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DIREITO DO TRABALHO
Contrato de Trabalho e Contratos 
Afins
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250530379465
 
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DireiTo Do Trabalho 
Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Contrato de Trabalho e Contratos Afins . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Ponderações sobre Contratos Plúrimos e de Equipe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Contrato de Prestação de Serviço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3. Contrato de Mandato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4. Contrato de Parceria Rural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
5. Contrato de Representação Comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
6. Empregado Vendedor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
7. Contrato de Obra Certa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
8. Contratos em que o Estado é Empregador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
9. Ponderações sobre o Sistema de Cotas no Contrato de Trabalho . . . . . . . . . . . . 31
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Mapas Mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106
anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
 
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
aPreSeNTaÇÃoaPreSeNTaÇÃo
Olá, meu (minha) querido (a) aluno (a)! Como você está? Vamos para mais uma aula 
proveitosa, aproximando-se de sua sonhada aprovação!
Eu e a equipe do Gran Cursos Online estamos aqui para turbinar seus estudos a fim de 
que você seja aprovado! Meu nome é Maria Rafaela de Castro. Atualmente, sou Juíza do 
Trabalho Substituta no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 7ª Região.
Eu e toda a equipe do Gran Cursos estamos aqui para lhe dar o máximo de dicas teóricas, 
exercícios e responder questões de provas anteriores. Nesse ponto, este material vai lhe 
ajudar a chegar à posse. Espero seu feedback sobre a forma de explicação, didática e dúvidas 
lá no fórum do aluno.
Este material está repleto de INFORMAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS para as suas provas. Eu 
também elaborei questões inéditas para você verificar como a banca poderia surpreender.
No fim do nosso material, existe toda a jurisprudência atualizada sobre o tema, exatamente 
para que você esteja apto para as provas tanto em concursos mais simples, quanto mais 
complexos. A ideia é lançar o panorama de cada matéria.
Saiba que estou por aqui, do outro lado, estudando muito e preparando o melhor 
material para você conseguir alcançar seu sonho da aprovação como eu conquistei. Vamos 
juntos que vai dar certo!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Estou esperando 
as dúvidas no fórum do aluno. Preparado? Sempre acredite em si mesmo e lute pelo que 
você sonha! Pegue o café (descafeinado rs) e vamos nessa!
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
 
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
CONTRATO DE TRABALHO E CONTRATOS AFINSCONTRATO DE TRABALHO E CONTRATOS AFINS
1 . PoNDeraÇÕeS Sobre CoNTraToS PlÚriMoS e De 1 . PoNDeraÇÕeS Sobre CoNTraToS PlÚriMoS e De 
eQUiPeeQUiPe
Já estudamos a morfologia do contrato de trabalho. No entanto, para fins de deixar 
seu trabalho e estudo 100%, incluí alguns temas aqui para que seu desempenho superasse 
as expectativas. Vambora!
O contrato de trabalho, em regra, é individual. Mas é possível a realização de trabalho 
plúrimo caracterizado quando há um feixe de relações envolvidas, como, por exemplo, 
na contratação de uma banda de músicos, e o contrato então passa a ser da equipe, pois 
extrapola o senso individual.
Não estamos tratando de contratos coletivos, ou seja,de negócios comerciais, a 
representante comercial devidamente 
registrado. 
Adquire o direito às comissões quando do 
pagamento dos pedidos ou propostas.
O pagamento das comissões deverá ser 
efetuado até o dia 15 do mês subsequente 
ao da liquidação da fatura, acompanhada 
das respectivas cópias das notas fiscais.
FIM DA 
RELAÇÃO DE 
REPRESENTAÇÃO 
COMERCIAL
O pagamento das comissões a 
representante comercial contratado 
dependerá da liquidação da conta de 
comissão devida pelo representando ao 
representante contratante.
Se o contrato for rescindido sem motivo 
justo pelo representante contratante, o 
representante contratado fará jus ao aviso 
prévio e indenização na forma da lei.
As comissões deverão ser calculadas pelo 
valor total das mercadorias. 
Caso de rescisão injusta do contrato 
por parte do representando, a eventual 
retribuição pendente, gerada por pedidos 
em carteira ou em fase de execução e 
recebimento, terá vencimento na data da 
rescisão.
A denúncia, por qualquer das partes, 
sem causa justificada, do contrato de 
representação, ajustado por tempo 
indeterminado e que haja vigorado por 
mais de seis meses, obriga o denunciante 
à concessão de pré-aviso, com 
antecedência mínima de trinta dias, ou 
ao pagamento de importância igual a um 
terço (1/3) das comissões auferidas pelo 
representante, nos três meses anteriores. 
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
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É vedada no contrato de 
representação comercial a 
inclusão de cláusulas del credere. 
Prescreve em cinco anos a ação do 
representante comercial para pleitear 
a retribuição que lhe é devida e os 
demais direitos que lhe são 
garantidos por esta lei. 
Prevendo o contrato de representação a 
exclusividade de zona ou zonas, ou quando 
este for omisso, fará jus o representante à 
comissão pelos negócios aí realizados, ainda 
que diretamente pelo representado ou por 
intermédio de terceiros. 
São vedadas na representação 
comercial alterações que impli-
quem, direta ou indiretamente, a 
diminuição da média dos resultados 
auferidos pelo representante nos 
últimos seis meses de vigência. 
Ressalvada expressa vedação con-
tratual, o representante comercial 
poderá exercer sua atividade para 
mais de uma empresa e empregá-
-la em outros misteres ou ramos 
de negócios. 
Características 
da representação 
comercial 
ESPÉCIES DE 
CONTRATO POR 
REPRESENTAÇÃO 
COMERCIAL
Na hipótese de contrato a prazo certo, a 
indenização corresponderá à importância 
equivalente à média mensal da retribuição 
auferida até a data da rescisão, 
multiplicada pela metade dos meses 
resultantes do prazo contratual. 
Contrato com prazo determinado, uma 
vez prorrogado o prazo inicial, tácita 
ou expressamente, torna-se a prazo 
indeterminado. 
Considera-se por prazo indeterminado 
todo contrato que suceder, dentro de seis 
meses, a outro contrato, com ou sem 
determinação de prazo.
6 . eMPreGaDo VeNDeDor6 . eMPreGaDo VeNDeDor
O empregado vendedor tem tratamento legislativo específico, exatamente nos termos 
da Lei n. 3.207/1957. Aqui não se aplica a Lei do Representante Comercial, ou seja, a Lei n. 
4.886/1965. Temos os pagamentos mediante comissão.
Abaixo, apresentamos os postulados da Lei n. 3.207/1957.
Art. 1ºAs atividades dos empregados vendedores, viajantes ou pracistas serão reguladas pelos 
preceitos dessa lei, sem prejuízo das normas estabelecidas na Consolidação das Leis do Trabalho 
– Decreto-lei número 5.452, de 1 de maio de 1943 – CLT, no que lhes for aplicável.
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Art. 2º O empregado vendedor terá direito à comissão avançada sobre as vendas que realizar. 
No caso de lhe ter sido reservada expressamente, com exclusividade, uma zona de trabalho, terá 
esse direito sobre as vendas ali realizadas diretamente pela empresa ou por um preposto desta.
§ 1º A zona de trabalho do empregado vendedor poderá ser ampliada ou restringida de acordo 
com a necessidade da empresa, respeitados os dispositivos desta lei quanto à irredutibilidade 
da remuneração.
§ 2º Sempre que, por conveniência da empresa empregadora, for o empregado viajante 
transferido da zona de trabalho, com redução de vantagens, ser-lhe-á assegurado, como mínimo 
de remuneração, um salário correspondente à média dos 12 (doze) últimos meses, anteriores 
à transferência.
§ 3º A transação será considerada aceita se o empregador não a recusar por escrito, dentro de 
10 (dez) dias, contados da data da proposta. Tratando-se de transação a ser concluída com 
comerciante ou empresa estabelecida noutro Estado ou no estrangeiro, o prazo para aceitação 
ou recusa da proposta de venda será de 90 (noventa) dias podendo, ainda, ser prorrogado, por 
tempo determinado, mediante comunicação escrita feita ao empregado.
Art. 4º O pagamento das comissões e da percentagem deverá ser feito mensalmente, expedindo 
a empresa, no fim de cada mês, a conta respectiva com as cópias das faturas correspondentes 
aos negócios concluídos.
Parágrafo único. Ressalva-se às partes interessadas fixar outra época para o pagamento de 
comissões e percentagens, o que, no entanto, não poderá exceder a um trimestre, contado da 
aceitação do negócio, sendo sempre obrigatória a expedição, pela empresa, da conta referida 
neste artigo.
Art. 5º Nas transações em que a empresa se obrigar por prestações sucessivas, o pagamento 
das comissões e percentagens será exigível de acordo com a ordem de recebimento das mesmas.
Art. 6º A cessação das relações de trabalho, ou a inexecução voluntária do negócio pelo empregador, 
não prejudicará a percepção das comissões e percentagens devidas.
Art. 7º Verificada a insolvência do comprador, cabe ao empregador o direito de estornar a 
comissão que houver pago.
Art. 8º Quando for prestado serviço de inspeção e fiscalização pelo empregado vendedor, ficará 
a empresa vendedora obrigada ao pagamento adicional de 1/10 (um décimo) da remuneração 
atribuída ao mesmo.
Art. 9º O empregado vendedor viajante não poderá permanecer em viagem por tempo superior 
a 6 (seis) meses consecutivos. Em seguida a cada viagem haverá um intervalo para descanso, 
calculado na base de 3 (três) dias por mês da viagem realizada, não podendo, porém, ultrapassar 
o limite de 15 (quinze) dias.
Art. 10. Caracterizada a relação de emprego, aplicam-se os preceitos desta lei a quantos exercerem 
funções iguais, semelhantes ou equivalentes aos empregados viajantes, embora sob outras 
designações.
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Por fim, revise com nosso mapa mental:
Terá direito à comissão avençada 
sobre as vendas que realizar.
A zona de trabalho do empregado vendedor 
poderá ser ampliada ou restringida de acordo 
com a necessidade da empresa, respeitados 
os dispositivos desta lei quanto à irredutibilidade 
da remuneração. 
O empregado vendedor viajante não poderá 
permanecer em viagempor tempo superior 
a seis meses consecutivos. Em seguida a 
cada viagem haverá um intervalo para 
descanso, calculado na base de três 
dias por mês da viagem realizada, não 
podendo, porém, ultrapassar o limite de 15 dias. 
A cessação das relações de trabalho, ou 
a inexecução voluntária do negócio pelo 
empregador, não prejudicará a percepção 
das comissões e percentagens devidas. 
Assegurado, como mínimo 
de remuneração, um salário 
correspondente à média dos 
12 últimos meses, anteriores 
à transferência. 
Empregado 
vendedor 
O pagamento de comissões e percentagem 
deverá ser feito mensalmente, expedindo 
a empresa, no fim de cada mês, a conta 
respectiva com as cópias das faturas 
correspondentes aos negócios concluídos. 
A doutrina majoritária entende que não se aplica a cláusula del credere também para 
os vendedores. A lei específica, no entanto, foi silente.
7 . CoNTraTo De obra CerTa7 . CoNTraTo De obra CerTa
Define Godinho (2021, p. 700):
Contrato de obra certa é o pacto empregatício urbano a prazo, qualificado pela presença de um 
construtor em caráter permanente no polo empresarial da relação e pela execução da obra ou 
serviço certo como fato ensejador da prefixação do prazo contratual.
Assemelha-se aos contratos a termo, mas também se aplicam aqui os ditames da Lei 
n. 2.959/1956:
Art. 1º No contrato individual de trabalho por obra certa, as inscrições na carteira profissional 
do empregado serão feitas pelo construtor, desse modo constituído em empregador, desde que 
exerça a atividade em caráter permanente.
Art. 2º Rescindido o contrato de trabalho em face do término da obra ou serviço, tendo o 
empregado mais de 12 (doze) meses de serviço, ficar-lhe-á assegurada a indenização por tempo 
de trabalho na forma do art. 478 da Consolidação das Leis do Trabalho, com 30% (trinta por 
cento) de redução.
Aplicam-se as demais regras relacionadas à sucessividade, ao prazo, ao tempo de serviço, 
à rescisão etc. Incide aqui o art. 478 da CLT. Isso não prejudica também a percepção de 
FGTS. Aqui, o motivo justificador do contrato é a realização de obras ou serviços certos, 
vinculados ao objeto empresarial do construtor contratante do obreiro.
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8 . CoNTraToS eM QUe o eSTaDo É eMPreGaDor8 . CoNTraToS eM QUe o eSTaDo É eMPreGaDor
O Estado pode ser empregador, mas somente quando se trata de concurso público. Isso 
porque o legislador constituinte tornou obrigatória a realização de concurso público, no qual 
se submeterão aos regimes temporários, estatutários ou celetistas (empregados públicos).
No entanto, o Estado pode fazer a terceirização da relação de trabalho, mas isso não 
implica relação direta com o empregado, independentemente se for terceirização lícita ou 
ilícita, nos termos da Súmula n. 331 do TST.
Diante disso, aplica-se aqui a Súmula n. 331 do TST, muito cobrada em provas:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 331 do TST
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE
I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o 
vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário 
(Lei n. 6.019, de 03.01.1974).
II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera 
vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou 
fundacional (art. 37, II, da CF/1988).
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de 
vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de 
serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente 
a pessoalidade e a subordinação direta.
IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica 
a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, 
desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo 
judicial.
V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem 
subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta 
culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 8.666, de 21.06.1993, especialmente 
na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora 
de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero 
inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente 
contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas 
decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.
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No caso da terceirização com a ideia de prestação de serviço mediante interposta 
pessoa, aplica-se a Súmula n. 331 do TST. Nesse caso, o Estado será responsável por todas 
as verbas condenatórias.
É diferente quando se trata de contratação direta, pois, nesse caso, o Estado só poderá 
se responsabilizar pelo pagamento dos recolhimentos do FGTS e também pelo saldo de 
salário, considerando-se o salário hora com base no mínimo constitucional. Veja o teor da 
Súmula n. 363 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 363 do TST
CONTRATO NULO. EFEITOS
A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso 
público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao 
pagamento da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, 
respeitado o valor da hora do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Por isso, é importante você ficar esperto na leitura do enunciado da questão. Se for o 
caso de terceirização trabalhista, com interposta pessoa, é o caso da aplicação da Súmula 
n. 331 do TST.
Se a contratação foi direta com o Estado, aplica-se somente a Súmula n. 363 do TST. 
Nesse ponto, é preciso destacar a diferença:
SÚMULA N. 331 DO TST SÚMULA N. 363 DO TST
É o caso da terceirização trabalhista.
Nesse caso, trata-se de interposta pessoa.
Há responsabilização subsidiária do Estado.
Responsabiliza-se aqui o Estado por todas 
as verbas condenatórias, mas não é de 
forma automática.
Foi o caso de contratação direta pelo próprio Estado.
Não existem terceiras pessoas, mas somente o Estado e o 
empregado.
Aqui a responsabilidade é direta do Estado.
O Estado vai arcar apenas com as seguintes verbas: pagamento 
da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas 
trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e 
dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
9 . PoNDeraÇÕeS Sobre o SiSTeMa De CoTaS No 9 . PoNDeraÇÕeS Sobre o SiSTeMa De CoTaS No 
CoNTraTo De TrabalhoCoNTraTo De Trabalho
Acerca das cotas das pessoas com deficiência, a Lei n. 8.213/1991 trata da matéria nos 
seguintes termos:
Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais funcionários está obrigada a preencher de 2% (dois 
por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas 
portadoras de deficiência, na seguinte proporção:
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
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I – até 200 funcionários – 2%
II – de 201 a 500 funcionários – 3%
III – de 501 a 1.000 funcionários – 4%
IV – de 1.001 em diante – 5%
Em continuidade, é preciso estabelecer duas premissas principais: esses percentuais 
referem-se ao número total de funcionários, somando sede e filiais da empresa.
Outra observação importante é que as pessoas com deficiência podem ser contratadas 
e trabalharem em um único local, mas o ideal é que estejam distribuídos entre mais de 
uma unidade, reforçando a integração. A lei proíbe que todas as pessoas com deficiência 
trabalhem em um mesmo setor ou departamento da organização.
De acordo com a Lei da Aprendizagem, na CLT, a cota de aprendizes por empresa está 
fixada entre 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, calculada sobre o total de empregados 
cujas funções demandam formação profissional.
No caso das cotas do contrato de aprendizagem, analisemos o art. 429 da CLT, que 
dispõe o seguinte:
Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos 
Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalentes a cinco por cento, no 
mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, 
cujas funções demandam formação profissional.
É preciso destacar a importância da Instrução Normativa n. 146, a qual estabelece 
os postulados abaixo.
• (1) Segundo o art. 2º:
§ 1º Na conformação numérica de aplicação do percentual, ficam obrigados a contratar 
aprendizes os estabelecimentos que tenham pelo menos sete empregados contratados nas 
funções que demandam formação profissional [...] até o limite máximo de quinze por cento 
previsto no art. 429 da CLT.
• (2) Segundo o mesmo artigo:
§ 8º Ficam excluídos da base de cálculo da cota de aprendizes:
I – as funções que, em virtude de lei, exijam habilitação profissional de nível técnico ou superior;
II – as funções caracterizadas como cargos de direção, de gerência ou de confiança;
III – os trabalhadores contratados sob o regime de trabalho temporário; os aprendizes já 
contratados;
A Instrução Normativa prossegue postulando o seguinte:
Art. 3º Estão legalmente dispensadas do cumprimento da cota de aprendizagem:
I – as microempresas e as empresas de pequeno porte, optantes ou não pelo Regime Especial 
Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas 
de Pequeno Porte – Simples Nacional;
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II – as entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a educação profissional na modalidade 
aprendizagem, inscritas no Cadastro Nacional de Aprendizagem com curso validado.
Então, há duas cotas importantes para ficar esperto no concurso: pessoas com 
deficiência e de aprendizes. O questionamento que se faz é o seguinte: essas cotas são 
acumuláveis? Por exemplo, se for uma pessoa com deficiência, leva-se em consideração 
o preenchimento das duas cotas simultaneamente?
Resposta: não é possível. Ou preencherá uma cota ou outra. Não, a contratação de 
aprendiz com deficiência atende apenas para o preenchimento da cota de aprendizes, 
estabelecida pelo art. 429 da CLT.
Segundo cartilha editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (A Inclusão das 
Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, disponível em www.mte.gov.br), não há 
sobreposição das cotas, porque cada uma delas tem finalidades e condições próprias.
Após o término do contrato de aprendizagem, se o aprendiz portador de deficiência 
for efetivado na empresa, passando a trabalhar com contrato por prazo indeterminado, 
poderá ser computado na cota de deficiente da empresa, se esta não estiver completa.
O deficiente que é contado na cota de deficientes da empresa só poderá ser demitido 
após a contratação de substituto em condições semelhantes. Ou seja, pode ser em outra 
função, pois o objetivo da lei é o cumprimento da cota. Na cartilha editada pelo Ministério 
do Trabalho (A Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho), há a explicação 
do que deve ser entendido por condição semelhante:
Significa que outro trabalhador com deficiência deverá ser contratado, não sendo, necessariamente, 
trabalhador com a mesma deficiência do substituído. Assim, à guisa de exemplo, uma vaga 
anteriormente ocupada por deficiente físico não precisa ser substituída por outro deficiente 
físico, podendo ser qualquer pessoa com deficiência elencada no art. 4º do Decreto n. 3.298/1999, 
com alterações efetuadas pelo Decreto n. 5.296/2004. Igualmente, a substituição também pode 
ser em outra função, já que o objetivo é a contratação de outra pessoa com deficiência.
A demissão de uma pessoa com deficiência ensejará a contratação de outra pessoa 
com deficiência. Essa regra se observa enquanto a empresa não tiver atingido o percentual 
mínimo legal. Fora desse requisito, valem as regras gerais que disciplinam a rescisão 
do contrato de trabalho (art. 93, § 1º, da Lei n. 8.213/1991).
Para a reserva de cargos será considerada somente a contratação direta de pessoa com 
deficiência, excluído o aprendiz com deficiência de que trata a CLT, aprovada pelo Decreto-
Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943.
A sobreposição de cotas não é permitida, ou seja, um mesmo trabalhador não pode 
integrar a cota de aprendizagem e a cota de pessoas com deficiência ao mesmo tempo.
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E se a empresa não consegue atingir o percentual mínimo de cotas?
Há uma decisão recente do TST sobre a matéria que deve nortear você na resolução 
da prova. Segundo o TST, as empresas não podem ser punidas com multas e indenizações 
se não conseguirem profissionais no mercado para preenchimento de vagas de pessoas 
com deficiência. Segundo o TST, a despeito da obrigação legal — não é possível penalizar a 
empresa que tenta, mas que por fatos alheios à sua vontade, não consegue trabalhadores 
com deficiência em número suficiente.
A Seção de Dissídios Individuais I (SDI-I) do TST decidiu que as empresas não podem 
ser punidas com multas e indenizações se, a despeito de procurarem preencher as vagas, 
não conseguirem profissionais no mercado para preenchimento da cota.
Temos a aplicação da Lei n. 9615/1978 quando a prova cobra esse assunto.
Para o Direito do Trabalho, é importante ter acesso ao DESPORTO PROFISSIONAL, que é 
o caracterizado pela remuneração pactuada em contrato formal de trabalho entre o atleta 
e a entidade de prática desportiva.
BOMFIM (2022; p. 610) resume para nossas provas:
Logo, apenas o atleta de desporto profissional tem contrato de trabalho formal e por prazo 
determinado. O vínculo de desporto do atleta com a entidade desportiva contratante tem 
natureza acessória ao respectivo vínculo de emprego, dissolvendo-se com este na forma da lei. 
Ao atleta profissional é aplicada a lei especial em comento e, quando compatíveis, as regras da 
CLT – art. 28, §§ 1 e 2 da Lei n. 9615/1998.
Dessa forma, os atletas e entidades de prática desportiva são livres para organizar a 
atividade profissional, qualquer que seja sua modalidade,respeitados os termos desta Lei.
Considera-se competição profissional para os efeitos da Lei aquela promovida para 
obter a renda e disputada por atletas profissionais cuja remuneração decorra de contrato 
de trabalho desportivo.
As entidades de prática desportiva participantes de competições profissionais e as 
entidades de administração de desporto ou ligas em que se organizarem, independentemente 
da forma jurídica adotada, sujeitam os bens particulares de seus dirigentes ao disposto no 
art. 50 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002, além das sanções e responsabilidades 
previstas no caput do art. 1.017 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002, na hipótese 
de aplicarem créditos ou bens sociais da entidade desportiva em proveito próprio ou de 
terceiros.
A entidade poderá utilizar seus bens patrimoniais, desportivos ou sociais, inclusive 
imobiliários ou de propriedade intelectual, para integralizar sua parcela no capital de 
Sociedade Anônima do Futebol, ou oferecê-los em garantia, na forma de seu estatuto, 
ou, se omisso este, mediante aprovação de mais da metade dos associados presentes à 
assembleia geral especialmente convocada para deliberar o tema.
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Considera-se entidade desportiva profissional as entidades de prática desportiva 
envolvidas em competições de atletas profissionais, as ligas em que se organizarem e as 
entidades de administração de desporto profissional.
A atividade do atleta profissional é caracterizada por remuneração pactuada em contrato 
especial de trabalho desportivo, firmado com entidade de prática desportiva, no qual deverá 
constar, obrigatoriamente:
CLÁUSULA INDENIZATÓRIA 
desportiva, devida 
exclusivamente à entidade 
de prática desportiva à qual 
está vinculado o atleta, nas 
seguintes hipóteses:
a) transferência do atleta para outra entidade, nacional ou estrangeira, 
durante a vigência do contrato especial de trabalho desportivo; ou
b) por ocasião do retorno do atleta às atividades profissionais em outra 
entidade de prática desportiva, no prazo de até 30 (trinta) meses
CLÁUSULA COMPENSATÓRIA 
devida pela entidade de 
prática desportiva ao atleta:
Com a rescisão decorrente do inadimplemento salarial, de responsabilidade da 
entidade de prática desportiva empregadora, nos termos desta Lei;
Com a rescisão indireta, nas demais hipóteses previstas na legislação 
trabalhista; e
Com a dispensa imotivada do atleta.
E, ainda, devemos ter em mente o seguinte, pois para as provas objetivas, nota-se que 
é importante saber a distinção de cláusula indenizatória e compensatória:
CLÁUSULA 
INDENIZATÓRIA
Será livremente pactuado pelas partes e expressamente quantificado no instrumento 
contratual:
I até o limite máximo de 2.000 (duas mil) vezes o valor médio do salário contratual, 
para as transferências nacionais, sendo que são solidariamente responsáveis pelo 
pagamento da cláusula indenizatória desportiva o atleta e a nova entidade de prática 
desportiva empregadora.
II sem qualquer limitação, para as transferências internacionais.
CLÁUSULA 
COMPENSATÓRIA
Será livremente pactuado entre as partes e formalizado no contrato especial de trabalho 
desportivo, observando-se, como limite máximo, 400 (quatrocentas) vezes o valor do 
salário mensal no momento da rescisão e, como limite mínimo, o valor total de salários 
mensais a que teria direito o atleta até o término do referido contrato.
Ao atleta profissional, aplicam-se as normas gerais da legislação trabalhista e da Seguridade 
Social, ressalvadas as peculiaridades constantes desta Lei, especialmente as seguintes:
Jornada de trabalho desportiva normal de 44 (quarenta e quatro) horas semanais.
Repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas ininterruptas, preferentemente em dia subsequente 
à participação do atleta na partida, prova ou equivalente, quando realizada no final de semana.
Se conveniente à entidade de prática desportiva, a concentração não poderá ser superior a 3 (três) dias 
consecutivos por semana, desde que esteja programada qualquer partida, prova ou equivalente, amistosa 
ou oficial, devendo o atleta ficar à disposição do empregador por ocasião da realização de competição fora 
da localidade onde tenha sua sede.
Prazo de concentração poderá ser ampliado, independentemente de qualquer pagamento adicional, 
quando o atleta estiver à disposição da entidade de administração do desporto.
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Acréscimos remuneratórios em razão de períodos de concentração, viagens, pré-temporada e participação 
do atleta em partida, prova ou equivalente, conforme previsão contratual.
Férias anuais remuneradas de 30 (trinta) dias, acrescidas do abono de férias, coincidentes com o recesso 
das atividades desportivas.
A entidade de prática desportiva poderá suspender o contrato especial de trabalho 
desportivo do atleta profissional, ficando dispensada do pagamento da remuneração 
nesse período, quando o atleta for impedido de atuar, por prazo ininterrupto superior a 
90 (noventa) dias, em decorrência de ato ou evento de sua exclusiva responsabilidade, 
desvinculado da atividade profissional, conforme previsto no referido contrato.
 Obs.: GUARDE NO CORAÇÃO: ininterrupto superior a 90 (noventa) dias.
Quando o contrato especial de trabalho desportivo for por prazo inferior a 12 (doze) 
meses, o atleta profissional terá direito, por ocasião da rescisão contratual por culpa da 
entidade de prática desportiva empregadora, a tantos doze avos da remuneração mensal 
quantos forem os meses da vigência do contrato, referentes a férias, abono de férias e 
13º (décimo terceiro) salário.
BOMFIM (2022;611) resume para nossas provas:
A atividade do atleta profissional, sob qualquer modalidade desportiva, inclusive o jogador de 
futebol, é caracterizada por remuneração pactuada em contrato formal de trabalho firmado 
entre entidade de prática desportiva (empregador) e o atleta e deverá conter, obrigatoriamente, 
cláusula penal para as hipóteses de descumprimento, rompimento ou rescisão contratual – art. 
28 da Lei n. 9615/2018. O contrato firmado com um atleta profissional tem que ser por prazo 
determinado, com duração nunca inferior a três meses nem superior a cinco anos – art. 30 da 
Lei n. 9615/1998. Este prazo visa uma permanência maior do atleta para que possa demonstrar 
suas habilidades e desenvolvê-las.
O vínculo desportivo do atleta com a entidade de prática desportiva contratante 
constitui-se com o registro do contrato especial de trabalho desportivo na entidade de 
administração do desporto, tendo natureza acessória ao respectivo vínculo empregatício, 
dissolvendo-se, para todos os efeitos legais:
Com o término da vigência do contrato ou o seu distrato.
Com o pagamento da cláusula indenizatória desportiva ou da cláusula compensatória desportiva.
Com a rescisão decorrente do inadimplemento salarial, de responsabilidade da entidade de prática 
desportiva empregadora.
Com a rescisão indireta, nas demais hipóteses previstas na legislação trabalhista.
Com a dispensa imotivada do atleta.
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O valor da cláusula indenizatória desportiva será livremente pactuado pelas partes e 
expressamente quantificado no instrumento contratual: I até o limite máximo de 2.000 
(duas mil) vezes o valor médio do salário contratual, para as transferências nacionais; II 
sem qualquer limitação, para as transferências internacionais.
São solidariamente responsáveis pelo pagamento da cláusula indenizatória desportiva 
o atleta e a nova entidade de prática desportiva empregadora.
A cláusula compensatória será livremente pactuado entre as partes e formalizado 
no contrato especial de trabalho desportivo, observando-se, como limite máximo, 400 
(quatrocentas) vezes o valor do salário mensal no momento da rescisão e, como limite 
mínimo, o valor total de salários mensais a que teria direito o atleta até o término do 
referido contrato.
