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� CENTRO DE APRENDIZAGEM & INTEGRAÇÃO DE CURSOS Módulo II- Clínica Cirúrgica
Clínica Cirúrgica
ÍNDICE
Capítulo 01 - Conceito Cirurgia
Capítulo 02 - Estrutura do Centro Cirúrgico
Capítulo 03 - Central de Material Esterilizado (CME)
Capítulo 04- Principais Rotinas da Clinica Cirúrgica
Capítulo 05 - Assistência de Enfermagem à pacientes com Cirurgias do Aparelho Digestivo
Capítulo 06 – Assistência de Enfermagem em cirurgia torácica
Capítulo 07 – Cirurgias do Aparelho Genito - Urinário
Capítulo 08 - Assistência de Enfermagem em Cirurgias Ortopédicas
Capítulo 09 - Assistência de Enfermagem a pacientes de cirurgias cabeça, olhos e ouvidos
Capítulo 10 – Assistência de Enfermagem a paciente com cirurgia vascular
Capítulo 11 - Os Familiares, O Cliente e A Alta Hospitalar
Capítulo 1 - CONCEITO CIRURGIA
“Cirurgia ou operação é o tratamento de doença, lesão ou deformidadeexterna e/ou interna com o objetivo de reparar, corrigirou aliviar um problema físico. É realizada na sala de cirurgia dohospital e em ambulatório ou consultório, quando o procedimento for considerado simples”.
Observações: No século XX as cirurgias se desenvolveramgraças ao avançotecnológico que permitiu um diagnósticopré-operatório mais preciso e melhor domínio da técnica cirúrgica.Na década de 90, as microcirurgias ou as cirurgias alaser surgem com grande impacto por serem menos agressivase diminuírem o tempo de cirurgia e de internação – nãosubstituindo totalmente as cirurgias tradicionais.
1.1 ORGANIZAÇÃO DA CLÍNICA CIRÚRGICA:
• Posto de enfermagem com salade prescrição;
• Sala de curativos;
• Unidade do paciente(quartos privativos,semi- privativos, enfermaria);
• Sala de utilidades e rouparia;
• Expurgo e sanitários;
• Refeitório
• Sala de estar, sala de reuniões;
• Sala de material.
Alguns hospitais possuem, ainda, unidades especiais para pré e
pós operatório.
1.2 EQUIPAMENTOS ESSENCIAIS NA CLÍNICA CIRÚRGICA:
• Suprimento de oxigênio;
• Aspiradores;
• Ambu;
• Carrinho de emergência com tábua;
• Laringoscopia;
• Oftalmoscopia;
• Otoscópio;
• Negatoscópio;
• Material para Traqueostomia;
• Material para flebotomia;
• Bandeja de punção lombar, torácica e abdominal;
• Material esterilizado (campos, aventais, luvas, seringas, agulhas, material de curativos e outros).
• Medicamentos de emergência;
• Soros;
• Lâmpadas auxiliares 25;
• Suporte para soros;
• Equipamentos de drenagens;
• Sondas, drenos, cateteres esterilizados
Obs. Todo o equipamento e aparelhos devem ser revisados diariamente para garantir seu bom funcionamento.
1.3 PRINCIPAIS TERMINOLOGIAS CIRÚRGICAS
1.3.1 PREFIXOS
• Oofor = ovários
• Salpingo = trompas
• Histero = útero
• Vesico, cisto = Bexiga
• Gastro = estômago
• Colo = intestino grosso
• Colecisto = vesículas, vias biliares
• Espleno = baço
• Flebo = veias
• Hemorróidas = varizes do plexo hemorroidário
• Safeno = rede venosa superficial dos membros inferiores
• Colpo = vagina
• Oftalmo = olhos
• Laringo = laringe
• Adeno = glândulas adenóides
• Oto = ouvido
• Adrenal = glândula supra -renal
• Nefro = rins
• Mielo = medula
• Angio = vasos
• Orchido = testículos
• Procto = reto
1.3.2 SUFIXOS
• Tomia = corte
• Ectomia = retirada
• Plastia = sutura, reconstituição, reparação
• Ostomia = abertura de uma nova boca
• Cele = queda
• Pexia = fixação
• Ráfia = sutura
1.3.3TERMOS
• Scopia = olhar dentro
• Anastomose = conexão entre dois órgãos tubulares
• Incisão = corte
• Exerese = retirada de um órgão ou tumor
• Prolapso = queda de um órgão
• Vasectomia = cirurgia de esterilização masculina
• Laqueadura = cirurgia de esterilização feminina
• Postectomia = cirurgia de fimose
• Exodontia = extração dentária
• Trepanação = abertura de cálculos (pedras)
OBS:.Prefixo: Elemento colocado antes Raiz.Sufixo: Elemento colocado depois da Raiz.
Capítulo 2 - ESTRUTURA DO CENTRO CIRÚRGICO (C.C.)
2.1 OBJETIVOS
• Prestar assistência integral ao paciente no período de recuperação pós-operatório imediata;
• Proporcionar recursos humanos e materiais para que o ato cirúrgico seja realizado dentro das condições não só técnica como assépticas;
• Realizar programação cirúrgica diária e de emergência;
• Manter em ordem o arquivo ou registro das emergência;
• Favorecer o ensino e o desenvolvimento de pesquisas, a fim de aprimorar as condições técnicas e assistências;
2.2 PLANEJAMENTO
Devido ao seu risco, esta unidade é dividida em áreas:
• Não-restrita - as áreas de circulação livre são consideradasáreas não-restritas e compreendem os vestiários, corredorde entrada para os clientes e funcionários e sala de esperade acompanhantes. O vestiário, localizado na entrada doCC, é a área onde todos devem colocar o uniforme privativo:calça comprida, túnica, gorro, máscara e propés.
• Semi-restritas - nestas áreas pode haver circulação tanto dopessoal como de equipamentos, sem contudo provocareminterferência nas rotinas de controle e manutenção da assepsia.Como exemplos temos as salas de guarda de material,administrativa, de estar para os funcionários, copa eexpurgo. A área de expurgo pode ser a mesma da Centralde Material Esterilizado, e destina-se a receber e lavar osmateriais utilizados na cirurgia.
• Restrita - o corredor interno, as áreas de escovação das mãose a sala de operação (SO) são consideradas áreas restritasdentro do CC; para evitar infecção operatória, limita-se acirculação de pessoal, equipamentos e materiais. Propés –são os protetores dos sapatos, para serem usados em ambientes semi-restritos e restritos, que podem ser de tecidoou descartáveis.
2.3 DIVISÃO DA UNIDADE DO C.C.
Podemos dividi-la em três partes:
A - Centro Cirúrgico propriamente dito
B - Centro de Material
C - Centro de Recuperação Pós-Operatória
CENTRO CIRÚRGICO PROPRIAMENTE DITO.
2.4 LOCALIZAÇÃO
Deve estar distante da rua para evitar ruídos e poeira, de fácilacesso a todo o hospital, por meio de rampas, elevadores e escadas. Próximos da unidade cirúrgicas, longe da circulação comum, em qualquer andar, deste que haja condições para sua instalação.
2.5 ÁREA
A determinação da área mínima em m² é feita levando-se emconsideração o número de leitos hospitalares e/ ou número decirurgias realizadas por dia.
EXEMPLOS:
• uma sala de operação cada 50 leitos, em hospitais gerais de até200 leitos ou de pequeno e médio porte;
• Uma sala de operação para cada duas cirurgias realizadas.
2.6 PLANTA FÍSICA
Para se efetuar a planta física devem ser considerada os elementos essenciais e os extras, que podem fazer parte, dependendo daárea disponível.
2.6.1 Elementos essenciais:
• vestiário masculino;
• vestiário feminino;
• posto de enfermagem; chefia e secretaria da unidade;
• expurgo;
• lavabo;
• sala de cirurgia;
• sala de estocagem de material esterilizado;
• sala de guarda e transferência de macas;
• sala de câmara escura;
• rouparia; deposito de medicamento e soluções usadas nas cirurgias.
2.6.2 Elementos extras:
• copa;
• sala de estar e relatório médico;
• sala de estar e repouso de pessoal;
• sala de espera com vestiário para paciente externo, que se submetea pequenas cirurgia;
• sala ou laboratório de anatomia patologia, para exames específicosou rápido;
• sala dos anestesistas.
2.7 SALA DE OPERAÇÃO OU CIRURGIA
É uma dependência do centro cirúrgico que se destina a abrigara realização das intervenções cirúrgicas em condições gerais detécnicas e de assepsia.Para o planejamento desta sala, deve ser respeitados alguns requisitos que facilitam o seu funcionamento. A unidade “Centro Cirúrgico“é um conjunto de áreaou instalações, destinadasarealidade de intervençõescirúrgicas, nas melhorescondições de segurançapara o pacientee confortopara a equipe técnica.
Alcança importância relevante no contexto hospitalar e sua construção exige detalhes minuciosos para facilitar a execução detécnicas. Seu planejamento e organização devem ser realizadospor uma equipe multiprofissional, cujo trabalho se desenvolva de modo harmonioso e sincronizado.
2.7.1 Quanto à área física
A área mínima em metros quadrados (m²) varia de acordo com aespecialidade a que esta sala se destina. Uma sala de cirurgia geraldeve ter no mínimo, 25m² como devem ser destinadas a cirurgião oftalmológicas, otorrinolaringológicas, que utilizam material de pequenos porte.
2.7.2 Quanto às paredes
O revestimentos das parede deve ser de material resistente, liso,lavável, a fim de facilitar a limpeza e manutenção. A cor deve serneutra, suave e opaca, para não emitir reflexos. Oscantos das paredes com o piso e o teto, devem ser arredondados
para evitar acúmulo de poeira e facilitar a limpeza.
2.7.3 Quanto ao piso
O piso deverá:
• ser bom condutor de eletricidade e ter aspectos estéticos;
• realçar a sujeira, impermeável e ser durável;
• ser resistente ao choque;
• ser de fácil limpeza;
• ser resistente aos agentes químicos comuns;
• não podem ser porosos ou sonoros e não devem possuir fendas.
Os pisos ideais são os feitos a base de borracha, linóleo e matériaplástica, usando-se também pisos de granilite com substância condutiva na sua composição.
Obs.: o uso de cera não é recomendado por ser má condutores deeletricidade. As tomadas de oxigênio (O2) devem ser instaladasnas parede e não no piso, com piso, com 1,50 m de altura.
2.7.4 Quanta às portas
Devem ser em número par, duas:1ª. Ampla, mais ou menos 1,50m de largura, a fim de facilitara passagem de macas e equipamentos cirúrgicos. Os cantos e oslados das molduras das portas precisam ser protegidos pôr aço inoxidável, para evitar danos e possíveis esbarrões de macas oucarrinhos. Deverá ser corrediça, para evitar a movimentação doar.2ª. De tamanho normal, dando acesso ao lavabo, deve permitir o seu manuseio sem o uso das mãos, que poderão estar ocupada sou já escovadas.
2.7.5 Quanto à janelas
Deverão ser teladas para evitar a entrada de insetos.
2.7.6 Quanto à iluminação artificial
A iluminação do campo operatório deverá ser feita por foco que ofereça luz semelhante à natural, sem sombras e reflexos. Deverá produzir o mínimo de calor no campo operatório. O centro cirúrgicodeve ser provido de um sistema gerador de energia para suprir a interrupção brusca de energia elétrica.
2.8 NOMENCLATURA CIRÚRGICA
2.8.1 CONCEITO DE CIRURGIA
A nomenclatura ou terminologia cirúrgica é o conjunto de termosusados para indicar o procedimento cirúrgico.O nome da cirurgia é composto pela raiz que identifica a parte docorpo a ser submetida à cirurgia, somada ao prefixo ou ao sufixo.
Alguns exemplos de raiz: angio (vasos sanguíneos), flebo (veia),traqueo (traquéia), rino (nariz), oto (ouvido), oftalmo (olhos),hister(o) (útero), laparo (parede abdominal), orqui (testículo)
2.8.2 Classificação das cirurgias dependendo do risco de vida, cirurgia pode ser:
a) Cirurgia eletiva ou programada: é uma cirurgia necessária eque, para o bem do paciente, pode ser programada para umadata conveniente e segura, sem que haja risco de vida iminente.Em tais casos, há tempo suficiente para um estudo completodas condições do paciente, bem como um preparo adequadoaoato cirúrgico. Ex. Postectomia, safenectomia, amigdalectomia,perineoplastia.
b) Cirurgia de emergência: É a cirurgia que deve ser realizada omais rápido possível, devido ao estado do paciente, existindoum risco de vida iminente se não for realizada. Ex. Hemorragiainterna.
c) Cirurgia de urgência: É a cirurgia que pode aguardar algumas horas, podem requer pronta atenção. Ex.: Abdome agudo.
d) Cirurgia opcional: é a cirurgia realizada de acordo com a vontadedo paciente, não existindo necessidade fisiológica para serrealizada. Pertencem a este grupo as cirurgias plásticas, com finalidade exclusivamente estética. Ex. Mamoplastia.
Observações: Dependendo do tipo de cirurgia, faz-se necessárioacrescentar equipamento ou materiais específicos.
2.9 QUANTO O RISCO ENVOLVIDO:
Todo o tratamento cirúrgico, por mais simples que seja, sempreenvolve um determinado risco para o paciente. O risco não dependesomente da cirurgia mas, principalmente, das condiçõesgerais do paciente (estado geral, idade, condições respiratórias,circulatórias, etc), da anestesia e dos recursos disponíveis.
Cirurgias de alto risco
Cirurgias de médio risco
Cirurgias de baixo risco
2.10 QUANTO AO TAMANHO DAS CIRURGIAS:
• Pequeno porte
• Médio porte
• Grande porte
2.11 Principais rotinas da clínica cirúrgica:
• Admissão do paciente; exame médico, exames complementares;
• Alimentação;
• Higiene;
• Medicação; cuidados pré- operatórios; avisos de cirurgias; cuidadospós- operatórios imediatos e tardios;
• Orientação do paciente e da família;
2.12 MONTAGEM DA SALA CIRÚRGICA
O técnico de enfermagem desempenha a função de circulante dasala cirúrgica, que também pode ser exercida pelo técnico emenfermagem, quando necessário. Ao receber a lista de cirurgia, o circulante da sala verifica os materiais,aparelhos ou solicitações especiais à mesma. Para prevenir acontaminação e infecção cirúrgica, é importante manter a sala emboas condições de limpeza, observar se o lavabo está equipadopara uso e lavar as mãos. Portanto, antes de equipar a sala, o circulante limpa os equipamentos com álcool etílico a 70% ou outrodesinfetante recomendado, deixando-os prontos para a recepçãodo cliente e equipe cirúrgica. Para evitar problemas durante o ato operatório, o circulante devetestar o funcionamento dos aparelhos sob sua responsabilidade, verificando suas perfeitas condições de uso, bem como revisar o material esterilizado e providenciar os materiais específicos emquantidade suficiente para a cirurgia, dispondo-os de forma a facilitar o uso.
Com o anestesista, checar a necessidade de material para o carrinhode anestesia.
Deve-se também preparar a infusão endovenosa e a bandeja deantissepsia, e dispor os pacotes de aventais, campos, luvas e acaixa de instrumentais em local limpo e acessível.
Quando do processo de abertura do pacote, tomar o cuidado demanusear somente a parte externa do campo, para evitar contaminarsua parte interna. Se o pacote for grande, deve ser abertosobre uma superfície; se pequeno, pode ser aberto afastado do corpo e seu conteúdo oferecido ao profissional que dele fará uso.
2.13 EQUIPAMENTOS E MATÉRIAS DE SALA CIRÚRGICA
Os equipamentos podem ser classificados em:
• Fixos;
• Móveis;
Equipamentos fixos – são aqueles adaptados à estrutura da salacirúrgica.
São eles:
a) Armários embutidos;
b) Interruptores e tomadas elétricas de 110 e 220 v.;
c) Oxigênio e vácuo centralizado. Foco central ao teto;
d) Ar condicionado.
Equipamentos móveis – são aqueles que podem ser deslocados ou acrescidos na sala cirúrgica:
a) Mesa cirúrgica e acessórios tais como: peneiras, suporte de ombro,estofado de espuma, porta coxa e arco;
b) Mesas auxiliares como a mesa de mayo;
c) Mesa para instrumental cirúrgico com rodas;
d) Mesa fixa para o Lap, ou roupas estéreis;
e) Suporte de bacia, de soro e alças e tala de suporte para braço;
f) Banco giratório;
g) Balde para lixo com suporte de rodinhas;
h) Suporte de hamper;
i) Foco auxiliar
j) Escadinha com dois degraus;
k) Estrado;
l) Aparelho de anestesia;
m)Aspirado portátil
n) Eletrotermocaltério;
o) Esfigmomanômetro com marcado de coluna;
p) Coxins de areia extensão;
Outros equipamentos móveis podem ser acrescido á sala de cirurgia,em consequênciasde uma especialidade cirúrgica.
Ex. Microscópio nas cirurgias otorrinolaringológicas. Os matériasutilizados na sala de cirurgia são agrupados em vários grupos;
1º grupo – material esterilizadoÉ preparado pelo centro de material, passa pela esterilização paradepois ser utilizado. São eles:
• Pacotes de aventais e de Lap;
• Pacotes de campos simples ou duplos;
• Pacotes de compressas grandes, médias e pequenas;
• Pacotes de gazes;
• Pacotes de cúpulas grandes e pequenas;
• Pacotes de cuba rim;
• Pacotes de bacias;
• Caixas de instrumentos;
• Caixas com cabo, caneta ou ponta do eletrotermocaltério;
• Bandejas para anestesia geral;
• Bandeja para anestesia raquidiana;
• Bandeja para anestesia peridural;
• Bandeja para bloqueios anestésicos;
• Bandeja para punção lombar;
• Bandeja para anestesia local;
• Estojos de material cortante;
• Equipos de soro; sangue e de microgotas;
• Seringas 5ml, 10ml, e 20ml;
• Agulhas descartáveis;
• Fios absorvíveis e não absorvíveis;
• Cateteres para punção venosa;
• Sondas para aspiração;
• Lâminas para bisturi
• Micropore estéril;
2º grupo – soluções, pomadas e material para curativo;
Soluções:
• Álcool etílico 70%
• Álcool iodado 2% ou tintura de iodene;
• Água oxigenada;
• Polvidine tópico;
• Éter;
• Soros: solução glicosada 5%, 10%, %Solução fisiológica, Ringer com lactato, Bicarbonato de sódio.
Pomadas
• Vaselina;
• Furacim;
• Xilocaína geléia;
• Nebacetim;
• Pomadas oftalmológicas
.
Material de curativo
• Adesivo; esparadrapo, micropore e fita crepe;
• Algodão ortopédico;
• Ataduras, malhas tubular, chumaços, etc.
3º grupo – impressos
• Folha de relação de gastos
• Folha de gráfico de anestesia
• Requisição de laboratório e banco de sangue
• Relatório de enfermagem e outros
4º grupo – medicamentos
Todos os medicamentos necessários à assistência do paciente notrans-operatório.
No planejamentode equipamentos emateriais, deve serobservada a qualidadedo produtor, poisimplica na durabilidadedos mesmos segurança para opaciente.
2.14 ROTINAS DO CENTRO CIRÚRGICO
1º - As cirurgias devem ser marcadas mediante a entrega dos avisospelas clínicas cirúrgicas, até 12 horas de véspera da operação.Estes avisos deverão ser preenchidos em todos os seus itens,indicando: nome do paciente, idade, registro, instituto, data dacirurgia, horário provável, nome da cirurgia, tipo de anestesia,material especial, transfusão de sangue (se for necessário), assinaturado médico ou assistente responsável, data que preencheu oaviso e assinatura da enfermagem responsável pela clinica.
2º - Mediante os avisos recebidos, a enfermeira deveráfazer escala diária, constando:
• Horário previsto para cada cirurgia;
• Nome completo do paciente, número de quarto e leito;
• Número de registro;
• Nome da cirurgia;
• Nome do cirurgião responsável;
• Tipo de anestesia.
3º - O mapa ou escala diária devem ser produzidas cópias,para fixar em alguns pontos chaves dentro do hospital:
• No banco de sangue para controlar de saída de sangue, que é
entregue ao centro cirúrgico na hora do ato operatório;
• Na patologia, para controle das “peças” que chegam para exame;
• Na portaria do hospital, para informações;
• Em edital no próprio centro cirúrgico, facilitando a rotina interna;
• Com a equipe de enfermagem do centro de material, facilitando
o controle de roupas e material necessários para o dia seguinte,
evitando falta do material e atropelos de última hora.
4º - é obrigado o uso do uniforme privativo do centrocirúrgica, incluindo cabelos cobertos por gorros, sapatosprotegidos por botas ou sapatilhas e máscaras.
5º - Os cancelamentos de cirurgias devem ser no máximocom uma hora de antecedência.
6º - O transportes do paciente da Unidade ou Clínica Cirúrgicapara o Centro Cirúrgica fica sob responsabilidadede uma equipe de funcionários do própria centro cirúrgico,designados pela enfermeiras. Deve-se feitos por meiode maca provida de colchão confortável e em boas condiçõesde limpeza e conservação;
Durante este procedimento devemos observar alguns cuidados como:
• Preparar a maca com roupas limpas, como se prepara de umoperado;
• Verificar na escola o nome do paciente, Clínica, número dequarto e leito;
• Verificar na escola o nome do paciente, Clínica, número dequarto e leito, encaminhando-se para lá;
• Chegando na clínica verificar com a enfermeira se paciente járecebeu os cuidados d período pré-operatório imediato, se oprontuário está completo, incluindo radiografia. Verificar tambémse foi administrada medicação pré-anestésica e se esta foichegada na prescrição;
• Identificar o paciente, apresentar-se a ele como funcionário docentro cirúrgico e responsável em transportá-lo para referidaunidade;
• Verificar a presença de adornos, esmalte e prótese e indagar seja esvaziou a bexiga, caso não seja com a sonda vesical;
• Encostar a maca ao leito e entregar a camisola própria do centrocirúrgico, ajudando-o vesti-la se necessário;
• Colocar prontuário sob o colchão da maca;
• Transportar o paciente para o centro cirúrgico, empurrando amaca pela cabeceira;
• Entregar o paciente aos cuidados da enfermeira da unidade.
