Logo Passei Direto
Buscar

Seminário Interdisciplinar - Ponte Treliçada2

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
https://youtu.be/fO3tKx_f7IQ 
 
 
Cristiano Silva Lopes¹ 
Thayana Knupp Gimenes¹ 
 
 
RESUMO 
 
 
Este trabalho tem como tema a construção de uma ponte treliçada do tipo Warren, utilizando 
palitos de picolé como principal material estrutural e cola branca. O objetivo foi aplicar conceitos 
de resistência dos materiais, equilíbrio estrutural e distribuição de esforços, buscando 
compreender na prática o comportamento das estruturas treliçadas. A pesquisa foi fundamentada 
em referências teóricas de engenharia estrutural, especialmente nos princípios das treliças planas, 
que destacam a eficiência do uso de triângulos na distribuição de cargas, além dos conceitos de 
esforços internos, como tração e compressão. 
 
 
Palavras-chave: Ponte-treliçada, resistência dos materiais, análise estrutura. 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A construção de pontes é fundamental para garantir a comunicação e a integração territorial 
entre diferentes regiões, possibilitando a travessia de rios, canais, rodovias e vales. Esses projetos 
são desenvolvidos considerando critérios técnicos, econômicos e de segurança, sendo sua constante 
evolução essencial para o aprimoramento da infraestrutura, a redução dos impactos ambientais e a 
otimização dos recursos humanos. As pontes podem ser classificadas em diversos tipos, como 
suspensas, estaiadas, cantiléver e treliçadas. Além disso, sua estrutura pode ser composta por 
diferentes materiais, como pedra, madeira, ferro, concreto e aço. 
 
 
 
 
Fonte: http://www.dlubal.com/pt/download-e-informacao/exemplos-e-tutoriais/modelos-
para-download/004298 em 22/06/2025 
 