Não se aplicam ao contrato especial de trabalho desportivo os arts. 479 e 480 da 
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio 
de 1943, que são:
Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a 
remuneração a que teria direito até o termo do contrato.
Parágrafo único. Para a execução do que dispõe o presente artigo, o cálculo da parte variável ou 
incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente 
à rescisão dos contratos por prazo indeterminado.
Art. 480. Havendo termo estipulado, o empregado não se poderá desligar do contrato, sem 
justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato 
lhe resultarem.
§ 1º A indenização, porém, não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em 
idênticas condições.
A entidade de prática desportiva formadora do atleta terá o direito de assinar com ele, a 
partir de 16 (dezesseis) anos de idade, o primeiro contrato especial de trabalho desportivo, 
cujo prazo não poderá ser superior a 5 (cinco) anos.
 Obs.: MUITO CUIDADO COM O ATLETA COM IDADE MAIOR DE 16 ANOS: Caracteriza-se 
como autônomo o atleta maior de 16 (dezesseis) anos que não mantém relação 
empregatícia com entidade de prática desportiva, auferindo rendimentos por conta e 
por meio de contrato de natureza civil. O vínculo desportivo do atleta autônomo com 
a entidade de prática desportiva resulta de inscrição para participar de competição 
e não implica reconhecimento de relação empregatícia.
A filiação ou a vinculação de atleta autônomo a entidade de administração ou a sua 
integração a delegações brasileiras partícipes de competições internacionais não caracteriza 
vínculo empregatício. Cuidado! NÃO CARACTERIZA VÍNCULO.
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O que falamos acima não se aplica às modalidades desportivas coletivas.
O atleta não profissional em formação, maior de quatorze e menor de vinte anos de 
idade, poderá receber auxílio financeiro da entidade de prática desportiva formadora, sob 
a forma de bolsa de aprendizagem livremente pactuada mediante contrato formal, sem 
que seja gerado vínculo empregatício entre as partes.
A entidade de prática desportiva formadora fará jus a valor indenizatório se ficar 
impossibilitada de assinar o primeiro contrato especial de trabalho desportivo por oposição 
do atleta, ou quando ele se vincular, sob qualquer forma, a outra entidade de prática 
desportiva, sem autorização expressa da entidade de prática desportiva formadora, 
atendidas as seguintes condições:
O atleta deverá estar regularmente registrado e não pode ter sido desligado da entidade de prática 
desportiva formadora.
A indenização será limitada ao montante correspondente a 200 (duzentas) vezes os gastos comprovadamente 
efetuados com a formação do atleta.
O pagamento do valor indenizatório somente poderá ser efetuado por outra entidade de prática desportiva 
e deverá ser efetivado diretamente à entidade de prática desportiva formadora no prazo máximo de 15 
(quinze) dias, contados da data da vinculação do atleta à nova entidade de prática desportiva, para efeito 
de permitir novo registro em entidade de administração do desporto.
É considerada formadora de atleta a entidade de prática desportiva que: forneça aos 
atletas programas de treinamento nas categorias de base e complementação educacional.
Também deve cumular com os seguintes requisitos, sendo TODOS CUMULATIVOS:
Estar o atleta em formação inscrito por ela na respectiva entidade regional de administração do desporto 
há, pelo menos, 1 (um) ano.
Comprovar que, efetivamente, o atleta em formação está inscrito em competições oficiais.
Garantir assistência educacional, psicológica, médica e odontológica, assim como alimentação, transporte 
e convivência familiar.
Manter alojamento e instalações desportivas adequados, sobretudo em matéria de alimentação, higiene, 
segurança e salubridade.
Manter corpo de profissionais especializados em formação técnico desportiva.
Ser a formação do atleta gratuita e a expensas da entidade de prática desportiva.
Ajustar o tempo destinado à efetiva atividade de formação do atleta, não superior a 4 (quatro) horas 
por dia, aos horários do currículo escolar ou de curso profissionalizante, além de lhe propiciar a matrícula 
escolar, com exigência de frequência e satisfatório aproveitamento.
Comprovar que participa anualmente de competições organizadas por entidade de administração do 
desporto em, pelo menos, 2 (duas) categorias da respectiva modalidade desportiva.
Garantir que o período de seleção não coincida com os horários escolares.
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O contrato de formação desportiva a que se refere o § 4º deste artigo deverá incluir 
obrigatoriamente: identificação das partes e dos seus representantes legais; duração do 
contrato; direitos e deveres das partes contratantes, inclusive garantia de seguro de vida 
e de acidentes pessoais para cobrir as atividades do atleta contratado; e especificação dos 
itens de gasto para fins de cálculo da indenização com a formação desportiva.
A entidade de prática desportiva formadora e detentora do primeiro contrato especial de 
trabalho desportivo com o atleta por ela profissionalizado terá o direito de preferência 
para a primeira renovação deste contrato, cujo prazo não poderá ser superior a 3 (três) 
anos, salvo se para equiparação de proposta de terceiro.
Para assegurar seu direito de preferência, a entidade de prática desportiva formadora 
e detentora do primeiro contrato especial de trabalho desportivo deverá apresentar, até 
45 (quarenta e cinco) dias antes do término do contrato em curso, proposta ao atleta, de 
cujo teor deverá ser cientificada a correspondente entidade regional de administração do 
desporto, indicando as novas condições contratuais e os salários ofertados, devendo o atleta 
apresentar resposta à entidade de prática desportiva formadora, de cujo teor deverá ser 
notificadaa referida entidade de administração, no prazo de 15 (quinze) dias contados da 
data do recebimento da proposta, sob pena de aceitação tácita.
Na hipótese de outra entidade de prática desportiva resolver oferecer proposta mais 
vantajosa a atleta vinculado à entidade de prática desportiva que o formou, deve-se observar 
o seguinte: a entidade proponente deverá apresentar à entidade de prática desportiva 
formadora proposta, fazendo dela constar todas as condições remuneratórias e deverá 
dar conhecimento da proposta à correspondente entidade regional de administração.
A entidade de prática desportiva formadora poderá, no prazo máximo de 15 (quinze) 
dias, a contar do recebimento da proposta, comunicar se exercerá o direito de preferência.
A entidade de administração do desporto deverá publicar o recebimento das propostas 
nos seus meios oficiais de divulgação, no prazo de 5 (cinco) dias contados da data do 
recebimento.
Caso a entidade de prática desportiva formadora oferte as mesmas condições, e, ainda 
assim, o atleta se oponha à renovação do primeiro contrato especial de trabalho desportivo, 
ela poderá exigir da nova entidade de prática desportiva contratante o valor indenizatório 
correspondente a, no máximo, 200 (duzentas) vezes o valor do salário mensal constante 
da proposta.
A contratação do atleta em formação será feita diretamente pela entidade de prática 
desportiva formadora, sendo vedada a sua realização por meio de terceiros.
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A entidade de prática desportiva formadora deverá registrar o contrato de formação 
desportiva do atleta em formação na entidade de administração da respectiva modalidade 
desportiva.
Para assegurar seu direito de preferência, a entidade de prática desportiva formadora e 
detentora do primeiro contrato especial de trabalho desportivo deverá apresentar, até 45 
(quarenta e cinco) dias antes do término do contrato em curso, proposta ao atleta.
Sempre que ocorrer transferência nacional, definitiva ou temporária, de atleta profissional, 
até 5% (cinco por cento) do valor pago pela nova entidade de prática desportiva serão 
obrigatoriamente distribuídos entre as entidades de práticas desportivas que contribuíram 
para a formação do atleta, na proporção de:
• 1% (um por cento) para cada ano de formação do atleta, dos 14 (quatorze) aos 17 
(dezessete) anos de idade, inclusive
• 0,5% (meio por cento) para cada ano de formação, dos 18 (dezoito) aos 19 (dezenove) 
anos de idade, inclusive.
O percentual devido às entidades de prática desportiva formadora do atleta deverá 
ser calculado sempre de acordo com certidão a ser fornecida pela entidade nacional de 
administração do desporto, e os valores distribuídos proporcionalmente em até 30 (trinta) 
dias da efetiva transferência, cabendo-lhe exigir o cumprimento.
Caberá à entidade de prática desportiva cessionária do atleta reter do valor a ser pago 
à entidade de prática desportiva cedente 5% (cinco por cento) do valor acordado para a 
transferência, distribuindo-os às entidades de prática desportiva que contribuíram para 
a formação do atleta. Como exceção à regra, caso o atleta se desvincule da entidade de 
prática desportiva de forma unilateral, mediante pagamento da cláusula indenizatória 
desportiva, caberá à entidade de prática desportiva que recebeu a cláusula indenizatória 
desportiva distribuir 5% (cinco por cento) de tal montante às entidades de prática desportiva 
responsável pela formação do atleta.
PRAZO DO CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO: O contrato de trabalho 
do atleta profissional terá prazo determinado, com vigência nunca inferior a três meses 
nem superior a cinco anos.
As entidades desportivas profissionais poderão celebrar contratos de trabalho com 
atleta profissional por prazo determinado de, no mínimo, 30 (trinta) dias, durante o ano 
de 2020 ou enquanto perdurar calamidade pública nacional reconhecida pelo Congresso 
Nacional e decorrente de pandemia de saúde pública de importância internacional.
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A entidade de prática desportiva empregadora que estiver com pagamento de salário 
ou de contrato de direito de imagem de atleta profissional em atraso, no todo ou em parte, 
por período igual ou superior a três meses, terá o contrato especial de trabalho desportivo 
daquele atleta rescindido, ficando o atleta livre para transferir-se para qualquer outra 
entidade de prática desportiva de mesma modalidade, nacional ou internacional, e exigir 
a cláusula compensatória desportiva e os haveres devidos.
São entendidos como salário, o abono de férias, o décimo terceiro salário, as gratificações, 
os prêmios e demais verbas inclusas no contrato de trabalho.
A mora contumaz será considerada também pelo não recolhimento do FGTS e das 
contribuições previdenciárias.
O atleta com contrato especial de trabalho desportivo rescindido fica autorizado 
a transferir-se para outra entidade de prática desportiva, inclusive da mesma divisão, 
independentemente do número de partidas das quais tenha participado na competição, 
bem como a disputar a competição que estiver em andamento por ocasião da rescisão 
contratual.
É lícito ao atleta profissional recusar competir por entidade de prática desportiva quando 
seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em dois ou mais meses.
É importante conhecer os DEVERES do empregador (entidade de prática desportiva 
empregadora) e do empregado (atleta):
Deveres da entidade de prática
desportiva empregadora
Deveres do atleta
Registrar o contrato especial de trabalho 
desportivo do atleta profissional na entidade 
de administração da respectiva modalidade 
desportiva;
Proporcionar aos atletas profissionais as 
condições necessárias à participação nas 
competições desportivas, treinos e outras 
atividades preparatórias ou instrumentais;
Submeter os atletas profissionais aos exames 
médicos e clínicos necessários à prática desportiva.
Participar dos jogos, treinos, estágios e outras sessões 
preparatórias de competições com a aplicação e dedicação 
correspondentes às suas condições psicofísicas e técnicas;
Preservar as condições físicas que lhes permitam 
participar das competições desportivas, submetendo-se 
aos exames médicos e tratamentos clínicos necessários 
à prática desportiva;
Exercitar a atividade desportiva profissional de acordo 
com as regras da respectiva modalidade desportiva e 
as normas que regem a disciplina e a ética desportivas.
O atleta cedido temporariamente a outra entidade de prática desportiva que tiver os 
salários em atraso, no todo ou em parte, por mais de 2 (dois) meses, notificará a entidade 
de prática desportiva cedente para, querendo, purgar a mora, no prazo de 15 (quinze) dias.
O não pagamento ao atleta de salário e contribuições previstas em lei por parte da 
entidade de prática desportiva cessionária, por 2 (dois) meses, implicará a rescisão do 
contrato de empréstimo e a incidência da cláusula compensatória desportiva nele prevista, 
a ser paga ao atleta pela entidade de prática desportiva cessionária.
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Ocorrendo a rescisão mencionada, o atleta deverá retornar à entidade de prática 
desportiva cedente para cumprir o antigo contrato especial de trabalho desportivo.
Na cessão ou transferência de atleta profissional para entidade de prática desportiva 
estrangeira observar-se-ão as instruções expedidas pela entidade nacional de título.
As condições para transferência do atleta profissional para o exterior deverão integrar 
obrigatoriamente os contratos de trabalho entre o atleta e a entidade de prática desportiva 
brasileira que o contratou.
O valor da cláusula indenizatória desportiva internacional originalmente pactuada entre 
o atleta e a entidade de prática desportiva cedente, independentemente do pagamento 
da cláusula indenizatória desportiva nacional, será devido a esta pela entidade de prática 
desportiva cessionária caso esta venha a concretizar transferência internacional do mesmo 
atleta, em prazo inferior a 3 (três) meses, caracterizando o conluio com a entidade de 
prática desportiva estrangeira.
A participação de atletas profissionais em seleções será estabelecida na forma como 
acordarem a entidade de administração convocante e a entidade de prática desportiva cedente.
A entidade convocadora indenizará a cedente dos encargos previstos no contrato de 
trabalho, pelo período em que durar a convocação do atleta, sem prejuízo de eventuais 
ajustes celebrados entre este e a entidade convocadora.
O período de convocação estender-se-á até a reintegração do atleta à entidade que o 
cedeu, apto a exercer sua atividade.
DIREITO DE ARENA – MUITO COBRADO EM PROVAS: O direito de arena consiste na 
prerrogativa exclusiva de negociar, de autorizar ou de proibir a captação, a fixação, a emissão, 
a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens do espetáculo desportivo, por 
qualquer meio ou processo. Pertence às entidades de prática desportiva o direito de arena, 
consistente na prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação, a fixação, 
a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, por qualquer meio 
ou processo, de espetáculo desportivo de que participem. Serão distribuídos aos atletas 
profissionais, em partes iguais, 5% (cinco por cento) da receita proveniente da exploração 
de direitos desportivos audiovisuais do espetáculo desportivo
CUIDADO COM O DIREITO DE ARENA: Salvo convenção coletiva de trabalho em contrário, 
5% (cinco por cento) da receita proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais 
serão repassados aos sindicatos de atletas profissionais, e estes distribuirão, em partes 
iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo, como parcela de natureza civil.
O disposto mencionado não se aplica à exibição de flagrantes de espetáculo ou evento 
desportivo para fins exclusivamente jornalísticos, desportivos ou educativos ou para a 
captação de apostas legalmente autorizadas, respeitadas as seguintes condições: a captação 
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das imagens para a exibição de flagrante de espetáculo ou evento desportivo dar-se-á em 
locais reservados, nos estádios e ginásios, para não detentores de direitos ou, caso não 
disponíveis, mediante o fornecimento das imagens pelo detentor de direitos locais para 
a respectiva mídia; a duração de todas as imagens do flagrante do espetáculo ou evento 
desportivo exibidas não poderá exceder 3% (três por cento) do total do tempo de espetáculo 
ou evento; é proibida a associação das imagens exibidas com base neste artigo a qualquer 
forma de patrocínio, propaganda ou promoção comercial.
CUIDADO! É proibida a associação das imagens exibidas com base neste artigo a qualquer 
forma de patrocínio, propaganda ou promoção comercial.
Serão distribuídos aos atletas profissionais, em partes iguais, 5% (cinco por cento) da receita 
proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais do espetáculo desportivo.
O espectador pagante, por qualquer meio, de espetáculo ou evento desportivo equipara-
se, para todos os efeitos legais, ao consumidor. Pertence à entidade de prática desportiva 
de futebol mandante o direito de arena sobre o espetáculo desportivo.
 Obs.: DISTRIBUIÇÃO DA RECEITA PARA OS ATLETAS PROFISSIONAIS: A distribuição da 
receita terá caráter de pagamento de natureza civil, exceto se houver disposição 
em contrário constante de convenção coletiva de trabalho. O pagamento da verba 
será realizado por intermédio dos sindicatos das respectivas categorias, que serão 
responsáveis pelo recebimento e pela logística de repasse aos participantes do 
espetáculo, no prazo de até 72 (setenta e duas) horas, contado do recebimento das 
verbas pelo sindicato. Quanto aos campeonatos de futebol, consideram-se atletas 
profissionais todos os jogadores escalados para a partida, titulares e reservas.
Na hipótese de realização de eventos desportivos sem definição do mando de jogo, a 
captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, 
por qualquer meio ou processo, dependerão da anuência das entidades de prática desportiva 
de futebol participantes.
As disposições não se aplicam a contratos que tenham por objeto direitos de transmissão 
celebrados previamente à vigência de 2021, os quais permanecem regidos pela legislação 
em vigor na data de sua celebração.
Os contratos não podem atingir as entidades desportivas que não cederam seus direitos 
de transmissão para terceiros previamente à vigência deste artigo, as quais poderão cedê-
los livremente.
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É vedada a participação em competições desportivas profissionais de atletas não profissionais 
com idade superior a vinte anos.
É vedada a prática do profissionalismo, em qualquer modalidade, quando se tratar de: 
desporto educacional, seja nos estabelecimentos escolares de 1º e 2º graus ou superiores; 
desporto militar e menores até a idade de dezesseis anos completos.
As entidades de prática desportiva são obrigadas a contratar seguro de vida e de 
acidentes pessoais, vinculado à atividade desportiva, para os atletas profissionais, com o 
objetivo de cobrir os riscos a que eles estão sujeitos.
A importância segurada deve garantir ao atleta profissional, ou ao beneficiário por ele 
indicado no contrato de seguro, o direito a indenização mínima correspondente ao valor 
anual da remuneração pactuada.
A entidade de prática desportiva é responsável pelas despesas médico-hospitalares e 
de medicamentos necessários ao restabelecimento do atleta enquanto a seguradora não 
fizer o pagamento da indenização.
ATLETA PROFISSIONAL NO ESTRANGEIRO: Ao estrangeiro atleta profissional de modalidade 
desportiva poderá ser concedido visto, observadas as exigências da legislação específica, 
por prazo não excedente a 5 (cinco) anos e correspondente à duração fixada no respectivo 
contrato especial de trabalho desportivo, permitida uma única renovação.
A entidade de administraçãodo desporto será obrigada a exigir da entidade de prática 
desportiva o comprovante do visto de trabalho do atleta de nacionalidade estrangeira 
fornecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sob pena de cancelamento da inscrição 
desportiva.
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RESUMORESUMO
A ideia de pluralidade ou unilateralidade será em relação à quantidade de sujeitos 
obreiros existentes na relação. No primeiro caso, temos o contrato de equipe como, por 
exemplo, banda de músicos. A jurisprudência reconhece o vínculo de emprego com o contrato 
em equipe, reunidos os pressupostos dos arts. 2 e 3 da CLT. O contrato de equipe reúne 
uma série de feixes de contratos individuais. Com isso, cada trabalhador pode demandar 
judicialmente de forma individual.
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante 
a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de 
trabalho, salvo ajuste em contrário.
Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada 
mediante retribuição. No contrato de prestação de serviço, quando qualquer das partes 
não souber ler, nem escrever, o instrumento poderá ser assinado a rogo e subscrito por 
duas testemunhas. Observa-se a relevância do documento ser escrito, até pela mentalidade 
diferente do CC, que exige uma prestação mais formalizada.
Não se tendo estipulado, nem chegado a acordo as partes, fixar-se-á por arbitramento 
a retribuição, segundo o costume do lugar, o tempo de serviço e sua qualidade.
O contrato de prestação de serviço acaba com a morte de qualquer das partes. Termina, 
ainda, pelo escoamento do prazo, pela conclusão da obra, pela rescisão do contrato mediante 
aviso prévio, por inadimplemento de qualquer das partes ou pela impossibilidade da 
continuação do contrato, motivada por força maior.
A matéria referente à prestação de serviços não é regida pela CLT, como a relação de 
emprego, mas sim o CC, a partir do art. 593. Não sendo o prestador de serviço contratado 
para certo e determinado trabalho, entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço 
compatível com as suas forças e condições.
Um dos pontos mais importantes para as provas são os motivos de cessação do mandato:
I – pela revogação ou pela renúncia;
II – pela morte ou interdição de uma das partes;
III – pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes, ou o mandatário 
para os exercer;
IV – pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio.
O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato, 
e a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer, 
sem autorização, poderes que deveria exercer pessoalmente.
Exerce a representação comercial autônoma a pessoa jurídica ou a pessoa física, sem 
relação de emprego, que desempenha, em caráter não eventual por conta de uma ou mais 
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pessoas, a mediação para a realização de negócios mercantis, agenciando propostas ou 
pedidos, para, transmiti-los aos representados, praticando ou não atos relacionados com 
a execução dos negócios.
Prescreve em cinco anos a ação do representante comercial para pleitear a retribuição 
que lhe é devida e os demais direitos que lhe são garantidos por esta lei. Não constitui motivo 
justo para rescisão do contrato de representação comercial o impedimento temporário do 
representante comercial que estiver em gozo do benefício de auxílio-doença concedido 
pela previdência social.
Acerca das cotas das pessoas com deficiência, a Lei n. 8.213/1991 trata da matéria nos 
seguintes termos:
Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais funcionários está obrigada a preencher de 2% (dois 
por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas 
portadoras de deficiência, na seguinte proporção:
I – até 200 funcionários – 2%
II – de 201 a 500 funcionários – 3%
III – de 501 a 1.000 funcionários – 4%
IV – de 1.001 em diante – 5%
A sobreposição de cotas não é permitida, ou seja, um mesmo trabalhador não pode 
integrar a cota de aprendizagem e a cota de pessoas com deficiência ao mesmo tempo.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 363 do TST
CONTRATO NULO. EFEITOS. A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 
2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, 
em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário 
mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Define Godinho (2021, p. 700):
Contrato de obra certa é o pacto empregatício urbano a prazo, qualificado pela presença de um 
construtor em caráter permanente no polo empresarial da relação e pela execução da obra ou 
serviço certo como fato ensejador da prefixação do prazo contratual.
O empregado vendedor tem tratamento legislativo específico, exatamente nos termos 
da Lei n. 3.207/1957. Aqui não se aplica a Lei do Representante Comercial, ou seja, a Lei 
n. 4.886/1965. Temos os pagamentos mediante comissão. As atividades dos empregados 
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vendedores, viajantes ou pracistas serão reguladas pelos preceitos de referida Lei, sem 
prejuízo das normas estabelecidas na CLT, no que lhes for aplicável.
Para a reserva de cargos, será considerada somente a contratação direta de pessoa com 
deficiência, excluído o aprendiz com deficiência de que trata a CLT, aprovada pelo Decreto-
Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943.
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MAPAS MENTAISMAPAS MENTAIS
É possível aviso prévio na prestação 
de serviços, nos termos do Código Civil
Aviso prévio de oito dias, se o salário se 
houver fixado por tempo de um mês ou 
mais.Aviso prévio na véspera, quando se tenha 
contratado por menos de sete dias.
Aviso prévio de quatro dias, 
se o salário se tiver ajustado 
por semana ou quinzena.
Aviso prévio
na prestação
de serviços 
Regulamentada pelo CC (não, pela CLT).
Toda a espécie de serviço ou trabalho 
lícito, material ou imaterial pode ser 
contratada mediante retribuição.
O prestador de serviço contratado 
não se pode ausentar ou despedir 
sem justa causa, antes de preenchido 
o tempo ou concluída a obra. 
Decorridos quatro anos, dar-se-á 
por findo o contrato, ainda que 
não concluída a obra. A retribuição pagar-se-á depois 
de prestado o serviço, se, por 
convençãoou costume, não 
houver de ser adiantada, ou 
paga em prestações.
Não se poderá convencionar 
por mais de quatro anos.
Prestação 
de serviços 
Quando alguém recebe de outrem 
poderes para, em seu nome, praticar 
atos ou administrar interesses.
Todas as pessoas capazes são aptas 
para dar procuração mediante 
instrumento particular.
O mandato presume-se gratuito 
quando não houver sido 
estipulada retribuição.
Não se admite mandato verbal 
quando o ato deva ser 
celebrado por escrito.
Pode ser expresso ou tácito, 
verbal ou escrito.
Contrato 
de mandato 
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É obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo 
mandatário.
Pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas 
da execução do mandato, ainda que o negócio não surta o 
esperado efeito.
Ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a exe-
cução do mandato, sempre que não resultem de culpa sua ou 
de excesso de poderes. 
É obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução 
do mandato.
Tem que indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou 
daquele a quem substabelecer, sem autorização, poderes que 
devia exercer pessoalmente.
É obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante, trans-
ferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato, por qual-
quer título que seja. 
Partes da relação de 
mandato
Mandante 
Mandatário 
PARCERIA 
RURAL
A posse ou uso temporário da terra 
serão exercidos em virtude de contrato 
expresso ou tácito.
Estabelecido entre o proprietário e os 
que nela exercem atividade agrícola ou 
pecuária.
Sob forma de arrendamento rural, de 
parceria agrícola, pecuária, agro industrial 
e extrativa.
O prazo dos contratos de parceria, desde 
que não convencionados pelas partes, 
será no mínimo de três anos, assegurado 
ao parceiro o direito à conclusão da 
colheita.
As despesas com o tratamento e criação 
dos animais, não havendo acordo em 
contrário, correrão por conta do parceiro 
tratador e criador.
Aplicam-se à parceria agrícola, pecuária, 
agropecuária, agroindustrial ou extrativa 
às normas pertinentes ao arrendamento 
rural, no que couber, bem como as regras 
do contrato de sociedade.
Eventual adiantamento do montante 
prefixado não descaracteriza o contrato 
de parceria.
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
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REPRESENTANTE 
COMERCIAL 
CONCEITO E R$
Pessoa jurídica ou a pessoa física, sem 
relação de emprego.
Desempenha, em caráter não eventual 
por conta de uma ou mais pessoas, a 
mediação para a realização de negócios 
mercantis.
Pode agenciar propostas ou pedidos, 
para, transmiti-los aos representados, 
praticando ou não atos relacionados com 
a execução dos negócios.
Obrigatório o registro dos que exerçam a 
representação comercial autônoma nos 
Conselhos Regionais.
Somente será devida remuneração, como 
mediador de negócios comerciais, a 
representante comercial devidamente 
registrado. 
Adquire o direito às comissões quando do 
pagamento dos pedidos ou propostas.
O pagamento das comissões deverá ser 
efetuado até o dia 15 do mês subsequente 
ao da liquidação da fatura, acompanhada 
das respectivas cópias das notas fiscais.
FIM DA 
RELAÇÃO DE 
REPRESENTAÇÃO 
COMERCIAL
O pagamento das comissões a 
representante comercial contratado 
dependerá da liquidação da conta de 
comissão devida pelo representando ao 
representante contratante.
Se o contrato for rescindido sem motivo 
justo pelo representante contratante, o 
representante contratado fará jus ao aviso 
prévio e indenização na forma da lei.
As comissões deverão ser calculadas pelo 
valor total das mercadorias. 
Caso de rescisão injusta do contrato 
por parte do representando, a eventual 
retribuição pendente, gerada por pedidos 
em carteira ou em fase de execução e 
recebimento, terá vencimento na data da 
rescisão.
A denúncia, por qualquer das partes, 
sem causa justificada, do contrato de 
representação, ajustado por tempo 
indeterminado e que haja vigorado por 
mais de seis meses, obriga o denunciante 
à concessão de pré-aviso, com 
antecedência mínima de trinta dias, ou 
ao pagamento de importância igual a um 
terço (1/3) das comissões auferidas pelo 
representante, nos três meses anteriores. 
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É vedada no contrato de 
representação comercial a 
inclusão de cláusulas del credere. 
Prescreve em cinco anos a ação do 
representante comercial para pleitear 
a retribuição que lhe é devida e os 
demais direitos que lhe são 
garantidos por esta lei. 
Prevendo o contrato de representação a 
exclusividade de zona ou zonas, ou quando 
este for omisso, fará jus o representante à 
comissão pelos negócios aí realizados, ainda 
que diretamente pelo representado ou por 
intermédio de terceiros. 
São vedadas na representação 
comercial alterações que impli-
quem, direta ou indiretamente, a 
diminuição da média dos resultados 
auferidos pelo representante nos 
últimos seis meses de vigência. 
Ressalvada expressa vedação con-
tratual, o representante comercial 
poderá exercer sua atividade para 
mais de uma empresa e empregá-
-la em outros misteres ou ramos 
de negócios. 
Características 
da representação 
comercial 
ESPÉCIES DE 
CONTRATO POR 
REPRESENTAÇÃO 
COMERCIAL
Na hipótese de contrato a prazo certo, a 
indenização corresponderá à importância 
equivalente à média mensal da retribuição 
auferida até a data da rescisão, 
multiplicada pela metade dos meses 
resultantes do prazo contratual. 
Contrato com prazo determinado, uma 
vez prorrogado o prazo inicial, tácita 
ou expressamente, torna-se a prazo 
indeterminado. 
Considera-se por prazo indeterminado 
todo contrato que suceder, dentro de seis 
meses, a outro contrato, com ou sem 
determinação de prazo.
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Terá direito à comissão avençada 
sobre as vendas que realizar.
A zona de trabalho do empregado vendedor 
poderá ser ampliada ou restringida de acordo 
com a necessidade da empresa, respeitados 
os dispositivos desta lei quanto à irredutibilidade 
da remuneração. 
