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Banco de Questões — Semiologia Oftalmológica
Parte 5 — Técnicas Especiais de Exame
PROVA DO ALUNO
Disciplina: Semiologia Oftalmológica
Curso: Medicina — UEMA | Período de referência: 2º período
Fonte-base: Resumo de Semiologia Oftalmológica (Bates 12ª ed.; Porto 8ª ed., caps. 15–18;
Kara-Junior & Koch)
Nome do estudante: _______________________________________________
Data: ____ / ____ / ______
Instruções
• Leia atentamente cada enunciado antes de responder.
• Nas questões objetivas, marque uma única alternativa.
• Nas questões discursivas e nos casos clínicos, responda com suas próprias palavras — o que importa é o
domínio conceitual, não a repetição literal de um texto.
• Não há penalização por erros de português ou abreviações, desde que o conceito médico esteja correto.
• Ao final, confira suas respostas com o gabarito comentado.
PARTE 5 — TÉCNICAS ESPECIAIS DE EXAME
SEÇÃO A — QUESTÕES OBJETIVAS
5.1 Avaliação da protrusão ocular (proptose/exoftalmia)
Questão 1 (OFT5-OBJ-01)
Ao avaliar um paciente com suspeita de exoftalmia, o examinador posiciona-se de pé, atrás do paciente
sentado, e observa os olhos de cima para baixo antes de utilizar o exoftalmômetro de Hertel. Qual é a
finalidade dessa etapa inicial de inspeção?
(A) Permitir uma percepção inicial comparativa da posição relativa dos dois globos oculares antes da
medida instrumental, facilitando a detecção de assimetrias grosseiras.
(B) Substituir a necessidade de medida objetiva com o exoftalmômetro, caso a inspeção seja normal.
(C) Medir diretamente, em milímetros, a distância entre a córnea e o rebordo orbitário, dispensando o
exoftalmômetro.
(D) Verificar a reação pupilar à luz antes de iniciar o exame de proptose.
(E) Avaliar exclusivamente a motilidade extraocular, sem relação com a protrusão do globo.
Nível: Difícil · Competência: Aplicar · Valor: 1.0 pt
Questão 2 (OFT5-OBJ-02)
Um estudante mede a saliência do globo ocular de um paciente com o exoftalmômetro de Hertel e obtém
21 mm à direita e 23 mm à esquerda. Consultando o Bates, conclui que ambos os valores estão dentro
da normalidade; consultando o Porto, conclui que ambos os olhos estão exoftálmicos. Como esse
estudante deve lidar com essa divergência entre as fontes?
(A) Deve ignorar completamente uma das fontes, pois divergências entre livros-texto indicam que uma
delas está desatualizada ou incorreta.
(B) Deve reconhecer que os dois livros utilizam metodologias de referência ligeiramente distintas
(Bates: normalidade entre 20-22 mm; Porto: saliência normal de 12-15 mm), identificar explicitamente a
divergência e, na prática, priorizar a fonte definida pelo professor ou instituição, sem tratar nenhuma
delas como automaticamente errada.
(C) Deve calcular a média aritmética simples entre os dois valores de referência para obter um ponto
de corte único e definitivo.
(D) Deve concluir que apenas a assimetria entre os dois olhos importa, e que os valores absolutos de
referência de ambas as fontes podem ser completamente desconsiderados.
(E) Deve considerar que a divergência invalida a utilidade do exoftalmômetro de Hertel como método
de avaliação.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
Questão 3 (OFT5-OBJ-03)
Uma paciente apresenta exoftalmia unilateral de início súbito após uma queda de bicicleta com impacto
facial direto na órbita. Qual hipótese diagnóstica deve ser priorizada em relação à hipótese de
oftalmopatia de Graves?
(A) Síndrome do olho seco, pois o trauma facial pode reduzir reflexamente a produção lacrimal.
(B) Glaucoma agudo de ângulo fechado, que cursa tipicamente com proptose importante.
(C) Hemorragia retrobulbar pós-traumática, dado o início súbito temporalmente associado a trauma
direto na órbita, contexto clínico que difere do curso mais insidioso e frequentemente bilateral da
oftalmopatia de Graves.
(D) Paralisia do nervo abducente, que provoca exoftalmia por desvio do globo ocular.
(E) Oftalmopatia de Graves, pois é a causa mais comum de exoftalmia em geral, independentemente
do contexto clínico.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
Questão 4 (OFT5-OBJ-04)
Um paciente com oftalmopatia de Graves apresenta, além da exoftalmia, retração palpebral, diplopia,
disfunção da motilidade extraocular e sensação de areia nos olhos com lacrimejamento. Qual é a
explicação fisiopatológica mais adequada para a sensação de areia nos olhos e o lacrimejamento nesse
contexto?
(A) Produção excessiva e permanentemente elevada de lágrima basal por hiperfunção da glândula
lacrimal principal, independente de qualquer fator mecânico.
