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17/08/2023 1 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA Professor Rubens Nei N. Silva Fisioterapeuta ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA “O homem deve saber que de nenhum outro lugar, mas do encéfalo, vem a alegria, o prazer, o riso e a diversão, o pesar, o ressentimento, o desânimo e a lamentação. E por isso, de uma maneira especial, adquirimos sabedoria e conhecimento, e enxergamos e ouvimos e sabemos o que é injusto, o que é bom e o que é ruim, o que é doce e o que é amargo. E pelo mesmo órgão tornamo-nos loucos e delirantes, e medos e terrores nos assombram... Todas estas coisas suportamos do encéfalo quando não está sadio...Neste sentido, sou da opinião de que o encéfalo exerce o maior poder sobre o homem. Hipócrates, Acerca das doenças sagradas (séc. IX a.C.)” (BEAR; CONNORS; PARADISO, 2017, p. 4). 2 3 17/08/2023 2 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Definição e Organização Básica do Sistema Nervoso (SN) O Sistema Nervoso Visto a Olho Nu ❖Se você examinar pela primeira vez o sistema nervoso de um vertebrado: ❖ Logo concluirá que ele tem partes situadas dentro do crânio e da coluna vertebral; ❖E outras distribuídas por todo o organismo. ❖As primeiras recebem o nome coletivo de sistema nervoso central (SNC), e as últimas, de sistema nervoso periférico (SNP). ❖No SNC está a grande maioria das células nervosas, seus prolongamentos e os contatos que fazem entre si. ❖No SNP ficam relativamente poucas células, mas um grande número de prolongamentos chamados fibras nervosas, agrupados em filetes alongados chamados nervos. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (LENT, 2010, p. 5) 4 5 17/08/2023 3 ❖Tanto o SN quanto o endócrino têm o mesmo objetivo: ❖ Manter condições controladas nos limites compatíveis com a vida. ❖SN regula as atividades corporais por meio de respostas rápidas utilizando impulsos nervosos; ❖Sistema endócrino responde por meio da liberação de hormônios. ❖SN também é responsável por nossas percepções, nossos comportamentos e nossas memórias e inicia todos os movimentos voluntários. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 39) ❖SN representa uma rede de comunicações e controle que permite que o organismo interaja, de modo apropriado, com o seu ambiente. ❖Ambiente que inclui tanto o meio externo (o mundo fora do corpo) quanto o interno (os componentes e cavidades do corpo). ❖SN é dividido nas áreas central e periférica e cada uma delas apresenta subdivisões. ❖Sistema nervoso periférico (SNP) representa interface entre o meio ambiente e o sistema nervoso central (SNC). ❖Ele inclui os neurônios sensitivos (ou aferentes primários), neurônios motores somáticos e neurônios motores autônomos. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (KOEPPEN; STATON, 2009, p. 53) 6 7 17/08/2023 4 Funções gerais do sistema nervoso: ❖Detecção sensorial, processamento das informações e expressão do comportamento. ❖Sistemas endócrino e imunológico, apresentam algumas dessas funções, mas o sistema nervoso é especializado para elas. ❖Detecção sensorial - processo pelo qual os neurônios transformam a energia ambiental em sinais neuronais. ❖Feita por neurônios especiais, chamados receptores sensoriais. ❖Diversas formas de energia podem ser sentidas, incluindo a mecânica, luminosa, sonora, química, térmica e, em alguns animais, elétrica. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (KOEPPEN; STATON, 2009, p. 53) Detecção sensorial ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (HALL, 2017, p. 1698-9) Eixo neural motor esquelético do sistema nervoso. 8 9 17/08/2023 5 Organização do sistema nervoso ❖Apenas 2 kg de peso + cerca de 3% do peso corporal total ❖Um dos menores, porém mais complexos dos 11 sistemas corporais. ❖Rede intrincada de bilhões de neurônios e de um número ainda maior de células da neuróglia está organizada em duas subdivisões principais: ❖Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico. Sistema Nervoso Central ❖Composto pelo encéfalo e pela medula espinal. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556, 654) Sistema Nervoso Central (SNC) ❖Encéfalo - parte do SNC que está localizada no crânio. ❖Medula Espinal - conecta-se com o encéfalo por meio do forame magno do occipital e está envolvida pelos ossos da coluna vertebral. ❖SNC processa muitos tipos diferentes de informações sensitivas. ❖Também é a fonte dos pensamentos, das emoções e das memórias. ❖Maioria dos sinais que estimulam a contração muscular e a liberação das secreções glandulares se origina no SNC. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) 10 11 17/08/2023 6 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Organização do sistema nervoso Subdivisões do Sistema Nervoso (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Organização do sistema nervoso - Organograma do sistema nervoso. As caixas azuis representam os componentes sensitivos do sistema nervoso periférico; as caixas vermelhas, os componentes motores do SNP; e as caixas verdes, os efetores (músculos e glândulas). (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 558) 12 13 17/08/2023 7 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Esquema dos principais componentes do SNC, apresentados em uma visão longitudinal mediana. (KOEPPEN; STATON, 2009, p. 58) Vista lateral do encéfalo humano mostrando o hemisfério esquerdo, cerebelo, ponte e bulbo. Repare na divisão dos lobos cerebrais (frontal, parietal, occipital e temporal) e as duas fissuras principais (lateral e central). Organização do Sistema Nervoso Sistema Nervoso Periférico ❖Sistema nervoso periférico (SNP) - formado por todo o tecido nervoso fora do SNC. ❖Componentes do SNP - nervos, gânglios, plexos entéricos e receptores sensitivos. ❖Nervo - feixe composto por centenas de milhares de axônios associados a seu tecido conjuntivo e seus vasos sanguíneos que se situa fora do encéfalo e da medula espinal. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) 14 15 17/08/2023 8 Sistema Nervoso Periférico ❖Doze pares de nervos cranianos emergem do encéfalo e 31 pares de nervos espinais emergem da medula espinal. ❖Cada nervo segue um caminho definido e supre uma região específica do corpo. ❖Os gânglios são pequenas massas de tecido nervoso compostas primariamente por corpos celulares que se localizam fora do encéfalo e da medula espinal. ❖ Estas estruturas têm íntima associação com os nervos cranianos e espinais. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (NETTER, 2015, p. 181; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Definição e Organização Básica do Sistema Nervoso (SN) (Adaptada de Zanela, 2015, p. 12) 16 1717/08/2023 9 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (M A R IE B ; W IL H EL M ; M A LL A TT , 2 0 1 4 , p . 3 63 ; M A R TI N I; T IM M O N S; T A LL IT SC H , 2 0 0 9 , p .3 63 ) Organização anatômica do sistema nervoso. Anatomia macroscópica da medula espinal, Nervos periféricos. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Organização anatômica do sistema nervoso. Uma apresentação dos termos geralmente utilizados nas descrições de neuroanatomia (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p.356) 18 19 17/08/2023 10 Sistema Nervoso Periférico ❖Plexos entéricos são extensas redes neuronais localizadas nas paredes de órgãos do sistema digestório. ❖Neurônios destes plexos ajudam a regular o sistema digestório. ❖O termo receptor sensitivo refere-se à estrutura do sistema nervoso que monitora as mudanças nos ambientes externo ou interno. ❖Exemplos de receptores sensitivos - receptores táteis da pele, fotorreceptores do olho e receptores olfatórios do nariz. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Divisão ❖Sistema nervoso somático (SNS), ❖Sistema nervoso autônomo (SNA), divisão autônoma do sistema nervoso segundo a Terminologia Anatômica); ❖Sistema nervoso entérico (SNE). ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) 20 21 17/08/2023 11 Sistema Nervoso Periférico (SNP) Composição ❖Neurônios sensitivos que transmitem informações para o SNC a partir de receptores somáticos na cabeça, no tronco e nos membros e de receptores para os sentidos especiais da visão, da audição, da gustação e do olfato. ❖Neurônios motores que conduzem impulsos nervosos do SNC exclusivamente para os músculos esqueléticos. ❖Como estas respostas motoras podem ser controladas conscientemente, a ação desta parte do SNP é voluntária. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Divisão autônoma do sistema nervoso ou SNA ❖Neurônios sensitivos que levam informações de receptores sensitivos autônomos – localizados especialmente em órgãos viscerais como o estômago e os pulmões – para o SNC; ❖Neurônios motores que conduzem os impulsos nervosos do SNC para o músculo liso, o músculo cardíaco e as glândulas. ❖Como suas respostas motoras não estão, de modo geral, sob controle consciente, a atuação do SNA é involuntária. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) 22 23 17/08/2023 12 Sistema Nervoso Periférico (SNP) Divisão autônoma do sistema nervoso ou SNA ❖A parte motora do SNA é composta por dois ramos: ❖ Divisão Simpática e Divisão Parassimpática. ❖Com poucas exceções, os efetores recebem nervos de ambas as divisões e geralmente têm ações opostas. ❖Por exemplo, os neurônios simpáticos aumentam a frequência cardíaca, enquanto os parassimpáticos a diminuem. ❖De modo geral, a divisão simpática está relacionada com o exercício ou ações de emergência – as respostas de “luta ou fuga” – a divisão parassimpática se concentra nas ações de “repouso e digestão”. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Divisão autônoma do sistema nervoso ou SNA ❖Atuação do SNE, o “cérebro do intestino”, é involuntária. ❖Maioria destes neurônios funciona independentemente do SNA e em parte do SNC: ❖Embora se comuniquem com o SNC através de neurônios simpáticos e parassimpáticos. ❖ Neurônios sensitivos do SNE - monitoram mudanças químicas no sistema digestório, bem como o estiramento de suas paredes. ❖Neurônios motores entéricos – controlam as contrações do músculo liso para impulsionar o alimento (quimo), as secreções dos órgãos e a atividade das células endócrinas, secretoras de hormônios. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556) 24 25 17/08/2023 13 Funções do sistema nervoso ❖O sistema nervoso executa tarefas complexas: ❖Permite sentir vários odores, falar e lembrar eventos do passado; ❖Gera sinais que controlam os movimentos corporais e regula o funcionamento dos órgãos internos. Função sensitiva ❖Receptores sensitivos detectam estímulos internos ou estímulos externos. ❖Informações – são levadas para o encéfalo e para a medula espinal por meio dos nervos cranianos e espinais. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (MARIEB; WILHELM; MALLATT, 2014, p. 363; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 557) Funções do sistema nervoso Função integradora ❖Quando o SN processa as informações sensitivas, analisando-as e tomando as decisões adequadas para cada resposta. Função motora. ❖Após o processamento das informações sensitivas: ❖SN pode desencadear uma resposta motora específica por meio da ativação de efetores (músculos e glândulas) por intermédio dos nervos cranianos e espinais. ❖Estimulação dos efetores causa a contração dos músculos e a secreção de hormônios pelas glândulas. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN) UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (MARIEB; WILHELM; MALLATT, 2014, p. 363; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 557) 26 27 17/08/2023 14 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tecido Nervoso e suas Propriedades Fisiológicas ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Composição do Tecido nervoso: ❖Neurônios e a Neuróglia. ❖Células que se combinam de várias maneiras em diferentes regiões do sistema nervoso. ❖Formam as complexas redes de processamento no encéfalo e na medula espinal. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 559, 566) 28 29 17/08/2023 15 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA ❖O tecido nervoso contém dois tipos de células: ❖Células nervosas ou neurônios; ❖Células de sustentação ou neuróglia. ❖Neurônios (neuro, nervo) - responsáveis pela transferência e pelo processamento da informação no sistema nervoso. ❖Neuróglia apresenta variadas funções: ❖Oferecer uma estrutura de sustentação para o tecido nervoso; ❖Regular a composição do tecido intersticial e fornecer nutrientes para os neurônios. (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p. 77, 341-2; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 559, 566) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurônios (Células Nervosas) ❖Apresentam excitabilidade elétrica - capacidade de responder a um estímulo e convertê–lo em um potencial de ação. ❖Estímulo - qualquer mudança no ambiente que seja forte o suficiente para iniciar um potencial de ação. ❖Potencial de ação (impulso nervoso) - sinal elétrico que se propaga pela superfície da membrana de um neurônio. ❖Começa e se propaga devido à passagem de íons (como Na+ e K+) entre o líquido intersticial e a parte interna de um neurônio por meio de canais iônicos específicos em sua membrana plasmática. ❖Uma vez iniciado, o impulso nervoso é transmitido rapidamente e em uma velocidade constante. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 559, 566) 30 31 17/08/2023 16 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃOÀ NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurônios (Células Nervosas) ❖Neurônios são as células mais longas no corpo, muitas atingindo até 1 m de comprimento. ❖A maioria é incapaz de se dividir em circunstâncias normais e apresenta capacidade muito limitada de regeneração após lesão. Partes de um neurônio: ❖Corpo celular; ❖Dendritos; ❖Axônio; e ❖Botões Terminais (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p.77) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Definição e Organização Básica do Sistema Nervoso (SN) - Revisão da Estrutura do Neurônio (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p. 344) 32 33 17/08/2023 17 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurônios (Células Nervosas) ❖Neurônio típico apresenta um corpo celular, ou soma - contém um grande núcleo proeminente. ❖Corpo celular contém um núcleo cercado por citoplasma: ❖Inclui organelas celulares típicas como os lisossomos, as mitocôndrias e o complexo de Golgi; ❖Apresenta diversas ramificações denominadas dendritos (dendron, árvore) e um único axônio. ❖Dendritos - projeções arborizadas do corpo celular que se irradiam em direções múltiplas. (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p. 77; PRESTON; WILSON, 2014, p. 54) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.561) Estrutura de um Neurônio Multipolar. Um neurônio multipolar tem um corpo celular, vários dendritos curtos, e um único e longo axônio. As setas indicam a direção do fluxo de informações: dendritos → corpo celular → axônio → terminais axônicos. 34 35 17/08/2023 18 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurônios (Células Nervosas) Axônio ❖Organizado de forma a retransmitir informação em alta velocidade de uma extremidade do neurônio à outra. ❖Surge de uma projeção do soma chamada cone axonal; ❖É longo e fino como um fio elétrico. ❖Em geral, está envolvido por um material isolante (mielina) que aumenta a velocidade de transmissão do sinal. ❖Função - conduzir sinais do corpo do neurônio para as células-alvo (podem ser outros neurônios, músculos ou glândulas). (BARRETT et al., 2014, p. 95; MARTINI; TIMMONS; PRESTON; WILSON, 2014, p. 54; TALLITSCH, 2009, p. 77; ZANELA, 2015, p. 14) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurônios (Células Nervosas) Terminal Nervoso (do axônio) ❖Especializado em converter um sinal elétrico (um potencial de ação) em um sinal químico para entregar a um ou mais receptores. ❖Junção entre o terminal e o seu alvo é chamada sinapse. ❖As membranas celulares pré-sinápticas e pós-sinápticas são separadas por uma fenda sináptica de aproximadamente 30 a 50 nm. ❖Pode haver uma quantidade variável de células efetoras pós- sinápticas próximo a esse terminal, separada dele pela fenda. (BARRETT et al., 2014, p. 95; MARTINI; TIMMONS; PRESTON; WILSON, 2014, p. 55; TALLITSCH, 2009, p. 77; ZANELA, 2015, p. 14) 36 37 17/08/2023 19 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Bainha de Mielina ❖Os axônios de muitos neurônios são mielinizados: ❖Possuem uma bainha de mielina, um complexo proteicolipídico que envolve o axônio. ❖É um isolante efetivo. ❖Perda da mielina - associada a retardo ou bloqueio na condução nos axônios desmielinizados. (BARRETT et al., 2014, p. 84-85;TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.565) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Bainha de Mielina ❖Capa lipoproteica com várias camadas: ❖Formada pelas células de Schwann (SNP) e pelos oligodendrócitos (SNC); ❖Envolve axônios de vários neurônios das partes periférica e central do sistema nervoso. ❖Oligodendrócitos podem mielinizar simultaneamente os axônios de múltiplos neurônios, mas as células de Schwann permanecem dedicadas a um único axônio. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 62;TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.1563) 38 39 17/08/2023 20 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Doenças desmielinizantes do sistema nervoso central ❖Esclerose Múltipla https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_desmielinizante • Não tem cura • Pode se manifestar por diversos sintomas • fadiga intensa, • depressão, • fraqueza muscular, • alteração do equilíbrio da coordenação motora, • disfunção intestinal e urinária. • Doença neurológica, crônica e autoimune • as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, • provocando lesões cerebrais e medulares. • Causa desconhecida e afeta geralmente pacientes jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos. ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Nervo ❖Os termos neurônio e nervo são geralmente confundidos. ❖Neurônio é uma única célula excitável. Nervo ❖ Feixe de fibras nervosas (axônios e suas células de suporte) que correm pela periferia como um cabo moderno de telecomunicação. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 64) 51 52 17/08/2023 21 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Nervo Velocidade de Condução ❖Características das fibras individuais que formam um nervo variam consideravelmente: ❖Algumas podem ser finas, não mielinizadas e de baixa condução; ❖Outras são espessas, mielinizadas e conduzem impulsos a elevadas velocidades. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 64) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Nervo Velocidade de condução ❖Fibras espessas ocupam mais espaço do que as finas e são mais dispendiosas de manter metabolicamente: ❖ Utilizadas apenas onde a velocidade de comunicação é imprescindível. ❖Na prática - significa que fibras mais rápidas são utilizadas para reflexos motores. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 64) 53 54 17/08/2023 22 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Bioeletrogênese e a Propagação do Potencial de Ação ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Introdução ❖Células vivas caracterizam-se por manter um potencial elétrico negativo no citoplasma, gerando uma diferença de potenciaI elétrico (DP) através da membrana plasmática. ❖Esta DP, que pode variar de poucos mV até cerca de 100 mV: ❖É necessária para uma série de processos que ocorrem na membrana celular. (AIRES, 2008, p. 137; HALL, 2017, p. 212) 55 56 17/08/2023 23 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA ❖Tecido nervoso consiste em apenas dois tipos principais de células: neurônios e neuróglia, apesar da incrível complexidade do sistema nervoso. ❖Neurônios são sensíveis a vários estímulos; ❖Convertem estímulos em sinais elétricos chamados de potenciais de ação (impulsos nervosos); e ❖Conduzem esses potenciais de ação para outros neurônios, para o tecido muscular ou para glândulas. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 222; https://biologia.hi7.co/aula---sistema-nervoso--histologia-e-fisiologia--56ce24bc146ba.html) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA ❖Neurônios e fibras musculares são considerados células excitáveis porque exibem excitabilidade elétrica: ❖Capacidade de responder a certos estímulos produzindo sinais elétricos como potenciais de ação. ❖Potenciais de ação podem se propagar ao longo da membrana plasmática de um neurônio ou de uma fibramuscular por causa de canais iônicos dependentes de voltagem específicos. ❖Potencial de ação formado em um neurônio: ❖Liberação de neurotransmissores - permite comunicação com outros neurônios, com fibras musculares ou com glândulas. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 223) Ilustração modificada de: https://br.pinterest.com/lara_rodrigues7/teci do-muscular/ 57 58 https://biologia.hi7.co/aula---sistema-nervoso--histologia-e-fisiologia--56ce24bc146ba.html https://br.pinterest.com/lara_rodrigues7/tecido-muscular/ https://br.pinterest.com/lara_rodrigues7/tecido-muscular/ 17/08/2023 24 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Potencial de Ação (PA) ❖Neurônios comunicam-se entre si por meio de potenciais de ação nervoso: ❖Também chamados impulsos nervoso. ❖Geração dos PA nas fibras musculares e neurônios de características básicas da membrana plasmática (MP): ❖ A existência de um potencial de membrana (PM) em repouso; ❖Presença de tipos específicos de canais iônicos. ❖Muitas mostram um PM - diferença na quantidade de carga elétrica no lado interno da MP em comparação ao seu lado externo. ❖O PM é como a voltagem armazenada em uma bateria. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 235) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Potencial de Ação (PA) ❖Diz-se que uma célula que tem um PM está polarizada. ❖A voltagem através da MP é denominada de potencial de membrana em repouso: ❖Ocorre quando as fibras musculares e neurônios estão em “repouso” – não conduzindo potenciais de ação. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 235) http://neuroinformacao.blogspot.com/2013_05_25_archive.html 59 60 http://neuroinformacao.blogspot.com/2013_05_25_archive.html 17/08/2023 25 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Canais Iônicos ❖Proteínas transmembrana que formam um poro hidrofílico; ❖Quando um canal se abre, promove uma via aquosa de passagem para que os íons possam cruzar a membrana entre o LEC e o LIC. ❖Canais iônicos permitem que pequenos íons (p. ex., Na+, K+, Ca2+ e Cl-) entrem e cruzem o eixo lipídico em resposta a uma alteração do potencial de membrana. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 7) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Canais Iônicos ❖Todas as células expressam canais iônicos. ❖Existem numerosos tipos: ❖Canal Na+ dependente de voltagem - medeia os potenciais de ação nervosos. ❖Canais Ca2+ dependentes de voltagem que medeiam a contração muscular. (BARRETT et al., 2013, p. 37; PRESTON; WILSON, 2014, p. 7) 61 62 17/08/2023 26 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Canais Iônicos ❖Todas as células expressam canais iônicos. ❖Existem numerosos tipos: ❖Canal Na+ dependente de voltagem - medeia os potenciais de ação nervosos. ❖Canais Ca2+ dependentes de voltagem - medeiam a contração muscular. (BARRETT et al., 2013, p. 37; PRESTON; WILSON, 2014, p. 7) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Canais Iônicos ❖Quando abertos, permitem a difusão de íons específicos através da MP: ❖Do local em que íons são mais concentrados para o local em que eles são menos concentrados. ❖De modo similar – os íons de carga positiva se moverão em direção a uma área de carga negativa, assim como os íons de carga negativa se moverão para uma área de carga positiva. ❖À medida que íons se difundem através da MP para igualar diferenças de carga ou concentração: ❖ Resulta em um fluxo de corrente que pode alterar o PM. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236) 63 64 17/08/2023 27 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Canais Iônicos ❖Canais de Difusão e Canais Ativados – tipos diferentes de canais iônicos. ❖Canais de Difusão – permitem que uma corrente iônica pequena mas constante escoe através da membrana. ❖Uma vez que as MP têm tipicamente muito mais canais de difusão de K+ do que canais de difusão do Na+: ❖A permeabilidade ao K+ é muito mais alta do que sua permeabilidade ao Na+. ❖Em compensação, os canais ativados abrem e fecham sob comando, ❖Os canais ativados por voltagem – canais que se abrem em resposta a uma alteração no PM – são usados para gerar e conduzir PA. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 575) 65 66 17/08/2023 28 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Potencial de Membrana em Repouso (PMR) ❖Em um neurônio em repouso, a superfície externa da MP tem carga positiva e a sua superfície interna tem carga negativa. ❖A separação das cargas elétricas positivas e negativas é uma forma de energia potencial que pode ser medida em volts. ❖As voltagens produzidas pelas células são muito mais baixas e são medidas em milivolts (1 milivolt = 1 mV = 1/1.000 volt). (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 574) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Potencial de Membrana em Repouso (PMR) ❖O PMR surge da distribuição desigual de vários íons no citosol e no líquido intersticial: ❖Líquido intersticial – rico em Na+ e íons cloreto (Cl-); ❖Interior celular - principais íons – K+ e dois íons de carga negativa dominantes são o fosfatos ligados às moléculas orgânicas. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 575) 67 68 17/08/2023 29 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Geração de Potenciais de Ação ❖Potencial de Ação ou impulso: ❖Sequência de eventos de ocorrência rápida; ❖Diminuem e invertem o PM; ❖Depois o restituem ao estado de repouso. ❖Excitabilidade elétrica: ❖Capacidade das fibras musculares e neurônios de converter os estímulos em PA. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Geração de Potenciais de Ação Estímulo ❖Qualquer coisa no ambiente celular capaz de alterar o PM em repouso. ❖Se um estímulo levar a membrana a despolarizar até um nível crítico, denominado limiar, surgirá então um PA. ❖Principais fases de um PA: ❖Fase de Despolarização. ❖Fase de Repolarização. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 579) 69 70 17/08/2023 30 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Geração de Potenciais de Ação Principais fases de um PA ❖Fase de Despolarização. ❖Sequência de eventos de ocorrência rápida - diminui e finalmente inverte o PM → torna o MIC mais positivo que o MEC. ❖Fase de Repolarização. ❖Posteriormente, a polarização da membrana é restabelecida até o seu estado de repouso. (HALL, 2017, p. 232-234; TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236) (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 579) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Potencial de ação (PA) ou impulso nervoso. 71 72 17/08/2023 31 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Geração de Potenciais de Ação Princípio de tudo-ou-nada ❖Se um estímulo é suficientemente forte para causar a despolarização até o limiar: ❖ Canais de Na+ e K+ ativados por voltagem se abrem e ocorre um PA. ❖Estímulo muito mais forte NÃO pode causar um maior PA → porque o tamanho de um PA é sempre o mesmo. ❖Estímulo fraco que não consegue causar uma despolarizaçãono nível do limiar (sublimiar) NÃO fará surgir um PA. ❖Durante um breve período de tempo após o início de um PA, uma fibra muscular ou neurônio NÃO pode gerar outro PA → período refratário. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 237) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.584) Propagação de um potencial de ação em um neurônio após sua geração na zona-gatilho Nos axônios não mielinizados ocorre a condução contínua; nos mielinizados, a condução saltatória. 73 74 17/08/2023 32 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sinapses: Definição e Classificação ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA ❖Onde ocorre a comunicação entre dois neurônios ou entre um neurônio e uma célula efetora (célula muscular ou glandular). ❖Na maioria das sinapses, um pequeno intervalo chamado de fenda sináptica separa as duas células. ❖Uma vez que as células não se tocam fisicamente e o potencial de ação não consegue “pular o intervalo” entre uma célula e outra: ❖A primeira célula se comunica com a segunda liberando um mensageiro químico chamado neurotransmissor. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586; ZANELA, 2015, p. 25 ) 75 76 17/08/2023 33 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA ❖Neurônio pré-sináptico se refere a uma célula nervosa que conduz o impulso nervoso em direção a uma sinapse. ❖É a célula que leva o sinal. ❖Célula pós-sináptica é aquela que recebe o sinal. ❖Pode ser um neurônio chamado neurônio pós-sináptico, que leva o impulso nervoso para longe de uma sinapse; ❖ Ou uma célula efetora, que responde ao impulso da sinapse. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586) http://www.ifcursos.com.br/sistema/admin/arquivos/17-38-11-c0m0agem0sinseticidasn0sinset0s.pdf ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA ❖A maioria das sinapses entre neurônios é axodendrítica - entre o axônio e um dendrito; ❖Outras são axossomáticas - entre um axônio e uma célula; ❖Axoaxônicas - entre dois axônios. ❖ As sinapses podem ser elétricas ou químicas, apresentando diferenças estruturais e funcionais entre si. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586-7 ) 77 78 http://www.ifcursos.com.br/sistema/admin/arquivos/17-38-11-c0m0agem0sinseticidasn0sinset0s.pdf 17/08/2023 34 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sinapses Elétricas ❖Potenciais de ação (impulsos) são conduzidos diretamente entre as membranas plasmáticas de neurônios adjacentes por meio de estruturas chamadas junções comunicantes. ❖Cada junção contém uma centena ou mais de conexinas tubulares: ❖ Funcionam como túneis para ligar diretamente o citosol de duas células; ❖À medida que os íons fluem de uma célula para a outra por estas conexões, o potencial de ação também se propaga de uma célula para outra. (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sinapses Química ❖As membranas plasmáticas dos neurônios pré e pós-sinápticos em uma sinapse química estão próximas entre si: ❖NÃO se tocam. ❖Separadas pela fenda sináptica ❖Espaço de 20 a 50 nm* que é preenchido com líquido intersticial. (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586) 79 80 17/08/2023 35 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sinapses Química ❖Impulsos nervosos NÃO podem ser conduzidos pela fenda sináptica. ❖Ocorre uma forma alternativa e indireta de comunicação. ❖Neurônio pré-sináptico libera um neurotransmissor: ❖Difunde pelo líquido da fenda sináptica e se liga a receptores na membrana plasmática do neurônio pós-sináptico - em resposta a um impulso nervoso. (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sinapses Química ❖O neurônio pós-sináptico recebe o sinal químico: ❖Produz um potencial pós-sináptico, um tipo de potencial graduado. ❖ Desse modo, o neurônio pré-sináptico converte o sinal elétrico (impulso nervoso) em um sinal químico (neurotransmissor liberado). ❖ O neurônio pós-sináptico recebe o sinal químico e, em contrapartida, gera um sinal elétrico (potencial pós- sináptico). ❖Sinapses químicas transmitem sinais mais lentamente que as sinapses elétricos. (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586) 81 82 17/08/2023 36 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Transmissão de sinal em uma sinapse química. ❖Um neurônio pré-sináptico libera moléculas de neurotransmissores por meio da exocitose de vesículas sinápticas; ❖Após se difundir pela fenda sináptica: ❖ Neurotransmissor se liga a receptores na membrana plasmática do neurônio pós-sináptico e produz um potencial pós-sináptico. ❖Neurônio