O empregado vendedor viajante não poderá 
permanecer em viagem por tempo superior 
a seis meses consecutivos. Em seguida a 
cada viagem haverá um intervalo para 
descanso, calculado na base de três 
dias por mês da viagem realizada, não 
podendo, porém, ultrapassar o limite de 15 dias. 
A cessação das relações de trabalho, ou 
a inexecução voluntária do negócio pelo 
empregador, não prejudicará a percepção 
das comissões e percentagensdevidas. 
Assegurado, como mínimo 
de remuneração, um salário 
correspondente à média dos 
12 últimos meses, anteriores 
à transferência. 
Empregado 
vendedor 
O pagamento de comissões e percentagem 
deverá ser feito mensalmente, expedindo 
a empresa, no fim de cada mês, a conta 
respectiva com as cópias das faturas 
correspondentes aos negócios concluídos. 
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (TRT 14/TRT14/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Julgue o item que se segue.
A idade mínima estabelecida é de 18 anos para os contratos de emprego, todavia, a partir 
dos 14 anos duas possibilidades estão juridicamente previstas, quais sejam, de auferimento 
de rendimentos através de um contrato civil, caracterizando o atleta como trabalhador 
autônomo, ou, dentro de condições preestabelecidas, como empregado por contrato 
especial de trabalho, caso a entidade seja formadora do atleta.
002. 002. (TRT 14/TRT14/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho do atleta profissional terá prazo determinado, com vigência nunca 
inferior a três meses nem superior a cinco anos, sendo certo que, nos termos do entendimento 
jurisprudencial dominante, tem-se que as prorrogações por indefinidas vezes desnaturam 
o contrato por prazo determinado.
003. 003. (TRT 14/TRT14/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Julgue o item que se segue.
O termo “luvas” se refere à prerrogativa exclusiva de autorização sobre a transmissão, 
utilização e fixação de imagens nos eventos esportivos, sendo atualmente fixado o repasse 
em 5% e, em termos remuneratórios, tem caráter indenizatório.
004. 004. (TRT2/TRT2/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2009) Julgue o item que se segue.
O vínculo desportivo do atleta com a entidade desportiva contratante tem natureza 
acessória ao respectivo vínculo trabalhista, dissolvendo-se, para todos os efeitos legais, com 
o término da vigência do contrato de trabalho desportivo ou com o pagamento da cláusula 
penal ou ainda com a rescisão decorrente do inadimplemento salarial de responsabilidade 
da entidade desportiva empregadora prevista na Lei.
005. 005. (TRT2/TRT2/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2009) Julgue o item que se segue.
Não se pode admitir a incidência da cláusula penal quando o atleta mantém vínculo contratual 
até o termo final do prazo determinado pelas partes, vez que a cláusula é aplicável somente 
quando o pacto se extingue antecipadamente.
006. 006. (FGV/OAB/2019) Vera Lúcia tem 17 anos e foi contratada como atendente em uma 
loja de conveniência, trabalhando em escala de 12x36 horas, no horário de 19 às 7h, com 
pausa alimentar de 1 hora. Essa escala é prevista no acordo coletivo assinado pela loja com 
o sindicato de classe, em vigor. A empregada teve a CTPS assinada e tem, como atribuições, 
auxiliar os clientes, receber o pagamento das compras e dar o troco quando necessário. 
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Diante do quadro apresentado e das normas legais, assinale a afirmativa correta.
a) A hipótese trata de trabalho proibido.
b) O contrato é plenamente válido.
c) A situação retrata caso de atividade com objeto ilícito.
d) Por ter 17 anos, Vera Lúcia fica impedida de trabalhar em escala 12x36 horas, devendo 
ser alterada a jornada.
007. 007. (FGV/OAB/2019) Edimilson é vigia noturno em um condomínio residencial de 
apartamentos. Paulo é vigilante armado de uma agência bancária. Letícia é motociclista 
de entregas de uma empresa de logística. Avalie os três casos apresentados e, observadas 
as regras da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Paulo e Letícia exercem atividade perigosa e fazem jus ao adicional de periculosidade. A 
atividade de Edimilson não é considerada perigosa, e, por isso, ele não deve receber adicional.
b) Considerando que os três empregados não lidam com explosivos e inflamáveis, salvo 
por disposição em norma coletiva, nenhum deles terá direito ao recebimento de adicional 
de periculosidade.
c) Os três empregados fazem jus ao adicional de periculosidade, pois as profissões de 
Edimilson e Paulo estão sujeitas ao risco de violência física e, a de Letícia, a risco de vida.
d) Apenas Paulo e Edimilson têm direito ao adicional de periculosidade por conta do risco 
de violência física.
008. 008. (FGV/OAB/2017) Um representante comercial ajuíza ação na Justiça do Trabalho 
pedindo a devolução de descontos. Ele explica que sua comissão sobre as vendas é de 5%, 
mas que pode optar pelo percentual de 10%, desde que se comprometa a pagar o valor 
da venda, caso o comprador fique inadimplente. Alega que sempre fez a opção pelos 10%, 
e que, nos casos de inadimplência, teve de pagar o valor do negócio para depois tentar 
reaver a quantia do comprador, o que caracterizaria transferência do risco da atividade 
econômica. Diante do caso apresentado e da lei de regência, assinale a afirmativa correta.
a) A prática é válida porque o representante não é empregado nos moldes da CLT, além de 
ter sido uma opção por ele tomada.
b) O caso traduz um truck system, sendo que a lei limita o prejuízo do representante comercial 
a 50% da venda não paga.
c) A norma de regência é omissa a respeito desta situação, razão pela qual é válida, na 
medida em que se trata de relação de direito privado.
d) A situação caracteriza a cláusula del credere, vedada pela Lei de Representação Comercial.
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
009. 009. (FGV/OAB/2017) Suely trabalha na casa de Rogério como cuidadora de seu pai, pessoa 
de idade avançada e enferma, comparecendo de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 17:00 
h, com intervalo de uma hora para refeição. De acordo com o caso narrado e a legislação 
de regência, assinale a afirmativa correta.
a) O controle escrito não é necessário, porque menos de 10 empregados trabalham na 
residência de Rogério.
b) A lei de regência prevê que as partes podem acertar, por escrito, a isenção de marcação 
da jornada normal, assinalando apenas a eventual hora extra.
c) A Lei é omissa a respeito, daí por que a existência de controle deve ser acertada entre 
as partes envolvidas no momento da contratação.
d) Rogério deve, por força de Lei, manter controle escrito dos horários de entrada e saída 
da empregada doméstica.
010. 010. (FGV/OAB/2012) Maria foi contratada pela empresa Bolos S.A. para exercer a função 
de copeira, cumprindo jornada de trabalho de segunda a sexta-feira das 13:00 h às 17:00 h, 
sem intervalo alimentar. Decorridos dois anos do início do pacto contratual, foi a empregada 
dispensada, recebendo as parcelas da ruptura. Contudo, inconformada porque jamais lhe 
foi permitido usufruir de intervalo para descanso e alimentação, Maria ajuíza reclamação 
trabalhista postulando o pagamento do período correspondente ao intervalo alimentar 
não concedido. Diante da hipótese relatada, assinale a afirmativaaqueles provenientes da negociação 
coletiva, os quais estudaremos lá em Direito Coletivo. No PDF presente, estamos tratando 
de indivíduos, mas cujo trabalho desenvolvido ultrapassa os limites da individualidade.
Veja a posição de Godinho (2020, p. 659):
O Contrato coletivo de trabalho corresponde à figura do Direito Coletivo do Trabalho, mediante 
a qual seres coletivos empresariais e obreiros pactuam cláusulas assecuratórias de direitos 
e obrigações entre si e os dispositivos fixadores de normas jurídicas autônomas aplicáveis à 
respectiva base econômico-social.
Então, na classificação doutrinária, existem, sim, duas espécies de contratos, a depender 
do número de empregados envolvidos: contratos individuais ou plúrimos (de equipe)11.
A ideia de pluralidade ou unilateralidade será em relação à quantidade de sujeitos obreiros 
existentes na relação. Comparece, no caso de contratos plúrimos, mais de um trabalhador 
no polo ativo. Existe, aqui, uma UNIDADE LABORATIVA.
Não existe previsão da modalidade de contratos plúrimos na Consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT). A jurisprudência vem reconhecendo como mero conjunto de contratos 
individuais entre cada empregado e o empregador comum. Com isso, cada trabalhador 
pode demandar judicialmente de forma individual. Esse entendimento está amparado pelo 
princípio do acesso ao Poder Judiciário e do direito de ação.
1 Alguns doutrinadores fazem distinção entre trabalhos em equipe e trabalho plúrimos, mas, para fins de prova, em geral, 
consideram-se como sinônimos, não sendo aprofundada essa distinção nas provas objetivas.
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
A jurisprudência reconhece o vínculo de emprego com o contrato em equipe, reunindo 
os pressupostos dos arts. 2 e 3 da CLT; porém, considera que cada trabalhador tem direito 
de receber o seu salário.
Não é preciso que toda a equipe, junta, ajuíze ação no Judiciário para reconhecimento 
de seus direitos. No caso em comento, cada empregado da equipe pode ajuizar sua 
própria demanda.
Nesse ponto, Godinho (2020, p. 661) arremata:
Nesse quadro normativo e jurisprudencial, ainda que haja apenas um único instrumento do 
contrato, formar-se-iam relações jurídicas empregatícias específicas entre cada obreiro e 
o empregador comum, podendo, desse modo, cada um deles demandar individualmente o 
empregador. É o que ocorreria, por exemplo, com os músicos integrantes de uma orquestra 
vinculada estruturalmente a um clube de dança.
Os tribunais estão compreendendo que o contrato de equipe reúne uma série de 
feixes de contratos individuais, numa conexão orgânica envolvendo os componentes do 
grupo, que prestam, em conjunto, um único serviço ao empregador. Assim, não há relações 
particularizadas, mas de toda a equipe ao mesmo tempo.
O contrário, no entanto, não torna o contrato plúrimo. Dessa feita, se existe mais de um 
empregador ou grupo econômico, o trabalhador mantém uma relação de contrato individual. 
Por exemplo, no caso de empregado de um grupo econômico, o contrato continua sendo 
individual. A situação jurídica do empregado não muda.
Nesse ponto, destaca-se, desta feita, a Súmula 129 do Tribunal Superior do Trabalho (TST):
JURISPRUDÊNCIA
CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO. A prestação de serviços a mais de 
uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de trabalho, 
não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em 
contrário.
2 . CoNTraTo De PreSTaÇÃo De SerViÇo2 . CoNTraTo De PreSTaÇÃo De SerViÇo
Deve-se destacar, primeiramente, o conhecimento de uma portaria do ano de 2018, 
relacionada ao então chamado Ministério do Trabalho. Nesse sentido, destaca-se a importância 
de conhecer o teor do art. 1, pois, vez ou outra, é lembrado em provas. Veja a Portaria n. 349:
Art. 1º A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as formalidades legais, com ou sem 
exclusividade, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3º 
do Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943, que aprova a Consolidação das Leis do Trabalho.
§ 1º Não caracteriza a qualidade de empregado prevista no art. 3º da Consolidação das Leis do 
Trabalho o fato de o autônomo prestar serviços a apenas um tomador de serviços.
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
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§ 2º O autônomo poderá prestar serviços de qualquer natureza a outros tomadores de serviços 
que exerçam ou não a mesma atividade econômica, sob qualquer modalidade de contrato de 
trabalho, inclusive como autônomo.
§ 3º Fica garantida ao autônomo a possibilidade de recusa de realizar atividade demandada 
pelo contratante, garantida a aplicação de cláusula de penalidade, caso prevista em contrato.
§ 4º Motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, parceiros, e trabalhadores de 
outras categorias profissionais reguladas por leis específicas relacionadas a atividades compatíveis 
com o contrato autônomo, desde que cumpridos os requisitos do caput, não possuirão a qualidade 
de empregado prevista o art. 3º da Consolidação das Leis do Trabalho.
§ 5º Presente a subordinação jurídica, será reconhecido o vínculo empregatício.
Aqui há diferença entre contrato e emprego. Isso porque, no contrato de prestação de 
serviços, existe o prestador com autonomia para a realização de serviços referentes a uma 
ou mais tarefas para outrem, mediante uma retribuição específica.
Não tratamos dessa matéria na CLT, mas sim no Código Civil (CC). Assim, destaca-se o 
art. 593, que preceitua: “A prestação de serviço, que não estiver sujeita às leis trabalhistas 
ou a lei especial, reger-se-á pelas disposições deste Capítulo”.
Motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, parceiros, e trabalhadores 
de outras categorias profissionais reguladas por leis específicas relacionadas a atividades 
compatíveis com o contrato autônomo, desde que cumpridos os requisitos do caput, não 
possuirão a qualidade de empregado prevista no art. 3º da CLT. Presente a subordinação 
jurídica, será reconhecido o vínculo empregatício.
Logo, muito embora a matéria seja julgada na Justiça do Trabalho, o fato é que a 
prestação de serviços é tratada mediante a legislação civil.
CUIDADO! SOBRE A PEJOTIZAÇÃO – o Ministro Gilmar Mendes pausou a tramitação de 
todos os processos sobre o tema no país, até que o Supremo firme um entendimento 
que deverá ser observado por todos os tribunais. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo 
Tribunal Federal, determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam da 
licitude da contratação de trabalhador autônomo ou pessoa jurídica para a prestação de 
serviços, a chamada “pejotização”. Esse tipo de contrato é comum em diversos setores, 
como representação comercial, corretagem de imóveis, advocacia associada, saúde, artes, 
tecnologia da informação, entregas por motoboys, entre outros. No Recurso Extraordinário 
com Agravo (ARE) 1532603, o Plenário reconheceu, neste mês, a repercussão geral da 
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.correta.
a) A ex-empregada faz jus ao pagamento de uma hora extraordinária diária, haja vista a 
supressão do intervalo intrajornada, na forma do art. 71, § 4º, da CLT.
b) A ex-empregada faz jus ao pagamento de apenas 15 minutos diários a título de horas 
extraordinárias, haja vista a supressão do intervalo intrajornada, na forma do art. 71, § 4º, da CLT.
c) A ex-empregada não faz jus ao pagamento de horas extraordinárias, porquanto diante 
da carga horária cumprida, não lhe era assegurada a fruição de intervalo intrajornada.
d) A ex-empregada faz jus ao pagamento de indenização correspondente ao valor de uma 
hora extraordinária diária, haja vista a supressão do intervalo intrajornada.
011. 011. (INÉDITA/2021) Sobre as relações de direito do trabalho, as finalidades existentes 
na Constituição Federal de 1988 sobre a proteção dos direitos sociais e, principalmente, 
considerando as funções do direito do trabalho reconhecidas pela doutrina majoritária, 
assinale a alternativa correta:
a) Constitui função central do direito do trabalho a melhoria das condições de pactuação 
da força de trabalho na ordem socioeconômica.
b) O trabalhador avulso tem os mesmos direitos assegurados ao trabalhador temporário.
c) Não há diferença entre o trabalho avulso e o trabalho eventual.
d) Os direitos do trabalhador avulso precisam estar previstos em convenção ou acordo 
coletivo de trabalho.
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DireiTo Do Trabalho 
Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
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012. 012. (FGV/OAB/2012) Assinale a alternativa em que há, incontroversamente, responsabilidade 
solidária no âmbito trabalhista.
a) No contrato de empreitada, em relação ao dono da obra, quanto aos créditos dos 
empregados do empreiteiro.
b) No contrato de terceirização lícita, em relação ao tomador dos serviços, quanto aos 
créditos dos empregados da prestadora dos serviços.
c) Das partes vencidas nos dissídios coletivos, pelo valor das custas.
d) No contrato temporário, em relação ao tomador ou cliente, caso a empresa de trabalho 
temporário tenha a recuperação judicial deferida.
013. 013. (FGV/OAB/2011) João da Silva decidiu ampliar o seu consultório médico e, para isso, 
contratou o serviço do empreiteiro Vivaldo Fortuna. Ambos ajustaram o valor de R$ 5.000,00, 
cujo pagamento seria feito da seguinte maneira: metade de imediato e a outra metade 
quando do encerramento do serviço. Logo no início dos trabalhos, Vivaldo contratou os 
serventes Reginaldo Nonato e Simplício de Deus, prometendo-lhes o pagamento de um 
salário mínimo mensal. Ocorre que, passados três meses, Reginaldo e Simplício nada 
receberam. Tentaram entrar em contato com Vivaldo, mas este tinha desaparecido. Por 
conta disso, abandonaram a obra e ajuizaram uma ação trabalhista em face de João da Silva, 
pleiteando os três meses de salários atrasados, além das verbas resilitórias decorrentes 
da rescisão indireta provocada por Vivaldo. Diante desse caso concreto, é correto afirmar 
que João da Silva
a) deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da 
rescisão indireta, uma vez que é o sucessor trabalhista de Vivaldo Fortuna.
b) deve ser condenado a pagar apenas os salários atrasados, mas não as verbas resilitórias, 
uma vez que não foi ele quem deu causa à rescisão indireta.
c) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes 
da rescisão indireta, uma vez que a obra não foi devidamente encerrada.
d) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes 
da rescisão indireta, uma vez que é o dono da obra e não desenvolve atividade de construção 
ou incorporação.
014. 014. (INÉDITA/2021) O Direito do Trabalho destaca-se por seu caráter teleológico com a 
presença de princípios, regras e institutos para fins de melhoria das condições de pactuação 
da força de trabalho na ordem socioeconômica. Assinale a alternativa incorreta sobre 
a temática:
a) O surgimento do Direito do Trabalho se deu, portanto, numa época de flexibilidade 
das relações entre trabalhador e empregador, que se apoiavam numa linha de produção 
conforme a demanda.
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DireiTo Do Trabalho 
Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
b) O Direito do Trabalho é um instrumento de realização da justiça social e de tutela do 
trabalhador e suas funções somente podem ser cumpridas se previstas em uma estrutura 
jurídica formal.
c) O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, e por prazo determinado ou indeterminado.
d) O Direito do Trabalho envolve somente o direito individual nas relações trabalhistas, sem 
previsão para o direito coletivo do trabalho.
015. 015. (CESPE/OAB/2019) Assinale a opção correta de acordo com o contrato individual de 
trabalho regido pela CLT.
a) O referido contrato somente poderá ser acordado de forma expressa.
b) É exigida forma especial para a validade e eficácia do contrato em apreço, motivo pelo 
qual não é permitida a forma verbal.
c) Um contrato de trabalho por prazo determinado de dois anos poderá ser prorrogado 
uma única vez, por igual período.
d) No contrato mencionado, o contrato de experiência poderá ser prorrogado uma única 
vez, porém não poderá exceder o prazo de noventa dias.
016. 016. (CESPE/OAB/2009) Assinale a opção correta acerca do aviso prévio na CLT e em 
conformidade com o entendimento do TST.
a) A falta de aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários 
correspondentes ao prazo do aviso, mas nem sempre garante a integração desse período 
no seu tempo de serviço.
b) É indevido o aviso prévio na despedida indireta.
c) É incabível o aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência, mesmo 
ante a existência de cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado 
o termo ajustado.
d) O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado.
017. 017. (CESPE/OAB/2018) Não é cabível contrato de trabalho por prazo determinado em
a) serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo.
b) atividades empresariais de caráter transitório.
c) contrato de empreitada.
d) contrato de experiência.
018. 018. (OAB/TRT-14ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 14/2013–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
Em caso de rescisão injusta do contrato por parte do representando, a eventual retribuição 
pendente, gerada por pedidos em carteira ou em fase de execução e recebimento, terá 
vencimento 10 (dez) dias da data da rescisão, sob pena de multa.
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DireiTo Do Trabalho 
Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
019. 019. (OAB/TRT-3ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 3/2014–ADAPTADA) NÃO é correto 
afirmar no que concerne à representação comercial (Lei n. 4.886/1965):
a) A não eventualidade é pressuposto da representação comercial autônoma.
b) A exclusividade pode ser prevista no contrato de representação autônoma.
c) A onerosidade é pressupostoa ser considerado no contrato de representação autônoma, 
ainda que condicionada à efetivação da venda e do pagamento.
d) O representante comercial poderá conceder abatimentos, descontos ou dilações, segundo 
critérios por ele próprio estabelecidos, como decorrência de sua autonomia.
e) O representante comercial fica obrigado a fornecer ao representado, conforme disposições 
do contrato ou, sendo ele omisso, quando lhe for solicitado, informações detalhadas sobre 
o andamento dos negócios a seu cargo.
020. 020. (OAB/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-2ª/2015–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
O representante comercial receberá as comissões apenas se a falta de pagamento resultar 
de insolvência do comprador; já se o negócio vier a ser desfeito pelo comprador ou for 
sustada a entrega de mercadorias devido à situação comercial do comprador, capaz de 
comprometer ou tornar duvidosa a liquidação, nenhuma retribuição será devida.
021. 021. (OAB/TRT-14ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-14ª/2013–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
Prevendo o contrato de representação a exclusividade de zona ou zonas, ou quando este 
for omisso, fará jus o representante à comissão pelos negócios aí realizados, ainda que 
diretamente pelo representado ou por intermédio de terceiros.
022. 022. (OAB/CESGRANRIO/ADVOGADO JUNIOR/PETROBRAS/2015–ADAPTADA) Na hipótese 
de uma parte, na qualidade de autônomo, se obrigar a obter pedidos de compra e venda 
comercializados pela outra parte, tem-se um contrato de:
a) franquia.
b) compra e venda.
c) comissão mercantil.
d) representação comercial.
e) arrendamento mercantil.
023. 023. (OAB/FCC/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-1ª/2014–ADAPTADA) Atila é produtor 
rural que explora diretamente atividade agro econômica em pequena propriedade de seu 
cunhado. Resolve contratar verbalmente Félix para trabalhar como tratorista por prazo 
determinado para o exercício de atividade de natureza temporária. Nessa situação, com 
fulcro na legislação cabível à espécie, essa modalidade de contratação
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
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a) não é possível porque o contratante deve ser pessoa física ou jurídica, desde que seja 
proprietária do módulo rural.
b) é possível, não havendo forma específica para sua realização, desde que o contrato não 
supere três meses dentro do período de um ano.
c) é possível, admitindo-se a contratação verbal, desde que não supere três meses dentro 
do prazo de um ano.
d) não é possível por falta de previsão legal para contrato por pequeno prazo, salvo o 
contrato de safra que somente pode ser realizado por pessoa jurídica proprietária rural.
e) não é possível porque o contrato deve ser escrito, desde que não supere dois meses 
dentro do período de um ano.
024. 024. (OAB/FCC/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-23ª/2015–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
O Direito do Trabalho não permite que se deixe o empregado ao desamparo; consequentemente, 
se o exame da situação concreta revela que a prestação de serviços se desenvolveu em 
violação das normas trabalhistas, não pode o produtor rural, que usufruiu aquele benefício, 
eximir-se de sua responsabilidade para com o empregado. Assim, os demais integrantes 
do consórcio, além daquele a quem tenham sido outorgados os poderes previstos em lei, 
têm responsabilidade subsidiária pelos direitos trabalhistas dos empregados.
025. 025. (OAB/FADESPE/ASSISTENTE SOCIAL/CONSAPA/2017–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
A Lei n. 13.146, de 2015, estabeleceu, entre outros assuntos, as disposições referentes ao 
direito ao trabalho da pessoa portadora de deficiência. Acerca do tema, é correto afirmar 
que a pessoa com deficiência tem direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação, em 
ambiente acessível e inclusivo, devendo receber as oportunidades mais vantajosas do que 
as demais pessoas.
026. 026. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
O mandato não é uma relação de emprego, podendo ser, inclusive, de forma gratuita através 
de um contrato de atividade, podendo ser verbal ou escrito, expresso ou tácito.
027. 027. (OAB/INSTITUTO ACESSO/PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL/SEDUC-AM/2018–
ADAPTADA). Julgue o item que se segue.
Para fins de reserva legal, as empresas com mais de cem funcionários devem reservar de 2% 
a 5% das vagas para pessoas portadores de deficiência. Considera-se pessoa com deficiência 
aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou 
sensorial, não podendo participar plena e efetivamente na sociedade em igualdade de 
condições com as demais pessoas.
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028. 028. (OAB/FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-6ª/2013–ADAPTADA) Quando o mandato contiver 
a cláusula de irrevogabilidade,
a) se o mandante o revogar poderá ter que pagar perdas e danos.
b) será sempre considerado como em causa própria.
c) será nulo o ato pelo qual o mandante o revogar.
d) a revogação será sempre ineficaz.
e) ele poderá ser revogado somente se a cláusula de irrevogabilidade for condição de um 
negócio bilateral.
029. 029. (FGV/OAB/2016) Plínio é empregado da empresa Vigilância e Segurança Ltda., a qual 
não lhe paga salário há dois meses e não lhe fornece vale-transporte há cinco meses. Plínio 
não tem mais condições de ir ao trabalho e não consegue prover seu sustento e de sua 
família. Na qualidade de advogado(a) de Plínio, de acordo com a CLT, assinale a opção que 
melhor atende aos interesses do seu cliente.
a) Propor uma ação trabalhista pedindo a rescisão indireta em razão do descumprimento do 
contrato por não concessão do vale-transporte, podendo permanecer, ou não, no serviço 
até decisão do processo.
b) Propor uma ação trabalhista pedindo a rescisão indireta em razão do descumprimento 
do contrato por mora salarial.
c) Propor uma ação trabalhista pedindo a rescisão indireta em razão do descumprimento 
do contrato por não concessão do vale-transporte, mas deverá continuar trabalhando até 
a data da sentença.
d) Propor uma ação trabalhista pedindo as parcelas decorrentes da ruptura contratual por 
pedido de demissão, além do vale-transporte e salários atrasados e indenização por dano 
moral, mas seu cliente deve pedir demissão.
030. 030. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
No contrato individual de trabalho por obra certa, as inscrições na carteira profissional do 
empregado serão feitas pelo construtor, desse modo constituído em empregador, desde 
que exerça a atividade em caráter permanente. Rescindido o contrato de trabalho em face 
do término da obra ou serviço, tendo o empregado mais de 12 (doze) meses de serviço, 
ficar-lhe-á assegurada a indenização por tempo de trabalho com 50% de redução.
031. 031. (OAB/FADESPE/PROCURADOR/PREFEITURA DE MARABÁ–PA/2019–ADAPTADA) A empresa 
prestadora de serviços a terceiros é a pessoa jurídica de direito privado destinada a prestar 
à contratante serviços determinados e específicos. Não se configura vínculo empregatício 
entre os trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de serviços, qualquer que seja 
o seu ramo, e a empresa contratante. Neste passo, contratante é a pessoa física ou jurídica 
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Contrato de Trabalho e Contratos Afins 
Maria Rafaela
que celebra contrato com empresa de prestação de serviços determinados e específicos. 
Caso a empresa prestadora de serviços a terceiros não pague salários aos seus trabalhadores 
no período em que ocorrer a prestação de serviços para a contratante, a responsabilidade 
da empresa contratante será
a) inexistente, cabendo a responsabilidade exclusivamente à empresa prestadora de serviços 
a terceiros.
b) solidária.
c) subsidiária.
d) exclusiva, não cabendo nenhuma responsabilidade à empresa prestadora de serviços a 
terceiros.
032. 032. (CEBRASPE/ANALISTA DE NÍVEL SUPERIOR/PREFEITURA DE BOA VISTA–RR/2004) Julgue 
o item que se segue.
Na condição de garçom de um conhecido restaurante, Fábio era contratado para atuar em 
várias ocasiões mensais por uma empresa de promoção de festas. Recebia valores fixos por 
dia trabalhado, sem qualquer compromisso quanto a futuras convocações. Nessa situação, 
embora sua atividade fosse necessária aos fins do empreendimento, Fábio qualificava-se 
como trabalhador eventual.
033. 033. (OAB/IBADE/PROCURADOR AUTÁRQUICO/PREFEITURA DE VILA VELHA–ES/2020–
ADAPTADA) A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho estabelece regramentos acerca 
da contratação de serviços mediante terceirização e sua legalidade. De acordo com a súmula 
citada, é correto afirmar que:
a) O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a 
responsabilidade solidária do tomador de serviços quanto àquelas obrigações, desde que 
haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
b) O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a 
responsabilidade subsidiária do tomador de serviços quanto àquelas obrigações, ainda 
que não haja participado da relação processual e não conste do título executivo judicial.
c) A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange algumas das verbas 
decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.
d) Os entes da Administração Pública, direta ou indireta, não respondem subsidiariamente 
em caso de inadimplemento da empresa prestadora de serviços, ainda que evidenciada 
sua conduta culposa.
e) A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo 
de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional.
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034. 034. (OAB/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/MPT/2020–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
O Supremo Tribunal Federal, ao decidir sobre a terceirização, na ADPF n. 324, explicitou que 
não se configura relação de emprego entre a empresa tomadora de serviço e o trabalhador 
terceirizado, em nenhuma hipótese, tanto na atividade-meio, quanto na atividade-fim.
035. 035. (OAB/CONPASS/ADVOGADO/PREFEITURA DO MORRO DO CHAPÉU/2018–ADAPTADA) 
Julgue o item que se segue.
Motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, parceiros, e trabalhadores 
de outras categorias profissionais reguladas por leis específicas relacionadas a atividades 
compatíveis com o contrato autônomo possuirão a qualidade de empregado.
036. 036. (OAB/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/MPT/2017–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
Segundo jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, o trabalho humano 
prestado com os elementos da relação de emprego, mesmo sendo ilícito o objeto do 
respectivo contrato expresso ou tácito, leva à produção de determinados efeitos jurídicos 
trabalhistas, em virtude do princípio da primazia da realidade sobre a forma e do princípio 
da irretroação das nulidades no Direito do Trabalho.
037. 037. (OAB/FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-3ª/2015–ADAPTADA) O contrato de trabalho é
I – um contrato de direito público, devido à forte limitação sofrida pela autonomia da 
vontade na estipulação de seu conteúdo.
II – concluído, como regra, intuito personae em relação à pessoa do empregador.
III – um contrato sinalagmático.
IV – um contrato sucessivo. A relação jurídica de emprego é uma “relação de débito 
permanente”, em que entra como elemento típico a continuidade, a duração.
V – um contrato consensual. A lei, via de regra, não exige forma especial para sua validade.
Considerando as proposições acima, está correto o que consta APENAS em
a) III, IV e V.
b) III e V.
c) I, II e V.
d) I, III e IV.
e) I, II e IV.
038. 038. (OAB/TRT-16ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-16ª/2011–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância e de 
conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio 
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do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta, bem como no 
caso de trabalho temporário previsto na Lei n. 6.019, de 03.01.1974.
039. 039. (CESPE/OAB/2007) João, médico residente, ingressou com ação na justiça do trabalho 
pleiteando o reconhecimento da relação de emprego com um hospital público municipal. 
Diante dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) Assiste razão a João, uma vez que o período de residência médica deve ser considerado 
relação de emprego, já que presentes os elementos caracterizadores do vínculo, ou seja, 
pagamento de salário, subordinação e permanência.
b) A residência médica é uma modalidade de ensino de pós- graduação, regida sob os 
ditames do Decreto n. 80.281/1977, caracterizada por treinamento em serviço, em regime 
de dedicação exclusiva. Logo, não pode ser caracterizada como relação de emprego.
c) Caberá ao juiz, ao analisar a demanda, definir se houve ou não uma relação de emprego.
d) Durante o período de residência médica, não existe nenhum vínculo entre o médico e 
o hospital, já que apenas assiste aulas no hospital, mas não exerce atividade laborativa.
040. 040. (VUNESP/OAB–SP/2007) O contrato de trabalho por prazo determinado, em nenhuma 
hipótese, poderá ser estipulado por prazo superior a:
a) 120 dias.
b) 180 dias.
c) 2 anos.
d) 3 anos.
041. 041. (FGV/OAB/2016) O empregado Júlio foi vítima de um assalto, fora do local de trabalho, 
sem qualquer relação com a prestação das suas atividades, sendo baleado e vindo a falecer 
logo após. O empregado deixou viúva e quatro filhos, sendo dois menores impúberes e 
dois maiores e capazes. Dos direitos abaixo listados, indique aquele que não é devido pela 
empresa e, de acordo com a Lei de Regência, a quem a empresa deve pagar os valores 
devidos ao falecido.
a) A indenização de 40% sobre o FGTS não é devida e os valores devidos ao falecido serão 
pagos aos dependentes habilitados perante a Previdência Social.
b) As férias proporcionais não são devidas e os valores devidos ao falecido serão pagos aos 
herdeiros.
c) O aviso prévio não é devido e os valores devidos ao falecido serão pagos aos herdeiros.
d) O 13º salário proporcional não é devido e os valores devidosao falecido serão pagos aos 
dependentes habilitados perante a Previdência Social.
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042. 042. (CESPE/OAB/2008) Se uma empresa de médio porte publicar, em jornal de grande 
circulação, anúncio oferecendo vagas para o cargo de secretário executivo e a contratação 
de pessoas do sexo feminino estiver condicionada à apresentação de documento médico que 
ateste que a pretendente à vaga não esteja em estado gestacional, nesse caso, a condição 
imposta no ato de contratação deverá ser considerada
a) procedente, visto que as funções do cargo oferecido não são compatíveis com estado 
gestacional.
b) procedente, dado que o poder de mando do empresário possibilita tal exigência para a 
contratação de pessoas do sexo feminino.
c) improcedente, visto que representa um elemento limitador do acesso feminino ao 
mercado de trabalho.
d) improcedente, sendo possível tornar-se regular mediante a concordância expressa do 
respectivo sindicato da categoria profissional.
043. 043. (FGV/OAB/2010) O empregado João foi contratado para trabalhar como caixa de um 
supermercado. No ato de admissão, foi-lhe entregue o regulamento da empresa, onde 
constava a obrigatoriedade do uso do uniforme para o exercício do trabalho. Entretanto, 
cerca de cinco meses após a contratação, João compareceu para trabalhar sem o uniforme 
e, por isso, foi advertido. Um mês depois, o fato se repetiu e João foi suspenso por 3 dias. 
Passados mais 2 meses, João compareceu novamente sem uniforme, tendo sido suspenso 
por 30 dias. Ao retornar da suspensão foi encaminhado ao departamento de pessoal, onde 
tomou ciência da sua dispensa por justa causa (indisciplina – art. 482 da CLT). Diante deste 
caso concreto:
a) está correta a aplicação da justa causa, uma vez que João descumpriu reiteradamente 
as ordens genéricas do empregador contidas no regulamento geral.
b) está incorreta a aplicação da justa causa, uma vez que João cometeu ato de insubordinação 
e não de indisciplina.
c) está incorreta a aplicação da justa causa, uma vez que João cometeu mau procedimento.
d) está incorreta a aplicação da justa causa, uma vez que o empregador praticou bis in idem, 
ao punir João duas vezes pelo mesmo fato.
044. 044. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Como um dos modelos atuais de flexibilização e desregulamentação trabalhista, destacou-
se o Contrato Verde e Amarelo, da MP 905 que conceituava como sendo modalidade de 
contratação destinada à criação de novos postos de trabalho para as pessoas entre dezoito 
e vinte e nove anos de idade, para fins de registro do primeiro emprego em Carteira de 
Trabalho e Previdência Social. Para fins da caracterização como primeiro emprego, não serão 
considerados os seguintes vínculos laborais: I – menor aprendiz; II – contrato de experiência; 
III – trabalho intermitente; e IV – trabalho avulso.
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045. 045. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Embora tenha perdido sua vigência, pois não foi convertida em lei, a MP 905 criou espécies 
de flexibilização e desregulamentação de normas trabalhistas como o Contrato de Trabalho 
Verde e Amarelo.
046. 046. (INÉDITA/2021) GODINHO (2020, p. 74) assinala: “A (?) trabalhista consiste na retirada, 
por lei, do manto normativo trabalhista clássico sobre determinada relação socioeconômica 
ou segmento das relações de trabalho, de maneira a permitir o império de outro tipo de 
regência normativa. Em contraponto ao conhecimento expansionista do direito do trabalho, 
que preponderou ao longo da história desse ramo jurídico no Ocidente, a (?) aponta no 
sentido de alargar espaços para fórmulas jurídicas novas de contratação de labor na vida 
econômica e social, naturalmente menos interventivas e protecionistas. Nessa medida, 
a ideia de (?) é mais extremada, pretendendo afastar a incidência do direito do trabalho 
sobre certas relações econômicas da prestação de labor”.
a) negociação coletiva
b) princípio de que o negociado prevalece sobre o legislado
c) flexibilização trabalhista
d) desregulamentação trabalhista
047. 047. (INÉDITA/2021) Acerca da flexibilização nas negociações trabalhistas, analisando a 
Reforma Trabalhista, no artigo 611-A da CLT, a convenção coletiva e o acordo coletivo de 
trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:
a) remuneração por produtividade, excluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual.
b) pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais e banco de 
horas anual.
c) plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, 
bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança.
d) intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas 
superiores a seis horas.
048. 048. (INÉDITA/2021) Acerca da flexibilização nas negociações trabalhistas, analisando a 
Reforma Trabalhista, no artigo 611-A da CLT, a convenção coletiva e o acordo coletivo de 
trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre, exceto:
a) adesão ao Programa Seguro Desemprego.
b) plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, 
bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança.
c) regulamento empresarial.
d) representante dos trabalhadores no local de trabalho.
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049. 049. (FGV/OAB/2019) Em uma grande empresa que atua na prestação de serviços de 
telemarketing e possui 250 funcionários, trabalham as empregadas listadas a seguir: Alice, 
que foi contratada a título de experiência, e, um pouco antes do término do seu contrato, 
engravidou; Sofia, que foi contratada a título temporário, e, pouco antes do termo final de 
seu contrato, sofreu um acidente do trabalho; Larissa, que foi indicada pelo empregador para 
compor a CIPA da empresa; Maria Eduarda, que foi eleita para a comissão de representantes 
dos empregados, na forma da CLT alterada pela Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista). 
Diante das normas vigentes e do entendimento consolidado do TST, assinale a opção que 
indica as empregadas que terão garantia no emprego.
a) Sofia e Larissa, somente.
b) Alice e Maria Eduarda, somente.
c) Alice, Sofia e Maria Eduarda, somente.
d) Alice, Sofia, Larissa e Maria Eduarda.
050. 050. (FGV/OAB/2019) Uma indústria de calçados, que se dedica à exportação, possui 75 
empregados. No último ano, Davi foi aposentado por invalidez, Heitor pediu demissão do 
emprego, Lorenzo foi dispensado por justa causa e Laura rompeu o contrato por acordo 
com o empregador, aproveitando-se da nova modalidade de ruptura trazida pela Lei n. 
13.467/2017 (Reforma Trabalhista). De acordo com a norma de regência, assinale a opção 
que indica, em razãodos eventos relatados, quem tem direito ao saque do FGTS.
a) Davi e Laura, somente.
b) Todos poderão sacar o FGTS.
c) Laura, somente.
d) Davi, Heitor e Lorenzo, somente.
051. 051. (FGV/OAB/2012) De acordo com o entendimento consolidado da jurisprudência, a 
mudança de regime jurídico do empregado celetista para estatutário
a) não gera alteração no contrato de trabalho, que permanece intacto.
b) gera a suspensão do contrato de trabalho pelo período de três anos, prazo necessário 
para que o servidor público adquira estabilidade.
c) gera extinção do contrato de trabalho, iniciando-se o prazo prescricional da alteração.
d) não gera alteração no contrato de trabalho, mesmo porque o empregado não é obrigado 
a aceitar a alteração de regime jurídico.
052. 052. (FGV/OAB/2018) Paulo é policial militar da ativa da Brigada Militar do Rio Grande do 
Sul. Como policial militar, trabalha em regime de escala 24h x 72h. Nos dias em que não tem 
plantão no quartel, atua como segurança em uma joalheria de um shopping center, onde 
tem que trabalhar três dias por semana, não pode se fazer substituir por ninguém, recebe 
remuneração fixa mensal e tem que cumprir uma rotina de 8 horas a cada dia laborado. 
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Os comandos do trabalho lhe são repassados pelo gerente-geral da loja, sendo que ainda 
ajuda nas arrumações de estoque, na conferência de mercadorias e em algumas outras 
funções internas. Paulo não teve a CTPS anotada pela joalheria. Diante dessa situação, à 
luz das normas da CLT e da jurisprudência consolidada do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Estão preenchidos os requisitos da relação de emprego, razão pela qual Paulo tem vínculo 
empregatício com a joalheria, independentemente do fato de ser policial militar da ativa, e 
de sofrer eventual punição disciplinar administrativa prevista no estatuto do Policial Militar.
b) Estão preenchidos os requisitos da relação de emprego, mas Paulo não poderá ter vínculo 
empregatício com a joalheria, em razão da punição disciplinar administrativa prevista no 
estatuto do Policial Militar.
c) Não estão presentes os requisitos da relação de emprego, uma vez que Paulo poderá ser 
requisitado pela Brigada Militar e não poderá trabalhar nesse dia para a joalheria.
d) Estão preenchidos os requisitos da relação de emprego, sendo indiferente à relação de 
emprego uma eventual punição disciplinar administrativa prevista no estatuto do Policial 
Militar, mas Paulo não pode ter vínculo empregatício com a joalheria tendo em vista que a 
função pública exige dedicação exclusiva.
053. 053. (INÉDITA/2021) “O direito do trabalho é ramo jurídico especializado, que regula certo 
tipo de relação laborativa na sociedade contemporânea. Seu estudo deve se iniciar pela 
apresentação de suas características essenciais, permitindo ao analista uma imediata 
visualização de seus contornos próprios atualizados” (Maurício Godinho Delgado). Diante 
da taxonomia e classificação do direito do trabalho, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Existem teorias subjetivas, objetivas e mistas para definir o Direito do Trabalho, sendo 
que as mistas são as mais completas ao cumular os sujeitos da relação com o objeto de 
proteção do Direito do Trabalho.
b) No sentido teleológico, busca-se no conceito do Direito do Trabalho garantir um 
aperfeiçoamento constante nas condições de pactuação da força do trabalho.
c) O Direito Coletivo do Trabalho trata, entre outros, dos grupos jurídicos normativamente 
especificados, considerando a ação coletiva através das respectivas associações e sindicatos 
de filiação compulsória.
d) O Direito do Trabalho é ramo de Direito Privado, muito embora haja normas de interesse 
público.
054. 054. (FGV/OAB/2018) Um aprendiz de marcenaria procura um advogado para se inteirar 
sobre o FGTS que vem sendo depositado mensalmente pelo empregador na sua conta 
vinculada junto à CEF, na razão de 2% do salário, e cujo valor é descontado juntamente com 
o INSS. Com relação ao desconto do FGTS, assinale a afirmativa correta.
a) O FGTS deveria ser depositado na ordem de 8% e não poderia ser descontado.
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b) A empresa, por se tratar de aprendiz, somente poderia descontar metade do FGTS 
depositado.
c) A empresa está equivocada em relação ao desconto, pois o FGTS é obrigação do empregador.
d) A conduta da empresa é regular, tanto em relação ao percentual quanto ao desconto.
055. 055. (OAB/CESPE/ASSISTENTE SECRETARIADO EXECUTIVO/FUNPRESP-JUD/2016–ADAPTADA) 
Helena, profissional de secretariado executivo, em razão da amizade de infância que mantinha 
com Laura, filha do dono de uma pequena empresa de engenharia, passou a auxiliar a amiga 
na organização de documentos do estabelecimento comercial sem a formalização de um 
acordo trabalhista escrito. Com o tempo, foi assumindo informalmente as funções próprias 
de uma secretária e passou a ser remunerada pelo seu trabalho, embora com valor abaixo 
do mercado. Por diversas vezes, em períodos de grande volume de tarefas a executar, 
Helena, que coordenava as tarefas de dois técnicos de secretariado, teve de estender sua 
jornada de trabalho até as 23 horas, retornando no dia seguinte ao trabalho às 8 horas da 
manhã. Entre as várias atribuições de Helena encontravam-se a orientação e avaliação da 
correspondência para fins de encaminhamento à chefia, além da classificação, do registro 
e da distribuição de correspondências.
Considerando essa situação hipotética e as disposições contidas na legislação pertinente 
acerca de contrato de trabalho, direitos trabalhistas, sigilo profissional e atribuições do 
secretário executivo, julgue o seguinte item:
Ainda que não tenha existido um acordo trabalhista escrito, o simples fato de o responsável 
pela referida empresa ter aceitado o trabalho a ser realizado por Helena, uma secretária 
executiva, criou, desde o início das atividades secretariais, um vínculo que obriga o contratante 
ao pagamento de salário pelo serviço prestado à empresa.
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GABARITOGABARITO
1. E
2. E
3. E
4. C
5. C
6. a
7. a
8. d
9. d
10. c
11. a
12. c
13. d
14. d
15. d
16. d
17. c
18. E
19. d
20. E
21. C
22. c
23. e
24. E
25. E
26. C
27. C
28. a
29. a
30. E
31. c
32. C
33. e
34. C
35. E
36. E
37. a
38. C
39. b
40. c
41. a
42. c
43. d
44. C
45. C
46. d
47. a
48. a
49. c
50. a
51. c
52. a
53. c
54. d
55. C
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Contrato de Trabalho e Contratos AfinsMaria Rafaela
GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (TRT 14/TRT14/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Julgue o item que se segue.
A idade mínima estabelecida é de 18 anos para os contratos de emprego, todavia, a partir 
dos 14 anos duas possibilidades estão juridicamente previstas, quais sejam, de auferimento 
de rendimentos através de um contrato civil, caracterizando o atleta como trabalhador 
autônomo, ou, dentro de condições preestabelecidas, como empregado por contrato 
especial de trabalho, caso a entidade seja formadora do atleta.
A idade está equivocada, haja vista que é de 16 anos, conforme previsão na lei do Atleta:
Art. 28-A. Caracteriza-se como autônomo o atleta maior de 16 (dezesseis) anos que não mantém 
relação empregatícia com entidade de prática desportiva, auferindo rendimentos por conta e 
por meio de contrato de natureza civil.
Errado.
002. 002. (TRT 14/TRT14/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho do atleta profissional terá prazo determinado, com vigência nunca 
inferior a três meses nem superior a cinco anos, sendo certo que, nos termos do entendimento 
jurisprudencial dominante, tem-se que as prorrogações por indefinidas vezes desnaturam 
o contrato por prazo determinado.
Essa informação é incorreta, conforme o Informativo TST 137 trouxe o julgado TST-E-ED-
ARR-452-36.2012.5.03.0113, SBDI-I, rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga, 19.5.2016 que não 
considera a unicidade contratual, ou seja, as prorrogações por indefinidas vezes fazem a 
manutenção do contrato por prazo determinado.
Errado.
003. 003. (TRT 14/TRT14/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Julgue o item que se segue.
O termo “luvas” se refere à prerrogativa exclusiva de autorização sobre a transmissão, 
utilização e fixação de imagens nos eventos esportivos, sendo atualmente fixado o repasse 
em 5% e, em termos remuneratórios, tem caráter indenizatório.
As luvas, importância paga pelo clube ao atleta pela assinatura do contrato de trabalho, 
têm caráter salarial, integrando a remuneração para todos os efeitos legais, e constituem 
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um reconhecimento pelo desempenho e pelos resultados alcançados pelo profissional em 
sua carreira. No caso da questão, trata-se de direito de arena.
Errado.
004. 004. (TRT2/TRT2/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2009) Julgue o item que se segue.
O vínculo desportivo do atleta com a entidade desportiva contratante tem natureza 
acessória ao respectivo vínculo trabalhista, dissolvendo-se, para todos os efeitos legais, com 
o término da vigência do contrato de trabalho desportivo ou com o pagamento da cláusula 
penal ou ainda com a rescisão decorrente do inadimplemento salarial de responsabilidade 
da entidade desportiva empregadora prevista na Lei.
Essa afirmação está correta, nos exatos termos do art. 28 da Lei Pelé.
Certo.
005. 005. (TRT2/TRT2/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2009) Julgue o item que se segue.
Não se pode admitir a incidência da cláusula penal quando o atleta mantém vínculo contratual 
até o termo final do prazo determinado pelas partes, vez que a cláusula é aplicável somente 
quando o pacto se extingue antecipadamente.
A cláusula penal a que alude o artigo 28 da n. 9.615/1998, Lei Pelé, é cabível na hipótese em 
que atleta põe termo ao contrato de emprego, por vontade própria, não se lhe aplicando 
ao empregador. A cláusula penal prevista pelo artigo 28 da Lei n. 9.615/1998 (Lei Pelé) tem 
sua aplicabilidade restrita às hipóteses em que o rompimento antecipado do contrato 
de trabalho dá-se por iniciativa do atleta. Tal é a interpretação sistemática da norma, 
notadamente em vista do quanto disposto no § 3º do artigo 31 do mesmo diploma legal. 
Tal é, ademais, sua interpretação teleológica.
Certo.
006. 006. (FGV/OAB/2019) Vera Lúcia tem 17 anos e foi contratada como atendente em uma 
loja de conveniência, trabalhando em escala de 12x36 horas, no horário de 19 às 7h, com 
pausa alimentar de 1 hora. Essa escala é prevista no acordo coletivo assinado pela loja com 
o sindicato de classe, em vigor. A empregada teve a CTPS assinada e tem, como atribuições, 
auxiliar os clientes, receber o pagamento das compras e dar o troco quando necessário. 
Diante do quadro apresentado e das normas legais, assinale a afirmativa correta.
a) A hipótese trata de trabalho proibido.
b) O contrato é plenamente válido.
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c) A situação retrata caso de atividade com objeto ilícito.
d) Por ter 17 anos, Vera Lúcia fica impedida de trabalhar em escala 12x36 horas, devendo 
ser alterada a jornada.
Vera Lúcia não pode trabalhar em jornada noturna, nos termos do artigo 7 da CF/1988, razão 
pela qual os menores de 18 anos não podem ter jornada noturna, insalubre ou perigosa, 
sendo o caso de trabalho proibido. Não é trabalho ilícito, pois não há como objeto um 
crime ou contravenção, mas sim a ofensa a um ditame constitucional acerca de normas 
proibitivas de labor no país.
Letra a.
007. 007. (FGV/OAB/2019) Edimilson é vigia noturno em um condomínio residencial de 
apartamentos. Paulo é vigilante armado de uma agência bancária. Letícia é motociclista 
de entregas de uma empresa de logística. Avalie os três casos apresentados e, observadas 
as regras da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Paulo e Letícia exercem atividade perigosa e fazem jus ao adicional de periculosidade. A 
atividade de Edimilson não é considerada perigosa, e, por isso, ele não deve receber adicional.
b) Considerando que os três empregados não lidam com explosivos e inflamáveis, salvo por disposição 
em norma coletiva, nenhum deles terá direito ao recebimento de adicional de periculosidade.
c) Os três empregados fazem jus ao adicional de periculosidade, pois as profissões de 
Edimilson e Paulo estão sujeitas ao risco de violência física e, a de Letícia, a risco de vida.
d) Apenas Paulo e Edimilson têm direito ao adicional de periculosidade por conta do risco 
de violência física.
Aqui temos situações para fins de saber se é o caso de trabalho PERIGOSO que confere 
o direito à periculosidade. Nos casos apontados, temos: Edmilson, na qualidade de vigia 
noturno, não faz jus ao adicional de periculosidade. Na qualidade de vigilante, Paulo recebe 
adicional, pois anda armado e é uma presunção legal. Também há a previsão legal de 
adicional de periculosidade quando existe o labor externo fazendo uso de motocicletas, 
pela exposição aos perigos do trânsito.
b) Errada. A exposição a explosivos não é o único elemento para fins de conferir adicional 
de periculosidade.
c) Errada. Vigia noturno não confere o direito ao adicional de periculosidade.
d) Errada. Edmilson, na qualidade de vigia noturno, não faz jus ao adicional.
Letra a.
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008. 008. (FGV/OAB/2017) Um representante comercial ajuíza ação na Justiça do Trabalho 
pedindo adevolução de descontos. Ele explica que sua comissão sobre as vendas é de 5%, 
mas que pode optar pelo percentual de 10%, desde que se comprometa a pagar o valor 
da venda, caso o comprador fique inadimplente. Alega que sempre fez a opção pelos 10%, 
e que, nos casos de inadimplência, teve de pagar o valor do negócio para depois tentar 
reaver a quantia do comprador, o que caracterizaria transferência do risco da atividade 
econômica. Diante do caso apresentado e da lei de regência, assinale a afirmativa correta.
a) A prática é válida porque o representante não é empregado nos moldes da CLT, além de 
ter sido uma opção por ele tomada.
b) O caso traduz um truck system, sendo que a lei limita o prejuízo do representante comercial 
a 50% da venda não paga.
c) A norma de regência é omissa a respeito desta situação, razão pela qual é válida, na 
medida em que se trata de relação de direito privado.
d) A situação caracteriza a cláusula del credere, vedada pela Lei de Representação Comercial.
Existe expressa vedação na lei à Cláusula star del credere que, por sua vez, teria o condão 
de tornar o trabalhador solidariamente responsável pela solvabilidade e pontualidade 
daqueles com quem pactuar por conta do empregador. Através dessa cláusula, pagaria o 
empregador uma sobrecomissão ao vendedor (ou uma comissão especial, suplementar), 
assegurando-se, em contrapartida, de que este iria ressarcir-lhe uma percentagem sobre 
o montante da venda não cumprida. A Lei n. 8.420/1992, a qual deu nova redação à antiga 
lei dos representantes comerciais autônomos, vedou a cláusula star del credere mesmo em 
contratos referentes a esses profissionais autônomos. Assim, se a cláusula é vedada até para 
o profissional autônomo, muito mais inassimilável será para os contratos empregatícios, 
nos quais o empregado não pode, por definição, assumir semelhantes riscos.
Letra d.
009. 009. (FGV/OAB/2017) Suely trabalha na casa de Rogério como cuidadora de seu pai, pessoa 
de idade avançada e enferma, comparecendo de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 17:00 
h, com intervalo de uma hora para refeição. De acordo com o caso narrado e a legislação 
de regência, assinale a afirmativa correta.
a) O controle escrito não é necessário, porque menos de 10 empregados trabalham na 
residência de Rogério.
b) A lei de regência prevê que as partes podem acertar, por escrito, a isenção de marcação 
da jornada normal, assinalando apenas a eventual hora extra.
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c) A Lei é omissa a respeito, daí por que a existência de controle deve ser acertada entre 
as partes envolvidas no momento da contratação.
d) Rogério deve, por força de Lei, manter controle escrito dos horários de entrada e saída 
da empregada doméstica.
Anotem-se os artigos importantes da LC 150/2015:
Art. 13. É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação pelo período de, 
no mínimo, 1 (uma) hora e, no máximo, 2 (duas) horas, admitindo-se, mediante prévio acordo 
escrito entre empregador e empregado, sua redução a 30 (trinta) minutos.
§ 1º Caso o empregado resida no local de trabalho, o período de intervalo poderá ser desmembrado 
em 2 (dois) períodos, desde que cada um deles tenha, no mínimo, 1 (uma) hora, até o limite de 
4 (quatro) horas ao dia.
§ 2º Em caso de modificação do intervalo, na forma do § 1º, é obrigatória a sua anotação no 
registro diário de horário, vedada sua prenotação.
Art. 14. Considera-se noturno, para os efeitos desta Lei, o trabalho executado entre as 22 horas 
de um dia e as 5 horas do dia seguinte.
§ 1º A hora de trabalho noturno terá duração de 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) 
segundos.
§ 2º A remuneração do trabalho noturno deve ter acréscimo de, no mínimo, 20% (vinte por 
cento) sobre o valor da hora diurna.
§ 3º Em caso de contratação, pelo empregador, de empregado exclusivamente para desempenhar 
trabalho noturno, o acréscimo será calculado sobre o salário anotado na Carteira de Trabalho 
e Previdência Social.
§ 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, 
aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos.
Art. 15. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho deve haver período mínimo de 11 (onze) horas 
consecutivas para descanso.
a) Errada. Ela é doméstica, e a LC 150/2015 exige que exista controle da jornada.
b) Errada. É obrigatório pela lei anotar o ponto.
c) Errada. É obrigatório pela lei anotar o ponto.
Letra d.
010. 010. (FGV/OAB/2012) Maria foi contratada pela empresa Bolos S.A. para exercer a função 
de copeira, cumprindo jornada de trabalho de segunda a sexta-feira das 13:00 h às 17:00 h, 
sem intervalo alimentar. Decorridos dois anos do início do pacto contratual, foi a empregada 
dispensada, recebendo as parcelas da ruptura. Contudo, inconformada porque jamais lhe 
foi permitido usufruir de intervalo para descanso e alimentação, Maria ajuíza reclamação 
trabalhista postulando o pagamento do período correspondente ao intervalo alimentar 
não concedido. Diante da hipótese relatada, assinale a afirmativa correta.
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a) A ex-empregada faz jus ao pagamento de uma hora extraordinária diária, haja vista a 
supressão do intervalo intrajornada, na forma do art. 71, § 4º, da CLT.
b) A ex-empregada faz jus ao pagamento de apenas 15 minutos diários a título de horas 
extraordinárias, haja vista a supressão do intervalo intrajornada, na forma do art. 71, § 4º, 
da CLT.
c) A ex-empregada não faz jus ao pagamento de horas extraordinárias, porquanto diante 
da carga horária cumprida, não lhe era assegurada a fruição de intervalo intrajornada.
d) A ex-empregada faz jus ao pagamento de indenização correspondente ao valor de uma 
hora extraordinária diária, haja vista a supressão do intervalo intrajornada.
A trabalhadora laborava quatro horas por dia. Logo, nos termos do artigo 71 da CLT não 
teria direito a intervalo intrajornada. Veja:
Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão 
de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo 
acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas.
§ 1º Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 
15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas.
§ 2º Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho.
§ 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do 
Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência 
Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à 
organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de 
trabalho prorrogado a horas suplementares.
Letra c.
011. 011. (INÉDITA/2021) Sobre as relações de direito do trabalho, as finalidades existentes 
na Constituição Federal de 1988 sobre a proteção dos direitos sociais e, principalmente, 
considerando as funções do direito do trabalho reconhecidas pela doutrina majoritária, 
assinale a alternativa correta:a) Constitui função central do direito do trabalho a melhoria das condições de pactuação 
da força de trabalho na ordem socioeconômica.
b) O trabalhador avulso tem os mesmos direitos assegurados ao trabalhador temporário.
c) Não há diferença entre o trabalho avulso e o trabalho eventual.
d) Os direitos do trabalhador avulso precisam estar previstos em convenção ou acordo 
coletivo de trabalho.
