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17/08/2023
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA 
NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA
Professor Rubens Nei N. Silva
Fisioterapeuta
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
“O homem deve saber que de nenhum outro lugar, mas do encéfalo, vem a alegria, o 
prazer, o riso e a diversão, o pesar, o ressentimento, o desânimo e a lamentação. E por 
isso, de uma maneira especial, adquirimos sabedoria e conhecimento, e enxergamos e 
ouvimos e sabemos o que é injusto, o que é bom e o que é ruim, o que é doce e o que é 
amargo. E pelo mesmo órgão tornamo-nos loucos e delirantes, e medos e terrores nos 
assombram... Todas estas coisas suportamos do encéfalo quando não está sadio...Neste 
sentido, sou da opinião de que o encéfalo exerce o maior poder sobre o homem. 
Hipócrates, Acerca das doenças sagradas (séc. IX a.C.)” (BEAR; CONNORS; PARADISO, 2017, p. 4).
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Definição e Organização Básica do Sistema 
Nervoso (SN)
O Sistema Nervoso Visto a Olho Nu
❖Se você examinar pela primeira vez o sistema nervoso de um 
vertebrado:
❖ Logo concluirá que ele tem partes situadas dentro do crânio e 
da coluna vertebral; 
❖E outras distribuídas por todo o organismo. 
❖As primeiras recebem o nome coletivo de sistema nervoso central 
(SNC), e as últimas, de sistema nervoso periférico (SNP). 
❖No SNC está a grande maioria das células nervosas, seus 
prolongamentos e os contatos que fazem entre si. 
❖No SNP ficam relativamente poucas células, mas um grande 
número de prolongamentos chamados fibras nervosas, agrupados 
em filetes alongados chamados nervos.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(LENT, 2010, p. 5)
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❖Tanto o SN quanto o endócrino têm o 
mesmo objetivo:
❖ Manter condições controladas nos 
limites compatíveis com a vida. 
❖SN regula as atividades corporais por 
meio de respostas rápidas utilizando 
impulsos nervosos;
❖Sistema endócrino responde por meio 
da liberação de hormônios.
❖SN também é responsável por nossas percepções, 
nossos comportamentos e nossas memórias e inicia 
todos os movimentos voluntários.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 39)
❖SN representa uma rede de comunicações e controle que 
permite que o organismo interaja, de modo apropriado, com o 
seu ambiente. 
❖Ambiente que inclui tanto o meio externo (o mundo fora do 
corpo) quanto o interno (os componentes e cavidades do 
corpo). 
❖SN é dividido nas áreas central e periférica e cada uma delas 
apresenta subdivisões. 
❖Sistema nervoso periférico (SNP) representa interface entre o 
meio ambiente e o sistema nervoso central (SNC). 
❖Ele inclui os neurônios sensitivos (ou aferentes primários), 
neurônios motores somáticos e neurônios motores 
autônomos. 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(KOEPPEN; STATON, 2009, p. 53)
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Funções gerais do sistema nervoso:
❖Detecção sensorial, processamento das informações e 
expressão do comportamento. 
❖Sistemas endócrino e imunológico, apresentam algumas 
dessas funções, mas o sistema nervoso é especializado 
para elas.
❖Detecção sensorial - processo pelo qual os neurônios 
transformam a energia ambiental em sinais neuronais.
❖Feita por neurônios especiais, chamados receptores 
sensoriais. 
❖Diversas formas de energia podem ser sentidas, 
incluindo a mecânica, luminosa, sonora, química, 
térmica e, em alguns animais, elétrica.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(KOEPPEN; STATON, 2009, p. 53)
Detecção 
sensorial
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(HALL, 2017, p. 1698-9)
Eixo neural 
motor 
esquelético 
do sistema 
nervoso.
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Organização do sistema nervoso
❖Apenas 2 kg de peso + cerca de 3% do peso corporal 
total
❖Um dos menores, porém mais complexos dos 11 sistemas 
corporais. 
❖Rede intrincada de bilhões de neurônios e de um número ainda 
maior de células da neuróglia está organizada em duas 
subdivisões principais: 
❖Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico.
Sistema Nervoso Central 
❖Composto pelo encéfalo e pela medula espinal. 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556, 654)
Sistema Nervoso Central (SNC)
❖Encéfalo - parte do SNC que está localizada no crânio. 
❖Medula Espinal - conecta-se com o encéfalo por meio do 
forame magno do occipital e está envolvida pelos ossos da 
coluna vertebral. 
❖SNC processa muitos tipos diferentes de informações sensitivas. 
❖Também é a fonte dos pensamentos, das emoções e das 
memórias. 
❖Maioria dos sinais que estimulam a contração muscular e a 
liberação das secreções glandulares se origina no SNC.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Organização do 
sistema nervoso
Subdivisões do 
Sistema Nervoso 
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Organização do 
sistema nervoso - 
Organograma do 
sistema nervoso. 
As caixas azuis 
representam os 
componentes sensitivos do 
sistema nervoso periférico; 
as caixas vermelhas, os 
componentes motores do 
SNP; e as caixas verdes, os 
efetores (músculos e 
glândulas).
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 558)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
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Esquema dos principais 
componentes do SNC, 
apresentados em uma visão 
longitudinal mediana.
(KOEPPEN; STATON, 2009, p. 58)
Vista lateral do encéfalo humano mostrando o 
hemisfério esquerdo, cerebelo, ponte e bulbo. 
Repare na divisão dos lobos cerebrais (frontal, 
parietal, occipital e temporal) e as duas fissuras 
principais (lateral e central).
Organização do Sistema Nervoso
Sistema Nervoso Periférico
❖Sistema nervoso periférico (SNP) - formado 
por todo o tecido nervoso fora do SNC. 
❖Componentes do SNP - nervos, gânglios, 
plexos entéricos e receptores sensitivos. 
❖Nervo - feixe composto por centenas de 
milhares de axônios associados a seu tecido 
conjuntivo e seus vasos sanguíneos que se 
situa fora do encéfalo e da medula espinal.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
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Sistema Nervoso Periférico
❖Doze pares de nervos cranianos emergem do 
encéfalo e 31 pares de nervos espinais 
emergem da medula espinal. 
❖Cada nervo segue um caminho definido e 
supre uma região específica do corpo. 
❖Os gânglios são pequenas massas de tecido 
nervoso compostas primariamente por corpos 
celulares que se localizam fora do encéfalo e 
da medula espinal. 
