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NEUROCIÊNCIA DO APRENDIZADO - FUNDAMENTOS E CONCEITOS 
 
1ª) Sobre teorias do desenvolvimento infantil é incorreta: 
a) Freud afirmava que a fundação básica da personalidade se forma aos cinco anos, por 
meio de estágios de desenvolvimento. Erikson avançou dos estágios psicossexuais 
freudianos � conhecidos como oral, anal, fálico, latência e genital � para estágios 
psicossociais, em que uma crise psicossocial provocava o progresso para outra fase 
(Weiten, 2010). Em vez de focar o interesse sexual como força motriz no 
desenvolvimento, Erikson acreditava que a interação social e a experiência 
desempenhavam papéis decisivos (Cherry, 2020). 
b) os estágios eriksonianos são: estágio sensório-motor (0-2 anos), o conhecimento do 
mundo se dá pelas percepções sensoriais e atividades motoras; no período pré-
operacional (2-6 anos), a criança em aprendizagem da linguagem ainda não entende a 
lógica concreta; no estágio operacional concreto (7-11 anos), inicia-se o entendimento 
lógico sobre as coisas concretas; no período operacional formal (a partir dos 12 anos), a 
criança começa a desenvolver a capacidade de pensar em conceitos abstratos. 
c) na primeira metade do século XX, surgiu o behaviorismo, que enfatizava ser o 
comportamento determinado por forças externas, e que só os comportamentos 
manipuláveis e observáveis tinham valor para a ciência psicológica (Gazzaniga; 
Heatherton, 2005). Ao não considerar pensamentos nem sentimentos internos, essa 
teoria se concentrou na experiência que nos molda, compreendendo o 
condicionamento clássico (um estímulo neutro pode ser transformado e condicionado, 
e produz resposta condicionada) e o condicionamento operante (comportamento 
voluntário, controlável por meio de reforço e punição). 
d) uma das teorias mais consideradas no desenvolvimento é a teoria sociocultural. 
Weiten (2010) explica que, embora o psicólogo Lev Vygotsky tenha ideias em comum 
com Piaget, dele se diferencia ao explicar que a maior parte das habilidades cognitivas 
culturais e estratégias para solucionar problemas se dá no diálogo colaborativo com os 
membros mais experientes da sociedade. É de Vygotsky o conceito de zona de 
desenvolvimento proximal, que se refere ao que uma pessoa pode fazer com ajuda e o 
que pode fazer por conta própria. 
2ª) Sobre correlatos neurais da emoção está incorreto: 
a) o encontro entre emoção e cognição denota a capacidade do cérebro humano de 
criar um processo integrativo entre diversas fontes de informação no sentido de adaptar 
o comportamento à situação surgida. 
b) diante de determinado estímulo, uma área cerebral é ativada, identificada e produz 
uma resposta, regulando a emoção. Esse processamento se constitui pela nossa ótica 
ao conjunto de eventos neuronais que, ao envolverem estruturas cerebrais, possibilitam 
o surgimento das emoções. 
c) Fossati (2012) destaca que estruturas corticais, subcorticais e límbicas constituem o 
cérebro emocional, entre elas a amígdala e traqueia, regiões nas quais conexões 
recíprocas se sucedem. Estímulos relevantes produzem sempre as mesmas emoções, 
como o medo, que ocupa papel de destaque na traqueia. 
d) as contribuições da neurociência se destacam pelo uso da imagem por ressonância 
magnética funcional (fMRI), prática atual que permite ver a atividade cerebral em tempo 
real. A amígdala e o córtex pré-frontal de que falamos há pouco revelam, em fMRI, 
eventos do cérebro capazes de mapear a emoção durante a atividade neural. 
3ª) Relativamente a razão e tomada de decisão é incorreta: 
a) estudos sobre o comportamento racional na tomada de decisão encontram 
analogias entre o cérebro humano e o computador, tendo como base o processamento 
da informação em direção à solução de problemas análogos aos da programação 
computacional. 
b) a heurística processada no computador como princípio orientador ou básico usado 
na resolução de problemas ou tomada de decisão (Weiten, 2010, p. 238) tem elementos 
convergentes à heurística processada na mente humana, explicada por Michener, 
DeLamater e Myers (2005, p. 628) como um tipo de atalho mental que permite aos 
indivíduos escolher e aplicar rapidamente esquemas a situações novas ou ambíguas. 
Christensson (2008) fala em programas de computadores com algoritmos para cumprir 
tarefas desde processos simples, usando números de classificação, a funções 
complexas, como processamento de imagens ou clipes de vídeo. Maldonato (2017) 
lembra os �algoritmos biológicos para ação� usados por nossos ancestrais. Atingir uma 
presa com uma pedra ou uma lança, defender-se de ataques de animais ou desviar-se 
de flechas eram ações que exigiam cálculos telemétricos instantâneos e apurados. 
c) na perspectiva humana, a psicologia social estuda as heurísticas como maneira 
rápida de escolher esquemas mentais. A heurística de disponibilidade tomamos as 
poucas características que conhecemos sobre alguém ou algo e escolhemos um 
esquema que combine; ou, como dizem Michener, DeLamater e Myers (2005, p. 153), �o 
fator que determina a probabilidade de escolhermos um esquema específico é o tempo 
que se passou desde que o utilizamos�. O exemplo dos autores é responder se há mais 
palavras que iniciam por �r� ou mais palavras com �r� como terceira letra. A maioria das 
pessoas tende a escolher a primeira opção, fazendo-se pensar que há mais palavras 
que começam com �r�. 
d) Michener, DeLamater e Myers (2005, p. 153) explicam que, quando somos obrigados 
a formar uma opinião a respeito de algo que conhecemos pouco, agarramos quaisquer 
pistas que possam nos ajudar a dar um palpite decente, como ocorre na heurística de 
ancoragem e ajuste. Ela é, portanto, um atalho mental para a tomada de decisão, em 
que o cérebro se ancora e ajusta dados numa situação. Se numa loja vemos um 
produto apresentado com um preço novo mais barato que o preço dito original, 
tendemos a nos interessar pela compra ancorados nessa informação, e não nos 
atentamos se o valor mais recente apresentado é de fato um valor justo e honesto. 
4ª) Nas palavras de Santos (2017), mesmo quando o indivíduo parece não 
comunicar, ao denotar "silêncio", estamos diante de um processo comunicativo 
não verbal. O autor ressalta que essa condição é importante para as relações entre 
os indivíduos, considerando-se lazer, relacionamento, negociação, aprendizagem e 
trabalho. Por essa perspectiva, há o silêncio hostil, que inibe, repreende e faz mal; 
e há o silêncio valoroso, que beneficia, engrandece e dignifica os homens e suas 
relações de vida. 
 
Analise: 
 
i) nas emoções primárias (inatas), como alegria, tristeza, medo, nojo, raiva e 
surpresa, as expressões faciais são mais visíveis do que nas emoções secundárias 
(inatas) descritas na literatura em geral, como amor, culpa, vergonha, 
constrangimento, inveja e ciúme. Essas emoções secundárias, assim descritas 
(Communication…, 2016), se desenvolvem com o tempo, demoram mais para 
desaparecer e são interpessoais por maior vivência em relação a pessoas reais ou 
imaginárias. 
 
ii) outro aspecto apontado pela University of Minnesota Libraries é que as emoções 
secundárias, por requererem mais processamento, são mais facilmente 
influenciadas por pensamentos e podem ser gerenciadas. Isso significa que 
podemos nos tornar comunicadores mais competentes, tornando-nos mais 
conscientes de como experimentamos e expressamos emoções secundárias 
(Communication…, 2016). 
 
iii) estudiosos ainda destacam que, por haver mais variação cultural no significado 
e na expressão das emoções primárias, elas ainda são universais, porque são 
vivenciadas por quase todas as culturas. Nesse sentido, é difícil imaginar como 
seria nossa vida sem emoções e, de fato, muitos cientistas acreditam que não 
estaríamos aqui sem elas. 
 
