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NEUROCIÊNCIA DO APRENDIZADO - FUNDAMENTOS E CONCEITOS 1ª) Sobre teorias do desenvolvimento infantil é incorreta: a) Freud afirmava que a fundação básica da personalidade se forma aos cinco anos, por meio de estágios de desenvolvimento. Erikson avançou dos estágios psicossexuais freudianos � conhecidos como oral, anal, fálico, latência e genital � para estágios psicossociais, em que uma crise psicossocial provocava o progresso para outra fase (Weiten, 2010). Em vez de focar o interesse sexual como força motriz no desenvolvimento, Erikson acreditava que a interação social e a experiência desempenhavam papéis decisivos (Cherry, 2020). b) os estágios eriksonianos são: estágio sensório-motor (0-2 anos), o conhecimento do mundo se dá pelas percepções sensoriais e atividades motoras; no período pré- operacional (2-6 anos), a criança em aprendizagem da linguagem ainda não entende a lógica concreta; no estágio operacional concreto (7-11 anos), inicia-se o entendimento lógico sobre as coisas concretas; no período operacional formal (a partir dos 12 anos), a criança começa a desenvolver a capacidade de pensar em conceitos abstratos. c) na primeira metade do século XX, surgiu o behaviorismo, que enfatizava ser o comportamento determinado por forças externas, e que só os comportamentos manipuláveis e observáveis tinham valor para a ciência psicológica (Gazzaniga; Heatherton, 2005). Ao não considerar pensamentos nem sentimentos internos, essa teoria se concentrou na experiência que nos molda, compreendendo o condicionamento clássico (um estímulo neutro pode ser transformado e condicionado, e produz resposta condicionada) e o condicionamento operante (comportamento voluntário, controlável por meio de reforço e punição). d) uma das teorias mais consideradas no desenvolvimento é a teoria sociocultural. Weiten (2010) explica que, embora o psicólogo Lev Vygotsky tenha ideias em comum com Piaget, dele se diferencia ao explicar que a maior parte das habilidades cognitivas culturais e estratégias para solucionar problemas se dá no diálogo colaborativo com os membros mais experientes da sociedade. É de Vygotsky o conceito de zona de desenvolvimento proximal, que se refere ao que uma pessoa pode fazer com ajuda e o que pode fazer por conta própria. 2ª) Sobre correlatos neurais da emoção está incorreto: a) o encontro entre emoção e cognição denota a capacidade do cérebro humano de criar um processo integrativo entre diversas fontes de informação no sentido de adaptar o comportamento à situação surgida. b) diante de determinado estímulo, uma área cerebral é ativada, identificada e produz uma resposta, regulando a emoção. Esse processamento se constitui pela nossa ótica ao conjunto de eventos neuronais que, ao envolverem estruturas cerebrais, possibilitam o surgimento das emoções. c) Fossati (2012) destaca que estruturas corticais, subcorticais e límbicas constituem o cérebro emocional, entre elas a amígdala e traqueia, regiões nas quais conexões recíprocas se sucedem. Estímulos relevantes produzem sempre as mesmas emoções, como o medo, que ocupa papel de destaque na traqueia. d) as contribuições da neurociência se destacam pelo uso da imagem por ressonância magnética funcional (fMRI), prática atual que permite ver a atividade cerebral em tempo real. A amígdala e o córtex pré-frontal de que falamos há pouco revelam, em fMRI, eventos do cérebro capazes de mapear a emoção durante a atividade neural. 3ª) Relativamente a razão e tomada de decisão é incorreta: a) estudos sobre o comportamento racional na tomada de decisão encontram analogias entre o cérebro humano e o computador, tendo como base o processamento da informação em direção à solução de problemas análogos aos da programação computacional. b) a heurística processada no computador como princípio orientador ou básico usado na resolução de problemas ou tomada de decisão (Weiten, 2010, p. 238) tem elementos convergentes à heurística processada na mente humana, explicada por Michener, DeLamater e Myers (2005, p. 628) como um tipo de atalho mental que permite aos indivíduos escolher e aplicar rapidamente esquemas a situações novas ou ambíguas. Christensson (2008) fala em programas de computadores com algoritmos para cumprir tarefas desde processos simples, usando números de classificação, a funções complexas, como processamento de imagens ou clipes de vídeo. Maldonato (2017) lembra os �algoritmos biológicos para ação� usados por nossos ancestrais. Atingir uma presa com uma pedra ou uma lança, defender-se de ataques de animais ou desviar-se de flechas eram ações que exigiam cálculos telemétricos instantâneos e apurados. c) na perspectiva humana, a psicologia social estuda as heurísticas como maneira rápida de escolher esquemas mentais. A heurística de disponibilidade tomamos as poucas características que conhecemos sobre alguém ou algo e escolhemos um esquema que combine; ou, como dizem Michener, DeLamater e Myers (2005, p. 153), �o fator que determina a probabilidade de escolhermos um esquema específico é o tempo que se passou desde que o utilizamos�. O exemplo dos autores é responder se há mais palavras que iniciam por �r� ou mais palavras com �r� como terceira letra. A maioria das pessoas tende a escolher a primeira opção, fazendo-se pensar que há mais palavras que começam com �r�. d) Michener, DeLamater e Myers (2005, p. 153) explicam que, quando somos obrigados a formar uma opinião a respeito de algo que conhecemos pouco, agarramos quaisquer pistas que possam nos ajudar a dar um palpite decente, como ocorre na heurística de ancoragem e ajuste. Ela é, portanto, um atalho mental para a tomada de decisão, em que o cérebro se ancora e ajusta dados numa situação. Se numa loja vemos um produto apresentado com um preço novo mais barato que o preço dito original, tendemos a nos interessar pela compra ancorados nessa informação, e não nos atentamos se o valor mais recente apresentado é de fato um valor justo e honesto. 4ª) Nas palavras de Santos (2017), mesmo quando o indivíduo parece não comunicar, ao denotar "silêncio", estamos diante de um processo comunicativo não verbal. O autor ressalta que essa condição é importante para as relações entre os indivíduos, considerando-se lazer, relacionamento, negociação, aprendizagem e trabalho. Por essa perspectiva, há o silêncio hostil, que inibe, repreende e faz mal; e há o silêncio valoroso, que beneficia, engrandece e dignifica os homens e suas relações de vida. Analise: i) nas emoções primárias (inatas), como alegria, tristeza, medo, nojo, raiva e surpresa, as expressões faciais são mais visíveis do que nas emoções secundárias (inatas) descritas na literatura em geral, como amor, culpa, vergonha, constrangimento, inveja e ciúme. Essas emoções secundárias, assim descritas (Communication…, 2016), se desenvolvem com o tempo, demoram mais para desaparecer e são interpessoais por maior vivência em relação a pessoas reais ou imaginárias. ii) outro aspecto apontado pela University of Minnesota Libraries é que as emoções secundárias, por requererem mais processamento, são mais facilmente influenciadas por pensamentos e podem ser gerenciadas. Isso significa que podemos nos tornar comunicadores mais competentes, tornando-nos