❖ Estas estruturas têm íntima associação com os 
nervos cranianos e espinais.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(NETTER, 2015, p. 181; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Definição e 
Organização 
Básica do Sistema 
Nervoso (SN)
(Adaptada de Zanela, 2015, p. 12)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
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Organização 
anatômica do 
sistema nervoso.
Anatomia 
macroscópica da 
medula espinal, 
Nervos periféricos.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Organização anatômica do sistema 
nervoso.
Uma apresentação dos termos geralmente 
utilizados nas descrições de 
neuroanatomia
(MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p.356)
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Sistema Nervoso Periférico
❖Plexos entéricos são extensas redes neuronais localizadas nas paredes de 
órgãos do sistema digestório. 
❖Neurônios destes plexos ajudam a regular o sistema digestório. 
❖O termo receptor sensitivo refere-se à estrutura do sistema nervoso que monitora 
as mudanças nos ambientes externo ou interno. 
❖Exemplos de receptores sensitivos - receptores táteis da pele, fotorreceptores 
do olho e receptores olfatórios do nariz.
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
Sistema Nervoso Periférico (SNP)
Divisão
❖Sistema nervoso somático (SNS), 
❖Sistema nervoso autônomo (SNA), divisão autônoma do sistema nervoso 
segundo a Terminologia Anatômica);
❖Sistema nervoso entérico (SNE). 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
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Sistema Nervoso Periférico (SNP)
Composição
❖Neurônios sensitivos que transmitem informações para o SNC a partir de 
receptores somáticos na cabeça, no tronco e nos membros e de receptores para 
os sentidos especiais da visão, da audição, da gustação e do olfato.
❖Neurônios motores que conduzem impulsos nervosos do SNC exclusivamente 
para os músculos esqueléticos. 
❖Como estas respostas motoras podem ser controladas conscientemente, a ação 
desta parte do SNP é voluntária.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
Sistema Nervoso Periférico (SNP)
Divisão autônoma do sistema nervoso ou SNA
❖Neurônios sensitivos que levam informações de receptores sensitivos 
autônomos – localizados especialmente em órgãos viscerais como o estômago e 
os pulmões – para o SNC;
❖Neurônios motores que conduzem os impulsos nervosos do SNC para o 
músculo liso, o músculo cardíaco e as glândulas. 
❖Como suas respostas motoras não estão, de modo geral, sob controle 
consciente, a atuação do SNA é involuntária. 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
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Sistema Nervoso Periférico (SNP)
Divisão autônoma do sistema nervoso ou SNA
❖A parte motora do SNA é composta por dois ramos:
❖ Divisão Simpática e Divisão Parassimpática. 
❖Com poucas exceções, os efetores recebem nervos de ambas as divisões e 
geralmente têm ações opostas. 
❖Por exemplo, os neurônios simpáticos aumentam a frequência cardíaca, 
enquanto os parassimpáticos a diminuem. 
❖De modo geral, a divisão simpática está relacionada com o exercício ou ações de 
emergência – as respostas de “luta ou fuga” – a divisão parassimpática se concentra 
nas ações de “repouso e digestão”.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
Sistema Nervoso Periférico (SNP)
Divisão autônoma do sistema nervoso ou SNA
❖Atuação do SNE, o “cérebro do intestino”, é involuntária. 
❖Maioria destes neurônios funciona independentemente do SNA e em parte do 
SNC:
❖Embora se comuniquem com o SNC através de neurônios simpáticos e parassimpáticos. 
❖ Neurônios sensitivos do SNE - monitoram mudanças químicas no sistema 
digestório, bem como o estiramento de suas paredes. 
❖Neurônios motores entéricos – controlam as contrações do músculo liso para 
impulsionar o alimento (quimo), as secreções dos órgãos e a atividade das 
células endócrinas, secretoras de hormônios.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 556)
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Funções do sistema nervoso
❖O sistema nervoso executa tarefas complexas: 
❖Permite sentir vários odores, falar e lembrar 
eventos do passado; 
❖Gera sinais que controlam os movimentos 
corporais e regula o funcionamento dos órgãos 
internos. 
Função sensitiva 
❖Receptores sensitivos detectam estímulos 
internos ou estímulos externos. 
❖Informações – são levadas para o encéfalo e para a 
medula espinal por meio dos nervos cranianos e espinais.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(MARIEB; WILHELM; MALLATT, 2014, p. 363; TORTORA; DERRICKSON, 
2016, p. 557)
Funções do sistema nervoso
Função integradora 
❖Quando o SN processa as informações sensitivas, 
analisando-as e tomando as decisões adequadas para 
cada resposta.
Função motora. 
❖Após o processamento das informações sensitivas:
❖SN pode desencadear uma resposta motora específica por 
meio da ativação de efetores (músculos e glândulas) por 
intermédio dos nervos cranianos e espinais. 
❖Estimulação dos efetores causa a contração dos músculos e a 
secreção de hormônios pelas glândulas.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO (SN)
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(MARIEB; WILHELM; MALLATT, 2014, p. 363; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 557)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Tecido Nervoso e suas Propriedades 
Fisiológicas
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Composição do Tecido nervoso:
❖Neurônios e a Neuróglia. 
❖Células que se combinam de 
várias maneiras em diferentes 
regiões do sistema nervoso. 
❖Formam as complexas redes de 
processamento no encéfalo e na 
medula espinal.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 559, 566)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
❖O tecido nervoso contém dois tipos de células: 
❖Células nervosas ou neurônios; 
❖Células de sustentação ou neuróglia. 
❖Neurônios (neuro, nervo) - responsáveis pela 
transferência e pelo processamento da 
informação no sistema nervoso.
❖Neuróglia apresenta variadas funções: 
❖Oferecer uma estrutura de sustentação para o 
tecido nervoso;
❖Regular a composição do tecido intersticial e 
fornecer nutrientes para os neurônios. (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p. 77, 341-2; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 559, 566)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurônios (Células Nervosas) 
❖Apresentam excitabilidade elétrica - capacidade de responder a um estímulo e 
convertê–lo em um potencial de ação. 
❖Estímulo - qualquer mudança no ambiente que seja forte o suficiente para iniciar 
um potencial de ação. 
❖Potencial de ação (impulso nervoso) - sinal elétrico que se propaga pela superfície 
da membrana de um neurônio. 
