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CONTRATOS CIVIL E EMPRESARIAL – NP2 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Um contrato de prestação de serviços é um acordo formal entre duas partes - o prestador de serviços e o cliente - em que o prestador se compromete a fornecer um serviço específico ao cliente, em troca de pagamento CARACTERISTICAS: - Personalização: os serviços prestados são geralmente personalizados e adaptados às necessidades específicas do cliente. - Ausência de transferência de propriedade: ao contrário de um contrato de compra e venda, um contrato de prestação de serviços não envolve a transferência de propriedade do bem ou serviço prestado. - Obrigações das partes: o contrato define as obrigações e responsabilidades de ambas as partes, incluindo prazos, formas de pagamento, níveis de qualidade, entre outras cláusulas. - Tempo determinado: o contrato geralmente tem um prazo determinado, que pode ser renovado mediante acordo entre as partes. - Inexistência de subordinação: o prestador de serviços não é subordinado ao cliente, como em um contrato de emprego, e pode ter mais de um cliente simultaneamente. - Possibilidade de rescisão: o contrato pode ser rescindido antes do término do prazo estabelecido, mediante acordo entre as partes ou em caso de descumprimento das obrigações previstas. - Regulação legal: a prestação de serviços é regulamentada por leis específicas, que estabelecem os direitos e deveres de ambas as partes e as condições gerais para a prestação de serviços. No Brasil, a prestação de serviços é regulamentada por diversas leis e normas, algumas delas: → Código Civil - Lei nº 10.406/2002Esta lei define as regras gerais aplicáveis a todos os tipos de contratos, incluindo o contrato de prestação de serviços. → Lei de Licitações e Contratos Administrativos - Lei nº 8.666/1993: Esta lei estabelece as regras para a contratação de serviços pela administração pública. → Lei do Trabalho Temporário - Lei nº 6.019/1974: Esta lei regula a prestação de serviços temporários por empresas especializadas. → Lei de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078/1990: Esta lei estabelece os direitos e deveres dos consumidores e fornecedores de serviços. → 5.Código de Defesa do Contribuinte - Lei nº 10.522/2002: Esta lei regula a relação entre o contribuinte e a administração tributária no que diz respeito à prestação de serviços. Além disso, existem diversas normas técnicas e regulamentações específicas para diversos setores, como saúde, educação, telecomunicações, entre outros, que também devem ser observadas na prestação de serviços. 📍 DIFERENÇA ENTRE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E CONTRATO DE COMPRA E VENDAS: O contrato de prestação de serviços tem como objetivo a realização de uma atividade por parte do prestador em favor do contratante, mediante pagamento. Sua obrigação principal é fazer, ou seja, executar um serviço, sem transferência de propriedade. Já o contrato de compra e venda envolve a transferência de um bem de uma parte (vendedor) para outra (comprador), mediante pagamento. Nesse caso, a obrigação principal é dar, ou seja, entregar um bem. Em resumo, o primeiro trata da execução de um serviço, enquanto o segundo trata da entrega de um bem em troca de valor. 📍 DIFERENÇAS ENTRE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E CONTRATO DE LOCAÇÃO: O contrato de prestação de serviços tem como foco a execução de uma atividade ou trabalho por parte do prestador, em favor do contratante, mediante remuneração. A obrigação principal é fazer, ou seja, realizar um serviço específico, sem transferência de bens ou direitos sobre coisa alguma. Já o contrato de locação envolve a cessão temporária do uso de um bem, geralmente imóvel, por parte do locador ao locatário, mediante o pagamento de um aluguel. A obrigação principal é permitir o uso de algo por determinado tempo, sem que haja transferência de propriedade. Em resumo, a prestação de serviços trata da realização de um trabalho, enquanto a locação trata do uso temporário de um bem. 