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A alternativa A está certa, sendo essa uma função primordial do direito do trabalho. Nesse 
ponto, o direito do trabalho busca exatamente a proteção da relação de emprego, bem 
como prestigiar os direitos trabalhistas que vão sendo construídos com o decorrer dos 
séculos. Veja aqui a questão retratada na CF/1988: consta a igualdade de tratamento do 
trabalhador avulso com o trabalhador que possui vínculo empregatício, nos exatos termos 
do artigo 7, XXXIV – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício 
permanente e o trabalhador avulso.
Letra a.
012. 012. (FGV/OAB/2012) Assinale a alternativa em que há, incontroversamente, responsabilidade 
solidária no âmbito trabalhista.
a) No contrato de empreitada, em relação ao dono da obra, quanto aos créditos dos 
empregados do empreiteiro.
b) No contrato de terceirização lícita, em relação ao tomador dos serviços, quanto aos 
créditos dos empregados da prestadora dos serviços.
c) Das partes vencidas nos dissídios coletivos, pelo valor das custas.
d) No contrato temporário, em relação ao tomador ou cliente, caso a empresa de trabalho 
temporário tenha a recuperação judicial deferida.
O único caso de responsabilização solidária que a questão traz está na letra c. Nas outras 
situações, o caso é de responsabilidade subsidiária. É importante que o candidato tenha 
contato próximo com o teor da súmula 331 do TST e da OJ 191 da SDI-1 do TST. São súmulas 
muito cobradas nas provas da OAB.
Letra c.
013. 013. (FGV/OAB/2011) João da Silva decidiu ampliar o seu consultório médico e, para isso, 
contratou o serviço do empreiteiro Vivaldo Fortuna. Ambos ajustaram o valor de R$ 5.000,00, 
cujo pagamento seria feito da seguinte maneira: metade de imediato e a outra metade 
quando do encerramento do serviço. Logo no início dos trabalhos, Vivaldo contratou os 
serventes Reginaldo Nonato e Simplício de Deus, prometendo-lhes o pagamento de um 
salário mínimo mensal. Ocorre que, passados três meses, Reginaldo e Simplício nada 
receberam. Tentaram entrar em contato com Vivaldo, mas este tinha desaparecido. Por 
conta disso, abandonaram a obra e ajuizaram uma ação trabalhista em face de João da Silva, 
pleiteando os três meses de salários atrasados, além das verbas resilitórias decorrentes 
da rescisão indireta provocada por Vivaldo. Diante desse caso concreto, é correto afirmar 
que João da Silva
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a) deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da 
rescisão indireta, uma vez que é o sucessor trabalhista de Vivaldo Fortuna.
b) deve ser condenado a pagar apenas os salários atrasados, mas não as verbas resilitórias, 
uma vez que não foi ele quem deu causa à rescisão indireta.
c) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes 
da rescisão indireta, uma vez que a obra não foi devidamente encerrada.
d) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes 
da rescisão indireta, uma vez que é o dono da obra e não desenvolve atividade de construção 
ou incorporação.
No caso aqui exposto, o dono da obra, nos termos da OJ 191 do TST da SDI-I, não se torna 
responsável pelo pagamento das verbas trabalhistas em qualquer modalidade de ruptura 
contratual. No caso da questão também está claro que o dono da obra não desenvolve 
atividade de construção ou incorporação e, com isso, não há que falar em responsabilização 
do dono da obra. Logo, o dono da obra, como apontado na questão, não deve ser condenado 
a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma 
vez que é o dono da obra e não desenvolve atividade de construção ou incorporação.
Letra d.
014. 014. (INÉDITA/2021) O Direito do Trabalho destaca-se por seu caráter teleológico com a 
presença de princípios, regras e institutos para fins de melhoria das condições de pactuação 
da força de trabalho na ordem socioeconômica. Assinale a alternativa incorreta sobre 
a temática:
a) O surgimento do Direito do Trabalho se deu, portanto, numa época de flexibilidade 
das relações entre trabalhador e empregador, que se apoiavam numa linha de produção 
conforme a demanda.
b) O Direito do Trabalho é um instrumento de realização da justiça social e de tutela do 
trabalhador e suas funções somente podem ser cumpridas se previstas em uma estrutura 
jurídica formal.
c) O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, e por prazo determinado ou indeterminado.
d) O Direito do Trabalho envolve somente o direito individual nas relações trabalhistas, sem 
previsão para o direito coletivo do trabalho.
O Direito do Trabalho surgiu exatamente na premissa de contestar o capitalismo e conferir 
direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver com dignidade. As pessoas que 
contratam não possuem liberdade extrema, mas há limites nos direitos sociais. Esse é papel 
do Direito do Trabalho no sentido de frear os rumos do capitalismo, dando limites. Veja a 
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doutrina: “O Direito do Trabalho nasceu no final do século XIX como forma de absorver os 
conflitos sociais que ora se instauravam em face das tensões provocadas pela (primeira) 
revolução industrial [...]”(DALLEGRAVE NETO, 2003)2.
A alternativa C está correta, nos termos da CLT. Dispõe:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego.
A alternativa D está errada. O Direito do Trabalho envolve tanto o estudo do direito individual 
quanto do direito coletivo. O Direito Individual do Trabalho trata das regras, princípios e 
institutos jurídicos que regulam a relação empregatícia e as relações de trabalho especificadas, 
pois existe a divisão interna do Direito do Trabalho, seja em trabalho individual ou coletivo. 
No primeiro caso, trata das regras, princípios e institutos jurídicos que regulam a relação 
empregatícia e as relações de trabalho especificadas. Nos direitos coletivos, tem-se a 
questão das negociações coletivas, sindicatos e greves, por exemplo.
Letra d.
015. 015. (CESPE/OAB/2019) Assinale a opção correta de acordo com o contrato individual de 
trabalho regido pela CLT.
a) O referido contrato somente poderá ser acordado de forma expressa.
b) É exigida forma especial para a validade e eficácia do contrato em apreço, motivo pelo 
qual nãoé permitida a forma verbal.
c) Um contrato de trabalho por prazo determinado de dois anos poderá ser prorrogado 
uma única vez, por igual período.
d) No contrato mencionado, o contrato de experiência poderá ser prorrogado uma única 
vez, porém não poderá exceder o prazo de noventa dias.
No caso em comento, estamos tratando de contrato de experiência que poderá ser prorrogado 
uma única vez, porém não poderá exceder o prazo de noventa dias. Nesse sentido, destaca-
se a CLT que admite contrato expresso, tácito, verbal e por escrito.
Letra d.
016. 016. (CESPE/OAB/2009) Assinale a opção correta acerca do aviso prévio na CLT e em 
conformidade com o entendimento do TST.
a) A falta de aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários 
correspondentes ao prazo do aviso, mas nem sempre garante a integração desse período 
no seu tempo de serviço.
2 DALLEGRAVE NETO, José Affonso. Novos contornos da relação de emprego diante dos avanços tecnológicos. Revista LTR 
Legislação do Trabalho. São Paulo, ano 67, n. 05, maio de 2003.
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b) É indevido o aviso prévio na despedida indireta.
c) É incabível o aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência, mesmo 
ante a existência de cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado 
o termo ajustado.
d) O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado.
A integração das horas extras no aviso prévio está prevista no § 5º, artigo 487 da CLT que 
assim dispõe: “O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado”. 
Temos também o Enunciado n. 94 do TST, dispondo que: “O valor das horas extraordinárias 
habituais integra o aviso prévio indenizado”.
Letra d.
017. 017. (CESPE/OAB/2018) Não é cabível contrato de trabalho por prazo determinado em
a) serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo.
b) atividades empresariais de caráter transitório.
c) contrato de empreitada.
d) contrato de experiência.
As situações previstas expressamente na CLT como modalidade de contrato por prazo 
determinado são:
• serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo.
• atividades empresariais de caráter transitório.
• contrato de experiência.
Letra c.
018. 018. (OAB/TRT-14ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 14/2013–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
Em caso de rescisão injusta do contrato por parte do representando, a eventual retribuição 
pendente, gerada por pedidos em carteira ou em fase de execução e recebimento, terá 
vencimento 10 (dez) dias da data da rescisão, sob pena de multa.
Na Lei de Representação Comercial, consta expressamente que em caso de rescisão injusta do 
contrato por parte do representando, a eventual retribuição pendente, gerada por pedidos 
em carteira ou em fase de execução e recebimento, terá vencimento na data da rescisão.
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019. 019. (OAB/TRT-3ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 3/2014–ADAPTADA) NÃO é correto 
afirmar no que concerne à representação comercial (Lei n. 4.886/1965):
a) A não eventualidade é pressuposto da representação comercial autônoma.
b) A exclusividade pode ser prevista no contrato de representação autônoma.
c) A onerosidade é pressuposto a ser considerado no contrato de representação autônoma, 
ainda que condicionada à efetivação da venda e do pagamento.
d) O representante comercial poderá conceder abatimentos, descontos ou dilações, segundo 
critérios por ele próprio estabelecidos, como decorrência de sua autonomia.
e) O representante comercial fica obrigado a fornecer ao representado, conforme disposições 
do contrato ou, sendo ele omisso, quando lhe for solicitado, informações detalhadas sobre 
o andamento dos negócios a seu cargo.
Nesse sentido, destaca-se os seguintes artigos em relação à Lei de Representação Comercial:
Art. 28. O representante comercial fica obrigado a fornecer ao representado, segundo as 
disposições do contrato ou, sendo este omisso, quando lhe for solicitado, informações detalhadas 
sobre o andamento dos negócios a seu cargo, devendo dedicar-se à representação, de modo a 
expandir os negócios do representado e promover os seus produtos.
Art. 29. Salvo autorização expressa, não poderá o representante conceder abatimentos, descontos 
ou dilações, nem agir em desacordo com as instruções do representado.
Art. 30. Para que o representante possa exercer a representação em Juízo, em nome do 
representado, requer-se mandato expresso. Incumbir-lhe-á porém, tomar conhecimento das 
reclamações atinentes aos negócios, transmitindo-as ao representado e sugerindo as providências 
acauteladoras do interesse deste.
Parágrafo único. O representante, quanto aos atos que praticar, responde segundo as normas 
do contrato e, sendo este omisso, na conformidade do direito comum.
Letra d.
020. 020. (OAB/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-2ª/2015–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
O representante comercial receberá as comissões apenas se a falta de pagamento resultar 
de insolvência do comprador; já se o negócio vier a ser desfeito pelo comprador ou for 
sustada a entrega de mercadorias devido à situação comercial do comprador, capaz de 
comprometer ou tornar duvidosa a liquidação, nenhuma retribuição será devida.
Dispõe a Lei de Representação Comercial: que não é possível a cláusula del credere, logo, 
não pode existir descontos das comissões do representante.
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021. 021. (OAB/TRT-14ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-14ª/2013–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
Prevendo o contrato de representação a exclusividade de zona ou zonas, ou quando este 
for omisso, fará jus o representante à comissão pelos negócios aí realizados, ainda que 
diretamente pelo representado ou por intermédio de terceiros.
Nos termos da Lei de Representação Comercial:
Art. 31. Prevendo o contrato de representação a exclusividade de zona ou zonas, ou quando 
este for omisso, fará jus o representante à comissão pelos negócios aí realizados, ainda que 
diretamente pelo representado ou por intermédio de terceiros.
Parágrafo único. A exclusividade de representação não se presume na ausência de ajustes expressos.
Certo.
022. 022. (OAB/CESGRANRIO/ADVOGADO JUNIOR/PETROBRAS/2015–ADAPTADA) Na hipótese 
de uma parte, na qualidade de autônomo, se obrigar a obter pedidos de compra e venda 
comercializados pela outra parte, tem-se um contrato de:
a) franquia.
b) compra e venda.
c) comissão mercantil.
d) representação comercial.
e) arrendamento mercantil.
Exerce a representação comercial autônoma a pessoa jurídica ou a pessoa física, sem 
relação de emprego, que desempenha, em caráter não eventual por conta de uma ou mais 
pessoas, a mediação para a realização de negócios mercantis,agenciando propostas ou 
pedidos, para, transmiti-los aos representados, praticando ou não atos relacionados com 
a execução dos negócios.
Letra c.
023. 023. (OAB/FCC/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-1ª/2014–ADAPTADA) Atila é produtor 
rural que explora diretamente atividade agro econômica em pequena propriedade de seu 
cunhado. Resolve contratar verbalmente Félix para trabalhar como tratorista por prazo 
determinado para o exercício de atividade de natureza temporária. Nessa situação, com 
fulcro na legislação cabível à espécie, essa modalidade de contratação
a) não é possível porque o contratante deve ser pessoa física ou jurídica, desde que seja 
proprietária do módulo rural.
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b) é possível, não havendo forma específica para sua realização, desde que o contrato não 
supere três meses dentro do período de um ano.
c) é possível, admitindo-se a contratação verbal, desde que não supere três meses dentro 
do prazo de um ano.
d) não é possível por falta de previsão legal para contrato por pequeno prazo, salvo o 
contrato de safra que somente pode ser realizado por pessoa jurídica proprietária rural.
e) não é possível porque o contrato deve ser escrito, desde que não supere dois meses 
dentro do período de um ano.
A alternativa está em conformidade com a lei do trabalho rural que prevê a excepcionalidade 
do contrato por prazo determinado que deve ser por escrito e não pode ser superior a dois 
meses dentro do período de um ano.
Letra e.
024. 024. (OAB/FCC/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-23ª/2015–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
O Direito do Trabalho não permite que se deixe o empregado ao desamparo; consequentemente, 
se o exame da situação concreta revela que a prestação de serviços se desenvolveu em 
violação das normas trabalhistas, não pode o produtor rural, que usufruiu aquele benefício, 
eximir-se de sua responsabilidade para com o empregado. Assim, os demais integrantes 
do consórcio, além daquele a quem tenham sido outorgados os poderes previstos em lei, 
têm responsabilidade subsidiária pelos direitos trabalhistas dos empregados.
Aqui, temos o princípio da proteção. Porém, nos termos da Lei n. 8.213/1991 a responsabilidade 
é solidária. Afirma o dispositivo:
Art. 25-A. Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores 
rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes 
para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos 
seus integrantes, mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos.
§ 1º O documento de que trata o caput deverá conter a identificação de cada produtor, seu 
endereço pessoal e o de sua propriedade rural, bem como o respectivo registro no Instituto Nacional 
de Colonização e Reforma Agrária – INCRA ou informações relativas a parceria, arrendamento 
ou equivalente e a matrícula no Instituto Nacional do Seguro Social – INSS de cada um dos 
produtores rurais.
§ 2º O consórcio deverá ser matriculado no INSS em nome do empregador a quem hajam sido 
outorgados os poderes, na forma do regulamento.
§ 3º Os produtores rurais integrantes do consórcio de que trata o caput serão responsáveis 
solidários em relação às obrigações previdenciárias.
Errado.
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025. 025. (OAB/FADESPE/ASSISTENTE SOCIAL/CONSAPA/2017–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
A Lei n. 13.146, de 2015, estabeleceu, entre outros assuntos, as disposições referentes ao direito 
ao trabalho da pessoa portadora de deficiência. Acerca do tema, é correto afirmar que a pessoa 
com deficiência tem direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação, em ambiente acessível 
e inclusivo, devendo receber as oportunidades mais vantajosas do que as demais pessoas.
Na verdade, o acesso é inclusivo, e deve ser feito em igualdade de condições, exatamente 
para fins de evitar intuito discriminatório. A pessoa com deficiência tem direito, em igualdade 
de oportunidades com as demais pessoas, a condições justas e favoráveis de trabalho, 
incluindo igual remuneração por trabalho de igual valor.
Errado.
026. 026. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
O mandato não é uma relação de emprego, podendo ser, inclusive, de forma gratuita através 
de um contrato de atividade, podendo ser verbal ou escrito, expresso ou tácito.
Nesse aspecto, a resposta está correta, especificamente, pelo CC, conforme os artigos:
Art. 656. O mandato pode ser expresso ou tácito, verbal ou escrito.
Art. 657. A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado. 
Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito.
Art. 658. O mandato presume-se gratuito quando não houver sido estipulada retribuição, exceto 
se o seu objeto corresponder ao daqueles que o mandatário trata por ofício ou profissão lucrativa. 
Parágrafo único. Se o mandato for oneroso, caberá ao mandatário a retribuição prevista em 
lei ou no contrato. Sendo estes omissos, será ela determinada pelos usos do lugar, ou, na falta 
destes, por arbitramento.
Certo.
027. 027. (OAB/INSTITUTO ACESSO/PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL/SEDUC-AM/2018–
ADAPTADA). Julgue o item que se segue.
Para fins de reserva legal, as empresas com mais de cem funcionários devem reservar de 2% 
a 5% das vagas para pessoas portadores de deficiência. Considera-se pessoa com deficiência 
aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou 
sensorial, não podendo participar plena e efetivamente na sociedade em igualdade de 
condições com as demais pessoas.
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A assertiva reúne tanto o conceito de pessoa com deficiência quanto a relação do 
percentual de cotas nas empresas para pessoas com deficiência, nos termos da Lei n. 
8.213/1991, art. 93:
A empresa com 100 (cem) ou mais funcionários está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) 
a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras 
de deficiência, na seguinte proporção legal:
até 200 funcionários – 2%
de 201 a 500 funcionários – 3%
de 501 a 1000 funcionários – 4%
de 1001 funcionários em diante – 5%
Certo.
028. 028. (OAB/FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-6ª/2013–ADAPTADA) Quando o mandato contiver 
a cláusula de irrevogabilidade,
a) se o mandante o revogar poderá ter que pagar perdas e danos.
b) será sempre considerado como em causa própria.
c) será nulo o ato pelo qual o mandante o revogar.
d) a revogação será sempre ineficaz.
e) ele poderá ser revogado somente se a cláusula de irrevogabilidade for condição de um 
negócio bilateral.
Dispõe o CC acerca da matéria:
Art. 685. Conferido o mandato com a cláusula “em causa própria”, a sua revogação não terá 
eficácia, nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes, ficandohttps://www.gran.com.br
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matéria (Tema 1389), que envolve não apenas a validade desses contratos, mas também 
a competência da Justiça do Trabalho para julgar casos de suposta fraude e a definição 
sobre quem deve arcar com o ônus da prova: o trabalhador ou o contratante. Com isso, 
a decisão de mérito que vier a ser proferida pelo STF deverá ser observada por todos os 
tribunais do país ao julgarem casos semelhantes. A suspensão permanecerá válida até que 
o Plenário julgue o mérito do recurso extraordinário.
001. 001. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
A prestação de serviços é uma espécie de relação de trabalho, a ser processada e julgada 
pela Justiça do Trabalho, regulamentada, em capítulo específico, pela CLT.
De fato, a regulamentação é processada e julgada pela Justiça do Trabalho, nos termos 
do art. 114 da Constituição Federal (CF)/1988, mas a regulamentação é feita pelo CC, a 
partir do art. 593, que preceitua: “A prestação de serviço, que não estiver sujeita às leis 
trabalhistas ou a lei especial, reger-se-á pelas disposições deste Capítulo”.
Errado.
Toda espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada 
mediante retribuição.
No contrato de prestação de serviço, quando qualquer das partes não souber ler nem 
escrever, o instrumento poderá ser assinado a rogo e subscrito por duas testemunhas. 
Observa-se a relevância do documento ser escrito, até pela mentalidade diferente do CC, 
que exige uma prestação mais formalizada.
Não se tendo estipulado, nem chegado a acordo as partes, fixar-se-á por arbitramento 
a retribuição, segundo o costume do lugar, o tempo de serviço e a sua qualidade.
A retribuição pagar-se-á depois de prestado o serviço, se, por convenção ou costume, 
não houver de ser adiantada, ou paga em prestações. A prestação de serviço não se poderá 
convencionar por mais de quatro anos, embora o contrato tenha por causa o pagamento 
de dívida de quem o presta, ou se destine à execução de certa e determinada obra.
O prazo máximo é de quatro anos. É diferente, por exemplo, da previsão do contrato por 
prazo determinado e temporário. É importante esse detalhe. Aqui, é irrelevante a conclusão 
ou não da obra contratada. Com quatro anos, encerra-se a prestação de serviços.
Há uma linha muito tênue, na prática, para desconfigurar a relação de prestação de 
serviços para uma relação de emprego. Até porque, na prestação de serviços, não incide 
nenhum dos direitos que já estudamos, e que estão previstos no art. 7 da CF/1988 e nos 
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ditames da CLT. Então, quando for cobrada nas provas a prestação de serviços, deve-se 
esquecer, em tese, o preceituado na CLT.
Não sendo o prestador de serviço contratado para certo e determinado trabalho, 
entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com as suas forças e 
condições. Nesse caso, decorridos quatro anos, dar-se-á por findo o contrato, ainda que 
não concluída a obra.
Não havendo prazo estipulado, nem se podendo inferi-lo da natureza do contrato ou do 
costume do lugar, qualquer das partes, a seu arbítrio, mediante prévio aviso, pode resolver 
o contrato.
Muito embora não seja uma situação de relação de trabalho, o aviso prévio é aqui 
admitido. Destaca-se, principalmente, o prazo máximo de quatro anos. Então, não se 
esqueça: PRAZO MÁXIMO DE 4 ANOS.
Não se conta no prazo do contrato o tempo em que o prestador de serviço, por culpa 
sua, deixou de servir. Se for rompido antes desse prazo, entende-se que é devido o aviso 
prévio, o qual deve ser feito da seguinte forma, nos termos do CC, com prazos diferentes 
dos que constam no art. 7 da CF/1988, até porque não é relação de emprego:
I – com antecedência de oito dias, se o salário se houver fixado por tempo de um mês, ou mais;
II – com antecipação de quatro dias, se o salário se tiver ajustado por semana, ou quinzena;
III – de véspera, quando se tenha contratado por menos de sete dias.
Vamos fazer um mapa mental para fixar esse aviso prévio melhor.
É possível aviso prévio na prestação 
de serviços, nos termos do Código Civil
Aviso prévio de oito dias, se o salário se 
houver fixado por tempo de um mês ou 
mais.Aviso prévio na véspera, quando se tenha 
contratado por menos de sete dias.
Aviso prévio de quatro dias, 
se o salário se tiver ajustado 
por semana ou quinzena.
Aviso prévio
na prestação
de serviços 
002. 002. (INÉDITA/2021) No caso de aviso prévio em situações de prestação de serviços no 
Brasil, nos termos do disposto no CC brasileiro:
a) não há previsão de aviso prévio em caso de prestação de serviço, mas tão só em relação 
ao emprego.
b) existe previsão de aviso prévio de trinta dias, tal como ocorre na relação de emprego.
c) existe previsão de aviso prévio, sendo sempre em todas as situações o prazo de oito dias 
de antecedência.
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d) existe previsão de aviso prévio de quatro dias, se o salário se tiver ajustado por semana, 
ou quinzena.
Existe sim a previsão de aviso prévio, nos exatos termos do art. 599 do CC:
Não havendo prazo estipulado, nem se podendo inferir da natureza do contrato, ou do costume 
do lugar, qualquer das partes, a seu arbítrio, mediante prévio aviso, pode resolver o contrato.
Parágrafo único. Dar-se-á o aviso:
I – com antecedência de oito dias, se o salário se houver fixado por tempo de um mês, ou mais;
II – com antecipação de quatro dias, se o salário se tiver ajustado por semana, ou quinzena;
III – de véspera, quando se tenha contratado por menos de sete dias.
Letra d.
O prestador de serviço contratado por tempo certo, ou por obra determinada, não 
se pode ausentar, ou ser despedido sem justa causa, antes de preenchido o tempo, ou 
concluída a obra.
Caso seja despedido sem justa causa, terá direito à retribuição vencida, mas responderá 
por perdas e danos. O mesmo dar-se-á se for despedido por justa causa.
Se o prestador de serviço for despedido sem justa causa, a outra parte será obrigada 
a pagar-lhe por inteiro a retribuição vencida, e por metade a que lhe tocaria de então ao 
termo legal do contrato.
Findo o contrato, o prestador de serviço tem direito a exigir da outra parte a declaração 
de que o contrato está findo. Igual direito lhe cabe se for despedido sem justa causa, ou se 
tiver havido motivo justo para deixar o serviço.
Nem aquele a quem os serviços são prestados poderá transferir a outrem o direito aos 
serviços ajustados, nem o prestador de serviços, sem aprazimento da outra parte, poderá 
dar substituto que os preste.
Se o serviço for prestado por quem não possua título de habilitação, ou não satisfaça 
outros requisitos estabelecidos em lei, não poderá quem os prestou cobrar a retribuição 
normalmente correspondente ao trabalho executado.
Mas, se deste resultar benefício para a outra parte, o juiz atribui a quem o prestou uma 
compensação razoável, desde que tenha agido com boa-fé. Não se aplica essa compensação 
razoável quando a proibição da prestação de serviço resultar de lei de ordem pública.
O contrato de prestação de serviço acaba com a morteo mandatário dispensado 
de prestar contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato, 
obedecidas as formalidades legais.
Art. 686. A revogação do mandato, notificada somente ao mandatário, não se pode opor aos 
terceiros que, ignorando-a, de boa-fé com ele trataram; mas ficam salvas ao constituinte as 
ações que no caso lhe possam caber contra o procurador.
Parágrafo único. É irrevogável o mandato que contenha poderes de cumprimento ou confirmação 
de negócios encetados, aos quais se ache vinculado.
Letra a.
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029. 029. (FGV/OAB/2016) Plínio é empregado da empresa Vigilância e Segurança Ltda., a qual 
não lhe paga salário há dois meses e não lhe fornece vale-transporte há cinco meses. Plínio 
não tem mais condições de ir ao trabalho e não consegue prover seu sustento e de sua 
família. Na qualidade de advogado(a) de Plínio, de acordo com a CLT, assinale a opção que 
melhor atende aos interesses do seu cliente.
a) Propor uma ação trabalhista pedindo a rescisão indireta em razão do descumprimento do 
contrato por não concessão do vale-transporte, podendo permanecer, ou não, no serviço 
até decisão do processo.
b) Propor uma ação trabalhista pedindo a rescisão indireta em razão do descumprimento 
do contrato por mora salarial.
c) Propor uma ação trabalhista pedindo a rescisão indireta em razão do descumprimento 
do contrato por não concessão do vale-transporte, mas deverá continuar trabalhando até 
a data da sentença.
d) Propor uma ação trabalhista pedindo as parcelas decorrentes da ruptura contratual por 
pedido de demissão, além do vale-transporte e salários atrasados e indenização por dano 
moral, mas seu cliente deve pedir demissão.
O caso da questão é típico de rescisão indireta pelo descumprimento das obrigações 
contratuais. No caso, a mora salarial, para fins da jurisprudência, exige um atraso de 
pelo menos 3 meses. Com a obrigação do contrato de trabalho, e surgindo por parte do 
empregador o descumprimento, entende-se haver falta grave do empregador, mediante 
rescisão indireta. Não é o caso de pedido de demissão. Nesse ponto, é importante verificar 
em cada alternativa a fundamentação e ficar esperto com as peculiaridades da rescisão 
indireta como modalidade de ruptura da relação de emprego.
b) Errada. A jurisprudência entende que a mora salarial é de até 3 meses.
c) Errada. Não precisa continuar trabalhando em casos de rescisão indireta.
d) Errada. Não se trata de pedido de demissão, mas sim de rescisão indireta.
Letra a.
030. 030. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
No contrato individual de trabalho por obra certa, as inscrições na carteira profissional do 
empregado serão feitas pelo construtor, desse modo constituído em empregador, desde 
que exerça a atividade em caráter permanente. Rescindido o contrato de trabalho em face 
do término da obra ou serviço, tendo o empregado mais de 12 (doze) meses de serviço, 
ficar-lhe-á assegurada a indenização por tempo de trabalho com 50% de redução.
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A assertiva está errada, pois, em contrariedade ao que já foi posto no material teórico, 
principalmente acerca do teor da Lei n. 2.959/1956 que versa o seguinte:
Art. 1º No contrato individual de trabalho por obra certa, as inscrições na carteira profissional 
do empregado serão feitas pelo construtor, desse modo constituído em empregador, desde que 
exerça a atividade em caráter permanente.
Art. 2º Rescindido o contrato de trabalho em face do término da obra ou serviço, tendo o empregado 
mais de 12 (doze) meses de serviço, ficar-lhe-á assegurada a indenização por tempo de trabalho na 
forma do artigo 478 da Consolidação das Leis do Trabalho, com 30% (trinta por cento) de redução.
Errado.
031. 031. (OAB/FADESPE/PROCURADOR/PREFEITURA DE MARABÁ–PA/2019–ADAPTADA) A empresa 
prestadora de serviços a terceiros é a pessoa jurídica de direito privado destinada a prestar à 
contratante serviços determinados e específicos. Não se configura vínculo empregatício entre os 
trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de serviços, qualquer que seja o seu ramo, e a 
empresa contratante. Neste passo, contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato 
com empresa de prestação de serviços determinados e específicos. Caso a empresa prestadora 
de serviços a terceiros não pague salários aos seus trabalhadores no período em que ocorrer 
a prestação de serviços para a contratante, a responsabilidade da empresa contratante será
a) inexistente, cabendo a responsabilidade exclusivamente à empresa prestadora de serviços 
a terceiros.
b) solidária.
c) subsidiária.
d) exclusiva, não cabendo nenhuma responsabilidade à empresa prestadora de serviços a 
terceiros.
