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SEMIOLOGIA DO DIGESTÓRIO/CÓLICA 
QIE – Flexura Pélvica (Som Pastoso) – Liquido com ingesta.
QSE – Após a 18 costela, intestino delgado. (Som liquido)
- 5 cm caudal a 18 costela, Cólon Menor (Som Rossi, areia se movimentando, som solido)
QID – Corpo do Ceco
Som Pastoso ( Mistura do capim e água). Água mais ingesta.
QSD – Ceco e Válvula Íleo-cecal – Som Liquido (Pingos de água) 
Rodrigo acrescenta mais um ponto: Ele escuta em baixo, na posição ventral, próximo ao xifoide, onde estão as duas curvas (flexuras) esternal e diafragmática. Essas flexuras são curvas com diâmetros menores, tem mais chance de compactação de alimento nesses lugares, principalmente cavalos que não fazem uma boa mastigação. Se não apresenta som, está com compactado.
	Resumo da Anatomia Digestiva dos Equinos 
1. Estômago
Pequeno em relação ao tamanho do animal.
Local de digestão inicial enzimática.
Possui regiões glandular e não glandular (onde ocorrem úlceras com frequência).
2. Intestino Delgado (digestão enzimática)
Composto por três partes:
Duodeno – recebe enzimas do pâncreas e bile do fígado.
Jejuno – maior porção, onde ocorre a maior parte da digestão e absorção de nutrientes.
Íleo – conecta o intestino delgado ao ceco.
3. Intestino Grosso (digestão microbiana)
Extenso e especializado para fermentação de fibras. Divide-se em:
Ceco
Grande bolsa em forma de vírgula.
Local principal da fermentação microbiana.
Conectado ao cólon ventral direito.
Cólon Maior (Ascendente)
Possui segmentos bem definidos com flexuras e tênias:
Cólon ventral direito → segue até a flexura esternal.
Cólon ventral esquerdo → vira na flexura pélvica.
Cólon dorsal esquerdo → continua até a flexura diafragmática.
Cólon dorsal direito → vai até o cólon transverso.
Cólon Transverso
Curto e de pequeno calibre. Conecta ao cólon descendente.
Cólon Menor (Descendente)
Também chamado de cólon pequeno.
Finaliza o intestino, levando ao reto e posteriormente ao ânus.
Flexuras Importantes
Flexura esternal: entre cólon ventral direito e esquerdo.
Flexura pélvica: entre cólon ventral esquerdo e cólon dorsal esquerdo — ponto crítico de impactações.
Flexura diafragmática: entre cólon dorsal esquerdo e direito.
A “predisposição natural” do equino ao quadro de cólica encontra-se relacionada às peculiaridades anatômicas presentes no decorrer do TGI como tamanho e capacidade digestivas, presença de Fexuras esternal, diafragmática e pélvica e válvulas e esfíncter esofágico ou cárdia fortes. Além disso, o peristaltismo é elevado e as interferências do ser humanos na Fisiologia do animal contribuem para esta predisposição.
As peculiaridades anatômicas tornam os equinos extremamente sensíveis aos distúrbios do TGI. A capacidade volumétrica do estômago é pequena se comparada com outras espécies. Na junção esofagogástrica a válvula cárdia, de musculatura muito desenvolvida, permite apenas a passagem de gases e Fuidos do esôfago para o estômago, levando à ausência de capacidade de regurgitar, o longo mesentério associa para rupturas. Dessa forma, Fsiologicamente esses animais são mais sensíveis a serem acometidos por síndrome da cólica. A presença de estruturas Fsiológicas como o espaço nefro-esplênico e os dobramentos naturais, as Flexuras esternal, diafragmática e pélvica e esternal possibilitam situações favoráveis ao acúmulo de conteúdo e gases e, consequentemente, torções. 
Anatomicamente, podemos considerar um estômago pequeno, em relação a uma grande capacidade digestiva total. 
Jejuno longo e preso a um amplo mesentério, livre na cavidade abdominal e colón maior contendo as flexuras esternal, pélvica e diafragmática, regiões estas de possível obstáculo a passagem de alimentos de baixa qualidade. 
O movimento retrógrado de ingesta e estreitamento do lúmen na flexura pélvica também é uma causa para a cólica em equinos. 
Os cavalos que estão com cólica tendem a mostrar o lugar que eles sentem dor, eles olham para o lugar. A intensidade da dor também é apresentada pelo comportamento animal, se o animal se apresenta muito agitado a dor dele está no intestino delgado, se ele apresenta com comportamento menos agitado, intercalando agitação e estado de calma, a dor dele é no intestino grosso.