Logo, 
a) i e ii incorretas 
b) i e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
5ª) O autoconhecimento se refere à autoconsciência, entendida por Craig (2020a) 
como o conhecimento consciente do próprio caráter e sentimentos, definiçãoreferida por Goleman no livro Inteligência emocional como conhecer os próprios 
estados internos, preferências, recursos e intuições. 
 
Sobre os três modelos conceituais de inteligência emocional: 
 
i) modelo de desempenho IE de Goleman: se relaciona a competências cognitivas e 
não cognitivas, sugerindo que a inteligência emocional é um sistema de 
comportamento interconectado que surge de competências emocionais e sociais. 
Consiste nas seguintes escalas: autopercepção, autoexpressão, interpessoal, 
tomada de decisão e gerenciamento de estresse. 
 
ii) modelo de competências IE da Bar-On; agrupamento de habilidades e 
competências referidas à performance e ao comportamento, concentradas nas 
capacidades autoconsciência, gestão de relacionamento e consciência social. 
 
iii) modelo de Mayer, Salovey e Caruso: que compreende a aprendizagem 
progressiva de habilidades, sugere que as informações da compreensão percebida 
das emoções e seu gerenciamento são usadas para facilitar o pensamento e 
orientar nossa tomada de decisão. Esse modelo sugere que as habilidades e 
competências de inteligência emocional podem ser divididas nas seguintes áreas: 
perceber a emoção; usar a emoção para facilitar o pensamento; compreender as 
emoções; e gerenciar as emoções. 
a) i e ii incorretas 
b) ii e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
6ª) Sobre os aspectos neurais da emoção na aprendizagem é incorreto: 
a) o termo aprendizagem refere-se tanto ao ato de ensinar como aprender e, nesse 
sentido, as emoções entendidas em Gazzaniga e Heatherton (2005), Papalia, Olds e 
Feldman (2006) como sensações subjetivas acompanham as experiências emocionais 
e variações fisiológicas observáveis em comportamentos de aprendizagem. O substrato 
desse entendimento é verificado em estudos gerais sobre a emoção, presentes em 
casos clínicos por meio de manifestações somáticas, viscerais e endócrinas, e por 
dados levantados em áreas da psicologia, educação e neurociência. 
b) ao considerar os neurônios como princípios da inteligência humana, Sena (2015) 
compara-os a operários de uma fábrica, cada um com uma função: transmitir o impulso 
eletroquímico para o outro, numa cooperação mútua. A autora cita que no ato de 
aprender excitamos os neurônios em atividades como ler, escrever, dirigir, tocar violão e 
outras. Nesse processo, neurônios se conectam até formar um circuito com um rastro 
químico ou uma marca no sistema nervoso central. 
c) o equilíbrio neuroquímico em circuitos gera emoções positivas em sensações de 
prazer pela liberação de neurotransmissores como a dopamina, serotonina, 
noradrenalina, ocitocina e endorfina, relacionadas ao sistema límbico (Gomes; Pereira, 
2014). Entendemos que o desequilíbrio neuroquímico gera emoções negativas em 
sensações desagradáveis, que levam à irritação, distração e esquecimento. 
d) neurotransmissores como GABA (relacionados à memória), assim como glutamato e 
acetilcolina (ligados ao foco e ao relaxamento), são importantes para o aprendizado. 
Alvarez e Lemos (2006) consideram a acetilcolina vital para a aprendizagem, pela sua 
função cognitiva. Um desequilíbrio que mostre baixo nível desse neurotransmissor 
revela dificuldades de concentração e problemas de memória. A aprendizagem, como 
se sabe, tem forte vínculo a funções complexas, como memorização e aprendizagem, 
que acontecem mais intensamente em determinadas regiões do sistema nervoso sob o 
complexo sistema de coordenação. 
7ª) Há muito tempo, filósofos, neurocientistas e psicólogos estudam a inteligência. 
Ao longo da história, Platão, Espinosa, Descartes, Hobbes e Hume, entre outros, 
conceberam a emoção como resposta a eventos que desencadeiam alterações 
corporais e motivam determinados comportamentos (Dishman, 2018). 
 
Sobre: 
 
i) a manutenção de uma noção de inteligência determinada por um fator geral, 
conceituado como fator "G" (Dalgalarrondo, 2008; Russo, 2015), manteve por muito 
tempo uma barreira por onde a emoção não passava. Alguns movimentos em 
diferentes áreas do conhecimento determinaram mudanças na forma de estudar o 
que chamamos de inteligência. 
 
ii) entre as décadas de 1950 e 1970, surgiram diferentes concepções sobre a 
inteligência, abrindo caminho para a inteligência emocional. Na época, Abraham 
Maslow discutiu como as pessoas podem desenvolver força emocional. O filósofo 
alemão Theodor Adorno já se opunha à ideia de que podemos fazer julgamentos 
exclusivamente na inteligência, sem a emoção. "Fazer julgamentos criteriosos 
abandonando a emoção é tão improvável quanto julgar criteriosamente sem o uso 
da inteligência", dizia ele (O livro… 2011). 
 
iii) Zeidner, Matthews e Roberts (2012) reportam três informações relevantes sobre 
o surgimento dos termos quociente intelectual e inteligência emocional. Em 1953, 
a escritora americana Dorothy van Ghent discutiu o QE nos personagens do 
romance Orgulho e preconceito, de Jane Austen. Em 1966, a psicanalista alemã 
Barbara Leuner sugeriu a droga alucinógena LSD para ajudar mulheres com baixa 
inteligência emocional. Na língua inglesa, o termo inteligência emocional foi usado 
pela primeira vez em 1986, numa dissertação de Wayne Payne, A study of emotion: 
developing emotional intelligence. Nos anos 1970, Howard Gardner publicou o livro 
Inteligência emocional e como psicólogo, jornalista redator de ciências do The New 
York Times, especializado em pesquisas sobre cérebro e comportamento. Ao que 
tudo indica, pode ter sido influenciado pelos estudos sobre inteligência 
desenvolvidos pelo pesquisador David McClelland, com quem trabalhou. 
a) i e ii incorretas 
b) ii e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
8ª) Relativamente ao estresse na infância é incorreta: 
a) o estresse infantil, em nossa concepção, pode ocorrer em qualquer fase de 
crescimento ou ambiente em que a criança seja chamada a se adaptar ou mudar de 
comportamento. Nos estudos sobre estresse, contudo, destaca-se a primeira infância 
como crítica no desenvolvimento humano, considerando fatores como maior 
vulnerabilidade e a relevância dos cinco primeiros anos para formar a base neural 
necessária ao crescimento. Nesse período, o estresse pode moldar a responsividade 
futura do indivíduo aos eventos de sua vida. 
b) as emoções levam a reações autonômicas específicas, mas existe uma considerável 
sobreposição entre as emoções. Algumas estruturas cerebrais, especialmente a 
amígdala e o córtex orbitofrontal, estão envolvidas na emoção e no julgamento social. 
As pesquisas indicam que a atividade do hemisfério esquerdo está relacionada às 
emoções positivas, e a atividade do hemisfério direito, às emoções negativas. 
(Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 332) 
c) Para Tian (2018), é importante, sobre o estresse, compreender causas, sintomas, 
efeitos, crianças com maior risco e formas de fazê-las lidar com a situação. Lembremos 
que há dois tipos de estresse: 1. O bom estresse, visto como pressão positiva essencial 
em crianças impulsionadas por pais e professores para lidar e superar obstáculos; 2. O 
mau estresse, que supera a capacidade de enfrentamento da criança e pode se vincular 
à violência física e emocional, doença ou negligência dos pais, entre outros. 
d) entre os fatores causadores de estresse na criança, segundo Tian (2018), estão: 
Frustração, �uma emoção que se experiencia quando a busca de um objetivo fracassa�; 
Conflito, �quando duas ou mais motivações ou impulsos comportamentais 
incompatíveis competem por expressão�; Mudanças, que alteram circunstâncias de 
vida de uma pessoa e exigem readaptação; Pressão, em que há expectativas ou 
exigência para comportamentos específicos 
9ª) Bebês não sabem falar, mas comunicam suas necessidades por ações não 
verbais e expressões emocionais. Se a criança, ao nascer, não é capaz de expressar 
alegria, interesse, nojo e dor, aos dois meses já expressa raiva e tristeza (Gazzaniga; 
Heatherton, 2005). O sorriso social torna-se mais estável e organizado à medida 
que osbebês aprendem a usar o sorriso para envolver os pais nas interações. O 
prazer é expresso como riso dos 3 aos 5 meses de idade, e o desprazer se torna 
mais específico como medo, tristeza ou raiva entre 6 e 8 meses (Lally; Valentine-
French, 2019). 
 
