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ANTIBIÓTICOS Antibiótico: substâncias produzidas por seres vivos, geralmente microscópicos, capazes de agir como tóxicos seletivos (na parede celular ou DNA da bactéria), em pequenas concentrações, sobre microrganismos. penicilina: primeiro antibiótico descoberto. bactericidas: inativa e destrói os microrganismos -> mata na parede celular ex: aminoglicosídeos, quinolonas, penicilinas e cefalosporinas. bacteriostáticos: controla o crescimento bacteriano ao inibir sua multiplicação, a eliminação do microrganismo depende da imunidade do paciente, não matam, agem no DNA inibindo a divisão celular. ex: sulfonamidas, cloranfenicol, tetraciclinas, nitrofurantoína. Antibiose: processo natural de seleção pelo qual um ser vivo destrói um outro para assegurar sua sobrevivência. metabólitos secundários. Substâncias químicas específicas derivadas ou produzidas por organismos vivos, incluindo seus análogos (não são naturais) estruturais obtidos por síntese (sintetizados para criar maior resistência, + vias de administração) capazes de inibir, em baixas concentrações, o processo vital de uma ou mais espécies de microrganismos. A droga deve ter ação seletiva sobre o agente agressor (bactéria) em dose tolerada pelos tecidos do hospedeiro agredido (infectado) antibiótico ideal A penicilina foi descoberta ao acaso. -> muito usada no início para gonorreia cultura de staphylococcus aureus - contaminados por fungos quinina -> anti malárico -> veio da cloroquina -> descoberta por triagem empírica -> na segunda guerra mundial. podem ser descobertos de origem vegetal ou animal Nunca associar um bactericida com um bacteriostático, pois a bactericida terá sua ação diminuída, dessa forma, estará deixando de matar a bactéria para apenas diminuir o crescimento dela. interação medicamentosa Uso de antimicrobianos Uso clássico: medicina, odontologia e veterinária. Utilização industrial: preservação de alimentos, ganho de peso em animais de corte, tratamento e prevenção de infecção em plantas, controle biológico de fermentações, isolamento de microrganismos em meio de cultura. Princípios gerais do uso de antimicrobianos Escolha do antibiótico. - via de administração: oral, tópica, parenteral. - função renal e hepática do paciente - localização da infecção - tempo de tratamento - gravidade - infecção admissional ou hospitalar (infecção cruzada) - idade do paciente (metabolismo mais lento) Profilaxia cirúrgica - objetivo: prevenir infecção da ferida operatória Terapêutica - empírica: baseada em protocolos - pré emptiva: em imunodeprimidos (sistema imunológico debilitado) - dirigida uso racional visa melhorar o efeito terapêutico do fármaco, buscando diminuir sua toxicidade e a emergência de resistência bacteriana. Resistência antimicrobiana por que acontece? uso inadequado de antimicrobianos domiciliar - receitar antibióticos para infecções virais - automedicação hospitalar - uso empírico de antibióticos em UTI - profilaxia antimicrobiana inadequada - dose e/ou duração do tratamento incorretos . Desenvolvimento e expansão da resistência bacteriana fatores coadjuvantes da disseminação da resistência 1- pobreza e acesso inadequado aos medicamentos 2- erros de diagnóstico - deficiências do sistema de saúde pública 3- falsificação de medicamentos (5% em antimicrobianos) 4- alimentos contaminados com antimicrobianos 5- preferência por medicamentos mais caros (amplo aspecto) Resistência natural e adquirida natural ou intrínseca: caracteriza uma determinada espécie bacteriana e compõe a herança genética cromossômica do microrganismo. É de caráter hereditário. ex: ausência do receptor para ação do antibiótico. adquirida: surgimento do fenômeno de resistência a um ou vários antibióticos numa população bacteriana originalmente sensível. Pode ocorrer por mutação ou transferência (cromossoma, plasmídeo, bacteriófago ou transposons) Surgimento da resistência O uso de ATM promove a adaptação ou a morte dos microrganismo, conhecido como pressão de seleção, os microrganismo que sobrevivem possuem genes de resistência, que podem ser transmitidos a outros microrganismos da mesma espécie ou até mesmo, de outras espécies, Bactérias podem trocar ou transferir genes de resistência entre elas por diferentes vias, sendo que estas podem ocorrer independente da replicação bacteriana. Tipos de bactérias Espectro de ação estreito: contra gram positivas ou contra gram negativas. amplo: contra gram positivas e negativas. Mecanismos básicos de ação: antimicrobianos - inibição da síntese da parede celular - inibição da síntese de proteínas - inibição da síntese de ácidos nucléicos - alteração da membrana - alteração de via metabólica Beta lactâmicos em geral: PENICILINAS, CARBAPENÊMICOS, CEFALOSPORINAS