Prévia do material em texto
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Olá! É comum afirmar que as organizações têm as pessoas como sua base fundamental. Essencialmente, as empresas e outras estruturas organizacionais não poderiam existir sem elas, uma vez que sua estrutura emerge das interações sociais que ocorrem dentro delas. Consequentemente, um dos muitos desafios enfrentados na gestão organizacional reside na criação de mecanismos que promovam a coesão entre os colaboradores e melhorem seu desempenho, idealmente aspirando alcançar níveis de excelência em equipes de alta performance. Este é um processo sensível, uma vez que os estímulos devem ser apresentados e monitorados de forma que não sobrecarreguem o trabalho, mas sim o tornem motivador. Bons estudos! AULA 7 EQUIPES NO COACHING 7 EQUIPES DE ALTO DESEMPENHO Manter equipes motivadas e com alto potencial de desempenho é um dos principais desafios enfrentados pelas organizações. Existem várias abordagens para alcançar esse objetivo, envolvendo a implementação de ferramentas e estratégias de gestão de desempenho que se adequem aos perfis dos membros da equipe e às necessidades da organização, levando em consideração o contexto em que operam. Uma abordagem eficaz para aprimorar o desempenho e melhorar as interações sociais em equipes é a aplicação do coaching como uma metodologia. O coaching em equipe visa elevar a autoconsciência e a responsabilidade dos membros, dois fatores cruciais para potencializar o desempenho coletivo e melhorar as dinâmicas sociais. Nesse processo, o foco está em estimular as habilidades individuais em harmonia com os objetivos tanto individuais quanto coletivos, respeitando as características individuais dos membros da equipe. Portanto, o grande desafio das organizações que buscam níveis elevados de desempenho é encontrar um equilíbrio entre promover uma maior qualidade de vida no trabalho e valorizar o alto desempenho de uma forma saudável, considerando as demandas e pressões sobre as equipes. Lee e Bang (2012) destacam que em sistemas de trabalho de alto desempenho, quando os trabalhadores estão motivados, eles têm a capacidade de contribuir para melhorias contínuas e alcançar um nível mais elevado de desempenho. Isso pode ser facilitado por práticas como a tomada de decisões participativas, fornecimento de treinamento de alta qualidade e compartilhamento de informações. Em equipes onde os membros são tratados com respeito e reconhecidos como indivíduos capazes e inteligentes, a organização experimenta maior engajamento e confiabilidade em suas atividades, o que resulta em melhor desempenho. Para desenvolver equipes de alto desempenho, podem ser adotados diferentes modelos e ferramentas. Conforme discutido por Lee e Bang (2012), sistemas de trabalho de alto desempenho incluem seleção rigorosa de pessoal, promoções com base no mérito, mecanismos para lidar com reclamações, treinamento interdisciplinar, treinamento extensivo, compartilhamento de informações, participação ativa dos membros, recompensas coletivas e remuneração com base em habilidades. Em um estudo conduzido por Souza et al. (2015), a alta atuação é vista como uma expectativa natural para os colaboradores que fazem parte de organizações de alto desempenho ou que estão prestes a integrar uma equipe desse tipo. Eles já esperam que o ritmo de trabalho e as demandas sejam elevados. No entanto, a otimização dos recursos humanos pela organização pode resultar mais de trabalho na busca por máxima eficiência e eficácia. Essa abordagem de aprimoramento de desempenho pode gerar resultados positivos tanto para as equipes quanto para a organização, conforme apontado por Lee e Bang (2012). No entanto, os autores destacam que a conexão entre a gestão de pessoas e os resultados organizacionais podem ser problemática, especialmente quando se adotam métricas rígidas de sucesso. Portanto, é importante considerar perspectivas mais abrangentes nesse processo. Whitmore (2012) enfatiza a importância da elevação da consciência como um mecanismo crucial para alcançar altos níveis de desempenho. O autor observa que existe um instinto