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Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e Processo de Enfermagem (PE) Atualizações e Aplicações Práticas Uma abordagem abrangente sobre os fundamentos, atualizações normativas e aplicações práticas essenciais para a excelência no cuidado de enfermagem Capítulo 1: Introdução à SAE e PE Fundamentos Organizacionais A SAE e PE constituem pilares fundamentais para organizar e qualificar o cuidado de enfermagem, garantindo assistência sistematizada e baseada em evidências científicas. Atualizações COFEN 2024 O Conselho Federal de Enfermagem atualizou conceitos e normativas em 2024, proporcionando maior clareza conceitual e eficiência na implementação prática. Objetivos de Aprendizagem Compreender as diferenças conceituais, dominar as etapas metodológicas e conhecer as responsabilidades específicas na prática profissional cotidiana. O que é a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)? A Sistematização da Assistência de Enfermagem representa um método organizacional que estrutura sistematicamente o trabalho de toda a equipe de enfermagem, desde o planejamento até a avaliação dos cuidados prestados. Amparada pela Resolução COFEN 358/2009 e suas atualizações recentes, a SAE estabelece diretrizes claras para garantir cuidados padronizados, seguros e fundamentados em evidências científicas. Seu foco principal é gerencial e organizacional, visando a otimização dos recursos humanos e materiais para proporcionar assistência de qualidade e segura ao paciente. O que é o Processo de Enfermagem (PE)? O Processo de Enfermagem constitui um método científico sistemático que orienta o raciocínio clínico do enfermeiro, proporcionando base teórica sólida para a tomada de decisões assistenciais. 01 Avaliação Coleta sistemática e análise de dados 02 Diagnóstico Identificação de respostas humanas 03 Planejamento Definição de objetivos e intervenções 04 Implementação Execução das ações planejadas 05 Evolução Avaliação de resultados e ajustes Diferencia-se da SAE por ter foco clínico e assistencial direto, enquanto a SAE possui caráter predominantemente gerencial e organizacional. Fluxograma das 5 Etapas do Processo de Enfermagem Avaliação Diagnóstico PlanejamentoImplementação O processo é dinâmico e cíclico, permitindo ajustes contínuos baseados na evolução do estado de saúde do paciente e na efetividade das intervenções implementadas. Atualização COFEN 736/2024: Novas Definições e Responsabilidades Distinção Conceitual Clara Estabelece diferenciação precisa entre SAE (foco organizacional e gerencial) e PE (foco no cuidado clínico direto ao paciente). Responsabilidades dos Enfermeiros Atividades privativas: diagnóstico de enfermagem, prescrição de cuidados e supervisão técnica da equipe de enfermagem. Atuação de Técnicos e Auxiliares Execução qualificada de cuidados prescritos e anotações detalhadas no prontuário, sempre sob supervisão do enfermeiro responsável. Documentação Obrigatória Registro formal e sistemático de todas as etapas no prontuário do paciente, garantindo continuidade e qualidade da assistência. Exemplo Prático: Diagnóstico e Prescrição Privativos do Enfermeiro Caso Clínico Paciente acamado há 3 dias, com mobilidade reduzida e áreas de hiperemia em região sacral. Diagnóstico de Enfermagem "Risco para integridade da pele prejudicada relacionado à pressão prolongada e mobilidade física prejudicada" Prescrição de Enfermagem • Mudança de decúbito a cada 2 horas • Uso de colchão pneumático • Inspeção da pele 2x ao dia • Aplicação de ácidos graxos essenciais • Orientação sobre posicionamento Execução pela Equipe O técnico de enfermagem executa os cuidados prescritos, registrando detalhadamente: • Horários das mudanças de decúbito • Condições da pele observadas • Produtos aplicados • Aceitação do paciente Capítulo 2 Etapas Detalhadas do Processo de Enfermagem Aprofundamento nas cinco etapas metodológicas que fundamentam a prática clínica sistematizada e baseada em evidências científicas na enfermagem contemporânea. 1. Avaliação de Enfermagem Coleta Sistemática de Dados Obtenção organizada de informações subjetivas (relatadas pelo paciente) e objetivas (observadas e mensuradas), utilizando instrumentos validados e protocolos institucionais. Técnicas de Avaliação Entrevista estruturada, exame físico céfalo-caudal, aplicação de escalas validadas (Braden, Glasgow, EVA) e análise de exames complementares. Exemplo Prático Avaliação completa incluindo: mensuração da dor através da Escala Visual Analógica, verificação de sinais vitais, coleta de histórico clínico e identificação de fatores de risco. 2. Diagnóstico de Enfermagem Representa a análise crítica e interpretação dos dados coletados para identificar respostas humanas aos problemas de saúde reais ou potenciais. Diagnóstico Real Problema existente validado por características definidoras. Exemplo: "Dor aguda relacionada ao procedimento cirúrgico" Diagnóstico de Risco Vulnerabilidade identificada através de fatores de risco. Exemplo: "Risco de infecção relacionado ao procedimento invasivo" Diagnóstico de Bem-estar Potencial para melhorar condição de saúde. Exemplo: "Disposição para nutrição melhorada" Diagnóstico de Promoção Motivação para aumentar bem-estar. Exemplo: "Disposição para conhecimento melhorado" 3. Planejamento de Enfermagem Etapa que envolve a definição sistemática de objetivos mensuráveis e a seleção criteriosa de intervenções baseadas em evidências científicas para atingir resultados esperados. Definição de Objetivos Estabelecimento de metas específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais (SMART) para cada diagnóstico identificado. Seleção de Intervenções Escolha fundamentada de ações de enfermagem com base em evidências científicas, protocolos institucionais e experiência clínica. Exemplo: Controle da Dor Plano integrado combinando analgesia farmacológica prescrita com técnicas não farmacológicas como relaxamento e posicionamento. 4. Implementação 1 Execução das Ações Planejadas Realização sistemática de todas as intervenções prescritas, seguindo protocolos de segurança e técnicas baseadas em evidências científicas atualizadas. 2 Registro Detalhado no Prontuário Documentação completa de todas as intervenções realizadas, incluindo horários, técnicas utilizadas, materiais empregados e respostas do paciente. 3 Exemplo Prático Administração de medicamentos conforme prescrição médica, orientação ao paciente sobre cuidados pós-operatórios e monitorização de sinais vitais. 5. Evolução de Enfermagem Monitoramento Contínuo Acompanhamento sistemático da resposta do paciente às intervenções implementadas, utilizando indicadores objetivos e subjetivos de melhora ou deterioração. Ajustes no Plano Assistencial Modificações baseadas em evidências na evolução do quadro clínico, garantindo cuidado individualizado e dinâmico conforme as necessidades emergentes. Exemplo de Evolução "Paciente apresenta redução da dor de 8 para 4 (EVA) após implementação do plano analgésico. Mantém medicação prescrita e introduz técnicas de relaxamento." Documentação e Registro: Base Legal e Prática Documentação em Enfermagem Integração legal, registro e cuidado contínuo Prontuário Documento central do paciente Continuidade Fluxo de cuidados e responsabilidades Base Legal Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016 Fundamentação Legal As Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016 estabelecem diretrizes específicas para registros de enfermagem, garantindo padronização e qualidade da documentação assistencial. Prontuário como Documento Legal Instrumento fundamental de comunicação multiprofissional e documento legal que pode ser utilizado em processos judiciais, auditorias e avaliações de qualidade. Continuidade do Cuidado Registros precisos e completos asseguram a continuidade assistencial entre turnos, plantões e diferentes profissionais da equipe de saúde. SAE e PE na Formação do Enfermeiro Ensino Baseadodo Tórax/precórdio Técnica: Palpe todo o precórdio (o ápice, a borda esternal e a base, buscando pulsações). - Localização do Ictus Cordis/impulso apical: 4° ou 5° espaço interscostal na linha hemiclavicular esquerda. O decúbito lateral esquerdo pode facilitar a avaliação. - Tamanho do Ictus Cordis em cm (pode ser medido por meio das polpas digitais): Normal 1x2 cm. - Duração e Amplitude do Ictus Cordis: Curta e Suave. - Frêmitos (deve ser realizada com a mão espalmada sobre o precórdio ou com a face palmar dos quatro dedos): Presente/ausente. -Levantamento sistólico do precórdio: Presentes/ausentes, intensidade. -Pulsações epigástricas: Presentes/ausentes, intensidade. -Pulsações supraesternais: Presentes/ausentes, intensidade. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II 3. Ausculta do tórax - Identificar os focos ou áreas de ausculta: Figura 02: Focos ou áreas de ausculta cardíaca Fonte: JARVIS, 2012 1º foco aórtico: 2º espaço intercostal direito junto ao esterno; 2º foco pulmonar: 2º espaço intercostal esquerdo junto ao esterno; 3º foco tricúspede: 5º espaço intercostal borda esternal esquerda – base do apêndice xifóide; 4º foco mitral: cruzamento do 5º espaço intercostal esquerdo (ictus cordis) com a linha hemiclavicular esquerda. Obs: Primeiro auscultar com o diafragma buscando identificar a FC, o ritmo cardíaco e os sons cardíacos normais e depois com a campânula do diafragma a fim de investigar sons cardíacos extras. AUSCULTA-SE: - FC (bpm): Bradicardia/ normocardia/ taquicardia. - Ritmo cardíaco: regular ou irregular - Bulhas cardíacas: Ø B1 (identificar e avaliar): normal/hiperfonese/hipofonese Ø B2 (identificar e avaliar): normal/hiperfonese/hipofonese Ø Sons cardíacos extras (B3 e B4): presente/ausente - Sopros (localização): presente/ausente; Tempo (sístole/diástole); Tom (alto, médio, baixo); Padrão (crescendo/decrescendo); Qualidade (musical, sibilante, áspero, ronco). - Exemplo: Ritmo cardíaco regular em 2 tempos (RCR2T), com FC de 70bpm, bulhas normofonéticas (BNF) e ausência de sopros. Referências Barros, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DO SISTEMA DIGESTÓRIO Preparo: Ambiente: paciente com abdome despido e mantendo demais áreas cobertas. Atentar para ambiente aquecido. Cercar com biombos.Higienização das mãos. Materiais: estetoscópio e dois travesseiros pequenos Posição: decúbito dorsal com travesseiro sob a cabeça e outro sob os joelhos ou joelhos dobrados, braços ao longo do corpo. Semiotécnica: inspeção, ausculta, percussão e palpação 1.Inspeção: Frontal e tangencial: observar forma e contorno (plano, escavado, globoso, protuso, avental); simetria (abaulamentos, retrações, herniações, massas visíveis); deformidades. Frontal: características da pele (cicatrizes, lesões e estrias, icterícia, equimoses, pele distendida e brilhante na ascite, demais alterações); ocorrência de movimentos e pulsações visíveis na pele (movimento respiratório abdominal, peristaltismo, pulso aórtico); presença de circulação colateral; localização da cicatriz umbilical (invertida/evertida); padrão de distribuição dos pelos. 