📍 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS x COMPRA E VENDA x LOCAÇÃO (diferenças) Na compra e venda existe a transmissão do bem; na locação não, existe somente a posse; já na prestação de serviços, eu me comprometo a fazer determinado serviço. CASO - DESENTENDIMENTO NO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS : A contratada é inadimplente, não está cumprindo com a parte dela, com base em que poderá se buscar os seus direitos? • Inadimplemento contratual (art. 475 do Código Civil); • Responsabilidade civil (arts. 389, 395 e 402 do Código Civil); • Art. 6º, incisos III e VI, CDC – Direitos básicos do consumidor; • Art. 14, CDC – Responsabilidade do prestador de serviços; • Art. 20, CDC – Serviços mal prestados ou não prestados; • Art. 22, CDC – Serviços essenciais ou obrigatórios. Os artigos do CDC são aplicáveis quando o contratante é consumidor final. CONTRATO DE COMPROMISSO Um contrato de compromisso é um acordo legalmente vinculativo entre duas partes que estabelece obrigações e responsabilidades mútuas. Também conhecido como contrato de promessa, esse tipo de contrato é usado para formalizar um compromisso ou acordo preliminar entre as partes antes da celebração de um contrato final. “eu prometo que vou comprar, e a outra parte promete que vai vender”. CARACTERISTICAS: → Acordo preliminar: O contrato de compromisso estabelece os termos e condições básicos do acordo antes da elaboração do contrato final. → Natureza vinculativa: Embora o contrato de compromisso seja um acordo preliminar, ele é legalmente vinculativo e impõe obrigações às partes envolvidas. → Intenção de celebrar um contrato final: O contrato de compromisso demonstra a intenção das partes de celebrar um contrato final no futuro. → Termos e condições: O contrato de compromisso estipula os principais termos e condições que devem ser incluídos no contrato final. PARTICULARIDADES: → Flexibilidade: O contrato de compromisso pode ser menos formal e mais flexível do que o contrato final, permitindo às partes negociar e ajustar os termos antes da celebração do contrato final. → Rescisão: Geralmente, o contrato de compromisso prevê condições sob as quais as partes podem rescindir o acordo preliminar antes da celebração do contrato final. → Compromisso específico: O contrato de compromisso pode incluir cláusulas específicas relacionadas a questões como prazos, pagamentos, confidencialidade e exclusividade. EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO DE UM CONTRATO DE COMPROMISSO: Imóveis: Antes da conclusão da venda de uma propriedade, as partes podem assinar um contrato de compromisso que estabelece os principais termos, como preço, condições de pagamento e prazos. Emprego: Um contrato de compromisso pode ser usado para formalizar uma oferta de emprego, estabelecendo as condições básicas do emprego antes da elaboração de um contrato de trabalho completo. Parcerias comerciais: Quando duas empresas desejam iniciar uma parceria, elas podem assinar um contrato de compromisso que delineia os principais termos e condições da parceria antes de finalizarem um acordo mais detalhado. CONTRATO DE CORRETAGEM Um contrato de corretagem é um acordo legal celebrado entre um corretor e uma pessoa ou empresa que deseja contratar os serviços desse corretor para intermediar a realização de negócios, como a compra, venda, locação ou arrendamento de bens ou serviços. CARACTERÍSTICAS E PARTICULARIDADES: → Intermediação: O corretor atua como intermediário entre as partes envolvidas no negócio, facilitando a negociação e auxiliando na conclusão do acordo. → Comissão: O corretor geralmente recebe uma comissão pela prestação de seus serviços, que é uma porcentagem do valor do negócio realizado. A forma de pagamento da comissão pode ser acordada entre as partes no contrato. → Representação: O corretor atua em nome deuma das partes envolvidas no negócio, seja o comprador, o vendedor, o locador ou o locatário. Essa representação pode ser exclusiva (apenas uma das partes é representada