Sobre: 
 
i) acredita-se que sinais não verbais tendem a ser mais genuínos do que palavras, 
por serem controlados de forma menos consciente. Sinais podem ser entendidos 
como zanga ou desinteresse, e geram receio em quem os percebe, e o mesmo 
ocorre com aborrecimento, impaciência, frustração ou desconforto. 
 
ii) para Shapiro (2014), sinais sociais redundantes são enviados por vários canais, e 
o foco num único tipo de sinal pode levar a mal-entendidos na expressão 
emocional. Alguém pode falar mais devagar por se sentir triste, entediado ou 
afetuoso; um estranho que manifesta contato visual pode ser sociável, amigável ou 
sedutor e agressivo. As expressões emocionais incluem informações linguísticas e 
paralinguísticas (pronúncia real de sons, entonações, volume, altura e velocidade 
da fala), padrões de olhar, movimentos faciais, postura e linguagem corporal 
proxêmica (próximo ou distante). 
 
iii) o riso genuíno ocorre com a boca aberta e apresenta pulsos múltiplos no tom 
normal (nem visivelmente aumentado ou diminuído), acompanhado de um sorriso 
genuíno, entre outros sinais de felicidade. Sendo uma inspiração e expiração 
pesada e audível, com a boca aberta ou fechada, sendo difícil de interpretar, pois 
varia de estados emocionais. 
 
Logo, 
a) i e ii incorretas 
b) ii e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
10ª) Autoestima é o aspecto avaliativo do autoconceito e refere-se à condição de se 
perceber como alguém que tem valor ou não, como alguém bom ou mau. São as 
respostas emocionais ao contemplar e avaliar diferentes características próprias 
(Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 416). Como aplicamos esse jogo de emoções em 
crianças? Entendemos que, se uma criança está feliz por alguma conquista, mas 
não se sente amada, pode desenvolver baixa autoestima. De outro modo, uma 
criança que se sente amada, mas hesita sobre suas habilidades, também pode 
demonstrar baixa autoestima. A baixa autoestima pode impedi-la de ter sucesso na 
escola, por não acreditar ser capaz. Isso pode influenciar negativamente a 
motivação ao longo da vida.: i) Gazzaniga e Heatherton (2005) falam em estratégias 
usadas para manter a autoestima. Na teoria da manutenção autoavaliativa, quem 
tem autoestima elevada se compara a pessoas deficientes em alguma dimensão 
relevante para elas. Na baixa autoestima, tendemos a nos comparar com quem 
está em posição superior. Pessoas com autoestima também tendem a assumir o 
crédito pelo sucesso e a pôr a culpa do fracasso em fatores externos, no viés 
favorável ao self. Na comparação tendenciosa, o indivíduo pode se sentir 
ameaçado quando alguém próximo o supera em uma tarefa pessoalmente 
relevante. Se, entre dois irmãos gêmeos, um expressa a aspiração de ser alguém 
brilhante na mesma área que o outro, este tende a distanciar o relacionamento ou 
escolher uma aspiração diferente. ;ii) autoestima e estresse infantil: autoconfiança 
mostra-se alterada em diferentes formas de estresse infantil. O Urban Child 
Institute (UCI) � organização americana dedicada a melhorar a vida das crianças � 
aponta três dessas formas (Toxic�, 2014): 1. Estresse positivo e saudável, em 
respostas de curto prazo a desafios para novas habilidades; 2. Estresse tolerável, 
de respostas fortes a eventos adversos, como a morte de um ente querido; 3. 
Estresse tóxico, que produz medo, desgasta as respostas corporais e interfere no 
cérebro, causando desequilíbrio e incapacidade para ligar ou se desligar em 
momentos apropriados. ;iii) autoestima e desempenho escolar: a American 
Psychological Association (APA, 2020) vê a autoestima saudável como o grau de 
satisfação dos alunos consigo mesmos, condição em que se sentem valiosos e 
dignos de respeito. Para o órgão, competência percebida é a crença de que alguém 
tem habilidades em uma área específica (por exemplo, matemática, geografia, 
relacionamento com colegas etc.). Nesse entendimento, autoestima e 
competência percebida são necessárias para levar alunos com dificuldade de 
aprendizagem a se recuperar após um fracasso ou adversidade. A baixa autoestima 
faz com que a criança escolar duvide de sua capacidade para obter sucesso. 
a) i e ii corretas 
b) ii e iii corretas 
c) i e ii incorretas 
d) ii e iii incorretas 
 
1ª) Nas palavras de Santos (2017), mesmo quando o indivíduo parece não 
comunicar, ao denotar "silêncio", estamos diante de um processo comunicativo 
não verbal. O autor ressalta que essa condição é importante para as relações entre 
os indivíduos, considerando-se lazer, relacionamento, negociação, aprendizagem e 
trabalho. Por essa perspectiva, há o silêncio hostil, que inibe, repreende e faz mal; 
e há o silêncio valoroso, que beneficia, engrandece e dignifica os homens e suas 
relações de vida. 
 
Analise: 
 
i) nas emoções primárias (inatas), como alegria, tristeza, medo, nojo, raiva e 
surpresa, as expressões faciais são mais visíveis do que nas emoções secundárias 
(inatas) descritas na literatura em geral, como amor, culpa, vergonha, 
constrangimento, inveja e ciúme. Essas emoções secundárias, assim descritas 
(Communication…, 2016), se desenvolvem com o tempo, demoram mais para 
desaparecer e são interpessoais por maior vivência em relação a pessoas reais ou 
imaginárias. 
 
ii) outro aspecto apontado pela University of Minnesota Libraries é que as emoções 
secundárias, por requererem mais processamento, são mais facilmente 
influenciadas por pensamentos e podem ser gerenciadas. Isso significa que 
podemos nos tornar comunicadores mais competentes, tornando-nos mais 
conscientes de como experimentamos e expressamos emoções secundárias 
(Communication…, 2016). 
 
iii) estudiosos ainda destacam que, por haver mais variação cultural no significado 
e na expressão das emoções primárias, elas ainda são universais, porque são 
vivenciadas por quase todas as culturas. Nesse sentido, é difícil imaginar como 
seria nossa vida sem emoções e, de fato, muitos cientistas acreditam que não 
estaríamos aqui sem elas. 
 