subjacente nos indivíduos para reduzir a consciência ao mínimo necessário para "sobreviver", o essencial para lidar com a sobrecarga. No entanto, a desvantagem é que, se a conscientização pessoal e a dos colegas não forem ampliadas, a potencialização do desempenho será limitada. Portanto, no contexto do coaching de equipes, Whitmore (2012) destaca a importância da capacidade do treinador em aumentar e manter a consciência no nível adequado e nas áreas pertinentes. Por sua vez, Katzenbach e Smith (2001) identificam a disciplina como um elemento crucial no processo de aprimoramento do desempenho. Para esses autores, a disciplina supera a união, o contato ou o empoderamento em termos de importância. Trabalhar em pequenos grupos para fortalecer a disciplina nas equipes é fundamental para melhorar o desempenho. De acordo com Whitmore (2012), a responsabilidade também desempenha um papel crucial no alcance do alto desempenho. O autor argumenta que quando a responsabilização é uma escolha pessoal voluntária, quando o indivíduo verdadeiramente aceita, escolhe ou assume a responsabilidade por seus pensamentos e ações, seu comprometimento e desempenho aumentam. No entanto, quando a responsabilidade é imposta sem total aceitação, o desempenho não se eleva. Os princípios do coaching visam apoiar um estilo de gerenciamento alinhado à cultura de alto desempenho que muitos líderes empresariais almejam. De acordo com Whitmore (2012), programas de coaching podem facilitar a realização da transformação cultural. Souza et al. (2015) destacam que as organizações têm grande interesse em aprimorar o desempenho das equipes para alcançar as metas estabelecidas e o sucesso desejado. No entanto, o sucesso dessa estratégia dependerá do envolvimento subjetivo dos trabalhadores e de como o processo de incentivo é conduzido. Na busca por aprimorar seu desempenho global, as organizações buscam implementar critérios de recrutamento e seleção destinados a atrair profissionais de maior qualificação. Além disso, investem no desenvolvimento de novas competências dentro de suas equipes, permitindo que estas operem de maneira mais flexível e polivalente. O cerne do sistema de alta atuação no ambiente de trabalho é construído a partir de práticas de gestão de recursos humanos, aliadas a um sistema de recompensas baseado em resultados, conforme descrito por Souza et al. (2015). Montanari et al. (2011) enfatizam que os líderes precisam compreender e superar um erro tradicional, que é a crença de que existe apenas um tipo de equipe, desconsiderando as individualidades dos membros. Além das características únicas dos indivíduos na composição das equipes, é crucial levar em consideração o nível de maturidade do grupo para as tarefas desempenhadas e as responsabilidades exigidas. Para classificar os diferentes tipos de equipe, Montanari et al. (2011) introduzem a tipologia de Katzenbach e Smith (2001), que categoriza os grupos com base em seus métodos de operação. Assim, existem os seguintes tipos de equipe, conforme representado na Figura 1. Figura 1. Curva de alto desempenho da equipe de trabalho. Fonte: (Katzenbach; Smith, 1994) Pseudoequipe: Este grupo, embora possa definir as tarefas a serem realizadas, não se preocupa com o desempenho coletivo nem faz esforços para alcançá-lo. As interações entre os membros inibem o desempenho individual, sem gerar ganhos coletivos significativos. Grupo de trabalho: Apesar de ser uma coletividade, esse grupo não se vê nem tem motivação para se tornar uma equipe. Embora compartilhem informações entre si, as responsabilidades e objetivos pertencema cada indivíduo. Equipe potencial: Essa equipe tem o desejo de realizar um trabalho conjunto, mas seus membros não têm clareza sobre sua finalidade e objetivos, precisando de orientações adicionais. Equipe real: Este é um grupo composto por um número reduzido de pessoas que efetivamente formam uma equipe. Seus membros possuem habilidades complementares e estão comprometidos uns com os outros por meio de uma missão e objetivos comuns. Isso resulta na construção de uma relação de confiança sólida. Equipe de alta atuação: Além de atender a todas as condições da equipe real, esse grupo demonstra um comprometimento profundo entre seus membros, focando no crescimento pessoal de cada integrante. 