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A Equipe Multiprofissional e sua
Atuação na Atenção Primária em Saúde
A perspectiva teórica e prática sobre a atuação da equipe multiprofissional no serviço da atenção primária
em saúde e suas ferramentas de trabalho.
Profa. Rafaela Brito de Moraes
Conferência de Alma-Ata, em 1978.
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender conceitos e ações do trabalho da equipe multiprofissional e os instrumentos utilizados,
buscando a integração e articulação no processo de trabalho na atenção primária em saúde.
Objetivos
Identificar princípios e características da equipe multiprofissional na atenção primária em saúde;
Reconhecer as ferramentas de trabalho na atenção primária em saúde.
Introdução
Historicamente, a Atenção Primária em Saúde (APS) é vista como uma estratégia de planejamento da atenção
em saúde orientada na proposta de um modelo regionalizado, contínuo e sistematizado, que é focado nas
necessidades de saúde da população e incorpora ações preventivas e assistenciais, assim como a atenção
individual e coletiva.
 
A APS estabelece aspectos importantes para a saúde de suas comunidades, por meio de orientação sobre
prevenção de doenças, identificação dos agravos de saúde e direcionamento dos casos para os níveis de
complexidade de acordo com a necessidade do atendimento, o que resulta na organização do fluxo dos
serviços na rede pública.
No ano de 1978, a declaração Alma-Ata trouxe
uma nova perspectiva para APS, pois foi
contrária ao modelo biomédico, caracterizando
a saúde como um direito do indivíduo,
considerando os determinantes sociais de
saúde e a valorização da participação popular.
 
Assim, a partir dessa declaração, ocorreu o
fortalecimento da APS em diferentes países
devido ao incentivo à prática de ações voltadas
para a educação em saúde, prevenção e
proteção à saúde, fornecimento de alimentos e
nutrição adequada, tratamento da água e
saneamento básico, saúde materno-infantil,
planejamento familiar, imunização, controle de
doenças endêmicas, fornecimento de medicamentos essenciais etc.
No Brasil, a APS tem o objetivo de garantir que a saúde seja um direito de todo cidadão, fazendo com que o
Sistema Único de Saúde (SUS) adote a denominação de Atenção Básica à Saúde (ABS) e priorize o modelo
assistencial, com a sistematização universal e integrada de atenção em saúde.
 
No que se refere à organização da APS, os serviços de saúde locais devem atentar para as carências da
população, promovendo um atendimento multiprofissional que envolve médicos, enfermeiros, parteiras,
técnicos, auxiliares, agentes comunitários, entre outros.
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A equipe multiprofissional representa a junção de diferentes áreas do saber em torno de determinado objetivo.
Cada profissional possui, dentro do seu campo de conhecimento, um espaço de atuação, mas a compreensão
do trabalho do outro e a integração de experiências são o motivo da existência da Estratégia Saúde da Família
(ESF).
 
A seguir, discutiremos sobre o trabalho multiprofissional e sua importância para a atenção primária em saúde,
bem como sua influência na qualidade da assistência e no planejamento das ações em saúde.
1. Princípios e Práticas na Atenção Primária
Composição da equipe e suas atribuições
A equipe multiprofissional é responsável por estabelecer um trabalho coletivo caracterizado pela relação de
reciprocidade entre múltiplas competências e de diferentes áreas profissionais. Sua formação consiste na
composição de diferentes tipos de profissionais, com habilidades técnicas específicas, vivências e
experiências distintas.
 
Por isso, possuem responsabilidade sobre um número de famílias situadas em território geográfico delimitado,
atuam na manutenção do bem-estar em saúde da comunidade por meio de ações de prevenção e promoção
da saúde, além da recuperação e reabilitação dos agravos mais comuns.
Você sabe qual é a principal função da Estratégia Saúde da Família?
Chave de resposta
O Ministério da Saúde, os gestores estaduais e municipais classificam a ESF como recurso de ampliação,
qualificação e fortalecimento da ABS por beneficiar um redirecionamento do método de trabalho focado na
resolutividade, que influenciam o estado de saúde dos indivíduos e da coletividade, proporcionando um
importante benefício de custo/efetividade. Nesse contexto, a Estratégia Saúde da Família (ESF) tem a
função de reorganizar a Atenção Básica à Saúde (ABS) por meio dos princípios e diretrizes do Sistema
Único de Saúde (SUS).
As equipes que compõem as ESF são multiprofissionais, compostas por médicos generalistas ou especialistas,
enfermeiros, auxiliares ou técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. A essa composição,
ainda podem ser acrescidos profissionais de saúde bucal como cirurgião-dentista generalista ou especialista
em ESF, auxiliar e/ou técnico em saúde bucal. Cada equipe deve atuar, no máximo, com 4.000 pessoas, sendo
uma média aconselhada de 3.000 pessoas/equipe, considerando parâmetros de equidade para essa
definição.
 