(B) Alergia ocular concomitante, sem relação com a exoftalmia ou a retração palpebral.
(C) Efeito colateral direto e exclusivo da medicação antitireoidiana utilizada no tratamento da doença
de base.
(D) Exposição corneana decorrente da protrusão do globo ocular associada à retração palpebral, que
compromete o fechamento palpebral completo e a proteção da superfície ocular.
(E) Infecção bacteriana secundária da córnea, inevitável em todos os casos de oftalmopatia de Graves.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
5.2 Avaliação funcional do aparelho lacrimal
Questão 5 (OFT5-OBJ-05)
No teste de obstrução do ducto nasolacrimal, o examinador pressiona a pálpebra inferior próximo ao
canto medial, na borda da órbita óssea. Qual achado, ao final dessa manobra, sugere obstrução do ducto
nasolacrimal?
(A) Hiperemia conjuntival bilateral simétrica, sem qualquer secreção associada.
(B) Ausência completa de qualquer secreção pelo ponto lacrimal, mesmo sob pressão.
(C) Aumento imediato da pressão intraocular mensurável por tonometria digital durante a manobra.
(D) Midríase paradoxal do olho examinado durante a compressão do saco lacrimal.
(E) Regurgitação de líquido mucopurulento pelo ponto lacrimal, indicando represamento de secreção
no saco lacrimal por obstrução distal da via de drenagem.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
Questão 6 (OFT5-OBJ-06)
Um paciente realiza o teste de Schirmer I e obtém umidificação de 10 mm em 5 minutos em ambos os
olhos. Para esclarecer se essa produção lacrimal reduzida decorre predominantemente de deficiência da
secreção basal ou da secreção reflexa, qual exame complementar mais especificamente ajudaria a
diferenciar essas duas possibilidades?
(A) Teste da secreção básica (Schirmer I precedido de anestesia tópica, eliminando a estimulação
reflexa), comparado ao resultado basal, permite estimar a contribuição da secreção reflexa por
diferença entre os dois testes.
(B) Biomicroscopia com lâmpada de fenda, que mede diretamente o volume lacrimal em mililitros.
(C) Tonometria de aplanação, pois a pressão intraocular está diretamente relacionada à produção
lacrimal basal.
(D) Repetição do Schirmer I no dia seguinte, sem qualquer modificação metodológica.
(E) Teste de obstrução do ducto nasolacrimal, pois avalia diretamente a secreção basal da glândula
lacrimal.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
Questão 7 (OFT5-OBJ-07)
No teste de Schirmer II, após a realização do Schirmer I associado a anestesia tópica, estimula-se a
mucosa nasal (não anestesiada) com um fiapo de algodão. Qual é a finalidade fisiológica dessa
estimulação nasal nesse teste?
(A) Substituir a necessidade da tira de papel-filtro na mensuração do teste.
(B) Desencadear especificamente a secreção lacrimal reflexa, por meio de um arco reflexo
trigeminal-lacrimal, já que a secreção basal está eliminada pela anestesia tópica prévia do olho.
(C) Avaliar a permeabilidade da via nasolacrimal, de forma equivalente ao teste de obstrução do ducto
nasolacrimal.
(D) Anestesiar reflexamente a mucosa nasal para reduzir o desconforto do paciente durante o
procedimento.
(E) Provocar vasoconstrição conjuntival, facilitando a visualização do ponto lacrimal.
Nível: Difícil · Competência: Aplicar · Valor: 1.0 pt
Questão 8 (OFT5-OBJ-08)
Um paciente apresenta valor de Schirmer I de 4 mm em ambos os olhos, após5 minutos, em ambiente
com pouca luz, conforme a técnica padronizada. Como esse resultado deve ser interpretado, segundo os
valores de referência descritos?
(A) Resultado que indica exclusivamente deficiência da secreção reflexa, sem qualquer relação com a
secreção basal.
(B) Resultado inválido, pois o teste de Schirmer I não deve ser realizado em ambiente com pouca luz.
(C) Resultado anormal, abaixo de 5 mm, compatível com síndrome do olho seco por redução da
produção lacrimal total.
(D) Resultado normal, compatível com produção lacrimal adequada.
(E) Resultado suspeito, indicando necessidade de repetição do exame antes de qualquer conclusão.
Nível: Difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
5.3 Eversão palpebral (pesquisa de corpo estranho)
Questão 9 (OFT5-OBJ-09)
Durante a eversão palpebral, após elevar a pálpebra superior segurando os cílios, o examinador apoia
uma haste sobre a borda superior do tarso e empurra-a para baixo enquanto eleva a borda palpebral.
Qual é a finalidade específica dessa haste nesse momento da manobra?
(A) Anestesiar topicamente a conjuntiva palpebral antes da inspeção.
(B) Remover diretamente o corpo estranho, dispensando qualquer inspeção posterior.
(C) Dilatar a pupila para permitir a visualização do fundo de olho durante a eversão.
