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PROJETO DE ATIVIDADES DE EXTENSÃO
	Número:
CCG-FOR-27
	
	
	Aprovação:
Diretoria Acadêmica Ser Educacional
	 
	PROJETO DE INTERVENÇÃO 
(DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE)
	CÓDIGO:
	
	
	PEX-MDL-54
	APROVADO POR:
	Francislene Hasmann-Diretor (a) Adjunto de Regulação
	DATA:
	27/07/2022
	VERSÃO:
	00
Educação e Igualdade Racial: Formação Docente para uma Prática Antirracista
	DADOS DO PROJETO
	CURSO(S) PROPONENTE(S):
	Pedagogia
	ÁREA TEMÁTICA:
	Consciência da Cultura e das Relações Étnico-Raciais
	DISCENTES RESPONSÁVEIS:
(nome e matrícula)
	Andresa Cecilia Souza da Silva Santos - 01278516
	QUANTIDADES DE ALUNOS NO PROJETO
	01
	1) Introdução: 
A educação brasileira, historicamente marcada por desigualdades, enfrenta o desafio urgente de promover práticas pedagógicas que assegurem a valorização da diversidade étnico-racial e o enfrentamento do racismo. A escola constitui-se como um espaço privilegiado de socialização e formação cidadã, sendo responsabilidade dos educadores desenvolver ações que promovam uma sociedade mais justa e inclusiva. O presente projeto de extensão busca refletir sobre o papel da educação na promoção da igualdade racial, destacando a relevância da formação docente no processo de construção de uma prática pedagógica crítica, respeitosa e comprometida com a transformação social.
Segundo Gomes (2003), a educação antirracista deve ser assumida como tarefa pedagógica e política, possibilitando a desconstrução de estereótipos e a valorização da identidade negra em todos os espaços escolares. Essa perspectiva encontra respaldo legal na Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, reforçando o papel da escola como agente de transformação social. Portanto, a capacitação docente é fundamental para que a legislação seja efetivamente aplicada no cotidiano escolar.
Freire (1996) também reforça que o processo educativo deve ser orientado pela conscientização crítica, possibilitando que professores e alunos desenvolvam uma postura ativa diante das injustiças sociais. Assim, trabalhar a igualdade racial na prática pedagógica significa reconhecer as múltiplas dimensões da identidade dos estudantes e criar condições para que cada sujeito se reconheça como parte de um coletivo diverso e democrático.
No contexto local, a cidade do Recife, marcada pela pluralidade cultural e pela forte presença da população negra, torna-se um espaço estratégico para a implementação de práticas educativas voltadas à promoção da igualdade racial. O Colégio Boa Viagem, localizado no bairro homônimo, apresenta-se como instituição privilegiada para o desenvolvimento de ações de formação docente, garantindo que professores ampliem seus repertórios teóricos e práticos no enfrentamento ao racismo e na promoção de uma educação inclusiva e antirracista.
	