As áreas estratégicas das ESF compreendem um território delimitado, podendo intervir em alguns segmentos.
Conheça alguns exemplos.
Ações educativas em função da
qualidade de vida.
Controle de imunização
Enfoque nos grupos de risco como
hipertensos, diabéticos, idosos, entre
outros.
Além disso, a ESF conta com o cumprimento da Política Nacional de Humanização, incluindo o acolhimento.
 
As unidades de saúde estão preparadas para atuar no suporte a urgências médicas e odontológicas,
possibilitando a cooperação dos demais profissionais da equipe na organização e no desempenho das
intervenções, incorporando projetos sociais e outros setores, focados na promoção em saúde e no apoio a
estratégias de gestão local e de domínio social.
Curiosidade
A característica estrutural dos sistemas municipais de saúde direcionados a partir das ESF tem
encorajado uma renovação do modelo de atenção do SUS. A Saúde da Família busca executar as
políticas da atenção primária, sendo o primeiro contato da população com as ações e serviços de saúde.
Dessa maneira, a ESF direciona os usuários na rede de serviços atuando com maior racionalidade na
utilização dos níveis assistenciais, sendo considerada principal porta de entrada do SUS. 
Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB)
Foi criado em 2008 pelo Ministério da Saúde com a razão de tornar mais estável a ABS no Brasil, expandindo
as ofertas de saúde na cadeia de serviços, resultando em um sistema mais resolutivo e abrangente no foco
das ações. A equipe do NASF surge para dar suporte no fazer clínico e esse dinamismo cria visibilidade para a
ESF.
As equipes multidisciplinares na atenção básica.
A estrutura caracteriza-se na composição por
equipes multiprofissionais (nutricionista,
psicólogo, assistente social, farmacêutico,
fisioterapeuta, entre outros), que agem de
forma participativa com as equipes de Saúde
da Família e de Atenção Básica para
populações específicas (consultórios na rua,
equipes fluviais e ribeirinhas) e com o Programa
Academia da Saúde.
 