❖Começa e se propaga devido à passagem de íons (como Na+ e K+) entre o líquido 
intersticial e a parte interna de um neurônio por meio de canais iônicos específicos em 
sua membrana plasmática. 
❖Uma vez iniciado, o impulso nervoso é transmitido rapidamente e em uma velocidade 
constante.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 559, 566)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃOÀ NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurônios (Células Nervosas) 
❖Neurônios são as células mais longas no corpo, muitas atingindo até 1 m de 
comprimento. 
❖A maioria é incapaz de se dividir em circunstâncias normais e apresenta 
capacidade muito limitada de regeneração após lesão. 
Partes de um neurônio: 
❖Corpo celular; 
❖Dendritos; 
❖Axônio; e
❖Botões Terminais
(MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p.77)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Definição e Organização Básica do Sistema Nervoso (SN) - Revisão da Estrutura do 
Neurônio 
(MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p. 344)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurônios (Células Nervosas) 
❖Neurônio típico apresenta um corpo celular, ou 
soma - contém um grande núcleo proeminente. 
❖Corpo celular contém um núcleo cercado por 
citoplasma: 
❖Inclui organelas celulares típicas como os lisossomos, 
as mitocôndrias e o complexo de Golgi; 
❖Apresenta diversas ramificações denominadas 
dendritos (dendron, árvore) e um único axônio. 
❖Dendritos - projeções arborizadas do corpo 
celular que se irradiam em direções múltiplas.
(MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009, p. 77; PRESTON; WILSON, 2014, p. 54)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.561)
Estrutura de um Neurônio 
Multipolar. 
Um neurônio multipolar tem 
um corpo celular, vários dendritos 
curtos, e um único e longo axônio. 
As setas indicam a direção do 
fluxo de informações: dendritos 
→ corpo celular → axônio → 
terminais axônicos.
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Neurônios (Células Nervosas) 
Axônio 
❖Organizado de forma a retransmitir informação em alta 
velocidade de uma extremidade do neurônio à outra.
❖Surge de uma projeção do soma chamada cone axonal;
❖É longo e fino como um fio elétrico. 
❖Em geral, está envolvido por um material isolante 
(mielina) que aumenta a velocidade de transmissão do 
sinal. 
❖Função - conduzir sinais do corpo do neurônio para as 
células-alvo (podem ser outros neurônios, músculos 
ou glândulas). (BARRETT et al., 2014, p. 95; MARTINI; TIMMONS; PRESTON; WILSON, 2014, p. 54; TALLITSCH, 2009, p. 77; ZANELA, 2015, p. 14)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurônios (Células Nervosas) 
Terminal Nervoso (do axônio)
❖Especializado em converter um sinal elétrico (um potencial de 
ação) em um sinal químico para entregar a um ou mais 
receptores. 
❖Junção entre o terminal e o seu alvo é chamada sinapse. 
❖As membranas celulares pré-sinápticas e pós-sinápticas são 
separadas por uma fenda sináptica de aproximadamente 30 a 
50 nm. 
❖Pode haver uma quantidade variável de células efetoras pós-
sinápticas próximo a esse terminal, separada dele pela fenda. 
(BARRETT et al., 2014, p. 95; MARTINI; TIMMONS; PRESTON; WILSON, 2014, p. 55; TALLITSCH, 2009, p. 77; ZANELA, 2015, p. 14)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Bainha de Mielina
❖Os axônios de muitos neurônios são 
mielinizados:
❖Possuem uma bainha de mielina, um 
complexo proteicolipídico que envolve o 
axônio. 
❖É um isolante efetivo.
❖Perda da mielina - associada a retardo ou 
bloqueio na condução nos axônios 
desmielinizados.
(BARRETT et al., 2014, p. 84-85;TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.565)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Bainha de Mielina
❖Capa lipoproteica com várias camadas: 
❖Formada pelas células de Schwann (SNP) e 
pelos oligodendrócitos (SNC); 
❖Envolve axônios de vários neurônios das 
partes periférica e central do sistema nervoso.
❖Oligodendrócitos podem mielinizar 
simultaneamente os axônios de múltiplos 
neurônios, mas as células de Schwann 
permanecem dedicadas a um único axônio.
(PRESTON; WILSON, 2014, p. 62;TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.1563)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Doenças desmielinizantes do sistema 
nervoso central
❖Esclerose Múltipla 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_desmielinizante
• Não tem cura 
• Pode se manifestar por diversos sintomas
• fadiga intensa, 
• depressão, 
• fraqueza muscular, 
• alteração do equilíbrio da coordenação motora, 
• disfunção intestinal e urinária.
• Doença neurológica, crônica e autoimune 
• as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema 
nervoso central, 
• provocando lesões cerebrais e medulares.
• Causa desconhecida e afeta geralmente pacientes jovens, 
em especial mulheres de 20 a 40 anos.
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Nervo
❖Os termos neurônio e nervo são 
geralmente confundidos. 
❖Neurônio é uma única célula 
excitável.
 Nervo
❖ Feixe de fibras nervosas (axônios e 
suas células de suporte) que correm 
pela periferia como um cabo 
moderno de telecomunicação.
(PRESTON; WILSON, 2014, p. 64)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Nervo
Velocidade de Condução
❖Características das fibras individuais 
que formam um nervo variam 
consideravelmente: 
❖Algumas podem ser finas, não 
mielinizadas e de baixa condução;
❖Outras são espessas, mielinizadas e 
conduzem impulsos a elevadas 
velocidades. 
(PRESTON; WILSON, 2014, p. 64)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Nervo
Velocidade de condução
❖Fibras espessas ocupam mais espaço 
do que as finas e são mais 
dispendiosas de manter 
metabolicamente:
❖ Utilizadas apenas onde a velocidade de 
comunicação é imprescindível.
❖Na prática - significa que fibras mais 
rápidas são utilizadas para reflexos 
motores. (PRESTON; WILSON, 2014, p. 64)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Bioeletrogênese e a Propagação do 
Potencial de Ação
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Introdução
❖Células vivas caracterizam-se por 
manter um potencial elétrico negativo 
no citoplasma, gerando uma 
diferença de potenciaI elétrico (DP) 
através da membrana plasmática. 
❖Esta DP, que pode variar de poucos 
mV até cerca de 100 mV: 
❖É necessária para uma série de 
processos que ocorrem na membrana 
celular. (AIRES, 2008, p. 137; HALL, 2017, p. 212)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
❖Tecido nervoso consiste em apenas dois tipos 
principais de células: neurônios e neuróglia, 
apesar da incrível complexidade do sistema 
nervoso. 