pelo corretor) ou não exclusiva (o corretor representa ambas as partes, mas deve agir de forma imparcial). → Obrigações do corretor: O contrato de corretagem estabelece as obrigações e responsabilidades do corretor, que podem incluir a busca de clientes, a divulgação adequada do negócio, a apresentação de propostas, a análise de documentos e a assistência nas etapas de fechamento do acordo. → Responsabilidade: O corretor deve agir com diligência e cuidado no desempenho de suas funções, buscando proteger os interesses de seu cliente. Ele deve agir de acordo com as leis e regulamentos aplicáveis e cumprir com os deveres de confidencialidade e lealdade. → Prazo e exclusividade: O contrato de corretagem pode ter um prazo determinado, especificando por quanto tempo o corretor será responsável pela intermediação do negócio. Além disso, o contrato pode ou não conferir exclusividade ao corretor, ou seja, se outras pessoas ou empresas também podem buscar negócios relacionados durante a vigência do contrato. 🚨 É importante ressaltar que as características e particularidades de um contrato de corretagem podem variar de acordo com a legislação do país ou região em que o contrato é celebrado. 📍 QUAL O TIPO DE CONTRATO DO CORRETOR DE IMÓVEIS? O corretor de imóveis atua, em regra, por meio de um contrato de corretagem, previsto nos artigos 722 a 729 do Código Civil Brasileiro. Esse contrato é de natureza civil e consiste na obrigação do corretor de intermediar a conclusão de um negócio, como a compra, venda ou locação de um imóvel, sem representar legalmente nenhuma das partes, e sem vínculo empregatício com o contratante. O corretor age de forma autônoma, e sua remuneração (comissão) só é devida se o negócio for efetivamente concretizado, salvo cláusula em contrário. CONTRATO DE COMISSÃO O contrato de comissão é um acordo pelo qual uma pessoa, chamada de comissário, se compromete a intermediar a realização de negócios em nome de outra pessoa, denominada comitente. Em outras palavras, o comissário atua como um intermediário entre o comitente e terceiros, buscando realizar negócios em nome do comitente. O contrato de comissão é uma forma de negociação em que um intermediário atua em nome de outra pessoa para realizar um negócio, sendo remunerado por isso CARACTERÍSTICAS: → Não envolve a transferência de propriedade: O comissário atua apenas como intermediário na negociação. → O comissário atua em nome do comitente: o comissário age em nome do comitente e deve seguir suas instruções. Ele não pode agir em seu próprio interesse ou em nome próprio. → Não tem responsabilidade pelo negócio em si: o comissário não é responsável pelo negócio em si, apenas pela sua intermediação. Isso significa que ele não assume os riscos ou obrigações do negócio em nome próprio. → Comissão: o comissário tem direito a receber uma remuneração pelo serviço prestado, que é geralmente uma porcentagem sobre o valor do negócio intermediado. PARTICULARIDADES: → Pode ser um contrato verbal ou escrito: embora seja recomendável que o contrato de comissão seja celebrado por escrito, ele também pode ser realizado verbalmente. → Pode ser exclusivo ou não exclusivo: o contrato de comissão pode ser exclusivo, o que significa que o comitente não poderá contratar outros comissários para realizar o mesmo negócio. No entanto, também pode ser não exclusivo, permitindo que o comitente contrate outros comissários para realizar o mesmo negócio. → Pode ser unilateral ou bilateral: o contrato de comissão pode ser unilateral, quando apenas o comissário assume obrigações, ou bilateral, quando tanto o comissário quanto o comitente assumem obrigações. 