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1 
 
 
 2 
ATIVIDADES LÚDICAS PARA EXPLORAR SONS INICIAIS, 
MEDIAIS E FINAIS DAS PALAVRAS. 
 
Regina Daucia de Oliveira Braga 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Nívea Maria Costa Vieira 
Silvana Nascimento de Carvalho 
Sandro Garabed Ischkanian 
Neusa Venditte 
Eliana Drumond 
As atividades lúdicas no processo de alfabetização têm se mostrado eficazes para o desenvolvimento 
da consciência fonológica, especialmente na identificação dos sons iniciais, mediais e finais das 
palavras, pois associam o brincar ao aprender (Piaget, 1969; Vygotsky, 1989). A utilização de jogos e 
brincadeiras favorece a motivação, o envolvimento e o desenvolvimento de competências cognitivas e 
linguísticas essenciais à alfabetização (Antunes, 2011; Kishimoto, 1997). Esse processo lúdico permite 
que as crianças façam descobertas, elaborem hipóteses sobre o funcionamento da língua escrita e 
estabeleçam relações entre som e grafia (Ferreiro; Teberosky, 1989). Os documentos oficiais da 
educação brasileira, como a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), as Diretrizes 
Curriculares Nacionais da Educação Básica (Brasil, 2013) e o Referencial Nacional Curricular para a 
Educação Infantil (Brasil, 1998) defendem a inserção do lúdico na prática pedagógica, pois 
reconhecem sua relevância para o desenvolvimento integral da criança. Essa perspectiva dialoga com 
as contribuições de Freire (2014), ao enfatizar uma educação humanizadora, participativa e crítica, na 
qual o brincar não é apenas recreação, mas um meio de construção de conhecimento e de expressão 
cultural (Huizinga, 2007). Segundo Leal; Albuquerque; Leite (2005), jogos como bingo de letras, 
dominós sonoros e trilhas fonêmicas auxiliam no reconhecimento e discriminação dos sons, 
desenvolvendo a consciência fonológica de forma prazerosa. De modo semelhante, Morais (2012) 
defende que o ensino do sistema alfabético deve envolver atividades que permitam à criança manipular 
sons e grafias, enquanto Soares (2004) ressalta que o lúdico aproxima a alfabetização do letramento, 
tornando a aprendizagem significativa. Pesquisas sobre formação docente mostram que o uso de jogos 
favorece a criatividade do professor e a contextualização dos conteúdos, fortalecendo a relação entre 
teoria e prática (Araújo, 2020; Silva, 2022). A mediação do professor é essencial para que os jogos 
cumpram função didática e para que as crianças avancem de forma progressiva nas habilidades 
fonológicas (Libâneo, 2008). O planejamento de sequências didáticas que avancem da identificação 
simples de sons para tarefas mais complexas de segmentação e manipulação fonêmica são primordiais 
no processo de alfabetização (Gil, 2009). As atividades lúdicas contribuem para o desenvolvimento da 
consciência fonológica e devem ser incorporadas ao cotidiano escolar de forma intencional, planejada 
e avaliada continuamente. Elas possibilitam que a criança reconheça, diferencie e manipule os sons 
iniciais, mediais e finais das palavras, criando condições favoráveis para a aquisição da leitura e da 
escrita (Nicolau, 2002; Murcia, 2005). Quando articuladas à escuta ativa, à observação e ao 
acompanhamento individualizado, essas atividades tornam-se instrumentos potentes de alfabetização 
(Mortatti, 2006). As práticas lúdicas são ferramentas essenciais no processo de alfabetização, pois 
favorecem a aprendizagem ativa, a construção de hipóteses, a motivação e o desenvolvimento das 
competências fonológicas necessárias à leitura e escrita, conforme defendem os autores e documentos 
analisados. 
Palavras-chave: Atividades lúdicas; consciência fonológica; alfabetização; sons iniciais, mediais 
e finais; jogos de alfabetização. 
 
 
 
 3 
PLAYFUL ACTIVITIES TO EXPLORE INITIAL, MEDIAL, 
AND FINAL SOUNDS OF WORDS. 
 
Regina Daucia de Oliveira Braga 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Nívea Maria Costa Vieira 
Silvana Nascimento de Carvalho 
Sandro Garabed Ischkanian 
Neusa Venditte 
Eliana Drumond 
Playful activities in the literacy process have proven to be effective for developing phonological 
awareness, especially in identifying the initial, medial, and final sounds of words, as they combine 
playing with learning (Piaget, 1969; Vygotsky, 1989). The use of games and play activities fosters 
motivation, engagement, and the development of cognitive and linguistic skills essential for 
literacy (Antunes, 2011; Kishimoto, 1997). This playful process allows children to make 
discoveries, develop hypotheses about how written language works, and establish relationships 
between sounds and letters (Ferreiro; Teberosky, 1989). Official Brazilian education documents, 
such as the National Common Curricular Base (Brasil, 2018), the National Curriculum Guidelines 
for Basic Education (Brasil, 2013), and the National Curricular Reference for Early Childhood 
Education (Brasil, 1998) advocate for the inclusion of play in pedagogical practice, recognizing its 
importance for children’s overall development. This perspective aligns with the contributions of 
Freire (2014), who emphasizes a humanizing, participatory, and critical education in which play is 
not merely recreation but a means of constructing knowledge and expressing culture (Huizinga, 
2007). According to Leal; Albuquerque; Leite (2005), games such as letter bingo, sound 
dominoes, and phonemic trails help children recognize and discriminate sounds, developing 
phonological awareness in an enjoyable way. Similarly, Morais (2012) argues that teaching the 
alphabetic system should involve activities that allow children to manipulate sounds and letters, 
while Soares (2004) highlights that play brings literacy closer to language practices, making 
learning more meaningful. Research on teacher education shows that using games enhances 
teachers’ creativity and the contextualization of content, strengthening the connection between 
theory and practice (Araújo, 2020; Silva, 2022). Teacher mediation is essential for games to serve 
a didactic function and for children to make progressive advances in phonological skills (Libâneo, 
2008). Planning didactic sequences that move from simple sound identification to more complex 
tasks of phoneme segmentation and manipulation is also crucial in the literacy process (Gil, 2009). 
Playful activities contribute to the development of phonological awareness and should be 
intentionally, purposefully, and continuously integrated into everyday school practices. They 
enable children to recognize, distinguish, and manipulate the initial, medial, and final sounds of 
words, creating favorable conditions for learning to read and write (Nicolau, 2002; Murcia, 2005). 
When combined with active listening, observation, and individualized monitoring, these activities 
become powerful tools for literacy (Mortatti, 2006). Playful practices are essential tools in the 
literacy process because they foster active learning, hypothesis construction, motivation, and the 
development of phonological skills necessary for reading and writing, as supported by the authors 
and documents analyzed. 
Keywords: Playful activities; phonological awareness; literacy; initial, medial, and final sounds; 
literacy games. 
 
 
 
 4 
No coração de uma vasta floresta encantada, onde as 
árvores sussurravam palavras antigas e os ventos traziam 
melodias de letras dançantes, existia um portal dourado 
chamado ―Portão da Alfabetização‖. Diziam que apenas 
aqueles com olhos curiosos e ouvidos atentos podiam 
atravessá-lo, pois o caminho à frente não era feito de pedras 
comuns, mas de sílabas cintilantes e fonemas luminosos. Foi 
diante desse portal que você, jovem viajante do saber, se 
encontrou, sentindo o chamado da aventura ecoar em cada 
batida do seu coração. 
 
Regina Daucia de Oliveira Braga surgiu primeiro, envolta 
por um manto bordado com letras coloridas. Seus olhos 
brilhavam comodo processo de alfabetização e sensibilidade para atender à diversidade de 
ritmos de aprendizagem. Araújo (2018) enfatiza que a dimensão material da ação na formação de 
alfabetizadores é essencial, pois professores bem preparados conseguem mediar jogos de forma a 
 
 27 
maximizar a aprendizagem fonológica e permitir que a criança perceba as diferenças e 
semelhanças sonoras entre palavras. 
A exploração de sons pode ser promovida por meio de jogos que incentivam a 
identificação de fonemas em diferentes posições, como bingo fonético, trilhas de sons ou dominós 
sonoros. Antunes (2011) ressalta que o envolvimento ativo da criança nas tarefas lúdicas favorece 
a internalização das regras fonológicas, promovendo aprendizagem significativa, uma vez que o 
jogo associa o prazer à construção de conhecimento. 
Além do aspecto cognitivo, os jogos possibilitam a construção de competências sociais, 
pois exigem cooperação, escuta atenta e comunicação entre os pares. Araújo (2020) destaca que, 
especialmente em jogos de regras, a criança aprende a respeitar a vez do colega, seguir normas e 
argumentar, habilidades que se refletem na capacidade de segmentar e manipular sons em 
atividades fonológicas. 
A repetição e a variação das atividades são fundamentais para consolidar a consciência 
fonológica. Ao variar as palavras e situações lúdicas, a criança amplia seu repertório fonêmico e 
desenvolve flexibilidade cognitiva, reconhecendo padrões e antecipando sons em diferentes 
contextos. Antunes (2011) enfatiza que o jogo oferece oportunidade de experimentação e revisão 
constante, características essenciais para aprendizagem efetiva. 
O papel do professor é central nesse processo, pois sua mediação garante que as 
atividades lúdicas sejam significativas. Araújo (2018) explica que o professor atua como 
facilitador, ajustando a complexidade das tarefas e oferecendo feedback imediato, permitindo que 
a criança avance na exploração de sons de maneira gradual e segura, consolidando a consciência 
fonológica. 
As atividades lúdicas também estimulam a memória auditiva, pois a criança precisa 
recordar e reproduzir os sons que ouviu anteriormente. Araújo (2020) observa que essa prática 
favorece a retenção de padrões fonológicos, essencial para a aquisição de habilidades de leitura e 
escrita, uma vez que a criança aprende a relacionar sons a letras e sílabas. 
O uso de jogos permite ainda que a criança descubra relações entre fonemas e grafemas 
de forma indireta, por meio da manipulação de cartas, fichas ou blocos de letras. Antunes (2011) 
afirma que essas experiências concretas promovem a abstração e a simbolização, passos 
importantes na formação da consciência fonológica. 
É possível integrar o lúdico com a linguagem oral e escrita, criando situações em que a 
criança deve ouvir uma palavra, identificar seus sons e registrá-los graficamente em atividades 
interativas. Araújo (2020) indica que essa prática fortalece a correspondência entre som e letra, 
fundamental para o processo de alfabetização estruturado. 
A motivação desempenha papel crucial no engajamento da criança durante as atividades. 
Jogos bem planejados, que envolvem desafios e recompensas, incentivam a participação e 
 
 28 
estimulam a curiosidade. Antunes (2011) explica que o componente lúdico torna o aprendizado 
mais prazeroso, contribuindo para maior retenção e compreensão dos sons das palavras. 
A exploração de sons iniciais, mediais e finais permite à criança desenvolver habilidades 
metalinguísticas, como segmentação, fusão e substituição de fonemas. Araújo (2018) evidencia 
que essas atividades ajudam a criança a pensar sobre a língua de forma reflexiva, compreendendo 
que as palavras podem ser manipuladas e analisadas em seus elementos constituintes. 
Atividades lúdicas em grupo também promovem competição saudável e colaboração, 
criando um ambiente de aprendizagem dinâmico. Araújo (2020) ressalta que a interação social 
durante os jogos favorece o desenvolvimento de estratégias cognitivas compartilhadas e a 
capacidade de argumentação sobre sons e palavras. 
A diversidade de jogos permite atender diferentes estilos de aprendizagem, garantindo 
que todas as crianças participem ativamente. Antunes (2011) afirma que a variação de jogos e 
materiais lúdicos contribui para que as crianças experimentem sons em contextos variados, 
fortalecendo a generalização do conhecimento fonológico. 
O acompanhamento contínuo do professor possibilita ajustes no nível de dificuldade das 
atividades. Araújo (2018) destaca que a observação constante permite identificar dificuldades na 
percepção de sons e propor estratégias personalizadas, garantindo que cada criança desenvolva 
competências fonológicas adequadas ao seu estágio de aprendizagem. 
O uso de histórias, rimas e cantigas pode complementar os jogos, oferecendo contexto e 
sentido para os sons explorados. Antunes (2011) evidencia que atividades que integram música e 
linguagem favorecem a memorização e a discriminação de fonemas, tornando o processo mais 
lúdico e eficaz. 
Ao trabalhar sons iniciais, mediais e finais das palavras, a criança aprende a antecipar 
padrões, o que facilita a leitura e a escrita de palavras novas. Araújo (2020) observa que essa 
prática fortalece a fluência, a segmentação e a compreensão, habilidades fundamentais para a 
alfabetização. Neste contexto destacamos uma sequencia de atividade que estimulam o 
desenvolvimento da consciência fonológica para explorar sons iniciais, mediais e finais das 
palavras. 
Bingo Fonético – Cada criança recebe uma cartela com imagens ou palavras. O 
professor fala o som inicial, medial ou final, e os alunos marcam a figura correspondente, 
desenvolvendo percepção auditiva e associação fonema-grafema. 
Trilha dos Sons – Um tabuleiro com espaços numerados, onde cada casa contém uma 
palavra. O jogador avança identificando o som solicitado em diferentes posições da palavra, 
promovendo atenção e discriminação fonológica. 
 
 29 
Dominó Sonoro – Cartas com imagens e letras, em que a criança deve conectar peças 
que compartilham o mesmo som inicial, medial ou final, fortalecendo memória auditiva e 
segmentação de palavras. 
Caça ao Som – Espalhar figuras pela sala e pedir que a criança encontre aquelas que 
possuem o som inicial ou final indicado, estimulando percepção fonológica e movimento 
corporal. 
História com Sons – Criar narrativas em que cada personagem ou objeto começa com 
um som específico, e as crianças devem identificá-lo enquanto a história é contada, 
desenvolvendo atenção e consciência fonológica. 
Rimas Divertidas – Apresentar palavras e pedir que as crianças encontrem outras que 
rimem, focando nos sons finais, auxiliando no reconhecimento de padrões sonoros. 
Quebra-Cabeça de Palavras – Separar palavras em sílabas e sons, permitindo que as 
crianças reorganizem as partes para formar a palavra correta, promovendo segmentação e 
síntese fonêmica. 
Jogo da Memória Fonética – Cartas com imagens ou palavras; o objetivo é encontrar 
pares que compartilhem o mesmo som inicial, medial ou final, reforçando memória auditiva e 
discriminação sonora. 
Sons no Caminho – Um percurso no chão com diferentes imagens. Cada criança deve 
pular para a figura correspondente ao som indicado, integrando movimento físico e consciência 
fonológica. 
Caixa dos Sons – Uma caixa com objetos ou figuras; a criança retira um item e identifica 
o som inicial, medial ou final, promovendo percepção auditiva e categorização fonêmica. 
Mímica Sonora – Representar ações ou objetos com gestos e sons iniciais, e as crianças 
devem adivinhar a palavra, fortalecendo associação entre som, imagem e movimento. 
Telefone Sem Fio Sonoro – Uma frase ou palavra é sussurrada de criança para criança; 
ao final, todos identificam os sons que mudaram ou permaneceram, desenvolvendo atenção e 
memória fonêmica. 
Jogo do Eco – O professor diz uma palavra e as criançasrepetem apenas o som inicial, 
medial ou final, praticando segmentação e percepção auditiva de fonemas. 
Construção de Palavras com Letras Móveis – Letras móveis ou blocos são usados para 
formar palavras que começam, terminam ou possuem o som solicitado, reforçando 
correspondência som-grafema. 
Pescaria Fonética – Peixes de papel com letras ou imagens; a criança pesca e identifica 
o som desejado, integrando atenção, motricidade e consciência fonológica. 
 
 30 
Corrida dos Sons – Duas equipes competem para encontrar a figura que contenha o som 
inicial, medial ou final indicado pelo professor, incentivando atenção e rapidez na identificação 
fonêmica. 
Alfabeto Musical – Cada som inicial de palavra é associado a uma batida ou movimento 
corporal, criando vínculo entre som, letra e ritmo, promovendo aprendizagem multisensorial. 
Caminho das Sílabas – Criar um percurso em que cada casa representa uma sílaba; a 
criança deve seguir corretamente a sequência dos sons de uma palavra, reforçando segmentação 
fonológica. 
Cartões Misteriosos – Cartões com imagens cobertas; a criança escuta a descrição 
fonética e deve adivinhar a palavra, estimulando atenção aos sons e associação fonema-grafema. 
Batalha de Rimas – Em grupos, as crianças criam palavras que rimam com uma palavra 
inicial, focando no som final e desenvolvendo percepção auditiva e criatividade linguística. 
Palavras Escondidas – O professor apresenta uma palavra e as crianças devem 
descobrir qual som está no meio, identificando fonemas e trabalhando a consciência fonêmica 
medial. 
Dominó de Sílabas – Cartas com sílabas; a criança deve combinar as sílabas que 
formam palavras corretas, praticando segmentação e construção fonológica. 
Círculo Fonético – Crianças formam um círculo e passam uma bola; o aluno que recebe 
deve falar uma palavra com o som inicial ou final solicitado, incentivando atenção e rapidez na 
percepção de fonemas. 
Palavra que Faltou – O professor fala uma palavra incompleta, e a criança completa 
com o som inicial, medial ou final correto, desenvolvendo segmentação e síntese fonêmica. 
Caça ao Tesouro Fonético – Objetos ou figuras são escondidos; a criança deve 
encontrá-los e identificar o som solicitado, promovendo exploração sensorial e consciência 
auditiva. 
Corrida das Letras – Cada letra representa um som; as crianças correm para formar 
palavras que contenham o som inicial, medial ou final indicado, integrando movimento e 
fonologia. 
Roda das Palavras – Crianças formam uma roda e alternam palavras com o mesmo som 
inicial ou final, desenvolvendo atenção, memória e percepção auditiva coletiva. 
Teatro dos Sons – Pequenas dramatizações em que cada personagem representa um som, 
e as crianças devem falar ou reconhecer os sons durante a apresentação, estimulando linguagem 
oral e fonológica. 
Dominó Sonoro com Histórias – Cartas de dominó representam partes de palavras ou 
sílabas; crianças combinam para formar palavras corretas e contar pequenas histórias, 
integrando consciência fonológica e narrativa. 
 
