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Unidade 4 Coordenação e controle: processo, tecnologias e ferramentas de gestão e tendências Aula 1 Coordenação: tipologia, processo e aspectos da prática Coordenação: tipologia, processo e aspectos da prática Coordenação: tipologia, processo e aspectos da prática Disciplina MODELOS DE GESTÃO Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui e acesse os slides da videoaula. Ponto de Partida Ponto de Partida Estudante, estamos já na última unidade da disciplina e, nela, vamos tratar das duas últimas funções administrativas: coordenação e controle. Vale lembrar que, como são funções administrativas, seguem a lógica e a correspondência das duas primeiras funções já tratadas: o planejamento e a organização. Para começarmos a estudar a função coordenação especificamente, imaginemos que, agora, após toda a atividade de organização, todos os recursos precisam ser mobilizados para as ações do planejamento. A organização dispôs a empresa em uma estrutura que favoreça a prática Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/cee5e8d2-039c-5d27-92e5-0972add17253.pdf da coordenação de pessoas para atingir o objetivo organizacional. Nesse contexto, precisamos explicar e definir o que é a função coordenação, sua tipologia e algumas teorias que embasam melhor a atividade de coordenação, como é o caso do trabalho de equipes de alto desempenho e as teorias X e Y. Para ilustrar melhor todo esse conteúdo, vamos apresentar uma situação prática. Desta vez, acompanharemos a trajetória da Empresa Novo Modelo, uma companhia moveleira que está reajustando sua estrutura para ser mais competitiva. Nesse caso, o problema pontual a ser resolvido é a parte de coordenação. Mariano, gerente de produção, costuma centralizar as decisões, o que acarreta diversos problemas na organização. Já viu uma situação parecida em alguma organização? Isso parece ser algo bem comum nas empresas, não é mesmo? Vamos apresentar a teoria e seguir com a prática. Bons estudos! Vamos Começar! Vamos Começar! Disciplina MODELOS DE GESTÃO Coordenação como função administrativa Uma observação bem interessante que o autor Maximiano (2014) nos apresenta a respeito das últimas duas funções é que a coordenação e o controle são atividades de contrapartida no processo de planejamento, isto é, enquanto a parte de coordenação corresponde à execução dos planos organizacionais, o controle remete à análise, à avaliação e à decisão, em que a realização das atividades, o consumo de recursos e os resultados alcançados são comparados com os objetivos ou as projeções e precisam ser ajustados para o alcance dos objetivos. A contrapartida fica clara quando, durante a atividade de controle, o gestor obtém as informações e toma as decisões para preservar os objetivos ou identifica a necessidade de mudar os objetivos. Mas, antes de chegar ao processo de controle, vamos falar primeiramente sobre o processo de coordenação. Caso você pesquise em diversos autores das teorias da administração, verá uma variação da denominação do terceiro processo administrativo: além de coordenação, pode aparecer como execução ou liderança, como veremos em algumas definições. Maximiano (2014), por exemplo, apresenta-o como processo de execução: “O processo de execução consiste em realizar atividades por meio da aplicação de Disciplina MODELOS DE GESTÃO energia física, intelectual e interpessoal, para fornecer produtos, serviços e ideias” (Maximiano, 2014, p. 222, grifo nosso). Do ponto de vista desse autor, a coordenação de pessoas dentro de uma empresa/organização pode ser vista como o processo de execução que resulta naturalmente em produtos, serviços e ideias. Quando apresentada essa definição, fica fácil visualizar que essa função tem seus princípios baseados nos processos de planejamento e organização, como mostra a Figura 1. Figura 1 | Processo de planejamento e organização: dados de entrada para o processo de execução. Fonte: Maximiano (2014, p. 223). Disciplina MODELOS DE GESTÃO Conforme afirma Chiavenato (2020, p. 228, grifo nosso): A liderança é o processo de conduzir as atividades da organização em direção aos rumos previamente estabelecidos. Esses rumos, naturalmente, são aqueles que levam ao alcance dos objetivos organizacionais e, de lambuja, atendam também aos objetivos individuais das pessoas envolvidas e dos demais stakeholders. Também os autores Charnov e Montana (2012) definem que “Liderança e´ o processo pelo qual um indivíduo influencia outros para alcançar os objetivos desejados” (Charnov; Montana, 2012, p. 243, grifo nosso). E qual a importância da coordenação? Segundo Chiavenato (2020), para que as atividades de planejamento e organização façam sentido, precisam ser complementadas pela orientação e pelo apoio às pessoas por uma liderança, uma comunicação e uma motivação adequadas. Jones e George (2012) complementam: “mesmo com a melhor estratégia implementada e uma arquitetura organizacional apropriada, uma organização será eficaz somente se seus Disciplina MODELOS DE GESTÃO membros estiverem motivados a ter um bom desempenho” (Jones; George, 2012, p. 297). Assim, liderar as pessoas é saber dirigir, comunicar e motivar, ações que estão ligadas diretamente às habilidades do gestor de ter um bom relacionamento interpessoal com seus subordinados. Enquanto as outras funções administrativas (planejar, organizar e controlar) são impessoais, a coordenação envolve um processo pessoal e, por isso, constitui uma das mais complexas funções da administração. Concorda? É relevante considerar também que, hoje, diante deste complexo ambiente, com tantas transformações e exigências do mercado, o gestor não conseguirá executar tudo sozinho. Por isso, precisamos preparar os gestores para uma boa liderança e os colaboradores para serem cada vez mais participativos. Siga em Frente... Siga em Frente... Disciplina MODELOS DE GESTÃO Considerando o processo de coordenação, ele se distribui por todos os níveis hierárquicos: a direção no nível institucional, a gerência no nível intermediário e a supervisão no nível operacional. As denominações variam entre as empresas e as organizações de acordo com suas características e funções. No contexto da liderança, isso envolve o presidente, que dirige uma equipe de diretores; cada diretor, que lidera uma equipe de gerentes; cada gerente, que cuida de uma equipe de supervisores e assim por diante, com cada colaborador desempenhando sua função específica. A base desse processo inclui liderança, comunicação e motivação, exigindo empatia, orientação e influência (Chiavenato, 2020). Veja, no Quadro 1, a liderança nos níveis organizacionais. Nível organizacional Direção Conteúdo Tempo Amplitude Institucional Direção Genérica e sintética Longo prazo Macro- orientada: a organização como um todo Intermediário Gerência Menos genérica e mais detalhada Médio prazo Aborda cada unidade organizacional separadamente Disciplina MODELOS DE GESTÃO Operacional Supervisão Detalhada e analítica Curto prazo Micro- orientada: aborda cada orientação separadamente Quadro 1 | A direção nos três níveis da organização. Fonte: adaptada de Chiavenato (2020, p. 228). Teoria X e Teoria Y Apresentadas a liderança e a coordenação em diversos níveis organizacionais, apresentaremos, a partir de agora, os tipos de liderança, que são analisados por várias teorias diferentes. Dentre elas, destacam-se os estudos de Douglas McGregor, um dos expoentes da teoria comportamental. Sua teoria mostra que cada gestor tende a ter uma concepção própria a respeito da natureza das pessoas, sendo justamente ela que moldará seu comportamento em relação a sua delegação e ao relacionamento com seus subordinados (Chiavenato, 2020). Diante disso, existem duas maneiras para observar a natureza humana: A partir da Teoria X: abordagemfinalmente, chega ao monitoramento dos resultados atingidos. Essa técnica continua sendo usada em corporações ao redor do mundo e, segundo Kaplan, ganhou ainda mais relevância no contexto econômico atual. “A ideia de não depender exclusivamente de medidas financeiras para avaliar o desempenho dos negócios tem se tornado mais importante nos dias de hoje”, diz ele a NEGÓCIOS. De acordo com o consultor, monitorar os impactos de questões intangíveis nas organizações – como lealdade do cliente, inovação, qualidade, motivação e competências dos funcionários, entre outras – é atualmente um dos principais pilares de uma companhia sustentável no longo prazo. [...] O maior aprendizado da dupla de Harvard ao longo desse caminho, foi reconhecer a importância do envolvimento da alta liderança na execução de seu método de gestão. “Os CEOs e diretores são essenciais para a criação de um mapa Disciplina MODELOS DE GESTÃO estratégico para a empresa, para a comunicação da estratégia a todos os funcionários e para a adesão deles ao novo método”, afirma. O especialista esteve no Brasil em junho para o HSM Business Summit. No evento, ele apresentou um resumo de sua teoria atualizada em seu livro The Execution Premium (Harvard Business Review, 2008). A seguir, as seis etapas para colocar o método BSC em prática. E garantir que o planejamento estratégico de uma empresa será revertido em atitudes do dia a dia. 1. Desenvolver a estratégia. Definir para onde vai a companhia nos próximos anos. Quais seu propósito e objetivos? 2. Traduzir a estratégia em um mapa estratégico de execução. Em outras palavras, cascatear as metas. 3. Alinhar funcionários e todas as unidades da organização na mesma estratégia. Mesmo que, para isso, precisem ser trabalhadas as áreas de negócios separadamente. As ações individuais devem estar alinhadas ao objetivo comum. 4. Vincular as melhorias operacionais às prioridades estratégicas. O que ocupa a agenda dos executivos impacta Disciplina MODELOS DE GESTÃO diretamente no objetivo de longo prazo? É importante repetir essa pergunta a todo momento para evitar desvio de rota ou desperdício de recursos. 5. Conduzir reuniões de revisão de estratégia para monitorar e guiar a implementação da estratégia. Nesses encontros, é possível reconhecer e corrigir os desvios de rotas e desperdícios de recursos. 