❖Neurônios são sensíveis a vários estímulos; 
❖Convertem estímulos em sinais elétricos 
chamados de potenciais de ação (impulsos 
nervosos); e
❖Conduzem esses potenciais de ação para 
outros neurônios, para o tecido muscular ou 
para glândulas.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 222; https://biologia.hi7.co/aula---sistema-nervoso--histologia-e-fisiologia--56ce24bc146ba.html)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
❖Neurônios e fibras musculares são considerados células 
excitáveis porque exibem excitabilidade elétrica:
❖Capacidade de responder a certos estímulos produzindo sinais 
elétricos como potenciais de ação. 
❖Potenciais de ação podem se propagar ao longo da 
membrana plasmática de um neurônio ou de uma fibramuscular por causa de canais iônicos dependentes de 
voltagem específicos. 
❖Potencial de ação formado em um neurônio:
❖Liberação de neurotransmissores - permite comunicação com 
outros neurônios, com fibras musculares ou com glândulas. 
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 223)
Ilustração modificada de: 
https://br.pinterest.com/lara_rodrigues7/teci
do-muscular/ 
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https://biologia.hi7.co/aula---sistema-nervoso--histologia-e-fisiologia--56ce24bc146ba.html
https://br.pinterest.com/lara_rodrigues7/tecido-muscular/
https://br.pinterest.com/lara_rodrigues7/tecido-muscular/
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Potencial de Ação (PA)
❖Neurônios comunicam-se entre si por meio de potenciais de ação nervoso:
❖Também chamados impulsos nervoso.
❖Geração dos PA nas fibras musculares e neurônios de características básicas da 
membrana plasmática (MP):
❖ A existência de um potencial de membrana (PM) em repouso;
❖Presença de tipos específicos de canais iônicos.
❖Muitas mostram um PM - diferença na quantidade de carga elétrica no lado 
interno da MP em comparação ao seu lado externo.
❖O PM é como a voltagem armazenada em uma bateria.
(TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 235)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Potencial de Ação (PA)
❖Diz-se que uma célula que tem 
um PM está polarizada.
❖A voltagem através da MP é 
denominada de potencial de 
membrana em repouso:
❖Ocorre quando as fibras 
musculares e neurônios estão 
em “repouso” – não conduzindo 
potenciais de ação. 
(TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 235)
http://neuroinformacao.blogspot.com/2013_05_25_archive.html 
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http://neuroinformacao.blogspot.com/2013_05_25_archive.html
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Canais Iônicos
❖Proteínas transmembrana que formam um poro 
hidrofílico; 
❖Quando um canal se abre, promove uma via aquosa de 
passagem para que os íons possam cruzar a membrana 
entre o LEC e o LIC. 
❖Canais iônicos permitem que pequenos íons (p. ex., Na+, 
K+, Ca2+ e Cl-) entrem e cruzem o eixo lipídico em resposta 
a uma alteração do potencial de membrana.
(PRESTON; WILSON, 2014, p. 7)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Canais Iônicos
❖Todas as células expressam canais 
iônicos.
❖Existem numerosos tipos: 
❖Canal Na+ dependente de voltagem - 
medeia os potenciais de ação nervosos. 
❖Canais Ca2+ dependentes de voltagem 
que medeiam a contração muscular.
(BARRETT et al., 2013, p. 37; PRESTON; WILSON, 2014, p. 7)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Canais Iônicos
❖Todas as células expressam canais 
iônicos.
❖Existem numerosos tipos: 
❖Canal Na+ dependente de voltagem - 
medeia os potenciais de ação 
nervosos. 
❖Canais Ca2+ dependentes de voltagem 
- medeiam a contração muscular.
(BARRETT et al., 2013, p. 37; PRESTON; WILSON, 2014, p. 7)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Canais Iônicos
❖Quando abertos, permitem a difusão de íons específicos através da MP:
❖Do local em que íons são mais concentrados para o local em que eles são menos 
concentrados.
❖De modo similar – os íons de carga positiva se moverão em direção a uma área de 
carga negativa, assim como os íons de carga negativa se moverão para uma área de 
carga positiva.
❖À medida que íons se difundem através da MP para igualar diferenças de carga 
ou concentração:
❖ Resulta em um fluxo de corrente que pode alterar o PM.
(TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Canais Iônicos
❖Canais de Difusão e Canais Ativados – tipos diferentes de canais iônicos.
❖Canais de Difusão – permitem que uma corrente iônica pequena mas constante 
escoe através da membrana.
❖Uma vez que as MP têm tipicamente muito mais canais de difusão de K+ do que 
canais de difusão do Na+: 
❖A permeabilidade ao K+ é muito mais alta do que sua permeabilidade ao Na+.
❖Em compensação, os canais ativados abrem e fecham sob comando,
❖Os canais ativados por voltagem – canais que se abrem em resposta a uma 
alteração no PM – são usados para gerar e conduzir PA.
(TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 575)
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Potencial de Membrana em Repouso 
(PMR)
❖Em um neurônio em repouso, a superfície 
externa da MP tem carga positiva e a sua 
superfície interna tem carga negativa.
❖A separação das cargas elétricas positivas 
e negativas é uma forma de energia 
potencial que pode ser medida em volts.
❖As voltagens produzidas pelas células são 
muito mais baixas e são medidas em 
milivolts (1 milivolt = 1 mV = 1/1.000 volt). (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 574)
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Potencial de Membrana em Repouso 
(PMR)
❖O PMR surge da distribuição desigual de 
vários íons no citosol e no líquido 
intersticial:
❖Líquido intersticial – rico em Na+ e íons 
cloreto (Cl-);
❖Interior celular - principais íons – K+ e 
dois íons de carga negativa dominantes 
são o fosfatos ligados às moléculas 
orgânicas. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 575)
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Geração de Potenciais de Ação
❖Potencial de Ação ou impulso:
❖Sequência de eventos de ocorrência 
rápida;
❖Diminuem e invertem o PM;
❖Depois o restituem ao estado de repouso.
❖Excitabilidade elétrica:
❖Capacidade das fibras musculares e 
neurônios de converter os estímulos em 
PA. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236)
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Geração de Potenciais de Ação
Estímulo
❖Qualquer coisa no ambiente celular 
capaz de alterar o PM em repouso.
