavagem do local da picada com soro fisiológico e 
antisséptico
Indicou hidratação endovenosa guiada por débito urinário 
1 a 2mL/kg/hora
Prescreveu analgesia
Indicou soro anticrotálico endovenoso
Indicou necessidade de profilaxia antitetânica
Indicou profilaxia correta: 3 doses de dT (1 no atendimento) 
e soro antitetânico ou imunoglobulina
Realizou notificação imediata para vigilância 
epidemiológica
Tarefa 03
Citou lesão renal aguda por necrose tubular aguda
Indicou pelo menos dois dos: uréia, creatinina, ácido 
úrico, fósforo e potássio
Debriefing
Entre os acidentes com animais peçonhentos, os acidentes ofídicos são os 
queridinhosdas bancas - em especial, os acidentes botrópico e crotálico. 
É muito importante saber diferenciar a clínica esperada em cada um dos 
acidentes, as características de cada cobra e, claro, a condução do caso - 
171
tanto individual, como coletiva. Aqui, a estação exigia que o candidato 
identificasse a cobra para que, então, pudesse seguir com a estação. A chave 
da questão era identificar tratar-se de um acidente com cascavel, depois 
disso, a estação conseguiria se desenrolar! Lembrando que, no acidente 
crotálico, temos um paciente com sintomas neurológicos, lesão no local da 
picada discreta e urina avermelhada, por mioglobinúria. Além dos cuidados 
gerais, o soro cobra-específico deveria ser indicado, assim como, realizar a 
notificação imediata para a vigilância epidemiológica. Fechou, pessoal? Em 
frente!
172
Tema: Consulta de Rotina: Emagrecimento
Caiu em: CERMAM 2018 / HIAE 2018 / USP SP 2018 / UFPR 2018 / UFPR 
2017 / USP RP 2016 / HIAE 2016
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 7 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente e examinador
Cenário: mesa, duas cadeiras, placa com descrição do exame físico e carteira 
vacinal
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e a próxima 
paciente da sua agenda é Amanda, 27 anos, que vem à consulta de rotina.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Dê as condutas e orientações pertinentes ao caso.
Consulta de Rotina: 
Emagrecimento
173
Orientações 
à Atriz:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Esclarecer que marcou a consulta porque precisa de ajuda para emagrecer. 
Relata estar insatisfeita com o seu corpo e ter visto, na internet, alguns 
remédios para emagrecer - mas que para conseguir, precisaria de receita 
médica e por isso, decidiu vir à UBS
• Referir já ter tentado emagrecer - deixava de comer “tudo”, mas não 
conseguia manter por muito tempo, além disso, relatar nunca ter tido 
auxílio de profissionais da saúde,
• Negar comorbidades conhecidas ou uso de medicações
• Negar tabagismo ou uso de outras drogas e referir consumo de álcool 
socialmente 
• Negar alergias
• Referir que não sente muita fome e não come muito, mas que 
costuma comer pequenas porções ao longo do dia, como amendoim, 
biscoitos, torradas, etc. Relatar também comer doces com frequência, 
principalmente, quando está na TPM
• Referir que não gosta muito de frutas, mas que até come salada
• Referir que não realiza atividade física, porque não tem como pagar 
academia com o salário que ganha
• Referir que tem um parceiro fixo, com quem tem relações sexuais com 
preservativo, além disso, faz uso de anticoncepcional oral diariamente, 
sem nunca ter esquecido um comprimido
• Quando solicitado cartão vacinal, entregar cartão ao candidato
• Referir que os irmãos e mãe são hígidos, mas o pai hipertenso
• Dar permissão ao exame físico
• Referir compreender as orientações, se o candidato explicar de forma 
acessível - caso contrário, solicitar que o candidato explique novamente
• Após orientações, insistir para que o candidato prescreva algum remédio 
para emagrecer
174
• Após candidato explicar a ausência de indicação de medicamentos 
para auxiliar no emagrecimento, dizer que entendeu e que seguirá as 
orientações fornecidas
• Referir ter realizado dois exames colpocitológicos nos últimos dois anos, 
com resultado normal
• Ao final da consulta, concordar com o retorno ambulatorial, agradecer 
e se despedir do candidato
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a 
anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar o exame físico, mostrar a seguinte placa:
• Geral: BEG, corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril 
• Antropometria: peso 77 kg, altura 1,60 m, IMC 30 kg/m2, circunferência 
abdominal 85 cm
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 81 bpm, PA 110x60 mmHg
• AR: MV+ bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de 
desconforto respiratório, FR 13 rpm, satO2 99%, em ar ambiente 
• ABD: globoso, flácido, RHA+, sem visceromegalias ou tumorações, 
indolor à palpação superficial e profunda, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos, 
perfusão periférica adequada
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada 
• Ao solicitar a carteira vacinal, mostrar a seguinte placa:
• 3 doses de dT - última dose aos 15 anos
• 1 dose de febre amarela
175
• 2 doses de HPV
• 2 doses tríplice viral
• 3 doses de hepatite B
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou sobre motivo da consulta
Questionou comorbidades, medicações de uso contínuo, 
alergias e vícios
Questionou sobre tentativas prévias de emagrecimento
Questionou sobre quantidade e qualidade dos alimentos 
ingeridos
Questionou sobre padrão alimentar — beliscador, 
compulsivo, etc.
Questionou sobre atividade física regular
Questionou sobre antecedentes ginecológicos, sexuais e 
obstétricos
Solicitou carteira vacinal
Questionou sobre antecedentes familiares
Lavou as mãos e pediu permissão para examinar o paciente
Solicitou peso, altura e circunferência abdominal
Checklist
176
Solicitou pressão arterial
Tarefa 02
Orientou que para emagrecer paciente deve ingerir menos 
calorias do que gasta (déficit calórico)
Orientou substituição de alimentos por opções menos 
calóricas
Orientou aumentar consumo de frutas, legumes e verduras 
(conforme gosto)
Orientou realizar refeições fracionadas em vez de “beliscar” 
durante todo o dia
Ofereceu possibilidade de acompanhamento com 
nutricionista
Orientou atividade física moderada — pelo menos 150 
minutos por semana
Orientou que paciente pode buscar locais gratuitos para 
se exercitar: SESC, CEU, parques, etc.
Não indicou exame colpocitológico
Orientou dose de reforço de dT
Esclareceu dúvidas e marcou retorno
Não indicou medicamento para emagrecer
177
Debriefing
Mais uma estaçãozinha de rotina para você ficar craque e voar no fim do 
ano, já que é um assunto muito lembrado pelas bancas! Aqui, além de fazer 
um atendimento integral da paciente, você deveria atender a uma demanda 
específica: desejo de emagrecer com auxílio de remédios. A sua tarefa era 
compreender a relação da paciente com a alimentação e orientar o processo 
de emagrecimento com base em uma dieta sustentável com déficit calórico 
aliado à atividade física. Mudança de comportamento requer vínculo e o 
candidato deveria conseguir convencer a paciente de que a melhor estratégia 
era a proposta por ele, não o uso de medicações, fechou? Não esquecendo 
também do enfoque em prevenção primária, secundária e quaternária, 
belezinha? Afinal, estamos na estação de preventiva! Bora seguir.
178
Tema: Febre Amarela
Caiu em: CERMAM 2018
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 7 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta e placa com o exame físico do paciente
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de uma Unidade de Pronto Atendimento de Mairiporã/SP 
e recebe Fábio, 27 anos, por queixa de febre e mal estar. Paciente refere que 
apresentou quadro de febre, calafrio, mialgia e prostração iniciado há 4 dias, 
evoluiu com melhora ontem, porém, hoje, apresentou piora da febre, além 
de sangramento nasal e gengival. Quando questionado, paciente refere que 
no último final de semana, fez uma viagem de ecoturismo com um grupo de 
amigos - mas que só se sentiu mal, depois de quase uma semana da viagem. 
Paciente nega comorbidades, medicações de uso contínuo, uso de drogas, 
alergias ou exposição sexual de risco, refere também não ser vacinado desde 
a infância. 
Tarefa 1: 
Considerando a principal hipótese diagnóstica, indique os exames 
laboratoriais que podem contribuir paraavaliação e estratificação de risco 
do paciente.
Febre Amarela
179
Tarefa 2: 
Cite dois sinais clínicos de gravidade presentes no caso do paciente e 
indique o(s) exame(s) a ser(em) solicitados para diagnóstico.
Tarefa 3: 
Diante da confirmação do caso, dê as condutas do ponto de vista 
epidemiológico.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a 
anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Oferecer placa do exame físico junto ao caso clínico:
• Geral: REG, descorado 2+/4+, desidratado 1+/4+, ictérico 3+/4+ e febril 
com TAX 38,5 C
• ACV: BRNF em 2T sem sopros, FC 57 bpm, PA 120x80 mmHg
• AR: MV+ bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de 
desconforto respiratório, FR 18 rpm, satO2 96%, em ar ambiente 
• ABD: globoso, flácido, RHA+, hepatomegalia a 3cm do RCD 
dolorosa à palpação, sem tumorações, doloroso à palpação superficial 
e profunda de epigástrio e hipocôndrio direito, normotimpânico
• EXT: sem edema, panturrilhas livres, pulsos amplos e simétricos, 
perfusão periférica adequada
• Neuro: consciente e orientado em tempo e espaço, PIFR, sem déficits 
focais, força muscular grau 5 nos quatro membros, sensibilidade 
preservada
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
180
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou ureia e creatinina
Indicou hemograma
Indicou bilirrubina total e frações
Indicou transaminases
Indicou coagulograma
Indicou proteína urinária
Tarefa 02
Citou icterícia intensa como sinal de gravidade
Citou sintomas hemorrágicos como sinal de gravidade
Indicou isolamento viral ou RT-PCR em amostra de sangue 
(até 5 dias de sintomas)
Tarefa 03
Proteção do paciente com febre amarela da picada de 
mosquitos - citar pelo menos dois: tela na janela, uso 
de repelentes, uso de mosquiteiros e roupas com maior 
cobertura corporal
Indicou busca ativa de casos suspeitos de febre amarela
Indicou investigação de epizootias
Checklist
181
Indicou vacinação para febre amarela para os residentes 
locais não vacinados
Indicou ações emergenciais de eliminação do Aedes no local
Indicou uso de proteção individual para picada de mosquitos 
para a população
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
Debriefing
As arboviroses sempre são um tema quente nas provas de Residência Médica 
e, dessa vez, temos uma estação de Febre Amarela! Nosso paciente buscou 
atendimento médico, apresentando uma síndrome febril ictérica que 
evoluiu com manifestações hemorrágicas, com um vínculo epidemiológico 
importante. No exame físico, ainda observamos o sinal de faget, o que 
contribui ainda mais para nossa hipótese! O enfoque da estação foi muito 
mais “preventivo” do que clínico - a preocupação foi realizar o diagnóstico, 
indicar sinais de gravidade e as condutas epidemiológicas pertinentes 
diante de um caso de febre amarela. Afinal, temos muita preocupação com 
a reurbanização da Febre Amarela, belezinha? Bora pra próxima!
182
Tema: Testes Diagnósticos
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa e cadeira
Início da Estação
Caso Clínico: 
Em uma pesquisa para estabelecer o valor de um metabólito urinário como 
teste diagnóstico para uma doença recém descoberta, determinou-se que 
o ponto de corte ideal fosse 30 U/mL para considerar o resultado como 
positivo - conforme o gráfico a seguir. Considere outros dois pontos de 
corte 20 U/mL e 40 U/mL para análise das tarefas desta estação.
Testes Diagnósticos
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcT1irs
KdUyXpIdCawV2SZe-FXElakAn8YGJsg&usqp=CAU
183
Tarefa 01: 
Cite as alterações de sensibilidade e especificidade do teste, caso o ponto 
de corte considerado fosse 40 U/mL e em que situação seria benéfica essa 
mudança.
Tarefa 02: 
Cite as alterações de sensibilidade e especificidade do teste, caso o ponto 
de corte considerado fosse 20 U/mL e em que situação seria benéfica essa 
mudança.
Tarefa 03: 
Considere uma população com alta prevalência dessa doença, cite o que 
seria esperado em relação ao valor preditivo positivo, valor preditivo 
negativo, sensibilidade e especificidade.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a 
anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
184
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou redução da sensibilidade
Indicou aumento da especificidade
Citou pelo menos uma das: confirmação de uma doença, 
doença intratável, quando resultados falsos-positivos podem 
provocar danos e situação em que é importante confirmar 
ausência de doença
Tarefa 02
Indicou aumento da sensibilidade
Indicou redução da especificidade
Citou pelo menos uma das situações: banco de sangue, 
doenças tratáveis, triagens diagnósticas e doenças muito 
graves
Tarefa 03
Indicou maior valor preditivo positivo
Indicou menor valor preditivo negativo
Citou que não haveria mudança na sensibilidade e 
especificidade (inerentes ao teste)
Checklist
185
Debriefing
Aqui, temos uma estação preventiva cobrando conceitos teóricos! O tema 
da vez, queridinho das bancas, foi testes diagnósticos. É um tema que cai 
em toda prova teórica de residência médica, o que não significa que não 
possa aparecer na sua prova prática, então, muita atenção! Não deixem de 
revisar temas chaves da preventiva para a prova prática, belezinha? Nessa 
estação, foram cobrados conceitos de sensibilidade, especificidade, valor 
preditivo positivo e negativo, sem grandes dificuldades. Moçada, não pode 
comer bola aqui, belezinha? Vamos em frente!
186
Tema: Técnica de Uso de Insulina em Diabetes Tipo 2
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 7 minutos
Ator/examinador: examinador e manequim
Cenário: mesa, cadeira, frasco de insulina NPH, frasco de insulina regular, 
algodão, álcool, agulha, seringa e caixa de descarte de perfurocortantes
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e o próximo 
paciente da sua agenda é o Francisco, 65 anos, que vem para receber 
orientações sobre o uso correto de insulina NPH e regular. Paciente, 
em acompanhamento em atenção secundária com endocrinologista por 
diabetes mellitus tipo 2 de difícil controle, buscou UBS por dificuldades na 
técnica de aplicação da insulina. 
Tarefa 01: 
Dê as orientações pertinentes ao paciente em uso de insulinoterapia.