(D) Servir como ponto de apoio e fulcro para dobrar a pálpebra sobre si mesma, expondo sua face
interna (conjuntiva palpebral) para inspeção.
(E) Medir a pressão intraocular por depressão corneana durante o mesmo procedimento.
Nível: Difícil · Competência: Aplicar · Valor: 1.0 pt
Questão 10 (OFT5-OBJ-10)
Um metalúrgico refere sensação de corpo estranho ocular após atividade de esmerilhamento sem
proteção adequada, com dor importante e história de projeção de fragmento em alta velocidade. À
eversão palpebral, não é encontrado corpo estranho subtarsal. Qual conduta é mais prudente diante
desse contexto?
(A) Solicitar exclusivamente teste de Schirmer, pois a queixa principal está relacionada à produção
lacrimal.
(B) Repetir apenas a eversão palpebral inferior, pois a ausência de corpo estranho na pálpebra
superior torna desnecessária qualquer outra investigação.
(C) Considerar o exame encerrado, já que a eversão palpebral não revelou corpo estranho, e liberar o
paciente sem investigação adicional.
(D) Realizar gonioscopia imediata como próximo passo diagnóstico prioritário, independentemente da
suspeita de corpo estranho intraocular.
(E) Manter alta suspeita de corpo estranho intraocular penetrante, dado o mecanismo de alta
velocidade, e prosseguir com avaliação complementar de imagem (por exemplo, tomografia
computadorizada de órbita), já que um fragmento penetrante pode não ser visível à inspeção externa.
Nível: Muito difícil · Competência: Avaliar · Valor: 1.0 pt
Questão 11 (OFT5-OBJ-11)
Por que a conjuntiva palpebral superior não é visualizada no exame oftalmológico de rotina, exigindo a
manobra específica de eversão palpebral para sua inspeção?
(A) Porque essa região da conjuntiva é anatomicamente coberta pela face interna da pálpebra superior
quando esta se encontra na posição habitual, ficando oculta à inspeção direta sem a manobra de
eversão.
(B) Porque a eversão palpebral é necessária apenas em pacientes com glaucoma, não fazendo parte
do exame de rotina em nenhuma outra circunstância.
(C) Porque a conjuntiva palpebral superior está localizada atrás do globo ocular, inacessível a qualquer
manobra de exame externo.
(D) Porque a conjuntiva palpebral superior não existe como estrutura anatômica distinta da conjuntiva
bulbar.
(E) Porque essa região só pode ser visualizada com o auxílio de lâmpada de fenda,
independentemente de qualquer manobra manual.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
5.4 Teste da luz oscilante (pesquisa de defeito pupilar aferente)
Questão 12 (OFT5-OBJ-12)
No teste da luz oscilante, ao iluminar o olho direito (normal) de um paciente com lesão do nervo óptico
esquerdo, observa-se constrição bilateral brusca das pupilas; ao deslocar rapidamente a luz para o olho
esquerdo (afetado), observa-se dilatação paradoxal parcial de ambas as pupilas. Qual é a explicação
fisiológica para essa dilatação paradoxal ao iluminar o olho afetado?
(A) O nervo oculomotor esquerdo está lesado, impedindo qualquer constrição pupilar naquele olho,
independentemente do estímulo luminoso aplicado.
(B) O nervo óptico esquerdo, comprometido, conduz um estímulo aferente reduzido ao mesencéfalo,
de modo que, comparativamente ao estímulo eferente simétrico gerado pela iluminação do olho direito,
a resposta constritora ao iluminar o olho esquerdo é mais fraca, permitindo que as pupilas se dilatem
parcialmente em relação ao estado de constrição anterior.
(C) A dilatação paradoxal indica que o nervo óptico direito, e não o esquerdo, é o comprometido nesse
paciente.
(D) A dilatação ocorre porque a via eferente pupilar é diferente para cada olho, sendo independente
entre os dois lados.
(E) Esse achado ocorre exclusivamente por fadiga muscular da íris após estimulação luminosa
repetida, sem relação com a via aferente.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
Questão 13 (OFT5-OBJ-13)
Durante o teste da luz oscilante, por que é importante que o paciente olhe para um ponto distante
enquanto o examinador alterna a luz entre os dois olhos?
(A) Porque essa orientação evita apenas o desconforto do paciente frente à luz, sem relação fisiológica
com a interpretação do teste.
(B) Para aumentar artificialmente o diâmetro pupilar basal e facilitar a visualização do reflexo.
(C) Para evitar que a miose por convergência/acomodação (reação de perto) se sobreponha à resposta
pupilar exclusivamente fotomotora, o que poderia mascarar ou confundir um defeito pupilar aferente
relativo verdadeiro.
(D) Porque olhar para um ponto distante impede qualquer resposta pupilar, servindo como controle
negativo do teste.
(E) Para permitir a avaliação simultânea da acuidade visual para longe durante o mesmo teste.