❖Se um estímulo levar a membrana a 
despolarizar até um nível crítico, 
denominado limiar, surgirá então um PA.
❖Principais fases de um PA:
❖Fase de Despolarização.
❖Fase de Repolarização.
(TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 579)
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Geração de Potenciais de Ação
Principais fases de um PA
❖Fase de Despolarização.
❖Sequência de eventos de ocorrência 
rápida - diminui e finalmente inverte o 
PM → torna o MIC mais positivo que o 
MEC.
❖Fase de Repolarização.
❖Posteriormente, a polarização da 
membrana é restabelecida até o seu 
estado de repouso.
(HALL, 2017, p. 232-234; TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 236)
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 579)
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Potencial de ação (PA) ou impulso nervoso.
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Geração de Potenciais de Ação
Princípio de tudo-ou-nada
❖Se um estímulo é suficientemente forte para causar a despolarização até o 
limiar:
❖ Canais de Na+ e K+ ativados por voltagem se abrem e ocorre um PA.
❖Estímulo muito mais forte NÃO pode causar um maior PA → porque o tamanho 
de um PA é sempre o mesmo.
❖Estímulo fraco que não consegue causar uma despolarizaçãono nível do limiar 
(sublimiar) NÃO fará surgir um PA.
❖Durante um breve período de tempo após o início de um PA, uma fibra muscular 
ou neurônio NÃO pode gerar outro PA → período refratário. (TORTORA; GRABOWSKI, 2006, p. 237)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.584)
Propagação de um 
potencial de ação em 
um neurônio após sua 
geração na zona-gatilho 
Nos axônios não 
mielinizados ocorre a 
condução contínua; nos 
mielinizados, a condução 
saltatória.
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sinapses: Definição e Classificação
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
❖Onde ocorre a comunicação entre dois 
neurônios ou entre um neurônio e uma célula 
efetora (célula muscular ou glandular).
❖Na maioria das sinapses, um pequeno 
intervalo chamado de fenda sináptica separa 
as duas células. 
❖Uma vez que as células não se tocam 
fisicamente e o potencial de ação não 
consegue “pular o intervalo” entre uma célula 
e outra: 
❖A primeira célula se comunica com a segunda 
liberando um mensageiro químico chamado 
neurotransmissor. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586; ZANELA, 2015, p. 25 )
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
❖Neurônio pré-sináptico se refere a uma 
célula nervosa que conduz o impulso 
nervoso em direção a uma sinapse. 
❖É a célula que leva o sinal. 
❖Célula pós-sináptica é aquela que 
recebe o sinal. 
❖Pode ser um neurônio chamado neurônio 
pós-sináptico, que leva o impulso nervoso 
para longe de uma sinapse;
❖ Ou uma célula efetora, que responde ao 
impulso da sinapse.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586)
http://www.ifcursos.com.br/sistema/admin/arquivos/17-38-11-c0m0agem0sinseticidasn0sinset0s.pdf 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
❖A maioria das sinapses entre neurônios é 
axodendrítica - entre o axônio e um 
dendrito; 
❖Outras são axossomáticas - entre um 
axônio e uma célula;
❖Axoaxônicas - entre dois axônios.
❖ As sinapses podem ser elétricas ou 
químicas, apresentando diferenças 
estruturais e funcionais entre si.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586-7 )
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sinapses Elétricas
❖Potenciais de ação (impulsos) são conduzidos 
diretamente entre as membranas plasmáticas de 
neurônios adjacentes por meio de estruturas 
chamadas junções comunicantes. 
❖Cada junção contém uma centena ou mais de 
conexinas tubulares:
❖ Funcionam como túneis para ligar diretamente o 
citosol de duas células;
❖À medida que os íons fluem de uma célula para a 
outra por estas conexões, o potencial de ação 
também se propaga de uma célula para outra. (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sinapses Química
❖As membranas plasmáticas dos 
neurônios pré e pós-sinápticos em 
uma sinapse química estão 
próximas entre si:
❖NÃO se tocam. 
❖Separadas pela fenda sináptica
❖Espaço de 20 a 50 nm* que é 
preenchido com líquido 
intersticial.
(HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586)
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sinapses Química
❖Impulsos nervosos NÃO podem ser 
conduzidos pela fenda sináptica. 
❖Ocorre uma forma alternativa e 
indireta de comunicação. 
❖Neurônio pré-sináptico libera um 
neurotransmissor:
❖Difunde pelo líquido da fenda sináptica e se 
liga a receptores na membrana plasmática do 
neurônio pós-sináptico - em resposta a um 
impulso nervoso.
(HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sinapses Química
❖O neurônio pós-sináptico recebe o sinal químico:
❖Produz um potencial pós-sináptico, um tipo de potencial 
graduado.
❖ Desse modo, o neurônio pré-sináptico converte o sinal 
elétrico (impulso nervoso) em um sinal químico 
(neurotransmissor liberado).
❖ O neurônio pós-sináptico recebe o sinal químico e, em 
contrapartida, gera um sinal elétrico (potencial pós-
sináptico).
❖Sinapses químicas transmitem sinais mais lentamente 
que as sinapses elétricos. (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586)
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Transmissão de sinal em uma sinapse química. 
❖Um neurônio pré-sináptico libera moléculas de 
neurotransmissores por meio da exocitose de 
vesículas sinápticas; 
❖Após se difundir pela fenda sináptica: 
❖ Neurotransmissor se liga a receptores na 
membrana plasmática do neurônio pós-sináptico e 
produz um potencial pós-sináptico.
❖Neurônio pré-sináptico converte um sinal elétrico 
(impulso nervoso) em um sinal químico (liberação 
de neurotransmissor). 
❖O neurônio pós-sináptico então converte o sinal 
químico novamente em sinal elétrico (potencial 
pós-sináptico). (HALL, 2017, p. 1708; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Epilepsia
Crises Parciais Complexas (CPC)
 A eficácia do divalproato de sódio na redução da incidência de crises parciais 
complexas (CPC) que ocorrem de forma isolada ou em associação com outros tipos 
de crises foi estabelecida em dois ensaios controlados usando divalproato de sódio 
comprimidos revestidos.
Farmacodinâmica
 O Valproato de Sódio (DEPAKENE©) é convertido a ácido valproico que se 
dissocia no íon valproato no trato gastrointestinal. Seu mecanismo de ação ainda 
não foi estabelecido, mas sua atividade parece estar relacionada com o aumento 
dos níveis do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro.