As duas equipes multidisciplinares, NASF-AB e
ESF, organizam o cuidado em relação ao
serviço especializado necessário para um
determinado território. Por isso, recebe a
denominação de clínica ampliada, que se dá por
proporcionar maior cobertura por meio de suas especialidades e por reconhecer algumas formas de cuidado
fora do campo da saúde.
Essa assistência heterogênea permite manter discussões de casos clínicos e atendimento compartilhado
entre diferentes profissionais, tanto no local das unidades como nas visitas domiciliares. Além disso, permite
ações intersetoriais com foco preferencial na promoção e prevenção da saúde e implantação de projetos
terapêuticos partilhados na ampliação e qualificação das atividades no território e na saúde de grupos da
população.
A partir de 2012, o Ministério da Saúde ampliou o serviço para que qualquer município no Brasil
possa aplicar o serviço das equipes de NASF. Para isso, precisa ter, ao menos, uma equipe de Saúde
da Família por território.Conheça as competências específicas estabelecidas pelas diretrizes de cada profissão devem ser
respeitadas.
Médico
Consulta médica (avaliação clínico-laboratorial);
Responsabilidade pelo diagnóstico e pelas condutas terapêuticas;
Realização de pequenos procedimentos cirúrgicos;
Apoio aos demais membros quando necessário;
Administração do serviço;
Encaminhamento de pacientes e delegação de atividades a outros
profissionais quando necessário.
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Enfermeiro
Consulta de enfermagem;
Investigação sobre fatores de risco e hábitos de vida;
Orientação sobre a doença e o uso regular de medicamentos
prescritos pelo médico;
Orientações sobre hábitos de vida pessoais e familiares;
Acompanhamento do tratamento dos pacientes com doenças
crônicas;
Encaminhamento ao médico na presença de outras
intercorrências;
Administração do serviço;
Delegação e supervisão das atividades do técnico/auxiliar de
enfermagem.
Nutricionista
Consulta de nutrição;
Anamnese alimentar, avaliando frequência, quantidade e
qualidade de alimentos, intolerâncias e alergias alimentares;
Diagnóstico nutricional;
Prescrição e orientação específica da dieta, considerando
aspectos socioeconômicos, culturais e ambientais, com
ensinamentos que possibilitem preparações alimentares
saborosas, práticas e saudáveis;
Avaliação da interação de alimentos e/ou nutrientes com
medicamentos;
Seguimento da evolução nutricional;
Educação nutricional.
Psicólogo
Consulta de psicologia;
Atendimento a familiares, para facilitar as mudanças de hábitos de
vida do grupo familiar e a adesão ao tratamento;
Treinamento de controle de estresse;
Trabalho sistemático junto à equipe com o objetivo de promover o
entrosamento e a harmonia entre todos, com o objetivo de que o
grupo, de fato, constitua-se em uma equipe multiprofissional.
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Educador Físico
Programação e supervisão das atividades físicas, presencial ou a
distância (individuais e em grupo) dos pacientes, após consulta
médica, adequando-as às realidades locais e às características
específicas de cada um;
Programação e execução de projetos de atividade física para
prevenção na comunidade.
Farmacêutico
Participação em comitês para a seleção de medicamentos;
Gerenciamento de estoque, armazenamento correto e
dispensação de medicamentos;
Promoção da atenção farmacêutica ao paciente (orientação
individual ou em grupo e acompanhamento do uso de
medicamentos);
Orientação quanto ao uso racional de medicamentos à população.
Fisioterapeuta
Atendimento individual e em grupo aos pacientes encaminhados;
Identificação e atuação fisioterapêutica sobre problemas que
causem limitação às mudanças de hábitos de vida (dores
limitantes, posturas etc.).
Assistente Social
Entrevista social para identificação socioeconômica e familiar
(visando a uma atuação preventiva), caracterização da situação
de trabalho e previdência, e levantamento de expectativas sobre a
doença e o seu tratamento;
Atualização do cadastro de recursos sociais (para
encaminhamento do atendimento das dificuldades dos pacientes
e familiares que possam interferir na terapêutica);
Desenvolvimento de atividades visando à integração dos
pacientes em associações de portadores de doenças crônicas;
Busca ativa de faltosos.
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Musicoterapeuta
Atividades em grupo para trabalho musicoterapêutico visando à
adoção de hábitos saudáveis e à diminuição do estresse.
Técnico/Auxiliar de enfermagem
Participação nas atividades de atenção realizando procedimentos
regulamentados no exercício de sua profissão na UBS e, quando
indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços
comunitários (escolas, associações etc.);
Realização de atividades programadas e de atenção à demanda
espontânea;
Realização de ações de educação em saúde à população
associada, conforme planejamento da equipe;
Participação no gerenciamento dos insumos necessários para o
adequado funcionamento da UBS;
Contribuição, participação e realização de atividades de educação
permanente.
Administrativos
Recepção dos pacientes;
Controle e agendamento de consultas e reuniões.
Agentes comunitários de saúde
Ações educativas primárias, visando à promoção de saúde;
Busca ativa de faltosos;
Sugestão de encaminhamento para unidades de básicas de
saúde;
Coleta de dados referentes a condições de saúde dos indivíduos
ou da comunidade.
Cada serviço deverá ter um fluxograma de atendimento de acordo com sua equipe, podendo ser incluídas
atividades individuais e coletivas, informação aos pacientes sobre rotinas do atendimento para que tenham
maior compreensão e aderência ao tratamento.
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O trabalho em equipe é fundamental na ESF.
fluxograma
Representação gráfica da sequência de etapas em um procedimento.
Existem ainda as ações educativas e terapêuticas em saúde que devem ser ampliadas para os grupos de
pacientes, seus familiares e a comunidade, além das atividades individuais. A equipe deve utilizar diversos
recursos disponíveis para orientação, necessários para mudança de hábitos de vida e troca de experiências.
Confira!
Abordagem individual. Uso de fontes de informações coletivas,
como reuniões, palestras, simpósios,
panfletos, vídeos, músicas educativas,
entre outros.
Atenção
As características regionais devem ser consideradas para a funcionalidade de qualquer um dos métodos
educativos, possibilitando soluções reais para os agravos de saúde. 
Além disso, devem ser realizadas atividades periódicas com a participação da equipe para análise das ações
realizadas, discussão de casos, planejamento e novas orientações.
O trabalho em equipe não compreende
somente reunir profissionais de diferentes
áreas, mas tornar os objetivos comuns a todos
para que seja possível alcançá-los e reconhecer
o desempenho dentro do grupo e
individualmente.
 
Nesse cenário, é extremamente importante que
os gestores conheçam as demandas que
existem no exercício da equipe multidisciplinar
para que possam enfrentá-las, visto que a falta
de organização e planejamento impacta todo o
processo de trabalho, levando à necessidade
de ações ou a gastos com recursos desnecessários.
O trabalho da equipe multiprofissional na estratégia de saúde da família
Assista ao vídeo que apresenta os aspectos da Estratégia de Saúde da Família, sua implantação no Brasil e as
transformações advindas da atuação das equipes multiprofissionais a partir de novas relações entre a
população e os profissionais.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Autonomia e protagonismo do enfermeiro
A enfermagem é reconhecida por uma atuação
profissional socialmente relevante, com origem
no processo coletivo de trabalho, que tem por
finalidade a produção de ações de saúde por
meio de um conhecimento específico, vinculado
com os demais membros da equipe no
desempenho das políticas sociais no setor
saúde.
A autonomia é definida como a capacidade
de ser independente, ou seja, a pessoa
pode decidir ou agir por si próprio.
Portanto, é fundamental que, na sistematização da assistência de enfermagem, o indivíduo exerça o
papel de objeto para o sujeito do cuidado.
A sistematização da assistência de enfermagem orientada ao novo modelo de atenção à saúde deve auxiliar
na obtenção da autonomia profissional, suporte ao paciente e nas intervenções sobre as necessidades da
população assistida.
Saiba mais
No Brasil, o processo de trabalho do enfermeiro na Atenção Básica se fortaleceu como uma ferramenta
que avançou nas práticas de atenção à saúde no SUS, o que correspondeu a um modelo de assistência
centrado no cuidado integral, proporcionando qualidade de vida por meio de ações de promoção da
saúde e prevenção de doenças. 
O trabalho de enfermagem na APS possui dimensão dupla, tanto na assistência quanto na gerência, focada no
indivíduo e no coletivo dedicado à assistência às pessoas, famílias e comunidades, no desenvolvimentode
ações para promoção, manutenção e recuperação da saúde, assim contribuindo na execução e fortalecimento
do SUS.
 