mais conscientes de como experimentamos e expressamos emoções secundárias (Communication…, 2016). iii) estudiosos ainda destacam que, por haver mais variação cultural no significado e na expressão das emoções primárias, elas ainda são universais, porque são vivenciadas por quase todas as culturas. Nesse sentido, é difícil imaginar como seria nossa vida sem emoções e, de fato, muitos cientistas acreditam que não estaríamos aqui sem elas. Logo, a) i e ii incorretas b) i e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 5ª) O autoconhecimento se refere à autoconsciência, entendida por Craig (2020a) como o conhecimento consciente do próprio caráter e sentimentos, definiçãoreferida por Goleman no livro Inteligência emocional como conhecer os próprios estados internos, preferências, recursos e intuições. Sobre os três modelos conceituais de inteligência emocional: i) modelo de desempenho IE de Goleman: se relaciona a competências cognitivas e não cognitivas, sugerindo que a inteligência emocional é um sistema de comportamento interconectado que surge de competências emocionais e sociais. Consiste nas seguintes escalas: autopercepção, autoexpressão, interpessoal, tomada de decisão e gerenciamento de estresse. ii) modelo de competências IE da Bar-On; agrupamento de habilidades e competências referidas à performance e ao comportamento, concentradas nas capacidades autoconsciência, gestão de relacionamento e consciência social. iii) modelo de Mayer, Salovey e Caruso: que compreende a aprendizagem progressiva de habilidades, sugere que as informações da compreensão percebida das emoções e seu gerenciamento são usadas para facilitar o pensamento e orientar nossa tomada de decisão. Esse modelo sugere que as habilidades e competências de inteligência emocional podem ser divididas nas seguintes áreas: perceber a emoção; usar a emoção para facilitar o pensamento; compreender as emoções; e gerenciar as emoções. a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 6ª) Sobre os aspectos neurais da emoção na aprendizagem é incorreto: a) o termo aprendizagem refere-se tanto ao ato de ensinar como aprender e, nesse sentido, as emoções entendidas em Gazzaniga e Heatherton (2005), Papalia, Olds e Feldman (2006) como sensações subjetivas acompanham as experiências emocionais e variações fisiológicas observáveis em comportamentos de aprendizagem. O substrato desse entendimento é verificado em estudos gerais sobre a emoção, presentes em casos clínicos por meio de manifestações somáticas, viscerais e endócrinas, e por dados levantados em áreas da psicologia, educação e neurociência. b) ao considerar os neurônios como princípios da inteligência humana, Sena (2015) compara-os a operários de uma fábrica, cada um com uma função: transmitir o impulso eletroquímico para o outro, numa cooperação mútua. A autora cita que no ato de aprender excitamos os neurônios em atividades como ler, escrever, dirigir, tocar violão e outras. Nesse processo, neurônios se conectam até formar um circuito com um rastro químico ou uma marca no sistema nervoso central. c) o equilíbrio neuroquímico em circuitos gera emoções positivas em sensações de prazer pela liberação de neurotransmissores como a dopamina, serotonina, noradrenalina, ocitocina e endorfina, relacionadas ao sistema límbico (Gomes; Pereira, 2014). Entendemos que o desequilíbrio neuroquímico gera emoções negativas em sensações desagradáveis, que levam à irritação, distração e esquecimento. d) neurotransmissores como GABA (relacionados à memória), assim como glutamato e acetilcolina (ligados ao foco e ao relaxamento), são importantes para o aprendizado. Alvarez e Lemos (2006) consideram a acetilcolina vital para a aprendizagem, pela sua função cognitiva. Um desequilíbrio que mostre baixo nível desse neurotransmissor revela dificuldades de concentração e problemas de memória. A aprendizagem, como se sabe, tem forte vínculo a funções complexas, como memorização e aprendizagem, que acontecem mais intensamente em determinadas regiões do sistema nervoso sob o complexo sistema de coordenação. 7ª) Há muito tempo, filósofos, neurocientistas e psicólogos estudam a inteligência. Ao longo da história, Platão, Espinosa, Descartes, Hobbes e Hume, entre outros, conceberam a emoção como resposta a eventos que desencadeiam alterações corporais e motivam determinados comportamentos (Dishman, 2018). Sobre: i) a manutenção de uma noção de inteligência determinada por um fator geral, conceituado como fator "G" (Dalgalarrondo, 2008; Russo, 2015), manteve por muito tempo uma barreira por onde a emoção não passava. Alguns movimentos em diferentes áreas do conhecimento determinaram mudanças na forma de estudar o que chamamos de inteligência. ii) entre as décadas de 1950 e 1970, surgiram diferentes concepções sobre a inteligência, abrindo caminho para a inteligência emocional. Na época, Abraham Maslow discutiu como as pessoas podem desenvolver força emocional. O filósofo alemão Theodor Adorno já se opunha à ideia de que podemos fazer julgamentos exclusivamente na inteligência, sem a emoção. "Fazer julgamentos criteriosos abandonando a emoção é tão improvável quanto julgar criteriosamente sem o uso da inteligência", dizia ele (O livro… 2011). iii) Zeidner, Matthews e Roberts (2012) reportam três informações relevantes sobre o surgimento dos termos quociente intelectual e inteligência emocional. Em 1953, a escritora americana Dorothy van Ghent discutiu o QE nos personagens do romance Orgulho e preconceito, de Jane Austen. Em 1966, a psicanalista alemã Barbara Leuner sugeriu a droga alucinógena LSD para ajudar mulheres com baixa inteligência emocional. Na língua inglesa, o termo inteligência emocional foi usado pela primeira vez em 1986, numa dissertação de Wayne Payne, A study of emotion: developing emotional intelligence. Nos anos 1970, Howard Gardner publicou o livro Inteligência emocional e como psicólogo, jornalista redator de ciências do The New York Times, especializado em pesquisas sobre cérebro e comportamento. Ao que tudo indica, pode ter sido influenciado pelos estudos sobre inteligência desenvolvidos pelo pesquisador David McClelland, com quem trabalhou. a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 8ª) Relativamente ao estresse na infância é incorreta: a) o estresse infantil, em nossa concepção, pode ocorrer em qualquer fase de crescimento ou ambiente em que a criança seja chamada a se adaptar ou mudar de comportamento. Nos estudos sobre estresse, contudo, destaca-se a primeira infância como crítica no desenvolvimento humano, considerando fatores como maior vulnerabilidade e a relevância dos cinco primeiros anos para formar a base neural necessária ao crescimento. Nesse período, o estresse pode moldar a responsividade futura do indivíduo aos eventos de sua vida. b) as emoções levam a reações autonômicas específicas, mas existe uma considerável sobreposição entre as emoções. Algumas estruturas cerebrais, especialmente a amígdala e o córtex orbitofrontal, estão envolvidas na emoção e no julgamento social. As pesquisas indicam que a atividade do hemisfério esquerdo está relacionada às emoções positivas, e a atividade do hemisfério direito, às emoções negativas. (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 332) c) Para