 31 
Mural Fonético – Um painel com figuras e letras; as crianças colam ou associam 
imagens aos sons iniciais, mediais ou finais solicitados, reforçando discriminação auditiva, 
escrita e percepção visual. 
Sons Misteriosos – O professor diz uma palavra de forma distorcida ou apenas 
parcialmente, e as crianças devem adivinhar o som inicial, medial ou final correto. 
Corrida dos Sons Silábicos – As crianças percorrem um trajeto com obstáculos e, a cada 
parada, devem dizer uma palavra que contenha o som solicitado. 
Palavras em Cadeia – Um aluno fala uma palavra e o próximo deve dizer outra que 
compartilhe o mesmo som inicial, medial ou final, formando uma cadeia sonora. 
Bingo de Sílabas – Cartelas com sílabas; o professor fala um som ou sílaba, e os alunos 
marcam as correspondentes, praticando segmentação e reconhecimento fonêmico. 
Dominó de Rimas – Cartas com imagens ou palavras; o objetivo é formar pares que 
rimem, trabalhando sons finais e percepção auditiva. 
Teatro de Som – Crianças dramatizam palavras ou frases destacando o som inicial, 
medial ou final, integrando linguagem oral, expressão corporal e consciência fonológica. 
Caixa de Letras – Cartas ou blocos com letras; a criança deve formar palavras com o 
som solicitado, reforçando correspondência som-grafema. 
Mapa Sonoro – Um mapa do tesouro com imagens; cada criança deve localizar figuras 
de acordo com o som indicado, combinando movimento, atenção e percepção auditiva. 
Sons em Movimento – Cada som é associado a um gesto; a criança repete a palavra com 
o gesto correspondente, reforçando memória auditiva e corporal. 
Palavras que Somem – O professor fala uma palavra e as crianças devem identificar 
qual som desapareceu ou mudou, desenvolvendo atenção e segmentação fonêmica. 
Caminho das Palavras – Um percurso no chão com imagens; a criança deve pular ou 
andar sobre figuras que contenham o som solicitado, unindo movimento e percepção fonológica. 
Cartas Surpresa – Cartas com figuras e palavras incompletas; a criança completa com o 
som que falta, praticando síntese e análise fonêmica. 
Jogo do Eco Invertido – O professor fala o som final de uma palavra, e as crianças 
devem encontrar palavras que terminem com aquele som. 
Palavra Fantasma – Uma palavra é apresentada sem o som inicial, e a criança deve 
completá-la corretamente, estimulando consciência fonológica e atenção. 
Roda de Sons – Crianças sentadas em círculo; cada uma fala uma palavra com o som 
solicitado, promovendo atenção coletiva e fluência verbal. 
Construindo Histórias – Criar histórias coletivas, onde cada palavra deve conter 
determinado som inicial, medial ou final, estimulando criatividade e percepção fonológica. 
 
 32 
Pescaria das Sílabas – Peixes de papel com sílabas; a criança pesca e forma palavras 
corretas, praticando segmentação e síntese. 
Sons Ocultos – O professor lê uma palavra e retira mentalmente o som inicial, medial ou 
final; a criança deve identificar qual foi retirado. 
Dominó de Sons Mediais – Cartas com palavras ou figuras; as crianças combinam 
palavras que compartilham o mesmo som medial, reforçando análise fonêmica. 
Palavras Congeladas – Crianças “congelam” em posição ao ouvir o som inicial ou final 
correto de uma palavra dita pelo professor, integrando movimento e atenção auditiva. 
Caixa de Rimas – Objetos ou figuras; as crianças devem agrupá-los conforme os sons 
finais das palavras, desenvolvendo percepção auditiva e categorização sonora. 
Sons na Parede – Um mural com figuras; as crianças colam etiquetas com a letra inicial 
ou final correspondente ao som indicado, promovendo associação visual e fonêmica. 
Passa o Som – Um objeto é passado entre crianças; quem recebe deve dizer uma palavra 
com o som solicitado antes de passar adiante, reforçando rapidez e atenção fonológica. 
Jogo do Silêncio – O professor fala palavras e as crianças devem repetir apenas o som 
solicitado (inicial, medial ou final), desenvolvendo análise fonêmica isolada. 
Caça ao Som Escondido – Palavras ou figuras são escondidas; a criança deve localizá-
las e identificar o som solicitado, integrando percepção visual e auditiva. 
Palavra Mágica – Cada criança recebe uma letra ou som inicial e deve formar palavras 
mágicas com aquele som, incentivando criatividade e consciência fonológica. 
Letras Saltitantes – Letras ou figuras são colocadas no chão; ao ouvir um som, a criança 
deve pular sobre a letra correspondente, integrando movimento e percepção auditiva. 
História Sonora – Uma narrativa é contada, mas as crianças devem identificar e 
levantar cartões quando ouvirem o som inicial, medial ou final solicitado. 
Círculo das Sílabas – Crianças formam palavras em sequência dentro de um círculo, 
cada uma adicionando uma sílaba com o som solicitado, reforçando segmentação e percepção 
auditiva. 
Palavras Escondidas na Sala – Figuras ou palavras são espalhadas;a criança deve 
encontrá-las e dizer o som inicial, medial ou final corretamente, estimulando exploração e 
atenção auditiva. 
A articulação entre teoria e prática permite que as atividades lúdicas não sejam apenas 
recreação, mas instrumentos de aprendizagem planejados, significativos e progressivos. Antunes 
(2011) destaca que essa abordagem garante que o jogo contribua para o desenvolvimento integral 
da criança, estimulando consciência fonológica, socialização e prazer no aprendizado. 
 
 
 33 
2.3. INTEGRAÇÃO DE ASPECTOS COGNITIVOS, AFETIVOS E SOCIAIS, PARA 
APRENDIZAGEM SONS INICIAIS, MEDIAIS E FINAIS DAS PALAVRAS. 
A aprendizagem da leitura e da escrita vai muito além do simples reconhecimento de 
letras, envolvendo a compreensão profunda da língua e de seus sons constituintes, o que exige 
uma integração de aspectos cognitivos, afetivos e sociais. As atividades lúdicas surgem como 
instrumentos centrais nesse processo, pois promovem engajamento ativo e estimulam a atenção 
das crianças ao trabalharem com sons iniciais, mediais e finais das palavras (Antunes, 2011; 
Araújo, 2020). Ao participarem de jogos planejados, os alunos desenvolvem habilidades de 
percepção auditiva, memória fonológica e raciocínio lógico, fundamentais para a alfabetização. 
O aspecto cognitivo manifesta-se na capacidade das crianças de discriminar fonemas, 
identificar padrões sonoros e relacioná-los à representação gráfica correspondente. Essa 
competência é construída gradualmente, e atividades lúdicas como jogos de cartas, trilhas 
fonéticas e bingo de sons permitem que os alunos experimentem, testem hipóteses e façam 
correlações entre sons e letras, consolidando o sistema de escrita alfabética de maneira 
contextualizada (Ferreiro; Teberosky, 1989; Brandão et al., 2009). 
No plano afetivo, a ludicidade contribui significativamente para a motivação e o prazer 
na aprendizagem. Quando as crianças participam de atividades divertidas e desafiadoras, elas 
desenvolvem sentimentos de competência e autoestima, conseguindo identificar sons corretos e 
completar tarefas com sucesso (Soares, 2004). Esse envolvimento emocional reforça a atenção e a 
memória, tornando o processo de exploração dos sons iniciais, mediais e finais mais eficaz e 
duradouro, ao mesmo tempo que reduz ansiedades associadas à aprendizagem formal. 
A dimensão social é igualmente relevante, pois os jogos educativos promovem interação 
entre pares e entre professores e alunos, estimulando a colaboração e a construção coletiva do 
conhecimento (Vygotsky, 1989). Ao compartilhar descobertas, corrigir erros e colaborar em 
atividades, as crianças desenvolvem habilidades comunicativas, empatia e capacidade de trabalho 
coletivo, favorecendo a compreensão do funcionamento do sistema de escrita alfabética. 
 
A ação imaginária contribui no desenvolvimento das regras de conduta social, onde as 
crianças, através da imitação, representam papéis e valores necessários à participação da 
mesma na vida social por elas internalizadas durante as brincadeiras em que imitam 
comportamentos adultos (Vygotsky, 1989, p.53). 
 
A integração entre aspectos cognitivos, afetivos e sociais potencializa o desenvolvimento 
da consciência fonológica, pois cada experiência lúdica combina percepção auditiva, raciocínio, 
motivação e interação social (Murcia, 2005). Por exemplo, ao jogar dominó sonoro, a criança 
precisa identificar sons corretos, sentir prazer na participação e negociar com colegas, criando um 
aprendizado integral e articulado. 
 
 34 
As atividades que exploram sons iniciais, mediais e finais também promovem habilidades 
metalinguísticas, permitindo que a criança reflita sobre a estrutura da palavra, os fonemas que a 
compõem e as regras de combinação sonora (Leal; Albuquerque; Leite, 2005). Esse processo é 
essencial para a alfabetização, pois fornece ferramentas cognitivas para decodificação e escrita, 
além de fortalecer a consciência sobre como a linguagem funciona enquanto sistema simbólico. 
O papel do professor é fundamental na mediação dessas experiências lúdicas, pois ele 
orienta, propõe desafios adequados à faixa etária e ajusta o grau de complexidade das atividades 
(Silva, 2022). Ao acompanhar a participação das crianças, o docente consegue identificar 
dificuldades individuais, reforçar aprendizagens e incentivar estratégias diferenciadas, garantindo 
que todos desenvolvam habilidades fonológicas progressivamente. 
A variedade de jogos e atividades possibilita que as crianças explorem os sons de 
diferentes maneiras, desde a identificação simples de fonemas até a construção de palavras e frases 
completas (Araújo, 2018). Essa diversidade é crucial para atender às diferenças individuais no 
ritmo de aprendizagem, proporcionando experiências que desafiam e estimulam criatividade, 
percepção auditiva e linguagem oral. 
O uso de histórias e narrativas também se mostra eficaz, pois permite que os alunos 
identifiquem sons dentro de contextos significativos, relacionando-os ao significado das palavras e 
à construção de sentido (Piaget, 1978). Ao inserir sons específicos em personagens ou objetos, o 
professor estimula a atenção fonológica e a associação entre som, letra e significado, fortalecendo 
a aprendizagem de forma divertida e contextualizada. 
Jogos coletivos que envolvem movimentação, como trilhas fonéticas ou caça ao som, 
associam atividade motora à percepção auditiva, contribuindo para a aprendizagem multisensorial 
(Kishimoto, 1997). A integração de movimento, percepção e interação social favorece 
memorização e consolidação dos conhecimentos, além de desenvolver coordenação, atenção e 
disciplina de grupo. 
O processo de alfabetização também se beneficia da reflexão crítica proporcionada por 
atividades lúdicas. Ao discutir os sons identificados e comparar respostas entre colegas, as 
crianças desenvolvem raciocínio lógico, consciência metalinguística e habilidades de 
argumentação (Freire, 2014), fortalecendo o pensamento autônomo e a capacidade de explicitar o 
que sabem sobre a língua. 
A segmentação de palavras em fonemas e sílabas, realizada de forma lúdica, estimula a 
compreensão da estrutura sonora da língua e prepara o aluno para a escrita e leitura fluentes 
(Mortatti, 2006). A repetição de atividades e a prática contínua em diferentes contextos ajudam a 
consolidar a consciência fonológica e a transferir o aprendizado para situações reais de leitura e 
escrita. 
 
 35 
A construção coletiva do conhecimento durante os jogos reforça valores como respeito, 
colaboração e paciência (Huizinga, 2007). Crianças aprendem a ouvir os colegas, aguardar sua vez 
e reconhecer diferentes estratégias, desenvolvendo habilidades sociais essenciais que se refletem 
no ambiente escolar e na vida cotidiana. 
As atividades lúdicas podem ser adaptadas para diferentes níveis de complexidade, 
permitindo que professores atendam alunos com variados níveis de desenvolvimento fonológico 
(Nicolau, 2002). Essa flexibilidade assegura que todos os estudantes sejam desafiados 
adequadamente, promovendo inclusão, equidade e sucesso acadêmico na alfabetização. 
O prazer e o engajamento gerados pelas atividades lúdicas criam um ciclo positivo de 
aprendizagem, em que a motivação leva à participação ativa, que por sua vez reforça atenção, 
memorização e desempenho cognitivo, consolidando a compreensão dos sons iniciais, mediais e 
finais de maneira eficaz e duradoura. 
O desenvolvimento da consciência fonológica não ocorre isoladamente; ele é mediado 
por interações sociais e afetivas, que permitem à criança contextualizar e aplicar seus 
conhecimentos (Vygotsky, 1989). A presença de colegas e professores que incentivam, corrigem e 
comemoram conquistas cria um ambiente rico em estímulos, favorecendo a internalização de 
conceitos fonológicos. Neste contexto primoroso elucidado por Vygotsky, 1989, evidenciamos 
atividades para integraçãode aspectos cognitivos, afetivos e sociais, para aprendizagem sons 
iniciais, mediais e finais das palavras. 
Jogo da Rima Coletiva: As crianças formam um círculo e, alternadamente, falam 
palavras que rimam com a palavra inicial dita pelo professor, desenvolvendo percepção sonora e 
interação social. 
Trilha dos Fonemas: Criar uma trilha no chão com palavras em cada ponto; as crianças 
avançam ao identificar corretamente o som inicial, medial ou final de cada palavra, estimulando 
atenção e movimento. 
Bingo Fonético em Duplas: Cada dupla recebe uma cartela com fonemas; o professor 
fala palavras e os alunos marcam os sons correspondentes, integrando memória auditiva e 
cooperação. 
Caça ao Som: Espalhar cartões com imagens e letras pela sala; a criança deve 
encontrar o cartão correto ao ouvir o som indicado, promovendo percepção auditiva, atenção e 
interação. 
Histórias com Sons Escondidos: Contar uma história em que determinadas palavras têm 
sons específicos destacados; as crianças levantam placas quando identificam os sons, 
estimulando escuta ativa e emoção. 
 
 36 
Corrida do Fonema: Dividir a turma em equipes; cada criança corre até o quadro para 
escrever a letra inicial, medial ou final de uma palavra dita pelo professor, integrando 
movimento, atenção e cooperação. 
Dominó de Fonemas: Criar dominós com imagens e letras; as crianças conectam os 
cartões correspondentes aos sons, favorecendo raciocínio lógico e socialização. 
Mímica Sonora: Alguém representa uma palavra com gestos, e os colegas devem dizer o 
som inicial, medial ou final, desenvolvendo expressão corporal, criatividade e interação. 
Canto Fonológico: Criar músicas simples com palavras que enfatizam sons específicos; 
as crianças cantam e batem palmas ao ouvir sons destacados, integrando emoção, ritmo e 
atenção fonológica. 
Quebra-Cabeça Sonoro: Montar quebra-cabeças em que cada peça corresponde a uma 
sílaba ou fonema; ao completar, formam palavras, promovendo raciocínio, coordenação e 
cooperação. 
Cartas da Amizade Fonológica: Cada criança escreve uma palavra com determinado 
som em um cartão e troca com um colega, que precisa identificar o som inicial, medial ou final, 
estimulando socialização e leitura. 
Caixa Misteriosa: Colocar objetos na caixa; uma criança pega um objeto e os colegas 
identificam o som inicial, medial ou final da palavra, integrando percepção auditiva, curiosidade 
e interação. 
Jogo da Memória Sonora: Criar pares de cartas com letras e imagens correspondentes; 
as crianças viram cartas para achar os pares certos, trabalhando memória, atenção e 
colaboração. 
Caminho dos Sons: Colocar cartões com palavras formando um caminho; a criança 
percorre a trilha dizendo o som correto da posição indicada, promovendo movimento, atenção e 
participação social. 
Histórias Encadeadas: Cada criança fala uma palavra que começa ou termina com 
determinado som, formando histórias coletivas, desenvolvendo criatividade, raciocínio e 
interação. 
Alfabeto Vivo: As crianças representam com o corpo letras de palavras ou sons 
específicos, estimulando percepção corporal, atenção fonológica e cooperação. 
Batalha de Sons: Dividir a turma em grupos; cada grupo deve encontrar mais palavras 
com o som indicado em um tempo determinado, estimulando competição saudável e 
aprendizagem ativa. 
Jogo das Vogais e Consoantes: Cartões de letras são distribuídos; o professor fala uma 
palavra e a criança segura a letra correspondente ao som indicado, integrando atenção e 
coordenação motora. 
 