No caso de terceirização trabalhista, nos termos da Súmula 331 do TST, a responsabilidade 
é subsidiária.
Letra c.
032. 032. (CEBRASPE/ANALISTA DE NÍVEL SUPERIOR/PREFEITURA DE BOA VISTA–RR/2004) Julgue 
o item que se segue.
Na condição de garçom de um conhecido restaurante, Fábio era contratado para atuar em 
várias ocasiões mensais por uma empresa de promoção de festas. Recebia valores fixos por 
dia trabalhado, sem qualquer compromisso quanto a futuras convocações. Nessa situação, 
embora sua atividade fosse necessária aos fins do empreendimento, Fábio qualificava-se 
como trabalhador eventual.
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Nesse caso, tem-se a situação evidente de que não é vínculo de emprego configurado, razão 
pela qual não se trata de labor contínuo e, logo, é um trabalhador eventual.
Certo.
033. 033. (OAB/IBADE/PROCURADOR AUTÁRQUICO/PREFEITURA DE VILA VELHA–ES/2020–
ADAPTADA) A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho estabelece regramentos acerca 
da contratação de serviços mediante terceirização e sua legalidade. De acordo com a súmula 
citada, é correto afirmar que:
a) O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a 
responsabilidade solidária do tomador de serviços quanto àquelas obrigações, desde que 
haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
b) O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a 
responsabilidade subsidiária do tomador de serviços quanto àquelas obrigações, ainda 
que não haja participado da relação processual e não conste do título executivo judicial.
c) A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange algumas das verbas 
decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.
d) Os entes da Administração Pública, direta ou indireta, não respondem subsidiariamente 
em caso de inadimplemento da empresa prestadora de serviços, ainda que evidenciada 
sua conduta culposa.
e) A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo 
de empregocom os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional.
Aqui, aplicamos a súmula 331 do TST, principalmente, para fins de análise de todas as 
alternativas:
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE.
I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo 
diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei n. 6.019, 
de 03.01.1974).
II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de 
emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da 
CF/1988).
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei n. 
7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados 
à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.
IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a 
responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que 
haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
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V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, 
nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento 
das obrigações da Lei n. 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento 
das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida 
responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas 
pela empresa regularmente contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes 
da condenação referentes ao período da prestação laboral.
a) Errada. Trata-se de responsabilidade subsidiária.
b) Errada. É irrelevante.
c) Errada. Abrange todas as verbas, mas não algumas.
d) Errada. Responde sim, nos termos da súmula 331 do TST.
e) Certa. Nos termos da súmula.
Letra e.
034. 034. (OAB/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/MPT/2020–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
O Supremo Tribunal Federal, ao decidir sobre a terceirização, na ADPF n. 324, explicitou que 
não se configura relação de emprego entre a empresa tomadora de serviço e o trabalhador 
terceirizado, em nenhuma hipótese, tanto na atividade-meio, quanto na atividade-fim.
A assertiva está correta, principalmente, no que se refere ao entendimento atual do STF 
acerca da legalidade de terceirização seja em atividade-meio e atividade-fim. Note-se que 
estamos aqui revisando matérias já dadas em livros anteriores e ainda estamos tratando 
nesse livro sobre a terceirização no que se refere ao ente público, nos termos da Súmula 
331 do TST.
Certo.
035. 035. (OAB/CONPASS/ADVOGADO/PREFEITURA DO MORRO DO CHAPÉU/2018–ADAPTADA) 
Julgue o item que se segue.
Motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, parceiros, e trabalhadores 
de outras categorias profissionais reguladas por leis específicas relacionadas a atividades 
compatíveis com o contrato autônomo possuirão a qualidade de empregado.
São, em tese, trabalhadores autônomos, sem qualidade de empregados. Nos termos da 
Portaria n. 349/2018, conforme consta no art. 1:
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A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as formalidades legais, com ou sem 
exclusividade, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3 do 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943, que aprova a Consolidação das Leis do Trabalho.
§ 1º Não caracteriza a qualidade de empregado prevista no art. 3 da Consolidação das Leis do 
Trabalho o fato de o autônomo prestar serviços a apenas um tomador de serviços.
§ 2º O autônomo poderá prestar serviços de qualquer natureza a outros tomadores de serviços 
que exerçam ou não a mesma atividade econômica, sob qualquer modalidade de contrato de 
trabalho, inclusive como autônomo.
§ 3º Fica garantida ao autônomo a possibilidade de recusa de realizar atividade demandada 
pelo contratante, garantida a aplicação de cláusula de penalidade, caso prevista em contrato.
§ 4º Motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, parceiros, e trabalhadores de 
outras categorias profissionais reguladas por leis específicas relacionadas a atividades compatíveis 
com o contrato autônomo, desde que cumpridos os requisitos do caput, não possuirão a qualidade 
de empregado prevista o art. 3 da Consolidação das Leis do Trabalho.
§ 5º Presente a subordinação jurídica, será reconhecido o vínculo empregatício.
Errado.
036. 036. (OAB/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/MPT/2017–ADAPTADA) Julgue o item 
que se segue.
Segundo jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, o trabalho humano 
prestado com os elementos da relação de emprego, mesmo sendo ilícito o objeto do 
respectivo contrato expresso ou tácito, leva à produção de determinados efeitos jurídicos 
trabalhistas, em virtude do princípio da primazia da realidade sobre a forma e do princípio 
da irretroação das nulidades no Direito do Trabalho.
No Brasil, não se admite efeitos aos trabalhos ilícitos. O que a jurisprudência contempla é 
a proteção do trabalho proibido. Nesse ponto, destaque-se que a ilicitude do objeto não 
tem o condão de propiciar efeitos trabalhistas. Exemplo disso é a OJ 199 da SDI-I do TST:
JURISPRUDÊNCIA
JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. OBJETO ILÍCITO. É nulo o 
contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à prática 
do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de validade 
para a formação do ato jurídico.
Errado.
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037. 037. (OAB/FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-3ª/2015–ADAPTADA) O contrato de trabalho é
I – um contrato de direito público, devido à forte limitação sofrida pela autonomia da 
vontade na estipulação de seu conteúdo.
II – concluído, como regra, intuito personae em relação à pessoa do empregador.
III – um contrato sinalagmático.
IV – um contrato sucessivo. A relação jurídica de emprego é uma “relação de débito 
permanente”, em que entra como elemento típico a continuidade, a duração.
V – um contrato consensual. A lei, via de regra, não exige forma especial para sua validade.
Considerando as proposições acima, está correto o que consta APENAS em
a) III, IV e V.
b) III e V.
c) I, II e V.
d) I, III e IV.
e) I, II e IV.
O inciso I está errado, pois o contrato de trabalho é de direito privado. O Inciso II está errado, 
pois a pessoalidade é somente na pessoa do empregado, e não do empregador. O inciso 
III está correto, na medida em que estamos tratando de contrato sinalagmático. O inciso 
IV está correto, bem como o inciso V, pelas característicasda própria relação contratual. 
Nesse ponto, destacam-se aqui as características dos contratos de trabalho, em tese.
Letra a.
038. 038. (OAB/TRT-16ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT-16ª/2011–ADAPTADA) Julgue o 
item que se segue.
Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância e de 
conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio 
do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta, bem como no 
caso de trabalho temporário previsto na Lei n. 6.019, de 03.01.1974.
Aqui, se aplica a Súmula n. 331 do TST:
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE
I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo 
diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário.
II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de 
emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF).
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei n. 
7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados 
à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.
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IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a 
responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que 
haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, 
nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento 
das obrigações da Lei n. 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento 
das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida 
responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas 
pela empresa regularmente contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes 
da condenação referente ao período da prestação laboral.
Certo.
039. 039. (CESPE/OAB/2007) João, médico residente, ingressou com ação na justiça do trabalho 
pleiteando o reconhecimento da relação de emprego com um hospital público municipal. 
Diante dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) Assiste razão a João, uma vez que o período de residência médica deve ser considerado 
relação de emprego, já que presentes os elementos caracterizadores do vínculo, ou seja, 
pagamento de salário, subordinação e permanência.
b) A residência médica é uma modalidade de ensino de pós- graduação, regida sob os 
ditames do Decreto n. 80.281/1977, caracterizada por treinamento em serviço, em regime 
de dedicação exclusiva. Logo, não pode ser caracterizada como relação de emprego.
c) Caberá ao juiz, ao analisar a demanda, definir se houve ou não uma relação de emprego.
d) Durante o período de residência médica, não existe nenhum vínculo entre o médico e 
o hospital, já que apenas assiste aulas no hospital, mas não exerce atividade laborativa.
Acerca das peculiaridades da residência médica, existe a previsão na Lei n. 6.932, de 7 de 
julho de 1981:
Art. 1º A Residência Médica constitui modalidade de ensino de pós-graduação, destinada a 
médicos, sob a forma de cursos de especialização, caracterizada por treinamento em serviço, 
funcionando sob a responsabilidade de instituições de saúde, universitárias ou não, sob a 
orientação de profissionais médicos de elevada qualificação ética e profissional.
§ 1º As instituições de saúde de que trata este artigo somente poderão oferecer programas de 
Residência Médica depois de credenciadas pela Comissão Nacional de Residência Médica.
§ 2º É vedado o uso da expressão residência médica para designar qualquer programa de 
treinamento médico que não tenha sido aprovado pela Comissão Nacional de Residência Médica.
§ 3º A Residência Médica constitui modalidade de certificação das especialidades médicas no Brasil.
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§ 4º As certificações de especialidades médicas concedidas pelos Programas de Residência Médica 
ou pelas associações médicas submetem-se às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
§ 5º As instituições de que tratam os §§ 1º a 4º deste artigo deverão encaminhar, anualmente, 
o número de médicos certificados como especialistas, com vistas a possibilitar o Ministério da 
Saúde a formar o Cadastro Nacional de Especialistas e parametrizar as ações de saúde pública.
Art. 2º Para a sua admissão em qualquer curso de Residência Médica o candidato deverá submeter-
se ao processo de seleção estabelecido pelo programa aprovado pela Comissão Nacional de 
Residência Médica.
Art. 3º O médico residente admitido no programa terá anotado no contrato padrão de matrícula:
a) a qualidade de médico residente, com a caracterização da especialidade que cursa;
b) o nome da instituição responsável pelo programa;
c) a data de início e a prevista para o término da residência;
d) o valor da bolsa paga pela instituição responsável pelo programa.
Letra b.
040. 040. (VUNESP/OAB–SP/2007) O contrato de trabalho por prazo determinado, em nenhuma 
hipótese, poderá ser estipulado por prazo superior a:
a) 120 dias.
b) 180 dias.
c) 2 anos.
d) 3 anos.
Aqui é a aplicação da legislação, conforme artigo da CLT:
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
Letra c.
041. 041. (FGV/OAB/2016) O empregado Júlio foi vítima de um assalto, fora do local de trabalho, 
sem qualquer relação com a prestação das suas atividades, sendo baleado e vindo a falecer 
logo após. O empregado deixou viúva e quatro filhos, sendo dois menores impúberes e 
dois maiores e capazes. Dos direitos abaixo listados, indique aquele que não é devido pela 
empresa e, de acordo com a Lei de Regência, a quem a empresa deve pagar os valores 
devidos ao falecido.
a) A indenização de 40% sobre o FGTS não é devida e os valores devidos ao falecido serão 
pagos aos dependentes habilitados perante a Previdência Social.
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b) As férias proporcionais não são devidas e os valores devidos ao falecido serão pagos aos 
herdeiros.
c) O aviso prévio não é devido e os valores devidos ao falecido serão pagos aos herdeiros.
d) O 13º salário proporcional não é devido e os valores devidos ao falecido serão pagos aos 
dependentes habilitados perante a Previdência Social.
No caso em comento, estamos tratando de um falecimento além do ambiente laboral e 
sem qualquer relação com as suas funções. Assim sendo, não há como fazer o pagamentoda multa dos 40% do FGTS. Isso porque o empregador não deu razão ao falecimento e 
nem ao fim do contrato de trabalho. Além disso, deve-se entender que os beneficiários do 
recebimento das verbas rescisórias devidos ao falecido serão os dependentes habilitados 
perante a Previdência Social. São devidos todos os direitos aos dependentes habilitados 
na Previdência, principalmente férias, em qualquer das modalidades, e o 13º salário. O 
pagamento das verbas não é para os herdeiros, mas para os dependentes habilitados junto 
à Previdência. Nas outras alternativas, assinale a fundamentação.
a) Certa. Na medida em que o empregador não deu causa à ruptura.
b) Errada. São devidas todas as modalidades de férias aos dependentes.
c) Errada. Não é o caso de pagar os herdeiros, mas sim aos dependentes habilitados perante 
a Previdência Social.
d) Errada. Tanto o 13º salário como as férias, em qualquer modalidade, são devidos.
Letra a.
042. 042. (CESPE/OAB/2008) Se uma empresa de médio porte publicar, em jornal de grande 
circulação, anúncio oferecendo vagas para o cargo de secretário executivo e a contratação 
de pessoas do sexo feminino estiver condicionada à apresentação de documento médico que 
ateste que a pretendente à vaga não esteja em estado gestacional, nesse caso, a condição 
imposta no ato de contratação deverá ser considerada
a) procedente, visto que as funções do cargo oferecido não são compatíveis com estado 
gestacional.
b) procedente, dado que o poder de mando do empresário possibilita tal exigência para a 
contratação de pessoas do sexo feminino.
c) improcedente, visto que representa um elemento limitador do acesso feminino ao 
mercado de trabalho.
d) improcedente, sendo possível tornar-se regular mediante a concordância expressa do 
respectivo sindicato da categoria profissional.
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Não deve prosperar, na medida em que existe uma situação de discriminação no acesso 
ao mercado de trabalho e na ocupação de uma das vagas no mercado de trabalho. Nesse 
ponto, é um direito indisponível que sequer permite a concordância expressa do respectivo 
sindicato da categoria profissional. A ideia do enunciado da questão representa um elemento 
limitador do acesso feminino ao mercado de trabalho. É, assim, uma forma de discriminação 
no mercado de trabalho, vedada pela CF/1988 e pela legislação infraconstitucional.
Letra c.
043. 043. (FGV/OAB/2010) O empregado João foi contratado para trabalhar como caixa de um 
supermercado. No ato de admissão, foi-lhe entregue o regulamento da empresa, onde 
constava a obrigatoriedade do uso do uniforme para o exercício do trabalho. Entretanto, 
cerca de cinco meses após a contratação, João compareceu para trabalhar sem o uniforme 
e, por isso, foi advertido. Um mês depois, o fato se repetiu e João foi suspenso por 3 dias. 
Passados mais 2 meses, João compareceu novamente sem uniforme, tendo sido suspenso 
por 30 dias. Ao retornar da suspensão foi encaminhado ao departamento de pessoal, onde 
tomou ciência da sua dispensa por justa causa (indisciplina – art. 482 da CLT). Diante deste 
caso concreto:
a) está correta a aplicação da justa causa, uma vez que João descumpriu reiteradamente 
as ordens genéricas do empregador contidas no regulamento geral.
b) está incorreta a aplicação da justa causa, uma vez que João cometeu ato de insubordinação 
e não de indisciplina.
c) está incorreta a aplicação da justa causa, uma vez que João cometeu mau procedimento.
d) está incorreta a aplicação da justa causa, uma vez que o empregador praticou bis in idem, 
ao punir João duas vezes pelo mesmo fato.
O empregador tem o poder diretivo e, nesse caso, pode aplicar punições, mas com limites. 
Isso porque não poderia aplicar duas vezes para o mesmo fato mais de uma penalidade, 
pois aí seria bis in idem, o que torna inaplicável a justa causa. Nesse cenário da questão, o 
trabalhador recebeu dupla punição, razão pela qual é indevida a dispensa por justa causa 
que é a penalidade mais gravosa para o trabalhador. O empregador pode aplicar punições, 
mas deve ficar atento à razoabilidade e, se possível, quando o caso concreto permitir, a 
gradação da pena.
Letra d.
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044. 044. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Como um dos modelos atuais de flexibilização e desregulamentação trabalhista, destacou-
se o Contrato Verde e Amarelo, da MP 905 que conceituava como sendo modalidade de 
contratação destinada à criação de novos postos de trabalho para as pessoas entre dezoito 
e vinte e nove anos de idade, para fins de registro do primeiro emprego em Carteira de 
Trabalho e Previdência Social. Para fins da caracterização como primeiro emprego, não serão 
considerados os seguintes vínculos laborais: I – menor aprendiz; II – contrato de experiência; 
III – trabalho intermitente; e IV – trabalho avulso.
A assertiva é verdadeira, pois, de fato, a Carteira de Trabalho Verde e Amarela tratava de 
contrato de trabalho sem muitos dos direitos trabalhistas. A MP 905 perdeu sua vigência 
em 20/04/2020, pois não foi convertida em lei. A MP tratava do contrato na seguinte forma:
Art. 1º Fica instituído o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, modalidade de contratação 
destinada à criação de novos postos de trabalho para as pessoas entre dezoito e vinte e nove anos 
de idade, para fins de registro do primeiro emprego em Carteira de Trabalho e Previdência Social. 
Parágrafo único. Para fins da caracterização como primeiro emprego, não serão considerados 
os seguintes vínculos laborais:
I – menor aprendiz;
II – contrato de experiência;
III – trabalho intermitente; e
IV – trabalho avulso.
Certo.
045. 045. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Embora tenha perdido sua vigência, pois não foi convertida em lei, a MP 905 criou espécies 
de flexibilização e desregulamentação de normas trabalhistas como o Contrato de Trabalho 
Verde e Amarelo.
A assertiva é verdadeira, pois de fato a Carteira de Trabalho Verde e Amarela tratava de 
contrato de trabalho sem muitos dos direitos trabalhistas. A MP 905 perdeu sua vigência 
em 20/04/2020, pois não foi convertida em lei. A MP tratava do contrato na seguinte forma:
Art. 1º Fica instituído o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, modalidade de contratação 
destinada à criação de novos postos de trabalho para as pessoas entre dezoito e vinte e nove anos 
de idade, para fins de registro do primeiro emprego em Carteira de Trabalho e Previdência Social. 
Parágrafo único. Para fins da caracterização como primeiro emprego, não serão considerados 
os seguintes vínculos laborais:
I – menor aprendiz;
II – contrato de experiência;
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III – trabalho intermitente; e
IV – trabalho avulso.
Art. 2º A contratação de trabalhadores na modalidade Contrato de Trabalho Verde e Amareloserá 
realizada exclusivamente para novos postos de trabalho e terá como referência a média do total 
de empregados registrados na folha de pagamentos entre 1º de janeiro e 31 de outubro de 2019.
§ 1º A contratação total de trabalhadores na modalidade Contrato de Trabalho Verde e Amarelo 
fica limitada a vinte por cento do total de empregados da empresa, levando-se em consideração 
a folha de pagamentos do mês corrente de apuração.
§ 2º As empresas com até dez empregados, inclusive aquelas constituídas após 1º de janeiro 
de 2020, ficam autorizadas a contratar dois empregados na modalidade Contrato de Trabalho 
Verde e Amarelo e, na hipótese de o quantitativo de dez empregados ser superado, será aplicado 
o disposto no § 1º.
§ 3º Para verificação do quantitativo máximo de contratações de que trata o § 1º, deverá ser 
computado como unidade a fração igual ou superior a cinco décimos e desprezada a fração 
inferior a esse valor.
§ 4º O trabalhador contratado por outras formas de contrato de trabalho, uma vez dispensado, 
não poderá ser recontratado pelo mesmo empregador, na modalidade Contrato de Trabalho 
Verde e Amarelo, pelo prazo de cento e oitenta dias, contado da data de dispensa, ressalvado o 
disposto no parágrafo único do art. 1.
§ 5º Fica assegurado às empresas que, em outubro de 2019, apurarem quantitativo de empregados 
inferior em, no mínimo, trinta por cento em relação ao total de empregados registrados em 
outubro de 2018, o direito de contratar na modalidade Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, 
observado o limite previsto no § 1º e independentemente do disposto no caput.
Art. 3º Poderão ser contratados na modalidade Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, os 
trabalhadores com salário-base mensal de até um salário-mínimo e meio nacional. Parágrafo 
único. É garantida a manutenção do contrato na modalidade Contrato de Trabalho Verde e 
Amarelo quando houver aumento salarial, após doze meses de contratação, limitada a isenção 
das parcelas especificadas no art. 9º ao teto fixado no caput deste artigo.
Art. 4º Os direitos previstos na Constituição são garantidos aos trabalhadores contratados na 
modalidade Contrato de Trabalho Verde e Amarelo.
Parágrafo único. Os trabalhadores a que se refere o caput gozarão dos direitos previstos no 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho, e nas convenções 
e nos acordos coletivos da categoria a que pertença naquilo que não for contrário ao disposto 
nesta Medida Provisória.
Art. 5º O Contrato de Trabalho Verde e Amarelo será celebrado por prazo determinado, por até 
vinte e quatro meses, a critério do empregador. § 1º O Contrato de Trabalho Verde e Amarelo 
poderá ser utilizado para qualquer tipo de atividade, transitória ou permanente, e para substituição 
transitória de pessoal permanente. § 2º O disposto no art. 451 da Consolidação das Leis do 
Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943, não se aplica ao Contrato de Trabalho Verde 
e Amarelo. § 3º O Contrato de Trabalho Verde e Amarelo será convertido automaticamente em 
contrato por prazo indeterminado quando ultrapassado o prazo estipulado no caput, passando 
a incidir as regras do contrato por prazo indeterminado previsto no Decreto-Lei n. 5.452, de 
1943 – Consolidação das Leis do Trabalho, a partir da data da conversão, e ficando afastadas as 
disposições previstas nesta Medida Provisória.
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Art. 6º Ao final de cada mês, ou de outro período de trabalho, caso acordado entre as partes, 
desde que inferior a um mês, o empregado receberá o pagamento imediato das seguintes parcelas:
I – remuneração;
II – décimo terceiro salário proporcional; e
III – férias proporcionais com acréscimo de um terço.
§ 1º A indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, prevista no 
art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990, poderá ser paga, por acordo entre empregado e 
empregador, de forma antecipada, mensalmente, ou em outro período de trabalho acordado 
entre as partes, desde que inferior a um mês, juntamente com as parcelas a que se refere o caput.
§ 2º A indenização de que trata o §1º será paga sempre por metade, sendo o seu pagamento 
irrevogável, independentemente do motivo de demissão do empregado, mesmo que por justa 
causa, nos termos do disposto no art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
Art. 7º No Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, a alíquota mensal relativa à contribuição 
devida para o FGTS de que trata o art. 15 da Lei n. 8.036, de 1990, será de dois por cento, 
independentemente do valor da remuneração.
Art. 8º A duração da jornada diária de trabalho no âmbito do Contrato de Trabalho Verde e 
Amarelo poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, desde que 
estabelecido por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.
§ 1º A remuneração da hora extra será, no mínimo, cinquenta por cento superior à remuneração 
da hora normal.
§ 2º É permitida a adoção de regime de compensação de jornada por meio de acordo individual, 
tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês.
§ 3º O banco de horas poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação 
ocorra no período máximo de seis meses.
§ 4º Na hipótese de rescisão do Contrato de Trabalho Verde e Amarelo sem que tenha havido a 
compensação integral da jornada extraordinária, o trabalhador terá direito ao pagamento das 
horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração a que faça jus na data 
da rescisão.
Certo.
046. 046. (INÉDITA/2021) GODINHO (2020, p. 74) assinala: “A (?) trabalhista consiste na retirada, 
por lei, do manto normativo trabalhista clássico sobre determinada relação socioeconômica 
ou segmento das relações de trabalho, de maneira a permitir o império de outro tipo de 
regência normativa. Em contraponto ao conhecimento expansionista do direito do trabalho, 
que preponderou ao longo da história desse ramo jurídico no Ocidente, a (?) aponta no 
sentido de alargar espaços para fórmulas jurídicas novas de contratação de labor na vida 
econômica e social, naturalmente menos interventivas e protecionistas. Nessa medida, 
a ideia de (?) é mais extremada, pretendendo afastar a incidência do direito do trabalho 
sobre certas relações econômicas da prestação de labor”.
a) negociação coletiva
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b) princípio de que o negociado prevalece sobre o legislado
c) flexibilização trabalhista
d) desregulamentação trabalhista
A desregulamentação trabalhista consiste na retirada, por lei, do manto normativo trabalhista 
clássico sobre determinada relação socioeconômica ou segmento das relações de trabalho, 
de maneira a permitir o império de outro tipo de regência normativa. Em contraponto ao 
conhecimento expansionista do direito do trabalho, que preponderou ao longo da história desse 
ramo jurídico no Ocidente, a desregulamentação trabalhista aponta no sentido de alargar espaços 
para fórmulas jurídicas novas de contratação de labor na vida econômica e social, naturalmente 
menos interventivas e protecionistas. Nessa medida, a ideia dedesregulamentação é mais 
extremada que a ideia de flexibilização, pretendendo afastar a incidência do direito do trabalho 
sobre certas relações econômicas da prestação de labor. (GODINHO, 2020, p. 74)
Letra d.
047. 047. (INÉDITA/2021) Acerca da flexibilização nas negociações trabalhistas, analisando a 
Reforma Trabalhista, no artigo 611-A da CLT, a convenção coletiva e o acordo coletivo de 
trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:
a) remuneração por produtividade, excluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual.
b) pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais e banco de 
horas anual.
c) plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, 
bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança.
d) intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas 
superiores a seis horas.
A questão aborda o fenômeno da flexibilização trabalhista, razão pela qual se torna importante 
saber o teor dos artigos 611-A e 611-B trazidos pela Reforma Trabalhista. A alternativa 
incorreta é a A, pois textualmente se assegura a inclusão das gorjetas percebidas pelo 
empregado, a remuneração por desempenho individual, e não a exclusão, como denota a 
questão. Veja textualmente o dispositivo. É uma possível pegadinha de prova para os alunos 
que são mais desatentos, pois muda todo o sentido da questão. Nesse sentido, destaco o 
artigo 611-A da CLT:
A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre 
outros, dispuserem sobre:
I – pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais;
II – banco de horas anual;
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III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores 
a seis horas;
IV – adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE), de que trata a Lei n. 13.189, de 19 de novembro 
de 2015;
V – plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem 
como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança;
VI – regulamento empresarial;
VII – representante dos trabalhadores no local de trabalho;
VIII – teletrabalho, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente;
IX – remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual;
X – modalidade de registro de jornada de trabalho;
XI – troca do dia de feriado;
XII – enquadramento do grau de insalubridade;
XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades 
competentes do Ministério do Trabalho;
XIV – prêmios de incentivo em bens ou serviços, eventualmente concedidos em programas de 
incentivo;
XV – participação nos lucros ou resultados da empresa.
Letra a.
048. 048. (INÉDITA/2021) Acerca da flexibilização nas negociações trabalhistas, analisando a 
Reforma Trabalhista, no artigo 611-A da CLT, a convenção coletiva e o acordo coletivo de 
trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre, exceto:
a) adesão ao Programa Seguro Desemprego.
b) plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, 
bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança.
c) regulamento empresarial.
d) representante dos trabalhadores no local de trabalho.
A questão aborda o fenômeno da flexibilização trabalhista, razão pela qual se torna 
importante saber o teor dos artigos 611-A e 611-B trazidos pela Reforma Trabalhista. A 
alternativa incorreta é a A, pois textualmente se assegura SEGURO EMPREGO. Ora, não se 
pode regulamentar sobre o SEGURO DESEMPREGO, pois é matéria de interesse da União. É 
uma possível pegadinha de prova para os alunos que são mais desatentos, pois muda todo 
o sentido da questão. Nesse sentido, destaco o artigo 611-A da CLT:
A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre 
outros, dispuserem sobre:
I – pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais;
II – banco de horas anual;
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III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores 
a seis horas;
IV – adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE), de que trata a Lei n. 13.189, de 19 de novembro 
de 2015.
V – plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem 
como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança;
VI – regulamento empresarial;
VII – representante dos trabalhadores no local de trabalho.
Letra a.
049. 049. (FGV/OAB/2019) Em uma grande empresa que atua na prestação de serviços de 
telemarketing e possui 250 funcionários, trabalham as empregadas listadas a seguir: Alice, 
que foi contratada a título de experiência, e, um pouco antes do término do seu contrato, 
engravidou; Sofia, que foi contratada a título temporário, e, pouco antes do termo final de 
seu contrato, sofreu um acidente do trabalho; Larissa, que foi indicada pelo empregador para 
compor a CIPA da empresa; Maria Eduarda, que foi eleita para a comissão de representantes 
dos empregados, na forma da CLT alterada pela Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista). 