📍 DIFERENÇA ENTRE CONTRATO DE CORRETAGEM E CONTRATO DE COMISSÃO: O contrato de corretagem ocorre quando uma pessoa (corretor) aproxima duas partes para fechar um negócio, sem representar nenhuma delas diretamente, e recebe comissão somente se o negócio for concluído. Por exemplo, um corretor imobiliário que apresenta um comprador a um vendedor de casa e só recebe a comissão quando a venda acontece. Já o contrato de comissão é quando uma pessoa (comissário) realiza negócios em nome próprio, mas por conta de outra (comitente), podendo assumir mais responsabilidades. Por exemplo, um representante comercial que vende produtos em seu nome, mas o lucro e risco pertencem à empresa que o contratou. Em resumo, o corretor apenas intermedia, enquanto o comissário atua diretamente no negócio, mas por conta de terceiros. CONTRATO DE EMPREITADA O contrato de empreitada é um acordo entre duas partes em que uma delas se compromete a realizar uma obra ou serviço para a outra, em troca de uma remuneração previamente acordada. CARACTERÍSTICAS: → RESPONSABILIDADE: O empreiteiro é responsável pela execução da obra ou serviço contratado, sendo obrigado a entregar o resultado final dentro do prazo estipulado e com a qualidade acordada. → O dono da obra ou serviço é responsável por fornecer os materiais necessários para a execução do projeto, a menos que seja acordado o contrário. → O valor da remuneração pode ser fixo ou variável, dependendo do tipo de contrato estabelecido. Em geral, o contrato de empreitada é utilizado em projetos de construção civil, como a construção de uma casa ou edifício, mas também pode ser utilizado em outros tipos de projetos, como a execução de uma obra de arte ou a prestação de serviços de consultoria. PARTICULARIDADES: → O contrato de empreitada pode ser firmado por prazo determinado ou indeterminado, dependendo do acordo entre as partes. → Em caso de descumprimento das obrigações previstas no contrato, é possível recorrer ao Judiciário para buscar a resolução do problema. → O contrato de empreitada não gera uma relação de emprego entre as partes, o que significa que o empreiteiro não é considerado um funcionário do contratante. CONTRATO DE AGÊNCIA O contrato de agência é um acordo pelo qual uma pessoa, denominada agente, é encarregada de promover, à conta de outra, denominada principal, a realização de certos negócios, em uma determinada área geográfica. O agente, em geral, não é um empregado do principal, mas sim um intermediário comercial autônomo. CARACTERÍSTICAS: → Representação: O agente age em nome e por conta do principal, representando-o em negociações com terceiros. → Independência: O agente é geralmente um trabalhador autônomo, com liberdade para gerenciar seu próprio trabalho. → Território: O contrato de agência é limitado a uma área geográfica específica, que é determinada pelo principal. PARTICULARIDADES: → Exclusividade: O contrato de agência pode ser exclusivo, o que significa que o agente é o único representante do principal em uma determinada área geográfica. → Comissão: O agente geralmente recebe uma comissão sobre as vendas que realiza em nome do principal. → Rescisão: O contrato de agência pode ser rescindido a qualquer momento, com ou sem justa causa, desde que seja observado um período de aviso prévio. Diferente do corretor, que apenas aproxima as partes, o agente tem uma relação mais próxima e duradoura com a empresa, podendo ter direito a uma remuneração baseada em comissão pelas vendas ou negócios fechados, e até a certas garantias legais, como indenização em caso de rescisão sem justa causa. CONTRATO DE FIANÇA Um contrato de fiança é um acordo legal pelo qual uma pessoa se compromete a assumir a responsabilidade de cumprir as obrigações de outra pessoa, caso esta não as cumpra. A pessoa que oferece a fiança é chamada de fiador, enquanto a pessoa que recebe a fiança é chamada de devedor principal. 