6. Periodicamente, testar e adaptar a estratégia em curso. O aprendizado é constante. Em vez de entrar no piloto automático, revise o plano a todo momento. Fonte: Abdallah (2016, grifos da autora e grifos nossos). Texto de apoio 2 Mapa estratégico Desenvolvendo o mapa estratégico da empresa O mapa estratégico foi criado pelo pesquisados Kaplan e Norton, com o objetivo de auxiliar as empresas a colocarem Disciplina MODELOS DE GESTÃO suas estratégicas em prática. Segundo os pesquisadores: "não se pode gerenciar o que não se pode medir; e não se pode medir o que não se pode descrever". [...] Através do mapa estratégico é possível estruturar um plano de execução de acordo com a missão, os valores e a visão da empresa, sendo assim composto por quatro perspectivas que compõem as relações estratégicas gerais da empresa e interligam-se entre si, ou seja, uma interfere na outra, e que ao final contribuem para o sucesso e crescimento da empresa. As quatro perspectivas são: Financeira: Essa perspectiva tem a ver com o planejamento financeiro da empresa, com o objetivo de aumentar o faturamento e diminuir gastos. Utilizando indicadores como, ticket médio, lucratividade, faturamento bruto, valor da ação na bolsa, entre outros. O equilíbrio entre os custos e as despesas, que irá definir as estratégicas de investimentos para o futuro. Clientes: Trata-se da satisfação do cliente com relação aos serviços prestados pela empresa. Nesse caso os objetivos serão definidos em conquistar e fidelizar os clientes, Disciplina MODELOS DE GESTÃO apresentando novos serviços e produtos, com o objetivo de alcançar o reconhecimento dos clientes. Processos internos: A perspectiva dos processos internos alinha as relações entre os diferentes setores da empresa, para que os objetivos traçados nas outras perspectivas (financeira e clientes) sejam alcançados. Aprendizagem: As estratégias de aprendizagem visualizam o desempenho organizacional, ou seja, o desenvolvimento dos colaboradores e suas habilidades, por meio de capacitações e treinamentos, e também visa aprimorar o uso de tecnologias e ferramentas para facilitar e agilizar os processos. A aplicação do mapa estratégico traz vantagens para a empresa a longo prazo, como exemplo: Maior clareza sobre os processos realizados pela organização; Por ser mais simples, torna-se mais fácil de entender e compartilhar com toda empresa; Auxilia no alinhamento entre os setores; Aumentando a produtividade. [...] Disciplina MODELOS DE GESTÃO Ao concluir o mapa estratégico ou Balanced Scorecard da empresa, é preciso revisar os objetivos para garantir a relação entre eles, assim como toda mudança deve ser comunicada em todos os setores a fim de reorganizar os serviços e evitar ruídos na comunicação. Fonte: Interativa (2021, grifos do autor). 1. Podemos considerar que o fator financeiro é a base de toda a empresa, mas que, dentro da perspectiva estratégica, não é mais o único indicativo que garante a sobrevivência da empresa atualmente. Deste fato, surgiram o BSC e seus quatro indicativos: financeiro, cliente, processos internos e aprendizagem organizacional. Dê exemplos de planos e ações que melhoram os indicativos: a. Financeiros; b. De clientes; c. De processos; d. De aprendizagem organizacional. 2. Considerando todo o processo administrativo (planejar, organizar, coordenar, controlar) e as transformações constantes nesses últimos tempos, quais são as habilidades necessárias para um gestor? Justifique. Reflita Disciplina MODELOS DE GESTÃO Pensando na importância da liderança e da coordenação dentro de uma organização e nas próprias Teorias X e Y, quais são as dificuldades que as pessoas apresentam para liderar e coordenar outras pessoas? Pensando no contexto de resolução de problemas para o alcance dos objetivos organizacionais durante a atividade de controle, qual a importância das pessoas nesse processo? Você consegue descobrir alguma relação 80/20 em alguma atividade de suas práticas diárias? Pode ser tanto uma atividade do cotidiano quanto uma do âmbito profissional. Resolução do Estudo de Caso 1. Perspectivas: a. “Financeira: Essa perspectiva tem a ver com o planejamento financeiro da empresa, com o objetivo de aumentar o faturamento e diminuir gastos. Utilizando indicadores como, ticket médio, lucratividade, faturamento bruto, valor da ação na bolsa, entre outros. O equilíbrio entre os custos e as despesas, que irá definir as estratégicas de investimentos para o futuro” (Interativa, 2021). b. “Clientes: Trata-se da satisfação do cliente com relação aos serviços prestados pela empresa. Nesse caso Disciplina MODELOS DE GESTÃO os objetivos serão definidos em conquistar e fidelizar os clientes, apresentando novos serviços e produtos, com o objetivo de alcançar o reconhecimento dos clientes” (Interativa, 2021). c. “Processos internos: A perspectiva dos processos internos alinha as relações entre os diferentes setores da empresa, para que os objetivos traçados nas outras perspectivas (financeira e clientes) sejam alcançados” (Interativa, 2021). d. “Aprendizagem: As estratégias de aprendizagem visualizam o desempenho organizacional, ou seja, o desenvolvimento dos colaboradores e suas habilidades, por meio de capacitações e treinamentos, e visam aprimorar o uso de tecnologias e ferramentas para facilitar e agilizar os processos” (Interativa, 2021). 2. Resposta livre para reflexão. Não há uma resposta diretiva. Assimile Estudante, veja a seguir um infográfico com os tópicos abordados nesta. Você poderá utilizá-lo e complementá-lo com um pouco mais detalhes e informações para que possa aprofundar-se neste conteúdo. Bonsestudos! Disciplina MODELOS DE GESTÃO Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos Referências ABDALLAH, A. Como transformar o planejamento estratégico em ação. Época Negócios, [S. l.], 6 dez. 2016. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/notici Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2015/07/como-transformar-o-planejamento-estrategico-em-acao.html a/2015/07/como-transformar-o-planejamento-estrategico- em-acao.html. Acesso em: 10 nov. 2023. BATEMAN, T. S.; SNELL, S. A. Administração. Porto Alegre: Grupo A, 2012. CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos – Os novos horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a. CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração – Uma visão abrangente da moderna administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b. HERRERO FILHO, E. Balanced Scorecard e a Gestão Estratégica: uma abordagem prática. São Paulo: Editora Alta Books, 2019. INTERATIVA. Mapa estratégico. Interativa – Assessoria de Comunicação e Marketing, Guaratinguetá, 25 jan. 2021. Disponível em: https://www.interativamarketing.com.br/blog/NTk=/Mapa- Estrategico. Acesso em: 10 ago. 2023. Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2015/07/como-transformar-o-planejamento-estrategico-em-acao.html https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2015/07/como-transformar-o-planejamento-estrategico-em-acao.html https://www.interativamarketing.com.br/blog/NTk=/Mapa-Estrategico https://www.interativamarketing.com.br/blog/NTk=/Mapa-Estrategico JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração Contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012. MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração – Introdução à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo: Grupo GEN, 2014. Disciplina MODELOS DE GESTÃOnegativa, baseada na desconfiança nas pessoas. Disciplina MODELOS DE GESTÃO A partir da Teoria Y: abordagem positiva, baseada na confiança nas pessoas Ou seja, alguns gestores consideram seus funcionários essencialmente preguiçosos, irresponsáveis e sem ambição. Em oposição, outros gestores acreditam que seus funcionários sejam trabalhadores, comprometidos e dignos de responsabilidades (Robbins; Decenzo; Wolter, 2020). É essa percepção que levou Douglas McGregor a propor a Teoria X e Teoria Y. Veja, no Quadro 2, os estilos administrativos segundo a Teoria X e a Teoria Y: Administração da Teoria X Administração da Teoria Y • Vigilância e fiscalização das pessoas. • Desconfiança nas pessoas. • Imposição de regras e regulamentos. • Descrédito com relação às pessoas. • Centralização nas decisões na cúpula. • Atividade rotineira para as pessoas. • Autocracia e comando. • Pessoas como recursos produtivos. • Autocontrole e autodireção. • Confiança nas pessoas. • Liberdade e autonomia. • Delegação de responsabilidades. • Descentralização das decisões de base. • Atividade criativa para as pessoas. • Democracia e participação. • Pessoas como parceiras da organização. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Quadro 2 | Estilos administrativos segundo a Teoria X e Teoria Y. Fonte: adaptada de Chiavenato (2020, p.229). Quando você olha para os dois estilos, qual adotaria? Qual a realidade da sua empresa ou a organização em que você está? Independentemente da abordagem escolhida, pode-se concluir, através das características dos dois estilos, que a Teoria X tem um modelo mais burocrático ou mecanicista de gestão, enquanto a Teoria Y apresenta uma abordagem de gestão mais aberta e orgânica. A tendência é que as organizações adotem a Teoria Y em função das próprias demandas externas, o que exige da empresa maior flexibilidade e participação das pessoas. O gestor precisa identificar a maneira como administrará as pessoas e como conseguirá o melhor desempenho delas através de equipes. Mas o que é uma equipe? Para compreendermos realmente o significado desse termo, é relevante observarmos as diferenças entre grupo e equipe apresentadas pelos autores Robbins, Decenzo e Wolter (2020): Grupo: dois ou mais indivíduos interativos e interdependentes que se juntam para atingir objetivos específicos. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Equipe: dois ou mais indivíduos comprometidos e que possuem sinergia com um propósito comum, têm um conjunto de objetivos específicos a serem executados e se apoiam mutuamente para obterem os resultados que são de responsabilidade da equipe. As organizações estão se reestruturando a fim de alcançar maior competitividade e, para isso, as abordagens em equipes vêm crescendo como forma de aproveitar melhor os talentos dos funcionários. O trabalho em equipe é muito mais flexível e suscetível a mudanças do que os dispostos em departamentos ou em outras formas de divisão de trabalho realizadas pelas organizações. E a vantagem de uma equipe participativa deve-se a características como: são rapidamente reunidas, organizadas, reajustadas e dispersadas (Robbins; Decenzo; Wolter, 2020). Todo o conteúdo deste estudo proporcionará a você mais material para reflexão sobre as atividades de gestão, além de ferramentas de ajuste para melhorar a administração da organização. Vamos Exercitar? Disciplina MODELOS DE GESTÃO Vamos Exercitar? Mariano trabalha em uma empresa moveleira tradicional de sua cidade há mais de 10 anos. Em função de seus estudos, conseguiu progredir e hoje é gerente na área de produção. Apesar de seu progresso, passa por um problema: a empresa está se reestruturando e, com isso, foi identificado que a forma de gestão dele precisa ser modificada, pois a equipe da qual cuida reclama que as informações não são compartilhadas, dificultando o trabalho e desmotivando todos. Mariano, por sua vez, tem dificuldade em coordenar as pessoas. Com muito custo, conseguiu ascender na carreira, por isso não confia nos outros, centraliza as decisões e quer controlar as pessoas. Mas chegou o momento em que ele precisa rever sua forma de gestão, pois a empresa já está mudando, e a orientação é que ele melhore as capacidades de gestão para que a área de produção tenha melhor desempenho nos planos da organização. Neste contexto, vamos pensar: Quais são as principais características da atividade administrativa da coordenação? Levando em consideração esse conceito, o que Mariano precisa incorporar em sua prática de gestão? Disciplina MODELOS DE GESTÃO “Liderança e´ o processo pelo qual um indivíduo influencia outros para alcançar os objetivos desejados” (Charnov; Montana, 2012, p. 243, grifo nosso). Segundo Chiavenato (2020), para que as atividades de planejamento e organização façam sentido, precisam ser complementadas pela orientação e pelo apoio às pessoas, por uma liderança, uma comunicação e uma motivação adequadas. Utilizando esses dois conteúdos teóricos, podemos auxiliar Mariano, mostrando a importância de conduzir adequadamente as outras pessoas através de uma melhor liderança, que conte com comunicação e motivação. Esse é o papel que Mariano precisa desempenhar dentro da empresa. Pensando na teoria de McGregor, qual é a forma de gestão que Mariano pratica na empresa? Qual a melhor forma de trabalhar dentro da perspectiva da Teoria X e Y, pensando na resolução do problema que Mariano vive na empresa? Algumas características de Mariano na gestão de pessoas são: centralizador e controlador de informações e de pessoas. Esses aspectos o definem como um gestor da Teoria X. Para que sua abordagem com as pessoas melhore, deve trabalhar com a Teoria Y. Como a empresa já está se reestruturando, possivelmente cabe apenas a ele mudar a forma de tratar as pessoas. Dentro da abordagem da Teoria Disciplina MODELOS DE GESTÃO Y, terá de incentivar a participação das pessoas, bem como melhorar sua capacidade de comunicar, motivar e confiar. Considerando que todo esse processo de mudança fará com que Mariano precise incentivar o trabalho em equipe, defina equipe e sugira como Mariano deve proceder para o trabalho em equipe. Equipe: os membros estão comprometidos e possuem sinergia com um propósito comum, têm um conjunto de objetivos específicos a serem executados e se apoiam mutuamente para obter os resultados que são de responsabilidade da equipe. Saiba mais Saiba mais A nova economia traz mudanças em todos os aspectos. Entenda as transformações que estamos vivendo e como liderar nesse contexto a partir da leitura do texto a seguir: Disciplina MODELOS DE GESTÃO GRANATO, L. Nova economia: o que é e como se destacar como líder. Exame, São Paulo, 3 ago. 2021. Referências Referências CHARNOV, B.; MONTANA, P. J. Administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2012. (Série Essencial). CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: os novos horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a. CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b. GRANATO, L. Nova economia: o que é e como se destacar como líder. Exame, São Paulo, 3 ago. 2021. Disponível em: https://exame.com/carreira/nova-economia-o-que-e-como- se-destacar-lider/. Acesso em: 15 nov. 2023. Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://exame.com/carreira/nova-economia-o-que-e-como-se-destacar-lider/ https://exame.com/carreira/nova-economia-o-que-e-como-se-destacar-lider/ https://exame.com/carreira/nova-economia-o-que-e-como-se-destacar-lider/ https://exame.com/carreira/nova-economia-o-que-e-como-se-destacar-lider/ JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração Contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012. MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração: introdução à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo: Grupo GEN, 2014. ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. A nova administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2020. Aula 2 Controle: tipologia, processoe aspectos da prática Controle: tipologia, processo e aspectos da prática Controle: tipologia, processo e aspectos da prática Disciplina MODELOS DE GESTÃO Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui e acesse os slides da sua videoaula. Ponto de Partida Ponto de Partida Estudante, finalmente trataremos da última função administrativa: o controle. Primeiramente, é importante pontuar que essa função só funciona integrada e Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/adc6a315-5e51-5750-a24f-624ba1bf22e4.pdf coordenada com as outras três, logo pensar na integração dela com o planejamento, a organização e a coordenação é fundamental. Nesse sentido, temos de considerar o que cada função representa para pensar na atividade de controle. Com esse movimento, fica fácil compreender que o controle, apesar do nome forte no contexto de gestão, não significa, necessariamente, aquela figura de um gestor que fiscaliza tudo o que os seus funcionários estão fazendo, por exemplo. Já falamos que, em um cenário competitivo e de tantas transformações, a centralização do poder pode não ser uma boa opção para diversas organizações, pois elas precisam fluir de forma aberta e flexível, preparadas para um ambiente que a toda hora sofre transformações. Nesse contexto, as funções de coordenação e controle também seguem esse ritmo. Ao estudarmos o controle, é imprescindível lembrarmos que é essa função que deve traduzir a eficiência e a eficácia de todas as atividades do processo de gestão, pois aqui estamos quase chegando ao resultado daquilo que foi pontuado durante o planejamento. Lembra? Qual era o objetivo estabelecido? Quais caminhos seguir, quais os recursos e as projeções? Portanto, a função controle tenta, na prática, chegar a esse resultado. Uma grande responsabilidade, já que executa o Disciplina MODELOS DE GESTÃO acompanhamento de tudo que está sendo realizado e identifica, muitas vezes, que o ajuste é necessário para que a organização atinja o resultado esperado. Um desafio muito grande em gestão. Diante disso, apresentaremos a definição, a tipologia e as formas de exercer a função controle, além de trabalharmos com sua parte prática, momento em que voltaremos à situação de Mariano, que é gerente de produção de uma empresa da área moveleira. Mariano assimilou a importância da gestão de pessoas na atividade de coordenação. A partir disso, deu maior autonomia às pessoas e passou a coordenar melhor o trabalho de equipe. Dessa vez, Mariano está sendo desafiado pela empresa a obter maior agilidade e desempenho, pois os planos departamentais chegaram com novos formatos e, diante desse cenário, ele precisa melhorar a atividade de controle para obter os resultados almejados pela organização. Vamos Começar! Vamos Começar! Disciplina MODELOS DE GESTÃO Controle como função administrativa A palavra controle isoladamente não remete a significados positivos, pelo contrário, remete, por exemplo, a poder, domínio, coerção, regulação, fiscalização e a situações semelhantes. Assim, quando pensamos na atividade de controle, é preciso sabermos que esses significados não serão o foco de nosso estudo, mas as atividades que correspondem à função controle dentro do processo administrativo. Nessa perspectiva, a atividade de controle é a função administrativa que monitora e avalia as atividades e os resultados alcançados para que o planejamento, a organização e a direção sejam bem-sucedidas (Chiavenato, 2020). Vamos rever, agora, todas as funções administrativas de forma coordenada para que a função controle faça mais sentido: o planejamento tem o papel de definir objetivos, elaborar estratégias para alcançá-los e estabelecer planos de ação; a organização tem como propósito estruturar competências e recursos de maneira a promover uma abordagem organizada e racional; a liderança orienta e motiva as pessoas, incentivando o uso eficiente dos recursos com base em suas competências; por fim, o controle atua Disciplina MODELOS DE GESTÃO assegurando que todas as atividades operem corretamente e dentro dos prazos estabelecidos. (Chiavenato, 2020). Dessa forma, de acordo com Williams (2016, p. 316, grifo nosso): Controle é um processo regulatório que estabelece padrões para permitir alcançar objetivos organizacionais, comparar desempenho real com o padrão e adotar medidas corretivas quando necessário para aproximar o desempenho aos padrões. O controle é obtido quando o comportamento e os procedimentos operacionais satisfazem os padrões e objetivos da empresa. Entretanto, controle não é apenas processo posterior ao fato. Medidas preventivas também representam uma forma de controle. De maneira geral, durante o processo de controle, o gestor concentra-se em (Rodrigues, 2016): Estabelecer padrões para o desempenho. Definir padrões para a qualidade de produtos ou serviços. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Proteger os ativos organizacionais. Delimitar a extensão da autoridade. Avaliar e orientar o desempenho das pessoas. Assegurar medidas preventivas para atingir os objetivos organizacionais. Apesar de, teoricamente, a atividade de controle ser relativamente fácil de compreender, na prática, tudo isso representa um grande desafio. Segundo Chiavenato (2020), a realidade das organizações não consiste em uma racionalidade programada, previsível e passível de ser acompanhada com facilidade. É necessário lembrarmos que a realidade de uma organização é complexa, pois é um sistema aberto e extremamente vulnerável às transformações e às incertezas vindas do ambiente externo, que afetam a todo o momento o desempenho da empresa e os resultados. Só para exemplificar, dentro da lógica do planejamento estratégico, quem imaginaria as consequências da pandemia da COVID-19 e seus efeitos? Haja controle e medidas corretivas para suportar tamanho impacto na sociedade e no cenário empresarial. E não devemos apenas levar em consideração o cenário da pandemia de COVID-19, mas devemos considerar também todos os últimos acontecimentos, como o início de uma guerra, o colapso da cadeia logística global, os impactos decorrentes do desequilíbrio ambiental, a ameaça da falta de matéria-prima (que é constante), entre tantos outros do Disciplina MODELOS DE GESTÃO gênero. Como controlar tantas situações emergentes e abruptas que impactam as atividades e a estratégia da organização? Novamente, prevalece a flexibilidade e a habilidade de adaptação a tantos desafios. Siga em Frente... Siga em Frente... Tipologia da atividade de controle A atividade de controle, como as demais funções administrativas, ocorre em todos os níveis organizacionais, de modo que: no nível institucional, é realizado o controle estratégico; no intermediário, o controle tático; e no operacional, os controles operacionais. Cada qual se manifesta, de acordo com a sua área de competência, mas o processo é o mesmo no sentido de monitorar e avaliar as atividades e operações da organização (Chiavenato, 2020). Veja o quadro que representa a atividade de controle nos três níveis organizacionais. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Nível organizacional Tipo de controle Conteúdo Tempo Amplitude Institucional Estratégico Genérico e sintético Longo prazo Macro- orientado: a organização como um todo. Intermediário Tático Menos genérico e mais detalhado Médio prazo Aborda cada unidade organizacional separado Operacional Operacional Detalhado e analítico Curto prazo Micro- orientado: aborda cada orientação separadamente Quadro 1 | Controle nos três níveis organizacionais. Fonte: Chiavenato (2020, p. 304). Processo da atividade de controle Para Chiavenato (2020), a natureza do controle está na verificação constante do alcance ou não dos objetivos estabelecidos pela organização/empresa. Trata-se de um processo que leva a atividade em direçãoa um resultado Disciplina MODELOS DE GESTÃO predefinido. O controle, enquanto processo, compreende quatro fases que se repetem ciclicamente: 1. Definição de padrões ou métricas: os padrões refletem o desempenho almejado, enquanto os critérios representam as normas que orientam as decisões. Essas diretrizes fornecem referências que ajudam a determinar as ações necessárias e qual desempenho ou resultado é considerado normal ou desejável. Exemplo de algumas métricas: tempo, dinheiro, qualidade, custo, unidade física, etc. 2. Observação do desempenho: a avaliação do desempenho ou resultado busca obter informações sobre o que está sendo controlado. 3. Comparação do desempenho com padrão estabelecido: pode ser realizada por meio de gráficos, relatórios, índices, porcentagens, etc. É preciso determinar os limites das variações aceitas como normais ou desejáveis. As variações que ultrapassem os limites da normalidade precisam ser corrigidas. 4. Ação corretiva: para manter as operações dentro dos padrões estabelecidos, as variações, os erros ou desvios devem ser apontados e corrigidos para que as ações sejam normalizadas. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Figura 1 | Quatro etapas do processo de controle. Fonte: adaptada de Chiavenato (2020). É essencial estabelecer um sistema eficaz de controle que englobe as seguintes características (Chiavenato, 2020): Orientação estratégica para resultados: foco em atividades cruciais alinhadas aos planos estratégicos. Compreensão: suporte à tomada de decisões com dados claros e evitando relatórios complexos. Orientação rápida para exceções: detecção em tempo real de desvios, destacando onde ocorrem e como corrigi-los. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Flexibilidade: julgamento adaptável a novas circunstâncias. Autocontrole: fomento à confiabilidade, à comunicação eficaz e à participação entre as partes envolvidas. Natureza positiva: ênfase no desenvolvimento, mudança e melhoria, minimizando penalidades. Clareza e objetividade: controle imparcial e preciso para todos, respeitando seu propósito fundamental de melhorar o desempenho. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Vamos voltar à situação de Mariano, que trabalha em uma empresa moveleira e enfrenta inúmeros desafios em suas atividades como gerente de produção. Mariano compreendeu a importância do papel de liderança e percebeu que precisa dar autonomia aos colaboradores para que eles trabalhem em equipe e gerem mais participação e engajamento. Tudo isso tem sido novo para Mariano e sua equipe, pois, agora, com a reestruturação da empresa, novos processos e modos de trabalho estão surgindo e, com isso, fica claro que todos têm uma responsabilidade sobre o Disciplina MODELOS DE GESTÃO desempenho da empresa. Para melhorar esses resultados e até mesmo o trabalho de equipe, Mariano precisa evidenciar que cada colaborador e cada equipe de trabalho possuem responsabilidades e prazos a serem cumpridos. Cabe a Mariano, então, acompanhar o desempenho de sua equipe, orientar e corrigir os problemas recorrentes para alcançar os objetivos departamentais. Lembrando que Mariano, como gerente de produção, era centralizador, qual a diferença entre o controle de um gestor centralizador e mecanicista e o controle do processo administrativo? O controle na perspectiva mecanicista consiste em tomar decisões sozinho, sem a participação dos funcionários. Isso implica aos trabalhadores a falta de empenho, pois, ao não compreenderem bem suas responsabilidades e ao não se envolverem nas atividades do trabalho, não poderão ter um bom desempenho. Um gestor não consegue resolver sozinho todas as demandas do trabalho, por isso a importância da participação das pessoas. O controle do processo administrativo pressupõe um rearranjo em todas as atividades antecedentes. Durante o planejamento, foram estabelecidos os padrões de desempenho e, durante a organização, o melhor modelo de trabalho para alcançar esses resultados. O trabalho orgânico e participativo gera maiores resultados. Com uma liderança eficaz, o controle consiste em Disciplina MODELOS DE GESTÃO acompanhar as atividades que estão sendo desenvolvidas com maior autonomia pelos funcionários. O líder apenas orienta e auxilia na resolução dos problemas. Pensando nas principais atividades executadas durante o processo de controle, citadas pela autora Rodrigues (2016), quais são as atividades práticas que Mariano deve realizar para melhorar o processo de controle? De maneira geral, durante o processo de controle, o gestor concentra-se em (Rodrigues, 2016): a. Estabelecer padrões para o desempenho. b. Definir padrões para a qualidade de produtos ou serviços. c. Proteger os ativos organizacionais. d. Delimitar a extensão da autoridade. e. Avaliar e orientar o desempenho das pessoas. f. Assegurar medidas preventivas para atingir os objetivos organizacionais. Levando em consideração a atividade de controle nos diversos níveis hierárquicos da organização, qual o tipo de controle que o Mariano executa e quais as principais características? Mariano é gerente de produção, ou seja, alguém que faz parte do nível intermediário dos níveis organizacionais. Dessa forma, o seu controle é do tipo tático, isto é, ocorre a nível departamental (área de produção). Disciplina MODELOS DE GESTÃO Saiba mais Saiba mais Conforme explica Williams (2016), a atividade de controle é um processo regulatório que estabelece padrões para que objetivos organizacionais sejam alcançados, para que o desempenho real seja comparado com o padrão e para que medidas corretivas sejam adotadas quando necessário, a fim de aproximar o desempenho dos padrões. O que são esses padrões? São os indicadores de desempenho estabelecidos durante o planejamento estratégico e que precisam, agora, de forma enérgica, ser alcançados. Veja, neste material, alguns importantes indicadores de desempenho que precisam ser alcançadas por grande parte das organizações. ENDEAVOR BRASIL. Indicadores de desempenho. Endeavor, [S. l.], 29 maio 2023. Referências Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/indicadores-de-desempenho Referências CHARNOV, B.; MONTANA, P. J. Administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2012. (Série Essencial). CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos – Os novos horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a. CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração – Uma visão abrangente da moderna administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b. ENDEAVOR BRASIL. Indicadores de desempenho. Endeavor, [S. l.], 29 maio 2023. Disponível em: https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/indicadores-de- desempenho/ Acesso em 10 nov. 2023. MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração – Introdução à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo: Grupo GEN, 2014. Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/indicadores-de-desempenho/ https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/indicadores-de-desempenho/ RODRIGUES, E. de A. Modelos de gestão. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. WILLIAMS, C. ADM: princípios de administração. São Paulo: Cengage Learning, 2016. Aula 3 Tecnologias e ferramentas de gestão para o processo de Coordenação e Controle Tecnologias e ferramentas de gestão para o processo de coordenação e controle Tecnologias e ferramentas de gestão para o processo de coordenação e controle Disciplina MODELOS DE GESTÃO Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui e acesse os slides da sua videoaula. Ponto de Partida Ponto de Partida Estudante, estamos quase no fim da disciplina Modelos de Gestão, momento no qual se espera que você tenha realmente percebido a sincronicidade das quatro funções Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/f5fc89ed-1b00-5195-8137-2b6776047c4e.pdfadministrativas. Nesta aula, seguiremos adiante e trataremos das tecnologias e das ferramentas de gestão das atividades de coordenação e controle. Mas, antes, uma reflexão: entre tantas ferramentas e tantos modelos de gestão, você já percebeu o critério utilizado na escolha dos que já apresentamos durante a disciplina? Qual a relevância deles e o motivo de serem citados aqui nos estudos? Em um primeiro momento, pode-se dizer que todas as ferramentas e todos os modelos de gestão citados na disciplina estão alinhados com o cenário e as circunstâncias comuns da nossa época. Por exemplo: se estamos vivendo a era da contínua mudança e da disrupção, quais são os desafios enfrentados pelas organizações? É esse o princípio que guia a escolha das ferramentas de gestão, se são adequadas e condizentes com o cenário e as emergências que as empresas enfrentam. Dito isso, é possível perceber que todas as ferramentas citadas na disciplina se complementam com relação à sua função e atuam em coordenação com as outras funções administrativas. Por exemplo: a gestão da inovação é alinhada com a organização orgânica, cujo foco é o trabalho de equipes que precisa de um líder com pensamento da Teoria Y, e com um tipo de controle que deve se dar em função da avaliação da equipe e do desempenho global da empresa. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Assim, seguimos com as tecnologias e as ferramentas de gestão das funções administrativas coordenação e controle. Nas atividades práticas, retornaremos à situação de Mariano, que, desta vez, já conseguiu montar as equipes, atribuir responsabilidades às pessoas e, agora, monitora e avalia tanto o desempenho de seus funcionários quanto o departamental. Vamos Começar! Vamos Começar! Tecnologias e ferramentas de gestão Para falar de ferramentas e tecnologias de gestão, é necessário lembrar que as atividades de coordenação e controle praticamente caminham lado a lado. A coordenação diz respeito à execução das atividades, enquanto o controle significa observar se essa execução está sendo bem realizada, isto é, se está dentro dos padrões que favoreçam o alcance dos objetivos organizacionais. Pensando no processo administrativo como um todo, os planos só Disciplina MODELOS DE GESTÃO evoluem quando a execução avança, ou seja, quando são detalhados e modificados, para incorporar novas decisões, quando são implementadas ações corretivas (Maximiano, 2014). Para falar sobre a primeira ferramenta de gestão, Chiavenato (2020) afirma que, durante o processo de coordenação e liderança, o gestor precisa lidar com pessoas, as quais ele precisa guiar, orientar, treinar, preparar e para as quais necessita proporcionar liderança, retaguarda e suporte a fim de que realizem suas atividades e alcancem os objetivos organizacionais. É durante esse processo que se dá a importância da comunicação, da motivação, da gestão de conflitos e da criação de um clima organizacional que favoreça o trabalho em equipe. Assim, deparamo-nos com a gestão de conflitos. O administrador ou líder precisa estar sempre atento à sua equipe para gerenciar os possíveis conflitos e garantir um clima favorável e o espírito de equipe. Gestão de conflitos Apesar de a palavra conflito remeter a situações negativas, atualmente, dentro da teoria administrativa, é vista como um fenômeno natural da vida organizacional. Como não haver conflito com tantas pessoas trabalhando em um mesmo lugar, não é mesmo? Por ser um elemento natural, os Disciplina MODELOS DE GESTÃO autores Robbins, Decenzo e Wolter (2020) afirmam que ele não pode ser completamente eliminado do ambiente organizacional. Vamos, então, compreender melhor as razões do conflito, que são diversas: Os membros organizacionais têm objetivos diferentes. Os recursos disponíveis podem ser escassos, o que gera luta por eles (p. ex.: alocações orçamentárias). As pessoas que trabalham em uma organização não têm o mesmo olhar sobre diversos problemas e situações em função de sua diversidade quanto à origem, à educação, a valores, a experiências e a interesses. Diante disso, cabe ressaltar que a existência de conflito em uma organização traz benefícios, pois estimula a criatividade e traz inovação e mudança. Assim, o gestor precisa compreender que existe um nível aceitável de conflitos em uma organização, que suporta desacordos, abre espaço para questionamentos e desafia uma situação inerente (Robbins, Decenzo, Wolter, 2020). Se não houvesse esse tipo de situação, teríamos um ambiente apático, estagnado e desprovido de mudança. Dentro dessa perspectiva, Chiavenato (2020) afirma que conflito e cooperação são partes fundamentais da dinâmica organizacional. Atualmente, são considerados como dois Disciplina MODELOS DE GESTÃO aspectos inseparáveis da interação social, como dois lados de uma mesma moeda. A resolução de conflitos é, portanto, vista mais como uma etapa no ciclo "conflito-cooperação" do que como o fim do conflito em si. Nesse sentido, o objetivo da administração é obter colaboração e resolver conflitos, criando condições nas quais o conflito, sendo uma parte natural da vida organizacional, possa ser gerenciado e direcionado para canais úteis e produtivos. Siga em Frente... Siga em Frente... Administração por objetivos Para criar uma estrutura que permita avaliar o desempenho dos colaboradores e, principalmente, permitir que os administradores acompanhem o progresso em direção aos objetivos, muitas organizações adotam a administração por objetivos (MBO, do inglês Managing by Objectives). Esse sistema avalia os funcionários com base em sua capacidade de alcançar padrões de desempenho ou objetivos específicos da organização, além de cumprir os orçamentos Disciplina MODELOS DE GESTÃO operacionais. Muitas organizações o utilizam, pois consideram ineficaz estabelecer metas sem avaliar posteriormente se elas foram alcançadas. A administração por objetivos envolve três etapas específicas (Jones; George, 2012): 1. Estabelecimento de metas e objetivos específicos para cada nível da organização: o alto executivo define objetivos organizacionais gerais que vão descendo ao longo de toda a cadeia hierárquica da organização. 2. Determinação de objetivos para cada colaborador: uma característica importante da administração por objetivos é que ela envolve a participação de todos. Os gestores de cada nível se reúnem com seus colaboradores para determinarem juntos objetivos alcançáveis e negociarem o orçamento necessário para atingi-los. Isso faz com que os colaboradores se envolvam mais no processo, aumentando o comprometimento deles em alcançar os objetivos e seguir o orçamento. 3. Revisão periódica do progresso dos resultados quanto aos objetivos estabelecidos: depois que os gestores de cada nível concordam com objetivos específicos, tornam- se responsáveis por alcançá-los. Eles se encontram regularmente com seus colaboradores para verificar o progresso. Geralmente, há benefícios, como aumento de salário e promoções, que estão relacionados ao cumprimento dessas metas. Disciplina MODELOS DE GESTÃO O sucesso de um gerente está diretamente ligado ao desempenho de sua equipe. Para garanti-lo, os gestores devem escolher as pessoas certas para cada atividade e cultivar um ambiente motivador. Da mesma forma, os funcionários precisam compreender claramente o relacionamento com o sistema de desempenho, recompensas e oportunidades de progresso. O gerenciamento do desempenho é crucial para o sucesso de todos os envolvidos. A avaliação do desempenho, realizada pelo gestor, consiste em medir se os resultados estão de acordo com as expectativas e em identificar a necessidade de ações corretivas. O processo de medição deve reforçar o bom desempenho e não apenas agir como correção para o mau. É essencial que o gestor avalie constantemente o desempenho dos colaboradores, ajustando o curso conforme necessário e mantendo a motivação da equipe. Já estudamos que a atividade de controle envolve a realização de ações por parte do administrador, como medidas corretivas para fazeracontecer o que estava previsto ou, em outros casos, mudanças das previsões (Lacombe, 2009). As medidas corretivas e a mudança dos planos consistem nas atividades do gestor para encontrar soluções plausíveis aos problemas existentes e obter um Disciplina MODELOS DE GESTÃO melhor desempenho. Pensando nessa complexa situação, apresentamos uma ferramenta importante: o princípio de Pareto. Conforme com Maximiano (2014), o princípio de Pareto é uma técnica que permite selecionar prioridades quando se enfrentam muitos problemas ou quando é necessário priorizar os mais importantes em algumas situações. O economista italiano Vilfredo Pareto criou a regra 80 por 20, segundo a qual a maioria dos resultados em um grupo (80%) é causada por uma pequena parte de seus elementos (20%). Em termos práticos, ele acreditava que 80% dos problemas derivam de apenas 20% dos eventos ou causas (Chiavenato, 2020). Analisemos alguns exemplos para melhor compreensão: no âmbito econômico, 80% da riqueza está concentrada nas mãos de 20% da população; um pequeno número de clientes (20%) representa o maior volume de negócios (80%) em uma empresa. Assim, dependendo do problema a ser resolvido, o foco deve ser nos 20% que envolvem 80% dos resultados. Veja a Figura 1, que ilustra bem essa relação: Disciplina MODELOS DE GESTÃO Figura 1 | O princípio de Pareto. Fonte: Maximiano (2014, p. 139). Outra ferramenta de gestão importante no processo de controle e tomada de decisão é o diagrama de Ishikawa. Conforme apresenta Maximiano (2014), o diagrama de Ishikawa, que tem a forma de uma espinha de peixe, tem a finalidade de organizar o raciocínio e a discussão sobre as causas de um problema. O diagrama fundamenta-se na organização das causas dos problemas em categorias e tornou-se muito popular quando ajudou a resolver vários problemas dos carros japoneses que alcançaram os mais altos padrões de qualidade. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Ao usar o gráfico de espinha de peixe para analisar os problemas, a equipe apresenta perguntas como "por que isso está acontecendo?" ou "quais são as causas disso?". Para identificar as respostas, a equipe responsável pelo problema realiza pesquisas no local, examina dados e consulta outras pessoas. Cada causa identificada é categorizada nas linhas inclinadas, representando diferentes categorias. Veja a Figura 2, que ilustra bem a prática de diagrama de Ishikawa. Figura 2 | Exemplo de diagrama de Ishikawa. Fonte: Maximiano (2014, p. 139). No exemplo apresentado pela Figura 2, uma organização está buscando identificar quais podem ser as principais causas das ocorrências de acidentes de trânsito. A equipe Disciplina MODELOS DE GESTÃO responsável pela prática deve discutir cada causa para definir quais, provavelmente, são as principais, a fim de empenhar esforços para solucioná-las, com o objetivo de resolver ou minimizar o problema. Para auxiliar no processo de busca de soluções, a equipe poderá utilizar o processo de brainstorming. De acordo com Maximiano (2014), o brainstorming fundamenta-se em dois princípios essenciais: a suspensão do julgamento e a estimulação de reações em cadeia. Esses fundamentos encorajam as pessoas a expressarem-se sem restrições, proporcionando um ambiente livre de críticas. Além disso, promovem a associação de ideias, gerando um fluxo contínuo de novas propostas. O objetivo subjacente a esse método é garantir a geração de uma ampla variedade de alternativas. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Disciplina MODELOS DE GESTÃO Mariano está se adaptando à reestruturação da empresa, situação que está exigindo de todos uma nova postura frente ao trabalho e às responsabilidades adquiridas. Mariano compreendeu bem a importância de seu papel como líder: passou a comunicar os objetivos a serem alcançados e orienta os funcionários para que tenham mais autonomia e responsabilidade com relação a suas funções. Os colaboradores, por sua vez, têm respondido positivamente, pois, com as responsabilidades, começaram a perceber quanto seu trabalho é importante, desde que reconhecido pela liderança e recompensado adequadamente pela empresa. Mas os desafios são contínuos. Ao conceder autonomia e participação, a liberdade de pensamento e as respostas diversas aos questionamentos começaram a gerar conflito, logo problemas de relacionamento interpessoal. Com a nova abordagem de gestão, a exigência quanto aos resultados e aos prazos também ficou mais evidente, fazendo com que a responsabilidade sobre os objetivos departamentais ficasse mais desafiadora. Tendo como ponto de partida a teoria sobre a gestão de conflitos, como Mariano deve proceder perante o conflito na empresa? Por ser um elemento natural, Robbins, Decenzo e Wolter (2020) afirmam que o conflito não pode ser completamente eliminado do ambiente organizacional. A existência dele em uma organização Disciplina MODELOS DE GESTÃO tem seus benefícios, pois estimula a criatividade, além de trazer inovação e mudança. Assim, o gestor precisa compreender que existe um nível aceitável de conflito em uma organização, que suporta desacordos, abre espaço para questionamentos e desafia a situação inerente. Sanado o conflito, as metas departamentais precisam ser cumpridas. De que forma o diagrama de Ishikawa e o princípio de Pareto podem auxiliar Mariano e sua equipe? Segundo a regra de 80 por 20, a maioria dos resultados em um grupo (80%) é causada por uma pequena parte de seus elementos (20%). Em termos práticos, isso significa que 80% dos problemas derivam de apenas 20% dos eventos ou causas. Assim, dependendo do problema a ser resolvido, o foco deve ser nos 20% que envolvem 80% dos resultados. Ao usar o gráfico de espinha de peixe para analisar os problemas, a equipe apresenta perguntas como "por que isso está acontecendo?" ou "quais são as causas disso?". Para identificar as respostas, a equipe responsável pelo problema realiza pesquisas no local, examina dados e consulta outras pessoas. Cada causa identificada é categorizada nas linhas inclinadas, representando diferentes categorias. Saiba mais Disciplina MODELOS DE GESTÃO Saiba mais Se o conflito é inevitável, precisamos criar uma cultura em que ele seja aceitável e gerenciável. Só assim poderemos usufruir dos benefícios do conflito, como a criatividade e a aceitação das mudanças. Na prática, se os conflitos não forem observados e trabalhados, provocam muitos prejuízos ao ambiente organizacional e ao desempenho das pessoas. Leia uma matéria sobre a gestão de conflitos a seguir: SPADA, D. A importância da gestão de conflitos. RH pra você, [S. l.], 19 dez. 2022. Referências Referências CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos – Os novos horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a. Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://rhpravoce.com.br/colab/a-importancia-da-gestao-de-conflitos/ CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração – Uma visão abrangente da moderna administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b. JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração Contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012. LACOMBE, F. Teoria geral da administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2009. MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração – Introdução à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo: Grupo GEN, 2014. ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. A nova administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2020. SPADA, D. A importância da gestão de conflitos. RH pra você, [S. l.], 19 dez. 2022. Disponível em: https://rhpravoce.com.br/colab/a-importancia-da-gestao-de- conflitos/ Acesso em: 10 nov. 2023. Aula 4 Aspectos emergentes de Coordenação e Controle Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://rhpravoce.com.br/colab/a-importancia-da-gestao-de-conflitos/ https://rhpravoce.com.br/colab/a-importancia-da-gestao-de-conflitos/ Aspectos emergentes de coordenação e controle Aspectos emergentes de coordenação e controle Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdosimportantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui e acesse os slides da sua videoaula. Ponto de Partida Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/eb1e2cd9-4cb7-569c-8e51-2eae67dcb73a.pdf Ponto de Partida Estudante, agora sim, estamos terminando a unidade e a disciplina. Nesta reta final, apresentaremos os aspectos emergentes da área de coordenação e controle. Está preparado? A esta altura, já sabemos que o desempenho da organização é relevante no que tange ao alcance dos resultados. Nesse sentido, é importante lembrarmos que estamos desde o início falando sobre o processo administrativo (processos gerenciais), cujas funções são especificamente: planejar, organizar e, finalmente, coordenar e controlar. Assim, tanto trabalho nas primeiras funções só fará sentido se conseguirmos concretizá-lo através da execução e do controle dos resultados planejados. No geral, ser um bom administrador é isso! Além de um bom planejamento, deve ter uma organização impecável para colocar tudo em prática e alcançar os resultados almejados através da coordenação e do controle. Nesse contexto, precisamos pensar qual é a melhor maneira de alcançar os objetivos organizacionais através das pessoas Disciplina MODELOS DE GESTÃO e de controlar tantas circunstâncias inesperadas que atrapalham o desempenho organizacional. Como já falamos, o bom líder é aquele que motiva, comunica, resolve os conflitos e, sobretudo, estimula a autonomia das pessoas e o trabalho em equipe. Na atividade de controle, subsequente à coordenação sobre a qual acabamos de falar, precisamos acompanhar e avaliar sempre as métricas e o desempenho organizacional, pois, caso haja impertinência, é possível resolver os problemas para alcançar os padrões de desempenho. Perante os constantes desafios organizacionais, a implementação de estratégias tem sido uma questão a ser discutida. Assim, os aspectos emergentes a serem pensados nas atividades de coordenação e controle serão o uso da avaliação de desempenho, do Balanced Scorecard e do mapa estratégico. Na parte prática, voltaremos à situação de Mariano e sua equipe na empresa moveleira. Dessa vez, eles compreenderão melhor o alinhamento dos objetivos departamentais com os objetivos estratégicos da empresa. Bons estudos! Vamos Começar! Disciplina MODELOS DE GESTÃO Vamos Começar! Do ponto de vista do planejamento estratégico, que faz parte da função administrativa planejar, colocar a estratégia em prática – movimento também conhecido como execução – é a fase mais desafiadora e crucial do processo estratégico de uma organização, pois envolve tirar a estratégia do papel e colocá-la na realidade, o que é determinante para o sucesso ou o fracasso da gestão estratégica. Diante disso, não basta apenas formular a estratégia; é essencial implementá-la efetivamente na organização (Chiavenato, 2020). A execução, como já sabemos, depende de uma adequada coordenação de pessoas e envolve a organização de processos de avaliação de desempenho, desenvolvimento pessoal e oferecimento de recompensas. O papel das lideranças é crucial nesse processo, mas a contribuição de todos os colaboradores, que são os executores da estratégia, também é fundamental. Assim, a execução da estratégia requer que todas as pessoas de todos os níveis organizacionais trabalhem com foco em metas e objetivos, alocação de recursos necessários à execução, contínua monitoração do progresso, retroação