7º O paciente deve ser recebido na unidade de centro cirúrgicopela enfermeira, ou por um funcionário bem orientado,ao qual foi delegada a função, devido á sobrecarga deatividade da responsável.
A pessoa que desempenha esta função deverá observar os seguintes
cuidados:
• Receber cordialmente, na sala de transferência de macas, identificando-
o e verificando se o prontuário estão completo;
• Verificar anotações referentes ao pré-operatório tais como: medição
pré-anestésica, sinais vitais, tricotomia ampla, retirada de
joias, adornos, prótese e outros;
• Proteger os cabelos do paciente com gorro e os pés com própé;
• Transportar à sala cirúrgica entregando a circulante.
8º Deve ser feito controle diário das cirurgias realizadas,em livro próprio, incluído números total e observaçõessobre qualquer ocorrência fora da rotina.
9º Na entrada de novo “terno”, de funcionários, deverá serfeitas passagem de plantão, informando o que ocorreu noperíodo anterior.
10º Devem ser feitos controle diário de medicação controlada:psicotrópicos e entorpecente, através de anotações eguardando frascos vazios.
11º Devem ser conferidas todas as “peças” antes de encaminhá-las ao setor da patologia.
12º Devem ser realizado controle diário do estoque de materialesterilizado e a respectiva data de esterilização.
13º Diariamente, devem ser verificados o estado de conservaçãodos aparelhos e equipamentos, solicitando consertoou troca, se necessário.
14º Devem ser realizadas reuniões periódicas pela enfermeiracom funcionários do centro cirúrgico, a fim deorientar quanto aos regulamento e rotinas, identificar os
problemas e dificuldades encontradas para o cumprimentodo mesmos.
15º Devem ser de rotina o planejamento e execução de programasde educação em serviço.
Observações: Você já presenciou auxiliares de enfermagemcolocando sobre superfície fria os pacotes ainda quentes ousecando os pacotes úmidos na estufa ou colocando na autoclaves caixas de instrumental com a tampa semi-aberta?
Você acreditaria que esses materiais estão esterilizados?
2.16 R.P.A. OU C.R.P.A.
É uma área dentro da unidade Centro Cirúrgico destinada á permanênciado paciente, logo após o término da cirurgia, onde ficasob os cuidados de uma equipe especializada, até que os reflexos esinais vitais voltem à normalidade, para prevenir complicações,
No mínimo deve-se ter dois leitos de recuperação para quatro procedimentoscirúrgicos realizado. A unidade deve ser constituídapelos seguintes elementos:
• Área de preparo da medicação: provida de armários, balcões,gavetas com medicamentos, destina-se ao seu preparo, contandoainda com uma pia com água quente e fria.
• Secretaria - deve estar próxima a área de preparo, provida d mesa,balcão, telefone para comunicação interna, bancos e impressos.
• Rouparia — local destinado a um armário embutidopara guardade roupas e cobertores.
• Sala de utilidades - para onde converge o material sujo, destinadosá limpeza. Nesta sala podemos guardar comadres, papagaiose utensílios.
• Sanitário – localizado próximo a sala de utilidades.
• Área de tratamento do paciente — onde localizam-se os leitos eequipamentos adequados ao tipo de atendimento.
As vantagens deste tipo de central de atendimento são:
• Centralização dos recém-operados;
• Tratamento uniforme e sistematizados;
• Participação de médicos e equipe de enfermagem, treinados,desenvolvendo trabalho harmonioso, proporcionando maior segurançaao paciente;
• Economia de tempo;
• Afastamento do paciente das visitas;
• vigilância permanente com controle em curtos intervalos de sinaisvitais, para prevenir complicações
• Em casos de anormalidades, dispõem-se de pronto atendimentopor equipe treinada e terapêutica especifica.Como parte integrante da unidade de centro cirúrgico, o centro de recuperação possui também características próprias como:
• serem as paredes e o piso de material lavável, resistente, comcantos arredondados, de cor clara suave e repulsante;
• as portas bem amplas e altas para permitir a passagem de equipamentos e do leito pós-operatório;
• possuir temperatura e ventilação estáveis, para maior conforto e segurança do paciente;possuir o número suficiente de tomadas elétricas, localizadas em cada alado do leito;
• possuir serviço de beira de leito, este serviço é formado por tomadas de vácuo para aspiração, tomadas de oxigênio, trilho suspensoscom ganchos móveis para pendurar soluções endovenosas,prateleiras adaptadas à parede para monitor cardíaco.
A fase de recuperação pós-operatório requer:
• Medicação;
• Pessoal especializado;
• Equipamentos;
• Assistência de enfermagem.
2.17 EQUIPAMENTOS
Deverão estar imediatamente disponíveis:
• Monitores cardíacos de cabeceira;
• Desfibrilador;
• Máquinas de E.C.G. (eletrocardiograma);
• Respiradores;
• Bandeja de traqueostomia;
• Bandeja endotraqueal com completo sortimento de laringoscópios,sondas endotraqueais, dispositivos de conecção, seringas,esparadrapos, cânula de Guedel, e medicação de urgência;
• Bandeja de cateterismo vesical;
• Aspirador elétrico;
• Torpedo de oxigênio;
• Equipamentos para colher amostras de sangue.
2.20 MATERIAIS
De diversos tipos, como: seringas, agulhas, equipes para soro,sangue, microgotas, pressão venosa central, sondas de vários tipos(aspiração, alimentação, uretrais, vesicais...), cateteres, gazes, chumaços,coletores, luvas, frascos para drenagem, pacotes de curativo,adesivos, soluções, talas, almofadas, borrachas para extensão.
2.21 EQUIPE
A equipe deste setor é formada por um médico anestesista responsávelpelo plantão. Enfermeiras, técnicas de enfermagem, auxiliarde enfermagem e atendentes.
2.22 ASSISTÊNCIA DE ENEFERMAGEM
A fase de recuperação pós-operatória é crítica e necessita de vigilânciaconstante, pois é nela que podem ocorrer complicaçõesconsequentementeà ação depressora das drogas sobre o Sistema Nervoso Central. Para assistir o paciente neste período é importante planejara assistência, baseando-se no tipo de anestesia, necessária básica afetada, intercorrências durante a cirurgia e as recomendações médicas.Os cuidados essenciais e prioritários que devem fazer parte desteplano:
• Posição no leito – o ideal é o lateral, porque facilita a eliminação de secreções acumulados na orofaringe, mas poderá permanecer em decúbito dorsal com a cabeça lateralizada.
• Sondas e drenos – devem estar conectadas corretamente à extensãoe quando houver indicações médica, mantê-los ligados à fontede aspiração ou abertos.
Deve ser observados seu funcionamento, tipo de drenagem, características, aspecto e quantidade:
• Sinais Vitais – controlados a cada 15 minutos nas primeiras horase posteriormente em intervalos maiores tem por finalidade avaliaras condições e evolução do paciente.
• Observação geral do paciente – devem ser observados nível deconsciência, reflexos, permeabilidade das vias áreas, expansão torácica, coloração de pele, secreções de orofaringe, ressecamentoda mucosa bucal, eliminações como vômitos, sudorese e diurese, bem como para proporcionarações deemergência eficazes nocombate às complicaçõesque podem surgir,como: obstrução de viasaéreas, hipovolêmica,choque, parada cardiorrespiratória e outras.
Os dados observados podem ser registrados em formulário próprio para facilitar o acompanhamento do paciente por todos os membros da equipe.
• Medicação – deverá ser administrada toda a medicação prescrita, observando a via de administração, técnica correta e anotaçãoapós no prontuário.
• Curativo Cirúrgico – deve ser observado a fim de verificar presençade sangramento.
• Controle de diurese – quantidade, cor e aspecto.
Observações: O papelgrau cirúrgico é o mais adequado paraa embalagem, pois sua composição atende à uma série de característicaspreconizadas pela Associação Brasileira de NormasTécnicas (ABNT).
ANOT
ES
Capítulo 03 - CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO (CME)
Na estrutura do estabelecimento de saúde, a CME é uma unidade importante porque oferece à equipe de saúde materiais estéreis em condições adequadas ao seu desempenho técnico, bem como proporciona ao cliente um atendimento com segurança e contribui para que a instituição proporcione uma assistência com efetiva qualidade.
Alguns estabelecimentos de saúde preparam e acondicionamos materiais que cada unidade utiliza de forma descentralizada; outros, centralizam todo o seu material para preparo na Central de Material – o qual, geralmente, constitui-se no método mais comumente encontrado. Uma outra tendência é a terceirização da esterilização de materiais, principalmente por óxido de etileno, haja vista a necessidade de condições de segurança especiais para sua instalação e manuseio.
Esta centralização do processo - limpeza, seleção, acondicionamento, esterilização e distribuição do material esterilizado para as unidades e centro cirúrgico – apresenta a vantagem de padronização das técnicas de processamento de material estéril, contribuindo para a qualidade deste e favorecendo a economia de pessoal, material e tempo.
Idealmente, a CME deve ter sua estrutura física projetada deforma a permitir o fluxo de materiais da área de recepção à de distribuição, evitando o cruzamento de material limpo com o contaminado. A recepção do material sujo e para limpeza é separada da área de preparo do material e esterilização, bem como da área de armazenamento e distribuição. Esses cuidados na estrutura e fluxo proporcionam condições adequadas de trabalho à equipe de saúde, diminuindo o risco de preparo inadequado do material, com presença de sujidade ou campos com cabelo, linhas, agulhas de sutura e outras falhas. 
Também em relação ao ambiente, é importante que as paredes e o piso sejam de cor clara e fácil limpeza; e as janelas amplas,de forma a proporcionar uma iluminação que possibilite o bom trabalho na unidade.
Quanto à localização, este serviço deve estar situado o mais próximo possível das unidades que mais utilizam os seus materiais -como o centro cirúrgico e obstétrico, o pronto-socorro e a terapia intensiva -, o que facilita a circulação dos mesmos. A distribuição do material estéril para o centro cirúrgico pode ser realizada por monta-cargas ou carrinhos que propiciem a proteção do material estéril. A adoção deste cuidado diminui sobremaneira a possibilidade de contaminação durante o trajeto.
Todos os cuidados que a equipe da CME tem em relação à estrutura física e às técnicas de esterilização dos materiais visam diminuir os riscos de infecção, que, além de outras complicações,acarretam sofrimento ao cliente, bem como um tempo maior de internação.
Atualmente, em decorrência do avanço tecnológico, grande parte dos materiais hospitalares estão sendo substituídos por materiais descartáveis, que apresentam as vantagens de estaremprontos para uso, diminuírem a incidência de infecção hospitalar – com baixo custo para a instituição - e proporcionarem segurança e conforto tanto ao cliente como aos profissionais de saúde.
Observações: Pressão atmosférica é a pressão que a atmosfera exerce sobre a superfície da Terra, devido ao peso do ar.
Material de superfície é o material em que o vapor tem contato apenas com a sua superfície, como vidro,borracha, inox.
Material de densidade é aquele em que o vapor penetra internamente, como pacotes, caixas e bandejas.
3.1 FLUXO DO PROCESSAMENTO DE MATERIALESTERILIZADO
Os materiais das diferentes unidades chegam ao CME através da área de recepção. De acordo com a rotina da instituição, os materiais recebidos são anotados em um caderno ou ficha de controle pertinente a cada unidade. Os que estiverem limpos são encaminhados para a área de acondicionamento, onde serão preparados;os sujos ficam no expurgo, para lavagem.No expurgo ocorre o processo de lavagem do material sujo encaminhado ao CME – cuja atuação é muito importante, pois se o material não for lavado de forma correta a esterilização não se processa adequadamente; consequentemente, permanecerá contaminado,oferecendo riscos ao cliente.
Os materiais sujos de matéria orgânica (sangue, pus e outras secreções corpóreas) devem ficar imersos em detergentes enzimáticos por cerca de 3 a 5 minutos (ver recomendação do fabricante),tempo necessário para desagregar a matéria orgânica. Devem ser colocados abertos ou desconectados em recipiente não-metálico,tendo se o cuidado de evitar que materiais diferentes (borracha,instrumentais, vidros) sejam postos no mesmo recipiente.Após esta etapa, a limpeza do material pode ser feita com água,
sabão e escova de cerdas, ou através de máquinas de limpeza, já que os abrasivos - como esponja de aço ou saponáceo – danificam o material.
Na Central de Material Esterilizado(CME) é realizado o preparo de todo o material
estéril a ser utilizado no hospital. Para tanto, é composta pelas áreas de recepção, limpeza,preparo, esterilização,guarda e distribuição dos materiais esterilizados utilizados pela equipe de saúde no atendimento ao cliente.
Para cada tipo de material existe uma técnica de lavagem que assegurará que o mesmo chegue à área de preparo em perfeitas condições de limpeza. Quando da lavagem, deve-se escovar as ranhuras,articulações e dentes de cada pinça, bem como injetar as soluções no interior das cânulas e sondas. Após o enxágue, onde todo o sabão deve ser retirado, os materiais devem ser secos com pano, máquina secadora ou ar comprimido, e posteriormente encaminhados para a área de preparo.
Nesta área, é indispensável o uso de equipamento de proteção individual(EPI) constituído por luvas grossas de cano longo, óculos de proteção, máscara e avental impermeável longo; além disso,deve-se proteger o calçado com algum tipo de capa, ou utilizar botas de borracha, o que favorece a proteção dos pés. Esses cuidados são absolutamente necessária pelo fato de que o material a ser lavado é considerado contaminado; assim, deve-se tomar todas as precauções para evitar a contaminação do funcionário.
Os funcionários da área de preparo de material são responsáveis pela inspeção da limpeza, condições de conservação dos materiais e funcionalidade dos instrumentais, bem como o acondicionamento e identificação dos pacotes, caixas e bandejas. Entre suas atividades, cabe separar os materiais danificados, para posterior substituição. Durante o desempenho de suas funções é recomendável que os mesmos utilizem gorro ou touca descartável, para evitar a queda de fios de cabelo nos materiais; além disso, devem sempre manipular o material com as mãos limpas.
Na área de preparo os materiais são preferencialmente agrupados por tipo de material: vidros, tecido (roupas e campos), instrumental e borrachas. Os aventais ou capotes, bem como os campos cirúrgicos e fenestrados,são recebidos da lavanderia e encaminhados diretamente ao setor de preparo para serem inspecionados, dobrados e acondicionados.
Na inspeção, devem ser observadas sujidades, rasgos e ausência de cadarços ou amarrilhos. Os campos cirúrgicos e fenestrados são dobrados ao meio, no comprimento; depois, transversalmente(de cima para baixo). O processo deve ser finalizado dobrando-se a ponta superior externa duas vezes na diagonal - as aberturas devem estar voltadas para o lado oposto ao do executante, e as dobras para cima.
Os aventais são dobrados de forma que as mangas fiquem ao longo do corpo do avental; a abertura das costas, para o lado externo e a ponta da gola, com os amarrilhos, para cima.Os campos de algodão devem ser duplos e, quando novos, lavados para a retirada do amido (goma). Os invólucros de papel não devem ser reaproveitados, devido ao perigo de se rasgarem. O pacote deve ser feito de forma a envolver todo o material -evitando-se deixá-lo frouxo -, para que este, quando esterilizado,não se contamine ao entrar em contato com o meio ambiente. O peso do pacote deve situar-se em torno de 5 quilos e seu tamanho não deve exceder as medidas de 50x30x30cm.Os instrumentais cirúrgicos, após verificação de sua limpeza, conservação e funcionamento, serão acondicionados em caixa metálica perfurada ou bandeja de aço inoxidável, empacotada em campo de algodão.
Para evitar perfurações durante o manuseio destes materiais,bem como conservar a sua integridade, as tesouras e pinças mais delicadas devem ser protegidas com gaze ou compressa pequena e postas na parte superior da caixa ou bandeja. Por sua vez, as agulhas, porta-agulha, pinças de campo e pinças para anti-sepsia devem ser organizadas de acordo com o tipo de cirurgia. As agulhas metálicas, utilizadas em alguns procedimentos especializados, são acondicionadas em tubo de ensaio com uma bola de algodão no fundo, para proteger suas pontas e outra na boca do tubo para fechá-lo.
Os materiais de borracha e cânulas siliconadas de baixa pressão são acondicionados individualmente em envelope de poliamida ou papel grau cirúrgico. As extensões de borracha devem estar enroladas e presas com uma tira de gaze, e acondicionadas em campo de algodão ou em envelope de poliamida ou papel grau cirúrgico. Em algumas instituições, os materiais de corte e as agulhas são acondicionados separadamente em bandeja ou caixa.
Ao empacotar os materiais, o invólucro utilizado deve possibilitar tanto a penetração do agente esterilizante como mantê-los protegidos até o momento do uso; portanto, faz-se necessário verificar a adequação do tipo de invólucro com o processo de esterilização:
• na autoclave – são utilizados campos de tecido de algodão, papéis (grau cirúrgico e kraft), filme poliamida transparente e caixa metálica perfurada embalada em campo, para permitir a livre circulação do vapor;
• na estufa – são utilizadas lâminas de alumínio, recipiente de vidro refratário e caixa metálica fechada;
• no esterilizador de óxido de etileno – são utilizados filme poliamida transparente e papel grau cirúrgico.
O fechamento do pacote, bandeja ou caixa depende do invólucro e do processo de esterilização a que será submetido. Nos pacotes embalados com filme poliamida e papel grau cirúrgico o fechamento deste é feito por seladora. O demais, com fita crepe simples, evitando-se deixar aberturas - esta mesma fita é utilizada para identificar o pacote e colocar a assinatura do responsável pelo fechamento.
Existe uma outra fita crepe especial que deve ser colocada no pacote– a qual apresenta listras que, quando submetidas à ação do calor, ficam escuras, identificando que o material foi submetido a processo de esterilização.
A área de esterilização, como o próprio nome diz, é o local destinado à esterilização dos materiais, pois nela se encontram instalados os equipamentos necessários a este processo. Aos funcionários que trabalham nesta área é recomendado o uso de roupa privativa ao setor, bem como luva de amianto para manuseio do equipamento e material - quando os mesmos estiveremquentes,para evitar queimaduras.
3.2 As principais formas de esterilização são:
• Por vapor saturado sob pressão
O aparelho utilizado para este processo é a autoclave, composto por uma câmara - onde se acondiciona o material, por uma válvula na porta - que mantém a pressão interna mediante instrumentos que medem a pressão e a temperatura. Seu funcionamento combina a ação do calor, pressão e umidade na destruição de microrganismos, por agirem na estrutura genética da célula.
Este tipo de esterilização está indicado para todo material resistente ao calor úmido, como tecidos (aventais, campos cirúrgicos,campos fenestrados), materiais de borracha e de metal. É contra indicado para materiais termos sensível, como cateteres e materiais de terapia respiratória.
• Por calor seco
Este processo é realizado através de um aparelho denominado estufa, no qual o calor seco é irradiado das paredes laterais e de sua base para destruir os microrganismo. Na impossibilidade de proceder à esterilização pelo método de vapor-Saturado sob pressão o uso do calor seco (estufa) pode ser uma possibilidade.
• Esterilização por óxido de etileno
Os materiais indicados para este tipo de esterilização são os termo sensíveis,
tais como os marca-passos, próteses, instrumentais de hemodinâmica, acessórios de respiradores, materiais com fibras óticas, cânulas siliconadas de baixa pressão e materiais de borracha.
• Esterilização por plasma de peróxido de hidrogênio
Geralmente, o plasma de peróxido de hidrogênio é utilizado em clínicas de pequeno porte, em vista de sua fácil instalação,ter um tempo de esterilização de 1 hora e ocupar menor área física.
O aparelho realiza a esterilização em 5 fases consecutivas:
-Vácuo, injeção, difusão, plasma e exaustão. 
• Esterilização por agentes químicos líquidos
Esta esterilização é recomendada apenas quando da impossibilidade de uso dos demais métodos, pois estes produtos exigem um tempo de exposição muito longo, enxágue em solução estéril (água destila estéril), secagem em campos estéreis e uso imediato. Durante o processo, a manipulação exige técnica asséptica.
O material precisa estar limpo e seco para evitar alteração na concentração da solução, a qual deve ser renovada sempre que houver alteração da coloração, presença de depósito ou vencimento da validade da diluição do produto, com forme as especificações do fabricante. Recomenda-se, também, evitar colocar no mesmo recipiente materiais de composição diferente,em vista da possibilidade de corrosão.
Este método de esterilização requer alguns cuidados simples,que mesmo assim muitas vezes não são seguidos. 
Dependendo da estrutura da instituição, ficam estocados na CME, sendo distribuídos de acordo com a solicitação, ou nas próprias unidades de internação.
A sala de armazenagem e distribuição destina-se obviamente apenas para o armazenamento e distribuição de material esterilizado;portanto, deve-se ter o cuidado de em nenhum momento receber material contaminado nesta área. É importante que a mesma esteja equipada com armários fechados para guardar os materiais de maior permanência e suportes com cestos ou prateleiras para os de distribuição diária. Os que possuem prazo de validade mais próximo do vencimento devem ficar colocados na parte de cima ou na frente, a fim de que se promova a rotatividade dos pacotes,evitando-se a armazenagem de material com prazo de validade vencido.
Quando a esterilização é realizada por autoclave e estufa, o prazo de validade dos materiais esterilizados é de 7 dias; por óxido de etileno, de 1 ano. Estes prazos variam conforme as condições de guarda do material, observando-se alterações da integridade do invólucro (rasgo, não presença da fita de identificação de esterilização,presença de umidade, violação do lacre). Nestas condições e/ou vencido o prazo de validade, os materiais são retirados da embalagem e novamente acondicionados e esterilizados.
3.3 GLOSSÁRIO DO CME
ASSEIO – limpeza, estado conseguido após a remoção da toda sujeira.
