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psicologia organizacional AV1 evolução da psicologia organizacional: A evolução histórica da Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) é dividida em quatro períodos principais: ● Primeiro período (até 1945): Focado na psicotécnica, nos testes psicológicos como ferramenta de seleção e na Administração Científica de Taylor. ● Segundo período (Pós-Guerra até a década de 1960): Caracterizado pela consolidação da psicologia organizacional (deixando de ser apenas "psicologia industrial") e pelo desenvolvimento de teorias sobre aprendizagem, motivação e treinamento gerencial. ● Terceiro período (fim da década de 1960 até 1970): Marcado pela transição para a sociedade pós-industrial, por críticas aos testes psicológicos e por uma ampliação do campo para lidar com questões como desenho do trabalho, desenvolvimento organizacional e qualidade de vida. ● Quarto período (década de 1990 até 2010): Impulsionado pela globalização e pelo neoliberalismo, trazendo maior atenção às questões de saúde no trabalho, estresse e conflito trabalho-família. A principal mudança da Psicologia Industrial para a POT atual reside na ampliação do foco: enquanto a Psicologia Industrial (anos 1930) limitava-se à psicotécnica, seleção de pessoal e aumento da produtividade, a Psicologia do Trabalho atual abrange o estudo de grupos, a saúde psicossocial do trabalhador e expande suas fronteiras para além dos muros das organizações psicologia organizacional no brasil: As vertentes da área se diferenciam da seguinte forma: ● Psicologia Organizacional: Foca em entender e lidar com os processos psicossociais macro e micro-organizacionais (como cultura, estrutura, atitudes e percepções), buscando coordenar as ações de pessoas e grupos para que a organização alcance suas metas. ● Psicologia do Trabalho: Investiga a relação entre o comportamento humano e o trabalho, focando nas formas de organização do trabalho, ergonomia, e nos impactos sobre a saúde e qualidade de vida do trabalhador, incluindo questões como o desemprego e a aposentadoria. ● Gestão de Pessoas: Refere-se às políticas e práticas adotadas para organizar a ação individual e coletiva de forma a captar, integrar, avaliar e reter os membros da organização, alinhando-os à missão da empresa. A tarefa central da POT é explorar, analisar e compreender como interagem as múltiplas dimensões da vida das pessoas, dos grupos e das organizações, construindo estratégias que promovam e preservem a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos, sem abrir mão da produtividade necessária para o atendimento das demandas sociais Estrutura Organizacional: Características das estruturas: ● Estrutura burocrática: Caracterizada por alta formalização, hierarquia rígida e regras claras, sendo muito comum no setor público. ● Estrutura simples: Apresenta pouca formalização e autoridade centralizada, sendo comum em pequenas empresas. ● Estrutura matricial: Combina duas dimensões (ex: função e projeto) e possui dupla autoridade, o que pode gerar conflitos de papel. ● Estruturas contemporâneas: Organizações em rede, equipe autogeridas, estruturas horizontais e foco em flexibilidade e inovação. Conceitos objetivos dos elementos da estrutura: ● Especialização do trabalho: É o grau em que as tarefas são divididas em atividades mais específicas. ● Departamentalização: É a forma como as atividades são agrupadas (por função, produto, geografia, clientes, etc.). ● Cadeia de comando: É a linha de autoridade que vai do topo à base da organização, definindo quem responde a quem. ● Amplitude de controle: Refere-se ao número de subordinados que um único gestor supervisiona. ● Centralização/Descentralização: Define se as decisões são tomadas exclusivamente no topo (centralização) ou se são distribuídas pela organização (descentralização). ● Formalização: É o grau em que as regras e os procedimentos são padronizados na organização cultura organizacional: A cultura organizacional pode ser conceituada de maneira sucinta como "o modo como fazemos as coisas por aqui". Representa o jeito típico de ser de uma comunidade humana, funcionando como um conjunto de pressupostos básicos aprendidos, com a finalidade de moldar e homogeneizar condutas e formas de pensar. Segundo Edgar Schein, a cultura possui três níveis: 1. Artefatos visíveis e audíveis: É o nível mais superficial, abrangendo o ambiente físico, arquitetura, vestuário e padrões visíveis de comportamento. 2. Crenças e valores esposados/racionalizados: É o nível intermediário, englobando as estratégias, metas e filosofias. Reflete o que as pessoas desejam ou entendem como correto, embora muitas vezes possa ser contraditório aos atos que efetivamente praticam. 3. Pressupostos básicos: É o cerne da cultura, composto por crenças, percepções, pensamentos e sentimentos inconscientes que são tidos como verdades inquestionáveis comunicação: O processo (ou pipeline) de comunicação completo segue as seguintes etapas direcionais: a fonte (emissor) -> codificação da mensagem -> canal -> decodificação -> receptor -> e, finalmente, o feedback (o retorno ao emissor). Esse processo inteiro está suscetível à interferência de ruídos. Os principais ruídos de comunicação, conforme Robbins, incluem: ● A Filtragem: É a manipulação intencional da informação pelo emissor para que o receptor a veja de forma mais favorável. ● Sobrecarga de Informação: Acontece quando o volume de informações excede a capacidade de processamento do indivíduo. ● Barreiras Psicológicas e Culturais: Englobam as emoções de quem recebe a mensagem, diferenças de linguagem e cultura, a percepção seletiva (quando o ouvinte bloqueia informações que não confirmam suas crenças) e o medo da comunicação. conflito e poder: Não é um evento isolado, mas sim um processo que nasce da percepção; ele ocorre quando uma das partes envolvidas percebe que a outra afetou (ou afetará) negativamente algo de extrema importância para ela. As diferenciações das principais dinâmicas de influência são: ● Poder formal: É aquele derivado estritamente da posição hierárquica e da autoridade formal do cargo. ● Poder pessoal: É aquele que provém de características do indivíduo, como expertise, competência, carisma e influência interpessoal. ● Controle de recursos: Trata-se do poder vindo do acesso e do manejo de informações cruciais ou orçamentos estratégicos. ● Dependência: Baseia-se na teoria de que o poder de A sobre B é diretamente proporcional ao nível de dependência que B tem sobre um recurso escasso e crítico controlado por A.