Nível: Difícil · Competência: Aplicar · Valor: 1.0 pt
Questão 14 (OFT5-OBJ-14)
Um paciente apresenta anisocoria leve, mas reação normal e simétrica à luz em ambos os olhos ao teste
da luz oscilante, sem qualquer dilatação paradoxal ao alternar a iluminação. O que esse resultado
permite concluir, em conjunto com a ausência de outros sinais neurológicos?
(A) Que a anisocoria observada é, por definição, um artefato de exame, sem qualquer relevância
clínica a ser considerada.
(B) Que a pressão intraocular está necessariamente elevada nesse paciente.
(C) Que o paciente tem, obrigatoriamente, glaucoma de ângulo fechado, independentemente de outros
achados.
(D) Que a via aferente do reflexo fotomotor está preservada e simétrica entre os dois olhos, tornando
menos provável uma lesão significativa do nervo óptico como causa da anisocoria observada.
(E) Que há necessariamente uma lesão do nervo oculomotor de um dos lados, explicando a anisocoria.
Nível: Muito difícil · Competência: Aplicar · Valor: 1.0 pt
5.5 Biomicroscopia (lâmpada de fenda) e gonioscopia
Questão 15 (OFT5-OBJ-15)
A biomicroscopia com lâmpada de fenda permite detectar alterações imperceptíveis a olho nu nas
estruturas oculares anteriores. Qual das opções abaixo representa corretamente um achado tipicamente
identificado por esse exame?
(A) Alterações da pressão intraocular, mensuradas apenas por tonometria de aplanação.
(B) Defeitos do campo visual periférico, detectáveis apenas por perimetria automatizada.
(C) Alterações da condução elétrica da via visual, avaliadas apenas por potencial evocado visual.
(D) Alterações da retina periférica, avaliadas exclusivamente pela angiografia fluoresceínica.
(E) Pequenos corpos estranhos corneanos, distrofias e edema da córnea, células inflamatórias na
câmara anterior e opacificação inicial do cristalino.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
Questão 16 (OFT5-OBJ-16)
Um paciente com suspeita de glaucoma apresenta pressão intraocular limítrofe à tonometria.Antes de
decidir a classificação do glaucoma (ângulo aberto versus ângulo fechado) e definir a conduta
terapêutica, qual exame é indispensável nesse momento?
(A) Gonioscopia, exame fundamental para avaliar diretamente a configuração do ângulo da câmara
anterior sempre que houver suspeita de glaucoma.
(B) Eversão palpebral, pois corpos estranhos subtarsais podem causar elevação da pressão intraocular
indistinguível do glaucoma verdadeiro.
(C) Dacriocistografia, pois avalia obstruções que mimetizam glaucoma.
(D) Eletrorretinografia, pois avalia diretamente a função das células ganglionares relacionadas ao
glaucoma.
(E) Teste de Schirmer, pois a produção lacrimal está diretamente relacionada à classificação do
glaucoma.
Nível: Muito difícil · Competência: Avaliar · Valor: 1.0 pt
Questão 17 (OFT5-OBJ-17)
Ao acoplar à lâmpada de fenda uma lente especial munida de prisma, o examinador realiza a
gonioscopia. Além da avaliação do ângulo da câmara anterior, o que uma lente de três espelhos permite
estudar adicionalmente, segundo o texto-base?
(A) A condução elétrica da via óptica até o córtex occipital.
(B) O fundo do olho e a periferia retiniana.
(C) A produção lacrimal basal e reflexa.
(D) A motilidade extraocular em todas as posições do olhar.
(E) A pressão intraocular de forma direta e quantitativa.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
Questão 18 (OFT5-OBJ-18)
Um paciente apresenta, à biomicroscopia, células inflamatórias flutuando na câmara anterior (fenômeno
de Tyndall positivo). Essa alteração é mais compatível com qual processo fisiopatológico?
(A) Produção lacrimal excessiva, sem qualquer relação com processos inflamatórios intraoculares.
(B) Elevação isolada da pressão intraocular por hipersecreção de humor aquoso, sem componente
inflamatório.
(C) Processo inflamatório intraocular envolvendo estruturas da câmara anterior, como ocorre nas
uveítes anteriores, com quebra da barreira hemato-aquosa e extravasamento de células inflamatórias
para o humor aquoso.
(D) Corpo estranho subtarsal, que deve ser investigado exclusivamente por eversão palpebral.
(E) Defeito pupilar aferente relativo, que deve ser investigado pelo teste da luz oscilante.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
5.6 Tonometria
Questão 19 (OFT5-OBJ-19)
Das três modalidades de tonometria descritas (digital, de depressão corneana e de aplanação), qual
delas é considerada a mais precisa e, portanto, a mais utilizada na prática clínica atual para diagnóstico e
acompanhamento do glaucoma?
(A) Tonometria de depressão corneana com tonômetro de Schiötz, por ser totalmente independente da
rigidez escleral do paciente.
(B) Nenhuma das três modalidades descritas é utilizada atualmente para diagnóstico de glaucoma.
(C) Tonometria digital, por ser rápida e não exigir instrumentos especializados.
(D) Tonometria de aplanação, que mede a força necessária para aplanar uma área central padronizada
da córnea, sendo a modalidade mais precisa entre as três.
(E) Todas as três modalidades apresentam precisão equivalente, sendo a escolha baseada apenas na
disponibilidade do equipamento.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
Questão 20 (OFT5-OBJ-20)
Um paciente apresenta pressão intraocular de 17 mmHg à tonometria de aplanação, considerada dentro
da faixa média de normalidade (13-19 mmHh). Esse resultado isolado é suficiente para descartar
completamente o diagnóstico de glaucoma nesse paciente?
(A) Não, pois o valor de 17 mmHg já está, por definição, fora da faixa de normalidade descrita.
(B) Sim, pois pressão intraocular dentro da faixa de normalidade exclui, por si só e de forma definitiva,
qualquer diagnóstico de glaucoma.
(C) Sim, pois a tonometria de aplanação é o único critério diagnóstico do glaucoma, dispensando
qualquer outro exame.
(D) Sim, desde que a gonioscopia não tenha sido realizada, já que esse exame não acrescenta
informação relevante ao diagnóstico.
(E) Não, pois existe a possibilidade de glaucoma com pressão intraocular normal ('glaucoma de
pressão normal'), sendo necessária avaliação complementar da papila óptica e do campo visual
(campimetria) para uma conclusão adequada.
Nível: Muito difícil · Competência: Avaliar · Valor: 1.0 pt
Questão 21 (OFT5-OBJ-21)
Um paciente com córnea muito espessa (córnea central mais espessa que a média populacional) realiza
tonometria de aplanação. Qual é a implicação clínica mais relevante dessa característica anatômica
sobre o resultado do exame?
(A) A tonometria de aplanação pode superestimar o valor real da pressão intraocular em córneas mais
espessas, exigindo interpretação cautelosa do resultado no contexto clínico do paciente.
(B) Córneas mais espessas invariavelmente subestimam a pressão intraocular real, levando a
subdiagnóstico do glaucoma.
(C) A espessura corneana afeta apenas a tonometria digital, sem qualquer relação com a tonometria
de aplanação.
(D) A espessura corneana não interfere de forma alguma no resultado da tonometria de aplanação,
independentemente do método utilizado.
(E) A tonometria de aplanação é o único método de tonometria completamente imune a variações na
espessura corneana, ao contrário de todos os demais métodos.
Nível: Difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
Questão 22 (OFT5-OBJ-22)
Por que a tonometria digital é considerada de pouca utilidade prática, apesar de ser uma técnica rápida e
não exigir instrumentos especializados?
(A) Porque exige, obrigatoriamente, anestesia tópica prévia da córnea, tornando-a mais invasiva que
os demais métodos.
(B) Porque fornece apenas uma estimativa grosseira e subjetiva da pressão intraocular, dependente da
percepção tátil do examinador, sem capacidade de detectar variações mais sutis, clinicamente
relevantes, na pressão.
(C) Porque é totalmente inviável de ser realizada, mesmo em situações de urgência sem outros
equipamentos disponíveis.
(D) Porque só pode ser realizada por oftalmologistas com treinamento avançado em cirurgia refrativa.
(E) Porque mede exclusivamente a pressão intraocular no olho contralateral ao examinado, invalidando
a interpretação direta.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
5.7 Campimetria (perimetria)
Questão 23 (OFT5-OBJ-23)
Qual é a principal diferença de indicação entre a perimetria manual de Goldmann e a perimetria
automatizada/computadorizada, segundo o texto-base?
(A) A perimetria automatizada é utilizada apenas em crianças, enquanto a manual é restrita a pacientes
idosos.
(B) Ambas as modalidades avaliam exclusivamente a acuidade visual central, sem qualquer relação
com o campo visual periférico.
(C) A perimetria manual de Goldmann é fundamental para o médico não especialista, por detectar
alterações na extensão geral do campo visual, enquanto a perimetria automatizada é voltada sobretudo
à investigação e ao acompanhamento do glaucoma, testando a sensibilidade de pontos específicos do
campo.
(D) A perimetria manual de Goldmann é exclusiva para o diagnóstico de catarata, enquanto a
automatizada é exclusiva para o diagnóstico de conjuntivite.
(E) Não há diferença relevante de indicação entre as duas modalidades, sendo intercambiáveis em
qualquer contexto clínico.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
Questão 24 (OFT5-OBJ-24)
Um paciente com glaucoma crônico em acompanhamento apresenta, à campimetria automatizada
seriada, progressão de um escotoma arqueado paracentral ao longo de dois anos, apesar de pressão
intraocular controlada por colírio. Qual é a interpretação clínica mais apropriada desse achado?