 37 
Palavras Cruzadas Fonológicas: Montar palavras em uma tabela com lacunas, 
preenchendo sons iniciais, mediais ou finais, estimulando raciocínio lógico e cooperação. 
Caça ao Tesouro Fonético: Esconder objetos com cartões de palavras; as crianças 
devem encontrar e identificar os sons corretos para ganhar pontos, integrando movimento, 
percepção e emoção. 
Roda de Sons: Cada criança diz uma palavra iniciando ou terminando com um som 
específico, passando a vez para o próximo, desenvolvendo atenção, expressão oral e socialização. 
Jogo da Adição de Sons: Apresentar uma palavra e pedir para a criança adicionar um 
som inicial, medial ou final para formar nova palavra, estimulando criatividade, raciocínio e 
interação. 
Palavras em Movimento: As crianças se movem para um lado ou outro da sala 
dependendo do som da palavra dita, promovendo atenção, coordenação motora e engajamento 
social. 
Teatro Fonológico: Criar pequenas dramatizações de palavras com sons específicos, 
permitindo expressão afetiva, criatividade e colaboração entre pares. 
Círculo de Palavras: Formar um círculo em que cada criança repete a palavra do colega 
e acrescenta outra com o mesmo som inicial ou final, desenvolvendo memória, atenção e 
interação social. 
Cartões do Sentimento Fonológico: Associar sons a emoções ou gestos; cada criança 
expressa o sentimento ao ouvir o som da palavra, integrando aspectos afetivos e percepção 
auditiva. 
Puzzle Sonoro Coletivo: Montar palavras em peças de quebra-cabeça, com cada criança 
responsável por uma parte, promovendo cooperação, atenção e raciocínio fonológico. 
Jogo do Eco: O professor diz uma palavra e as crianças repetem, enfatizando o som 
inicial, medial ou final, permitindo percepção auditiva, memorização e participação coletiva. 
Trilha da Rima: Criar trilha no chão com palavras rimadas; as crianças caminham e 
identificam os sons finais das palavras, integrando movimento, atenção e socialização. 
Palavras em Cadeia: Cada criança fala uma palavra cujo som inicial corresponde ao 
final da palavra anterior, promovendo raciocínio, criatividade e cooperação entre todos. 
Jogo da Corrente Fonológica: Cada criança fala uma palavra cujo som inicial 
corresponde ao final da palavra do colega, formando uma corrente sonora coletiva. 
Caixa de Emoções Sonoras: Colocar objetos em uma caixa; ao retirar, a criança 
expressa o som inicial, medial ou final com gestos ou emoções, integrando afetividade e 
percepção fonológica. 
Telefone Sem Fio Fonético: Passar palavras de criança para criança, enfatizando sons 
específicos, estimulando atenção, memória auditiva e interação social. 
 
 38 
Jogo da Troca de Sílabas: Crianças trocam sílabas de palavras para formar novas, 
trabalhando criatividade, raciocínio e cooperação. 
Batalha de Rimas: Grupos competem para encontrar palavras que rimem com uma 
palavra inicial, promovendo engajamento, socialização e atenção fonológica. 
Palavras Camaleão: Cada criança muda o som inicial, medial ou final de uma palavra 
para criar outra, desenvolvendo consciência fonológica e raciocínio criativo. 
Roda de Estímulos Auditivos: O professor emite sons e as crianças identificam palavras 
que contenham aquele fonema em diferentes posições, promovendo percepção e participação 
ativa. 
Caça ao Som na Sala: Cartões com letras e imagens são espalhados; as crianças 
percorrem o espaço identificando os sons solicitados, integrando movimento, cognição e 
socialização. 
Mímica de Fonemas: Alunos representam sons ou palavras por gestos enquanto os 
colegas identificam a posição do som, desenvolvendo criatividade, expressão corporal e atenção 
fonológica. 
História Interativa de Sons: Contar uma história coletivamente, em que cada criança 
deve incluir palavras com sons específicos, estimulando criatividade, memória e cooperação. 
Jogo do Espelho Fonético: Crianças repetem palavras de colegas imitando sons iniciais, 
mediais e finais, reforçando percepção auditiva, atenção e socialização. 
Puzzle de Sílabas Coletivo: Montar palavras a partir de peças com sílabas, com cada 
criança contribuindo com uma peça, promovendo raciocínio, colaboração e consciência 
fonológica. 
Caminho das Palavras: Criar um caminho de cartões no chão, onde cada passo exige 
identificar corretamente o som inicial, medial ou final da palavra indicada. 
Caixa de Palavras Secretas: Cada criança escreve uma palavra comsom específico, 
coloca em uma caixa e os colegas precisam adivinhar a posição do som, desenvolvendo atenção e 
cooperação. 
Jogo da Batida Fonológica: Bater palmas ou pés ao ouvir palavras com determinado 
som, integrando percepção auditiva, coordenação motora e envolvimento coletivo. 
Caça Rimas na Natureza: Em um espaço externo, crianças procuram elementos ou 
figuras que rimem com palavras ditas pelo professor, conectando atenção fonológica, exploração 
ambiental e interação. 
Mural Sonoro: Criar um mural com palavras e imagens; cada criança cola a palavra 
correta na posição correspondente ao som inicial, medial ou final, estimulando raciocínio e 
trabalho em grupo. 
 
 39 
Desafio do Alfabeto: Crianças formam palavras começando com uma letra específica, 
competindo de forma cooperativa para criar o maior número de palavras possíveis. 
Teatro de Palavras: Criar pequenas cenas onde as falas destacam sons específicos, 
promovendo expressão afetiva, criatividade e interação social. 
Jogo de Cartas Fonéticas: Distribuir cartas com letras e imagens; crianças devem 
combinar palavras corretas segundo a posição do som solicitado, estimulando raciocínio, 
memória e cooperação. 
Palavras em Movimento: As crianças correm para uma extremidade da sala se a palavra 
dita tiver determinado som inicial, medial ou final, integrando movimento, atenção e socialização. 
Roda da Memória Fonológica: Repetir sequências de palavras com sons específicos em 
ordem crescente, reforçando memória auditiva, cognição e participação coletiva. 
Sons na Bola: Jogar uma bola entre crianças; quem recebe deve dizer uma palavra com 
determinado som, promovendo atenção, interação e aprendizado lúdico. 
Jogo de Sinais Fonológicos: Associar gestos a sons iniciais, mediais e finais das 
palavras, ajudando a integrar cognição, linguagem e expressão corporal. 
Palavras do Corpo: Representar palavras com movimentos corporais que evidenciem 
sons iniciais, mediais ou finais, estimulando percepção sensorial e socialização. 
História Encadeada de Sons: Cada criança acrescenta uma palavra com o som 
solicitado à história em andamento, desenvolvendo criatividade, raciocínio e cooperação. 
Jogo da Linha do Tempo Fonética: Colocar palavras em sequência e pedir para 
identificar sons iniciais, mediais ou finais, integrando lógica, percepção e atenção coletiva. 
Teatro de Fantasias Sonoras: Criar personagens que falam palavras com sons 
específicos, promovendo expressão afetiva, socialização e aprendizagem fonológica. 
Quebra-Cabeça de Sons: Montar palavras com letras embaralhadas em grupo, 
integrando raciocínio, cooperação e percepção fonológica. 
Bingo Sensorial: Em vez de palavras escritas, usar objetos ou imagens e identificar sons 
iniciais, mediais ou finais, estimulando cognição, atenção e integração social. 
A exploração lúdica de sons fonológicos contribui para a construção de uma base sólida 
para a alfabetização, preparando as crianças para leitura e escrita fluentes (Brandão et al., 2009). 
Ao reconhecer, discriminar e manipular sons em diferentes posições, o aluno desenvolve 
habilidades cognitivas essenciais, além de vivenciar experiências afetivas positivas e relações 
sociais significativas que reforçam seu aprendizado. 
Integrar aspectos cognitivos, afetivos e sociais por meio de atividades lúdicas representa 
uma estratégia pedagógica eficaz, pois proporciona aprendizagem significativa, prazerosa e 
colaborativa (Silva, 2022). Ao envolver a criança em contextos de exploração sonora, nos quais 
ela precisa identificar, discriminar e manipular os sons iniciais, mediais e finais das palavras, o 
 
 40 
jogo deixa de ser apenas um recurso recreativo e passa a constituir um instrumento de 
aprendizagem ativa, capaz de mobilizar diferentes dimensões do desenvolvimento infantil. Nesse 
sentido, cada atividade planejada se torna um espaço de descoberta, no qual a criança articula o 
conhecimento sobre a língua escrita, amplia seu repertório lexical e desenvolve habilidades 
cognitivas, como memória, atenção e raciocínio lógico. 
A participação em jogos cooperativos ou desafios fonológicos estimula sentimentos de 
confiança, autoestima e pertencimento, promovendo relações interpessoais saudáveis e 
favorecendo a construção de uma identidade escolar positiva (Vygotsky, 1989; Nicolau, 2002). 
Esse aspecto afetivo se revela crucial na alfabetização, uma vez que crianças emocionalmente 
envolvidas e motivadas apresentam maior interesse pela exploração de sons, leitura e escrita, 
consolidando o aprendizado de forma prazerosa e significativa. 
a dimensão social das atividades lúdicas permite que a criança aprenda a interagir, 
colaborar e respeitar regras coletivas, competências indispensáveis para sua formação integral. 
A troca de experiências, a escuta ativa e a construção conjunta de soluções nos jogos 
fonológicos criam oportunidades para que os alunos compreendam diferentes pontos de vista, 
desenvolvam empatia e aprimorem suas habilidades comunicativas (Vygotsky, 1989; Nicolau, 
2002). Esse engajamento social, aliado ao estímulo cognitivo e afetivo, favorece a compreensão 
global do sistema de escrita alfabética e fortalece a consciência fonológica, consolidando a 
alfabetização de forma contextualizada e integrada ao cotidiano escolar. As atividades lúdicas 
tornam-se instrumentos pedagógicos poderosos, capazes de unir cognição, emoção e socialização 
em torno do aprendizado dos sons iniciais, mediais e finais das palavras, promovendo uma 
alfabetização completa, significativa e transformadora. 
 
2.4. PLANEJAMENTO E INTENCIONALIDADE PEDAGÓGICA, PARA EXPLORAR 
SONS INICIAIS, MEDIAIS E FINAIS DAS PALAVRAS 
O planejamento pedagógico das atividades lúdicas é essencial para garantir que cada 
experiência educativa tenha objetivos claros e progressivos (Vygotsky, 1989). Quando 
estruturadas de forma intencional, essas atividades permitem que a criança compreenda 
gradualmente os sons iniciais, mediais e finais das palavras, promovendo consciência fonológica 
de maneira sequencial e consistente. A organização do espaço, dos materiais e do tempo de 
execução favorece a concentração, o engajamento e a participação coletiva, tornando cada 
atividade significativa. 
A intencionalidade na elaboração de jogos e brincadeiras ajuda a alinhar o lúdico às 
metas curriculares, transformando momentos de diversão em oportunidades de aprendizagem 
efetiva (Nicolau, 2002). Ao planejar atividades que explorem fonemas em diferentes posições das 
palavras, o professor consegue estimular habilidades cognitivas, como memória, percepção 
 
 41 
auditiva e atenção, ao mesmo tempo em que incentiva a cooperação e a interação social. Essa 
articulação entre objetivos educativos e planejamento garante que o brincar seja realmente 
educativo. 
A progressão das atividades lúdicas deve considerar o desenvolvimento cognitivo da 
criança, respeitando suas capacidades e limitações (Piaget, 1969). Iniciar com sons simples e 
progressivamente introduzir desafios mais complexos permite que a criança consolide 
conhecimentos fonológicos de maneira sólida. O planejamento cuidadoso evita sobrecarga 
cognitiva e frustrações, promovendo experiências positivas que reforçam a motivação e o prazer 
pelo aprendizado da leitura e da escrita. 
A sequência lógica e organizada das atividades favorece a internalização dos conceitos de 
sons iniciais, mediais e finais das palavras (Piaget, 1971). Jogos que evoluem de tarefas 
individuais para atividades em grupo estimulam não apenas a percepção fonológica, mas também 
a capacidade de colaboração e argumentação entre colegas. Esse encadeamento pedagógico 
garante que o aprendizado seja cumulativo, permitindo que cada etapa sirva de base para a 
seguinte. 
A definição de objetivos claros para cada atividade é um elemento central do 
planejamento intencional (Vygotsky, 1989). Saber exatamente qual som ou padrão fonológicoserá 
trabalhado ajuda o professor a selecionar materiais adequados, estabelecer regras e organizar a 
participação das crianças. A clareza de objetivos também permite avaliar o progresso de cada 
aluno, identificando necessidades específicas e ajustando as atividades conforme o 
desenvolvimento fonológico. 
O uso de jogos estruturados contribui para a construção de rotinas escolares que 
fortalecem hábitos de atenção, concentração e disciplina (Nicolau, 2002). Ao integrar elementos 
lúdicos com regras claras e objetivos definidos, as crianças aprendem a seguir instruções, respeitar 
o tempo de fala dos colegas e compreender a importância da organização no processo de 
aprendizagem. Esses hábitos influenciam diretamente na aquisição de habilidades fonológicas e na 
formação de leitores competentes. 
A intencionalidade pedagógica também envolve a escolha de recursos variados, que 
despertem interesse e mantenham a motivação das crianças (Piaget, 1969). Cartões, objetos, 
músicas e dramatizações são exemplos de materiais que permitem explorar sons iniciais, mediais e 
finais de formas diferentes, estimulando múltiplas inteligências e promovendo aprendizado ativo. 
Essa diversidade torna o processo lúdico mais atrativo e eficaz. 
Planejar atividades em etapas permite que os desafios propostos acompanhem o ritmo de 
desenvolvimento individual das crianças (Piaget, 1971). Iniciar com identificação auditiva, 
avançar para discriminação fonêmica e, por fim, trabalhar a manipulação de sons dentro de 
 
 42 
palavras garante que cada criança evolua de forma segura e consistente. A progressão sequenciada 
reforça a confiança e a autoestima, favorecendo o engajamento contínuo nas atividades. 
A intencionalidade pedagógica implica na observação constante do desempenho dos 
alunos durante as atividades (Vygotsky, 1989). A análise de erros e acertos fornece informações 
valiosas para ajustes pedagógicos, permitindo que o professor intervenha de forma assertiva e 
personalizada. Esse acompanhamento contínuo garante que cada criança seja estimulada de acordo 
com suas necessidades, potencializando a aprendizagem fonológica. 
A estruturação das atividades lúdicas deve considerar o equilíbrio entre desafio e prazer 
(Nicolau, 2002). Atividades excessivamente complexas podem gerar frustração, enquanto tarefas 
muito simples podem reduzir o engajamento. O planejamento intencional busca criar experiências 
que sejam estimulantes, motivadoras e adaptadas ao nível de desenvolvimento das crianças, 
promovendo aprendizagem significativa e consolidando habilidades fonológicas. 
Incorporar aspectos sociais no planejamento das atividades favorece a aprendizagem 
colaborativa (Piaget, 1969). Jogos em duplas ou grupos incentivam a troca de ideias, a escuta ativa 
e a construção conjunta do conhecimento, integrando o desenvolvimento cognitivo à interação 
social. Essa abordagem contribui para que a criança compreenda não apenas os sons das palavras, 
mas também as regras sociais e comunicativas envolvidas na linguagem. 
A intencionalidade na definição das regras do jogo é fundamental para garantir que o 
aprendizado seja eficaz (Piaget, 1971). Regras claras ajudam as crianças a compreenderem as 
expectativas, respeitarem turnos e se organizarem, criando um ambiente seguro e estruturado para 
explorar sons iniciais, mediais e finais das palavras. A manipulação planejada dessas regras 
permite também o desenvolvimento da autonomia e da autorregulação. 
O planejamento pedagógico deve contemplar atividades diversificadas que integrem 
movimento, música e dramatização (Vygotsky, 1989). Essas estratégias enriquecem a exploração 
fonológica, estimulam diferentes sentidos e promovem maior retenção do aprendizado. Ao 
combinar aspectos cognitivos, afetivos e sociais, o professor cria experiências mais completas e 
significativas para a alfabetização. 
A avaliação contínua faz parte do planejamento intencional, permitindo ajustes e 
melhorias nas atividades (Nicolau, 2002). A observação do progresso individual e coletivo fornece 
subsídios para modificar jogos, aumentar desafios ou propor atividades complementares, 
garantindo que todos os alunos sejam acompanhados de forma adequada no desenvolvimento da 
consciência fonológica. 
O planejamento deve prever momentos de reflexão e registro, nos quais a criança pode 
organizar o que aprendeu (Piaget, 1969). Atividades que envolvem escrever, desenhar ou 
verbalizar palavras com sons específicos ajudam a consolidar a aprendizagem, promovendo 
consciência metalinguística e reforçando a conexão entre fonemas e grafias. 
 