O intestino delgado tem mais terminações nervosas, por isso, quando a dor é no ID, o animal se apresenta mais agitado (dor mais severa). O intestino grosso e o estomago tem pouca terminação nervosa, por isso o animal apresenta mesmo agitação quando a dor vem dessa região. (dor mais leve/moderada).
O ideal é fazer as cirurgia na região mediana. Nas cólicas é necessário retirar os órgãos, a gravidade precisa ser usada a favor, dado o tamanho e a quantidade de resíduos. Dessa forma, a posição decúbito dorsal é a melhor. 
Como se percebe uma torção no cavalo?
Existe algumas estruturas que dar para ser tocada pela a palpação na ampola retal, a flexura pélvica, tem naturalmente austrios na parte de baixo e lisa na parte de cima, quando se palpa e sente que os austrios estão em cima e embaixo tá liso, se identifica uma torção.
No cavalo, o ceco está localizado no lado direito do abdômen e funciona como uma câmara de fermentação microbiana.
Um dos principais problemas que podem ocorrer nessa região é a impactação. Isso acontece quando o alimento, ao sair do íleo, chega ao ceco ainda em forma líquida. Lá, ele se mistura com o conteúdo já presente, fermenta e tende a solidificar.
Se esse conteúdo sólido não conseguir passar pela válvula ceco-cólica, ocorre uma obstrução. Isso impede o esvaziamento normal do ceco, levando ao acúmulo de fermentação e aumento de volume.
O cavalo, então, pode apresentar abaulamento do flanco direito, causado pela distensão do ceco.
Pode-se realizar o teste de Godet (também chamado de sinal de cacifo), que consiste em pressionar a parede abdominal ou a parede do ceco durante a palpação retal.
· Se, ao pressionar com o dedo, a parede do intestino mantém a marca digital, isso indica retenção de conteúdo sólido.
· O ceco é o único segmento do intestino onde essa impressão digital indica impactação sólida devido à sua anatomia e função.
Se não houver a marca do dedo, mas ainda houver abaulamento, pode-se realizar percussão abdominal externa.
· Se houver som timpânico (oco), isso sugere acúmulo de gás, e não de sólido. – Faz trocarterização.
No exame clinico, tenta realizar o passo a passo (Inspeção, Auscultação, Palpação, Percussão)
A inspeção é a observação do animal, fazer em sentido horário.
Na auscultação, vou escutar os 4 quadrantes (QSD, QID; QSE, QIE).
Palpação retal e Percussão.
Esse passo a passo só é feito com efetividade se o animal estiver cooperando.
O animal não costuma deitar, ele deita quando tem dor no estômago. O que ele não pode é rolar, porque isso pode causar torção no mesentério. O animal que olha para os dois lados, pode ser dor no estômago. Uma dilatação gástrica, por exemplo. 
Em casos de cólica em equinos, o uso de diuréticos é contraindicado, pois pode agravar a desidratação já existente no animal. Esses medicamentos aumentam a eliminação de líquidos e eletrólitos, o que reduz o volume circulante e compromete ainda mais a perfusão intestinal. O tratamento adequado envolve hidratação com fluidoterapia, controle da dor e avaliação clínica constante.
Dor abdominal. Leve e moderada - IG. Severa - ID.
Frequência cardíaca e respiratória alteradas devido a dor.
Coloração da mucosa: Pálida, Ictéricas, Congesta e Normal. 
O cavalo com cólica vai ter uma desidratação, isso faz com que as hemácias fiquem juntas, fazendo a mucosa ser congesta (ocular e oral)
TPC – alto
Tumor cutâneo – alto
Temperatura – alta
Motilidade intestinal – A avaliação da motilidade intestinal em equinos com cólica é feita por meio da auscultação dos quatro quadrantes abdominais, observando os sons intestinais. O cavalo pode apresentar motilidade normal (normotílica), aumentada (hipermotílica) — comum em fases iniciais de dor —, reduzida (hipomotílica), ou até ausente (atônica), o que indica gravidadee possível obstrução ou torção intestinal. Esses sons ajudam a identificar a localização e a evolução da cólica.
Na fase inicial da cólica, um dos sinais precoces que pode indicar a instalação da endotoxemia em equinos é o surgimento do chamado “halo endotoxêmico”. Trata-se de uma descoloração visível na gengiva ao redor dos dentes incisivos, formando um anel azulado ou arroxeado próximo à margem gengival. Esse halo é resultado da vasodilatação e extravasamento capilar causados pela presença de endotoxinas na corrente sanguínea. É um sinal clínico sutil, mas importante, e costuma surgir antes de alterações sistêmicas mais graves, como mucosas congestas, febre e choque circulatório. A observação cuidadosa desse sinal pode ajudar na detecção precoce da endotoxemia, aumentando as chances de um tratamento eficaz.