incessante e rápida resolução dos problemas quando aparecem. Isso requer uma gestão do desempenho das pessoas envolvidas para que saibam o que e como fazer, Disciplina MODELOS DE GESTÃO dando-lhes incentivos motivacionais e mentorias necessárias para otimizar sua participação (Chiavenato, 2020). Outra questão importante durante a execução do planejamento estratégico é o acompanhamento do desempenho como um todo, amparado pelos padrões e pelas métricas já estabelecidos ao longo do planejamento. Considerando a complexidade e a amplitude das atividades organizacionais durante a execução das atividades, monitorar e avaliar os resultados sempre será um desafio. Balanced Scorecard (BSC) O Balanced Scorecard, um modelo de avaliação de desempenho introduzido nos anos 1990 por Kaplan e Norton, destaca-se por abordar as dificuldades frequentemente encontradas pelas empresas na efetiva implementação de suas estratégias. Segundo esses autores, as falhas não residem na formulação das estratégias em si, mas na abordagem inadequada durante a fase de implementação. Com isso, eles apresentaram uma nova abordagem, segundo a qual a estratégia é acompanhada por vários outros indicativos de desempenho que vão além das tradicionais medidas financeiras. Assim, de acordo com Herrero Filho (2019, p. 25), o BSC é uma ferramenta (ou uma metodologia) que “traduz a missão Disciplina MODELOS DE GESTÃO e a visão das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica”. Para melhor compreensão, veja outra definição, agora de Abdala (2019, p. 128, grifo nosso): O Balanced Scorecard, cuja tradução mais próxima é indicadores balanceados de desempenho, trata-se de uma metodologia de medição e gestão de desempenho e de execução estratégica. A inspiração de Kaplan e Norton para a criação do modelo veio do reconhecimento que as metodologias de controle, em voga até então, tinham limitações. Entre estas limitações, estavam a concentração excessivamente operacional, foco no presente, dificuldade em considerar ativos intangíveis que se tornavam cada vez mais importantes para a estratégia e o sucesso desta. Em função desta ideia de incorporar outras perspectivas de forma mais balanceada, a metodologia foi chamada de balanced scorecard. Kaplan e Norton acreditam que, no atual e complexo cenário de negócios, as tradicionais medidas financeiras de Disciplina MODELOS DE GESTÃO desempenho não são mais suficientes para assegurar a boa gestão e a sobrevivência das empresas e do negócio. Desse modo, de acordo com Chiavenato (2020), os quatro grandes campos ou perspectivas de indicadores são: Perspectiva financeira: é a maneira como a organização é vista por proprietários, acionistas e investidores. Esses indicadores demonstram se a execução da estratégia contribui para a melhoria de resultados, como a questão da lucratividade, do retorno sobre o investimento ou capital e do fluxo de caixa. Perspectiva do cliente: é como a organização é vista pelo cliente, por isso diz respeito a como ela pode atendê-lo da melhor maneira. Os indicadores devem apontar se os serviços prestados estão de acordo com a missão da organização. P. ex.: satisfação do cliente, pontualidade na entrega, participação no mercado, retenção de clientes, aquisição de novos clientes, etc. Perspectiva de processos internos: indica quais processos organizacionais devem apresentar excelência. Assim, os indicadores devem apontar se os processos e a operação estão dentro dos princípios que geram valor à empresa, tais como qualidade, produtividade, logística, comunicação interna, etc. Perspectiva de inovação e aprendizagem: qual é a habilidade da organização para aprimorar constantemente seu capital humano e se preparar para Disciplina MODELOS DE GESTÃO o futuro? Os indicadores devem evidenciar como a organização pode aprender, por meio das pessoas, progredindo para assegurar seu desenvolvimento. Alguns exemplos incluem índices de renovação de produtos, aprimoramento de processos internos, inovação, competências, motivação e satisfação das pessoas. Figura 1 | Os princípios da organização orientada para a estratégia. Fonte: Herrero Filho (2019, p.33). Estão a seguir os princípios de uma organização orientada para a estratégia dentro da perspectiva do Balanced Scorecard (HERRERO FILHO, 2019): Disciplina MODELOS DE GESTÃO 1. Traduzir a estratégia em termos operacionais: descrever a estratégia, utilizandoo mapa estratégico; identificar e explicar as relações de causa e efeito entre os objetivos estratégicos para as perspectivas de valor (mostrar como os ativos intangíveis se transformam em resultados financeiros); selecionar o scorecard de indicadores não financeiros que possibilitam a descrição e mensuração do processo de criação de valor da empresa. 2. Alinhar a organização à estratégia: integrar as estratégias das unidades de negócios, das áreas funcionais e dos indivíduos à estratégia organizacional; promover a sinergia dos recursos entre as diferentes áreas da organização; colocar os temas e as prioridades estratégicas como instrumentos de gestão e comunicação. 3. Transformar a estratégia em tarefa de toda a organização: difundir/comunicar a estratégia da sala da diretoria para as equipes operacionais; educar toda a equipe sobre os conceitos de negócios e a estratégia competitiva organizacional; definir scorecards individuais a partir dos organizacionais; vincular o sistema de remuneração e recompensas conforme o atingimento de desempenho individual e organizacional. 4. Converter a estratégia em processo contínuo: avaliar periodicamente os times gerenciais e operacionais e a consistência da estratégia competitiva; criar uma cultura organizacional que estimule o aprendizado estratégico; Disciplina MODELOS DE GESTÃO desenvolver sistemas de informação e análise que possibilite ao usuário criar o relatório gerencial para avaliar a performance. 5. Mobilizar a mudança por meio da liderança executiva: incentivar o desenvolvimento do Balanced Scorecard, colocando a alta administração como líder do processo; motivar e dar autonomia aos integrantes da equipe na implementação do BSC; mobilizar os colaboradores para adquirirem o senso de propriedade do processo de BSC; implementar o modelo de governança corporativa dentro da perspectiva do BSC. Quando analisamos a operação e a implementação, verificamos a importância do mapa estratégico na comunicação e na implementação da estratégia. Siga em Frente... Siga em Frente... A partir de agora, vamos compreender um pouco mais sobre o mapa estratégico sob a perspectiva do Balanced Scorecard. As histórias representam uma ferramenta importante para Disciplina MODELOS DE GESTÃO os líderes conferirem significado ao trabalho e proporcionarem um senso de propósito aos membros da organização. Assim, podemos compreender os mapas estratégicos como instrumentos destinados a moldar, narrar, visualizar, comunicar e alinhar os participantes da organização em relação à estratégia competitiva. De acordo com Herrero Filho (2019), Kaplan e Norton destacam a relevância do reconhecimento, do entendimento e do engajamento dos colaboradores com a estratégia. Logo, ressaltam a importância de comunicar a estratégia de forma simples e compreensível. Nesse sentido, o mapa estratégico desempenha um papel fundamental ao servir como um contexto para narrar a história da estratégia a todos os membros da organização e por ser uma estrutura visual unificada que integra os diversos elementos do Balanced Scorecard de uma organização, estabelecendo uma cadeia de causa e efeito que conecta os resultados desejados aos seus respectivos vetores ou impulsionadores. Quadro 1 | Mapa estratégico Mapa estratégico Objetivos Perspectiva financeira Aumentar o desempenho financeiro. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Perspectiva dos clientes Melhorar o atendimento aos clientes. Implantar um sistema de relacionamento com os clientes (CRM). Perspectiva dos processos internos Implantar novas tecnologias. Melhorar a qualidade e a agilidade no atendimento. Processos de inovação e aprendizagem Assegurar o treinamento e a capacitação para a força de trabalho. Fonte: adaptado de Chiavenato (2020). Rodrigues (2016) afirma que o BSC é uma ferramenta versátil, aplicável a qualquer organização e que proporciona uma visão equilibrada e integrada. Ela enfatiza a importância do envolvimento da alta administração na criação de indicadores para garantir a eficácia da prática do BSC. Observando os modelos organizacionais, cada vez mais é priorizada a aprendizagem organizacional. Dessa forma, o conhecimento dos funcionários se torna um ativo intangível crucial, gerando vantagem competitiva. Para aprimorar o desempenho organizacional por meio da aprendizagem, é Disciplina MODELOS DE GESTÃO essencial adotar tecnologias de gestão de capital intelectual e de gestão do conhecimento. Isso permite incorporar a criatividade dos funcionários aos processos organizacionais, criando valor para clientes e investidores. Em suma, essas abordagens e ferramentas capacitam os gestores a aprimorarem o desempenho organizacional por meio das habilidades e dos conhecimentos das pessoas. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Mariano e sua equipe estão em uma integração incrível. Desde o início da reestruturação da empresa, ocorreram muitas mudanças. Com a adequada orientação e uma melhor comunicação, as pessoas foram se desenvolvendo e ganhando autoestima, o que os levou a trabalhar com maior empenho e dedicação. Tanto Mariano como sua equipe perceberam que as mudanças organizacionais só tornaram melhor o clima organizacional, já que se tornou frequente o reconhecimento e a recompensa pela empresa dos resultados produzidos. A Empresa Novo Modelo inicia um novo processo para comunicar os objetivos estratégicos da organização a todos os membros da organização, por isso Disciplina MODELOS DE GESTÃO apresenta um plano em que os colaboradores participem da avaliação do desempenho e da elaboração dos processos que efetivem os resultados da empresa. Os diretores da Empresa Novo Modelo estão empenhados em informar as novas diretrizes de gestão, além do uso da ferramenta de Balanced Scorecard, que será implantada para balizar o desempenho organizacional e garantir o crescimento da empresa de forma mais sustentável. Pensando na implantação do método de gestão como um todo e na aderência das pessoas a ele, explique por que a empresa precisa alcançar não só os resultados financeiros, mas também os resultados nas perspectivas de clientes, processos internos e aprendizagem organizacional. Qual a importância dessas perspectivas? Perspectiva financeira: é a maneira como a organização é vista por proprietários, acionistas e investidores. Esses indicadores demonstram se a execução da estratégia contribui para a melhoria de resultados, como a questão da lucratividade, do retorno sobre o investimento ou capital e do fluxo de caixa. Perspectiva do cliente: é como a organização é vista pelo cliente, por isso diz respeito a como ela pode atendê-lo da melhor maneira. Os indicadores devem apontar se os serviços prestados estão de acordo com a missão da Disciplina MODELOS DE GESTÃO organização. P. ex.: satisfação do cliente, pontualidade na entrega, participação no mercado, retenção de clientes, aquisição de novos clientes, etc. Perspectiva de processos internos: indica quais processos organizacionais devem apresentar excelência. Assim, os indicadores devem apontar se os processos e a operação estão dentro dos princípios que geram valor à empresa, tais como qualidade, produtividade, logística, comunicação interna, etc. Perspectiva de inovação e aprendizagem: qual é a habilidade da organização para aprimorar constantemente seu capital humano e se preparar para o futuro? Os indicadores devem evidenciar como a organização pode aprender, por meio das pessoas, progredindo para assegurar seu desenvolvimento. Alguns exemplos incluem índices de renovação de produtos, aprimoramento de processos internos, inovação, competências, motivação e satisfação das pessoas. Existe uma interdependência entre essas perspectivas: a organização precisa de inovação e aprendizagem para gerar excelência em processos internos; os processos internos de qualidade geram a satisfação do cliente; por fim, a satisfação do cliente traz lucratividade à empresa. Qual a importância do mapa estratégico no processo de implantação do Balanced Scorecard? Os mapas estratégicosDisciplina MODELOS DE GESTÃO são como um instrumento destinado a moldar, narrar, visualizar, comunicar e alinhar os participantes da organização em relação à estratégia competitiva. É uma forma simples e acessível para que todos os membros da organização saibam quais são os objetivos e o desempenho a serem alcançados. Saiba mais Saiba mais Os desafios práticos da atividade de controle só serão amenizados quando existir uma equipe atuante e motivada, ou seja, uma equipe de alto desempenho. O próprio modelo do BSC preconiza a importância da participação das pessoas para que a empresa consiga obter os melhores resultados. Leia, a seguir, uma matéria que fala sobre as equipes de alto desempenho. GOMES, G. Equipes de alto desempenho: o que são e 8 dicas valiosas de como desenvolver times de performance elevada. Agendor, [S. l., s. d.]. Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://www.agendor.com.br/blog/equipes-de-alto-desempenho/ https://www.agendor.com.br/blog/equipes-de-alto-desempenho/ https://www.agendor.com.br/blog/equipes-de-alto-desempenho/ Referências Referências ABDALA, M. M. Administração Estratégica. São Paulo: Grupo GEN, 2019 CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos – Os novos horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a. CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração – Uma visão abrangente da moderna administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b. GOMES, G. Equipes de alto desempenho: o que são e 8 dicas valiosas de como desenvolver times de performance elevada. Agendor, [S. l., s. d.]. Disponível em: https://www.agendor.com.br/blog/equipes-de-alto- desempenho/. Acesso em: 14 nov. 2023. HERRERO FILHO, E. Balanced Scorecard e a Gestão Estratégica: uma abordagem prática. São Paulo: Editora Alta Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://www.agendor.com.br/blog/equipes-de-alto-desempenho/ https://www.agendor.com.br/blog/equipes-de-alto-desempenho/ https://www.agendor.com.br/blog/equipes-de-alto-desempenho/ Books, 2019. RODRIGUES, E. de A. Modelos de gestão. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. Aula 5 Coordenação E Controle: Processo, Tecnologias E Ferramentas De Gestão E Tendências Videoaula de Encerramento Videoaula de Encerramento Disciplina MODELOS DE GESTÃO Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui e acesse os slides da sua videoaula. Ponto de Chegada Ponto de Chegada Olá, estudante! Finalmente concluímos a unidade referente às funções administrativas coordenação e controle. Após todo esse percurso, você deve ter concluído que as funções coordenação e controle andam juntas. Elas dizem respeito à parte do processo administrativo em que são praticadas as ações para colocar o planejamento em execução. Para isso, precisamos coordenar as pessoas adequadamente através de uma boa liderança, de boa comunicação e de motivação, isto é, é necessário mobilizar as pessoas de forma que elas participem do processo e consigam trabalhar em equipes. Quando elas iniciarem seus trabalhos, o gestor precisa Disciplina MODELOS DE GESTÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/f26dba51-1de8-5ef3-89b5-a43e0237a99c.pdf acompanhar os resultados. Essa é a atividade de controle: verificar quais são os padrões e métricas, avaliar o que cada unidade ou equipe está gerando e, muitas vezes, reparar, resolver problemas e corrigi-los para que os padrões almejados sejam alcançados. Diante disso, existem ferramentas e tecnologias de gestão para que as atividades de coordenação e controle sejam executadas com maior efetividade. Nesse contexto, o trabalho em equipe torna-se fundamental, pois todo o processo administrativo é complexo e cada vez mais os colaboradores precisam adquirir responsabilidades e ter maior participação nos resultados organizacionais. Trabalhar com pessoas nesse modelo pressupõe o surgimento de conflitos, que, se bem gerenciados, podem trazer benefícios à empresa, como a criatividade, a inovação e a mudança. Porém, ressalte-se a importância do gestor, que precisa empenhar bem o seu papel de integrar as pessoas, bem como o de criar um ambiente organizacional que favoreça o respeito às diferenças. Durante a aplicação da atividade de controle, são muitos os desafios que surgem. Os planos estabelecidos com padrões e métricas, precisam ser alcançados, mas a realidade gerencial mostra que trabalhar com tantos recursos em um ambiente que, a todo momento, sofre transformações, o Disciplina MODELOS DE GESTÃO alcance dos resultados acaba implicando em resolver muitos problemas para que os objetivos sejam alcançados. Novamente, nesse contexto, vemos a importância da participação das pessoas. E as ferramentas de gestão de controle implicam o auxílio no processo de controle, mas sempre com a colaboração das pessoas para a resolução dos problemas enfrentados. O diagrama de Pareto apresenta às equipes uma perspectiva que os leva a perceber a relação 80/20 ou 20/80. Para buscar maior desempenho nos resultados, esse olhar é essencial, pois ajuda as pessoas a se concentrarem em situações que gerem maior proporção de resultados. Além disso, há o diagrama de Ishikawa, cujo formato auxilia na resolução de diversos problemas. Pensando no processo administrativo como um todo, pode- se afirmar que o sucesso dele se dá quando tudo o que foi planejado, concretiza-se. Mas, como já apresentado ao longo da disciplina, em função de o ambiente estar cada vez mais complexo e difícil de prever, fica mais desafiador alcançar esses objetivos estabelecidos pelo planejamento estratégico. Diante dessa realidade, Norton e Kaplan apresentam o Balanced Scorecard (BSC) como uma forma alternativa de implementar a estratégia com maior sucesso. O desempenho organizacional não pode ser medido apenas pelas dimensões financeiras; deve contar também com as perspectivas do cliente, de processos internos e de aprendizagem organizacional. Disciplina MODELOS DE GESTÃO Todos os modelos de gestão precisam ser revistos e adaptados conforme as mudanças no cenário de negócios. Estamos vivendo, hoje, uma contínua e rápida transformação no ambiente, por isso tanto a organização como seus meios de gestão precisam estar condizentes com esse contexto. Assim, ter flexibilidade e ser adaptável a essas mudanças é fundamental. Por fim, é imprescindível compreender a importância cada vez mais maior da participação das pessoas em todo esse processo. Pensando na importância da liderança e da coordenação dentro de uma organização e nas próprias Teorias X e Y, quais são as dificuldades que as pessoas apresentam para liderar e coordenar outras pessoas? Pensando no contexto de resolução de problemas para o alcance dos objetivos organizacionais durante a atividade de controle, qual a importância das pessoas nesse processo? Você consegue descobrir alguma relação 80/20 em alguma atividade de suas práticas diárias? Pode ser tanto uma atividade do cotidiano quanto uma do âmbito profissional. É Hora de Praticar! É Disciplina MODELOS DE GESTÃO É Hora de Praticar! Texto de apoio 1 Como transformar o planejamento estratégico em ação [...] Um dos maiores desafios em grandes empresas é executar, no dia a dia, o planejamento estratégico de longo prazo. No papel, os objetivos costumam soar mais claros e simples do que na prática. Perceber como cada ação da agenda aproxima – ou afasta – os executivos do plano maior é uma tarefa difícil. Para sistematizar esse trabalho, de forma minuciosa e precisa, o americano Robert Kaplan, professor Disciplina MODELOS DE GESTÃO de Harvard, criou, em 1992, em parceria com seu colega David Norton, um método para medir e avaliar o desempenho de profissionais dentro das empresas. Batizado de Balanced Scorecard (BSC), o sistema parte da definição da estratégia ligadas aos serviços e infraestrutura de uma companhia. Acompanha sua implantação e,