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QUESTIONÁRIO UNIDADE II – ... Conteúdo Usuário carlos.ferreira95 @aluno.unip.br Curso DIREITO APLICADO Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE II Iniciado 18/10/26 21:38 Enviado 18/10/26 22:40 Status Completada Resultado da tentativa 5 em 5 pontos Tempo decorrido 1 hora, 2 minutos Resultados exibidos Todas as respostas, Respostas enviadas, Respostas corretas, Comentários, Perguntas respondidas incorretamente Pergunta 1 0,5 em 0,5 pontos O Direito Constitucional e os Direitos Humanos são pilares para a atuação da segurança privada, garantindo que a proteção de bens e pessoas não viole as liberdades fundamentais. A Constituição Federal estabelece direitos e garantias que devem ser observados por todos, inclusive pelos profissionais de segurança. Qual dos seguintes princípios constitucionais é fundamental para balizar a atuação do profissional de segurança privada, especialmente no que tange ao respeito à dignidade da pessoa humana? Resposta Selecionada: c. Princípio da dignidade da pessoa humana. Respostas: a. Princípio da legalidade estrita. b. Princípio da supremacia do interesse público. c. Princípio da dignidade da pessoa humana. d. Princípio da inafastabilidade da jurisdição. e. Princípio da publicidade dos atos administrativos. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: O princípio da dignidade da pessoa humana é o fundamento maior da República Federativa do Brasil e deve orientar toda e qualquer atuação, inclusive a da segurança privada, assegurando que os direitos e liberdades individuais sejam respeitados em todas as circunstâncias. Pergunta 2 0,5 em 0,5 pontos A atuação da segurança privada deve sempre respeitar os limites impostos pela Constituição Federal, especialmente no que se refere aos direitos e garantias fundamentais. A invasão de domicílio, a revista pessoal vexatória e a privação de liberdade sem flagrante delito ou ordem judicial são exemplos de condutas que extrapolam esses limites e podem gerar responsabilização. Um vigilante, ao suspeitar de um indivíduo em um condomínio residencial, decide revistá-lo minuciosamente, incluindo seus pertences pessoais, sem qualquer indício concreto de crime ou autorização. Essa conduta, à luz da Constituição Federal, é: Resposta Selecionada: c. ilegal, pois viola o direito à intimidade e à inviolabilidade da vida privada, salvo exceções legais que não se aplicam ao vigilante. Respostas: a. permitida, pois o vigilante está agindo em proteção do patrimônio do condomínio. b. permitida, desde que o indivíduo não se oponha à revista. c. ilegal, pois viola o direito à intimidade e à inviolabilidade da vida privada, salvo exceções legais que não se aplicam ao vigilante. d. legal, se houver regulamento interno do condomínio que autorize a revista. e. legal, se o vigilante tiver fundadas suspeitas, mesmo sem indícios concretos. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: A revista pessoal, especialmente de pertences, é uma medida que restringe direitos fundamentais e só pode ser realizada em situações específicas e por autoridades competentes, com base em fundadas suspeitas ou autorização legal. O vigilante não possui poder de polícia para realizar tal ato sem base legal, violando o direito à intimidade e à inviolabilidade da vida privada. Pergunta 3 0,5 em 0,5 pontos A ética no setor de segurança privada é um componente essencial para uma atuação profissional e respeitosa. Noções de direitos humanos e ética devem guiar as ações dos profissionais, garantindo que a busca pela segurança não se sobreponha aos valores morais e legais. Qual a importância da ética e dos direitos humanos para o profissional de segurança privada? Resposta Selecionada: c. São fundamentais para garantir uma atuação profissional, respeitosa e em conformidade com os valores da sociedade e a legislação. Respostas: a. São conceitos teóricos sem aplicação prática no dia a dia da segurança. b. Servem apenas para limitar a atuação do profissional, tornando-a menos eficaz. c. São fundamentais para garantir uma atuação profissional, respeitosa e em conformidade com os valores da sociedade e a legislação. d. São relevantes apenas para as forças de segurança pública, não para a segurança privada. e. A ética é subjetiva e não deve ser imposta aos profissionais de segurança. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: A ética e os direitos humanos são guias essenciais para a atuação do profissional de segurança privada, assegurando que suas ações sejam pautadas pelo respeito à dignidade humana, à legalidade e aos valores sociais, contribuindo para a legitimidade e eficácia da atividade. Pergunta 4 0,5 em 0,5 pontos O Direito Civil aborda as relações entre particulares, incluindo as obrigações contratuais. No contexto da segurança privada, a contratação de serviços de vigilância, por exemplo, gera obrigações e responsabilidades para ambas as partes. O contrato estabelece os termos da prestação de serviço, os deveres e direitos da empresa de segurança e do contratante. Uma empresa de segurança privada é contratada para proteger um imóvel. O contrato prevê que a empresa deve manter dois vigilantes 24 horas por dia. Em determinado momento, a empresa, sem aviso prévio, reduz o número de vigilantes para um, e ocorre um furto no imóvel. Qual a implicação civil dessa conduta? Resposta Selecionada: b. A empresa pode ser responsabilizada por quebra de contrato e pelos danos decorrentes do furto, devido ao descumprimento da obrigação contratual. Respostas: a. A empresa não tem responsabilidade, pois o furto é um evento imprevisível. b. A empresa pode ser responsabilizada por quebra de contrato e pelos danos decorrentes do furto, devido ao descumprimento da obrigação contratual. c. A responsabilidade é exclusiva do proprietário do imóvel, que deveria ter reforçado a segurança. d. A empresa só será responsabilizada se o furto for comprovadamente causado pela ausência do segundo vigilante. e. A responsabilidade é criminal, não civil, pois houve um furto. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: A empresa de segurança privada, ao reduzir o número de vigilantes em desacordo com o contrato, descumpriu uma obrigação contratual. Em caso de furto, ela pode ser responsabilizada civilmente pelos danos causados, pois sua conduta (quebra de contrato) contribuiu para a falha na segurança e o evento danoso. Pergunta 5 0,5 em 0,5 pontos A responsabilidade civil da empresa e do gestor de segurança é um tema complexo que envolve a análise de responsabilidade objetiva e subjetiva. A responsabilidade objetiva independe da comprovação de culpa ou dolo, bastando a existência do dano, do nexo causal e da conduta. Já a responsabilidade subjetiva exige a comprovação de dolo (intenção) ou culpa (negligência, imprudência ou imperícia). Uma empresa de segurança privada utiliza um sistema de monitoramento eletrônico que falha devido a uma manutenção inadequada, resultando em um roubo. O gestor de segurança, ciente da necessidade de manutenção, postergou o serviço para cortar custos. Analise a responsabilidade da empresa e do gestor neste cenário. Resposta Selecionada: b. A empresa terá responsabilidade civil objetiva pela falha do serviço, e o gestor poderá ter responsabilidade subjetiva por sua conduta negligente, que pode gerar uma ação regressiva da empresa contra ele. Respostas: a. A empresa terá responsabilidade civil subjetiva, pois é preciso provar a culpa do gestor na manutenção. b. A empresa terá responsabilidade civil objetiva pela falha do serviço, e o gestor poderá ter responsabilidade subjetiva por sua conduta negligente, que pode gerar uma ação regressiva da empresa contra ele. c. Apenas o gestor será responsabilizado, pois a decisão de postergar a manutenção foi dele. d. A responsabilidade é exclusiva do criminoso que cometeu o roubo, isentando a empresa e o gestor. e. A empresa e o gestor não têm responsabilidade, pois a falha do sistema é um risco inerente à tecnologia. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: A empresa de segurança privada, como prestadora de serviço, pode ter sua responsabilidade civil analisada sob a ótica objetiva (especialmente em relações de consumo ou atividades de risco), respondendo pelos danos independentemente de culpa. O gestor, por sua vez, ao agir com negligência (postergar a manutenção ciente do risco), pode ser responsabilizado subjetivamente, o que permitiria à empresa, após indenizar a vítima, buscar o ressarcimento junto ao gestor (ação regressiva). A questão exige a distinção e aplicação dos dois tipos de responsabilidade. Pergunta 6 0,5 em 0,5 pontos O Direito Administrativo regula a atuação da Administração Pública. No contexto da segurança privada, o poder de polícia da Polícia Federal é fundamental para a fiscalização e regulamentação do setor, garantindo que as empresas e profissionais atuem dentro dos parâmetros legais e de segurança pública. Qual a principal atribuição da Polícia Federal em relação à segurança privada, conforme a Lei n. 7.102/1983 e suas regulamentações? Resposta Selecionada: b. Autorizar, fiscalizar e controlar as atividades e empresas de segurança privada. Respostas: a. Realizar a segurança patrimonial de empresas privadas. b. Autorizar, fiscalizar e controlar as atividades e empresas de segurança privada. c. Treinar e capacitar os vigilantes de empresas privadas. d. Definir os salários e benefícios dos profissionais de segurança privada. e. Atuar como força-tarefa em operações de segurança privada de alto risco. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: A Lei n. 7.102/1983 confere à Polícia Federal a competência exclusiva para autorizar, fiscalizar e controlar as empresas e as atividades de segurança privada no Brasil, garantindo a conformidade com a legislação e a segurança pública. Pergunta 7 0,5 em 0,5 pontos A Lei n. 7.102/1983 é a principal legislação que regulamenta a segurança privada no Brasil. Ela estabelece as modalidades de atuação, os requisitos para as empresas e profissionais, e as condições para o uso de armamento, entre outros aspectos. Qual das seguintes modalidades de segurança privada não é regulamentada pela Lei n. 7.102/1983? Resposta Selecionada: e. Investigação particular. Respostas: a. Vigilância patrimonial. b. Transporte de valores. c. Escolta armada. d. Segurança pessoal privada. e. Investigação particular. Comentário da resposta: Resposta: E Comentário: A Lei n. 7.102/1983 regulamenta as atividades de vigilância patrimonial, transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal privada. A investigação particular, embora relacionada à segurança, possui regulamentação própria e não se