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Estética Pré e Pós Operatório
Aula 08
Professora: Cíntia Carvalho
Técnico em Estética 02/2025
Eletroterapia Aplicada 
no Pós-Operatório
Eletroterapia no Pós-Operatório
A eletroterapia é um dos recursos que mais nos ajudará na 
recuperação do pós--operatório, bem como auxiliará em alterações 
decorrentes das cirurgias, como fibrose, cicatriz hipertrófica, 
edema e flacidez.
Nas aulas de eletroterapia, você verá os mecanismos de ação, bem 
como as dosimetrias que serão aplicadas nas alterações estéticas, 
ou seja, que serão empregadas no pós-operatório. 
Aqui, veremos as ações dessas correntes no pós-operatório, 
respeitando os mesmos mecanismos de ação, as contraindicações 
relativas e absolutas e o mais importante, respeitando a liberação 
médica.
Ultrassom
Modalidade terapêutica de onda sonora, de penetração relativamente profunda, com 
frequências superiores às detectadas pelo ouvido humano, podendo atingir até 3MHz. 
Produz alterações teciduais por meio de mecanismos térmicos e não térmicos. 
Durante a aplicação, o transdutor ou cabeçote deve estar completamente acoplado na 
pele, para que a energia seja melhor aproveitada e transmitida. Precisam sempre ser 
aplicados com gel de contato, que pode ou não conter ativos. 
Seus principais efeitos são a passagem de ativos, como a fonoforese e a 
micromassagem, que aumenta o metabolismo e pode diminuir a fibrose. Além disso 
pode gerar neovascularização e rearranjo de fibras de colágeno.
Na estética, utilizamos a frequência de 1MHz. 
A intenção da utilização do ultrassom na pós-cirurgia plástica é a aceleração da 
cicatrização, alcançar força tênsil normal e até mesmo a prevenção de cicatrizes 
hipertróficas e queloides. 
Para a aceleração do reparo tecidual da pele, recomenda-se o uso do 
ultrassom no modo pulsado, no pós-operatório imediato, pois, dessa forma, 
só teremos os efeitos atérmicos, ou seja, sem geração de calor, pois 
sabemos que, nessa fase, temos um intenso processo inflamatório e o calor 
exacerbaria ainda mais os sinais e os sintomas (Relação 1:5, 20%), utilizando 
uma frequência de 3MHZ, com intensidade de até 0,5 W/cm², na fase 
proliferativa. 
Não existe um consenso nos parâmetros de intensidade, pois são muitos 
artigos e autores que atingem resultados com diferentes dosimetrias. 
Segundo Guirro e Guirro (2004), as intensidades recomendadas oscilam 
entre 0,5 e 1,5 W/cm2. Essas intensidades variam de acordo com o pós-
operatório (imediato e tardio) e também de acordo com a alteração que se 
queira tratar, ou seja, modo pulsado e intensidades baixas para acelerar o 
processo de cicatrização, considerado uma lesão aguda e modo contínuo 
para fibrose e cicatriz hipertrófica, que são consideradas lesões crônicas.
Sobre o modo contínuo e o pulsado, podemos dizer que o contínuo produz 
grande efeito mecânico e térmico. Já o pulsado opera por ciclos de trabalho, 
interrompendo, parcialmente, a emissão de ondas, com amplitude de 
pulsação entre 16Hz a 100Hz, ciclo de trabalho que varia de 10% a 50%, 
tendo pouco efeito térmico e mecânico.
Os efeitos térmicos que auxiliam na fibrose e cicatriz hipertrófica são: 
aumento da elasticidade do colágeno e melhora das propriedades 
mecânicas do tecido. 
E os efeitos atérmicos que auxiliam no processo de regeneração: 
neoformação angiogênica, aumento da síntese proteica e da secreção dos 
mastócitos. 