Técnica de Uso 
de Insulina em 
Diabetes Tipo 2
187
Tarefa 02: 
Demonstre a forma correta de aplicação da insulina em manequim.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a 
anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato, de forma verbal ou não verbal
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Orientou que a insulina deve ser armazenada refrigerada 
(entre 2 a 8°C)
Orientou que paciente anote data de abertura do frasco de 
insulina e que não use por mais de um mês
Orientou que paciente deve observar a cor da insulina 
antes da aplicação - insulina regular é cristalina e NPH é 
turva - e descartar o frasco em caso de alteração
Orientou que paciente pode reutilizar a seringa com agulha 
acoplada desde que não tenha sido contaminada
Orientou descarte da seringa acoplada com agulha em 
recipiente de material perfurocortante ou recipiente rígido 
resistente que, quando cheio, deve ser encaminhado à UBS
Checklist
188
Orientou que aplicação pode ser feita em: braços (parte 
superior externa), coxas (anterior lateral), abdome e glúteo
Orientou rodízio do local da aplicação - evitando mesmo 
local nos próximos 15 dias
Orientou sinais de hipoglicemia - pelo menos três: sudorese, 
cefaleia, palpitação, tremor, apreensão, tontura, fraqueza 
e confusão
Orientou em caso de hipoglicemia consumir duas colheres 
de chá deaçúcar, duas balas ou 100 mL de suco (10g de 
glicose) e repetir em 15 minutos, se necessário
Tarefa 02
Lavou as mãos antes do preparo da insulina
Rolou o frasco de insulina para misturar o conteúdo
Limpou a tampa do frasco com álcool
Aspirou primeiro a insulina regular e depois a NPH
Verificou a presença de bolhas na seringa e retirou, caso 
presente
Pinçou o local de aplicação entre dois dedos e introduziu 
a agulha a 90°
Após injetar o conteúdo, aguardou 5 segundos para retirar 
agulha do subcutâneo
Recapou a seringa após uso (se acoplada) ou descartou em 
local apropriado
Debriefing
Não preciso dizer o quanto é importante que o paciente diabético insulino-
dependente seja orientado adequadamente sobre o uso correto da insulina 
- desde seu armazenamento, aplicação, até o manejo de seus efeitos 
189
colaterais. A proposta dessa estação foi explorar se o candidato conseguiria 
de forma completa, orientar a insulinoterapia e demonstrar a forma correta 
de aplicação. Não é um tema de grande dificuldade teórica, mas há vários 
detalhes a serem lembrados, então, aproveite a estação para relembrar. 
Belezinha? Situação que é cotidiana na UBS e, assim, pode aparecer na 
sua prova de preventiva do final do ano, fechou? Vamos para mais uma, 
moçada!
190
Tema: Infecção por Zika
Caiu em: UFG 2018 / HSL 2017 / UNICAMP 2017
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 7 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta, fita métrica e manequim de bebê
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e a próxima 
paciente da sua agenda é Mariana, 28 anos, primigesta que irá viajar para 
zona de risco para zika vírus e vem à consulta em busca de orientações. 
Tarefa 01: 
Dê as orientações pertinentes sobre transmissão e prevenção da infecção.
Tarefa 02: 
Escreva três alterações que podem estar presentes na infecção congênita 
pelo zika vírus.
Tarefa 03: 
Considerando que microcefalia é uma das manifestações da infecção 
congênita pelo zika vírus, demonstre a medida do perímetro cefálico e cite 
outra infecção congênita que cause microcefalia.
Infecção por Zika
191
Orientações 
à Atriz:
• Ouvir com atenção as orientações fornecidas pelo candidato e, caso 
utilize termos técnicos, solicitar que explique novamente
• Questionar ativamente sobre os sintomas que podem aparecer na 
infecção pelo zika vírus
• Questionar o que deve fazer, caso apresente sintomas compatíveis com 
infecção por zika vírus
• Questionar se a infecção é transmitida por qualquer mosquito
• Referir compreender as orientações fornecidas e negar dúvidas
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou pelo menos três dos sintomas: exantema 
maculopapular, conjuntivite não purulenta, febre baixa, 
artralgia, cefaleia, mialgia e prurido
Checklist
192
Explicou que paciente não deve fazer uso de AAS ou AINES, 
na suspeita de infecção por zika vírus
Orientou paciente a buscar serviço de saúde, em caso de 
sintomas
Explicou que o vírus é transmitido pelo Aedes aegypti, 
Aedes sp. ou Aedes albopictus
Informou sobre outras formas de transmissão: sexual, 
transfusão sanguínea e vertical
Orientou medidas de proteção individual ao vetor - pelo 
menos 3: uso de repelentes, telas em janelas e portas, uso de 
roupas impermeáveis com permetrina, uso de inseticidas, 
mosquiteiros, roupas com cobertura para todo corpo
Orientou a evitar relações sexuais com casos suspeitos de 
infecção por zika vírus e fazer uso de preservativos
Tarefa 02
Citou pelo menos um dos: microcefalia, calcificações 
intracranianas, alterações oftalmológicas, oligodrâmnio/
anidrâmnio, restrição de crescimento intrauterino, 
malformações, surdez, aborto e parto prematuro
Citou mais um dos acima
Citou mais um dos acima
Tarefa 03
Realizou a medida correta do perímetro cefálico entre a 
glabela e a protuberância occipital externa
Citou como causa de microcefalia: CMV, sífilis e toxoplasmose
193
Debriefing
Estação sobre infecção por zika vírus, com uma abordagem de prevenção e 
orientação para uma paciente gestante. Apesar de não ser mais o “tema da 
moda”, o enfoque em orientar o paciente para minimizar o risco de infecção 
pode ser extrapolado para outras afecções. Para isso, é importante que esteja 
claro para o paciente como o agente é transmitido, para que assim, ele possa 
tomar as medidas adequadas para evitar o contágio. É importante também 
que o paciente saiba os sinais e sintomas que podem aparecer, no caso da 
infecção, para que ele possa buscar o sistema de saúde e tomar as medidas 
necessárias. Lembrando que o zika é mais uma arbovirose de notificação 
compulsória, e deve ser imediata quando falamos de gestantes, belezinha? 
Estaçãozinha tranquila!
194
Tema: Saturnismo
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta e imagem com linha gengival de 
burton
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e recebe 
paciente José, 42 anos, em demanda espontânea trazido por sua esposa 
Márcia por queixa de dor abdominal. Paciente relata dor abdominal, 
em cólica, difusa, recorrente, com piora progressiva, associada a náuseas 
e vômitos. Acompanhante relata que, além das crises de dor abdominal, 
paciente também tem apresentado surtos de agressividade e dificuldade 
de fazer cálculos que antes fazia de cabeça. Paciente nega comorbidades 
conhecidas, medicações de uso contínuo, vícios ou alergias. Refere também 
que mora com a esposa e seus dois filhos em casa de alvenaria e trabalha 
em uma empresa de reciclagem de baterias automotivas há anos. Ao exame 
físico, paciente apresentava abdome doloroso à palpação difusa e com 
oroscopia conforme Imagem 01 – sem outras alterações dignas de nota.
Tarefa 01: 
Indique a hipótese diagnóstica mais provável e o exame confirmatório.
Saturnismo
195
Tarefa 02: 
Cite outras manifestações clínicas que poderiam estar presentes no caso, 
além de outras exposições ocupacionais que relacionadas.
Tarefa 03: 
Dê as condutas pertinentes ao caso.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Fornecer a Imagem 01 junto ao caso clínico
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/
images?q=tbn%3AANd9GcTFZIlDzBpZgYkN9tyGj9ru_cunw-tVY0Tkbw&usqp=CAU
Imagem 01
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
196
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou como hipótese diagnóstica intoxicação por chumbo 
ou saturnismo
Indicou dosagem de chumbo sérico
Tarefa 02
Citou pelo menos dois dos: hipertensão, gota, síndrome 
de fanconi, encefalopatia crônica, anemia microcítica com 
pontilhados basofílicos, nefrite intersticial e infertilidade
Indicou como exposição – pelo menos três: pigmentos para 
tintas, petrolíferas, indústria automobilística, mineradoras, 
construção naval e tipografia
Tarefa 03
Prescreveu quelante de chumbo (EDTA e dimercaprol)
Indicou afastamento da fonte de intoxicação
Realizou abertura do CAT
Realizou notificação para vigilância epidemiológica
Checklist
Debriefing
Aqui temos uma estação cobrando um tema não tão comum, mas que 
pode aparecer na sua prova de preventiva! Por ser um assunto que gera 
repercussões não só individuais, como coletivas, a medicina do trabalho 
197
pode ser cobrada na sua prova prática, então, muita atenção! Nessa estação, 
temos um paciente, trabalhador da indústria de baterias (fique de olho, essa 
informação não está aí à toa!), com queixa de dor abdominal recorrente, 
alteração de atenção e de comportamento. Até aqui, o diagnóstico poderia 
não ser tão claro, mas a bancanos dá uma informação chave para a hipótese 
diagnóstica do paciente - ele apresenta, ao exame físico, a famosa linha 
gengival de burton. O acúmulo do chumbo na região da gengiva gera a 
alteração de coloração apresentada pelo paciente, então, diante desse achado, 
temos que pensar em intoxicação por chumbo ou saturnismo. Depois de 
feita a suspeita, a estação se desenrolava sem grandes dificuldades - devendo 
o candidato ter noções do seu diagnóstico e tratamento. Importante 
lembrar que qualquer acidente de trabalho ou doença ocupacional deve 
ser notificada para a vigilância epidemiológica, além disso, também está 
indicada a abertura do CAT. Fechou, moçada?
198
Tema: SOAP
Caiu em: USP SP 2018
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: examinador e ator
Cenário: mesa, cadeira, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde, em atendimento 
de demanda espontânea, e recebe a paciente Lígia, 45 anos, personal trainer, 
com diagnóstico recente de hipertensão arterial sistêmica. Paciente busca 
atendimento, demonstrando bastante ansiedade e medo pelo fato de sua 
vizinha ter aferido sua pressão arterial pela manhã e detectado que a mesma 
estava 145x90 mmHg. Preocupada, fez uma busca na internet para entender 
melhor a sua doença e descobriu que a hipertensão pode ser causa de infarto 
do coração (sic). Como seu pai teve um infarto aos 76 anos, está muito 
angustiada com a gravidade da sua doença. Paciente leu que há um exame 
revolucionário para prever a chance de infartar, chamado angiotomografia 
com escore de cálcio, e relata que gostaria de fazer para se prevenir.
Ao exame físico, paciente em bom estado geral, corada, hidratada e afebril, 
com PA 140x90 mmHg, FC 75 bpm, SatO2 99% em ar ambiente, FR 17 
irpm, altura 1,70 e peso 76 kg. Sem outras alterações dignas de nota.
SOAP
199
Tarefa 01: 
Preencha o prontuário (campos S, O, A) de acordo com o registro clínico 
orientado por problemas (modelo SOAP).
Tarefa 02: 
Dê as orientações pertinentes para a paciente, com base nas suas queixas e 
anseios.
Orientações 
ao Ator/Atriz:
• Agir de forma ansiosa, até ser efetivamente acalmada pelo candidato - 
balançar as pernas, mexer os dedos continuamente, etc.
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Esclarecer que marcou a consulta porque sua pressão estava alta e tem 
medo da gravidade da sua doença, afinal, seu pai teve um infarto, tendo 
que ficar até internado em UTI
• Quando questionada, dizer que tem medo de sofrer um infarto ou 
derrame por conta da hipertensão. Dizer que teme não só morrer, mas 
ficar sequelada e não poder ter a vida que gosta - praticando esportes, 
viajando, etc.
• Questionar se a hipertensão necessariamente causa infarto ou AVC
• Quando questionada, referir que tem uma dieta adequada (com consumo 
de carnes magras, legumes e frutas) - porém, nos últimos meses, acabou 
cometendo excessos pelo estresse com problemas familiares
• Referir que pratica atividade física quase diariamente, no mínimo 4 
vezes por semana
• Quando o candidato negar a realização da angiotomografia, mostrar-se 
descontente e insistir na sua realização- “tenho o direito de saber o risco 
que corro”
• Caso o candidato não seja empático com a solicitação da paciente e 
explique de forma clara, assuma uma postura insistente sobre a realização 
do exame
200
• Referir compreender as orientações, se o candidato explicar de forma 
acessível
• No fim da consulta, perguntar para o candidato se não tem como ele 
prescrever um calmante - porque tem ficado muito ansiosa com a família 
e, agora, com “essa doença”
• Após candidato explicar a ausência de indicação de tratamento 
medicamentoso para ansiedade, dizer que entendeu e que seguirá as 
orientações fornecidas
• Ao final da consulta, referir que compreendeu as orientações, agradecer 
e se despedir do candidato
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou na letra S: medo de infartar e morrer devido ao 
diagnóstico recente de HAS
Indicou na letra O: pressão arterial e IMC
Indicou na letra A: hipertensão arterial sistêmica
Checklist
201
Indicou na letra A: sobrepeso e ansiedade
Tarefa 02
Explica que o quadro da paciente não é grave
Questiona a razão de a paciente achar o quadro grave ou 
pergunta se (ou por que) ela tem medo
Trata o risco advindo do quadro de hipertensão como 
probabilidade (de doença) e não como certeza (da ocorrência 
ou não de desfechos)
Usa fatores da história clínica e/ou da epidemiologia para 
tranquilizar a paciente
• adequação da dieta ou
• prática de atividade física ou
• ausência de sintomas ou
• ausência de outras doenças conhecidas
Usa fatores positivos do tratamento e/ou do controle levando 
à diminuição do risco de desfechos:
Exemplo: caso a senhora mantenha hábitos saudáveis, o 
risco será ainda menor
Evita reforçar o medo 
Exemplo: se não tratar, vai ter IAM, AVC ou morrer
Evita instituir tratamento medicamentoso para ansiedade ou 
depressão (ansiolíticos, antidepressivos ou benzodiazepínicos)
Diz que ela não deve fazer a angiotomografia
Explica sobre efeitos colaterais do exame: uso de contraste 
ou exposição à radiação
Fala sobre risco de falso-positivo no exame — identificar 
lesão que não existe na realidade
Fala sobre risco de sobrediagnóstico — identificar uma 
lesão sem benefício de tratamento
202
Fala sobre cascatas de exame (ex. cateterismo)
Pergunta se a paciente compreendeu as informações
Debriefing
Estação muito interessante da USP-SP, cobrada em 2018, avaliando tanto 
conhecimento sobre o método SOAP, como também prevenção quaternária 
e habilidades de comunicação. 
