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OFICINAS PEDAGOGICAS: APRENDENDO POR MEIO DA LUDICIDADE
 Gabriella Alves da Silva	 
	 Andréa dos Santos . Oliveira	
RESUMO: Este trabalho tem por finalidade falar sobre as oficinas pedagógicas, por meio da ludicidade para que ocorra de fato a aprendizagem do aluno, explicando sobre as oficinas pedagógicas e também sobre a ludicidade para a aprendizagem, ainda, como as mesmas podem ocorrer no espaço escolar, pois quando bem elaboradas e dirigidas podem ser uma estratégia muito eficiente para a formação dos alunos, e ainda ajuda na formação dos docentes, que buscam estratégias e formas de criar tais oficinas. Por meio das oficinas, utilizando a ludicidade, pode-se mostrar como os conhecimentos teóricos podem ser aplicados aos desafios enfrentados na sala de aula, contribuindo para uma prática mais efetiva e destacando o lúdico no ambiente escolar, utilizando tudo de melhor que a escola tem a oferecer tanto no pedagógico quanto no espaço físico. Para a realização desse paper utilizou-se a pesquisa teórica, onde houve a compreensão da importância das oficinas pedagógicas no espaço escolar e também como o método do lúdico tem uma grande relevância para se atingir os objetivos no processo de ensino e aprendizagem
Palavras-chave: Oficinas Pedagógicas. Aprendizagem. Ludicidade
1. INTRODUÇÃO
Neste trabalho será abordado sobre a importância das oficinas pedagógicas para a aprendizagem dos alunos, considerando a aplicação delas por meio da ludicidade, para que o processo tanto de ensino quanto de aprendizagem seja prazeroso tanto para o professor quanto ao aluno.
O Dicionário Escolar de Língua Portuguesa (MEC) diz que a palavra oficina designa lugar onde se exerce um ofício, laboratório, lugar onde se dão grandes transformações. Neste sentido, que se constrói espaços pedagógicos, lugar em que os alunos poderão construir de forma coletiva as suas aprendizagens, em que o docente propõe como estratégia como método de organização didática as oficinas pedagógicas.
As oficinas pedagógicas são espaços e tempos de aprendizagem coletiva que são criados em diversos ambientes nas instituições de ensino, onde os sujeitos podem ter a oportunidade de produzir conhecimentos a partir das interações coletivas. Nas oficinas pedagógicas, a sala de aula se transforma de diferentes formas, sendo elas, física, psicológica e didática, em espaços livres, dinâmicos, abertos.
Segundo Corcione (1994), quem pensa em oficina, lembra logo, por associação de ideias, de trocas, peças, trabalho, conserto, reparo, criatividade, transformação, processo, montagem... São todas as ideias que compõem o significado da oficina que se constitui num espaço privilegiado de criação e descoberta.
Com relação ao lúdico, é considerado um espaço lúdico da criança merecedor de muita atenção, pois é o espaço de exercício, da relação com o mundo, com os objetos, com as inúmeras descobertas, com as pessoas e seus pares. Neste contexto, entende-se o brincar como fonte inspiradora para o desenvolvimento e para o aprendizado dos seres humanos, pois possibilita benefícios essenciais como: criatividade, “prazer, alegria, espontaneidade, criticidade, autonomia, busca de conhecimentos” (OLIVEIRA, 2008, p. 84).
As oficinas pedagógicas podem ser realizadas em diferentes espaços, sendo de forma lúdica e intencional para que o grupo todo possa aprender, assim, no coletivo todos podem trocar experiências e construir o conhecimento. E, o professor criando esse espaço, dá oportunidades para que o grupo interaja, já que o objetivo da oficina é que o conhecimento possa ser construído no coletivo.
2. AS OFICINAS PEDAGÓGICAS E A LUDICIDADE NA APRENDIZAGEM
Ao criar um espaço utilizando a ludicidade para a realização de uma oficina pedagógica, o professor tanto ensina quanto aprende, pois também interage com o grupo. Segundo Paulo Freire (1998), ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Isso só ocorre se a formação profissional contínua é enriquecida pela construção coletiva de saberes na escola, a partir também dos vínculos que lá se estabelecem em que se permita a motivação e investimento no trabalho pessoal e pedagógico do docente.
Aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito. (FREIRE, p.77)
O desenvolvimento dos alunos tem se modificado e se tornado mais valorizado com o decorrer do tempo na educação escolar. Kishimoto (2001, p. 28), em seu estudo, elucida que os jogos influenciam diretamente no “desenvolvimento da imaginação, da representação simbólica, da cognição, dos sentimentos, do prazer, das relações, da convivência, da criatividade, do movimento e da autoimagem dos indivíduos”. Assim, o docente ao utilizar a ludicidade para a aprendizagem desperta no a felicidade necessária para que se sinta motivada a desenvolver as atividades propostas. O professor deve sempre refletir sobre suas práticas a fim de conseguir incluir o lúdico ao conteúdo proposto.