 43 
A intencionalidade pedagógica também inclui o envolvimento das famílias e da 
comunidade escolar (Piaget, 1971). Compartilhar estratégias e jogos com pais e responsáveis 
fortalece o processo de alfabetização, amplia o contexto de aprendizagem e promove integração 
entre escola, lar e sociedade. 
A flexibilidade no planejamento é outro ponto essencial, permitindo que o professor 
adapte atividades conforme respostas e interesses das crianças (Vygotsky, 1989). Essa capacidade 
de ajustar estratégias mantém o engajamento, respeita ritmos individuais e garante que o objetivo 
de explorar sons iniciais, mediais e finais das palavras seja atingido de forma eficaz. 
O planejamento e a intencionalidade pedagógica são elementos centrais para garantir que 
a alfabetização seja um processo completo e integrado, capaz de articular aspectos cognitivos, 
afetivos e sociais (Nicolau, 2002). Ao estruturar atividades lúdicas de forma sequenciada e 
progressiva, o professor cria um ambiente educativo que permite à criança explorar os sons 
iniciais, mediais e finais das palavras de maneira gradual e segura, fortalecendo a consciência 
fonológica e a capacidade de discriminação auditiva. 
A intencionalidade pedagógica assegura que cada atividade tenha objetivos claros e 
mensuráveis, o que possibilita avaliar o desenvolvimento das competências fonológicas, bem 
como a evolução das habilidades comunicativas e socioemocionais do aluno. Atividades bem 
planejadas promovem engajamento, motivação e participação ativa, favorecendo a aprendizagem 
significativa e o prazer em interagir com a linguagem escrita e falada. 
A integração de dimensões cognitivas, afetivas e sociais por meio de atividades lúdicas 
consolida a alfabetização como um processo multifacetado, no qual a criança não apenas 
reconhece e manipula sons, mas também desenvolve competências sociais, emocionais e 
comunicativas essenciais para seu sucesso escolar e para sua formação integral. Esse enfoque 
evidencia que a alfabetização vai além do domínio mecânico da leitura e escrita, incorporando 
habilidades críticas e relacionais que fortalecem o aprendizado ao longo da vida. 
2.5. A FORMAÇÃO DOCENTE PARA APLICAR ATIVIDADES COM SONS INICIAIS, 
MEDIAIS E FINAIS DAS PALAVRAS 
A formação docente representa um elemento central para a aplicação de atividades 
lúdicas voltadas à exploração de sons iniciais, mediais e finais das palavras, pois garante que o 
professor compreenda os fundamentos teóricos e pedagógicos que sustentam o uso de jogos na 
alfabetização (Araújo, 2018). Quando o docente possui preparo adequado, torna-se capaz de 
selecionar, planejar e conduzir atividades que promovam aprendizagem efetiva, integrando os 
objetivos cognitivos, afetivos e sociais da alfabetização. 
É imprescindível que a formação docente contemple o conhecimento sobre documentos 
oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), as Diretrizes Curriculares 
 
 44 
Nacionais (Brasil, 2013) e o Referencial Nacional Curricular para a Educação Infantil (Brasil, 
1998), pois esses instrumentos orientam as práticas pedagógicas e asseguram que os jogos e 
brincadeiras estejam alinhados às diretrizes nacionais de alfabetização e letramento (Silva, 2022). 
A compreensão desses documentos permite ao professor fundamentar suas escolhas pedagógicasem pesquisas e evidências científicas, promovendo ensino intencional e significativo. 
No contexto escolar, a utilização de materiais concretos, como alfabetos, cartazes com 
nomes dos alunos e dicionários personalizados, contribui para a construção do conhecimento 
linguístico e fonológico, oferecendo suporte para a exploração de sons iniciais, mediais e finais 
das palavras (Brasil, PCNs, 1997). O docente formado é capaz de integrar esses recursos aos jogos 
pedagógicos, criando oportunidades de aprendizagem que respeitem o ritmo e o desenvolvimento 
de cada criança. 
Na alfabetização inicial, alguns materiais podem ser de grande utilidade ao professor: 
alfabetos, crachás ou cartazes com os nomes dos alunos, cadernos de textos conhecidos 
pela classe, pastas de determinados gêneros de textos, dicionários organizados pelos 
alunos com suas dificuldades ortográficas mais frequentes, jogos didáticos que 
proponham exercícios linguísticos, por exemplo (Brasil, PCNs, 1997, p. 62). 
 
A implementação de jogos na prática pedagógica deve ser planejada de forma a articular 
objetivos claros, regras bem definidas e progressão de dificuldade, de modo que as crianças 
possam compreender o sistema de escrita alfabética e desenvolver consciência fonológica de 
maneira significativa (Araújo, 2020). O planejamento adequado garante que o jogo deixe de ser 
apenas recreação e passe a ser um instrumento de aprendizagem estruturado. 
A alfabetização, nesse sentido, não se limita ao reconhecimento de letras e sílabas; ela 
deve estar inserida em práticas sociais que favoreçam o letramento, permitindo que a criança 
compreenda a função da leitura e da escrita em seu cotidiano (Soares, 2004). O professor formado 
pode mediar essa experiência de forma que o aprendizado da escrita se conecte ao uso real da 
linguagem, promovendo a integração entre teoria e prática. 
A diversidade de jogos e estratégias pedagógicas é fundamental para explorar os 
diferentes sons das palavras, estimulando a percepção auditiva, a discriminação fonológica e a 
associação entre som e grafia (Brandão; Ferreira; Albuquerque; Leal, 2009). Jogos como bingo de 
letras, dominós sonoros e trilhas fonêmicas possibilitam que a criança manipule os sons de 
maneira ativa e divertida, reforçando a aprendizagem de forma lúdica e significativa. 
A mediação do professor durante as atividades lúdicas favorece a construção coletiva do 
conhecimento, pois permite que os alunos discutam, compartilhem descobertas e aprendam uns 
com os outros (Vygotsky, 1989). Esse aspecto social do aprendizado é essencial para a 
internalização dos conceitos fonológicos e para o desenvolvimento de competências 
socioemocionais, como cooperação e empatia. 
 
 45 
O planejamento pedagógico deve considerar a progressão de complexidade nas 
atividades, iniciando com o reconhecimento e discriminação dos sons iniciais, passando 
gradualmente para a identificação dos sons mediais e, por fim, dos sons finais das palavras, 
respeitando assim o desenvolvimento cognitivo da criança e promovendo avanços gradativos (Jean 
Piaget, 1969). Essa perspectiva piagetiana parte do princípio de que o conhecimento é construído 
ativamente pela criança por meio da interação com o meio, e que novas aprendizagens só se 
consolidam quando as estruturas mentais anteriores já estão assimiladas e equilibradas. 
Ao propor uma sequência que respeita o nível de complexidade e o estágio de 
desenvolvimento de cada criança, o professor possibilita que ela avance de forma segura, 
integrando novos conhecimentos fonológicos aos que já domina, favorecendo não apenas a 
memorização mecânica de sons, mas a compreensão funcional e significativa do sistema de 
escrita. Essa organização intencional e progressiva evita sobrecargas cognitivas e contribui para 
um aprendizado mais duradouro, pois cada etapa é construída sobre bases sólidas e 
compreendidas. 
Esse planejamento sequenciado deve estar articulado a um currículo que valorize as 
experiências da criança e a socialização do conhecimento, como orientam as Diretrizes 
Curriculares Nacionais da Educação Básica, ao afirmarem que, nessa etapa da educação, é 
necessário assumir simultaneamente o cuidado e a educação, valorizando a aprendizagem para a 
conquista da cultura da vida, por meio de atividades lúdicas em situações de aprendizagem — 
como jogos e brinquedos —, formulando uma proposta pedagógica que considere o currículo 
como um conjunto de experiências em que se articulam saberes da experiência e socialização do 
conhecimento em seu dinamismo (Ministério da Educação, Diretrizes Curriculares Nacionais da 
Educação Básica, 2013, p. 37). 
 
Dizendo de outro modo, nessa etapa deve-se assumir o cuidado e a educação, valorizando 
a aprendizagem para a conquista da cultura da vida, por meio de atividades lúdicas em 
situações de aprendizagem (jogos e brinquedos), formulando proposta pedagógica que 
considere o currículo como conjunto de experiências em que se articulam saberes da 
experiência e socialização do conhecimento em seu dinamismo [...] (Brasil, DCNs, 2013 
p. 37). 
 
Essa diretriz reforça que a aprendizagem não ocorre de forma isolada, mas no contexto de 
interações significativas e socialmente situadas, o que exige do professor uma postura planejada e 
intencional para organizar atividades lúdicas que sejam ao mesmo tempo prazerosas e 
desafiadoras. Ao conjugar a progressão cognitiva defendida por Piaget com a dimensão social e 
afetiva destacada pelas DCNs, o professor promove um ambiente de aprendizagem no qual a 
criança se sente segura para experimentar, errar, tentar novamente e avançar, fortalecendo sua 
autonomia, autoestima e competência comunicativa, enquanto se apropria gradativamente do 
sistema de escrita. 
 
 46 
O uso de jogos permite que o docente articule teoria e prática, aplicando conceitos da 
psicogênese da língua escrita e das múltiplas inteligências de forma concreta (Ferreiro; Teberosky, 
1989; Antunes, 2011). A relação entre conhecimento teórico e experiência prática proporciona ao 
aluno oportunidades de experimentar, refletir e construir significados de maneira ativa e 
participativa. 
As atividades lúdicas promovem desenvolvimento afetivo e motivacional, pois a criança 
se envolve emocionalmente com o jogo, experimenta satisfação ao alcançar objetivos e se sente 
valorizada ao participar ativamente do processo de aprendizagem (Nicolau, 2002). A formação 
docente orientada permite que o professor explore essas dimensões, ampliando o impacto das 
atividades lúdicas. 
A intencionalidade pedagógica do docente é fundamental para garantir que cada jogo ou 
brincadeira contribua para a aprendizagem específica dos sons iniciais, mediais e finais das 
palavras (Araújo, 2018). A ação planejada evita que as atividades sejam meramente recreativas, 
garantindo que cada momento de jogo possua propósito educativo e resultados mensuráveis. 
A reflexão crítica do professor sobre sua prática, embasada em pesquisas e documentos 
oficiais, permite ajustar estratégias e propor alternativas pedagógicas inovadoras, atendendo às 
necessidades individuais e coletivas da turma (Silva, 2022). Essa postura de reflexão contínua 
fortalece a formação docente e a qualidade do ensino oferecido. 
O conhecimento profundo sobre alfabetização e letramento possibilita que o docente 
reconheça os diferentes níveis de desenvolvimento fonológico da criança e adapte atividades de 
acordo com suas potencialidades (Soares, 2004). A observação sistemática e o registro das 
respostas das crianças aos jogos permitem intervenções mais precisas e eficazes. 
A formação docente também deve contemplar aspectos de gestão de sala de aula e 
organização de materiais, garantindo que os jogos sejam aplicados de forma fluida e que todos os 
alunos participem ativamente (Araújo, 2020). Um ambiente bem organizado e planejado favorece 
concentração, engajamento e participaçãoefetiva nas atividades lúdicas. 
A integração de aspectos cognitivos, afetivos e sociais, mediada por docentes 
qualificados, promove aprendizagem significativa, consolidando competências essenciais para a 
alfabetização e letramento (Vygotsky, 1989). Quando o professor domina os fundamentos 
pedagógicos e teóricos, consegue transformar a prática lúdica em uma estratégia educativa 
poderosa. 
A formação contínua do docente é indispensável para atualizar métodos, explorar novos 
recursos pedagógicos e incorporar inovações que atendam às demandas contemporâneas da 
educação (Silva, 2022). O conhecimento atualizado permite maior segurança e eficácia na 
aplicação das atividades lúdicas. 
 
 47 
A relação entre teoria e prática, quando mediada por docentes capacitados, garante que as 
atividades lúdicas sejam intencionais, sequenciadas e alinhadas aos objetivos da alfabetização, 
promovendo desenvolvimento integral, aprendizagem ativa e significativa e consolidação da 
consciência fonológica nos alunos. 
A alfabetização inicial, quando apoiada em formação docente sólida, torna-se um 
processo rico, diversificado e inclusivo, capaz de integrar o ensino de sons iniciais, mediais e 
finais das palavras com experiências sociais, cognitivas e afetivas (Brasil, 2018). O docente 
qualificado consegue transformar a sala de aula em um espaço de aprendizagem ativa e 
colaborativa, favorecendo o sucesso educativo e a formação integral da criança. 
2.6. DIVERSIDADE DE JOGOS E ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA EXPLORAR 
SONS INICIAIS, MEDIAIS E FINAIS DAS PALAVRAS 
A diversidade de jogos e estratégias pedagógicas para explorar sons iniciais, mediais e 
finais das palavras representa um elemento fundamental na promoção da consciência fonológica e 
no avanço da alfabetização. A utilização de práticas lúdicas bem planejadas permite que as 
crianças se envolvam de forma ativa no processo de aprendizagem, construindo significados e 
relacionando os sons da fala à representação gráfica das palavras. De acordo com o Ministério da 
Educação, tanto o Referencial Nacional Curricular para a Educação Infantil (1998) quanto as 
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (2013) e a Base Nacional Comum 
Curricular (2018) reforçam que o brincar deve ser entendido como eixo estruturante das práticas 
pedagógicas na Educação Infantil, pois por meio das interações e do lúdico a criança desenvolve 
competências cognitivas, sociais, linguísticas e afetivas essenciais para a alfabetização. 
O bingo de letras e sons constitui uma estratégia eficaz para estimular a identificação de 
fonemas e grafemas em diferentes posições nas palavras. O professor pode elaborar cartelas com 
figuras cujos nomes comecem, contenham ou terminem com determinados sons e, ao sortear as 
letras ou fonemas, as crianças devem identificar as imagens correspondentes. Essa dinâmica 
promove o reconhecimento auditivo dos sons e a associação com a escrita, além de favorecer a 
socialização e o trabalho em grupo, permitindo que as crianças se ajudem mutuamente durante o 
jogo, fortalecendo também aspectos socioemocionais. 
A aplicação de dominós sonoros, confeccionados com pares de figuras ou palavras que 
compartilhem sons semelhantes em posições distintas. Nessa atividade, as crianças precisam 
conectar as peças que apresentam sons iguais, o que estimula a discriminação auditiva e o 
raciocínio lógico. Além disso, esse tipo de jogo desenvolve a memória auditiva e amplia o 
vocabulário, possibilitando que os alunos compreendam o funcionamento do sistema alfabético de 
maneira prazerosa e colaborativa. Conforme destaca Lev Vygotsky (1989), o jogo é uma atividade 
 
 48 
que promove o desenvolvimento de funções psicológicas superiores, sendo um espaço 
privilegiado para a mediação e para a internalização de conceitos culturais. 
As trilhas fonêmicas também se mostram eficazes, pois consistem em jogos de tabuleiro 
nos quais as crianças avançam casas à medida que identificam palavras com determinados sons. O 
professor pode propor desafios orais ou apresentar cartões com imagens, incentivando a análise e 
segmentação das palavras. Essa prática desenvolve a consciência fonêmica e a atenção seletiva, 
além de possibilitar a cooperação entre os alunos e o respeito às regras do jogo. Vygotsky (1989) 
ressalta que, ao brincar, a criança aprende a seguir normas e a se autorregular, o que contribui para 
o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade. 
Os quebra-cabeças sonoros constituem outra estratégia potente para a alfabetização, pois 
permitem que as crianças montem figuras a partir de peças que contenham sílabas ou letras que 
formam palavras. Essa atividade estimula a análise e a síntese fonêmica, desenvolvendo 
habilidades de segmentação e de reconstrução da palavra. Além disso, favorece o raciocínio lógico 
e a coordenação motora fina, ao mesmo tempo em que mantém o aspecto lúdico que engaja as 
crianças no processo de aprendizagem. 
Jogos da memória fonológica também podem ser utilizados para reforçar a relação entre 
sons e letras. Nessa atividade, as crianças devem encontrar pares de cartas que representem o 
mesmo som, seja por meio de imagens ou palavras escritas. Essa prática fortalece a memória 
auditiva e visual, além de favorecer a associação entre fonemas e grafemas. Ao trabalhar com esse 
tipo de jogo, o professor estimula o desenvolvimento da atenção e da concentração, competências 
fundamentais para o sucesso na leitura e na escrita. 
As roletas de sons representam uma alternativa divertida e desafiadora para explorar os 
fonemas em diferentes posições. O professor pode confeccionar uma roleta com letras ou sons e, 
ao girá-la, a criança deve dizer palavras que comecem, contenham ou terminem com o som 
sorteado. Essa atividade estimula a fluência oral, amplia o vocabulário e promove a criatividade, 
pois as crianças são incentivadas a pensar em diferentes palavras e contextos em que os sons 
aparecem. 
As crianças devem caminhar sobre as letras e dizer palavras que iniciem, tenham no meio 
ou terminem com o som correspondente. Essa atividade integra movimento e aprendizagem, 
tornando o processo mais dinâmico e prazeroso, além de trabalhar a coordenação motora ampla, o 
equilíbrio e o controle corporal, importantes para o desenvolvimento global da criança. 
Também é possível propor jogos de pescaria de letras e sons, nos quais as crianças 
pescam figuras ou letras com o auxílio de varinhas imantadas e, ao pescarem, devem dizer 
palavras que possuam aquele som em diferentes posições. Essa atividade estimula a coordenação 
motora fina, a atenção e a associação entre som e grafema, além de promover a socialização e a 
cooperação entre os colegas. 
 
 49 
As caixas sonoras podem ser utilizadas como recurso para trabalhar a consciência 
fonológica de maneira sensorial e divertida. Cada caixa contém objetos cujos nomes compartilham 
o mesmo som inicial, medial ou final, e as crianças devem agrupá-los conforme a posição do som. 
Essa prática estimula a escuta atenta, a discriminação auditiva e a ampliação do vocabulário, além 
de possibilitar a exploração concreta dos objetos, o que facilita a construção de significados. 
O professor pode propor que as crianças criem uma narrativa utilizando palavras que 
comecem com um som específico e, em outro momento, que insiram palavras com sons mediais e 
finais. Essa atividade desenvolve a criatividade, a oralidade e a consciência fonêmica, além de 
mostrar à criança como os sons se articulam para formar palavras e frases com sentido. 
Os jogos de caça ao tesouro sonoro também são muito eficazes, pois envolvem 
movimento e investigação. O professor pode esconder objetos na sala e fornecer pistas fonêmicas 
para que as crianças os encontrem, como ―procure um objeto que comece com o som /p/‖. Essa 
prática promove a escuta ativa, a análise fonêmica e o raciocínio lógico, ao mesmo tempo em que 
incentivao trabalho em equipe e o respeito às regras do jogo. 
Os jogos de rimas representam uma estratégia importante para desenvolver a consciência 
fonológica, pois permitem que as crianças percebam semelhanças sonoras no final das palavras. O 
professor pode propor desafios orais, como encontrar palavras que rimem com outras, ou jogos de 
cartas com imagens de palavras que rimem. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da 
sensibilidade sonora e da estrutura silábica das palavras. 
As trilhas de palavras segmentadas também podem ser aplicadas para que as crianças 
identifiquem as sílabas que compõem as palavras e reconheçam os sons em diferentes posições. 
Ao percorrer a trilha, a criança deve dizer cada sílaba e identificar se o som procurado está no 
início, meio ou fim da palavra. Essa prática desenvolve a análise fonológica e a consciência 
silábica, habilidades essenciais para a compreensão do sistema de escrita alfabética. 
O uso de aplicativos educativos que exploram os sons das palavras de forma interativa e 
gamificada. Esses recursos digitais oferecem desafios progressivos e personalizados, 
possibilitando que cada criança avance no seu ritmo e de acordo com suas necessidades. Além 
disso, favorecem o engajamento e a motivação, elementos essenciais para o processo de 
alfabetização. 
É importante ressaltar que a aplicação dessas estratégias exige do professor uma 
formação sólida e contínua, bem como um planejamento intencional que considere as 
necessidades e potencialidades dos alunos. Segundo Magda Soares (2004), a alfabetização deve 
estar articulada ao letramento, ou seja, a criança deve aprender a ler e escrever compreendendo as 
funções sociais da linguagem escrita. Assim, ao propor jogos e atividades lúdicas que explorem os 
sons iniciais, mediais e finais das palavras em contextos significativos, o professor contribui para 
que a criança compreenda a funcionalidade da escrita no seu cotidiano. 
 
