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OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase Bernardo Stadler 1 Vigilância em Saúde no SUS • Um processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública para a proteção da saúde da população, a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção da saúde. (BRASIL, 2013) • Vigilância é a observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante a coleta sistemática, consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade, assim como de outros dados relevantes. (LANGMUR,1963) OBJETIVO: • A Vigilância em Saúde tem como objetivo a análise permanente da situação de saúde da população, articulando-se num conjunto de ações que se destinam a controlar determinantes, riscos e danos à saúde de populações que vivem em determinados territórios, garantindo a integralidade da atenção, o que inclui tanto a abordagem individual como coletiva dos problemas de saúde. • As diretrizes nacionais da vigilância em saúde têm como princípio a integralidade da atenção, obtida a partir da construção de redes de atenção à saúde coordenadas pela APS. A organização dos processos de trabalho se orienta por dispositivos e metodologias que favorecem o planejamento, a programação, o monitoramento e a avaliação integrada das ações individuais e coletivas. As ações de vigilância em saúde devem ser programadas com o objetivo de assegurar prevenção, proteção, promoção e atenção à saúde por meio de estratégias como: linhas de cuidado, clínica ampliada, apoio matricial, projetos terapêuticos e protocolos. DECRETO, 17 DE JANEIRO DE 1829 • Cria a inspeções de saúde dos portos que tinha por atribuição zelar pelo estado sanitário das embarcações atracadas e decidir se estas deveriam ou não guardar quarentena. • No Brasil os primeiros registros são de controle da Epidemia Febre Amarela no século XVII no porto de Recife. LEI Nº 8.080, 19 DE SETEMBRO DE 1990 • São incluídas ações de vigilância no campo de atuação do SUS. PORTARIA Nº 3.252, 22 DE DEZEMBRO DE 2009 • Constitui-se de ações de promoção da saúde da população, vigilância, prevenção e controle das doenças e agravos à saúde. PORTARIA Nº 1.378, 9 DE JULHO DE 2013 • Constitui um processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública para a proteção da saúde da população, a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção da saúde. RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018 • A Política Nacional de Vigilância em Saúde compreende a articulação dos saberes, processos e práticas relacionados à: vigilância epidemiológica, vigilância em saúde ambiental, vigilância em saúde do trabalhador e vigilância sanitária • A análise de situação de saúde e as ações laboratoriais são atividades transversais e essenciais no processo de trabalho da Vigilância em Saúde. PORTARIA Nº 1.061, DE 18 DE MAIO DE 2020 • Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional PORTARIA Nº 1.693, DE 23 DE JULHO DE 2021 • Institui a Vigilância Epidemiológica Hospitalar (VEH). O QUE É VIGILÂNCIA? Portaria nº 1.378, de 2013, define Vigilância em Saúde como: DECRETOS, LEIS E PORTARIAS OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase Bernardo Stadler 2 I - a vigilância da situação de saúde da população, com a produção de análises que subsidiem o planejamento, estabelecimento de prioridades e estratégias, monitoramento e avaliação das ações de saúde pública II - a detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para a resposta às emergências de saúde pública III - a vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis IV - a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes e violências V - a vigilância de populações expostas a riscos ambientais em saúde VI - a vigilância da saúde do trabalhador VII - vigilância sanitária dos riscos decorrentes da produção e do uso de produtos, serviços e tecnologias de interesse a saúde VIII - outras ações de vigilância que, de maneira rotineira e sistemática, podem ser desenvolvidas em serviços de saúde públicos e privados nos vários níveis de atenção, laboratórios, ambientes de estudo e trabalho e na própria comunidade. Sistema Passivo: notificação espontânea, mais antigo, menor custo e maior simplicidade. Sistema Ativo: contato direto, com intervalos regulares, entre a equipe de vigilância e as fontes de informação. DECRETO, 17 DE JANEIRO DE 1829 • Cria as inspeções “Regulamento da Inspecção da saude publica do porto do Rio de Janeiro” • A manutenção da qualidade na coleta de