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UNIVERSIDADE PAULISTA-UNIP
FISIOTERAPIA
Elma da Silva Alves
RA: 2305724
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA FUNCIONAL
BRASÍLIA (GUARA, DISTRITO FEDERAL)
2025
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Aula 1- Roteiro 1
Disciplina: Fisioterapia ortopédica funcional
Título da aula: Ombro e cotovelo
Ombro
O ombro é uma articulação complexa que permite uma ampla variedade de movimentos, sendo estabilizado por estruturas como o manguito rotador, cápsula articular e ligamentos. Devido à sua alta mobilidade, está sujeito a diversas disfunções, como tendinopatias, instabilidades e processos degenerativos, que podem comprometer sua funcionalidade e exigir abordagens terapêuticas específicas para reabilitação (KISNER; COLBY, 2016).
O manguito rotador é um conjunto de quatro músculos e seus respectivos tendões que envolvem a articulação do ombro, proporcionando estabilidade e permitindo uma ampla gama de movimentos. Esses músculos se originam na escápula e se inserem no úmero. São eles:
1. Músculo Supraespinhal:
• Origem: Fossa supraespinhal da escápula.
• Inserção: Tubérculo maior do úmero.
• Função: Inicia a abdução do braço, especialmente nos primeiros 15 a 20 graus de elevação. 
2.Músculo Infraespinhal:
• Origem: Fossa infraespinhal da escápula.
• Inserção: Tubérculo maior do úmero.
• Função: Responsável pela rotação lateral (externa) do braço. 
3. Músculo Redondo Menor:
• Origem: Borda lateral da escápula.
• Inserção: Tubérculo maior do úmero.
• Função: Auxilia na rotação lateral (externa) do braço e na estabilização da articulação do ombro. 
4. Músculo Subescapular:
• Origem: Fossa subescapular da escápula.
• Inserção: Tubérculo menor do úmero.
• Função: Responsável pela rotação medial (interna) do braço e contribui para a estabilidade anterior da articulação do ombro. 
Esses músculos trabalham em conjunto para manter a cabeça do úmero centralizada na cavidade glenoidal da escápula, garantindo a estabilidade dinâmica do ombro durante os movimentos. Além disso, eles desempenham papéis específicos nos movimentos de rotação e elevação do braço, sendo essenciais para a funcionalidade adequada do membro superior.
As tendinopatias do manguito rotador envolvem uma abordagem que inclui avaliação e diferentes estratégias de reabilitação, dependendo da gravidade da lesão. Nos casos sem ruptura ou com lesão parcial, a reabilitação visa restaurar a função e reduzir a dor. Em situações de lesão extensa, o processo terapêutico é mais complexo, exigindo intervenções específicas para promover a recuperação. Quando há necessidade de intervenção cirúrgica, a reabilitação pós-operatória busca a readaptação funcional do ombro, assim como ocorre nos casos de artroplastia total do ombro, em que a recuperação envolve a restauração gradual da mobilidade e força muscular. Já na capsulite adesiva, o tratamento inclui avaliação detalhada e reabilitação voltada para a melhora da amplitude de movimento e controle da dor (KISNER; COLBY, 2016).
Imagem 1: Práticas do complexo articular do ombro
Inspeção estatica 
Fonte: Acervo pessoal
Teste de força serrátil anterior
Fonte: Acervo pessoal
Teste de força manual (trapézio superior, médio e inferior)
Fonte: Acervo pessoal
Goniometria
Fonte: Acervo pessoal
Demonstrações de alguns exercícios para o fortalecimento de RE e SA
Fonte: Acervo pessoal
Utilizando o recurso TENS
Fonte: Acervo pessoal
Cotovelo
As epicondilites lateral e medial são afecções inflamatórias que acometem os tendões do cotovelo, frequentemente associadas a movimentos repetitivos e sobrecarga muscular. A avaliação dessas condições envolve a identificação de dor localizada, limitação funcional e testes específicos para diagnóstico. A reabilitação é baseada em controle da inflamação, fortalecimento muscular e correção de padrões de movimento que possam contribuir para a lesão. Nos casos mais graves, em que há necessidade de intervenção cirúrgica, a reabilitação pós-operatória foca na recuperação da força, mobilidade e função do membro afetado (KISNER; COLBY, 2016).
A síndrome do túnel cubital ocorre devido à compressão do nervo ulnar na região do cotovelo, levando a sintomas como dormência, formigamento e fraqueza na mão. Sua avaliação inclui testes clínicos específicos para identificar a compressão nervosa, enquanto o tratamento pode envolver abordagem conservadora com imobilização, exercícios terapêuticos e, em casos mais graves, intervenção cirúrgica. Já a síndrome do pronador e a síndrome do nervo interósseo anterior resultam da compressão do nervo mediano em diferentes regiões do antebraço, afetando a função motora e sensitiva. A avaliação dessas condições baseia-se em testes de provocação e análise funcional, enquanto a reabilitação busca aliviar a compressão, restaurar a mobilidade e fortalecer os músculos envolvidos (KISNER; COLBY, 2016).