🚨 Afiança é uma forma de garantia financeira que visa assegurar o cumprimento de uma obrigação, como o pagamento de uma dívida ou o cumprimento de um contrato. O contrato de fiança estabelece as condições sob as quais o fiador será responsabilizado e os termos em que a fiança será concedida. CARACTERÍSTICAS: → Identificação das partes envolvidas: O contrato deve indicar claramente o nome e as informações de contato do fiador, do devedor principal e do credor. → Descrição da obrigação principal: O contrato deve especificar a obrigação principal que está sendo garantida pela fiança, como o pagamento de uma dívida ou o cumprimento de um contrato específico. → Montante da fiança: O contrato deve estipular o valor máximo da fiança, ou seja, a quantia pela qual o fiador será responsável caso o devedor principal não cumpra suas obrigações. → Prazo da fiança: O contrato pode definir um prazo específico para a vigência da fiança, após o qual o fiador não será mais responsável pelas obrigações do devedor principal. → Condições de acionamento da fiança: O contrato deve estabelecer as condições sob as quais o fiador será acionado, como o não pagamento da dívida pelo devedor principal dentro de um determinado prazo. → Cláusulas adicionais: O contrato pode incluir cláusulas adicionais para proteger os interesses do fiador, como a exigência de garantias adicionais ou a possibilidade de revisão das condições da fiança. EFEITOS DA FIANÇA: Caso o devedor principal não cumpra suas obrigações, o fiador assume a responsabilidade de cumprir as obrigações em seu lugar. Isso significa que o fiador pode ser acionado pelo credor para efetuar o pagamento da dívida ou cumprir as obrigações estabelecidas no contrato. O fiador também pode ser responsabilizado pelos juros, encargos e despesas relacionadas à inadimplência do devedor principal. A EXTINÇÃO DA FIANÇA OCORRE QUANDO: 1. Cumprimento da obrigação: Se o devedor principal cumprir integralmente suas obrigações, a fiança é extinta e o fiador não terá mais responsabilidade. 2. Rescisão do contrato de fiança: As partes podem acordar em rescindir o contrato de fiança antes do cumprimento da obrigação principal. Nesse caso, é necessário seguir as formalidades legais para encerrar a fiança. 3. Novação: Quando ocorre uma alteração substancial nas condições da obrigação principal, como uma renegociação ou modificação do contrato original, a fiança pode ser extinta, a menos que o fiador concorde em continuar responsável. 4. Pagamento ou renúncia do credor: Se o credor receber o pagamento integral da dívida ou renunciar ao direito de exigir o cumprimento da obrigação, a fiança é extinta. O fiador não terá mais responsabilidade. 5. Falecimento ou incapacidade do fiador: Se o fiador falecer ou se tornar incapaz de cumprir suas obrigações, a fiança é extinta, a menos que haja uma disposição contratual específica prevendo a continuidade da fiança pelos herdeiros ou representantes legais. 6. Prescrição: Em alguns sistemas jurídicos, a responsabilidade do fiador pode ser extinta após um determinado período de tempo, se o credor não tomar medidas legais para acionar a fiança. 7. Revogação unilateral do fiador: Em alguns casos, o fiador pode revogar unilateralmente a fiança, desde que notifique o credor e o devedor principal com antecedência razoável. No entanto, o fiador ainda pode ser responsabilizado pelas obrigações decorrentes da fiança até que o credor encontre um substituto adequado. CONTRATO DE MANDATO O contrato de mandato é um acordo em que uma pessoa (o mandante) confere poderes a outra pessoa (o mandatário) para realizar determinados atos em seu nome e em seu interesse. CARACTERÍSTICAS: → Deve ser celebrado por escrito ou verbalmente, exceto nos casos em que a lei dispensa essa formalidade; → Deve haver uma clara indicação dos poderes conferidos ao mandatário; → O mandato pode ser gratuito ou remunerado; → O mandato pode ser revogado pelo mandante a qualquer momento, exceto nos casos em que a lei estabelece a sua irrevogabilidade. As obrigações do mandatário incluem: • Agir sempre em nome do mandante e em seu interesse; • Cumprir as instruções dadas pelo mandante, desde que sejam lícitas e razoáveis; • Prestar contas ao mandante sobre as atividades realizadas em seu nome. As obrigações do mandante incluem: • Pagar a remuneração acordada, se houver; • Indenizar o mandatário por eventuais prejuízos sofridos em razão do mandato; • Colaborar com o mandatário na realização dos atos previstos no mandato. EXTINÇÃO PODE OCORRER QUANDO: → Pelo término do prazo estabelecido no contrato; → Pela conclusão do objetivo para o qual foi conferido o mandato; → Pela revogação pelo mandante ou renúncia pelo mandatário; → Pela morte ou incapacidade do mandante ou do mandatário. 