	2) Objetivos: 
Objetivo geral
Promover a integração de práticas pedagógicas que valorizem a igualdade racial nas escolas, capacitando professores para o enfrentamento do racismo e para a construção de uma educação inclusiva e antirracista.
Objetivos específicos
- Estimular a reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas e sua relação com a promoção da igualdade racial.
- Capacitar professores para a aplicação da Lei nº 10.639/2003 em sala de aula.
- Desenvolver estratégias de ensino que valorizem a diversidade cultural e a representatividade no ambiente escolar.
	3) 3) Caracterização da área: 
Recife é a capital do estado de Pernambuco e um dos principais centros urbanos do Nordeste brasileiro, com população estimada em 1,49 milhão de habitantes (IBGE, 2025). A cidade é marcada por grande diversidade cultural, resultado da herança indígena, africana e europeia, que se manifesta em sua música, dança, gastronomia e festividades populares, como o frevo e o maracatu. Do ponto de vista econômico, Recife é um polo regional de serviços, comércio, turismo e tecnologia, desempenhando papel estratégico na economia nordestina.
Geograficamente, a cidade está localizada no litoral, com área de 218,8 km² e clima tropical úmido. Apresenta forte adensamento populacional, o que intensifica os desafios relacionados à mobilidade urbana, habitação e saneamento. Apesar de seu dinamismo econômico, Recife ainda convive com elevados índices de desigualdade social, que se refletem no acesso desigual a bens, serviços e oportunidades, impactando diretamente a educação.
Do ponto de vista ambiental, a capital pernambucana é cortada por rios e canais, sendo conhecida como a "Veneza Brasileira". No entanto, enfrenta sérios problemas relacionados à poluição hídrica e ao descarte inadequado de resíduos sólidos, o que reforça a necessidade de políticas públicas integradas.
O bairro de Boa Viagem, onde está localizado o Colégio Boa Viagem, é uma das áreas mais conhecidas de Recife, caracterizado por intensa atividade turística e comercial. Apesar de ser um bairro com forte presença de classes médias e altas, também apresenta contrastes sociais em sua região periférica. Nesse contexto, a escola se apresenta como espaço fundamental para promover a reflexão sobre igualdade racial, ampliando a consciência crítica dos professores e fortalecendo a prática pedagógica inclusiva.
	4) 4) Local de execução e público-alvo 
O projeto será realizado no Colégio Boa Viagem, situado na Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, nº 539, Boa Viagem, Recife/PE, CEP 51020-170, no dia ___/___/___ às _____h. A instituição é reconhecida como espaço de referência educacional na região, com infraestrutura adequada para atividades pedagógicas e formativas.
O público-alvo são os professores da instituição, em sua maioria adultos, com diferentes formações e experiências. A escolha desse público justifica-se pela relevância da formação docente na consolidação de uma prática pedagógica comprometida com a igualdade racial, visto que são os professores os mediadores do conhecimento e principais agentes de mudança no ambiente escolar.
	5) 5) Materiais e métodos de abordagem 
A ação será realizada em formato de palestra interativa, com duração de 50 minutos (das __h às ____h). O roteiro será dividido em três etapas:
1 - Acolhida e contextualização (10 min): breve apresentação da proposta, introdução ao tema da igualdade racial na educação:
- Acolhida: Receber os participantes com uma breve mensagem de boas-vindas, destacando a importância do encontro e criando um ambiente de escuta e respeito. Iniciar esse momento com uma dinâmica rápida de apresentação ou uma pergunta disparadora, como: “O que significa igualdade para você?”.
- Contextualização: Em seguida, introduzir o tema da igualdade racial na educação, situando-o como um direito garantido pela Constituição e pela Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. Ressaltar que o objetivo é refletir sobre como a valorização da diversidade e o combate ao racismo contribuem para uma educação mais justa, inclusiva e democrática.
- Fechamento da abertura: Enfatizar que esse momento será de construção coletiva, onde todos poderão compartilhar experiências e ideias, reforçando o compromisso com o respeito às diferenças.
2 - Exposição teórica (25 min): palestra utilizando recursos visuais para abordar a legislação, práticas pedagógicas e experiências exitosas em escolas que promovem igualdade racial.
- Apresentação inicial (5 min): Utilizar recursos visuais para destacar o marco legal da igualdade racial na educação, como a Constituição Federal, a Lei 10.639/2003 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.
- Desenvolvimento (15 min): Expor, de forma clara e objetiva, práticas pedagógicas que favorecem a valorização da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo no ambiente escolar. Nesse momento, podem ser apresentados exemplos de experiências exitosas em escolas, como projetos de literatura negra, rodas de conversa sobre identidade, festivais culturais ou iniciativas de formação docentevoltadas ao tema.
- Fechamento (5 min): Retomar os principais pontos, reforçando que a igualdade racial não é apenas um conteúdo a ser trabalhado, mas uma postura ética e pedagógica que deve atravessar todo o processo educativo. Pode-se encerrar com uma citação inspiradora de autores como Nilma Lino Gomes ou Kabengele Munanga para valorizar a reflexão.
3 - Roda de diálogo (15 min): espaço para que os professores compartilhem suas experiências e desafios, promovendo reflexão coletiva.
- Abertura (3 min): O mediador convida os professores a formarem um círculo, reforçando a ideia de horizontalidade e de um espaço seguro para escuta e fala.
- Compartilhamento (10 min): Cada participante é estimulado a relatar uma experiência ou desafio relacionado à promoção da igualdade racial em sala de aula. O mediador pode lançar perguntas disparadoras, como: “Quais estratégias você já utilizou para valorizar a diversidade cultural em sua prática docente?” ou “Que dificuldades encontra para trabalhar essa temática com seus alunos?”.
- Encerramento (2 min): O grupo reflete sobre os pontos em comum, destacando possibilidades de ação coletiva e a importância da troca de experiências como fortalecimento da prática pedagógica.
Materiais utilizados: computador, projetor multimídia, caixas de som, slides em PowerPoint, vídeos curtos, material impresso com sugestões de práticas pedagógicas e referências bibliográficas.
OBS: Alguns recursos audiovisuais, são opcionais. 
	6) 6) Resultados esperados 
Na formação profissional da discente extensionista, espera-se o fortalecimento das competências pedagógicas voltadas à educação antirracista, ampliando a capacidade de articular teoria e prática no enfrentamento das desigualdades sociais e educacionais.
Resultados esperados por objetivo:
- Consolidar práticas pedagógicas que promovam a igualdade racial no contexto escolar.
- Estimular a reflexão crítica dos professores sobre o papel da educação na promoção da igualdade racial.
- Ampliar o conhecimento docente sobre a legislação educacional referente à diversidade étnico-racial.
- Incentivar a implementação de estratégias pedagógicas que valorizem a representatividade e a diversidade cultural.
	7) Cronograma
	ATIVIDADES DO PROJETO
	2025
	
	AGO
	SET
	OUT
	NOV
	DEZ
	1- Visita a escola
	06
	
	
	
	
	2- Encontro com a gestão da escola
	08
	
	
	
	
	3- Criação do projeto
	12
	
	
	
	
	4- Envio do projeto de extensão – AV1
	
	15
	
	
	
	5- Realização do projeto
	
	
	
	
	
	6- Criação do relatório de extensão
	
	25
	
	
	
	7- Envio do relatório de extensão – AV2
	
	
	
	24
	
	7) Referências Bibliográficas 
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 01 ago. 2025.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação & Pesquisa, v. 29, n. 1, p. 167–182, jan./jun. 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/sGzxY8WTnyQQQbwjG5nSQpK/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 03 ago. 2025.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades e Estados: Recife. Rio de Janeiro: IBGE, 2025. Disponível em: www.ibge.com.br. Acesso em: 02 ago. 2025.
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