ANTISSEPSIA – conjunto de medidas usado para evitar a atividade e proliferação de microorganismo.
ANTISSÉPTICO – agente que impede a atividade e proliferação de germes.
ASSEPSIA CIRÚRGICA – é o conjunto de prática ou técnica para evitar a penetração de microorganismo em locais onde não os contém.
BACTERICIDAS – agentes destroem, matam o crescimento das bactérias.
BACTERIOSTÁTICOS – agente que inibem o crescimento das bactérias
CIDA – morte, destruição.
DEGERMAÇÃO – é a redução ou remoção das bactérias da pele, seja por maio da limpeza química ou mecânica (através da escovação).
DESINFECÇÃO – é a destruição dos germes patogênicos,não necessariamente matando os esporos, e, inativação dos vírus. Desinfecção é aplicada nos pisos, paredes, superfícies de aparelhos, equipamentos, mobiliários hospitalares e utensílios sanitárias.
DESINFESTAÇÃO – é a exterminação de insetos, roedores e outros animais de pequeno porte, que possam albergar ou agregar um agente infeccioso, transmitindo ao homem.
ESTERILIZAÇÃO – é um processo de destruição de todos os microrganismos patogênicos e não patogênicos, eliminação dos esporos, inativação dos vírus de um objeto qualquer.
ESPOROS – são uma forma inativa, porém viável de bactérias.Em condições desfavoráveis, algumas bactérias desenvolvem no seu externo, como o calor e produtos químicos. Estes corpúsculos denomina-se ESPOROS.
ESTERILIDADE – resultado da esterilização.
FONTE DE INFECÇÃO - é a pessoa, animal, objeto ou substância da qual um agente infeccioso passa diretamente a um hospedeiro.
SANIFICAÇÃO – é a redução do número de germes á um nível julgado inseto de perigo. Sua aplicação é feita em objetos inanimados, nas dependência hospitalares, refeitórios e lavanderias.
VIRICIDA – agente que destrói os vírus.
Capitulo 4 - PRINCIPAIS ROTINAS DA CLINICA CIRÚRGICA
• Admissão do paciente; exame médico, exames complementares;
• Alimentação;
• Higiene;
• Medicação; cuidados pré-operatórios; avisos de cirurgias; cuidadospós-operatórios imediatos e tardios;
• Orientação do paciente e da família;
4.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERAL AO PACIENTE CIRÚRGICO
Admissão do paciente na unidade cirúrgica:
Quando o paciente é hospitalizado, a unidade cirúrgica deve ser notificada com antecipação para que seja feito o preparo do ambiente. O paciente deve ser recebido pelo pessoal de enfermagemresponsável pelo serviço, que fará a apresentação da equipe deenfermagem e dará orientações necessárias aos pacientes e acompanhantes.
Em seguida, deve-se agir de acordo com a rotina normalde internação.
• Entrevistar o paciente;
• Montar o prontuário (observar com atenção a documentaçãonecessária);
• Controlar sinais vitais, peso e mensuração;
• Observar o estado geral do paciente;
• Fazer as anotações de enfermagem;
• Arrolar roupas e valores;
• Orientar o paciente;
• Avisar o médico, dependendo da rotina do hospital;
• Providenciar alimentação, medicação conforme prescrição médica.
4.2 HUMANIZANDO O PREPARO DO CLIENTE PARA A CIRURGIA
Como o estado emocional pode interferir diretamente na evolução pós-operatória, é importante que o cliente receba orientações sobre os exames, a cirurgia, como retornará da mesma e os procedimentos do pós-operatório, bem como esclarecimentos sobre a importância de sua cooperação.
Para transmitir uma sensação de calma e confiança, a equipe de enfermagem deve manter uma relação de empatia, ou seja, colocar-se na posição do outro, sem críticas ou julgamentos – o que muitas vezes ajuda a compreender seus medos e inseguranças, possibilitando uma relação interpessoal de respeito e não de autoridade.
Além disso, possibilita uma certa tranquilidade, favorecendo o entrosamento do cliente e família com o ambiente hospitalar,o que interfere beneficamente nas suas condições para a cirurgia.Com relação ao cliente, é importante lembrar que a comunicação nãoverbal (o olhar, a voz, a postura do cliente) também comunicasuas necessidades; portanto, ao buscamos entender estes sinaisteremos maiores condições de melhor compreendê-lo. Ao prestar orientações pré-operatórias, a equipe de enfermagemdeve estar atenta ao fato de que as necessidades de um cliente são diferentes das de outro. O momento mais adequado para o cliente e família receberem as orientações e participarem do processo de aprendizagem é quando demonstram interesse pelas informações, revelada muitas vezes através de perguntas ou busca da atenção da equipe de enfermagem.
Quanto ao aspecto de fé, a equipe de enfermagem pode providenciarassistência religiosa, desde que solicitada pelo cliente e/ou família. Além disso, é possível conceder ao cliente a permissãopara uso de figuras religiosas, por exemplo presas ao lençol da maca, sem que isso prejudique os cuidados durante o intra oupós-operatório.
Observações: Diérese é o corte dos tecidos.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE NOPRÉ-OPERATÓRIO
Objetivo geral: Preparar o paciente adequadamente para a cirurgia, diminuindo os riscos de complicações durante e após acirurgia.
Pré- operatório:
É o período que decorre desde a indicação da cirurgia até o momentodo ato operatório. Este período pode ser subdividido emduas fases:
Pré-Operatório Mediato:
Refere-se à assistência pré-operatória geral prestada ao paciente cirúrgico, não existindo hora específica para sua execução.
É operíodo compreendido desde a internação do paciente na clínica cirúrgica, até 24 horas antes da cirurgia, em cirurgias programas. Pode ser levado a efeito pouco antes da cirurgia, em casos deemergências.
Observações: Outro aspecto que pode interferir no êxito cirúrgico é a política de organização da instituição, muitas vezes refletida na falta de pessoal e materiais.
4.3 Os cuidados de enfermagem prestados neste período incluem:
• Preparo psicológico adequado;
• Controle de sinais vitais, observando anormalidades como: febre,dispneia, hipertensão, hipotensão, bradicardia, taquicardia,etc.;
• Preparo, orientação e auxílio na realização do exame físico geral;
• Preparo, orientação e auxílio na realização de exames radiológicos,laboratoriais, endoscópicos e outros que vão auxiliar nodiagnóstico:
• Controle de peso e eliminações urinárias, gastrintestinais, drenagens,etc.;
• Observação e orientação sobre a alimentação (dietas especiais,jejum, etc.);
• Observação e orientação na higiene;
• Orientação e auxilio ao paciente em exercício que deverão serrealizados no pós – operatórios como, por exemplo: pacientes submetidos à mastectomia, amputações, cirurgias de coluna,etc;
• Orientação sobre os exercícios respiratórios: São indicadosprincipalmente em cirurgias cardíacas e do aparelho respiratórioe ainda, quando o paciente necessitar ficar muito tempo acamadoapós as cirurgias especialmente em paciente idosos, fumantes ou que já apresentam distúrbios respiratórios. 
Os exercícios têm porfinalidade melhorar a função pulmonar e evitar complicações respiratóriasdurante e após a cirurgia.Os exercícios podem ser realizados com auxilio de dois frascos eum sistema de equipes em que o paciente, soprando, passa a águade um frasco para o outro, ou ainda orientando o paciente paraencher balões de borracha, ou simplesmente treinando a inspiraçãoe expiração profunda.
Obs.: Os pacientes que fumam devem ser orientados e estimulados, para deixar de fumar, ou, ao menos, reduzir o máximo possível neste período. Nas cirurgias abdominais , o não esvaziamento ou sua realização de forma inadequada pode favorecer a ruptura de alças intestinais e causar dificuldades para visualização do corpo operatório.
4.4 Objetivos específicos dos cuidados pré-operatório Mediatos:
• Identificar e tratar qualquer anormalidade que possa trazer complicações durante ou após a cirurgia. Ex. Um paciente com tosse, poderá apresentar complicações respiratórias graves durante e após a cirurgia, a tosse, portanto, é um fator importante quepode até mesmo contraindicar cirurgia, devendo ser tratada conforme as condições do paciente;
• Preparar o paciente da melhor maneira possível a fim de diminuir os riscos durante e após a cirurgia.
Pré-operatório imediato:
Compreende o conjunto de cuidados prestados ao paciente imediatamenteantes da cirurgia. Em uma cirurgia programada, esteperíodo inicia 24 horas antes da cirurgia e termina na hora da cirurgia. Estes cuidados devem ser prestados mesmo antes de cirurgiasde emergência.
4.5 Cuidados prestados na véspera da Cirurgia
• Preparo da pele com finalidade de diminuir a possibilidade decontaminação. Nesse preparo, estão incluídos a tricotomia deacordo com a região a ser operada e a limpeza da região comágua e sabão ou soluções especiais conforme indicação médica;
• Preparo intestinal, pode ser feito através de lavagem, intestinal,enemas, laxantes, conforme prescrição médica. Tem porfinalidades esvaziar os intestinos a fim de evitar incontinênciafecal, acidentes como a perfuração de alças intestinais, durantea cirurgia, bem como prevenir a formação de gases no pósoperatório.
É importante que se avalie o efeito; caso não seja satisfatório deve-se avisar o médico, este poderá solicitar que se repita o procedimento.
Observações: Lavagem intestinal ou enteroclisma é a introdução de líquido (volume máximo de 2000 ml)no intestino, através do ânus ou da boca da colostomia, com o objetivo de promover o esvaziamento intestinal. 
Colostomia é o orifício artificial feito para exteriorização de uma alça intestinal fixada na parede abdominal, criando uma abertura temporária ou permanente para a saída de substância (contraste radiológico, medicamento, etc.) pelo reto.
• Cuidados de higiene corporal: Se o paciente estiver em condiçõesde fazer seus próprios cuidados, deverá ser orientado paratomar banho completo, dando atenção especial à região queserá operada, caso contrário a enfermagem deverá fazê-lo. A
higiene é importante como profilaxia de infecção. Deve-se darimportância, ainda, para a higiene dos cabelos, pés e unhas, empaciente do sexo feminino deve-se observar se as unhas estãopintadas, neste caso o esmalte deve ser removido.
• Colher sangue para tipagem, conforme rotina;
• Orientar sobre jejum, o período exigido de jejum pode variarde acordo com a cirurgia, em média se exige 8 à 12 horas. Éimportante, para evitar que o paciente apresente vômito durantea cirurgia especialmente em anestesia geral.
• Prestar cuidados especiais conforme a cirurgia e prescriçãomédica (sondagens, lavagem gástrica, etc.).
4.6 Cuidados prestados no dia da cirurgia:
• Higiene corporal – usualmente o paciente já tomou banho nanoite anterior, porém deverá fazer uma nova higiene antes deser encaminhado a sala operatória. Se o paciente estiver sedado,a higiene pode ficar limitada à face, mão, área operatória ehigiene externa em pacientes do sexo feminino. A boa higieneoral deve ser observada com a finalidade de assegurar confortoe prevenir infecção;
• As dentaduras e próteses deves ser removidas porque há perigode se quebrarem e serem deglutidas, podendo mesmo causarasfixia. Devem ser rotuladas e colocadas em lugar seguro;
• Os cabelos devem ser penteados e protegidos por uma touca ougorro apropriados; não devem permitir o uso de grampos oupresilhas;
• Em alguns casos, os médicos cirurgiões solicitam que a tricotomiaseja realizada na B.O.
• As unhas devem estar, curtas e sem esmalte, para facilitar aobservação da circulação e oxigenação das extremidades;
• Vestir roupas limpas, geralmente os hospitais tem camisolas apropriadas com aberturas para trás, para facilitar a remoçãona hora da cirurgia. Deve-se ainda evitar que o paciente vá paraa cirurgia usando roupas íntimas e roupas de tecido sintético (nylon, lycra, jérsei, etc.);
• As joias e adornos devem ser retirados e colocados em envelopes rotulados e guardados em local seguro. O mesmo deve serfeito comoutros objetos e valores. Caso seja entregue a família o fato deve ser documentado;
• Solicitar ao paciente que esvazie a bexiga. O esvaziamento é importante para prevenir traumatismo acidental durante a cirurgiae distensão precoce no pós-operatório. Alguns cirurgiões solicitam sondagem vesical;
• Controlar sinais vitais, comunicando qualquer anormalidade;
• Aplicar a medicação pré-operatória (base pré-anestésica) quando prescrita. A medicação em geral é prescrita pelo anestesista e administrada trinta minutos a uma hora antes da cirurgia. Essa medicação é geralmente composta por associação de um sedativo e, às vezes, anti- histamínicos e tem por finalidade acalmar o paciente, reduzir as secreções do trato respiratório e facilitar a indução anestésica. Quando o paciente recebe esta medicação deve ser orientada sobre os seus efeitos e no sentido de não sairmais do leito;
• Verificar se todos os cuidados prescritos foram executados;
• Revisar o prontuário verificando se está completo, observar seo termo de responsabilidade ou autorização em caso de menorestá assinado e outros documentos que sejam necessários para garantir a segurança do paciente e do hospital;
• Anotações de enfermagem. Estas devem conter registros de sinais vitais, hora do esvaziamento da bexiga e quantidade da urina, medicação administrada, quantidade e hora exata da administraçãoe observações gerais do estado do paciente;
• Transportar o paciente ao centro cirúrgico na hora marcada ou, em alguns hospitais, conforme a solicitação do centro cirúrgico.
O paciente deve ser encaminhado no momento apropriado a fim de evitar esperas demoradas e ambientes inadequados taiscomo corredores e outros. O paciente deve ser acompanhado por um elemento da clínica cirúrgica, a fim de proporcionar maior conforto conforme o estado do paciente; deve estar devidamente aquecido e ao chegar no centro cirúrgico, o paciente deve ser entregue ao responsável juntamente com prontuário e este deve ser notificado sobre qualquer recomendação especial.
4.7 Objetivos da assistência de enfermagem pós-operatório:
• Prestar cuidados durante a recuperação da anestesia;
• Prestar assistência integral ao paciente, assegurando sua volta ás atividades normais;
• Prevenir complicações;
4.8 Preparo da unidade pós-operatório
• Logo após a transferência do paciente para a sala de operação, a unidade deve ser preparada para o seu retorno. Em alguns hospitais existem unidades de recuperação pós - anestésica, anexa ao centro cirúrgico, onde o paciente permanece até que se recupere totalmente da anestesia, estas unidades são equipadas para atender qualquer complicação que possa ocorrer com o paciente neste período, mantendo ainda médico e pessoal de enfermagem permanentes junto ao paciente, ele pode ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva, onde também receberá cuidados especializados. Mas na maioria das vezes, o paciente retorna para sua unidade, que deve estar preparada de acordo para recebê-lo;
• Hoje, já se tem uma tendência a aparar pelos no sentido deevitar lesão em pele, o que poderá ser “posta de entrada” de infecção;
• Preparo do leito: este deve ser desinfetado, as roupas devem sertrocadas e arrumadas, para facilitar o transporte da maca para oleito;
• O ambiente deve ser calmo, arejado, limpo, livre de correntes de ar e se possível umedecido, aquecido e semi-escuro, para proporcionar mais conforto no pós-operatório.
4.9 Cuidados de enfermagem no pós-operatório imediato:
Toda assistência de enfermagem prestada neste período requer muita atenção e responsabilidade, pois é o período emque ocorre o maior índice de complicações.
• Transportar o paciente de maneira rápida e segura, evitando-se movimentação desnecessária;
• Posicionar o paciente: depende da cirurgia realizada e do anestésico usado; geralmente deixa-se a cabeça voltada para o lado para evitar a aspiração de vômito e secreções e facilitar a respiração. Quanto ao travesseiro, em anestesia geral, deve-se deixaro paciente em cama reta, sem travesseiro até que se recupere totalmente da anestesia; em anestesia raquidiana, não se coloca travesseiro, nem se eleva a cabeceira do leito, por 24 horas: em anestesia peridural, até que esteja totalmente consciente;
• Observar o paciente; deve ser contínua, dando-se atenção especialao estado de consciência, coloração da pele, respiração etc.;
• Controlar sinais vitais; em geral, se controla T.P.R. e P.A:
1 á 2 horas de 15 em 15 minutos
2 á 4 horas de 30 em 30 minutos
4 á 12 horas de 1 em 1 hora
12 á 24 horas de 2 em 2 horas
Este esquema pode ter alterado conforme as condições dopaciente.
• Manter o paciente aquecido e confortável;
• Conectar sondas e drenos se houver;
• Administrar os medicamentos prescritos
• Observar e controlar eliminações (diurese, drenagem); Estimulara respiração profunda e a tosse. A tendência do paciente érespirar superficialmente e evitar a tosse para não sentir dor,ele deve ser orientado como respirar e como tossir para evitarcomplicações respiratórias;
• Estimular a movimentação, mudar de decúbito, movimentar osmembros, a menos que haja contra indicação;
• Fazer higiene oral constante, a, maioria dos pacientes apresentaressecamento de lábios e cavidade oral, como não podemingerir água, pode-se umedecer os lábios e a boca com algodãoembebido em água limpa e fresca;
• Observar constantemente o curativo em busca de sinais desangramento. Caso ocorra deve-se avisar o médico. Em geral, ocurativo não é trocado no 1º dia;
• Observar a coloração da pele e temperatura caso ocorra cianosee da temperatura comunicar ao médico;
• Aspirar secreções, conforme a necessidade e prescrição, paramanter as vias aéreas livres e permeáveis;
• Ter cuidados específicos com sondas e drenos, conforme prescriçãomédica e de acordo com a cirurgia realizada;
• Comunicar imediatamente ao médico qualquer sinal de complicação.
O período de jejum pós-operatório varia conforme a cirurgia, anestesia e o estado do paciente; geralmente o médico deixa prescritoo período e a dieta pós-operatória. Em geral, não se administranada por via oral (V.O) até que o paciente esteja totalmente recuperado da anestesia. Quando se inicia a administração por viaoral, deve ser inicialmente líquida e em pequenas quantidades, observando-se tolerância do paciente;
• Promover conforto e manter a segurança. Quando o pacienteestá se recuperando da anestesia, pode apresentar-se inquietoe agitado; se existir risco de cair do leito deve-se colocar gradeslaterais, e , ás vezes, imobilizá-lo para evitar complicações.
4.10 Cuidados de enfermagem no pós-operatório mediato ou tardio:
O paciente permanecerá internado na clínica cirúrgica até quês e encontre em condições de alta. Este período, portanto, variaconforme a cirurgia realizada e, principalmente, de acordo comas reações individuais de cada paciente. Os cuidados aplicadosneste período visam proporcionar ao paciente uma recuperaçãomais rápida e prepará-lo para a sua volta ás atividades normais.
• Higiene e conforto; em geral, o paciente necessitará de auxílionos primeiros dias, devendo ser incentivado para sua independência;
• Curativo: geralmente, é trocado a partir do segundo dia ou conformeprescrição. Se possível a enfermagem deverá observar eanotar os aspectos gerais da ferida, a evolução da Cicatrização esinais de possíveis complicações, (coloração, aspectos da sutura, presença de secreção, odor, etc.)
• Controlar os sinais vitais: é realizado conforme a rotina da clínica,devendo-se observar especialmente a respiração e temperatura;
• Estimular a deambulação precoce; desde que não haja contra-indicação, o paciente deverá ser encorajado a deambular e a semovimentar o mais cedo possível, isto irá favorecer a recuperação;
• Observar o funcionamento intestinal e urinário;
• Observar o funcionamento de sondas, drenos e cateteres;
• Administrar os medicamentos conforme prescrição;• Orientar sobre a dieta em geral e a prescrita pelo médico, que normalmente, inicia-se com líquidos, passando para pastosa, leve e finalmente livre. Deve-se orientar para que o paciente evite, alimentos que fermentem e produzam gases no intestinos;
• Executar os cuidados especiais de acordo com a cirurgia;
• Orientar o paciente para exercícios que deverá realizar, (respiratórios, circulatórios e específicos conforme a cirurgia);
• A retirada dos pontos (Ablação), em geral é realizada 7 a 8 diasapós a cirurgia, conforme as condições de Cicatrização. Pode se realizar a retirada de pontos alternados e posteriormente, retirada total para maior segurança;
• Orientar o paciente e família para a alta hospitalar. Devem serfornecidos orientações sobre exercícios, dieta, cuidados que deverá observar, retorno para consultas, medicamentos curativos e outros.
Observações: Nas cirurgias ginecológicas, a bexiga, se distendida, pode ser lesada.
Tricotomia consiste na retirada dos pelos através da raspagem da pele ou do couro cabeludo, com o objetivo de diminuir os riscos de infecção e facilitar o manuseio e visualização da área a ser trabalhada. 
Indução anestésica é a fase inicial da anestesia, na qual o paciente passa do estado de consciência para o de inconsciência.
Observações: É importante lembrar o respeito com o paciente anestesiado, que se apresenta inconsciente mas continua sendo um ser humano e, portanto, tem o direito de receber um tratamento técnico e ético pela equipe cirúrgica. É lamentável a ocorrência de desrespeito à figura humana anestesiada ou sedada, mediante comentários indevidos, manipulação grosseira do corpo, falta de respeito ao pudor natural e outros.
4.11 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE NOTRANS-OPERATÓRIO.
O período trans-operatório compreende o momento de recepçãodo cliente no CC e o intra-operatório realizado na SO.
Nesse período, as ações de enfermagem devem assegurar a integridade física do cliente, tanto pelas agressões do ato cirúrgico como pelos riscos que o ambiente do CC oferece ao mesmo, já submetido a um estresse físico e exposição dos órgãos e tecidos ao meio externo; daí a importância do uso de técnicas assépticas rigorosas.
4.12 COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIOS.
Complicações pós-operatórios imediato.
São as que surgem com maior frequência no pós-operatório imediato.
a) NÁUSEA E VÔMITO
São transtornos, frequentes no pós-operatório imediato que, alémdo desconforto que provocam, podem trazer outras complicaçõescomo: a aspiração do vômito para os pulmões e desequilíbriohidroeletrolítico.