e MONOBACTÂMICOS (mecanismo de ação e resistência são comuns a todos) Beta lactâmicos clássicos: PENICILINAS e CEFALOSPORINAS. Mecanismo de ação: interferem na síntese da parede celular, ligando-se de forma irreversível aos PBP’s (proteínas de ligação às penicilinas - transpeptidases) —> possuem melhor efeito contra bactérias gram +, pois essas possuem suas PBP’s expostas enquanto que as gram - não possuem. Penicilinas naturais - produzidas por fermentação Penicilina G cristalina: efeito rápido, recomendada para infecções graves. Penicilina G procaína: mais alergênica, uso intramuscular, infecções leves e moderadas. Penicilina G benzatina: intramuscular, indicada para infecções de microrganismos sensíveis à penicilina G. Penicilina V: tratamento de infecções leves e moderadas, via oral. Penicilinas semi-sintéticas As penicilinas semi-sintéticas são antibióticos que resultam da modificação química de derivados da penicilina G. São obtidas através da hidrólise química ou enzimática da penicilina natural. As penicilinas semi-sintéticas são amplamente utilizadas e têm algumas vantagens em relação às penicilinas naturais, como: Estabilidade do pH ácido, Resistência a beta lactamases, Espectro de ação ampliado. -Oxacilina -Meticilina De amplo aspecto: antibióticos derivados da penicilina, que são eficazes contra mais tipos de organismos. -Ampicilina -Amoxicilina Associação de beta lactâmico +inibidor da beta lactamase -Amoxicilina/clavulanato (clavulin) -Amoxicilina/sulbactam (unasyn) -Piperacilina/tazobactam (tazocin) Penicilinas sensíveis à penicilinase Obs: sais sódicos ou potássicos são usados com a penicilina G cristalina para neutralizar a acidez; eles não alteram a função dela. procaína é um anestésico local, mas o indivíduo ainda sente dor. A dor é provocada pela ação irritante do fármaco e pela distensão muscular. Pode-se colocar um pouco de lidocaína também para diminuir a dor. Penicilinas resistentes à penicilinase Penicilinas de espectro aumentado Penicilinas são encontradas sozinhas ou já associadas ao Sulbactam e ao Ácido Clavulânico, que são ácidos beta-lactâmicos, porém sem efeito antibacteriano. Servem para a penicilinase se ligar a eles e não destruir a ampicilina ou a amoxicilina. Se a ampicilina ou a amoxicilina forem administradas sozinhas, elas serão inativadas, não terão os efeitos desejados. Só precisa associar quando a bactéria for produtora de penicilinase. Efeitos indesejáveis Reações de hipersensibilidade (alérgicas): erupções cutâneas, febre, choque anafilático agudo. Distúrbios gastrointestinais (penicilinas de amplo aspectro) Cefalosporinas É um grupo de antibióticos beta-lactâmicos produzidos por fungos do gênero cephalosporium; daí vem o nome do grupo. As cefalosporinas naturais têm menor atividade antibacteriana. Começam a inserir radicais para formar cefalosporinas semi sintéticas, que são usadas atualmente. Mecanismo de ação: bactericida; semelhante às penicilinas. . Reações adversas: diarréia, reações alérgicas, nefrotoxicidade, urticárias. Monobactâmicos Os monobactémicos são ativos contra bactérias gram-negativas, como enterobactérias e Pseudomonas. Eles atuam impedindo a síntese da parede celular dos microrganismos. - Aztreonam. Carbapenêmicosantibióticos de amplo espectro, pertencentes ao grupo dos beta-lactâmicos, que são eficazes contra muitos tipos de bactérias, incluindo as resistentes a outros antibióticos. - Imipenem - Meropenem - Ertapenem Glicopeptídeos antibióticos utilizados para tratar infecções bacterianas graves - vancomicina - teicoplanina atuam sobre gram + bacitracina: medicamentos de uso tópico é um antibiótico que, em combinação com a neomicina, é usado para tratar infecções de pele e mucosas causadas por bactérias. A bacitracina age inibindo a replicação de microrganismos na pele - isoniazida - etionamida - etambutol - cicloserina atuam sobre micobactérias Inibição da síntese da parede celular Os glicopeptídeos se ligam ao dipeptídeo terminal (D-alanina/D-alanina) dos precursores do peptidoglicano impedindo a formação das ligações cruzadas. Inibição da síntese de proteínas aminoglicosídeos - amicacina (amicacina) - arbecacina (harbekacin) - gentamicina (gentamicina) - netilmicina (netrocina) macrolídeos - eritromicina (pantomicina; ilosone) - claritromicina (klaricid) - azitromicina (zitromax) lincosamidas - lincomicina (frademicina) - clindamicina (dalacin C) tetraciclinas -doxiciclina (vibramicina) - minociclina (minomax) cloranfenicol - Antibiótico bacteriostático que se liga ao ribossomo da bactéria, inibindo a síntese de proteínas glicilciclinas - tigeciclina (tigacyl) oxazolidinonas -linezolida (zivox) estreptogramina - quinupristina/dalfopristina (synercid) -pristinamicina (piostacina) Macrolídeos Em 1952, a