A consulta de enfermagem e a organização dos serviços de saúde ocorrem como facilitadores da autonomia
do enfermeiro. A abordagem é vista como uma estratégia importante que possibilita a integralidade na
atenção à saúde.
A consulta de enfermagem é importante na orientação
do usuário.
O envolvimento de grupos na educação em saúde.
Assim, o enfermeiro tem a responsabilidade educativa que
motiva o usuário ao autocuidado orientado na resolutividade
de seus problemas. 
O usuário poderá tomar suas próprias decisões sobre o
estado de saúde, baseado em experiências e saberes
comuns sobre sua saúde.
Na concepção da Saúde Coletiva, manifesta-se o modelo da
educação em saúde, que trabalha com grupos, na busca
mais de mudanças sociais do que somente transformações
pessoais. O motivo dessas ações é o comprometimento dos
sujeitos na tomada de decisões relacionadas a
sua própria saúde e à do grupo social de que
fazem parte. Esse tipo de modelo tem como
objetivo a formação de uma comunidade cada
vez mais engajada e autônoma no
discernimento das ações em saúde.
Segundo a Política Nacional de Atenção Básica
(2017), o enfermeiro atua no programa de 
Agentes Comunitários de Saúde (ACS), na
função de planejamento, coordenação e
avaliação das ações desenvolvidas pelos ACS,
dentro das atribuições da ESF. Assim, o
relacionamento entre os profissionais da UBS e
dos ACS é facilitado, contribuindo para o planejamento da atenção à saúde, melhorias no acesso,
acolhimento, vínculo, extensão do cuidado e orientação das intervenções da equipe da UBS em função das
prioridades definidas imparcialmente de acordo com critérios de necessidade de saúde, vulnerabilidade, risco,
entre outros.
Resumindo
O protagonismo do enfermeiro se apresenta não somente na construção do cuidado de enfermagem e
administração de projetos terapêuticos, mas também na monitorização da situação de saúde da
população, gestão da equipe de enfermagem e do serviço de saúde estruturado na produção do
cuidado. 
Diagnóstico situacional, análise do território e
vulnerabilidade social
O termo território deriva do latim territorium, que quer dizer terra que pertence a alguém. Desse modo,
caracteriza-se como espaço delimitado a partir de relações de poder no território.
O mapeamento territorial define a área de abrangência do serviço e como está distribuída a comunidade. O
mapa consiste em uma estratégia de visualização espacial do território sob a responsabilidade de
determinada equipe de saúde. Com isso, permite ter uma interpretação mais próxima da vivência da
população e possibilita compreensão de suas particularidades. Assim, possibilita o diálogo entre os
profissionais, serviços e usuários, influenciando na percepção sobre a população e produzindo intervenções
sobre suas necessidades.
 
Nesse processo de análise territorial, o diagnóstico situacional merece destaque, pois pode facilitar o
planejamento, a avaliação e a tomada de decisão dos trabalhadores e gestores de acordo com a situação de
saúde ou necessidade diagnóstica mais precisa.
Atividade de reflexão discursiva
No contexto da ESF, o que é diagnóstico situacional?
Chave de resposta
O conceito de diagnóstico situacional é determinado por um processo de coleta, tratamento e análise de
dados realizados com a participação efetiva dos indivíduos que atuam no local de estudo. É considerado
uma das mais importantes ferramentas de gestão no planejamento e na organização das ações, pois
configura uma investigação sobre as condições de saúde e risco que determinada população apresenta.
Nesse contexto, a Saúde da Família é uma estratégia prioritária para a organização da atenção básica, pois
atua de forma eficaz no território por meio do planejamento, de acordo com o diagnóstico situacional na
comunidade. Isso resulta em um processo de desospitalização e humanização do sistema, valorizando
diversos aspectos com foco na saúde além do ambiente hospitalar.
 
No planejamento e direcionamento das ações em saúde, é preciso conhecer a realidade, a prática e as
vulnerabilidades que configuram o território e influenciam o processo de adoecimento das pessoas. Por isso, a
relevância de praticar ações que assegurem a equidade, diminuindo as diferenças e promovendo a saúde.
Vulnerabilidade social
A vulnerabilidade social é determinada pela existência de riscos sociais e ambientais que se intensificam em
áreas específicas e potencializam as condições de miséria e adversidades.
 
