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CENTRO UNIVERSITÁRIO BRAZ CUBAS
APOSENTADORIA PROGRAMADA (POR IDADE)
Jane Andrade Batista – janneanne.andrade25@gmail.com
Profa. Dra. Vanessa Ester Ferreira Nunes -venunes@brazcubas.edu.br
Revisado pela orientadora em 30/09/2025 e corrigido em 01/10/2025 às 21h03
Esse estudo teve como objetivo examinar a aposentadoria programada, considerando os principais aspectos relevantes do tema por meio de pesquisas bibliográficas em obras de referência de autores renomados. O propósito foi entender os critérios materiais do benefício, destacando sua relevância e uso para os segurados que aderiram ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) após a aprovação da Emenda Constitucional n.º 103/2019. Com a reforma mencionada, que foi promulgada em 13 de novembro de 2019, a aposentadoria por tempo de contribuição foi extinta e novos requisitos constitucionais para a concessão da aposentadoria programada foram estabelecidos. Conforme o art. 201, § 7º, I, da Constituição Federal de 1988, com a redação alterada pela EC nº 103/2019, o benefício é concedido aos segurados que atendem aos requisitos de idade mínima e tempo de contribuição. A idade mínima é de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. O tempo de contribuição é de 15 anos para mulheres e 20 anos para homens. A Emenda Constitucional mencionada não estabelece uma carência específica, restringindo-se a definir apenas os critérios de idade e tempo de contribuição como condições para a concessão do benefício. De acordo com Horvath Júnior (2022), foram estabelecidas quatro regras de transição (arts. 15 a 20 da EC nº 103/2019), para os segurados que já eram filiados ao RGPS antes da reforma, a fim de amenizar os impactos do fim da aposentadoria por tempo de contribuição. Em regra, a partir da Emenda Constitucional n.º 103/2019 e com base no inciso I do § 7º do art. 201 da Constituição Federal de 1988, entrou em vigor a aposentadoria ordinária de caráter programado, chamada de aposentadoria programável regulamentada pelo Decreto nº 10.410/2020, que trouxe ajustes à reforma da previdência, mudanças, inclusão de categorias, desburocratização, além do efeito no planejamento previdenciário, voltada aos segurados associados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), conforme estabelecido nos artigos 51 a 54 do mencionado regulamento. Para minimizar os efeitos sobre os que estavam prestes a se aposentar, foram estabelecidas regras de transição. Segundo Ribeiro (2022), essas regras incluem a Regra dos pontos (idade + tempo de contribuição), que exige um mínimo de 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens, levando em conta a idade na data do pedido. É possível considerar períodos de trabalho rural ou em atividades especiais, desde que ocorram antes da reforma previdenciária de 13 de novembro de 2019. Na regra de transição nº 1, em 2019, os segurados precisavam atingir 96 pontos, enquanto as seguradas precisavam de 86 pontos para se aposentar. A partir de 2020, acrescenta-se um ponto a cada ano, considerando que, anualmente, o segurado ganha dois pontos: um pela idade e outro pelo ano de contribuição. A regra de transição n.º 2, que estabelece o aumento da idade em meses, está prevista no art. 16 da EC n.º 103/2019. Para as mulheres, a idade inicial é de 56 anos, com um acréscimo de seis meses a cada ano, até chegar a 62 anos em 2031. Para os homens, a regra começa aos 61 anos, com um acréscimo de seis meses por ano, até atingir 65 anos em 2027, sendo necessário 35 anos de contribuição. Além disso, para os homens, a regra começa aos 61 anos, com um acréscimo de seis meses por ano, até atingir 65 anos em 2027, com 35 anos de contribuição. A regra de transição de número 3 estabelece que, no dia 13 de novembro de 2019, o homem deveria ter um tempo de contribuição mínimo de 33 anos, enquanto a mulher, 28. Para esses segurados, não existe uma idade mínima; no entanto, aplica-se um pedágio de 50% sobre o tempo restante na data da reforma até atingir 35 anos de contribuição para os homens e 30 anos para as mulheres. Ribeiro (2022) afirma que a terceira regra de transição se diferencia das outras ao utilizar a média de 100% das contribuições, sobre a qual o fator previdenciário é aplicado para o cálculo do benefício. A adoção desse mecanismo revela-se deliberada, pois, na ausência de uma idade mínima, o valor da aposentadoria será reduzido na medida em que o segurado for mais jovem. Desse modo, essa regra tende a ser benéfica apenas quando a RMI é igual ao salário mínimo. Por último, a regra de transição n.º 4, tempo de contribuição, idade mínima e pedágio de 100%, estabelecida no art. 20 da EC n.