eritromicina foi isolada do streptomyces erythreus. Tem boa tolerabilidade, boa absorção oral e atividade contra microrganismos resistentes a outras drogas. Não causam tantos efeitos adversos nem causam irritação do trato gastrointestinal. Mecanismo de ação São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano Fármacos: - eritromicina - VO, IV - azitromicina VO, IV - amigdalite, faringite, sinusite, otite, infecções da pele. - claritromicina - VO, IV Efeitos indesejáveis e contra-indicações: - náuseas, diarréia, dor abdominal - cefaléia e tonturas (pouco frequente) - interação com antiácidos, diminuindo seus níveis em até 24% - evitar exposições a luz solar (uso de protetor) Tetraciclinas classificadas pela ação -ação curta: oxitetraciclina e tetraciclina -ação intermediária: demeclociclina -ação longa: doxiciclina e minociclina mecanismo de ação São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano. contra indicação possuem tendência a se depositar em dentes e ossos em crescimento, podendo retardar o crescimento ósseo. São contra-indicadas em gestantes, lactantes e crianças com até 8 anos de idade. Os dentes ficam cinza ou marrom, mais frágeis, mais suscetíveis a cáries, pois ocorrem alterações no esmalte e na resistência. efeitos indesejáveis - distúrbios do trato gastrintestinal, ocorrem principalmente com a administração por via oral, por causa da ação irritante, para prevenir deve-se administrar durante as refeições. - efeitos em tecidos calcificados: retardo no crescimento ósseo, alterações nos dentes - fototoxicidade (erupções vermelhas nas áreas expostas a luz solar): para prevenir deve-se evitar exposição ao sol e usar filtro solar. interações com as tetraciclinas -leite e seus derivados -antiácidos (Mg, Al, Ca): inativam e impedem a absorção formando quelatos que sofrem precipitação -barbitúricos (anticonvulsivantes) e álcool: - anticoncepcionais (orais e injetáveis), podendo deslocá-los e diminuir a meia-vida. Podem ocorrer falhas na contracepção. Cloranfenicol mecanismo de ação são bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano farmacocinética administração: oral, tópica e parenteral. Existem várias formulações; pomada e colírios, de uso tópico boa absorção no trato gastrointestinal interação com álcool: ardência na face, dificuldades respiratórias, náuseas, vômitos, transpiração, queda de pressão, vertigem e visão borrada. efeitos indesejáveis - síndrome cinzenta do recém nascido (síndrome do bebe cinzento) observada especialmente prematuros pode ocasionar distensão abdominal, vômitos, diarreia, flacidez, hipotermia, pigmentação cinzenta: hipóxia, cianose, colapso circulatório e morte, se não for diagnosticada e tratada rapidamente. Deve-se ao aumento dos níveis do cloranfenicol na corrente circulatória, em virtude de sua meia-vida, no recém-nascido, atingir cerca de 27 horas (em lugar das 6 habituais) Síndrome do bebê cinzento: apresenta sinais após 3 a 4 dias de tratamento. Ocorre pela falta de capacidade do recém-nascido conjugar e eliminar a droga. O cloranfenicol atravessa a placenta e é encontrado no leite, portanto, seu uso deve ser evitado em gestantes e lactantes. É contra-indicada no terceiro trimestre de gestação, devido ao risco de “síndrome cinzenta” Depressão reversível da medula óssea, leucopenia (diminuição do número de glóbulos brancos no sangue), trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas), anemia. Terapia prolongada pode causar neurite óptica (comprometimento visual; pode ser irreversível) Inibição da síntese de ácidos nucléicos Quinonas - ácido nalidíxico (wintomylon) - ciprofloxacina (cipro) - norfloxacina (floxacin) - levofloxacina (levaquin) - gatifloxacina (tequin) Rifampicina ( Rifaldin) Metronidazol (Flagyl) ANTIINFLAMATÓRIOS Antiinflamatórios não esteroidais (AINES) mecanismo de ação: atuam na cicloxigenase impedindo que se forme a prostaglandina a par. os AINES possuem como ação primária inibir a Cox (araquidonato ciclooxigenase) e então deve ter 3 efeitos: antiinflamatório: modifica a reação inflamatória. efeitos analgésicos: redução de certos tipos de dor. - paracetamol (tylenol) dipirona (novalgina) efeitos antipiréticos: diminuição da resposta febril. em lesão, a enzima cox sintetiza as células inflamo gênicas (prostaglandinas) que vão para o local lesada causando a inflamação - dor, calor, rubor, edema cox 1: constitutiva - presente no estômago, intestino, rins e plaquetas para proteção da mucosa gástrica contra acidez - presente em processos fisiológicos e inflamatórios cox 2: induzida - presente em diferentes órgãos como o cérebro, rins, ossos utilidade terapêutica: ● febre ● processos sem inflamação, mas com dor leve ou moderada ● reumatismo (inflamatórios e degenerativos) ● artrites reumatismo e artrose ● ataque agudo de gota ● bursites, tendinites e lesões desportivas ● cólica renal ● dismenorréia ● AAS - efeito anti-agregante plaquetário: AVC, tromboses reações adversas comuns: distúrbios GI: inibe a síntese de prostaglandinas que regula a produção de muco estomacal - dor de estômago, peso no estômago, náuseas, vômitos - pode produzir úlcera e hemorragia. lesões cutâneas: - erupção na pele, urticária - reações de fotossensibilidade outros efeitos: - vertigem, dor de cabeça, fadiga, sono - distúrbios hepáticos, depressão da medula óssea - hepatotoxicidade - broncoespasmos efeitos renais: - insuficiência renal aguda - nefropatia por analgésicos - aumento da quantidade de urina à noite. efeitos colaterais: acetaminofeno (paracetamol): hepatoxicidade e lesão renal grave. ácido acetilsalicílico: desproteção da mucosa gástrica e broncoconstrição, pois a aspirina inibe principalmente a Cox 1 que é responsável pela produção da prostaglandina E2 que protege a mucosa gástrica e causa broncodilatação - evitar uso em pacientes asmáticos classificação segundo a inibição de Cox seletiva Cox 1: aspirina (doses baixas) seletiva Cox 2: indometacina, ibuprofeno, piroxicam, diclofenaco, naproxeno seletiva Cox 3: nimesulide, meloxicam inibidores específicos Cox 2: celecoxib, rofecoxib ácido acetilsalicílico (aspirina) AAS - descoberto a partir do tronco do salgueiro - metabolização: ácido acético + salicilato - o salicilato em grandesconcentrações causa o salicismo - aspirina inibe a Cox 1 de modo irreversível, mas possui um tempo longo, tempo de ação é determinado pelo fim da meia vida da Cox 1, é um medicamento que só se liga a Cox 1 pois seus sítios de ligação são mais próximos propriedades farmacológicas: - efeito antipirético - efeito anti inflamatório - efeito analgésico - efeito antiplaquetário salicilato é o metabólito do ácido acetilsalicílico, em concentração maior que 50 mg/dia causa salicismo, causando inicialmente uma hiperventilação central, febre, desidratação, acidose metabólica, coma, colapso vasomotor, insuficiência renal e respiratória. efeitos adversos: - broncoconstrição: contra indicado para pacientes asmáticos - lesão gástrica: contra indicado em pacientes com úlcera - lesão renal: pois altera a sua filtração - hiperglicemia: contra indicado para pacientes diabéticos contra indicações: - úlcera - asma - diabetes - gota (2g ou menos) - infecção viral - síndrome de reye e estado de hipocoagulação interações medicamentosas: antiácido: diminui a velocidade da absorção da aspirina heparina ou anticoagulantes orais: hemorragia probenecida e sulfinpirazona: diminuição da eliminação de uratos bilirrubina, fenitoína, naproxeno, sulfinpirazona, tiopental, tiroxina e triyodotironina: aumento da concentração plasmática causando prolongamento das meias-vidas do efeito terapêutico e toxicidade. acetaminofeno (paracetamol) - tylenol possui atividade analgésica e antipirética e quase nenhuma atividade anti inflamatória, é um medicamento específico para a Cox 3, encontrada principalmente no cérebro. indicação de uso: - não afeta os níveis úricos, portanto, paciente com gota pode tomar - carece de propriedades inibidoras das plaquetas, permitindo a administração em pacientes com problema na coagulação - pacientes com hemofilia ou úlcera péptica - pacientes alérgicos à aspirina - pacientes asmático doses terapêuticas efeito analgésico e antipirético - 325 a 1000 mg (não exceder a dose diária de 2000 mg) para crianças - doses simples de 40 a 480 mg os efeitos adversos ocorram no caso de superdosagem aguda, sendo 6g ou mais em pequeno período de tempo, causando hepatotoxicidade, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal. dipirona (novalgina, neosaldina) atua a nível medular, causando diminuição do número de células do sistema hematopoiético, diminuindo a produção celular e muitas vezes as células produzidas são atípicas, esses efeitos adversos podem ocorrer em caso de doses elevadas ou em uso crônico. a sua questão atual é a necessidade de proibir o seu uso no Brasil ou não, se questiona a proibição devido aos seus efeitos adversos, foi feito estudos com: acetaminofeno, dipirona, aspirina e diclofenaco, o resultado mostrou que o diclofenaco foi o que apresentou maior efeito adverso e maior número de mortes. diclofenaco (voltaren e cataflan) possui atividade analgésica, antiinflamatória e antipirética, atua tanto sobre Cox 1 como sobre Cox 2. medicamento de alta potência pois reduz a concentração de ácido araquidônico dos leucócitos impedindo a produção de prostaglandinas no local, também possui capacidade de se depositar nas articulações do líquido sinovial, por isso seu efeito pode ser prolongado. é absorvido por via oral, sua concentração plasmática atinge o pico em 2 a 3 