Logo Passei Direto
Buscar

Esse resumo é do material:

orientacao educacional 2
30 pág.

Orientação Educacional Humanas / SociaisHumanas / Sociais

Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

## Resumo sobre Orientação Educacional na EscolaO capítulo 2 aborda a orientação educacional no contexto escolar, destacando a construção da prática do orientador educacional, sua função, formação e participação na gestão democrática da escola. Inicialmente, o texto problematiza a organização do trabalho educacional na escola, a divisão do trabalho entre os profissionais da educação e a especialização crescente das funções, que culminou na legalização da função do orientador educacional na década de 1970. Essa especialização, embora necessária para delimitar atribuições, gerou fragmentação e desarticulação entre os profissionais, dificultando a integração do trabalho pedagógico. Autores como Pimenta (1988) e Lück (2002) apontam que a divisão racional do trabalho, inicialmente pensada para melhorar o ensino, acabou por fragmentar o trabalho escolar e gerar conflitos entre os especialistas.Com o tempo, houve uma mudança de paradigma, passando-se da especialização isolada para a integração do trabalho dos diferentes profissionais, configurando o que hoje se denomina equipe de gestão escolar. Libâneo (2004) destaca dois enfoques na organização escolar: o científico-racional, que privilegia uma estrutura burocrática, centralizada e fragmentada, e o crítico, que valoriza a gestão democrática e participativa, promovendo a integração e a cooperação entre os profissionais. A estrutura organizacional da escola, segundo Libâneo, é composta por órgãos colegiados (como o Conselho da Escola), direção, setores técnico-administrativos, setor pedagógico (onde o orientador educacional atua), corpo docente e instituições auxiliares. Cada segmento tem funções específicas, mas a integração entre eles é fundamental para o funcionamento harmonioso da escola.A função do orientador educacional é apresentada como parte integrante da escola e da sociedade, atuando em múltiplas dimensões: filosófica, política, social e pedagógica. Na dimensão filosófica, o orientador participa da reflexão sobre o tipo de cidadão e sociedade que se deseja formar. Na política, ele promove a participação dos alunos e a vivência da cidadania, por exemplo, incentivando o Grêmio Estudantil. Na dimensão social, o orientador analisa o contexto social dos alunos, buscando superar dificuldades como evasão e repetência, e na pedagógica, ele contribui para o planejamento curricular, valorizando os aspectos cognitivos, afetivos e psicomotores dos estudantes. A orientação educacional contemporânea ultrapassa o papel tradicional de ajuste do aluno à escola e sociedade, assumindo um papel integrador, mediador e interdisciplinar, que apoia mudanças, dá voz aos alunos, promove o diálogo e articula ações coletivas em prol do desenvolvimento integral dos estudantes.### Formação do Orientador EducacionalA formação do orientador educacional no Brasil passou por diversas transformações legais e conceituais. Inicialmente, a formação estava vinculada ao Ensino Normal de nível médio, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBE) de 1961, que atribuía a formação do orientador a cursos específicos em faculdades de Filosofia e Institutos de Educação. A partir da década de 1970, com a Lei nº 5.540/1968 e o Parecer nº 252/1969, a formação passou a ser realizada nos cursos de Pedagogia, que passaram a incluir habilitações para especialistas educacionais, como orientadores, supervisores e administradores escolares.Nos anos 1980, houve uma reflexão crítica sobre o modelo educacional vigente, enfatizando a necessidade de formar profissionais generalistas, capazes de atuar em diversas situações. A Lei nº 9.394/1996 (LDB atual) consolidou a exigência da formação superior para professores e especialistas, definindo o curso de Pedagogia como a base para a formação dos profissionais da educação, incluindo orientadores educacionais. Contudo, críticas surgiram quanto à adequação dos cursos de Pedagogia às demandas do mercado, que passou a buscar especialistas com competências específicas.No início dos anos 2000, o Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu diretrizes curriculares para os cursos de formação de professores e especialistas, mas a formação do orientador educacional ficou em uma zona de indefinição, com debates sobre a necessidade de cursos de pós-graduação específicos para especialistas. O Parecer nº 5/2005 e sua revisão pelo Parecer nº 3/2006 reafirmaram que a licenciatura em Pedagogia assegura a formação dos profissionais da educação, incluindo orientadores, mas também possibilitam a formação em nível de pós-graduação, conforme a legislação vigente.### Implicações e ConclusõesO capítulo evidencia que a orientação educacional é uma função complexa e multifacetada, que exige do profissional não apenas conhecimentos técnicos, mas também uma visão integrada da escola como espaço social, político, pedagógico e filosófico. A prática do orientador educacional deve ser construída de forma coletiva, articulada e democrática, contribuindo para a gestão participativa da escola e para o desenvolvimento integral dos alunos. A formação do orientador, por sua vez, precisa acompanhar as transformações sociais e educacionais, garantindo competências que permitam atuar em contextos diversos e dinâmicos.A gestão democrática escolar é um eixo fundamental para a atuação do orientador, que deve participar ativamente dos órgãos colegiados e colaborar com a equipe pedagógica e administrativa para promover um ambiente escolar inclusivo, participativo e voltado para a aprendizagem significativa. A integração do trabalho dos especialistas educacionais, superando a fragmentação histórica, é essencial para a construção de uma escola que responda aos desafios contemporâneos, como a diversidade cultural, as mudanças sociais e as novas tecnologias.Por fim, o capítulo convida o leitor a refletir sobre as funções do orientador educacional na atualidade, os conhecimentos necessários para sua prática e a importância de um trabalho integrado na escola, ressaltando que a orientação educacional é um campo em constante evolução, que deve estar alinhado às políticas educacionais, às demandas sociais e às necessidades dos alunos.---### Destaques- A divisão do trabalho na escola evoluiu da especialização fragmentada para a integração e gestão democrática dos profissionais.- O orientador educacional atua em múltiplas dimensões: filosófica, política, social e pedagógica, promovendo a formação integral do aluno.- A formação do orientador educacional no Brasil passou por mudanças legais, consolidando-se no curso de Pedagogia e em pós-graduações específicas.- A prática do orientador deve ser coletiva, articulada e participativa, contribuindo para a gestão democrática e o desenvolvimento dos alunos.- A integração do trabalho dos especialistas educacionais é fundamental para superar a fragmentação e responder aos desafios contemporâneos da educação.

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina