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Sistematização da Assistência 
de Enfermagem (SAE) e 
Processo de Enfermagem (PE)
Atualizações e Aplicações Práticas
Uma abordagem abrangente sobre os fundamentos, atualizações normativas e aplicações 
práticas essenciais para a excelência no cuidado de enfermagem
Capítulo 1: Introdução à 
SAE e PE
Fundamentos Organizacionais
A SAE e PE constituem 
pilares fundamentais para 
organizar e qualificar o 
cuidado de enfermagem, 
garantindo assistência 
sistematizada e baseada em 
evidências científicas.
Atualizações
COFEN 2024
O Conselho Federal de 
Enfermagem atualizou 
conceitos e normativas em 
2024, proporcionando maior 
clareza conceitual e 
eficiência na 
implementação prática.
Objetivos de Aprendizagem
Compreender as diferenças conceituais, dominar as etapas 
metodológicas e conhecer as responsabilidades específicas na 
prática profissional cotidiana.
O que é a Sistematização da Assistência de 
Enfermagem (SAE)?
A Sistematização da Assistência de Enfermagem representa um 
método organizacional que estrutura sistematicamente o trabalho 
de toda a equipe de enfermagem, desde o planejamento até a
avaliação dos cuidados prestados.
Amparada pela Resolução COFEN 358/2009 e suas atualizações 
recentes, a SAE estabelece diretrizes claras para garantir cuidados 
padronizados, seguros e fundamentados em evidências científicas.
Seu foco principal é gerencial e organizacional, visando a
otimização dos recursos humanos e materiais para proporcionar 
assistência de qualidade e segura ao paciente.
O que é o Processo de Enfermagem (PE)?
O Processo de Enfermagem constitui um método científico sistemático que orienta o raciocínio clínico do 
enfermeiro, proporcionando base teórica sólida para a tomada de decisões assistenciais.
01
Avaliação
Coleta sistemática e análise de dados
02
Diagnóstico
Identificação de respostas humanas
03
Planejamento
Definição de objetivos e intervenções
04
Implementação
Execução das ações planejadas
05
Evolução
Avaliação de resultados e ajustes
Diferencia-se da SAE por ter foco clínico e assistencial direto, enquanto a SAE possui
caráter predominantemente gerencial e organizacional.
Fluxograma das 5 Etapas do Processo de Enfermagem
Avaliação Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
O processo é dinâmico e cíclico, permitindo ajustes contínuos baseados na evolução do estado de saúde do paciente e na efetividade das intervenções 
implementadas.
Atualização COFEN 736/2024: Novas 
Definições e Responsabilidades
Distinção Conceitual Clara
Estabelece diferenciação precisa entre SAE (foco organizacional e 
gerencial) e PE (foco no cuidado clínico direto ao paciente).
Responsabilidades dos Enfermeiros
Atividades privativas: diagnóstico de enfermagem, prescrição de 
cuidados e supervisão técnica da equipe de enfermagem.
Atuação de Técnicos e Auxiliares
Execução qualificada de cuidados prescritos e anotações detalhadas 
no prontuário, sempre sob supervisão do enfermeiro responsável.
Documentação Obrigatória
Registro formal e sistemático de todas as etapas no prontuário do 
paciente, garantindo continuidade e qualidade da assistência.
Exemplo Prático: Diagnóstico e Prescrição Privativos do Enfermeiro
Caso Clínico
Paciente acamado há 3 dias, com mobilidade reduzida 
e áreas de hiperemia em região sacral.
Diagnóstico de Enfermagem
"Risco para integridade da pele prejudicada relacionado à 
pressão prolongada e mobilidade física prejudicada"
Prescrição de Enfermagem
• Mudança de decúbito a cada 2 horas
• Uso de colchão pneumático
• Inspeção da pele 2x ao dia
• Aplicação de ácidos graxos essenciais
• Orientação sobre posicionamento
Execução pela Equipe
O técnico de enfermagem executa os cuidados prescritos, 
registrando detalhadamente:
• Horários das mudanças de decúbito
• Condições da pele observadas
• Produtos aplicados
• Aceitação do paciente
Capítulo 2
Etapas Detalhadas do 
Processo de Enfermagem
Aprofundamento nas cinco etapas metodológicas que fundamentam a prática clínica 
sistematizada e baseada em evidências científicas na enfermagem contemporânea.
1. Avaliação de Enfermagem
Coleta Sistemática de Dados
Obtenção organizada de informações subjetivas (relatadas pelo 
paciente) e objetivas (observadas e mensuradas), utilizando 
instrumentos validados e protocolos institucionais.
Técnicas de Avaliação
Entrevista estruturada, exame físico céfalo-caudal, aplicação de 
escalas validadas (Braden, Glasgow, EVA) e análise de exames 
complementares.
Exemplo Prático
Avaliação completa incluindo: mensuração da dor através da Escala 
Visual Analógica, verificação de sinais vitais, coleta de histórico clínico 
e identificação de fatores de risco.
2. Diagnóstico de Enfermagem
Representa a análise crítica e interpretação dos dados coletados para identificar 
respostas humanas aos problemas de saúde reais ou potenciais.
Diagnóstico Real
Problema existente validado por características definidoras. Exemplo: "Dor 
aguda relacionada ao procedimento cirúrgico"
Diagnóstico de Risco
Vulnerabilidade identificada através de fatores de risco. Exemplo: "Risco de 
infecção relacionado ao procedimento invasivo"
Diagnóstico de Bem-estar
Potencial para melhorar condição de saúde. Exemplo: "Disposição para nutrição melhorada"
Diagnóstico de Promoção
Motivação para aumentar bem-estar. Exemplo: "Disposição para conhecimento melhorado"
3. Planejamento de 
Enfermagem
Etapa que envolve a definição sistemática de objetivos mensuráveis e a seleção 
criteriosa de intervenções baseadas em evidências científicas para atingir 
resultados esperados.
Definição de Objetivos
Estabelecimento de metas específicas, mensuráveis, atingíveis, 
relevantes e temporais (SMART) para cada diagnóstico identificado.
Seleção de Intervenções
Escolha fundamentada de ações de enfermagem com base em 
evidências científicas, protocolos institucionais e experiência 
clínica.
Exemplo: Controle da Dor
Plano integrado combinando analgesia farmacológica prescrita 
com técnicas não farmacológicas como relaxamento e 
posicionamento.
4. Implementação
1 Execução das Ações Planejadas
Realização sistemática de todas as intervenções prescritas, 
seguindo protocolos de segurança e técnicas baseadas em 
evidências científicas atualizadas.
2 Registro Detalhado no Prontuário
Documentação completa de todas as intervenções realizadas, 
incluindo horários, técnicas utilizadas, materiais empregados e 
respostas do paciente.
3 Exemplo Prático
Administração de medicamentos conforme prescrição médica, 
orientação ao paciente sobre cuidados pós-operatórios e 
monitorização de sinais vitais.
5. Evolução de Enfermagem
Monitoramento Contínuo
Acompanhamento sistemático da resposta do paciente às intervenções 
implementadas, utilizando indicadores objetivos e subjetivos de melhora ou 
deterioração.
Ajustes no Plano Assistencial
Modificações baseadas em evidências na evolução do quadro clínico, garantindo 
cuidado individualizado e dinâmico conforme as necessidades emergentes.
Exemplo de Evolução
"Paciente apresenta redução da dor de 8 para 4 (EVA) após implementação 
do plano analgésico. Mantém medicação prescrita e introduz técnicas de 
relaxamento."
Documentação e Registro: Base Legal e Prática
Documentação em Enfermagem
Integração legal, registro e cuidado contínuo
Prontuário
Documento central do paciente
Continuidade
Fluxo de cuidados e responsabilidades
Base Legal
Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016
Fundamentação Legal
As Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016 estabelecem diretrizes específicas para 
registros de enfermagem, garantindo padronização e qualidade da 
documentação assistencial.
Prontuário como Documento Legal
Instrumento fundamental de comunicação multiprofissional e documento legal 
que pode ser utilizado em processos judiciais, auditorias e avaliações de 
qualidade.
Continuidade do Cuidado
Registros precisos e completos asseguram a continuidade assistencial entre 
turnos, plantões e diferentes profissionais da equipe de saúde.
SAE e PE na Formação do Enfermeiro
Ensino Baseadodo Tórax/precórdio 
Técnica: Palpe todo o precórdio (o ápice, a borda esternal e a base, buscando pulsações). 
- Localização do Ictus Cordis/impulso apical: 4° ou 5° espaço interscostal na linha hemiclavicular esquerda. O 
decúbito lateral esquerdo pode facilitar a avaliação. 
- Tamanho do Ictus Cordis em cm (pode ser medido por meio das polpas digitais): Normal 1x2 cm. 
- Duração e Amplitude do Ictus Cordis: Curta e Suave. 
- Frêmitos (deve ser realizada com a mão espalmada sobre o precórdio ou com a face palmar dos quatro dedos): 
Presente/ausente. 
-Levantamento sistólico do precórdio: Presentes/ausentes, intensidade. 
-Pulsações epigástricas: Presentes/ausentes, intensidade. 
-Pulsações supraesternais: Presentes/ausentes, intensidade. 
 
	
  
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
	
  
3. Ausculta do tórax 
- Identificar os focos ou áreas de ausculta: 
Figura 02: Focos ou áreas de ausculta cardíaca 
 
Fonte: JARVIS, 2012 
 
1º foco aórtico: 2º espaço intercostal direito junto ao esterno; 
2º foco pulmonar: 2º espaço intercostal esquerdo junto ao esterno; 
3º foco tricúspede: 5º espaço intercostal borda esternal esquerda – base do apêndice xifóide; 
4º foco mitral: cruzamento do 5º espaço intercostal esquerdo (ictus cordis) com a linha hemiclavicular esquerda. 
Obs: Primeiro auscultar com o diafragma buscando identificar a FC, o ritmo cardíaco e os sons cardíacos normais e 
depois com a campânula do diafragma a fim de investigar sons cardíacos extras. 
 
AUSCULTA-SE: 
- FC (bpm): Bradicardia/ normocardia/ taquicardia. 
- Ritmo cardíaco: regular ou irregular 
- Bulhas cardíacas: 
Ø B1 (identificar e avaliar): normal/hiperfonese/hipofonese 
Ø B2 (identificar e avaliar): normal/hiperfonese/hipofonese 
Ø Sons cardíacos extras (B3 e B4): presente/ausente 
- Sopros (localização): presente/ausente; Tempo (sístole/diástole); Tom (alto, médio, baixo); Padrão 
(crescendo/decrescendo); Qualidade (musical, sibilante, áspero, ronco). 
- Exemplo: Ritmo cardíaco regular em 2 tempos (RCR2T), com FC de 70bpm, bulhas normofonéticas (BNF) e 
ausência de sopros. 
 
 
Referências 
 
Barros, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. 
 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
Preparo: 
Ambiente: paciente com abdome despido e mantendo demais áreas cobertas. Atentar para ambiente aquecido. Cercar 
com biombos.Higienização das mãos. 
Materiais: estetoscópio e dois travesseiros pequenos 
Posição: decúbito dorsal com travesseiro sob a cabeça e outro sob os joelhos ou joelhos dobrados, braços ao longo 
do corpo. 
 
Semiotécnica: inspeção, ausculta, percussão e palpação 
 
1.Inspeção: 
Frontal e tangencial: observar forma e contorno (plano, escavado, globoso, protuso, avental); simetria (abaulamentos, 
retrações, herniações, massas visíveis); deformidades. 
Frontal: características da pele (cicatrizes, lesões e estrias, icterícia, equimoses, pele distendida e brilhante na ascite, 
demais alterações); ocorrência de movimentos e pulsações visíveis na pele (movimento respiratório abdominal, 
peristaltismo, pulso aórtico); presença de circulação colateral; localização da cicatriz umbilical (invertida/evertida); 
padrão de distribuição dos pelos. 
 