2.Ausculta: Parâmetro normal: ruídos hidroaéreos presentes (RHA+). Avaliar intensidade: normais, hipo ou hiperativos. Sons hiperativos tipo borborigmos são normais em área de projeção do estômago ou na ocorrência de gases e aumento da motilidade. Anormal: Ausência de sons – auscultar por 5 minutos. Ruídos vasculares: observar presença de ruídos vasculares sobre as artérias aorta, renais, ilíacas e femorais. Usualmente nenhum som é detectado, mas pode ser detectado normalmente som sistólico e anormalmente um sopro. 3. Percussão: Auxilia na determinação do tamanho e localização das vísceras sólidas e na avaliação da presença e distribuição de gases, líquidos e massas. Inicia-se no quadrante inferior direito. Sons produzidos: Timpânico é o som predominante, característico sobre intestino e espaço de Traube. Hipertimpanismo presente quando há distensão gasosa. Maciços ou submaciços são percebidos sobre órgãos sólidos como o fígado, o baço ou sobre vísceras preenchidas por líquido ou fezes. 4.Palpação: - Palpação superficial(1cm): pressiona-se de forma delicada a superfície abdominal, aproximadamente 1 cm, com os movimentos suaves e em sentido horário, evitando golpes súbitos. Permite reconhecer a sensibilidade, a integridade anatômica e a tensão da parede abdominal e identificar massas. Distinguir entre resistência voluntária, chamada de defesa, e a contratura muscular involuntária, característica da resposta inflamatória do peritônio. - Palpação profunda (5cm): Delimita mais precisamente os órgãos. abdominais e detecta massas menos evidentes. Com o paciente respirando pela boca, com a mandíbula entreaberta, a parede abdominal é deprimida em profundidade (5cm) a cada expiração. Com maior pressão, verifica-se tamanho, forma, consistência, localização, sensibilidade, mobilidade e pulsações de órgãos ou massas. Pode-se usar as duas mãos, uma sobre a outra, técnica bimanual. Observar expressão do paciente em busca de manifestação de desconforto ou dor. Parâmetro normal: abdome indolor à palpação, normotenso/flácido. Procedimentos Especiais: - Sinal de descompressão brusca dolorosa na avaliação da dor abdominal sugestiva de irritação peritoneal e associado a apendicite aguda. Conhecido como Sinal de Blumberg – dor ou piora da dor à compressão e descompressão súbita do ponto de McBurney (situado dois terços da distância da cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior direita). - Sinal de Murphy: QSD, sob borda hepática, comprimir e solicitar ao paciente que inspire profundamente. A resposta de dor intensa no ponto pressionado e a interrupção súbita da inspiração caracterizam o sinal de Murphy, indicativo de colecistite aguda. Fígado O fígado normal é indolor, com borda firme, macia e lisa. Frequentemente é impalpável Palpação Técnica Bimanual: Mantenha-se à direita; mão esquerda sob o tórax posterior direito do paciente, na altura da 11 ª e 12ª costelas. A mão direita é colocada sobre o abdome e exerce compressão para dentro e para frente, enquanto a mão esquerda pressiona o tórax posterior para cima e o paciente inspira profundamente, de modo a deslocar o fígado para baixo, tentando-se sentir sua borda. Palpação Técnica com as mãos em garra: à direita do paciente, voltado na direção de seus pés, palpando o abdome na linha do rebordo costal direito. Solicita-lhe que inspire profundamente, ao mesmo tempo em que pressiona a parede do abdome para dentro e para cima. O fígado normal é palpável, durante a inspiração, cerca de 3 cm abaixo do rebordo costal à direita na linha hemiclavicular. Percussão (hepatimetria): envergadura do fígado normal entre 6 e 12cm na LHD. Aorta Palpação: utilizando o polegar e os dedos opostos, palpe a pulsação aórtica na região epigástrica, discretamente para a esquerda na linha média. Largura normal 2,5 a 4 cm e pulsa em direção anterior. Técnicas para verificação de ascite - Teste do piparote: com uma das mãos, o examinador golpeia o abdome com piparotes, enquanto a outra mão, espalmada na região contra lateral, capta ondas líquidas que se chocam com a parede abdominal. Figura4: Teste do piparote Fonte: BARROS,2021 - Teste da macicez móvel: pela percussão do abdome, com o paciente em decúbito lateral, pode-se perceber a diferençaentre o som timpânico e maciço, devido ao deslocamento gravitacional do conteúdo líquido para a parte mais baixa da cavidade peritoneal, em relação ao conteúdo de gás do cólon, que permanece na parte mais alta. Ocorre predomínio de sons maciços no lado do abdome em contato com a superfície da cama, enquanto o som timpânico é encontrado no lado oposto. Referências BARROS, Alba L. B L. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 4th ed. Porto Alegre: ArtMed, 2021. E-book. p.229. ISBN 9786558820284. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558820284/. Acesso em: 02 dez. 2024. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Jjaneiro, Elsevier 2012. 880p. Fonte: BARROS,2021 UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DO SISTEMA GENITOURINÁRIO Preparo Paciente em posição deitada, sentada e/ou posição ginecológica Materiais lanterna clínica, lente de aumento, régua pequena descartável, luvas descartáveis Semiotécnica: inspeção, palpação e ausculta Rins: (avaliação em dorso, posição sentada ou de pé) - Inspeção região renal (T12 a L3) aspecto da pele, protuberâncias (grandes aumentos do rins, rins policísticos) e simetria em flancos e fossas ilíacas, presença de abaulamentos (Pode-se realizar ao término do exame do tórax posterior). -Percussão: pesquisar sinal de Giordano, se necessário. Punho-percussão + se doloroso. - Palpação: investigar tamanho, forma, consistência, superfície da pele, contorno da estrutura e dor. Método de Devoto: posição supina. Colocar a mão espalmada oposta ao rim a ser examinado no ângulo lombocostal, elevando o flanco, e a outra mão espalmada abaixo do rebordo costal. Comprimir ambas as mãos ao mesmo tempo, procurando sentir e pinçar o pólo inferior do rim na sua descida inspiratória. Método de Israel: decúbito lateral oposto ao lado do rim a ser palpado; a perna superior deve permanecer fletida e a inferior em extensão. Seguir a mesma técnica Bexiga: (avaliar ao término do exame abdominal) - Inspeção: aspecto da região supra-púbica quanto a abaulamentos, lesões e estomas. - Palpação: mãos em garra, aprofundando-as na expiração e deslizando em todos os sentidos, de fora para dentro, procurando delimitar a bexiga. Iniciar 2cm da sínfise púbica, bexiga vazia. (firme, lisa e indolor) - Percussão: timpanismo (bexiga vazia) macicez (bexiga cheia). Genital masculino: (paciente em pé com o examinador sentado à sua frente; posição supina) - Pênis: - Inspeção e palpação: pele - implantação pelos, lesões, alterações de cor; tamanho e forma do pênis; óstio uretral centralizado. Procurar edema localizado, nódulos ou lesões. Retrair prepúcio expondo a glande (secreções, esmegma, lesões ou inflamações). Comprimir levemente o meato urinário: visualização da porção terminal da uretra – secreções, coloração. A borda deve ser rosada e lisa. (Vermelhas, evertidas, edematosas, secreção – sugere uretrite). - Palpar toda a extensão do pênis entre o polegar e os dois primeiros dedos: normalmente liso, semi-firme e indolor; pesquisar massas tumorais, áreas de endurecimento, dor. Escroto: (inspeção e palpação) - Inspecionar a face anterior do escroto (afastar pênis com dorso da mão ou solicitar ao paciente que o afaste). Levante o escroto para inspecionar face posterior. Normalmente a pele é enrugada. Observar simetria ou assimetria (normal). Observar condições da pele, presença de massas, edema, tumefação (aumento – hidrocele, varicocele, por ex.) e cistos. - Palpação dos testículos: separadamente, movimentar os testículos entre os dedos, sentir consistência e contorno, forma oval, indolor com palpação delicada, utilizando polegar e indicador. (pesquisar massas, dor, tumefação; se presente – transiluminação) - Palpação do epidídimo: forma de vírgula de cima a baixo do testículo, indolor, macio. (presença de dor, endurecimento e tumefação – pode indicar epididimite) - Palpação do cordão espermático: Em geral, tem 3 mm de diâmetro, é fino, redondo e não doloroso à palpação. (edemaciado e tortuoso – pode indicar varicocele) UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II Genital Feminino: Antes de realizar a inspeção perguntar a paciente se a mesma tem desejo de urinar. Posicionar a paciente em decúbito dorsal, posicionar cabeça e ombro para relaxar a musculatura do abdome. Manter os braços cruzados sobre o tórax ou ao lado do corpo. Braços elevados fazem com que a musculatura abdominal se enrijeça. Peça que a paciente se possível mantenha as pernas fletidas e semi-abertas. Com luvas e com auxílio de lanterna observar a quantidade e distribuição dos pelos. Observar presença de parasitas na base dos pelos. Observar presença de edemas e eritemas. Com uso de luvas realizar a abertura dos grandes lábios para observação do introito vaginal, neste momento, observar presença de lesões e aspecto de higiene. Virilha: - Virilha: posição supina (após exame da bexiga) inspecionar a região, a sua pele, observar linfonodos aumentados; em pé, em busca de hérnias visíveis como uma protuberância ao esforço ou em repouso. - Palpar área do canal inguinal. - Palpar artéria femoral. - Anel ou canal femoral: Pode-se utilizar o pulso femoral como marco e palpar cerca de 3 cm medial ao pulso, com o uso de três dedos. Normalmente, o canal femoral não é palpável, exceto na ocorrência de hérnia. - Palpar linfonodos: cadeia horizontal junto ao ligamento inguinal e a cadeia vertical ao longo da parte superior interna da coxa. Pesquisar tamanho, consistência, mobilidade, sensibilidade. Referências Barros, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO PARA AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DO SISTEMA NEUROLÓGICO Materiais: lanterna, martelo de reflexos, diapasão (128 ou 256 Hz), estesiômetro, agulha fina ou espátula quebrada, algodão seco, aroma e objeto familiar, tubo de ensaio com água fria e quente ou algodão com álcool e espátula. 1- Avaliação da Função mental: ver roteiro exame físico geral 2 - Nervos cranianos I par – Olfativo: testar o olfato através da inalação de substâncias familiares II par – Óptico: testar acuidade visual III/IV/VI pares - Oculomotor, Troclear, Abducente: testar movimentos extraoculares (MOE), exame das pupilas, reflexo fotomotor (direto e consensual) e acomodação pupilar; observar ocorrência de nistagmo V par - Trigêmio: Função sensorial: testar reflexo corneano com algodão (piscar bilateral ao toque); sensibilidade de tato leve com algodão nas áreas das 3 divisões do nervo – testa, bochecha e queixo Função motora: testar força muscular dos m. masseter e m.temporal (palpação e tentar separar mandíbula) VI par – Abducente: movimentos dos MOEs para os lados D e E - testado junto com os III e IV pares VII par - Facial: Função motora: avaliar mímica facial observando mobilidade e simetria; pressione as bochechas cheias de ar e observe o escape igualmente dos dois lados (fraqueza muscular – perda da prega nasolabial, queda de uma lado da face, descida das pálpebras inferiores, incapacidade de fechar pálpebra e escape de ar por uma das bochechas) Função sensorial: em caso de suspeita de lesão de nervo facial – testar sentido do paladar VIII par - Vestíbulo-Coclear: avaliar acuidade auditiva (ouvir conversação normal e voz sussurrada)IX/X pares – Glossofaríngeo: Função motora: avaliar voz (se normal ou distorcida), deglutição, se há disfagia; falar “ah” - observa-se a elevação e a contração do palato mole e da úvula. X par - Vago: (participa no reflexo da deglutição) reflexo do vômito – uso de espátula XI par – Acessório: testar força dos m. trapézio e esternocleidomastoideo, observar assimetria.(rotação forçada da cabeça e elevação dos ombros contra resistência) XII par – Hipoglosso: inspecionar língua (sem tremores ou desgaste), observar impulso para frente na linha média e articulação das palavras (leve, teto, dinamite) observar os sons do L T D N 2 - Sistema motor – estudado em exame físico dos membros - Força e tônus muscular - Função Cerebelar - Avaliação da Coordenação 3 - Sistema sensorial: Observações: assegurar-se de que o paciente está alerta, cooperativo e atento. Avaliação com olhos fechados. Comparar partes simétricas do corpo. Mapear o limite das alterações na sensibilidade. Evitar perguntas sugestivas. A) TRATO ESPINOTALÂMICO Avaliação para dor: testar sensibilidade com ponta afiada (intervalo de 2 segundos, entre estímulos) - Hipoalgesia, Analgesia, Hiperalgesia. Avaliação da temperatura: uso dois tubos de ensaio um com água quente e outro com água fria (ou opção use algodão com álcool para o frio e seco) - Hipoestesia, Anestesia, Hiperestesia. Avaliação de tato leve: aplique um chumaço de algodão em posições ao acaso – comparar pontos simétricos em membros e tórax. Tátil pressórica: avaliação de sensibilidade por meio de monofilamentos mãos e pés (obrigatória em casos de DM e hanseníase) B)TRATO DA COLUNA POSTERIOR Avaliação de vibração: teste a capacidade da pessoa sentir as vibrações (quando começam e quando param) de um diapasão sobre as proeminências ósseas, sempre comparando bilateralmente. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II Avaliação de posição (cinestesia): teste a capacidade da pessoa perceber movimentos passivos nas extremidades. Mova um dedo da mão ou o 1° artelho do pé em direção para cima, para baixo e peça para pessoa falar para que lado foi movida esta extremidade. Discriminação Tátil (tato fino): este teste também mede a capacidade de discriminação do córtex sensorial (fazer somente se a avaliação de tato e posição estiverem normais): - Estereognosia: teste a capacidade da pessoa reconhecer objetos ao sentir sua forma; - Grafestesia: teste a capacidade da pessoa reconhecer “ler” um número desenhado em sua pele . 4 - Reflexos - Classificação: 0 = nenhuma resposta; 1+ diminuído abaixo do normal; 2+ médio normal; 3+ mais rápido que a média – pode indicar doença, 4+ muito rápido, hiperativo, com clônus, indicativo de doença. 1.Bicipital (C5-C6): apoie o antebraço da pessoa no seu; coloque seu polegar sobre o tendão do bíceps e dê uma marte lada em seu polegar; reposta normal: flexão do braço 2.Patelar (quadríceps) (L2-L4): deixe a parte inferior das pernas pendentes, golpeie o tendão logo abaixo da patela – o examinador palpará a contração do quadríceps; resposta normal: extensão da perna 3. Tricipital (C7-C8): diga para pessoa deixar o braço relaxado, enquanto você o suspende; golpeie o tendão do tríceps imediatamente acima do cotovelo ; resposta normal: extensão do antebraço 4. Aquileu (S1-S2): posicione a pessoa com o joelho flexionado e o quadril em rotação externa ou sentada com o pé pendente, apoie o pé na sua mão e mantenha o pé em dorsiflexão, golpeie diretamente o tendão de Aquiles. 5. Plantar Babinski (L4-S2): resposta normal é a flexão plantar dos artelhos , anormal ocorre com a dorsiflexão do 1° dedo do pé e abertura e leque de todos os dedos (Babinski +) Referências: BRASIL, Ministério da saúde. Manual do pé diabético. Brasília, 2016. BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem . Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. ECG. Disponível em : https://www.glasgowcomascale.org/ UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II Vídeo recomendado: www.glasgowcomaescale.org Atualização 2018: Exame pupilar – até 2 pontos diminuídos no total de 15. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DE MEMBROS Preparo: O paciente é posicionado em decúbito dorsal, f icando o examinador do seu lado direito, ou de pé para exame da rede venosa. A sala deve estar aquecida e em silêncio. Mantenha a privacidade do paciente. Higienizar as mãos. ** Atentar-se para aspectos da pele, sistema vascular periférico, linfático e musculoesquelético. Semiotécnica: inspeção, palpação 1– Exame dos MMSS: - Inspeção: coloração (palidez, cianose, fenômeno de Raynaud), edema, espessamento das unhas, aspecto da pele – brilhante, seca, contratura muscular intensa (isquemia aguda); rede venosa e linfática, lesões. - Palpação: temperatura da pele (pele f ria pode indicar obstrução arterial), pulsos (radial e braquial bilateralmente), edema, perfusão tecidual, tônus e força muscular (ver item 3). - Palpação dos linfonodos: axilares, retropeitorais, epitrocleanos. 2 – Exame dos MMII: - Inspeção: coloração, edema, espessamento das unhas, aspecto da pele – brilhante, seca, contratura muscular intensa, visualização do trajeto dos vasos linfáticos . - Palpação: temperatura da pele, pulsos (poplíteo, tibial posterior e pedioso), edema, perfusão tecidual, tônus e força muscular. - Sistema vascular: pesquisar estado da parede venosa (consistência elástica normal ou espessada e endurecida – anormal), dor localizada, presença de edema na região perimaleolar e terço distal das pernas ou edema unilateral, celulite, hiperpigmentação da pele (manchas acastanhadas no terço distal do membro afetado) palidez e cianose, úlceras vasculogênicas, varizes. - Palpação das panturrilhas. Em pacientes em risco de TVP/acamados avaliar: ✓ Sinal de Homans: dorsif lexão do pé sobre a perna afetada. Se o paciente relatar dor, o sinal é positivo. ✓ Sinal de Bandeira: com as mãos espalmadas sob a panturrilha do paciente, tenta-se movimentar as panturrilhas. Em casos de TVP, haverá menor mobilidade da musculatura afetada (panturrilhas empastadas). ✓ Sinal de Bancrof t: pressionar a musculatura da panturrilha contra a estrutura óssea. Se o paciente relatar dor, o sinal é positivo. - Palpação dos linfonodos: poplíteos 3 - SISTEMA MOTOR - Força Muscular: Avaliação é feita através da pesquisa dos grupos musculares realizados de forma ativa. A redução da força muscular deve ser analisada quanto a sua distribuição e intensidade. Graduação da força muscular: Pode-se usar a descrição literal da força ou em graus 0/5 até 5/5. Paresia (f raqueza muscular); paralisia (ausência de força muscular) - Tônus: Paciente deitado, em relaxamento muscular: inspeção (verif icar se há ou não achatamento das massas musculares – mais evidente nas coxas, valor signif icativo em acentuada diminuição do tônus); palpação das massas musculares (grau de consistência muscular); Movimentos passivos: passividade diminuída = tônus aumentado/ passividade aumentada = tônus diminuído; observar extensibilidade da f ibra muscular. Alterações no tônus muscular: Hipertonia, a consistência muscular está aumentada, a passividade diminuída e a extensibilidade diminuída, estando presente nas lesões das vias motoras piramidais e extrapiramidais. Espasticidade – hipertonia, músculos rígidos e movimentosdesajeitados. Hipotonia, observam-se achatamento das massas musculares, consistência muscular diminuída, com passividade e extensibilidade aumentadas , f lacidez. É encontrada nas neuropatias periféricas, nas mielopatias transversas (fase inicial), nas lesões cerebelares, na coreia e outras alterações. Espasmo – contração involuntária súbita e violenta de um músculo. Fasciculação – contorção involuntária de f ibras musculares. Escala de Graduação da força muscular - Função Cerebelar: Teste de equilíbrio Marcha: peça para o paciente caminhar em linha reta, com um pé atrás do outro. Manobra de Romberg: avalia postura e equilíbrio - pessoa de pé com os pés juntos e braços ao longo do corpo, peça para fechar os olhos e manter a posição por 20 segundos, ficar próximo ao paciente como apoio. Romberg positivo: quando há alteração no equilíbrio – ataxia cerebelar (intoxicação alcoólica, esclerose múltipla); perda de função vestibular; perda de propriocepção. - Avaliação da Coordenação Prova dedo-dedo (coordenação de MMSS): o paciente toca o dedo do examinador e depois seu nariz / examinador muda de posição durante a avaliação Prova calcanhar-joelho (coordenação dos MMII): peça ao paciente em decúbito dorsal que coloque o calcanhar sobre o joelho oposto e descê-lo até o tornozelo e vice-versa Prova dos movimentos alternados: realizar movimentos rápidos e alternados como supinação e pronação, extensão e flexão dos pés; alternar dedos com polegar. Eudiadococinesia – normal. Disdiadococinesia – dificuldade em realizar 4 - AVALIAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES Inspeção e palpação: Observar volume articular, edema; deformidade - em valgo é o desvio da parte distal à articulação para longe da linha média; deformidade em varo é o desvio para a linha média. Palpar articulações em relação a contorno e tamanho, procure ressaltos, nódulos ou deformidades. Movimentos articulares: rotação interna e externa, inclinação lateral, f lexão, extensão, abdução, adução, observando queixas de dor, além de pesquisar intumescências do tipo nódulos, bolsas, edema ou derrames, crepitações ou rigidez articular. Observar e palpar amplitude de movimento (ADM) ativamente. Se não puder realizar, apoiar ambos os lados da articulação e realizar ADM passiva. Indagar se existe sensibilidade ou desconforto. REFERÊNCIAS BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem . Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. JENSEN. Semiologia para Enfermagem -Conceitos e Prática Clínica. Guanabara Koogan, 10/2013. VitalBook f ile Figura 05: Movimentos Articulares Fonte: GOOGLE Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18em Evidências Formação fundamentada em conhecimento científico atualizado e prática reflexiva crítica Pensamento Crítico Desenvolvimento da capacidade de análise, síntese e tomada de decisão clínica fundamentada Autonomia Profissional Construção de competências para atuação independente e responsável na assistência Preparação Ética Formação de profissionais comprometidos com excelência, segurança e humanização Desafios e Perspectivas Futuras Atualização Constante Necessidade de educação permanente frente às novas resoluções COFEN, avanços tecnológicos e evidências científicas emergentes na enfermagem. Sistemas Eletrônicos Implementação crescente de prontuários eletrônicos e sistemas integrados de gestão que otimizam registro, comunicação e monitoramento da qualidade assistencial. Ampliação do Papel Fortalecimento do enfermeiro como coordenador do cuidado, líder da equipe multiprofissional e gestor de resultados em saúde baseados em indicadores. Distinção Fundamental SAE organiza o trabalho da equipe (foco gerencial); PE orienta o cuidado clínico direto (foco assistencial) Atualização Normativa Resolução COFEN 736/2024 clarifica conceitos, responsabilidades e competências profissionais específicas Documentação Rigorosa Registro sistemático é essencial para qualidade, segurança, continuidade e respaldo legal da assistência Enfermagem Baseada em Evidências Prática fundamentada cientificamente melhora significativamente os resultados e indicadores de saúde Seja o Protagonista! A Enfermagem é simultaneamente ciência rigorosa e arte humanizada - aplique o Processo de Enfermagem com precisão técnica e sensibilidade humana, transformando conhecimento em cuidado extraordinário. Atualização Permanente Mantenha-se sempre atualizado nas normas do COFEN, pesquisas científicas e melhores práticas internacionais em enfermagem Protagonismo Profissional Seja agente ativo na sistematização, inovação e melhoria contínua da assistência de enfermagem em sua instituição O futuro da enfermagem está em suas mãos - construa uma assistência de excelência! Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e Processo de Enfermagem (PE) Atualizações e Aplicações Práticas Uma abordagem abrangente sobre os fundamentos, atualizações normativas e aplicações práticas essenciais para a excelência no cuidado de enfermagem Capítulo 1: Introdução à SAE e PE Fundamentos Organizacionais A SAE e PE constituem pilares fundamentais para organizar e qualificar o cuidado de enfermagem, garantindo assistência sistematizada e baseada em evidências científicas. Atualizações COFEN 2024 O Conselho Federal de Enfermagem atualizou conceitos e normativas em 2024, proporcionando maior clareza conceitual e eficiência na implementação prática. Objetivos de Aprendizagem Compreender as diferenças conceituais, dominar as etapas metodológicas e conhecer as responsabilidades específicas na prática profissional cotidiana. O que é a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)? A Sistematização da Assistência de Enfermagem representa um método organizacional que estrutura sistematicamente o trabalho de toda a equipe de enfermagem, desde o planejamento até a avaliação dos cuidados prestados. Amparada pela Resolução COFEN 358/2009 e suas atualizações recentes, a SAE estabelece diretrizes claras para garantir cuidados padronizados, seguros e fundamentados em evidências científicas. Seu foco principal é gerencial e organizacional, visando a otimização dos recursos humanos e materiais para proporcionar assistência de qualidade e segura ao paciente. O que é o Processo de Enfermagem (PE)? O Processo de Enfermagem constitui um método científico sistemático que orienta o raciocínio clínico do enfermeiro, proporcionando base teórica sólida para a tomada de decisões assistenciais. 01 Avaliação Coleta sistemática e análise de dados 02 Diagnóstico Identificação de respostas humanas 03 Planejamento Definição de objetivos e intervenções 04 Implementação Execução das ações planejadas 05 Evolução Avaliação de resultados e ajustes Diferencia-se da SAE por ter foco clínico e assistencial direto, enquanto a SAE possui caráter predominantemente gerencial e organizacional. Fluxograma das 5 Etapas do Processo de Enfermagem Avaliação Diagnóstico PlanejamentoImplementação O processo é dinâmico e cíclico, permitindo ajustes contínuos baseados na evolução do estado de saúde do paciente e na efetividade das intervenções implementadas. Atualização COFEN 736/2024: Novas Definições e Responsabilidades Distinção Conceitual Clara Estabelece diferenciação precisa entre SAE (foco organizacional e gerencial) e PE (foco no cuidado clínico direto ao paciente). Responsabilidades dos Enfermeiros Atividades privativas: diagnóstico de enfermagem, prescrição de cuidados e supervisão técnica da equipe de enfermagem. Atuação de Técnicos e Auxiliares Execução qualificada de cuidados prescritos e anotações detalhadas no prontuário, sempre sob supervisão do enfermeiro responsável. Documentação Obrigatória Registro formal e sistemático de todas as etapas no prontuário do paciente, garantindo continuidade e qualidade da assistência. Exemplo Prático: Diagnóstico e Prescrição Privativos do Enfermeiro Caso Clínico Paciente acamado há 3 dias, com mobilidade reduzida e áreas de hiperemia em região sacral. Diagnóstico de Enfermagem "Risco para integridade da pele prejudicada relacionado à pressão prolongada e mobilidade física prejudicada" Prescrição de Enfermagem • Mudança de decúbito a cada 2 horas • Uso de colchão pneumático • Inspeção da pele 2x ao dia • Aplicação de ácidos graxos essenciais • Orientação sobre posicionamento Execução pela Equipe O técnico de enfermagem executa os cuidados prescritos, registrando detalhadamente: • Horários das mudanças de decúbito • Condições da pele observadas • Produtos aplicados • Aceitação do paciente Capítulo 2 Etapas Detalhadas do Processo de Enfermagem Aprofundamento nas cinco etapas metodológicas que fundamentam a prática clínica sistematizada e baseada em evidências científicas na enfermagem contemporânea. 1. Avaliação de Enfermagem Coleta Sistemática de Dados Obtenção organizada de informações subjetivas (relatadas pelo paciente) e objetivas (observadas e mensuradas), utilizando instrumentos validados e protocolos institucionais. Técnicas de Avaliação Entrevista estruturada, exame físico céfalo-caudal, aplicação de escalas validadas (Braden, Glasgow, EVA) e análise de exames complementares. Exemplo Prático Avaliação completa incluindo: mensuração da dor através da Escala Visual Analógica, verificação de sinais vitais, coleta de histórico clínico e identificação de fatores de risco. 2. Diagnóstico de Enfermagem Representa a análise crítica e interpretação dos dados coletados para identificar respostas humanas aos problemas de saúde reais ou potenciais. Diagnóstico Real Problema existente validado por características definidoras. Exemplo: "Dor aguda relacionada ao procedimento cirúrgico" Diagnóstico de Risco Vulnerabilidade identificada através de fatores de risco. Exemplo: "Risco de infecção relacionado ao procedimento invasivo" Diagnóstico de Bem-estar Potencial para melhorar condição de saúde. Exemplo: "Disposição para nutrição melhorada" Diagnóstico de Promoção Motivação para aumentar bem-estar. Exemplo: "Disposição para conhecimento melhorado" 3. Planejamento de Enfermagem Etapa que envolve a definição sistemática de objetivos mensuráveis e a seleção criteriosa de intervenções baseadas em evidências científicas para atingir resultados esperados. Definição de Objetivos Estabelecimento de metas específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais (SMART) para cada diagnóstico identificado. Seleção de Intervenções Escolha fundamentada de ações de enfermagem com base em evidências científicas, protocolos institucionais e experiência clínica. Exemplo: Controle da Dor Plano integrado combinando analgesiafarmacológica prescrita com técnicas não farmacológicas como relaxamento e posicionamento. 4. Implementação 1 Execução das Ações Planejadas Realização sistemática de todas as intervenções prescritas, seguindo protocolos de segurança e técnicas baseadas em evidências científicas atualizadas. 2 Registro Detalhado no Prontuário Documentação completa de todas as intervenções realizadas, incluindo horários, técnicas utilizadas, materiais empregados e respostas do paciente. 3 Exemplo Prático Administração de medicamentos conforme prescrição médica, orientação ao paciente sobre cuidados pós-operatórios e monitorização de sinais vitais. 