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Técnico em contabilidade Direitos e garantias fundamentais dos trabalhadores: artigo 7.º da Constituição da República Federativa do Brasil É de suma importância, para o técnico em contabilidade, conhecer as leis referentes às rotinas trabalhistas. Por isso, neste conhecimento você estudará os direitos e as garantias fundamentais dos trabalhadores e as principais legislações trabalhistas vigentes, conhecendo assim saberes relevantes, como já dito, para todo profissional contábil. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 1/44 Sobre os direitos e as garantias fundamentais dos trabalhadores, existe um artigo específico na Constituição Federal de 1988 dedicado exclusivamente à proteção da parte mais frágil da relação de trabalho, ou seja, o empregado. O artigo 7.º da Constituição Federal de 1988 dispõe sobre as relações de trabalho, elencando os direitos e as garantias fundamentais de todos os trabalhadores, urbanos e rurais, nas relações trabalhistas. Confira, com mais detalhes, alguns exemplos de direitos e garantias fundamentais dos trabalhadores, conforme o artigo 7.º: Relação de emprego O inciso I menciona que toda relação de emprego está amplamente protegida em casos de despedida arbitrária ou sem justa causa, sendo prevista indenização compensatória (nos termos de lei complementar a ser explanada no tópico a seguir). A lei autoriza o empregador, se assim quiser, a desligar o empregado sem necessidade de justificativa, devendo, em contrapartida, segundo a mesma lei, o empregador indenizar o empregado como forma de compensação. Seguro-desemprego Segundo o inciso II, quando ocorre a demissão sem justa causa, por vontade do empregador, o empregado terá direito ao encaminhamento do seguro-desemprego para lhe dar auxílio para suportar o período em que estiver desempregado involuntariamente. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 2/44 As guias de encaminhamento do seguro-desemprego são fornecidas no ato da quitação do contrato de trabalho, podendo receber o empregado de três a cinco parcelas de seguro-desemprego, de acordo com o tempo trabalhado. A quantidade de parcelas se dá desta forma: três parcelas, se forem comprovados no mínimo 6 meses trabalhados; quatro parcelas, se forem comprovados no mínimo 12 meses trabalhados; e cinco parcelas, se forem comprovados mais de 24 meses trabalhados. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) O inciso III menciona o FGTS. Durante a vigência do contrato de trabalho, mensalmente, o empregador depositará, em conta vinculada à Caixa Econômica Federal, o percentual de 8% correspondente ao valor do salário-base do empregado, para fins de FGTS. Salário mínimo O inciso IV menciona a fixação por lei do salário mínimo para o trabalhador. Portanto, nenhum empregado poderá receber, como contraprestação, valor inferior ao salário mínimo nacional, pois este serve para atender a necessidades básicas do empregado e de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. O salário mínimo nacional é reajustado anualmente, em percentual a ser definido ano a ano, e é totalmente vedado vinculá-lo para qualquer fim. Ainda, o salário mínimo pode ser regional, se assim os Estados decidirem, e o valor não pode ser inferior ao fixado nacionalmente. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 3/44 Piso salarial O inciso V, por sua vez, traz a informação de que algumas categorias têm um salário-base e, de acordo com as atividades desenvolvidas, um piso salarial próprio, o que significa dizer que o valor-base recebido pela prestação do serviço não será necessariamente o valor fixado do salário mínimo nacional, e sim o valor (reajustado anualmente) estipulado pelo sindicato representante da categoria. Em regra, tais pisos salariais surgem de convenções coletivas de trabalho e têm reajustes feitos anualmente de acordo com a inflação e a situação econômica do país. Irredutibilidade salarial O inciso VI indica que o salário estipulado a ser pago para o empregado não pode sofrer redução, pois a lei prevê a irredutibilidade salarial. Entretanto, esse salário recebido pelo trabalhador poderá ter uma redução em caso de estipulação em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Garantia de salário Já no inciso VII, é assegurada a garantia de salário, em valor nunca inferior ao mínimo, aos empregados que recebem remuneração variável. Décimo terceiro salário 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 4/44 Segundo o inciso VIII, anualmente o empregado terá direito a um abono salarial, chamado de 13.º salário. Este será concedido em duas parcelas, sendo a primeira parcela com pagamento até 30 de novembro e a segunda parcela com pagamento até 20 de dezembro. O valor a ser pago é calculado com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. Trabalho noturno O inciso IX dispõe que os empregados que tiverem cargas horárias de trabalho no período noturno terão direito à remuneração superior à do período diurno. O trabalhador que desempenha suas atividades no horário noturno, compreendido das 22h até as 5h, tem direito ao adicional noturno, que corresponde a um percentual de 20% a mais no seu salário. O empregado que labora em turno misto (que começa de dia e termina de noite, ou vice-versa) receberá, de forma proporcional, o adicional pelas horas que trabalhou à noite. A hora noturna trabalhada tem o computo diferente da hora diária. Enquanto a hora diária é de 60 minutos, a hora noturna é computada a cada 52 minutos e 30 segundos. Isso quer dizer que, para cada hora noturna trabalhada, há uma redução de 7 minutos e 30 segundos em relação à hora diária normal. Outra questão importante a ser observada com relação ao adicional noturno é que, quando o trabalho é desenvolvido na lavoura, a hora noturna começa às 21h e termina às 5h; já quando o trabalho é desempenhado na pecuária, o horário noturno é das 20h às 4h. Proteção do salário 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 5/44 O inciso X preceitua que constitui crime reter dolosamente o salário do empregado, o que faz com que a lei proteja o salário pelo que rege os princípios da isonomia, da irredutibilidade, da impenhorabilidade, da intangibilidade e da substituição salarial. Participação nos lucros ou nos resultados (PLR) A PLR é concedida ao empregado quando, além de ele atingir suas metas, a empresa também obtém lucro, distribuindo o valor entre todos (inciso XI). Salário-família Além da proteção expressa no inciso XII do artigo 7.º da Constituição Federal, o salário-família é instituído pela Lei n.º 4.266/1963, sendo pago em razão de dependente do trabalhador de baixa renda, nos termos da lei. Duração da jornada de trabalho O inciso XIII do artigo 7.º da Constituição Federal dispõe sobre a duração da jornada de trabalho, que, em regra, será de 8 horas diárias e 44 horas semanais, podendo haver uma variação de cinco minutos para mais ou para menos na jornada (vide artigo 58 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT). Poderá, ainda, o empregado ter a sua jornada de trabalho reduzida para 6 horas diárias, conforme inciso XIV do artigo 7.º da Constituição Federal. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 6/44 Com relação à jornada extraordinária, o inciso XVI traz que, conforme preceitua o caput do artigo 59 da CLT, o empregado poderá fazer no máximo 2 horas extras por dia, com pagamento de adicional de no mínimo 50% (vide parágrafo 1.º do artigo 59 da CLT). É possível realizar o banco de horas com sindicato da categoria (dentro do prazo de um ano, segundo parágrafo 2.º do artigo 59 da CLT) ou diretamente com empregado (dentro do prazo de seis meses, segundo parágrafo 5.º do artigo 59 da CLT). Repouso semanal remunerado O inciso XV do artigo 7.º da Constituição Federal traz o benefício do repouso semanal remunerado, dando preferência a que ocorra aos domingos. Odescanso corresponde ao período de pelo menos 24 horas consecutivas no período de uma semana, confirmado pela Lei n.º 605/1949. Remuneração do serviço extraordinário O serviço extraordinário de que trata o inciso XVI do artigo 7.º da Constituição Federal refere-se às horas extras, as quais, se realizadas, devem ser pagas ao empregado em pelo menos 50% acima do valor da hora normal, conforme parágrafo 1.º do artigo 59 da CLT. Gozo de férias 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 7/44 As férias de que trata o inciso XVII do artigo 7.º da Constituição Federal são um benefício que deve ser concedido anualmente e acrescido de um abono equivalente a um terço a mais sobre o valor do salário normal. Esse direito ganha força também nos artigos 129 a 153 da CLT. As férias poderão ser fracionadas em até três períodos, desde que haja concordância do empregado, e um dos períodos não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 ou 10 dias corridos cada um (vide artigo 134, parágrafo 1.º, da CLT). Licença à gestante e licença-paternidade Os incisos XVIII e XIX do artigo 7.º da Constituição Federal dispõem sobre a licença gestante e a licença-paternidade. A empregada gestante terá direito à licença de 120 dias, sem prejuízo do seu salário. Já a licença-paternidade será concedida, nos termos fixados em lei, pelo prazo de 5 dias a contar do nascimento do filho. Proteção da mulher A proteção da mulher, com relação ao mercado de trabalho, está amparada pelos incisos XVIII, XX e XXX do artigo 7.º da Constituição Federal e ganha força também nos artigos 372 a 401 da CLT. É possível elencar as principais regras de proteção ao trabalho da mulher, quais sejam: vedação de uso da força (artigo 390 da CLT); estabilidade da empregada gestante no emprego (artigo 391-A da CLT); licença-maternidade (artigo 392 da CLT); e afastamento de trabalho insalubre para a mulher (artigo 394-A da CLT). 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 8/44 Aviso-prévio proporcional O aviso-prévio tem previsão legal no inciso XXI do artigo 7.º da Constituição Federal, na Lei n.º 12.506/2011 e nos artigos 487 a 491 da CLT. É direito do trabalho o aviso-prévio proporcional de, no mínimo, 30 dias e de, no máximo, 90 dias, contando 3 dias para cada ano trabalhado, conforme demonstração a seguir: MESES ANO DIAS DE AVISO 11 0 30 13 1 30 + 3 = 33 23 1 30 + 3 = 33 25 2 30 + 3 + 3 = 36 35 2 30 + 3 + 3 = 36 37 3 30 + 3 + 3 + 3 = 39 Tabela 1 – Apuração do aviso-prévio proporcional Fonte: Senac EAD (2022) Segurança do trabalho O inciso XXII assegura ao empregado que o empregador zele pela redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Para tanto, faz-se necessária uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), a qual tem por finalidade a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, tornando 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 9/44 compatível o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do empregado. Portanto, a segurança do trabalho é um direito protegido do empregado, conforme o inciso XXII do artigo 7.º da Constituição Federal e os artigos 163 a 165 da CLT. Insalubridade e periculosidade É garantida ao empregado a proteção com relação a trabalho que expõe o empregado a agentes químicos, físicos ou biológicos, acima de um limite tolerável, fazendo, portanto, jus a um pagamento adicional, de acordo com o grau de insalubridade a que o empregado está exposto (vide artigo 7.º, inciso XXIII, da Constituição Federal e artigos 189 a 192 da CLT). O adicional, atendendo à classificação de graus máximo, médio e mínimo, será concedido nos percentuais de 40%, 20% e 10% do salário mínimo. Da mesma forma, é assegurado ao empregado o pagamento de adicional de periculosidade em ambiente de trabalho que implica risco ao empregado (por exemplo, exposição a agentes perigosos como inflamáveis, explosivos, radiação, entre outros – vide artigo 193 da CLT). O adicional será de 30% do salário-base do empregado Aposentadoria O inciso XXIV assegura ao trabalhador o direito à aposentadoria. É bom frisar que houve algumas reformas recentes com relação à previdência. Logo, não cabe detalhar aqui as diferentes formas de solicitação do benefício previdenciário, mas é bom mencionar que a 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 10/44 aposentadoria é um direito garantido pela Constituição Federal a todos os cidadãos. Para mais detalhes sobre o tema, consulte a Lei n.º 8.213, de 24 de julho de 1991, e as atualizações após a reforma previdenciária. Seguro de acidentes do trabalho (SAT) Há previsão expressa de seguro de acidentes de trabalho a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa, conforme artigo 7.º, inciso XXVIII, da Constituição Federal. O seguro de acidentes de trabalho é um direito fundamental do empregado e está amparado legalmente pela Lei n.º 3.807/1960. Tal seguro nada mais é do que uma contribuição que deve ser arcada pelo empregador em prol do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que seus empregados que sofrerem acidente de trabalho ou desenvolverem alguma doença ocupacional utilizem o benefício previdenciário. Direito de ação trabalhista O artigo 7.º, inciso XXIX, da Constituição Federal, com o artigo 11 da CLT, dispõe sobre o direito dos trabalhadores urbanos e rurais com relação aos créditos resultantes das relações de trabalho, dando o prazo prescricional de cinco anos na vigência do contrato de trabalho (prescrição quinquenal), até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho (prescrição bienal). 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 11/44 Prescrição é a perda da pretensão de reparação do direito violado pela inércia do titular no decurso do tempo. Isso significa que não se trata aqui de perda de direito material, e sim de perda de pretensão. Proibição de diferença de salários ou proibição de qualquer discriminação O inciso XXX trata da proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil, sendo a discriminação algo a ser evitado pelo empregador na sua relação com os trabalhadores. Já o inciso XXXI diz que fica proibida qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência (a expressão mais adequada e atualizada é “pessoa com deficiência”). Resumindo, os direitos e as garantias fundamentais dos trabalhadores são inalienáveis, imprescritíveis e irrenunciáveis, pois estabelecem condições básicas para qualquer trabalhador e asseguram a dignidade da pessoa humana. Lembre-se: foram citados neste material apenas alguns dos principais incisos dispostos no artigo 7.