A comunidade que demonstra problemas em relação às necessidades básicas de saúde precisa de ações
individuais para que ocorra transformação no âmbito coletivo. Um exemplo disso seria a realização de
educação em saúde sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis em visitas domiciliares,
contribuindo para geração de mudanças nos hábitos de vida de determinada população.
A territorialização ajuda a identificar as áreas
prioritárias.
Assim, a fragilidade está na convivência com a falta de condições primordiais para a saúde. Isso resulta em
uma condição de desigualdade social e falta de cuidado com a saúde, evidenciando o desinteresse político
que atinge essa população, caracterizado pela vulnerabilidade social.
 
Nesse sentido, a resolução dos problemas referentes à infraestrutura local contribuirá para a melhoria da
saúde da comunidade. Isso reforça a necessidade de uma análise ampliada das desigualdades sociais, no
sentido de compreender como realizar ações nessas comunidades diante das situações de exclusão e
injustiças.
É fundamental o conhecimento sobre a organização dos serviços e as rotinas das UBS e das equipes
de ESF. Para isso, recomenda-se que a quantidade de pessoas por equipe leve em consideração a
vulnerabilidade das famílias em determinado território, uma vez que, quanto maior o risco, maior
deverá ser o número de pessoas por equipe.
O enfermeiro tem o papel de coletar informações e executar projetos de intervenção na saúde, por meio da
construção de mapas e discussão com outros profissionais que atuam no território, além dos usuários,
gestores, líderes comunitários, entre outros.
O processo de territorialização necessita ser
planejado previamente para que sejam
estabelecidos objetivos e os modos para obter
as informações necessárias. Com isso, o tempo
das equipes pode ser otimizado, sendo possível
dar prioridade à assistência. A percepção
abrangente do processo de territorialização
pode ser realizada durante a reunião da equipe
de ESF, por meio de debates sobre o tema com
todos os profissionais de saúde. Assim, os
dados referentes ao território podem ser
expostos e articulados para facilitar o
reconhecimento dos dados necessários a
serem coletados.
Esse poderá ser um conhecimento científico
facilitador ou potencializador para a equipe
multiprofissional ao mapear as áreas de risco
em relação às doenças predominantes na comunidade, territórios em vulnerabilidade social, condição sanitária
e acompanhamento da evolução de determinada comunidade.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(DPE/RS – 2013) Em uma determinada comunidade, há uma equipe multiprofissional atuando
na atenção básica por meio da Estratégia Saúde da Família. Considerando o processo de
trabalho em equipe, os profissionais de saúde devem:
A
Desenvolver ações restritas à prática de consultório, orientações e dispensação de medicamentos e de
insumos.
B
Desenvolver ações de saúde comuns (como as ações de planejamento) e preservando as especificidades de
seus núcleos de atuação e competência.
C
Promover a enucleação da atuação profissional específica, tendo-se o cuidado de não transpassar a ação de
vigilância.
D
Desconstruir a interdisciplinaridade para a construção de um modelo de gestão focado no princípio da
transversalidade.
E
Conceber um novo processo de trabalho, evitando-se o conceito de responsabilidade compartilhada.
A alternativa B está correta.
Todo o processo de trabalho na atenção primáriadeve desenvolver ações-programas, ou seja, atividades
planejadas para elaboração de medidas de promoção da saúde e prevenção de doenças. Cada profissional
deve atuar na sua respectiva competência e, além disso, trabalhar junto à comunidade.
Questão 2
Relacione as colunas e assinale a alternativa que corresponde à ordem correta sobre a
Atenção Primária em Saúde:
1) Estratégia Saúde da Família.
2) Equipe multiprofissional.
3) Diagnóstico situacional.
4) Vulnerabilidade social.
( ) Responsável por estabelecer um trabalho coletivo caracterizado pela relação de
reciprocidade entre múltiplas competências e a relação de diferentes áreas profissionais.
( ) Condição de desigualdade social e falta de cuidado com a saúde.
( ) Responsabilidade sobre um número determinado de famílias situadas em território
geográfico delimitado.
( ) Processo de coleta, tratamento e análise de dados realizados com a participação efetiva
dos indivíduos que atuam no local de estudo.
A
2,4,3,1
B
4,3,2,1
C
1,3,4,2
D
2,4,1,3
E
3,4,1,2
A alternativa D está correta.
A ESF trabalha em um território delimitado desenvolvendo ações de melhoria de qualidade de vida. O
diagnóstico situacional é a coleta informações, a fim de conhecer a realidade de determinada população. A
equipe multiprofissional constitui-se pelas diferentes profissões que desenvolvem trabalho em conjunto,
buscando o bem individual e da coletividade. Vulnerabilidade caracteriza-se pela presença de
desigualdade social, há um indivíduo ou sociedade que precisa mais.
2. Ferramentas Essenciais na Atenção Primária
Visita domiciliar
A visita domiciliar é um método utilizado por diferentes profissionais. Ela tem como finalidade o atendimento
ou acompanhamento dos usuários na sua residência.
 