Principais causas do vômito no pós-operatório:
• Efeito dos anestésicos, especialmente de anestesia geral;
• Deglutição de sangue e secreções em cirurgias de nariz e garganta;
• Não observação do jejum pré e pós-operatório.
4.12.1 Cuidados de enfermagem:
• Manter a cabeça voltada para o lado para evitar as aspirações;
• Fazer higiene oral após cada episódio de vômito;
• Não administrar nada por via oral enquanto persistirem as náusease vômitos, caso o paciente deseje ingerir água, deve – seadministrar em pequenas quantidades, conforme indicação médica;
• Administrar medicação; sendo um complicaçãofrequente, emgeral o médico já deixa prescrito uma medicação antiemética,(Plasil, Eucil, Vogalene, e outros);
• Observar e anotar o número de vezes e a quantidade eliminada;caso se tornem persistentes e abundantes, comunicar aomédico pois às vezes é necessária a sucção gástrica;
• Manter o paciente em ambiente higienizado;
b) DOR 
Seu aparecimento deve ser esperado depois de qualquercirurgia, principalmente nas primeiras 48 horas.
 Principais causas da dor:
• Traumatismo cirúrgico – toda cirurgia consiste em uma agressão ao organismo, tanto no aspecto físico quanto psíquico e ador, portanto, persiste até que o organismo se recupere destetraumatismo;
• Ansiedade, nervosismo – cada indivíduo apresenta um limiardiferente para a dor; alguns aceitam mais facilmente, outros sãomais sensíveis permanecendo tensos e temerosos, o que aumenta a intensidade da dor.
Cuidados de enfermagem para aliviar a dor no pós-operatório:
• Identificar o tipo, localização e intensidade da dor avaliando sea dor se irradia para outras regiões e se está relacionada com amovimentação, respiração, tosse, etc.
• Observar sinais de palidez, sudorese, náuseas, vômitos, frequência respiratória, limitação de movimento, agitação;
• Administrar analgésicos Conforme prescrição. Como a dor éum sintoma esperado no pós-operatório, o médico, geralmente, já deixa prescrito um analgésico para ser administrado, cabendoa enfermagem e responsabilidade de avaliar a necessidade real deste analgésico, devendo prestar atenção especial ao uso denarcóticos.
4.13 Fatores a considerar:
I. Todos os narcóticos tem efeito secundário. Ex. A morfina e derivados podem deprimir a respiração, portanto, não podem ser aplicados sem antes se verificar a frequência respiratória; se esta for inferior a 12 movimentos respiratórios por minuto, deve-se avisar o médico antes de administrar;
II. O Intervalo entre a administração deve ser observado, pois além de deprimir a respiração, ainda pode levar a narcomania.
III. Nunca se administrar narcóticos como substituto dos cuidados de enfermagem, às vezes, uma mudança de posição e uma conversa resolvem o problema.
IV. Nunca se administra narcótico em pacientes cuja pressão arterial se encontra instável, pois existe risco de desencadear um choque.
V. Em pacientes idosos deve-se observar a tendência à desorientação e esquecimento.
VI. Os narcóticos são indicados para aliviar a dor e não para causar sonolência.
VII. Os pacientes devem ser avisados sempre que se administre este tipo de medicamento para receber normalmente seus efeitos.
c) HEMORRAGIAS
Caracteriza-se por uma perda normal de sangue e seus efeitos dependendo estado geral do paciente da ocasião de sua ocorrênciae da quantidade de sangue perdido.
Classificação:
• Hemorragia primária – é a que ocorre durante a cirurgia. É geralmentecontrolada pela equipe. Em caos de perdas exageradasusa-se a transfusão a fim de compensar efeitos prejudiciais.
• Hemorragia secundária – é a que ocorre no pós-operatório,deve-se tomar medidas imediatas, levando-se em conta que opaciente em geral já perdeu sangue durante a cirurgia;
• Hemorragia externa – quando o sangramento escoa para dentrode uma cavidade fechada, (crânio, tórax e abdome), é a maisgrave das hemorragias porque, quando se manifesta os sinaise sintomas, o individuo já perdeu uma grande quantidade desangue.
4.14 Principais sinais e sintomas de hemorragia interna:
• Pulso rápido e fino, dispneia, sede, hipotensão arterial, peleúmida e fria;
• Agitação, ansiedade;
Sinais conforme o local:
No crânio – existe perda súbita da consciência;
No tórax – a respiração se torna muito difícil;
No abdome – existe distensão e rigidez da parede abdominal.
A hemorragia pode ser ainda arterial ou venosa, segundo o vasorompido.
• Defeitos na ligadura de vasos, falha técnica do cirurgião;
• Tensão exagerada sobre a sutura;
• Distúrbios hemorrágicos, pacientes que apresentam trombocitopenia,hemofilia, deficiência de vitamina K.
Cuidados de enfermagem:
Os cuidados de enfermagem aplicados dependem do tipo e localizaçãode hemorragia, mas de maneira geral, visam a detectarprecocemente e evitar o agravamento.
Na hemorragia interna:
• Deixar o paciente em repouso absoluto;
• Manter o paciente aquecido, utilizando cobertores para mantera temperatura corporal;
• Colocar em posição de Tredelemburg (Cabeça mais baixa que orestante do corpo). Isto auxilia a manter a circulação nos órgãos vitais (cérebro, rins, pulmões); com exceção da hemorragia craniana,que deve ser colocada em posição de Fowler;
• Não dar nada para o paciente por via oral, pois este paciente em geral terá de ser recuperado;
• Avisar aomédico imediatamente ao menor sinal de hemorragia interna, para que se tomem as providências necessárias. Normalmenteeste paciente necessitará de transfusão de sangue para repor o sangue perdido e voltar ao centro cirúrgico para
ser recuperado;
• Verificar sinais vitais, frequentemente.
Na hemorragia externa:
• Manter o paciente no leito, evitando movimentos desnecessários; também deve-se evitar que o paciente veja o sangramento;
• Fazer pressão direta sobre o local que está sangrando, utilizandogazes e ataduras esterilizadas;
• Fazer compressão nas artérias próximas ao local para diminuir o fluxo de sangue;
• Aquecer o paciente; não excessivamente;
• Controlar sinais vitais;
• Se o sangramento se dá através da boca e nariz deve-se aspirar e deixar a cabeça voltada para o lado, para evitar asfixia. Assim como na hemorragia interna o médico deve ser avisado aomenor sinal de hemorragia. A enfermagem deve ainda procurar anotar o tipo, localização e a quantidade de sangue perdido.
d) CHOQUE
O choque pode ser definido como uma depressão de todos oscentros vitais, decorrentes de uma deficiência do suprimento desangue e oxigênio para o organismo. É uma complicação grave efrequente no pós-operatório imediato.
Tipos de choque:
• Choque hipovolêmico – é o choque causado por uma diminuição acentuada do volume circulante, devido à perda de sangue, plasma e líquidos do organismo; Causas: hemorragias, queimaduras,desidratação.
• Choque neurogênico – é o resultante de uma alteração do sistema nervoso central, ocorrendo uma dilatação anormal dos vasos sanguíneos; Causas: Distúrbios no sistema nervoso central provocandopor anestésicos, narcóticos, lesão cerebral, transtornos emocionais (dor intensa, ansiedade, medo);
• Choque cardiogênico – é o choque que se instala devido a uma deficiência cardíaca, ou seja o coração não consegue bombear uma quantidade suficiente para o organismo. Causas: lesão traumáticado coração, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca;
• Choque séptico – é resultante de processos infecciosos graves já existentes nos organismo, desenvolveu-se hipovolêmica com depressão da função cardíaca. Causas; septicemia, especialmentepor bactérias gram-negativas.
• Choque anafilático – resulta de uma reação antígeno – anticorpo, devido a hipersensibilidade do organismo a determinadas substâncias, como a penicilina, procaína, iodo, picaduras de insetos,e substâncias alérgicas sensação de calor, pruridos, urticária, sensação de opressão no peito, podendo ocorrer paradacardiorrespiratória e morte.
• Choque pirogênico – caracteriza-se por uma reação febril devidoa presença de pirogênios e contaminação de soluções ematerial utilizados na administração por via endovenosa.
Sinais e sintomas gerais do choque
• Hipotensão acentuada, sendo que, às vezes, não se conseguemedir a pressão arterial;
• Pele em geral apresenta palidez, sudorese, podendo apresentarcianose de extremidades;
• Hipotermia, pulso rápido e fino e sede;
• Alteração emocional podendo apresentar agitação, confusãomental ou apatia;
• Respiração rápida e superficial;
• Diminuição do volume urinário;
O tratamento de choque dependendo do tipo de choque.
 Ex.: choqueshipovolêmico, devem ser administrados sangue, plasma, soro para aumentar o volume circulante. Mas, de maneira geral, o tratamento se baseia em corrigir o volume, restabelecer o tônus vascular, manter a oxigenação do paciente, evitar o gasto de energia, prevenir complicações e combater a causa básica do choque.
Cuidados de enfermagem com pacientes em choque
• Avisar prontamente o médico;
• Manter o paciente calmo, aquecido (não excessivamente para evitar o vaso dilatação);
• Colocar em posição de Tredelemburg para assegurar a circulaçãodo cérebro e dos órgãos vitais;
• Manter as vias aéreas livres e oxigenar conforme a necessidade;
• Controlar sinais vitais em 15 em 15 minutos;
• Manter toda a medicação de emergência e matéria de infusãode endovenosa e equipamento pronto para uso.
Obs. No choque pirogênico deve-se interromper imediatamente em infusão.
e) HIPÓXIA
É uma complicação pós-operatória caracterizada pela oxigenaçãodeficiente dos aparelhos, órgãos e sistema.
Causas:
•Depressão respiratória causada por anestésicos e outros medicamentos(narcóticos, barbitúricos);
• Obstrução de vias aéreas superiores por sangue e secreções;
• Queda ou relaxamento da língua;
• Respiração inadequada devida a dor, posição, etc.
Sinais e sintomas:
• Cianose, dispnéia, agitação, mal-estar, sensação de sufocamento.
Tratamento e cuidados de enfermagem:
• Aspirar secreções de orofaríngeas;
• Examinar a boca para verificar se existe algo obstruindo, tracionara língua, caso esteja voltada para trás;
• Colocar em posição adequada para favorecer a respiração;
• Oxigenar.
f) COMPLICAÇÕES PULMONARES
São complicações graves que afetam principalmente os pacientesidosos e debilitados.
Causas:
• Presença pré-operatória de infecção de boca, nariz e garganta,que mais tarde atinge os pulmões devido à diminuição da resistênciado paciente;
• Irritação da mucosas por anestésicos inalados que provocamaumento de secreção;
• Acumulo de secreção devido á posição inadequada, medo detossir e respiração superficial;
• Pacientes que permanecem muito tempo acamados, imobilizados;
• Aspiração de vômito.
As complicações respiratórias podem predispor á bronquite,pneumonia, pleurisia, atelectasia.
Sinais e sintomas:
• Febre, expectoração purulenta ou sanguinolenta;
• Dispnéia; tosse;
• Mal-estar geral;
• Dor torácica.
Tratamento e cuidados de enfermagem:
• Antibióticos para combater o processo infeccioso, nebulização, tapotagem, drenagem postural e exercícios respiratórios paraeliminar as secreções e melhorar a função respiratória;
• Estimular a movimentação e ingestão de líquidos se não houver contra indicação.
Profilaxia:
• Estimular os exercícios respiratórios no pré-operatório;
• Estimular a respiração profunda e a tosse no pré-operatório;
• Orientar quanto a importância da movimentação no leito e a deambulação precoce;
• Manter uma higiene oral constante e aspirar secreções sempreque for necessário.
g) DISTENSÃO ABDOMINAL
É ocasionada pelo acúmulo de gases e fezes nos intestinos. É uma complicação frequente principalmente no pós-operatório de cirurgias abdominais.
Principais causas:
• Diminuição do peristaltismo intestinal;
• Deglutição de ar;
• Manipulação dos intestinos durante as cirurgias;
• Uso excessivo de narcótico;
• Falta de preparo intestinal adequado no pré-operatório;
• Alimentação inadequada no pré-operatório;
• Traumatismo cirúrgico nos intestinos durante a cirurgia.
Sinais e sintomas:
• Distensão do abdome;
• Desconforto, dor abdominal (devido a compreensão exercida
sobre os órgãos);
• Dificuldade respiratória.
Tratamento e cuidados de enfermagem:
• Estimular a movimentação e a deambulação;
• Orientar na dieta para que sejam evitados alimentos que fermentem nos intestinos;
• Aplicação de calor sobre o abdome, desde que não haja contra indicação;
•Sondagem retal conforme prescrição, introduzir as sondas deixandoaproximadamente 5 minutos, retirar; colocando novamente,conforme a necessidade;
• Administração de medicamentos para evitar o peristaltismo intestinal,conforme prescrição médica;
• Administração de laxantes suaves ou pequenos enêmas paraauxiliar na eliminação;
• Sondagem nasogástrica.
Profilaxia:
• Preparo intestinal adequado no pré-operatório;
• Movimentação ativa e passiva no leito no pós-operatório;
• Dieta adequada no pós-operatório;
• Deambulação precoce.
h) DILATAÇÃO GÁSTRICA
Ocorre quando o estômago se distende com líquidos (suco gástrico,sangue) e alimentos que não passam para o intestino, devido afalta de peristaltismo, frequente em cirurgias gástricas.Causas:
• Falta de peristaltismo do aparelho gastrintestinal;
• Não observação de jejum pré e pós-operatórios;
• Falta de movimentação no pós-operatório;
• Falta de cuidados com pacientes com sonda nasogástrica.
Sinais e sintomas:
• Regurgitação de pequenos volumes de líquidos;
• Distensão na região do estômago;
• Prostração e desconforto abdominal;
• Hipertensão arterial e pulso rápido.
Tratamentos e cuidados de enfermagem:
• Aspiração através de sonda nasogástrica;
• Lavagem gástrica;
• Colocar em decúbito ventral;
• Estimular a movimentação no leito.
Profilaxia:
• Sondagem nasogástrica em cirurgias abdominais grandes, especialmenteas que envolvem o estômago e as vias biliares. Nestes casos, a sonda, deverá ser mantida aberta para drenagem e aspirada, conforme indicações;
• Observar o período de jejum pré e pós-operatório, não alimentando até que retornem totalmente os movimentos peristálticos;
• Fornecer uma ideia adequada conforme a cirurgia e observar sinas precoces de estase gástrica.
Observações: Deiscência de sutura consiste em uma separaçãototal ou parcial dos bordos da ferida operatório.
Evisceração é a separação dos bordos da feridacom a saída de órgãos abdominais pela ferida. Essascomplicações podem surgir antes ou logo após a retirada dos pontos.
i) INFECÇÃO DA FERIDA OPERATÓRIA
É uma complicação grave nos pós-operatório.
Sinais e sintomas:
• Manifesta-se, em geral, após o terceiro dia de cirurgia, com sinaise sintomas gerais de infecção: febre, calafrios, anorexia, cefaléia e no local da incisão: dor, hiperemia, tumefação, presençade secreção purulenta.
Tratamento específico:
• Antibióticos específicos de acordo com o tipo de microrganismo.
Tratamento geral:
• Analgésico, antitérmico, anti-inflamatórios, curativos.
Cuidados de enfermagem:
• Isolar o paciente e manter assepsia rigorosa para evitar a contaminaçãode outros pacientes;
• Colher material para cultura com finalidade de identificar o microrganismoscausador da Infecção;
• Fazer curativos frequentes, observando o tipo, quantidade, cheiroda secreção;
• Administrar a medicação e executar os cuidados, conforme prescrição e o tipo de Infecção.
Profilaxia:
• Preparar corretamente o paciente no pré-operatório, observandoa tricotomia, higiene;
• Manter técnicas corretas de esterilização e assepsia no centrocirúrgico;
• Limpar e desinfetar o ambiente da clínica cirúrgica;
• Observar técnicas assépticas rigorosas em todos os cuidadosaplicados aos pacientes;
• Isolar todos os pacientes infectados;
• Fazer cultura para identificar o tipo de Infecção.
Causas:
• A principal causa éa falta de assepsia,durante e após acirurgia. Salvo em
alguns casos em quea própria cirurgia já écontaminada.
j) RETENÇÃO URINÁRIA
É uma complicação frequentemente no pós-operatório, especialmente em pacientes submetidos a cirurgias abdominais e de órgãos pélvicos (útero, bexiga, ovários, etc).
Causas:
• Traumatismo operatório;
• Posição adequada;
• Bloqueio psicológico (medo de sentir dor, timidez);
• Infecções de vias urinárias pelo uso prolongado de sonda vesicalde demora (Folley).
Cuidados de enfermagem:
• Proporcionar ambiente e posição confortável (deixar o pacientesozinho, colocar biombos se estiver em quarto coletivo);
• Estimular a micção usando métodos como: aplicação de bolsade água quente, abrir torneiras, banhos de assento com águamorna, fazer imaginar água caindo, etc.;
• Levar ao banheiro se não houver contra-indicação;
• Se o paciente não conseguir urina apesar de tudo, o médicopoderá indicar cateterismo vesical de alívio para evitar a distensãoexagerada da bexiga. Entretanto, esta medida só deverá serutilizada como último recurso uma vez que provoca, freqüentemente, traumatismo e origina infecções urinárias difíceis detratar;
• Anotar rigorosamente o volume de cada micção e o volume delíquidos ingeridos
Profilaxia:
• Movimentação no leito, deambulação precoce;
• Orientar para que o paciente não deixe a bexiga se distenderdemais, pois, neste caso, provocará dores e dificultará a eliminação;
• Exercícios vesicais em pacientes que permanecerem muito tempocom sonda vesical antes de retirá-la;
• Apoio psicológico.
l) COMPLICAÇÕES CIRCULATÓRIAS:
• Flebite – inflamação de uma veia.
• Tromboflebite – inflamação de veia com a formação de coágulos;
Ocorrem com maior incidência nas veias dos membros inferiorese no pós-operatório de cirurgias abdominais, partos e em portadorasde infecções agudas.
Causas e fatores predisponentes:
• Imobilidade o pacientes que permanecem muito tempo acamados;
• Compressão sobre as veias dos membros inferiores; através decoxins, faixas, aparelhos (gesso, tração);
• Posição durante a cirurgia, especialmente, as que exigem queos membros fiquem flexionados, (cirurgias ginecológicas, retais,etc.);
• Pacientes que apresentam distúrbios circulatórios (varizes) emmembros inferiores;
• Pacientes idosos, obesidade.
Sinais e sintomas:
• Extremidades quentes, vermelhas e edemaciadas, doloridas,febre, mal estar;
Tratamento e cuidados de enfermagem:
• Repouso no leito;
• Manter o membro afetado elevado;
• Compressas quentes e úmidas conforme prescrição;
• Aplicação de pomadas heparinizantes (hirudoid, crematoma);
• Aplicação de anticoagulantes nos casos mais graves, conformeprescrição médica;
• Observação do paciente em busca de sinais de complicação (natromboflebite existe o risco de ocorrer o desprendimento deuma coágulo que pode alojar-se em um órgão vital como nospulmões, cérebro, ocorrendo um embolismo).
Profilaxia:
• Mudar frequentemente de posição;
• Fazer movimentação de flexão e extensão dos dedos do pé, pése pernas (caso o paciente não tenha condições para fazer sozinha a enfermagem deverá auxiliá-lo;
• Estimular a de ambulação precoce;
• Evitar a compressão sobre membro durante e após a cirurgia.
Em cirurgias que exigem a posição de flexão de coxas e pernas deve-se cuidar ao retirar o paciente da posição, tirando primeiroum membro e depois o outro;
• Uso de meias ou bandagens elásticas em pacientes que necessitem de longos períodos de repouso.
m) EMBOLISMO PULMONAR
Constitui uma complicação grave no pós-operatório. Ocorre maisfrequentemente quando o paciente está convalescendo, devido aodesprendimento de um coágulo que tenha se originado durante ou após a cirurgia, o qual, se deslocado irá obstruir a artéria pulmonar, deixando de levar sangue para os pulmões. Se a artéria obstruída for uma artéria grande leva a óbito.
Causas:
• Tromboflebite;
• Imobilidade.
Sinais e sintomas:
• A característica principal é o aparecimento súbito de dor torácica aguda, cianose, dispnéia e choque.
Tratamento e cuidados de enfermagem:
• Avisar o médico imediatamente
• O tratamento básico é feito através de anticoagulantes e oxigênio;
• Controlar sinais vitais frequentemente;
• Cuidados da administração de medicamentos e oxigênio;
• Observação rigorosa do paciente;
• Manter o paciente calmo.
Fatores predisponentes: 
• Movimentação exagerada no leito;
• Permanência prolongada em uma mesma posição;
• Lençóis molhados, enrugados;
• Obesidade, caquexia, anemia, deficiência circulatória, diabete, desnutrição e outros.
Cuidados de enfermagem:
• Curativos no local;
• Mudanças de decúbito;
• Rodas de conforto, colchão d’água.
Profilaxia:
• Manter o paciente sempre higienizado e seco, lençóis esticados,
• Massagear com álcool, com talco, com soluções oleosas, deacordo com o tipo de pele, para ativar a circulação;
• Mudanças frequentes de decúbito evitando a permanência prolongadana mesma posição.
Feridos e curativos 
Feridas
Denomina-se ferida à perda da continuidade de qualquer estruturainterna ou externa.
Classificação:
• Quanto à presençaou ausência de infecção:
- Feridas limpas: são feridas que não apresentam germes patogênicos.
Ex.: as feridas cirúrgicas, quando realizadas em condições assépticas.
Obs. Nenhum ferimento é considerado estéril, pois a nossa pele e mucosas abrigam um grande número de bactérias que constituem a nossa flora bacteriana e, de maneira geral, não provocam doença;
- Feridas contaminadas: são as feridas que contém germes patogênicos.
Ex. ferimentos que ocorrem acidentalmente.
• Quanto a presença ou ausência de ruptura no tecido superficial:
- Feridas abertas: são consideradas todas as feridas que apresentamruptura da pele, são as feridas propriamente ditas.