pré-sináptico converte um sinal elétrico (impulso nervoso) em um sinal químico (liberação de neurotransmissor). ❖O neurônio pós-sináptico então converte o sinal químico novamente em sinal elétrico (potencial pós-sináptico). (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Epilepsia Crises Parciais Complexas (CPC) A eficácia do divalproato de sódio na redução da incidência de crises parciais complexas (CPC) que ocorrem de forma isolada ou em associação com outros tipos de crises foi estabelecida em dois ensaios controlados usando divalproato de sódio comprimidos revestidos. Farmacodinâmica O Valproato de Sódio (DEPAKENE©) é convertido a ácido valproico que se dissocia no íon valproato no trato gastrointestinal. Seu mecanismo de ação ainda não foi estabelecido, mas sua atividade parece estar relacionada com o aumento dos níveis do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro. 83 84 17/08/2023 37 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurotransmissores e Drogas Neuromoduladoras ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurotransmissores e Drogas Neuromoduladoras ❖Grande maioria das sinapses interneuronais e todas as sinapses neuro efetuadoras são sinapses químicas: ❖Comunicação entre os elementos em contato depende da liberação de substância química, denominada neurotransmissor. ❖Neurotransmissor age nos receptores farmacológicos da membrana pós-sináptica. ❖Interação neurotransmissor/receptor geralmente altera a permeabilidade da membrana pós-sináptica a determinados: ❖ Provoca mudança na polaridade elétrica da membrana que pode originar um impulso nervoso. (CONSENZA; GUERRA, 2011, p. 7; MACHADO, 2007, p. 23) 85 86 17/08/2023 38 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurotransmissores e Drogas Neuromoduladoras ❖Um Neurotransmissor é rapidamente inativado depois de provocar alteração na membrana pós- sináptica. ❖A sinapse, assim, está pronta para atuar novamente. ❖Neurotransmissores conhecidos: ❖ Acetilcolina; ❖Certos aminoácidos - glicina, glutamato, aspartate, ácido gama-amino-butírico (GABA); ❖Monoaminas - dopamina, noradrenalina, adrenalina e histamina. (CONSENZA; GUERRA, 2011, p. 7; GUYTON; HALL, 2017, p. 1708) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neurotransmissores conhecidos: Acetilcolina (Ach) ❖Neurotransmissor que foi melhor estudado.❖Liberada por muitos neurônios do SNP e alguns do SNC. ❖Neurotransmissor excitatório em algumas sinapses: ❖Na junção neuromuscular causa despolarização do sarcolema – desencadeia a contração da fibra muscular. − Curiosidade: Relaxantes musculares, amplamente utilizados durante cirurgias, baseiam-se na estrutura do curare (veneno extraído de plantas, usado por índios brasileiros para paralisar a caça). O curare liga-se ao receptor de acetilcolina, alterando-o para uma conformação inapropriada à ligação do neurotransmissor (AIRES, 2008, p. 69- 70). ❖Neurotransmissor inibitório em outras sinapses ❖Por exemplo, a ACh diminui a frequência cardíaca por meio das sinapses inibitórias de neurônios parassimpáticos do nervo vago (X). (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595) (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586) 87 88 17/08/2023 39 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Aminoácidos ❖O glutamato (ácido glutâmico) e o aspartato (ácido aspártico) têm potentes efeitos excitatórios. ❖A maioria dos neurônios excitatórios no SNC e talvez a metade das sinapses do encéfalo se comunicam por meio do glutamato. ❖Ácido gama aminobutírico (GABA) e a glicina são importantes neurotransmissores inibitórios. ❖GABA é encontrado somente no SNC onde é o neurotransmissor inibitório mais comum. ❖Cerca de um terço de todas as sinapses encefálicas utiliza o GABA. ❖Fármacos ansiolíticos como o diazepam potencializam a ação deste neurotransmissor. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595) 89 90 17/08/2023 40 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Aminas Biogênicas ❖Certos aminoácidos são modificados e descarboxilados (remoção do grupo carboxila) para que sejam produzidas as aminas biogênicas. ❖Mais prevalentes no sistema nervoso - norepinefrina, epinefrina, dopamina e serotonina. ❖Podem ser excitatórias ou inibitórias, dependendo do tipo de receptor na sinapse. ❖Norepinefrina ❖ Atua no despertar (acordar do sono profundo), nos sonhos e na regulação do humor. ❖ Pequeno número de neurônios no encéfalo utiliza a epinefrina como neurotransmissor. ❖Norepinefrina e epinefrina também funcionam como hormônios. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Aminas Biogênicas Dopamina ❖Os neurônios encefálicos que contêm o neurotransmissor dopamina estão ativos durante respostas emocionais, comportamentos de adição e experiências agradáveis. ❖Neurônios dopaminérgicos ajudam a regular o tônus dos músculos esqueléticos e alguns aspectos dos movimentos gerados por sua contração. ❖A rigidez muscular observada na doença de Parkinson é causada pela degeneração de neurônios que liberam dopamina. ❖ Uma forma de esquizofrenia ocorre devido ao acúmulo excessivo de dopamina. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595) 91 92 17/08/2023 41 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Aminas Biogênicas Serotonina ❖Também conhecida como 5hidroxitriptamina (5HT): ❖Concentra-se em neurônios de uma parte do encéfalo conhecida como núcleos da rafe. ❖Age como inibidor das vias da dor na medula espinal. ❖Acredita-se que sua ação inibitória nas regiões superiores do sistema nervoso esteja envolvida nos processos de percepção sensorial, regulação de temperatura corporal, controle do humor, apetite e indução do sono. (BARRETT et al., 2013, p. 138; HALL, 2017, p. 1724; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neuropeptídios Substância P ❖Encontrada em neurônios sensitivos, em vias medulares e em partes do encéfalo associadas à dor: ❖Potencializa a sensação de dor. Encefalinas ❖Inibem os impulsos álgicos por meio da supressão da liberação da substância P; ❖ Parecem ter papel na memória e no aprendizado, na atividade sexual, no controle da temperatura corporal e em doenças mentais. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599) 93 94 17/08/2023 42 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Neuropeptídios Endorfinas ❖ Inibem a dor por bloqueio da liberação da substância P; ❖Parecem exercer funções na memória e no aprendizado, na atividade sexual, no controle da temperatura corporal e em doenças mentais. Angiotensina II ❖Estimula a sede; ❖Parece regular a pressão sanguínea no encéfalo; ❖Como hormônio, gera vasoconstrição e promove a liberação de aldosterona: ❖Aumenta a taxa de reabsorção de sal e água nos rins. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Substâncias naturalmente presentes no corpo, bem como fármacos e toxinas, podem modificar os efeitos dos neurotransmissores de várias maneiras: ❖Síntese de neurotransmissores pode ser estimulada ou inibida: ❖Por exemplo, muitos pacientes com doença de Parkinson se beneficiam do uso do fármaco levodopa, pois ele é um precursor da dopamina. ❖Por um curto período de tempo, a administração de levodopa aumenta a produção de dopamina nas áreas encefálicas afetadas. ❖Liberação de neurotransmissores pode ser aumentada ou bloqueada: ❖ Anfetaminas promovem a liberação de dopamina e norepinefrina. ❖A toxina botulínica causa paralisia por bloqueio da liberação de acetilcolina a partir dos neurônios motores somáticos. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599) 95 96 17/08/2023 43 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Substâncias naturalmente presentes no corpo, bem como fármacos e toxinas, podem modificar os efeitos dos neurotransmissores de várias maneiras: ❖Os receptores de neurotransmissores podem ser ativados ou bloqueados: ❖Um agente que se liga a receptores e potencializa ou mimetiza o efeito de um neurotransmissor natural é chamado agonista. ❖O isoproterenol é um potente agonista da epinefrina e da norepinefrina. ❖Ele pode ser utilizado para dilatar as vias respiratórias durante uma crise asmática. Um agente que se liga e bloqueia os receptores de um neurotransmissor é conhecido como antagonista. ❖A olanzapina, fármaco prescrito para esquizofrenia, é um antagonista da serotonina e da dopamina. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Substâncias naturalmente presentes no corpo, bem como fármacos e toxinas, podem modificar os efeitos dos neurotransmissores de várias maneiras: ❖Remoção de neurotransmissores pode ser estimulada ou inibida: ❖ Por exemplo, a cocaína gera euforia – sensações intensamente prazerosas – por bloqueio de transportadores para a recaptação da dopamina. ❖Esta ação permite que a dopamina permaneça por mais tempo nas fendas sinápticas, produzindo estimulação excessiva em certas áreas encefálicas. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599) 97 98 17/08/2023 44 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tônus, Espasticidade, Atonia, Normotonia, Rigidez https://makeagif.com/gif/movimientos-coreoatetosicos-glPD2K ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tônus muscular ❖Mesmo quando os músculos estão em repouso, em geral eles ainda apresentam certa tensão. ❖Tensão conhecida como tônus muscular. ❖Como normalmente a fibra muscular esquelética não se contrai sem que ocorra um potencial de ação para estimulá-la: ❖ Tônus do músculo esquelético resulta inteiramente de baixa frequência de impulsos nervosos vindos da medula espinal. ❖Impulsos nervosos que são controlados, em parte, por sinaistransmitidos pelo cérebro para o motoneurônio anterior da medula espinal; e ❖ Parte, por sinais originados nos fusos musculares, localizados no próprio músculo. (BARRETT et al., 2013, p. 124; HALL, 2017, p. 283) 99 100 https://makeagif.com/gif/movimientos-coreoatetosicos-glPD2K 17/08/2023 45 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tônus muscular ❖Pequenos grupos de unidades motoras são alternada e constantemente ativados e desativados para sustentar o tônus muscular. ❖Mantém os músculos esqueléticos firmes, porém não resulta em força potente o suficiente para produzir movimento. ❖ Por exemplo, quando se está acordado, os músculos da região cervical posterior se encontram em contração tônica normal; eles mantêm a cabeça ereta, evitando sua queda para frente. ❖Importante nos tecidos musculares lisos, como aqueles encontrados no sistema digestório, onde as paredes dos órgãos exercem pressão constante sobre seus conteúdos. ❖Nas fibras musculares lisas das paredes dos vasos sanguíneos é crucial na manutenção da pressão arterial. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tônus muscular Hipotonia ❖Diminuição ou perda do tônus muscular (atonia): ❖Músculos são flácidos. ❖Músculos flácidos são moles e parecem achatados em lugar de arredondados. ❖ Determinados distúrbios do sistema nervoso e comprometimentos no equilíbrio de eletrólitos (sobretudo Na, Ca e, em menor grau, Mg) podem resultar em paralisia flácida: ❖Perda do tônus muscular, perda ou redução dos reflexos tendíneos, atrofia (definhamento) e degeneração dos músculos. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448) http://seuguiadesaude.com.br/hipotonia/ 101 102 http://seuguiadesaude.com.br/hipotonia/ 17/08/2023 46 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tônus muscular Hipertonia ❖Aumento do tônus muscular. ❖Expressa de duas maneiras: espasticidade ou rigidez. Espasticidade ❖Exacerbação do tônus muscular (endurecimento) associada a uma acentuação dos reflexos tendíneos e a reflexos patológicos: ❖Como sinal de Babinski → hálux se estende com ou sem abertura dos outros dedos em resposta à estimulação na margem lateral da planta do pé. ❖Determinados distúrbios do sistema nervoso e eletrolíticos como aqueles previamente citados podem resultar em paralisia espástica, uma paralisia parcial na qual os músculos exibem espasticidade. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448) https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2 014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tônus muscular Hipertonia ❖Aumento do tônus muscular. ❖Expressa de duas maneiras: espasticidade ou rigidez. Espasticidade ❖Exacerbação do tônus muscular (endurecimento) associada a uma acentuação dos reflexos tendíneos e a reflexos patológicos: ❖Como sinal de Babinski → hálux se estende com ou sem abertura dos outros dedos em resposta à estimulação na margem lateral da planta do pé. ❖Determinados distúrbios do sistema nervoso e eletrolíticos como aqueles previamente citados podem resultar em paralisia espástica, uma paralisia parcial na qual os músculos exibem espasticidade. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448) https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2 014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ 103 104 https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ 17/08/2023 47 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Tônus muscular Hipertonia Rigidez ❖Tônus muscular exacerbado sem alteração dos reflexos, como ocorre no tétano. ❖Tétano: ❖Doença causada por uma bactéria, Clostridium tetani, que penetra no corpo através de feridas expostas; ❖Ocasiona espasmos e rigidez musculares que podem dificultar a respiração e pode ser fatal. ❖Bactérias produzem uma toxina que interfere no controle nervoso dos músculos. Na maioria das vezes, os primeiros sinais são espasmos e rigidez nos músculos da face e da mandíbula. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448) https://escolaeducacao.com.br/tetano/ ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sistema Motor Visceral 105 106 https://escolaeducacao.com.br/tetano/ 17/08/2023 48 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Visão Geral Sistema Nervoso Central (SNC) ❖Inclui os neurônios do encéfalo e da medula espinal. ❖Braço integrador e tomador de decisões. Sistema Nervoso Periférico (SNP) ❖Capta a informação sensorial e a encaminha ao SNC para processamento: ❖Depois, dirige os comandos motores do SNC aos alvos apropriados. O SNP inclui neurônios que se originam no encéfalo e na medula espinal, e se estende além do SNC. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 53-54) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA ❖Sistema Nervoso Autônomo (SNA) ❖Regula e coordena a função orgânica visceral, incluindo o sistema digestório, pulmões, coração e os vasos sanguíneos. ❖A distinção entre o SNA e as outras duas divisões é mais funcional do que anatômica. Subdivisão do SNA ❖Sistema nervoso simpático ❖Sistema nervoso parassimpático. ❖Ambas as divisões funcionam principalmente de maneira independente do controle voluntário. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 53-54) 107 108 17/08/2023 49 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sistema Nervoso Autônomo (SNA) ❖Responsável pela manutenção de um ambiente interno estável (i.e., homeostasia). ❖Organizado de forma semelhante ao SNS. ❖Utiliza muitas das mesmas vias neuronais. ❖Ativado, principalmente, por centros localizados na medula espinal, no tronco cerebral e no hipotálamo. ❖Porções do córtex cerebral, em especial do córtex límbico, podem transmitir sinais para os centros inferiores, e isso pode influenciar o controle autônomo. ❖Receptores sensoriais internos captam informações: ❖são repassadas aos centros de controle autônomo no encéfalo. (HALL, 2017, p. 2257; PRESTON; WILSON, 2014, p. 77) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sistema Nervoso Autônomo (SNA) ❖Considera-se o sistema nervoso autônomo como parte do sistema motor. ❖Músculos lisos, cardíaco e as glândulas são seus agentes efetores ao invés dos músculos esqueléticos. ❖Como exerce o controle motor para as vísceras, ele é às vezes chamado de sistema nervoso visceral. ❖Sistema nervoso vegetativo é a terminologia mais antiga não mais utilizada por não parecer apropriada para um sistema importante para todos os níveis de atividade, incluindo o comportamento agressivo. ❖O SNA é, em termos estritos, sistema motor; ❖Fibras motoras autônomas são acompanhadas por fibras aferentes viscerais que se originam de receptores sensoriais nas vísceras. (KOEPPEN; STATON, 2009, p. 217) 109 110 17/08/2023 50 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sistema Nervoso Autônomo (SNA) ❖Centros de controle possuem circuitos neuronais que comparam dados sensoriais que estão chegando com os valores internos preestabelecidos. ❖Se os comparadores detectarem um desvio dos valores presentes, ajustam a função de umou mais órgãos para manter a homeostasia. ❖Modula a função dos órgãos por meio das duas vias efetoras diferentes: o sistema nervoso simpático (SNS) e o sistema nervoso parassimpático (SNPS). ❖Ações do SNS e do SNPS em geral parecem ser antagônicas, mas, na prática, trabalham em íntima colaboração mútua. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 53-54) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sistema Nervoso Autônomo (SNA) Componentes Anatômicos ❖Cada parte do SNA tem dois neurônios motores em qualquer via motora: ❖Neurônio pré-ganglionar . ❖Neurônio pós-ganglionar. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 715-716) 111 113 17/08/2023 51 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Sistema Nervoso Autônomo (SNA) Componentes anatômicos Neurônio pós-ganglionar ❖Corpo celular e seus dendritos estão dentro de um gânglio autônomo: ❖Fazem sinapses com um ou mais neurônios pré-ganglionares. ❖Axônio é uma fibra tipo C não mielinizada de diâmetro pequeno que termina em um efetor visceral. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 715-716) ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA Órgão Simpático Parassimpático Íris Dilatação da pupila (midríase) Constrição da pupila (miose) Glândula lacrimal Vasoconstrição; pouco efeito sobre a secreção Secreção abundante Glândulas salivares Vasoconstrição; secreção viscosa e pouco abundante Vasodilatação; secreção fluida e abundante Glândulas sudoríparas Secreção copiosa (fibras colinérgicas) Inervação ausente Músculos eretores dos pelos Ereção dos pelos Inervação ausente (MACHADO, 2007, p. 136) Funções do Simpático e do Parassimpático em Alguns Órgãos 116 119 17/08/2023 52 ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA (MACHADO, 2007, p. 136) Órgão Simpático Parassimpático Coração Aceleração da frequência Diminuição da frequência Brônquios Dilatação Constrição Tubo digestório Diminuição do peristaltismo e fechamento dos esfíncteres Aumento do peristaltismo e abertura dos esfíncteres Bexiga urinária Pouca ou nenhuma ação Contração da parede promovendo o esvaziamento Genitais masculinos Vasoconstrição; ejaculação Vasodilatação; ereção Glândula suprarrenal Secreção de adrenalina (através de fibras pré-ganglionares Nenhuma ação Funções do Simpático e do Parassimpático em Alguns Órgãos FISIOLOGIA HUMANA UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA FISIOLOGIA HUMANA –Prof. RUBENS NEI N. SILVA Referências AIRES, M. M. Fisiologia. 3 .ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. BARRETT, K. E. et al. Fisiologia Médica de Ganong. [recurso eletrônico] 24 ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A. Neurociências – desvendando o sistema nervoso. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 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