Na primeira tarefa, o candidato deveria registrar as informações da consulta 
pelo método SOAP - um acrônimo que representa a estrutura de uma 
consulta orientada por problemas:
S - Subjetivo - registro das informações contadas pelo paciente - motivo da 
consulta, história clínica, análise subjetiva da doença
O - Objetivo - registro dos dados objetivos - do exame físico ou de exames 
complementares
A - Análise - lista de problemas e das hipóteses diagnósticas
P - Plano - plano terapêutico para os problemas elencados 
Para quem conhecia o método SOAP, essa parte foi moleza! 
A segunda parte da estação era baseada na interação com a atriz – o 
candidato deveria acalmar a paciente, contornar os seus medos e convencê-
la da ausência de indicação de realizar uma angiotomografia com escore 
de cálcio. Basicamente, era um exercício de prevenção quaternária que 
requeria habilidades de comunicação e empatia. Belezinha, moçada? Bora 
pra mais uma!
203
Tema: Morte Encefálica
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa e cadeira
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de uma Unidade de Trauma em São Paulo e recebe 
um paciente, 28 anos, vítima de trauma moto vs. automóvel. Paciente, 
motorista de aplicativo, colidiu com um carro que avançou o sinal vermelho 
em alta velocidade. Motociclista foi ejetado e encontrado a alguns metros 
de distância do local do trauma. Paciente, vítima de TCE grave, chega ao 
serviço com glasgow 3, já entubado pela equipe de resgate por rebaixamento 
do nível de consciência. Paciente é atendido, conforme ATLS, mantido com 
ventilação adequada, estável hemodinamicamente, porém sem melhora do 
nível neurológico. Paciente é encaminhado à tomografia de crânio, sendo 
evidenciado hematomas subdurais extensos, associados a múltiplos focos 
hemorrágicos intraparenquimatosos de contusão cerebral. Sem condição 
de abordagem cirúrgica, paciente é mantido em observação clínica, sem 
mudança do status neurológico.
Tarefa 01: 
Dada condição neurológica do paciente,indique os pré requisitos a serem 
preenchidos para abertura do protocolo de morte encefálica.
Morte Encefálica
204
Tarefa 02: 
Considere que foram descartados fatores confundidores e que paciente foi 
mantido em observação por mais de 6 horas, com sinais vitais estáveis, cite 
os passos a serem realizados no protocolo de morte encefálica.
Tarefa 03: 
Considere que você é capacitado para realização do protocolo de morte 
encefálica e realizará o primeiro exame clínico do paciente, cite como 
deverá ser avaliada a função do tronco cerebral.
Tarefa 04: 
O paciente foi avaliado por dois médicos especialistas com constatação de 
coma aperceptivo sem reflexos de tronco cerebral, com eletroencefalograma 
sem sinais de atividade elétrica e teste de apneia sem movimentos 
respiratórios após 10 minutos de avaliação. Sendo confirmada morte 
encefálica, indique os procedimentos que devem ser realizados a partir 
dessa constatação.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
205
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Presença de lesão encefálica de causa conhecida e irreversível
Ausência de fatores tratáveis que podem confundir o 
diagnóstico de morte encefálica — drogas depressoras do 
SNC, hipotermia, distúrbios hidroeletrolíticos 
Observação hospitalar de no mínimo 6 horas
Sinais vitais estáveis: TAX > 35C, satO2 > 94%, PAS > 100 
mmHg e PAM > 65 mmHg
Tarefa 02
Indicou dois exames clínicos que confirmem coma aperceptivo 
e ausência de função de tronco encefálico realizado por dois 
médicos diferentes
Indicou intervalo mínimo de 1h entre as avaliações clínicas
Indicou realização de um teste de apneia que confirme a 
ausência de movimentos respiratórios após estimulação
Indicou exame complementar que comprove ausência de 
atividade encefálica — citou pelo menos um: angiografia 
cerebral, eletroencefalograma, doppler transcraniano, 
cintilografia ou SPECT cerebral
Tarefa 03
Avaliou a ausência de reflexos de tronco — reflexo fotomotor, 
córneo-palpebral, óculo-cefálico, vestíbulo-calórico, da tosse
Checklist
206
Tarefa 04
Comunicou a família sobre o óbito - sem mencionar sobre 
doação de órgãos
Comunicou a Central de Doação de Órgãos
Preencheu o termo de Declaração de Morte Encefálica
Não preencheu a declaração de óbito e solicitou 
encaminhamento ao IML
Debriefing
Questão muito interessante aqui! Estação abordando um tema de grande 
importância para a vida e para a prova: morte encefálica. Como temos um 
protocolo muito bem definido, com alterações recentes pelo CFM, pode ser 
um tema quente para sua prova. Então, tenha em mente os pré-requisitos 
para abertura do protocolo, os passos a serem realizados, como deve ser 
feito o exame clínico e o teste da apneia e, por fim, quais as repercussões 
da constatação de uma morte encefálica. Lembrando que a declaração de 
óbito deve ser emitida com a data e hora em que o protocolo é fechado, 
mas caso a morte seja por causa externa, você não pode emitir a DO e deve 
encaminhar o paciente, em um segundo momento, para o IML. Belezinha? 
Aproveite essa estação para relembrar esse tema!
207
Tema: Influenza
Caiu em: UNESP 2018
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador e ator
Cenário: mesa e duas cadeiras 
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é médico infectologista e participará de uma entrevista na rádio local 
de uma cidade no interior de São Paulo para tirar dúvidas dos ouvintes 
sobre a "gripe", infecção causada pelo vírus influenza.
Tarefa Única: 
Responda aos questionamentos dos ouvintes.
Orientações 
ao Ator:
• Ao candidato entrar na sala, cumprimente-o: “Dr(a)., estamos muito 
felizes em recebê-lo(a) no programa Mais Saúde de hoje! Os nossos 
ouvintes já enviaram uma série de perguntas para os nossos telefones 
Influenza
208
e será muito bom acabar com todas as nossas dúvidas. Afinal, o nosso 
objetivo é informar e garantir a saúde dos nossos ouvintes."
• A cada pergunta, diga que a dúvida é de um ouvinte (nome fictício) – 
exemplo: agora vamos ajudar a Dona Maria...
• Assim que o candidato terminar de responder uma de suas perguntas, já 
faça a próxima:
• O que exatamente é influenza?
• Quando é mais comum a infecção por esse vírus?
• Como o vírus é transmitido?
• A vacina pode causar doença?
• Quem deve tomar a vacina?
• Quem não pode tomar a vacina?
• Por que a vacina muda todo ano?
• Quais são as complicações que podem acontecer?
• Existe tratamento?
• Ao finalizar as perguntas, agradeça ao candidato pelas respostas e 
diga que o aguarda em um próximo programa
Orientações 
ao Examinador:
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
209
Itens avaliados Sim Não
Tarefa Única
Se apresentou e cumprimentou o radialista
Definiu como infecção viral aguda do sistema respiratório 
causada pelo vírus influenza – principalmente A e B
Explicou que a transmissão ocorre de pessoa a pessoa por 
gotículas (espirro, tarde e fala)
Explicou que é uma doença sazonal, que ocorre anualmente 
nos meses de inverno (mais frios)
Indicou que a vacina não causa doença por ser inativada
Citou que a vacina está indicada para - pelo menos três 
exemplos: crianças entre 6 meses e 6 anos, gestantes e 
puérperas, profissionais de saúde, idosos, professores, 
indígenas, condições clínicas com risco (ex. DPOC, asma, 
transplantados, diabetes, imunossuprimidos, etc.)
Explicou que há altos índices de mutação viral e a vacina é 
atualizada anualmente com o tipo circulante no hemisfério 
norte
Indicou que vacina não deve ser administrada nos menores 
de 6 meses e nos que apresentaram anafilaxia prévia
Citou pelo menos 2 complicações: pneumonia primária 
por influenza, pneumonia bacteriana ou por outros vírus, 
sinusite, otite, desidratação e descompensação da doença 
de base
Indicou que tratamento é feito com oseltamivir
Checklist
210
Ressaltou que o tratamento só está indicado para pacientes 
graves ou com risco de complicação
Agiu de maneira cordial e respondeu de maneira clara às 
perguntas
Debriefing
Estação tranquila sobre conceitos teóricos de influenza! Mesmo estando no 
auge da pandemia de SARS CoV2, não podemos perder de vista diagnóstico 
diferenciais de síndrome gripal – afinal, mesmo em 2020, a influenza continua 
existindo, apesar de muito subdiagnosticada e subnotificada. Influenza é 
assunto para saber na ponta da língua: desde quadro clínico, prevenção, 
tratamento, como também notificação e investigação epidemiológica. 
Lembrando que o influenza A é o subtipo mais comum e mais suscetível 
a alterações genômicas e por isso, causa mais epidemias, enquanto o 
influenza B é menos mutagênico e afeta exclusivamente humanos. Só para 
lembrar a vacina disponível no PNI protege contra uma cepa B e duas A 
(H3N2 e H1N1). A intersecção desse tema com vacinação também pode ser 
explorada pela banca - muita atenção hein! Vamos em frente!
211
Tema: Curva ROC
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta e impresso com a curva ROC
Início da Estação
Caso Clínico: 
Na vigência de uma pandemia, a sociedade científica se deparou com 
o desafio de desenvolver um método diagnóstico eficaz e seguro para a 
infecção pelo SARS CoV2. Abaixo está representado graficamente um 
dos primeiros testes que surgiram, através da Curva ROC (Foto 01). Além 
do desenvolvimento técnico do método, a escolha de um “cutoff-point” - 
ponto de corte entre os doentes e os não doentes - é essencial para definir 
as características inerentes ao teste diagnóstico.
Curva ROC
Foto 01
212
Tarefa 01: 
Indique os pontos de corte que garantem, respectivamente: maior 
sensibilidade, maior especificidade e maior poder discriminatório.
Tarefa 02: 
Considerando quede papanicolau (rastreio de câncer de colo 
de útero), dosagem de glicemia de jejum, dosagem de 
triglicerídeos e colesterol total e frações, oferecimento de 
sorologias, perda ponderal, alimentação saudável e prática 
de exercícios físicos
Citou mais um dos acima
Citou mais um dos acima
Debriefing
Saber identificar estratégias no processo de adoecimento que permitam 
intervenções - a fim de evitar que o paciente siga a história natural da 
doença é central na prática médica atual. Não só o médico de família, 
mas todos nós devemos nos preocupar com prevenção de doenças - seja 
ela primária, secundária, terciária ou quaternária. Lembrando que a 
prevenção terciária visa à reabilitação do paciente e a quaternária evitar 
excesso de intervenções médicas que possam trazer prejuízo ao doente. 
Separar um tempo na sua consulta para abordar medidas preventivas pode 
mudar a vida do seu paciente! E foi esse tema de grande importância que 
foi cobrado nesta estação. A banca cobrou tanto o conceito de prevenção 
primária e secundária, como também medidas práticas que poderiam ser 
adotadas a cada uma das pacientes. Belezinha? Estação tranquila, mas de 
uma importância enorme! Não pode comer bola aqui, sussa?
223
Tema: Infecção pelo Vírus HIV
Caiu em: UFPR 2015
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 7 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta e placa com ciclo de vida do vírus HIV
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é médico do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São 
Paulo e recebe paciente Douglas, 27 anos, recém diagnosticado com HIV. 
Paciente conta que fez sorologias no posto de saúde, por “desencargo de 
consciência”, e que apresentou dois testes positivos para HIV, com resultado 
confirmatório. O médico responsável não tomou nenhuma conduta, exceto 
pela solicitação de alguns exames e encaminhamento para o CRT. 
Tarefa 01: 
Considerando os exames trazidos pelo paciente (Imagem 01), dê as condutas 
pertinentes do ponto de vista individual e coletivo.
Tarefa 02: 
Paciente mostra-se disposto a iniciar a Terapia Antirretroviral, compreendendo 
Infecção pelo 
Vírus HIV
224
a necessidade de uso ininterrupto das medicações. Cite quais as drogas de 
1a escolha e indique no ciclo de vida do vírus HIV (Imagem 02) o ponto de 
atuação de cada uma das drogas.
Tarefa 03: 
Cite três doenças infecciosas definidoras de AIDS.
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQEa68FK
1HV16gbTWljkKFBxhger5trr-fjgg&usqp=CAU
Imagem 01
Imagem 02
Paciente: Douglas Machado Alves
Anti-HIV: amostra reagente
Carga viral HIV: 191.535 cópias RNA HIV-1/mL
CD4: 77 células/mm³
225
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato 
• Na tarefa 01, oferecer a imagem 01 e na tarefa 02, entregar a folha de 
resposta com impressão da imagem 02
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Acolheu paciente e explicou sobre a doença
Solicitou sorologia para sífilis, hepatites virais, HTLV I e 
II e toxoplasmose
Realizou notificação para vigilância epidemiológica em 
até 1 semana
Discutiu convocar parceiros para avaliação e testagem de 
IST’s
Iniciou profilaxia primária para infecção por Pneumocystis 
jiroveci - com bactrim/SMX-TMP
Iniciou profilaxia primária para infecção por Toxoplasma 
gondii - com bactrim/SMX-TMP
Indicou investigação de tuberculose latente para nortear 
profilaxia (PPD e RX de tórax)
Checklist
226
Discutiu introdução de TARV
Orientou sobre necessidade de uso de preservativo em todas 
as relações sexuais - oral, anal e vaginal
Solicitou exames - citou pelo menos 3: hemograma, glicemia 
de jejum, lipidograma, função renal, urina I, TGO, TGP, 
FA e bilirrubina total e frações
Tarefa 02
Indicou tenofovir, lamivudina e dolutegravir
Indicou corretamente na imagem tenofovir como inibidor 
de transcriptase reversa
Indicou corretamente na imagem lamivudina como inibidor 
de transcriptase reversa
Indicou corretamente na imagem dolutegravir como inibidor 
de integrase
Tarefa 03
Citou uma das: pneumocistose, micose disseminada, 
neurotoxoplasmose, criptococose extrapulmonar, infecção 
disseminada por micobactérias não M. tuberculosis, 
leishmaniose atípica disseminada, reativação de doença 
de chagas, isosporíase intestinal crônica, criptosporidiose 
intestinal crônica, doença por CMV, TB pulmonar e 
extrapulmonar, candidíase esofágica ou de via aérea inferior, 
herpes simples com úlceras mucocutâneas > 1 mês ou visceral
Citou mais uma das acima
Citou mais uma das acima
227
Debriefing
Tema de grande importância não só na prova, como também na vida 
médica: infecção por HIV. Aqui, a banca cobrou a visão individual e 
coletiva na assistência de um paciente recém diagnosticado com HIV, além 
de conceitos teóricos sobre a TARV e definição de AIDS. No atendimento 
inicial ao paciente que vive com HIV, sempre devemos acolher o paciente 
e se mostrar empático! Só depois disso, vamos avaliar outras co-infecções, 
necessidade de profilaxia para doenças oportunistas, introdução da TARV, 
notificação para vigilância epidemiológica, etc. Questão importante para 
relembrar conceitos de HIV, aproveitem para relembrar, belezinha? Vamos 
em frente! 