2.Ausculta: 
Parâmetro normal: ruídos hidroaéreos presentes (RHA+). Avaliar intensidade: normais, hipo ou hiperativos. Sons 
hiperativos tipo borborigmos são normais em área de projeção do estômago ou na ocorrência de gases e aumento da 
motilidade. 
Anormal: Ausência de sons – auscultar por 5 minutos. 
Ruídos vasculares: observar presença de ruídos vasculares sobre as artérias aorta, renais, ilíacas e femorais. 
Usualmente nenhum som é detectado, mas pode ser detectado normalmente som sistólico e anormalmente um sopro. 
 
3. Percussão: 
Auxilia na determinação do tamanho e localização das vísceras sólidas e na avaliação da presença e distribuição de 
gases, líquidos e massas. Inicia-se no quadrante inferior direito. 
Sons produzidos: 
Timpânico é o som predominante, característico sobre intestino e espaço de 
Traube. 
Hipertimpanismo presente quando há distensão gasosa. 
Maciços ou submaciços são percebidos sobre órgãos sólidos como o fígado, 
o baço ou sobre vísceras preenchidas por líquido ou fezes. 
 
4.Palpação: 
 
- Palpação superficial(1cm): pressiona-se de forma delicada a superfície 
abdominal, aproximadamente 1 cm, com os movimentos suaves e em 
sentido horário, evitando golpes súbitos. Permite reconhecer a sensibilidade, 
a integridade anatômica e a tensão da parede abdominal e identificar 
massas. Distinguir entre resistência voluntária, chamada de defesa, e a 
contratura 
muscular involuntária, característica da resposta inflamatória do peritônio. 
 
- Palpação profunda (5cm): Delimita mais precisamente os órgãos. 
 abdominais e detecta massas menos evidentes. Com o paciente respirando 
pela boca, com a mandíbula entreaberta, a parede abdominal é deprimida em profundidade (5cm) a cada expiração. 
Com maior pressão, verifica-se tamanho, forma, consistência, localização, sensibilidade, mobilidade e pulsações de 
órgãos ou massas. Pode-se usar as duas mãos, uma sobre a outra, técnica bimanual. Observar expressão do paciente 
em busca de manifestação de desconforto ou dor. 
Parâmetro normal: abdome indolor à palpação, normotenso/flácido. 
Procedimentos Especiais: 
 
- Sinal de descompressão brusca dolorosa na avaliação da dor abdominal sugestiva de 
irritação peritoneal e associado a apendicite aguda. Conhecido como Sinal de Blumberg – 
dor ou piora da dor à compressão e descompressão súbita do ponto de McBurney (situado 
dois terços da distância da cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior direita). 
- Sinal de Murphy: QSD, sob borda hepática, comprimir e solicitar ao paciente que inspire 
profundamente. A resposta de dor intensa no ponto pressionado e a interrupção súbita da 
inspiração caracterizam o sinal de Murphy, indicativo de colecistite aguda. 
 
Fígado 
O fígado normal é indolor, com borda firme, macia e lisa. Frequentemente é impalpável 
Palpação Técnica Bimanual: Mantenha-se à direita; mão esquerda sob o tórax posterior 
direito do paciente, na altura da 11 ª e 12ª costelas. A mão direita é colocada sobre o 
abdome e exerce compressão para dentro e para frente, enquanto a mão esquerda 
pressiona o tórax posterior para cima e o paciente inspira profundamente, de modo a 
deslocar o fígado para baixo, tentando-se sentir sua borda. 
Palpação Técnica com as mãos em garra: à direita do paciente, voltado na direção de 
seus pés, palpando o abdome na linha do rebordo costal direito. Solicita-lhe que inspire 
profundamente, ao mesmo tempo em que pressiona a parede do abdome para dentro e 
para cima. O fígado normal é palpável, durante a inspiração, cerca de 3 cm abaixo do 
rebordo costal à direita na linha hemiclavicular. 
Percussão (hepatimetria): envergadura do fígado normal entre 6 e 12cm na LHD. 
 
Aorta 
Palpação: utilizando o polegar e os dedos opostos, palpe a pulsação aórtica na região epigástrica, discretamente 
para a esquerda na linha média. Largura normal 2,5 a 4 cm e pulsa em direção anterior. 
 
Técnicas para verificação de ascite 
- Teste do piparote: com uma das mãos, o examinador golpeia o abdome com piparotes, enquanto a outra mão, 
espalmada na região contra lateral, capta ondas líquidas que se chocam com a parede abdominal. 
 
Figura4: Teste do piparote 
 
Fonte: BARROS,2021 
 
- Teste da macicez móvel: pela percussão do abdome, com o paciente em decúbito lateral, pode-se perceber a 
diferençaentre o som timpânico e maciço, devido ao deslocamento gravitacional do conteúdo líquido para a parte 
mais baixa da cavidade peritoneal, em relação ao conteúdo de gás do cólon, que permanece na parte mais alta. 
Ocorre predomínio de sons maciços no lado do abdome em contato com a superfície da cama, enquanto o som 
timpânico é encontrado no lado oposto. 
 
 
Referências 
BARROS, Alba L. B L. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 4th ed. Porto Alegre: ArtMed, 
2021. E-book. p.229. ISBN 9786558820284. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558820284/. Acesso em: 02 dez. 2024. 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Jjaneiro, Elsevier 2012. 880p. 
 
Fonte: BARROS,2021 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DO SISTEMA GENITOURINÁRIO 
 
Preparo 
Paciente em posição deitada, sentada e/ou posição ginecológica 
Materiais 
lanterna clínica, lente de aumento, régua pequena descartável, luvas descartáveis 
 
Semiotécnica: inspeção, palpação e ausculta 
 
Rins: (avaliação em dorso, posição sentada ou de pé) 
- Inspeção região renal (T12 a L3) aspecto da pele, protuberâncias (grandes aumentos do rins, 
rins policísticos) e simetria em flancos e fossas ilíacas, presença de abaulamentos (Pode-se 
realizar ao término do exame do tórax posterior). 
-Percussão: pesquisar sinal de Giordano, se necessário. Punho-percussão + se doloroso. 
- Palpação: investigar tamanho, forma, consistência, superfície da pele, contorno da estrutura e 
dor. 
Método de Devoto: posição supina. Colocar a mão espalmada oposta ao rim a ser examinado 
no ângulo lombocostal, elevando o flanco, e a outra mão espalmada abaixo do rebordo costal. 
Comprimir ambas as mãos ao mesmo tempo, procurando sentir e pinçar o pólo inferior do rim 
na sua descida inspiratória. 
 
Método de Israel: decúbito lateral oposto ao lado do rim a ser palpado; a perna superior deve 
permanecer fletida e a inferior em extensão. Seguir a mesma técnica 
 
Bexiga: (avaliar ao término do exame abdominal) 
- Inspeção: aspecto da região supra-púbica quanto a abaulamentos, lesões e estomas. 
- Palpação: mãos em garra, aprofundando-as na expiração e deslizando em todos os sentidos, 
de fora para dentro, procurando delimitar a bexiga. Iniciar 2cm da sínfise púbica, bexiga vazia. 
(firme, lisa e indolor) 
- Percussão: timpanismo (bexiga vazia) macicez (bexiga cheia). 
 
Genital masculino: (paciente em pé com o examinador sentado à sua frente; posição supina) 
 - Pênis: 
- Inspeção e palpação: pele - implantação pelos, lesões, alterações de cor; tamanho e forma do 
pênis; óstio uretral centralizado. Procurar edema localizado, nódulos ou lesões. Retrair 
prepúcio expondo a glande (secreções, esmegma, lesões ou inflamações). Comprimir 
levemente o meato urinário: visualização da porção terminal da uretra – secreções, coloração. 
A borda deve ser rosada e lisa. (Vermelhas, evertidas, edematosas, secreção – sugere 
uretrite). 
- Palpar toda a extensão do pênis entre o polegar e os dois primeiros dedos: normalmente liso, 
semi-firme e indolor; pesquisar massas tumorais, áreas de endurecimento, dor. 
 
Escroto: (inspeção e palpação) 
- Inspecionar a face anterior do escroto (afastar pênis com dorso da mão ou solicitar ao 
paciente que o afaste). Levante o escroto para inspecionar face posterior. Normalmente a pele 
é enrugada. Observar simetria ou assimetria (normal). Observar condições da pele, presença 
de massas, edema, tumefação (aumento – hidrocele, varicocele, por ex.) e cistos. 
- Palpação dos testículos: separadamente, movimentar os testículos entre os dedos, sentir 
consistência e contorno, forma oval, indolor com palpação delicada, utilizando polegar e 
indicador. (pesquisar massas, dor, tumefação; se presente – transiluminação) 
- Palpação do epidídimo: forma de vírgula de cima a baixo do testículo, indolor, macio. 
(presença de dor, endurecimento e tumefação – pode indicar epididimite) 
- Palpação do cordão espermático: Em geral, tem 3 mm de diâmetro, é fino, redondo e não 
doloroso à palpação. (edemaciado e tortuoso – pode indicar varicocele) 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
 
Genital Feminino: 
Antes de realizar a inspeção perguntar a paciente se a mesma tem desejo de urinar. Posicionar 
a paciente em decúbito dorsal, posicionar cabeça e ombro para relaxar a musculatura do 
abdome. Manter os braços cruzados sobre o tórax ou ao lado do corpo. Braços elevados fazem 
com que a musculatura abdominal se enrijeça. Peça que a paciente se possível mantenha as 
pernas fletidas e semi-abertas. 
Com luvas e com auxílio de lanterna observar a quantidade e distribuição dos pelos. Observar 
presença de parasitas na base dos pelos. Observar presença de edemas e eritemas. 
Com uso de luvas realizar a abertura dos grandes lábios para observação do introito vaginal, 
neste momento, observar presença de lesões e aspecto de higiene. 
 
Virilha: 
- Virilha: posição supina (após exame da bexiga) inspecionar a região, a sua pele, observar 
linfonodos aumentados; em pé, em busca de hérnias visíveis como uma protuberância ao 
esforço ou em repouso. 
- Palpar área do canal inguinal. 
- Palpar artéria femoral. 
- Anel ou canal femoral: Pode-se utilizar o pulso femoral como marco e palpar cerca de 3 cm 
medial ao pulso, com o uso de três dedos. Normalmente, o canal femoral não é palpável, 
exceto na ocorrência de hérnia. 
- Palpar linfonodos: cadeia horizontal junto ao ligamento inguinal e a cadeia vertical ao longo da 
parte superior interna da coxa. Pesquisar tamanho, consistência, mobilidade, sensibilidade. 
 
Referências 
Barros, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem 
no adulto. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. 
 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 
2012. 880p. 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
ROTEIRO PARA AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DO SISTEMA NEUROLÓGICO 
 
Materiais: lanterna, martelo de reflexos, diapasão (128 ou 256 Hz), estesiômetro, agulha fina ou espátula quebrada, algodão 
seco, aroma e objeto familiar, tubo de ensaio com água fria e quente ou algodão com álcool e espátula. 
 
