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SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR 
 
 
SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR S5 2026.1 – NP2 
Data Seminário: 18/04/2026 
Disciplinas Participantes: Pré-Clínica III,Clínica II, Saúde Coletiva IV 
 
 Dona Joana Darc, 56 anos, é moradora do município de Quixaba que está localizado no 
interior do nordeste brasileiro, distante 170 km da capital do Estado, tem população total estimada 
em 50 mil de habitantes, com densidade demográfica baixa, 16 bairros compõem a cidade. 
 Quanto à distribuição da população do município, verifica-se que aproximadamente 40% são 
do sexo masculino e 60% são do sexo feminino. Ressalta-se que, comumente, as mulheres 
buscam com mais frequência os serviços de saúde, inclusive os odontológicos. 
 No município referido, apenas pouco mais de 40% da população tem acesso ao saneamento 
básico. A estrutura etária da população é composta predominantemente por idosos aposentados da 
agricultura local. A renda média por família é baixa, e, pela falta de oportunidades, o jovem 
normalmente migra para a capital para buscar trabalho digno. 
 As doenças infectocontagiosas ainda são um problema na cidade, ao lado das doenças 
crônicas que estão em tendência crescente. É possível perceber que os casos de HIV também têm 
crescido, além do consumo de álcool e drogas. A taxa de natalidade da série histórica dos últimos 
30 anos tem caído, mas as taxas de morbimortalidade e violências só têm aumentado. 
 Por questões políticas, os munícipes não têm aderido às campanhas de vacinação há 
alguns anos e algumas doenças erradicadas no passado têm voltado a se manifestar. A cobertura 
para atendimento no nível de atenção primária é composta por 10 equipes de saúde da família e 
dez equipes de saúde bucal. Casos especializados não têm para onde serem encaminhados, já 
que o município não dispõe do serviço e nem pactuou vagas com os municípios vizinhos. Além 
disso, na Rede de Atenção à Saúde (RAS), não são desenvolvidas práticas integrativas e 
complementares à saúde, em nenhum nível. 
 A cárie dentária continua sendo um problema relevante no município, mas a condição 
periodontal das pessoas é ainda mais digna de atenção. Não há atendimento especializado em 
Odontologia em Quixaba, pois assim como a prefeitura não pactuou vagas médicas, não houve 
gestão de recursos junto ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Regional. 
 As necessidades periodontais são tão frequentes que, comumente, pacientes como Dona 
Joana Darc procuram o dentista das unidades de saúde. Ela não gostaria de perder todos os 
dentes como aconteceu com seus pais e avós, que tiveram todos os dentes extraídos devido à 
cárie e mobilidade pois não tinham um serviço de saúde público que pudesse tratá-los. Nesse 
 
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período, para resolver parte de seus problemas relacionados a dor, edema, fraturas, dentre outras 
necessidades, era bastante comum a utilização de soluções caseiras, já que a dor e o desconforto 
não podiam esperar. 
Numa consulta que aconteceu semana passada em uma unidade de saúde do município, 
cuja gestora era a Dra. Sílvia, Joana Darc procurou atendimento para fazer “limpeza” porque, 
segundo ela, tinha a rotina de ir ao dentista de seis em seis meses. O Dr. Petrônio, que tinha 
acabado de realizar um aperfeiçoamento em Periodontia no último mês, teve todo o cuidado de 
realizar os exames necessários adequados à situação da paciente, pois sabendo de seu histórico 
familiar, não gostaria que uma paciente sob seus cuidados perdesse nenhum elemento dental. 
 No exame inicial, o Dr. Petrônio observou PSR códigos 4* 3 4* 4 2 4* e SS (sangramento à 
sondagem) 65%. Após início do tratamento periodontal, a paciente retornou com queixa de dor na 
região lingual do 36/37. 
Percebendo que o incisivo central direito do arco superior estava fraturado, o dentista 
perguntou a D. Joana Darc se ela já havia levado alguma pancada no local. Envergonhada, a 
paciente disse que tinha o costume de abrir garrafa de cerveja com os dentes e quando a cerveja 
estava ruim, o dente quebrou um pouco. Avaliando melhor esse dente, foi realizado teste térmico, 
com frio e a resposta encontrada foi negativa. A paciente ainda relatou que às vezes aparecia uma 
pequena “bolha” próximo ao ápice radicular desse dente e que “inchava” às vezes. O teste de 
percussão vertical foi positivo para dor . Ainda na conversa com a paciente, Dr Petrônio conseguiu 
descobrir que ela é fumante assídua, em torno de uma carteira de cigarro por dia, há 5 anos. Vem 
tentando parar de fumar, mas ainda fuma em torno de 5 cigarros por dia. Disse também que, há 
alguns meses, teve um inchaço grande na “região da frente” e que, depois de tomar “uns 
antibióticos”, melhorou tudo! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 1. Foto intraoral do sorriso da paciente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 e 3. Fotos intraorais laterais da paciente 
 
 
 
 
 
 
Figura 4. Sondagem na região distal do 16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5. Aspecto da lesão abaulada na região lingual de 36/37 
 
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*As imagens são mera simulação das situações apresentadas, não constituindo realidade local ou 
crítica pessoal dos autores. 
REFERÊNCIAS 
 
Saúde Coletiva IV 
 
ANTUNES JLF; PERES MA. Fundamentos de Odontologia. Epidemiologia da Saúde Bucal. Rio 
de Janeiro. Guanabara Koogan, 2° edição. 2013. 
 
ROUQUAYROL MZ. Epidemiologia e Saúde. Rio de Janeiro. 
 
Clínica II 
CARRANZA Jr., F.A.; NEWMAN M.G.; TAKEI H.H. Periodontia clínica , 9 o ed., Ed. Guanabara 
Koogan, Rio de Janeiro, 2004. 
LINDHE, J. Tratado de periodontologia clínica e implatologia oral, 4 o ed., Ed. Guanabara Koogan, 
Rio de Janeiro 2005. 
 
Pré-clínica III 
 
LOPES, H. P. & SIQUEIRA, J. F. Endodontia: Biologia e Técnica. 4ª. ed. Rio de Janeiro. Ed. 
Medsi-Guanabara Koogan S. A. 2015.

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