5. Evolução de Enfermagem Monitoramento Contínuo Acompanhamento sistemático da resposta do paciente às intervenções implementadas, utilizando indicadores objetivos e subjetivos de melhora ou deterioração. Ajustes no Plano Assistencial Modificações baseadas em evidências na evolução do quadro clínico, garantindo cuidado individualizado e dinâmico conforme as necessidades emergentes. Exemplo de Evolução "Paciente apresenta redução da dor de 8 para 4 (EVA) após implementação do plano analgésico. Mantém medicação prescrita e introduz técnicas de relaxamento." Documentação e Registro: Base Legal e Prática Documentação em Enfermagem Integração legal, registro e cuidado contínuo Prontuário Documento central do paciente Continuidade Fluxo de cuidados e responsabilidades Base Legal Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016 Fundamentação Legal As Resoluções COFEN 429/2012 e 514/2016 estabelecem diretrizes específicas para registros de enfermagem, garantindo padronização e qualidade da documentação assistencial. Prontuário como Documento Legal Instrumento fundamental de comunicação multiprofissional e documento legal que pode ser utilizado em processos judiciais, auditorias e avaliações de qualidade. Continuidade do Cuidado Registros precisos e completos asseguram a continuidade assistencial entre turnos, plantões e diferentes profissionais da equipe de saúde. SAE e PE na Formação do Enfermeiro Ensino Baseado em Evidências Formação fundamentada em conhecimento científico atualizado e prática reflexiva crítica Pensamento Crítico Desenvolvimento da capacidade de análise, síntese e tomada de decisão clínica fundamentada Autonomia Profissional Construção de competências para atuação independente e responsável na assistência Preparação Ética Formação de profissionais comprometidos com excelência, segurança e humanização Desafios e Perspectivas Futuras Atualização Constante Necessidade de educação permanente frente às novas resoluções COFEN, avanços tecnológicos e evidências científicas emergentes na enfermagem. Sistemas Eletrônicos Implementação crescente de prontuários eletrônicos e sistemas integrados de gestão que otimizam registro, comunicação e monitoramento da qualidade assistencial. Ampliação do Papel Fortalecimento do enfermeiro como coordenador do cuidado, líder da equipe multiprofissional e gestor de resultados em saúde baseados em indicadores. Distinção Fundamental SAE organiza o trabalho da equipe (foco gerencial); PE orienta o cuidado clínico direto (foco assistencial) Atualização Normativa Resolução COFEN 736/2024 clarifica conceitos, responsabilidades e competências profissionais específicas Documentação Rigorosa Registro sistemático é essencial para qualidade, segurança, continuidade e respaldo legal da assistência Enfermagem Baseada em Evidências Prática fundamentada cientificamente melhora significativamente os resultados e indicadores de saúde Seja o Protagonista! A Enfermagem é simultaneamente ciência rigorosa e arte humanizada - aplique o Processo de Enfermagem com precisão técnica e sensibilidade humana, transformando conhecimento em cuidado extraordinário. Atualização Permanente Mantenha-se sempre atualizado nas normas do COFEN, pesquisas científicas e melhores práticas internacionais em enfermagem Protagonismo Profissional Seja agente ativo na sistematização, inovação e melhoria contínua da assistência de enfermagem em sua instituição O futuro da enfermagem está em suas mãos - construa uma assistência de excelência! Avaliação de Enfermagem: Fundamentos e Tecnologias do Cuidar Este material apresenta os fundamentos essenciais da avaliação de enfermagem, abrangendo técnicas propedêuticas e exame físico sistemático. Desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora, oferece uma abordagem completa para a formação de enfermeiros competentes na avaliação clínica. Estrutura da Avaliação de Enfermagem 01 Identificação do Paciente Coleta de dados demográficos, diagnóstico médico, motivo da internação e informações básicas sobre o estado de saúde atual. 02 História Clínica Investigação da história patológica atual e pregressa, comorbidades, antecedentes familiares e cirúrgicos, uso de medicamentos e alergias. 03 Avaliação Psicossocial Análise das condições de moradia, suporte financeiro, hábitos de vida, interação social e aspectos espirituais do paciente. 04 Exame Físico Sistemático Avaliação completa dos sistemas corporais utilizando técnicas propedêuticas padronizadas e instrumentos específicos. Técnicas Propedêuticas Fundamentais Inspeção Estática: Observação de contornos anatômicos, formato, aspecto de higiene corporal e características gerais. Dinâmica: Observação dos movimentos próprios de cada segmento corporal durante a avaliação. Pode ser frontal ou tangencial para pesquisar pulsações, abaulamentos e depressões. Palpação Técnica que utiliza o tato superficial e a pressão profunda para obter dados clínicos importantes. Variantes: Mão espalmada, palpação bimanual, polpas digitais, pinça com polegar e indicador, dorso dos dedos (temperatura), palpação em garra. Percussão Baseia-se nas vibrações de pequenos golpes em superfícies corporais. Tipos: direta, digito-digital, punho-percussão e piparote. Ausculta Utiliza estetoscópio para captar ruídos normais ou patológicos. Diafragma para alta frequência, campânula para baixa frequência. Exame Físico Geral: Dados Antropométricos 120/80 Pressão Arterial Valores normais em mmHg para adultos saudáveis 60-100 Frequência Cardíaca Batimentos por minuto em repouso 12-20 Frequência Respiratória Movimentos respiratórios por minuto 36.5°C Temperatura Corporal Temperatura normal em graus Celsius A avaliação antropométrica inclui peso, altura, IMC e circunferência abdominal. O estado nutricional é classificado como normal, sobrepeso, obeso ou desnutrido. A avaliação do risco cardiovascular considera a circunferência abdominal: mulheres ≥80cm (risco elevado) e ≥88cm (muito elevado); homens ≥94cm e ≥102cm respectivamente. Avaliação da Pele e Mucosas Coloração Avaliação em toda extensão corporal: pigmentação geral, sardas, nevos, palidez, eritema, cianose e icterícia. Observar modificações na cor e distribuição. Temperatura e Umidade Hipotermia/hipertermia avaliada com dorso da mão. Umidade normal em face, mãos, axilas e pregas. Observar sudorese e desidratação. Textura e Espessura Pele normalmente lisa, firme e regular. Identificar pele atrófica, calosidades e alterações de espessura em extremidades. Mobilidade e Turgor Mobilidade avaliada no tórax anterior e dorso das mãos. Turgor testado por prega cutânea: firme, pastoso ou frouxo. Avaliação de Edema Locais de Avaliação • Maléolos e tíbia • Face e região dorsal do pé • Região sacral • Outras áreas de tábuas ósseas Classificação do Cacifo +/4+: Discreto, sulco discreto ++/4+: Moderado, sulco cede rapidamente +++/4+: Intenso, sulco permanece por período curto ++++/4+: Muito intenso, sulco dura longo período Avaliar localização, distribuição, intensidade, consistência (mole ou dura), elasticidade, temperatura e sensibilidade dolorosa da pele adjacente. Observar formação de cacifo ou fóvea para classificação adequada. Exame de Cabeça e Pescoço Crânio e Face Inspecionar tamanho, formato,posicionamento e movimentos involuntários. Palpar couro cabeludo observando nódulos e depressões. Avaliar cabelos: cor, textura, distribuição e higiene. Olhos Testar acuidade visual, examinar estruturas externas, mobilidade ocular, conjuntiva, esclera e pupilas. Avaliar reflexo fotomotor direto, consensual e acomodação-convergência. Nariz e Seios Paranasais Inspecionar nariz externo, testar permeabilidade das narinas, examinar cavidade nasal com lanterna. Palpar seios frontais e maxilares pesquisando dor. Boca e Orofaringe Examinar lábios, dentes, gengivas, mucosa oral, língua, palato e garganta. Avaliar cor, umidade, lesões, salivação e presença de exsudatos. Avaliação do Pescoço Linfonodos Cervicais Examinar sistematicamente: pré-auriculares, auricular posterior, occipitais, cervicais superiores, submandibulares, submentonianos, cadeia cervical profunda, cervical posterior e supraclaviculares. Pesquisar: dor, volume, forma, características da pele e mobilidade dos linfonodos palpáveis. Estruturas Anatômicas Traqueia: Deve situar-se na linha média, avaliar mobilidade e pesquisar massas ou crepitações. Tireoide: Avaliar volume, consistência, mobilidade e superfície através de inspeção e palpação cuidadosa. Veias Jugulares: Pesquisar ingurgitamento com paciente em ângulo de 45°. Artérias Carótidas: Realizar palpação e ausculta bilateral para detectar sopros. Sistema Respiratório: Técnicas de Avaliação Inspeção Estática: Condições da pele, forma do tórax (normal, tonel, funil, pombo), simetria e abaulamentos. Dinâmica: Tipo respiratório, frequência, sinais de esforço e uso de musculatura acessória. Palpação Avaliar estrutura da parede torácica, dor, massas, expansibilidade torácica nos ápices e bases. Pesquisar frêmito toracovocal e crepitações. Percussão Som normal: claro pulmonar. Alterações: hipersonoro, timpânico, maciço e submaciço. Técnica digito-digital nos espaços intercostais. Ausculta Sons normais: murmúrio vesicular, brônquico, broncovesicular. Ruídos adventícios: sibilos, crepitações, roncos e atrito pleural. Sistema Cardiovascular: Avaliação Completa Vasos do Pescoço Veias Jugulares: Avaliar ingurgitamento bilateral com paciente em decúbito de 45°. Artérias Carótidas: Palpar uma de cada vez, avaliar contorno e amplitude. Auscultar em três níveis pesquisando sopros. Precórdio Inspeção: Ictus cordis (4° ou 5° espaço intercostal), levantamento sistólico, pulsações epigástricas e supraesternais. Palpação: Localizar ictus, avaliar tamanho (1x2cm normal), duração, amplitude e frêmitos. 1° Foco Aórtico 2° espaço intercostal direito junto ao esterno 1 2° Foco Pulmonar 2° espaço intercostal esquerdo junto ao esterno2 3° Foco Tricúspide 5° espaço intercostal borda esternal esquerda3 4° Foco Mitral 5° espaço intercostal linha hemiclavicular esquerda 4 Ausculta Cardíaca: Parâmetros Normais Frequência Cardíaca Bradicardia: 100 bpm Ritmo Cardíaco Regular: intervalos constantes entre batimentos Irregular: variação nos intervalos Bulhas Cardíacas B1 e B2: identificar e avaliar intensidade Normofonéticas, hiperfonéticas ou hipofonéticas Sons extras: B3 e B4 Sopros Localização, tempo (sístole/diástole) Tom, padrão e qualidade Exemplo: RCR2T, FC 70bpm, BNF, sem sopros A ausculta deve ser realizada primeiro com diafragma para identificar FC, ritmo e sons normais, depois com campânula para investigar sons extras. Auscultar sistematicamente todos os focos de ausculta. Sistema Digestório: Técnica de Exame 01 Inspeção Forma do abdome (plano, escavado, globoso, protuso), simetria, características da pele, cicatrizes, movimentos visíveis, circulação colateral e cicatriz umbilical. 02 Ausculta Ruídos hidroaéreos (RHA+) normais, hipo ou hiperativos. Auscultar por 5 minutos se ausentes. Pesquisar ruídos vasculares sobre artérias principais. 03 Percussão Som timpânico predominante sobre intestino. Hipertimpanismo na distensão gasosa. Sons maciços sobre órgãos sólidos ou vísceras com líquido. 04 Palpação Superficial (1cm) para sensibilidade e tensão da parede. Profunda (5cm) para delimitar órgãos e detectar massas. Abdome normal: indolor, normotenso. Procedimentos Especiais do Abdome Sinais Clínicos Importantes Sinal de Blumberg: Dor à descompressão brusca no ponto de McBurney, sugestivo de apendicite aguda. Sinal de Murphy: Dor intensa no quadrante superior direito durante inspiração profunda, indicativo de colecistite aguda. Palpação do Fígado Técnica Bimanual: Mão esquerda no tórax posterior, direita no abdome. Fígado normal: indolor, borda firme, macia e lisa. Técnica em Garra: Palpação na linha do rebordo costal direito durante inspiração profunda. Testes para Ascite Teste do Piparote: Golpear abdome enquanto mão contralateral capta ondas líquidas na parede abdominal. Macicez Móvel: Percussão com paciente em decúbito lateral, observando deslocamento gravitacional do líquido. Sistema Genitourinário: Avaliação Completa 1 Rins Inspeção da região renal (T12-L3), percussão (sinal de Giordano), palpação pelos métodos de Devoto e Israel. Pesquisar tamanho, forma, consistência e dor. 2 Bexiga Inspeção da região supra-púbica, palpação com mãos em garra iniciando 2cm da sínfise púbica. Percussão: timpanismo (vazia) ou macicez (cheia). 