1- Avaliação da Função mental: ver roteiro exame físico geral 
 
2 - Nervos cranianos 
I par – Olfativo: testar o olfato através da inalação de substâncias familiares 
II par – Óptico: testar acuidade visual 
III/IV/VI pares - Oculomotor, Troclear, Abducente: testar movimentos extraoculares (MOE), exame 
das pupilas, reflexo fotomotor (direto e consensual) e acomodação pupilar; observar ocorrência de 
nistagmo 
V par - Trigêmio: 
Função sensorial: testar reflexo corneano com algodão (piscar bilateral ao toque); sensibilidade de tato leve com algodão nas áreas 
das 3 divisões do nervo – testa, bochecha e queixo 
Função motora: testar força muscular dos m. masseter e m.temporal (palpação e tentar separar 
mandíbula) 
VI par – Abducente: movimentos dos MOEs para os lados D e E - testado junto com os III e IV pares 
VII par - Facial: 
Função motora: avaliar mímica facial observando mobilidade e simetria; pressione as bochechas 
cheias de ar e observe o escape igualmente dos dois lados (fraqueza muscular – perda da prega 
nasolabial, queda de uma lado da face, descida das pálpebras inferiores, incapacidade de fechar 
pálpebra e escape de ar por uma das bochechas) 
Função sensorial: em caso de suspeita de lesão de nervo facial – testar sentido do paladar 
VIII par - Vestíbulo-Coclear: avaliar acuidade auditiva (ouvir conversação normal e voz sussurrada)IX/X pares – Glossofaríngeo: Função motora: avaliar voz (se normal ou distorcida), deglutição, se 
há disfagia; falar “ah” - observa-se a elevação e a contração do palato mole e da úvula. 
X par - Vago: (participa no reflexo da deglutição) reflexo do vômito – uso de espátula 
XI par – Acessório: testar força dos m. trapézio e esternocleidomastoideo, observar 
assimetria.(rotação forçada da cabeça e elevação dos ombros contra resistência) 
XII par – Hipoglosso: inspecionar língua (sem tremores ou desgaste), observar impulso para 
frente na linha média e articulação das palavras (leve, teto, dinamite) observar os sons do L T D N 
 
2 - Sistema motor – estudado em exame físico dos membros 
- Força e tônus muscular 
- Função Cerebelar 
- Avaliação da Coordenação 
 
 3 - Sistema sensorial: 
Observações: assegurar-se de que o paciente está alerta, cooperativo e atento. Avaliação com olhos fechados. Comparar partes 
simétricas do corpo. Mapear o limite das alterações na sensibilidade. Evitar perguntas sugestivas. 
 
A) TRATO ESPINOTALÂMICO 
Avaliação para dor: testar sensibilidade com ponta afiada (intervalo de 2 segundos, entre estímulos) - Hipoalgesia, Analgesia, 
Hiperalgesia. 
Avaliação da temperatura: uso dois tubos de ensaio um com água quente e outro com água fria (ou opção use algodão com álcool 
para o frio e seco) - Hipoestesia, Anestesia, Hiperestesia. 
Avaliação de tato leve: aplique um chumaço de algodão em posições ao acaso – comparar pontos simétricos em membros e tórax. 
Tátil pressórica: avaliação de sensibilidade por meio de monofilamentos mãos e pés (obrigatória em casos de DM e hanseníase) 
 
B)TRATO DA COLUNA POSTERIOR 
Avaliação de vibração: teste a capacidade da pessoa sentir as vibrações (quando começam e quando param) de um diapasão 
sobre as proeminências ósseas, sempre comparando bilateralmente. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
Avaliação de posição (cinestesia): teste a capacidade da pessoa perceber movimentos passivos nas extremidades. Mova um 
dedo da mão ou o 1° artelho do pé em direção para cima, para baixo e peça para pessoa falar para que lado foi movida esta 
extremidade. 
Discriminação Tátil (tato fino): este teste também mede a capacidade de discriminação do córtex sensorial (fazer somente se a 
avaliação de tato e posição estiverem normais): 
- Estereognosia: teste a capacidade da pessoa reconhecer objetos ao sentir sua forma; 
- Grafestesia: teste a capacidade da pessoa reconhecer “ler” um número desenhado em sua pele . 
 
 
4 - Reflexos 
- Classificação: 0 = nenhuma resposta; 1+ diminuído abaixo do normal; 2+ médio normal; 3+ mais rápido que a média – pode 
indicar doença, 4+ muito rápido, hiperativo, com clônus, indicativo de doença. 
1.Bicipital (C5-C6): apoie o antebraço da pessoa no seu; coloque seu polegar sobre o tendão do bíceps e dê uma marte lada em 
seu polegar; reposta normal: flexão do braço 
2.Patelar (quadríceps) (L2-L4): deixe a parte inferior das pernas pendentes, golpeie o tendão logo abaixo da patela – o 
examinador palpará a contração do quadríceps; resposta normal: extensão da perna 
3. Tricipital (C7-C8): diga para pessoa deixar o braço relaxado, enquanto você o suspende; golpeie o tendão do tríceps 
imediatamente acima do cotovelo ; resposta normal: extensão do antebraço 
4. Aquileu (S1-S2): posicione a pessoa com o joelho flexionado e o quadril em rotação externa ou sentada com o pé pendente, 
apoie o pé na sua mão e mantenha o pé em dorsiflexão, golpeie diretamente o tendão de Aquiles. 
5. Plantar Babinski (L4-S2): resposta normal é a flexão plantar dos artelhos , anormal ocorre com a dorsiflexão do 1° dedo do pé 
e abertura e leque de todos os dedos (Babinski +) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências: 
BRASIL, Ministério da saúde. Manual do pé diabético. Brasília, 2016. 
BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2016. 440p. 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem . Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. 
 
ECG. Disponível em : https://www.glasgowcomascale.org/ 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeo recomendado: 
www.glasgowcomaescale.org 
 
Atualização 2018: 
Exame pupilar – até 2 
pontos diminuídos no 
total de 15. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DE MEMBROS 
Preparo: 
O paciente é posicionado em decúbito dorsal, f icando o examinador do seu lado direito, ou de pé para exame da rede 
venosa. A sala deve estar aquecida e em silêncio. Mantenha a privacidade do paciente. Higienizar as mãos. 
** Atentar-se para aspectos da pele, sistema vascular periférico, linfático e musculoesquelético. 
 
Semiotécnica: inspeção, palpação 
1– Exame dos MMSS: 
- Inspeção: coloração (palidez, cianose, fenômeno de Raynaud), edema, espessamento 
das unhas, aspecto da pele – brilhante, seca, contratura muscular intensa (isquemia 
aguda); rede venosa e linfática, lesões. 
- Palpação: temperatura da pele (pele f ria pode indicar obstrução arterial), pulsos (radial 
e braquial bilateralmente), edema, perfusão tecidual, tônus e força muscular (ver item 3). 
- Palpação dos linfonodos: axilares, retropeitorais, epitrocleanos. 
 
2 – Exame dos MMII: 
- Inspeção: coloração, edema, espessamento das unhas, aspecto da pele – brilhante, 
seca, contratura muscular intensa, visualização do trajeto dos vasos linfáticos . 
- Palpação: temperatura da pele, pulsos (poplíteo, tibial posterior e pedioso), edema, perfusão tecidual, tônus e força 
muscular. 
- Sistema vascular: pesquisar estado da parede venosa (consistência elástica normal ou espessada e endurecida – 
anormal), dor localizada, presença de edema na região perimaleolar e terço distal das pernas ou edema unilateral, 
celulite, hiperpigmentação da pele (manchas acastanhadas no terço distal do membro afetado) palidez e cianose, 
úlceras vasculogênicas, varizes. 
- Palpação das panturrilhas. Em pacientes em risco de TVP/acamados avaliar: 
✓ Sinal de Homans: dorsif lexão do pé sobre a perna afetada. Se o paciente relatar dor, o sinal é positivo. 
✓ Sinal de Bandeira: com as mãos espalmadas sob a panturrilha do paciente, tenta-se movimentar as 
panturrilhas. Em casos de TVP, haverá menor mobilidade da musculatura afetada (panturrilhas empastadas). 
✓ Sinal de Bancrof t: pressionar a musculatura da panturrilha contra a estrutura óssea. Se o paciente relatar dor, 
o sinal é positivo. 
- Palpação dos linfonodos: poplíteos 
 
3 - SISTEMA MOTOR 
- Força Muscular: Avaliação é feita através da pesquisa dos grupos musculares 
realizados de forma ativa. A redução da força muscular deve ser analisada quanto a 
sua distribuição e intensidade. 
Graduação da força muscular: Pode-se usar a descrição literal da força ou em graus 
0/5 até 5/5. Paresia (f raqueza muscular); paralisia (ausência de força muscular) 
- Tônus: Paciente deitado, em relaxamento muscular: inspeção (verif icar se há ou 
não achatamento das massas musculares – mais evidente nas coxas, valor 
signif icativo em acentuada diminuição do tônus); palpação das massas 
musculares (grau de consistência muscular); 
Movimentos passivos: passividade diminuída = tônus aumentado/ 
passividade aumentada = tônus diminuído; observar extensibilidade da 
f ibra muscular. 
Alterações no tônus muscular: 
Hipertonia, a consistência muscular está aumentada, a passividade 
diminuída e a extensibilidade diminuída, estando presente nas lesões das 
vias motoras piramidais e extrapiramidais. 
Espasticidade – hipertonia, músculos rígidos e movimentosdesajeitados. 
Hipotonia, observam-se achatamento das massas musculares, consistência 
muscular diminuída, com passividade e extensibilidade aumentadas , f lacidez. 
É encontrada nas neuropatias periféricas, nas mielopatias transversas (fase 
inicial), nas lesões cerebelares, na coreia e outras alterações. 
Espasmo – contração involuntária súbita e violenta de um músculo. 
Fasciculação – contorção involuntária de f ibras musculares. 
 
Escala de Graduação da força muscular 
- Função Cerebelar: Teste de equilíbrio 
Marcha: peça para o paciente caminhar em linha reta, com um pé atrás do outro. 
Manobra de Romberg: avalia postura e equilíbrio - pessoa de pé com os pés juntos e braços ao longo do corpo, peça para fechar 
os olhos e manter a posição por 20 segundos, ficar próximo ao paciente como apoio. Romberg positivo: quando há alteração no 
equilíbrio – ataxia cerebelar (intoxicação alcoólica, esclerose múltipla); perda de função vestibular; perda de propriocepção. 
- Avaliação da Coordenação 
Prova dedo-dedo (coordenação de MMSS): o paciente toca o dedo do examinador e 
depois seu nariz / examinador muda de posição durante a avaliação 
Prova calcanhar-joelho (coordenação dos MMII): peça ao paciente em decúbito dorsal 
que coloque o calcanhar sobre o joelho oposto e descê-lo até o tornozelo e vice-versa 
Prova dos movimentos alternados: realizar movimentos rápidos e alternados como 
supinação e pronação, extensão e flexão dos pés; alternar dedos com polegar. 
Eudiadococinesia – normal. Disdiadococinesia – dificuldade em realizar 
 
 
 
4 - AVALIAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES 
Inspeção e palpação: 
Observar volume articular, edema; deformidade - em valgo é o desvio da parte 
distal à articulação para longe da linha média; deformidade em varo é o desvio 
para a linha média. 
Palpar articulações em relação a contorno e tamanho, procure ressaltos, nódulos 
ou deformidades. Movimentos articulares: rotação interna e externa, inclinação 
lateral, f lexão, extensão, abdução, adução, observando queixas de dor, além de 
pesquisar intumescências do tipo nódulos, bolsas, edema ou derrames, 
crepitações ou rigidez articular. 
Observar e palpar amplitude de movimento (ADM) ativamente. Se não puder 
realizar, apoiar ambos os lados da articulação e realizar ADM passiva. Indagar se 
existe sensibilidade ou desconforto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2016. 440p. 
 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem . Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. 
 