 
PONTE TRELIÇADA DE PALITO DE PICOLÉ 
2 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
No desenvolvimento de projetos estruturais, inclusive em construções de madeira, é 
essencial dimensionar os elementos de forma que sejam capazes de suportar as ações aplicadas, ou 
seja, determinar as dimensões mínimas das peças que compõem a estrutura. Quando o material não 
é capaz de resistir aos esforços solicitantes, levando à ruptura, considera-se que foi atingido o 
estado limite último. A distribuição e dissipação das forças na estrutura dependem diretamente da 
forma como ela é concebida — considerando-se a disposição dos elementos, suas quantidades, os 
ângulos formados e os tipos de vínculos entre as peças, entre outros fatores. Essa configuração 
estrutural influencia diretamente os esforços internos desenvolvidos em cada componente, como 
esforços normais (tração e compressão), esforços cortantes (cisalhamento), momentos fletores e 
momentos torsores. 
Diante disso, o dimensionamento de qualquer tipo de estrutura deve atender a critérios 
fundamentais que garantam segurança e viabilidade econômica. Esses critérios estão diretamente 
relacionados às características da estrutura que será projetada e executada. 
Entre os principais sistemas estruturais empregados nas construções estão as treliças, 
amplamente utilizadas em projetos de pontes, edifícios, torres de transmissão e coberturas. As 
treliças oferecem soluções eficientes e econômicas, especialmente em situações que exigem 
resistência associada a baixo peso próprio. Devido a essas características, são frequentemente 
empregadas em estruturas que precisam vencer grandes vãos. 
Uma treliça é composta por elementos lineares, denominados barras ou hastes, organizados 
em arranjos triangulares interligados por nós. Embora, na prática, as conexões entre as barras sejam 
feitas por meio de parafusos, rebites ou soldas, adota-se, no modelo teórico, a hipótese de que essas 
ligações são realizadas por pinos. Essa simplificação implica na ausência de transmissão de 
momentos fletores nos nós, ou seja, as forças são transmitidas apenas como esforços axiais. 
Para que a treliça apresente um desempenho adequado, é essencial que as cargas aplicadas 
estejam concentradas nos nós, e não diretamente sobre as barras. Quando essa condição é atendida, 
cada barra trabalha exclusivamente sob esforço normal, seja de tração ou de compressão. 
Este trabalho teve como objetivo projetar, dimensionar e construir uma ponte treliçada 
utilizando palitos de picolé, desenvolvida para vencer um vão livre de 40cm. Além disso, buscou-se 
realizar um ensaio de carga para avaliar a eficiência estrutural da ponte, possibilitando também a 
comparação entre os resultados obtidos por meio dos cálculos teóricos e o desempenho real 
observado no teste experimental. 
 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
A construção de pontes é uma prática realizada pelo ser humano desde os tempos antigos, 
sendo considerada uma técnica de grande importância para o desenvolvimento regional. As pontes 
são estruturas projetadas para conectar pontos de mesma altitude, separados por diferentes tipos de 
barreiras naturais. (CESAR ET. AL., 2015) 
As primeiras pontes surgiram de forma natural, com a queda de troncos sobre rios, um 
processo prontamente observado e reproduzido pelo ser humano. A partir disso, passaram a ser 
3 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
construídas pontes rudimentares com troncos de árvores, pranchas de madeira e, posteriormente, 
com pedras, utilizando apoios simples e vigas mestras. (RODRIGUES, 2012) 
Segundo o ex-presidente norte-americano Franklin Roosevelt (1931), “A construção de 
pontes sempre foi um importante indicativo do progresso de uma civilização”. Sem elas, as pessoas 
estariam sujeitas a percursos mais longos ou arriscados para alcançar seus destinos. Além de sua 
função prática, as pontes encantam pela beleza e pela carga simbólica que carregam. Não por acaso, 
são frequentemente reconhecidas como verdadeiras obras de arte pela engenharia. (APUD 
LAZZARI, 2008) 
As treliças, por estarem submetidas principalmente a esforços normais de tração e 
compressão, são geralmente construídas em madeira ou aço, materiais que apresentam bom 
desempenho sob esses tipos de solicitação. Embora com menor frequência, também existem treliças 
em concreto. No entanto, como se sabe, o concreto não apresenta bom comportamento à tração e, 
além disso, sua execução exige que a estrutura seja feita de uma só vez. (SUSSEKIND, 1981, p. 
192). 
 
 
Fonte: https://www.istockphoto.com/br/foto/ponte-sobre-o-rio-dan%C3%BAbio-imagem-hdr-
gm536686318-95062633 em 27/06/25 
 