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurotransmissores e Drogas 
Neuromoduladoras
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurotransmissores e Drogas Neuromoduladoras
❖Grande maioria das sinapses interneuronais e todas as sinapses neuro 
efetuadoras são sinapses químicas:
❖Comunicação entre os elementos em contato depende da liberação de 
substância química, denominada neurotransmissor.
❖Neurotransmissor age nos receptores farmacológicos da membrana 
pós-sináptica.
❖Interação neurotransmissor/receptor geralmente altera a 
permeabilidade da membrana pós-sináptica a determinados:
❖ Provoca mudança na polaridade elétrica da membrana que pode originar um 
impulso nervoso. (CONSENZA; GUERRA, 2011, p. 7; MACHADO, 2007, p. 23)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurotransmissores e Drogas Neuromoduladoras
❖Um Neurotransmissor é rapidamente inativado 
depois de provocar alteração na membrana pós-
sináptica.
❖A sinapse, assim, está pronta para atuar novamente.
❖Neurotransmissores conhecidos:
❖ Acetilcolina; 
❖Certos aminoácidos - glicina, glutamato, aspartate, 
ácido gama-amino-butírico (GABA);
❖Monoaminas - dopamina, noradrenalina, adrenalina e 
histamina.
(CONSENZA; GUERRA, 2011, p. 7; GUYTON; HALL, 2017, p. 1708)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Neurotransmissores conhecidos:
 Acetilcolina (Ach)
❖Neurotransmissor que foi melhor estudado.❖Liberada por muitos neurônios do SNP e alguns do SNC.
❖Neurotransmissor excitatório em algumas sinapses:
❖Na junção neuromuscular causa despolarização do sarcolema – desencadeia a 
contração da fibra muscular.
− Curiosidade: Relaxantes musculares, amplamente utilizados durante cirurgias, baseiam-se na estrutura do curare 
(veneno extraído de plantas, usado por índios brasileiros para paralisar a caça). O curare liga-se ao receptor de 
acetilcolina, alterando-o para uma conformação inapropriada à ligação do neurotransmissor (AIRES, 2008, p. 69-
70).
❖Neurotransmissor inibitório em outras sinapses
❖Por exemplo, a ACh diminui a frequência cardíaca por meio das sinapses inibitórias de neurônios 
parassimpáticos do nervo vago (X). 
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595)
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.586)
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Aminoácidos
❖O glutamato (ácido glutâmico) e o aspartato (ácido aspártico) têm potentes efeitos 
excitatórios. 
❖A maioria dos neurônios excitatórios no SNC e talvez a metade das sinapses do 
encéfalo se comunicam por meio do glutamato. 
❖Ácido gama aminobutírico (GABA) e a glicina são importantes 
neurotransmissores inibitórios. 
❖GABA é encontrado somente no SNC onde é o neurotransmissor inibitório mais 
comum. 
❖Cerca de um terço de todas as sinapses encefálicas utiliza o GABA. 
❖Fármacos ansiolíticos como o diazepam potencializam a ação deste neurotransmissor. 
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Aminas Biogênicas 
❖Certos aminoácidos são modificados e descarboxilados (remoção do grupo 
carboxila) para que sejam produzidas as aminas biogênicas. 
❖Mais prevalentes no sistema nervoso - norepinefrina, epinefrina, dopamina e 
serotonina. 
❖Podem ser excitatórias ou inibitórias, dependendo do tipo de receptor na sinapse.
❖Norepinefrina
❖ Atua no despertar (acordar do sono profundo), nos sonhos e na regulação do humor.
❖ Pequeno número de neurônios no encéfalo utiliza a epinefrina como 
neurotransmissor. 
❖Norepinefrina e epinefrina também funcionam como hormônios.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Aminas Biogênicas 
Dopamina
❖Os neurônios encefálicos que contêm o neurotransmissor dopamina estão ativos 
durante respostas emocionais, comportamentos de adição e experiências 
agradáveis. 
❖Neurônios dopaminérgicos ajudam a regular o tônus dos músculos esqueléticos e 
alguns aspectos dos movimentos gerados por sua contração. 
❖A rigidez muscular observada na doença de Parkinson é causada pela degeneração 
de neurônios que liberam dopamina.
❖ Uma forma de esquizofrenia ocorre devido ao acúmulo excessivo de dopamina.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Aminas Biogênicas 
Serotonina
❖Também conhecida como 5hidroxitriptamina (5HT):
❖Concentra-se em neurônios de uma parte do 
encéfalo conhecida como núcleos da rafe. 
❖Age como inibidor das vias da dor na medula espinal.
❖Acredita-se que sua ação inibitória nas regiões 
superiores do sistema nervoso esteja envolvida nos 
processos de percepção sensorial, regulação de 
temperatura corporal, controle do humor, apetite e 
indução do sono.
(BARRETT et al., 2013, p. 138; HALL, 2017, p. 1724; TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.595)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Neuropeptídios
Substância P 
❖Encontrada em neurônios sensitivos, em vias medulares e em partes do encéfalo 
associadas à dor: 
❖Potencializa a sensação de dor.
Encefalinas 
❖Inibem os impulsos álgicos por meio da supressão da liberação da substância P;
❖ Parecem ter papel na memória e no aprendizado, na atividade sexual, no 
controle da temperatura corporal e em doenças mentais.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Neuropeptídios
Endorfinas 
❖ Inibem a dor por bloqueio da liberação da substância P; 
❖Parecem exercer funções na memória e no aprendizado, na atividade sexual, no 
controle da temperatura corporal e em doenças mentais.
Angiotensina II 
❖Estimula a sede; 
❖Parece regular a pressão sanguínea no encéfalo; 
❖Como hormônio, gera vasoconstrição e promove a liberação de aldosterona:
❖Aumenta a taxa de reabsorção de sal e água nos rins.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Substâncias naturalmente presentes no corpo, bem como fármacos e toxinas, 
podem modificar os efeitos dos neurotransmissores de várias maneiras:
❖Síntese de neurotransmissores pode ser estimulada ou inibida: 
❖Por exemplo, muitos pacientes com doença de Parkinson se beneficiam do uso do 
fármaco levodopa, pois ele é um precursor da dopamina. 
❖Por um curto período de tempo, a administração de levodopa aumenta a produção de 
dopamina nas áreas encefálicas afetadas.