228
Tema: Vigilância Epidemiológica
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador 
Cenário: mesa, cadeira, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
A Vigilância Epidemiológica visa promover a detecção e prevenção de 
doenças e agravos transmissíveis à saúde e seus fatores de risco. A lista 
de agravos de notificação compulsória pelos profissionais de saúde é 
constantemente revisada, tanto em função da situação epidemiológica das 
doenças, como pela emergência de novos agentes. A pandemia do novo 
coronavírus (SARS CoV2) exigiu mudanças na vigilância de síndrome 
gripal e SRAG, tornando obrigatória e imediata a notificação da suspeita 
de infecção por COVID-19. 
Tarefa 01: 
Como a vigilância epidemiológica está em constante renovação, são 
necessários critérios para nortear os agravos que exigem notificação. No 
caso da infecção por SARS CoV2, o conceito de surto/epidemia indica 
necessidade de vigilância dessa doença. Defina os outros critérios utilizados 
para guiar a vigilância epidemiológica.
Vigilância 
Epidemiológica
229
Tarefa 02: 
Cite três doenças de notificação compulsória semanal.
Tarefa 03: 
Além da notificação compulsória, existe um modelo de vigilância “sentinela” 
realizada em unidades de saúde selecionadas, com participação facultativa, 
para monitorar indicadores de saúde chave que sirvam como alerta precoce 
para a vigilância. Cite três agravos de notificação em unidade sentinela.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato, de forma verbal ou não verbal
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou magnitude - avalia quantidade de pessoas afetadas
Citou transcendência - avalia gravidade e relevância social 
e econômica
Vulnerabilidade - avalia a capacidade de prevenção e controle 
da doença
Regulamento sanitário e compromissos internacionais
Checklist
230
Tarefa 02
Citou um dos: acidente com material biológico, dengue, 
doença de Chagas crônica, doença de Creutzfeldt-Jakob, zika 
aguda, esquistossomose, chikungunya, hanseníase, hepatites 
virais, HIV/AIDS, intoxicação exógena, leishmaniose 
tegumentar e visceral, malária na região amazônica, óbito 
infantil ou materno, sífilis congênita ou em gestante, 
violência doméstica, tuberculose, toxoplasmose congênita 
ou em gestante
Citou mais um dos acima
Citou mais um dos acima
Tarefa 03
Citou um dos: dermatoses ocupacionais, distúrbios 
osteomusculares relacionados ao trabalho, perda auditiva 
induzida por ruído relacionadaao trabalho, pneumoconioses, 
transtornos mentais relacionados ao trabalho, câncer 
relacionado ao trabalho, doença pneumocócica invasiva, 
rotavírus, síndrome hemolítica urêmica, síndrome do 
corrimento uretral masculino
Citou mais um dos acima
Citou mais um dos acima
Debriefing
Um dos tema de preventiva que sempre aparece nas provas de residência 
médica: vigilância epidemiológica! Não preciso dizer o quanto a vigilância 
trabalhou este ano com intuito de compreender a evolução da pandemia 
por COVID 19 e propor medidas para conter a sua disseminação. Então, 
esse tema tem tudo para aparecer! Nessa estação, a banca optou por cobrar 
231
de forma mais direta os critérios para considerar um agravo de notificação 
compulsória e alguns exemplos de doenças que exigem essa notificação. 
Belezinha? Nas provas de preventiva, muita atenção ao conteúdo teórico 
que pode fazer toda a diferença na sua classificação, fechou? Vamos para 
mais uma, moçada!
232
Tema: Síndrome Gripal por Sars CoV2
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 7 minutos
Ator/examinador: examinador e manequim 
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta, tubo falcon, ampola 10mL NaCl 09% 
e swab de Rayon 
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico do SESMT de um Hospital de Guarulhos, responsável pelo 
atendimento dos seus profissionais e colaboradores, e recebe o enfermeiro 
Fernando, 42 anos, previamente hígido, por queixa de tosse há 3 dias. Paciente 
refere que iniciou quadro súbito de febre, tosse seca e mialgia, acompanhada 
de anosmia e disgeusia há 3 dias, evoluindo hoje com piora da tosse. Relata 
não ter buscado nenhum serviço de saúde até o momento. Ao exame físico, 
paciente encontra-se em bom estado geral, orientado em tempo e espaço, 
febril, FC 96 bpm, PA 125x70 mmHg, eupneico em ar ambiente, satO2 95%. 
No exame pulmonar, apresenta MV+ bilateralmente com esparsos roncos de 
transmissão difusos, sem sinais de desconforto respiratório.
Tarefa 01: 
Indique o(s) exame(s) diagnóstico(s) confirmatório(s) que você solicitaria 
para o profissional.
Síndrome Gripal 
por Sars CoV2
233
Tarefa 02: 
Considerando que você está com a paramentação adequada, demonstre a 
coleta de amostra nasorofaríngea a ser utilizada para o diagnóstico.
Tarefa 03: 
Considere que Fernando apresentou PCR para SARS CoV2 detectável, dê 
as orientações ao paciente e indique as medidas coletivas pertinentes.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Indicou PCR para SARS CoV2 em amostra nasorofaríngea
Indicou PCR para Influenza em amostra nasorofaríngea
Indicou PCR para outros vírus em amostra nasorofaríngea 
- citou pelo menos dois: vírus sincicial respiratório, 
parainfluenza 1, 2 e 3 e adenovírus
Checklist
234
Tarefa 02
Coletou um swab de orofaringe e dois swabs de nasofaringe
Coletou swab nasal corretamente - inseriu swab em uma 
narina, paralelamente ao palato e assoalho nasal, rotacionando 
até parede posterior da nasofaringe, após, manteve swab 
imóvel por 10 seg e, então, retirou devagar em rotação
Coletou swab oral corretamente - friccionou o swab na 
parede posterior da faringe e regiões amigdalianas direita 
e esquerda
Armazenou swab em falcon com 3 a 5 mL de soro fisiológico
Identificou amostra e enviou para o laboratório
Tarefa 03
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
Indicou afastamento do profissional por 14 dias
Indicou afastamento dos contactantes domiciliares por 14 
dias
Orientou sinais de alarme e retorno ao serviço de saúde - 
citou pelo menos dois: dispneia, dessaturação, dor torácica, 
incapacidade de permanecer acordado, lábios ou rosto 
azulado e confusão mental
Orientou medidas de isolamento domiciliar - citou pelo menos 
três: uso constante de máscara, lavagem frequente das mãos 
com água e sabão, itens de uso pessoal exclusivos, descarte do 
lixo separado, não compartilhamento de cadeiras ou sofás, 
janela aberta e porta fechada do cômodo de isolamento, 
distância mínima de 1m entre os moradores e limpeza dos 
móveis frequente com água sanitária ou álcool 70%
235
Debriefing
Estação sobre infecção pelo COVID-19!!!! Claro que não poderíamos 
deixar de fora o atendimento ao paciente suspeito para infecção por SARS 
CoV 2, não é mesmo? A sua primeira tarefa é indicar o exame diagnóstico 
confirmatório para uma síndrome gripal, considerando os agentes 
etiológicos diferenciais - como o paciente apresenta-se no terceiro dia 
de sintomas, o mais indicado seria coleta de amostra nasorofaríngea para 
análise de PCR viral. Afinal, como devemos coletar esse exame? Essa é a nossa 
segunda tarefa! A técnica de coleta de swab nasorofaríngeo foi cobrada, sem 
oferecer grandes dificuldades. Como o resultado do nosso paciente veio 
positivo, agora, devemos dar a ele o seguimento clínico e epidemiológico. 
Como muitas condutas terapêuticas ainda são controversas, a estação não 
explorou o tratamento do paciente, mas sim as orientações pertinentes e 
medidas coletivas, tranquilo? Vamos com tudo, moçada!
236
Tema: Tétano Acidental
Caiu em: USP RP 2016
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel, caneta e imagem com riso sardônico
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de uma Unidade de Pronto Atendimento no interior de 
Minas Gerais e recebe paciente Márcio, 48 anos, trabalhador rural por queixa 
de dificuldade em abrir a boca e “corpo duro”. Paciente relata passagem 
prévia na mesma UPA onde foi submetido à exploração cirúrgica de ferida 
em região plantar, com retirada do fragmento de madeira e drenagem de 
secreção purulenta.
Ao exame, paciente consciente e orientado, com fácies de dor, com 
hipertonia de masseteres e contração da musculatura cervical, além de 
lesão pérfuro-contusa em região plantar, de 4cm, com crostas em bordas, 
edema e hiperemia local. Paciente apresentava-se com hipertonia muscular 
generalizada, com espasmos ao estímulo - conforme imagem 01.
Tétano Acidental
237
Fonte: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/
images?q=tbn%3AANd9GcRxPSApn6NCrZ5uXPhFlsNpMvo7FMIBabTlYA&usqp=CAU
Imagem 01
Tarefa 01: 
Indique a hipótese diagnóstica mais provável, o agente etiológico associado 
e o modo de transmissão.
Tarefa 02: 
Cite dois indicadores de mau prognóstico no tétano acidental.
Tarefa 03: 
Considerando que o tétano é uma doença prevenível, indique como 
deveria ter sido feita a prevenção primária e a abordagem do acidente 
perfurocortante (considere ausência de comprovação vacinal).
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Fornecer a Imagem 01 junto ao caso clínico
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
238
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou como hipótese diagnóstica tétano acidental
Indicou Clostridium tetani
Introdução de esporos - do meio ambiente - em solução 
de continuidade da pele e mucosas (ferimentos) 
Tarefa 02
Citou pelo menos um dos: período de incubação 
curto, período de progressão curto, trismo, espasmos 
generalizados, temperatura superior a 38oC à admissão 
hospitalar, idade superior a 50 anos e rigidez de nuca
Citou mais um dos acima
Tarefa 03
Indicou prevenção primária com vacina dT (dupla adulto)
Citou realização de 3 doses - com intervalo de 60 dias - e 
reforço a cada 10 anos
Indicou limpeza com soro fisiológico e solução antisséptica
Indicou desbridamento do foco de infecção
Orientou realização de vacina e imunização passiva com 
soro antitetânico ou imunoglobulina
Checklist
239
Debriefing
Diagnosticar o caso de uma doença prevenível é muito angustiante, não é? 
Ainda mais tétano, uma condição extremamentegrave e de alta letalidade! 
Esse foi o tema da nossa estação: caso de um paciente com tétano acidental 
após trauma em região plantar - doença totalmente evitável! A principal 
medida de prevenção do tétano é a vacinação dos suscetíveis, mas não a 
única - ao nos depararmos com ferimentos suspeitos, devemos oferecer 
a profilaxia secundária - avaliando a necessidade de reforço vacinal 
e soro/imunoglobulina antitetânica. É triste pensar que cada um dos 
casos notificados de tétano acidental poderiam ter sido evitados - então, 
aproveite a estação para relembrar as formas de prevenção do tétano e 
também suas manifestações clínicas. Estação tranquila, mas que cobra um 
tema importante. Fechou?
240
Nossa Missão
T odos os nossos esforços na Medway são voltados para uma 
única missão: melhorar a assistência em saúde no 
Brasil. Através de um ensino sólido em Medicina 
de Emergência e uma excelente preparação para as provas de 
Residência Médica, acreditamos que tornamos nossos alunos médicos ainda 
melhores do que eram antes!
Então, em 2018, criamos o CRMedway, o maior curso online preparatório para as 
provas práticas do Brasil. Como o projeto deu muito certo e mais de 500 alunos 
ficaram satisfeitos, em 2019 fizemos a primeira edição do CRMedway Presencial. 
Foram mais de 2000 alunos conosco enfrentando o duro ano preparatório para 
as provas de residência, e os resultados não podiam ser melhores!
241
Porém, nossa missão não pode parar aí. Sabemos que o caminho para uma 
aprovação em São Paulo é ainda mais árduo, tanto pela alta concorrência quanto 
pelo diferente formato de cobrança (mais imagens e assuntos não abordados 
tradicionalmente em Cirurgia, por exemplo). Por isso, em 2020, trabalhamos 
incansavelmente para oferecer também um preparo excepcional para as 
principais provas teóricas do estado de São Paulo!
Convido você a conhecer um pouco mais sobre o nosso Intensivo São Paulo!
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área, para cada instituição! Ou seja, são 40 aulas destrinchando o que cada banca 
específica gosta de cobrar. Saiba exatamente o que cai (e o que não cai) na prova 
que você quer prestar!
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comentadas pelo nosso time de professores, formados recentemente nas melhores 
instituições de São Paulo, e com a visão de dentro da instituição! Vamos te dar uma 
ideia do que cada serviço gosta de cobrar e quais os pontos fortes daquela área!
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realizar simulados específicos para cada instituição, com questões originais no 
padrão de cada banca!
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que mais caíram nos últimos 5 anos e que você não pode deixar de dominar.
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242
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últimos anos, desenvolvemos uma metodologia de ensino toda 
baseada em checklists, para você conquistar o máximo de pontos na sua 
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das provas de multimídia. 
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para quem vier ao CRMedway Presencial!
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qualquer estação prática.
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s candidatos.
• Receberá mais de 300 checklists baseados em estações anteriores, para 
treinar exaustivamente! 
• Terá acesso às estações mais frequentes e de que forma elas são cobradas.
• Assistirá a lives das principais instituições do país com comentários das 
estações cobradas nos anos anteriores .
243
2. Prova de MULTIMÍDIA
• Com ele, você terá acesso a um curso de imagens completo, pra te ensinar 
não apenas as imagens mais frequentes mas como fazer a descrição de 
cada uma delas, dos principais exames diagnósticos: Rx, TC, RNM, USG 
e outros exames frequentes!