º 103/2019, é considerada uma das mais benéficas para os segurados que já atendem aos requisitos de idade e tempo mínimos de contribuição. No entanto, para atingir o direito à aposentadoria, é necessário cumprir requisitos específicos, como pagar um pedágio equivalente a 100% do tempo restante na data da reforma, para atingir o direito à aposentadoria. A aposentadoria programada estabelece condições específicas para categorias distintas, como professores e trabalhadores rurais, além das regras gerais e de transição. De acordo com Santos et al. (2023), a aposentadoria dos docentes, após a promulgação da Emenda Constitucional n.º 103/2019, apresenta condições distintas em comparação com os demais segurados do RGPS, levando em conta as particularidades da profissão. Uma das principais mudanças é a diminuição do tempo de contribuição exigido, possibilitando que os professores se aposentem após 25 anos de serviço, sem distinção de gênero, e com carência de 180 meses. Para os demais trabalhadores, o tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. A condição de professor(a) será confirmada por meio da apresentação de diploma ou outro documento que ateste a habilitação para o magistério, registros na Carteira de Trabalho ou declaração da instituição de ensino, sempre que necessário para validar o exercício efetivo da função (art. 54, § 3º, I e II, do RPS). Foram estabelecidas regras de transição específicas para os docentes que já eram filiados ao RGPS antes da reforma, com o objetivo de minimizar os efeitos das alterações e permitir uma adaptação gradual às novas demandas. Segundo Maciel (2023), a aposentadoria por idade do trabalhador rural está prevista no art. 201, § 7º, II, da Constituição Federal de 1988, e suas disposições permanecem inalteradas após a promulgação da Emenda Constitucional n.º 103/2019. O benefício é destinado aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que comprovem ter trabalhado no campo e que atendam à idade mínima requerida. Os critérios incluem uma idade mínima de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres, além de um tempo mínimo de atividade rural de 180 meses (15 anos). O sujeito ativo é composto por trabalhadores rurais que tenham realizado atividades agrícolas, pecuárias ou extrativistas, de maneira contínua ou intermitente, independentemente de contribuição direta ao RGPS. A carência exigida corresponde aos 180 meses de atividade rural, os quais podem ser comprovados por meio de documentos oficiais, registros em carteira de trabalho, contratos ou declarações de sindicatos e associações rurais (art. 29, II, em conjunto com o artigo 56 do RPS). Em relação à renda, o benefício é determinado com base na média dos salários de contribuição do segurado, de acordo com as diretrizes do RGPS, garantindo uma aposentadoria proporcional ao tempo de serviço reconhecido na atividade rural. Os resultados mais relevantes do estudo apontam que a aposentadoria programada, instituída pela Emenda Constitucional n.º 103/2019, trouxe alterações significativas para os segurados do RGPS. Essa mudança eliminou a aposentadoria por tempo de contribuição e implementou novas regras gerais e de transição para minimizar os impactos sobre aqueles que estão próximos da aposentadoria. Ademais, existem condições diferentes para professores e trabalhadores rurais, que permitem aposentadorias com menor tempo de contribuição,cumprindo requisitos específicos de idade, carência e comprovação do exercício da atividade. Essas discussões ressaltam a importância de compreender os requisitos materiais e legais do benefício, tanto para orientar o planejamento previdenciário quanto para garantir que segurados e categorias especiais tenham seus direitos resguardados diante das alterações introduzidas pela reforma. A aposentadoria programada sugere uma mudança considerável no RGPS, destacando a importância de ter regras de transição claras e mecanismos de comprovação eficazes para garantir o acesso ao benefício, especialmente para docentes e trabalhadores rurais. Ademais, é fundamental dar continuidade às pesquisas sobre o efeito prático da EC n.º 103/2019 na efetividade do direito à aposentadoria.
PALAVRAS-CHAVE: Aposentadoria Programada. Emenda Constitucional nº 103/2019. Categorias Especiais.
Referências bibliográficas: 
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 out. 1988. Atualizada pela Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019.
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BRASIL. Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019. Altera o sistema de previdência social e estabelece regras de transição e disposições transitórias. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 nov. 2019.
HORVATH JÚNIOR, Miguel. Direito previdenciário. 13. ed. São Paulo: Rideel, 2022. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 29 set 2025.
MACIEL, Fernando. Direito previdenciário: para a OAB 1ª Fase. São Paulo, SP: Rideel, 2023. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 30 set 2025.
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