Esse efeito também justifica seu uso preventivo para fibrose e hipertrofia 
cicatricial no pós-operatório imediato. Também produz micromassagem, 
promovendo a circulação dos fluidos, o que justifica seu uso para diminuir o 
edema e as equimoses.
Pode-se utilizar ativos cosméticos com o US, pois eles terão sua permeação 
aumentada devido à fonoforese. A escolha do ativo dependerá do objetivo a 
ser alcançado, podendo ser antiedema e reestruturante, entre outros.
O ativo pode ser aplicado junto à aplicação do US, o que torna o 
processo dispendioso, pois a quantidade para que ocorra o 
acoplamento é grande, lembrando--se de que ele tem de ter base 
cosmética em gel. 
Mas se pode, ainda, utilizar pré-ultrassom, devendo a substância (em 
gel, líquido ou serum), ser massageada até total absorção ou, ainda, 
pós-ultrassom, na qual o gel de contato deve ser totalmente removido, 
e o cosmético escolhido deve ser massageado até total absorção.
O tempo de aplicação deve ser de 2 minutos por quadrante, mas de 
acordo com alguns autores, deve-se dividir a área a ser tratada pela ERA 
do transdutor (cabeçote), ou seja:
Tempo = Área/ERA
Sendo assim, quanto maior o tamanho da ERA, menor será o tempo de 
aplicação. Na maioria dos aparelhos, o fabricante já nos orienta em 
relação ao tempo de aplicação, assim como muitos deles já têm os 
programas pré-estabelecidos para cada alteração, mas lembrando-se da 
avaliação de cada paciente. 
Para facilitar o trabalho, podemos estabelecer:
• Pós imediato na cicatriz: modo pulsado de 0,5 a 1 Wcm2;
• Pós imediato para absorção de edema e hematomas: pulsado 0,8 
a 1,5 W/cm2;
• Cicatriz hipertrófica: contínuo 0,8 a 2,0 W/cm2;
• Fibrose: contínuo 1,0 a 1,5 W/cm2.
As variações serão de acordo com a extensão de tecido,quantidade
de tecido adiposo, proximidade óssea, sinais inflamatórios.
Radiofrequência 
É um recurso terapêutico que utiliza ondas eletromagnéticas de alta frequência para 
produzir calor em nível cutâneo e subcutâneo. Seu mecanismo de ação, por meio da 
vibração das moléculas de água, transforma energia eletromagnética em energia 
térmica.
É considerado um equipamento termoterapêutico e a passagem das ondas 
eletromagnéticas pelo tecido pode gerar três fenômenos:
• Vibração iônica: aumento da temperatura é gerado quando os íons do tecido 
submetidos à RF geram fricção e colidem com os adjacentes;
• Rotação das moléculas dipolares: as moléculas de água vibram e colidem com o 
tecido, gerando calor;
• Distorção molecular: moléculas e átomos eletricamente neutros não apresentam 
movimentação, gerando uma conversão mínima de energia.
Os aparelhos podem ter ponteiras monopolares, bipolares e até hexapolares. 
Quantos mais polos, mais o calor se dissipa.
Diferentes ponteiras de RF
Cada equipamento tem sua especificidade quanto ao meio de acoplamento, que 
pode ser gel, glicerina, gel glicerinado ou algum produto que acompanhe o próprio 
aparelho. 
Deve-se sempre ficar atento a esse detalhe que está relacionado ao aquecimento.
Com a elevação da temperatura, o organismo promove vasodilatação, melhora do 
trofismo, há reabsorção do edema, melhora da drenagem venosa e remoção de 
catabólitos, entre outros.
Altas temperaturas promovem a remodelação de fibras de colágeno e um 
depósito de novas fibras. Pode atuar na fibrose e na cicatriz hipertrófica, 
degradando o excesso de colágeno, ou na flacidez tissular que, por vezes, aparece 
após algum procedimento cirúrgico, o qual vimos em capítulos anteriores. 