As visitas podem servir para criação de vínculos com pacientes, preferencialmente os que possuem
dificuldade de locomoção ou acometidos por depressão, tendo como ponto positivo a familiarização dos
profissionais no cenário no qual os sujeitos estão inseridos. Com maior afinidade com os usuários, confere-se
mais relevância à dimensão subjetiva das práticas em saúde, às vivências dos usuários e dos trabalhadores da
saúde, originando ambientes de comunicação entre o conhecimento e as práticas, além de novo sentido para
o cotidiano.
A visita domiciliar aumenta a afinidade com os usuários
A visita domiciliar auxilia no processo de territorialização, pois está associada à rotina da ESF em conjunto
com as demais atividades da equipe. Desse modo, é possível coletar e registrar informações a partir da
observação no trajeto das visitas, em que, com frequência, as equipes já se encontram informações prontas
relativas ao território.
 
No Brasil, a visita domiciliar existe como uma ação praticada dentro do SUS por profissionais das equipes de
ESF e, atualmente, pelo NASF. Nesse sentido, atua na composição de novos métodos de formação do
processo de saúde e cuidado, visto que, com essa atividade, o profissional passa a entender os problemas de
saúde dos indivíduos no ambiente no qual estes estão estabelecidos. Por isso, essa proximidade dos
profissionais da saúde pode constituir uma percepção maior sobre o processo de saúde e doença.
A ESF recomenda a visita domiciliar como um método de assistência familiar que agrega aspectos
culturais e sociais, tratando da integralidade e individualidade no seu habitar. O Ministério da Saúde
determina que, nas visitas domiciliares, o profissional de saúde deve agir com respeito, valorizando a
cultura e as características particulares de cada família.
Resumindo
Em resumo, as equipes devem utilizar a visita domiciliar como uma estratégia de elaboração de novas
perspectivas no campo da saúde, buscando autonomia no processo de trabalho. 
Genograma, ecomapa, rede social em saúde
A abordagem da família deve ser realizada com cuidado, levando em consideração as características
específicas e de relacionamento interpessoal. Os estágios de vida e as gerações anteriores possibilitam a
compreensão ampla das fases de determinada família, além do impacto que pode ocorrer na saúde e os
objetivos a alcançar. Assim, para essa análise mais assertiva, podem ser utilizadas as ferramentas de registro
da família chamadas genograma e ecomapa. Ambos são instrumentos importantes na coleta de dados da
equipe multiprofissional e, principalmente, na consulta de enfermagem.
A utilização de genograma e ecomapa ocorre por meio da elaboração de um gráfico com dados sobre a
família, que permita o conhecimento das relações interpessoais, vínculo genético ou social, ligações afetivas,
doenças e causa de morte dos familiares, relacionamento em comunidade e elementos como religiosidade,
características econômicas e sociais, lazer, escolaridade e rede de apoio em saúde. 
 
Desse modo, os símbolos e códigos padronizados inseridos no gráfico favorecem a observação da dinâmica e
das relações familiares por até três gerações. Essas ferramentas podem ser utilizadas para planejamento e
gestão da assistência com o envolvimento da equipe multiprofissional na construção do diagrama.
Genograma
É um diagrama capaz de identificar os antecedentes pessoais e o histórico familiar do paciente.
No genograma, podemos observar mais nitidamente quais membros fazem parte da família, tendo ou não
vínculos consanguíneos, gerando suporte para o debate e estudo das interações familiares.
Exemplo de genograma médico simples.
No diagrama, os homens correspondem aos quadrados e as mulheres, aos círculos, todos identificados por
nome, idade, profissão e doenças atuais de cada um, além de descrever o grau de parentesco dentro da
estrutura familiar, possibilitando a identificação dos membros da família e as relações existentes entre cada
um, assim como acontecimentos na sua história: divórcio, nascimento e morte.
Representação de um genograma completo.
O gráfico esquemático necessita de entrevista clínica extensa e continuada para coleta e atualização dos
dados com informações em diferentes momentos familiares. Para isso, é fundamental estabelecer vínculo
entre profissionais e famílias.
Ecomapa
Esse instrumento aponta as vivências relativas ao meio em que o indivíduo vive, assim como a rede de saúde
que o envolve.
Exemplo de ecomapa simples.
Podemos observar que ecomapa representa as relações entre a família e a comunidade, analisando as redes
sociais disponíveis. Esse instrumento leva em conta as ligações da família com as pessoas, instituições ou
grupos. Após a análise dessa relação, cria-se um desenho complementar ao genograma. Este instrumento é
dinâmico!
Exemplo de ecomapa.
No gráfico, os membros da família aparecem no centro do círculo, e a rede social aparece em círculos
externos. O tipo de conexão é determinado pelas linhas: as contínuas representam relações fortes; as
pontilhadas, relações frágeis; as tortuosas significam pontos de estresse; e as setas revelam energia e fluxo
de recursos. Quando a família tem um número pequeno de conexões com a comunidade, precisa de maior
atenção da enfermagem em ações que contribuem para a procura por mais ligações ou fortalecimento das
relações.
Esses tipos de instrumentos tornam mais fáceis a identificação da estrutura familiar durante a consulta,
possibilitando a visualização da complexidade das relações familiares para planejar estratégias. 
 