Na concepção de uma ponte, um dos aspectos fundamentais a ser considerado é o sistema 
estrutural adotado. Dentre as possibilidades, é possível encontrar pontes com vigas biapoiadas, 
vigas biapoiadas com balanço, vãos contínuos, estruturas em arco, estaiadas, suspensas e treliçadas. 
(FERNANDES; CORREIA, 2017) 
Até a Revolução Industrial, não houve grandes avanços nesse tipo de estrutura. No entanto, 
durante esse período, devido à escassez de ferro forjado na Europa e à rápida expansão das 
ferrovias, os engenheiros foram desafiados a desenvolver sistemas mais práticos para a construção 
de pontes de grandes vãos, porém com baixo peso próprio. (CESAR ET. AL., 2015) 
4 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
Considerada uma verdadeira obra de arte da engenharia, a ponte tem como principal 
finalidade facilitar o tráfego de veículos, vencendo obstáculos naturais — como mares, rios, vales e 
lagos — e garantindo a continuidade das vias de circulação. O projeto de uma ponte ou de qualquer 
grande estrutura é resultado de um processo criativo, composto por uma sequência de alternativas, 
em que cada proposta busca aperfeiçoar a anterior, até que se alcance uma soluçãosuficientemente 
adequada para sua execução. (STUCCHI, 2006) 
Desde os primórdios da humanidade, as pontes vêm sendo construídas e evoluíram 
significativamente — das primeiras estruturas feitas com cordas e madeira, passando pelo ferro, até 
chegarem às modernas construções em concreto e aço. 
Essas estruturas estão sujeitas a diferentes tipos de solicitações, como cargas provenientes 
do tráfego de pedestres, veículos e influências ambientais, como vento, chuva, temperatura e outros 
agentes. Além disso, precisam resistir a esforços mecânicos como vibrações ressonantes, torções e 
flexões, que impactam diretamente na durabilidade e segurança da estrutura. 
Por meio de pesquisas, identificamos que os movimentos vibratórios oscilatórios 
representam um dos desafios mais complexos de se calcular em uma ponte. A compreensão dos 
conceitos fundamentais da Física e da Engenharia Estrutural permite entender, de forma mais clara, 
a atuação de cada componente estrutural, como as forças, cargas e reações, bem como suas 
contribuições para o comportamento global da estrutura. 
Considere uma estrutura com três barras, AB, BC e CA, estando estas barras ligadas nas 
suas extremidades por nós, constituem assim um sistema triangular rígido, formando uma 
treliça simples (Figura 7a). Esta estrutura é estável, ou seja, não altera a sua forma sob a 
ação da força F, aplicada no nó B (força que lhe está a ser aplicada) e das reações de apoio 
correspondentes no nó A e C. (MARIA IDALIA, 2016 p.9) 
As estruturas do tipo treliça são reconhecidas por sua elevada resistência, razão pela qual são 
frequentemente utilizadas em telhados, passarelas e pontes. Essas estruturas são compostas por 
elementos retos, semelhantes a vigas, que se conectam entre si por meio das extremidades, 
formando os chamados nós. Esses nós estão submetidos a esforços de tração e compressão, de 
modo a equilibrar as forças resultantes aplicadas à estrutura. 
Para ilustrar, podemos imaginar o fluxo de trânsito sobre uma ponte. Cada veículo, seja 
automóvel, caminhão, ônibus ou até mesmo pedestres, exerce forças sobre a estrutura — tanto de 
forma estática, pelo peso, quanto dinâmica, por meio de vibrações geradas durante o movimento. 
As pontes treliçadas são compostas por três elementos principais: os cordões superior e inferior, 
responsáveis pela distribuição dos esforços principais, além das diagonais e dos montantes, que 
garantem a estabilidade, a rigidez e a resistência da estrutura, conforme ilustrado na figura a seguir. 
5 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
 
Fonte: http://www.researchgate.net/publication/301298120_Estudo_e_Analise_de_Trelicas (acesso 
em 23/06/2025) 
 
As treliças são compostas basicamente pelos cordões superior e inferior, que correspondem 
aos conjuntos de elementos principais da estrutura. Elas podem ser dispostas em planos 
bidimensionais ou tridimensionais, dependendo da aplicação e da necessidade estrutural. 
"Frequentemente, elementos estruturais ou mecânicos são compridos e delgados. Além 
disso, estão sujeitos a cargas axiais que normalmente são aplicadas às extremidades do elemento. 
Pendurais, parafusos e elementos de treliças são exemplos típicos." 
(HIBBELER, 2000 p.30) 
A primeira treliça utilizada em pontes e construída em aço surgiu nos Estados Unidos, em 
1840. No Brasil, o emprego de pontes em treliças de aço ocorreu entre 1850 e 1880. Como 
exemplos, destacam-se a Ponte da Boa Vista, em Recife (1850), e a Ponte de Sant’Ana (1860). 
(PINHO; BELLEI, 2007) 
Ponte de Boa Vista 
 
Fonte: http://oxerecife.com.br/ponte-da-boa-vista-ganha-iluminacao-cenica-mas-pedestre-
ficar-no-escuro/ 
6 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
Ponte Sant’Ana 
 