📍 O mandato judicial é uma modalidade específica de mandato, em que o mandante confere poderes ao mandatário para representá-lo em um processo judicial. Nesse caso, o mandatário atua como procurador do mandante, defendendo seus interesses na ação judicial. O mandato judicial deve ser conferido por meio de procuração específica para esse fim. CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA Contrato de Alienação Fiduciária em Garantia é um instrumento jurídico utilizado no Brasil como uma forma de garantia em operações de crédito, especialmente no financiamento de bens móveis ou imóveis. Esse tipo de contrato é regido pela Lei nº 9.514/1997, conhecida como a Lei da Alienação Fiduciária. A alienação fiduciária em garantia é um mecanismo que permite ao credor (instituição financeira ou outra entidade) garantir o pagamento de uma dívida por meio da transferência da propriedade do bem ao credor, permanecendo o devedor na posse direta do bem. Nesse caso, o bem em questão é denominado "bem alienado fiduciariamente", ou seja, o próprio bem é garantia do financiamento. CARACTERÍSTICAS: → Transferência da propriedade: O devedor transfere a propriedade do bem ao credor como garantia do pagamento da dívida. No entanto, o devedor continua na posse direta do bem e pode usá-lo normalmente enquanto não houver inadimplência. → Cláusula de alienação fiduciária: O contrato deve conter uma cláusula específica de alienação fiduciária, indicando que o bem dado em garantia é objeto desse tipo de contrato. → Prazo e condições: O contrato deve estabelecer o prazo para pagamento da dívida, bem como as condições para sua quitação. → Registro no cartório: O contrato de alienação fiduciária em garantia deve ser registrado em cartório de títulos e documentos para que a transferência de propriedade seja válida perante terceiros. 🚨 LEILÃO PÚBLICO: Em caso de inadimplência do devedor, o credor poderá realizar um leilão público para vender o bem alienado fiduciariamente e utilizar o valor obtido para quitar a dívida. 🚨 É importante destacar que a Lei nº 9.514/1997 traz particularidades específicas sobre a alienação fiduciária em garantia de imóveis. Já a alienação fiduciária de veículos automotores é regida pelo Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) e pelo Decreto-Lei nº 911/1969. A legislação brasileira prevê mecanismos para proteger tanto o devedor quanto o credor nesse tipo de contrato, estabelecendo regras para a execução da garantia e os direitos e obrigações das partes envolvidas. EXEMPLOS DE FIDUCIÁRIOS: Administradores de fundos de investimento: Eles são responsáveis pela administração dos ativos do fundo e devem agir em benefício dos investidores. Executores de um testamento: Eles são responsáveis por administrar os bens de uma pessoa falecida e distribuí-los de acordo com as disposições do testamento. Curadores de um fundo fiduciário: Eles são encarregados de administrar os ativos de um fundo fiduciário embenefício dos beneficiários designados. Diretores de uma empresa: Eles têm o dever fiduciário de agir no melhor interesse da empresa e dos acionistas. Advogados e contadores: Quando atuam como fiduciários, eles devem agir em benefício de seus clientes e colocar os interesses deles acima dos próprios. O papel do fiduciário é regido por um dever fiduciário, que implica lealdade, honestidade, integridade e agir com o melhor interesse do beneficiário. Essa relação é caracterizada pela confiança e pela obrigação de agir de forma diligente, cuidadosa e ética. 📍 POR QUE CHAMA-SE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA? Porque a instituição financeira está confiando em você e te deixa usar o bem antes de você quitar o valor (usando e pagando), a fiducia é a confiança que a instituição tem em deixar você utilizar o bem, enquanto paga. 📍 QUEM PODE SER UM FIDUCIÁRIO? Qualquer pessoa que goza da confiança de outro.