7.1 Coaching e Equipas de Alto Rendimento No livro "Coaching para o Desempenho" de Whitmore (2012), a ênfase recai na análise sistemática da construção dos princípios de coaching como uma metodologia que tem como seu principal foco aprimorar o desempenho individual. A visão geral apresentada como base para o coaching, sendo esta obra essencial para a compreensão desse conceito, permeia todos os contextos em que o coaching é aplicado. Portanto, o aprimoramento do desempenho é central, mas o verdadeiro desafio é determinar a forma mais eficaz de alcançá-lo. Nesse contexto, como Whitmore (2012) argumenta, o coaching visa desbloquear o potencial latente de uma pessoa, permitindo que ela otimize seu próprio desempenho. Isso é alcançado por meio de estímulos que incentivam o coachee a aprender por si, em vez de receber orientações diretas do coach. Whitmore (2012) destaca que o potencial difere da atuação, visto que o potencial envolve as habilidades adormecidas em um indivíduo, que requerem confiança em sua capacidade de expressá-las, destacando assim a importância dos estímulos. A maneira como as tarefas ou ações são executadas é o que define claramente a apresentação. Portanto, é crucial estimular o potencial das pessoas para identificar suas aptidões e adaptá-las adequadamente às demandas, em vez de impor uma interpretação padronizada que não leve em conta as capacidades individuais. Conforme Whitmore (2012) observa, o coaching pode contribuir para sustentar o desempenho ao longo do tempo. Quando se trata de melhorar o desempenho de equipes de alto rendimento, o coaching emerge como uma metodologia que, através da promoção da autoconsciência e responsabilidade, visa comunicar aos membros da equipe que o sucesso alcançado é resultado de seus próprios esforços, em resposta aos estímulos recebidos e aos acordos estabelecidos em cada sessão programada. A cada sessão subsequente, o coachee deve apresentar o progresso nas reflexões e implementações acordadas na sessão anterior, independentemente de serem mudanças pequenas, mas fundamentais para a sustentabilidade da melhoria de desempenho, conforme apontado por Whitmore (2012). A colaboração entre os integrantes da equipe também desempenha um papel crucial no contexto do coaching, como observado por Whitmore (2012). Somente através dessa colaboração é que a alta atuação pode ser solidificada e mantida ao longo do tempo e em face de desafios futuros. Alguns aspectos a serem trabalhados em equipe, visando a essa cooperação, incluem: • Estabelecer e concordar com uma lista de objetivos compartilhados pela equipe. • Desenvolver um conjunto de regras básicas ou princípios operacionais aceitáveis para todos os membros da equipe, com a contribuição de todos. • Reservar tempo regularmente, geralmente em conjunto com reuniões de trabalho agendadas, para colaboração em grupo. • Registrar as opiniões dos membros da equipe sobre a organização e estruturação do tempo social juntos. • Implementar sistemas de suporte para lidar com problemas individuais ou preocupações quando surgirem, com base na confiança mútua. • Cultivar interesses comuns fora do ambiente de trabalho. • Aprender novas habilidades em conjunto. • Praticar e desenvolver qualidades compartilhadas. • Realizar discussões em grupo sobre o significado e o propósito individual e coletivo, conforme percebido pelos membros da equipe. De acordo com Whitmore (2012), a equipe pode considerar cada uma dessas sugestões mediante uma abordagem de coaching. Elas podem ser introduzidas ou discretamente facilitadas pelo líder da equipe, mas a decisão sobre a adoção de uma ou mais diretrizes deve ser tomada pelos próprios membros da equipe, de maneira democrática. Souza et al. (2015) enfatizam que, embora certas metodologias específicas possam estimular as equipes para atingir alta atuação, a maneira como essas práticas são implementadas pode resultar em um aumento gradual da carga de trabalho e do nível de estresse dos