Fonte: http://setur.areal.rj.gov.br/atrativos/ponte-santana/ 
 
A eficácia de uma treliça, especialmente quando configurada como viga, está diretamente 
relacionada à distância entre os cordões superior e inferior, além da forma como as cargas são 
transferidas dos nós para os elementos estruturais. Esse sistema permite absorver os esforços 
provenientes de peso e impacto, distribuindo as cargas de maneira eficiente, o que contribui para 
sua elevada resistência e estabilidade. 
As pontes treliçadas podem ser classificadas em diversos tipos, dentre os quais se destacam 
três principais modelos: Treliça Pratt, Treliça Howe e Treliça Warren. 
 Treliça Pratt: Caracteriza-se por uma estrutura simplificada, de baixo custo, sendo uma das 
mais utilizadas. Seus elementos diagonais são orientados em direção ao vão central, de 
modo que os esforços de compressão concentram-se nos elementos verticais, enquanto as 
diagonais trabalham predominantemente à tração. Sua configuração é reconhecida pela 
estética simples e funcional. 
 Treliça Howe: Apresenta uma configuração oposta à da Pratt, com diagonais inclinadas no 
sentido contrário ao centro do vão. Essa disposição resulta em maiores esforços nos 
montantes e, consequentemente, demanda estruturas mais robustas, o que implica em um 
custo construtivo mais elevado devido ao aumento do tamanho dos elementos verticais e da 
extensão dos vãos. 
 Treliça Warren: É considerada uma das mais simples e versáteis. Sua estrutura é composta 
por triângulos equiláteros ou isósceles dispostos de forma contínua, o que proporciona 
excelente distribuição dos esforços. Pode ser aplicada tanto em pequenos quanto em grandes 
vãos, sendo muito utilizada pela simplicidade na construção e bom desempenho estrutural. 
A seguir, apresentam-se as ilustrações dos tipos de treliças mencionados. 
7 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
 
Fonte: http://www.researchgate.net/publication/301298120_Estudo_e_Analise_de_Trelicas (acesso 
em 23/06/2025) 
 
A partir desses conceitos, foi possível identificar a opção mais adequada entre os diferentes 
tipos de treliças, visando atender aos requisitos de desempenho e eficiência estabelecidos pelas 
diretrizes que orientam a execução deste projeto. 
 
Segundo O'Connor (1976), a qualidade de uma ponte pode ser avaliada pelo grau de sucesso 
com que ela atende aos objetivos fundamentais de seu projeto: funcionalidade, desempenho 
estrutural, viabilidade econômica e valor estético. Com base nessas diretrizes, e a partir da aplicação 
de cálculos estruturais, elaboração de desenhos técnicos e fundamentação teórica, foi realizada a 
construção de uma ponte do tipo Warren. 
 
Para a elaboração do projeto, utilizou-se como base de consulta, entre outras fontes, o 
material estudado ao longo do curso, o que proporcionou a fundamentação necessária para o 
desenvolvimento de um projeto coerente com sua aplicação, alinhado aos conceitos de mecânica e 
às propriedades dos materiais empregados. 
 
 
 
3. MATERIAIS E MÉTODOS 
 
A metodologia consistiu no desenvolvimento de um projeto estrutural com base nas 
dimensões pré-estabelecidas, seguido pela construção manual da ponte utilizando palitos de picolé e 
cola branca. Durante o processo, foram observadas técnicas de montagem, como sobreposição de 
palitos, travamentos diagonais e reforços nas juntas, visando aumentar a rigidez e a capacidade de 
carga da estrutura. A ponte foi submetida a testes de carga progressiva até a sua deformação 
plástica, permitindo a análise dos pontos críticos de falha e desempenho estrutural. Como resultado, 
observou-se que a geometria da treliça Warren proporcionou boa distribuição dos esforços, 
apresentando resistência satisfatória para as cargas testadas. 
8 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) –Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
 
Projetar uma ponte treliçada com palitos de picolé no modelo da Treliça Warren requer 
atenção à geometria, distribuição de esforços e resistência dos materiais. A seguir, apresento um 
projeto básico com justificativas estruturais, dimensões e sugestões de montagem: 
Na sequência, foi elaborado o desenho do protótipo utilizando o software de desenho, 
conforme ilustrado nas imagens a seguir. 
 