Tian (2018), é importante, sobre o estresse, compreender causas, sintomas, efeitos, crianças com maior risco e formas de fazê-las lidar com a situação. Lembremos que há dois tipos de estresse: 1. O bom estresse, visto como pressão positiva essencial em crianças impulsionadas por pais e professores para lidar e superar obstáculos; 2. O mau estresse, que supera a capacidade de enfrentamento da criança e pode se vincular à violência física e emocional, doença ou negligência dos pais, entre outros. d) entre os fatores causadores de estresse na criança, segundo Tian (2018), estão: Frustração, �uma emoção que se experiencia quando a busca de um objetivo fracassa�; Conflito, �quando duas ou mais motivações ou impulsos comportamentais incompatíveis competem por expressão�; Mudanças, que alteram circunstâncias de vida de uma pessoa e exigem readaptação; Pressão, em que há expectativas ou exigência para comportamentos específicos 9ª) Bebês não sabem falar, mas comunicam suas necessidades por ações não verbais e expressões emocionais. Se a criança, ao nascer, não é capaz de expressar alegria, interesse, nojo e dor, aos dois meses já expressa raiva e tristeza (Gazzaniga; Heatherton, 2005). O sorriso social torna-se mais estável e organizado à medida que osbebês aprendem a usar o sorriso para envolver os pais nas interações. O prazer é expresso como riso dos 3 aos 5 meses de idade, e o desprazer se torna mais específico como medo, tristeza ou raiva entre 6 e 8 meses (Lally; Valentine- French, 2019). Sobre: i) acredita-se que sinais não verbais tendem a ser mais genuínos do que palavras, por serem controlados de forma menos consciente. Sinais podem ser entendidos como zanga ou desinteresse, e geram receio em quem os percebe, e o mesmo ocorre com aborrecimento, impaciência, frustração ou desconforto. ii) para Shapiro (2014), sinais sociais redundantes são enviados por vários canais, e o foco num único tipo de sinal pode levar a mal-entendidos na expressão emocional. Alguém pode falar mais devagar por se sentir triste, entediado ou afetuoso; um estranho que manifesta contato visual pode ser sociável, amigável ou sedutor e agressivo. As expressões emocionais incluem informações linguísticas e paralinguísticas (pronúncia real de sons, entonações, volume, altura e velocidade da fala), padrões de olhar, movimentos faciais, postura e linguagem corporal proxêmica (próximo ou distante). iii) o riso genuíno ocorre com a boca aberta e apresenta pulsos múltiplos no tom normal (nem visivelmente aumentado ou diminuído), acompanhado de um sorriso genuíno, entre outros sinais de felicidade. Sendo uma inspiração e expiração pesada e audível, com a boca aberta ou fechada, sendo difícil de interpretar, pois varia de estados emocionais. Logo, a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 10ª) Autoestima é o aspecto avaliativo do autoconceito e refere-se à condição de se perceber como alguém que tem valor ou não, como alguém bom ou mau. São as respostas emocionais ao contemplar e avaliar diferentes características próprias (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 416). Como aplicamos esse jogo de emoções em crianças? Entendemos que, se uma criança está feliz por alguma conquista, mas não se sente amada, pode desenvolver baixa autoestima. De outro modo, uma criança que se sente amada, mas hesita sobre suas habilidades, também pode demonstrar baixa autoestima. A baixa autoestima pode impedi-la de ter sucesso na escola, por não acreditar ser capaz. Isso pode influenciar negativamente a motivação ao longo da vida.: i) Gazzaniga e Heatherton (2005) falam em estratégias usadas para manter a autoestima. Na teoria da manutenção autoavaliativa, quem tem autoestima elevada se compara a pessoas deficientes em alguma dimensão relevante para elas. Na baixa autoestima, tendemos a nos comparar com quem está em posição superior. Pessoas com autoestima também tendem a assumir o crédito pelo sucesso e a pôr a culpa do fracasso em fatores externos, no viés favorável ao self. Na comparação tendenciosa, o indivíduo pode se sentir ameaçado quando alguém próximo o supera em uma tarefa pessoalmente relevante. Se, entre dois irmãos gêmeos, um expressa a aspiração de ser alguém brilhante na mesma área que o outro, este tende a distanciar o relacionamento ou escolher uma aspiração diferente. ;ii) autoestima e estresse infantil: autoconfiança mostra-se alterada em diferentes formas de estresse infantil. O Urban Child Institute (UCI) � organização americana dedicada a melhorar a vida das crianças � aponta três dessas formas (Toxic�, 2014): 1. Estresse positivo e saudável, em respostas de curto prazo a desafios para novas habilidades; 2. Estresse tolerável, de respostas fortes a eventos adversos, como a morte de um ente querido; 3. Estresse tóxico, que produz medo, desgasta as respostas corporais e interfere no cérebro, causando desequilíbrio e incapacidade para ligar ou se desligar em momentos apropriados. ;iii) autoestima e desempenho escolar: a American Psychological Association (APA, 2020) vê a autoestima saudável como o grau de satisfação dos alunos consigo mesmos, condição em que se sentem valiosos e dignos de respeito. Para o órgão, competência percebida é a crença de que alguém tem habilidades em uma área específica (por exemplo, matemática, geografia, relacionamento com colegas etc.). Nesse entendimento, autoestima e competência percebida são necessárias para levar alunos com dificuldade de aprendizagem a se recuperar após um fracasso ou adversidade. A baixa autoestima faz com que a criança escolar duvide de sua capacidade para obter sucesso. a) i e ii corretas b) ii e iii corretas c) i e ii incorretas d) ii e iii incorretas 1ª) Nas palavras de Santos (2017), mesmo quando o indivíduo parece não comunicar, ao denotar "silêncio", estamos diante de um processo comunicativo não verbal. O autor ressalta que essa condição é importante para as relações entre os indivíduos, considerando-se lazer, relacionamento, negociação, aprendizagem e trabalho. Por essa perspectiva, há o silêncio hostil, que inibe, repreende e faz mal; e há o silêncio valoroso, que beneficia, engrandece e dignifica os homens e suas relações de vida. Analise: i) nas emoções primárias (inatas), como alegria, tristeza, medo, nojo, raiva e surpresa, as expressões faciais são mais visíveis do que nas emoções secundárias (inatas) descritas na literatura em geral, como amor, culpa, vergonha, constrangimento, inveja e ciúme. Essas emoções secundárias, assim descritas (Communication…, 2016), se desenvolvem com o tempo, demoram mais para desaparecer e são interpessoais por maior vivência em relação a pessoas reais ou imaginárias. ii) outro aspecto apontado pela University of Minnesota Libraries é que as emoções secundárias, por requererem mais processamento, são mais facilmente influenciadas por pensamentos e podem ser gerenciadas. Isso significa que podemos nos tornar comunicadores mais competentes, tornando-nos mais conscientes de como experimentamos e expressamos emoções secundárias (Communication…, 2016). iii) estudiosos ainda destacam que, por haver mais variação cultural no significado e na expressão das emoções primárias, elas ainda são universais, porque são vivenciadas por quase todas as culturas. Nesse