Logo, 
a) i e ii incorretas 
b) i e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
2ª) Autoestima é o aspecto avaliativo do autoconceito e refere-se à condição de se 
perceber como alguém que tem valor ou não, como alguém bom ou mau. São as 
respostas emocionais ao contemplar e avaliar diferentes características próprias 
(Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 416). Como aplicamos esse jogo de emoções em 
crianças? Entendemos que, se uma criança está feliz por alguma conquista, mas 
não se sente amada, pode desenvolver baixa autoestima. De outro modo, uma 
criança que se sente amada, mas hesita sobre suas habilidades, também pode 
demonstrar baixa autoestima. A baixa autoestima pode impedi-la de ter sucesso na 
escola, por não acreditar ser capaz. Isso pode influenciar negativamente a 
motivação ao longo da vida.: i) Gazzaniga e Heatherton (2005) falam em estratégias 
usadas para manter a autoestima. Na teoria da manutenção autoavaliativa, quem 
tem autoestima elevada se compara a pessoas deficientes em alguma dimensão 
relevante para elas. Na baixa autoestima, tendemos a nos comparar com quem 
está em posição superior. Pessoas com autoestima também tendem a assumir o 
crédito pelo sucesso e a pôr a culpa do fracasso em fatores externos, no viés 
favorável ao self. Na comparação tendenciosa, o indivíduo pode se sentir 
ameaçado quando alguém próximo o supera em uma tarefa pessoalmente 
relevante. Se, entre dois irmãos gêmeos, um expressa a aspiração de ser alguém 
brilhante na mesma área que o outro, este tende a distanciar o relacionamento ou 
escolher uma aspiração diferente. ;ii) autoestima e estresse infantil: autoconfiança 
mostra-se alterada em diferentes formas de estresse infantil. O Urban Child 
Institute (UCI) � organizaçãoamericana dedicada a melhorar a vida das crianças � 
aponta três dessas formas (Toxic�, 2014): 1. Estresse positivo e saudável, em 
respostas de curto prazo a desafios para novas habilidades; 2. Estresse tolerável, 
de respostas fortes a eventos adversos, como a morte de um ente querido; 3. 
Estresse tóxico, que produz medo, desgasta as respostas corporais e interfere no 
cérebro, causando desequilíbrio e incapacidade para ligar ou se desligar em 
momentos apropriados. ;iii) autoestima e desempenho escolar: a American 
Psychological Association (APA, 2020) vê a autoestima saudável como o grau de 
satisfação dos alunos consigo mesmos, condição em que se sentem valiosos e 
dignos de respeito. Para o órgão, competência percebida é a crença de que alguém 
tem habilidades em uma área específica (por exemplo, matemática, geografia, 
relacionamento com colegas etc.). Nesse entendimento, autoestima e 
competência percebida são necessárias para levar alunos com dificuldade de 
aprendizagem a se recuperar após um fracasso ou adversidade. A baixa autoestima 
faz com que a criança escolar duvide de sua capacidade para obter sucesso. 
a) i e ii corretas 
b) ii e iii corretas 
c) i e ii incorretas 
d) ii e iii incorretas 
3ª) O MSCEIT é um instrumento de avaliação de desempenho que usa a análise 
fatorial e o coeficiente alfa de Cronbach, buscando resultados para oito subtestes 
referentes à percepção, facilitação do pensamento, compreensão e gerenciamento 
das emoções (Jesus Junior; Noronha, 2008). Cada uma dessas habilidades é 
mapeada por dois subtestes, conforme descreve Craig (2020a). 
 
Sobre: 
 
i) faces – respostas a emoções diante de rostos que lhes são apresentados, 
imagens – desenhos abstratos e paisagens são expostas para selecionar as que 
apresentam emoções específicas e sensações – associar sensações às emoções, 
descrevendo o quão quente ou frio é um sentimento; 
 
ii) facilitação – decidir sobre estados de ânimo mais intimamente associados a 
comportamentos específicos e tarefas cognitivas, misturas – escolher quais 
emoções podem ser combinadas para produzir outra emoção e mudanças – 
escolher a emoção que emerge pela intensificação de outra emoção (por exemplo, 
depressão para tristeza e fadiga); 
 
iii) gerenciamento – exige decisão sobre ações mais eficazes de um indivíduo para 
controlar os sentimentos de outra pessoa (por exemplo, numa história, o que um 
personagem deve fazer para reduzir uma emoção) e relacionamento – julgam-se as 
melhores ações numa história para definir um resultado emocional específico. 
a) i e ii incorretas 
b) ii e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
4ª) Sobre as teorias da emoção é incorreto afirmar: 
a) o campo de investigação foi ampliado com o surgimento de teorias sobre a emoção. 
De acordo com a teoria evolutiva da emoção, baseada nas concepções de Charles 
Darwin, nossas emoções existem porque desempenham um papel adaptativo. As 
emoções motivam as pessoas a responder rapidamente aos estímulos do ambiente, o 
que ajuda a aumentar as chances de sucesso e sobrevivência (Cherry, 2020). 
b) a visão de que o corpo seria a base inicial e essencial para a consciência das 
emoções (Ades; Hegenberg, 2010) influenciou uma ampla reflexão, reforçando 
concepções como a da teoria de James-Lange, cujo postulado defende que ficamos 
tristes porque choramos, zangados porque agredimos, com medo porque trememos e, 
assim, não choramos, agredimos nem trememos porque estamos tristes zangados ou 
com medo (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 322). 
c) na relação corpo-emoção, sugere que as expressões faciais se conectam à 
experiência de emoções. Por essa concepção, as emoções estão diretamente ligadas 
às mudanças nos músculos faciais. Sorrir num encontro social faz as pessoas se 
sentirem melhor do que se estivessem franzindo a testa ou expressando nos músculos 
uma emoção neutra. 
d) a teoria cognitiva de Schachter-Singer, também conhecida como teoria dos dois 
fatores, alega que a pessoa identifica a razão de um sintoma para então experimentá-lo 
e definir a emoção sentida. O coração pode bater ao sermos perseguidos por um urso 
ou olharmos para o ser amado. Num caso é medo; no outro, excitação. São respostas 
corporais iguais, situações e emoções diferentes (Macedo, 2017). 
5ª) Quanto as teorias sobre atenção está incorreta: 
a) teoria do filtro rígido de Broadbent: consta no livro Perception and communication 
(1958). Nele o psicólogo Donald E. Broadbent defende que as informações sensoriais 
são filtradas. Elas entram num buffer sensorial de capacidade ilimitada, e uma das 
entradas é usada por suas características físicas que permitem o filtro (McLeod, 2018), 
levando-nos a comparar os processos mentais no cérebro a um software operado por 
um computador. 
b) teoria da escolha e a seleção de Braga: de uma informação dependem de 
mecanismos centrais e sequenciais. Ocorre um afunilamento durante a seleção que 
produzirá resposta e, no entender de Braga (2007), torna-se difícil uma segunda 
resposta. Ou seja, todos os estímulos são percebidos, mas apenas um deles produz 
resposta. 
c) teoria do filtro atenuado de Treisman: formulada pela psicóloga inglesa Anne Marie 
Treisman, os estímulos sensoriais são analisados de forma pré-atentiva, num crivo de 
atenuação, sendo notados os estímulos com limiar excedido. Em vez de eliminar 
informações, ela as atenua em favor da atenção numa determinada mensagem, 
possibilitando a entrada no sistema de informações com base em sua relevância 
(Braga, 2007). 
d) teoria da seleção tardia de Deutsch: a informação é processada ou descartada por 
um processamento cognitivo sucessivo, não apenas baseado nas características físicas 
do objeto, mas também na sua representação mental (Rossini; Galera, 2006). Próxima 
das ideias de Broadbent, apenas difere a zona em que o filtro atua. Todos os estímulos 
recebidos no centro sensorial tornam-se objeto de diferente análise, e só depois são 
selecionados. O sujeito só vai processar o que tem significado para ele, considerando 
as características físicas do estímulo (Atenção, 2009). 
6ª) O autoconhecimento se refere à autoconsciência, entendida por Craig (2020a) 
como o conhecimento consciente do próprio caráter e sentimentos, definição 
referida por Goleman no livro Inteligência emocional como conhecer os próprios 
estados internos, preferências, recursos e intuições. 
 