º da Constituição Federal. Caso você tenha interesse em aprofundar o assunto, leia na íntegra os incisos do artigo 7.º da Constituição Federal. Agora que você viu os principais direitos e garantias fundamentais dos trabalhadores, já tem um conhecimento básico para entender o que virá a seguir. No próximo tópico, serão detalhados alguns pontos importantes sobre a legislação trabalhista, os quais abrangem diferentes saberes práticos do dia a dia do profissional que é responsável pela gestão de recursos humanos da empresa ou, de forma terceirizada, de algum cliente. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 12/44 Legislação trabalhista: conceitos de empregado, empregador, autônomo, avulso, estagiário; relação de emprego; admissão e demissão; férias e 13.º salário de empregados; remuneração; jornada de trabalho; poder disciplinar do empregador A CLT surgiu em 1973 por meio do Decreto-Lei n.º 5.452/1943 e, de lá para cá, passou a estabelecer os direitos e os deveres que envolvem uma relação trabalhista. No entanto, diante da modernização É preciso dizer que, além doartigo 7.º da Constituição Federal, que regulamenta as relações trabalhistas, também há a CLT. Juntas, ambas as leis legalizam as relações de trabalho. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 13/44 das relações de trabalho, recentemente se fez necessário que a CLT passasse por uma reforma trabalhista, modificando assim alguns artigos e vetando outros. Dessa reforma, surgiu a Lei n.º 13.467/2017, que atualmente é a lei que rege as relações de trabalho. Como as relações trabalhistas contam com a citada base legal para elucidar a identidade e o papel de cada um dentro das relações, confira a seguir como se caracteriza a relação trabalhista. Antes, porém, entenda: relação de trabalho é diferente de relação de emprego. Relação de trabalho é gênero, enquanto relação de emprego é espécie. As relações de trabalho são conceituadas como toda relação em que alguém (pessoa física) presta serviços a outro, por exemplo: trabalhadores autônomo, voluntário, eventual, avulso. Em contrapartida, para se configurarem as relações de emprego, é necessário haver requisitos cumulativos, como pessoa física, pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e subordinação. Para que você entenda melhor, veja os requisitos para configuração da relação de emprego: Pessoa física O empregado, que figura na relação como prestador de serviço, sempre será uma pessoa física, não podendo, portanto, ser uma pessoa jurídica. Isso porque não é possível celebrar contrato de trabalho ou estabelecer uma relação empregatícia entre duas pessoas jurídicas. Contudo, o empregador, que figura na relação como tomador do serviço, poderá ser uma pessoa física ou jurídica. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 14/44 Pessoalidade O empregado não pode se fazer substituir por outro na prestação dos serviços, salvo em hipóteses admitidas pelo empregador. Isso porque o contrato celebrado entre empregado e empregador é intuitus personae (em consideração à pessoa). Então, o empregado somente poderá ser substituído por outro se o empregador assim concordar. A pessoalidade se refere ao empregado, e não ao empregador. Por exemplo: o empregado acorda de manhã, liga para a empresa e diz que não trabalhará, mas que mandará outra pessoa no lugar dele para substituí-lo. O empregador não tem obrigação de concordar com a situação, pois não tem vínculo empregatício com a pessoa que substituirá o empregado contratado. Onerosidade O empregador deve pagar salário ao empregado pelo serviço que lhe é prestado. Portanto, o trabalhador voluntário não pode ser considerado empregado. Não eventualidade O empregado deve prestar serviços de forma habitual ao empregador, sendo obrigatória a assiduidade. Em razão disso, o trabalhador eventual também não pode ser considerado empregado. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 15/44 Subordinação O empregado deve estar ciente de que é subordinado às ordens do empregador, em razão do poder diretivo deste. É claro que, por ter esse poder diretivo, o empregador é quem assume os riscos da relação. Assim, por não atender a esse requisito, o trabalhador autônomo não é considerado empregado, pois presta sua atividade por conta própria e assume os riscos decorrentes da sua autonomia. Pessoa física O empregado, que figura na relação como prestador de serviço, sempre será uma pessoa física, não podendo, portanto, ser uma pessoa jurídica. Isso porque não é possível celebrar contrato de trabalho ou estabelecer uma relação empregatícia entre duas pessoas jurídicas. Contudo, o empregador, que figura na relação como tomador do serviço, poderá ser uma pessoa física ou jurídica. Pessoalidade O empregado não pode se fazer substituir por outro na prestação dos serviços, salvo em hipóteses admitidas pelo empregador. Isso porque o contrato celebrado entre empregado e empregador é intuitus personae (em consideração à pessoa). Então, o empregado somente poderá ser substituído por outro se o empregador assim concordar. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 16/44 A pessoalidade se refere ao empregado, e não ao empregador. Por exemplo: o empregado acorda de manhã, liga para a empresa e diz que não trabalhará, mas que mandará outra pessoa no lugar dele para substituí-lo. O empregador não tem obrigação de concordar com a situação, pois não tem vínculo empregatício com a pessoa que substituirá o empregado contratado. Onerosidade O empregador deve pagar salário ao empregado pelo serviço que lhe é prestado. Portanto, o trabalhador voluntário não pode ser considerado empregado. Não eventualidade O empregado deve prestar serviços de forma habitual ao empregador, sendo obrigatória a assiduidade. Em razão disso, o trabalhador eventual também não pode ser considerado empregado. Subordinação O empregado deve estar ciente de que é subordinado às ordens do empregador, em razão do poder diretivo deste. É claro que, por ter esse poder diretivo, o empregador é quem assume os riscos da relação. Assim, por não atender a esse requisito, o trabalhador autônomo não é considerado empregado, pois presta sua atividade por conta própria e assume os riscos decorrentes da sua autonomia. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 17/44 Veja agora as definições das partes que compõem a relação de trabalho: Empregado O artigo 3.º da CLT considera empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual ao empregador, sob a dependência deste e mediante salário (BRASIL, 1943). Além da tipificação de empregado prevista na CLT, outras classificações podem ser encontradas na legislação, pois existem também os chamados “trabalhadores” (que são aqueles que não têm vínculo empregatício). As espécies de empregado e trabalhadores tipificados por lei são: Estagiário: o estudante que estiver frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional (ensino técnico), de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos, poderá realizar estágio, tornando-se assim um estagiário. Os estágios são regulados pela Lei n.