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grandes áreas (Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, GO e Medicina 
Preventiva)!
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ao vivo, você também terá um treinamento profundo do componente 
audiovisual e dos diversos formatos de cobrança possíveis dentro de uma 
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conceitos que diferenciam aqueles que são aprovados em todas (ou quase 
todas) as instituições que prestam prova daqueles que não são aprovados em 
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245
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toda nossa experiência na sala de emergência mais complexa 
do Brasil e toda a didática “Medway” para ensinar tudo aquilo 
que gostaríamos de ter aprendido antes de enfrentarmos nossos temidos 
plantões de PS. Esteja preparado para qualquer “perrengue” que poderá 
aparecer na sua emergência, seja ela do melhor hospital da cidade, seja no 
postinho!
Baseado no método de simulações realísticas, você verá o atendimento 
das principais patologias dentro do departamento de emergência e saberá 
exatamente o que fazer quando se deparar com os pacientes graves no seu 
plantão!
Além de todo o treinamento de pronto-socorro e emergência, o PSMedway 
Avançado engloba também um curso completo de intubação orotraqueal 
e outro de eletrocardiograma, para você dominar TODO e QUALQUER 
plantão que caia na sua mão! Chega de depender de alguém para laudar o 
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246
Ficou com Alguma Dúvida?
N ós respondemos 100% das pessoas que entram em contato com 
a gente. Seja pra pedir uma orientação quanto a melhor forma 
de se preparar para a residência médica, prova prática ou para o 
primeiro plantão no PS, nós estamos com você.
Então não guarde suas dúvidas! Teremos o maior prazer em te responder.
Basta enviar um email para alexandre.remor@medway.com.br que nós 
 mesmos te responderemos! 
Grande abraço e sucesso na sua jornada!
247
	Síndrome do 
	Corrimento Uretral Masculino
	Acidente com 
	Material Biológico
	Violênciaindicam apenas que 
não há doença no momento do acidente
Prescreveu PEP para HIV: tenofovir, lamivudina e 
dolutegravir por 28 dias
Orientou sobre efeitos colaterais possíveis da PEP - pelo 
menos dois: diarreia, náuseas e vômitos, dor abdominal, 
fadiga, cefaleia, tontura, exantema
Explicou que a PEP reduz a chance de infecção 
principalmente nas primeiras 72h - mas que não é nula
Orientou que paciente é imune para hepatite B e não 
necessita de profilaxia
Orientou que não existe profilaxia para HCV
23
Orientou sobre não haver necessidade de vacina de tétano
Orientou sobre a necessidade de uso de preservativo nas 
relações sexuais durante o acompanhamento
Notificou acidente de trabalho para a vigilância 
epidemiologica
Realizou abertura do CAT
Agendou retorno para dar seguimento
Orientou sobre necessidade de acompanhamento por no 
mínimo 6 meses
Questionou o paciente sobre dúvidas
Debriefing
Apesar de não ser um tema tão cobrado nas provas práticas, acidente com 
material biológico é a “cara da preventiva”! Vale a pena relembrar alguns 
tópicos, que podem te ajudar até mesmo na prova teórica.
Aqui, a estação se inicia com uma dificuldade de comunicação com o ator 
que se apresenta muito nervoso e o nosso papel é acalmá-lo para que a 
estação possa se desenrolar.
Depois do acolhimento inicial, o enfoque é entender como foi o acidente 
para definir a necessidade ou não de profilaxias. Devemos entender como 
foi o acidente - material biológico envolvido (sangue, líquor, sêmen, etc.), 
quantidade de tecido e/ou fluido, tipo de acidente (exposição percutânea, 
em mucosa, em pele não íntegra) - além do status sorológico da fonte e do 
acidentado. Apenas diante desse panorama, podemos tomar condutas frente 
ao acidente. Lembrando que o primeiro passo é a realização de cuidados 
com a área exposta, lavando com água e sabão, em caso de exposição cutânea 
ou percutânea, ou a lavagem abundante com água ou solução salina, em 
24
mucosas. Belezinha até aqui? Com uma anamnese direcionada, entendemos 
que estamos diante de um acidente perfurocortante com fonte desconhecida 
e assim, devemos "olhar" para o nosso acidentado. Claro, que vamos 
questionar sobre antecedentes pessoais, incluindo alergias, medicações de 
uso contínuo e comorbidades (em especial as infecções transmissíveis pelo 
acidente!) - mas, além do básico, há dois tópicos obrigatórios: vacinação e 
sorologias para HCV, HBV e HIV. Aqui, se encerrava a tarefa 01.
 
Agora, sabemos que o nosso paciente está com a vacinação em dia, com 
imunidade para HBV e não infectado pelo HIV e HCV, então, vamos às 
condutas. Primeiro, não há necessidade de profilaxia para HBV e não temos 
nenhuma medida frente à possibilidade de infecção pelo HCV. 
E para o HIV? Aqui, podemos oferecer a profilaxia pós exposição para 
HIV (menos de 72h do acidente), com o uso de tenofovir, lamivudina e 
dolutegravir por 28 dias - lembrando de reforçar a necessidade do uso 
correto da medicação e mencionar a possibilidade de efeitos adversos. 
Feito isso, devemos manter o acompanhamento do nosso paciente por 6 
meses, reforçando a necessidade do uso de preservativo durante esse período. 
E como não poderia deixar de pontuar numa estação de preventiva, devemos 
notificar o acidente de trabalho, tanto para a vigilância epidemiológica, 
como pela abertura do CAT. 
Questão boa, mas pode trazer dificuldade se você não estiver por dentro do 
tema. Belezinha, moçada? Vamos pra próxima.
25
Tema: Violência Sexual
Caiu em: UNICAMP 2015 / USP RP 2016 / UNESP 2016 / UFPR 2017
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: atriz para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, carteira vacinal (entregar apenas quando 
solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico da equipe de estratégia de saúde da família de uma unidade 
básica e recebe uma paciente jovem na demanda espontânea muito chorosa 
e nervosa. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Faça a prescrição antimicrobiana indicada para paciente.
Tarefa 03: 
Dê as demais condutas pertinentes ao caso para a paciente.
Violência Sexual
26
Orientações 
à Atriz:
• Após a entrada do candidato na sala, permanecer em um canto "chorando” 
e só iniciar diálogo quando o candidato se mostrar empático e garantir 
sigilo da consulta 
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Quando questionada sobre o ocorrido, referir que foi “abusada" 
sexualmente
• Referir que foi abordada na saída da estação de metrô por um homem 
desconhecido portando uma faca e ele a violentou sob ameaça
• Referir que o agressor chegou a ferir sua coxa com a faca, com uma lesão 
superficial, porém com sujidades
• Referir que foi agressor único com violência vaginal e anal, sem 
preservativo, com ejaculação 
• Referir que a violência ocorreu na noite anterior, cerca de 12h do 
momento da consulta
• Quando questionada, relata que já tomou banho e higienizou o local da 
agressão
• Negar uso de métodos contraceptivos atual
• Negar doenças sexualmente transmissíveis prévias
• Negar comorbidades, medicações de uso contínuo e alergias
• Negar antecedentes patológicos ginecológicos ou obstétricos 
• Quando solicitado, entregar carteira vacinal completa com última dose 
de tétano há 7 anos e 3 doses de hepatite B
• Aceitar encaminhamento para apoio psicossocial 
• Negar ter dúvidas ao final da consulta
27
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Quando solicitar exame físico, oferecer imagem de lesão superficial e 
suja em região de coxa, com escoriações ao redor
Exame físico da paciente:
Geral: regular estado geral, chorosa, agitada, corada, hidratada, 
acianótica, anictérica, perfusão periférica adequada.
Sinais vitais: FC: 102 bpm, FR: 22 irpm e PA: 124 x 82 mmHg
ACV: RCR 2T BNF sem sopros
AR: MVUA sem RA, sem esforço respiratório
Abdome flácido, peristáltico, indolor, sem massas ou visceromegalias
Genitália: hiperemia vulvar com escoriações perineais, sem presença de 
semên
Pele e anexos:
Fonte: https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fcliqueuniao.com.br%2Festrada-em-reforma-registra-
quatro-acidentes-em-dois-dias%2F&psig=AOvVaw0kmm_e8wH3hI9XOG_7_J27&ust=1592165606632000&source=i
mages&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIjioarN_-kCFQAAAAAdAAAAABAJ
28
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome da paciente
Acolheu paciente e garantiu privacidade e sigilo
Questionou sobre ocorrido: data e hora, local da violência, 
agressor e tipo de violência
Questionou sobre o uso de violência física e materiais 
cortantes
Questionou se foi feito uso de preservativo durante a 
violência
Questionou se houve ejaculação durante a violência
Questionou sobre doenças sexualmente transmissíveis 
prévias
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Questionou sobre uso atual de métodos contraceptivos
Questionou sobre antecedente ginecológicos e obstétricos
Solicitou carteira vacinal
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
29
Solicitou o exame físico da paciente
Tarefa 02
Prescreveu azitromicina 1g via oral dose única
Prescreveu penicilina benzatina 2,4 milhões de unidades 
(1,2 milhões em cada nádega)
Prescreveu ceftriaxona 500mg intramuscular dose única
Indicou nome da paciente, endereço, data e assinatura na 
receita
Tarefa 03
Solicitou sorologias: HIV, HBV, HCV e sífilis
Orientou que paciente é vacinada com 3 doses para 
hepatite B e não necessita de profilaxia
Prescreveu PEP para HIV: tenofovir, lamivudina e 
dolutegravir por 28 dias
Orientou sobre necessidade de uma dose de vacina de 
tétano (lesão de alto risco com última dose há mais de 5 
anos)
Prescreveu anticoncepção de emergência: levonorgestrel 
1,5 mg dose única
Orientou que, emSexual
	Spikes
	Atestado de Óbito
	Mordedura de Cão
	Pneumonia 
	Comunitária
	Depressão
	Sarampo
	Tentativa de Suicídio
	Genograma
	Hanseníase
	Erro Médico
	Dengue
	Prevenção de IST'S
	Tabagismo
	Isolamento e 
	Paramentação
	Estratégia de 
	Saúde da Família 
	e Gestão de UBS
	Princípios do SUS
	Rastreio 
	Polineuropatia 
	Distal no Diabetes
	Tuberculose 
	Pulmonar
	Investigação 
	Tuberculose Latente
	Acidente Escorpiônico
	Acidente Botrópico
	Consulta de Rotina
	Vacinação
	Estudos 
	Epidemiológicos
	Meningite 
	Meningocócica
	Consulta de Rotina Hipertensão
	Infarto Agudo do 
	Miocárdio em Unidade Básica de Saúde
	Acidente por 
	Loxosceles
	Acidente Crotálico
	Consulta de Rotina: Emagrecimento
	Febre Amarela
	Testes Diagnósticos
	Técnica de Uso 
	de Insulina em 
	Diabetes Tipo 2
	Infecção por Zika
	Saturnismo
	SOAP
	Influenza
	Curva ROC
	Reação Adversa à Vacina BCG
	Prevenção à Saúde
	Infecção pelo 
	Vírus HIV
	Vigilância 
	Epidemiológica
	Síndrome Gripal 
	por Sars CoV2
	Tétano Acidental
	SUMÁRIO
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	Button 3: 
	Button 4: 
	Button 5:caso de gestação indesejada, paciente 
tem direito a abortamento até 20 semanas
Orientou sobre a possibilidade de realizar boletim de 
ocorrência, sem obrigatoriedade
Realizou notificação imediata da violência sexual para a 
vigilância epidemiológica
Agendou retorno para dar seguimento
Ofereceu encaminhamento para apoio psicossocial
30
Questionou a paciente sobre dúvidas
Debriefing
Essa estação é uma intersecção entre a preventiva e a ginecologia-obstetrícia, 
então, é uma ótima pedida pelas bancas (inclusive já caiu em algumas provas 
importantes!). Aqui, a queixa não é trazida no caso clínico, mas o candidato 
tem que ter a sensibilidade para entender que algo aconteceu para explicar 
o nervosismo da paciente. Por medo, a paciente só se abriria ao se sentir 
acolhida e quando fosse garantido o sigilo abertamente. A partir desse 
momento, a estação realmente “começaria”. Por mais que seja um assunto 
difícil de abordar, o candidato tem que perguntar diretamente sobre a 
violência para poder garantir um atendimento adequado - principalmente: 
data e local da violência, informações sobre o agressor (se é conhecido, 
números de agressores, etc.), tipo de violência, uso de preservativo, se 
houve ejaculação e uso de materiais perfurocortantes na coerção. Após 
esse momento inicial, temos que entender o panorama de saúde da nossa 
paciente - principalmente em relação a saúde sexual e reprodutiva, então, 
é essencial questionar sobre DSTs prévias e anticoncepção, além dos 
demais antecedentes pessoais. Mais uma vez, a carteira vacinal é essencial 
na estação de preventiva, pois mudará completamente a conduta do caso. 
E para finalizar a tarefa 01, o candidato deveria solicitar o exame físico 
da paciente - na qual haveria uma lesão superficial em coxa com sujidade 
(atenção para o tétano!). Em seguida, tarefa 02 era direta - prescrever o 
tratamento antimicrobiano indicado para paciente (azitromicina, penicilina 
benzatina e ceftriaxona), não esquecendo das “formalidades” de uma receita 
médica. Por fim, a tarefa 03 solicitava as demais condutas para a paciente 
- já prescritos os antibióticos - o candidato deveria solicitar sorologias e 
avaliar necessidade de profilaxias das infecções virais, de anticoncepção de 
emergência e de profilaxia para tétano, além das condutas da “preventiva”: 
notificação, planejamento da longitudinalidade e articulação do sistema 
de saúde para garantir a integralidade no atendimento da paciente. E como 
sempre, não esqueça de verificar se o paciente compreendeu tudo, beleza?!
31
Tema: Spikes
Caiu em: USP RP 2020 / HIAE 2019 / HSL 2019 / UEM 2019 / UNICAMP 
2018 / PUCCAMP 2018 / UNIFESP 2016 / HSL 2016 / HSL 2015
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, lenço de papel e copo d’água (se solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico do serviço de emergência de um hospital secundário e recebe 
um paciente idoso de 84 anos, hipertenso, diabético, portador de demência 
de Alzheimer avançada e acamado devido à sequela de AVE isquêmico há 4 
anos, por quadro de febre, tosse produtiva e cansaço há 3 dias. Os familiares 
o trouxeram referindo que, hoje, estava mais sonolento. Na sua avaliação 
inicial, paciente apresentava-se taquidispneico, com rebaixamento de nível 
de consciência, febril, taquicárdico e hipotenso. Ao exame físico, paciente 
apresentava ausculta respiratória com estertores em base direita e perfusão 
periférica lentificada. Considerando se tratar de um choque séptico de foco 
pulmonar, coletou culturas, iniciou antibioticoterapia e infusão de volume. 