colaboradores. Isso pode acontecer devido ao aumento das responsabilidades atribuídas ou à redução do tamanho das equipes. Em muitas organizações, a busca por alto desempenho das equipes pode resultar em ritmos de trabalho excessivos, em comparação com os padrões anteriormente estabelecidos, e em maior exigência da contribuição individual, exigindo dedicação incondicional dos profissionais para atender às expectativas da empresa. A falta de consideração desse equilíbrio delicado entre estimular e observar como as pessoas individualmente estão lidando com as demandas e os resultados de alto desempenho pode criar um bloqueio ao progresso das equipes em direção a um desempenho maior e melhor, em vez de promover avanços positivos. Nesse contexto, o coaching pode ser uma metodologia mais sensível às particularidades de cada indivíduo na equipe. O coaching de equipes se concentra no que é essencial também individualmente: a consciência da equipe. Quanto mais conscientes as pessoas que compõem a equipe forem, tanto individualmente como em grupo, mais eficazmente serão capazes de realizar as tarefas necessárias para o sucesso, como explicado por Whitmore (2012). A intensificação do trabalho e a crescente necessidade de colaboração entre equipes multidisciplinares e multifuncionais, que buscam resultados superiores sem aumento do tempo disponível, levam a um maior esforço no trabalho, conforme apontado por Souza et al. (2015). As crenças sobre a capacidade de uma pessoa e seu potencial para realizar uma tarefa afetam diretamente seu desempenho, conforme sugerido por Whitmore (2012). Portanto, o estímulo às equipes para alcançar alto desempenho passa pela crença no potencial de seus membros para cumprir suas tarefas e enfrentar desafios. Whitmore (2012) destaca que, para utilizar o coaching com sucesso, é fundamental adotar uma visão mais otimista do potencial inexplorado de todas as pessoas. É necessário que as pessoas reconheçam seu próprio potencial como resposta a esse estímulo. 7.2 Inteligência emocional e o desempenho de equipes Em seu trabalho de 2011, Goleman aborda os elementos essenciais da inteligência emocional. Para compreender a complexidade desse assunto, o autor inicialmente destaca que, ao investigar por que as emoções desempenham um papel crucial na psicologia da evolução da espécie humana, os sociobiologistas identificaram que, em momentos cruciais, o coração assume uma supremacia sobre a razão. Esses pesquisadores afirmam que as emoções humanas nos guiam quando enfrentamos dilemas significativos e quando ações de grande importância não podem ser delegadas exclusivamente à mente intelectual. Assim, Goleman (2011) enfatiza que todas as emoções, em sua essência, são impulsos que surgiram ao longo da evolução, direcionando-nos para ações imediatas e planejamentos instantâneos relacionados à vida. O autor explora a etimologia da palavra "emoção," que tem origem no latim "movere" (mover) e é precedida pelo prefixo "e-," que significa "afastar-se." Ao analisar essa combinação, podemos inferir que toda emoção carrega uma inclinação intrínseca para a ação imediata. Goleman (2011)define a inteligência emocional como: • A capacidade de motivar a si. • A perseverança em direção a objetivos, independentemente dos obstáculos encontrados. • O controle de impulsos e a habilidade de adiar a satisfação de desejos. • Manter um estado de espírito positivo e impedir que a ansiedade prejudique a capacidade de raciocinar, demonstrar empatia e confiança em si. De acordo com Whitmore (2012), a inteligência emocional pode ser definida como inteligência interpessoal ou competência social e pode ser categorizada em cinco áreas distintas: • Reconhecimento das próprias emoções, sendo o autoconhecimento emocional. • Habilidade de gerenciar as próprias emoções. • Motivação intrínseca para a ação. • Capacidade de perceber e entender as emoções de outras pessoas. • Habilidade de construir relacionamentos interpessoais eficazes. É importante notar que todos nós possuímos algum nível dessas habilidades, mas as pessoas com alta inteligência emocional consegue integrá-las mais plenamente em suas