 Ex. ferimentospor faca, prego, tesoura, bisturi;
- Feridas fechadas: quando não existe ruptura da pele; ocorrem,geralmente, como resultado de golpe por instrumento rombos.
Ex. contusões, luxações, fratura;
• Quanto a época em ocorreram:
- Feridas agudas: são as feridas recentes, não possuem infecções nem tecidos necrosado; em geral, são mais fáceis de tratar ecicatrizar;
- Feridas crônicas: são feridas antigas; em geral, apresentam infecções e tecido necrosado, são mais difíceis de cicatrizar. Ex.Úlceras.
Segundo a causa:
- Feridas traumáticas ou acidentais: como o próprio nome estádizendo são as que ocorreram acidentalmente;
- Feridas intencionais: são denominadas as feridas realizadas comum propósito especifico. Ex. Incisão cirúrgica.
Segundo a característica:
Toda a ferida aberta apresenta fundo, bordo e paredes e, conforme a situação destes caracteres, as feridas podem ser classificadasem:
- Feridas erosantes: também conhecidas como escoriações. São ferimentos que atingem somente as camadas mais superficiais da pele ou mucosas. São ocasionadas por fricção ou raspadura;
- feridas incisas: são assim classificadas as feridas que apresentam, bordo e paredes lisas; em geral, sangram e doem muito,mas são mais fáceis de limpar e cicatrizar. São produzidas porinstrumentos de corte como: Bisturi, faca, gilete.
- feridas contusas; apresentam os bordos e paredes esmagadas, sangram e doem menos, que as incisas, porém, são mais difíceisde cicatrizar. Ocorrem por traumatismo produzidos por objetossem ponta. Ex. Martelo;
- feridas lacerantes: são as produzidas por laceração em que existeperda de tecido;
- feridas transfixantes: quando o instrumento causador da feridapenetra e se aloja nas profundidades do corpo atingindo órgãosinternos. Ex. ferimentos produzidos por punhal; são ferimentosmuito graves do ponto de vista médico, porque, em geral, provocamhemorragia interna;
- feridas puntiformes: são aquelas produzidas por objetos pontiagudos como ponta da faca, prego. São graves porque, apesar do orifício ser pequeno, são profundas e difíceis de limpar e se infectam com facilidade.
Processo inflamatório:
Sempre que ocorre um ferimento de qualquer natureza (física,química, bacteriana) o organismo reage provocando no local um processo inflamatório. Quando os tecidos são magoados, há um aumento de afluência sanguínea no local e as células lesadas, começama liberar substância que vão contribuir para a reparação dos tecidos.
• Leucotoxina – atrai os glóbulos brancos para a área, auxiliando a destruir e eliminar substância estranhas como bactérias e célulasem decomposição.
• Necrosina – aumentam a permeabilidade das paredes capilares, permitindo que os líquidos, proteínas e glóbulos brancos se movam dentro dessa zona. Ela ativa também o mecanismo de coagulação, de forma que os líquidos coagulem e sirvam como“ parede ” que limita a zona traumatizada.
Sinais e sintomas de inflamação:
• Cicatrização por primeira intenção: é a união primária. Ocorrepor união primária. Ocorre por união direta dos bordos daferida, com ou sem sutura, sem que haja infecção. Os bordossão unidos por película de sangue, linfa, fibrina e fibrilas precipitadas pelo processo de coagulação. 
O suprimento sanguíneo é fornecido pela penetração de brotos capilares. Existe pouca formaçãode tecido de granulação; a cicatriz é pequena e a união se faz em aproximadamente 4 dias sendo importante anular toda tensão sobre a ferida e manter a região em repouso. Desta forma, cicatrizam as feridas incisas;
• Cicatrização por segunda intenção: Ocorre formação de tecidos de granulação com união indireta dos bordos. Este tipo de cicatrizaçãose dá quando a união direta não é possível como porexemplo nas feridas em que ocorre perda de tecido ou, quando existe infecção. O tecido necrosado desintegra-se gradualmentea lacuna é preenchida pelo tecido de granulação (tecido vermelho,mole que sangra facilmente). Este tecido é formada porpequenas capilares de paredes finas. A granulação aumenta até preencher a área. As células que circundam os capilares setornam longas e finas e se entrelaçam para formar a cicatriz. A cicatrização se completa quando o epitélio cresce sobre as granulações. Nos casos em que houve supuração este processo émais demorado;
• Dor, rubor, calor,edema e alteraçãona função do órgão.
Cicatrização: a reparaçãodo tecido lesadopode ocorrer dediferentes maneiras,assim teremos:
• Cicatrização por terceira intenção: esta é um combinação dos dois tipos de cicatrização citados, ou seja, que a ferida seja deixada aberta inicialmente e suturada depois para estimular a cicatrização ou quando ocorre um deiscência a ferida se deixa aberta para que ocorra a cicatrização espontânea;
• Cicatrização por quarta intenção: é a cicatrização que se dá sob crostas (características de escoriação).
Fatores que interferem na cicatrização:
Considerando-se que o processo de cicatrização é um fenômenolocal, do qual, participam elementos de todo o organismo,compreende-se que todas as causas capazes de interferir no seu mecanismo de ação podem influir na rapidez e no processo de cicatrização. Dentre estes fatores os mais importantes são:
• Grau de lesão – quando maior for a lesão mais difícil se tornaráa cicatrização;
• Irrigação sanguínea – o sangue transporta produtos necessários para cicatrização. Qualquer fator que dificulte a circulação de uma zona dificultará a cicatrização. O uso de curativo compressivo, imobilização exagerada, posição defeituosa de um segmento podem causar isquemia (falta de sangue). Ferimentos suturados sob tensão, são predispostos a necrose e deiscênciapor deficiência circulatória;
• Presença de corpos estranhos – qualquer elemento ou substância estranha (que não faça parte do local como fiapos de algodão, restos de gases, lascas de madeira, terra) causa uma rejeição porparte do organismo, dificultando a cicatrização;
• Presença de hematomas – afastam as bordas da ferida, facilitam o desenvolvimento de infecção retardando o processo de cicatrização;
• Edema – quando intenso, dificulta o transporte do material dereconstrução da zona traumatizada, diminuindo ainda o fluxo sanguíneo e o microrganismos, dificultando a cicatrização;
• Infecção – o desenvolvimento de infecção na ferida determina aumento de permeabilidade capilar, edema, hemorragia espontânea,coagulação e morte das células, dificultando a cicatrização.
A ocorrência de infecção nas feridas depende da quantidade de germes, virulência (capacidade de produzir doenças), que variaconforme o microrganismos e da resistência do organismo.
• Sinais de infecção – dor, rubor, calor, edema, presença de secreção purulenta e sintomas gerais como: febre, calafrios, anorexia;
• Idade do paciente – a cicatrização em indivíduos jovens é em geral mais fácil que nos idosos. Isto porque os idosos, geralmente apresenta dificuldade circulatória, especialmente nas zonas superficiais e periféricas, além de problemas nutricionais;
• Estado geral do paciente – além da idade, o estado geral do indivíduo pode acelerar ou retardar o processo cicatricial. Dentre os fatores mais importantes neste aspecto podemos citar:
• Estado nutricional – a deficiência nutricional impede que o organismolance mão de todos os elementos celulares indispensáveis a cicatrização, uma vez que a parte lesada tem condições de cicatrização, uma vez que a parte lesada tem que ser reconstruída.
O mesmo ocorre com os demais elementos nutricionais;
• Presença de doenças – a cicatrização pode também ser dificultada pela presença de doença como: diabetes, cirrose, uremia,anemia, desidratação, deficiência de vitaminas, câncer e outras;
• Uso prolongado de corticoesteróides – os corticoesteróides quando utilizados por tempo prolongado (no tratamento de lúpus,artrite, alergias) poderá dificultar a cicatrização pois estes medicamentos inibem a produção de fibroblastos, predispondo à deiscência;
• Radiação – as radiações podem auxiliar ou dificultar a cicatrizaçãodependendo do paciente, tipo a quantidade de radiaçãorecebida.
Resumindo: a boa nutrição, circulação adequada, bom estadodos tecidos, repouso da ferida e o tratamento correto aceleram acicatrização. Enquanto que a desnutrição, desidratação, anemia,deficiência circulatória, infecção corpos estranhos, mau estado dos tecidos, edema, hematoma, data de repouso e mau estadogeral do organismo dificultam a cicatrização.
CURATIVOS
É o tratamento da ferida que tem por finalidade auxiliar no processode recuperação da área lesada, prevenir ou curar infecção, higiene e conforto do paciente. Os curativos podem ser: secos,úmidos, abertos, fechados, com drenagens, com irrigação dependendo
do tipo de ferimento, da localização da ferida, das atividadesdo paciente, das condições ambientais, dos objetivos que sevisa.
• Curativos secos: são indicados em feridas limpas, que não apresentamsecreção;
• Curativos úmidos: indicados para auxiliar a drenagem, a aplicaçãotópica de medicamentos como Permanganato, e outros;
• Curativos com irrigação: são indicados quando existe infecçãodentro de uma cavidade e através de irrigação se consegue fazermais eficiente, além de aplicar medicamentos diretamente dacavidade;
• Curativos fechados: proporcionam mais proteção e segurança para o paciente e evitam a contaminação do ambiente;
• Curativos abertos: favorecem a observação da ferida, são indicados em feridas limpas e quando o ambiente também é limponão existindo risco de contaminação;
• Curativos com drenagem: o dreno colocado no ferimento facilitaa saída de sangue e secreções, evitando que fiquem acumulados e possam dificultar a cicatrização.
Cuidados na realização dos curativos:
• Preparar o paciente e ambiente e lavar as mãos;
• Preparar o material conforme o curativo;
• Fazer o curativo seguindo as técnicas e princípios gerais destatécnica, iniciando sempre no local menos contaminado.
Ex. Em uma ferida cirúrgica limpa, devemos iniciar o curativopela incisão para depois limparmos ao redor.
Principais observações nos cuidados com ferimentos:
• Pele e mucosa alojam normalmente germes. Com o propósito de diminuir a passagem dos germes para um ferimento é necessáriolavar-se as mãos antes e depois de atender o paciente;
• Os germes se encontram no ar. Portanto, o ar ambiente (principalmente dentro dos hospitais) pode contaminar objetos estéreise feridas. Assim, o material estéril deve ficar protegido até o momento do uso, a ferida deve ficar exposta o menor tempo possível, evitando-se ainda falar sobre a ferida e ter cuidados na manipulação de roupas de cama e objetos (cubas, lixo, etc.). Estas precauções tem propósito de proteger a ferida contra possível contaminação, bem como diminuir a passagem de microorganismo da ferida para o ambiente;
• As vias respiratórias possuem germes que podem passar para asferidas abertas e vice-versa. Daí a importância de não se falarquando se manipula materiais estéreis sobre feridas abertas. Ouso de máscaras é indicado para garantir maior proteção e segurança;
• O sangue transporta material que nutre e repara os tecidoscorporais. Os curativos apertados podem exercer pressão sobrecapilares e dificultar a circulação, chegando a provocar umareação inflamatória. Bandagens, ataduras nunca deve ser demasiadamente apertadas, e devem ser aplicadas na porção distalpara a porção proximal para facilitar a circulação venosa. Podese usar pomadas protetoras como vaselina para proteger a pele.
Capitulo 5 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES COMCIRURGIAS DO APARELHO DIGESTIVO
5.1 - GASTROSTOMIA
5.1.1 Indicações:
• Estenose de esôfago;
• Atresia de esôfago;
• Tumores de boca, faringe, esôfago;
• Fístula traqueo — esofágica.
5.1.2 Cuidados pré-operatório:
• Orientação do paciente e família sobre a cirurgia e as modificações que trará nos seus hábitos alimentares;
• Cuidados gerais de pré-operatório de cirurgia abdominal e específicos, conforme prescrição médica e as condições do paciente.
5.1.3 Cuidados pós-operatórios:
• Higiene oral frequente, pois como não pode ingerir nada como por via oral, necessita enxaguar a boca frequentemente;
• Cuidados com a dieta: a dieta deve ser equilibrada para fornecerão paciente uma quantidade e qualidade de nutrientes adequados para a manutenção geral do organismo. A alimentação do paciente pela sonda de gastrostomia é iniciada assim que se recupere totalmente da anestesia;
• A alimentação deve se servir morna, liquidificada e fracionada (pequenas quantidades várias vezes do dia) em intervalos regulares,(dois a três horas). As primeiras alimentações deve-se iniciar com líquidos em pequenas quantidades 30 a 70.000 e ir aumentando gradativamente, conforme a aceitação do paciente. Em geral não se ultrapassa de 350 ml por refeição;
• Após a alimentação ou introdução de medicamentos pela sonda deve-se injetar água 10 a 20 ml para limpar a sonda;
• Deve-se servir líquidos (água, leite, sucos e chás) nos intervalos das refeições, conforme prescrição ou necessidade do paciente;
• Manter a sonda fechada limpa e desobstruída;
• Deixar o paciente em posição de Fowler após as refeições;
• Observar sinais de êxtase gástrica, antes de administrar a dieta,aspirar com seringa. Caso o conteúdo da aspiração contenha alimentos não digeridos, suspende-se a refeição e comunica-se o médico;
• Observar o funcionamento intestinal, alguns pacientes apresentam diarréia ou constipação devido a dieta;
• Controlar peso diariamente, para avaliar se a dieta está suprindo as necessidades do paciente;
• Orientar o paciente e a família sobre os cuidados com a sonda e o preparo da dieta.
5.1.4 Complicações:
• Emagrecimento;
• Distúrbios do funcionamento intestinal.
5.2 GASTRECTOMIA:
5.2.1 Conceito: é a ressecção parcial ou total do estômago.
5.2.2 Indicações:
• Câncer de estômago;
• Obstrução pilórica;
• Úlcera péptica perfurada ou que não responde ao tratamento clinico.
Na gastrectomia parcial a parte que restou do estômago pode ser anastomosada ao duodeno ou ao jejuno.
5.2.3 Técnicas cirúrgicas:
Billroth I — quando a anastomose é feita entre o coto do estômago e o duodeno.
Billroth II — quanto a anastomose é feita com o jejuno.
5.2.4 Cuidados pré-operatórios:
• Cuidados gerais de pré-operatório
• Tricotomia desde a região axilar até o períneo;
• No dia anterior a cirurgia o médico poderá prescrever sondagem nasogástrica e lavagem gástrica;
• Período de jejum deve ser, no mínimo, de 12 horas;
• Orientar sobre a sonda nasogástrica no pós-operatório.
5.2.5 Cuidados pós-operatórios
• Cuidados gerais de pós-operatório;
• Manter sonda nasogástrica aberta (a sonda pode ser conectada a um aspirador ou aspirada com seringa de 1 em 1 hora ou em2 em 2 horas, conforme indicação).
• Medir a drenagem observar o aspecto de secreção drenada, nas primeiras horas a secreção apresenta-se em borra de café devido a presença de sangue coagulado. Caso persista ou apresente sangue vivo deve-se avisar o médico, porque pode se tratar de hemorragia gástrica;
• Higiene oral e frequente;
• Controlar diurese,
• Cuidados com a infusão venosa,normalmente o paciente receberá líquidos e sangue por via parenteral;Conceito: consiste na abertura artificial de estômago através da parede abdominal. Na abertura introduzida uma sonda de borracha com a finalidade de levar líquidos diretamente ao estômago do paciente. Pode ser temporária ou definitiva.
• Cuidados gerais de pós operatórios.
Cuidados específicos:
• Manter um curativo limpo e seco ao redor da sonda,pois, frequentemente, existe
refluxo de suco gástrico o que causa irritações da pele;
• Curativo na incisão abdominal separado do curativo do estômago;
• Jejum absolutos nas primeiras 24 horas, alguns pacientes começam a receber pequenas quantidades de líquidos após 24 horas,outros após 48 ou 72 horas, dependendo das condições gerais de cada paciente e da prescrição médica;
• A sonda nasogástrica de maneira geral é retirada após o terceiro dia de cirurgia;
•Estimular a movimentação no leito e a deambulação;
• Cuidados com à dieta; quando se inicia a alimentação deve ser com pequenas quantidades de líquidos orais para se observar a tolerância. Os alimentos brandos são fornecidos gradualmente, até que o paciente esteja apto a tomar seis refeições por dia e a ingerir a 120ml de líquidos entre as refeições.
5.2.6 Complicações pós-operatórias:
• Choque e Hemorragia;
• Complicações pulmonares;
• Síndrome Dumping — é um conjunto de sinais e sintomas que pode aparecer em pacientes submetidos a gastrectomia parcial(técnica de Billroth II). Nestes casos, os alimentos passam muito rápido do estômago para o jejuno e o paciente poderá apresentar palpitações sudorese, sensação de fraqueza, palidez, tontura e perda de peso.
• A síndrome de Dumping ocorre com maior frequência quando os pacientes ingerem líquidos com as refeições ou quando se alimenta com excesso de hidratos carbono e sal.
5.2.7 Prevenção:
• Orientar o paciente para alimentar-se com alimentos mais líquidos e proteínas que o açúcar, não ingeriu líquidos com as refeições, se possível semi sentado e fazer um repouso após as refeições.
• Deficiência de vitamina B12 — é uma complicação frequente no pós-operatório, quando é feito a gastrectomia total; isto porque no estômago normalmente o fator intrínseco é necessária para que ocorra a absorção da vitamina B12. Após a gastrectomia esses pacientes passam a apresentar todas as característica de anemia perniciosa que ocorre por carência de vitamina B12, devido a ausência desse fator. Como profilaxia dessa complicação geralmente o médico prescreve vitamina B12 por via parenteral, logo após a gastrectomia total, continuando pelo o resta da vida, a receber injeções mensais.
5.3 COLECISTECTOMIA
5.3.1 Conceito – retirada da vesícula biliar.
5.3.2 Indicações:
• Colecistite aguda e crônica;
• Colelitíase;
• Tumores da vesícula biliar
• Mal formações congênitas da vesícula biliar.
5.3.3 Cuidados pré-operatório:
• Cuidados gerais do pré-operatório;
• Tricotomia desde a região axilar ate a região pubiana
5.3.4 Cuidados pós-operatório
• Cuidados gerais de pós-operatório;
• Verificar se o paciente esta com o dreno de KHER caso, apresente, este deve ser conectado em bolsa coletora, ou frasco estéril. O dreno deve permanecer aberto e a drenagem medida rigorosamente observando ainda a coloração e o aspecto;
• Manter a sonda nasogástrica aberta; geralmente a sonda permanece por 48 e 72 horas;
• Aspirar e medir a drenagem;
• Higiene oral constante;
• Estimular a mudança de decúbito, e orientando o paciente para deslocar o dreno;
• Colocar em posição de Fowler logo que se recupere da anestesia,para facilitar a drenagem;
• Alimentação geralmente inicia-se após 24 horas com líquidos em pequenas quantidades;
• Após 72 horas, em geral, inicia-se uma dieta leve e pobre em gordura;
• Observar e anotar o aspecto das fezes e urina;
• Observar sinais e sintomas como: náuseas, vômitos distensão abdominal e icterícia;
• Estimular a respiração profunda; sendo a incisão cirúrgica localizada abaixo das costelas em geral o paciente sente muito dor, respira superficialmente, o que pode levar complicações respiratórias;
• Trocar os curativos diariamente, protegendo a pele em voltado dreno;
• O dreno Kher permanece aberto geralmente por cinco dias,depois o médico poderá orientar para pinçar o dreno uma hora antes das refeições para facilitar a digestão devendo-se observaras reações do paciente;
• Após 7 a 10 dias, geralmente, o médico pede uma colangeografia e retira o dreno;
• Orientar para alta; se não houver complicações o paciente em geral recebe alta de 12 a 15 dias, não existindo cuidados muito especiais, a não ser a dieta que deve ser nutritiva, pobre em gordura e evitar o álcool o máximo possível.
Complicações pós-operatórios:
• Náuseas — vômitos podem ocorrer nas primeiras horas de cirurgia,mas em geral, a sonda nasogástrica previne essas complicações;
• Icterícia leve é frequente nos primeiros dias de cirurgia, mas tende a desaparecer. Caso se acentua ou persista o médico deve ser avisado, pois pode se tratar obstrução do dreno.
5.4 COLECISTOSTOMIA
5.4.1 Conceito: abertura da vesícula biliar para a drenagem e a remoção de cálculos.
5.4.2 COLEDOCOSTOMIA
Conceito: abertura do coledoco para remoção de cálculos. Os cuidados a colecistostomia e coledocostornia são os mesmos que na colecistectomia
5.5 COLOSTOMIA
5.5.1 Conceito: abertura do cólon (intestino grosso) para a parede abdominal com a finalidade de possibilitar a eliminação das fezes. Pode ser temporária ou definitiva.
 
5.5.2 Indicações:
• Tumores de intestino grosso (especialmente em casos de câncer);
• Anomalias congênitas (megacólon congênito, ânus imperfurado);
• Megacólon;
• Pólipos múltiplos;
• Perfuração intestinal (produzidas por acidentes, colite ulcerativa, etc).
5.5.3 Cuidados pré-operatório:
• Se a cirurgia não for uma emergência o paciente é preparado lentamente durante vários dias;
• Preparo psicológico: deve-se procurar dar uma atenção especial ao paciente e a família fornecendo as informações necessárias sobre a cirurgia e as modificações que viram em decorrência da mesma. É importante que haja uma aceitação por parte do paciente e que sinta aceita pela família;
• Preparo intestinal — durante vários dias o médico poderá eliminar o maior numero possível de bactérias intestinais além de laxantes, enemas e cristeres para a limpeza completa dos intestinos;
• Dieta, em geral, rica em calorias e pobre em resíduos;
• Controlar as eliminações;
• Na véspera da cirurgia deve-se fazer urna lavagem intestinal atéque o conteúdo retome limpo;
• Pode ainda ser prescrita uma sondagem nasogástrica;
• Tricotomia ampla (desde a axila até o períneo) os cuidados geraisde pré-operatório.