 50 
Para Lev Vygotsky (1989), a aprendizagem ocorre nas interações sociais e o jogo 
representa um espaço privilegiado para a mediação e para o desenvolvimento de funções 
psicológicas superiores. Dessa forma, os jogos e estratégias pedagógicas voltados à consciência 
fonológica devem ser organizados como experiências sociais e culturais, nas quais a criança 
constrói ativamente seu conhecimento em colaboração com os colegas e com a orientação do 
professor, desenvolvendo não apenas habilidades cognitivas, mas também competências 
socioemocionais. 
A diversidade de jogos e estratégias para trabalhar sons iniciais, mediais e finais das 
palavras contribui significativamente para a formação de leitores e escritores competentes, pois 
alia o desenvolvimento da consciência fonológica à construção do letramento e da autonomia. 
Essa abordagem integra as dimensões cognitivas, afetivas e sociais da aprendizagem, alinhando-se 
aos documentos oficiais que defendem uma educação infantil centrada no brincar e nas interações, 
assegurando que a alfabetização ocorra de forma significativa, progressiva e contextualizada. 
 
3. CONCLUSÃO 
A caminhada desta pesquisa revelou-se de extrema relevância para a compreensão da 
importância das atividades lúdicas no processo de exploração dos sons iniciais, mediais e finais 
das palavras, mostrando que esse percurso é essencial para consolidar a alfabetização de forma 
prazerosa e significativa. Ao longo da investigação, tornou-se evidente que o planejamento 
intencional e estruturado de estratégias pedagógicas pode transformar o ensino da leitura e da 
escrita em uma experiência envolvente, que respeita o ritmo de desenvolvimento das crianças e as 
conduz de maneira progressiva pela descoberta do universo sonoro da língua. Esse caminho 
trilhado permitiu não apenas entender os benefícios das práticas lúdicas, mas também reforçar o 
papel fundamental do professor como mediador e organizador de experiências de aprendizagem 
significativas e desafiadoras. 
A análise do tema possibilitou reconhecer que o uso de jogos e brincadeiras na 
alfabetização não se limita a momentos de recreação, mas configura-se como uma metodologia 
potente, que mobiliza habilidades cognitivas, linguísticas e socioemocionais. A ludicidade, nesse 
contexto, atua como elemento facilitador da aprendizagem, pois desperta a curiosidade, estimula a 
participação ativa e favorece a construção do conhecimento de forma colaborativa. Com isso, as 
crianças não apenas aprendem os sons da língua, mas também desenvolvem autoconfiança, 
autonomia e gosto pela leitura e pela escrita, elementos indispensáveis para sua formação integral. 
Durante a construção deste estudo, ficou evidente que as atividades lúdicas oferecem 
inúmeras possibilidades para trabalhar a consciência fonológica de maneira progressiva, partindo 
 
 51 
dos sons mais simples até os mais complexos, o que garante a consolidação de cada etapa do 
processo de alfabetização. A diversidade de jogos e estratégias analisadas mostrou que é possível 
abordar os sons iniciais, mediais e finais de forma integrada e contextualizada, tornando o 
aprendizado mais concreto e significativo para as crianças. Isso reforça a ideia de que o brincar é 
uma linguagem poderosa que promove avanços consistentes e duradouros no desenvolvimento da 
leitura e da escrita. 
A capacidade das atividades lúdicas de promoverem a socialização e o trabalho em 
grupo, habilidades fundamentais para o convívio escolar e social. Ao interagirem com os colegas 
durante os jogos, as crianças aprendem a respeitar regras, a ouvir o outro e a compartilhar saberes, 
o que contribui para um ambiente de aprendizagem mais colaborativo e inclusivo. Esse clima de 
cooperação fortalece vínculos afetivos e torna o espaço escolar mais acolhedor, favorecendo o 
desenvolvimento global dos alunos e ampliando seu engajamento nas práticas de alfabetização. 
A caminhada investigativa também possibilitou compreender que a ludicidade amplia o 
repertório linguístico das crianças, pois estimula a escuta atenta, o reconhecimento de padrões 
sonoros e o uso da oralidade como ferramenta para resolver desafios propostos nos jogos. Esse 
contato constante com a linguagem oral, articulado ao reconhecimento e manipulação dos sons das 
palavras, contribui para o domínio do sistema alfabético e para o desenvolvimento da fluência 
leitora e escritora. A ludicidade mostra-se uma aliada essencial na construção dos alicerces da 
alfabetização, garantindo que as crianças avancem de maneira segura e confiante. 
A pesquisa também reforçou a ideia de que o envolvimento emocional das crianças nas 
atividades lúdicas potencializa a aprendizagem, pois o prazer de brincar está diretamente 
associado à motivação para aprender. Quando o processo de alfabetização é permeado por 
momentos de alegria, criatividade e desafios adequados, as crianças passam a encarar a leitura e a 
escrita não como obrigações, mas como conquistas pessoais e prazerosas. Essa relação positiva 
com o conhecimento contribui para a formação de leitores e escritores ativos, críticos e 
participativos, preparados para interagir com o mundo de forma autônoma e significativa. 
Os resultados desta caminhada destacam que as atividades lúdicas favorecem a inclusão e 
o respeito à diversidade, pois permitem a adaptação de conteúdos e estratégias às necessidades e 
ritmos de aprendizagem de cada criança. Essa flexibilidade metodológica assegura que todos os 
alunos possam participar ativamente das práticas de alfabetização, sentindo-se valorizados e 
capazes de aprender, independentemente de suas particularidades. Ao promover um ambiente 
acolhedor e inclusivo, a ludicidade contribui para o desenvolvimento de atitudes de respeito, 
empatia e cooperação, que extrapolam o contexto escolar e se estendem para a vida em sociedade. 
A constatação de que o uso sistemático de atividades lúdicas contribui para o 
desenvolvimento da autonomia e da autorregulaçãodas crianças, que aprendem a planejar suas 
ações, a tomar decisões e a lidar com frustrações de maneira construtiva. Essas habilidades 
 
 52 
socioemocionais são fundamentais não apenas para o sucesso escolar, mas também para a 
formação de cidadãos críticos, resilientes e preparados para os desafios do futuro. Ao investir em 
práticas pedagógicas que integrem ludicidade e alfabetização, o professor atua de forma decisiva 
na formação integral dos alunos. 
Conclui-se, portanto, que a caminhada desta pesquisa reafirma a importância e a eficácia 
das atividades lúdicas como estratégias pedagógicas para a exploração dos sons iniciais, mediais e 
finais das palavras. Elas se revelam instrumentos valiosos para promover a aprendizagem da 
leitura e da escrita de forma significativa, prazerosa e inclusiva, respeitando o ritmo de 
desenvolvimento das crianças e potencializando suas capacidades cognitivas, linguísticas, afetivas 
e sociais. Investir na ludicidade como aliada da alfabetização é garantir um caminho sólido e 
encantador para que cada criança possa descobrir, com alegria e segurança, o poder transformador 
da linguagem escrita. 
 
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 55estrelas enquanto ela lhe entregava um mapa 
de pergaminho antigo. ―Aqui começam as trilhas dos sons‖, 
disse com um sorriso misterioso. ―Cada passo revelará os 
segredos das palavras: os sons iniciais que despertam, os 
mediais que sustentam e os finais que encerram com maestria 
cada história que um dia será lida e escrita por suas mãos.‖ 
 
Simone Helen Drumond Ischkanian apareceu montada em 
um grande pássaro feito de papel. Cada batida de asas 
espalhava letras pelo ar como folhas de outono. ―As palavras 
querem brincar‖, sussurrou ela. ―E você deve brincar com elas 
para compreendê-las. Não tema errar; cada tentativa é um 
feitiço que aproxima você da verdadeira magia da linguagem.‖ 
 
Das sombras suaves entre os carvalhos, Gladys Nogueira 
Cabral emergiu carregando um baú de jogos fonêmicos. Ao 
abrir a tampa, um arco-íris de sons escapou, formando trilhas 
que serpenteavam pelo chão. ―Siga estas trilhas com atenção‖, 
orientou. ―Os sons iniciais são os guardiões dos portões. 
Reconheça-os, nomeie-os e eles abrirão os caminhos 
escondidos da leitura.‖ 
 
 
 5 
Nívea Maria Costa Vieira aguardava adiante, junto a um rio 
de sílabas que murmuravam como se contassem segredos. Ela 
estendeu um copo de cristal e colheu gotas sonoras. ―Os sons 
mediais vivem no coração das palavras‖, explicou, oferecendo-
lhe o copo. ―Beba deles e escutará o pulsar da língua escrita, 
compreendendo como cada parte sustenta o todo.‖ 
 
Mais adiante, Silvana Nascimento de Carvalho costurava 
letras em tapetes dourados. Ela teceu uma ponte mágica para 
você atravessar. ―Os sons finais encerram cada palavra como 
um ponto de luz‖, disse com serenidade. ―Aprender a 
reconhecê-los é como ver o pôr do sol no fim de uma história 
— belo, preciso e necessário.‖ 
 
Sandro Garabed Ischkanian apareceu ao pé de uma 
torre feita de livros empilhados, tão alta que tocava as nuvens 
de papel. Ele segurava uma chave dourada. ―Esta chave é a 
consciência fonológica‖, declarou solenemente. ―Com ela, 
você poderá abrir as portas do castelo da escrita, onde cada 
sala guarda novas combinações de sons e grafias.‖ 
 
Enquanto você subia a torre, Neusa Venditte o 
esperava em um terraço suspenso sobre o céu de vogais e 
consoantes. Com sua voz suave, ela apontou para os horizontes 
onde trilhas de fonemas cintilavam como constelações. ―Olhe 
bem‖, disse. ―Cada trilha leva a uma nova descoberta. Cabe a 
você escolher qual seguir, mas todas o levarão à maestria da 
palavra.‖ 
 
Eliana Drumond apareceu em meio a um jardim onde 
flores de letras se abriam ao som de risos infantis. ―As crianças 
são os jardineiros deste mundo‖, falou, enquanto colhia pétalas 
em forma de acentos e cedilhas. ―Quando brincam com as 
palavras, elas fazem brotar o conhecimento. Ensine-as a 
brincar, e elas ensinarão o mundo a escutar.‖ 
 
 
 6 
Juntos, os oito mestres o conduziram até a Praça dos 
Sons, onde fontes de sílabas jorravam melodias e estátuas de 
autores ancestrais vigiavam silenciosas. 
Ali, cada pedra do chão era uma letra esperando ser 
despertada. Você percebeu que o mundo da alfabetização não 
era feito de rigidez, mas de encantamento, como um jogo 
eterno de descobertas e invenções. 
 
À medida que caminhava, percebeu que o ar ao seu 
redor se enchia de pequenos brilhos. Eram as palavras que 
você ainda não conhecia, dançando como vaga-lumes, 
esperando que você as capturasse com seus olhos e as 
guardasse no coração. Cada uma trazia uma promessa: novas 
histórias, novos mundos, novas maneiras de compreender o 
real. 
 
As trilhas começaram a se dividir em múltiplos 
caminhos, cada qual guardado por um desafio. Em um, deveria 
combinar sons iniciais como peças de um quebra-cabeça; em 
outro, montar palavras a partir de sons mediais que ecoavam 
como sinos; mais além, identificar sons finais que 
desapareciam como estrelas ao amanhecer. Cada desafio 
superado fazia seu mapa brilhar com novos símbolos. 
 
Regina sorriu ao ver sua determinação. ―Agora você 
compreende‖, disse. ―A alfabetização não é um caminho de 
memorização cega, mas uma aventura de exploração sonora. 
Cada som descoberto é um tesouro, e cada palavra lida é uma 
porta que se abre para outros mundos.‖ 
 
Os outros mestres assentiram, e juntos formaram um 
círculo ao seu redor. De suas mãos, raios de luz se uniram no 
ar, formando um grande livro dourado que flutuava diante de 
você. Gravadas em sua capa estavam as palavras: ―Atividades 
Lúdicas para Explorar Sons Iniciais, Mediais e Finais das 
Palavras‖. Você sentiu o livro pulsar como um coração vivo. 
 
 7 
 
E então, compreendendo que aquela jornada era apenas o início, você estendeu as mãos e 
aceitou o livro. Ao abri-lo, as páginas brilharam intensamente, como se cada palavra tivesse sido 
forjada com pó de estrelas, e um vento de letras e sons o envolveu, trazendo consigo aromas de 
pergaminho antigo e melodias de vogais dançantes. Cada página parecia viva, tremendo com uma 
energia própria, e as letras saltavam suavemente diante dos seus olhos, formando palavras que 
contavam histórias de lugares nunca antes imaginados. Sentiu, naquele instante, que não estava 
apenas lendo; estava sendo transportado para dentro de um universo pulsante, onde os sons 
iniciais, mediais e finais das palavras se entrelaçavam em trilhas mágicas, prontas para serem 
exploradas. 
Enquanto o vento de sons o envolvia, percebeu que cada trilha que surgia diante de você era 
diferente — algumas cintilavam com cores suaves, outras ressoavam como tambores distantes, e 
algumas quase sussurravam segredos de antigas aventuras. Cada passo pelo livro parecia abrir 
portas invisíveis, revelando salas cheias de enigmas fonológicos e salas secretas onde sílabas e 
letras dançavam em círculos perfeitos. Era como se cada som tivesse uma personalidade própria, e 
ao tocar cada letra ou pronunciar cada fonema, uma história inteira se desenrolava diante de você, 
ensinando que a alfabetização não era apenas habilidade, mas uma forma de magia viva, capaz de 
transformar pensamentos em palavras e palavras em mundos. 
Ao virar a página, sentiu a presença de todos os mestres que o acompanharam até ali — 
Regina, Simone, Gladys, Nívea, Silvana, Sandro, Neusa e Eliana — como se estivessem guiando 
cada letra que você descobria. Eles sussurravam instruções sutis, lembrando que cada trilha 
explorada poderia levar a novas combinações de sons, a novas palavras, a novas ideias. Com cada 
descoberta, sentiu-se mais confiante, mais curioso, mais capaz de desvendar os segredos do livro e 
do próprio mundo da alfabetização. Ali, entre páginas que brilhavam e sons que dançavam, você 
compreendeu que aquele era apenas o começo de uma jornada sem fim — uma aventura na qual 
cada palavra aprendida era uma chave, cada som decifrado, um portal, e cada letra compreendida, 
uma ponte que levava a horizontes infinitos de conhecimento e imaginação. 
 
 
 8 
1. INTRODUÇÃO 
 
O universo da alfabetização é um território de descobertas, e as atividades lúdicas 
constituem ferramentas privilegiadas para explorar os sons iniciais, mediais e finais das palavras, 
promovendo a construção da consciência fonológica de maneira prazerosa e significativa. Como 
apontam Antunes (2011) e Kishimoto (1997, p. 37-38), o jogo, em sua essência, potencializa a 
motivação interna da criança, criando situações em que o aprendizado se dá de forma natural, 
espontânea e envolvente. A ludicidade, portanto, não é apenas entretenimento; é uma estratégia 
pedagógica capaz de favorecer a compreensão da língua escrita e falada, permitindo que os alunos 
percebam as estruturas sonoras das palavras de maneira concreta e interativa. 
A utilização de jogos como recurso didático, conforme destaca Araújo (2020), 
proporciona às crianças a oportunidade de manipular sons de maneira experimental, explorando 
combinações iniciais, mediais e finais em diferentes contextos de leiturae escrita. Essa exploração 
ativa contribui para o desenvolvimento da consciência fonológica, considerada um dos pilares da 
alfabetização, pois permite que o aluno identifique, discrimine e produza os sons que compõem as 
palavras. Kishimoto (1997, p. 37-38) reforça que, embora a ludicidade seja motivadora, o trabalho 
pedagógico precisa articular estímulos externos e a presença de parceiros, garantindo que a criança 
compreenda regras, padrões e relações linguísticas, evitando que a atividade se limite à mera 
distração. 
A criação de um ambiente alfabetizador, como descreve o Referencial Nacional 
Curricular para a Educação Infantil (Brasil, 1998, p. 151), é essencial para que os jogos sejam 
efetivos. Um espaço é considerado alfabetizador quando oferece situações de uso real da leitura e 
da escrita, permitindo que as crianças observem, participem e reflitam sobre os usos da língua no 
cotidiano. As atividades lúdicas para explorar sons iniciais, mediais e finais tornam-se 
catalisadoras da aprendizagem, pois integram o conhecimento fonológico à prática social da 
linguagem, promovendo interações significativas que fortalecem a compreensão da escrita 
alfabética. 
Diz-se que um ambiente é alfabetizador quando promove um conjunto de situações de 
usos reais de leitura e escrita nas quais as crianças têm a oportunidade de participar. Se os 
adultos com quem as crianças convivem utilizam a escrita no seu cotidiano e oferecem a 
elas a oportunidade de presenciar e participar de diversos atos de leitura e de escrita, elas 
podem, desde cedo pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê 
e como se escreve (Brasil, 1998, p. 151). 
 