JENSEN. Semiologia para Enfermagem -Conceitos e Prática Clínica. Guanabara Koogan, 10/2013. VitalBook f ile 
 
 
 
Figura 05: Movimentos Articulares 
Fonte: GOOGLE 
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	Slide 18em Evidências
Formação fundamentada em conhecimento 
científico atualizado e prática reflexiva crítica
Pensamento Crítico
Desenvolvimento da capacidade de análise, 
síntese e tomada de decisão clínica 
fundamentada
Autonomia Profissional
Construção de competências para atuação 
independente e responsável na assistência
Preparação Ética
Formação de profissionais comprometidos com 
excelência, segurança e humanização
Desafios e Perspectivas Futuras
Atualização Constante
Necessidade de educação permanente frente às novas resoluções COFEN, avanços 
tecnológicos e evidências científicas emergentes na enfermagem.
Sistemas Eletrônicos
Implementação crescente de prontuários eletrônicos e sistemas integrados de 
gestão que otimizam registro, comunicação e monitoramento da qualidade 
assistencial.
Ampliação do Papel
Fortalecimento do enfermeiro como coordenador do cuidado, líder da 
equipe multiprofissional e gestor de resultados em saúde baseados em 
indicadores.
Distinção Fundamental
SAE organiza o trabalho da equipe (foco gerencial); PE orienta o cuidado 
clínico direto (foco assistencial)
Atualização Normativa
Resolução COFEN 736/2024 clarifica conceitos, responsabilidades e 
competências profissionais específicas
Documentação Rigorosa
Registro sistemático é essencial para qualidade, segurança, continuidade e 
respaldo legal da assistência
Enfermagem Baseada em Evidências
Prática fundamentada cientificamente melhora significativamente os 
resultados e indicadores de saúde
Seja o Protagonista!
A Enfermagem é simultaneamente ciência rigorosa e arte humanizada - aplique o Processo de Enfermagem com precisão 
técnica e sensibilidade humana, transformando conhecimento em cuidado extraordinário.
Atualização Permanente
Mantenha-se sempre atualizado nas normas do COFEN, pesquisas científicas e melhores práticas internacionais em 
enfermagem
Protagonismo Profissional
Seja agente ativo na sistematização, inovação e melhoria contínua da assistência de enfermagem em sua instituição
O futuro da enfermagem está em suas mãos - construa uma assistência de excelência!
Sistematização da Assistência 
de Enfermagem (SAE) e 
Processo de Enfermagem (PE)
Atualizações e Aplicações Práticas
Uma abordagem abrangente sobre os fundamentos, atualizações normativas e aplicações 
práticas essenciais para a excelência no cuidado de enfermagem
Capítulo 1: Introdução à 
SAE e PE
Fundamentos Organizacionais
A SAE e PE constituem 
pilares fundamentais para 
organizar e qualificar o 
cuidado de enfermagem, 
garantindo assistência 
sistematizada e baseada em 
evidências científicas.
Atualizações
COFEN 2024
O Conselho Federal de 
Enfermagem atualizou 
conceitos e normativas em 
2024, proporcionando maior 
clareza conceitual e 
eficiência na 
implementação prática.
Objetivos de Aprendizagem
Compreender as diferenças conceituais, dominar as etapas 
metodológicas e conhecer as responsabilidades específicas na 
prática profissional cotidiana.
O que é a Sistematização da Assistência de 
Enfermagem (SAE)?
A Sistematização da Assistência de Enfermagem representa um 
método organizacional que estrutura sistematicamente o trabalho 
de toda a equipe de enfermagem, desde o planejamento até a
avaliação dos cuidados prestados.
Amparada pela Resolução COFEN 358/2009 e suas atualizações 
recentes, a SAE estabelece diretrizes claras para garantir cuidados 
padronizados, seguros e fundamentados em evidências científicas.
Seu foco principal é gerencial e organizacional, visando a
otimização dos recursos humanos e materiais para proporcionar 
assistência de qualidade e segura ao paciente.
O que é o Processo de Enfermagem (PE)?
O Processo de Enfermagem constitui um método científico sistemático que orienta o raciocínio clínico do 
enfermeiro, proporcionando base teórica sólida para a tomada de decisões assistenciais.
01
Avaliação
Coleta sistemática e análise de dados
02
Diagnóstico
Identificação de respostas humanas
03
Planejamento
Definição de objetivos e intervenções
04
Implementação
Execução das ações planejadas
05
Evolução
Avaliação de resultados e ajustes
Diferencia-se da SAE por ter foco clínico e assistencial direto, enquanto a SAE possui
caráter predominantemente gerencial e organizacional.
Fluxograma das 5 Etapas do Processo de Enfermagem
Avaliação Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
O processo é dinâmico e cíclico, permitindo ajustes contínuos baseados na evolução do estado de saúde do paciente e na efetividade das intervenções 
implementadas.
Atualização COFEN 736/2024: Novas 
Definições e Responsabilidades
Distinção Conceitual Clara
Estabelece diferenciação precisa entre SAE (foco organizacional e 
gerencial) e PE (foco no cuidado clínico direto ao paciente).
Responsabilidades dos Enfermeiros
Atividades privativas: diagnóstico de enfermagem, prescrição de 
cuidados e supervisão técnica da equipe de enfermagem.
Atuação de Técnicos e Auxiliares
Execução qualificada de cuidados prescritos e anotações detalhadas 
no prontuário, sempre sob supervisão do enfermeiro responsável.
Documentação Obrigatória
Registro formal e sistemático de todas as etapas no prontuário do 
paciente, garantindo continuidade e qualidade da assistência.
Exemplo Prático: Diagnóstico e Prescrição Privativos do Enfermeiro
Caso Clínico
Paciente acamado há 3 dias, com mobilidade reduzida 
e áreas de hiperemia em região sacral.
Diagnóstico de Enfermagem
"Risco para integridade da pele prejudicada relacionado à 
pressão prolongada e mobilidade física prejudicada"
Prescrição de Enfermagem
• Mudança de decúbito a cada 2 horas
• Uso de colchão pneumático
• Inspeção da pele 2x ao dia
• Aplicação de ácidos graxos essenciais
• Orientação sobre posicionamento
Execução pela Equipe
O técnico de enfermagem executa os cuidados prescritos, 
registrando detalhadamente:
• Horários das mudanças de decúbito
• Condições da pele observadas
• Produtos aplicados
• Aceitação do paciente
Capítulo 2
Etapas Detalhadas do 
Processo de Enfermagem
Aprofundamento nas cinco etapas metodológicas que fundamentam a prática clínica 
sistematizada e baseada em evidências científicas na enfermagem contemporânea.
1. Avaliação de Enfermagem
Coleta Sistemática de Dados
Obtenção organizada de informações subjetivas (relatadas pelo 
paciente) e objetivas (observadas e mensuradas), utilizando 
instrumentos validados e protocolos institucionais.
Técnicas de Avaliação
Entrevista estruturada, exame físico céfalo-caudal, aplicação de 
escalas validadas (Braden, Glasgow, EVA) e análise de exames 
complementares.
Exemplo Prático
Avaliação completa incluindo: mensuração da dor através da Escala 
Visual Analógica, verificação de sinais vitais, coleta de histórico clínico 
e identificação de fatores de risco.
2. Diagnóstico de Enfermagem
Representa a análise crítica e interpretação dos dados coletados para identificar 
respostas humanas aos problemas de saúde reais ou potenciais.
Diagnóstico Real
Problema existente validado por características definidoras. Exemplo: "Dor 
aguda relacionada ao procedimento cirúrgico"
Diagnóstico de Risco
Vulnerabilidade identificada através de fatores de risco. Exemplo: "Risco de 
infecção relacionado ao procedimento invasivo"
Diagnóstico de Bem-estar
Potencial para melhorar condição de saúde. Exemplo: "Disposição para nutrição melhorada"
Diagnóstico de Promoção
Motivação para aumentar bem-estar. Exemplo: "Disposição para conhecimento melhorado"
3. Planejamento de 
Enfermagem
Etapa que envolve a definição sistemática de objetivos mensuráveis e a seleção 
criteriosa de intervenções baseadas em evidências científicas para atingir 
resultados esperados.
Definição de Objetivos
Estabelecimento de metas específicas, mensuráveis, atingíveis, 
relevantes e temporais (SMART) para cada diagnóstico identificado.
Seleção de Intervenções
Escolha fundamentada de ações de enfermagem com base em 
evidências científicas, protocolos institucionais e experiência 
clínica.
Exemplo: Controle da Dor
Plano integrado combinando analgesiafarmacológica prescrita 
com técnicas não farmacológicas como relaxamento e 
posicionamento.
4. Implementação
1 Execução das Ações Planejadas
Realização sistemática de todas as intervenções prescritas, 
seguindo protocolos de segurança e técnicas baseadas em 
evidências científicas atualizadas.
2 Registro Detalhado no Prontuário
Documentação completa de todas as intervenções realizadas, 
incluindo horários, técnicas utilizadas, materiais empregados e 
respostas do paciente.
3 Exemplo Prático
Administração de medicamentos conforme prescrição médica, 
orientação ao paciente sobre cuidados pós-operatórios e 
monitorização de sinais vitais.
5. Evolução de Enfermagem
Monitoramento Contínuo
Acompanhamento sistemático da resposta do paciente às intervenções 
implementadas, utilizando indicadores objetivos e subjetivos de melhora ou 
deterioração.
Ajustes no Plano Assistencial
Modificações baseadas em evidências na evolução do quadro clínico, garantindo 
cuidado individualizado e dinâmico conforme as necessidades emergentes.
Exemplo de Evolução
"Paciente apresenta redução da dor de 8 para 4 (EVA) após implementação 
do plano analgésico. Mantém medicação prescrita e introduz técnicas de 
relaxamento."
Documentação e Registro: Base Legal e Prática
Documentação em Enfermagem
Integração legal, registro e cuidado contínuo
Prontuário
Documento central do paciente
Continuidade
Fluxo de cuidados e responsabilidades
Base Legal
Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016
Fundamentação Legal
As Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016 estabelecem diretrizes específicas para 
registros de enfermagem, garantindo padronização e qualidade da 
documentação assistencial.
Prontuário como Documento Legal
Instrumento fundamental de comunicação multiprofissional e documento legal 
que pode ser utilizado em processos judiciais, auditorias e avaliações de 
qualidade.
Continuidade do Cuidado
Registros precisos e completos asseguram a continuidade assistencial entre 
turnos, plantões e diferentes profissionais da equipe de saúde.
SAE e PE na Formação do Enfermeiro
Ensino Baseado em Evidências
Formação fundamentada em conhecimento 
científico atualizado e prática reflexiva crítica
Pensamento Crítico
Desenvolvimento da capacidade de análise, 
síntese e tomada de decisão clínica 
fundamentada
Autonomia Profissional
Construção de competências para atuação 
independente e responsável na assistência
Preparação Ética
Formação de profissionais comprometidos com 
excelência, segurança e humanização
Desafios e Perspectivas Futuras
Atualização Constante
Necessidade de educação permanente frente às novas resoluções COFEN, avanços 
tecnológicos e evidências científicas emergentes na enfermagem.
Sistemas Eletrônicos
Implementação crescente de prontuários eletrônicos e sistemas integrados de 
gestão que otimizam registro, comunicação e monitoramento da qualidade 
assistencial.
Ampliação do Papel
Fortalecimento do enfermeiro como coordenador do cuidado, líder da 
equipe multiprofissional e gestor de resultados em saúde baseados em 
indicadores.
Distinção Fundamental
SAE organiza o trabalho da equipe (foco gerencial); PE orienta o cuidado 
clínico direto (foco assistencial)
Atualização Normativa
Resolução COFEN 736/2024 clarifica conceitos, responsabilidades e 
competências profissionais específicas
Documentação Rigorosa
Registro sistemático é essencial para qualidade, segurança, continuidade e 
respaldo legal da assistência
Enfermagem Baseada em Evidências
Prática fundamentada cientificamente melhora significativamente os 
resultados e indicadores de saúde
Seja o Protagonista!
A Enfermagem é simultaneamente ciência rigorosa e arte humanizada - aplique o Processo de Enfermagem com precisão 
técnica e sensibilidade humana, transformando conhecimento em cuidado extraordinário.
Atualização Permanente
Mantenha-se sempre atualizado nas normas do COFEN, pesquisas científicas e melhores práticas internacionais em 
enfermagem
Protagonismo Profissional
Seja agente ativo na sistematização, inovação e melhoria contínua da assistência de enfermagem em sua instituição
O futuro da enfermagem está em suas mãos - construa uma assistência de excelência!
Avaliação de Enfermagem: 
Fundamentos e Tecnologias do Cuidar
Este material apresenta os fundamentos essenciais da avaliação de enfermagem, 
abrangendo técnicas propedêuticas e exame físico sistemático. Desenvolvido pela 
Universidade Federal de Juiz de Fora, oferece uma abordagem completa para a 
formação de enfermeiros competentes na avaliação clínica.