5.5.4 Cuidados pós-operatório:
• Cuidados gerais de pós-operatório;
• Manter a sonda nasogástrica aberta para drenagem da secreção gástrica;
• Observar o curativo no local da incisão e do ostoma;
• Estimular a movimentação no leito e exercício respiratório;
• Jejum absoluto nas primeiras horas (geralmente por 24 a 48horas);
• Controlar as eliminações pela sonda nasogástrica, diurese;
• Trocar curativo diariamente;
• Cuidados com a pele ao redor da colostomia; deve-se limpar com água e sabão neutro, secar bem para evitar a irritação da pele, caso ocorra deve ser lubrificada com vaselina, pomada a base de óxido de zinco, alumínio;
• Estimular á deambulação;
• Orientar sobre ao deitar o paciente voltará rapidamente para uma dieta normal, devendo ser orientado para evitar determinados alimentos que fermentam e provocam odores desagradáveis como: feijão, cebola, repolho, queijo, peixes e alimentos excessivamente gordurosos. A dieta deve conter bastante celulose para auxiliar na evacuação evitando obstipação intestinal;
• Estimular o paciente para que ele mesmo cuide da colostomia, isto favoreceráa aceitação e o tornará independente;
• Auxiliar na escolha na bolsa que melhor se adapte;
• Cuidados com lavagens intestinais pela colostomia, devem ser realizadas com o máximo cuidado, pois existe o risco de perfuração intestinal;
• Orientar para alta. Nesta orientação deve-se mostrar ao paciente que ele poderá levar uma vida normal, podendo fazer de tudo o que fazia antes desde que se adapte à colostomia,
• Evitar roupas apertadas.
5.6 HEMORROIDECTOMIA
5.6.1 Conceito: Remoção das veias dilatadas do reto.
Hemorróidas — são varizes no reto.
• Obstipação intestinal crônica
• Postura (permanência excessivamente sentada);
• Gravidez.
As hemorróidas podem ser internas ou externas. As internas localizam acima da linha paquetinea e as externas abaixo, se exteriorizando pelo esfinge anal.O paciente portador de hemorroidas geralmente apresenta prurido,dor á defecação e podem apresentar sangramento. Estas varizes podem-se dilatar, trombosar e infectar. O tratamento clinico consiste em laxantes suaves para facilitar a evacuação, banhos de assento morno, analgésicos, anti-inflamatórios, e aplicações de pomadas e supositórios anestésicos no local para aliviar a dor. O paciente poderá apresentar períodos de melhorias, mas estará sempre sujeito a recidiva do quadro, sendo indicada a cirurgia.
5.6.2 Cuidados pré-operatório:
• Cuidados gerais de pré-operatório;
• Tricotomia cuidadosa da região pubiana e perineal;
• Lavagem intestinal também suave, realizada pelo menos 2 horas antes da cirurgia.
• Cuidando na introdução da sonda para não traumatizar a região;
• Higiene rigorosa da região perineal.
5.6.3 Cuidados pós-operatórios:
• Cuidados gerais de pós-operatórios;
• O paciente em geral é colocado no leito em decúbito ventral ou lateral ou quando em decúbito dorsal, deve-se se colocar uma roda de conforto para evitar a dor;
• Observar constantemente os curativos em busca de sinais de hemorragias;
• Observar a diurese e estimular o paciente para a micção espontânea, pois, frequentemente, este paciente apresenta dificuldades para urinar no pós-operatório;
• Banhos de assentos momos podem ser realizados três a quatro vezes ao dia isso ajudará a avaliar a dor;
• Manter o curativo umedecido com uma substancia oleoso em geral se usa a vaselina;
• Orientar para a alta; durante algum tempo o paciente deverá continuar com os curativos e o banho de assento após a evacuação, evitar permanecer muito tempo sentado, e alimento que provoquem obstipação intestinal;
• Evitar o atrito com o papel higiênico sendo preferível a utilização de toalhas macias ou algodão umedecido.
5.6.4 Complicações:
• Hemorragia;
• Recidiva de hemorragia.
5.7 HERNIORRAFIA OU HERNIOPLASTIA:
5.7.1 Causa e fatores predisponentes:
A maioria das hérnias são causadas por fraquezas nas paredes abdominal congênita ou adquirida, aumentada pela pressão intra-abdominal durante a tosse, espirro, esforço ou lesão abdominal.
5.7.2 Conceito: cirurgia de correção de hérnias.
Hérnia: consiste na saída de uma ou mais vísceras de sua cavidade normal através de um ponto fraco na musculatura que as sustenta:As hérnias podem ocorrer em qualquer parte do corpo, mas ocorrem mais frequentemente no abdômen. A desnutrição e o envelhecimento contribuem para o enfraquecimento da musculatura.
5.7.3 Classificação:
- Hérnia inguinal — localizada na virilha, mais frequentemente em homens:
- Hérnia umbilical — na cicatriz umbilical resultante do fechamento do orifício umbilical, mas frequentemente em mulheres obesas e em crianças.
- Hérnia ventral ou incisional — surgem nas proximidades de uma cicatriz cirúrgica, decorrente de um defeito da Cicatrização muscular, principalmente e, cirurgias que necessitem de drenagens.
- Hérnia femoral — localizada abaixa da virilha, mas frequente em mulheres.
- Hérnia redutível — é a hérnia que desaparece, ou seja, a víscera e torna ao seu local quando o individuo comprime firmemente o local reaparecendo por ocasião de esforços.
- Hérnia irredutível ou encarceradas — quando a víscera herniada não consegue mais retornará sua cavidade, ficando presa por adereços.
- Hérnia estrangulada- quando além de não conseguir voltar para sua cavidade ainda existe obstrução do fluxo sanguíneo e intestinal.
Os sintomas que surgem no estrangulamento são: dor no local da hérnia, edema do saco herniario, cólicas, vômitos e não a eliminação de gases ou fezes. O estrangulamento de uma hérnia constitui uma emergência cirúrgica pelo risco de ocorrer gangrena intestinal.
5.7.4 Cuidado pré-operatório.
Como, em geral, a hernioplastia é uma cirurgia programada o paciente é preparado no sentido de não apresentar problemas como tosse, espirro no pós-operatório; para isso são tratadas todas as afecções respiratórias e são recomendados exercícios respiratórios
e aconselhado a parar de fumar ou menos reduzir ao máximo possível o fumo, uns quinze dias antes da cirurgia. Demais cuidados gerais de pré-operatório.
5.7.5 Cuidado pós-operatório:
• Cuidados gerais de pós-operatório;
• A herniorrafia pode ser realizada com anestesia geral, raquidiana ou peridural dependendo da localização da hérnia e das condições do pacientes. Os cuidados prestados no pós-operatório dependeram, portanto, do paciente e da anestesia;
•Observar o funcionamento intestinal, eliminação de gases e fezes;
• Estimular a diurese espontânea, pois, frequentemente, ocorrem retenção urinária devendo ser prevenida a distensão vesical;
•A deambulação é geralmente estimulada após 24 horas de cirurgia;
• Na correção de hérnia em pacientes do sexo masculina, pode ocorrer edemas de escroto, neste caso pode-se elevar o escroto com toalhas ou suporte adequado e aplicar compressas frias para auxiliar e aliviar a dor e o edema;
• Orientar o paciente para comprimi firmemente o local da incisão, quando for tossir ou aspirar; ou aspirar,
• Orientar quanto ao uso de cintas faixas, suportes que sejam prescritos,
•Orientar para alta; o paciente permanece no hospital aproximadamente5 a 6 dias devendo ser orientado devido ao período de repouso e a volta das atividades normais, devendo evitar esforços excessivos por um período que varia de 2 a 6 meses, conforme o paciente.
Capítulo 6 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM CIRURGIA DOAPARELHO RESPIRATÓRIO
6.1 AMIGADALECTOMIA E ADENOIDECTOMIA:
6.1.1 Conceito:
Amigadalectomia - é a cirurgia em que se remove as amígdalaspalatinas.
Adenoidectomia — cirurgia para a retirada das adenóides, geralmenteé associadas á amigdalactomia.
Adenoamigdalectomia — remoção das amígdalas e adenóides.
6.1.2 Indicações:
•Amigdalite crônica que não melhora com tratamento clínico,como profilaxia de complicações como: otites, surdez, e outrasinfecções secundárias;
• Hipertrofia das amígdalas que prejudicam a respiração, fonaçãoe deglutição
6.1.3 Cuidado pré-operatório:
A cirurgia de amídalas e adenóides é considerada uma pequenacirurgia, não necessitando de muitos cuidados pré-operatório neminternamento hospital prévio.
Normalmente quando o médico constata a necessidade de cirurgiasolicita exame de sangue para saber o tempo de coagulação, tipagem, hemograma, que podem ser realizados em nível deambulatório. O paciente geralmente interna-se no dia da cirurgia sendo orientado para vir em jejum. Tricotomia da face (barba)pode-se ser indicada para pacientes do sexo masculino. Devem-seobservar sinais de infecções respiratórias (gripe, bronquites).
6.1.4 Cuidado pós-operatório:
• Manter o paciente deitado com a cabeça lateralizadapara auxiliara saída de secreções e prevenir a asfixia;
• Controlar os sinais vitais;
• Observar sinais de hemorragia, é normal um pequeno sangramentoapós a cirurgia, casualmente, o médico deve ser avisadorapidamente;
• Orientar o paciente para evitar falar e tossir, logo após a cirurgia;
• Higiene oral com substâncias alcalinas;• Dieta inicia com líquidos gelados logo que o paciente se recuperada anestesia, desde que não haja hemorragia ou vômito.No dia seguinte da cirurgia poderá se alimentar com líquidos esemilíquidos (sorvetes, cremes, gelatina, coalhada, sopa liquidificada
morna) devendo evitar alimentos fritos, quentes e ácidos,pelo menos por uma semana;
• A alta hospitalar geralmente ocorre no mesmo dia da cirurgia,desde que não haja complicação. O paciente deve ser orientadopara convalescer em casa durante 5 a 8 dias, fazendo repousoevitando falar muito, observando os cuidados na alimentação,
medicação, mantendo os cuidados na higiene oral se reassumindogradualmente em que deverá voltar ao médico para controle.Avisar que a qualquer sinal de complicação (hemorragia, febre)deverá procurar o médico imediatamente.
6.1.5 Complicações:
• Hemorragia — é a principal complicação pós operatória; ocorre geralmente logo após a cirurgia mas pode ocorrer até umasemana após.
• Vômitos — também é uma complicação frequente devido à deglutiçãode sangue e muco.
6.2 TRAQUEOSTOMIA:
Traqueotomia — aberturas cirúrgica da traqueia.
Traqueostomia — abertura na traqueia e introdução de uma cânulamantendo o orifício aberto para permitir a passagem de ar.
6.2.1 Indicações:
• Obstrução das vias respiratórias como as que ocorrem na aspiraçãode corpos estranhos, difteria, tétano, edema de glote,(principalmente câncer de laringe). Nestes casos, regulamente érealizada de emergência;
• Excesso de secreção traqueobrônquica;
• Estados de coma em que o paciente não respira adequadamente;
• Paralisia dos músculos respiratórios;
• Paralisia dos músculos respiratórios.
A traqueotomia poderá ser provisória ou definitiva.
6.2.2 Cuidado pré -operatório:
Se a cirurgia não for uma emergência, no período pré-operatório deve-se fazer um bom preparo psicológico, esclarecendo o pacientee a família sobre a cirurgia, sua necessidade e implicações;principalmente na traqueotomia definitiva, o paciente terá muitasdúvidas sobre como será a sua vida com a traqueotomia, especialmentesobre a fala. Neste aspecto, deve-se orientar que, logo apósa cirurgia, não conseguirá falar mais que com o tempo, poderáconseguir, fechando o orifício;
• Preparo físico tricotomia da face e pescoço em paciente do sexomasculino;
• Caso a traqueotomia seja de emergência, normalmente não hátempo para a realização destes cuidados, pois cada segundo éimportante para salvar a vida do paciente.
6.2.3 Cuidados pós-operatórios:
• A unidade deve estar preparada com oxigênio, aspirador, cateteresde aspiração, frescos com água ou soro fisiológico, luvas,gazes esterilizadas;
• Controlar sinais vitais, principalmente a respiração verificandoa frequência e intensidade respiratória;
• Aspirar as secreções; nas primeiras horas, a secreção deve seraspirada de 30 em 30 minutos conforme a necessidade observando-se o aspecto da secreção.
6.2.4 Técnica de aspiração
• Conectar o cateter de aspiração (utiliza-se cateteres de borrachaou polietileno, números 14 a 18, esterilizados), umedecer emágua destilada ou soro fisiológico e introduzir mais ou menos 15a 20 centímetros na traqueia, aspirar e ir retirando lentamente. A sucessão deve ser aplicada intermitentemente, por períodos de 10 a 15 segundos, orientando o paciente para inspirar profundamenteou oxigenando nos intervalos das aspirações. Para evitar traumatismo de traqueia o cateter é introduzido pinça doou com o aspirador desligado. Observar o uso de técnica assépticapara evitar infecção;
• Trocar a cânula interna sempre que estiver suja, para evitarobstrução;
• A troca do conjunto inteiro só é aconselhada após 72 horas,caso seja necessário, o médico deverá estar presente durantea troca. Após, poderá ser trocada diariamente; ou conforme anecessidade;
• Observar o curativo ao redor do orifício e trocar sempre quenecessário;
• Elevar a cabeceira da cama deixando o paciente em posição dê semiFawler, assim que se recupere da anestesia; esta posiçãofacilita a respiração e ajuda diminuir o edema no local;
• Observar sinais como: inquietação, cianose, depressão nasclavículas que podem indicar obstrução da cânula de Traqueostomia;
•Proteger o orifício externo da cânula com uma gaze para evitarpenetração de corpos estranhos;
• Ensinar ao paciente a se comunicar; se souber escrever pode-sefornecer lápis e papel;
•A dieta do primeiro dia é líquida, passando depois para livre desdeque não haja contra indicação. Deve-se estimular o pacientea ingerir bastante líquido para fluidificar as secreções;
• Manter o ambiente limpo, desodorizado, aquecido e umidificado;
• trocar a cânula, esterilizar em casa e os cuidados que deveráTer;
• Desinsuflar o cuff das cânulas portex durante 15 de 2 em 2horas;
• Auxiliar na higiene, orientando sobre os cuidados na hora dobanho para não entrar água no orifício;
• Higiene oral constante;
• Prevenir infecções.
6.2.5 Complicações.
• Asfixia por obstrução da cânula de Traqueostomia;
• Hemorragia;
• Enfisema subcutânea;
• Infecção das vias respiratórias;
6.3 PNEUMONECTOMIA
6.3.1 Conceito: retirada de um pulmão inteiro
6.3.2 Indicações:
• Câncer de pulmão;
• Tuberculose unilateral extensa;
• Abcessos pulmonares múltiplos;
• Bronquiectasia;
Obs. Quando a área afetada se limita a um lobo pulmonar podeser realizada a lobectomia em que se retira um ou mais lobospulmonares ou a ressecção segmentar, quando se remove apenasum segmento pulmonar.
6.3.3 Cuidados pré–operatório
• Exercícios respiratórios devem ser realizados durante váriosdias, neste período, para favorecer a drenagem das secreçõesbrônquios e ativar a função pulmonar;
• Orientar o paciente para tossir e expectorar corretamente;
• Higiene oral constante, para prevenir infecções de orofaringe equalquer processo infeccioso (dentário, amigdalite, faringites,bronquites), deve ser notificado imediatamente, pois deve ser tratado antes da cirurgia;
• Orientar o paciente para a coleta de escarro e prepará-lo paraexames especiais como broncospia, broncografia, biopsia, punçãoe outros;
• Cuidados gerias (tricotomia, abrangendo a região anterior e posteriordo tronco) lavagem intestinal.
6.3.4 Cuidados pós-operatórios:
• Manter as vias respiratórias livres para garantir uma boa oxigenação,caso seja necessário, aspirar as secreções e administrar oxigênio conforme prescrição;
• Manter em decúbito dorsal, horizontal (cama reta sem travesseiro)até que se recupere da anestesia; após este período,pode-se elevar em pouco a cabeceira do leito. As mudanças dedecúbito devem ser realizadas conforme prescrição. Caso o paciente apresente secreção sanguinolenta deve-se deitá-lo sobre olado operado e chamar o médico imediatamente;
• Proporcionar um ambiente umidificado e aquecido;
• Controlar sinais vitais, especialmente a respiração e pulso;
• Estimular a tosse, normalmente o paciente apresenta dificuldadepara tossir deitado, assim que ele poder, deve-se ajudá-lo asentar-se na cama apoiando o tórax;
• Incentivar a deambulação precoce;
• Orientar quanto aos exercícios respiratórios pós-operatórios;
• Observar a hidratação, estimulando a ingestão de líquidos conformea tolerância;
• Cuidados na administração de analgésicos e sedativos para nãodeprimir a respiração e a tosse;
• Cuidados com o dreno torácico, se houver; geralmente apóspneumonectomia não é colocado frenagem torácica;
• Observar constantemente as extremidades para avaliar a circulaçãoe oxigenação;
• Controlar o volume urinário;
• Prevenir e detectar, precocemente, possíveis complicações.
6.3.5 Complicações:
• Hipoxia;
• Hemorragia, hipovolemia, choque;
• Arritmias cardíacas;
• Edema agudo de pulmão;
• Atelectasia;
• Infecção.
6.4 DRENAGEM TORÁCICA:
6.4.1 Conceito: consiste na colocação de um dreno no tórax.
6.4.2 Finalidade:
• Drenar secreções e ar da cavidadetorácica;
• Favorecer a expansão do pulmão ao lado operado;
• Restabelecer a pressão negativa na cavidade torácica (a pressãoda cavidade torácica é menor que a pressão do ar exterior).
6.4.3 Tipos de drenagem:
• Por gravidade permite a drenagem de líquidos ou ar gradualmente.Neste sistema é utilizado um frasco de duas vias umtubo de vidro ou metal fica submerso na água e uma saída parao exterior;
• Por sucção — promove uma saída mais rápida que a drenagemcom dois ou três frascos ligados a um aparelho de aspiração
6.4.4 Cuidados com drenagem torácica:
• Providenciar todo material necessário (vidros, borrachas e intermediáriosesterilizados, aspirador)
•Conectar corretamente os frascos conforme o esquema. Osfrascos devem ser hermeticamente fechados, só ligar o aparelhodepois de conectado todos os drenos;
• Manter os frascos abaixo do nível do tórax do paciente. Os frascos deverão ficar protegidos em suportes próprios para evitaracidentes;
• Colocar uma fita de esparadrapo para indicar o nível da águainicial para se controlar a quantidade drenada;
• Observar todas as conceições, rolhas e funcionamento do aspirador.
Deverá ocorrer borbulhos no frasco regulador da sucçãoquando o sistema estiver funcionando;
• Estimular o paciente para tossir e respirar profundamente e amudar de posição frequentemente;
• Evitar dobras ou compressão na borracha, quando o pacienteestiver deitado no lado em que se encontra o dreno;
• Cuidado na troca dos vidros, o frasco coletor é trocado emgeral uma vez por dia ou mais, conforme a quantidade drenada.Periodicamente, se troca todo o conjunto.
6.4.5 Técnica para trocar o vaso coletor:
• Preparar o vidro coletor, colocando soro fisiológico ou águadestilada em quantidade suficiente para manter imerso mais oumenos 2,5 cm a extremidade do tubo que será conectado aodreno do paciente;
• Marcar a data e horário no nível do líquido colocado;
• inçar duas vezes o dreno do paciente, desligar o aspirador, casoesteja o sistema ligado a um aspirador, desconectar os tubose conectar o vaso limpo, ligar para testar o funcionamento everificar se não tem vazamento, antes de retirar as pinças;
• A troca do conjunto inteiro obedece os mesmos cuidados, devendoser obedecido rigorosamente a ordem dos frascos;
• Medir e verificar a drenagem e anotar no relatório de enfermagem;
• Deixar uma pinça ao alcance do paciente e orientá-lo para quepinche o dreno se ocorrer quebra ou qualquer outro acidentecom equipamento e drenagem;
• Fazer, frequentemente, massagens tipo ordenar para evitar aformação de coágulos;
•Cuidado com equipamentos se o paciente tiver que ser transportadosempre que for possível o dreno deve ser pinçado, casocontrário deve-se manter os frascos abaixo do tórax do pacienteo mais próximo do chão, levar pinças hemostáticas para qualquer urgência.
6.4.6 Complicações:
• Pneumotórax;
• Enfisema subcutânea;
• Hemotórax;
• Atelectasia.
PROCEDIMENTO - MANUTENÇÃO DO DRENO NO TÓRAX
6.4.7 Material necessário
• Luva de procedimento não estéril
• Pinça para ordenha
• Aspirador de pressão contínua
• Curativo específico para dreno
• Material para curativo
6.4.8 Descrição da técnica
1. Fazer a manipulação do sistema externamente com luva de procedimento
não estéril;
2. Verificar se o tudo de selo d’água está submerso no mínimo2cm, necessário para manter o sistema hermético;
3. Instalar aspirador quando houver indicação médica, observandoa pressão de +_ 1 5cm de H20;
4. Observar aspecto e quantidade de líquido drenado, presença debolhas que indique escape de ar e oscilação da coluna líquida eanotar na Folha de Controle Hídrico;
5. Fazer curativo diário no local de inserção do dreno utilizandotécnica de fixação tipo “gravata”(figura abaixo);
6. Observar o ponto de fixação para identificar se não houve exteriorização do dreno;
7. Marcar na fita de controle do frasco coletor, o nível do líquido de drenagem por hora;
8. Trocar frasco coletor quando atingir volume de 1000ml de drenagem(se frasco de 2000ml) para evitar a redução da pressãode drenagem.
Seguir as políticas deatendimento humanizado, adequação operacional,controle de infecçohospitalar, proteção esegurança do paciente,custo adequado proteçãoindividual/segurança dotrabalho.