Porém, apesar das medidas, paciente não apresentou melhora clínica 
significativa.
Tarefa Única: 
Converse com o filho. 
Spikes
32
Orientações 
ao Ator:
• Imediatamente antes do candidato entrar na sala, caminhe de um lado 
para o outro da sala, na tentativa de mostrar angústia e nervosismo;
• Ao candidato entrar na sala, permaneça em pé e vá ao seu encontro, 
ansioso;
• Caso o candidato não solicite que você se sente, permaneça em pé. Caso 
contrário, aceite e sente-se;
• Caso o candidato pergunte o que sabe sobre a condição do paciente, 
diga de forma coloquial que ele estava com febre e cansaço e decidiu 
trazê-lo para tomar algum remédio mais forte;
• Caso o candidato fale diretamente sobre a gravidade do quadro do 
paciente, seja questionador e diga que não é possível já que ele estava 
“bem” em casa;
• Se o candidato perguntar, diga que quer saber melhor sobre o estado de 
saúde do paciente;
• Caso o candidato use palavras técnicas, pergunte o que significa e diga 
que não está entendendo muito bem o que está acontecendo;
• Quando o candidato acabar de contar, pergunte diretamente: “isso é 
grave, Dr(a)?’”
• Após o candidato afirmar a gravidade do caso, olhe para baixo e encene 
choro;
• Caso seu momento de silêncio seja interrompido de forma não acolhedora, 
reaja e diga que ele não sabe o que está passando;
• Seja reativo e questionador, caso candidato não seja acolhedor com o seu 
sofrimento;
• Caso o candidato ofereça, aceite um copo d’água e um lenço de papel;
• Permita o contato físico durante o período de emoção;
• Após se emocionar, olhe novamente para o candidato e pergunte: “E 
agora? Ele vai ficar bem?"
• Caso o candidato proponha medidas invasivas (IOT, por exemplo), 
questione se isso “salvará” o paciente;
33
• Quando o candidato propor medidas de conforto, concorde e diga que 
não quer ver o seu pai sofrer;
• Pergunte se o paciente terá que ficar sozinho nesse momento difícil;
• Negue ter dúvidas, ao ser questionado.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
Itens avaliados Sim Não
Tarefa Única
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do acompanhante e seu grau de 
parentesco
Solicitou que o familiar se sentasse
Fechou a porta e garantiu privacidade
Sentou ao lado do familiar (sem a mesa entre eles)
Perguntou ao filho o que ele entende sobre a situação atual 
do paciente
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
34
Convidou o filho a saber mais sobre a situação do paciente
Explicou de forma coloquial e compreensível sobre o 
estado de saúde atual do paciente
Respeitou os momentos de silêncio e o fluxo de pensamento 
do familiar
Apresentou postura de atenção e olhar dirigido ao familiar
Ofereceu água ou um lenço para o familiar
Demonstrou habilidade em contornar situações de tensão 
(negação, raiva, etc.)
Propôs ao filho a não intuição de medidas invasivas
Mostrou-se preocupado em garantir conforto ao paciente
Convidou familiar a permanecer com o paciente
Se colocou à disposição para dúvidas
Debriefing
Essa estação é certa no fim do ano em alguma grande prova de residência 
médica! A comunicação é uma habilidade que vem cada vez mais sendo 
valorizada dentro da prática médica e não preciso de dizer que saber o 
protocolo SPIKES é obrigatório. Estação com interação direta com o ator 
e basta seguir o passo-a-passo: (S)etting up, (P)erception, (I)nvitation, (K)
nowledge, (E)motions e (S)trategy e Summary. Aqui, temos um paciente 
idoso com múltiplas comorbidades, com baixa expectativa de vida que 
evoluiu com um choque séptico refratário às medidas iniciais. A chave aqui é 
entender que não há indicação de instituir medidas invasivas e que devemos 
compartilhar essa decisão com a família (tanto que a tarefa é conversar com 
a família e não prosseguir com o atendimento). A tarefa única é conversar 
com a família: preparar o local de atendimento, compreender o que eles 
35
sabem da situação, convidá-los para a notícia, explicar o quadro clínico 
do paciente (em linguagem acessível), respeitar o momento de emoção da 
família e por fim, resumir e propor estratégias - nesse caso, conforto ao 
paciente. Se seguir esse fluxo, não tem como não mandar muitobem nessa 
estação!
36
Tema: Atestado de Óbito
Caiu em: UEM 2019 / HSL 2016
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Mulher hígida de 40 anos, G7P6, comparece à consulta médica na 38ª 
semana de gestação com queixa de sangramento vaginal. Na ocasião, foi 
solicitada ultrassonografia e feito o diagnóstico de placenta prévia, sendo 
orientada a buscar a maternidade - porém, paciente não procurou o serviço. 
Dois dias após a consulta pré natal, paciente necessitou de internação 
em hospital de referência por choque hipovolêmico. Foi encaminhada ao 
centro cirúrgico para realizar a cesariana de emergência, porém, apresentou 
parada cardiorrespiratória e evoluiu a óbito.
Tarefa 01: 
Preencha a parte VI do atestado de óbito.
Tarefa 02: 
Escreva as três principais causas de morte materna no Brasil, em ordem de 
importância. 
Atestado de Óbito
37
Tarefa 03: 
Descreva o cálculo do coeficiente de mortalidade materna. 
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Preencheu item 37 - a morte ocorreu "na gravidez”
Preencheu parte I - linha (a) do item 40 com “Choque 
hipovolêmico”
Preencheu tempo na parte I - linha (a) do item 40 com 
"ignorado”
Preencheu parte I - linha (b) do item 40 com “Placenta 
prévia com hemorragia"
Preencheu tempo na parte I - linha (b) do item 40 com “2 
dias"
Preencheu parte II -”Gestação de 38 semanas”
Tarefa 02
Doenças hipertensivas (1ª causa)
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
38
Hemorragia (2ª causa)
Infecção puerperal (3ª causa)
Indicou na ordem correta
Tarefa 03
Indicou numerador correto: número de óbitos de causa 
materna
Indicou o denominador correto: número de nascidos vivos
Indicou que o coeficiente é interpretado em relação a 
100.000 nascidos vivos
Debriefing
Atestado de óbito é um tema que cai em prova teórica e também já caiu em 
prova prática, então, muita atenção! O preenchimento correto da declaração 
de óbito pode ser tanto o foco de uma estação mais curta, quanto parte de 
uma estação mais longa. Aqui, temos um foco bem “preventiva”, misturando 
também conceitos de medidas de saúde coletiva sobre mortalidade materna. 
Tínhamos o caso de uma gestante que faleceu por choque hipovolêmico 
decorrente de uma placenta prévia e deveríamos preencher a declaração 
de óbito - respeitando a ordem de causa básica, intermediária e imediata 
e incluindo o tempo do evento até o óbito. Após, bastaria lembrar das 
principais causas de morte materna no Brasil, em ordem de importância, e 
citar como é calculado o coeficiente de mortalidade materna. Tranquilidade 
aqui!
39
Tema: Mordedura de Cão
Caiu em: USP RP 2016
Grau de dificuldade: alto
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, caixa de luvas e carteira vacinal (quando 
solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Homem hígido, 32 anos, busca unidade de pronto atendimento após ter 
sido mordido por um cão.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Indique os cuidados locais com o ferimento no momento do atendimento.
Tarefa 03: 
Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Mordedura de Cão
40
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir ter sido mordido por um cachorro na mão direita há 1 hora “do 
nada” (não estava interagindo com o animal)
• Referir não conhecer o cachorro ou seu histórico vacinal e dizer que era 
um animal “de rua” e não sabe onde ele se encontra 
• Referir dor local, mas negar outros sintomas associados - como perda de 
sensibilidade ou força 
• Referir ter lavado o ferimento com água corrente, sem uso de sabão
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo, alergias e 
vícios
• Quando solicitada carteira vacinal, entregar carteira completa com 3 
doses de dupla adulta, sendo a última há 6 anos
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
• Ao ser solicitado exame físico, entregar foto da mão do paciente
41
Fonte: https://images.app.goo.gl/w1a7EbtRdkStkrDx6
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do paciente
Questionou sobre a queixa principal e tempo de evolução
Questionou sobre sintomas associados - limitação de 
movimento, perda de força, alteração de sensibilidade, 
formigamento, etc.
Questionou se paciente higienizou o ferimento
Questionou sobre a origem do animal e histórico de 
vacinação
Questionou se paciente sabe onde o animal está (é possível 
de ser observado por 10 dias?)
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
42
Questionou sobre comorbidades e medicações de uso 
contínuo
Questionou sobre alergias
Solicitou carteira de vacinação
Pediu permissão para examinar o paciente
Lavou as mãos e calçou luvas antes do exame
Tarefa 02
Indicou lavagem do ferimento com solução fisiológica e 
degermante antisséptico
Indicou desbridamento dos tecidos desvitalizados e 
controle de sangramento
Não indicou realização de sutura
Indicou curativo
Tarefa 03
Indicou esquema de vacinação antirrábica com 4 doses (0, 
3, 7 e 14 dias)
Indicou soro antirrábico na porta de entrada
Indicou uma dose de vacina antitetânica
Prescreveu amoxicilina-clavulanato por 7 dias
Orientou cuidados locais com a ferida e lavagem diária 
com água e sabão
Orientou retorno se sinais de infecção da ferida - hiperemia 
local, edema, piora da dor, febre, saída de secreção
Orientou retorno em 48h para reavaliação
43
Questionou o paciente sobre dúvidas
Realizou notificação imediata de acidente com animal 
suspeito de raiva
Debriefing
Vamos para mais uma estação de preventiva e, dessa vez, esbarrando na 
cirurgia: mordedura por cachorro. A nossa primeira tarefa, nessa estação, 
é realizar o atendimento inicial da vítima. Como toda estação em que há 
interação com um ator, devemos nos apresentar e conhecer um pouco 
quem estamos atendendo (nem sempre o ator e o personagem coincidem!). 
Depois, devemos direcionar nossa anamnese para o acidente - o ocorrido, 
tempo de evolução, conhecimento sobre o animal, abordagem prévia do 
ferimento, além de sinais e sintomas associados. Compreendido o acidente, 
buscamos conhecer os antecedentes do nosso paciente, não esquecendo de 
um item essencial aqui: a carteira de vacinação. Finalizamos nossa primeira 
tarefa, com um passo óbvio e muito importante - o exame físico da lesão. Já 
na tarefa 02, devemos propor os cuidados locais com o ferimento: lavagem, 
desbridamento e curativo. E então, nossa última tarefa é indicar as demais 
condutas para o caso. Bom, o que temos até aqui? Um paciente vítima de 
mordedura por animal com comportamento suspeito para raiva com uma 
lesão de alto risco (extremidade). O paciente deveria, inicialmente, receber 
2 doses da vacina antirrábica (0 e 3 dias) e, poderíamos observar o animal por 
10 dias, mas como ele já se encontra desaparecido, devemos fazer direto as 4 
doses e o soro antirrábico. Além da profilaxia para raiva, devemos avaliar a 
situação vacinal para tétano e indicar a profilaxia, considerando se tratar de 
um acidente grave (mordedura) - como nosso paciente tem a última dose há 
mais de 5 anos, está indicada uma dose de reforço. Para mordedura também 
deve ser prescrito antibiótico, em geral, usamos amoxicilina-clavulanato 
por 5 a 7 dias. Também deveria ser orientado sinais de alarme, retorno e 
cuidados locais com a lesão. E, para terminar, não podemos esquecer que 
acidente com animal suspeito de raiva é notificação compulsória imediata, 
não esqueçam de notificar!É isso, moçada!
44
Tema: Pneumonia Comunitária
Caiu em: USP RP 2018 / CERMAM 2018 (pediatria) / HSL 2017 (pediatria) 
/ HIAE 2015 (pediatria)
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, papel, caneta e placas referentes aos exames 
solicitados
Início da Estação
Caso Clínico: 
Homem jovem hígido busca demanda espontânea da Unidade Básica de 
Saúde por febre e tosse há 3 dias.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Diante da principal hipótese diagnóstica, escreva três outras alterações do 
exame físico pulmonar que poderiam ser encontradas nesse paciente.
Pneumonia 
Comunitária
45
Tarefa 03: 
Solicite o(s) exame(s) complementar(es) pertinente(s) ao diagnóstico.