Estrutura da Avaliação de Enfermagem
01
Identificação do Paciente
Coleta de dados demográficos, diagnóstico médico, motivo da 
internação e informações básicas sobre o estado de saúde atual.
02
História Clínica
Investigação da história patológica atual e pregressa, comorbidades, 
antecedentes familiares e cirúrgicos, uso de medicamentos e alergias.
03
Avaliação Psicossocial
Análise das condições de moradia, suporte financeiro, hábitos de vida, 
interação social e aspectos espirituais do paciente.
04
Exame Físico Sistemático
Avaliação completa dos sistemas corporais utilizando técnicas 
propedêuticas padronizadas e instrumentos específicos.
Técnicas Propedêuticas Fundamentais
Inspeção
Estática: Observação de contornos 
anatômicos, formato, aspecto de higiene 
corporal e características gerais.
Dinâmica: Observação dos movimentos 
próprios de cada segmento corporal durante 
a avaliação.
Pode ser frontal ou tangencial para pesquisar 
pulsações, abaulamentos e depressões.
Palpação
Técnica que utiliza o tato superficial e a 
pressão profunda para obter dados clínicos 
importantes.
Variantes: Mão espalmada, palpação 
bimanual, polpas digitais, pinça com polegar 
e indicador, dorso dos dedos (temperatura), 
palpação em garra.
Percussão
Baseia-se nas vibrações de pequenos golpes 
em superfícies corporais. Tipos: direta, 
digito-digital, punho-percussão e piparote.
Ausculta
Utiliza estetoscópio para captar ruídos 
normais ou patológicos. Diafragma para alta 
frequência, campânula para baixa 
frequência.
Exame Físico Geral: Dados 
Antropométricos
120/80
Pressão Arterial
Valores normais em mmHg 
para adultos saudáveis
60-100
Frequência Cardíaca
Batimentos por minuto em 
repouso
12-20
Frequência Respiratória
Movimentos respiratórios por 
minuto
36.5°C
Temperatura Corporal
Temperatura normal em 
graus Celsius
A avaliação antropométrica inclui peso, altura, IMC e circunferência abdominal. O estado 
nutricional é classificado como normal, sobrepeso, obeso ou desnutrido. A avaliação do risco 
cardiovascular considera a circunferência abdominal: mulheres ≥80cm (risco elevado) e ≥88cm 
(muito elevado); homens ≥94cm e ≥102cm respectivamente.
Avaliação da Pele e Mucosas
Coloração
Avaliação em toda extensão corporal: pigmentação geral, sardas, nevos, 
palidez, eritema, cianose e icterícia. Observar modificações na cor e 
distribuição.
Temperatura e Umidade
Hipotermia/hipertermia avaliada com dorso da mão. Umidade normal em 
face, mãos, axilas e pregas. Observar sudorese e desidratação.
Textura e Espessura
Pele normalmente lisa, firme e regular. Identificar pele atrófica, calosidades 
e alterações de espessura em extremidades.
Mobilidade e Turgor
Mobilidade avaliada no tórax anterior e dorso das mãos. Turgor testado por 
prega cutânea: firme, pastoso ou frouxo.
Avaliação de Edema
Locais de Avaliação
• Maléolos e tíbia
• Face e região dorsal do pé
• Região sacral
• Outras áreas de tábuas ósseas
Classificação do Cacifo
+/4+: Discreto, sulco discreto
++/4+: Moderado, sulco cede 
rapidamente
+++/4+: Intenso, sulco permanece por 
período curto
++++/4+: Muito intenso, sulco dura 
longo período
Avaliar localização, distribuição, intensidade, consistência (mole ou dura), 
elasticidade, temperatura e sensibilidade dolorosa da pele adjacente. Observar 
formação de cacifo ou fóvea para classificação adequada.
Exame de Cabeça e Pescoço
Crânio e Face
Inspecionar tamanho, formato,posicionamento e movimentos involuntários. 
Palpar couro cabeludo observando nódulos e depressões. Avaliar cabelos: cor, 
textura, distribuição e higiene.
Olhos
Testar acuidade visual, examinar estruturas externas, mobilidade ocular, 
conjuntiva, esclera e pupilas. Avaliar reflexo fotomotor direto, consensual e 
acomodação-convergência.
Nariz e Seios Paranasais
Inspecionar nariz externo, testar permeabilidade das narinas, examinar cavidade 
nasal com lanterna. Palpar seios frontais e maxilares pesquisando dor.
Boca e Orofaringe
Examinar lábios, dentes, gengivas, mucosa oral, língua, palato e garganta. Avaliar 
cor, umidade, lesões, salivação e presença de exsudatos.
Avaliação do Pescoço
Linfonodos Cervicais
Examinar sistematicamente: pré-auriculares, auricular posterior, occipitais, cervicais superiores, 
submandibulares, submentonianos, cadeia cervical profunda, cervical posterior e 
supraclaviculares.
Pesquisar: dor, volume, forma, características da pele e mobilidade dos linfonodos palpáveis.
Estruturas Anatômicas
Traqueia: Deve situar-se na linha média, avaliar mobilidade e pesquisar massas ou crepitações.
Tireoide: Avaliar volume, consistência, mobilidade e superfície através de inspeção e palpação 
cuidadosa.
Veias Jugulares: Pesquisar ingurgitamento com paciente em 
ângulo de 45°.
Artérias Carótidas: Realizar palpação e ausculta bilateral para 
detectar sopros.
Sistema Respiratório: Técnicas de Avaliação
Inspeção
Estática: Condições da pele, forma do tórax (normal, tonel, funil, pombo), simetria e 
abaulamentos.
Dinâmica: Tipo respiratório, frequência, sinais de esforço e uso de musculatura acessória.
Palpação
Avaliar estrutura da parede torácica, dor, massas, expansibilidade torácica nos ápices e bases. 
Pesquisar frêmito toracovocal e crepitações.
Percussão
Som normal: claro pulmonar. Alterações: hipersonoro, timpânico, maciço e submaciço. Técnica 
digito-digital nos espaços intercostais.
Ausculta
Sons normais: murmúrio vesicular, brônquico, broncovesicular. Ruídos adventícios: sibilos, 
crepitações, roncos e atrito pleural.
Sistema Cardiovascular: Avaliação Completa
Vasos do Pescoço
Veias Jugulares: Avaliar ingurgitamento bilateral com paciente em decúbito de 
45°.
Artérias Carótidas: Palpar uma de cada vez, avaliar contorno e amplitude. 
Auscultar em três níveis pesquisando sopros.
Precórdio
Inspeção: Ictus cordis (4° ou 5° espaço intercostal), levantamento sistólico, 
pulsações epigástricas e supraesternais.
Palpação: Localizar ictus, avaliar tamanho (1x2cm normal), duração, amplitude 
e frêmitos.
1° Foco Aórtico
2° espaço intercostal direito junto ao esterno 1
2° Foco Pulmonar
2° espaço intercostal esquerdo junto ao esterno2
3° Foco Tricúspide
5° espaço intercostal borda esternal esquerda3
4° Foco Mitral
5° espaço intercostal linha hemiclavicular 
esquerda
4
Ausculta Cardíaca: Parâmetros Normais
Frequência Cardíaca
Bradicardia: 100 bpm
Ritmo Cardíaco
Regular: intervalos constantes entre batimentos
Irregular: variação nos intervalos
Bulhas Cardíacas
B1 e B2: identificar e avaliar intensidade
Normofonéticas, hiperfonéticas ou hipofonéticas
Sons extras: B3 e B4
Sopros
Localização, tempo (sístole/diástole)
Tom, padrão e qualidade
Exemplo: RCR2T, FC 70bpm, BNF, sem sopros
A ausculta deve ser realizada primeiro com diafragma para identificar FC, ritmo e sons normais, depois com campânula para 
investigar sons extras. Auscultar sistematicamente todos os focos de ausculta.
Sistema Digestório: Técnica de Exame
01
Inspeção
Forma do abdome (plano, escavado, globoso, protuso), simetria, características da pele, cicatrizes, 
movimentos visíveis, circulação colateral e cicatriz umbilical.
02
Ausculta
Ruídos hidroaéreos (RHA+) normais, hipo ou hiperativos. Auscultar por 5 minutos se ausentes. 
Pesquisar ruídos vasculares sobre artérias principais.
03
Percussão
Som timpânico predominante sobre intestino. Hipertimpanismo na distensão gasosa. Sons maciços 
sobre órgãos sólidos ou vísceras com líquido.
04
Palpação
Superficial (1cm) para sensibilidade e tensão da parede. Profunda (5cm) para delimitar órgãos e 
detectar massas. Abdome normal: indolor, normotenso.
Procedimentos Especiais do Abdome
Sinais Clínicos Importantes
Sinal de Blumberg: Dor à descompressão brusca no ponto de McBurney, sugestivo de apendicite aguda.
Sinal de Murphy: Dor intensa no quadrante superior direito durante inspiração profunda, indicativo de colecistite 
aguda.
Palpação do Fígado
Técnica Bimanual: Mão esquerda no tórax posterior, direita no abdome. Fígado normal: indolor, borda firme, macia 
e lisa.
Técnica em Garra: Palpação na linha do rebordo costal direito durante inspiração profunda.
Testes para Ascite
Teste do Piparote: Golpear abdome enquanto mão contralateral capta ondas líquidas na parede abdominal.
Macicez Móvel: Percussão com paciente em decúbito lateral, observando deslocamento gravitacional do líquido.
Sistema Genitourinário: Avaliação 
Completa
1 Rins
Inspeção da região renal (T12-L3), percussão (sinal de Giordano), palpação pelos 
métodos de Devoto e Israel. Pesquisar tamanho, forma, consistência e dor.
2 Bexiga
Inspeção da região supra-púbica, palpação com mãos em garra iniciando 2cm da 
sínfise púbica. Percussão: timpanismo (vazia) ou macicez (cheia).
3 Genital Masculino
Pênis: inspeção e palpação da pele, tamanho, forma, óstio uretral. Escroto: avaliar 
simetria, condições da pele, palpação de testículos, epidídimo e cordão 
espermático.
4 Genital Feminino
Posicionamento adequado, inspeção da distribuição pilosa, presença de parasitas, 
edemas, eritemas. Abertura dos grandes lábios para observação do introito 
vaginal.
Sistema Neurológico: Avaliação dos Nervos Cranianos
I - Olfativo
Testar olfato com substâncias familiares
II - Óptico
Testar acuidade visual
III, IV, VI
Movimentos extraoculares, pupilas, reflexos
V - Trigêmio
Sensibilidade facial e força mastigatória
Avaliação Sensorial: Tratos 
Neurológicos
Trato Espinotalâmico
Dor: Testar com ponta afiada, intervalos 
de 2 segundos. Classificar: hipoalgesia, 
analgesia, hiperalgesia.
Temperatura: Tubos com água 
quente/fria ou algodão com álcool. 
Avaliar: hipoestesia, anestesia, 
hiperestesia.
Tato Leve: Algodão em posições 
aleatórias, comparar pontos simétricos.
Tátil Pressórica: Monofilamentos em 
mãos e pés (obrigatória em DM e 
hanseníase).
Trato da Coluna Posterior
Vibração: Diapasão sobre 
proeminências ósseas, comparar 
bilateralmente.
Posição (Cinestesia): Movimentos 
passivos nas extremidades, paciente 
identifica direção.
Discriminação Tátil:
• Estereognosia: reconhecer objetos 
pelo tato
• Grafestesia: reconhecer números 
desenhados na pele
Reflexos: Classificação e Técnicas
0
Nenhuma Resposta
Ausência completa de reflexo
1+
Diminuído
Abaixo do normal
2+
Normal
Resposta média normal
3+
Aumentado
Mais rápido que a média
4+
Hiperativo
Muito rápido, com clônus
Bicipital (C5-C6)
Apoiar antebraço, polegar sobre tendão do bíceps, martelar polegar. Resposta: 
flexão do braço.
Patelar (L2-L4)
Pernas pendentes, golpear tendão abaixo da patela. Resposta: extensão da 
perna.
Tricipital (C7-C8)
Braço relaxado e suspenso, golpear tendão do tríceps. Resposta: extensão do 
antebraço.
Aquileu (S1-S2)
Joelho flexionado, pé em dorsiflexão, golpear tendão de Aquiles diretamente.
Escala de Braden: Avaliação de Risco
19-23
Sem Risco
Pontuação indicativa de baixo risco para lesões por pressão
15-18
Baixo Risco
Necessita monitoramento preventivo
13-14
Risco Moderado
Implementar medidas preventivas
10-12
Alto Risco
Cuidados intensivos de prevenção
6-9
Altíssimo Risco
Máxima atenção e cuidados especializados
A Escala de Braden avalia seis dimensões: percepção sensorial, umidade, atividade, mobilidade, nutrição, fricção e cisalhamento. Cada dimensão recebe pontuação de 1 a 4, totalizando 6 a 23 pontos. Menor 
pontuação indica maior risco.
Exame de Membros:Sistema Motor
1
Força Muscular
Graduação 0/5 a 5/5
2
Tônus Muscular
Hipertonia, hipotonia, espasticidade
3
Coordenação
Testes dedo-dedo, calcanhar-joelho
4
Equilíbrio
Marcha, Romberg, movimentos alternados
Graduação da Força
0/5: Nenhuma contração
1/5: Contração sem movimento
2/5: Movimento sem gravidade
3/5: Movimento contra gravidade
4/5: Movimento contra resistência
5/5: Força normal
Avaliação Vascular
Pulsos: radial, braquial, poplíteo, tibial posterior, pedioso. Avaliar temperatura, coloração, edema, 
perfusão tecidual e sinais de TVP (Homans, Bandeira, Bancroft).
Escala de Coma de Glasgow
Abertura Ocular (1-4)
4: Espontânea
3: Ao som
2: À pressão
1: Ausente
Resposta Verbal (1-5)
5: Orientada
4: Confusa
3: Palavras
2: Sons
1: Ausente
Resposta Motora (1-6)
6: A ordens
5: Localizadora
4: Flexão normal
3: Flexão anormal
2: Extensão
1: Ausente
A Escala de Coma de Glasgow avalia o nível de consciência através de três componentes, totalizando 3 a 15 pontos. 
Pontuação ≤8 indica coma grave, 9-12 moderado, 13-15 leve. Essencial para monitoramento neurológico e prognóstico.
Esta apresentação abrangeu os fundamentos essenciais da avaliação de enfermagem, fornecendo base sólida para a 
prática clínica competente e segura. O domínio dessas técnicas é fundamental para o cuidado de qualidade em 
enfermagem.
1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
Departamento de Enfermagem Básica - Disciplinas Fundamentos e Tecnologias do 
Cuidar em Enfermagem I e II 
 
AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM 
 Identificação Data da Avaliação: 
Nome: Prontuário: 
Idade: Leito: Enfermaria D.N 
Sexo: ( ) F ( ) M Estado Civil: Escolaridade: 
Data da internação: Renda: 
Diagnóstico Médico: 
 
Informações sobre a doença e o tratamento 
Motivo da Internação: 
História patológica atual: 
___________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________ 
 
História Patológica pregressa: 
___________________________________________________________________________________________________________________ 
___________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________ 
 
Comorbidades: ( ) HAS ( ) DM ( ) Doença Renal ( ) Cardiopatica ( ) Doença da tireóide 
Hábitos de vida: ( ) tabagismo ( ) etilismo ( ) obesidade ( ) perfil sanguíneo alterado ( ) Uso de drogas 
Antecedentes familiares: 
___________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________ 
 
Antecedentes cirúrgicos: 
___________________________________________________________________________________________________________________ 
 
Uso de Medicamentos: 
___________________________________________________________________________________________________________________ 
 
Alergias: 
___________________________________________________________________________________________________________________ 
 
Calendário vacinal: ( ) completo ( ) incompleto ( ) desconhece 
 
Hábitos/Social 
Condições de moradia: ( ) área urbana ( ) rural ( ) casa ( ) apartamento ( ) com saneamento básico 
( ) sem saneamento básico ( ) outros: _______________________ 
 
Suporte financeiro: ( )possui recursos para tratamento médico ( )possui convênio/seguro saúde ( )conta com ajuda de familiares ( )utiliza 
exclusivamente hospitais conveniados do SUS 
Obs.:____________________________________________________________________ 
Cuidado corporal: ( ) bom aspecto de higiene ( ) regular aspecto de higiene ( ) higiene precária 
Frequência de banho: ____________________ ( ) Manhã ( ) tarde ( ) noite 
Frequência Higiene oral: ______________________ 
Observações: 
Realização do auto-cuidado: ( ) dependência total ( ) Dependência parcial ( ) independência 
 ( ) precisa de ajuda para poucas atividades ( ) precisa de ajuda para muitas atividades ( ) é totalmente dependente 
Realiza atividade física: ( ) Sim ( ) não Quantas vezes: Tipo: 
 
Atividade, Sono e Repouso 
Sono: ( ) sem alterações no padrão de sono Dorme___ horas por noite 
 ( )não tem insônia ( )apresenta dificuldade em conciliar o sono 
( )acorda várias vezes à noite ( )sonolência ( )dorme durante o dia 
Não tem insônia em casa e acorda várias vezes à noite no hospital__________________________________ 
_______________________________________________________________________________________ 
 
Recreação: 
Atividades que gosta para distração:__________________________________________________________ 
( )viagem ( )cinema ( )TV ( )leitura ( ) jogos esportivos 
 
 
Hábitos alimentares: 
Quantas refeições diárias habituais em casa: Tipo de alimentação habitual em casa: 
( )frutas verduras: ( )cruas ( )cozidas 
carne: ( )vermelha ( )frango ( )peixe 
( )suco ( )café ( )chá ( ) leite 
2 
 
Dieta: ( ) aceita parcialmente a dieta 
( ) aceita toda a dieta oferecida 
Aceitação: _____________ 
( ) aceita dieta sólida ( ) aceita dieta líquida ( ) não aceita dieta 
Ingesta Hídrica: ___________ litros/dia ou 
_____ copos por dia 
Eliminação intestinal: 
Frequência: ________________________ Coloração: ____________________ 
Odor:______________________________Características:_________________________ 
( ) constipação ( )diarréia ( )mudança de hábito intestinal ( )flatulência 
Data da última evacuação:__________ 
Vômitos/Drenagens: ( )sim ( )não / volume 
e 
características: 
___________________________________ 
Eliminações vesicais/características: 
( )micção espontânea ( )presença de anomalias ( )SVD ( )Irrigação vesical ( )incontinência urinária 
 
Aspectos sexuais 
Ciclo Menstrual: 
( )sem alterações ( )menopausa ( )dismenorreia ( ) amenorreia disfuncional 
Atividade sexual: 
( )desempenho satisfatório ( )não satisfatório ( )não tem relacionamento sexual 
Faz uso de contraceptivo? ( ) Sim ( ) Não Qual? DUM: 
 
Psicossocial 
Interação Social: 
( ) Interage satisfatoriamente ( ) Pouco comunicativo ( ) Não quer conversar 
Outros: ___________________________________ 
Possui acompanhante? ( )Sim ( )Não Necessidade de acompanhante ( )Sim ( )Não 
Apoio espiritual 
Você se considera religioso ou espiritualizado? ( ) Sim ( ) Não 
Possui religião: ( ) Sim ( )Não Qual?__________________________ 
( )procura apoio em sua fé nos momentos difíceis ( )não possui crença religiosa ( )anda meio descrente ultimamente 
 Caso andar descrente. Por quê?________________________________________________ 
• Se não tiver religião ou acreditar em Deus: o que te dá significado na vida?_______________________ 
 
É orientado quanto a doença? 
Conhecimento sobre seu problema de saúde: ( ) orientado ( ) pouco orientado 
 ( ) prefere não falar sobre o assunto ( )prefere que os familiares sejam orientados 
Obs.:____________________________________________________________________ 
Humor: ( ) bom estado de humor ( ) humor deprimido 
( ) está otimista com o tratamento ( ) refere estar desanimado ( )não aceita o problema ( )nega o problema 
Obs.:____________________________________________________________________Dados Antropométricos 
Peso: Altura: Circunferência abdominal: IMC: 
Estado Nutricional: ( )normal ( ) sobrepeso ( )obeso ( )desnutrido ( )relato de perda ponderal 
 
Tipo morfológico: ( ) Brevilíneo ( ) Mediolíneo ( ) Longilíneo 
Estado Geral: ( ) Bom estado Geral ( ) Regular Estado Geral ( ) Ruim estado geral 
 
Função Mental: 
Estado mental: ( )orientado autopsiquicamente ( )orientado 
temporoespacialmente ( )déficit de atenção ( )transtorno de 
memória ( )transtornos de pensamento – alterações na linguagem 
Nível de consciência (AVPU): ( ) Alerta (A) ( ) Voz (V) ( ) Dor(D) 
( ) Não responde(NR) ( ) Aparecimento de nova confusão mental 
Nível de ansiedade: ( ) humor ansioso ( ) medo ( ) tensão ( ) dificuldades intelectuais ( ) sintomas sintomáticos 
Observações: 
 
Pele e Mucosas: **avaliar em todos os segmentos corpóreos 
Avaliação da pele/Mucosa: 
Coloração: ( ) normocorada ( ) hipocorada ( ) hipercromia 
( ) icterícia Grau: ________________________ 
( ) cianose Grau: ________________________ Local: 
Hidratação: ( ) hidratado ( ) desidratado ( ) descamação ( ) sudorese 
Mobilidade: ( ) preservada ( )diminuída Turgor: ( ) firme ( ) frouxo ( ) pastoso 
Alterações de textura, espessura e temperatura: ( ) sim ( ) não Local e características: 
 
Edema: ( ) Presente ( ) Ausente Cacifo: Local: 
Lesões de pele: ( ) Presente ( ) Ausente GRAU: Local: 
Aspecto: 
( ) Presença de cicatriz ( ) Equimoses ( ) Drenos ( ) cateteres: 
Local: 
Característica: 
 
Cabeça e pescoço: 
Crânio e face: ( )sem alterações ( )assimetria Outras alterações: 
Olhos: ( )visão normal ( )diminuição da acuidade visual ( )presença de processos inflamatórios/infecciosos ( )uso de lentes de contato ou óculos ( 
)exoftalmia ( )mobilidade visual preservada (MOEs) 
3 
 
( )pupilas fotorreativas ( )isocóricas ( )anisocóricas ( )acomodação pupilar preservada 
( ) Secreção ( ) Hiperemia ( ) sem alterações ( ) Conjuntivas coradas ( ) hipocoradas 
Ouvido: ( )audição normal ( )acuidade diminuída ( )zumbido ( )presença de processo inflamatório/infeccioso ( )uso de prótese auditiva 
Nariz: ( )sem anormalidades ( )coriza ( )alergia ( )epistaxe ( ) dor à palpação de seios da face 
Boca: ( ) Uso de prótese ( ) Ausência de dentes ( ) Halitose ( )Lesões Local: 
Característica da mucosa oral: 
 