Segundo Kishimoto (1997, p. 16), o jogo pode ser compreendido de três formas distintas: 
como resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social; como um 
sistema de regras; ou como objeto de aprendizagem. Essa perspectiva reforça a importância de 
planejar atividades lúdicas com objetivos claros, nas quais os alunos possam interagir com os sons 
das palavras, reconhecer padrões fonêmicos e desenvolver estratégias de segmentação e 
 
 9 
recomposição de sílabas. Quando organizadas de maneira intencional, essas atividades permitem 
que os sons iniciais, mediais e finais se tornem perceptíveis e compreensíveis, consolidando a base 
da alfabetização. 
Ao relacionar ludicidade, exploração fonológica e formação de ambientes 
alfabetizadores, percebe-se que as atividades lúdicas são instrumentos essenciais para o 
desenvolvimento da leitura e da escrita. Elas garantem que o processo de alfabetização seja 
motivador, significativo e estruturado, promovendo uma aprendizagem que integra teoria e 
prática, experimentação e reflexão. Os jogos para o ambiente alfabetizado, longe de serem meros 
passatempos, constituem trilhas mágicas por onde a criança descobre, experimenta e internaliza os 
sons da língua, construindo de maneira ativa e prazerosa o seu conhecimento linguístico. 
Considerando que os jogos são instrumentos que podem ser utilizados com finalidades 
pedagógicas, eles propiciam o desenvolvimento da aprendizagem de modo positivo, 
comprovando-se como um recurso didático importante no processo de alfabetização. Ao integrar 
diversão e aprendizagem, os jogos permitem que as crianças experimentem e manipulem os sons 
das palavras — iniciais, mediais e finais — de forma concreta, fortalecendo a consciência 
fonológica e a compreensão do funcionamento do sistema de escrita alfabética. 
A discussão sobre o uso de jogos na alfabetização vem sendo ampliada a partir dos anos 
2000, período em que concepções mais conciliadoras de alfabetização passaram a valorizar, 
simultaneamente, a cultura escrita e a explicitação do funcionamento do sistema alfabético. Araújo 
(2020, p. 8) destaca que, nesse contexto, ―trazem jogos como estratégia produtiva [...] ao lado dos 
aspectos referentes à cultura escrita, abordar explicitamente o funcionamento do sistema de escrita 
alfabética (SEA)‖. Essa perspectiva evidencia que os jogos não são apenas instrumentos de 
entretenimento, mas ferramentas estruturadas que favorecem o aprendizado ativo e significativo 
da leitura e da escrita. 
[...] a partir dos anos 2000, no âmbito de concepções de alfabetização mais conciliadoras, 
que afirmam a importância de, ao lado dos aspectos referentes à cultura escrita, abordar 
explicitamente o funcionamento do sistema de escrita alfabética (SEA), e que trazem 
jogos como estratégia produtiva nesse sentido [...]. (Araújo, 2020, p. 8) 
 
Kishimoto (1997) complementa essa visão ao discutir o primeiro sentido atribuído ao 
jogo, observando que o sistema linguístico de cada sociedade cria imagens ou significados 
específicos para os jogos. Em diferentes momentos históricos e culturais, o jogo pode assumir 
papéis distintos: em algumas sociedades, ele pode ser considerado sério e relevante para a 
educação e a socialização; em outras, pode ser percebido apenas como entretenimento. 
Os jogos utilizados na alfabetização devem ser compreendidos não apenas como 
instrumentos lúdicos, mas como elementos pedagógicos inseridos em contextos culturais e 
linguísticos específicos, nos quais seu significado é válido para os participantes que interagem 
com eles. 
 
 10 
Ao explorar os sons iniciais, mediais e finais das palavras por meio de jogos, as crianças 
não apenas se divertem, mas constroem consciência fonológica de maneira estruturada, 
aprendendo a identificar padrões sonoros e a relacioná-los à escrita. Essa prática pedagógica, 
apoiada por estudos de Araújo (2020) e Kishimoto (1997), evidencia que a ludicidade aliada ao 
planejamento didático é capaz de promover aprendizagem significativa, tornando a alfabetização 
um processo envolvente, ativo e culturalmente situado. 
Como um sistema de regras, cada jogo apresenta uma sequência a ser seguida e 
respeitada, a fim de que seja possível jogar de maneira organizada e significativa. Kishimoto 
(1997, p. 17) ilustra que ―o xadrez tem regras explícitas diferentes do jogo de damas, loto ou 
trilha‖, evidenciando que cada atividade lúdica possui estruturas próprias que orientam a 
participação, delimitam as ações e permitem que os participantes compreendam os objetivos do 
jogo. No contexto da alfabetização, essa característica torna-se especialmente relevante, pois a 
manipulação dos sons iniciais, mediais e finais das palavras requer atenção, sequência e respeito 
às etapas das atividades propostas. 
No sentido mais amplo, o jogo, conforme Antunes (2011, p. 11), ―expressa um 
divertimento, brincadeira, passatempo sujeito a regras que devem ser observadas quando se joga‖. 
Essa concepção reforça que, embora lúdico, o jogo na educação não se reduz a entretenimento; ele 
envolve planejamento, participação consciente e engajamento ativo. Ao explorar sons das 
palavras, os jogos estruturados garantem que a criança desenvolva competências fonológicas de 
forma progressiva, respeitando etapas de reconhecimento, discriminação e produção dos fonemas. 
Huizinga (2007, p. 33) complementa essa perspectiva ao definir o jogo como ―uma 
atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e 
espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim 
em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser 
diferente da vida cotidiana.‖ Essa definição evidencia que os jogos de alfabetização criam um 
universo paralelo, no qual a criança vivencia experiências de aprendizagem que combinam prazer, 
desafio e engajamento consciente. Ao manipular sons iniciais, mediais e finais das palavras, a 
criança não apenas se diverte, mas internaliza regras fonológicas, reconhece padrões sonoros e 
estabelece relações entre sons e grafias, consolidando a base para a leitura e a escrita. 
 
É uma atividade ou ocupação voluntária, exercidadentro de certos e determinados limites 
de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente 
obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e 
alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana. (Huizinga, 2007, p. 33) 
 
Compreender o jogo como sistema de regras e atividade estruturada é essencial para que 
as atividades lúdicas atinjam seu objetivo pedagógico. 
 
 11 
De acordo com Antunes (2011, p. 11), os jogos planejados permitem que as crianças se 
envolvam ativamente, desenvolvam consciência fonológica e explorem os diferentes sons das 
palavras de forma organizada e significativa, promovendo aprendizagem efetiva e prazerosa no 
processo de alfabetização. A importância desse tipo de atividade lúdica reside no fato de que ela 
transforma o aprendizado em experiência concreta, permitindo que o aluno não apenas reconheça 
os sons iniciais, mediais e finais das palavras, mas também compreenda sua função dentro do 
sistema de escrita alfabética, tornando a alfabetização mais significativa e contextualizada. 
Ao manipular os sons das palavras por meio de jogos, as crianças vivenciam processos de 
análise, síntese e segmentação fonológica, habilidades essenciais para a construção da leitura e da 
escrita (Ferreiro; Teberosky, 1989). A exploração de sons iniciais, por exemplo, permite que a 
criança identifique padrões recorrentes, facilitando a associação entre grafia e fonema. De maneira 
semelhante, os sons mediais e finais ajudam na discriminação auditiva e na compreensão de como 
os diferentes segmentos sonoros se articulam para formar palavras, consolidando estruturas 
linguísticas complexas de forma lúdica e motivadora. 
Kishimoto (1997) destaca que os jogos podem ser compreendidos sob três dimensões: 
como resultado de um sistema linguístico inserido em contextos sociais, como sistema de regras e 
como objeto de aprendizagem. No contexto da alfabetização, essas três dimensões se articulam: o 
sistema linguístico orienta a escolha dos sons e palavras a serem trabalhados, as regras do jogo 
estruturam a atividade e o jogo em si torna-se um objeto de aprendizagem, permitindo que a 
criança compreenda e manipule o funcionamento da língua escrita de maneira concreta. 
O trabalho com atividades lúdicas também favorece o desenvolvimento de múltiplas 
inteligências, conforme salientado por Antunes (2011). Ao explorar sons iniciais, mediais e finais 
das palavras, a criança mobiliza não apenas habilidades linguísticas, mas também cognitivas, 
auditivas, motoras e sociais. Jogos em grupo estimulam a interação entre pares, promovendo 
trocas de hipóteses, observação de estratégias alheias e construção coletiva do conhecimento, 
enquanto jogos individuais fortalecem a atenção, a memória fonológica e a autonomia na 
aprendizagem. 
A Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018) e o Referencial Nacional Curricular 
para a Educação Infantil (Brasil, 1998) reforçam a importância da ludicidade no processo de 
alfabetização, destacando que as crianças devem ser estimuladas a experimentar a língua escrita 
em situações significativas e contextualizadas. Nesse sentido, os jogos que exploram os sons das 
palavras permitem que a criança perceba a funcionalidade da escrita, compreenda sua estrutura 
alfabética e construa consciência fonológica de forma natural e envolvente, conectando teoria e 
prática pedagógica. 
Huizinga (2007) destaca que o jogo é uma atividade voluntária, dotada de regras e limites 
de tempo e espaço, que proporciona tensão, alegria e distanciamento da vida cotidiana. Aplicado à 
 
 12 
alfabetização, esse conceito evidencia que os jogos fonológicos criam um universo paralelo de 
aprendizagem, no qual os alunos podem experimentar, errar e corrigir, internalizando os sons das 
palavras e consolidando seu conhecimento de maneira lúdica. 
A dimensão de prazer e desafio do jogo mantém a motivação da criança, fator 
determinante para a aprendizagem significativa. 
Araújo (2020) aponta que a partir dos anos 2000, os jogos passaram a ser reconhecidos 
como ferramentas estratégicas no ensino da escrita alfabética, permitindo que a criança 
compreenda explicitamente o funcionamento do sistema de escrita. 
Atividades lúdicas voltadas aos sons iniciais, mediais e finais das palavras tornam-se 
instrumentos pedagógicos estruturados, capazes de articular cultura escrita, consciência fonológica 
e desenvolvimento cognitivo, promovendo aprendizagem ativa e contextualizada. 
O uso de jogos na alfabetização não exclui outras atividades pedagógicas, mas as 
complementa, criando um ambiente mais leve, motivador e propício à aprendizagem (Kishimoto, 
1997). As atividades lúdicas oferecem à criança a oportunidade de manipular sons e grafias, testar 
hipóteses sobre o funcionamento da língua escrita e desenvolver estratégias de leitura e escrita que 
serão aplicáveis em situações reais de comunicação, fortalecendo a capacidade de transferir 
conhecimento para diferentes contextos. 
A exploração de sons das palavras por meio de jogos permite que o professor observe e 
registre o desenvolvimento das habilidades fonológicas, ajustando intervenções e estratégias de 
ensino conforme a necessidade de cada criança (Leal; Albuquerque; Leite, 2005). Essa prática 
torna o processo de alfabetização mais individualizado e eficiente, pois reconhece o ritmo de 
aprendizagem de cada aluno e promove o acompanhamento contínuo da evolução fonológica, 
garantindo que os sons iniciais, mediais e finais sejam internalizados de maneira progressiva. 
Os jogos também contribuem para o desenvolvimento da criatividade e da imaginação, 
fundamentais na construção do pensamento lógico e linguístico (Antunes, 2011). Ao explorar sons 
das palavras em contextos lúdicos, a criança é incentivada a criar novas combinações sonoras, 
inventar palavras e participar de atividades que exigem reflexão e experimentação, tornando o 
aprendizado da escrita um processo ativo, prazeroso e autorregulado. 
Os jogos permitem a socialização do conhecimento. Atividades em grupo que envolvem 
sons iniciais, mediais e finais das palavras promovem interação, troca de experiências e 
aprendizado colaborativo (Araújo, 2020). As crianças aprendem a respeitar regras, ouvir o colega, 
argumentar sobre escolhas sonoras e construir soluções conjuntas, reforçando habilidades sociais 
que são complementares ao desenvolvimento linguístico e cognitivo. 
 
 
 
 13 
2. DESENVOLVIMENTO 
Ao integrar regras, objetivos claros, interação social e prazer, as atividades lúdicas 
representam um caminho sólido e eficiente para a alfabetização, pois transformam a aprendizagem 
em experiência concreta, participativa e significativa (Moraes, 2012; Murcia, 2005). Explorar os 
sons iniciais, mediais e finais das palavras por meio de jogos planejados permite que a criança 
compreenda o funcionamento do sistema de escrita alfabética, desenvolvendo consciência 
fonológica de forma estruturada e gradativa. Dessa maneira, cada som torna-se um elemento ativo 
na construção da leitura e da escrita, consolidando habilidades essenciais para a alfabetização. 
Moraes (2012) enfatiza que o ensino do sistema alfabético deve proporcionar 
experiências práticas em que os alunos possam manipular sons, sílabas e palavras, estabelecendo 
relações entre fonemas e grafias. Os jogos constituem instrumentos ideais para esse objetivo, pois 
permitem que as crianças internalizem padrões sonoros, reconheçam repetições, diferenças e 
combinações de sons, enquanto se envolvem de maneira lúdica e prazerosa. Nesse contexto, 
atividades que trabalham sons iniciais, mediais e finais funcionam como pontes entre a oralidade e 
a escrita, facilitando a apropriação do sistema alfabético. 
A história dos métodos de alfabetização no Brasil, apresentada por Mortatti (2006), 
mostra que a utilização de recursos lúdicos, embora muitas vezes subestimada,sempre esteve 
presente em diferentes abordagens pedagógicas. Desde métodos tradicionais até propostas mais 
modernas e construtivistas, os jogos foram reconhecidos como estratégias capazes de engajar o 
aluno, tornar o aprendizado mais prazeroso e apoiar a consolidação da consciência fonológica. Ao 
revisitar essas práticas históricas, é possível perceber que a exploração de sons das palavras por 
meio de atividades lúdicas não é uma novidade, mas uma prática consolidada e fundamentada 
pedagogicamente. 
Murcia (2005) destaca que a aprendizagem através do jogo proporciona aos alunos a 
possibilidade de experimentar, errar e acertar, promovendo autonomia, reflexão e 
desenvolvimento cognitivo. Nos jogos que exploram sons iniciais, mediais e finais das palavras, a 
criança experimenta combinações fonológicas diferentes, identifica padrões, segmenta palavras 
em sílabas e relaciona sons a grafias. Esse tipo de prática reforça não apenas a competência 
linguística, mas também habilidades sociais, cognitivas e emocionais, evidenciando o caráter 
multifacetado do aprendizado lúdico. 
A manipulação de sons por meio de jogos favorece a consolidação de estratégias de 
leitura e escrita, como a segmentação de palavras, a identificação de fonemas repetidos e a 
antecipação de grafias. Ao realizar essas atividades de forma estruturada, a criança compreende 
que cada palavra possui sons iniciais, mediais e finais que podem ser isolados, combinados e 
 
 14 
reproduzidos, promovendo uma alfabetização ativa e reflexiva, como apontam Moraes (2012) e 
Murcia (2005). 
Ao observar como cada aluno interage com os sons das palavras, o professor pode 
planejar intervenções específicas, reforçar conceitos ainda não assimilados e avançar 
gradualmente na complexidade das atividades (Mortatti, 2006). Essa prática pedagógica garante 
que a alfabetização seja personalizada e eficaz, integrando teoria e prática em um processo 
contínuo de construção do conhecimento. 
Atividades que envolvem sons iniciais, mediais e finais das palavras podem ser realizadas 
em grupos, estimulando a colaboração, o respeito às regras, a escuta ativa e a troca de experiências 
entre colegas (Murcia, 2005). Essa interação fortalece a aprendizagem, pois as crianças aprendem 
não apenas com o professor, mas também com os pares, desenvolvendo competências sociais e 
cognitivas simultaneamente. 
É importante destacar que os jogos não substituem outras estratégias de ensino, mas as 
complementam, tornando o processo de alfabetização mais dinâmico, motivador e contextualizado 
(Moraes, 2012). Ao combinar regras, objetivos claros, estímulos sonoros e práticas lúdicas, é 
possível criar um ambiente alfabetizador em que a criança se sinta segura para explorar, 
experimentar e aprender de forma significativa. 
A exploração sistemática dos sons iniciais, mediais e finais das palavras por meio de 
jogos permite que a criança estabeleça relações entre fala e escrita, desenvolvendo consciência 
fonológica e fluência na leitura (Brasil, 2018). Essa prática está alinhada às diretrizes curriculares 
e à Base Nacional Comum Curricular, que recomendam atividades significativas e 
contextualizadas para o desenvolvimento da alfabetização. 
Os jogos incentivam a autonomia, a criatividade e o prazer na aprendizagem (Murcia, 
2005). Crianças engajadas em atividades lúdicas tendem a desenvolver atitudes positivas em 
relação à leitura e à escrita, consolidando hábitos de estudo e interesse pelo conhecimento 
linguístico desde cedo. 
A integração de regras, objetivos claros, interação social, prazer e exploração sonora 
constitui uma estratégia pedagógica robusta, capaz de tornar a alfabetização significativa e eficaz. 
A prática deliberada e planejada de atividades lúdicas voltadas aos sons iniciais, mediais e finais 
das palavras possibilita que a criança construa uma base sólida para leitura e escrita, compreenda o 
funcionamento do sistema de escrita alfabética e desenvolva consciência fonológica de forma 
consistente e prazerosa. 
As atividades lúdicas desempenham papel central no desenvolvimento da leitura, pois 
permitem que as crianças explorem os sons iniciais, mediais e finais das palavras de maneira 
estruturada e significativa. Conforme Brandão et al. (2009, p. 13-14), ―nos momentos de jogo, as 
crianças mobilizam saberes acerca da lógica de funcionamento da escrita, consolidando 
 
 15 
aprendizagens já realizadas ou se apropriando de novos conhecimentos nessa área‖. Essa 
mobilização de saberes ocorre porque os jogos proporcionam contextos nos quais os alunos podem 
experimentar combinações sonoras, segmentar palavras e reconhecer padrões fonológicos, 
fortalecendo a base para a aquisição da leitura. 
Murcia (2005, p. 74) reforça que os jogos são instrumentos de expressão e comunicação 
de primeira ordem, além de promoverem o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social da 
criança. Quando aplicados à alfabetização, os jogos permitem que os sons iniciais, mediais e finais 
das palavras sejam explorados de forma lúdica, respeitando o princípio da motivação e garantindo 
que a aprendizagem ocorra de maneira natural e prazerosa. A exploração desses sons possibilita 
que a criança reconheça as estruturas internas das palavras, estabeleça relações entre fonemas e 
grafias e desenvolva estratégias de leitura mais eficazes. 
 