dados; • A consolidação desses dados em informações fidedignas; • A ampla disseminação dessas referidas informações a todos aqueles que as geraram e que delas necessitam tomar conhecimento, servindo de ferramenta para: →A elaboração de programas, a identificação de fatores de risco, a aplicação de medidas de controle; →A capacitação e o aprimoramento de pessoal; →A aquisição de equipamentos e tecnologias; →O desenvolvimento de produções científicas Saúde da criança (p. ex. acompanhamento de prematuras e baixo peso) Saúde da mulher (p ex. acompanhamento de mães adolescentes e morte materna) Saúde do adulto (p ex. acompanhamento de doenças e agravos não transmissíveis DANT) COMPONENTES DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE: • A notificação de casos suspeitos e/ou confirmados de doenças por meio do sistema de notificação compulsória é o principal instrumento da vigilância epidemiológica. • Visa à detecção, à prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de se recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. • Realiza um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou a prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle de doenças ou agravos. OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: • Estimar a magnitude da morbidade e mortalidade causadas por determinados agravos. • Identificar fatores de risco que envolvem a ocorrência de doenças. • Recomendar, com bases objetivas e científicas, medidas necessárias para prevenir ou controlar a ocorrência de agravos à saúde. • Identificar novos problemas de saúde pública. • Detectar epidemias. • Documentar a disseminação de doenças. ART. 4º AS AÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE ABRANGEM TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA E ENVOLVEM PRÁTICAS E PROCESSOS DE TRABALHO VOLTADOS PARA: PRINCÍPIOS NORTEADORES DA VS INDICADORES MONITORADOS PELA ESF VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase Bernardo Stadler 3 CRITÉRIOS PARA ESTABELECER QUAIS AS DOENÇAS QUE DEVERÃO ESTAR RELACIONADAS NA LISTA DE NOTIFICAÇÃO: • Magnitude e Potencial de disseminação. • Transcendência, a severidade, a taxa de letalidade, a relevância social. • Vulnerabilidade, disponibilidade de instrumentos de prevenção e controle da doença. • Compromissos internacionais com a OPAS e OMS para o alcance de metas no controle de epidemias, surtos e agravos inusitados. NOTIFICAÇÃO • Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária por profissional de saúde ou qualquer cidadão, para fins de adoção de medidasde intervenção. • Um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, desde a produção até o consumo além do controle da prestação de serviços associados com a saúde. ÁREAS DE ATUAÇÃO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA: • Derivados do tabaco: embalagem, legislação, cadastro. • Medicamentos: bulas, conceitos e siglas, fitoterápicos e homeopáticos, inspeção, legislação, lista de medicamentos, produtos controlados, propriedade intelectual. • Monitoramento de propaganda. • Controle sanitário em portos, aeroportos e fronteiras. • Serviços de saúde: arquitetura e engenharia em saúde, avaliação dos serviços, controle de infecção, legislação, organização. • Vigilância pós-comercialização: farmacovigilância. • Rede Sentinela vigilância em eventos adversos e queixas técnicas de produtos, em parceria com os serviços de saúde e a Associação Médica Brasileira. • A Política Nacional de Saúde do Trabalhador, em vigor desde 2004, visa à redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, através de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde. • Desencadeia um conjunto de atividades que, por meio das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, se destinam à promoção e à proteção à saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e à reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho. • Conjunto de atividades destinadas à promoção e proteção, recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho. • Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) que é composta por Centros Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST). • Rede Sentinela de serviços de média e alta complexidade, responsáveis por diagnosticar acidentes e doenças relacionados ao trabalho e pelo registro no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-NET). • Trabalho Infantil. OBJETIVOS • Identificar potenciais casos de doenças e agravos relacionados ao trabalho. • Investigar a relação de