º 11.788/2008. É importante saber: O estagiário não é empregado, pois o estágio não gera vínculo empregatício. Para poder realizar o estágio, alguns requisitos são necessários: 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 18/44 O estudante deve estar matriculado e frequentando as aulas em um dos cursos elencados no parágrafo citado anteriormente. A formalização do estágio ocorre mediante termo de compromisso de estágio, celebrado entre estagiário, instituição de ensino e parte concedente. Deve haver compatibilidade entre o termo de compromisso de estágio e as atividades a serem realizadas no estágio. Ainda, para validade do estágio, o estagiário deverá ter seu estágio acompanhado por professor orientador da instituição de ensino e também por supervisor da parte concedente do estágio, mediante entrega de relatórios de estágio com visto das partes. Existindo a não observação de algum desses requisitos, em regra, o estágio será convertido em vínculo empregatício entre o estagiário e a parte concedente do estágio, salvo se se tratar de administração pública. O estagiário ainda tem alguns direitos assegurados: Jornada máxima de 4 horas por dia e 20 horas semanais para estudantes dos anos finais do ensino fundamental ou de educação especial Jornada máxima de 6 horas por dia e 30 horas semanais para estudantes do ensino médio, da educação profissional e da educação superior Seguro contra acidentes pessoais Bolsa-auxílio pelas atividades desenvolvidas no estágio e auxílio para transporte (para o caso de o estágio não ser obrigatório) 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 19/44 O contrato de estágio com a concedente do estágio não pode exceder a dois anos, salvo se o estagiário for pessoa com deficiência. O estagiário terá direito, ainda,a um recesso de 30 dias para cada ano trabalhado, período a ser gozado, de preferência, na vigência das férias escolares. Se o estágio não for obrigatório e, como dito, o estagiário receber bolsa-auxílio, o recesso deverá ser remunerado também. No caso de o estágio ter duração inferior a um ano, o recesso não será de 30 dias, e sim proporcional à duração do estágio. É importante dizer que o recesso concedido aos estagiários não pode ser visto como férias, pois o terço constitucional não incide, tampouco pode o estagiário vender o período de recesso. Aprendiz: aprendiz é aquele empregado com formação técnico-profissional, com idade não inferior a 14 anos e não superior a 24 anos. Em se tratando de aprendiz com deficiência, a idade máxima não é aplicada. O contrato de aprendizagem é tido como um contrato de trabalho especial, e, para ser considerado válido, o menor deve estar inscrito em um programa de aprendizagem com a devida anotação na sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), bem como estar matriculado em escola e a frequentando ou em entidade qualificada em formação técnico-profissional, se já tiver concluído o ensino médio. A jornada de trabalho do aprendiz será de 6 horas diárias, e ele terá direito a receber o salário mínimo por hora, proporcionalmente à sua jornada. A extinção do contrato de aprendizagem se dará no seu termo (ao fim de no máximo dois anos) ou quando o aprendiz completar 24 anos de idade (que é a idade máxima admitida), salvo se o aprendiz for pessoa com deficiência (casos em que não há estipulação de idade máxima). Ainda, o contrato poderá ser extinguido, antecipadamente, nas seguintes situações: 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 20/44 Se o aprendiz tiver desempenho insuficiente ou não se adaptar, salvo se for pessoa com deficiência e não houver recursos de acessibilidade, de tecnologias visando à assistência e de apoio necessário ao desempenho de suas atividades Se houver falta disciplinar grave Se houver falta injustificada à escola que implique perda do ano letivo Se o aprendiz assim quiser Sobre o depósito do FGTS, na modalidade de aprendiz, a alíquota será de 2% sobre a remuneração. Todos os preceitos citados estão em consonância com o artigo 428 da CLT. Empregada mulher: a empregada mulher terá alguns direitos específicos, por exemplo: vedação de uso da força em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 kg, se o trabalho for contínuo, e 25 kg, se o trabalho for ocasional, salvo se o trabalho for a remoção de material feita impulsionada ou tracionada por carros de mão ou aparelhos mecânicos. Para a gestante, a CLT também prevê proteção, dando estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o nascimento da criança. A proteção ainda vai além: a lei estende a estabilidade para quem adotar uma criança. Com relação à gestante e à adotante, é garantida por lei (CLT) a licença-maternidade de no mínimo 120 dias. Já quanto ao trabalho em ambiente insalubre para mulheres, estas não terão prejuízo de sua remuneração quando for necessário o seu afastamento durante a gestação, seja qual for o grau da atividade 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 21/44 desempenhada. Além disso, são assegurados à mulher durante o período de gestação, até seis meses após o nascimento da criança, dois intervalos de 30 minutos para amamentação. Empregado doméstico: o empregado doméstico é tratado na Lei Complementar n.º 150/2015. Ele é definido pela lei como aquele que presta serviços contínuos, de forma subordinada, onerosa, pessoal e de finalidade não lucrativa, à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de duas vezes na semana, sob pena de se tornar um empregado comum, não podendo ser menor de 18 anos de idade. A contratação do empregado doméstico pode se dar em regime de tempo parcial, desde que a jornada não exceda 25 horas semanais. O salário também será proporcional à sua jornada, a qual não poderá exceder 6 horas diárias. Um diferencial nessa modalidade de trabalho é que o empregado doméstico, se concordar, poderá acompanhar seu chefe em viagens. Já com relação ao tempo de serviço, neste serão computadas somente as horas efetivamente trabalhadas na viagem, e o valor da hora normal será acrescido de 25%, podendo haver compensação desse acréscimo se o empregador assim desejar. Empregado rural: o empregado rural também conta com lei própria que o regula, qual seja a Lei n.º 5.889/1973. Quando esta não colidir com outra lei ou for omissa, passa a ser aplicada a CLT. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 22/44 Trabalhador avulso: o trabalhador avulso é aquele que presta serviços sem pessoalidade e habitualidade, que são dois requisitos essenciais da relação de emprego, e, por não ser gerado vínculo empregatício com o tomador do serviço, não é considerado empregado. Contudo, o artigo 7.º, inciso XXXIV, da Constituição Federal diz que o trabalhador avulso tem igualdade de direitos com o empregado, aplicando-se, no que couber, a CLT. A espécie mais característica é o trabalhador portuário (Lei n.º 12.815/2013). Trabalhador autônomo: o trabalhador autônomo é aquele que presta serviços sem subordinação e, em regra, dispõe de seus próprios instrumentos de trabalho, escolhe seus horários e assume os riscos do seu negócio, tendo total liberdade para realizar seus serviços, sem que haja fiscalização direta e com autonomia técnica. O artigo 442-B da CLT prevê expressamente que a contratação do autônomo, mesmo que este cumpra todas as formalidades legais, com ou sem exclusividade, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista no artigo 3.