(A) A progressão do defeito campimétrico é sempre atribuível a catarata concomitante, sem relação
com a evolução do glaucoma.
(B) A progressão do escotoma indica necessariamente falha técnica do exame, devendo ser repetida
sem qualquer implicação clínica adicional.
(C) A campimetria automatizada não é útil para acompanhamento longitudinal de pacientes já
diagnosticados com glaucoma, servindo apenas para o diagnóstico inicial.(D) A progressão do defeito campimétrico, mesmo com pressão intraocular aparentemente controlada,
indica que o dano ao nervo óptico pode estar continuando e que a estratégia terapêutica atual pode
precisar de reavaliação, já que a campimetria é um parâmetro funcional direto de acompanhamento da
doença.
(E) Esse achado é esperado e não requer qualquer reavaliação terapêutica, uma vez que a pressão
intraocular está controlada.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
Questão 25 (OFT5-OBJ-25)
Um paciente apresenta hemianopsia bitemporal identificada por perimetria de Goldmann. Considerando
a anatomia das vias ópticas, qual estrutura deve ser prioritariamente investigada como causa desse
defeito de campo visual?
(A) Nervo óptico de um único olho, isoladamente, sem relação com a via óptica cruzada.
(B) Glândula lacrimal, estrutura sem relação anatômica com as vias visuais.
(C) Músculo reto lateral, cuja disfunção provocaria hemianopsia bitemporal por desvio ocular.
(D) Córtex occipital de um único hemisfério cerebral.
(E) Quiasma óptico, cuja compressão (por exemplo, por adenoma hipofisário) compromete as fibras
nasais cruzadas de ambos os olhos, responsáveis pela visão do campo temporal bilateral.
Nível: Difícil · Competência: Aplicar · Valor: 1.0 pt
5.8 Exames de imagem e funcionais complementares
Questão 26 (OFT5-OBJ-26)
A angiografia com indocianina verde é especialmente indicada em qual situação, em comparação com a
angiografia fluoresceínica convencional?
(A) Quando a angiografia fluoresceínica não define bem membranas neovasculares sub-retinianas,
dado que a indocianina verde apresenta propriedades superiores para o estudo da vascularização
coroidiana.
(B) Quando há necessidade de avaliar a refração ocular em substituição à tabela de Snellen.
(C) Quando há suspeita de obstrução do ducto nasolacrimal, como alternativa à dacriocistografia.
(D) Quando há necessidade de avaliar a motilidade extraocular em pacientes com estrabismo.
(E) Quando há necessidade de avaliar exclusivamente a pressão intraocular, sem relação com o
segmento posterior.
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
Questão 27 (OFT5-OBJ-27)
Um paciente apresenta opacidade importante dos meios oculares (por exemplo, catarata densa ou
hemorragia vítrea), impossibilitando a visualização direta do fundo de olho pela oftalmoscopia. Qual
exame complementar é mais indicado para avaliar a condição vitreorretiniana nesse contexto?
(A) Teste de Schirmer, que não depende da transparência dos meios oculares para sua realização.
(B) Ultrassonografia ocular, que utiliza sonda emissora-receptora de ultrassom e é indicada justamente
para avaliação vitreorretiniana quando os meios oculares estão opacos.
(C) Biomicroscopia com lâmpada de fenda, que permite visualização completa da retina mesmo na
presença de opacidade densa dos meios oculares.
(D) Perimetria automatizada, pois avalia diretamente a estrutura da retina independentemente da
transparência dos meios oculares.
(E) Tomografia de coerência óptica (OCT), que depende de meios oculares transparentes para obter
imagens de qualidade adequada, sendo pouco útil nesse contexto de opacidade importante.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar · Valor: 1.0 pt
Questão 28 (OFT5-OBJ-28)
Entre os exames eletrofisiológicos oculares, qual deles registra os potenciais de ação da retina e é
particularmente útil em doenças retinianas como a retinose pigmentar?
(A) Tonometria de aplanação.
(B) Angiografia com indocianina verde.
(C) Eletrorretinografia (ERG).
(D) Potencial evocado visual (PEV).
(E) Eletro-oculografia (EOG).
Nível: Difícil · Competência: Compreender · Valor: 1.0 pt
Questão 29 (OFT5-OBJ-29)
Um paciente apresenta suspeita de lesão orbitária com espessamento da musculatura extraocular e
possível calcificação óssea associada, no contexto de doença de Graves. Qual exame de
neurorradiologia é preferido para essa avaliação específica, segundo o texto-base?
(A) Eletrorretinografia, que substitui a necessidade de qualquer exame de imagem orbitário nesse
contexto.
(B) Angiografia fluoresceínica, que avalia estruturas ósseas orbitárias com maior precisão que a
tomografia computadorizada.
(C) Ressonância magnética, exclusivamente, sem qualquer papel para a tomografia computadorizada
nesse contexto.