Alterações no exame dos pares cranianos? ( ) sim ( ) não Par alterado e características: 
 
Pescoço: ( )sem anormalidades 
( )tireóide aumentada ( )distensão da veia jugular ( )traqueostomia 
Palpação da traquéia:_____________________ ( )desvio linha média ( )presença de massas 
Linfonodos - pré-auriculares – auricular posterior – occipitais – cervicais superiores – submandibulares – submentonianos – cadeia cervical profunda 
– cervical posterior – supraclaviculares 
 ( )palpável ( )não palpável ( )dor ( )coalescência ( ) imobilidade 
Se palpável ou alterações, local: 
Artérias carótidas: 
 
Sistema Respiratório: 
FR: ______ irpm SpO2: ______% Ausculta: _____________________________________________________ 
Uso da musculatura acessória: ( )sim ( )não Tosse: ( )sim ( )não Produtiva: ( )sim ( )não 
Característica: 
Palpação do tórax: 
( ) diminuição da expansão torácica ( ) expansão torácica normal ( 
) simétrica ( ) assimétrica 
( ) presença de crepitações ( ) dor na parede torácica ( ) massas 
Frêmito tóraco vocal ( ) normal ( ) aumentado ( ) diminuído 
Percussão: Sons: ( )claro pulmonar ( )maciço ( )timpânico 
( ) hipersonoridade 
Ausculta: 
( )murmúrios vesiculares ( )traqueal ( )brônquico 
Ruídos adventícios: ( ) Sim ( ) Não 
Local?_______________________________________________ 
Qual tipo de ruído adventício: 
_____________________________________________________ 
 
Sistema Cardiovascular: 
Avaliação do pulso: ( ) rítmico/regular ( ) arrítmico/irregular 
( ) forte ( ) fraco/filiforme 
FC: Pulso: 
* Avaliação bilateral dos pulsos: radial, femoral, braquial, poplíteo, tibial posterior e pedioso 
P.A*:______ x______ mmHg 
* Registrar membro avaliado e posição 
Cianose de extremidade ( ) sim ( ) não 
Edema: ( ) não ( ) sim ( ) + ( ) ++ ( ) +++ ( ) ++++ 
Localização: ________________________________ 
Droga vasoativa: ( ) sim ( ) não 
Se sim, qual?___________________________________________ 
Visualização ictus cordius:___________ Tamanho______ 
Levantamento sistólico do precórdio:___________ 
Pulsação supraesternal ( ) presente ( ) aumentada 
Pulsação epigástrica ( ) presente ( ) aumentada 
Precórdio: ( ) sem alteração ( ) dor 
Presença de frêmitos:____________________________ 
Estase jugular a 45° ( ) presente ( ) ausente 
 
Perfusão periférica: ( )enchimento capilar > 3 seg ( )Romberg: ( )positivo ( ) negativo 
Coordenação motora MMSS, MMII, MRA: ( )sem alterações ( ) alterações : 
Reflexos Bicipital, Tricipital, Patelar, Aquileu e Cutâneo- plantar: ( ) sem alterações ( ) arreflexia ( )hipoativos ( )hiperativos Local: 
 
 
Risco de desenvolvimento de Lesão por Pressão 
Escala de Braden: 
 
Total:__________________________ 
 
Variação da Pontuação da Escala: 6 a 23 pontos. 
 
• Médio Risco: 15 a 18 pontos 
• Risco Moderado: 13 a 14 pontos 
• Alto Risco: 10 a 12 pontos 
• Altíssimo Risco: 9 a 6 pontos 
 
 
 
 
Procedimentos invasivos: 
Cateter venoso central: ( ) sim ( ) não Dias de cateter: _____ Acesso venoso periferico: ( ) sim ( ) não Dias de cateter: _____ 
CNE/CNG( ) Drenos: ( ) sim Tipo:_______________ 
Localização: _______ 
Oxigenoterapia: catéter( ) máscara( ) _____ L/min VM( ) 
VNI( ) 
Cateter vesical de demora: ( ) sim Dia:_______ TOT( ) TQT( ) 
 
1.6 Outros dados 
Exames Laboratoriais: 
 
 
Exames por imagem: 
Impressão do Aluno: 
 
 
Queixas gerais: 
 
 
 
 
 
 Acadêmico (a): _____________________________________ DATA:___/___/_____ 
ESCALA DE BRADEN* (versão adaptada e validada para o Brasil) 
 
Nome do paciente:_____________________________ Nome do avaliador:____________________________ Data da avaliação: 
 
 
 
 
PERCEPÇÃO 
SENSORIAL 
Capacidade de reagir 
significativamente à 
pressão relacionada ao 
desconforto. 
1. Totalmente limitado: 
Não reage (não geme, 
não se segura a nada, 
não se esquiva) a 
estímulo doloroso, devido 
ao nível de consciência 
diminuído ou devido à 
sedação ou capacidade 
limitada de sentir dor na 
maior parte do corpo. 
2. Muito limitado: 
Somente reage a estímulo 
doloroso. Não é capaz de 
comunicar desconforto 
exceto através de gemido 
ou agitação. Ou possui 
alguma deficiência 
sensorial que limita a 
capacidade de sentir dor 
ou desconforto em mais 
de metade do corpo. 
3. Levemente limitado: 
Responde a comando 
verbal, mas nem sempre é 
capaz de comunicar o 
desconforto ou expressar 
necessidade de ser 
mudado de posição ou 
tem um certo grau de 
deficiência sensorial que 
limita a capacidade de 
sentir dor ou desconforto 
em 1 ou 2 extremidades. 
4. Nenhuma limitação: 
Responde a comandos 
verbais. Não tem déficit 
sensorial que limitaria a 
capacidade de sentir ou 
verbalizar dor ou 
desconforto. 
 
UMIDADE 
Nível ao qual a pele é 
exposta a umidade. 
1. Completamente 
molhada: 
A pele é mantida molhada 
quase constantemente por 
transpiração, urina, etc. 
Umidade é detectada às 
movimentações do 
paciente. 
2. Muito molhada: 
A pele está 
frequentemente, mas nem 
sempre molhada. A roupa 
de cama deve ser trocada 
pelo menos uma vez por 
turno. 
3. Ocasionalmente 
molhada: 
A pele fica 
ocasionalmente molhada 
requerendo uma troca 
extra de roupa de cama 
por dia. 
4. Raramente molhada: 
A pele geralmente está 
seca, a troca de roupa de 
cama é necessária 
somente nos intervalos de 
rotina. 
 
ATIVIDADE 
Grau de atividade física. 
1. Acamado: 
Confinado a cama. 
2. Confinado a cadeira: 
A capacidade de andar 
está severamente limitada 
ou nula. Não é capaz de 
sustentar o próprio peso 
e/ou precisa ser ajudado a 
se sentar. 
3. Anda ocasionalmente: 
Anda ocasionalmente 
durante o dia, embora 
distâncias muito curtas, 
com ou sem ajuda. Passa 
a maior parte de cada 
turno na cama ou cadeira. 
4. Anda frequentemente: 
Anda fora do quarto pelo 
menos 2 vezes por dia e 
dentro do quarto pelo 
menos uma vez a cada 2 
horas durante as horas em 
que está acordado. 
 
MOBILIDADE 
Capacidade de mudar e 
controlar a posição do 
corpo. 
1. Totalmente imóvel: 
Não faz nem mesmo 
pequenas mudanças na 
posição do corpo ou 
extremidades sem ajuda. 
2. Bastante limitado: 
Faz pequenas mudanças 
ocasionais na posição do 
corpo ou extremidades 
mas é incapaz de fazer 
mudanças frequentes ou 
significantes sozinho. 
3. Levemente limitado: 
Faz frequentes, embora 
pequenas, mudanças na 
posição do corpo ou 
extremidades sem ajuda. 
4. Não apresenta 
limitações: 
Faz importantes e 
frequentes mudanças sem 
auxílio. 
 
NUTRIÇÃO 
Padrão usual de consumo 
alimentar. 
1. Muito pobre: 
Nunca come uma refeição 
completa. Raramente 
come mais de 1/3 do 
alimento oferecido. Come 
2 porções ou menos de 
proteína (carnes ou 
laticínios) por dia. Ingere 
pouco líquido. Não aceita 
suplemento alimentar 
líquido. Ou é mantido em 
jejum e/ou mantido com 
dieta líquida ou IVs por 
mais de cinco dias. 
2. Provavelmente 
inadequado: 
Raramente come uma 
refeição completa. 
Geralmente come cerca 
de metade do alimento 
oferecido. Ingestão de 
proteína inclui somente 3 
porções de carne ou 
laticínios por dia. 
Ocasionalmente aceitará 
um suplemento alimentar 
ou recebe abaixo da 
quantidade satisfatória de 
dieta líquida ou 
alimentação por sonda. 
3. Adequado: 
Come mais da metade da 
maioria das refeições. 
Come um total de 4 
porções de alimento rico 
em proteína (carne e 
laticínios) todo dia. 
Ocasionalmente recusará 
uma refeição, mas 
geralmente aceitará um 
complemento oferecido. 
Ou é alimentado por 
sonda ou regime de 
nutrição parenteral total, o 
qual provavelmente 
satisfaz a maior parte das 
necessidades nutricionais. 
4. Excelente: 
Come a maior parte de 
cada refeição. Nunca 
recusa uma refeição. 
Geralmente ingere um 
total de 4 ou mais porções 
de carne e laticínios. 
Ocasionalmente come 
entre as refeições. Não 
requer suplemento 
alimentar. 
 
FRICÇÃO E 
CISALHAMENTO 
1. Problema: 
Requer assistência 
moderada a máxima para 
se mover. É impossível 
levantá-lo ou erguê-lo 
completamente sem que 
haja atrito da pele com o 
lençol. Frequentemente 
escorrega na cama ou 
cadeira, necessitando 
frequentes ajustes de 
posição com o máximo de 
assistência. 
Espasticidade, contratura 
ou agitação leva a quase 
constante fricção. 
2. Problema em 
potencial: 
Move-se mas, sem vigor 
ou requer mínima 
assistência. Durante o 
movimento provavelmente 
ocorre um certo atrito da 
pele com o lençol, cadeira 
ou outros. Na maior parte 
do tempo mantém posição 
relativamente boa na 
cama ou na cadeira mas 
ocasionalmente 
escorrega. 
3. Nenhum problema: 
Move-se sozinho na cama 
ou cadeira e tem 
suficiente força muscular 
para erguer-se 
completamente durante o 
movimento. Sempre 
mantém boa posição na 
cama ou cadeira. 
 
 PONTUAÇÃO 
TOTAL 
 
 
 
 
 
*Copyright® Braden, Bergstrom 1988. Adaptada e validada para o Brasil por Paranhos, Santos 1999. Disponível em: . 
 
Paranhos WY, Santos VLCG. Avaliação de risco para úlceras de pressão por meio da Escala de Braden, na língua portuguesa. Rev Esc Enferm USP. 1999; 33 (nº esp): 
191-206. Disponível em: . 
 