3 Genital Masculino Pênis: inspeção e palpação da pele, tamanho, forma, óstio uretral. Escroto: avaliar simetria, condições da pele, palpação de testículos, epidídimo e cordão espermático. 4 Genital Feminino Posicionamento adequado, inspeção da distribuição pilosa, presença de parasitas, edemas, eritemas. Abertura dos grandes lábios para observação do introito vaginal. Sistema Neurológico: Avaliação dos Nervos Cranianos I - Olfativo Testar olfato com substâncias familiares II - Óptico Testar acuidade visual III, IV, VI Movimentos extraoculares, pupilas, reflexos V - Trigêmio Sensibilidade facial e força mastigatória Avaliação Sensorial: Tratos Neurológicos Trato Espinotalâmico Dor: Testar com ponta afiada, intervalos de 2 segundos. Classificar: hipoalgesia, analgesia, hiperalgesia. Temperatura: Tubos com água quente/fria ou algodão com álcool. Avaliar: hipoestesia, anestesia, hiperestesia. Tato Leve: Algodão em posições aleatórias, comparar pontos simétricos. Tátil Pressórica: Monofilamentos em mãos e pés (obrigatória em DM e hanseníase). Trato da Coluna Posterior Vibração: Diapasão sobre proeminências ósseas, comparar bilateralmente. Posição (Cinestesia): Movimentos passivos nas extremidades, paciente identifica direção. Discriminação Tátil: • Estereognosia: reconhecer objetos pelo tato • Grafestesia: reconhecer números desenhados na pele Reflexos: Classificação e Técnicas 0 Nenhuma Resposta Ausência completa de reflexo 1+ Diminuído Abaixo do normal 2+ Normal Resposta média normal 3+ Aumentado Mais rápido que a média 4+ Hiperativo Muito rápido, com clônus Bicipital (C5-C6) Apoiar antebraço, polegar sobre tendão do bíceps, martelar polegar. Resposta: flexão do braço. Patelar (L2-L4) Pernas pendentes, golpear tendão abaixo da patela. Resposta: extensão da perna. Tricipital (C7-C8) Braço relaxado e suspenso, golpear tendão do tríceps. Resposta: extensão do antebraço. Aquileu (S1-S2) Joelho flexionado, pé em dorsiflexão, golpear tendão de Aquiles diretamente. Escala de Braden: Avaliação de Risco 19-23 Sem Risco Pontuação indicativa de baixo risco para lesões por pressão 15-18 Baixo Risco Necessita monitoramento preventivo 13-14 Risco Moderado Implementar medidas preventivas 10-12 Alto Risco Cuidados intensivos de prevenção 6-9 Altíssimo Risco Máxima atenção e cuidados especializados A Escala de Braden avalia seis dimensões: percepção sensorial, umidade, atividade, mobilidade, nutrição, fricção e cisalhamento. Cada dimensão recebe pontuação de 1 a 4, totalizando 6 a 23 pontos. Menor pontuação indica maior risco. Exame de Membros:Sistema Motor 1 Força Muscular Graduação 0/5 a 5/5 2 Tônus Muscular Hipertonia, hipotonia, espasticidade 3 Coordenação Testes dedo-dedo, calcanhar-joelho 4 Equilíbrio Marcha, Romberg, movimentos alternados Graduação da Força 0/5: Nenhuma contração 1/5: Contração sem movimento 2/5: Movimento sem gravidade 3/5: Movimento contra gravidade 4/5: Movimento contra resistência 5/5: Força normal Avaliação Vascular Pulsos: radial, braquial, poplíteo, tibial posterior, pedioso. Avaliar temperatura, coloração, edema, perfusão tecidual e sinais de TVP (Homans, Bandeira, Bancroft). Escala de Coma de Glasgow Abertura Ocular (1-4) 4: Espontânea 3: Ao som 2: À pressão 1: Ausente Resposta Verbal (1-5) 5: Orientada 4: Confusa 3: Palavras 2: Sons 1: Ausente Resposta Motora (1-6) 6: A ordens 5: Localizadora 4: Flexão normal 3: Flexão anormal 2: Extensão 1: Ausente A Escala de Coma de Glasgow avalia o nível de consciência através de três componentes, totalizando 3 a 15 pontos. Pontuação ≤8 indica coma grave, 9-12 moderado, 13-15 leve. Essencial para monitoramento neurológico e prognóstico. Esta apresentação abrangeu os fundamentos essenciais da avaliação de enfermagem, fornecendo base sólida para a prática clínica competente e segura. O domínio dessas técnicas é fundamental para o cuidado de qualidade em enfermagem. 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM Departamento de Enfermagem Básica - Disciplinas Fundamentos e Tecnologias do Cuidar em Enfermagem I e II AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Identificação Data da Avaliação: Nome: Prontuário: Idade: Leito: Enfermaria D.N Sexo: ( ) F ( ) M Estado Civil: Escolaridade: Data da internação: Renda: Diagnóstico Médico: Informações sobre a doença e o tratamento Motivo da Internação: História patológica atual: ___________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________ História Patológica pregressa: ___________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________ Comorbidades: ( ) HAS ( ) DM ( ) Doença Renal ( ) Cardiopatica ( ) Doença da tireóide Hábitos de vida: ( ) tabagismo ( ) etilismo ( ) obesidade ( ) perfil sanguíneo alterado ( ) Uso de drogas Antecedentes familiares: ___________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________ Antecedentes cirúrgicos: ___________________________________________________________________________________________________________________ Uso de Medicamentos: ___________________________________________________________________________________________________________________ Alergias: ___________________________________________________________________________________________________________________ Calendário vacinal: ( ) completo ( ) incompleto ( ) desconhece Hábitos/Social Condições de moradia: ( ) área urbana ( ) rural ( ) casa ( ) apartamento ( ) com saneamento básico ( ) sem saneamento básico ( ) outros: _______________________ Suporte financeiro: ( )possui recursos para tratamento médico ( )possui convênio/seguro saúde ( )conta com ajuda de familiares ( )utiliza exclusivamente hospitais conveniados do SUS Obs.:____________________________________________________________________ Cuidado corporal: ( ) bom aspecto de higiene ( ) regular aspecto de higiene ( ) higiene precária Frequência de banho: ____________________ ( ) Manhã ( ) tarde ( ) noite Frequência Higiene oral: ______________________ Observações: Realização do auto-cuidado: ( ) dependência total ( ) Dependência parcial ( ) independência ( ) precisa de ajuda para poucas atividades ( ) precisa de ajuda para muitas atividades ( ) é totalmente dependente Realiza atividade física: ( ) Sim ( ) não Quantas vezes: Tipo: Atividade, Sono e Repouso Sono: ( ) sem alterações no padrão de sono Dorme___ horas por noite ( )não tem insônia ( )apresenta dificuldade em conciliar o sono ( )acorda várias vezes à noite ( )sonolência ( )dorme durante o dia Não tem insônia em casa e acorda várias vezes à noite no hospital__________________________________ _______________________________________________________________________________________ Recreação: Atividades que gosta para distração:__________________________________________________________ ( )viagem ( )cinema ( )TV ( )leitura ( ) jogos esportivos Hábitos alimentares: Quantas refeições diárias habituais em casa: Tipo de alimentação habitual em casa: ( )frutas verduras: ( )cruas ( )cozidas carne: ( )vermelha ( )frango ( )peixe ( )suco ( )café ( )chá ( ) leite 2 Dieta: ( ) aceita parcialmente a dieta ( ) aceita toda a dieta oferecida Aceitação: _____________ ( ) aceita dieta sólida ( ) aceita dieta líquida ( ) não aceita dieta Ingesta Hídrica: ___________ litros/dia ou _____ copos por dia Eliminação intestinal: Frequência: ________________________ Coloração: ____________________ Odor:______________________________Características:_________________________ ( ) constipação ( )diarréia ( )mudança de hábito intestinal ( )flatulência Data da última evacuação:__________ Vômitos/Drenagens: ( )sim ( )não / volume e características: ___________________________________ Eliminações vesicais/características: ( )micção espontânea ( )presença de anomalias ( )SVD ( )Irrigação vesical ( )incontinência urinária Aspectos sexuais Ciclo Menstrual: ( )sem alterações ( )menopausa ( )dismenorreia ( ) amenorreia disfuncional Atividade sexual: ( )desempenho satisfatório ( )não satisfatório ( )não tem relacionamento sexual Faz uso de contraceptivo? ( ) Sim ( ) Não Qual? DUM: Psicossocial Interação Social: ( ) Interage satisfatoriamente ( ) Pouco comunicativo ( ) Não quer conversar Outros: ___________________________________ Possui acompanhante? ( )Sim ( )Não Necessidade de acompanhante ( )Sim ( )Não Apoio espiritual Você se considera religioso ou espiritualizado? ( ) Sim ( ) Não Possui religião: ( ) Sim ( )Não Qual?__________________________ ( )procura apoio em sua fé nos momentos difíceis ( )não possui crença religiosa ( )anda meio descrente ultimamente Caso andar descrente. Por quê?________________________________________________ • Se não tiver religião ou acreditar em Deus: o que te dá significado na vida?