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Aula 2- Roteiro 1
Disciplina: Fisioterapia ortopédica funcional
Título da aula: Punho e mão Doenças osteometabólicas e degenerativas
Punho e mão
A síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia compressiva do nervo mediano, caracterizada por sintomas como dor, formigamento e fraqueza na mão, especialmente nos dedos polegar, indicador e médio. Sua avaliação envolve testes clínicos específicos para identificar a compressão nervosa, além da análise da função motora e sensorial. A reabilitação pode incluir medidas conservadoras, como mobilizações neurais, fortalecimento muscular, uso de órteses e ajustes ergonômicos. Em casos mais graves, quando há falha no tratamento conservador, pode ser necessária a intervenção cirúrgica, seguida de um programa de reabilitação para restaurar a funcionalidade da mão (KISNER; COLBY, 2016).
A tenossinovite de De Quervain é uma inflamação dos tendões do abdutor longo e extensor curto do polegar, resultando em dor e limitação funcional no punho e na base do polegar. Sua avaliação envolve testes clínicos, como o teste de Finkelstein, que auxilia na identificação da condição. A reabilitação pode incluir repouso, imobilização temporária, terapia manual e exercícios para restaurar a mobilidade e reduzir a inflamação. O dedo em gatilho, por sua vez, é caracterizado pelo espessamento da bainha tendínea dos flexores dos dedos, levando a um bloqueio do movimento de extensão. A avaliação clínica é essencial para determinar a gravidade do quadro, e o tratamento pode envolver técnicas conservadoras, como alongamentos, fortalecimento muscular e uso de órteses, ou procedimentos cirúrgicos nos casos mais avançados, seguidos de reabilitação para restaurar a funcionalidade da mão (KISNER; COLBY, 2016).
Doenças osteometabólicas e degenerativas 
As doenças osteometabólicas e degenerativas afetam a estrutura e a função óssea, exigindo diferentes abordagens terapêuticas. A osteoporose, caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e aumento do risco de fraturas, tem como principais recursos terapêuticos o fortalecimento muscular, exercícios resistidos e estratégias para prevenção de quedas. A osteomalácia, decorrente da deficiência de mineralização óssea, pode ser tratada por meio da suplementação de vitamina D e cálcio, além de exercícios para manutenção da mobilidade e força. O escorbuto, causado pela carência de vitamina C, compromete a síntese de colágeno e pode ser revertido com a reposição vitamínica e suporte fisioterapêutico para melhora da função articular. O raquitismo, que afeta o desenvolvimento ósseo em crianças devido à deficiência de vitamina D, é tratado com suplementação e estímulos motores adequados. Já a osteoartrose, uma condição degenerativa que compromete a cartilagem articular, exige recursos terapêuticos voltados para o alívio da dor, melhora da mobilidade e fortalecimento muscular para estabilização articular (KISNER; COLBY, 2016). 
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Aula 3- Roteiro 1
Disciplina: Fisioterapia ortopédica funcional
Título da aula: Coluna vertebral e quadril
Coluna vertebral
As disfunções da coluna vertebral exigemabordagens terapêuticas específicas para cada condição. A escoliose, caracterizada por uma curvatura anormal da coluna, pode ser tratada com exercícios posturais, fortalecimento muscular e, em alguns casos, uso de órteses para estabilização. As alterações anteroposteriores da coluna, como hiperlordose e hipercifose, demandam recursos terapêuticos que visam o equilíbrio muscular, melhora da postura e mobilidade articular. A espondilose, uma degeneração progressiva da coluna, requer estratégias voltadas para alívio da dor, fortalecimento da musculatura estabilizadora e manutenção da funcionalidade. Já a espondilolistese, caracterizada pelo deslizamento de uma vértebra sobre a outra, necessita de uma abordagem terapêutica que inclua exercícios estabilizadores, fortalecimento do core e técnicas para controle da dor e proteção da coluna (KISNER; COLBY, 2016).
Quadril
As disfunções do quadril podem impactar significativamente a mobilidade e a qualidade de vida, exigindo recursos terapêuticos específicos para cada condição. As deformidades angulares do quadril, como coxa vara e coxa valga, podem ser manejadas por meio de exercícios corretivos, fortalecimento muscular e, em casos mais graves, intervenções cirúrgicas seguidas de reabilitação. A bursite do quadril, uma inflamação das bursas que amortecem o impacto na articulação, pode ser tratada com técnicas para alívio da dor, mobilizações articulares, alongamentos e fortalecimento da musculatura periarticular. Já a síndrome do piriforme, caracterizada pela compressão do nervo ciático devido à tensão ou espasmo do músculo piriforme, exige recursos terapêuticos focados no relaxamento muscular, liberação miofascial, alongamento e fortalecimento seletivo para evitar recidivas (KISNER; COLBY, 2016).