enquadra nas modalidades da Lei n. 7.102/83. Pergunta 8 0,5 em 0,5 pontos O Direito do Trabalho é essencial para a gestão de segurança privada, pois regula as relações entre empregadores e empregados. Aspectos como jornada de trabalho, adicionais de periculosidade e trabalho noturno são cruciais para garantir os direitos dos profissionais e a conformidade legal das empresas. Um vigilante noturno trabalha em jornada de 12x36 horas. Além do salário-base, ele tem direito a: Resposta Selecionada: b. adicional noturno e adicional de periculosidade, cumulativamente, se preenchidos os requisitos legais. Respostas: a. apenas o adicional de periculosidade, pois a jornada noturna já está compensada. b. adicional noturno e adicional de periculosidade, cumulativamente, se preenchidos os requisitos legais. c. apenas o adicional noturno, pois a periculosidade já está incluída no salário. d. nenhum adicional, pois a jornada 12x36 já contempla todas as compensações. e. apenas horas extras, caso ultrapasse a jornada de 12 horas. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: O vigilante noturno, em regra, tem direito ao adicional noturno (pela prestação de serviço em horário noturno) e ao adicional de periculosidade (pela exposição a riscos inerentes à atividade de segurança). Esses adicionais são cumulativos, desde que preenchidos os requisitos legais para cada um, e não são compensados pela jornada 12x36. Pergunta 9 0,5 em 0,5 pontos A terceirização no setor de segurança privada é uma prática comum, mas que exige atenção às regras estabelecidas pela legislação trabalhista. A Lei n. 13.429/2017 (Lei da Terceirização) e a Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) trouxeram importantes mudanças, permitindo a terceirização de atividades-fim, mas mantendo a responsabilidade subsidiária da empresa tomadora de serviços em caso de inadimplemento das obrigações trabalhistas pela empresa terceirizada. Uma empresa de segurança privada terceiriza a vigilância de um hospital. A empresa terceirizada não paga os salários e encargos trabalhistas de seus vigilantes. O hospital, como tomador de serviços, pode ser responsabilizado por essas dívidas? Se sim, de que forma? Resposta Selecionada: c. Sim, o hospital terá responsabilidade subsidiária, o que significa que só será acionado para pagar as dívidas trabalhistas caso a empresa terceirizada não as cumpra. Respostas: a. Não, o hospital não tem nenhuma responsabilidade, pois a terceirização o isenta de qualquer ônus trabalhista. b. Sim, o hospital terá responsabilidade solidária, ou seja, poderá ser acionado diretamente pelos trabalhadores, juntamente com a empresa terceirizada. c. Sim, o hospital terá responsabilidade subsidiária, o que significa que só será acionado para pagar as dívidas trabalhistas caso a empresa terceirizada não as cumpra. d. Não, a responsabilidade é exclusiva da empresa terceirizada, e o hospital não pode ser envolvido. e. Sim, o hospital terá responsabilidade integral por todas as dívidas, como se fosse o empregador direto. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: A legislação atual (após a Reforma Trabalhista) estabelece a responsabilidade subsidiária da empresa tomadora de serviços (o hospital, neste caso) pelas obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. Isso significa que o hospital só será chamado a responder pelas dívidas caso a empresa terceirizada não tenha bens suficientes para quitá-las. A questão exige o conhecimento das nuances da terceirização e da responsabilidade do tomador. Pergunta 10 0,5 em 0,5 pontos A jornada de trabalho dos profissionais de segurança privada é um ponto sensível, dada a natureza contínua e, muitas vezes, noturna das atividades. A legislação trabalhista estabelece limites e regras para a duração do trabalho, horas extras, intervalos e descanso, visando proteger a saúde e a segurança do trabalhador. Qual a principal característica da jornada de trabalho 12x36 horas, frequentemente utilizada no setor de segurança privada? Resposta Selecionada: b. O trabalhador cumpre 12 horas de trabalho e tem 36 horas de descanso, sendo que o adicional noturno e as horas extras são devidos se houver trabalho em horários específicos ou extrapolação da jornada. Respostas: a. O trabalhador cumpre 12 horas de trabalho e tem 36 horas de descanso, sem direito a adicionais. b. O trabalhador cumpre 12 horas de trabalho e tem 36 horas de descanso, sendo que o adicional noturno e as horas extras são devidos se houver trabalho em horários específicos ou extrapolação da jornada. c. É uma jornada ilegal, pois excede o limite diário de 8 horas de trabalho. d. O trabalhador cumpre 36 horas de trabalho e tem 12 horas de descanso. e. É uma jornada que não permite o trabalho noturno, devido à sua extensão. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: A jornada 12x36 é uma modalidade de jornada especial, permitida por lei ou acordo/convenção coletiva, onde o trabalhador cumpre 12 horas de trabalho e tem 36 horas consecutivas de descanso. No entanto, mesmo nessa jornada, o adicional noturno é devido se o trabalho ocorrer em horário noturno, e horas extras são devidas se houver extrapolação das 12 horas diárias, conforme a legislação trabalhista. A alternativa B reflete essa complexidade de forma mais precisa. Domingo, 18 de Outubro de 2026 22h40min57s GMT-03:00 OK