º da CLT. Trabalhador eventual: o trabalhador eventual, como o próprio nome indica, tem como principal característica a eventualidade com que presta seu serviço, não sendo, portanto, um serviço que tenha necessidade permanente ou essencialidade dentro da empresa. Um trabalhador eventual que está prestando serviços dentro de uma empresa, apesar de fazê-lo, por vezes, de forma subordinada, pessoal e onerosa, não se torna um empregado, com vínculo empregatício, pois lhe falta um requisito importantíssimo: a não eventualidade. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 23/44 Agora você pode estar pensando que os três tipos de trabalhadores mencionados (avulso, autônomo e eventual) por vezes se confundem. Então, para uma melhor distinção entre os tipos de trabalhadores, observe um quadro comparativo: Principais elementos diferenciadores entre trabalhadores avulso, autônomo e eventual Trabalhador avulso x Empregado Pessoalidade Não existe pessoalidade no trabalho avulso. Já o empregado labora sempre com pessoalidade. Trabalhador autônomo x Empregado Subordinação O trabalhador autônomo não é subordinado, enquanto o empregado realiza seu trabalho com subordinação. Trabalhador eventual x Empregado Não eventualidade O trabalhador eventual trabalha eventualmente, enquanto o empregado presta seus serviços sem eventualidade, de forma habitual. Quadro 1 – Diferenças entre trabalhadores avulso, autônomo e eventual Fonte: Adaptado de Araújo Junior; Barroso (2017) Empregador O artigo 2.º da CLT preceitua empregador como a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 24/44 Poderes do empregador O empregador tem poderes na relação de emprego, decorrentes justamente da condição que ocupa nessa relação jurídica. São eles: poder de organização, ou poder diretivo; poder regulamentar; poder de controle, ou poder fiscalizatório; e poder disciplinar. As empresas que pertencerem ao mesmo grupo econômico terão responsabilidade solidária pelos direitos dos empregados. Por exemplo, o empregado é contratado por uma empresa do grupo econômico, mas acaba prestando serviço para outras empresas do mesmo grupo,o que não quer dizer que o empregado tem vários contratos de trabalho. Esse entendimento está firmado na Súmula n.º 129 do Tribunal Superior do Trabalho. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 25/44 O poder diretivo é um poder de comando, direcionado à organização de toda a estrutura interna do estabelecimento, quanto aos procedimentos internos adotados na empresa, para que a prestação do serviço atenda, da melhor forma, aos interesses da empresa. Já o poder regulamentar é aquele que fixa as regras gerais que devem ser observadas dentro da empresa. Ele permite que o empregador cobre do empregado o cumprimento de regras estipuladas nas cláusulas do contrato firmado entre ambos. O poder fiscalizatório, por sua vez, é aquele que permite ao empregador fiscalizar seus empregados por meio de cartão de ponto, para controle do horário da jornada de trabalho, e por meio de câmeras de vídeo, se for o caso. Não é permitido instalar câmeras de vídeo em vestiário e banheiro. Se for necessário, pode haver revista, no fim da jornada, em cada um dos empregados, com alguns cuidados e limites. O poder disciplinar, por fim, é aquele que, dentro dos limites do poder do empregador, permite a este aplicar advertência, suspensão ou justa causa. A advertência é como “um puxão de orelha” no empregado, pois o empregador informa ao empregado que não aprovou seu comportamento e o repreende por isso, alertando-o das implicações que podem advir em caso de reincidência. A suspensão provém ou da reiteração de uma advertência, ou de um comportamento específico que seja considerado uma falta maior, um tanto grave, ao ponto de não caber somente uma advertência. A justa causa se dá quando a falta cometida pelo empregado é considerada gravíssima, de modo que a sua reiteração não pode ser admitida de forma alguma dentro da empresa (roubo, por exemplo). 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 26/44 Até aqui você estudou as figuras de empregado e empregador e as peculiaridades de cada um. Para aprofundar ainda mais os estudos sobre o tema, a seguir você aprenderá questões que envolvem o contrato de trabalho. Admissão A admissão é o processo pelo qual o empregador (pessoa física ou jurídica) contrata o empregado para prestar pessoalmente serviços com habitualidade, mediante remuneração. O processo de contratação com vínculo empregatício, contudo, se dá por meio de alguns requisitos: CTPS Conforme disposto no artigo 13 da CLT, a CTPS é obrigatória para o exercício de qualquer emprego, mesmo que em caráter temporário; para o exercício de atividade profissional remunerada por conta própria; e inclusive para o emprego de natureza rural. Exame médico admissional Conforme preceitua o artigo 168, inciso I, da CLT, o exame médico é indispensável e deve obrigatoriamente ser feito para concretizar o ato da admissão, devendo os custos ser arcados pelo empregador. O exame admissional serve para verificar a capacidade física ou mental do empregado. Contrato de trabalho e experiência 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 27/44 O artigo 442 da CLT define que o contrato de trabalho é a celebração de acordo entre empregado e empregador, podendo ser tácito ou expresso, verbal ou escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou ainda para modalidade de trabalho intermitente, tudo de acordo com o artigo 443 da CLT. Inclusive, a empresa não pode, no ato da contratação, exigir experiência superior a seis meses do candidato à vaga em questão (vide artigo 442-A da CLT). Para melhor resguardar as partes envolvidas (empregado e empregador), existe o contrato de experiência, que é uma modalidade de contrato de trabalho por prazo determinado. Conforme dispõe o artigo 445, parágrafo único, da CLT, o contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias. Ainda, de acordo com o artigo 451, o contrato poderá ser feito inicialmente por 45 dias, podendo ser renovado por mais 45 dias, não podendo ter mais do que uma única prorrogação. Essa modalidade de contrato serve para que o empregador averigue a capacidade do empregado de desempenhar as funções para as quais está sendo contratado e, da mesma forma, serve também para que o empregado verifique se se adapta às condições de trabalho a que estará subordinado. Vale-transporte Cabe ao empregador fornecer ao empregado o vale-transporte, para que este possa se deslocar da sua residência até o seu local de trabalho. O vale-transporte foi instituído pela Lei n.º 7.418/1985, a qual dispõe, no artigo 1.º, que fica a encargo do empregador antecipar ao empregado o valor das despesas de deslocamento da residência até o trabalho e vice-versa, por meio do uso do sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou interestadual. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 28/44 Acordo de prorrogação de horas O acordo de prorrogação de horas, se individual, deverá ser por escrito e assinado pelo empregado, concordando em fazer horas extras, salvo se previsto o contrário em acordo ou convenção coletiva. Demissão A demissão é o processo que encerra o vínculo trabalhista entre empregado e empregador. É um processo que deriva do pedido do próprio empregado ou do empregador. Quando o pedido de demissão é feito pelo empregado, este deverá avisar o empregador, dando-lhe o aviso-prévio de 30 dias para que possa substituí-lo. Contudo, se o empregado optar por não dar o 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 29/44 Havendo o pedido de demissão, o empregado receberá proporcionalmente suas verbas, quais sejam: saldo de salário, 13.º salário, férias vencidas e proporcionais e um terço. Todavia, deixará o empregado de receber o valor depositado de FGTS mais a multa de 40% calculada sobre o valor do fundo. O valor do FGTS ficará retido em conta vinculada à Caixa Econômica Federal. Já quando ocorre demissão sem justa causa, por iniciativa do empregador, este deverá avisar o empregado, dando-lhe o aviso-prévio de 30 dias para que possa procurar outro emprego. Se o empregador optar por não dar o aviso-prévio, o empregado deverá ser indenizado com o respectivo valor na sua rescisão. Se houver demissão sem justa causa, o empregado receberá suas verbas trabalhistas mais o valor depositado de FGTS, mais a multa de 40% calculada sobre o valor do fundo, além das guias para encaminhamento do seguro-desemprego. A demissão também pode ocorrer por justa causa, que é quando o empregado comete uma falta grave (por exemplo, advertência seguida de suspensão; roubo; etc.). Nesse caso, o empregado receberá o saldo de salário e as férias vencidas mais um terço. Veja na sequência o que a legislação diz sobre as férias do trabalhador. Férias aviso-prévio, terá descontado da sua rescisão o valor respectivo. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 30/44 Como já visto no tópico que trata dos direitos e das garantias fundamentais, as férias são um direito assegurado pela Constituição Federal, no artigo 7.º, inciso XVII, e ganham força nos artigos 129 a 153 da CLT. As férias compreendem o período em que o empregado não presta serviços, durante determinado número de dias consecutivos, visando ao descanso, sem prejuízo de salário. Elas são, portanto, uma interrupção contratual (artigo 130, parágrafo 2.º, da CLT). Para ter direito a gozar das férias, o empregado precisa primeiramente passar pelo período aquisitivo de 12 meses de contrato de trabalho. Vencido tal período, dá-se início ao período concessivo de 12 meses subsequentes à aquisição do direito a férias. As férias serão gozadas em data fixada pelo empregador, de acordo com seus interesses (vide artigo 136 da CLT), mediante aviso escrito ao empregado com antecedência de 30 dias (artigo 135 da CLT). Elas poderão ser fracionadas em até três períodos, desde que haja concordância do empregado. Um dos períodos não poderá ser inferior a 14 dias corridos, e os demais não poderãoser inferiores a 5 ou 10 dias corridos, cada um dependendo da divisão realizada no pedido de férias (vide artigo 134, parágrafo 1.º, da CLT). Veja agora o que a legislação diz sobre o 13.º salário. Décimo terceiro salário O 13.º salário, também conhecido como “gratificação natalina”, devido ao fato de o pagamento ser sempre no fim do ano, nada mais é do que um abono salarial, um pagamento extra concedido ao 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 31/44 empregado pelo empregador, equivalente ao valor de um salário mensal do empregado. O abono do 13.º salário será concedido em duas parcelas, sendo a primeira com pagamento até 30 de novembro e a segunda com pagamento até 20 de dezembro. Como já visto em outro tópico, o 13.º salário é um direito assegurado do empregado, previsto no artigo 7.º da Constituição Federal e regulamentado atualmente pelo Decreto n.º 10.854/2021. Remuneração De acordo com o artigo 457 da CLT, compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. Em complemento, o parágrafo 1.º do mesmo artigo diz que integram o salário a importância fixa estipulada (salário-base), as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador. Assim, as vantagens obtidas na vigência do contrato de trabalho (horas extras, adicionais noturno, de insalubridade, de periculosidade etc.) compõem a remuneração com o salário devido e pago diretamente pelo empregador. A ajuda de custo, de qualquer valor, não integra a remuneração. Chega-se então à conclusão de que: REMUNERAÇÃO = SALÁRIO + GORJETAS Lembre-se: salário-base é a quantia mínima estipulada, a qual não será reduzida, salvo acordo ou convenção coletiva de trabalho, de acordo com o artigo 7.º, inciso VI, da Constituição Federal. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 32/44 Com relação à gorjeta, considera-se não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, mas também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados (vide artigo 457, parágrafo 3.º, da CLT). Existe também a modalidade de salário-utilidade, a qual, além do pagamento em dinheiro, engloba no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, a habitação, o vestuário e outras prestações in natura que a empresa acaba por oferecer ao empregado, com habitualidade. Um ponto que merece atenção é que, em hipótese alguma, será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas (por exemplo, cigarros), conforme disposto no artigo 458 da CLT. Para saber se a utilidade é ou não salário, deve-se observar a seguinte regra: UTILIDADE PARA O TRABALHO → NÃO É SALÁRIO-UTILIDADE UTILIDADE PELO TRABALHO → É SALÁRIO- UTILIDADE Quanto aos descontos salariais, ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo (artigo 462 da CLT). Ainda, em caso de dano causado pelo empregado, 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 33/44 o desconto será lícito, desde que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado (parágrafo 1.º do artigo 462 da CLT). Ocorrendo dano doloso, aí não é necessário previsão contratual. Jornada de trabalho A jornada de trabalho, em regra, será de 8 horas diárias e 44 horas semanais, podendo haver uma variação de cinco minutos para mais ou para menos na jornada (vide artigo 58 da CLT). Com a reforma trabalhista de 2017, as horas in itinere (período de deslocamento do empregado de sua residência até a empresa, e vice- versa) não existem mais, ou seja, não são consideradas como tempo à disposição do empregador. Conforme disposto no artigo 4.º da CLT, somente contará como tempo de jornada o período em que o empregado estiver verdadeiramente à disposição do empregador ou efetivamente trabalhando para este. Os períodos em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço militar e por motivo de acidente do trabalho também contarão como tempo de serviço (parágrafo 1.º do artigo 4.º da CLT) Porém, de acordo com o parágrafo 2.º do artigo 4.º da CLT, o tempo em que o empregado permanecer dentro das dependências da empresa para realizar atividades particulares não contará como tempo de serviço. A jornada de trabalho também poderá se dar em regime de tempo parcial. O empregado que laborar nesse regime receberá salário proporcional à sua jornada, segundo previsão do artigo 58-A da CLT. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 34/44 Ainda, existe o regime de turno ininterrupto de revezamento, em que o empregado tem sua jornada reduzida para 6 horas diárias, conforme artigo 7.