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Aula 4- Roteiro 1
Disciplina: Fisioterapia ortopédica funcional
Título da aula: Joelho, pé e tornozelo
Joelho
As patologias do joelho demandam intervenções terapêuticas específicas para promover alívio da dor, melhora funcional e prevenção de recidivas. A bursite, caracterizada pela inflamação das bursas periarticulares, pode ser tratada por meio de técnicas anti-inflamatórias, fortalecimento muscular e alongamentos para reduzir a sobrecarga. A síndrome anserina, que afeta a inserção dos tendões dos músculos grácil, sartório e semitendíneo, requer abordagem fisioterapêutica com fortalecimento, liberação miofascial e ajustes biomecânicos. 
A tendinopatia patelar, comum em atletas e indivíduos submetidos a esforços repetitivos, é manejada por meio de exercícios excêntricos, reeducação do movimento e estratégias para reduzir o impacto articular. O cisto de Baker, uma formação de líquido sinovial na fossa poplítea, pode ser tratado com medidas para reduzir a inflamação e restabelecer a mobilidade articular. Já as deformidades angulares do joelho, como geno varo e geno valgo, exigem reabilitação focada na estabilização muscular, melhora do alinhamento articular e, em casos severos, intervenções ortopédicas para correção estrutural (KISNER; COLBY, 2016).
Tornozelo e pé
As disfunções do tornozelo e do pé podem comprometer a mobilidade e a estabilidade, exigindo intervenções terapêuticas específicas. A tendinite, caracterizada pela inflamação dos tendões devido a sobrecarga ou movimentos repetitivos, pode ser tratada com repouso relativo, técnicas anti-inflamatórias e fortalecimento progressivo. A tendinopatia do tendão de calcâneo, também conhecida como tendinopatia de Aquiles, requer reabilitação baseada em exercícios excêntricos, mobilização articular e correção biomecânica para reduzir a tensão sobre o tendão. 
A síndrome dolorosa plantar do calcâneo, frequentemente associada à fasciíte plantar, é manejada com alongamentos, liberação miofascial e suporte ortopédico para redistribuir a carga na região afetada. Já o pé cavo, uma alteração estrutural caracterizada pelo aumento da curvatura do arco plantar, necessita de reabilitação voltada para o equilíbrio muscular, adaptações posturais e, em alguns casos, uso de palmilhas para melhor distribuição do impacto durante a marcha (KISNER; COLBY, 2016).
ATIVIDADE P/ o RELATÓRIO 
1- Qual grupamento muscular pode estar envolvido na síndrome do impacto?
Manguito rotador.
Supraespinhal 
Infraespinhal
Redondo menor
Subescapular
Aqui estão alguns exercícios voltados para a reabilitação funcional do paciente, focando no fortalecimento dos músculos mencionados:
1. Fortalecimento dos Rotadores Externos do Ombro
a) Rotação Externa com Faixa Elástica
• Fixe uma faixa elástica em um ponto firme na altura do cotovelo.
• Com o cotovelo flexionado a 90° e junto ao tronco, segure a faixa e realize a rotação externa do ombro, afastando a mão do corpo.
•Retorne lentamente à posição inicial.
b) Rotação Externa em 90° de Abdução
• Com um halter leve ou faixa elástica, posicione o braço a 90° de abdução e cotovelo flexionado a 90°.
• Realize a rotação externa do ombro, elevando o peso/faixa para cima.
• Controle o movimento na descida.
2. Fortalecimento do Serrátil Anterior
a) Flexão de Ombros com Protração
• Em pé, segure um halter leve ou use uma faixa elástica.
• Com os braços estendidos à frente, realize a flexão de ombros até aproximadamente 120°.
• Ao atingir essa posição, empurre os ombros para frente, ativando o serrátil.
b) Flexões de Braço com Protração
• Em posição de prancha ou flexão de braços, mantenha os cotovelos estendidos.
• Realize a protração escapular, empurrando o tronco para longe do chão sem dobrar os cotovelos.
• Retorne lentamente à posição neutra.
3. Fortalecimento do Trapézio Médio
a) Remada Alta com Faixa ou Halter
• Em pé, segure uma faixa elástica ou halteres.
• Puxe os ombros para trás e aproxime as escápulas enquanto flexiona os cotovelos, trazendo as mãos na altura do peito.
b) Reverse Fly (Aberturas Inversas)
• Em pé, incline o tronco levemente à frente e segure halteres leves.
• Com os cotovelos levemente flexionados, abra os braços para trás, unindo as escápulas.
4. Fortalecimento do Trapézio Inferior
a) Elevação de Braços em “Y”
• Deitado de barriga para baixo (prono) ou inclinado para frente, segure pesos leves.
• Eleve os braços na diagonal formando um “Y”, focando na retração escapular.
b) Depressão da Escápula na Polia ou Barra Fixa
• Segure uma polia alta ou uma barra fixa sem dobrar os cotovelos.
• Ative o trapézio inferior puxando as escápulas para baixo antes de realizar qualquer movimento de puxada
REFERÊNCIAS
1 KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6. ed. Barueri: Manole, 2016.
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