Diante das normas vigentes e do entendimento consolidado do TST, assinale a opção que 
indica as empregadas que terão garantia no emprego.
a) Sofia e Larissa, somente.
b) Alice e Maria Eduarda, somente.
c) Alice, Sofia e Maria Eduarda, somente.
d) Alice, Sofia, Larissa e Maria Eduarda.
Aqui estamos tratando de garantia provisória no emprego, inclusive na nova modalidade 
de garantia trazida pela CLT, que foi a de representantes dos empregados. Com base nisso, 
no caso de Alice, que foi contratada a título de experiência e, um pouco antes do término 
do seu contrato, engravidou, há a proteção do Direito do Trabalho, nos termos do artigo 
10 do ADCT da CF/1988 e entendimento do TST; no caso de Sofia, que foi contratada a 
título temporário, e, pouco antes do termo final de seu contrato, sofreu um acidente do 
trabalho – para o TST existe, sim, a garantia provisória, por se tratar de ACIDENTE; no de 
Larissa, que foi indicada pelo empregador para compor a CIPA da empresa – nesse caso, ela 
não tem direito à garantia provisória, salvo se tivesse sido eleita pelos empregados; Maria 
Eduarda, eleita para a comissão de representantes dos empregados – essa foi a inovação da 
Reforma Trabalhista. Então todas teriam a garantia provisória no emprego, salvo Larissa. 
Veja aqui o entendimento do TST, de acordo com o item III da Súmula 378:
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JURISPRUDÊNCIA
O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza de 
garantia provisóriade emprego em caso de acidente de trabalho, nos termos do artigo 
118 da Lei da Previdência Social (Lei n. 8.213/1991).
A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito à estabilidade 
provisória de um repositor de loja da Mazzini – Administração e Empreitas Ltda, de 
São Paulo (SP). Ele prestava serviços ao Carrefour Shopping Taboão, em Taboão da 
Serra (SP), e sofreu acidente a caminho do trabalho. A decisão segue o entendimento 
consolidado do TST sobre a matéria. O empregado contou, na reclamação trabalhista, 
que o acidente acarretou uma lesão que exigiu a realização de procedimento cirúrgico. 
Durante o afastamento de 30 dias, foi demitido. Ele sustentou que teria direito à 
estabilidade provisória, pois acidentes ocorridos durante o deslocamento para o 
trabalho constituem acidentes de trabalho.
Letra c.
050. 050. (FGV/OAB/2019) Uma indústria de calçados, que se dedica à exportação, possui 75 
empregados. No último ano, Davi foi aposentado por invalidez, Heitor pediu demissão do 
emprego, Lorenzo foi dispensado por justa causa e Laura rompeu o contrato por acordo 
com o empregador, aproveitando-se da nova modalidade de ruptura trazida pela Lei n. 
13.467/2017 (Reforma Trabalhista). De acordo com a norma de regência, assinale a opção 
que indica, em razão dos eventos relatados, quem tem direito ao saque do FGTS.
a) Davi e Laura, somente.
b) Todos poderão sacar o FGTS.
c) Laura, somente.
d) Davi, Heitor e Lorenzo, somente.
Nos casos de aposentadoria por invalidez, é possível o saque do FGTS? Sim, conforme 
previsto no artigo 20 da Lei n. 8.036/1990, a conta do FGTS poderá ser movimentada nos 
casos de aposentadoria pela Previdência Social, inclusive nos casos de aposentadoria por 
invalidez. Quem pede demissão ou é dispensado por justa causa, não pode fazer saque de 
FGTS. Com isso, as pessoas acima que pediram demissão ou foram demitidas por justa 
causa não fazem jus. Contudo, pela LEI DO FGTS, os aposentados por invalidez podem fazer 
saque do FGTS, assim como aqueles que fizeram acordo com o seu empregador. A demissão 
em comum acordo foi incluída na Reforma Trabalhista como forma de regulamentação de 
negociações ilegais feitas entre empregadores e funcionários. A demissão em comum acordo 
ocorre quando a empresa e o colaborador definem o fim do contrato de trabalho de forma 
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consensual. Nos termos do artigo 484-A da CLT: Assim que firmado o acordo o trabalhador 
terá direito ao receber o pagamento das verbas rescisórias, mas com algumas limitações 
que antes não existiam e que a fazem ser diferentes das outras formas de extinção do 
contrato de trabalho. O empregado que aceitar o acordo receberá as verbas rescisórias da 
seguinte forma: a) o valor devido de aviso prévio indenizado será pago ao empregado apenas 
a metade, ou seja, a multa rescisória é de 40%, mas será pago ao empregado apenas 20% 
do calculado sobre o FGTS.
Letra a.
051. 051. (FGV/OAB/2012) De acordo com o entendimento consolidado da jurisprudência, a 
mudança de regime jurídico do empregado celetista para estatutário
a) não gera alteração no contrato de trabalho, que permanece intacto.
b) gera a suspensão do contrato de trabalho pelo período de três anos, prazo necessário 
para que o servidor público adquira estabilidade.
c) gera extinção do contrato de trabalho, iniciando-se o prazo prescricional da alteração.
d) não gera alteração no contrato de trabalho, mesmo porque o empregado não é obrigado 
a aceitar a alteração de regime jurídico.
A alteração de regime jurídico, de celetista para estatutário, implica a extinção do contrato 
de trabalho (Súmula 382 do TST) por causa alheia à vontade do obreiro (art. 20, I, da Lei 
n. 8.036/1990), hipótese em que se autoriza o levantamento do FGTS. Esse também é o 
entendimento pacífico do TST.
Letra c.
052. 052. (FGV/OAB/2018) Paulo é policial militar da ativa da Brigada Militar do Rio Grande do 
Sul. Como policial militar, trabalha em regime de escala 24h x 72h. Nos dias em que não tem 
plantão no quartel, atua como segurança em uma joalheria de um shopping center, onde 
tem que trabalhar três dias por semana, não pode se fazer substituir por ninguém, recebe 
remuneração fixa mensal e tem que cumprir uma rotina de 8 horas a cada dia laborado. 
Os comandos do trabalho lhe são repassados pelo gerente-geral da loja, sendo que ainda 
ajuda nas arrumações de estoque, na conferência de mercadorias e em algumas outras 
funções internas. Paulo não teve a CTPS anotada pela joalheria. Diante dessa situação, à 
luz das normas da CLT e da jurisprudência consolidada do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Estão preenchidos os requisitos da relação de emprego, razão pela qual Paulo tem vínculo 
empregatício com a joalheria, independentemente do fato de ser policial militar da ativa, e 
de sofrer eventual punição disciplinar administrativa prevista no estatuto do Policial Militar.
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b) Estão preenchidos os requisitos da relação de emprego, mas Paulo não poderá ter vínculo 
empregatício com a joalheria, em razão da punição disciplinar administrativa prevista no 
estatuto do Policial Militar.
c) Não estão presentes os requisitos da relação de emprego, uma vez que Paulo poderá ser 
requisitado pela Brigada Militar e não poderá trabalhar nesse dia para a joalheria.
d) Estão preenchidos os requisitos da relação de emprego, sendo indiferente à relação de 
emprego uma eventual punição disciplinar administrativa prevista no estatuto do Policial 
Militar, mas Paulo não pode ter vínculo empregatício com a joalheria tendo em vista que a 
função pública exige dedicação exclusiva.
Nesse caso, a premissa é a letra da Súmula 386 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
POLICIAL MILITAR. Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa privada: 
Preenchidos os requisitos do art. 3 da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de 
emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual 
cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
a) Certa. Nos termos da súmula do TST.
b) Errada. Pode ter vínculo de emprego.
c) Errada. Estão preenchidos os requisitos.
d) Errada. Pode ter vínculo reconhecido.
Letra a.
053. 053. (INÉDITA/2021) “O direito do trabalho é ramo jurídico especializado, que regula certo 
tipo de relação laborativa na sociedade contemporânea. Seu estudo deve se iniciar pela 
apresentação de suas características essenciais, permitindo ao analista uma imediata 
visualização de seus contornos próprios atualizados” (Maurício Godinho Delgado). Diante 
da taxonomia e classificação do direito do trabalho, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Existem teorias subjetivas, objetivas e mistas para definir o Direito do Trabalho, sendo 
que as mistas são as mais completas ao cumular os sujeitos da relação com o objeto de 
proteção do Direito do Trabalho.
b) No sentido teleológico, busca-se no conceito do Direito do Trabalho garantir um 
aperfeiçoamento constante nas condições de pactuação da força do trabalho.
c) O Direito Coletivo do Trabalho trata, entre outros, dos grupos jurídicos normativamente 
especificados, considerando a ação coletiva através das respectivas associaçõese sindicatos 
de filiação compulsória.
d) O Direito do Trabalho é ramo de Direito Privado, muito embora haja normas de interesse 
público.
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Definição é quando constatamos os elementos mais importantes/essenciais que podem 
identificar determinado instituto jurídico. Por exemplo, é preciso definir o Direito do 
Trabalho, ou seja, apresentar os seus principais pontos de características desse ramo (sua 
estrutura essencial). A doutrina mais destacada do Direito do Trabalho traz, pelo menos, 
três tipos de definições a partir do seu ponto de partida do estudo de Direito do Trabalho. 
Temos definições subjetivas, objetivas e mistas:
• Subjetivas – definições pelo SUJEITO, ou seja, o ponto de partida aqui vai ser exatamente 
as partes da relação: empregado e empregador;
• Objetivas – definições pelo OBJETO, ou seja, a relação jurídica de trabalho apontada 
pelas partes;
• Mistas – definições mais amplas que trazem elementos subjetivos como objetivos.
A alternativa C está errada, pois, com a Reforma Trabalhista, a sindicalização não é mais 
compulsória, obrigatória. Temos a situação atual no Brasil de filiação facultativa.
Letra c.
054. 054. (FGV/OAB/2018) Um aprendiz de marcenaria procura um advogado para se inteirar 
sobre o FGTS que vem sendo depositado mensalmente pelo empregador na sua conta 
vinculada junto à CEF, na razão de 2% do salário, e cujo valor é descontado juntamente com 
o INSS. Com relação ao desconto do FGTS, assinale a afirmativa correta.
a) O FGTS deveria ser depositado na ordem de 8% e não poderia ser descontado.
b) A empresa, por se tratar de aprendiz, somente poderia descontar metade do FGTS 
depositado.
c) A empresa está equivocada em relação ao desconto, pois o FGTS é obrigação do empregador.
d) A conduta da empresa é regular, tanto em relação ao percentual quanto ao desconto.
O percentual do desconto do FGTS do menor aprendiz é de 2% e deve ser descontado do 
salário do menor, pois o FGTS tem essa noção de poupança forçada. Veja aqui a Lei do FGTS, 
artigo 15, § 7º da Lei n. 8.036/1990. Com isso, está correta a alternativa D.
No contrato de aprendizagem é de 2%.
Letra d.
055. 055. (OAB/CESPE/ASSISTENTE SECRETARIADO EXECUTIVO/FUNPRESP-JUD/2016–ADAPTADA) 
Helena, profissional de secretariado executivo, em razão da amizade de infância que mantinha 
com Laura, filha do dono de uma pequena empresa de engenharia, passou a auxiliar a amiga 
na organização de documentos do estabelecimento comercial sem a formalização de um 
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acordo trabalhista escrito. Com o tempo, foi assumindo informalmente as funções próprias 
de uma secretária e passou a ser remunerada pelo seu trabalho, embora com valor abaixo 
do mercado. Por diversas vezes, em períodos de grande volume de tarefas a executar, 
Helena, que coordenava as tarefas de dois técnicos de secretariado, teve de estender sua 
jornada de trabalho até as 23 horas, retornando no dia seguinte ao trabalho às 8 horas da 
manhã. Entre as várias atribuições de Helena encontravam-se a orientação e avaliação da 
correspondência para fins de encaminhamento à chefia, além da classificação, do registro 
e da distribuição de correspondências.
Considerando essa situação hipotética e as disposições contidas na legislação pertinente 
acerca de contrato de trabalho, direitos trabalhistas, sigilo profissional e atribuições do 
secretário executivo, julgue o seguinte item:
Ainda que não tenha existido um acordo trabalhista escrito, o simples fato de o responsável 
pela referida empresa ter aceitado o trabalho a ser realizado por Helena, uma secretária 
executiva, criou, desde o início das atividades secretariais, um vínculo que obriga o contratante 
ao pagamento de salário pelo serviço prestado à empresa.
A conclusão da questão está correta, na medida em que o artigo 443 da CLT menciona o 
acordo de trabalho tácito, expresso, verbal ou por escrito. Nesse ponto, pode ser pleiteada, 
sim, a declaração do vínculo de emprego de Helena. Com isso, dispõe:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Certo.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 2011.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília: Senado Federal, 1943.
BRASIL. Lei n. 4.886, de 9 de dezembro de 1965. Regula as atividades dos 
representantes comerciais autônomos. Brasília: Ministério da Fazenda; Ministério do 
Trabalho e Previdência Social, 1965. Disponível em: https://legislacao.presidencia.gov.br/
atos/?tipo=LEI&numero=4886&ano=1965&ato=d86MTSE5UeZRVT0. Acesso em: nov. 2020.
BRASIL. Lei n. 6.001, de 19 de dezembro de 1973. Estatuto do Índio. Brasília: 
Ministério da Justiça, 1973. Disponível em: https://legislacao.presidencia.gov.br/
atos/?tipo=LEI&numero=6001&ano=1973&ato=c03g3Yq5EenRVT213. Acesso em: nov. 
2020.
BRASIL. Lei n. 5.889. de 8 de junho de 1973. Lei do Trabalhador Rural. Brasília: 
Ministério do Trabalho, 1973. Disponível em: https://legislacao.presidencia.gov.br/
atos/?tipo=LEI&numero=5889&ano=1973&ato=4acUTVU5EenRVT382. Acesso em: nov. 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988.
BRASIL. Código Civil Brasileiro. Brasília: Senado Federal, 2002.
 BRASIL. Lei Complementar n. 150 de 1 de junho de 2015. Regulamenta o Trabalhador 
Doméstico. Brasília: Casa Civil, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/lcp/lcp150.htm. Acesso em: nov. 2020.
BRASIL. Site oficial do Supremo Tribunal Federal. Brasília: Superior Tribunal de Justiça 
[s/d]. Disponível em: www.stf.jus.br. Acesso em: out. 2020.
BRASIL. Site oficial do Tribunal Superior do Trabalho. Brasília: Tribunal Superior do 
Trabalho [s/d]. Disponível em: www.tst.jus.br. Acesso em: out. 2020.
BRASIL. A Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho. Brasília: 
Ministério do Trabalho e Emprego, [s/d].
CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 11ª ed. São Paulo: Editora Método, 2015.
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 19ª ed. São Paulo: Editora LTR, 2019.
DELGADO, Maurício Godinho; DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: 
com os Comentários à Lei n. 13.467/2017. São Paulo: Editora LTR, 2017.
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ANEXOANEXOSúmula n. 129 do TST
CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO. A prestação de serviços a mais de uma 
empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza 
a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário.
Competência para julgar litígio sobre contratos de representação comercial é da 
Justiça Comum.
Para a maioria do Plenário, a relação entre o representante e a empresa representada 
não é de trabalho, mas comercial.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a competência para processar e julgar ações 
que envolvam contratos de representação comercial autônoma é da Justiça Comum, e não 
da Justiça do Trabalho. A questão foi objeto do Recurso Extraordinário (RE) 606003, com 
repercussão geral (Tema 550), julgado na sessão virtual encerrada em 25/9, e vai orientar 
decisões em processos semelhantes sobrestados em outras instâncias.
O recurso foi interposto contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que 
reconheceu a competência da Justiça trabalhista para julgar ações que envolvem a cobrança 
de comissões referentes à relação jurídica entre um representante comercial e a empresa 
por ele representada. Segundo o TST, a Emenda Constitucional (EC) 45 teria retirado da 
Justiça Comum (estadual) a atribuição de examinar processos que tratem de controvérsias 
sobre relação de trabalho.
Relação Comercial
Prevaleceu o entendimento do ministro Luís Roberto Barroso no sentido da competência 
da Justiça Comum. Ele explicou que, de acordo com a jurisprudência do STF, nem toda relação 
entre o contratante de um serviço e o seu prestador caracteriza relação de trabalho. No caso 
da representação comercial autônoma, segundo Barroso, não há, entre as partes, vínculo 
de emprego ou relação de trabalho, mas relação comercial regida pela Lei n. 4.886/1965, 
que estabelece a competência da Justiça Comum.
Barroso destacou que, segundo a lei, a representação comercial configura contrato 
típico de natureza comercial, que pode ser realizada por pessoa jurídica ou pessoa física, 
não havendo relação de emprego nessa mediação para a realização de negócios mercantis. 
Observou, ainda, que o caso concreto trata de pedido de pagamento de comissões atrasadas, 
sem natureza trabalhista. Seu voto foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Dias 
Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luiz Fux.
Ficaram vencidos os ministros Marco Aurélio (relator), Edson Fachin e Rosa Weber, que 
entendem que há relação de trabalho na representação comercial, o que atrai a competência 
da Justiça trabalhista.
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Tese
A tese de repercussão geral fixada foi a seguinte: “Preenchidos os requisitos dispostos 
na Lei n. 4.886/1965, compete à Justiça Comum o julgamento de processos envolvendo 
relação jurídica entre representante e representada comerciais, uma vez que não há relação 
de trabalho entre as partes”.
Jurisprudência do TST sobre Representação Comercial por Pessoa Física
A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que a Justiça do Trabalho 
é competente para resolver conflito envolvendo relação de trabalho do representante 
comercial, ainda que não haja pedido de reconhecimento de vínculo de emprego (TST – RR 
1423-08.2010.5.15.0129, DEJT 05/07/19). O fundamento da decisão consta da ementa, 
que dispõe: LIDE DECORRENTE DE CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL CELEBRADO 
POR PESSOA FÍSICA. COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Desde a Emenda 
Constitucional n. 45/2004, a competência dessa Justiça Especializada foi significativamente 
ampliada para albergar todas as relações de trabalho entre pessoas físicas, e não mais apenas 
as lides decorrentes de vínculo de emprego. Na hipótese dos autos, o autor, na qualidade 
de representante comercial autônomo, pleiteia parcelas do contrato civil estabelecido com 
a ré. Não se trata, assim, de lide civil entre pessoas jurídicas, mas de discussão em torno 
do trabalho prestado por pessoa física, a atrair a competência da Justiça do Trabalho, nos 
exatos termos do artigo 114, I, da Constituição Federal. Precedentes. Recurso de revista 
conhecido e provido.
Súmula n. 331 do TST
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE. I – A contratação de trabalhadores 
por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador 
dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei n. 6.019, de 03.01.1974). II – A 
contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de 
emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 
37, II, da CF/1988). III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de 
serviços de vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como 
a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a 
pessoalidade e a subordinação direta. IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, 
por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços 
quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste 
também do título executivo judicial. V – Os entes integrantes da Administração Pública 
direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso 
evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 8.666, de 
21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais 
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e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não 
decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa 
regularmente contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas 
decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.
Súmula n. 363 do TST CONTRATO NULO. EFEITOS
A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso 
público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao 
pagamento da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, 
respeitado o valor da hora do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
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	Sumário
	Apresentação
	Contrato de Trabalho e Contratos Afins
	1. Ponderações sobre Contratos Plúrimos e de Equipe
	2. Contrato de Prestação de Serviço
	3. Contrato de Mandato
	4. Contrato de Parceria Rural
	5. Contrato de Representação Comercial
	6. Empregado Vendedor
	7. Contrato de Obra Certa8. Contratos em que o Estado é Empregador
	9. Ponderações sobre o Sistema de Cotas no Contrato de Trabalho
	Resumo
	Mapas Mentais
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexode qualquer das partes. A morte 
dissolve o contrato de prestação de serviços, diferente do que pode ocorrer na relação 
de emprego.
Termina, ainda, pelo escoamento do prazo, pela conclusão da obra, pela rescisão do 
contrato mediante aviso prévio, por inadimplemento de qualquer das partes, ou pela 
impossibilidade da continuação do contrato, motivada por força maior.
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Aquele que aliciar pessoas obrigadas em contrato escrito a prestar serviço a outrem 
pagará a elas a importância que ao prestador de serviço, pelo ajuste desfeito, houvesse de 
caber durante dois anos, como uma espécie de indenização.
A alienação do prédio agrícola, onde a prestação dos serviços se opera, não importa 
a rescisão do contrato, salvo ao prestador opção entre continuá-lo com o adquirente da 
propriedade ou com o primitivo contratante. Aqui pode existir ou não a continuidade da 
prestação do serviço.
A matéria referente à prestação de serviços não é regida pela CLT, como a relação de emprego, 
mas sim pelo CC, a partir do art. 593. Não sendo o prestador de serviço contratado para 
certo e determinado trabalho, entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço 
compatível com as suas forças e condições.
Veja o mapa mental:
Regulamentada pelo CC (não, pela CLT).
Toda a espécie de serviço ou trabalho 
lícito, material ou imaterial pode ser 
contratada mediante retribuição.
O prestador de serviço contratado 
não se pode ausentar ou despedir 
sem justa causa, antes de preenchido 
o tempo ou concluída a obra. 
Decorridos quatro anos, dar-se-á 
por findo o contrato, ainda que 
não concluída a obra. A retribuição pagar-se-á depois 
de prestado o serviço, se, por 
convenção ou costume, não 
houver de ser adiantada, ou 
paga em prestações.
Não se poderá convencionar 
por mais de quatro anos.
Prestação 
de serviços 
3 . CoNTraTo De MaNDaTo3 . CoNTraTo De MaNDaTo
O contrato de mandato é tratado também pelo CC, em vez da CLT. É diferente do contrato 
de trabalho, mas é uma forma de prestação de serviços. É o que chamamos de relação de 
trabalho, que é o gênero, do qual a prestação de serviço é espécie.
Configura-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, 
praticar atos ou administrar interesses.
Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular, 
que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante. O instrumento particular que trata do 
mandato deve conter a indicação do lugar onde foi passado, a qualificação do outorgante e do 
outorgado, a data e o objetivo da outorga, com a designação e a extensão dos poderes conferidos.
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Ainda quando se outorgue mandato por instrumento público, pode substabelecer-se 
mediante instrumento particular. O mandato pode ser expresso ou tácito, verbal ou escrito.
A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado. Não 
se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito. Então, a conclusão é 
que nem sempre o mandato pode ser verbal. Cuidado com o enunciado da questão da prova.
Esses tipos de contratos que estamos estudando neste livro digital podem ser cobrados 
nas provas de Direito do Trabalho e nas provas de Direito Civil.
 Obs.: Cuidado para não confundir no gabarito: o mandato pode ser expresso ou tácito, verbal 
ou escrito. A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser 
praticado. Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito.
Vamos fixar no mapa mental as principais características.
Quando alguém recebe de outrem 
poderes para, em seu nome, praticar 
atos ou administrar interesses.
Todas as pessoas capazes são aptas 
para dar procuração mediante 
instrumento particular.
O mandato presume-se gratuito 
quando não houver sido 
estipulada retribuição.
Não se admite mandato verbal 
quando o ato deva ser 
celebrado por escrito.
Pode ser expresso ou tácito, 
verbal ou escrito.
Contrato 
de mandato 
O mandato pode ser gratuito ou oneroso. O mandato presume-se gratuito quando não 
houver sido estipulada retribuição, exceto se o seu objeto corresponder ao daqueles que o 
mandatário trata por ofício ou profissão lucrativa.
Se o mandato for oneroso, caberá ao mandatário a retribuição prevista em lei ou no 
contrato. Sendo estes omissos, será ela determinada pelos usos do lugar, ou, na falta 
destes, por arbitramento.
003. 003. (INÉDITA/2021) São características do mandato:
a) verbal.
b) escrito.
c) oneroso.
d) gratuito.
e) todas as alternativas.
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Todas as alternativas estão corretas. Nesse sentido, nota-se o CC: “Art. 656. O mandato 
pode ser expresso ou tácito, verbal ou escrito.”.
Letra e.
A aceitação do mandato pode ser tácita, e resulta do começo da execução. O mandato 
pode ser especial a um ou mais negócios determinadamente, ou geral a todos os do mandante. 
O mandato em termos gerais só confere poderes de administração.
É importante para o seguinte aspecto acerca dos limites dos poderes do mandato. Isso 
porque, nos termos do art. 661 do CC:
§ 1º Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da 
administração ordinária, depende a procuração de poderes especiais e expressos.
O poder de transigir não importa o de firmar compromisso. Segundo o art. 662 do CC:
Os atos praticados por quem não tenha mandato, ou o tenha sem poderes suficientes, são 
ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados, salvo se este os ratificar.
Parágrafo único. A ratificação há de ser expressa, ou resultar de ato inequívoco, e retroagirá à data do ato.
Nesse ponto, temos os poderes do mandatário, dispostos nos arts. 664 e 665 do CC.
Art. 664. O mandatário tem o direito de reter, do objeto da operação que lhe foi cometida, quanto 
baste para pagamento de tudo que lhe for devido em consequência do mandato.
Art. 665. O mandatário que exceder os poderes do mandato, ou proceder contra eles, será 
considerado mero gestor de negócios, enquanto o mandante não ratificar os atos.
É importante saber para as provas: quem pode ser o mandatário? O maior de dezesseis e menor 
de dezoito anos não emancipado pode ser mandatário, mas o mandante não tem ação contra ele 
senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às obrigações contraídas por menores.
Essa exigência da idade é importante, uma vez que, conforme o art. 667 do CC:
O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato, e 
a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer, sem 
autorização, poderes que devia exercer pessoalmente.
A atividade do mandatário é personalíssima, na medida em que só pode o mandato se 
substituir por outro se houver autorização expressado mandatário. O referido artigo dispõe:
§ 1º Se, não obstante proibição do mandante, o mandatário se fizer substituir na execução do 
mandato, responderá ao seu constituinte pelos prejuízos ocorridos sob a gerência do substituto, 
embora provenientes de caso fortuito, salvo provando que o caso teria sobrevindo, ainda que 
não tivesse havido substabelecimento.
§ 2º Havendo poderes de substabelecer, só serão imputáveis ao mandatário os danos causados 
pelo substabelecido, se tiver agido com culpa na escolha deste ou nas instruções dadas a ele.
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Mas tudo é limitado pelos poderes dados pelo mandante que pode proibir o 
substabelecimento. Veja o estabelecido nos seguintes artigos do CC:
Art. 668. O mandatário é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante, transferindo-lhe 
as vantagens provenientes do mandato, por qualquer título que seja.
Art. 669. O mandatário não pode compensar os prejuízos a que deu causa com os proveitos que, 
por outro lado, tenha granjeado ao seu constituinte.
Art. 670. Pelas somas que devia entregar ao mandante ou recebeu para despesa, mas empregou 
em proveito seu, pagará o mandatário juros, desde o momento em que abusou.
Pode haver mais de um mandatário envolvido na relação:
Art. 672. Sendo dois ou mais os mandatários nomeados no mesmo instrumento, qualquer deles 
poderá exercer os poderes outorgados, se não forem expressamente declarados conjuntos, nem 
especificamente designados para atos diferentes, ou subordinados a atos sucessivos. Se os 
mandatários forem declarados conjuntos, não terá eficácia o ato praticado sem interferência 
de todos, salvo havendo ratificação, que retroagirá à data do ato.
Embora ciente da morte, interdição ou mudança de estado do mandante, deve o 
mandatário concluir o negócio já começado, se houver perigo na demora.
Por sua vez, segundo o arts. 675 e 676 do CC:
Art. 675. O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário, 
na conformidade do mandato conferido, e adiantar a importância das despesas necessárias à 
execução dele, quando o mandatário lho pedir.
Art. 676. É obrigado o mandante a pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas 
da execução do mandato, ainda que o negócio não surta o esperado efeito, salvo tendo o 
mandatário culpa.
Veja que, aqui, não estamos tratando de salários.
O CC prossegue discorrendo sobre as obrigações dos mandantes nos artigos seguintes:
Art. 677. As somas adiantadas pelo mandatário, para a execução do mandato, vencem juros 
desde a data do desembolso.
Art. 678. É igualmente obrigado o mandante a ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer 
com a execução do mandato, sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes.
Art. 679. Ainda que o mandatário contrarie as instruções do mandante, se não exceder os limites 
do mandato, ficará o mandante obrigado para com aqueles com quem o seu procurador contratou; 
mas terá contra este ação pelas perdas e danos resultantes da inobservância das instruções.
Um dos pontos mais importantes para as provas são os motivos de cessação do mandato, 
estabelecidos no art. 682 do CC:
Art. 682. Cessa o mandato:
I – pela revogação ou pela renúncia;
II – pela morte ou interdição de uma das partes;
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III – pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes, ou o mandatário 
para os exercer;
IV – pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio.
Observe a cláusula de revogabilidade do mandato, expressa no arts. 683 a 691 do CC:
Art. 683. Quando o mandato contiver a cláusula de irrevogabilidade e o mandante o revogar, 
pagará perdas e danos.
Art. 684. Quando a cláusula de irrevogabilidade for condição de um negócio bilateral, ou tiver 
sido estipulada no exclusivo interesse do mandatário, a revogação do mandato será ineficaz.
Art. 685. Conferido o mandato com a cláusula “em causa própria”, a sua revogação não terá 
eficácia, nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensado 
de prestar contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato, 
obedecidas as formalidades legais.