Por meio da brincadeira a criança se humaniza. Nesse sentido, percebemos a importância das atividades lúdicas, por meio da brincadeira, a criança passa a entender o mundo que esta a sua volta, cria, recria, fantasia, e imagina inúmeras possibilidades para compreender o mundo dos adultos. Neste sentido, valorizam-se as brincadeiras tradicionais, pois estas promovem a socialização e a relação com o outro (SILVA; BARROS; LEITE, 2012, p.284).
A aprendizagem para ser efetiva dependerá da motivação empregada em aula assim como das necessidades e interesses das crianças. Conforme o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (RCNEI, 1998, p. 29):
O brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados. Essas categorias incluem: o movimento e as mudanças da percepção resultantes essencialmente da mobilidade física das crianças; a relação com os objetos e suas propriedades físicas assim como a combinação e associação entre eles; a linguagem oral e gestual que oferecem vários níveis de organização a serem utilizados para brincar; os conteúdos sociais, como papéis, situações, valores e atitudes que se referem à forma como o universo social se constrói; e, finalmente, os limites definidos pelas regras, constituindo-se em um recurso fundamental para brincar. Estas categorias de experiências podem ser agrupadas em três modalidades básicas, quais sejam brincar de faz-de-conta ou com papéis, considerada como atividade fundamental da qual se originam todas as outras; brincar com materiais de construção e brincar com regras. Conforme as considerações apontadas no documento citado anteriormente, as brincadeiras de faz-de-conta, os jogos de construção e aqueles que possuem regras, como os jogos de sociedade (também chamados de jogos de tabuleiro), jogos tradicionais, didáticos, corporais etc., propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica (BRASIL, 1998, p. 29).
Os espaços podem ser formais e não formais, pensando sempre em como vai ocorrer a apropriação do conhecimento, podendo criar diversas situações, como o uso de jogos e brincadeiras, atividades coletivas abordadas de forma lúdica, utilizar brinquedotecas ou até bibliotecas.
As crianças têm modos próprios de conceber e interagir com o mundo. Cabe aos educadores auxiliar “a criação de um ambiente escolar onde a infância possa ser vivida em toda a sua plenitude, um espaço e um tempo de encontro entre os seus próprios espaços e tempos de ser criança dentro e fora da escola” (NASCIMENTO, 2007, p. 31).
As oficinas pedagógicas devem ser criadas e pensadas além do didático, deve-se pensar no espaço em que as mesmas acontecerão, pois o espaço físico deve ser bem pensado paraque possa se diferenciar dos modelos convencionais das salas de aula.
Dessa forma, o papel de mediação que o professor faz para a construção doconhecimento passa a ser partilhada nos grupos entre os alunos para que ocorra a participação deles, realizando uma dinâmica para que passe de sujeitos passivos para ativos, lugar em que todos são construtores do conhecimento.
Com as oficinas, além de interagir, os (as) profissionais tanto ensinam quanto aprendem: ensinam, certamente, conteúdos formais de cuja transmissão são encarregados; aprendem, porque, como se sabe, essa transmissão não é automática, mas supõe uma construção cognitiva individual de cada aluno e aluna, favorecida pelo trabalho coletivo. Aprendem, por conseguinte, como pensam seus alunos  conhecimento esse indispensável para que possam cumprir uma tarefa complexa, a de facilitar a aproximação entre os saberes prévios do alunado e o saber sistematizado da escola. (MOITA E ANDRADE, p. 14).
Entende-se a oficina pedagógica como uma metodologia de trabalho em grupo, caracterizada pela “construção coletiva de um saber, de análise da realidade, de confrontação e intercâmbio de experiências” (CANDAU, 1999, p.23), em que o saber não se constitui apenas no resultado final do processo de aprendizagem, mas também no processo de construção do conhecimento. Segundo MOITA e ANDRADE (p. 11),
Acreditamos que a oficina pedagógica constitui-se num importante dispositivo pedagógico para a dinamização do processo de ensino-aprendizagem, particularmente por sua praticidade, sua flexibilidade diante das possibilidades de cada escola e, mais que tudo, por estimular a participação e a criatividade de todos os seus integrantes.
Assim, as oficinas pedagógicas são momentos de socialização para que todos possam interagir e trocar experiências e adquirir conhecimentos de forma coletiva. Para REYZÁBAL (2001, p. 53), “Todo tipo de educação baseia-se na comunicação, como qualquer interação social, mas o modelo de educação comunicativa reforça esta direção e lhe dá também um sentido mais profundo e humanístico.”.
Para que se tenha um ambiente escolar que torna o processo de ensino e aprendizagem mais atrativo, prazeroso e igualitário, as atividades lúdicas vêm a contribuir de forma positiva, ajudando no fazer pedagógico e na aprendizagem. A ludicidade auxilia nesse processo da construção de oficinas pedagógicas, possibilitando dessa forma que o aluno adquira algumas características durante o ensino, que são a criatividade, coletividade, planejamento, coordenação.
Para Dalarosa (1999, p. 102), a pesquisa, “constitui a busca, a investigação, movidapela necessidade de se solucionar um determinado problema. Esta busca sistemática, planejada e rigorosa consiste na pesquisa”.