❖Liberação de neurotransmissores pode ser aumentada ou bloqueada:
❖ Anfetaminas promovem a liberação de dopamina e norepinefrina. 
❖A toxina botulínica causa paralisia por bloqueio da liberação de acetilcolina a partir 
dos neurônios motores somáticos.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Substâncias naturalmente presentes no corpo, bem como fármacos e toxinas, 
podem modificar os efeitos dos neurotransmissores de várias maneiras:
❖Os receptores de neurotransmissores podem ser ativados ou bloqueados: 
❖Um agente que se liga a receptores e potencializa ou mimetiza o efeito de um 
neurotransmissor natural é chamado agonista. 
❖O isoproterenol é um potente agonista da epinefrina e da norepinefrina. 
❖Ele pode ser utilizado para dilatar as vias respiratórias durante uma crise asmática. Um 
agente que se liga e bloqueia os receptores de um neurotransmissor é conhecido como 
antagonista. 
❖A olanzapina, fármaco prescrito para esquizofrenia, é um antagonista da serotonina e 
da dopamina.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Substâncias naturalmente presentes no corpo, bem como fármacos e toxinas, 
podem modificar os efeitos dos neurotransmissores de várias maneiras:
❖Remoção de neurotransmissores pode ser estimulada ou inibida:
❖ Por exemplo, a cocaína gera euforia – sensações intensamente prazerosas – por 
bloqueio de transportadores para a recaptação da dopamina. 
❖Esta ação permite que a dopamina permaneça por mais tempo nas fendas sinápticas, 
produzindo estimulação excessiva em certas áreas encefálicas.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p.599)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Tônus, 
Espasticidade, 
Atonia, Normotonia, 
Rigidez
https://makeagif.com/gif/movimientos-coreoatetosicos-glPD2K 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Tônus muscular
❖Mesmo quando os músculos estão em repouso, em 
geral eles ainda apresentam certa tensão. 
❖Tensão conhecida como tônus muscular. 
❖Como normalmente a fibra muscular esquelética 
não se contrai sem que ocorra um potencial de ação 
para estimulá-la:
❖ Tônus do músculo esquelético resulta inteiramente de baixa 
frequência de impulsos nervosos vindos da medula espinal. 
❖Impulsos nervosos que são controlados, em parte, por sinaistransmitidos pelo cérebro para o motoneurônio anterior da 
medula espinal; e 
❖ Parte, por sinais originados nos fusos musculares, localizados no 
próprio músculo.
(BARRETT et al., 2013, p. 124; HALL, 2017, p. 283)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Tônus muscular
❖Pequenos grupos de unidades motoras são alternada e constantemente ativados 
e desativados para sustentar o tônus muscular. 
❖Mantém os músculos esqueléticos firmes, porém não resulta em força potente o 
suficiente para produzir movimento.
❖ Por exemplo, quando se está acordado, os músculos da região cervical posterior se encontram em 
contração tônica normal; eles mantêm a cabeça ereta, evitando sua queda para frente. 
❖Importante nos tecidos musculares lisos, como aqueles encontrados no sistema 
digestório, onde as paredes dos órgãos exercem pressão constante sobre seus 
conteúdos. 
❖Nas fibras musculares lisas das paredes dos vasos sanguíneos é crucial na 
manutenção da pressão arterial. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Tônus muscular
Hipotonia 
❖Diminuição ou perda do tônus muscular (atonia): 
❖Músculos são flácidos. 
❖Músculos flácidos são moles e parecem achatados 
em lugar de arredondados.
❖ Determinados distúrbios do sistema nervoso e 
comprometimentos no equilíbrio de eletrólitos (sobretudo Na, 
Ca e, em menor grau, Mg) podem resultar em paralisia flácida:
❖Perda do tônus muscular, perda ou redução dos reflexos 
tendíneos, atrofia (definhamento) e degeneração dos 
músculos. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448)
http://seuguiadesaude.com.br/hipotonia/ 
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http://seuguiadesaude.com.br/hipotonia/
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Tônus muscular
Hipertonia 
❖Aumento do tônus muscular.
❖Expressa de duas maneiras: espasticidade ou rigidez. 
Espasticidade 
❖Exacerbação do tônus muscular (endurecimento) 
associada a uma acentuação dos reflexos tendíneos e a 
reflexos patológicos:
❖Como sinal de Babinski → hálux se estende com ou sem abertura dos 
outros dedos em resposta à estimulação na margem lateral da planta do pé. 
❖Determinados distúrbios do sistema nervoso e eletrolíticos como aqueles 
previamente citados podem resultar em paralisia espástica, uma paralisia 
parcial na qual os músculos exibem espasticidade. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448)
https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2
014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Tônus muscular
Hipertonia 
❖Aumento do tônus muscular.
❖Expressa de duas maneiras: espasticidade ou rigidez. 
Espasticidade 
❖Exacerbação do tônus muscular (endurecimento) 
associada a uma acentuação dos reflexos tendíneos e a 
reflexos patológicos:
❖Como sinal de Babinski → hálux se estende com ou sem abertura dos 
outros dedos em resposta à estimulação na margem lateral da planta do pé. 
❖Determinados distúrbios do sistema nervoso e eletrolíticos como aqueles 
previamente citados podem resultar em paralisia espástica, uma paralisia 
parcial na qual os músculos exibem espasticidade. (TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448)
https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2
014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/ 
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https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/
https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/
https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2014/04/27/aocp-ebserh-ufgdms-2014-questao-29/
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Tônus muscular
Hipertonia 
Rigidez 
❖Tônus muscular exacerbado sem alteração dos 
reflexos, como ocorre no tétano.
❖Tétano:
❖Doença causada por uma bactéria, Clostridium tetani, que 
penetra no corpo através de feridas expostas; 
❖Ocasiona espasmos e rigidez musculares que podem dificultar a 
respiração e pode ser fatal. 
❖Bactérias produzem uma toxina que interfere no controle 
nervoso dos músculos. Na maioria das vezes, os primeiros sinais 
são espasmos e rigidez nos músculos da face e da mandíbula.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 448) https://escolaeducacao.com.br/tetano/ 
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sistema Motor Visceral
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https://escolaeducacao.com.br/tetano/
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
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Visão Geral
Sistema Nervoso Central (SNC) 
❖Inclui os neurônios do encéfalo e da medula espinal. 
❖Braço integrador e tomador de decisões.