No caso da flacidez, as temperaturas devem ser mais elevadas, chegando de 380C 
a 400C, ativando a cascata inflamatória com liberação da HSP47, proteína de 
choque e de fatores de crescimento que estimulam a fibrinogênese e levam à 
neocolagênese. 
Em alguns casos, quando ainda ocorre um excesso de liposdistrofia
localizada, e não se que se faça um retoque cirúrgico, pode-se elevar ainda 
mais a temperatura, até 420C/430C, e assim causar um trauma térmico na 
membrana adipocitária, diminuindo a quantidade de gordura subcutânea. 
Devemos lembrar que colágeno é a proteína mais abundante do corpo 
humano, representando 30% do total dessas proteínas, sendo que esta 
representa aproximadamente 70% do peso da pele seca, e tem como função 
fornecer resistência e integridade estrutural a diversos tecidos e órgãos. 
As fibras de colágeno são reabsorvidas durante o crescimento, 
remodelação, involução, inflamação e reparo dos tecidos. 
A reabsorção é iniciada por colagenases específicas que podem digerir as 
moléculas de tropocolágeno da fibra. 
A RF é o equipamento que influencia esse processo, tanto para neutralizar 
um processoexacerbado como para estimular um processo que está em 
déficit, ou seja, fibrose e flacidez, respectivamente.
No pós-operatório de lipoaspiração, esse recurso está ligado ao 
tratamento das fibroses, tanto recente como tardia, podendo ser aplicada 
precocemente, desde que a sensibilidade térmica do paciente seja 
perfeitamente mensurável e que o edema não seja acentuado. 
A temperatura atingida, medida pelo termômetro, não deve ultrapassar 
36ºC, para qualquer tipo de fibrose. Lembrando-se de que existem autores 
que realizam trabalhos com 37ºC.
No caso de cicatriz hipertrófica, também podemos atingir as mesmas 
temperaturas que utilizamos para a fibrose, entre 36ºC e 37ºC, e para 
cicatrizes atróficas as mesmas temperaturas que são utilizadas na flacidez, 
que são 40ºC. Nesse caso, utilizaremos apenas no POT.
A aplicação da radiofrequência depende do aparelho utilizado, levando em 
consideração o tipo de radiação, a quantidade de eletrodos e forma de 
resfriamento, variando no acompanhamento e na manutenção da 
dosimetria e nos cuidados pós--aplicação. Deve-se, portanto, seguir sempre 
as orientações do fabricante.
Deve-se promover movimentos em áreas pequenas até causar 
hiperemia (avermelhamento local) e, no caso de equipamentos de 
alta potência, os movimentos devem ser mais rápidos. 
Sempre se deve observar o tempo de manutenção, que é entre 3 e 
5 minutos da temperatura escolhida, ou seja, se precisa atingir 
37ºC, quando chegar a essa temperatura, ficar de 3 a 5 minutos na 
mesma região, promovendo movimentos circulares no quadrante a 
ser tratado.
A maioria dos efeitos adversos da radiofrequência são gerados por 
erro na programação ou na aplicação da técnica: 
• Queimaduras no local que podem ser internas, quando causadas 
pelo eletrodo ativo e externas quando causadas pelo eletrodo 
dispersivo;
• Aumento nos casos de fibroses pós-operatórias, quando a 
temperatura não é adequada;
• Aumento nos quadros de flacidez, caso a temperatura não seja 
adequada.
Para evitar os efeitos adversos, é necessário entender qual a 
temperatura adequada e por quanto tempo essa temperatura deve 
ser mantida. Portanto, as potências ideais são as adequadas, e não as 
elevadas. Outro ponto é manter o espaço de 15 dias entre uma sessão 
e outra
Alta Frequência
O gerador de alta frequência é produto de uma corrente alternada de 
elevada frequência e baixa intensidade, utilizada na estética com 
tensão aproximada de 30 mil a 40 mil volts e uma frequência de 150 a 
200Khz. 