horas, sofre metabolismo de 1º passagem (50% da droga viável), liga-se proteínas plasmáticas, sua meia vida no plasma é de 1 a 2 horas, pode se acumular no líquido sinovial, sua duração do efeito é maior do que o tempo da sua meia vida plasmática. cataflam: diclofenaco de potássio - liberação intermediária voltaren: diclofenaco de sódio - liberação lenta diclofenaco de sódio x diclofenaco de potássio o sódio retém água, portanto, aumentar o volume plasmático, aumentando o débito cardíaco e consequentemente a PA, porém essa consequência só ocorre se consumir 6g ou mais de sódio por dia e os comprimidos possuem apenas 50 mg do sal, por isso ainda está em estudo se pode usar ou não em hipertensivos. uso terapêutico - artrite reumatóide - dor muscular aguda - tendinite - dor pós-operatória - dismenorreia primária efeitos tóxicos - sangramento de úlcera gastrointestinal - reação alérgica - retenção de fluidos - edema - comprometimento renal antiinflamatório esteroidal - os glicocorticóides são anti inflamatórios; - não é só um fármaco que só tem atividade anti inflamatória, ele também é imunossupressor mediadores inflamatórios e imunes - diminuição na produção e ação das citocinas, incluindo muitas interleucinas, TNF. - diminuição da produção de eicosanóides - diminuição da produção de IgG - diminuição dos componentes do complemento do sangue efeitos globais: - diminuição da inflamação crônica e nas reações autoimunes; entretanto, ocorre também deterioração da cicatrização. - deterioração da cicatrização e nos aspectos protetores da resposta inflamatória ações antiinflamatórias e imunossupressoras - inibição da transcrição dos genes Cox 2 e de citocinas (interleucinas) escolha: ● uso sistêmico agudo: qualquer agente ● uso sistêmico crônico: prednisona ou metilprednisolona (experiência de emprego e duração de efeito intermediária) uso tópico: ● beclometasona e budesonida (inalatório) ● triancinolona e metilprednisolona (intra-articular) ● hidrocortisona. triancinolona, betametasona, halcinonida e clobetasol (cutâneo) princípios de escolha ● usar após tentativas com medicamentos de menor risco ● usar as menores doses eficazes, pelo menor tempo possível ● objetivar melhora sintomática e não remissão completa ● descontinuação lenta e gradual no uso prolongado efeitos indesejáveis dos glicocorticóides são observados principalmente com o uso sistêmico prolongado como agentes anti inflamatórios ou imunossupressores - supressão da resposta a infecção - supressão da síntese de glicocorticóides endógenos - ações metabólicas - síndrome de cushing efeitos colaterais dos corticosteróides - atrofia cutánea epidérmica e dérmica - púrpura - estrias - erupções acneiformes - hipertricoses - facilitação de infecções fúngicas, bacterianas e virais. um sinal típico da toxicidade pelos corticóides é o desenvolvimento da aparência cushingóide que se caracteriza por uma face arredondada (fácies em lua), pelo acúmulo de gordura na região posterior do pescoço e das costas (chamado de corcova ou giba de búfalo) e pela distribuição irregular da gordura corporal, com predomínio na região abdominal e tronco DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA RESPIRATÓRIO Broncodilatadores produzem o relaxamento da musculatura brônquica, melhorando a função pulmonar pela dilatação das vias aéreas ex: brometo de ipratrópio (atrovent) bromidrato de fenoterol (berotec) - medicamento adrenérgico, simula ação da noradrenalina que é um neurotransmissor que atua no SNP simpático -> apesar de causar efeitos terapêuticos (broncodilatação, descongestionante nasal, também causa efeitos colaterais como aumento da P.A e taquicardia, sendo contra indicado para pessoas hipertensas. utilizados em casos de bronquite, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica ou enfisema pulmonar. em casos extremos (emergências) aplica-se ainda medicação por dia EV. os broncodilatadores provocam vasodilatação, podendo ocorrer hipertensão arterial, taquicardia, quando por via EV, a administração rápida pode provocar parada cardíaca. Antitussígenos ou sedativos da tosse tosse seca - antitussígeno tosse com secreção - mucolítico 1° saber o tipo de tosse para depois administrar o medicamento correto são medicamentos que produzem calma e alívio da tosse, se dividem em opióides (derivados do ópio) e não opióides. Os antitussígenos opióides atuam no centro da tosse, que se localiza no sistema nervoso central e não opióides atuam na árvore traqueo-brônquica, diminuindo a intensidade e o número de acessos. a tosse representa um mecanismo de defesa, visa eliminar substâncias estranhas por isso, só deve ser combatida quando torna-se excessiva, através dela, evita-seo acúmulo de secreções no brônquios quando as secreções são abundantes, os sedativos