6.5 INTUBAÇÃO E VENTILAÇÃO MECÂNICA
Conceito: É um procedimento empregado em situações de emergênciaou eletivas, através de introdução de um tubo nasal outraqueal pra proporcionar uma via aérea artificial.
6.5.1 Finalidade:
Manter as vias aéreas permeáveis - facilitar aspiração de secreção;facilitar a ventilação mecânica.
6.5.2 Materiais Necessários:
Tubo endotraqueal; luvas estéreis; guia;laringoscopia; anestésicosspray ou geleia; seringas de 20 ml; caduco; gazes: ambu; máscara;material para aspiração; respirador mecânico com circuito.
6.5.3 Assistência de enfermagem:
- Lavar as mãos e separar o material encaminhando-o a unidadedo paciente, na emergência utilizar a carrinho de parada;
- Explicar ao paciente o que vai ser feito, se o mesmo estiver lúcido;
- Colocá-lo em posição supina com a cabeça hiperestendia com uso de coxins sob a cintura escapular;
- Certificar-se do funcionamento do laringoscópio;
- Testar o cuff da cânula endotraqueal;
- Retirar a prótese dentária;
- Auxiliar o médico no procedimento;
- Inflar o cuff, ate que os ruídos de escarpes de ar se ouvido;
- Aspirar VAS, se necessário;
- Fixar tubo com o cadarço quando estiver posicionado;
- Instalar oxigenoterapia, se prescrito;
- Deixar o paciente confortável encaminhar o material para expurgoe anotar o procedimento e as intercorrências.
6.5.4 Observações Gerais:
• Mudança de decúbito 2/2 h, para melhorar a expansão pulmonarimobilizar secreções;
• Elevar a cabeceira em 60 cm e certificar-se que o cuff esteja inflado para prevenir a respiração a ser feito a dieta:
• A higiene oral deve ser feita a cada 6 h em pacientes entubadodispensando cuidados específicos com a mucosa, para evitar soluçãode continuidade e necrose tecidual.
6.5.5 Ventilação Pulmonar
Seguir as políticas de atendimento humanizado, adequação operacional,controle de infecção hospitalar, proteção e segurançado paciente, custo adequado e proteção individual/segurança do trabalho.
6.6 MASTECTOMIA:
6.6.1 Mastectomia simples: retirada do tecido mamária.
6.6.2 Indicação:
• Em caso de doenças benignas extensas ou como cirurgia paliativa sem doenças malignas quando não é possível a mastectomia radical.
Mastectomia radical: retirada total da mama, dos gânglios auxiliares,porções dos músculos peitorais, grandes e pequenos e da bainha do reto, abdominal.
6.6.3 Indicação:
• Câncer de mama
6.6.4 Cuidadas pré-operatório
• Preparo psicológico. A paciente deve receber uma atenção especial devido à mutilação resultante da cirurgia. Algumas vezes a paciente vai para a cirurgia para realizar uma biopsia e dependendo do resultado a cirurgia é realizada, nestes casos ela deve estar informada e preparada para evitar o impacto pós-operatório. Deve também receber orientação sobre a possibilidade de uma cirurgia plástica ou como poderá o problema estético, uso de prótese.
• Orientação quanto aos exercícios pós-operatório, principalmente quando já está definida a cirurgia radical, a paciente deve tomar conhecimento de que vai ocorrer um prejuízo nos movimentos dos braços no lado afetado, mas que poderão ser corrigidos através de exercícios. Estes exercícios devem iniciar assim que recobre a consciência, portanto ela deverá receber treinamento para facilitar no pós-operatório;
• Preparo físico inclui uma tricotomia ampla que abrange o tórax, abdome e períneo e quando a cirurgia é radical e necessita de enxerto de pele, deve também ser tricotomizado, a área de onde irão retirar o fragmento de pele; em geral é retirado da porção anterior da coxa;
• Lavagem intestinal e demais cuidados pré-operatórios.6.6.5 Cuidados pós-operatório:
• Observar se a paciente esta com o dreno e conectá-lo conforme prescrição. A maioria das pacientes submetidas a mastectomia retoma da sala de cirurgia com o dreno, além de um curativo compressivo, que tem por finalidade drenar sangue e secreção evitando o edema, formação de hematomas facilitando a Cicatrização;
• Observar constante o curativo em busca de sinais de hemorragia;
• Controlar sinais vitais. A pressão arterial deverá ser verifica dano lado oposto e o curso verificado em ambos os lados;
• Manter o braço do lado afetado apoiando, verificando o edema os sinais cianoses e extremidades;
• Estimular a respiração profunda, o curativo compressivo sobre o tórax pode provocar dificuldade respiratória;
• Colocar a paciente em posição semi sentada logo que se recuperada anestesia; poderá levantar no segundo ou terceiro dia de cirurgia;
• A drenagem, geralmente é removida após o 3° dia conforme as condições da ferida operatória. Após a retirada do dreno é importante que se observe se existe edema, ou formação de hematoma;
• Orientar ou auxiliar a paciente a fazer os exercícios que se iniciam ativamente 24 horas da cirurgia. Os exercícios iniciam com movimentos de extensão e flexão dos dedos,elevação gradual do braço até que consiga elevar o braço normalmente, pentear os cabelos, escovar os dentes, lavar o rosto com a mão do lado afetado;
• Manter o membro apoiado com uma tipóia;
• Orientar para a alta. A paciente submetida a mastectomia radical deve receber orientação sobre os cuidados com a mão e o braço do lado da cirurgia, além dos cuidados com incisão cirúrgica;
• Deverá evitar qualquer tipo de traumatismo do lado afetado(cortes, queimaduras, picadas de insetos, retirar cutículas uso de relógios, anéis, pulseiras, carregar bolsas ou objetos pesados, segurar cigarros, lidar com fomos quentes, serviços como jardinagem);
Obs. É contra indicado a aplicação, de injeções e IM, FV, SC,soros, transfusões, bem verificar pressão arterial no Membro do lado correspondente a cirurgia.
• A paciente deverá continuar com os exercícios em casa e procurar proteger a mão e o braço do lado operado, utilizando dedal quando manusear agulhas, evitando sol forte;
• Procurar o médico imediatamente se ocorrer edemas, vermelhidão,rigidez ou dor;
• Adaptação a prótese. A prótese visa corrigir o problema estético da mama. existe vários tipos de próteses (espuma de borracha cheias de líquidos, ar, tecidos preenchidos com alpiste e etc.) a paciente deve utilizar o sutiã e a prótese que melhor se adaptar.
Entretanto a paciente não poderá nem um tipo de prótese sem autorização médica;
• Orientar quando a postura, muitas pacientes apresentam problemas
de postura após a cirurgia.
6.6.6 Complicações:
• Hematoma;
• Linfoedema;
• Infecção;
6.7 BIÓPSIAS:
Retirada de um fragmento de tecidos com a finalidade de exames Anatômico patológico.
6.7.1 Indicação:
A biopsia á realizada através de urna incisão para coleta de material da região.
6.7.2 Cuidados pré-operatório
• Preparo psicológico do paciente: preparo físico, tricotomia da região caso seja biliosa, limpeza da pele. Geralmente a cirurgia é feita com anestesia local, embora existam casos que a biopsia é realizada por congelação, fornecendo em seguida o resultado e, dependendo deste resultado, a cirurgia é realizada. Ex:Biopsias de um nódulo da mama caso seja maligno é realizada a mastectomia;nestes casos o paciente já deve ser orientado e preparado para possível cirurgia; necessidade de jejum e lavagem intestinal varia conforme o tipo de anestesia e a localização da biopsia.
6.7.3 Cuidados pré-operatório:
• Verificar o tipo de anestesia; controlar sinais vitais;
• Observar a prescrição médica para ver se existe ordens especificas quanto o medicamento, dieta, curativo;
ANOTAÇÕES
Capitulo 7 - CIRURGIAS DO APARELHO GENITO – URINÁRIO
7.1 NEFRECTOMIA:
7.1.1 Conceito: retirada de um rim.
7.1.2 Indicações:
• Anomalias congênitas;
• Hidronefrose;
• Traumatismos graves;
• Tumores renais;
• Cistos renais;
• Cálculos renais.
7.1.3 Cuidado pré-operatório
•Estimular o paciente a ingerir líquidos em abundância para promover o aumento da excreção dos detritos antes da cirurgia.
Caso o paciente não esteja ingerindo por via oral, o médico poderá prescrever por via endovenosa, com a finalidade de ativara função renal;
• Tricotomia anterior e posterior do tronco;
• Cuidados gerais de pré-operatório.
7.1.4 Cuidados pós-operatórios:
• Conectar a sonda e um intermediário a frasco estéril;
• Observar e medir rigorosamente a drenagem urinária;
• Manter o paciente em uma posição confortável e estimular a mudança de decúbito;
• Cuidado com pinça; as vezes o cirurgião deixa algumas pinças no local da incisão podendo se visualizar parte destes instrumentos através do curativo. Deve-se cuidar para não deslocá-la se orientar para que o paciente não se deite no lado correspondente;
• Estimular a tosse e a respiração, pelo fato de a incisão ser próxima do diafragma, geralmente ocorre dor para respirar e o paciente prefere respirar artificialmente, sendo, muitas vezes, indicada a administração de analgésicos e narcóticos e, posteriormente, estimular a respiração;
• Cuidados com a dieta, geralmente os pacientes submetidos à cirurgia renal devem ingerir bastante líquido pós-operatório e uma dieta que evite a formação de gases, o que provocaria dores intensivas;
• Curativos; trocar conforme prescrição, observando refluxo de urina, drenagens, limpar a pele em volta e protegê-la.
• Quando o paciente tem alta deve ser orientado quanto aos cuidados que deverá ter. Após a nefrectomia não deverá erguer peso ou praticar exercícios violentos, pelo menos no primeiro ano após a cirurgia.
7.1.5 Complicações:
• Hemorragia e choque,
• Distensão abdominal,
• Dor.
7.2 PROSTATÊCTOMIA:
7.2.1 Conceito: retirada parcial ou total da próstata.
7.2.2 Indicações:
• Hipertrofia da próstata;
• Tumores da próstata.
7.2.3 Cuidado pré-operatório:
• Sondagem vesícula, porque normalmente estes pacientes apresentam retenção urinária;
• Controlar líquidos ingeridos e eliminados e peso diariamente para a avaliação de função renal;
• Garantir um estado de hidratação e nutrição adequados;
• Observar sinais de queimaduras, febre e outros;
• Controlar sinais vitais;
• Orientar sobre a cirurgia e suas complicações; dependendo da cirurgia pode ocorrer impotência sexual
7.2.4 Cuidados pós-operatórios:
• A prostatectomia pode ser realizada por via transversal, suprapúbica, perineal e conforme as condições do paciente, existindo alguns cuidados específicos em cada caso. Abordaremos apenas os cuidados gerias;
• Conectar a sonda vesical em frasco esteiro; geralmente utilizado uma sonda de três vias e instalado por sistema de irrigação da solução, outra à saída sendo que a terceira via é a via do balonete que fixa a sonda na bexiga. A irrigação serve para lavar a bexiga e evitar a formação de coágulos, devendo ser contínua até que a urina esteja totalmente livre de sangue;
• Controlar rigorosamente os sinais vitais, especialmente pressão e pulso. A cirurgia de próstata geralmente provoca grande perda de sangue durante a cirurgia e no pós operatório imediato pode levar a choque.
7.2.5 Cuidados pós-operatórios:
• Controlar entrada e saída de líquidos. No pós-operatório imediato o paciente recebe líquidos por via endovenosa e a entrada pela irrigação. Deve-se fazer balanço hídrico diário;
• Estar atento para queixas de dor intensa que podem estar associados a obstrução do cateter; manter o paciente o mais quieto possível nas primeiras horas para prevenir hemorragias;
• Observar o curativo reforçá-lo ou trocar conforme prescrição;
• Anotar a presença de sangue na incisão, urina e secreções. Após a retirada do cateter e comum a refluxo de urinapela incisão incontinência urinária. O paciente deve ser orientado pelo fato.
Para evitar incontinência urinária podem ser realizados exercícios vesicais. Esses exercícios são feitos alguns dias antes da retirada da sonda vesical e constam em manter a sonda fechada e abrindo intervalo de duas a três horas ou quando o paciente sente que a bexiga está cheia;
• Estimular a ingestão de líquido após a retirada da irrigação,para prevenir a formação de coágulos;
• Manter uso e técnicas assépticas rigorosas na execução dos curativos e no manuseio das sondas, pois o risco de infecção é muito grande;
• Orientação para alta, por ocasião da alta hospitalar, o paciente deve receber instruções como evitar bebidas alcoólicas, pois estas normalmente provocam irritação e dor urinária; dirigir automóvel por muito tempo, executar trabalho ou exercício muito cansativo, deverá ingerir bastante liquido e que a qualquer sinalde sangramento deverá procurar o médico imediatamente.
7.2.6 Complicações:
• Hemorragia, choque;
• Obstrução do cateter;
• Infecção;
• Impotência sexual.
7.3 CIRURGIA DE FIMOSE – CIRCUNCISÃO
7.3.1 Conceito: remoção do prepúcio com a finalidade de expor a glande.
7.3.2 Indicação:
a) Fimose: consiste em um estreitamento do prepúcio que impede a exposição da glande, provocando dor, infecção devido a dificuldade de higiene e predispõem ao câncer do pênis.
7.3.3 Cuidado pré-operatório:
A cirurgia de fimose e considerado uma pequena cirurgia em geral feita na infância. Normalmente não requer muitos cuidados especiais no pré-operatório. O paciente realiza os exames de rotina ambulatorial e é orientado para vir em jejum no dia da cirurgia. A tricotomia é necessária para pacientes adultos.
7.3.4 Cuidado pós-operatório:
• O paciente geralmente permanece hospitalizado até que se
recupere totalmente da anestesia recebendo alta em seguida desde que não haja complicações;
• Observar sinais de sangramento;
• Orientar sobre o curativo que deve ser feito com gaze vaselinada,aplicação de antissépticos, pomadas, antibióticos e trocado sempre que necessário.
7.3.5 Complicações:
São raras mais as complicações mais frequentes são:
• Dor, especialmente em pacientes adultos;
• Infecção.
7.4 HISTERECTOMIA:
7.4.1 Conceito: remoção cirúrgica parcial ou total do útero.
• Pan-histerectomia: retirada total do útero, trompas e ovários.
• Cirurgia de Werthein - retirada total do útero, trompas,ovários, vagina proximal e linfonados bilaterais por via abdominal.
• Cirurgia Chauta – retirada total do útero, trompas, ovários e vagina proximal por via vaginal.
7.4.2 Indicação:
• Tumores benignos (miomas, fibromas), quando não existem condições de retirar só o tumor;
• Tumores malignos.
7.4.3 Cuidado pré-operatório:
• Preparo psicológico adequado, conversando com o paciente e com a família esclarecendo todas as dúvidas que possam apresentar com relação a cirurgia;
• Preparo físico incluindo tricotomia, lavagem intestinal e sondagem vesical.
7.4.4 Cuidados pós-operatório:
• Cuidados gerais de pós-operatório;
• Conectar a sonda vesical em frasco estéril e controlar o volume urinário;
• Observar sinais de sangramento ou pela vagina quando a cirurgia é realizada por via vaginal, frequentemente a paciente retoma da cirurgia com tampão vaginal que é removível após 24 horas, devendo ser colocado um absorvente perineal, trocando sempre e necessário e anotando as perdas sanguíneas;
• Controle rigoroso de sinais vitais;
• Mudança frequente de decúbito e exercitar os membros inferiores. Deve-se ser evitada a posição Fowler alta;
• Dieta zero até que o intestino volte a funcionar partindo então para uma dieta líquida até quando puder se alimentar normalmente com alimentos ricos em proteínas e ferro;
• Higiene externa e curativos perineais devem ser totalmente assépticos;
• Observar sinais de distensão abdominal;
• A sonda vesical é retirada após o terceiro dia de cirurgia,sendo recomendado exercícios vesicais para evitar retenção urinária. Orientando ainda para que urine em intervalos de2 a 3 horas após a retirada da sonda;
• O enfaixamento do abdome é recomendado para facilitar a movimentação da paciente;
• Orientar quando a deambulação precoce;
• Orientação para a alta. A paciente deverá ser informada sobre sua volta as atividades normais, cuidados, curativos, consultas.
7.4.5 Complicações:
• Hemorragias e choque;
• retenção urinária e infecção urinária.
Capítulo 8 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS
As cirurgias ortopédicas visam corrigir problemas de pacientesque apresentam distúrbios do sistema músculo esquelético (ossos,músculos e articulações), como: fraturas, deformidades articulares,anomalias congênitas e outras.
8.1 Cuidados pré-operatórios gerais de cirurgia Ortopédica:
• Apoio psicológico. Em geral os pacientes que vão se submetera urna cirurgia ortopédica apresentam medo da dor, da incapacidade,da deformidade pós operatório, além do que a maioriadas cirurgias requer um longo período de repouso e imobilidade pós-operatório o que, normalmente, trás muita apreensão préoperatório;
• Cuidados físicos. Preparo da pele. A região a ser operada deve ser tricotomizada limpa para evitar contaminação pós uma infecçãoóssea é muito difícil se tratar:
• Lavagem intestinal, nem sempre é necessário vai depender daregião a ser operada. Quando prescrita deve ser feita antes dopreparo da pele;
• Nutrição e hidratação adequada para favorecer a recuperaçãodo paciente.
8.1.1 Cuidados pós- operatórios geral
• Posicionamento o paciente quando retorna a uma cirurgia ortopédicadeve ser colocado no leito mantendo uma alimentaçãocorreta para o corpo. O leito deve firme podendo ser necessárioa utilização de tábuas sobre o colchão;
• Manter a extremidade operadas mais elevada que o restantedo corpo, para favorecer a circulação e prevenir ou reduzir oedema. Em alguns casos são necessários os usos de aparelhospara manter o membro em posição;
• Avaliar a dor. A dor é uma constante no pós-operatório decirurgias ortopédicas ela pode ser decorrente de uma posição incorreta, pressão sobre o local (roupas, gesso e tração), cansaço além do próprio traumatismo operatório. A enfermagem deveprocurar identificar o tipo de dor, as causa e se possível remove-las. Caso a dor seja devido ao gesso, tração ou outros aparelhos, o médico deve ser avisado;
• Cuidar na movimentação: deve movimentar-se devagar apoiandoa parte afetada e fazendo movimentos coordenados.
• Aplicação de calor podem ser prescritos pelos médicos paraauxiliar a relação dos tecidos e estimular a circulação aliviandoa dor.
• Observar constantemente as extremidades operada, observandoa temperatura, coloração, pulsação, presença de edema;
• Observar sinais vitais;
• Auxiliar na higiene oral;
• Prestar cuidados preventivos escarros de decúbito;
• Estimular os movimentos das partes não afetadas desde quenão haja contra indicação para prevenir atrofias musculares e articulares;
• Cuidados com alimentação. Os pacientes vão necessitar de una dieta nutritiva rica em proteínas, vitaminas, sais minerais para auxiliar na Cicatrização, embora não seja aconselhável administração excessiva de leite e outros alimentos que contém cálcio a pacientes que fiquem muito tempo imobilizados devido a possibilidade de desenvolve rem cálculos renais;
• Observar e controlar as eliminações intestinais e urinarias;
• Cuidados especiais com o gesso tração e parelhos ortopédicos;
8.1.3 Complicações:
• Dor;
• Complicações respiratórias;
• Deformidades;
• Úlceras de decúbito;
• Inflamações e Embolia;
8.2 GESSO
8.2.1 Indicação:
• O gesso é empregado para imobilizar urna determinada área docorpo, manter os ossos em alinhamento no caso de fraturas e cirurgias ortopédica, aplicar um compressão uniforme sobre ostecidos moles e corrigir defeitos.
• O gesso em suaforma natural é um pó. É aplicado através deataduras especiais empregadas deste pó e umedecidas em água. Antes da colocação do gesso a pele é protegida por um algodãoortopédico ou malhas ortopédicas evitando o contato direto com a pele e protegendo as regiões proeminentes do atrito como gesso.
8.2.2 Cuidados com os pacientes gessados
• Observar o tipo de aparelho;
• Manter o membro gessado elevado e manter o corpo em posiçãoanatômica;
• Evitar qualquer tipo de pressão sobre o gesso, pois o gesso demoraem geral 48 horas para secar totalmente e nesse períodoqualquer que seja colocado sobre o gesso poderá provocar compressão;
• Auxiliar a higiene evitando molhar o gesso;
• Observar o hematoma. É frequente ocorrer edema após a aplicaçãodo gesso devendo-se estar atento aos sinais de formigamento,dor, cianoses, palidez que podem indicar compressão devasos sanguíneo e nervos;
• Se o paciente se queixar de dor, não administrar analgésico semantes verificar as causas;
• Em caso de cirurgia, verificar sinais de hemorragia através do gesso;
• Orientar o paciente, principalmente se for crianças para não introduzir nada dentro do gesso, pois pode causar escoriaçõesna pele;
• Nos dias de muito calor pode-se colocar um ventilar para proporcionar mais conforto;
• Verificar se o paciente movimenta os dedos em caso de gessoem membros superiores e inferiores;
• Observar o cheiro, normalmente as regiões gessadas exalam um odor características a falta de aeração;
• Caso o odor se modifica tornam-se fétido, pode indicar infecção;
• Proteger as regiões em atrito com gesso para prevenir escaras,
• Orientar o paciente para não cobrir o gesso com plástico eborracha para não umedecer o gesso e não andar assoalhos com superfícies molhadas.
8.2.3 Cuidados após a retirada do gesso:
• Limpar a pele suavemente com água morna e sabão neutro enxaguando com toalha macia;
• Orientar o paciente para não coçar, pois frequentemente ocorrem pruridos e a pele estando sensível provoca escoriações;
• Após um período de imobilização o paciente apresentar dor, rigideze atrofia, devendo ser orientado que é uma consequêncianormal e que irá obter melhora gradativa.