É um meio de expressão e comunicação de primeira ordem, de desenvolvimento motor, 
cognitivo, afetivo e sociabilizador por excelência. É básico para o desenvolvimento da 
personalidade da criança em todas as suas facetas. Pode ter fim em si mesmo, bem como 
ser meio para a aquisição das aprendizagens. Pode acontecer de forma espontânea e 
voluntária ou organizada, sempre que respeitado o princípio da motivação (Murcia, 2005, 
p. 74) 
 
Piaget (1978, p. 87) também destaca que os jogos são simultaneamente brincadeiras e 
meios de aprendizagem, sendo classificados em três categorias: jogos de exercício, simbólicos e 
de regras. Cada tipo de jogo contribui de maneira distinta para o desenvolvimento da consciência 
fonológica. Nos jogos de exercício, por exemplo, a repetição de sons iniciais ou finais permite que 
a criança internalize padrões fonológicos básicos, essenciais para a leitura fluente. Já os jogos 
simbólicos possibilitam a associação entre sons e significados, fortalecendo a compreensão do 
vocabulário e o uso contextual da linguagem. Por fim, os jogos de regras estruturam a atividade, 
promovendo atenção, disciplina e respeito à sequência correta de manipulação dos sons. 
Ao trabalhar os sons iniciais, mediais e finais das palavras por meio de jogos, as crianças 
participam ativamente da construção do conhecimento, relacionando a oralidade à escrita e 
consolidando o processo de alfabetização. Essa prática torna o aprendizado da leitura um processo 
interativo e significativo, permitindo que a criança compreenda como os fonemas se combinam 
para formar palavras e textos. Brandão et al. (2009) reforçam que essas experiências lúdicas 
possibilitam a apropriação gradual do sistema de escrita, contribuindo para o desenvolvimento de 
autonomia e confiança na leitura. 
A exploração lúdica dos sons favorece a aquisição de estratégias de decodificação e 
reconhecimento de palavras, habilidades essenciais para a fluência leitora. Quando a criança 
aprende a identificar padrões sonoros de maneira sistemática, passa a antecipar letras e sílabas, 
compreender regras ortográficas e reconhecer palavras com maior rapidez. Os jogos funcionam 
 
 16 
como catalisadores do processo de leitura, tornando a aprendizagem não apenas efetiva, mas 
também prazerosa. 
A dimensão social do jogo também é relevante para o desenvolvimento da leitura. 
Atividades em grupo permitem que as crianças compartilhem descobertas sobre sons, comparem 
respostas, argumentem sobre combinações fonológicas e aprendam com os colegas. Murcia (2005) 
observa queo jogo organiza experiências coletivas de aprendizagem, fortalecendo habilidades de 
interação social, colaboração e comunicação — elementos essenciais para o desenvolvimento de 
leitores competentes. 
Os jogos de regras, em especial, promovem atenção e concentração, habilidades 
fundamentais na leitura. Ao seguir sequências estruturadas de sons iniciais, mediais e finais, a 
criança aprende a observar, registrar e reproduzir padrões fonológicos, consolidando competências 
cognitivas ligadas à leitura. Piaget (1978) ressalta que esse tipo de jogo combina diversão e 
aprendizagem, criando um ambiente motivador e desafiador para o desenvolvimento de 
habilidades linguísticas. 
Os jogos simbólicos, por sua vez, estimulam a imaginação e a criatividade, permitindo 
que as crianças associem sons a imagens, histórias e significados contextuais. Essa prática 
fortalece a compreensão do vocabulário e amplia a capacidade de inferência durante a leitura, pois 
os alunos passam a reconhecer palavras e frases dentro de narrativas ou situações reais, tornando o 
aprendizado mais significativo. 
Nos jogos de exercício, a repetição de sons e sílabas contribui para a automatização da 
consciência fonológica, facilitando a decodificação e a fluência na leitura. Ao identificar e 
reproduzir sons iniciais, mediais e finais de palavras, a criança desenvolve precisão e confiança, 
habilidades indispensáveis para leitura autônoma e compreensão textual. 
As crianças passam a perceber a escrita como um instrumento de comunicação viva e 
interativa, e não apenas como um conjunto de símbolos abstratos. Essa abordagem lúdica 
transforma a alfabetização em experiência significativa, aumentando a curiosidade, a participação 
e o interesse pelo aprendizado. 
Ao explorar sons iniciais, mediais e finais das palavras por meio de atividades lúdicas, a 
alfabetização torna-se um processo ativo, prazeroso e fundamentado no desenvolvimento integral 
da criança. Brandão et al. (2009), Murcia (2005) e Piaget (1978) evidenciam que o jogo, 
estruturado e intencional, permite que a criança compreenda o sistema de escrita, desenvolva 
consciência fonológica e consolide habilidades essenciais para a leitura, tornando cada experiência 
de aprendizagem única e transformadora. 
As atividades lúdicas constituem não apenas estratégias pedagógicas, mas caminhos para 
a construção de leitores competentes e motivados, capazes de perceber, discriminar e manipular os 
sons das palavras com precisão, criatividade e autonomia. 
 
 17 
2.1. METODOLOGIA DA PESQUISA PARA DELINEAMENTO DO ARTIGO 
A presente pesquisa adota uma abordagem qualitativa de cunho bibliográfico e 
documental, centrada na análise interpretativa das produções científicas relacionadas à utilização 
de atividades lúdicas para explorar sons iniciais, mediais e finais das palavras. Conforme Brito, 
Oliveira e Silva (2021), a pesquisa qualitativa permite compreender significados, sentidos e 
processos, sendo especialmente adequada para investigar práticas pedagógicas e contextos 
educativos, em vez de se limitar à quantificação de dados. Essa abordagem possibilita interpretar a 
complexidade do ensino da alfabetização e a relevância das atividades lúdicas no desenvolvimento 
da consciência fonológica. 
A escolha por uma investigação de caráter bibliográfico justifica-se pela necessidade de 
reunir, sistematizar e analisar o conhecimento já produzido sobre o tema. Segundo Sousa, Oliveira 
e Alves (2021), a pesquisa bibliográfica consiste na exploração de obras previamente publicadas 
— como artigos científicos, livros, dissertações e documentos oficiais — com o objetivo de 
fundamentar teoricamente o estudo e identificar lacunas no conhecimento existente. No contexto 
da alfabetização, essa estratégia permite compreender como os jogos e atividades lúdicas têm sido 
aplicados para trabalhar os sons iniciais, mediais e finais das palavras, além de analisar seus 
efeitos no desenvolvimento da leitura e da escrita. 
O levantamento bibliográfico realizado incluiu autores clássicos da alfabetização, como 
Ferreiro; Teberosky (1989), que discutem a construção do conhecimento sobre a língua escrita, e 
Piaget (1978), que aborda a função educativa do jogo como instrumento de aprendizagem. 
Também foram incluídas obras contemporâneas, como Brandão et al. (2009), Antunes (2011) e 
Araújo (2020), que analisam a aplicação de jogos e atividades lúdicas na alfabetização, destacando 
sua importância para a construção da consciência fonológica e para o desenvolvimento das 
habilidades de leitura e escrita. 
Além da literatura acadêmica, a pesquisa consultou documentos oficiais, como a Base 
Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018) e o Referencial Nacional Curricular para a Educação 
Infantil (Brasil, 1998), que orientam a prática pedagógica e reconhecem a relevância do lúdico na 
aprendizagem da língua escrita. Tais referências servem para contextualizar teoricamente o estudo, 
garantindo que a análise bibliográfica seja alinhada às diretrizes nacionais de educação. 
A análise documental permitiu identificar padrões metodológicos e conceituais sobre o 
uso de atividades lúdicas na alfabetização, ressaltando os aspectos cognitivos, sociais e afetivos 
envolvidos na aprendizagem dos sons iniciais, mediais e finais das palavras. Libâneo (2008) 
reforça que o estudo da didática exige atenção à prática educativa, sendo essencial compreender 
como os instrumentos pedagógicos — neste caso, os jogos e atividades lúdicas — contribuem para 
a construção do conhecimento pelos alunos. 
 
 18 
O procedimento de análise seguiu etapas de leitura crítica, categorização temática e 
interpretação contextual. Primeiramente, os materiais selecionados foram lidos na íntegra, 
destacando conceitos-chave relacionados ao uso de jogos e atividades lúdicas. Em seguida, as 
informações foram organizadas em categorias temáticas, como ―desenvolvimento da consciência 
fonológica‖, ―exploração de sons iniciais, mediais e finais‖ e ―impactos no processo de leitura e 
escrita‖. Por fim, realizou-se a interpretação crítica dos dados, articulando os diferentes estudos e 
documentos oficiais para construir uma compreensão abrangente sobre o tema. 
Essa metodologia permite ao pesquisador identificar práticas pedagógicas eficazes, 
desafios e lacunas na aplicação de atividades lúdicas na alfabetização. Além disso, possibilita 
analisar como os jogos contribuem para o desenvolvimento da consciência fonológica, para a 
aquisição da leitura e escrita e para o engajamento das crianças no processo de aprendizagem. 
A abordagem qualitativa adotada também possibilita compreender as interações entre 
professor, criança e atividades lúdicas, destacando como o planejamento, a mediação e a 
sequência das tarefas influenciam a aprendizagem. Ao privilegiar a interpretação de dados já 
publicados, a pesquisa evita generalizações indevidas, focando em explicações contextualizadas 
sobre o funcionamento dos jogos na alfabetização. 
O estudo reconhece que as atividades lúdicas não funcionam isoladamente, mas em 
conjunto com práticas pedagógicas estruturadas. A análise bibliográfica e documental permite 
compreender como o jogo atua como instrumento pedagógico para explorar sons iniciais, mediais 
e finais, integrando aspectos cognitivos, afetivos e sociais que favorecem o desenvolvimento 
integral da criança. 
A metodologia adotada assegura rigor acadêmico, permitindo que o estudo articule teoria 
e prática e contribua para a reflexão sobre estratégias didáticas inovadoras na alfabetização. Ao 
combinar análise qualitativa, revisão bibliográfica e exame documental, o artigo proporciona uma 
visão consolidada sobre o papel das atividades lúdicas no desenvolvimento da consciência 
fonológica e da leitura. 
A pesquisa possibilita não apenas compreender o estado da arte sobre o tema, mas 
também subsidiar propostas pedagógicas, oferecendo subsídios para professorese pesquisadores 
interessados em aplicar atividades lúdicas de forma planejada e eficaz no processo de 
alfabetização. Dessa forma, a metodologia adotada garante consistência, profundidade analítica e 
relevância prática para o estudo das atividades lúdicas no ensino dos sons iniciais, mediais e finais 
das palavras. 
A pesquisa também se caracteriza como documental, pois inclui materiais acessados em 
bases digitais e científicas, apresentando dados fundamentais para a reflexão sobre o objeto de 
estudo: as atividades lúdicas voltadas à exploração de sons iniciais, mediais e finais das palavras. 
Foram selecionadas obras disponíveis em livros, artigos científicos, periódicos e plataformas 
 
 19 
acadêmicas, como CAPES e SciELO, considerando critérios de atualidade, relevância temática e 
rigor metodológico. Esse cuidado garante que a análise seja baseada em referências confiáveis e 
consistentes, fortalecendo a fundamentação teórica do estudo (Gil, 2008; Gil, 2009). 
A escolha por fontes documentais de qualidade permite investigar de forma aprofundada 
as diferentes concepções sobre o uso de jogos na alfabetização e seus efeitos no desenvolvimento 
da consciência fonológica. Livros e artigos revisados por pares oferecem dados teóricos e práticos 
sobre estratégias pedagógicas que utilizam atividades lúdicas para explorar sons das palavras, 
possibilitando compreender como esses recursos contribuem para a aquisição da leitura e da 
escrita. Dessa forma, a pesquisa documental complementa a abordagem bibliográfica, fornecendo 
subsídios sólidos para a análise crítica dos processos educativos. 
A utilização de bases científicas e plataformas digitais facilita o acesso a produções 
recentes, permitindo a atualização do conhecimento sobre alfabetização e ludicidade. Isso inclui 
estudos que abordam métodos inovadores, relatos de experiências pedagógicas e análises sobre o 
impacto de jogos e brincadeiras no desenvolvimento da consciência fonológica. A seleção 
criteriosa das fontes assegura que os dados analisados reflitam as práticas contemporâneas e 
contemplem diferentes perspectivas teóricas, fortalecendo a interpretação dos resultados e a 
proposição de estratégias didáticas para trabalhar sons iniciais, mediais e finais das palavras. 
Essa abordagem documental também possibilita identificar lacunas na pesquisa existente, 
orientando futuras investigações e práticas pedagógicas. Ao analisar criticamente os materiais 
selecionados, o pesquisador pode avaliar quais métodos lúdicos são mais eficazes, como os jogos 
podem ser aplicados em diferentes contextos e como atividades estruturadas contribuem para o 
desenvolvimento integral da criança na alfabetização. Gil (2008; 2009) ressalta que a análise 
documental e bibliográfica proporciona uma base sólida para a construção do conhecimento 
científico, permitindo que as conclusões do estudo sejam fundamentadas e coerentes com a 
literatura existente. 
Ao combinar pesquisa documental e bibliográfica, o estudo consegue articular teoria e 
prática, proporcionando uma visão abrangente sobre a utilização de atividades lúdicas para 
explorar sons iniciais, mediais e finais das palavras. Essa metodologia assegura que o artigo esteja 
alicerçado em evidências robustas, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de práticas 
pedagógicas eficazes e inovadoras, alinhadas às diretrizes curriculares e às necessidades da 
alfabetização contemporânea. 
A coleta de dados nesta pesquisa iniciou-se com o levantamento das palavras-chave mais 
recorrentes na literatura da área, incluindo termos relacionados à alfabetização e ao ensino lúdico, 
como ―consciência fonológica‖, ―atividades lúdicas‖, ―sons iniciais, mediais e finais das palavras‖, 
―jogos educativos‖ e ―aprendizagem significativa‖. Esse levantamento inicial permitiu mapear um 
conjunto abrangente de artigos, livros, teses e documentos oficiais que abordam a temática sob 
 
 20 
diferentes perspectivas, oferecendo um panorama plural e crítico sobre o uso de jogos e atividades 
lúdicas na alfabetização. 
Posteriormente, foi realizada uma leitura exploratória dos títulos e resumos dos materiais 
identificados, com o objetivo de selecionar apenas os textos mais aderentes aos objetivos da 
pesquisa. Os critérios de inclusão consideraram relevância temática, rigor acadêmico, atualidade 
das publicações e diversidade de enfoques, garantindo que o material analisado refletisse tanto as 
contribuições teóricas quanto as práticas pedagógicas aplicadas no ensino da leitura e escrita. Essa 
etapa de filtragem assegurou que a análise se concentrasse em estudos que tratassem 
especificamente da exploração de sons iniciais, mediais e finais das palavras por meio de 
atividades lúdicas, fortalecendo a consistência do referencial teórico (Gil, 2008). 
Durante a coleta de dados, buscou-se também identificar diferentes tipos de jogos e 
estratégias lúdicas aplicadas em contextos escolares, observando como cada recurso contribui para 
o desenvolvimento da consciência fonológica e da leitura. O levantamento contemplou autores 
clássicos da alfabetização, como Ferreiro; Teberosky (1989) e Piaget (1978), bem como produções 
contemporâneas, como Antunes (2011), Brandão et al. (2009) e Araújo (2020). Além disso, foram 
incluídos documentos oficiais do Ministério da Educação, como a Base Nacional Comum 
Curricular (Brasil, 2018), que orientam a prática pedagógica e recomendam a inserção de 
atividades lúdicas no processo de alfabetização. 
Essa abordagem permitiu ao pesquisador construir um banco de dados robusto e 
organizado, no qual cada publicação selecionada foi registrada com informações sobre autor, ano, 
tipo de estudo, metodologia utilizada e principais contribuições para o tema. A análise desse 
conjunto de dados possibilitou compreender como diferentes autores tratam a exploração de sons 
iniciais, mediais e finais das palavras e de que maneira as atividades lúdicas podem favorecer a 
aprendizagem da leitura e da escrita, promovendo uma visão integrada da prática pedagógica (Gil, 
2009). 
A sistematização do levantamento seguiu procedimentos recomendados por Gil (2008; 
2009), que destacam a importância de organizar e categorizar as informações de forma clara, 
permitindo o acesso rápido às evidências teóricas e empíricas mais relevantes. Essa estratégia 
assegura que a análise final seja fundamentada em fontes confiáveis, diversificadas e 
representativas, oferecendo subsídios sólidos para o desenvolvimento do referencial teórico e para 
a construção de conclusões consistentes sobre o papel das atividades lúdicas na alfabetização. 
A coleta de dados estruturada e criteriosa possibilitou uma análise crítica e reflexiva 
sobre a utilização de jogos e atividades lúdicas para explorar sons iniciais, mediais e finais das 
palavras, identificando práticas eficazes, lacunas na literatura e potenciais estratégias pedagógicas 
inovadoras. Essa etapa metodológica garantiu a qualidade e a validade do estudo, fornecendo 
 
 21 
bases consistentes para a interpretação dos resultados e para a proposição de recomendações 
aplicáveis no contexto educacional contemporâneo. 
Após a triagem inicial e a seleção dos artigos, livros e documentos relevantes, os 
materiais foram submetidos a uma leitura analítica, com o objetivo de identificar elementos 
comuns, tensões conceituais e contribuições singulares relativas às atividades lúdicas para 
explorar sons iniciais, mediais e finais das palavras (Sousa; Oliveira; Alves, 2021). Nessa etapa, 
buscou-se compreender como cada estudo descreve a aplicação de jogos e brincadeiras na 
alfabetização, quais práticas são consideradas mais eficazes e quais desafios os docentes 
enfrentam na implementação dessas estratégias. 
A análise dos dados foi realizada por meio da categorização temática, permitindo agrupar 
as informações em eixos centrais relacionados aos objetivos da pesquisa: potencialidadesformativas das atividades lúdicas; desenvolvimento da consciência fonológica; impactos no 
processo de leitura e escrita; e desafios de implementação na prática pedagógica (Brito; Oliveira; 
Silva, 2021). Esse procedimento possibilitou cruzar os achados e identificar padrões recorrentes, 
bem como contrastes entre diferentes experiências e perspectivas teóricas, oferecendo uma visão 
articulada das contribuições de cada autor. 
Os procedimentos adotados incluíram a comparação sistemática entre produções 
científicas, verificando convergências e divergências em relação às metodologias aplicadas, aos 
resultados observados e às recomendações pedagógicas (Gil, 2008; Gil, 2009). O cruzamento entre 
os dados permitiu evidenciar como os jogos e atividades lúdicas podem favorecer a aprendizagem 
da leitura e escrita, destacando a importância de atividades estruturadas que exploram os sons 
iniciais, mediais e finais das palavras, promovendo o desenvolvimento da consciência fonológica 
de maneira significativa. 
Durante a análise das atividades lúdicas para explorar sons iniciais, mediais e finais das 
palavras, foram identificadas contribuições singulares que destacam não apenas os benefícios 
cognitivos, mas também os aspectos sociais, afetivos e motivacionais envolvidos na utilização de 
jogos (Sousa; Oliveira; Alves, 2021). Os estudos analisados demonstram que a interação entre 
crianças durante essas atividades estimula a colaboração, a escuta ativa e a construção coletiva do 
conhecimento, criando um ambiente propício para que os alunos desenvolvam habilidades 
fonológicas de forma significativa. 
Ao engajar-se em jogos que envolvem sons iniciais, mediais e finais, as crianças não 
apenas reconhecem e discriminam fonemas, mas também fortalecem sua capacidade de atenção, 
memória auditiva e consciência metalinguística, habilidades fundamentais para o domínio da 
leitura e da escrita (Sousa; Oliveira; Alves, 2021). Essa abordagem permite que a alfabetização 
seja vivenciada como uma experiência lúdica e prazerosa, em que a aprendizagem ocorre de 
 
 22 
maneira natural e contextualizada, integrando aspectos afetivos e sociais ao desenvolvimento 
cognitivo. 
A prática de atividades lúdicas proporciona oportunidades de experimentação e erro, 
permitindo que as crianças testem hipóteses sobre a língua escrita e reflitam sobre a relação entre 
som e grafia (Sousa; Oliveira; Alves, 2021). A interação com os pares favorece a troca de 
estratégias, a construção de significados compartilhados e o incentivo à autonomia no processo de 
aprendizagem. Assim, os jogos e brincadeiras funcionam não apenas como ferramentas cognitivas, 
mas também como espaços de socialização, motivação e engajamento, consolidando a consciência 
fonológica de maneira integrada e prazerosa. 
A sistematização das informações permitiu construir uma narrativa coerente e 
fundamentada sobre a utilização das atividades lúdicas no processo de alfabetização. Essa 
narrativa integra dados empíricos, conceitos teóricos e diretrizes curriculares, evidenciando a 
relevância de jogos planejados para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da consciência 
fonológica (Brito; Oliveira; Silva, 2021). Segundo Sousa; Oliveira; Alves (2021), a organização 
criteriosa das informações contribui para a clareza das interpretações e para a consistência do 
estudo, evitando generalizações indevidas ou interpretações equivocadas. 
O cruzamento entre as produções analisadas possibilitou identificar lacunas e desafios 
ainda presentes na literatura, como a necessidade de formação docente específica para o 
planejamento e mediação de atividades lúdicas, a adaptação das práticas a diferentes contextos 
escolares e a avaliação da efetividade das estratégias aplicadas (Gil, 2008; Gil, 2009). Esse 
enfoque crítico reforça a importância de compreender o papel do professor como mediador do 
aprendizado, garantindo que os jogos cumpram sua função pedagógica de forma significativa. 
A análise dos dados forneceu subsídios sólidos para a construção de recomendações 
pedagógicas fundamentadas em evidências, evidenciando que a exploração de sons iniciais, 
mediais e finais das palavras deve ocorrer de maneira planejada, intencional e progressiva. 
Planejar atividades lúdicas significa organizar sequências que iniciem com a identificação simples 
de fonemas, avançando gradativamente para tarefas mais complexas de segmentação, 
discriminação e manipulação sonora, respeitando o ritmo e o desenvolvimento individual de cada 
criança. Essa progressão permite que os alunos consolidem a consciência fonológica, 
compreendam a relação entre som e grafia e construam bases sólidas para a leitura e escrita 
futuras, de forma estruturada e significativa. 
Ao articular teoria e prática, a análise evidencia que os jogos não apenas funcionam como 
instrumentos motivadores, mas também como mediadores do aprendizado efetivo e 
contextualizado. Ao serem incorporados ao cotidiano escolar, eles favorecem uma alfabetização 
ativa, prazerosa e reflexiva, estimulando a atenção, a memória auditiva, a percepção fonológica e a 
interação social. 
 
 23 
Antunes (2011) destaca que os jogos estimulam múltiplas inteligências, permitindo que 
crianças explorem diferentes formas de aprender. No contexto das atividades lúdicas para 
trabalhar sons iniciais, mediais e finais, seus conceitos reforçam a ideia de que o jogo favorece a 
aprendizagem significativa, integrando aspectos cognitivos, afetivos e sociais, fundamentais para a 
alfabetização. 
Araújo (2020) evidencia que os jogos constituem recursos didáticos eficazes na 
alfabetização, sendo utilizados para desenvolver consciência fonológica e habilidades de leitura e 
escrita. Sua pesquisa demonstra que, quando planejados, os jogos promovem engajamento, 
interação e participação ativa das crianças, alinhando-se diretamente aos objetivos do tema do 
estudo. 
Araújo (2018) ressalta a dimensão material da ação na formação de alfabetizadores, 
indicando que a prática com jogos contribui para o desenvolvimento de competências docentes, 
essenciais para mediar atividades lúdicas que explorem os sons das palavras de forma estruturada. 
Brandão et al. (2009) enfatizam que, nos momentos de jogo, as crianças mobilizam 
saberes sobre a lógica da escrita e se apropriam de novos conhecimentos. Essa mobilização é 
central para a aprendizagem de sons iniciais, mediais e finais, consolidando conceitos fonológicos 
e fortalecendo o processo de alfabetização. 
Os documentos oficiais da educação brasileira, como o Referencial Nacional Curricular 
para a Educação Infantil (Brasil, 1998), as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica 
(Brasil, 2013) e a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), reforçam a importância do 
lúdico no ensino, recomendando atividades que integrem jogos e brincadeiras para desenvolver 
leitura, escrita e consciência fonológica desde a infância. 
Ferreiro; Teberosky (1989) apresentam a psicogênese da língua escrita, evidenciando 
como a criança constrói hipóteses sobre o funcionamento do sistema alfabético. As atividades 
lúdicas permitem que essas hipóteses sejam exploradas na prática, especialmente na identificação 
de sons das palavras, tornando a aprendizagem ativa e significativa. 
Freire (2014) propõe uma educação humanizadora, participativa e crítica. O uso de jogos 
e atividades lúdicas, ao explorar sons iniciais, mediais e finais, se alinha a essa perspectiva, 
promovendo autonomia, reflexão e construção de conhecimento por meio da experiência concreta 
e do brincar intencional. 
Gil (2008; 2009) oferece fundamentos metodológicos para a pesquisa e didática, 
orientando a organização e análise de dados. Sua contribuição é relevante para planejar atividades 
lúdicas de forma sistemática, garantindo que a exploração dos sons das palavras seja estruturada e 
fundamentada em evidências. 
Huizinga (2007) afirma que o jogoé uma atividade voluntária, limitada por regras, com 
objetivo em si mesmo. Ao aplicar essa concepção no ensino de sons iniciais, mediais e finais, os 
 
 24 
jogos se tornam experiências motivadoras, proporcionando prazer e engajamento durante a 
alfabetização. 
Kishimoto (1997) destaca diferentes sentidos do jogo, seja como sistema social, regras ou 
objeto. Essa visão permite compreender como jogos educativos podem ser planejados para 
desenvolver consciência fonológica, respeitando regras que estruturam o aprendizado dos sons das 
palavras. 
Leal; Albuquerque; Leite (2005) mostram que jogos como bingo de letras e trilhas 
fonêmicas promovem aprendizagem prazerosa e eficaz da leitura e escrita, diretamente conectados 
à exploração dos sons iniciais, mediais e finais. 
Libâneo (2008) e Morais (2012) reforçam que práticas planejadas e sistematizadas são 
essenciais para que a alfabetização ocorra de forma efetiva. As atividades lúdicas funcionam como 
ferramentas pedagógicas que articulam teoria e prática, promovendo progressão no aprendizado 
fonológico. 
Mortatti (2006) e Murcia (2005) apontam que o jogo favorece desenvolvimento 
cognitivo, social e afetivo, constituindo-se como recurso pedagógico que integra múltiplos 
aspectos da aprendizagem da leitura e escrita. 
Nicolau (2002) evidencia a relevância do brincar intencional na educação pré-escolar, 
consolidando habilidades fonológicas e a percepção auditiva, base para identificar sons das 
palavras. 
Piaget (1969; 1971; 1978) enfatiza o papel do jogo na construção do pensamento, 
classificando-o em exercícios, simbólico e de regras. Essa classificação auxilia na organização de 
atividades lúdicas voltadas à exploração de sons, respeitando o estágio de desenvolvimento da 
criança. 
Silva (2022) destaca que a produção de jogos no contexto da formação docente fortalece 
a criatividade e a capacidade de mediar aprendizagens, garantindo que as atividades lúdicas sejam 
eficazes no desenvolvimento da consciência fonológica. 
Soares (2004) evidencia que o lúdico aproxima alfabetização e letramento, tornando a 
aprendizagem significativa, especialmente quando atividades envolvem identificação e 
manipulação de sons das palavras. 
Sousa; Oliveira; Alves (2021) indicam que a pesquisa bibliográfica permite sistematizar e 
analisar criticamente informações sobre práticas pedagógicas, sendo fundamental para 
fundamentar o planejamento de atividades lúdicas que explorem sons iniciais, mediais e finais das 
palavras. 
Vygotsky (1989) reforça a importância da mediação social na aprendizagem. Os jogos 
educativos, ao envolver interação entre pares e professor, favorecem a construção de significados 
e o desenvolvimento da consciência fonológica de maneira colaborativa e contextualizada. 
 
 25 
 
Tabela 1: Atividades lúdicas para explorar sons iniciais, mediais e finais das palavras, 
destacando sua contribuição e relevância pedagógica para a educação. 
 
Autor(es) Ano Contribuição/Ideia Principal Relação com o Tema 
 
Antunes 
 
2011 
Jogos estimulam múltiplas 
inteligências e promovem 
aprendizagem significativa 
Atividades lúdicas ajudam a 
explorar sons iniciais, mediais e 
finais, integrando aspectos 
cognitivos, afetivos e sociais 
Araújo 2020 Jogos como recursos didáticos 
na alfabetização 
Jogos desenvolvem consciência 
fonológica e habilidades de leitura 
e escrita 
 
Araújo 
 
2018 
Dimensão material da ação na 
formação de alfabetizadores 
Preparação de professores para 
mediar atividades lúdicas 
estruturadas 
Brandão; 
Ferreira; 
Albuquerque; 
Leal 
2009 Jogos mobilizam saberes sobre 
a lógica da escrita 
Contribuem para aprendizagem de 
sons das palavras e consolidação 
da consciência fonológica 
 
Brasil 
 
1998 
Referencial Nacional 
Curricular para Educação 
Infantil 
Recomenda inserção do lúdico na 
prática pedagógica desde a 
infância 
Brasil 2013 Diretrizes Curriculares 
Nacionais da Educação Básica 
Apoia a integração de jogos e 
brincadeiras no desenvolvimento 
da leitura e escrita 
 
Brasil 
 
2018 
Base Nacional Comum 
Curricular 
Destaca a importância do lúdico 
para alfabetização e 
desenvolvimento integral 
Ferreiro; 
Teberosky 
1989 Psicogênese da língua escrita Jogos permitem construção de 
hipóteses sobre som e grafia 
 
Freire 
 
2014 
Educação humanizadora e 
participativa 
Atividades lúdicas promovem 
autonomia e reflexão durante o 
aprendizado da escrita 
 
Gil 
2008; 2009 Métodos e didática Fundamentam o planejamento 
sistemático de atividades lúdicas 
para exploração de sons 
 
Huizinga 
 
2007 
Jogo como atividade 
voluntária e prazerosa 
Jogos estruturados motivam e 
engajam crianças na aprendizagem 
fonológica 
Kishimoto 1997 Diferentes sentidos do jogo: 
social, regras, objeto 
Permite planejar atividades lúdicas 
com foco na consciência 
fonológica 
Leal; 
Albuquerque; 
Leite 
2005 Jogos como bingo de letras e 
trilhas fonêmicas 
Desenvolvem consciência 
fonológica e aprendizagem 
prazerosa de leitura e escrita 
Libâneo 2008 Necessidade de práticas 
pedagógicas planejadas 
Jogos estruturados articulam teoria 
e prática na alfabetização 
 
Morais 
 
2012 
 
Ensino do sistema alfabético 
Atividades lúdicas ajudam 
crianças a compreender sons das 
palavras 
Mortatti 2006 História e métodos de 
alfabetização 
Jogos promovem desenvolvimento 
cognitivo, social e afetivo 
 
 
 26 
 
Murcia 
 
2005 
 
Aprendizagem através do jogo 
Jogos são ferramentas integradas 
para alfabetização e consciência 
fonológica 
Nicolau 2002 Brincar intencional na pré-
escola 
Consolida habilidades fonológicas 
e percepção auditiva 
 
Piaget 
 
1969; 1971; 
1978 
 
Jogos como meios de 
aprendizagem 
Classificação em exercícios, 
simbólicos e de regras auxilia no 
planejamento de atividades lúdicas 
para sons 
 
Silva 
 
2022 
Produção de jogos no contexto 
docente 
Fortalece capacidade de planejar e 
mediar atividades lúdicas de 
fonologia 
 
Soares 
 
2004 
Lúdico aproxima alfabetização 
e letramento 
Jogos tornam aprendizagem de 
sons significativa e 
contextualizada 
Sousa; 
Oliveira; 
Alves 
 
2021 
Pesquisa bibliográfica para 
análise crítica 
Fundamenta planejamento e 
avaliação de atividades lúdicas de 
consciência fonológica 
 
Vygotsky 
 
1989 
Importância da mediação 
social 
Jogos favorecem interação e 
construção coletiva de significado 
dos sons das palavras 
Fonte: Braga, R. D. O.; Ischkanian, S. H. D.; Cabral, G. N.; Vieira, N. M. C.; Carvalho, S. 
N.; Ischkanian, S. G.; Venditte, N.; Drumond, E. (2025) 
2.2. DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA PARA EXPLORAR 
SONS INICIAIS, MEDIAIS E FINAIS DAS PALAVRAS 
O desenvolvimento da consciência fonológica é um dos pilares fundamentais para a 
alfabetização, permitindo que a criança compreenda que a fala é composta por unidades sonoras 
que podem ser manipuladas, identificadas e organizadas. Atividades lúdicas, ao envolverem 
brincadeiras, jogos e desafios sonoros, criam situações em que a criança explora os sons iniciais, 
mediais e finais das palavras, reconhecendo padrões fonéticos e desenvolvendo habilidades 
cognitivas essenciais para a leitura e escrita, conforme destaca Antunes, que relaciona os jogos à 
estimulação das múltiplas inteligências de forma integrada. 
Quando inseridas no contexto pedagógico, essas atividades lúdicas tornam-se 
instrumentos poderosos para mobilizar o interesse da criança, pois combinam prazer, desafio e 
aprendizado. Araújo (2020) observa que, ao participar de jogos de regras, as crianças interagem 
socialmente, o que contribui não apenas para a percepção fonológica, mas também para o 
desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas simultaneamente, fortalecendo a 
compreensão do sistema alfabético. 
O planejamento de atividades que explorem sons iniciais, mediais e finais das palavras 
exige conhecimento

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