º, inciso XIV, da Constituição Federal. Com relação à jornada extraordinária, conforme preceitua o caput do artigo 59 da CLT, o empregado poderá fazer no máximo 2 horas extras por dia, com pagamento de adicional de no mínimo 50% (vide parágrafo 1.º do artigo 59 da CLT). É possível realizar o banco de horas com sindicato da categoria (dentro do prazo de um ano, segundo parágrafo 2.º do artigo 59 da CLT) ou diretamente com empregado (dentro do prazo de seis meses, segundo parágrafo 5.º do artigo 59 da CLT). Os intervalos interjornadas (aqueles concedidos entre uma jornada e outra) serão de no mínimo 11 horas consecutivas para descanso e restabelecimento físico e mental do empregado (vide artigo 66 da CLT). Já os intervalos intrajornadas (aqueles concedidos dentro da mesma jornada de trabalho) serão de no mínimo 1 hora para alimentação ou repouso, não podendo exceder 2 horas. Confira a seguir as principais legislações vigentes da CLT. CLT: legislações vigentes 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 35/44 A CLT dá à relação trabalhista suporte legal e jurídico para tratar e conduzir praticamente qualquer assunto da relação de trabalho. Aliás, a norma fundamental (Constituição Federal) ou até mesmo o Código Civil, de forma abrangente e subsidiária, consegue especificar o que a CLT não conseguir. Todavia, as relações de trabalho cada vez mais foram exigindo adaptações e atualizações necessárias para deixar o processo cada vez menos moroso, resguardando a segurança jurídica. A CLT foi instituída pelo Decreto-Lei n.º 5.452/1943 para unificar e tratar especificamente as relações trabalhistas. Ela reúne as normas que regem as relações de trabalho, sejam estas individuais, sejam coletivas. Partindo dos preceitos existentes na Constituição Federal, que é uma norma fundamental, a CLT dispõe sobre os direitos e os deveres das partes que compõem a relação trabalhista, quais sejam empregados e empregadores. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 36/44 Pensando nisso, em 2017 a legislação trabalhista passou por uma reforma significativa e necessária, chamada de “reforma trabalhista”. Deu-se origem então à legislação hoje vigente: a Lei n.º 13.467/2017. No entanto, mesmo a legislação estando “atualizada”, todos foram surpreendidos com a pandemia da covid-19, a qual exigiu a revisão de alguns aspectos e algumas situações. Por causa disso, medidas provisórias (MPs) foram criadas para suprir a lacuna de não prever determinadas situações. Feito esse resumo da CLT, cabe mencionar os tópicos que, mediante reforma trabalhista, mais se destacaram na relação de trabalho: 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 37/44 Sobre o tempo em que o empregado efetivamente está à disposição do empregador, a reforma trabalhista (vide artigo 58, parágrafo 2.º, da CLT) trouxe o fim das horas in itinere, também conhecidas como “horas em trânsito”. Não são mais consideradas como tempo de trabalho as seguintes situações: quando o empregado permanece dentro da empresa em razão de condições climáticas (por exemplo: sol escaldante ou chuva); quandoo empregado exerce atividades particulares, como lazer, estudo, higiene pessoal e até mesmo descanso dentro da empresa; quando o empregado troca de roupa, salvo quando for obrigatório realizar a troca dentro da empresa (artigo 4.º, parágrafo 2.º, incisos I ao VIII, da CLT). Para as empresas que não registrarem seus empregados, de acordo com o artigo 47, parágrafos 1.º e 2.º, da CLT, serão aplicadas multas, conforme o porte das empresas: para empresas de grande porte, a multa será equivalente a R$ 3 mil; para microempresas ou empresas de pequeno porte, a multa será equivalente a R$ 800,00. Essas infrações são uma exceção ao critério da dupla visitação. Para o banco de horas, se for acordado individualmente (empregado e empregador), deverá ser firmado um acordo por escrito, no qual a compensação máxima será de até seis meses. O acordo só poderá ser prorrogado, por até um ano, se não for individual, e sim com sindicato. Já a compensação dentro do mesmo mês (mensal) poderá ser tácita, não havendo a necessidade de acordo por escrito (vide artigo 59, parágrafos 2.º, 3.º, 5.º e 6.º, da CLT). Não confunda banco de horas com horas extras habituais, pois estas não descaracterizam o acordo de compensação nem o banco de horas. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 38/44 Também ocorreram mudanças quanto às horas extras. O percentual de remuneração passou a ser de 50% da hora normal, e não mais de 20%, como antes. Todavia, existem exceções em que o percentual de 50% pode não ser o aplicado (por exemplo: acordo em negociação coletiva; regime 12x36; autorização do Ministério do Trabalho e Previdência). Na atividade insalubre, as horas extras sequer podem ser realizadas. Alguns empregados também não têm direito a horas extras, como os que exercem atividades externas, os que têm cargo de gestão e os que trabalham sob o regime de teletrabalho (popularmente conhecido como home office). Ainda, em caso de supressão de intervalo intrajornada (horário para alimentação e descanso dentro da mesma jornada), deverão ser pagas horas extras do horário que foi suprimido, em caráter indenizatório, conforme os artigos 59, parágrafo 1.º, e 59-B da CLT. Quanto ao regime 12x36, antes da reforma ele era válido somente por negociação coletiva ou se admitido por lei (artigo 59-A da CLT). Depois, passou a ser viável se ajustado por acordo individual escrito. As atividades desenvolvidas na modalidade 12x36 podem ser quaisquer atividades ininterruptas. No que se refere às jornadas de trabalho acima de 6 horas contínuas, o intervalo intrajornada (dentro da mesma jornada) poderá ser de no mínimo 30 minutos, se assim acordado em convenção ou acordo coletivo de trabalho (vide artigo 611-A, inciso III, da CLT). A modalidade de teletrabalho, também conhecida como home office, ganhou atenção especial na reforma trabalhista, mas o auge da prática está sendo vivido agora, em tempos de pandemia da covid-19. Diversos empregadores aderiram ao teletrabalho, visando a conter os custos de deslocamento dos empregados até o local de trabalho e assim poder manter as vagas de trabalho preenchidas. O trabalho remoto possibilita ao empregado trabalhar de casa, longe do empregador, fora das 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 39/44 dependências da empresa, havendo a possibilidade de trabalhar em telecentros também. Não se deve confundir o teletrabalho com trabalho externo (conforme disposto nos artigos 75-A a 75-E da CLT). As férias, de acordo com o artigo 134 da CLT, agora podem ser divididas em até três períodos, contanto que nenhum dos períodos seja inferior a 5 dias e que um deles seja de no mínimo 14 dias corridos. As férias deverão ter início no mínimo 2 dias antes de feriados ou do descanso semanal remunerado. Os menores de 18 anos e os maiores de 50 anos de idade não precisam mais gozar de 30 dias de férias corridos. Quanto à proteção à maternidade, a gestante não poderá exercer atividades insalubres, afastando-se dos locais insalubres durante a gestação e a amamentação. Contudo, ela poderá exercer as atividades se laborar em local salubre (artigo 394-A da CLT). As negociações coletivas de trabalho (convenções e acordos coletivos) terão prevalência sobre a lei quando se tratar de: jornada de trabalho; banco de horas; intervalo intrajornada (hipótese de previsão de 30 minutos); adesão ao programa de seguro-desemprego; plano de cargos e salários; teletrabalho; regime de sobreaviso; trabalho intermitente; remuneração por produtividade e prêmios; troca de dias de feriados; enquadramento do grau de insalubridade; participação nos lucros (vide artigo 611-A da CLT). Os prêmios deixaram de integrar o salário recebido pelo empregado (artigo 457, parágrafo 2.