sentido, é difícil imaginar como seria nossa vida sem emoções e, de fato, muitos cientistas acreditam que não estaríamos aqui sem elas. Logo, a) i e ii incorretas b) i e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 2ª) Autoestima é o aspecto avaliativo do autoconceito e refere-se à condição de se perceber como alguém que tem valor ou não, como alguém bom ou mau. São as respostas emocionais ao contemplar e avaliar diferentes características próprias (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 416). Como aplicamos esse jogo de emoções em crianças? Entendemos que, se uma criança está feliz por alguma conquista, mas não se sente amada, pode desenvolver baixa autoestima. De outro modo, uma criança que se sente amada, mas hesita sobre suas habilidades, também pode demonstrar baixa autoestima. A baixa autoestima pode impedi-la de ter sucesso na escola, por não acreditar ser capaz. Isso pode influenciar negativamente a motivação ao longo da vida.: i) Gazzaniga e Heatherton (2005) falam em estratégias usadas para manter a autoestima. Na teoria da manutenção autoavaliativa, quem tem autoestima elevada se compara a pessoas deficientes em alguma dimensão relevante para elas. Na baixa autoestima, tendemos a nos comparar com quem está em posição superior. Pessoas com autoestima também tendem a assumir o crédito pelo sucesso e a pôr a culpa do fracasso em fatores externos, no viés favorável ao self. Na comparação tendenciosa, o indivíduo pode se sentir ameaçado quando alguém próximo o supera em uma tarefa pessoalmente relevante. Se, entre dois irmãos gêmeos, um expressa a aspiração de ser alguém brilhante na mesma área que o outro, este tende a distanciar o relacionamento ou escolher uma aspiração diferente. ;ii) autoestima e estresse infantil: autoconfiança mostra-se alterada em diferentes formas de estresse infantil. O Urban Child Institute (UCI) � organizaçãoamericana dedicada a melhorar a vida das crianças � aponta três dessas formas (Toxic�, 2014): 1. Estresse positivo e saudável, em respostas de curto prazo a desafios para novas habilidades; 2. Estresse tolerável, de respostas fortes a eventos adversos, como a morte de um ente querido; 3. Estresse tóxico, que produz medo, desgasta as respostas corporais e interfere no cérebro, causando desequilíbrio e incapacidade para ligar ou se desligar em momentos apropriados. ;iii) autoestima e desempenho escolar: a American Psychological Association (APA, 2020) vê a autoestima saudável como o grau de satisfação dos alunos consigo mesmos, condição em que se sentem valiosos e dignos de respeito. Para o órgão, competência percebida é a crença de que alguém tem habilidades em uma área específica (por exemplo, matemática, geografia, relacionamento com colegas etc.). Nesse entendimento, autoestima e competência percebida são necessárias para levar alunos com dificuldade de aprendizagem a se recuperar após um fracasso ou adversidade. A baixa autoestima faz com que a criança escolar duvide de sua capacidade para obter sucesso. a) i e ii corretas b) ii e iii corretas c) i e ii incorretas d) ii e iii incorretas 3ª) O MSCEIT é um instrumento de avaliação de desempenho que usa a análise fatorial e o coeficiente alfa de Cronbach, buscando resultados para oito subtestes referentes à percepção, facilitação do pensamento, compreensão e gerenciamento das emoções (Jesus Junior; Noronha, 2008). Cada uma dessas habilidades é mapeada por dois subtestes, conforme descreve Craig (2020a). Sobre: i) faces – respostas a emoções diante de rostos que lhes são apresentados, imagens – desenhos abstratos e paisagens são expostas para selecionar as que apresentam emoções específicas e sensações – associar sensações às emoções, descrevendo o quão quente ou frio é um sentimento; ii) facilitação – decidir sobre estados de ânimo mais intimamente associados a comportamentos específicos e tarefas cognitivas, misturas – escolher quais emoções podem ser combinadas para produzir outra emoção e mudanças – escolher a emoção que emerge pela intensificação de outra emoção (por exemplo, depressão para tristeza e fadiga); iii) gerenciamento – exige decisão sobre ações mais eficazes de um indivíduo para controlar os sentimentos de outra pessoa (por exemplo, numa história, o que um personagem deve fazer para reduzir uma emoção) e relacionamento – julgam-se as melhores ações numa história para definir um resultado emocional específico. a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 4ª) Sobre as teorias da emoção é incorreto afirmar: a) o campo de investigação foi ampliado com o surgimento de teorias sobre a emoção. De acordo com a teoria evolutiva da emoção, baseada nas concepções de Charles Darwin, nossas emoções existem porque desempenham um papel adaptativo. As emoções motivam as pessoas a responder rapidamente aos estímulos do ambiente, o que ajuda a aumentar as chances de sucesso e sobrevivência (Cherry, 2020). b) a visão de que o corpo seria a base inicial e essencial para a consciência das emoções (Ades; Hegenberg, 2010) influenciou uma ampla reflexão, reforçando concepções como a da teoria de James-Lange, cujo postulado defende que ficamos tristes porque choramos, zangados porque agredimos, com medo porque trememos e, assim, não choramos, agredimos nem trememos porque estamos tristes zangados ou com medo (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 322). c) na relação corpo-emoção, sugere que as expressões faciais se conectam à experiência de emoções. Por essa concepção, as emoções estão diretamente ligadas às mudanças nos músculos faciais. Sorrir num encontro social faz as pessoas se sentirem melhor do que se estivessem franzindo a testa ou expressando nos músculos uma emoção neutra. d) a teoria cognitiva de Schachter-Singer, também conhecida como teoria dos dois fatores, alega que a pessoa identifica a razão de um sintoma para então experimentá-lo e definir a emoção sentida. O coração pode bater ao sermos perseguidos por um urso ou olharmos para o ser amado. Num caso é medo; no outro, excitação. São respostas corporais iguais, situações e emoções diferentes (Macedo, 2017). 5ª) Quanto as teorias sobre atenção está incorreta: a) teoria do filtro rígido de Broadbent: consta no livro Perception and communication (1958). Nele o psicólogo Donald E. Broadbent defende que as informações sensoriais são filtradas. Elas entram num buffer sensorial de capacidade ilimitada, e uma das entradas é usada por suas características físicas que permitem o filtro (McLeod, 2018), levando-nos a comparar os processos mentais no cérebro a um software operado por um computador. b) teoria da escolha e a seleção de Braga: de uma informação dependem de mecanismos centrais e sequenciais. Ocorre um afunilamento durante a seleção que produzirá resposta e, no entender de Braga (2007), torna-se difícil uma segunda resposta. Ou seja, todos os estímulos são percebidos, mas apenas um deles produz resposta. c) teoria do filtro atenuado de Treisman: formulada pela psicóloga inglesa Anne Marie Treisman, os estímulos sensoriais são analisados de forma pré-atentiva, num crivo de atenuação, sendo notados os estímulos com limiar excedido. Em vez de eliminar informações, ela as atenua em favor da atenção numa determinada mensagem, possibilitando a entrada no sistema de informações com base em sua relevância (Braga, 2007). d) teoria da seleção tardia de Deutsch: a informação é processada ou descartada por um processamento cognitivo sucessivo, não apenas baseado nas características físicas do objeto, mas também na sua representação mental (Rossini; Galera, 2006). Próxima das ideias de Broadbent, apenas difere a zona em que o filtro atua. Todos os estímulos recebidos no centro sensorial tornam-se objeto de diferente análise, e só depois são selecionados. O sujeito só vai processar o que tem significado para ele, considerando as características físicas do estímulo (Atenção, 2009). 