Tarefa 04: 
Dê o diagnóstico e as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir ter 31 anos
• Referir tosse com catarro amarelado e 4 picos febris (38-38,5°C), iniciado 
há 3 dias em piora
• Negar dispneia ou dor torácica, mas referir expectoração amarelada
• Negar internação recente ou uso de antibiótico nos últimos 90 dias
• Negar tabagismo ou alcoolismo
• Negar comorbidades e uso de medicações de uso contínuo
• Referir alergia à levofloxacina, com reação grave - dizer que não conseguia 
respirar após seu uso
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Após o candidato explicar o diagnóstico, questionar se terá que ir ao 
hospital - já que seu avô até faleceu de pneumonia
• Referir que mora nas proximidades da UBS, mas que nunca fez 
acompanhamento
• Aceitar marcar conduta com equipe de estratégia de saúde da família 
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno
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Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
• Entregar as placas referentes ao exame físico conforme solicitação do 
candidato:
• Sinais vitais: FR 23 rpm, satO2 95%, FC 88 bpm, TAX 37,1°C, PA 
120x75 mmHg e dextro 101
• Escala de coma de Glasgow 15 - orientado em tempo e espaço 
• Pulmonar: estertores em terço superior do hemitórax esquerdo
• Demais aparelhos sem alterações dignas de nota
• Entregar as placas referentes aos exames complementares, conforme 
solicitação do candidato:
• RX de tórax:
• Ureia 30 mg/dL
• Se solicitar outro exame, referir que exame está em andamento ou não 
disponível (exame de alta complexidade)
Fonte: https://images.app.goo.gl/GkjWdkSJjb9f7ChY8
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
47
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome e idade do paciente
Questionou sobre a queixa principal e tempo de evolução
Questionou sobre sintomas associados - dor torácica, 
dispneia e expectoração
Questionou se paciente apresentou internação recente
Questionou sobre uso de antibiótico nos últimos 90 dias
Questionou sobre vícios
Questionou sobre comorbidades e medicações de uso 
contínuo
Questionou sobre alergia medicamentosa
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos 
antes do exame
Solicitou nível de consciência
Solicitou pressão arterial
Solicitou frequência respiratória
Solicitou exame físico pulmonar: inspeção, palpação, 
percussão e ausculta
Checklist
48
Tarefa 02
Citou um dos: taquipneia, retração subcostal/intercostal/
fúrcula, redução da expansibilidade pulmonar, aumento do 
frêmito toracovocal, submacicez à percussão, broncofonia 
e pectorilóquia
Citou mais um dos acima
Citou mais um dos acima
Tarefa 03
Solicitou RX de tórax - PA e perfil
Solicitou ureia
Tarefa 04
Explicou o diagnóstico de pneumonia adquirida na 
comunidade ao paciente
Explicou que não há necessidade de transferência para 
ambiente hospitalar para tratamento
Prescreveu sintomático para febre
Prescreveu antibiótico: macrolídeo, amoxicilina (com ou 
sem clavulanato) ou doxiciclina por 5-7 dias
Explicou que melhora clínica ocorrerá em 48 a 72 horas
Orientou retorno ao serviço se sinais de alarme (pelo 
menos dois): persistência dos sintomas após 72h, dispneia, 
confusão mental, febre alta, piora clínica
Questionou o paciente sobre dúvidas
49
Questionou paciente sobre acompanhamento na UBS e 
orientou marcar consulta médica
A prescrição de levofloxacino (ou quinolonas) anulará a 
tarefa 04.
Debriefing
Moçada, aqui temos uma estação de Pneumonia Adquirida na Comunidade 
(PAC) - tema que não costuma dar muito trabalho! Essa estação pode aparecer 
na prova de clínica médica, pediatria e até mesmo preventiva - cada um com 
um enfoque. A chave da abordagem ao paciente com pneumonia é definir a 
gravidade da infecção - utilizando escores, como o CURB-65 - para realizar 
o tratamento no ambiente adequado (domiciliar ou hospitalar). Aqui, 
temos um paciente jovem com quadro típico de PAC, sem comorbidades 
ou vícios, atendido na UBS. O exame físico não apresenta qualquer sinal 
de alarme e é compatível com a hipótese diagnóstica. Na tarefa 02, foi 
abordada a semiologia pulmonar esperada em uma pneumonia. Na tarefa 
03, o candidato deveria solicitar exames pertinentes ao caso, lembrando que 
saber o local de atendimento é importante para compreender os recursos 
disponíveis. Por fim, na tarefa 04, entrariam o diagnóstico e as condutas 
pertinentes ao caso. Aqui, era importante definir o local do tratamento 
- lembrando que caso fosse necessária internação hospitalar, o paciente 
deve ser transferido - e o antibiótico adequado. E, nessa estação, tinha 
um item de morte súbita: prescrição de quinolona já que o paciente era 
alérgico (nunca esqueçam de questionar sobre alergias!) - muito cuidado! 
Deveríamos também orientar retorno precoce, se sinais de alarme, e como 
estamos na UBS, é importante lembrar que o atendimento na demanda 
espontânea é sempre uma oportunidade de aproximar o usuário da unidade 
de saúde, portanto, não esqueça de oferecer acompanhamento longitudinal 
ao paciente. Molezinha, não?
50
Tema: Depressão
Caiu em: USP RP 2019 / HIAE 2019
Grau de dificuldade: moderado / alto
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Mulher, 41 anos, comparece à consulta em Unidade Básica de Saúde por 
queixa de desânimo.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Escreva dois diagnósticos diferenciais para o quadro da paciente e os exames 
laboratoriais que auxiliariam na diferenciação.
Tarefa 03: 
Explique o diagnóstico e as condutas pertinentes à paciente.
Depressão
51
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Referir estar desanimada há 2 meses e dizer que não buscou o serviço 
antes, pois achou que ia melhorar sozinha
• Ao ser questionada, referir que, na maior parte do tempo, se sente triste 
e chora “fácil”
• Referir que sempre gostou de cozinhar e cuidar do jardim, mas que não 
tem tido mais prazer nessas atividades
• Referir que sente culpa por estar “assim triste", já que sua vida é boa e 
não tem do que “reclamar”
• Referir que não sentiu alterações no apetite ou no peso corporal
• Negar alterações de psicomotricidade 
• Negar alterações de memória ou atenção 
• Referir que se sente sem energia e que, mesmo dormindo mais, o cansaço 
não “passa”
• Negar querer se matar, porém referir que já pensou como seria se não 
existisse
• Negar episódios semelhantes prévios
• Negar episódios de mania 
• Negar episódios psicóticos
• Negar antecedentes pessoais ou familiares de doenças psiquiátricas 
• Negar eventos recentes na vida pessoal, familiar ou profissional 
• Negar uso de drogas lícitas ou ilícitas 
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo e alergias
• Referir morar com o marido com o qual tem um bom relacionamento e 
que poderia contar com ele para o que precisasse
• Dar permissão aos procedimentos médicosnecessários
• Ao ser informada sobre o diagnóstico, questionar se não há necessidade 
de fazer exames para confirmar
52
• Aceitar tratamento proposto
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno 
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Após ser solicitado, entregar placa com exame físico dentro da 
normalidade 
• Não se comunicar com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome da paciente
Questionou sobre a queixa principal e tempo de evolução
Questionou se paciente ainda sente prazer nas atividades 
que antes gostava
Questionou se paciente se sente triste, na maior parte do 
tempo
Questionou sobre alterações no padrão de sono da paciente
Checklist
53
Questionou se paciente apresentou alteração no apetite 
ou do peso
Questionou se paciente se sente culpada ou inútil
Questionou se paciente apresentou alterações de memória 
ou dificuldade de concentração
Questionou se paciente se sente lentificada ou com 
alteração de motricidade
Questionou se paciente se sente cansada ou com falta de 
energia 
Questionou se paciente pensa em morte
Questionou se paciente pensa em se matar
Questionou se paciente já se sentiu de forma semelhante 
em algum momento da vida
Questionou episódios de mania prévios (redução da 
necessidade de sono, hiperssexualização, aumento de 
gastos, etc.)
Questionou episódios psicóticos prévios (acreditar em 
uma verdade irrefutável, ouvir vozes, etc.)
Questionou uso de drogas lícitas e ilícitas
Questionou sobre eventos recentes que são causas de 
tristeza (luto, por exemplo)
Questionou sobre antecedentes de doenças psiquiátricas 
ou uso de medicações psiquiátricas
Questionou sobre internações psiquiátricas prévias
Questionou sobre antecedentes familiares de doenças 
psiquiátricas
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Questionou sobre relacionamentos e rede de apoio
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Pediu permissão para examinar a paciente e lavou as mãos
Tarefa 02
Citou dois entre os diagnósticos diferenciais: 
hipotireoidismo, anemia, deficiência de vitamina B12, 
infecção por HIV e neurossífilis
Citou dois entre os exames: TSH, hemograma, ácido 
fólico, vitamina B12 , VDRL e anti-HIV
Tarefa 03
Informou o diagnóstico de depressão de forma empática
Explicou para paciente que o diagnóstico de depressão é 
clínico
Orientou a prática de exercício físico
Ofereceu acompanhamento psicológico
Prescreveu antidepressivo inibidor de recaptação da 
serotonina
Agendou retorno precoce
Questionou paciente sobre dúvidas
Debriefing
Estação de preventiva que cobrou um tema cada vez mais frequente nas 
provas de residência médica: psiquiatria. E dentro dessa área, nada mais 
justo que cobrar uma doença tão prevalente - a depressão. Mais uma 
estação em que o candidato deveria interagir de forma empática com o 
ator, sempre se apresentando como médico e buscando compreender o 
que motivou a consulta. Ao investigar a queixa principal da paciente, a 
depressão entraria como uma hipótese importante a partir daí tínhamos 
55
que focar a anamnese nos critérios diagnóstico do DSM-V. Na vida real, 
evitaríamos perguntas fechadas, mas em um prova de poucos minutos, 
temos que conseguir as informações necessárias para fechar o diagnóstico. 
Além dos sintomas apresentados pela paciente, era importante questionar 
sobre antecedentes psiquiátricos pessoais e familiares para descartar 
outras afecções psiquiátricas, como transtorno afetivo bipolar, transtorno 
psicótico e os induzidos por uso de substâncias. Compreender sobre 
a vida pessoal e rede de apoio da paciente também eram item cobrado, 
dada a importância da articulação do cuidado em pacientes com doenças 
psiquiátricas. A tarefa 01 era finalizada após o candidato solicitar o exame 
físico da paciente. A tarefa 02, mais direta, exigia que o candidato citasse 
dois diagnósticos diferenciais de depressão e os exames que poderiam ser 
solicitados para descartar. Por fim, a tarefa 03 solicitava que o candidato 
explicasse à paciente sobre o diagnóstico e o tratamento - incluindo 
condutas medicamentosas e comportamentais. Agora, ficou moleza hein?!
56
Tema: Sarampo
Caiu em: HSL 2019 / SCMSCP 2019 / PUCCAMP 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras e imagens do exame físico (quando solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Criança de 2 anos é trazida à demanda espontânea da Unidade Básica de 
Saúde por manchas na pele há 2 dias. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Solicite exame complementar para confirmar o diagnóstico mais provável.
Tarefa 03: 
Dê o diagnóstico à mãe e explique as condutas individuais pertinentes ao 
caso.
Tarefa 04: 
Dê as condutas coletivas pertinentes ao caso.
Sarampo
57
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir que as manchas vermelhas iniciaram há 2 dias perto do cabelo e 
foram descendo até atingir todo o corpo do paciente, sem descamação 
• Referir que o paciente, três dias antes das manchas, iniciou quadro de 
febre alta, tosse e lacrimejamento
• Quando solicitada carteira vacinal, referir que a família voltou a morar 
no Brasil recentemente e que o paciente ainda não foi vacinado 
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo e alergias
• Referir que o paciente mora somente com os pais, ainda não vai à escola, 
mas tem frequentando o playground do prédio
• Referir que não apresenta carteira vacinal, nem seu marido
• Negar possibilidade de gestação 
• Negar conhecimento sobre casos de sarampo ou pessoas com sintomas 
semelhantes 
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Após ser informada sobre o diagnóstico, perguntar como o paciente 
pode ter se infectado
• Questionar se o candidato não vai dar uma “benzetacil” para seu filho, 
porque ele sempre melhora quando toma
• Questionar sobre a gravidade da doença - “Dr(a)., meu filho vai ficar 
bem?”
• Concordar sobre atualização vacinal da família
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno 
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Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
• Ao ser solicitada ectópica do paciente, entregar foto 01
• Ao ser solicitada oroscopia do paciente, entregar foto 02
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Foto 01 Foto 02
Fonte: https://images.app.goo.gl/
EVeGHYk7wo5DVdzX8
Fonte: https://images.app.goo.gl/
X6VPgHtgyCCLnsrA9
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do paciente e da mãe
Checklist
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Questionou sobre o exantema (aspecto, evolução e 
descamação) e tempo de evolução
Questionou sobre sintomas associados - pelo menos três 
dos: tosse, febre, coriza, conjuntivite e fotofobia
Solicitou carteira vacinal do paciente
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Perguntou sobre os contactantes da criança
Solicitou carteira vacinal dos pais
Questionou se a mãe é gestante ou possibilidade de 
gestação
Perguntou sobre contato com casos de sarampo ou com 
sintomas semelhantes
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos 
antes do exame
Solicitou oroscopia, otoscopia, ectoscopia e sinais vitais
Tarefa 02
Solicitou anticorpos IgM e IgG para sarampo em soro e/
ou e detecção viral em amostras de urina e swab naso/
orofaríngeo
Tarefa 03
Explicou que a principal hipótese diagnóstica é de sarampo
Explicou que é uma doença de transmissão respiratória
Explicou sobre a não necessidade de uso de antibiótico 
por ser uma infecção viral
Prescreveu vitamina A - 2 doses de 200.000 UI (doses (1 no 
diagnóstico e outra no dia seguinte)
60
Prescreveu antitérmico para uso domiciliar
Indicouisolamento do paciente até 4 dias após 
aparecimento do exantema (mais dois dias)
Orientou sobre possibilidade de complicações - citou pelo 
menos duas: pneumonia, otite e encefalite
Orientou atualização da carteira vacinal, em um segundo 
momento
Orientou retorno em 48h para reavaliação
Questionou a mãe sobre dúvidas
Tarefa 04
Orientou uma dose de tríplice viral para os pais
Indicou vacina de bloqueio, no prédio, aos contatos 
susceptíveis em até 72h
Realizou notificação imediata de sarampo
Debriefing
Não preciso dizer que sarampo é um tema “quente” para as provas práticas, 
mesmo já tendo sido cobrada em grandes instituições de residência médica. 
Em 2019, foram mais de 18.000 casos confirmados de sarampo no Brasil, 
sendo que o último caso tinha ocorrido há anos, então, muita atenção aqui! 
É um tema de interseção entre as áreas clínicas e a preventiva, podendo 
ser cobrado de diversas maneiras - mas o legal é sempre ter em mente a 
abordagem individual e coletiva. Com esse pensamento, vai ser mais fácil 
não esquecer nenhuma conduta necessária diante de um caso de sarampo. 
Nessa estação, há um ator para interagirmos, tirarmos a história clínica, 
explicar o diagnóstico e o tratamento - sempre de forma acessível e empática. 
O candidato deveria não só questionar sobre o quadro clínico do paciente, 
61
como também entender o contexto epidemiológico em que ele estava 
inserido: um paciente não vacinado com um exantema maculopapular 
avermelhado, de progressão céfalocaudal, com tosse, febre e conjuntivite 
associados. Não tinha como não suspeitar de sarampo! Ao exame físico, 
também encontraríamos as famosas manchas de Koplik, patognomônicas 
do Sarampo. Com a hipótese clara na mente, o candidato também deveria 
questionar sobre possíveis contactantes para planejar sua conduta, no 
âmbito coletivo. A tarefa 02 solicitava o exame confirmatório para o caso, 
tranquilo. Já na tarefa 03, o candidato deveria explicar o diagnóstico para 
mãe, responder seus questionamentos e dúvidas, além de afastar o paciente 
do convívio e prescrever vitamina A (indicada apenas para as crianças). E 
como estamos na atenção básica, também deveríamos marcar retorno e já 
planejar a atualização vacinal do paciente. Por fim, a tarefa 04 abordava 
as condutas coletivas: notificação imediata, avaliação dos contactantes e 
vacina de bloqueio em até 72h. Belezinha? Vamos em frente!