(D) Tomografia computadorizada, preferida para avaliação de lesões ósseas orbitárias, calcificações e
espessamentos musculares.
(E) Dacriocistografia, indicada especificamente para avaliação de espessamento muscular extraocular.
Nível: Muito difícil · Competência: Aplicar · Valor: 1.0 pt
SEÇÃO B — QUESTÕES DISCURSIVAS
5.1 Avaliação da protrusão ocular (proptose/exoftalmia)
Questão 1 (OFT5-DISC-01) — 2.0 pontos
Compare os valores de referência do exoftalmômetro de Hertel descritos por Bates e por Porto, explique
a possível razão metodológica para essa divergência, e descreva como um estudante deve proceder
diante de fontes com valores de referência diferentes para o mesmo parâmetro clínico.
Nível: Muito difícil · Competência: Avaliar
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Questão 2 (OFT5-DISC-02) — 2.0 pontos
Explique o mecanismo fisiopatológico da exoftalmia na oftalmopatia de Graves e relacione esse
mecanismo com pelo menos duas manifestações clínicas associadas (por exemplo, diplopia e exposição
corneana).
Nível: Difícil · Competência: Aplicar
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5.2 Avaliação funcional do aparelho lacrimal
Questão 3 (OFT5-DISC-03) — 2.0 pontos
Diferencie os três testes relacionados à avaliação funcional da produção lacrimal (Schirmer I, teste da
secreção básica e Schirmer II) quanto ao princípio, à técnica e ao que cada um permite avaliar
especificamente.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar
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5.3 Eversão palpebral (pesquisa de corpo estranho)
Questão 4 (OFT5-DISC-04) — 2.0 pontos
Descreva, em sequência, a técnica de eversão palpebral do olho superior e explique por que essa
manobra deve ser realizada com cautela (ou até evitada) diante de forte suspeita de corpo estranho
intraocular penetrante.
Nível: Difícil · Competência: Aplicar
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5.4 Teste da luz oscilante (pesquisa de defeito pupilar aferente)
Questão 5 (OFT5-DISC-05) — 2.5 pontos
Reconstrua, em sequência lógica (dado clínico → interpretação → mecanismo → achado esperado), o
raciocínio que leva ao diagnóstico de defeito pupilar aferente relativo (pupila de Marcus Gunn) em um
paciente com lesão unilateral do nervo óptico, a partir do teste da luz oscilante.
Nível: Muito difícil · Competência: Analisar
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5.5 Biomicroscopia (lâmpada de fenda) e gonioscopia
Questão 6 (OFT5-DISC-06) — 2.0 pontos
Diferencie a biomicroscopia com lâmpada de fenda da gonioscopia quanto ao objetivo de cada exame, e
explique por que a gonioscopia é considerada indispensável antes de definir a conduta terapêutica em
um paciente com suspeita de glaucoma.
Nível: Difícil · Competência: Comparar
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5.6 Tonometria
Questão 7 (OFT5-DISC-07) — 2.5 pontos
Compare as três modalidades de tonometria (digital, de depressão corneana e de aplanação) quanto ao
princípio de medida, à precisão e às principais limitações de cada uma.
Nível: Muito difícil · Competência: Comparar
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5.7 Campimetria (perimetria)
Questão 8 (OFT5-DISC-08) — 2.0 pontos
Diferencie a perimetria manual de Goldmann da perimetria automatizada/computadorizada quanto ao
princípio de realização e à indicação clínica preferencial de cada uma.
Nível: Difícil · Competência: Comparar
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5.8 Exames de imagem e funcionais complementares
Questão 9 (OFT5-DISC-09) — 2.5 pontos
Compare a angiografia fluoresceínica, a angiografia com indocianina verde e a tomografia de coerência
óptica (OCT) quanto ao princípio físico utilizado e à principal indicação clínica de cada exame.
Nível: Muito difícil · Competência: Comparar
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Questão 10 (OFT5-DISC-10) — 2.0 pontos
Explique o que cada um dos três exames eletrofisiológicos oculares (eletrorretinografia, eletro-oculografia
e potencial evocado visual) avalia especificamente, e cite uma indicação clínica característica de cada
um.
Nível: Difícil · Competência: Comparar
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5.6 Tonometria
Questão 11 (OFT5-DISC-11) — 2.5 pontos
Explique por que uma pressão intraocular considerada 'normal' à tonometria não é suficiente,
isoladamente, para descartar o diagnóstico de glaucoma, e descreva quais outros exames
complementares devem ser integrados a essa avaliação.