_______________________ É orientado quanto a doença? Conhecimento sobre seu problema de saúde: ( ) orientado ( ) pouco orientado ( ) prefere não falar sobre o assunto ( )prefere que os familiares sejam orientados Obs.:____________________________________________________________________ Humor: ( ) bom estado de humor ( ) humor deprimido ( ) está otimista com o tratamento ( ) refere estar desanimado ( )não aceita o problema ( )nega o problema Obs.:____________________________________________________________________Dados Antropométricos Peso: Altura: Circunferência abdominal: IMC: Estado Nutricional: ( )normal ( ) sobrepeso ( )obeso ( )desnutrido ( )relato de perda ponderal Tipo morfológico: ( ) Brevilíneo ( ) Mediolíneo ( ) Longilíneo Estado Geral: ( ) Bom estado Geral ( ) Regular Estado Geral ( ) Ruim estado geral Função Mental: Estado mental: ( )orientado autopsiquicamente ( )orientado temporoespacialmente ( )déficit de atenção ( )transtorno de memória ( )transtornos de pensamento – alterações na linguagem Nível de consciência (AVPU): ( ) Alerta (A) ( ) Voz (V) ( ) Dor(D) ( ) Não responde(NR) ( ) Aparecimento de nova confusão mental Nível de ansiedade: ( ) humor ansioso ( ) medo ( ) tensão ( ) dificuldades intelectuais ( ) sintomas sintomáticos Observações: Pele e Mucosas: **avaliar em todos os segmentos corpóreos Avaliação da pele/Mucosa: Coloração: ( ) normocorada ( ) hipocorada ( ) hipercromia ( ) icterícia Grau: ________________________ ( ) cianose Grau: ________________________ Local: Hidratação: ( ) hidratado ( ) desidratado ( ) descamação ( ) sudorese Mobilidade: ( ) preservada ( )diminuída Turgor: ( ) firme ( ) frouxo ( ) pastoso Alterações de textura, espessura e temperatura: ( ) sim ( ) não Local e características: Edema: ( ) Presente ( ) Ausente Cacifo: Local: Lesões de pele: ( ) Presente ( ) Ausente GRAU: Local: Aspecto: ( ) Presença de cicatriz ( ) Equimoses ( ) Drenos ( ) cateteres: Local: Característica: Cabeça e pescoço: Crânio e face: ( )sem alterações ( )assimetria Outras alterações: Olhos: ( )visão normal ( )diminuição da acuidade visual ( )presença de processos inflamatórios/infecciosos ( )uso de lentes de contato ou óculos ( )exoftalmia ( )mobilidade visual preservada (MOEs) 3 ( )pupilas fotorreativas ( )isocóricas ( )anisocóricas ( )acomodação pupilar preservada ( ) Secreção ( ) Hiperemia ( ) sem alterações ( ) Conjuntivas coradas ( ) hipocoradas Ouvido: ( )audição normal ( )acuidade diminuída ( )zumbido ( )presença de processo inflamatório/infeccioso ( )uso de prótese auditiva Nariz: ( )sem anormalidades ( )coriza ( )alergia ( )epistaxe ( ) dor à palpação de seios da face Boca: ( ) Uso de prótese ( ) Ausência de dentes ( ) Halitose ( )Lesões Local: Característica da mucosa oral: Alterações no exame dos pares cranianos? ( ) sim ( ) não Par alterado e características: Pescoço: ( )sem anormalidades ( )tireóide aumentada ( )distensão da veia jugular ( )traqueostomia Palpação da traquéia:_____________________ ( )desvio linha média ( )presença de massas Linfonodos - pré-auriculares – auricular posterior – occipitais – cervicais superiores – submandibulares – submentonianos – cadeia cervical profunda – cervical posterior – supraclaviculares ( )palpável ( )não palpável ( )dor ( )coalescência ( ) imobilidade Se palpável ou alterações, local: Artérias carótidas: Sistema Respiratório: FR: ______ irpm SpO2: ______% Ausculta: _____________________________________________________ Uso da musculatura acessória: ( )sim ( )não Tosse: ( )sim ( )não Produtiva: ( )sim ( )não Característica: Palpação do tórax: ( ) diminuição da expansão torácica ( ) expansão torácica normal ( ) simétrica ( ) assimétrica ( ) presença de crepitações ( ) dor na parede torácica ( ) massas Frêmito tóraco vocal ( ) normal ( ) aumentado ( ) diminuído Percussão: Sons: ( )claro pulmonar ( )maciço ( )timpânico ( ) hipersonoridade Ausculta: ( )murmúrios vesiculares ( )traqueal ( )brônquico Ruídos adventícios: ( ) Sim ( ) Não Local?_______________________________________________ Qual tipo de ruído adventício: _____________________________________________________ Sistema Cardiovascular: Avaliação do pulso: ( ) rítmico/regular ( ) arrítmico/irregular ( ) forte ( ) fraco/filiforme FC: Pulso: * Avaliação bilateral dos pulsos: radial, femoral, braquial, poplíteo, tibial posterior e pedioso P.A*:______ x______ mmHg * Registrar membro avaliado e posição Cianose de extremidade ( ) sim ( ) não Edema: ( ) não ( ) sim ( ) + ( ) ++ ( ) +++ ( ) ++++ Localização: ________________________________ Droga vasoativa: ( ) sim ( ) não Se sim, qual?___________________________________________ Visualização ictus cordius:___________ Tamanho______ Levantamento sistólico do precórdio:___________ Pulsação supraesternal ( ) presente ( ) aumentada Pulsação epigástrica ( ) presente ( ) aumentada Precórdio: ( ) sem alteração ( ) dor Presença de frêmitos:____________________________ Estase jugular a 45° ( ) presente ( ) ausente Perfusão periférica: ( )enchimento capilar > 3 seg ( )Romberg: ( )positivo ( ) negativo Coordenação motora MMSS, MMII, MRA: ( )sem alterações ( ) alterações : Reflexos Bicipital, Tricipital, Patelar, Aquileu e Cutâneo- plantar: ( ) sem alterações ( ) arreflexia ( )hipoativos ( )hiperativos Local: Risco de desenvolvimento de Lesão por Pressão Escala de Braden: Total:__________________________ Variação da Pontuação da Escala: 6 a 23 pontos. • Médio Risco: 15 a 18 pontos • Risco Moderado: 13 a 14 pontos • Alto Risco: 10 a 12 pontos • Altíssimo Risco: 9 a 6 pontos Procedimentos invasivos: Cateter venoso central: ( ) sim ( ) não Dias de cateter: _____ Acesso venoso periferico: ( ) sim ( ) não Dias de cateter: _____ CNE/CNG( ) Drenos: ( ) sim Tipo:_______________ Localização: _______ Oxigenoterapia: catéter( ) máscara( ) _____ L/min VM( ) VNI( ) Cateter vesical de demora: ( ) sim Dia:_______ TOT( ) TQT( ) 1.6 Outros dados Exames Laboratoriais: Exames por imagem: Impressão do Aluno: Queixas gerais: Acadêmico (a): _____________________________________ DATA:___/___/_____ ESCALA DE BRADEN* (versão adaptada e validada para o Brasil) Nome do paciente:_____________________________ Nome do avaliador:____________________________ Data da avaliação: PERCEPÇÃO SENSORIAL Capacidade de reagir significativamente à pressão relacionada ao desconforto. 1. Totalmente limitado: Não reage (não geme, não se segura a nada, não se esquiva) a estímulo doloroso, devido ao nível de consciência diminuído ou devido à sedação ou capacidade limitada de sentir dor na maior parte do corpo. 2. Muito limitado: Somente reage a estímulo doloroso. Não é capaz de comunicar desconforto exceto através de gemido ou agitação. Ou possui alguma deficiência sensorial que limita a capacidade de sentir dor ou desconforto em mais de metade do corpo. 3. Levemente limitado: Responde a comando verbal, mas nem sempre é capaz de comunicar o desconforto ou expressar necessidade de ser mudado de posição ou tem um certo grau de deficiência sensorial que limita a capacidade de sentir dor ou desconforto em 1 ou 2 extremidades. 4. Nenhuma limitação: Responde a comandos verbais. Não tem déficit sensorial que limitaria a capacidade de sentir ou verbalizar dor ou desconforto. UMIDADE Nível ao qual a pele é exposta a umidade. 1. Completamente molhada: A pele é mantida molhada quase constantemente por transpiração, urina, etc. Umidade é detectada às movimentações do paciente. 2. Muito molhada: A pele está frequentemente, mas nem sempre molhada. A roupa de cama deve ser trocada pelo menos uma vez por turno. 3. Ocasionalmente molhada: A pele fica ocasionalmente molhada requerendo uma troca extra de roupa de cama por dia. 4. Raramente molhada: A pele geralmente está seca, a troca de roupa de cama é necessária somente nos intervalos de rotina. ATIVIDADE Grau de atividade física. 1. Acamado: Confinado a cama. 2. Confinado a cadeira: A capacidade de andar está severamente limitada ou nula. Não é capaz de sustentar o próprio peso e/ou precisa ser ajudado a se sentar. 3. Anda ocasionalmente: Anda ocasionalmente durante o dia, embora distâncias muito curtas, com ou sem ajuda. Passa a maior parte de cada turno na cama ou cadeira. 4. Anda frequentemente: Anda fora do quarto pelo menos 2 vezes por dia e dentro do quarto pelo menos uma vez a cada 2 horas durante as horas em que está acordado. MOBILIDADE Capacidade de mudar e controlar a posição do corpo. 1. Totalmente imóvel: Não faz nem mesmo pequenas mudanças na posição do corpo ou extremidades sem ajuda. 2. Bastante limitado: Faz pequenas mudanças ocasionais na posição do corpo ou extremidades mas é incapaz de fazer mudanças frequentes ou significantes sozinho. 3. Levemente limitado: Faz frequentes, embora pequenas, mudanças na posição do corpo ou extremidades sem ajuda. 4. Não apresenta limitações: Faz importantes e frequentes mudanças sem auxílio. NUTRIÇÃO Padrão usual de consumo alimentar. 1. Muito pobre: Nunca come uma refeição completa. Raramente come mais de 1/3 do alimento oferecido. Come 2 porções ou menos de proteína (carnes ou laticínios) por dia. Ingere pouco líquido. Não aceita suplemento alimentar líquido. Ou é mantido em jejum e/ou mantido com dieta líquida ou IVs por mais de cinco dias. 2. Provavelmente inadequado: Raramente come uma refeição completa. Geralmente come cerca de metade do alimento oferecido. Ingestão de proteína inclui somente 3 porções de carne ou laticínios por dia. Ocasionalmente aceitará um suplemento alimentar ou recebe abaixo da quantidade satisfatória de dieta líquida ou alimentação por sonda. 3. Adequado: Come mais da metade da maioria das refeições. Come um total de 4 porções de alimento rico em proteína (carne e laticínios) todo dia. Ocasionalmente recusará uma refeição, mas geralmente aceitará um complemento oferecido. Ou é alimentado por sonda ou regime de nutrição parenteral total, o qual provavelmente satisfaz a maior parte das necessidades nutricionais. 4. Excelente: Come a maior parte de cada refeição. Nunca recusa uma refeição. Geralmente ingere um total de 4 ou mais porções de carne e laticínios. Ocasionalmente come entre as refeições. Não requer suplemento alimentar. FRICÇÃO E CISALHAMENTO 1. Problema: Requer assistência moderada a máxima para se mover. É impossível levantá-lo ou erguê-lo completamente sem que haja atrito da pele com o lençol. Frequentemente escorrega na cama ou cadeira, necessitando frequentes ajustes de posição com o máximo de assistência. Espasticidade, contratura ou agitação leva a quase constante fricção. 2. Problema em potencial: Move-se mas, sem vigor ou requer mínima assistência. Durante o movimento provavelmente ocorre um certo atrito da pele com o lençol, cadeira ou outros. Na maior parte do tempo mantém posição relativamente boa na cama ou na cadeira mas ocasionalmente escorrega. 3. Nenhum problema: Move-se sozinho na cama ou cadeira e tem suficiente força muscular para erguer-se completamente durante o movimento. Sempre mantém boa posição na cama ou cadeira. PONTUAÇÃO TOTAL *Copyright® Braden, Bergstrom 1988. Adaptada e validada para o Brasil por Paranhos, Santos 1999. Disponível em: . Paranhos WY, Santos VLCG. Avaliação de risco para úlceras de pressão por meio da Escala de Braden, na língua portuguesa. Rev Esc Enferm USP. 1999; 33 (nº esp): 191-206. Disponível em: . Risco muito alto 6 a 9 Baixo risco 15 a 18 Risco alto 10 a 12 Sem risco 19 a 23 Risco moderado 13 a 14 http://www.bradenscale.com/translations.htm http://143.107.173.8/reeusp/upload/pdf/799.pdf UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO GERAL Parte I - Técnicas Propedêuticas 1.Inspeção: A inspeção é um processo de observação que compreende duas etapas: Inspeção Estática: observar apenas os contornos anatômicos, formato do rosto, implantação do cabelo, aspecto de higiene corporal, etc. Inspeção Dinâmica: Observar os movimentos próprios de cada segmento observado Pode ser: inspeção frontal e inspeção tangencial (pesquisar pulsações, abaulamentos, depressões) 2.Palpação: Técnica que permite a obtenção de dados a partir do tato (mais superficial) e da pressão (mais profunda). Variantes do procedimento: palpação com a mão espalmada, palpação com uma das mãos sobrepondo-se a outra, palpação com a mão espalmada, usando-se apenas as polpas digitais, palpaçãousando-se o polegar e o indicador, formando uma pinça, palpação com o dorso dos dedos (avaliar temperatura), palpação em garra. 