62
Tema: Tentativa de Suicídio
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: dois atores para interagir diretamente
Cenário: mesa e duas cadeiras
Grau de dificuldade: moderado
Início da Estação
Caso Clínico: 
Paciente, 19 anos, é trazida pela mãe à demanda espontânea em Unidade 
Básica de Saúde por desânimo profundo. Mãe refere que paciente não sai 
do quarto há dias e decidiu trazê-la para ser avaliada pelo médico. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Explique o diagnóstico e as condutas pertinentes à paciente.
Tentativa de Suicídio
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Orientações 
à Atriz que 
representar a paciente:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Somente iniciar diálogo com o candidato quando estiver sozinha na 
consulta, caso contrário, apenas a mãe irá conversar com o médico
• Referir estar infeliz há 6 meses, não vendo mais sentido em continuar 
vivendo com essa angústia 
• Ao ser questionada, referir que, na maior parte do tempo, se sente triste; 
que não sente mais prazer nas atividades que antes gostava; que não vê 
perspectiva no futuro; que sente cansaço e sono o tempo todo e nem 
sente mais fome
• Negar alterações de psicomotricidade ou de memória 
• Referir pensar em morte o tempo todo, já que é o único caminho que vê 
para acabar com toda essa angústia;
• Referir que deseja se matar e planeja fazer isso ainda hoje
• Referir que efetuará o plano hoje, pois sua mãe tem atividades voluntárias 
na igreja e ficará sozinha durante algumas horas
• Referir que comprou pacotes de “chumbinho” e tomará vários para ter 
certeza de que, dessa vez, irá conseguir
• Referir que tentou se suicidar há 4 meses ao ingerir vários dos comprimidos 
de sua mãe, mas ela a levou no hospital e realizaram lavagem gástrica
• Negar sintomas psicóticos
• Negar uso de drogas lícitas e ilícitas
• Referir antecedente de depressão, porém parou o tratamento quando se 
mudou para a nova casa já que perdeu acompanhamento médico
• Negar internações psiquiátricas prévias
• Referir que presenciou suicídio do pai há 3 anos
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo e alergias
• Referir morar com a mãe com a qual tem um relacionamento próximo, 
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mas conflituoso - dizer que ela não entende como se sente
• Referir que está desempregada e iria começar uma faculdade, mas ainda 
não sabe o que quer fazer da vida
• Referir que tem alguns amigos, mas que desde a mudança, não os 
encontra com frequência (há 3 meses) 
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno
Orientações 
à Atriz que 
representar a mãe:
• Referir que trouxe a filha, pois está preocupada com “esse desânimo que 
não passa”
• Aceitar aguardar a consulta da filha
• Mostrar-se preocupada com a condição da filha, mas receptiva às 
condutas médicas
• Referir compreender as orientações médicas e não ter dúvidas
Orientações 
ao Examinador:
• Não se comunicar com o candidato
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a 
anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Após ser solicitado, entregar placa com exame físico dentro da 
normalidade 
• Se paciente questionar sobre avaliação das extremidades, ectoscopia ou 
sinais de automutilação, mostrar placa com a foto 01:
65
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Fonte: https://images.app.goo.gl/HU4c5Rp1sQWhYCoZ8
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Cumprimentou a paciente
Perguntou o nome da paciente
Solicitou que a mãe aguardasse a consulta fora do 
consultório para que possa atender a paciente sozinha
Questionou sobre queixa da paciente e tempo de evolução
Apresentou postura acolhedora com a paciente - por meio 
de postura, gestos e contato visual
Questionou sintomas depressivos - pelo menos 3: anedonia, 
humor deprimido, culpa, fadiga, alterações de sono e/ou 
apetite, dificuldade de concentração, desesperança
Checklist
66
Questionou pensamento de morte
Questionou ideação suicida
Questionou como paciente pretende se suicidar
Questionou sobre data para cometer suicídio
Questionou se já tentou se suicidar antes
Questionou sobre como foi tentativa de suicídio prévia
Questionou sobre acesso a meios letais - armas, 
medicamentos, venenos, etc.
Questionou sintomas psicóticos - alterações de 
sensopercepção, delírio, etc.
Questionou uso atual e prévio de drogas lícitas ou ilícitas
Questionou sobre antecedentes de doenças psiquiátricas 
ou uso de medicações psiquiátricas
Questionou sobre internações psiquiátricas prévias
Questionou sobre antecedentes familiares de suicídio
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Questionou sobre funcionalidade atual: trabalho, 
atividade social, estudo, etc.
Questionou com quem paciente mora e relacionamento 
intradomiciliar
Questionou sobre rede de apoio e relacionamentos 
pessoais
Pediu permissão para examinar a paciente e lavou as mãos
Questionou sobre sinais de automutilação
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Tarefa 02
Avaliou risco suicida como alto
Explicou a necessidade da presença da mãe na consulta
Explicou necessidade de internação em emergência 
psiquiátrica
Orientou familiar sobre medidas de prevenção - vigilância 
da paciente, esconder meios letais, etc. 
Ofereceu acompanhamento médico e psicológico na UBS
Encaminhou paciente para serviço de psiquiatria
Questionou paciente e familiar sobre dúvidas
Debriefing
Estação de preventiva que cobrou um tema cada vez mais frequente nas 
provas de residência médica: psiquiatria. E, dessa vez, foi abordada a 
tentativa/planejamento de suicídio. Na estação,a paciente foi trazida 
pela mãe por um “desânimo profundo” - o candidato deveria interagir 
de forma empática com as atrizes (mãe e filha) e buscar entender melhor 
a situação. A paciente se abriria apenas se o candidato solicitasse que a 
mãe aguardasse do lado de fora da consulta. Depois disso, ao questionar 
paciente sobre o motivo da consulta, ela deixaria clara sua angústia e sua 
vontade de “acabar com esse sofrimento”. Apesar de o candidato também 
dever investigar sintomas depressivos, o enfoque da estação era a ideação 
suicida e o planejamento da paciente. Na primeira tarefa, deveria ser feito 
todos os questionamentos sobre o plano suicida - incluindo acesso a meios 
letais, estruturação do plano, data de execução e tentativas prévias - além 
dos antecedentes psiquiátricos pessoais e familiares. Nesse momento, 
também é essencial entender como são as relações da paciente, sua rede de 
apoio e sua funcionalidade - dada a importância da articulação do cuidado 
68
nesses pacientes. Ainda na tarefa 01, deveríamos solicitar o exame físico da 
paciente- e especificar a busca por sinais de automutilação que estariam 
presentes. Já na tarefa 02, o candidato deveria tomar as condutas frente 
a uma paciente alto risco de suicídio - com plano suicida estruturado, 
antecedente de depressão e de tentativas prévias. Aqui, era necessário 
indicar internação psiquiátrica e encaminhá-la a um serviço de emergência 
especializado. Nesse momento, a mãe deveria ser chamada para a consulta 
e informada sobre a situação, além de ser orientada quanto aos cuidados 
necessários com a filha. O candidato também deveria orientar que, em 
um segundo momento, a paciente acompanhasse com equipe médica e 
psicológica da unidade de saúde. Apesar de, na vida real, ser complexo 
atender um paciente com planejamento suicida estruturado - na prova, 
basta ter esse roteiro em mente, que você vai voar! 
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Tema: Genograma
Caiu em: USP 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, uma cadeira, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e uma das 
famílias que acompanha está enfrentando “problemas” - conforme relata a 
agente comunitária de saúde responsável, durante a reunião de equipe. Para 
entender melhor o contexto dessa família, você decide analisar o genograma 
familiar.
Genograma
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Tarefa 01: 
Escreva o significado dos símbolos identificados pelas setas vermelhas de 1 
a 6, apontadas no genograma. 
Tarefa 02: 
Cite duas regras básicas para a construção de um genograma.
Tarefa 03: 
Você decide marcar uma consulta para a paciente Maria, esposa de José. 
Durante o atendimento, percebe que a paciente está chorosa e com marcas 
de violência física. Ao ser questionada, paciente relata sofrer violência 
doméstica e diz que “não pode mais aceitar essa situação”. Indique uma 
medida individual e uma coletiva para o caso de Maria. 
Tarefa 04: 
No dia seguinte, você atende a nora de Maria, Juliana de 23 anos. A paciente 
se mostra traumatizada com o abortamento, dizendo nunca mais querer ter 
filhos. Relata que queria fazer como sua mãe e “laquear” de uma vez - porém, 
seu marido não pensa da mesma forma - ainda quer filhos. Identifique dois 
fatores que impedem a contracepção definitiva de Juliana.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
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Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Identificou relação conflituosa entre Maria e José
Identificou abortamento de Juliana
Identificou que o círculo indicava pessoas morando na 
mesma casa
Identificou relação de proximidade entre Maria e Juliana
Identificou símbolo de divórcio
Identificou óbito da primogênita de Maria e José
Tarefa 02
Citou inclusão de no mínimo de 3 gerações, nome dos 
membros da família, idade ou data de nascimento dos 
membros da família, morte com data e causa, doenças ou 
problemas significativos, data de casamento e divórcio, 
membros em cronologia de idade, relações familiares e 
elementos que vivem na mesma casa
Citou mais um dos acima
Tarefa 03
Encaminhamento de Maria para serviço especializado - 
Centro de Referência da Mulher ou Centro de Defesa e 
Convivência da Mulher
Notificação de violência doméstica para a vigilância 
epidemiológica
Checklist
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Tarefa 04
Consentimento expresso do cônjuge
Idade acima de 25 anos ou pelo menos 2 filhos vivos
Debriefing
Genograma é um assunto que vem caindo cada vez mais nas provas de 
residência médica, não só na parte teórica - mas também na prática, 
como cobrou a USP SP em 2019. Lembrando que o genograma é uma 
ferramenta muito utilizada na saúde da família e comunidade já que é uma 
representação visual da interação familiar (de no mínimo três gerações!). 
Ele permite avaliar como funciona a família e, assim, propor intervenções, 
antecipar crises familiares a depender do ciclo de vida da família, etc – pode 
apostar que é um instrumento muito valioso na abordagem familiar. Aqui, 
foi cobrada a análise do genograma de uma família, para que o candidato 
soubesse interpretar símbolos básicos de genograma e nas tarefas seguintes 
propor intervenções e condutas. Ah, importante também ter noções básicas 
da construção de um genograma — vai que cai numa próxima prova! Só pra 
não esquecer, o ecomapa também é uma ferramenta gráfica importante 
na ESF, mas analisa a relação da família com as instituições e membros da 
comunidade. Fechou?! Bora pra próxima!
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Tema: Hanseníase
Caiu em: USP RP 2020 / UNESP 2019 / USP SP 2017
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, maca, álcool, algodão, agulha de insulina e 
monofilamento 0,05 g
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde, em atendimento 
de demanda espontânea, e recebe paciente Claúdia de 38 anos com queixa 
de mancha em mão esquerda há 2 meses.
Hanseníase
Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Forma-Tuberculoide-
lesao-de-pele-anestesicas-bem-delimitada-e-assimetrica_fig2_270506911
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Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Demonstre o exame físico direcionado.
Tarefa 03: 
Dê o diagnóstico e as condutas pertinentes ao caso.
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir que notou lesão há cerca de 2 meses, tendo passado em diversos 
atendimentos médicos e feito uso de pomadas, sem melhora da mancha
• Negar “piora” da lesão, referir que permaneceu igual desde que notou 
seu aparecimento
• Negar prurido ou dor no local da mancha
• Referir que, uma vez, queimou-se cozinhando e só notou porque seu 
esposo disse que sua mão estava encostando na tampa da panela quente
• Dizer que o local da lesão parece estar um pouco “anestesiado"
• Negar sensação de formigamento no membro superior, dor em trajeto 
nervoso ou perda de força 
• Negar outras manchas no corpo
• Referir que o seu irmão mais velho tratou hanseníase há 1 ano, mas que 
não tinha contado direto com ele há 2 anos
• Referir que está desempregada, mas que mora com o marido e quatro 
filhos
• Ao ser questionada, negar comorbidades, medicações de uso contínuo, 
alergias e vícios
• Quando questionada sobre dúvidas, perguntar se a doença é contagiosa 
e se poderia transmitir aos filhos
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Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao finalizar a demonstração do exame físico, informar:
• Alteração da sensibilidade térmica e dolorosa, com preservação da 
sensibilidade tátil
• Força motora grau 5 em todos os membros
• Ausência de espessamento de troncos nervosos
• Ausência de outras lesõesSexual
	Spikes
	Atestado de Óbito
	Mordedura de Cão
	Pneumonia 
	Comunitária
	Depressão
	Sarampo
	Tentativa de Suicídio
	Genograma
	Hanseníase
	Erro Médico
	Dengue
	Prevenção de IST'S
	Tabagismo
	Isolamento e 
	Paramentação
	Estratégia de 
	Saúde da Família 
	e Gestão de UBS
	Princípios do SUS
	Rastreio 
	Polineuropatia 
	Distal no Diabetes
	Tuberculose 
	Pulmonar
	Investigação 
	Tuberculose Latente
	Acidente Escorpiônico
	Acidente Botrópico
	Consulta de Rotina
	Vacinação
	Estudos 
	Epidemiológicos
	Meningite 
	Meningocócica
	Consulta de Rotina Hipertensão
	Infarto Agudo do 
	Miocárdio em Unidade Básica de Saúde
	Acidente por 
	Loxosceles
	Acidente Crotálico
	Consulta de Rotina: Emagrecimento
	Febre Amarela
	Testes Diagnósticos
	Técnica de Uso 
	de Insulina em 
	Diabetes Tipo 2
	Infecção por Zika
	Saturnismo
	SOAP
	Influenza
	Curva ROC
	Reação Adversa à Vacina BCG
	Prevenção à Saúde
	Infecção pelo 
	Vírus HIV
	Vigilância 
	Epidemiológica
	Síndrome Gripal 
	por Sars CoV2
	Tétano Acidental
	SUMÁRIO
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