Sistema Nervoso Periférico (SNP)
❖Capta a informação sensorial e a encaminha ao SNC para processamento: 
❖Depois, dirige os comandos motores do SNC aos alvos apropriados. O SNP inclui 
neurônios que se originam no encéfalo e na medula espinal, e se estende além do 
SNC.
(PRESTON; WILSON, 2014, p. 53-54)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
❖Sistema Nervoso Autônomo (SNA) 
❖Regula e coordena a função orgânica visceral, incluindo o sistema digestório, 
pulmões, coração e os vasos sanguíneos. 
❖A distinção entre o SNA e as outras duas divisões é mais funcional do que 
anatômica. 
Subdivisão do SNA
❖Sistema nervoso simpático
❖Sistema nervoso parassimpático.
❖Ambas as divisões funcionam principalmente de maneira independente do 
controle voluntário.
(PRESTON; WILSON, 2014, p. 53-54)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) 
❖Responsável pela manutenção de um ambiente interno estável (i.e., 
homeostasia). 
❖Organizado de forma semelhante ao SNS. 
❖Utiliza muitas das mesmas vias neuronais. 
❖Ativado, principalmente, por centros localizados na medula espinal, no 
tronco cerebral e no hipotálamo. 
❖Porções do córtex cerebral, em especial do córtex límbico, podem transmitir sinais 
para os centros inferiores, e isso pode influenciar o controle autônomo.
❖Receptores sensoriais internos captam informações: 
❖são repassadas aos centros de controle autônomo no encéfalo. (HALL, 2017, p. 2257; PRESTON; WILSON, 2014, p. 77)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) 
❖Considera-se o sistema nervoso autônomo como parte do sistema motor. 
❖Músculos lisos, cardíaco e as glândulas são seus agentes efetores ao invés dos músculos 
esqueléticos.
❖Como exerce o controle motor para as vísceras, ele é às vezes chamado de 
sistema nervoso visceral. 
❖Sistema nervoso vegetativo é a terminologia mais antiga não mais utilizada por não parecer apropriada para um 
sistema importante para todos os níveis de atividade, incluindo o comportamento agressivo.
❖O SNA é, em termos estritos, sistema motor; 
❖Fibras motoras autônomas são acompanhadas por fibras aferentes viscerais que se originam 
de receptores sensoriais nas vísceras.
(KOEPPEN; STATON, 2009, p. 217)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) 
❖Centros de controle possuem circuitos neuronais que comparam dados 
sensoriais que estão chegando com os valores internos preestabelecidos. 
❖Se os comparadores detectarem um desvio dos valores presentes, ajustam a função de umou mais órgãos para manter a homeostasia. 
❖Modula a função dos órgãos por meio das duas vias efetoras diferentes: o 
sistema nervoso simpático (SNS) e o sistema nervoso parassimpático (SNPS). 
❖Ações do SNS e do SNPS em geral parecem ser antagônicas, mas, na prática, 
trabalham em íntima colaboração mútua.
(PRESTON; WILSON, 2014, p. 53-54)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) 
Componentes Anatômicos
❖Cada parte do SNA tem dois neurônios 
motores em qualquer via motora: 
❖Neurônio pré-ganglionar . 
❖Neurônio pós-ganglionar.
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 715-716)
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) 
Componentes anatômicos
Neurônio pós-ganglionar
❖Corpo celular e seus dendritos estão 
dentro de um gânglio autônomo:
❖Fazem sinapses com um ou mais 
neurônios pré-ganglionares.
❖Axônio é uma fibra tipo C não 
mielinizada de diâmetro pequeno que 
termina em um efetor visceral. 
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 715-716)
ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Órgão Simpático Parassimpático
Íris Dilatação da pupila (midríase) Constrição da pupila (miose)
Glândula lacrimal Vasoconstrição; pouco efeito sobre a 
secreção
Secreção abundante
Glândulas salivares Vasoconstrição; secreção viscosa e 
pouco abundante
Vasodilatação; secreção fluida 
e abundante
Glândulas sudoríparas Secreção copiosa (fibras colinérgicas) Inervação ausente
Músculos eretores dos 
pelos
Ereção dos pelos Inervação ausente
(MACHADO, 2007, p. 136)
Funções do Simpático e do Parassimpático em Alguns Órgãos
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ANATOMONEUROFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À NEUROCIÊNCIA – Prof. RUBENS NEI N. SILVA
(MACHADO, 2007, p. 136)
Órgão Simpático Parassimpático
Coração Aceleração da frequência Diminuição da frequência
Brônquios Dilatação Constrição
Tubo digestório Diminuição do peristaltismo e 
fechamento dos esfíncteres
Aumento do peristaltismo e 
abertura dos esfíncteres 
Bexiga urinária Pouca ou nenhuma ação Contração da parede 
promovendo o esvaziamento
Genitais masculinos Vasoconstrição; ejaculação Vasodilatação; ereção
Glândula suprarrenal Secreção de adrenalina (através 
de fibras pré-ganglionares
Nenhuma ação
Funções do Simpático e do Parassimpático em Alguns Órgãos
FISIOLOGIA HUMANA
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA FISIOLOGIA HUMANA –Prof. RUBENS NEI N. SILVA
Referências
AIRES, M. M. Fisiologia. 3 .ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
BARRETT, K. E. et al. Fisiologia Médica de Ganong. [recurso eletrônico] 24 ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A. Neurociências – desvendando o sistema nervoso. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
CONSENZA, R. M.; GUERRA, L. B. Neurociência e educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011. 151 p.
HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 
KOEPPE, B. M.; STANTON, B. A. Berne & Levy : Fisiologia. Rio de Janeiro : Elsevier, 2009.
LENT, R. Cem Bilhões de Neurônios – Conceitos Fundamentais de Neurociência. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Atheneu, 2010.
MACHADO, A. B. M. Neuroanatomia Funcional. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Atheneu, 2007.
MARIEB, E.; WILHELM, P.; MALLATT, J. Anatomia humana. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014.
MARTINI, F. H.; TIMMONS, M. J.; TALLITSCH, R. B. Anatomia humana [recurso eletrônico]. 6 ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
PRESTON, R. R.; WILSON, T. E. Fisiologia ilustrada. Porto Alegre: Artmed, 2014.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. Ed. 14. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
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ZANELA, C. Fisiologia humana. Rio de Janeiro: SESES, 2015, 188 p.
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