Fonte: O autor 
Materiais Utilizado: 
 
Palito de picolé 
Cola Branca 
Régua 
Grampos 
Estilete 
Esquadro 
Tesoura 
Especificações do Projeto: 
Tipo de ponte: Treliça Warren 
Extensão total da ponte: 46 cm 
Altura: 10 cm 
Largura da base: 11,5 cm 
Carga mínima suportada (sem colapso): 5 kg 
Deformação plástica a: 8 kg 
Cada módulo da treliça terá três triângulos equiláteros conectando os vértices entre longarinas 
superior e inferior. 
9 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
 
 
Componentes e Quantitativos 
Laterais (2 unidades): 
Cada lado terá: 
 Longarinas superior: 34 cm (3 palitos) 
 Longarinas inferior: 46 cm (4 palitos) 
 Diagonais da treliça (triângulos): 8 palitos formando 4 triângulos equiláteros. 
 Reforço dos nós: pedaços curtos de palito (4-5 cm), unindo os palitos das longarinas. 
Base: 
 Largura: 11 cm 
 Travessas horizontais: 9 palitos para estabilidade evitando flambagem. 
Teto: 
 Largura: 11 cm 
 Travessas horizontais: 7 palitos para estabilidade evitando flambagem. 
 
Etapas de Construção 
Montagem das laterais 
 Os dois lados foram montados simetricamente 
 Primeiramente uniu-se os palitos formando as vigas. 
 Deixado secar com grampos completamente antes de unir 
 Usou-se gabarito plano para colagem dos palitos das travessas formando triângulos 
equiláteros. 
 
 
10 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
 
 
Fonte: O autor. 
 
Montagem da base e teto 
 Colados os palitos base longitudinalmente (46 cm) 
 Colados os palitos teto longitudinalmente (34 cm) 
 
 
11 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
CALCULO ESTRUTUTAL 
 
 
Fonte: ChatGPT 
 
APLICAÇÃO DO PROGRAMA/SOFTWARE. 
 
O projeto foi desenvolvido no programa “ftool” um programa gráfico e interativo para 
ensino de comportamento de estruturas. Durante o desenvolvimento encontramos algumas 
dificuldades de operabilidade do programa. Porém, com de vídeos tutoriais pesquisados na internet 
conseguimos desenvolver o projeto. 
Foram testados alguns modelos e layouts de pontes, afim de determinar um modelo 
resistente obedecendo os requisitos técnicos e construtivo estabelecido. 
Obs.: A aplicação do programa ftool, substitui o memorial de cálculo do projeto. 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
12 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
 
TABELA COM DADOS ENCONTRADOS 
Comprimento 
da Ponte (cm) 
Altura da 
Ponte (cm) 
Largura da 
Ponte (cm) 
Nº de Palitos 
utilizados (un) 
Peso da 
Ponte (kg) 
Carga Aplicada 
sobre a ponte (kg) 
46 9,5 11 51 0,072 12,418 
Pesos Utilizados: 
 
 
 
Total de Carga: 
 
12,418Kg 
Fonte: Autor 
 
 
 
13 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
Peso da ponte: 
 
 Fonte: Autor 
 
A ponte treliçada de palito de picolé, quando bem projetada, pode suportar uma 
carga considerável, surpreendendo pela eficiência do material simples utilizado. Durante os 
testes de carga, foi observado que a treliça distribuía o peso uniformemente, permitindo que 
a ponte suportasse mais peso do que inicialmente esperado. 
Suportando 12,418Kg com baixa deformação plástica. 
 