Nível: Muitodifícil · Competência: Avaliar
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SEÇÃO C — CASOS CLÍNICOS
Caso Clínico 1 — Proptose bilateral assimétrica em mulher jovem (OFT5-CASO-01)
Mulher, 34 anos, procura atendimento com queixa de 'olhos saltados' de início insidioso há cerca de
4 meses, associada a sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e diplopia binocular intermitente
ao olhar para os lados. Refere também perda de peso não intencional, palpitações e intolerância ao
calor no mesmo período. Ao exame, observa-se retração da pálpebra superior bilateral, mais
evidente à direita, com dificuldade de oclusão palpebral completa. À exoftalmometria de Hertel,
obtêm-se 24 mm à direita e 21 mm à esquerda. A motilidade extraocular está discretamente
limitada na elevação bilateral. A córnea apresenta discreto ressecamento no terço inferior, sem
úlcera. Frequência cardíaca de 108 bpm.
a) Qual é a principal hipótese diagnóstica sistêmica associada a esse quadro oftalmológico, e qual
estrutura orbitária está primariamente comprometida? (1.2 pt)
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b) Interprete a medida da exoftalmometria de Hertel apresentada (24 mm à direita, 21 mm à esquerda)
segundo os critérios descritos no texto-base, considerando tanto os valores absolutos quanto a
assimetria entre os olhos. (1.0 pt)
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c) Explique o mecanismo pelo qual esse quadro provoca risco de dano à superfície corneana, e cite a
medida de exame complementar mais indicada para avaliar objetivamente esse risco. (1.0 pt)
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Caso Clínico 2 — Trabalhador com suspeita de corpo estranho intraocular penetrante
(OFT5-CASO-02)
Homem, 29 anos, operador de esmerilhadeira em oficina metalúrgica, procura o pronto-socorro
após episódio de dor ocular súbita e intensa à direita enquanto trabalhava sem óculos de proteção,
com sensação imediata de 'algo entrando no olho' em alta velocidade. Refere lacrimejamento
importante e fotofobia. Ao exame externo, não há laceração palpebral evidente. A acuidade visual
está discretamente reduzida no olho direito em relação ao basal referido pelo paciente. À eversão
palpebral superior e inferior do olho direito, não é encontrado corpo estranho subtarsal.
a) A ausência de corpo estranho à eversão palpebral é suficiente para descartar lesão ocular penetrante
nesse paciente? Justifique. (1.2 pt)
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b) Qual exame complementar deve ser priorizado nesse momento para investigar a suspeita de corpo
estranho intraocular, e por quê? (1.0 pt)
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c) Diante da suspeita de perfuração ocular, qual cuidado deve ser tomado em relação a manobras de
exame que envolvam pressão direta sobre o globo ocular (como a própria eversão palpebral mais
vigorosa ou a tonometria por contato)? (0.8 pt)
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Caso Clínico 3 — Glaucoma primário de ângulo aberto identificado em exame de rotina
(OFT5-CASO-03)
Homem, 58 anos, assintomático, procura consulta oftalmológica de rotina. Nega dor ocular,
alterações visuais súbitas ou hiperemia. Refere apenas dificuldade progressiva e discreta para
enxergar objetos nas bordas do campo visual, percebida principalmente pela esposa ao notar que
ele esbarra em móveis. À tonometria de aplanação, a pressão intraocular é de 24 mmHg em ambos
os olhos. À biomicroscopia, câmara anterior de profundidade aparentemente normal. À
fundoscopia, observa-se aumento da escavação do disco óptico bilateralmente.
a) Diante desse quadro, qual exame é indispensável antes de classificar o glaucoma e definir a conduta
terapêutica, e o que se espera encontrar nesse paciente? (1.2 pt)
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b) Qual exame funcional deve ser solicitado para caracterizar e quantificar a perda de campo visual
sugerida pela queixa da esposa do paciente, e que tipo de defeito costuma ser esperado no glaucoma?
(1.0 pt)
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c) Explique por que o achado deescavação aumentada do disco óptico à fundoscopia reforça o
diagnóstico de glaucoma, mesmo antes da confirmação pela campimetria. (0.8 pt)
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Caso Clínico 4 — Perda visual monocular súbita e indolor em paciente idoso (OFT5-CASO-04)
Mulher, 68 anos, hipertensa, procura o pronto-socorro por perda visual súbita e indolor no olho
esquerdo ao acordar. Nega dor à movimentação ocular. Ao exame, a acuidade visual no olho
esquerdo está bastante reduzida. À inspeção, o disco óptico esquerdo apresenta-se edemaciado e
pálido, com bordas mal definidas. O teste da luz oscilante revela dilatação paradoxal ao deslocar a
luz do olho direito para o olho esquerdo.
a) Interprete o achado do teste da luz oscilante nesse caso e explique o que ele indica sobre a via
aferente do nervo óptico esquerdo. (1.0 pt)
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b) Considerando a idade da paciente, o caráter indolor da perda visual e o edema de disco associado a
palidez, qual hipótese diagnóstica deve ser priorizada, em contraste com a neurite óptica? (1.3 pt)
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c) Cite um exame complementar (estrutural ou funcional) que poderia auxiliar na documentação objetiva
do dano ao nervo óptico nesse caso, e explique brevemente o que ele demonstraria. (0.7 pt)
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