Sobre os três modelos conceituais de inteligência emocional: 
 
i) modelo de desempenho IE de Goleman: se relaciona a competências cognitivas e 
não cognitivas, sugerindo que a inteligência emocional é um sistema de 
comportamento interconectado que surge de competências emocionais e sociais. 
Consiste nas seguintes escalas: autopercepção, autoexpressão, interpessoal, 
tomada de decisão e gerenciamento de estresse. 
 
ii) modelo de competências IE da Bar-On; agrupamento de habilidades e 
competências referidas à performance e ao comportamento, concentradas nas 
capacidades autoconsciência, gestão de relacionamento e consciência social. 
 
iii) modelo de Mayer, Salovey e Caruso: que compreende a aprendizagem 
progressiva de habilidades, sugere que as informações da compreensão percebida 
das emoções e seu gerenciamento são usadas para facilitar o pensamento e 
orientar nossa tomada de decisão. Esse modelo sugere que as habilidades e 
competências de inteligência emocional podem ser divididas nas seguintes áreas: 
perceber a emoção; usar a emoção para facilitar o pensamento; compreender as 
emoções; e gerenciar as emoções. 
a) i e ii incorretas 
b) ii e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
7ª) Em relação as mudanças neurais e fisiológicas é incorreta: 
a) as maiores mudanças anatômicas e fisiológicas no cérebro ocorrem nos anos pré-
escolares, com mudanças morfológicas significativas na área cortical, tanto em 
espessura como em volume, além de aumentos não uniformes nas estruturas 
subcorticais cerebrais, núcleos profundos e cerebelo (Brown; Jernigan, 2012).Gazzaniga e Heatherton (2005) explicam que, à medida que a criança avança até a 
adolescência, mudanças neurais e fisiológicas vão se sucedendo sobre volume, 
matéria branca e neurônios, entre outros. Segundo os autores, até os quatro anos de 
idade, o cérebro cresce em torno de 350 gramas a 1.250 gramas (por volta de 80% do 
cérebro adulto). 
b) Freitas (2017) argumenta que a criança na primeira infância (cinco primeiros anos) 
apresenta um excesso de neurônios e conexões sinápticas (o que não significa 
eficiência), sendo necessária uma organização entre o cérebro e os estímulos, 
chamada apoptose (poda neuronal). Ocorre uma espécie de suicídio coletivo de 
neurônios, quando eles e as sinapses são eliminadas para organizar o cérebro e 
fortalecer conexões necessárias. Ao se referir a esse processo, o autor complementa 
que essa poda se baseia em estímulos. Crianças pouco ou incorretamente estimuladas 
até essa fase demonstram diferenças cerebrais em relação às que foram bem 
estimuladas. 
c) a poda da primeira infância pode atrapalhar a aprendizagem e levar a problemas na 
saúde mental. António Damásio, em estudo sobre duas pessoas que sofreram lesão 
pré-frontal quando eram bebês, mostrou que elas apresentaram deficiências no 
raciocínio moral e social (Gazzaniga; Heatherton, 2005). Nenhum deles era capaz de 
expressar empatia, remorso ou culpa por erros cometidos e não apresentavam 
habilidades parentais. Um deles cometia pequenos furtos, era verbal, fisicamente 
ameaçador e mentia frequentemente sem uma razão clara. 
d) outros déficits de comportamento apontam a importância do circuito córtico-límbico 
em questões emocionais e na aprendizagem. Estudamos anteriormente que a 
aprendizagem ocorre nas sinapses produzidas por ligações entre células nervosas, por 
meio de ativações neuroquímicas, com a participação do sistema límbico, cujas 
estruturas se relacionam à emoção, memória e aprendizagem, entre outros. 
Desequilíbrios que afetam o comportamento são provocados pelas marcações 
privadas da memória e nos estímulos do ambiente que rodeia a vida da criança. 
8ª) Sobre a base neurobiológica da emoção é incorreto afirmar: 
a) diferenças entre humanos e animais são investigadas na perspectiva da plasticidade 
presente no cérebro humano, que desde os primeiros anos de vida absorve e armazena 
experiências de modo significativamente ativo. Pesquisadores do Instituto Max Planck, 
da Alemanha, identificaram no córtex pré-frontal a existência de uma sinaptogênese, 
que é a comunicação intensa entre neurônios apenas perceptível nos humanos (Welsh, 
2012). 
b) além de as emoções entre humanos e animais não serem as mesmas, é possível 
considerar que medo e fome encontram similaridades, o que se vincula aos mesmos 
circuitos de sobrevivência universais entre os mamíferos, razão pela qual, ao nosso ver, 
é possível entender LeDoux (1996) quando ele salienta a utilidade e necessidade de 
entender as emoções humanas estudando animais em laboratório. 
c) com base no que existe no cérebro animal que corresponda ao cérebro humano, os 
estudos em laboratório aguçam a busca para saber de onde vem a emoção. Na 
perspectiva neurológica, nesses locais, atividades vinculam-se a respostas 
emocionais. Para o neuroanatomista James Papez, independentemente de quais sejam 
os mecanismos, a emoção vem de uma base estrutural (Fernandes, 2016). Não haveria, 
desse modo, um centro cerebral específico, mas circuitos que envolvem várias 
estruturas interligadas por múltiplas redes nervosas, incluindo o hipotálamo, o tálamo, 
o giro cingulado e o hipocampo (Gazzaniga; Heatherton, 2005). 
d) o hipotálamo na borda interna dos lobos temporais, ajuda na formação da memória 
(Pressman, 2019). O hipocampo, regula as necessidades biológicas básicas (Weiten, 
2010), e isso o faz controlar respostas emocionais, e a amígdala é efetivamente 
envolvida com os processos emocionais. Lesões em suas partes bilaterais pela doença 
de Urbach-Wiethe (espessamento da pele, mucosas e vísceras) têm dificuldades em 
reconhecer expressões faciais de raiva e medo (Shammadh-Lagnado, 2012). 
9ª) Sobre fatores corporais na emoção é incorreto afirmar: 
a) tendo em vista a base neurobiológica que dá ao sistema límbico status maior quanto 
à emoção, considera-se que a ativação do SNA produz respostas corporais. Gazzaniga e 
Heatherton (2005, p. 326) explicam que, se uma pessoa fica excitada, quer devido à 
raiva, quer devido à atração sexual, o rosto fica corado, mas as pupilas se contraem 
durante a raiva e se dilatam durante a excitação sexual. 
b) as amígdalas, no desencadeamento do medo, ativam o sistema nervoso autônomo 
com alterações no fluxo sanguíneo e frequência cardíaca (Esperidião-Antonio, 2008). As 
respostas emocionais acontecem de modo rápido, nem sempre permitindo acesso à 
percepção consciente (Pressman, 2019). Esse processo corporal vem de uma gênese 
das emoções que, nos animais primitivos, significava reações vegetativas de alerta e 
fuga para garantir a sobrevivência da espécie (Ribas, 2006). 
c) para Fernandes (2016), nossas funções vitais se ligam ao sistema SNA, e cabe a este 
controlar nossos órgãos internos e glândulas em processos que envolvem o pulso, 
pressão arterial, respiração e excitação presentes nas respostas emocionais. Desse 
modo, controlam-se as funções automáticas, involuntárias, viscerais, nas quais 
normalmente as pessoas não pensam, como a batida cardíaca, a digestão e a 
transpiração. Ao falar sobre isso, Weiten (2010, p. 71) explica que o SNA intermedeia 
muito do despertar fisiológico, que ocorre quando as pessoas experimentam emoções. 
d) ao estudar as reações, Walter Cannon apresentou o conceito de reação de 
emergência, uma função biológica da emoção é a regulação do estado interno do 
organismo para reagir especificamente a determinados estímulos. 
10ª) Bebês não sabem falar, mas comunicam suas necessidades por ações não 
verbais e expressões emocionais. Se a criança, ao nascer, não é capaz de expressar 
alegria, interesse, nojo e dor, aos dois meses já expressa raiva e tristeza (Gazzaniga; 
Heatherton, 2005). O sorriso social torna-se mais estável e organizado à medida 
que os bebês aprendem a usar o sorriso para envolver os pais nas interações. O 
prazer é expresso como riso dos 3 aos 5 meses de idade, e o desprazer se torna 
mais específico como medo, tristeza ou raiva entre 6 e 8 meses (Lally; Valentine-
French, 2019). 
 