da tosse são contra indicados - tem que estimular a tosse ex: codeína - belacodid (opióide) clobutinol - silomat (não opióide) dropropizina - vibral (não opióide) opióides - orientar o aparecimento de náuseas, vômito, sonolência - orientar sobre sinais de intoxicação como: ataxia (descoordenação motora) miose (diminuição das pupilas) torpor (anestesia parcial com dormência) dispnéia (dificuldade respiratória) coma (estado inconsciente) ocorre conforme aumenta a dosagem cuidados especiais com crianças menores de 2 (dois) anos, pois são mais propensas a quadros de intoxicação, podendo chegar a óbito por depressão respiratória. não opióides - não devem ser usado em casos onde a expectoração seja abundante - precauções com pacientes com insuficiência renal, pois são predominantemente eliminados pelos rins. obs: quando a tosse for alérgica, utiliza-se um antialérgico, também, e quando houver infecção pulmonar, associa-se um antibiótico. Mucolítico - estimula a tosse a tosse não deve ser deprimida quando o ato de tossir é produtivo, isto é, quando se acompanha da eliminação de secreções, nesse caso, utiliza-se um mucolítico, que são medicamentos que diminuem a aderência das secreções, facilitando sua eliminação. ex: acetilcisteína (fluimucil) - antídoto em pacientes que apresentam hepatotoxicidade medicamentosa (tylenol) ambroxol (mucosolvan) carbocisteina (mucolitic) orientações: fornecer dieta hiper hídrica, para promover maior fluidificação das secreções - para diminuir a viscosidade, fica mais aquoso. Corticóides medicamentos empregados como anti inflamatório e antialérgico, largamente utilizado na forma de aerossóis (bombinhas) - melhor que por via oral, causa menos efeitos colaterais Antibióticos Os antibióticos são indicados para tratar infecções respiratórias causadas por bactérias, como pneumonia e sinusite. O médico é quem deve selecionar o antibiótico mais adequado para cada caso, de acordo com o agente causador da infecção. Descongestionantes nasais processos inflamatórios (bronquite, sinusite), envolvem uma vasodilatação nasal e hiper secreção da mucosa, portanto, um método de controlar a hiper secreção é com uso de vasoconstritores nasais (medicamento adrenérgico, simula ação da noradrenalina que é um neurotransmissor que atua no SNP simpático -> apesar de causar efeitos terapêuticos (broncodilatação, descongestionante nasal, também causa efeitos colaterais como aumento da P.A e taquicardia, sendo contra indicado para pessoas hipertensas), mas comumente causam vasoconstrição generalizada e uma tendência à elevação da pressão arterial ex: pseudoefedrina ( + loratadina - loranil D) oximetazolina (afrin) antigripal: coristina D, naldecon, resfenol orientações: uso prolongado ou excessivo pode causar congestão rebote risco/benefício deve ser avaliado em situações clínicas como: doenças coronarianas e cardíacas, angina e hipertensão. FÁRMACOS QUE ATUAM NO SISTEMA ENDÓCRINO (PÂNCREAS) algumas patologias estão relacionadas como alterações na produção de hormônios, como: - hipotireoidismo - hipertireoidismo - diabetes mellitus - deficiência de hormônios sexuais (dificuldade para engravidar) - deficiência de hormônio do crescimento a ação hormonal pode tanto estimular como inibir funções orgânicas, tais como crescimento, metabolismo, reprodução. Insulina (pâncreas) em pessoas saudáveis, a taxa de glicose no sangue considerada normal está dentro de uma faixa recomendada em 70-130 mg/dl quando medido antes das refeições, esta gama de valores é menor para pessoas em jejum 70-99 mg/dl, e maior depois de fazer refeições quanto a origem, insulinas podem ser classificadas em; origem animal (bovina e porcina) origem humana quanto ao tempo de ação: ação rápida (ao redor de 6 horas) - insulina R (emergência) ação intermediária ( ao redor de 24 horas) - insulina NPH (rotina) ação prolongada (ao redor de 36 horas) - não é comercializada no brasil o tempo de ação é aproximado, pois a ação das insulinas varia de paciente para paciente, e de acordo com as condições locais de absorção. lugares de maior absorção: 1° braços 2° abdômen 3° coxas em dias quentes a absorção é mais rápida que em dias frios. insulina lispro: análogo sintético da insulina pode ser administrado imediatamente antes das refeições, com potencial maior de comodidade para o paciente. insulina NPH resulta de modificações na insulina cristalina (regular ou simples) adiciona-se uma proteína chamada proteína a insulina, a qual determina um maior tempo de ação, também se produz suspensão e insulina-zinco (lenta) insulina simples é indicada quando há necessidade de um controle mais rápido da glicemia (cetoacidose, cirurgia, infecção) via de administração: via subcutânea (habitual) ou IM - todas as insulinas via intravenosa - apenas a