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- TIPOS DE PRODUTOS LÁCTEOS FERMENTADOS - TECNOLOGIA DE PRODUTOS LÁCTEOS FERMENTADOS (Etapas de fabricação) Iogurte Bebida láctea Leite fermentado Yakult Leite acidófilo Leite sweet acidophilus Buttermilk fermentado Quefir Koumiss Coalhada Taette Viili Progurt Leben Aco iogurte Sour cream LEITE FERMENTADO Leite fermentado ou cultivado Fermentação se realiza com um ou vários dos seguintes cultivos: Lactobacillus acidophilus, L. casei, Bifidobacterium, Streptococcus salivarius subsp. thermophilus e/ou outras BAL. Acidez: 0,6-2,0 g ác.lático/100 g Contagem BAL totais: mín. 106 ufc/g • Bifidobacterium: mín. 106 ufc/g (IN n° 46, MAPA) YAKULT Yakult Leite fermentado probiótico Lactobacillus casei var. Shirota Ótimo crescimento: • 37 °C (mín. 15° e máx. 41°C) • pH: 6,8 (mín. 3,5) Lactobacillus casei var. Shirota Tanque pré- fermentação Tanque fermentação LEITE desnatado Esterilização Tanque equilíbrio Homogeneizador Tanque mistura Tanque mistura XAROPE ESSÊNCIA Resfriamento Envase Armazenamento e transporte Tanques de fermentação Sobremesa láctea fermentada (L. casei Shirota) – Yakult LEITE ACIDÓFILO Leite acidófilo ou acidofilado Fermentação exclusivamente com Lactobacillus acidophilus (IN n° 46, MAPA) Sabor fortemente ácido Coágulo pouco consistente consistência líquida Consumo ligado às características terapêuticas L. acidophilus: • incapaz de competir com microbiota normal do leite • sensível • cresce devagar Produção de leite acidófilo difere em dois pontos: • Substrato deverá ser esterilizado • Utiliza-se grande quantidade de inóculo (2-5 %) LEITE PREFERÊNCIA: desnatado reconstituído a 8,5 %; ou parcialmente desnatado com ou sem açúcar (8,5-12%) Esterilização (121 °C/15 min.) Resfriamento (37-38 °C) Inoculação (2-5 %) Incubação 37-38 °C/18-24h ou até acidez = 0,6-0,7 % ác. lático (até 1 %) Resfriamento (10 °C) Quebra do coágulo e Envase Refrigeração (4 °C) Comercialização Envase L E IT E A C ID Ó F IL O LEGISLAÇÃO – Leite acidófilo Acidez (g ác. Lático/100 g) Contagem de bactérias láticas totais (ufc/g) 0,6-2,0 Mín. 107 Vida de prateleira: 7-20 dias Parâmetros limitantes: acidez e viabilidade dos mo’s LEITE SWEET ACIDOPHILUS Leite sweet acidophilus Leite acidófilo doce EUA Leite pasteurizado adicionado de L. acidophilus (107 ufc/mL produto final) Sabor ≈ ao leite pasteurizado não houve fermentação Precaução do consumidor: não aquecer excessivamente o produto para não destruir o microrganismo Vantagem: grande n° de células viáveis, sem sabor ácido LEITE 2 % gordura Pasteurização (HTST ou LTST) Resfriamento (5 °C) Adição da cultura Agitação lenta Envase Refrigeração (4 °C) Comercialização Para completa dissolução do fermento L E IT E S W E E T A C ID O P H IL U S Elaborado da mesma forma que leite acidófilo doce L. acidophilus + Bifidobacterium LEITE-BIO – LEITE A/B BUTTERMILK FERMENTADO Buttermilk fermentado Buttermilk = leitelho (líquido que resulta da batedura do creme na produção de manteiga) HOJE: buttermilk = produto feito a partir do leite parcialmente desnatado e inoculado com cultura lática produtora de flavor e ácido Fermentação lática + cítrica Lactococcus lactis subsp. lactis (ou cremoris) + Leuconostoc mesenteroides subsp. cremoris (ou Lactococcus lactis subsp. lactis biovar. diacetylactis) Conteúdo de gordura na mistura-base que dará origem ao buttermilk ≈ 1 % Uniformidade e viscosidade: obtidas pelo tratamento térmico adequado e padronização dos sólidos não-gordurosos (SNG) com leite em pó desnatado LEITE Padronização da mistura: SNG: 9,0-9,5 % Gordura: 1-2 % Adição de NaCl (0,03 %) e ácido cítrico (0,15 %) Pasteurização (85°C/30 min) Homogeneização Resfriamento (21-22 °C) Adição da cultura (1 %) Incubação até acidez 0,85 % Comercialização Resfriamento (5 °C) Quebra da massa e envase Manutenção 5 °C/24-48 h Maturação: total produção e acúmulo de flavor Garantir quantidade adequada de flavor 21-22 °C ≈ 14-16 h B U T T E R M IL K Importância da padronização de SNG: obter acidez adequada SNG (%) Acidez titulável (%) 9,0 0,8-0,85 9,5 0,85-0,9 10,0 