Sobre: 
 
i) acredita-se que sinais não verbais tendem a ser mais genuínos do que palavras, 
por serem controlados de forma menos consciente. Sinais podem ser entendidos 
como zanga ou desinteresse, e geram receio em quem os percebe, e o mesmo 
ocorre com aborrecimento, impaciência, frustração ou desconforto. 
 
ii) para Shapiro (2014), sinais sociais redundantes são enviados por vários canais, e 
o foco num único tipo de sinal pode levar a mal-entendidos na expressão 
emocional. Alguém pode falar mais devagar por se sentir triste, entediado ou 
afetuoso; um estranho que manifesta contato visual pode ser sociável, amigável ou 
sedutor e agressivo. As expressões emocionais incluem informações linguísticas e 
paralinguísticas (pronúncia real de sons, entonações, volume, altura e velocidade 
da fala), padrões de olhar, movimentos faciais, postura e linguagem corporal 
proxêmica (próximo ou distante). 
 
iii) o riso genuíno ocorre com a boca aberta e apresenta pulsos múltiplos no tom 
normal (nem visivelmente aumentado ou diminuído), acompanhado de um sorriso 
genuíno, entre outros sinais de felicidade. Sendo uma inspiração e expiração 
pesada e audível, com a boca aberta ou fechada, sendo difícil de interpretar, pois 
varia de estados emocionais. 
 
Logo, 
a) i e ii incorretas 
b) ii e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
1ª) Nas palavras de Santos (2017), mesmo quando o indivíduo parece não 
comunicar, ao denotar "silêncio", estamos diante de um processo comunicativo 
não verbal. O autor ressalta que essa condição é importante para as relaçõesentre 
os indivíduos, considerando-se lazer, relacionamento, negociação, aprendizagem e 
trabalho. Por essa perspectiva, há o silêncio hostil, que inibe, repreende e faz mal; 
e há o silêncio valoroso, que beneficia, engrandece e dignifica os homens e suas 
relações de vida. 
 
Analise: 
 
i) nas emoções primárias (inatas), como alegria, tristeza, medo, nojo, raiva e 
surpresa, as expressões faciais são mais visíveis do que nas emoções secundárias 
(inatas) descritas na literatura em geral, como amor, culpa, vergonha, 
constrangimento, inveja e ciúme. Essas emoções secundárias, assim descritas 
(Communication…, 2016), se desenvolvem com o tempo, demoram mais para 
desaparecer e são interpessoais por maior vivência em relação a pessoas reais ou 
imaginárias. 
 
ii) outro aspecto apontado pela University of Minnesota Libraries é que as emoções 
secundárias, por requererem mais processamento, são mais facilmente 
influenciadas por pensamentos e podem ser gerenciadas. Isso significa que 
podemos nos tornar comunicadores mais competentes, tornando-nos mais 
conscientes de como experimentamos e expressamos emoções secundárias 
(Communication…, 2016). 
 
iii) estudiosos ainda destacam que, por haver mais variação cultural no significado 
e na expressão das emoções primárias, elas ainda são universais, porque são 
vivenciadas por quase todas as culturas. Nesse sentido, é difícil imaginar como 
seria nossa vida sem emoções e, de fato, muitos cientistas acreditam que não 
estaríamos aqui sem elas. 
 