Seus efeitos fisiológicos variam em condições térmicas, aumentando o 
metabolismo e, com isso, a oxigenação celular e a eliminação de gás 
carbônico, atuando como vasodilatador, que estimula a circulação 
periférica, como bactericida e antisséptico pela formação do ozônio. 
No contato com o eletrodo, a pele promove um faiscamento que 
converte o oxigênio em ozônio, o qual, por sua instabilidade, tem 
propriedades germicidas.
O método de aplicação se dá de forma direta ou indireta, não se devendo 
fazer uso da técnica em pele umedecida e em material inflamável, 
lembrando-se, ainda, de que, na Estética, só faremos procedimentos em 
feridas fechadas, ou seja, cicatrizadas. 
O O3 estimula a produção de citocinas, ativa os linfócitos T, melhora a 
oxigenação e o metabolismo celular por meio da vasodilatação e produz um 
aumento da resposta enzimática antioxidativa, contribuindo, assim, de 
forma efetiva no tratamento de lesões cutâneas causadas por diferentes 
microrganismos. 
As bactérias são os organismos mais sensíveis ao O3 , o que garante a sua 
eficácia bactericida. Ele atua, primeiramente, sobre a membrana bacteriana 
e causa a perda da atividade enzimática celular normal. 
A partir daí, ocorre uma mudança na permeabilidade da célula, que leva à 
morte da bactéria. Esse processo ocorre associado à lise celular. Essa ação 
nos auxilia no processo de cicatrização, para evitar que ocorra um processo 
inflamatório exacerbado ou então um processo infeccioso.
Esses são os eletrodos que compõem o aparelho de AF:
Sobre as técnicas de aplicação, as mais utilizadas no processo de 
regeneração tecidual em cicatrizes são as descritas a seguir, 
lembrando-se de que só devemos atuar na lesão fechada e com a 
autorização do médico:
• Fluxação ou Efluviação: esta forma de aplicação promove efeito 
descongestivo e calmante, diminuindo a hiperemia (vermelhidão);
• Faiscamento direto: aplica-se com o eletrodo um pouco afastado da 
pele, provocando faíscas. Nesse método de aplicação, ocorre a 
formação de Ozônio;
• Faiscamento indireto: essa técnica permite tonificar e estimular as 
terminações nervosas da pele, além de permitir a permeação de ativos 
cosméticos. 
Aqui, podemos associar ativos antiedema, estimulantes do colágeno e 
hidratantes, para melhor recuperação tecidual
LED e Laser
A fototerapia consiste na aplicação de luz com finalidades reparatórias nos tecidos e 
apresenta uma função interessante nos tratamentos, tanto estético quanto médico. 
Sua principal via de ação é por meio da mitocôndria e da geração de ATP, sendo 
essencial ao processo de reparação tecidual, que acontece nas cirurgias estéticas.
Tal reparo tecidual é um estado dinâmico que compreende diferentes processos, 
entre eles, inflamação, proliferação celular e síntese de elementos que constituem a 
matriz extracelular, como colágeno, elastina e fibras reticulares. 
A síntese de colágeno é um processo rápido e harmônico que tem seu início com a 
lesão intersticial e se estende até o final da fase de cicatrização, quando ocorre a 
remodelação dos tecidos.
A terapia a laser de baixa intensidade é um método aceito pela Food Drug
Administration (FDA) como tratamento eficaz para a cicatrização de tecidos, pois 
facilita a síntese de colágeno, aumenta a motilidade dos queratinócitos, libera 
fatores de crescimento, além de transformar os fibroblastos em miofibroblastos, 
incrementando, dessa forma, a síntese de colágeno.
Lembrando-se novamente de que só iremos atuar na ferida fechada, ou 
seja, na lesão já cicatrizada, e com liberação médica.