º, da CLT). A contribuição sindical, que antes era descontada obrigatoriamente do empregado, passou a ser opcional, de acordo com o artigo 545 da CLT, sendo válido o desconto somente se o empregado autorizá-lo por escrito. A mesma regra se aplica aos empregadores. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 40/44 Com relação aos danos morais (artigo 223-G, parágrafo 1.º, incisos I, II, III e IV, da CLT), as alterações foram significativas, pois antes as indenizações extrapatrimoniais atingiam valores exorbitantes. Após, foram estabelecidos critérios a serem observados sobre a indenização, quais sejam: Ofensa de natureza leve: teto de até 3 vezes o último salário do ofendido. Ofensa de natureza média: teto de até 5 vezes o último salário do ofendido. Ofensa de natureza grave: teto de até 20 vezes o último salário do ofendido. Ofensa de natureza gravíssima: teto de até 50 vezes o último salário do ofendido. Contudo, tais critérios não vêm acompanhados de requisitos que distinguem uma natureza da outra, ficando a cargo do Judiciário analisar o caso concreto para determinar a gravidade da ofensa. Sobre a questão do uniforme, o empregador poderá colocar logomarcas da empresa e de parceiros. Quanto à higienização, a responsabilidade recai sobre o empregado, com exceção dos casos em que o uniforme necessitar de higienização com produtos diferentes dos usuais pelo empregado (vide artigo 456-A, parágrafo único, da CLT). A rescisão contratual por acordo, consoante o artigo 484-A da CLT, será realizada mediante formalização de distrato. O empregado terá direito ao pagamento de metade da multa de 40% do FGTS, ou seja, 20%; ao saque de 80% do valor de FGTS; ao aviso-prévio pela metade, em caso de indenizado e não trabalhado, mas não terá direito às guias para encaminhamento do seguro-desemprego. Em caso de demissão por justa causa, além do rol taxativo exposto no artigo 482 da CLT, entra em vigor um novo motivo para demitir um empregado por justa causa: a perda da habilitação para executar suas atividades. O empregado 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 41/44 precisa estar com sua habilitação vigente (artigo 482, alínea “m”, da CLT) (por exemplo: motorista). A equiparação salarial agregou alguns requisitos para o empregado que pleitear a equiparação, quais sejam: o pedido (salário igual) só valerá sob a condição de ser a mesma função no mesmo estabelecimento; o tempo de serviço na empresa deverá ser menor que quatro anos; a diferença de tempo de serviço na função deverá ser menor que dois anos; o quadro de carreira não precisará mais de homologação do sindicato (artigo 461, parágrafos 1.º, 2.º, 3.º e 5.º, da CLT). Sobre o trabalho em tempo parcial, se a jornada semanal for de até 30 horas, o empregado não poderá fazer horas extras. Agora, se a jornada semanal for de 26 horas, ele terá a possibilidade de fazer 6 horas extras com acréscimo de 50%. O salário será proporcional à jornada trabalhada (artigo 58-A, parágrafos 3.º, 4.º e 5.º, da CLT). A modalidade de trabalho intermitente surgiu com o intuito de flexibilizar os contratos de trabalho. Ela será acordada por meio de contrato por escrito. O trabalho deverá ser em períodos não contínuos, o empregado deverá ser avisado três dias antes da data do início da prestação do serviço,tendo um dia para dar ou não o aceite, e, ao fim de cada período de prestação do serviço, além da remuneração acordada, o empregado receberá as verbas, como férias e 13.º salário, de forma proporcional (artigo 443, parágrafo 3.º, da CLT). A regra geral é que os contratos de trabalho são inalienáveis, irrenunciáveis e, portanto, não podem dispor dos direitos. Contudo, excepcionalmente, é assegurada a livre-estipulação em contrato de trabalho se o empregado tiver curso superior e receber duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) (artigo 444, parágrafo único, da CLT). A rescisão do contrato de trabalho para empregados com mais de um ano de contrato não precisa mais ser 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 42/44 homologada em sindicato. O prazo para pagar a rescisão e comunicar os órgãos competentes é de dez dias, e, em caso de atraso, incidirá multa no valor de um salário do empregado. A CTPS e o termo de rescisão substituem as guias para encaminhamento do FGTS e do seguro- desemprego. Em caso de dispensa coletiva, não será necessária a autorização prévia do sindicato (artigo 477 da CLT). Os prazos processuais (Judiciário) serão contados em dias úteis (artigo 775 da CLT). O preposto – pessoa que representa a reclamada (empresa) na audiência – não precisa ser empregado da empresa. A presença dele na audiência é obrigatória, sob pena de revelia (deixar de se defender) (artigo 843, parágrafo 3.º, da CLT). O acordo extrajudicial é permitido, desde que a petição do acordo seja conjunta entre as partes e que os advogados sejam diferentes. Atendendo a tais requisitos, o acordo extrajudicial é distribuído ao juiz para análise e posterior homologação (artigo 855-B da CLT). Sobre a terceirização, passa a ser possível a terceirização de atividade-fim da empresa e não mais só de atividade- meio, como antes. O empregado terceirizado deverá ter condições equivalentes às dos demais empregados, ou seja, treinamento, alimentação, transporte, medidas de segurança no trabalho e de proteção à saúde etc. O empregado terceirizado não precisa ter o mesmo salário do empregado nem receber os mesmos benefícios. É proibido que o empregado demitido da empresa retorne como terceirizado, dentro do período de 18 meses. Por fim, a responsabilidade da tomadora de serviços é subsidiária. A base da fundamentação legal da terceirização é a Lei n.º 6.019/1974, que, em alguns artigos (artigos 4.º-A, 4.º-C e 5.º-A), teve uma nova redação dada pela Lei n.º 13.467/2017 (CLT – reforma trabalhista). 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 43/44 Você chegou ao fim da leitura deste material sobre direitos e garantias fundamentais dos trabalhadores e principais legislações trabalhistas vigentes. Lembre-se de que as legislações mudam de tempos em tempos, e algumas delas mudam muito mais rapidamente que outras. Portanto, você que pretende atuar como profissional contábil precisará acompanhar as principais atualizações nas diversas legislações que permeiam a prática profissional, tais como legislações trabalhista, previdenciária, tributária, comercial. Continue aprimorando os seus saberes para construir a sua melhor versão de profissional contábil. 24/09/2025, 17:37 Versão para impressão about:blank 44/44