insulina simples por via IM o efeito é geralmente mais rápido e a duração do efeito menor que a via S.C via subcutânea - local de aplicação deve ser revezado, quando utilizado por período indeterminado; não realizar massagem no caso de insulina (acelera o processo de absorção) e de heparina (ocorre hematoma) volume máximo: 1,0 ml local de aplicação: face externa anterior e posterior do braço, face anterolateral da coxa rodízio dos locais de injeção: não aspirar o sangue quando administrar, é desnecessário e pode causa um hematoma permite uma ação medicamentosa mais lenta que a injeção intramuscular cuidados na aplicação evitar injeção repetida no mesmo local - seguir esquemas de rotação dos locais. para aplicação, usar seringa adequada, as doses são definidas em unidades, devendo ser medida cuidadosamente. guardar os frascos que não estão em uso em geladeira, nunca congelar, pois se congelada e descongelada não possuem atividade biológica previsível. a insulina simples deve ter aspecto claro e incolor insulinas nph, lenta e ultralenta o princípio ativo encontra-se no precipitado leitoso, deve ser agitado suavemente ou girado para que a suspensão esteja homogênea antes da retirada da dose. a mistura de diferentes tipos de insulina pode ocorrer em uma mesma seringa, a fim de definir-se a melhor eficácia com dose única. reações adversas a hipoglicemia (dormência, sudorese, taquicardia) é a reação mais frequente com o uso de insulina, pode ser devido: dose de insulina maior que o necessário, atraso ou omissão de uma refeição, esforço físico excessivo antes de uma refeição. diarréia ou vômito (absorção de nutrientes) a ocorrência frequente de hipoglicemia pode levar a danos cerebrais irreversíveis, como alteração da capacidade intelectual do diabético. administração da insulina pode provocar lipodistrofia (alterações da gordura subcutânea) decorrente do uso prolongado, para prevenir é importante evitar injeções repetidas no mesmo local (edema, vermelhidão) interações medicamentosas aumentam a ação hipoglicemiante: potencializa ação da insulina e com isso ocorre queda de glicose no sangue, causando hipoglicemia - etanol - cloranfenicol (antibiótico) - propranolol (anti hipertensivo) - salicilatos (aas infantil) - tetraciclina (antibiótico) - metildopa (anti hipertensivo) diminuem ação hipoglicemiante inibe ação da insulina, levando a quadros de hiperglicemia, necessário aumentar a dose - antidepressivos - contraceptivos orais - anfetaminas - cafeína - estrógenos - hormônios tireóideos - corticóides hipoglicemiantes orais podem ser usadas medicações como: - glimepirida, cloridrato de metformina (glifage), glibenclamida (daonil), gliclazida, acarbose 1- sulfoniluréias causam hipoglicemia por estimular a liberação de insulina das células pancreáticas são indicadas em diabetes tipo 2, em casos que o tratamento à base de dieta não surtir efeito essas drogas só são eficazes em pacientes cujo tecido pancreático ainda é capaz de produzir insulina ex: clorpropamida (diabinese) glibenclamida (daonil) glipizida (minidiab) gliclazida (diamicron) 2- biguanidas provocam aumentoda ação da insulina endógena e inibição da gliconeogênese hepática, são consideradas anti-hiperglicêmicas e não hipoglicemiantes. por não estimularem a ação da insulina, não são propensas a causar hipoglicemia, mesmo tomadas em doses elevadas são utilizadas: tratamento de DMNID (tipo 2), quando o tratamento dietético isolado tiver se mostrado insuficiente; como medicamento complementar ao tratamento com sulfoniluréias; em pacientes com DMID, que não estão adequadamente controlados ex: metformina 3- acarbose (glucobay) constitui uma estratégia alternativa para potencializar a ação da insulina reduz a absorção intestinal do amido bloqueia o aumento pós-prandial da glicose (tanto DMNID e DMID) um dos efeitos colaterais mais desagradáveis no uso de acarbose é a distensão abdominal e flatulências. interações medicamentosas O uso simultâneo de vários agentes terapêuticos tornou-se comum e este é um dos fatores capazes de alterar a resposta a drogas. as interações podem proporcionar a terapêutica, potenciando os efeitos dos fármacos e reduzindo seus efeitos colaterais a interação é útil também para antagonizar os agentes tóxicos a combinação de dois ou mais fármacos pode ocasionar redução da eficácia terapêutica e exacerbação da toxicidade. a administração simultânea de vários medicamentos requer cautela, principalmente em drogas de pequena margem de segurança. mecanismos interações físico químicas duas ou mais drogas podem interagir diretamente, quando são misturadas em infusão intravenosa, frascos e seringas podem ocorrer precipitação ou inativação exemplo: composto ácido pode ser anulado ou inibido por droga básica adsorção das drogas