A junção desses dois instrumentos auxilia na visão da família como um todo quando realizados com a família e
o enfermeiro. Assim, a identificação dessas informações faz com que o enfermeiro, em conjunto com a equipe
multiprofissional, planeje intervenções mais resolutivas em diversas situações vivenciadas na ESF. 
Resumindo
Em síntese, a escolha pelos instrumentos genograma e ecomapa permite enxergar cada família em sua
dinâmica e complexidade. Esses dois instrumentos são pouco utilizados no processo de trabalho das
ESF, limitados ao uso acadêmico por consumirem tempo para aplicar, dedicação necessária para
produzir de forma correta e ainda para sua revisão, pois sofre alteraçõesao longo do processo de vida. 
Itinerário terapêutico
O Itinerário Terapêutico (IT) é definido pelo percurso que as pessoas seguem no alcance de cuidados de
saúde diante de suas enfermidades. Esses passos são responsáveis pela composição individual e coletiva
relacionadas ao processo de adoecimento e escolhas de tratamento disponíveis.
 
Por isso, é necessário que o paciente aceite e identifique que tem algum problema de saúde para realizar a
busca por auxílio terapêutico. A rejeição e o prejulgamento relativos às doenças também contribuem para o
atraso por auxílio médico e demora na identificação do diagnóstico. Assim, as redes de apoio, como a família e
os serviços de saúde, são importantes nesse processo de decisões e adesão ou não aos tratamentos.
O uso de redes sociais influencia o IT.
O entendimento sobre como os indivíduos e os grupos sociais criam seus itinerários terapêuticos é
primordial para orientação e fortalecimento de novas práticas em saúde.
É comum que as condições de vida dos usuários e suas histórias escapem nas avaliações dos profissionais de
saúde. Portanto, para obtenção dessas informações, é preciso que os sujeitos contem suas histórias, como
aspectos culturais, cognitivos e sociais. Nesse contexto, os relatos são um meio de acesso aos itinerários
terapêuticos.
 
Atualmente, a demanda na utilização dos serviços experimenta a influência das redes sociais, que abordam a
busca pelos serviços de saúde como um processo social, conferindo uma nova perspectiva à interpretação
dos caminhos percorridos na construção do IT.
Esse comportamento impulsiona o saber
popular e o modelo biomédico pelo serviço
público de saúde, expondo, assim, a presença
de uma pluralidade no tratamento. 
 
Outro fator que influencia a rotina dos serviços
de saúde é determinado por padrões de
comportamentos referentes ao uso do serviço e
a favoráveis ou impeditivas para o acesso.
 
Os IT podem custear processos de gestão e
planejamento de serviços de saúde para a
elaboração de práticas assistenciais inclusivas
e integralizadas.
Comentário
A utilização dos IT no Brasil não é expressiva, apesar do seu potencial para o entendimento dos hábitos
relacionado ao cuidado em saúde e ao uso racional dos serviços. 
Projeto terapêutico singular
A avaliação do paciente por uma equipe
multiprofissional.
Atualmente, o processo de humanização da saúde e a integralidade no atendimento aos usuários do SUS são
os objetivos principais dos profissionais da saúde pública. Um exemplo de estratégia de ação e produção do
cuidado focada no usuário e sua saúde é chamado de Projeto Terapêutico Singular (PTS), que é constituído
por condutas terapêuticas estruturadas, decorrentes das discussões entre a equipe multiprofissional em prol
do sujeito individual ou do coletivo.
O PTS é denominado como uma variação do
caso clínico e, com frequência, utilizado em
situações mais complexas. Por isso, envolve o
conceito de interdisciplinaridade que propaga a
colaboração de especialidades e de distintas
profissões. Depois de uma análise sobre as
condições de saúde do paciente, as
informações são compartilhadas e são
estabelecidas as condutas dos diferentes
membros da equipe multiprofissional, chamada
de equipe de referência.
As equipes de referência atuam na organização,
fortalecendo o vínculo entre a equipe de saúde,
usuários e família. Cada profissional deve
acompanhar os pacientes por todo o
tratamento, buscando auxílio de outros
profissionais ou serviços de suporte,
garantindo a continuação do acompanhamento em outros níveis do sistema.
 
O PTS, como instrumento, auxilia nas respostas às demandas dos usuários e na geração de sua autonomia e
propriedade sobre o processo de cuidar. Para os profissionais, tem a função de autoavaliação sobre sua
prática. Essas ações são executadas a partir da realização do trabalho de diferentes profissionais no campo e
estão ligadas à transformação nas práticas em saúde.
Saiba mais
A principal característica do PTS está relacionada à execução de saberes e práticas dos profissionais de
saúde na rotina dos serviços, na estrutura do atendimento, nas necessidades dos usuários e nos
encaminhamentos para a rede de apoio assistencial e social, que constitui a dimensão técnica
assistencial e biopsicossocial. 
Atualmente, um dos grandes desafios na execução das práticas profissionais está na ruptura do modelo
biomédico e inclusão de novas maneiras de atuação no cuidado em saúde. O trabalho em equipe favorece a
dinâmica das relações por causa de uma diversidade de profissionais atuarem no cuidado ao usuário,
implementando tratamentos de formas diferentes e individuais.
 