Nesses casos, deve-se usar flunixin meglumine (1/4 da dose), é um anti-inflamatório com ação endotoxêmica. Se não fizer, o animal vai ter infecção generalizada. 
A dose é 1 mg por kg. ¼ é 0,25 mg por kg.
Dose x Peso do animal
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Concentração do fármaco
1 passo: Acomodo o cavalo
2 Passo: É realizar sondagem monogástrica.
A sondagem em equinos com cólica promove uma descompressão gástrica que traz alívio ao animal. Além disso, a sonda é utilizada para realizar lavagem gástrica quando necessário.
A lavagem gástrica serve para remover o conteúdo acumulado no estômago do equino, especialmente quando há excesso de líquido, alimentos fermentados ou materiais que causam distensão e desconforto. Esse procedimento ajuda a eliminar substâncias que podem piorar a cólica, como gases, toxinas e líquidos fermentados, aliviando a pressão gástrica e prevenindo complicações como a ruptura do estômago. Além disso, a lavagem facilita a avaliação do conteúdo estomacal para diagnóstico e melhora a condição geral do animal, contribuindo para um tratamento mais eficaz da cólica.
No caso de refluxo gástrico, a capacidade média do estômago do equino é cerca de 18 litros. Se durante a drenagem o volume de líquido retirado ultrapassar essa quantidade, isso indica refluxo, ou seja, líquido vindo do intestino delgado. Para confirmar o refluxo intestinal, realiza-se a medição do pH do líquido coletado:
· pH abaixo de 7 indica que o líquido é ácido, característico do conteúdo estomacal.
· pH acima de 7 indica líquido alcalino, sugerindo origem intestinal.
A coloração do líquido também fornece informações sobre o que o animal ingeriu. Por exemplo, líquido de cor verde pode indicar presença de capim não digerido adequadamente.
Para realizar a sondagem, deve-se utilizar uma sonda médica apropriada para equinos, garantindo um posicionamento correto para evitar complicações, como a sondagem incorreta da traqueia.
A sedação pode ser realizada com xilazina para facilitar o procedimento, mas é fundamental ter cuidado com a dosagem, pois essa medicação pode causar hipotensão e taquicardia. Recomenda-se administrar cerca de ¼ da dose habitual, o que proporciona uma sedação leve por aproximadamente 15 minutos (cerca de 0,025 da dose total).
Para facilitar a inserção, a sonda deve ser mantida enrolada em posição circular, o que ajuda a evitar o contato com a concha etmoidal, prevenindo possíveis sangramentos.
A presença de sangue dar para observar a coagulação, se tá rápida é bom, se tá lenta é ruim. Na cirurgia isso pode ser um problema, risco de hemorragia interna.
O uso de funil evita a entrada violenta da água e o risco de ruptura do estomago. A presença de espuma no início é sinônimo de gastrite, se depois da lavagem, no final, significa que o estomago tá limpo.
3 Passo: Palpação
Precisa observar o posicionamento do órgãos e a presença de conteúdo.
É possível palpar o ceco com a ponta dos dedos, flexura pélvica, os rim esquerdo, também com as pontas dos dedos. Consegue palpar também colo menor, corpo e base do ceco.
(Colo menor, rim esquerdo, flexura pélvica e ceco) 
Fezes brilhantes: problema de torção, transito normal.
Sangramento: o animal vai a óbito.
A presença de enterólitos: Massa solida formada por células mortas, materiais que não foram digeridos e acumulam formado essa massa.
4 passo: Paracentese 
A paracentese consiste na coleta do líquido presente na cavidade peritoneal para avaliação diagnóstica. Durante o procedimento, é fundamental observar cuidadosamente as características do líquido, especialmente a coloração. O líquido normal deve ser amarelo claro. Se o líquido coletado estiver esverdeado, isso indica ruptura gastrointestinal, situação que requer cirurgia imediata. Caso o líquido esteja avermelhado, isso sugere comprometimento vascular, como em casos de torção intestinal, o que também é uma emergência cirúrgica. A análise do líquido peritoneal é, portanto, essencial para determinar a necessidade ou não de intervenção cirúrgica.
A paracentese deve ser realizada na região da linha alba, preferencialmente no ponto onde há maior acúmulo de líquido. Para evitar perfuração de alças intestinais, recomenda-se o uso de uma sonda mamária durante a punção. O ideal é fazer a punção na região mais ventral, exatamente no centro da linha alba.
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