Deve ser aplicada pontualmente, sempre utilizando os óculos de 
segurança. Existem técnicas nas quais o feixe de luz é aplicado nas bordas 
da lesão e outras no centro. 
Ambas demonstram excelentes resultados. A unidade de medida é em 
Joules (J) e são muitas as dosimetrias utilizadas. Essa energia produz nos 
tecidos efeitos primários ou direto que são bioelétricos e bioquímicos 
Efeito bioelétrico, aumento na produção de ATP, elevando a eficácia da 
bomba de potássio. Os efeitos bioquímicos são retardo ou elevação das 
reações, com as substâncias de prostaglandina, histamina, serotonina e 
bradicinina. 
Podemos entender esses efeitos como:
• Fotobiomodulação;
• Interação fótons e cromofóros;
• Modulação celular.
De acordo com Borges (2006) a densidade do aparelho é medida em 
Joules/ cm2, que é igual à potência (mW) do aparelho, multiplicada 
pelo tempo em segundos, dividido pela superfície de emissão ao 
quadrado:
• Efeito analgésico: 2 a 4 Joules/cm2; 
• Efeito regenerativo/cicatrizante: 3 a 6 Joules/cm2;
• Efeito circulatório: 1 a 3 Joules/cm2; 14
• Efeito anti-inflamatório: 1 a 3 Joules/cm2. 
Nesses parâmetros, temos os seguintes efeitos:
• Aumenta a síntese de colágeno, útil para reparo tecidual;
• Aumenta a permeabilidade das membranas celulares com eficiência da 
bomba de sódio;
• Aumenta o número de fibroblastos e promove tecido de granulação; 
• Aumenta os níveis de prostaglandinas, levando o aumento na ATP celular;
• Ação anti-inflamatória, antiflogística;
• Normalização da bioenergia celular; 
• Aumento da atividade enzimática, acelerando a cicatrização;
• Neovascularização, estímulo à microcirculação;
• Ante edematoso (ativa a microcirculação, a vasodilatação de arteríolas, a 
proliferação celular);
• Ação fibrinolítica (aumento da reabsorção fibrinogênica), ideal para 
hipertrofia cicatricial.
A literatura sugere que o laser de emissão vermelha (630nm a 690nm) é a melhor 
opçãopara cicatrização da ferida cutânea, por se apresentar de forma superficial, 
sendo a dosimetria de 2 a 4J para bioestimulação, ou seja, reparo tecidual, e de 6 a 
8J para inibição, isto é, cicatriz hipertrófica e queloide. 
Vale lembrar-se de que o queloide deve sempre ser tratado em conjunto com o 
cirurgião, pois as técnicas empregadas na estética são paliativas, e isoladas não 
apresentam resultados definitivos.
Nas terapias fotodinâmicas, temos, ainda, o LED, que também nos auxilia não só 
nos processos de regeneração e hidratação, mas age como um coadjuvante nos 
tratamentos de cicatrizes hipecrômicas e flacidez tecidual.
O LED (Light Emitting Diodes) é uma fonte de luz que não emite calor, por não 
produzir radiação infravermelha e, atualmente, é muito utilizado nos tratamentos 
estéticos por sua atuação na modulação celular. 
Cada comprimento de onda corresponde a uma cor, e cada cor tem funções 
diferentes.
Para estímulo de colágeno e reparação tecidual, devemos utilizar o LED Vermelho, 
cujo papel na reorganização do colágeno está diretamente relacionado à ação de 
modulação do fibroblasto, pois estimula a ação do citocromo-C, aumentando o 
trabalho da mitocôndria, da cadeia respiratória celular, a troca de nutrientes e a 
eliminação de toxinas. 
Para auxiliar na hidratação e no clareamento de cicatrizes hipercrômicas, 
podemos utilizar o LED azul, pois ele age na hidrólise da água, e também na 
desaglutinação dos pigmentos de melanina. Sua aplicação deve ser realizada em 
varredura, dividindo a região em quadrantes, sendo 2 minutos para cada 
quadrante e na cicatriz, de 2 a 4 minutos em toda a extensão. 