8.2.4 Complicações:
• Complicações circulatórias pela imobilidade ou compressão de vasos sanguíneos;
• Edema;
• Escoriações, formação de escaras nas regiões em atritos como gesso;
• Deformidades articulares e atrofia muscular;
• Anciloses;
• Complicações respiratórias;
• Úlceras e escaras de decúbito;
8.3 TRAÇÃO
8.3.1 Consiste em uma força aplicada em direções opostas.
8.3.1.1 Indicação:
• Recuperar o comprimento e alinhamento de um osso;
• Complicado em caso de fratura dos ossos longos;
• Imobilizar fraturas;
• Diminuir a contração muscular e aliviar a dor.
8.3.1.2 Tipos de Tração:
• Transcutânea: quando se utiliza faixas adesivas diretamente napele, o peso não pode exceder a 4,5 quilos;
• Trans-esqueleticas: quando a fixação é realizada através de fiosmetálicos, pinos introduzidos nos ossos em ambos os casos seutilizam pesos para exercer a tração. A reação pode ser contínua, como nos casos de fratura ou pós-operatório de cirurgias
ortopédica; ou intermitente, com o paciente permanecendoalguns minutos com tração por dia, realizada com auxilio deoutros equipamentos, nos serviços de fisioterapia .
8.3.1.3 Cuidados de enfermagem com tração contínua:
• Manter os membros sob tração em posição anatômica;
• Verificar se os pesos, cabos e roldanas estão colados em umaposição correta,
• Observar o curativo nos casos de tração trans-esqueleticas, estescurativos são trocados diariamente conforme prescrição;
• Observar a pele, frequentemente, em busca de sinais de pressãoou fricção sobre as proeminências ósseas;
• Estimular movimentos ativos de todas as articulações não afetadas;
• Cuidar e orientar visitantes e demais funcionários para não mexercom os pacientes, pois isto provocaria muita dor e alteraçõesna região a ser tracionada;
• Manter os pesos livres, nunca apoiados;
• Orientar o paciente quanto a movimentação;
• Auxiliar na higiene;
• Prevenir úlceras e escaras de decúbito;
• Nunca remover os pesos sem ordem médica;
8.3.1.4 Complicações:
• Tromboflebite;
• Complicações respiratórias;
• Escaras ou úlcera de decúbito:
• Escoriação na pele em tração transcutanea;
• Infecção no local de inserção dos pinos ou fios na tração trans-esqueleticas;
• Deformidades.
8.4 AMPUTAÇÃO
Amputação significa a remoção total ou parcial de qualquer partedo corpo. Embora o termo seja mais comumente empregado paradesignar a retirada parcial ou total de um membro (pé, perna,mão, braço).
8.4.1 Indicação:
A amputação só é realizada quando não existe nenhuma outrapossibilidade de salvar o membro, existindo risco de vida parao paciente Como os distúrbios circulatórios graves, decorrentesde doenças vasculares, acidentes por eletricidade, tumores malignos.
8.4.2 Cuidados de enfermagem no pré –operatório:
• Preparo psicológico. Sempre que houver condições deve-se prepararo paciente para aceitar a cirurgia.
• Avaliação das condições circulatórias, nutricionais, hidratação;
• Exercícios para fortalecimento dos membros sadios, para facilitara adaptação a prótese e o uso de muletas, desde que acirurgia não seja de emergência;
• Cuidados gerais de uma cirurgia ortopédicas.
8.4.3 Cuidados de enfermagem no pós-operatório:
• Manter o coto elevado;
• Verificar se existem drenos;
• Observar sinais de hemorragia, caso ocorra pode-se aplicar um torniquete até a chegada do médico;
• Verificar o curativo: é comum a presença de uma secreção serosanos primeiros dias de cirurgia. Observar o aspecto da ferida, algumas vezes a região amputada não e suturada;
• Cuidados com o gesso e tração se houver;
• Verificar a circulação acima da região amputada;
• Orientar sobre exercícios que deverão fazer. Quando o hospitaldispõe de um serviço de fisioterapia, o fisioterapeuta orienta esupervisiona os exercícios;
• Manter o coto em posição anatômica para prevenir deformidades (flexão e adução);
• Observar a técnica correta e enfaixamento do coto. O enfaixamento correto previne circulação circula tória, edema e modelao coto para adaptação para prótese;
• Auxiliar o paciente na reabilitação, proporcionando terapia ocupacional, recreação, orientando sobre a postura, exercícios. É de suma importância a colaboração da família na execução desse programa.
8.4.4 Complicações:
• Hemorragia;
• Infecção;
• Dor fantasma: refere-se a uma dor que o paciente apresentando membro que já não existe, ou seja, na região amputada ébastante frequente o paciente queixar de dor, frio, calor, compressão,formigamento e outros sintomas que irão desaparecerquando houver aceitação total por parte deste;
• Deformidade na posição do coto;
• Não adaptação à prótese.
8.4.5 Terminologias usadas na ortopedia:
• Abdução: movimento que afasta o membro da linha média docorpo;
• Adução: movimento de aproximação de um membro a linhamédia do corpo;
• Ancilose: endurecimento, perda de função de uma articulação;
• Artrite: fixação cirúrgica de uma articulação;
• Artrodese: fixação cirúrgica de uma articulação;
• Artroplastia: plástico de articulação para restabelecer a função;
• Artrose: alteração degenerativa de uma articulação que levaa redução ou incapacidade de realizar os movimentos articulares;
• Genu-vago: encurvamento do joelho para dentro;
• Espodilolise: destruição de uma vértebra;
• Genu-varum: encurvamento do joelho para fora.
ANOTA
Capítulo 9 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES DECIRURGIAS CABEÇA, OLHOS E OUVIDOS
9.1 CRANIOTOMIA:
É uma abertura cirúrgica do crânio, com o objetivo de se obter acesso às meninges ou à massa encefálica.
9.1.1 Causas:
- Tumores cerebrais
- Sangramento (hemorragia) ou coágulos de sangue resultantes de lesões (hematomas subduraisou epidurais)
- Fraqueza nos vasos sanguíneos (aneurismas cerebrais)
- Dano aos tecidos que cobrem o cérebro (dura máter)
- Bolsas de infecção no cérebro (abscessos cerebrais)
- Dor intensa, facial ou dos nervos ,neuralgia do trigêmeo ou tiques dolorosos (é uma dor associada ao nervo da face chamado originalmente no quinto par de nervos cranianos,um em cada lado da face)
- Epilepsia
9.1.2 Cuidados de enfermagem no pré-operatório:
Os cuidados pré-cirúrgicos iniciam-se na véspera da cirurgia, a fim de identificar o grau de ansiedade do paciente, verificando a presença de alterações emocionais decorrentes do anúncio do diagnóstico cirúrgico e avaliação das condições físicas e fisiológicas do paciente, como preocupação, medo e a ansiedade influenciam diretamente na fisiologia do organismo, portanto é fundamental que a situação seja diagnosticada e medidas interventivas sejam tomadas:
-  Verificar lista de cirurgia quais os pacientes que serão operados, nome da cirurgia, horário, se há pedido de sangue, preparos especiais ou de rotina.
-  Providenciar material e colher a amostra de sangue para tipagem sanguínea.
-  Observar sintomas como tosse, coriza, febre, variação de P.A e outros.
9.1.3 Cuidados de enfermagem no pós-operatório:
- Conferir o nome do paciente.
- Conferir o tipo de cirurgia que foi realizada.
- Descrever os fatores intra-operatórios como drenagem cefálica.
- Descrever as limitações físicas
- Relatar o nível de consciência pós-operatória
- Comunicar sobre as necessidades de equipamentos.
-  Promoção da limpeza e ordem de todo o ambiente.
-  Arrumação da cama “tipo operado”.
-  Limpeza e arrumação da mesa de cabeceira.
-  Trazer suporte de soro e colocá-lo ao lado da cama.
-  Deixar oxigênio com equipamento completo.
-  Transportá-lo da maca para a cama com o auxilio de outros funcionários. 
-  Manter a cama em posição horizontal.
-  Cobri-lo e agasalhá-lo de acordo com a necessidade.
-  Verificar na papeleta as anotações do centro cirúrgico. Se for feita anestesia raque deixar o paciente sem travesseiro e sem levantar pelo o menos 12 horas.
-  Enquanto estiver semiconsciente, mantê-lo sem travesseiro com a cabeça voltada para o lado.
-  Observar o gotejamento do soro e sangue.
-  Observar estado geral e nível de consciência.
-  Verificar o curativo colocado no local operado, se está seco ou com sangue.
-  Restringi-lo no leito com grades para evitar que caia.
-  Se estiver confuso, restringir os membros superiores para evitar que retire soro ou sondas.
-  Observar sintomas como:palidez, sudorese, pele fria, lábios e unhas arroxeados, hemorragia, dificuldade respiratória e outros, porque podem ocorrer complicações respiratórias e circulatórias.
-  Controlar SSVV a cada 1 hora nas primeiras 24horas iniciais
-  Fazer anotação na papeleta.-  Ler a prescrição medica, providenciando para que seja feita.
-  Qualquer sintoma alarmante deve ser comunicado imediatamente.
-  Medicá-lo para dor, quando necessário.
-  Movimentá-lo no leito, de decúbito (quando a possibilidade).
-  Verificar e estimular a aceitação da dieta. 
-  Promover comodidade no leito (limpeza e conforto).
9.2 ENUCLEAÇÃO:
É a extração total do globo ocular.
9.3 EVISCERAÇÃO:
É a extração do globo ocular, deixando a esclerótica.
9.3.1 Indicações:
- Traumatismo oculares com destruição do órgão;
- Tumores malignos;
9.3.2 Cuidados de enfermagem no pré-operatório:
- Preparo psicológico;
- Ajudar o paciente com falta de visão parcial ou total a adaptar-seno ambiente hospitalar;
- Aplicar medicamentos prescritos; geralmente estão prescritos:colírios ou sedativos;
- Enema, geralmente prescrito para evitar esforço para evacuar após a cirurgia;Cortar os cílios quando prescrito. Alguns cirurgiões preferem que seja feito com o paciente anestesiado;
• Observar sinais de infecção, alergias ou de qualquer transtorno respiratório que cause tosse, espirros, caso existam, devem ser tratados para prevenir hemorragias no pós-operatório;
9.3.3 Cuidados de enfermagem no pós-operatório:
• Manter a cabeça do paciente imobilizado através de coxins colocados nos lados da cabeça;
• O paciente retornará com um curativo, devendo ser orientado que já está no quarto, localização da companhia e demais objetos;
• Colocar grades na cama, geralmente e recomenda após 1 ou 2dias da cirurgia:
• Estimular o paciente a prestar seus próprios cuidados e tornar-se independente;
• O curativo no local em geral é mantido por 5 dias, devendo-se observar sinais de hemorragia e infecção;
• Orientar o paciente para evitar movimentos bruscos com a cabeça, inclinar-se para frente ou para trás, levantar objetos,tossir, e espirrar;
• Adaptação a prótese. Após a cicatrização total que ocorre aproximadamente em 6 meses, pode-se adaptar urna prótese de vidro ou plástico que visa corrigir o problema estético. O paciente é ensinado a colocar e retirar a prótese sozinho. Operado nas primeiras 48 horas; 
• A deambulação é permitida após 24 horas dependendo do cirurgião,devendo-se orientar para que se realize movimentos lentos e cuidando para não curvar-se, levantar objetos do chão pelo menos por 3 semanas;
• A alta ocorre após o paciente ter habituado os olhos a luz diurna,geralmente em 5 a 10 dias. Nesta ocasião, o paciente deve ser orientado para não apertar os olhos, aplicar a medicação prescrita a utilizar vendas para dormir;
• Os pontos são retirados 2 a 3 semanas após a cirurgia;
• Após três semanas de cirurgia o paciente poderá utilizar óculos escuros espaciais ou provisórios e geralmente após 8 a 10 semanas receberá os óculos permanentes. Deverá ser orientada ainda para não sair sozinho até que esteja totalmente reabilitado.
9.3.4 Complicações:
• Hemorragia e Deiscência de sutura.
9.4 CIRURGIA DE OUVIDO:
• Mastoidectomia
• Retirada do processo mastóide.
9.4.1 Indicações:
• Mastoidite crônica recorrente (infecções do mastóide resultante de uma otite media) que não curada com antibiótico ou miringotomia, existindo risco de perda da audição.
9.4.2 Cuidados pré-operatório:
• Limpeza da região pós-auricular (tricotomia conforme prescrição).
• Prender os cabelos;
• Cuidados gerais de pré-operatório.
9.4.3 Cuidados pós-operatórios:
• Manter o paciente calmo no leito, geralmente são prescritos sedativos para aliviar a dor e inquietação;
• Observar o curativo; em geral é colocado um dreno para drenara secreção do mastóide, devendo ser controlada a drenagem quanto a coloração, dor, quantidade;
• Dieta; geralmente inicia-se com líquidos assim que se recupere totalmente a anestesia;
• Observar sinais de paralisia facial (dificuldades para deglutir,falar, sorrir). Ao menor sinal de paralisia facial o médico deves er comunicado imediatamente;
• Orientar o paciente para evitar espirrar, assoar o nariz;
9.4.4 Complicações:
• A principal complicação após a mastoidectomia é a paralisia facial. Além das demais complicações gerais de qualquer cirurgia.
9.5 TIMPANOPLASTIA:
Reconstituição da membrana timpânica.
9.5.1 Finalidade:
• Fechar a cavidade do ouvido médio com um enxerto sobre a perfuração, evitando infecção;
• Melhorar a audição;
9.5.2 Indicações:
• Perfuração do tímpano. A perfuração pode ocorrer devido a ouso inadequado do cotonete, golpes sobre o ouvido, fratura de crânio, queimaduras, infecções, deslocação de ar em cada grande explosão, assoar o nariz.
9.5.3 Cuidados de enfermagem no pré -operatório:
• Idem a mastoidectomia;
• Aplicações de medidas especificas conforme prescrição;
9.5.4 Cuidado no pós-operatório:
• Manter o paciente deitado sem travesseiro com o ouvido operado voltado para cima evitando mover a cabeça;
• Observar o curativo, ocorre a presença de uma secreção sanguinolenta,entretanto não se mexe no curativo. O curativo é trocado após o sexto dia, pelo médico;
• Auxiliar o paciente quando levantar do leito, pois frequentemente ocorrem vertigeme náuseas;
• Orientar para que o paciente não molhe o curativo e evite assoar o nariz, espirrar com a boca fechada, pois poderá ocorrer nova ruptura do tímpano;
9.5.5 Observações:
1. Não se instala nenhum tipo de líquido no ouvido.
2. O paciente recebe alta no terceiro ou quarto dia pós-operatório devendo ser informado sobre o retomo no hospital e cuidados com o ouvido;
3. O paciente não deverá preocupar-se com dificuldades de audição, sensação de ressonância, ruídos estranhos,tonteiras quando realizar movimentos rápidos
com a cabeça nas primeiras semanas de cirurgia.
	
Capítulo 10 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM PACIENTES DE CIRURGIA VASCULAR
10.1 FLENOTOMIA OU VENOTOMIA
Conceito: inserção de um cateter de polietileno em uma veia através de um pequeno corte.
10.1.1 Indicações
• A flebotomia é indicado quanto existe dificuldades em puncionar uma veia como por exemplo. Ex: Crianças, pessoas obesas, pessoas em choque ou quando o tratamento exige uma infusão continua por meio endovenosa por tempo prolongado.
10.1.2 Cuidado pré-operátorio:
• Flebotomia e uma cirurgia geralmente na própria clinica cirúrgica sob anestesia local; a enfermagem deve orientar a paciente sobre estes procedimentos e fazer tricotomia da região caso necessário;
• Seja possível utilizar-se veias dos membros inferiores, preparar o material necessário; material para pequenas cirurgias; anestésicos locais; fios para sutura; cateteres para flebotomia de vários números; antissépticos; campos estilizados; luvas esterilizadas,
gases esterilizadas material para curativos.
• Lâmpada auxiliar; talas para imobilização; cuba-rim suporte para soro; soro e equipes; seringas, agulhas para infiltração do anestésico; biombos quando a cirurgia é realizada na enfermaria;durante a flebotomia a enfermeira deve permanecer junto ao paciente para atender o paciente e o médico o que for necessário.
10.1.3 Cuidado pós-flebotomia:
• Observar o curativo (em geral é feito um curativo compressivo para prevenir sangramento); controlar gotejamento dos soros conforme prescrição médica, cuidados para que não seja interrompido,pois se ocorrer interrupção ocorrerá constado do
cateter; orientar o paciente para não puxar ou dobrar o cateter;após o 2° dia fazer o curativo diário ou conforme prescrição,observando o aspecto da incisão, presença de secreções; manter o uso de asséptica rigoroso no manuseio com o cateter: observar
sinais de flebite, manter o membro se possível mais elevado.
Obs: em caso de obstrução do cateter avisar o médico imediatamente. Tentar desobstruir aspirando o coágulo, jamais tentar empurrar pelo risco de uma embolia.
10.1.4 Complicações:
• Obstrução do cateter por coágulos – flebite, infecção.
10.2 SAFENECTOMIA
10.2.1 Conceito:Cirurgia em que se realiza a retirada das varizes dos membros inferiores, principalmente da veia safena magna.
10.2.2 Indicações:
Varizes dois membros inferiores quando existe prejuízos para a circulação, risco de flebite, tromboflebite, além de corrigir o problema estético.
• Varizes: são veias que se dilatam, provocando uma êxtase de sangue nesta região.
• Ocorrem com frequência nos membros inferiores, mas podem ocorrer também no final do reto (hemorroidas), vagina, vulva e esôfago. Pedem ser causada por defeitos nas válvulas das veias postura. (permanecer muito tempo em pé ou sentado) gravidez, obesidade, existindo ainda uma predisposição hereditária ou por qualquer fato que dificulte a circulação normal do sangue.O paciente portador de varizes dos membros inferiores geralmente se queixam de cansaço, dores, edemas, principalmente no final do dia cãibras noturnas e podem apresentar as veias dilatadas e salientes. Existem o risco de inflamação frequente, ulceração e hemorragia.
10.2.3 Cuidados pré-operatórios:
• Como em geral é uma cirurgia programada existe tempo suficiente para um estudo completo das condições circulatórias do paciente e tratamento de flebite, ulceras que o paciente possa apresentar;quando o paciente interna-se e realizado urna tricotomia ampla que abrange desde a região pubiana até os pés; lavagem intestinal higiene completa.
10.2.4 Cuidados pós-operatórios:
• Sendo uma cirurgia baixa geralmente é realizada com anestesia raquidiana ou peridural;
• Elevar os pés da cama para manter os membros inferiores elevados;
• Observar o curativo. Normalmente a cirurgia utiliza ataduras elásticas;
• Observar que existe sangramento e as condições circulatórias das extremidades através da coloração, temperatura e pulsação.O 1° curativo é realizado pelo médico para verificar as condições da cirurgia;
• Controle de sinais vitais:
• Orientar para deambulação, em geral do dia seguinte da operação o paciente inicia os exercícios de deambulação, estes exercícios constam em elevar do leito e deambular durante três a cinco minutos em intervalos regulares (em duas em duas horas,quatro em quatro horas conforme prescrição). Após os exercícios importantes repousar com os membros inferiores elevados:os períodos de deambulação são aumentados gradativamente conforme a orientação médica:
• Observar o funcionamento intestinal e urinário:
10.2.5 Complicações:
• Hemorragia – insuficiência circulatória nas extremidades;
• Flebites, tromboflebite; infecção.
Capítulo 11 - OS FAMILIARES, O CLIENTE E A ALTA HOSPITALAR
A enfermagem profissional ou moderna teve início na segunda metade do século XIX, quando passa a integrar-se ao trabalho do hospital, e tem por finalidade a recuperação do corpo biológico dos doentes, ou seja, o modelo clínico de assistência - até hoje dominante na assistência à saúde. Apesar do grande desenvolvimento tecnológico, esse modelo não vem conseguindo resolver os graves problemas de saúde da maioria da população brasileira, especialmente quando esta recuperação traz, implícitas, condições sociais desfavoráveis tais como acesso aos serviços de saúde, emprego, alimentação, transporte, etc. 
A condição crônica de adoecimento exige que a pessoa faça uma série de adaptações em sua vida, seja nos aspectos fisiológico, psicológico,social, o que representa verdadeiro desafio ao cuidador, seja na família, seja nas instituições de saúde. 
Os clientes reagem ao mesmo diagnóstico e/ou fase da doença de formas diferenciadas, utilizando-se de diferentes comportamentos físicos, cognitivos e verbais. Por seu lado, os familiares também passam por momentos de adaptação e compreensão durante a fase diagnóstica e do adoecimento – o que lhes exigirá, além dos problemas diários, modificações em suas demandas de recursos pessoais e sociais.
Assim sendo, é importante orientá-los quanto à manutenção da autonomia do cliente, apesar da tendência à dependência mútua. Tendo em vista a complexidade do cuidado ao doente crônico, faz-se necessário considerar a interação entre a equipe multidisciplinar, o cliente e sua família, visando proporcionar-lhes segurança e conforto no decorrer do tratamento. Como o período de adaptação é contínuo, e onde surgem as mais variadas necessidades, obviamente um único profissional não conseguirá atender a todas as demandas. Por isso, é importante que a equipe de enfermagem, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, dentre outros, mantenha a interação necessária para fornecer a terapêutica e orientação mais apropriada a cada tipo de cliente.
A alta é um momento importante para o cliente e seus familiares, pois significa sua volta ao contexto social. É uma fase de transição que causa muita ansiedade e preocupação para todos os envolvidos. Para minimizar esses sentimentos, faz-se importante a correta orientação quanto aos cuidados a serem prestados e as formas de adaptá-los no domicílio; bem como alertar o cliente sobre seu retorno ao serviço de saúde, para avaliação da evolução.
Para que os familiares efetivamente compreendam a complexidade dos cuidados (técnicas assépticas, manuseiodos curativos, grau de dependência, uso de medicações, etc.), as informações devem ser passadas paulatinamente. Esta estratégia evita que o momento da saída não seja conturbado por conta de um acúmulo de informações para a continuidade do bem-estar do cliente.
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