Logo, 
a) i e ii incorretas 
b) i e iii incorretas 
c) i e ii corretas 
d) ii e iii corretas 
2ª) Sobre os aspectos neurais da emoção na aprendizagem é incorreto: 
a) o termo aprendizagem refere-se tanto ao ato de ensinar como aprender e, nesse 
sentido, as emoções entendidas em Gazzaniga e Heatherton (2005), Papalia, Olds e 
Feldman (2006) como sensações subjetivas acompanham as experiências emocionais 
e variações fisiológicas observáveis em comportamentos de aprendizagem. O substrato 
desse entendimento é verificado em estudos gerais sobre a emoção, presentes em 
casos clínicos por meio de manifestações somáticas, viscerais e endócrinas, e por 
dados levantados em áreas da psicologia, educação e neurociência. 
b) ao considerar os neurônios como princípios da inteligência humana, Sena (2015) 
compara-os a operários de uma fábrica, cada um com uma função: transmitir o impulso 
eletroquímico para o outro, numa cooperação mútua. A autora cita que no ato de 
aprender excitamos os neurônios em atividades como ler, escrever, dirigir, tocar violão e 
outras. Nesse processo, neurônios se conectam até formar um circuito com um rastro 
químico ou uma marca no sistema nervoso central. 
c) o equilíbrio neuroquímico em circuitos gera emoções positivas em sensações de 
prazer pela liberação de neurotransmissores como a dopamina, serotonina, 
noradrenalina, ocitocina e endorfina, relacionadas ao sistema límbico (Gomes; Pereira, 
2014). Entendemos que o desequilíbrio neuroquímico gera emoções negativas em 
sensações desagradáveis, que levam à irritação, distração e esquecimento. 
d) neurotransmissores como GABA (relacionados à memória), assim como glutamato e 
acetilcolina (ligados ao foco e ao relaxamento), são importantes para o aprendizado. 
Alvarez e Lemos (2006) consideram a acetilcolina vital para a aprendizagem, pela sua 
função cognitiva. Um desequilíbrio que mostre baixo nível desse neurotransmissor 
revela dificuldades de concentração e problemas de memória. A aprendizagem, como 
se sabe, tem forte vínculo a funções complexas, como memorização e aprendizagem, 
que acontecem mais intensamente em determinadas regiões do sistema nervoso sob o 
complexo sistema de coordenação. 
3ª) Com relação a emoção e percepção na aprendizagem está incorreto: 
a) a emoção ajuda a armazenar a informação (memória) que ela seleciona e prioriza no 
ambiente, proporcionando o que chamamos de atenção. Mecanismos endógenos 
(involuntários) e exógenos (voluntários) atuam sobre estímulos de relevância emocional 
e, com base nesse processo, apreendemos juízos e significados. 
b) o que percebemos em sentido lato chega até nós pelos olhos, orelhas, língua e nariz. 
O neurocientista português António Damásio (citado por Cardoso; Almada, 2013) 
chama esse conjunto de estruturas corporais de portal sensorial, cujo papel é definir a 
perspectiva da mente em relação ao resto do mundo. 
c) no cotidiano, nos deparamos com uma enorme quantidade de informações 
sensoriais. De acordo com Brosch et al. (2013), pela capacidade limitada do cérebro, 
não podemos processar completamente todas as informações que entram em nossos 
sentidos. Para que possamos produzir uma percepção, selecionamos um subconjunto 
que priorize o processamento ao custo de outras informações. 
d) a intensidade física de um estímulo pode desencadear a orientação da atenção 
exógena (reflexiva automática), enquanto outros estímulos importantes para o 
comportamento do organismo (como procurar alguém na multidão) são selecionados 
pela atenção endógena. 
4ª) Autoestima é o aspecto avaliativo do autoconceito e refere-se à condição de se 
perceber como alguém que tem valor ou não, como alguém bom ou mau. São as 
respostas emocionais ao contemplar e avaliar diferentes características próprias 
(Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 416). Como aplicamos esse jogo de emoções em 
crianças? Entendemos que, se uma criança está feliz por alguma conquista, mas 
não se sente amada, pode desenvolver baixa autoestima. De outro modo, uma 
criança que se sente amada, mas hesita sobre suas habilidades, também pode 
demonstrar baixa autoestima. A baixa autoestima pode impedi-la de ter sucesso na 
escola, por não acreditar ser capaz. Isso pode influenciar negativamente a 
motivação ao longo da vida.: i) Gazzaniga e Heatherton (2005) falam em estratégias 
usadas para manter a autoestima. Na teoria da manutenção autoavaliativa, quem 
tem autoestima elevada se compara a pessoas deficientes em alguma dimensão 
relevante para elas. Na baixa autoestima, tendemos a nos comparar com quem 
está em posição superior. Pessoas com autoestima também tendem a assumir o 
crédito pelo sucesso e a pôr a culpa do fracasso em fatores externos, no viés 
favorável ao self. Na comparação tendenciosa, o indivíduo pode se sentir 
ameaçado quando alguém próximo o supera em uma tarefa pessoalmente 
relevante. Se, entre dois irmãos gêmeos, um expressa a aspiração de ser alguém 
brilhante na mesma área que o outro, este tende a distanciar o relacionamento ou 
escolher uma aspiração diferente. ;ii) autoestima e estresse infantil: autoconfiança 
mostra-se alterada em diferentes formas de estresse infantil. O Urban Child 
Institute (UCI) � organização americana dedicada a melhorar a vida das crianças � 
aponta três dessas formas (Toxic�, 2014): 1. Estresse positivo e saudável, em 
respostas de curto prazo a desafios para novas habilidades; 2. Estresse tolerável, 
de respostas fortes a eventos adversos, como a morte de um ente querido; 3. 
Estresse tóxico, que produz medo, desgasta as respostas corporais e interfere no 
cérebro, causando desequilíbrio e incapacidade para ligar ou se desligar em 
momentos apropriados. ;iii) autoestima e desempenho escolar: a American 
Psychological Association (APA, 2020) vê a autoestima saudável como o grau de 
satisfação dos alunos consigo mesmos, condição em que se sentem valiosos e 
dignos de respeito. Para o órgão, competência percebida é a crença de que alguém 
tem habilidades em uma área específica (por exemplo, matemática, geografia, 
relacionamento com colegas etc.). Nesse entendimento, autoestima e 
competência percebida são necessárias para levar alunos com dificuldade de 
aprendizagem a se recuperar após um fracasso ou adversidade. A baixa autoestima 
faz com que a criança escolar duvide de sua capacidade para obter sucesso. 
a) i e ii corretas 
b) ii e iii corretas 
c) i e ii incorretas 
d) ii e iii incorretas 
5ª) Quanto as teorias sobre atenção está incorreta: 
a)teoria do filtro rígido de Broadbent: consta no livro Perception and communication 
(1958). Nele o psicólogo Donald E. Broadbent defende que as informações sensoriais 
são filtradas. Elas entram num buffer sensorial de capacidade ilimitada, e uma das 
entradas é usada por suas características físicas que permitem o filtro (McLeod, 2018), 
levando-nos a comparar os processos mentais no cérebro a um software operado por 
um computador. 
b) teoria da escolha e a seleção de Braga: de uma informação dependem de 
mecanismos centrais e sequenciais. Ocorre um afunilamento durante a seleção que 
produzirá resposta e, no entender de Braga (2007), torna-se difícil uma segunda 
resposta. Ou seja, todos os estímulos são percebidos, mas apenas um deles produz 
resposta. 
c) teoria do filtro atenuado de Treisman: formulada pela psicóloga inglesa Anne Marie 
Treisman, os estímulos sensoriais são analisados de forma pré-atentiva, num crivo de 
atenuação, sendo notados os estímulos com limiar excedido. Em vez de eliminar 
informações, ela as atenua em favor da atenção numa determinada mensagem, 
possibilitando a entrada no sistema de informações com base em sua relevância 
(Braga, 2007). 
d) teoria da seleção tardia de Deutsch: a informação é processada ou descartada por 
um processamento cognitivo sucessivo, não apenas baseado nas características físicas 
do objeto, mas também na sua representação mental (Rossini; Galera, 2006). Próxima 
das ideias de Broadbent, apenas difere a zona em que o filtro atua. Todos os estímulos 
recebidos no centro sensorial tornam-se objeto de diferente análise, e só depois são 
selecionados. O sujeito só vai processar o que tem significado para ele, considerando 
as características físicas do estímulo (Atenção, 2009). 
6ª) Sobre as teorias da emoção é incorreto afirmar: 
a) o campo de investigação foi ampliado com o surgimento de teorias sobre a emoção. 
De acordo com a teoria evolutiva da emoção, baseada nas concepções de Charles 
Darwin, nossas emoções existem porque desempenham um papel adaptativo. As 
emoções motivam as pessoas a responder rapidamente aos estímulos do ambiente, o 
que ajuda a aumentar as chances de sucesso e sobrevivência (Cherry, 2020). 