0,9-0,95 Acidez titulável (%) Conteúdo de diacetil (ppm) 0,7 1,1 0,75 1,4 0,8 1,7 0,85 2,2 0,9 2,8 Relação entre acidez titulável e conteúdo de diacetil IDEAL Condições para produção de flavor: mo’s produtores de flavor não fermentam citrato até que o pH chegue a ≤ 5,1 nível ótimo de atuação das enzimas • ≈ 12-12,5 horas • A incubação deve continuar por + 2-4 h assegurar bom desenvolvimento e acúmulo de flavor; • Após atingir acidez desejada, refrigera-se e matura-se o produto Buttermilk com sabor Consumo elevado na Europa Pouco conhecido nos EUA Brasil: praticamente inexistente LEITE Padronização da mistura: SNG: 9,0-9,5 % Gordura: 1-2 % Adição de NaCl (0,03 %) e ácido cítrico (0,15 %) Pasteurização (85°C/30 min) Homogeneização Resfriamento (21-22 °C) Adição da cultura (1 %) Incubação até acidez 0,85 % Comercialização Resfriamento (5 °C) Quebra da massa e envase Manutenção 5 °C/24-48 h Maturação: total produção e acúmulo de flavor Garantir quantidade adequada de flavor 21-22 °C ≈ 14-16 h Adição de açúcar (10 %) Adição de fruta: em pedaços (7-10 %) ou polpa (10 %) B U T T E R M IL K C O M S A B O R Buttermilk búlgaro Adiciona-se o Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus no momento de quebra da massa Teor de gordura do leite: padronizado 3,25 % LEITE Padronização da mistura: SNG: 9,0-9,5 % Gordura: 3,25 % Adição de NaCl (0,03 %) e ácido cítrico (0,15 %) Pasteurização (85°C/30 min) Homogeneização Resfriamento (21-22 °C) Adição da cultura (1 %) Incubação até acidez 0,85 % Comercialização Resfriamento (5 °C) Quebra da massa e envase Manutenção 5 °C/24-48 h Maturação: total produção e acúmulo de flavor Garantir quantidade adequada de flavor 21-22 °C ≈ 14-16 h Adição de L. bulgaricus (1 %) B U T T E R M IL K B Ú L G A R O Problemas que podem ocorrer durante incubação do buttermilk: T °C de incubação > 21-22 °C: > estímulo de Lactococci buttermilk muito ácido T °C de incubaçãode glicose e galactose Culturas DVS para kefir é um leite fermentado ligeiramente efervescente e espumoso pH 3,6-3,7 ácido possui menos lactose quando comparado aos iogurtes (redução de até 74% do teor de lactose quando comparado ao leite) não é muito conhecido ainda não é industrializado Nas dobras do polissacarídeo estão fixados os mo’s característicos do quefir: • Leveduras Saccharomyces kefir e Torula kefir • Lactobacillus brevis, L. caucasicus, L. bulgaricus • Lactococcus lactis subsp. lactis • Leuconostoc • Hennenbergs kefir bacillus (produção do polissacarídeo) Fermentação se realiza com grãos de kefir, Lactobacillus kefir, espécies dos gêneros Leuconostoc, Lactococcus e Acetobacter produção de ácido lático, etanol e CO2 Grãos de kefir: leveduras fermentadoras da lactose (Kluyveromyces marxianus) e não fermentadoras da lactose (Saccharomyces omnisporus, S. cereviseae e S. exiguus), Lactobacillus casei, Bifidobacterium e Streptococcus thermophilus (IN n° 46, MAPA) LEGISLAÇÃO - Kefir Acidez (g ác.lático/100 g) Etanol (%) Contagem de BAL totais (ufc/g) Contagem de leveduras específicas (ufc/g) Tempo de incubação a T °C ambiente: produto + ácido > Tempo de armazenamento a T °C refrigeração: produto com + teor alcoólico vida de prateleira curta mo’s continuam atuando durante refrigeração INÓCULO: grãos de quefir x cultura starter Grãos: 5% devem ser primeiro reativados através de imersões sucessivas em leite e água esterilizados e resfriados a 25°C Cultura starter: 3% (material coagulado) Manutenção dos grãos de quefir: Quando os grãos não estão sendo usados: podem ser mantidos por 8-10 dias em água ou leite a 0°C mantidos desidratados por 12-18 meses Defeitos dos grãos de quefir: Gomosidade: para eliminar este defeito, manter os grãos por vários dias em leite a 0°C Mofo: para eliminá-lo, deixar os grãos em solução NaOH 2% por 20 min., por ≈ 1 semana Composição final do quefir: Varia com o tempo e temperatura de incubação Média: • 1 % álcool • 0,8 % ác. lático • CO2 • traços de acetaldeído, diacetil e acetona KOUMISS Koumiss Originalmente é feito com leite de égua Consumo elevado na Rússia Fermentação mista: lática + alcoólica