vidas do que outras. Goleman (2011) postula que os indivíduos possuem duas mentes - uma mente racional que lida com a razão e a lógica, e uma mente emocional que é mais impulsiva e pode às vezes ser ilógica. Essas duas mentes trabalham em conjunto na maioria das situações para ajudar as pessoas a navegar pelo mundo. Existe um equilíbrio entre essas duas mentes, com a mente emocional influenciando as operações da mente racional, enquanto a mente racional pode controlar ou moderar as emoções, como explicado por Goleman (2011). Whitmore (2012) identifica duas facetas do coaching que estão intimamente relacionadas à inteligência emocional: coaching com foco em propósito e coaching com foco em significado. No contexto do propósito, é enfatizado que, a menos que as pessoas tenham clareza sobre o que as motiva e dá sentido ao trabalho, é improvável que atinjam seu potencial máximo. O coaching pode ajudá-las a descobrir esse propósito e, consequentemente, melhorar seu desempenho, motivação e satisfação no trabalho. Muitas pessoas passam por crises de significado em suas atividades diárias, e o coaching pode ajudá-las a refletir e entender por que algo é significativo e como podem fazer mudanças. Goleman (2011) diferencia a inteligência emocional da competência emocional, explicando que a inteligência emocional se refere ao potencial para aprender as bases do autodomínio e habilidades relacionadas, enquanto a competência emocional mede o grau em que esse potencial é dominado, resultando em habilidades profissionais específicas, como atendimento ao cliente e trabalho em equipe. Portanto, ter competências emocionais requer a posse de habilidades fundamentais de inteligência emocional, como a consciência social e a capacidade de gerenciar relacionamentos. É importante ressaltar que as competências emocionais são habilidades adquiridas e não são garantia de sucesso imediato em situações de atendimento ao cliente ou resolução de conflitos. No entanto, ter um potencial subjacente de inteligência emocional pode ajudar a desenvolver essas competências, como Goleman (2011) destaca. Do ponto de vista do bem-estar no local de trabalho, Goleman (2011) sugere que as habilidades emocionais fundamentais, como a capacidade de perceber e entender as emoções das pessoas, lidar com conflitos de maneira construtiva e entrar no fluxo ao realizar tarefas, são valiosas. Compreender as próprias emoções e sua manifestação é fundamental para alcançar a satisfação no trabalho. Além disso, Goleman (2011) destaca três habilidades importantes da inteligência emocional: • Expressar críticas de maneira construtiva em vez de ataques pessoais. • Criar um ambiente que valorize a diversidade, evitando conflito. • Promover um ambiente de trabalho eficaz para equipes. O autor ressalta que muitas críticas são frequentemente expressas como ataques pessoais e, em vez disso, deveriam ser comunicadas de maneira construtiva para gerar melhorias. Ignorar esse aspecto da inteligência emocional pode levar a respostas defensivas e redução da motivação e confiança no ambiente de trabalho. 7.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAUJO, J.B.C; CANÇADO, V.L. Confiança e desempenho de equipes. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, v. 12, n. 1, p. 75-91, 2013. GOLEMAN, D. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. KATZENBACH, J. R.; SMITH, D. K. Equipes de alta performance: conceitos, princípios e técnicas para potencializar o desempenho de equipes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001. LEE, J. W.; BANG, H. High Performance work systems, person-organization fit and organizational outcomes. Journal of Business Administration Research, v. 1, n. 2, p. 129-138, 2012. MONTANARI, R. L. et al. A maturidade e o desempenho das equipes no ambiente produtivo. Gestão & Produção, v.18, n. 2, p. 367-378, 2011. SOUZA, F.A.S. et al. Atraindo novos funcionários para empresas de alta performance: uma crítica às razões dos profissionais de recursos humanos. Cadernos EBAPE.BR, v. 13, n. 1, p. 103-120, 2015. WHITMORE, J. Coaching para aprimorar o desempenho. São Paulo: Clio Editora, 2012.