6ª) O autoconhecimento se refere à autoconsciência, entendida por Craig (2020a) como o conhecimento consciente do próprio caráter e sentimentos, definição referida por Goleman no livro Inteligência emocional como conhecer os próprios estados internos, preferências, recursos e intuições. Sobre os três modelos conceituais de inteligência emocional: i) modelo de desempenho IE de Goleman: se relaciona a competências cognitivas e não cognitivas, sugerindo que a inteligência emocional é um sistema de comportamento interconectado que surge de competências emocionais e sociais. Consiste nas seguintes escalas: autopercepção, autoexpressão, interpessoal, tomada de decisão e gerenciamento de estresse. ii) modelo de competências IE da Bar-On; agrupamento de habilidades e competências referidas à performance e ao comportamento, concentradas nas capacidades autoconsciência, gestão de relacionamento e consciência social. iii) modelo de Mayer, Salovey e Caruso: que compreende a aprendizagem progressiva de habilidades, sugere que as informações da compreensão percebida das emoções e seu gerenciamento são usadas para facilitar o pensamento e orientar nossa tomada de decisão. Esse modelo sugere que as habilidades e competências de inteligência emocional podem ser divididas nas seguintes áreas: perceber a emoção; usar a emoção para facilitar o pensamento; compreender as emoções; e gerenciar as emoções. a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 7ª) Em relação as mudanças neurais e fisiológicas é incorreta: a) as maiores mudanças anatômicas e fisiológicas no cérebro ocorrem nos anos pré- escolares, com mudanças morfológicas significativas na área cortical, tanto em espessura como em volume, além de aumentos não uniformes nas estruturas subcorticais cerebrais, núcleos profundos e cerebelo (Brown; Jernigan, 2012).Gazzaniga e Heatherton (2005) explicam que, à medida que a criança avança até a adolescência, mudanças neurais e fisiológicas vão se sucedendo sobre volume, matéria branca e neurônios, entre outros. Segundo os autores, até os quatro anos de idade, o cérebro cresce em torno de 350 gramas a 1.250 gramas (por volta de 80% do cérebro adulto). b) Freitas (2017) argumenta que a criança na primeira infância (cinco primeiros anos) apresenta um excesso de neurônios e conexões sinápticas (o que não significa eficiência), sendo necessária uma organização entre o cérebro e os estímulos, chamada apoptose (poda neuronal). Ocorre uma espécie de suicídio coletivo de neurônios, quando eles e as sinapses são eliminadas para organizar o cérebro e fortalecer conexões necessárias. Ao se referir a esse processo, o autor complementa que essa poda se baseia em estímulos. Crianças pouco ou incorretamente estimuladas até essa fase demonstram diferenças cerebrais em relação às que foram bem estimuladas. c) a poda da primeira infância pode atrapalhar a aprendizagem e levar a problemas na saúde mental. António Damásio, em estudo sobre duas pessoas que sofreram lesão pré-frontal quando eram bebês, mostrou que elas apresentaram deficiências no raciocínio moral e social (Gazzaniga; Heatherton, 2005). Nenhum deles era capaz de expressar empatia, remorso ou culpa por erros cometidos e não apresentavam habilidades parentais. Um deles cometia pequenos furtos, era verbal, fisicamente ameaçador e mentia frequentemente sem uma razão clara. d) outros déficits de comportamento apontam a importância do circuito córtico-límbico em questões emocionais e na aprendizagem. Estudamos anteriormente que a aprendizagem ocorre nas sinapses produzidas por ligações entre células nervosas, por meio de ativações neuroquímicas, com a participação do sistema límbico, cujas estruturas se relacionam à emoção, memória e aprendizagem, entre outros. Desequilíbrios que afetam o comportamento são provocados pelas marcações privadas da memória e nos estímulos do ambiente que rodeia a vida da criança. 8ª) Sobre a base neurobiológica da emoção é incorreto afirmar: a) diferenças entre humanos e animais são investigadas na perspectiva da plasticidade presente no cérebro humano, que desde os primeiros anos de vida absorve e armazena experiências de modo significativamente ativo. Pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, identificaram no córtex pré-frontal a existência de uma sinaptogênese, que é a comunicação intensa entre neurônios apenas perceptível nos humanos (Welsh, 2012). b) além de as emoções entre humanos e animais não serem as mesmas, é possível considerar que medo e fome encontram similaridades, o que se vincula aos mesmos circuitos de sobrevivência universais entre os mamíferos, razão pela qual, ao nosso ver, é possível entender LeDoux (1996) quando ele salienta a utilidade e necessidade de entender as emoções humanas estudando animais em laboratório. c) com base no que existe no cérebro animal que corresponda ao cérebro humano, os estudos em laboratório aguçam a busca para saber de onde vem a emoção. Na perspectiva neurológica, nesses locais, atividades vinculam-se a respostas emocionais. Para o neuroanatomista James Papez, independentemente de quais sejam os mecanismos, a emoção vem de uma base estrutural (Fernandes, 2016). Não haveria, desse modo, um centro cerebral específico, mas circuitos que envolvem várias estruturas interligadas por múltiplas redes nervosas, incluindo o hipotálamo, o tálamo, o giro cingulado e o hipocampo (Gazzaniga; Heatherton, 2005). d) o hipotálamo na borda interna dos lobos temporais, ajuda na formação da memória (Pressman, 2019). O hipocampo, regula as necessidades biológicas básicas (Weiten, 2010), e isso o faz controlar respostas emocionais, e a amígdala é efetivamente envolvida com os processos emocionais. Lesões em suas partes bilaterais pela doença de Urbach-Wiethe (espessamento da pele, mucosas e vísceras) têm dificuldades em reconhecer expressões faciais de raiva e medo (Shammadh-Lagnado, 2012). 