3. Percussão: Baseia-se nas vibrações originadas de pequenos golpes realizadas em determinada superfície do organismo. - Percussão direta, percussão digito-digital (apenas o dedo médio da mão E toca a parte a ser percutida), punho- percussão com a borda da mão e percussão por piparote. 4. Ausculta: Utiliza-se o estetoscópio a partir do qual se obtém ruídos normais ou patológicos. - Diafragma é mais apropriado para ruídos de alta frequência, enquanto a campânula capta melhor os de baixa frequência Parte II – Prática exame físico geral Preparo: Higienização das mãos Preparo dos materiais: Esfigmomanômetro, Estetoscópio, Termômetro, Oxímetro; Fita métrica Manter privacidade Providenciar sala do exame com temperatura agradável Pesquisar os seguintes dados necessários para o exame físico geral: • Dados antropométricos e sinais vitais; Pressão arterial __________ mmHg Pulso ___bat./min. Frequência cardíaca ___bat./min Temperatura___°C Freq. Respiratória___mov./min. SPO2: _____% Dor:_____________ Peso:___Kg Altura:____cm Estado nutricional: ( ) normal ( ) obeso ( ) desnutrido ( ) relato de perda ponderal IMC (P/A²)= Obs.:____________________________________________________________________ Circunferência da cintura (ponto médio entre a borda inferior da última costela e a borda superior da crista ilíaca): _______________ • Estado mental; Avaliação do risco cardiovascular em adultos Fonte: OMS, 2000 apud BARROS, 2016. Consciência/orientação/Memória/Cálculo Está acordado e alerta? Sabe a data, o dia da semana? Qual sua idade, data de nascimento, nome? Local ou instituição que se encontra? • Tipo morfológico; ( )Brevilíneo ( ) Mediolíneo (ou normolíneo) ( ) Longilíneo • Postura e locomoção; Observar postura adotada e capacidade de se manter sentado e em pé; movimentos involuntários; tiques; marcha. • Higiene corporal; Observar estado de higiene do corpo e das roupas • Expressão facial; Inspecione a face: observar expressão facial, palidez, diaforese, paralisias. • Estado de hidratação; Observar alteração abrupta do peso, olhos brilhantes ou secos, face escavada, alterações de pele (prega cutânea, umidade, elasticidade e turgor), mucosas secas ou úmidas, choro sem lágrimas, oligúria. • Estado geral; ( )bom estado geral ( )regular estado geral ( )mau estado geral Referêcias BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. PORTO, C. C. Semiologia Médica - 7ª Ed. Editora Guanabara Koogan. 2013. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO PARA AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DE PELE Semiotécnica: inspeção e palpação Materiais: lente de aumento, régua pequena, luvas descartáveis Preparo: O paciente é posicionado em decúbito dorsal, ficando o examinador do seu lado direito. A sala deve estar aquecida e em silêncio. Mantenha a privacidade do paciente. Higienizar as mãos. Cor: (avaliação em toda extensão corporal) - pigmentação geral, sardas, nevos, marcas de nascença - modificações na cor: palidez, manchas, eritema, cianose, icterícia. Temperatura: (avaliação em toda extensão corporal) - hipotermia / hipertermia – toque com o dorso da mão. Umidade: (avaliação em toda extensão corporal) - normalmente a pele possui perspiração evidente no rosto, mãos, axilas e pregas cutâneas - sudorese (ansiedade, dor, alterações hormonais, práticas esportivas e febre), desidratação (descamação, ressecada, hidratada). Textura: (avaliação em toda extensão corporal) - Normalmente a pele tem aspecto liso e firme, com superfície regular. Espessura: (avaliação em toda extensão corporal) - não é normal pele muito fina e brilhante – atrófica – observada na Insuficiência arterial; calosidades – principalmente nas extremidades (MMSS e MMII). Edema: avaliação em regiões de tábuas ósseas (maléolos, tíbia, face, região dorsal do pé e sacral) - parâmetros de avaliação: localização e distribuição, intensidade, consistência (mole ou dura), elasticidade, temperatura e sensibilidade dolorosa da pele adjacente - observar formação de cacifo ou fóvea e classificar no sistemas das cruzes (+/4+: cacifo discreto: formação de sulco discreto; ++/4+:cacifo moderado: formação de sulco cede rapidamente; +++/4+: cacifo intenso: formação de sulco permanece por um curto período; ++++/4+: cacifo muito intenso: formação de sulco dura um longo período). Mobilidade: (avaliação em parte anterior do tórax e região dorsal das mãos e pés) - corresponde a uma mobilização fácil da hipoderme e derme contra os planos adjacentes; mobilidade é diminuída quando não se consegue deslizar a pele sobre estruturas vizinhas, como no edema Turgor: (avaliação em parte anterior do tórax e região dorsal das mãos) - pinçar prega de pele que englobe tecido subcutâneo; diminuição do turgor em situações de desidratação. Classificar em: Firme, Pastoso (desidratação), Frouxo (pessoas emagrecidas). Vascularidade e Equimoses/ Hematomas e demais lesões: (avaliação em toda extensão corporal) - observar localização, tamanho, cor, eritema (área localizada), rubor (área ampla e difusa), exsudato, forma, elevação. Referências BARROS, A. L. B. L., et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 440p. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIAS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO AULA PRÁTICA- EXAME FÍSICO DE CABEÇA E PESCOÇO Preparo: posição sentada Técnicas propedêuticas: inspeção, palpação e ausculta Materiais: lanterna clínica, espátula, estetoscópio, otoscópio, luvas descartáveis 1 – Cabeça - Inspecione e palpe o crânio: observar tamanho, formato, posicionamento, presença de movimentos involuntários. Palpar couro cabeludo observando nódulos, depressões ou protrusões anormais. Cabelos: cor, textura, distribuição, higiene. - Palpe a articulação temporomandibular enquanto a pessoa abre e fecha a boca e observe se os movimentos são suaves e sem limitações ou dor. 2 – Face - Inspecione a face: observar pele, expressão facial, simetria das estruturas faciais, (fissuras palpebrais, dobras nasolabiais e rima labial). 2.1 – Olhos - Acuidade visual. - Inspecionar estruturas oculares externas: sobrancelhas, pálpebras e cílios – observar simetria, edema, secreções, lesões, movimentação. - Examinar a mobilidade visual (também faz parte do exame neurológico): acompanhar com os olhos dedo que se move nas 4 direções, o movimento deve ser conjugado. - Conjuntiva e esclera: examinar coloração rósea sobre as pálpebras e branca sobre a esclera, observar alterações na cor, inchaço, lesões. - Pupilas (também faz parte do exame neurológico): observar o tamanho, a forma, a localização e a igualdade entre as pupilas; testar reflexo fotomotor (direto e consensual) e acomodação-convergência. 2.2 – Nariz - Inspeção do nariz externo: observar desvio da linha média, deformidades, inflamações ou lesões, movimentos de asas na dispneia. - Testar permeabilidade das narinas - Cavidade nasal: com auxílio de lanterna visualizar mucosa (cor vermelha normal, úmida), septo nasal (desvios). - Palpação dos seios paranasais: pressionar os seios frontais palpando acima e abaixo das sobrancelhas; pressionar os seios maxilares – pesquisar dor. 2.3 – Boca - Inspeção dos lábios: cor, umidade, fissuras, lesões. Retrair e inspecionar face interna. - Inspeçãodos dentes e gengivas; observar ausência de dentes, dentes frouxos, presença de cáries. Gengivas: edema, sangramentos, retraídas, descoradas. - Inspeção da mucosa oral e língua: cor, umidade, lesões, salivação. - Inspeção do palato e da garganta: úvula, amígdalas: coloração, presença de exsudato, tamanho. - Palpação do assoalho da boca: pesquisar nódulos, ulcerações. 3 – Ouvidos - Testar acuidade auditiva (também faz parte do exame neurológico): voz sussurrada. - Inspeção das orelhas: simetria, tamanho, edema, espessamento, lesões. Inspeção com otoscópio. 4 – Pescoço - Inspecione: pele; simetria - posição da cabeça centralizada na linha média e músculos acessórios do pescoço devem ser simétricos. A cabeça deve ser mantida ereta e firme. Amplitude de movimento – realizar movimentação ativa (girar a cabeça, estender para trás, flexionar), o movimento deve ser suave e controlado. À medida que a pessoa movimenta observar aumento no volume das glândulas salivares, tireoide e linfonodos. Normalmente não há aumento. - Exame dos linfonodos: inspeção e palpação: Linfonodos pré-auriculares – auricular posterior – occipitais – cervicais superiores – submandibulares – submentonianos – cadeia cervical profunda – cervical posterior – supraclaviculares. Pesquisar: dor, volume, forma, características da pele, mobilidade. - Traqueia: inspeção - deve situar-se na linha média do pescoço; palpação – observar mobilidade, pesquisar massas, crepitações. - Tireoide: inspeção e palpação (volume – normal ou aumentado; consistência - normal, firme, endurecida; mobilidade – normal ou imóvel; superfície – lisa, nodular ou irregular. - Veias jugulares: pesquisar ingurgitamento - ângulo de 45º. Artérias carótidas: palpação e ausculta. Referências BARROS, Alba L. B L. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2022. E-book.Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558820284/. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde para enfermagem. Rio de Janeiro, Elsevier 2012. 880p. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DEPARTAMENTO ENFERMAGEM BÁSICA FUNDAMENTOS E TECNOLOGIA DO CUIDAR EM ENFERMAGEM I e II ROTEIRO AULA PRÁTICA – EXAME FÍSICO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Preparo: Ambiente: paciente despido da cintura para cima, no caso de mulheres permanecer de sutiã, se de camisola, peça para abrir na parte de trás. Cercar com biombos. Higienização das mãos. Materiais: estetoscópio, algodão com álcool. Sequência do exame: começar logo após a palpação da tireoide, quando estiver de pé atrás da pessoa. Realizar inspeção, palpação, percussão e ausculta no tórax posterior e laterais. Mover a face da pessoa e repetir as manobras no tórax anterior. Sentido do ápice para as bases pulmonares. Semiotécnica: 1. Inspeção Técnica: Com o paciente sentado observe: Inspeção estática: - Condições da pele e distribuição dos pelos - Forma e contorno do tórax: se o mesmo é simétrico, formato elíptico normal, tonel (barril), funil (pectus excavatum), peito de pombo (pectus carinatum), cifoescoliose; anormalidades assimétricas do tórax. Verificar relação entre diâmetro anteroposterior e transverso. Anteroposterior deve ser