 
5. CONCLUSÃO 
 
Conclui-se que, mesmo com materiais simples, é possível aplicar conceitos da engenharia 
estrutural, compreendendo na prática a importância da geometria, da conexão entre os elementos e 
da qualidade da execução para garantir a eficiência de uma estrutura. 
Referente ao modelo abordado de forma mais detalhada e do qual foi realizado o protótipo, a 
ponte treliçada apresentou, durante a execução do projeto, todas as características identificadas na 
pesquisa teórica, destacando-se pela elevada resistência à tração e à compressão. 
Diante do exposto, fica evidente que cada tipo de ponte possui particularidades próprias e se 
adequa a finalidades específicas. Cabe ao engenheiro avaliar qual delas apresenta as características 
mais adequadas para atender às necessidades do projeto a ser executado. 
Apresentamos, ainda, o vídeo do nosso projeto na plataforma YouTube, conforme as 
diretrizes estabelecidas para a prática pelo link: http://youtu.be/fO3tKx_f7IQ 
 
 
 
14 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25 
6. REFERÊNCIAS 
CESAR, DANILO SEGALL ET AL. Teste de Carga em Ponte de Palitos de Picolé. 2015. 288 p. 
Artigo Cientifico (Graduação em Engenharia Civil) - UNIVIÇOSA, Minas Gerais, 2015. 
Disponível em: http://academico.univicosa.com.br. Acesso em 08 jun. 2025 
Conceito de compressão. Disponível em http://conceito.de/compressao. Acesso em: 23 jun. 2025. 
FERNANDES, Antônio V. B.; CORREIA, Vinicius C. Uma introdução ao estudo das pontes em 
viga. 2017. Disponível em: http://periodicos.set.edu.br/cadernoexatas/article/view/3972/2210. 
Acesso em: 08 jun. 2025. 
GOMES, Maria Idália da Silva. Estudo e Análise de Treliças. Lisboa: Instituto Politécnico de 
Lisboa, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, 2016. Disponível em: 
http://www.researchgate.net/publication/301298120_Estudo_e_Analise_de_Trelicas. Acesso em: 23 
jun. 2025. 
HIBBELER, Russel Charles. Resistência dos Materiais. Ed.7 - São Paulo: Pearson Education do 
Brasil Ltda, 2009. 
LAZZARI, P. M. Estudo de Projeto Estrutural de Ponte Rodoviárias em Arco Inferior em Concreto 
Armado no Município de Saúde/SC. 2008. 118 f. Trabalhos de Diplomação (Graduação e m 
Engenharia Civil) – Departamento de Engenharia Civil. Universidade Federal do Rio Grande do 
Sul, Porto Alegre. 
O’CONNOR, C. Pontes – Superestruturas. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, [c1976]. 
Resistência dos Materiais Avançada. Edição1, Uniasselvi, Indaial, 2019. 
RODRIGUES, LARISSA VALÉRIA ALMEIDA. Ponte Treliçada. 2012. Disponível em: 
http://www.passeidireto.com/arquivo/52984951/ponte-trelicada-
projeto?mgm=BpSMX%2BlOk0b6t8K1i59oUQ%3D%3D. Acesso em: 08 jun. 2025 
SUSSEKIND, José Carlos. Curso de Análise Estrutural: Volume I – Estruturas Isostáticas. 6ª ed. 
Porto Alegre; Rio de Janeiro: Globo, 1981. 
STUCCHI, F. R. Notas de aula: Pontes e Grandes Estruturas. São Paulo: Universidade de São 
Paulo, 2006. 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
1 Cristiano Silva Lopes 
2 Thayana Knupp Gimenes 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC19933ECE) – Seminário Interdisplinar VI - 
27/06/25

Mais conteúdos dessa disciplina