b) a visão de que o corpo seria a base inicial e essencial para a consciência das 
emoções (Ades; Hegenberg, 2010) influenciou uma ampla reflexão, reforçando 
concepções como a da teoria de James-Lange, cujo postulado defende que ficamos 
tristes porque choramos, zangados porque agredimos, com medo porque trememos e, 
assim, não choramos, agredimos nem trememos porque estamos tristes zangados ou 
com medo (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 322). 
c) na relação corpo-emoção, sugere que as expressões faciais se conectam à 
experiência de emoções. Por essa concepção, as emoções estão diretamente ligadas 
às mudanças nos músculos faciais. Sorrir num encontro social faz as pessoas se 
sentirem melhor do que se estivessem franzindo a testa ou expressando nos músculos 
uma emoção neutra. 
d) a teoria cognitiva de Schachter-Singer, também conhecida como teoria dos dois 
fatores, alega que a pessoa identifica a razão de um sintoma para então experimentá-lo 
e definir a emoção sentida. O coração pode bater ao sermos perseguidos por um urso 
ou olharmos para o ser amado. Num caso é medo; no outro, excitação. São respostas 
corporais iguais, situações e emoções diferentes (Macedo, 2017). 
7ª) Sobre correlatos neurais da emoção está incorreto: 
a) o encontro entre emoção e cognição denota a capacidade do cérebro humano de 
criar um processo integrativo entre diversas fontes de informação no sentido de adaptar 
o comportamento à situação surgida. 
b) diante de determinado estímulo, uma área cerebral é ativada, identificada e produz 
uma resposta, regulando a emoção. Esse processamento se constitui pela nossa ótica 
ao conjunto de eventos neuronais que, ao envolverem estruturas cerebrais, possibilitam 
o surgimento das emoções. 
c) Fossati (2012) destaca que estruturas corticais, subcorticais e límbicas constituem o 
cérebro emocional, entre elas a amígdala e traqueia, regiões nas quais conexões 
recíprocas se sucedem. Estímulos relevantes produzem sempre as mesmas emoções, 
como o medo, que ocupa papel de destaque na traqueia. 
d) as contribuições da neurociência se destacam pelo uso da imagem por ressonância 
magnética funcional (fMRI), prática atual que permite ver a atividade cerebral em tempo 
real. A amígdala e o córtex pré-frontal de que falamos há pouco revelam, em fMRI, 
eventos do cérebro capazes de mapear a emoção durante a atividade neural. 
8ª) Sobre a base neurobiológica da emoção é incorreto afirmar: 
a) diferenças entre humanos e animais são investigadas na perspectiva da plasticidade 
presente no cérebro humano, que desde os primeiros anos de vida absorve e armazena 
experiências de modo significativamente ativo. Pesquisadores do Instituto Max Planck, 
da Alemanha, identificaram no córtex pré-frontal a existência de uma sinaptogênese, 
que é a comunicação intensa entre neurônios apenas perceptível nos humanos (Welsh, 
2012). 
b) além de as emoções entre humanos e animais não serem as mesmas, é possível 
considerar que medo e fome encontram similaridades, o que se vincula aos mesmos 
circuitos de sobrevivência universais entre os mamíferos, razão pela qual, ao nosso ver, 
é possível entender LeDoux (1996) quando ele salienta a utilidade e necessidade de 
entender as emoções humanas estudando animais em laboratório. 
c) com base no que existe no cérebro animal que corresponda ao cérebro humano, os 
estudos em laboratório aguçam a busca para saber de onde vem a emoção. Na 
perspectiva neurológica, nesses locais, atividades vinculam-se a respostas 
emocionais. Para o neuroanatomista James Papez, independentemente de quais sejam 
os mecanismos, a emoção vem de uma base estrutural (Fernandes, 2016). Não haveria, 
desse modo, um centro cerebral específico, mas circuitos que envolvem várias 
estruturas interligadas por múltiplas redes nervosas, incluindo o hipotálamo, o tálamo, 
o giro cingulado e o hipocampo (Gazzaniga; Heatherton, 2005). 
d) o hipotálamo na borda interna dos lobos temporais, ajuda na formação da memória 
(Pressman, 2019). O hipocampo, regula as necessidades biológicas básicas (Weiten, 
2010), e isso o faz controlar respostas emocionais, e a amígdala é efetivamente 
envolvida com os processos emocionais. Lesões em suas partes bilaterais pela doença 
de Urbach-Wiethe (espessamento da pele, mucosas e vísceras) têm dificuldades em 
reconhecer expressões faciais de raiva e medo (Shammadh-Lagnado, 2012). 
9ª) Relativamente ao estresse na infância é incorreta: 
a) o estresse infantil, em nossa concepção, pode ocorrer em qualquer fase de 
crescimento ou ambiente em que a criança seja chamada a se adaptar ou mudar de 
comportamento. Nos estudos sobre estresse, contudo, destaca-se a primeira infância 
como crítica no desenvolvimento humano, considerando fatores como maior 
vulnerabilidade e a relevância dos cinco primeiros anos para formar a base neural 
necessária ao crescimento. Nesse período, o estresse pode moldar a responsividade 
futura do indivíduo aos eventos de sua vida. 
b) as emoções levam a reações autonômicas específicas, mas existe uma considerável 
sobreposição entre as emoções. Algumas estruturas cerebrais, especialmente a 
amígdala e o córtex orbitofrontal, estão envolvidas na emoção e no julgamento social. 
As pesquisas indicam que a atividade do hemisfério esquerdo está relacionada às 
emoções positivas, e a atividade do hemisfério direito, às emoções negativas. 
(Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 332) 
c) Para Tian (2018), é importante, sobre o estresse, compreender causas, sintomas, 
efeitos, crianças com maior risco e formas de fazê-las lidar com a situação. Lembremos 
que há dois tipos de estresse: 1. O bom estresse, visto como pressão positiva essencial 
em crianças impulsionadas por pais e professores para lidar e superar obstáculos; 2. O 
mau estresse, que supera a capacidadede enfrentamento da criança e pode se vincular 
à violência física e emocional, doença ou negligência dos pais, entre outros. 
d) entre os fatores causadores de estresse na criança, segundo Tian (2018), estão: 
Frustração, �uma emoção que se experiencia quando a busca de um objetivo fracassa�; 
Conflito, �quando duas ou mais motivações ou impulsos comportamentais 
incompatíveis competem por expressão�; Mudanças, que alteram circunstâncias de 
vida de uma pessoa e exigem readaptação; Pressão, em que há expectativas ou 
exigência para comportamentos específicos 
10ª) Em relação as teorias normativas de tomada de decisão é incorreta: 
a) frequentemente não condizem com um comportamento racional, e na visão de 
Préve, Mortiz e Pereira (2010) referem-se a decisões complexas que, em vez de ditar 
como deveriam ser tomadas (a exemplo das teorias normativas), descrevem como elas 
acontecem. Esse modelo, de acordo com Gradin et al. (2015), detém o interesse dos 
psicólogos. 
b) Páez Galego (2015) julga as teorias normativas de tomada de decisão como um 
processo estruturado de decomposição de possíveis alternativas de solução. Essa 
decomposição se baseia em um ou mais critérios axiológicos, com os quais, a cada 
alternativa, atribuímos um peso ou valor utilitário. Gazzaniga e Heatherton (2005, p. 
262) dão um exemplo: �se a sua avó for jogadora e tomadora racional de decisões no 
sentido normativo, ela sempre escolherá jogar dados em vez de roleta quando for ao 
cassino, pois as chances de ganhar nos dados são maiores do que na roleta�. 
c) o exemplo mais destacado no caráter normativo da tomada de decisão é a teoria da 
utilidade esperada, citada pelos autores. Ela divide a ação decisória em um cálculo de 
conveniência de cada possível resultado em cinco princípios: 1. Decisões podem ser 
condensadas em uma ordenação de alternativas: a mais desejável, menos desejável ou 
igualmente desejável; 2. Na dominação, escolhe-se a alternativa mais desejável ou 
dominante; 3. Pelo cancelamento, as decisões baseiam-se nas diferenças entre elas; 4. 
Pela noção de transitividade, se a decisão B for preferível à decisão A, e a decisão A for 
preferível à decisão C, então a decisão B será preferível à decisão C; 5. Se os resultados 
de duas alternativas diferentes forem equivalentes, então o princípio da invariância 
indica que a decisão será invariante em relação aos meios pelos quais os resultados 
são atingidos. 
d) a caracterização axiomática � que usa probabilidades matemáticas na assimilação 
entre a racionalidade humana e lógica formal � é também razão crítica a esses modelos 
(Páez Galego, 2015). Como exemplo, uma representação numérica é destacada no 
Teorema de Bayes, que usa uma fórmula matemática1 para atualizar a probabilidade de 
um evento, capaz de aumentar a compreensão da relação entre o que se sabe e o que 
nos é revelado (Carpio, 2017).