doenças e agravos com o trabalho. • Notificar os casos de doenças e agravos relacionados ao trabalho. • Identificar os riscos à saúde presentes no ambiente de trabalho. • Identificar os grupos ocupacionalmente expostos a maior risco. • Identificar e descrever as principais características epidemiológicas. • Orientar medidas de prevenção e controle para impedir a ocorrência de novos casos. VIGILÂNCIA SANITÁRIA VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase Bernardo Stadler 4 • Propõe um conjunto de ações que visam ao conhecimento e à detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. EM 2005, FOI CRIADO O SUBSISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL. RESPONSABILIDADES: • Água para consumo humano • VIGIÁGUA • Contaminantes do ar e do solo • VIGIAR e VIGISOLO • Desastres naturais • Contaminantes ambientais e substâncias químicas • VIGIQUIM – monitoramento do amianto, benzeno, agrotóxicos, mercúrio e chumbo. • Acidentes com produtos perigosos. • Informações Tóxico Farmacológicas (SINITOX). • Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos. • Desencadeia um conjunto de atividades relativas às zoonoses e questões sanitárias ligadas ao meio ambiente e riscos à saúde (água, ar e solo), com ações integradas com as subprefeituras e outras secretarias, devendo participar na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico. • Criado em 2004 para atender com maior eficácia as ações da vigilância em saúde. • Está dividido em redes de laboratórios: Vigilância epidemiológica • O Diagnóstico e vigilância de doenças transmissíveis e não transmissíveis. • Monitoramento da resistência microbiana e de assistência médica de alta complexidade. • Padronização de kits de diagnósticos. Vigilância sanitária Vigilância epidemiológica • Análise da qualidade da água para consumo humano • Análise da qualidade do ar • Análise da qualidade do solo SUBTÍTULO 2 • União - Compete ao Ministério da Saúde a gestão das ações de vigilância em saúde no âmbito da União, cabendo: I - à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) a coordenação do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde; e II - à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a coordenação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. • Estados - Compete às Secretarias Estaduais de Saúde a coordenação do componente estadual dos Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e de Vigilância Sanitária, no âmbito de seus limites territoriais e de acordo com as políticas, diretrizes e prioridades estabelecidas. • Municípios - Compete às Secretarias Municipais de Saúde a coordenação do componente municipal dos Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e de Vigilância Sanitária, no âmbito de seus limites territoriais, de acordo com a política, diretrizes e prioridades estabelecidas. • Resultados de exames laboratoriais. • Declarações de óbitos. • Maternidades (nascidos vivos). • Hospitais e ambulatórios. • Investigações epidemiológicas. • Estudos epidemiológicos especiais. • Informações obtidas de “médico sentinela” e “hospital sentinela”. • Imprensa e a população. • Todos os profissionais da saúde. • Contribuição da Estratégia de Saúde da Família para as ações de vigilância. • Realizar busca ativa de novos casos e convocar os faltosos VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE FEDERAL.ESTADUAL.MUNICIPAL FONTES DE DADOS VIGILÂNCIA DO CONTROLE DE ZOONOSES SISTEMA NACIONAL DE LABORATÓRIOS DE SAÚDE PÚBLICA ESTRATÉGIAS OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase Bernardo Stadler 5 • Notificar casos suspeitos ou confirmados. • Desenvolver ações de promoção e prevenção. • Entre as diretrizes da vigilância em saúde, para todos os seus componentes, a territorialização propõe caracterizar a população com base nas variáveis demográficas, socioeconômicas, culturais, das condições de vida, ambientais, de perfil epidemiológico e de indicadores de morbidade e mortalidade. • O monitoramento contínuo do território por meio de estudos e análises dos principais indicadores de saúde para um planejamento mais abrangente deve se constituir prática da equipe de saúde. • A vigilância é uma das práticas voltadas para a saúde coletiva, onde se considera sua atuação em uma delimitação espacial previamente determinada: o território, que proporciona exatidão administrativa para a gestão física dos serviços de saúde e exprime o perfil ambiental, epidemiológico, socioeconômico e cultural, características que são indispensáveis