as superfícies plásticas ou de vidro dos materiais utilizados as tetraciclinas, ex tem ação quelante interações farmacocinéticas são as mais frequentes e promovem influência significativa sobre a terapêutica medicamentosa Ao contrário das interações farmacodinâmicas, são quase sempre previsíveis. na absorção: alteração o ph gastrointestinal, alteração motilidade gastrintestinal, má absorção causada por fármacos. na distribuição: competição na ligação a proteínas plasmáticas, hemodiluição com diminuição de proteínas plasmáticas na biotransformação: indução enzimática (carbamazepina,tabaco); inibição enzimática (fluoxetina, eritromicina) na excreção: alteração no ph urinário, alteração na secreção tubular renal, alteração no fluxo sanguíneo renal. absorção a absorção gastrointestinal de drogas é um dos fenômenos cinéticos importantes que determinam a concentração máxima no plasma e o tempo decorrido para se atingir esta concentração dos fármacos administrados por via oral. fatores que modificam esses parâmetros alterações no trato digestivo: afetam a ionização e portanto a absorção de outra droga, uma vez que somente as moléculas não ionizadas dos fármacos atravessam por difusão as membranas que separam a luz do trato digestivo e o leito capilar. pode ocorrer quelação (cálcio ou ferro pela tetraciclina) que forma complexos não absorvíveis pelo organismo adsorção por carvão ativado em numerosas drogas, é utilizada terapeuticamente nas intoxicações medicamentosas, carvão ativado para sequestrar a droga ingerida e minimizar a absorção sistêmica. alterações na motilidade gastrointestinal: afetam a velocidade e/ou grau de absorção das drogas. todos os medicamentos opióides e as drogas anticolinérgicas diminuem a velocidade de esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal (codeína, morfina) e encontra-se associada a uma absorção mais lenta o aumento da velocidade do esvaziamento gástrico - metoclopramida e óleo de rícino, aumentam a motilidade intestinal alterações na flora bacteriana: bactérias intestinais importante papel na síntese da vitamina K, essencial para a função normal da coagulação ou podem reativar alguns metabólitos inativos de drogas excretadas pela bile, afetando a sua desconjugação antibióticos de amplo espectro podem interagir com essas drogas, modificando ou eliminando a flora intestinal A antibioticoterapia altera a biotransformação da digoxina no interior da luz gastrointestinal. Alterações da função da mucosa induzidas por drogas: drogas com toxicidade gastrointestinal específica (colchicina) podem lesar a mucosa ou bloquear o transporte ativo. distribuição alterações do fluxo sanguíneo: propranolol captação ou ligação a nível dos tecidos: drogas em locais não relacionados a ação terapêutica (digoxina no músculo esquelético) metabolismo pode ser estimulado ou inibido através de terapia paralela indução enzimática: aumenta a velocidade de biotransformação hepática da droga; aumenta a velocidade de produção dos metabólitos, aumenta depuração hepática;diminui a meia vida sérica da droga; diminui os efeitos farmacológicos ex: carbamazepina, rifampicina, hidrocarbonetos da fumaça de cigarro e ingestão crônica e excessiva de álcool A indução enzimática não ocorre rapidamente, efeitos surgem depois de 4 a 10 dias e requerem tempo igual ou maior para desaparecer. inibição enzimática: diminui a velocidade de biotransformação hepática da droga; diminui a velocidade de produção de metabólitos; aumenta a meia-vida da droga no soro ex: fluoxetina, quinidina, cloranfenicol excreção ocorre por qualquer uma das vias excretoras excreção renal: filtração glomerular de drogas aumenta a consequência de seu deslocamento da albumina reabsorção tubular das drogas é diminuída por diuréticos, alcalinizantes, drogas ácidas e acidificantes. processos decorrem de alterações na ionização da droga, modificando a lipossolubilidade e capacidade de serem absorvida no sangue a partir dos túbulos renais secreção tubular de drogas é diminuída por competição pelos sistemas de transporte ativos com consequente prolongamento de sua meia-vida no organismo interações farmacodinâmicas quando se administram simultaneamente drogas com efeitos farmacológicos semelhantes, verifica-se em geral uma resposta aditiva ou sinérgica as duas drogas podem ou não atuar sobre o mesmo receptor para produzir esses efeitos drogas com efeitos farmacológicos opostos podem reduzir a resposta a um ou a ambos os fármacos toxicidade combinada uso combinado de duas ou mais drogas, cada uma tendo efeitos tóxicos sobre o mesmo órgão, pode aumentar sobremaneira a probabilidade de lesão orgânica algumas drogas podem aumentar a toxicidade de outra sobre determinado órgão ex: duas drogas nefropáticas podem produzir lesão renal