9ª) Sobre fatores corporais na emoção é incorreto afirmar: a) tendo em vista a base neurobiológica que dá ao sistema límbico status maior quanto à emoção, considera-se que a ativação do SNA produz respostas corporais. Gazzaniga e Heatherton (2005, p. 326) explicam que, se uma pessoa fica excitada, quer devido à raiva, quer devido à atração sexual, o rosto fica corado, mas as pupilas se contraem durante a raiva e se dilatam durante a excitação sexual. b) as amígdalas, no desencadeamento do medo, ativam o sistema nervoso autônomo com alterações no fluxo sanguíneo e frequência cardíaca (Esperidião-Antonio, 2008). As respostas emocionais acontecem de modo rápido, nem sempre permitindo acesso à percepção consciente (Pressman, 2019). Esse processo corporal vem de uma gênese das emoções que, nos animais primitivos, significava reações vegetativas de alerta e fuga para garantir a sobrevivência da espécie (Ribas, 2006). c) para Fernandes (2016), nossas funções vitais se ligam ao sistema SNA, e cabe a este controlar nossos órgãos internos e glândulas em processos que envolvem o pulso, pressão arterial, respiração e excitação presentes nas respostas emocionais. Desse modo, controlam-se as funções automáticas, involuntárias, viscerais, nas quais normalmente as pessoas não pensam, como a batida cardíaca, a digestão e a transpiração. Ao falar sobre isso, Weiten (2010, p. 71) explica que o SNA intermedeia muito do despertar fisiológico, que ocorre quando as pessoas experimentam emoções. d) ao estudar as reações, Walter Cannon apresentou o conceito de reação de emergência, uma função biológica da emoção é a regulação do estado interno do organismo para reagir especificamente a determinados estímulos. 10ª) Bebês não sabem falar, mas comunicam suas necessidades por ações não verbais e expressões emocionais. Se a criança, ao nascer, não é capaz de expressar alegria, interesse, nojo e dor, aos dois meses já expressa raiva e tristeza (Gazzaniga; Heatherton, 2005). O sorriso social torna-se mais estável e organizado à medida que os bebês aprendem a usar o sorriso para envolver os pais nas interações. O prazer é expresso como riso dos 3 aos 5 meses de idade, e o desprazer se torna mais específico como medo, tristeza ou raiva entre 6 e 8 meses (Lally; Valentine- French, 2019). Sobre: i) acredita-se que sinais não verbais tendem a ser mais genuínos do que palavras, por serem controlados de forma menos consciente. Sinais podem ser entendidos como zanga ou desinteresse, e geram receio em quem os percebe, e o mesmo ocorre com aborrecimento, impaciência, frustração ou desconforto. ii) para Shapiro (2014), sinais sociais redundantes são enviados por vários canais, e o foco num único tipo de sinal pode levar a mal-entendidos na expressão emocional. Alguém pode falar mais devagar por se sentir triste, entediado ou afetuoso; um estranho que manifesta contato visual pode ser sociável, amigável ou sedutor e agressivo. As expressões emocionais incluem informações linguísticas e paralinguísticas (pronúncia real de sons, entonações, volume, altura e velocidade da fala), padrões de olhar, movimentos faciais, postura e linguagem corporal proxêmica (próximo ou distante). iii) o riso genuíno ocorre com a boca aberta e apresenta pulsos múltiplos no tom normal (nem visivelmente aumentado ou diminuído), acompanhado de um sorriso genuíno, entre outros sinais de felicidade. Sendo uma inspiração e expiração pesada e audível, com a boca aberta ou fechada, sendo difícil de interpretar, pois varia de estados emocionais. Logo, a) i e ii incorretas b) ii e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 1ª) Nas palavras de Santos (2017), mesmo quando o indivíduo parece não comunicar, ao denotar "silêncio", estamos diante de um processo comunicativo não verbal. O autor ressalta que essa condição é importante para as relaçõesentre os indivíduos, considerando-se lazer, relacionamento, negociação, aprendizagem e trabalho. Por essa perspectiva, há o silêncio hostil, que inibe, repreende e faz mal; e há o silêncio valoroso, que beneficia, engrandece e dignifica os homens e suas relações de vida. Analise: i) nas emoções primárias (inatas), como alegria, tristeza, medo, nojo, raiva e surpresa, as expressões faciais são mais visíveis do que nas emoções secundárias (inatas) descritas na literatura em geral, como amor, culpa, vergonha, constrangimento, inveja e ciúme. Essas emoções secundárias, assim descritas (Communication…, 2016), se desenvolvem com o tempo, demoram mais para desaparecer e são interpessoais por maior vivência em relação a pessoas reais ou imaginárias. ii) outro aspecto apontado pela University of Minnesota Libraries é que as emoções secundárias, por requererem mais processamento, são mais facilmente influenciadas por pensamentos e podem ser gerenciadas. Isso significa que podemos nos tornar comunicadores mais competentes, tornando-nos mais conscientes de como experimentamos e expressamos emoções secundárias (Communication…, 2016). iii) estudiosos ainda destacam que, por haver mais variação cultural no significado e na expressão das emoções primárias, elas ainda são universais, porque são vivenciadas por quase todas as culturas. Nesse sentido, é difícil imaginar como seria nossa vida sem emoções e, de fato, muitos cientistas acreditam que não estaríamos aqui sem elas. Logo, a) i e ii incorretas b) i e iii incorretas c) i e ii corretas d) ii e iii corretas 2ª) Sobre os aspectos neurais da emoção na aprendizagem é incorreto: a) o termo aprendizagem refere-se tanto ao ato de ensinar como aprender e, nesse sentido, as emoções entendidas em Gazzaniga e Heatherton (2005), Papalia, Olds e Feldman (2006) como sensações subjetivas acompanham as experiências emocionais e variações fisiológicas observáveis em comportamentos de aprendizagem. O substrato desse entendimento é verificado em estudos gerais sobre a emoção, presentes em casos clínicos por meio de manifestações somáticas, viscerais e endócrinas, e por dados levantados em áreas da psicologia, educação e neurociência. b) ao considerar os neurônios como princípios da inteligência humana, Sena (2015) compara-os a operários de uma fábrica, cada um com uma função: transmitir o impulso eletroquímico para o outro, numa cooperação mútua. A autora cita que no ato de aprender excitamos os neurônios em atividades como ler, escrever, dirigir, tocar violão e outras. Nesse processo, neurônios se conectam até formar um circuito com um rastro químico ou uma marca no sistema nervoso central. c) o equilíbrio neuroquímico em circuitos gera emoções positivas em sensações de prazer pela liberação de neurotransmissores como a dopamina, serotonina, noradrenalina, ocitocina e endorfina, relacionadas ao sistema límbico (Gomes; Pereira, 2014). Entendemos que o desequilíbrio neuroquímico gera emoções negativas em sensações desagradáveis, que levam à irritação, distração e esquecimento. d) neurotransmissores como GABA (relacionados à memória), assim como glutamato e acetilcolina (ligados ao foco e ao relaxamento), são importantes para o aprendizado. Alvarez e Lemos (2006) consideram a acetilcolina vital para a aprendizagem, pela sua função cognitiva. Um desequilíbrio que mostre baixo nível desse neurotransmissor revela dificuldades de concentração e problemas de memória. A aprendizagem, como se sabe, tem forte vínculo a funções complexas, como memorização e aprendizagem, que acontecem mais intensamente em determinadas regiões do sistema nervoso sob o complexo sistema de coordenação. 