Veja outras ações dos diferentes tipos de LED:
• O LED âmbar é absorvido pelos fibroblastos, aumentando a síntese de colágeno 
e elastina, reorganiza a disposição dessas fibras no tecido e reduz a glicação
(endurecimento do colágeno);
• O LED vermelho é absorvido por substâncias da mitocôndria, aumentando a 
energia celular, e promove a vasodilatação, aumentando a microcirculação 
periférica, age diretamente na recuperação da pele, e o LED verde atua 
aumentando a proliferação celular, aumentando sua renovação, e estimula os 
fibroblastos a sintetizarem ácido hialurônico.
As terapias fotodinâmicas (Laser e LED) podem ser combinadas, ou seja, podemos 
aplicar ambas em uma mesma sessão e, ainda, contarmos com a ação dos 
cosméticos. 
Eles devem ser fotoativados, transparentes e com ativos que imitem um 
cromóforo. 
MENS – Microcorrentes
A aplicação da microcorrentes no pós-operatório tem efeitos na 
normalização do tecido lesado, pois aumenta a circulação 
sanguínea, o que, por si, já aumenta o aporte de nutrientes, e 
facilita o transporte de aminoácidos e síntese de proteínas, 
otimizando a permeabilidade de membrana, fatores que somados 
resultam em um melhor desempenho funcional da célula, 
principalmente, por aumentar em 500% a produção de ATP.
Ocorre uma anormalidade elétrica em tecidos lesados que 
apresentam uma resistência maior do que tecidos não lesados. 
Isso se deve a uma alteração de cargas que alteram a permeabilidade 
da membrana celular. Com essa alteração, as funções celulares ficam 
prejudicadas, e, por esse motivo, a regulação da bioeletricidade da 
pele seria o gatilho para iniciar o processo de normalização.
A microcorrentes trabalha com os benefícios causados tanto por seu 
polo negativo quanto por seu polo positivo, sendo que cada um exerce 
uma função importante no reparo tecidual. 
O polo negativo exerce um potencial no controle de crescimento 
bacteriano e o polo positivo atua no crescimento celular, realizando 
reepitalização, multiplicando as células do tecido conjuntivo e 
aumentando a produção de colágeno.
Na recuperação da lipoaspiração precisa ser utilizada com cautela, 
pois o incremento na síntese de colágeno pode gerar fibrose, o que 
seria um resultado indesejado.
Seu principal uso no pós-operatório é a aplicação nas cicatrizes, para 
normalizar o tecido, ou seja, as cargas elétricas e também para estimular o 
colágeno e, no caso de cicatrizes hipertróficas, usando a modalidade de 
bioinibição para diminuir a produção exacerbada de colágeno.
Pode ser aplicada com os eletrodos em esfera, afastando as canetas por 5 
segundos ou, então, em placas nas bordas das cicatrizes. Na Literatura, 
são descritas muitas dosimetrias, mas as mais aplicadas são:
• Reparação tecidual: 100Hz de frequência e 80uA a 100uA de 
intensidade;
• Normalização: 100Hz de frequência e 500uA de intensidade – Iniciando 
a aplicação; 
• Bioinibição: 100Hz de frequência e 750uA de intensidade – Para 
cicatrizes hipertróficas.
O tempo pode variar de 10 a 15 minutos por região.
Bons Estudos!!
	Slide 1: Estética Pré e Pós Operatório
	Slide 2
	Slide 3: Eletroterapia no Pós-Operatório
	Slide 4: Ultrassom
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9: Radiofrequência 
	Slide 10: Diferentes ponteiras de RF
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15: Alta Frequência
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19: LED e Laser
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25: MENS – Microcorrentes 
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28

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