Risco muito alto 6 a 9 Baixo risco 15 a 18 
 Risco alto 10 a 12 Sem risco 19 a 23 
Risco moderado 13 a 14 
 
http://www.bradenscale.com/translations.htm
http://143.107.173.8/reeusp/upload/pdf/799.pdf
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO GERAL 
Parte I - Técnicas Propedêuticas 
 
1.Inspeção: 
A inspeção é um processo de observação que compreende duas etapas: 
Inspeção Estática: observar apenas os contornos anatômicos, formato do rosto, implantação do cabelo, aspecto de 
higiene corporal, etc. 
Inspeção Dinâmica: Observar os movimentos próprios de cada segmento observado 
Pode ser: inspeção frontal e inspeção tangencial (pesquisar pulsações, abaulamentos, depressões) 
 
2.Palpação: Técnica que permite a obtenção de dados a partir do tato (mais superficial) e da pressão (mais 
profunda). 
Variantes do procedimento: palpação com a mão espalmada, palpação com uma das mãos sobrepondo-se a outra, 
palpação com a mão espalmada, usando-se apenas as polpas digitais, palpaçãousando-se o polegar e o indicador, 
formando uma pinça, palpação com o dorso dos dedos (avaliar temperatura), palpação em garra. 
 
3. Percussão: Baseia-se nas vibrações originadas de pequenos golpes realizadas em determinada superfície do 
organismo. 
- Percussão direta, percussão digito-digital (apenas o dedo médio da mão E toca a parte a ser percutida), punho-
percussão com a borda da mão e percussão por piparote. 
 
4. Ausculta: Utiliza-se o estetoscópio a partir do qual se obtém ruídos normais ou patológicos. 
- Diafragma é mais apropriado para ruídos de alta frequência, enquanto a campânula capta melhor os de baixa 
frequência 
 
 
Parte II – Prática exame físico geral 
 
Preparo: 
Higienização das mãos 
Preparo dos materiais: Esfigmomanômetro, Estetoscópio, Termômetro, Oxímetro; Fita métrica 
Manter privacidade 
Providenciar sala do exame com temperatura agradável 
 
 Pesquisar os seguintes dados necessários para o exame físico geral: 
• Dados antropométricos e sinais vitais; 
Pressão arterial __________ mmHg Pulso ___bat./min. Frequência cardíaca ___bat./min 
Temperatura___°C Freq. Respiratória___mov./min. SPO2: _____% Dor:_____________ 
 Peso:___Kg Altura:____cm 
Estado nutricional: ( ) normal ( ) obeso ( ) desnutrido ( ) relato de perda ponderal IMC (P/A²)= 
Obs.:____________________________________________________________________ 
Circunferência da cintura (ponto médio entre a borda inferior da última costela e a borda superior da crista ilíaca): 
_______________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Estado mental; 
Avaliação do risco cardiovascular em adultos 
Fonte: OMS, 2000 apud BARROS, 2016. 
Consciência/orientação/Memória/Cálculo 
Está acordado e alerta? 
Sabe a data, o dia da semana? 
Qual sua idade, data de nascimento, nome? 
Local ou instituição que se encontra? 
• Tipo morfológico; 
( )Brevilíneo 
( ) Mediolíneo (ou normolíneo) 
( ) Longilíneo 
• Postura e locomoção; 
Observar postura adotada e capacidade de se manter sentado e em pé; movimentos involuntários; tiques; 
marcha. 
• Higiene corporal; 
Observar estado de higiene do corpo e das roupas 
• Expressão facial; 
Inspecione a face: observar expressão facial, palidez, diaforese, paralisias. 
• Estado de hidratação; 
Observar alteração abrupta do peso, olhos brilhantes ou secos, face escavada, alterações de pele (prega 
cutânea, umidade, elasticidade e turgor), mucosas secas ou úmidas, choro sem lágrimas, oligúria. 
• Estado geral; 
( )bom estado geral ( )regular estado geral ( )mau estado geral 
Referêcias 
BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2016. 440p. 
PORTO, C. C. Semiologia Médica - 7ª Ed. Editora Guanabara Koogan. 2013. 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
ROTEIRO PARA AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DE PELE 
 
Semiotécnica: inspeção e palpação 
Materiais: lente de aumento, régua pequena, luvas descartáveis 
Preparo: O paciente é posicionado em decúbito dorsal, ficando o examinador do seu lado direito. A sala deve estar 
aquecida e em silêncio. Mantenha a privacidade do paciente. Higienizar as mãos. 
 
Cor: (avaliação em toda extensão corporal) 
- pigmentação geral, sardas, nevos, marcas de nascença 
- modificações na cor: palidez, manchas, eritema, cianose, icterícia. 
 
Temperatura: (avaliação em toda extensão corporal) 
- hipotermia / hipertermia – toque com o dorso da mão. 
 
Umidade: (avaliação em toda extensão corporal) 
- normalmente a pele possui perspiração evidente no rosto, mãos, axilas e pregas cutâneas 
- sudorese (ansiedade, dor, alterações hormonais, práticas esportivas e febre), desidratação (descamação, 
ressecada, hidratada). 
 
Textura: (avaliação em toda extensão corporal) 
- Normalmente a pele tem aspecto liso e firme, com superfície regular. 
 
Espessura: (avaliação em toda extensão corporal) 
- não é normal pele muito fina e brilhante – atrófica – observada na Insuficiência arterial; calosidades – 
principalmente nas extremidades (MMSS e MMII). 
 
Edema: avaliação em regiões de tábuas ósseas 
(maléolos, tíbia, face, região dorsal do pé e sacral) 
 - parâmetros de avaliação: localização e distribuição, 
intensidade, consistência (mole ou dura), elasticidade, 
temperatura e sensibilidade dolorosa da pele adjacente 
- observar formação de cacifo ou fóvea e classificar no 
sistemas das cruzes (+/4+: cacifo discreto: formação de 
sulco discreto; ++/4+:cacifo moderado: formação de 
sulco cede rapidamente; +++/4+: cacifo intenso: 
formação de sulco permanece por um curto período; 
++++/4+: cacifo muito intenso: formação de sulco dura 
um longo período). 
 
Mobilidade: (avaliação em parte anterior do tórax e região dorsal das mãos e pés) - 
corresponde a uma mobilização fácil da hipoderme e derme contra os planos 
adjacentes; mobilidade é diminuída quando não se consegue deslizar a pele sobre 
estruturas vizinhas, como no edema 
Turgor: (avaliação em parte anterior do tórax e região dorsal das mãos) 
- pinçar prega de pele que englobe tecido subcutâneo; diminuição do turgor em 
situações de desidratação. Classificar em: Firme, Pastoso (desidratação), Frouxo 
(pessoas emagrecidas). 
 
 Vascularidade e Equimoses/ Hematomas e demais lesões: (avaliação em toda 
 extensão corporal) 
- observar localização, tamanho, cor, eritema (área localizada), rubor (área ampla e difusa), 
exsudato, forma, elevação. 
 
Referências 
BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DE CABEÇA E PESCOÇO 
Preparo: posição sentada Técnicas propedêuticas: inspeção, palpação e ausculta 
Materiais: lanterna clínica, espátula, estetoscópio, otoscópio, luvas descartáveis 
 
1 – Cabeça 
- Inspecione e palpe o crânio: observar tamanho, formato, posicionamento, presença de movimentos involuntários. 
Palpar couro cabeludo observando nódulos, depressões ou protrusões anormais. Cabelos: cor, textura, distribuição, 
higiene. 
- Palpe a articulação temporomandibular enquanto a pessoa abre e fecha a boca e observe se os movimentos são 
suaves e sem limitações ou dor. 
2 – Face 
- Inspecione a face: observar pele, expressão facial, simetria das estruturas faciais, (fissuras palpebrais, dobras 
nasolabiais e rima labial). 
2.1 – Olhos 
- Acuidade visual. 
- Inspecionar estruturas oculares externas: sobrancelhas, pálpebras e cílios – observar simetria, edema, secreções, 
lesões, movimentação. 
- Examinar a mobilidade visual (também faz parte do exame neurológico): acompanhar com os olhos dedo que se 
move nas 4 direções, o movimento deve ser conjugado. 
- Conjuntiva e esclera: examinar coloração rósea sobre as pálpebras e branca sobre a esclera, observar alterações 
na cor, inchaço, lesões. 
- Pupilas (também faz parte do exame neurológico): observar o tamanho, a forma, a localização e a igualdade entre 
as pupilas; testar reflexo fotomotor (direto e consensual) e acomodação-convergência. 
2.2 – Nariz 
- Inspeção do nariz externo: observar desvio da linha média, deformidades, inflamações ou lesões, movimentos de 
asas na dispneia. 
- Testar permeabilidade das narinas 
- Cavidade nasal: com auxílio de lanterna visualizar mucosa (cor vermelha normal, úmida), septo nasal (desvios). 
- Palpação dos seios paranasais: pressionar os seios frontais palpando acima e abaixo das sobrancelhas; pressionar 
os seios maxilares – pesquisar dor. 
2.3 – Boca 
- Inspeção dos lábios: cor, umidade, fissuras, lesões. Retrair e inspecionar face interna. 
- Inspeçãodos dentes e gengivas; observar ausência de dentes, dentes frouxos, presença de cáries. Gengivas: 
edema, sangramentos, retraídas, descoradas. 
- Inspeção da mucosa oral e língua: cor, umidade, lesões, salivação. 
- Inspeção do palato e da garganta: úvula, amígdalas: coloração, presença de exsudato, tamanho. 
- Palpação do assoalho da boca: pesquisar nódulos, ulcerações. 
3 – Ouvidos 
- Testar acuidade auditiva (também faz parte do exame neurológico): voz sussurrada. 
- Inspeção das orelhas: simetria, tamanho, edema, espessamento, lesões. Inspeção com otoscópio. 
4 – Pescoço 
- Inspecione: pele; simetria - posição da cabeça centralizada na linha média e músculos acessórios do pescoço 
devem ser simétricos. A cabeça deve ser mantida ereta e firme. Amplitude de movimento – realizar movimentação 
ativa (girar a cabeça, estender para trás, flexionar), o movimento deve ser suave e controlado. À medida que a 
pessoa movimenta observar aumento no volume das glândulas salivares, tireoide e linfonodos. Normalmente não há 
aumento. 
- Exame dos linfonodos: inspeção e palpação: 
Linfonodos pré-auriculares – auricular posterior – occipitais – cervicais superiores – submandibulares – 
submentonianos – cadeia cervical profunda – cervical posterior – supraclaviculares. Pesquisar: dor, volume, forma, 
características da pele, mobilidade. 
- Traqueia: inspeção - deve situar-se na linha média do pescoço; palpação – observar mobilidade, pesquisar massas, 
crepitações. 
- Tireoide: inspeção e palpação (volume – normal ou aumentado; consistência - normal, firme, endurecida; mobilidade 
– normal ou imóvel; superfície – lisa, nodular ou irregular. 
- Veias jugulares: pesquisar ingurgitamento - ângulo de 45º. Artérias carótidas: palpação e ausculta. 
 
Referências 
BARROS, Alba L. B L. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: 
Artmed, 2022. E-book.Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558820284/. 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
FACULDADE DE ENFERMAGEM 
DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA 
FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 
 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA – EXAME FÍSICO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
Preparo: 
Ambiente: paciente despido da cintura para cima, no caso de mulheres permanecer de sutiã, se de camisola, peça 
para abrir na parte de trás. Cercar com biombos. Higienização das mãos. 
Materiais: estetoscópio, algodão com álcool. 
Sequência do exame: começar logo após a palpação da tireoide, quando estiver de pé atrás da pessoa. Realizar 
inspeção, palpação, percussão e ausculta no tórax posterior e laterais. Mover a face da pessoa e repetir as manobras 
no tórax anterior. Sentido do ápice para as bases pulmonares. 
Semiotécnica: 
1. Inspeção 
Técnica: Com o paciente sentado observe: 
Inspeção estática: 
- Condições da pele e distribuição dos pelos 
- Forma e contorno do tórax: se o mesmo é simétrico, formato elíptico normal, tonel (barril), funil (pectus excavatum), 
peito de pombo (pectus carinatum), cifoescoliose; anormalidades assimétricas do tórax. Verificar relação entre 
diâmetro anteroposterior e transverso. Anteroposterior deve ser

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