3ª) Com relação a emoção e percepção na aprendizagem está incorreto: a) a emoção ajuda a armazenar a informação (memória) que ela seleciona e prioriza no ambiente, proporcionando o que chamamos de atenção. Mecanismos endógenos (involuntários) e exógenos (voluntários) atuam sobre estímulos de relevância emocional e, com base nesse processo, apreendemos juízos e significados. b) o que percebemos em sentido lato chega até nós pelos olhos, orelhas, língua e nariz. O neurocientista português António Damásio (citado por Cardoso; Almada, 2013) chama esse conjunto de estruturas corporais de portal sensorial, cujo papel é definir a perspectiva da mente em relação ao resto do mundo. c) no cotidiano, nos deparamos com uma enorme quantidade de informações sensoriais. De acordo com Brosch et al. (2013), pela capacidade limitada do cérebro, não podemos processar completamente todas as informações que entram em nossos sentidos. Para que possamos produzir uma percepção, selecionamos um subconjunto que priorize o processamento ao custo de outras informações. d) a intensidade física de um estímulo pode desencadear a orientação da atenção exógena (reflexiva automática), enquanto outros estímulos importantes para o comportamento do organismo (como procurar alguém na multidão) são selecionados pela atenção endógena. 4ª) Autoestima é o aspecto avaliativo do autoconceito e refere-se à condição de se perceber como alguém que tem valor ou não, como alguém bom ou mau. São as respostas emocionais ao contemplar e avaliar diferentes características próprias (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 416). Como aplicamos esse jogo de emoções em crianças? Entendemos que, se uma criança está feliz por alguma conquista, mas não se sente amada, pode desenvolver baixa autoestima. De outro modo, uma criança que se sente amada, mas hesita sobre suas habilidades, também pode demonstrar baixa autoestima. A baixa autoestima pode impedi-la de ter sucesso na escola, por não acreditar ser capaz. Isso pode influenciar negativamente a motivação ao longo da vida.: i) Gazzaniga e Heatherton (2005) falam em estratégias usadas para manter a autoestima. Na teoria da manutenção autoavaliativa, quem tem autoestima elevada se compara a pessoas deficientes em alguma dimensão relevante para elas. Na baixa autoestima, tendemos a nos comparar com quem está em posição superior. Pessoas com autoestima também tendem a assumir o crédito pelo sucesso e a pôr a culpa do fracasso em fatores externos, no viés favorável ao self. Na comparação tendenciosa, o indivíduo pode se sentir ameaçado quando alguém próximo o supera em uma tarefa pessoalmente relevante. Se, entre dois irmãos gêmeos, um expressa a aspiração de ser alguém brilhante na mesma área que o outro, este tende a distanciar o relacionamento ou escolher uma aspiração diferente. ;ii) autoestima e estresse infantil: autoconfiança mostra-se alterada em diferentes formas de estresse infantil. O Urban Child Institute (UCI) � organização americana dedicada a melhorar a vida das crianças � aponta três dessas formas (Toxic�, 2014): 1. Estresse positivo e saudável, em respostas de curto prazo a desafios para novas habilidades; 2. Estresse tolerável, de respostas fortes a eventos adversos, como a morte de um ente querido; 3. Estresse tóxico, que produz medo, desgasta as respostas corporais e interfere no cérebro, causando desequilíbrio e incapacidade para ligar ou se desligar em momentos apropriados. ;iii) autoestima e desempenho escolar: a American Psychological Association (APA, 2020) vê a autoestima saudável como o grau de satisfação dos alunos consigo mesmos, condição em que se sentem valiosos e dignos de respeito. Para o órgão, competência percebida é a crença de que alguém tem habilidades em uma área específica (por exemplo, matemática, geografia, relacionamento com colegas etc.). Nesse entendimento, autoestima e competência percebida são necessárias para levar alunos com dificuldade de aprendizagem a se recuperar após um fracasso ou adversidade. A baixa autoestima faz com que a criança escolar duvide de sua capacidade para obter sucesso. a) i e ii corretas b) ii e iii corretas c) i e ii incorretas d) ii e iii incorretas 5ª) Quanto as teorias sobre atenção está incorreta: a)teoria do filtro rígido de Broadbent: consta no livro Perception and communication (1958). Nele o psicólogo Donald E. Broadbent defende que as informações sensoriais são filtradas. Elas entram num buffer sensorial de capacidade ilimitada, e uma das entradas é usada por suas características físicas que permitem o filtro (McLeod, 2018), levando-nos a comparar os processos mentais no cérebro a um software operado por um computador. b) teoria da escolha e a seleção de Braga: de uma informação dependem de mecanismos centrais e sequenciais. Ocorre um afunilamento durante a seleção que produzirá resposta e, no entender de Braga (2007), torna-se difícil uma segunda resposta. Ou seja, todos os estímulos são percebidos, mas apenas um deles produz resposta. c) teoria do filtro atenuado de Treisman: formulada pela psicóloga inglesa Anne Marie Treisman, os estímulos sensoriais são analisados de forma pré-atentiva, num crivo de atenuação, sendo notados os estímulos com limiar excedido. Em vez de eliminar informações, ela as atenua em favor da atenção numa determinada mensagem, possibilitando a entrada no sistema de informações com base em sua relevância (Braga, 2007). d) teoria da seleção tardia de Deutsch: a informação é processada ou descartada por um processamento cognitivo sucessivo, não apenas baseado nas características físicas do objeto, mas também na sua representação mental (Rossini; Galera, 2006). Próxima das ideias de Broadbent, apenas difere a zona em que o filtro atua. Todos os estímulos recebidos no centro sensorial tornam-se objeto de diferente análise, e só depois são selecionados. O sujeito só vai processar o que tem significado para ele, considerando as características físicas do estímulo (Atenção, 2009). 6ª) Sobre as teorias da emoção é incorreto afirmar: a) o campo de investigação foi ampliado com o surgimento de teorias sobre a emoção. De acordo com a teoria evolutiva da emoção, baseada nas concepções de Charles Darwin, nossas emoções existem porque desempenham um papel adaptativo. As emoções motivam as pessoas a responder rapidamente aos estímulos do ambiente, o que ajuda a aumentar as chances de sucesso e sobrevivência (Cherry, 2020). b) a visão de que o corpo seria a base inicial e essencial para a consciência das emoções (Ades; Hegenberg, 2010) influenciou uma ampla reflexão, reforçando concepções como a da teoria de James-Lange, cujo postulado defende que ficamos tristes porque choramos, zangados porque agredimos, com medo porque trememos e, assim, não choramos, agredimos nem trememos porque estamos tristes zangados ou com medo (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 322). c) na relação corpo-emoção, sugere que as expressões faciais se conectam à experiência de emoções. Por essa concepção, as emoções estão diretamente ligadas às mudanças nos músculos faciais. Sorrir num encontro social faz as pessoas se sentirem melhor do que se estivessem franzindo a testa ou expressando nos músculos uma emoção neutra. d) a teoria cognitiva de Schachter-Singer, também conhecida como teoria dos dois fatores, alega que a pessoa identifica a razão de um sintoma para então experimentá-lo e definir a emoção sentida. O coração pode bater ao sermos perseguidos por um urso ou olharmos para o ser amado. Num caso é medo; no outro, excitação. São respostas corporais iguais, situações e emoções diferentes (Macedo, 2017). 