Mo’s: • Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus fermentação lática • levedura Torula kumys fermentação alcoólica Fermentação se realiza com cultivos de Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus e Kluyveromyces marxianus (levedura) (IN n° 46, MAPA) Recipiente 1 Recipiente 2 Recipiente 3 inoculado com a levedura; incubado 30 °C/15 h inoculado com L. bulgaricus; incubado 37 °C/7 h Preparo da cultura starter para Koumiss: preparo de 3 recipientes contendo a mesma quantidade de leite de égua: receberá o conteúdo dos outros 2 recipientes após os períodos de incubação adequados; será incubado a 28 °C. Quantidades de leite fresco são adicionadas para manter acidez ≈ 0,65-0,7 % por ≈ 4 dias. contendo leite de égua puro Após esse período, a cultura starter está pronta! LEITE de ÉGUA Pasteurização Resfriamento (28 °C) Adição da cultura starter Incubação Consumo 30 % 28 °C/ 2 h: aumento da acidez Envase Incubação 20 °C/ 2 h: aumento do teor alcoólico Quebra do coágulo (28 °C) Resfriamento (5 °C) K O U M IS S LEGISLAÇÃO - Koumiss Acidez (g ác.lático/100 g) Etanol (%) Contagem de BAL totais (ufc/g) Contagem de leveduras específicas (ufc/g) > 0,7 Mín. 0,5 Mín. 107 Mín. 104 Viscosidade ↓ devido às características FQ do leite de égua e da tecnologia de fabricação Quando produzido com leite de vaca, terá consistência + firme Leite de vaca (%) Leite de égua (%) Gordura 3,5 1,5 Caseína 2,5 1,2 Lactose 5,0 6,5 Composição média do leite de vaca e de égua. Devido aosubsp. cremoris • Lactococcus lactis subsp. lactis biovar. diacetylactis LEITE Tratamento térmico (95°C/30 s.) Resfriamento (27 °C) Inoculação Incubação Envase Lactococcus lactis subsp. cremoris + Lactococcus lactis subsp. lactis biovar. diacetylactis (1:1) 27 °C/ 12 h acidez ≈ 0,8-0,9 % Desnatado Aquecimento (40-43 °C) Padronização da gordura (5 %) Adição de creme pasteurizado e leitelho Resfriamento Homogeneização pH final 4,4 - 4,5 Às vezes é add Lactobacillus acidophilus e bifidobactéria P R O G U R T LEBEN Leben Muito consumido no Egito preparado com leite de cabra, ovelha ou búfala No Brasil é utilizado principalmente por descendentes de sírios e libaneses Fermentação mista: lática + alcoólica L E B E N Produto é feito a partir da adição de miolo de pão ou levedura ao leite Incubação ocorre à T °C ambiente até que um coágulo seja produzido ACO IOGURTE Aco iogurte Uso difundido na Suíça Fermentação lática Semelhante ao iogurte, mas é add também L. acidophilus A C O I O G U R T E Mo’s: • Streptococcus thermophilus • Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus • Lactobacillus acidophilus (probiótico) SOUR CREAM Sour cream Creme ácido, fermentado Bastante consumido em todo o mundo ↓ teor calórico quando comparado ao creme comum e à maionese Consumido como dressing (molho, recheio) ou topping (cobertura) Cultura mista: Lactococcus lactis subsp. lactis (ou cremoris) + Leuconostoc mesenteroides subsp. cremoris (ou Lactococcus lactis subsp. lactis biovar. diacetylactis) CREME Tratamento térmico Homogeneização Resfriamento (23-25 °C) Envase Cultura starter mista (1-2 %) Fresco padronizado (18 % gordura) + 2 % leite pó desnatado Inoculação Quebra da massa 74°C/30 min 82 °C/20 s. Incubação 23-25 °C até ≈ pH 4,5 ≈ 8-10 h Resfriamento 4 °C 3 dias Distribuição S O U R C R E A M Produto viscoso Aroma e flavor característicos BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa no 46, de 23 de outubro de 2007. Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Leites Fermentados. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 outubro 2007, sec. 1, p. 5. FERREIRA, C.L. de L. F. Produtos Lácteos fermentados: aspectos bioquímicos e tecnológicos (Caderno didático). 3ª ed. Viçosa: UFV, 2005. 112p. ORDOÑEZ, J. A. Tecnologia de alimentos. Alimentos de origem animal. Porto Alegre: Artmed, v.2, 2005. ROBINSON, R.K. Microbiologia Lactologica. Vol. 2. Zaragoza: Acribia, 1987. SPREER, E. Lactologia Industrial. Zaragoza: Acribia, 1991. VARNAM, A.H.; SUTHERLAND, J.P. Leche y Produtos Lácteos. Série Alimentos básicos 1. Zaragoza: Acribia, 1995.