A habilidade de reflexão sobre a própria prática, individualmente ou coletivamente, torna possível aos
profissionais o reconhecimento de suas vulnerabilidades e competências. Portanto, é possível realizar as
transformações necessárias no cuidado do paciente como um todo, articulando alternativas e intervenções
amparadas nas novas tecnologias em saúde, por meio de atitudes de acolhimento, que considerem a
individualidade e a coparticipação dos usuários.
Abordagem familiar e processos de trabalho
O vídeo descreve os instrumentos de abordagem familiar, como são aplicados e de que forma se organizam os
processos de trabalho de equipe multiprofissional.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(INSTITUTO AOCP/ EBSERH – 2015) Sobre a visita domiciliar, é correto afirmar que:
A
Deve ser realizada apenas com os pacientes acamados.
B
É importante para realização de ações de promoção e educação à saúde.
C
É uma atribuição exclusiva dos Agentes Comunitários de Saúde.
D
Deve ser realizada para conhecer o quadro clínico do usuário, ignorando aspectos sociais e familiares.
E
Desfavorece o vínculo entre o profissional de saúde e o usuário.
A alternativa B está correta.
A visita domiciliar é realizada sempre que necessário, não somente a pacientes acamados. Pode e deve ser
realizada por toda a equipe multiprofissional. É realizada para avaliação clínica de idosos, gestantes e
crianças, quando necessário, ou para realização de promoção e educação em saúde.
Questão 2
(UFMA – 2015) Que ferramenta de avaliação familiar é bastante útil no mapeamento de redes,
apoios sociais e ligações da família com a comunidade?
A
Ecomapa
B
Genograma
C
P.R.A.C.T.I.C.E.
D
Entrevista familiar
E
F.I.R.O: Fundamental Interpersonal Relations Orientation (Orientações Fundamentais nas Relações
Interpessoais)
A alternativa A está correta.
O ecomapa aponta as vivências relativas ao meio em que o indivíduo vive, assim como a rede de saúde que
o envolve. Esse instrumento leva em conta as ligações da família com as pessoas, instituições ou grupos.
3. Conclusão
Considerações finais
Atualmente, não existe uma única estratégia de gestão que seja efetiva no atendimento da atenção primária,
devido às especificidades de cada território, como sua disposição, recursos financeiros, organização social e
interesses. Em geral, o profissional atento a essas especificidades e que se posiciona dentro da equipe será
sempre fundamental para o sucesso da organização.
 
Pode-se observar, ao longo dos últimos anos, o enfraquecimento do trabalho em saúde, com ausência de
políticas eficazes do governo federal. O ideal seria o reconhecimento dos profissionais da atenção básica,
buscando a valorização do trabalho em saúde, com política de pessoal e de dedicação exclusiva nos
estabelecimentos do SUS. Certamente, isso contribuiria para uma atenção básica autêntica e inabalável na
qualidade.
 
As ESF caminham na busca de maneiras inovadoras na produção de saúde. Porém, ainda existem objeções
decorrentes das condições de trabalho. Por isso, é fundamental a promoção de condições dignas de trabalho,
acesso a suporte diagnóstico, educação continuada e apoio à gestão. É também importante o reconhecimento
das relações interpessoais e da boa comunicação para reestruturação das práticas assistenciais,considerando a integralidade, a democratização das relações de trabalho, em que os profissionais valorizem o
trabalho em equipe.
 
O trabalho em equipe deve ser fundamentado nas necessidades dos usuários, integralidade das ações e
interdisciplinaridade, como propostas de transformações na maneira de organização e na relação de poder
entre os membros da equipe e os usuários, fornecendo informação e motivação para superar os desafios e na
adoção de mudanças nos hábitos de vida, além da adesão ao tratamento disponibilizado.
Podcast
Antes de encerrar, a professora Rafaela Brito de Moraes comenta algumas definições e metodologias
relacionadas à atenção primária.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore+
No artigo Integralidade e transdisciplinaridade em equipes multiprofissionais na saúde coletiva, Silvani
Botlender Severo e Nedio Seminotti refletem sobre a ativação da integralidade nesse processo de trabalho.
 
O artigo A satisfação no trabalho da equipe multiprofissional que atua na Atenção Primária à Saúde, de Letícia
de Paula Tambasco, Henrique Salmazo da Silva, Karina Moraes Kiso Pinheiro e Beatriz Aparecida Ozello
Gutierrez conclui que há necessidade de mudança em algumas questões. Faça a leitura para ver sobre essa
pesquisa.
 
Rosimeire Aparecida Bezerra de Gois dos Santos, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo e Laura Câmara Lima, no
artigo Apoio matricial e ações na atenção primária: experiência de profissionais de ESF E NASF, caracterizam
como essas ações estão inseridas no cotidiano e as ferramentas privilegiadas.
Referências
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