7ª) Sobre correlatos neurais da emoção está incorreto: a) o encontro entre emoção e cognição denota a capacidade do cérebro humano de criar um processo integrativo entre diversas fontes de informação no sentido de adaptar o comportamento à situação surgida. b) diante de determinado estímulo, uma área cerebral é ativada, identificada e produz uma resposta, regulando a emoção. Esse processamento se constitui pela nossa ótica ao conjunto de eventos neuronais que, ao envolverem estruturas cerebrais, possibilitam o surgimento das emoções. c) Fossati (2012) destaca que estruturas corticais, subcorticais e límbicas constituem o cérebro emocional, entre elas a amígdala e traqueia, regiões nas quais conexões recíprocas se sucedem. Estímulos relevantes produzem sempre as mesmas emoções, como o medo, que ocupa papel de destaque na traqueia. d) as contribuições da neurociência se destacam pelo uso da imagem por ressonância magnética funcional (fMRI), prática atual que permite ver a atividade cerebral em tempo real. A amígdala e o córtex pré-frontal de que falamos há pouco revelam, em fMRI, eventos do cérebro capazes de mapear a emoção durante a atividade neural. 8ª) Sobre a base neurobiológica da emoção é incorreto afirmar: a) diferenças entre humanos e animais são investigadas na perspectiva da plasticidade presente no cérebro humano, que desde os primeiros anos de vida absorve e armazena experiências de modo significativamente ativo. Pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, identificaram no córtex pré-frontal a existência de uma sinaptogênese, que é a comunicação intensa entre neurônios apenas perceptível nos humanos (Welsh, 2012). b) além de as emoções entre humanos e animais não serem as mesmas, é possível considerar que medo e fome encontram similaridades, o que se vincula aos mesmos circuitos de sobrevivência universais entre os mamíferos, razão pela qual, ao nosso ver, é possível entender LeDoux (1996) quando ele salienta a utilidade e necessidade de entender as emoções humanas estudando animais em laboratório. c) com base no que existe no cérebro animal que corresponda ao cérebro humano, os estudos em laboratório aguçam a busca para saber de onde vem a emoção. Na perspectiva neurológica, nesses locais, atividades vinculam-se a respostas emocionais. Para o neuroanatomista James Papez, independentemente de quais sejam os mecanismos, a emoção vem de uma base estrutural (Fernandes, 2016). Não haveria, desse modo, um centro cerebral específico, mas circuitos que envolvem várias estruturas interligadas por múltiplas redes nervosas, incluindo o hipotálamo, o tálamo, o giro cingulado e o hipocampo (Gazzaniga; Heatherton, 2005). d) o hipotálamo na borda interna dos lobos temporais, ajuda na formação da memória (Pressman, 2019). O hipocampo, regula as necessidades biológicas básicas (Weiten, 2010), e isso o faz controlar respostas emocionais, e a amígdala é efetivamente envolvida com os processos emocionais. Lesões em suas partes bilaterais pela doença de Urbach-Wiethe (espessamento da pele, mucosas e vísceras) têm dificuldades em reconhecer expressões faciais de raiva e medo (Shammadh-Lagnado, 2012). 9ª) Relativamente ao estresse na infância é incorreta: a) o estresse infantil, em nossa concepção, pode ocorrer em qualquer fase de crescimento ou ambiente em que a criança seja chamada a se adaptar ou mudar de comportamento. Nos estudos sobre estresse, contudo, destaca-se a primeira infância como crítica no desenvolvimento humano, considerando fatores como maior vulnerabilidade e a relevância dos cinco primeiros anos para formar a base neural necessária ao crescimento. Nesse período, o estresse pode moldar a responsividade futura do indivíduo aos eventos de sua vida. b) as emoções levam a reações autonômicas específicas, mas existe uma considerável sobreposição entre as emoções. Algumas estruturas cerebrais, especialmente a amígdala e o córtex orbitofrontal, estão envolvidas na emoção e no julgamento social. As pesquisas indicam que a atividade do hemisfério esquerdo está relacionada às emoções positivas, e a atividade do hemisfério direito, às emoções negativas. (Gazzaniga; Heatherton, 2005, p. 332) c) Para Tian (2018), é importante, sobre o estresse, compreender causas, sintomas, efeitos, crianças com maior risco e formas de fazê-las lidar com a situação. Lembremos que há dois tipos de estresse: 1. O bom estresse, visto como pressão positiva essencial em crianças impulsionadas por pais e professores para lidar e superar obstáculos; 2. O mau estresse, que supera a capacidadede enfrentamento da criança e pode se vincular à violência física e emocional, doença ou negligência dos pais, entre outros. d) entre os fatores causadores de estresse na criança, segundo Tian (2018), estão: Frustração, �uma emoção que se experiencia quando a busca de um objetivo fracassa�; Conflito, �quando duas ou mais motivações ou impulsos comportamentais incompatíveis competem por expressão�; Mudanças, que alteram circunstâncias de vida de uma pessoa e exigem readaptação; Pressão, em que há expectativas ou exigência para comportamentos específicos 10ª) Em relação as teorias normativas de tomada de decisão é incorreta: a) frequentemente não condizem com um comportamento racional, e na visão de Préve, Mortiz e Pereira (2010) referem-se a decisões complexas que, em vez de ditar como deveriam ser tomadas (a exemplo das teorias normativas), descrevem como elas acontecem. Esse modelo, de acordo com Gradin et al. (2015), detém o interesse dos psicólogos. b) Páez Galego (2015) julga as teorias normativas de tomada de decisão como um processo estruturado de decomposição de possíveis alternativas de solução. Essa decomposição se baseia em um ou mais critérios axiológicos, com os quais, a cada alternativa, atribuímos um peso ou valor utilitário. Gazzaniga e Heatherton (2005, p. 262) dão um exemplo: �se a sua avó for jogadora e tomadora racional de decisões no sentido normativo, ela sempre escolherá jogar dados em vez de roleta quando for ao cassino, pois as chances de ganhar nos dados são maiores do que na roleta�. c) o exemplo mais destacado no caráter normativo da tomada de decisão é a teoria da utilidade esperada, citada pelos autores. Ela divide a ação decisória em um cálculo de conveniência de cada possível resultado em cinco princípios: 1. Decisões podem ser condensadas em uma ordenação de alternativas: a mais desejável, menos desejável ou igualmente desejável; 2. Na dominação, escolhe-se a alternativa mais desejável ou dominante; 3. Pelo cancelamento, as decisões baseiam-se nas diferenças entre elas; 4. Pela noção de transitividade, se a decisão B for preferível à decisão A, e a decisão A for preferível à decisão C, então a decisão B será preferível à decisão C; 5. Se os resultados de duas alternativas diferentes forem equivalentes, então o princípio da invariância indica que a decisão será invariante em relação aos meios pelos quais os resultados são atingidos. d) a caracterização axiomática � que usa probabilidades matemáticas na assimilação entre a racionalidade humana e lógica formal � é também razão crítica a esses modelos (Páez Galego, 2015). Como exemplo, uma representação numérica é destacada no Teorema de Bayes, que usa uma fórmula matemática1 para atualizar a probabilidade de um evento, capaz de aumentar a compreensão da relação entre o que se sabe e o que nos é revelado (Carpio, 2017).