para a criação de políticas públicas. • Ou seja, através do conhecimento do modo de vida da população é possível identificar as enfermidades mais recorrentes, bem como o acesso e as repercussões nos serviços de saúde. Oportuniza o desenvolvimento de um vínculo entre os serviços de saúde e a população, mediante práticas de saúde orientadas por categorias de análise de cunho geográfico. • Logo, o território torna-se uma estratégia de gestão essencial para ações em vigilância, e subsídio para as políticas de saúde que devem fundamentar-se nas particularidades dos processos territoriais • É fundamental que os profissionais tenham conhecimento do seu território (determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, população de risco, situações de risco sanitário, contextos locais cobertospela ESF/AB, territórios indígenas, áreas de fronteira, áreas dispersas, etc.) e que os processos de trabalho sejam organizados com vistas ao enfrentamento dos principais problemas de saúde-doença da comunidade, entendendo que as ações de VS devem estar incorporadas no cotidiano das equipes da atenção básica, auxiliando na percepção dos problemas de saúde e no planejamento das estratégias de intervenção para a promoção e proteção da saúde da população, a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças e promoção da saúde. • As ações de Vigilância em Saúde devem estar inseridas no cotidiano das equipes de Atenção Primária, com atribuições e responsabilidades definidas em território único de atuação, integrando os processos de trabalho, bem como o planejamento, a programação, o monitoramento e a avaliação. • Para fortalecer a inserção das ações de vigilância e promoção da saúde na Atenção Primária à Saúde, recomenda-se a incorporação gradativa dos ACE nas equipes de Saúde da Família. As ações de promoção da saúde são voltadas para a redução da vulnerabilidade e das desigualdades existentes, buscando intervir sobre os determinantes e condicionantes da saúde. • A análise da situação de saúde das áreas de abrangência das unidades básicas de saúde permite a identificação de problemas de saúde, seus possíveis determinantes e condicionantes, conhecimento essencial para o planejamento e execução de ações articuladas de proteção, promoção e recuperação da saúde, e de prevenção contra riscos e agravos. • A identificação de fatores de risco e de proteção à saúde, existentes na estrutura e na dinâmica que compõem o território em que vive a população adscrita é uma das tarefas fundamentais do processo de trabalho das equipes de APS. • A Vigilância em Saúde, visa a integralidade do cuidado e deve inserir-se na construção das Redes de Atenção à Saúde, coordenadas pela Atenção Primária à Saúde. • A integralidade deve ser compreendida como a garantia de acesso a todos os serviços indispensáveis para as necessidades de saúde, adequando a competência dos profissionais ao quadro epidemiológico, histórico e social da comunidade e do usuário. • É responsabilidade de todos os profissionais da equipe participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos e vulnerabilidades. VIGILÂNCIA EM SAÚDE X TERRITÓRIO VIGILÂNCIA EM SAÚDE x AB X SUS OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase Bernardo Stadler 6 COLETA DE INFORMAÇÃO X ANÁLISE DE SITUAÇÃO NA VS É REALIZADA PELOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: • Foi criado para a obtenção regular de dados sobre mortalidade no país. A partir da criação do SIM foi possível a captação de dados sobre mortalidade, de forma abrangente, para subsidiar as diversas esferas de gestão na saúde pública. • Benefícios BENEFÍCIOS • Produção de estatísticas de mortalidade; • Construção dos principais indicadores de saúde; • Análises estatísticas, epidemiológicas e sociodemográficas. FUNCIONALIDADES • Declaração de óbito informatizada; • Geração de arquivos de dados em várias extensões para análises em outros aplicativos; • Retroalimentação das informações ocorridas em municípios diferentes da residência do paciente; • Controle de distribuição das declarações de óbito (Municipal, Regional, Estadual e Federal); • Transmissão de dados automatizada utilizando a ferramenta SISNET gerando a tramitação dos dados de forma ágil e segura entre os níveis municipal > estadual> federal; • Visa reunir informações epidemiológicas referentes aos nascimentos informados em todo território nacional. BENEFÍCIOS • Subsidiar as intervenções relacionadas à saúde da mulher e da criança para todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS); • Como ações de atenção à gestante e ao recém- nascido; • O acompanhamento da evolução das séries históricas do SINASC permite a identificação de prioridades de intervenção, o que contribui para efetiva melhoria do sistema. FUNCIONALIDADES • Declaração de nascimento informatizada; • Geração de arquivos de dados em várias extensões para análises em outros aplicativos; • Retroalimentação das informações ocorridas em municípios diferentes da residência do paciente; • Controle de distribuição das declarações de nascimento (Municipal, Regional, Estadual e Federal); • Transmissão de dados automatizada utilizando a ferramenta SISNET gerando a tramitação dos dados de forma ágil e segura entre os níveis municipal > estadual > federal; • o • É alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluírem outros problemas de saúde importantes em sua região. • Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população, podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica. • O seu uso sistemático, de forma descentralizada, contribui para a democratização da informação, permitindo que todos os profissionais de saúde tenham acesso à informação e as tornem disponíveis para a comunidade. • É um instrumento relevante para auxiliar o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção, além de permitir que seja avaliado o impacto das intervenções. • o • Tem por objetivo fornecer informações sobre o estado nutricional da população. • Disponibiliza informações para o monitoramento do estado nutricional de diferentes grupos populacionais atendidos nos estabelecimentos de saúde. SINASC- Sistema de Informação sobre Nascido Vivo SINAN- Sistema de Informação de Agravos de Notificação SISVAN – Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional SIM - Sistema de Informações sobre Mortalidade OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase Bernardo Stadler 7 • o • É importante fonte de dados de morbidade. • Todo hospital que interna pelo SUS deve entregar a informação, mensalmente, para a gestão municipal ou estadual, que, por sua vez, envia para a consolidação no DATASUS. • Os principais campos da AIH são: identificação do hospital, identificação e características da pessoa internada, características da internação, procedimento solicitado inicialmente, diagnóstico principal e secundário, procedimentos realizados e informações sobre alta. • o • Será possível obter informações da situação sanitária e de saúde da população do território por meio de relatórios de saúde, bem como de relatórios de indicadores de saúde por estado, município, região de saúde e equipe. • No nível federal, recebe as informações consolidadas dos municípios para realização do processo de validação nos dados recebidos. Relatórios para análise de indicadores de saúde: • Saúde (produção e atividade coletiva) • Painel Cadastros • Vacinação de Sarampo • Indicadores de Desempenho • Pré-natal na Atenção Básica • o • Controle ou erradicação das doenças infectocontagiosas e imunopreviníveis. • o • Os gestores dos níveis federais e estaduais podem cadastrar os dados de controle do sistema e monitorar a entrada de dados realizada no município, por meio de relatórios. • o • Permite o cálculo dos indicadores de monitoramento das ações referentes à detecção precoce dos cânceres do colo do útero e de mama, como cobertura, qualidade dos exames, resultados alterados ou suspeita. • Reduzir a morbimortalidade das doenças crônicasnão transmissíveis (DCNT) é um desafio de saúde pública, pois essas doenças são a principal causa de morte, responsáveis por 63% das mortes globais e 72% no Brasil. As DCNT, como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, são de longa duração e se desenvolvem ao longo da vida. Para enfrentar esse problema, foram implementadas estratégias nacionais e internacionais focadas na promoção da saúde, redução de riscos, atenção aprimorada à saúde, detecção precoce e tratamento adequado. • O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil (2011-2022) visa prevenir e controlar essas doenças por meio de vigilância, promoção da saúde e cuidado integral. As equipes de saúde da atenção básica desempenham um papel crucial nesse processo, desenvolvendo habilidades para programação e planejamento de ações direcionadas à prevenção de DCNT, enfatizando a importância da vigilância contínua em todos os níveis de atenção à saúde. As metas nacionais propostas para o controle das DCNT são: • Reduzir a taxa de mortalidade prematura (