Em termos relacionados à fonte de pesquisa, trabalhou-se com produções científicas publicadas em periódicos e eletrônicos, além de pesquisa bibliográfica na área da Educação. Essa modalidade de produção é a mais facilmente acessada. Os acessos às produções bibliográficas foram realizados através de sites e livros diversos.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
O presente trabalho teve como pesquisa teoria baseado em autores de artigos e livros que falam sobre a importância do professor e das suas metodologias me sala de aula, sendo realizadas somente pesquisas bibliográficas e eletrônicas. Utilizou-se da pesquisa teórica, pelo fato de obter mais matérias quando o assunto é sobre a importância das oficinas pedagógicas, assim, a forma de abordagem da pesquisa foi explicativa. 
Para Dalarosa (1999, p. 102), a pesquisa, “constitui a busca, a investigação, movida pela necessidade de se solucionar um determinado problema. Esta busca sistemática, planejada e rigorosa consiste na pesquisa”.
Em termos relacionados à fonte de pesquisa, trabalhou-se com produções científicas publicadas em periódicos e eletrônicos, além de pesquisa bibliográfica na área da Educação.
Essa modalidade de produção é a mais facilmente acessada. Os acessos às produções bibliográficas foram realizados através de sites e livros diversos.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
As oficinas pedagógicas e a ludicidade no espaço escolar são meios para construir o conhecimento de forma criativa, inovadora e que cria-se oportunidades de vivenciar situações concretas que sejam significativas, além de ser uma prática transformadora e de fundamental importância para que o aluno possa aprender por meio de observação, prática, socialização, interação e diálogo no grupo em que está inserido.
Nessa prática a função do professor é de articular e executar a oficina, além de estar aprendendo também com o grupo, já que aprendizado se constrói por meio da socialização e de experiências.
Cuberes apud Vieira e Volquind (2002, p. 11), conceitua a oficina como sendo “um tempo e um espaço para aprendizagem; um processo ativo de transformação recíproca entre sujeito e objeto; um caminho com alternativas, com equilibrações que nos aproximam progressivamente do objeto a conhecer”.
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Figura 1: Imagem demonstrativa.
Disponívelem:https://www.google.com/search?q=LUDICIDADE+NA+ESCOLA&sxsrf=ALeKk02nSygApKizVHoYu_Ounj80sdoJUg:1605145362306&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwi71Ie58PvsAhXGIbkGHelRCk4Q_AUoAnoECA0QBA&biw=1366&bih=568#imgrc=TExfESF1INAT-M
Neste sentido, a ludicidade é uma metodologia que pode ser utilizada para a elaboração das oficinas, quando são bem organizadas e aplicadas começa a incorporar a ação e a reflexão, se tornando um espaço de aprendizagem e de troca de informações e experiências no espaço escolar.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil/Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.
CANDAU, V. M. Educação em Direitos Humanos: uma proposta de trabalho. Ano: 1999
CARDOSO, J. A criança com dificuldades na oralidade e a prática discursiva na sala de aula: A travessia do silêncio excludente para a didática da oralidade. Dissertação de mestrado, Feira de Santana, 2006.
CARDODO, J. M. O. C. de. Aprendendo e ensinando com oficinas pedagógicas: caminhos e possibilidades.PortalEducação.Disponivelem:https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/aprendendo-e-ensinandocom-oficinas-pedagogicas-caminhos-e possibilidades/32772.Acessoem:05 Abril 2024.
DALAROSA, A. A. Ciência, Pesquisa e Metodologia na Universidade. In: LOMBARDI, J.
C. Pesquisa em educação: história, filosofia e temas transversais. Campinas: Autores
Associados: HISTEDBR, Caçador: UNC, 1999. P. 102.
ESCOLA WEB. Entenda a importância das oficinas pedagógicas. Disponível em: https://escolaweb.com.br/artigos/entenda-a-importancia-das-oficinas-pedagogicas-e-saiba- como-cria-las/. Acesso em: 30 Outubro 2020.
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KSHIMOTO, T. M. O jogo na educação infantil. São Paulo: Pioneira, 2001.
MOITA, F. M. G. S. C., ANDRADE, F. C.B. O saber de mão em mão: a oficina pedagógica como dispositivo para a formação docente e a construção do conhecimento na escola pública. Disponível em: http://www.filomenamoita.pro.br/pdf/GT06-1671.pdf. Acesso em: 22 Outubro 2020.
MUTSHELE, M. S. FILHO, J. G. Oficinas pedagógicas: a arte e a magia do fazer na escola. São Paulo: SP. Editora: Edições Loyola, 1992.
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REYZABAL, M. V. A comunicação ora e sua didática. Bauru, SP, EDUSC. 1999.
SANTOS, Jussara Gabriel. História da Avaliação: do exame a avaliação diagnóstica.
Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, 2008.SILVA, A. T. T. da; BARROS, M. S. F.; LEITE, S. R. M. A Infância e o brincar: a experiência do programa de extensão LUDOTECA – UEL. In: 50 anos da pedagogia – FFCL / Londrina e UEL – 1962 a 2012 / Maria Luiza Macedo Abbud... [ET AL]. (Organizadores) – Londrina : UEL, 2012. p. 279 à 288.
	
	
	
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