Art. 686, Parágrafo único. É irrevogável o mandato que contenha poderes de cumprimento ou 
confirmação de negócios encetados, aos quais se ache vinculado.
Art. 687. Tanto que for comunicada ao mandatário a nomeação de outro, para o mesmo negócio, 
considerar-se-á revogado o mandato anterior.
Art. 688. A renúncia do mandato será comunicada ao mandante, que, se for prejudicado pela 
sua inoportunidade, ou pela falta de tempo, a fim de prover à substituição do procurador, será 
indenizado pelo mandatário, salvo se este provar que não podia continuar no mandato sem 
prejuízo considerável, e que não lhe era dado substabelecer.
Art. 690. Se falecer o mandatário, pendente o negócio a ele cometido, os herdeiros, tendo ciência 
do mandato, avisarão o mandante, e providenciarão a bem dele, como as circunstâncias exigirem.
Art. 691. Os herdeiros, no caso do artigo antecedente, devem limitar-se às medidas conservatórias, 
ou continuar os negócios pendentes que se não possam demorar sem perigo, regulando-se os 
seus serviços dentro desse limite, pelas mesmas normas a que os do mandatário estão sujeitos.
Vamos recapitular o importante da disciplina pelo mapa mental abaixo.
É obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo 
mandatário.
Pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas 
da execução do mandato, ainda que o negócio não surta o 
esperado efeito.
Ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a exe-
cução do mandato, sempre que não resultem de culpa sua ou 
de excesso de poderes. 
É obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução 
do mandato.
Tem que indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou 
daquele a quem substabelecer, sem autorização, poderes que 
devia exercer pessoalmente.
É obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante, trans-
ferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato, por qual-
quer título que seja. 
Partes da relação de 
mandato
Mandante 
Mandatário 
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4 . CoNTraTo De ParCeria rUral4 . CoNTraTo De ParCeria rUral
Acerca desse contrato, destaco a definição de Godinho (2021, p. 732):
Parceria rural é o contrato mediante o qual uma ou mais pessoas comprometem-se a realizar 
ou mandar realizar uma ou mais tarefas agrícolas ou pecuárias, em área rural ou prédio rústico, 
para um tomador de serviço rural, sob a imediata direção do próprio prestador e mediante uma 
retribuição especificada.
As atividades desta parceria podem ser de natureza agrícola, pecuária, agroindustrial 
e extrativa. Essa atividade seria em área rural ou prédio rústico.
O trabalhador recebe do tomador rural um imóvel rural ou prédio rústico para sercultivado 
pelo obreiro ou sob sua ordem, com a divisão da produção em partes que se ajustam entre 
si. É como uma modalidade de contrato societário, mas no meio rural.
As partes contratantes repartem entre si o ônus da utilização dos maquinários, 
implementos agrícolas etc. Ambos podem trabalhar na lavoura ou pecuária. Na parceria 
rural, o trabalhador recebe do tomador rural um ou mais animais para, pessoalmente ou 
por sua ordem, trabalhar com os referidos.
A Lei n. 4.504/1964 dispõe o seguinte a respeito dos contratos de parceria rural:
Art. 92. A posse ou uso temporário da terra serão exercidos em virtude de contrato expresso ou 
tácito, estabelecido entre o proprietário e os que nela exercem atividade agrícola ou pecuária, 
sob forma de arrendamento rural, de parceria agrícola, pecuária, agro industrial e extrativa.
§ 1º O proprietário garantirá ao arrendatário ou parceiro o uso e gozo do imóvel arrendado ou 
cedido em parceria.
§ 2º No caso de alienação do imóvel arrendado, o arrendatário terá preferência para adquiri-lo 
em igualdade de condições, devendo o proprietário dar-lhe conhecimento da venda, a fim de 
que possa exercitar o direito de perempção dentro de trinta dias, a contar da notificação judicial 
ou comprovadamente efetuada, mediante recibo.
§ 6º O inadimplemento das obrigações assumidas por qualquer das partes dará lugar, 
facultativamente, à rescisão do contrato de arrendamento ou de parceria.
Art. 93. Ao proprietário é vedado exigir do arrendatário ou do parceiro:
I – prestação de serviço gratuito;
II – exclusividade da venda da colheita;
III – obrigatoriedade do beneficiamento da produção em seu estabelecimento;
IV – obrigatoriedade da aquisição de gêneros e utilidades em seus armazéns ou barracões;
V – aceitação de pagamento em “ordens”, “vales”, “borós” ou outras formas regionais substitutivas 
da moeda.
Parágrafo único. Ao proprietário que houver financiado o arrendatário ou parceiro, por inexistência 
de financiamento direto, será facultado exigir a venda da colheita até o limite do financiamento 
concedido, observados os níveis de preços do mercado local.
Art. 95. Quanto ao arrendamento rural, observar-se-ão os seguintes princípios:
I – os prazos de arrendamento terminarão sempre depois de ultimada a colheita, inclusive a de 
plantas forrageiras temporárias cultiváveis. No caso de retardamento da colheita por motivo de 
força maior, considerar-se-ão esses prazos prorrogados nas mesmas condições, até sua ultimação;
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II – presume-se feito, no prazo mínimo de três anos, o arrendamento por tempo indeterminado, 
observada a regra do item anterior;
III – o arrendatário, para iniciar qualquer cultura cujos frutos não possam ser recolhidos antes 
de terminado o prazo de arrendamento, deverá ajustar, previamente, com o arrendador a forma 
de pagamento do uso da terra por esse prazo excedente;
IV – em igualdade de condições com estranhos, o arrendatário terá preferência à renovação do 
arrendamento, devendo o proprietário, até 6 (seis) meses antes do vencimento do contrato, 
fazer-lhe a competente notificação extrajudicial das propostas existentes. Não se verificando 
a notificação extrajudicial, o contrato considera-se automaticamente renovado, desde que 
o arrendador, nos 30 (trinta) dias seguintes, não manifeste sua desistência ou formule nova 
proposta, tudo mediante simples registro de suas declarações no competente Registro de 
Títulos e Documentos;
V – os direitos assegurados no inciso IV do caput deste artigo não prevalecerão se, no prazo de 6 
(seis) meses antes do vencimento do contrato, o proprietário, por via de notificação extrajudicial, 
declarar sua intenção de retomar o imóvel para explorá-lo diretamente ou por intermédio de 
descendente seu;
VI – sem expresso consentimento do proprietário é vedado o subarrendamento;
VII – poderá ser acertada, entre o proprietário e arrendatário, cláusula que permita a substituição 
de área arrendada por outra equivalente no mesmo imóvel rural, desde que respeitadas as 
condições de arrendamento e os direitos do arrendatário;
VIII – o arrendatário, ao termo do contrato, tem direito à indenização das benfeitorias necessárias 
e úteis; será indenizado das benfeitorias voluptuárias quando autorizadas pelo proprietário do 
solo; e, enquanto o arrendatário não for indenizado das benfeitorias necessárias e úteis, poderá 
permanecer no imóvel, no uso e gozo das vantagens por ele oferecidas, nos termos do contrato 
de arrendamento e das disposições do inciso I deste artigo;
IX – constando do contrato de arrendamento animais de cria, de corte ou de trabalho, cuja 
forma de restituição não tenha sido expressamente regulada, o arrendatário é obrigado, findo 
ou rescindido o contrato, a restituí-los em igual número, espécie e valor;
X – o arrendatário não responderá por qualquer deterioração ou prejuízo a que não tiver dado 
causa;
XI – na regulamentação desta Lei, serão complementadas as seguintes condições que, 
obrigatoriamente, constarão dos contratos de arrendamento:
a) limites da remuneração e formas de pagamento em dinheiro ou no seu equivalente em produtos.
XII – A remuneração do arrendamento, sob qualquer forma de pagamento, não poderá ser 
superior a 15% (quinze por cento) do valor cadastral do imóvel, incluídas as benfeitorias que 
entrarem na composição do contrato, salvo se o arrendamento for parcial e recair apenas em 
glebas selecionadas para fins de exploração intensiva de alta rentabilidade, caso em que a 
remuneração poderá ir até o limite de 30% (trinta por cento).
Art. 96. Na parceria agrícola, pecuária, agro industrial e extrativa, observar-se-ão os seguintes 
princípios:
I – o prazo dos contratos de parceria, desde que não convencionados pelas partes, será no mínimo 
de três anos, assegurado ao parceiro o direito à conclusão da colheita [...];
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II – expirado o prazo, se o proprietário não quiser explorar diretamente a terra por conta própria, 
o parceiro em igualdade de condições com estranhos, terá preferência para firmar novo contrato 
de parceria;
III – as despesas com o tratamento e criação dos animais, não havendo acordo em contrário, 
correrão por conta do parceiro tratador e criador;
IV – o proprietário assegurará ao parceiro que residir no imóvel rural, e para atender ao uso 
exclusivo da família deste, casa de moradia higiênica e área suficiente para horta e criação de 
animais de pequeno porte.
VII – Aplicam-se à parceria agrícola, pecuária, agropecuária, agroindustrial ou extrativa as 
normas pertinentes ao arrendamento rural, no que couber, bem como as regras do contrato de 
sociedade, no que não estiver regulado pela presente Lei.
VIII – O proprietário poderá sempre cobrar do parceiro, pelo seu preço de custo, o valor de 
fertilizantes e inseticidas fornecidos no percentual que corresponder à participação deste, em 
qualquer das modalidades previstas [...];
§ 1º Parceria rural é o contrato agrário pelo qual uma pessoa se obriga a ceder à outra, por 
tempo determinado ou não, o uso específico de imóvel rural, de parte ou partes dele, incluindo, 
ou não, benfeitorias, outros bens e/ou facilidades, com o objetivode nele ser exercida atividade 
de exploração agrícola, pecuária, agroindustrial, extrativa vegetal ou mista; e/ou lhe entrega 
animais para cria, recria, invernagem, engorda ou extração de matérias-primas de origem animal, 
mediante partilha, isolada ou cumulativamente, dos seguintes riscos:
I – caso fortuito e de força maior do empreendimento rural;
II – dos frutos, produtos ou lucros havidos nas proporções que estipularem, observados os limites 
percentuais estabelecidos no inciso VI do caput deste artigo;
III – variações de preço dos frutos obtidos na exploração do empreendimento rural.
§ 2º As partes contratantes poderão estabelecer a prefixação, em quantidade ou volume, do 
montante da participação do proprietário, desde que, ao final do contrato, seja realizado o 
ajustamento do percentual pertencente ao proprietário, de acordo com a produção.
§ 3º Eventual adiantamento do montante prefixado não descaracteriza o contrato de parceria.
§ 4º Os contratos que prevejam o pagamento do trabalhador, parte em dinheiro e parte em 
percentual na lavoura cultivada ou em gado tratado, são considerados simples locação de serviço, 
regulada pela legislação trabalhista, sempre que a direção dos trabalhos seja de inteira e exclusiva 
responsabilidade do proprietário, locatário do serviço a quem cabe todo o risco, assegurando-
se ao locador, pelo menos, a percepção do salário mínimo no cômputo das 2 (duas) parcelas.
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Com base nessas informações que também estão presentes na Lei do Estatuto da Terra, 
vamos verificar os aspectos mais importantes para a sua prova no mapa mental.
PARCERIA 
RURAL
A posse ou uso temporário da terra 
serão exercidos em virtude de contrato 
expresso ou tácito.
Estabelecido entre o proprietário e os 
que nela exercem atividade agrícola ou 
pecuária.
Sob forma de arrendamento rural, de 
parceria agrícola, pecuária, agro industrial 
e extrativa.
O prazo dos contratos de parceria, desde 
que não convencionados pelas partes, 
será no mínimo de três anos, assegurado 
ao parceiro o direito à conclusão da 
colheita.
As despesas com o tratamento e criação 
dos animais, não havendo acordo em 
contrário, correrão por conta do parceiro 
tratador e criador.
Aplicam-se à parceria agrícola, pecuária, 
agropecuária, agroindustrial ou extrativa 
às normas pertinentes ao arrendamento 
rural, no que couber, bem como as regras 
do contrato de sociedade.
Eventual adiantamento do montante 
prefixado não descaracteriza o contrato 
de parceria.
5 . CoNTraTo De 5 . CoNTraTo De rePreSeNTaÇÃo CoMerCialrePreSeNTaÇÃo CoMerCial
Vamos ter atenção aqui a duas espécies de representação. Existem duas figuras na 
legislação:
a) O representante comercial empregado, que é aquele regido pela CLT, ou seja, que 
possui um contrato de trabalho firmado com um empregador, com carteira de trabalho 
assinada, que tem direito a salário, férias, 13º salário e os demais direitos inerentes à relação 
de emprego. Só pode ser uma pessoa física (não podendo ser pessoa jurídica); presta serviço 
de natureza não eventual (de forma contínua, habitual); age sob subordinação (atua sob o 
poder de direção do empregador), de forma pessoal (não pode ser substituído por outro); 
e seu contrato é oneroso (recebe salário pelos serviços prestados);
b) O representante comercial autônomo possui sua relação contratual estabelecida 
pela Lei n. 4.886/1965. Pode ser uma pessoa física ou jurídica, não possui horário fixo 
de trabalho, não possui subordinação jurídica em relação ao representado, não possui 
pessoalidade (pode ser substituído ou auxiliado por outras pessoas). Não tem direito a 
salário, férias, 13º salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), sendo que sua 
remuneração é através de comissões.
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É relevante ver a abordagem do representante comercial autônomo, para diferenciar 
do representante comercial empregado.
O contrato de representação comercial é regulado pela Lei n. 4.886/1965, tendo uma 
conotação mais empresarial e que causa, na prática, dúvidas sobre a utilização fraudulenta 
para fins de descaracterizar um contrato de emprego. Destaque-se, ainda, julgado recente 
do Superior Tribunal Federal (STF), do ano de 2020, acerca da competência da Justiça 
Comum para fins de processar e julgar os casos de autêntica relação de representação 
comercial autônoma.
A tese de repercussão geral fixada em 2020 no STF foi a seguinte:
JURISPRUDÊNCIA
Preenchidos os requisitos dispostos na Lei n. 4.886/1965, compete à Justiça Comum o 
julgamento de processos envolvendo relação jurídica entre representante e representada 
comerciais, uma vez que não há relação de trabalho entre as partes.
004. 004. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Para fins de julgamento e processamento da relação de representação comercial, nos termos 
da Lei n. 4.886/1965 a competência é da justiça do trabalho, por se tratar de relação de 
trabalho, nos termos da atual jurisprudência dos Tribunais Superiores.
O STF decidiu que a competência para processar e julgar ações que envolvam contratos de 
representação comercial autônoma é da Justiça Comum, e não da Justiça do Trabalho. A 
questão foi objeto do Recurso Extraordinário (RE) 606003, com repercussão geral (Tema 
550), julgado na sessão virtual encerrada em 25/9/2020, e vai orientar decisões em processos 
semelhantes sobrestados em outras instâncias. Logo, a competência é da Justiça Comum.
Errado.
Mas, também existe entendimento de 2019 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 
relação à competência da Justiça do Trabalho para fins de apreciação de ser a competência 
para os casos de representação comercial como pessoa física.
A 7ª Turma do TST decidiu que a Justiça do Trabalho é competente para resolver conflito 
envolvendo relação de trabalho do representante comercial, ainda que não haja pedido de 
reconhecimento de vínculo de emprego (TST – RR 1423-08.2010.5.15.0129, DEJT 05/07/19).
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O fundamento da decisão consta da ementa, que dispõe:
JURISPRUDÊNCIA
LIDE DECORRENTE DE CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL CELEBRADO 
POR PESSOA FÍSICA. COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Desde a 
Emenda Constitucional n. 45/2004, a competência desta Justiça Especializada foi 
significativamente ampliada para albergar todas as relações de trabalho entre pessoas 
físicas, e não mais apenas as lides decorrentes de vínculo de emprego. Na hipótese dos 
autos, o autor, na qualidade de representante comercial autônomo, pleiteia parcelas 
do contrato civil estabelecido com a ré. Não se trata, assim, de lide civil entre pessoas 
jurídicas, mas de discussão em torno do trabalho prestado por pessoa física, a atrair a 
competência da Justiça do Trabalho, nos exatos termos do artigo 114, I, da Constituição 
Federal.Precedentes. Recurso de revista conhecido e provido.
Então, é preciso ficar atento às duas informações que apontei acima para fins de 
prova e de gabarito, o que é mais importante! Em suma: a competência para discutir não 
só a cobrança de comissão de representação comercial autônoma mas todas as questões 
envolvendo a relação entre o representante e o representado é da Justiça Comum Estadual. 
Já se o representante comercial for empregado do representado (com Carteira de Trabalho 
e Previdência Social registrada), a competência será da Justiça do Trabalho.
Segundo o art. 1º da Lei n. 4.886/1965:
Exerce a representação comercial autônoma a pessoa jurídica ou a pessoa física, sem relação de 
emprego, que desempenha, em caráter não eventual por conta de uma ou mais pessoas, a mediação 
para a realização de negócios mercantis, agenciando propostas ou pedidos, para, transmiti-los 
aos representados, praticando ou não atos relacionados com a execução dos negócios.
Para isso, serão remunerados. Somente será devida remuneração, como mediador de 
negócios comerciais, a representante comercial devidamente registrado.
É obrigatório o registro dos que exerçam a representação comercial autônoma nos 
Conselhos Regionais. Nos casos de transferência ou de exercício simultâneo da profissão, 
em mais de uma região, serão feitas as devidas anotações na carteira profissional do 
interessado, pelos respectivos Conselhos Regionais.
Esses Conselhos Regionais são criados pelo Conselho Federal, aos quais incumbirá a 
fiscalização do exercício da profissão, na forma da Lei n. 4.886/1965. É vedado, aos Conselhos 
Federal e Regionais dos Representantes Comerciais, desenvolverem quaisquer atividades 
não compreendidas em suas finalidades previstas nesta Lei, inclusive as de caráter político 
e partidário.
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As pessoas jurídicas deverão fazer prova de sua existência legal.
O REPRESENTANTE COMERCIAL pode ser pessoa física ou jurídica, sem relação de emprego, 
que desempenha, em caráter não eventual por conta de uma ou mais pessoas, a mediação 
para a realização de negócios mercantis.
Nem todos podem ser representantes comerciais. Conforme o art. 4º da Lei n. 4.886/1965:
Não pode ser representante comercial:
a) o que não pode ser comerciante;
b) o falido não reabilitado;
c) o que tenha sido condenado por infração penal de natureza infamante, tais como falsidade, 
estelionato, apropriação indébita, contrabando, roubo, furto, lenocínio ou crimes também 
punidos com a perda de cargo público;
d) o que estiver com seu registro comercial cancelado como penalidade.
O representante comercial pessoa física, como responsável técnico de pessoa jurídica 
devidamente registrada no Conselho Regional dos Representantes Comerciais, pagará 
anuidade em valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) da anuidade devida pelos 
demais profissionais autônomos registrados no mesmo Conselho.
Os arts. 18 e 19 da Lei n. 4.886/1965 dispõe o seguinte:
Art. 19. Compete aos Conselhos Regionais aplicar, ao representante comercial faltoso, as 
seguintes penas disciplinares:
a) advertência, sempre sem publicidade;
b) multa até a importância equivalente ao maior salário mínimo vigente no País;
c) suspensão do exercício profissional, até um (1) ano;
d) cancelamento do registro, com apreensão da carteira profissional.
§ 1º No caso de reincidência ou de falta manifestamente grave, o representante comercial poderá 
ser suspenso do exercício de sua atividade ou ter cancelado o seu registro.
§ 2º As penas disciplinares serão aplicadas após processo regular, sem prejuízo, quando couber, 
da responsabilidade civil ou criminal.
Art. 19. Constituem faltas no exercício da profissão de representante comercial:
a) prejudicar, por dolo ou culpa, os interesses confiados aos seus cuidados;
b) auxiliar ou facilitar, por qualquer meio, o exercício da profissão aos que estiverem proibidos, 
impedidos ou não habilitados a exercê-la;
c) promover ou facilitar negócios ilícitos, bem como quaisquer transações que prejudiquem 
interesse da Fazenda Pública;
d) violar o sigilo profissional;
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e) negar ao representado as competentes prestações de contas, recibos de quantias ou documentos 
que lhe tiverem sido entregues, para qualquer fim;
f) recusar a apresentação da carteira profissional, quando solicitada por quem de direito.
O contrato de representação comercial exige alguns requisitos, dispostas no art. 27 da 
mesma Lei:
Do contrato de representação comercial, além dos elementos comuns e outros a juízo dos 
interessados, constarão obrigatoriamente:
a) condições e requisitos gerais da representação;
b) indicação genérica ou específica dos produtos ou artigos objeto da representação; c) prazo 
certo ou indeterminado da representação;
d) indicação da zona ou zonas em que será exercida a representação;
e) garantia ou não, parcial ou total, ou por certo prazo, da exclusividade de zona;
f) retribuição e época do pagamento, pelo exercício da representação, dependente da efetiva 
realização dos negócios, e recebimento, ou não, pelo representado, dos valores respectivos;
g) os casos em que se justifique a restrição de zona concedida com exclusividade;
h) obrigações e responsabilidades das partes contratantes:
i) exercício exclusivo ou não da representação a favor do representado;
j) indenização devida ao representante pela rescisão do contrato fora dos casos previstos no 
art. 35, cujo montante não poderá ser inferior a 1/12 (um doze avos) do total da retribuição 
auferida durante o tempo em que exerceu a representação.
Muito cuidado com a seguinte peculiaridade, expressa no mesmo artigo:
§ 1º Na hipótese de contrato a prazo certo, a indenização corresponderá à importância equivalente 
à média mensal da retribuição auferida até a data da rescisão, multiplicada pela metade dos 
meses resultantes do prazo contratual.
§ 2º O contrato com prazo determinado, uma vez prorrogado o prazo inicial, tácita ou expressamente, 
torna-se a prazo indeterminado.
O contrato de representação comercial tanto pode ser por prazo determinado ou 
indeterminado o que altera o direito e valores concernentes à ruptura do contrato.
Confira os ditames seguintes da Lei n. 4.886/1965:
§ 3º Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de seis meses, a 
outro contrato, com ou sem determinação de prazo.
Art. 28. O representante comercial fica obrigado a fornecer ao representado, segundo as 
disposições do contrato ou, sendo este omisso, quando lhe for solicitado, informações detalhadas 
sobre o andamento dos negócios a seu cargo, devendo dedicar-se à representação, de modo a 
expandir os negócios do representado e promover os seus produtos.
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Art. 29. Salvo autorização expressa, não poderá orepresentante conceder abatimentos, descontos 
ou dilações, nem agir em desacordo com as instruções do representado.
Art. 30. Para que o representante possa exercer a representação em Juízo, em nome do 
representado, requer-se mandato expresso. Incumbir-lhe-á porém, tomar conhecimento das 
reclamações atinentes aos negócios, transmitindo-as ao representado e sugerindo as providências 
acauteladoras do interesse deste.
Parágrafo único. O representante, quanto aos atos que praticar, responde segundo as normas 
do contrato e, sendo este omisso, na conformidade do direito comum.
Fique atento às peculiaridades das zonas de atuação do representante comercial:
Art. 31. Prevendo o contrato de representação a exclusividade de zona ou zonas, ou quando 
este for omisso, fará jus o representante à comissão pelos negócios aí realizados, ainda que 
diretamente pelo representado ou por intermédio de terceiros.
A exclusividade de representação não se presume na ausência de ajustes expressos. 
O representante comercial adquire o direito às comissões quando do pagamento dos 
pedidos ou propostas. O pagamento das comissões deverá ser efetuado até o dia 15 do 
mês subsequente ao da liquidação da fatura, acompanhada das respectivas cópias das 
notas fiscais. As comissões pagas fora do prazo previsto no parágrafo anterior deverão 
ser corrigidas monetariamente. É facultado ao representante comercial emitir títulos de 
créditos para cobrança de comissões. As comissões deverão ser calculadas pelo valor total 
das mercadorias.
A Lei n. 4.886/1965 prossegue com os seguintes postulados:
Art. 32, § 5º Em caso de rescisão injusta do contrato por parte do representando, a eventual 
retribuição pendente, gerada por pedidos em carteira ou em fase de execução e recebimento, 
terá vencimento na data da rescisão.
§ 7º São vedadas na representação comercial alterações que impliquem, direta ou indiretamente, 
a diminuição da média dos resultados auferidos pelo representante nos últimos seis meses de 
vigência.
Art. 33. Não sendo previstos, no contrato de representação, os prazos para recusa das propostas 
ou pedidos, que hajam sido entregues pelo representante, acompanhados dos requisitos exigíveis, 
ficará o representado obrigado a creditar-lhe a respectiva comissão, se não manifestar a recusa, 
por escrito, nos prazos de 15, 30, 60 ou 120 dias, conforme se trate de comprador domiciliado, 
respectivamente, na mesma praça, em outra do mesmo Estado, em outro Estado ou no estrangeiro.
§ 1º Nenhuma retribuição será devida ao representante comercial, se a falta de pagamento resultar 
de insolvência do comprador, bem como se o negócio vier a ser por ele desfeito ou for sustada 
a entrega de mercadorias devido à situação comercial do comprador, capaz de comprometer 
ou tornar duvidosa a liquidação.
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§ 2º Salvo ajuste em contrário, as comissões devidas serão pagas mensalmente, expedindo o 
representado a conta respectiva, conforme cópias das faturas remetidas aos compradores, no 
respectivo período.
§ 3º Os valores das comissões para efeito tanto do pré-aviso como da indenização, prevista 
nesta lei, deverão ser corrigidos monetariamente.
Art. 34. A denúncia, por qualquer das partes, sem causa justificada, do contrato de representação, 
ajustado por tempo indeterminado e que haja vigorado por mais de seis meses, obriga o denunciante, 
salvo outra garantia prevista no contrato, à concessão de pré-aviso, com antecedência mínima 
de trinta dias, ou ao pagamento de importância igual a um terço (1/3) das comissões auferidas 
pelo representante, nos três meses anteriores.
Art. 35. Constituem motivos justos para rescisão do contrato de representação comercial, pelo 
representado:
a) a desídia do representante no cumprimento das obrigações decorrentes do contrato;
b) a prática de atos que importem em descrédito comercial do representado;
c) a falta de cumprimento de quaisquer obrigações inerentes ao contrato de representação 
comercial;
d) a condenação definitiva por crime considerado infamante;
e) força maior.
Art. 36. Constituem motivos justos para rescisão do contrato de representação comercial, pelo 
representante:
a) redução de esfera de atividade do representante em desacordo com as cláusulas do contrato;
b) a quebra, direta ou indireta, da exclusividade, se prevista no contrato;
c) a fixação abusiva de preços em relação à zona do representante, com o exclusivo escopo de 
impossibilitar-lhe ação regular;
d) o não pagamento de sua retribuição na época devida;
e) força maior.
Art. 37. Somente ocorrendo motivo justo para a rescisão do contrato, poderá o representado 
reter comissões devidas ao representante, com o fim de ressarcir-se de danos por este causados 
e, bem assim, nas hipóteses previstas no art. 35, a título de compensação.
Art. 38. Não serão prejudicados os direitos dos representantes comerciais quando, a título de 
cooperação, desempenhem, temporariamente, a pedido do representado, encargos ou atribuições 
diversos dos previstos no contrato de representação.
Art. 42, § 2º Ao representante contratado, no caso de rescisão de representação, será devida 
pelo representante contratante a participação no que houver recebido da representada a título 
de indenização e aviso prévio, proporcionalmente às retribuições auferidas pelo representante 
contratado na vigência do contrato.
§ 3º Se o contrato for rescindido sem motivo justo pelo representante contratante, o representante 
contratado fará jus ao aviso prévio e indenização na forma da lei.
É vedada no contrato de representação comercial a inclusão de cláusulas del credere. A cláusula 
del credere corresponde ao instituto ou previsão da parte contratante ou representada descontar 
os valores de comissões ou vendas do representante comercial na hipótese da venda ou da 
transação ser cancelada ou desfeita.
Vejamos mais alguns pontos regulados pela Lei n. 4.886/1965:
Art. 44. No caso de falência do representado as importâncias por ele devidas ao representante 
comercial, relacionadas com a representação, inclusive comissões vencidas e vincendas, indenização 
e aviso prévio, serão considerados créditos da mesma natureza dos créditos trabalhistas.
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Parágrafo único. Prescreve em cinco anos a ação do representante comercial para pleitear a 
retribuição que lhe é devida e os demais direitos que lhe são garantidos por esta lei.
Art. 45. Não constitui motivo justo para rescisão do contrato de representação comercial o 
impedimento temporário do representante comercial que estiver em gozo do benefício de 
auxílio-doença concedido pela previdência social.
Como é muita informação, vamos resumir tudo nos mapas mentais abaixo:
REPRESENTANTE 
COMERCIAL 
CONCEITO E R$
Pessoa jurídica ou a pessoa física, sem 
relação de emprego.
Desempenha, em caráter não eventual 
por conta de uma ou mais pessoas, a 
mediação para a realização de negócios 
mercantis.
Pode agenciar propostas ou pedidos, 
para, transmiti-los aos representados, 
praticando ou não atos relacionados com 
a execução dos negócios.
Obrigatório o registro dos que exerçam a 
representação comercial autônoma nos 
Conselhos Regionais.
Somente será devida remuneração, como 
mediador

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